Revista Empresário Digital - Edição 172

 

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Revista Empresário Digital - Edição 172

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carta ao leitor A MELHOR DIREÇÃO PARA O SEU CONTEÚDOcompanhar, o tempo todo, as novidades que podem mudar os caminhos do seu negócio. Isso faz sentido para você? Então convido-o a acompanhar este meu raciocínio até o final deste editorial. Duvido que alguma empresa conseguisse A sobreviver nos dias de hoje emitindo notas em talões ou usando máquina de escrever. Parece óbvio, não é? Mas, atualmente, tentar divulgar o seu negócio distribuindo e-mails sem direção ficou igualmente arcaico. Não é mais isso que vai fazer o seu negócio decolar – se é que um dia funcionou... É inegável que, hoje, ignorar os meios digitais é dar murro em ponta de faca. Quem é da geração digital talvez nem entenda esse ditado. Mas mais importante que identificar o sentido de velhas expressões é compreender o que é o digital: um conceito que vai muito além do uso de e-mails, sites e redes sociais. Tampouco é apenas um processo de impressão ou um tipo de marketing. O digital é o meio que promove e dá escala ao conteúdo (a mensagem de uma marca) de forma maciça (como a TV ou jornal). E ainda consegue ser único, personalizado e assertivo (como uma mala-direta personalizada ou o e-mail marketing). Percebi que, ao mesmo tempo que o consumidor buscava uma camiseta personalizada e única, havia um espalhamento das tribos e o resignificado da classificação econômica pelas marcas. Um bom exemplo é a Smart FIT, academia com igual proposta de valores e preços tanto para o jovem executivo dos Jardins quanto para o motoboy que presta serviço para ele. Foi aí que eu pensei: por que não uma revista em todas as plataformas (impressa, web, em aplicativo para tablets, smartphones, redes sociais, newsletter e ações consultivas de relações públicas)? Por que não uma técnica de distribuição específica para cada meio? Por que não focar nos interesses do empresário, além da impressão? E, veja só, por que não mostrar aos nossos públicos toda a força da impressão digital, na qual até gigantes da internet, como Google e YouTube, investem? Foi justamente isso que fizemos até chegar à data de hoje – com um time de especialistas em conteúdo relevante sobre gestão de processos, gestão de marketing, gestão de vendas, gestão de pessoas, gestão financeira, etc. E uma lista com cerca de 480 mil empresas de vários e diferentes nichos da impressão. Sim, todos eles que fazem, influenciam ou compram impressão. O alvo ideal de uma indústria que tende a crescer 25% ao ano. Melhor do que isso: é o nosso cliente que ajuda a escolher para quem vamos entregar o conteúdo da sua propaganda. Você precisa conhecer como isso se dá na prática. Tenho absoluta certeza de que vai ficar encantado com as possibilidades. Quando iniciamos este negócio, há cerca de 17 anos, não imaginávamos outro cenário senão meramente uma revista sobre impressão serigráfica. Mas, o tempo passou, os processos evoluíram, e com eles o nosso interesse em falar sobre o digital além da impressão. Falamos, para um público basicamente formado por empresários, sobre gestão financeira, de pessoas, economia, marketing e vendas. Buscamos os maiores especialistas mundiais para gerar um conteúdo de alta relevância, e entregamos com muito critério – sempre para os clientes potenciais de nossos clientes, sejam leitores, anunciantes e outros parceiros de negócio. Assim, comprovamos que o conteúdo é lido a partir de um estímulo certeiro. Afinal, qual empresário vai ignorar a melhor informação que o ajude a tomar a melhor decisão? Você pensa assim também? Vamos marcar um bate-papo. Estou à sua disposição. Marco Marcelino, diretor editorial Twitter do editor: @marco_marcelino Twitter da revista: @revista_ESD www.empresariodigital.com.br (notícias todos os dias) CAPA Desbravando o inconsciente do empresário brasileiro Pág. 28 4 Serigrafia 6 Novidade 8 Economia 10 PDV 12 Out of Home 14 Sala Vip 16 Out of Home 20 Impressão 22 Marketing 24 Branding 32 Coaching 34 Publicidade 36 Têxtil 38 Marketing Avenida Paulista, 1079 • 8º andar Bela Vista • São Paulo/SP • Brasil Fone/Fax: (11) 2787-6386 www.serinews.com.br Publisher: Marco Marcelino {44.446} mmarcelino@serinews.com.br Gerente Editorial: Jorge Luiz Mussolin {15.978} jmussolin@serinews.com.br Jornalista: Alexandre Carvalho {44.252} alecarvalho@serinews.com.br Redação: Bruna Costa - bcosta@serinews.com.br Design: Patricia Barboni patricia@be-erredesign.com.br Foto de capa: Marcio Scavone As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião da editora. As fotos publicadas têm caráter de informação e ilustração das matérias. Os direitos das marcas são reservados aos seus titulares. As matérias aqui apresentadas podem ser reproduzidas mediante prévia consulta por escrito à Editora. O não cumprimento dessa determinação sujeitará o infrator as penalidades previstas na Lei de Direitos Autorais. (Lei 9.610/98). empresariodigital.com.br • 3

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serigrafia Por que o BRAILE é uma oportunidade? Uma das vantagens competitivas do processo serigráfico é produzir formas em relevo e com um apurado nível de detalhes e capacidade de reproduzir finos traços. Essa capacidade pode ser traduzida por um deficiente visual, como leitura de uma sinalização, comunicação, música, literatura e muito mais. Tudo a partir do Braille, um sistema de leitura para cegos criado por Louis Braille em 1824, para que as pessoas que não podem enxergar através dos olhos, possam enxergar através do tato. O dia 4 de janeiro é comemorado o dia mundial do Braille. Cada célula Braille possui 6 pontos de preenchimento, permitindo 63 combinações. Alguns consideram a célula vazia como um símbolo também, totalizando 64 combinações. O relevo é muito importante e por esse motivo começamos falando das vantagens da Serigrafia e sua relação com o método Braille. A impressão em Braille não é utilizada somente em livros e folhetos de papéis. A cada ano, com o aumento da consciência em relação à acessibilidade, cresce o desenvolvimento de aplicação do método Braille em diversos materiais. Placas metálicas, chapas de poliestireno, auto adesivos, são alguns dos exemplos de materiais, que permitem produzir de placas de sinalização a rótulos de produtos ou identificadores de roupas. Na realidade, basta enxergar o mundo de conteúdo e experiências que poderiam ser reproduzidas para milhões de deficientes. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), existem no Brasil 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Pessoas ávidas a viver experiências e consumir conteúdo muito além das mais básicas informações. Se você enxergou essa oportunidade, mas acha que trata-se de uma difícil técnica de impressão, você precisa conhecer a Agabê. Eles tem conhecimento sobre todo o processo bem como comercializam todos os insumos necessários para Braille. Dos tecidos técnicos da empresa Italiana Saati, emulsões para telas em relevo, como a Dualfilm AG, Unifilm UV, Unifilm 3D Solv entre outras. A altura do ponto em braile se deve a construção do relevo que iremos adotar a matriz serigráfica, tipo de lineatura do tecido, tinta adequada para cada tipo de superfície e dureza do rodo que iremos trabalhar no momento da impressão. A Agabê é um das mais respeitadas empresas do mundo e conhecem os processos serigráficos como poucos. Segundo a empresa, a versatilidade do processo serigráfico exige receitas especificas para cada tipo de relevo e superfície. Por isso, além da venda dos produtos, eles podem ajudar com dicas em relação ao processo produtivo. As possibilidades são quase ilimitadas, pois a impressão do Braille pode ser feita praticamente em qualquer tipo de material. Além dos citados acima, também podemos decorar peças de vidros, cerâmica, tecidos e muitos tipos de materiais plásticos. A equipe Agabê possui profissionais altamente qualificados que ensinam a técnica de relevo através de cursos teóricos e práticos. É através da Serigrafia que a empresa contribui para o sucesso dos projetos de inclusão social. Informações: www.agabe.com 4 • empresariodigital.com.br

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novidade Calibre as cores do seu Tabletocê que é um profissio- nal de moda, design, fotografia, publicidade ou impressão veja só essa Vnovidade. A X-Rite, em- você pode ver as imagens com exatidão, não importanto o tipo de iluminação do local onde você está. Isso é possível porque o aplicativo faz uso do sistema de sensores do seu aparelho para fazer a para o computador, escolha entre D65, D50 e Original (Nativo) A X-Rite criou o Programa de Parceria ColorTRUE Aware. Atualmente, estão colaborando com outros desenvolvedo- presa americana fundada compensação da luz ambiente. res de aplicativos para permitir que eles em 1958, lançou alguns equipamentos Outros três pontos relevantes são: acessem seu perfil ColorTRUE de forma que além de calibrar monitores, projetores •Simulação de Impressão – anteveja integrada para que todos os aplicativos e impressoras, também faz a calibração suas imagens com o perfil da impressora possam exibir as cores com exatidão e de cores em dispositivos móveis como e o objetivo de conversão uniformidade. Os aplicativos ColorTRUE Smartphones e Tablets. O ColorTRUE é •Perfilamento ICC – atribua com Aware serão alvo do gerenciamento de um aplicativo gratuito para IOs e Android, facilidade os espaços de cores de tra- cores assim que você criar um perfil com mas lembrando que para o processo de balho corretos (sRGB, Adobe® RGB, o ColorTRUE. calibração, é necessário usar um disposi- ProPhoto RGB) Informações: tivo de medição X-Rite compatível. Esses •Seleção do Ponto Branco – para uma www.xrite.com/pt-PT/categories/ dispositivos são o ColorMunki, i1Display matização otimizada das cores do tablet calibration-profiling/colortrue Pro e o i1Pro versão 2, que variam de $ 189 a 1,650 dólares (não está calculado frete e despesas de importação). O ColorTRUE fornece uma exatidão cromática na tela do seu dispositivo móvel e é fácil e rápido de usar. Assim que você coloca um dispositivo de calibração X-Rite compatível sobre a sua tela, o aplicativo fornece um perfil personaliza- do. Além disso, o ColorTRUE tem um visualizador de imagens para que você possa mostrar suas fotos com confiança, sabendo que as cores delas estarão exatas. Com a tela devidamente calibrada, 6 • empresariodigital.com.br

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economia Por Othon Almeida* Sinais positivos devem estimular as empresas Ainda estamos nas primeiras semanas do ano, mas percebemos que, pelo menos por enquanto, as perspectivas do empresariado brasileiro para 2017 são positivas. O País foi tomado de grande desapontamento pelo frustrante desempenho da economia nos últimos tempos e, após o conturbado ano de 2016, os olhos do mercado se voltam para as perspectivas para este novo ano. A retomada do crescimento e do desenvolvimento se apresenta como um dos grandes desafios para a sociedade brasileira. Um dado importante e positivo, que deve ser observado com muita atenção, é a evolução dos preços no país. Em 2015, a inflação oficial do Brasil fechou em quase 11%, mas foi desacelerando ao longo do ano passado, e encerrou 2016 em 6,29%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), abaixo do teto máximo da meta do governo, que é de 6,5%. E, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central do Brasil, o mercado espera que a inflação fique em 4,81% este ano, retornando a uma marca próxima do centro da meta (fixada em 4,5%) e causando um efeito positivo sobre a economia, os consumidores e as empresas. Apesar da retração do mercado até o momento, as pequenas e médias empresas (PMEs), especialmente, esperam ganhar espaço quando a economia se reaquecer. A perspectiva de recuperação do Brasil faz com que as organizações de menor porte se mostrem mais confiantes com os resultados de seus negócios, segundo a pesquisa Agenda 2017, realizada pela Deloitte. De acordo com o levantamento, que contou com a participação de 746 empresas brasileiras de diversos segmentos (das quais 52% PMEs), a soma das receitas líquidas previstas pelas organizações de menor porte deve chegar a cerca de R$ 30 bilhões em 2017, valor nominal 12,2% maior do que os R$ 26,7 bilhões esperados para 2016. Esse crescimento previsto é 3,9 pontos percentuais maior do que os 8,3% de avanço de 8 • empresariodigital.com.br

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receitas estimado pela totalidade das organizações que participaram da pesquisa. Apesar de esperarem um aumento de vendas e negócios, a maioria das PMEs (56%) estima manter o mesmo contingente de empregados no ano que vem. Pelo lado mais positivo, outras 30% preveem aumentar seu quadro funcional, enquanto que 14% disseram que vão reduzi-lo, de acordo com a pesquisa. Uma das maiores preocupações das pequenas e médias empresas, de uma maneira geral, é a gestão do caixa. Para manter um bom empreendimento, é necessário ter controle eficiente do fluxo de caixa. Se há algo positivo na crise, concluímos que, ao longo dos últimos anos, as PMEs sofreram bastante para se manterem ativas no mercado e agora elas administram muito melhor este assunto. Apesar de previsões menos otimistas apontarem que a economia brasileira só deve voltar a se reaquecer em 2018, percebemos que as pequenas e médias empresas estão propensas a operar pela mudança de cenário já em 2017. Algumas alternativas aparecem como prioritárias. De acordo com o levantamento, o lançamento de novos produtos ou serviços é a principal prioridade das empresas para destinar seus investimentos este ano; seguido por substituição de máquinas e equipamentos. Outro fator importante é a implementação de práticas de governança e melhorias na qualidade de informação dentro das companhias. Apesar de um cenário ainda incerto, existem diversas indicações de que tendemos a ter a economia em expansão novamente. O varejo já vem dando indícios de progresso. Após quatro quedas seguidas, o comércio varejista voltou a crescer no último trimestre de 2016. De outubro para novembro, foi registrada uma surpreendente alta de 2% nas vendas, tornando-se o melhor resultado desde julho de 2013, quando o avanço foi de 2,9%, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mercado deve ficar atento também ao segmento de infraestrutura, uma das atividades econômicas que deve reagir positivamente este ano, especialmente ante os planos do governo federal de retomar e reforçar grandes projetos, concessões e privatizações, com investimentos em estradas, saneamento, aeroportos, portos, transporte e mobilidade urbana. Outra boa notícia é a baixa das taxas de juros. Agora em janeiro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa básica da economia, a Selic, em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano, o que pode estimular especialmente as companhias de menor porte, tão necessitadas de crédito mais barato. Ainda não é possível dizer que deixamos para trás os principais problemas que têm limitado o impulso desenvolvimentista de nosso país. Mas os sinais de melhora das condições econômicas – aliados ao pujante otimismo de empresários e gestores cansados de padecer diante do momento de grave crise em que vivemos – devem fazer com que 2017 seja de fato um ano de inflexão, que certamente impulsionará a retomada do crescimento, especialmente para as pequenas e médias organizações. *Othon Almeida é sócio-líder da área de Desenvolvimento de Mercados da Deloitte. empresariodigital.com.br • 9

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pdv Por Gouvêa de Souza pPreodsustoosasãso ncomãmooditie!s,National Retail Federation, organizadora do evento Nrf Retail’s Big Show, o maior evento dedicado à indústria do varejo no mundo, recebeu cerca de 35 mil participantes durante os três dias de intensa programação, no Javits Center, em Nova York (EUA). Kip Tindell, chairman da NRF e co-fundador da The Container Store, abriu a convenção dando boas-vindas e destacando a importância da indústria varejista para aa economia americana. Mas ressaltou que grande parte desse protagonismo do setor deve-se ao engajamento de um pilar essencial: Pessoas! “Acreditamos na fórmula 1 = 3. Uma pessoa excelente produz tanto quanto 3 pessoas boas”, disse. Esse foi o tema central da primeira keynote session do dia: “Construindo a Força de Trabalho do Amanhã: Como Varejistas Estão Atraindo e Retendo Talentos”, com Terry J. Lundgren (CEO da Macy’s), James Rhee (CEO da Asley Stewart) e Greg Foran (CEO da Walmart EUA), com a intermediação de Mindy Grossman (CEO da HSNi). 10 • empresariodigital.com.br

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“Foi fantástico ter uma palestra de abertura na NRF falando justamente sobre atração e retenção de talentos, cultura e propósito e, principalmente, treinamento”, destacou Fabiana Mendes, sócia-diretora da GS&Friedman, empresa especialista Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas para o Varejo, que destacou a apresentação do CEO da Ashley Stuart, James Rhee. “A frase mais importante da palestra dele foi ‘Produtos são commodity, pessoas não!’ e isso explica tudo o que ele implementou na sua empresa, com foco em treinamento e retenção de pessoas e como ele estabeleceu uma relação de confiança com seus funcionários”. Essa preocupação crescente com o treinamento e engajamento dos colaboradores está ainda mais alinhada com a entrega de uma nova dinâmica de experiência no PDV. “Sabemos que as operações de varejo são muito engessadas, especialmente quando falamos na base de atendimento e o CEO da Walmart, Greg Foran, nos trouxe uma receita de flexibilidade e empoderamento dos colaboradores que a gente sabe que funciona, pois aquelas pessoas que estão na base são exatamente aqueles que lidam diretamente com os nossos clientes”, concluiu Fabiana. Para colaborar com este novo PDV, cada vez mais cheio de tecnologia, inovação, conectividade e personalização, os varejistas americanos estão cada vez mais preocupados em reter talentos, valorizando a carreira no setor e investindo em educação. Como faz a Macy’s, que busca talentos nas universidades e mantêm um programa contínuo de treinamento, segundo revelou Terry Lundgreen, CEO da tradicional rede de departamentos. Com esse foco educacional, a NRF lançou uma plataforma de educação e treinamento para os varejistas americanos, chamada RiseUp. A segunda keynote session debateu a importância dos dados para revolucionar a experiência do consumidor dentro da loja. Segundo estudo apresentado pela Deloitte, os consumidores estão cada vez mais influenciados pelo digital. Mas há ainda uma grande oportunidade para a loja física romper fronteiras e se tornar cada vez mais relevantes. E para mostrar o que já está sendo feito nesse sentido, o presidente da GameStop, Mike Mauler, e o CEO e Chief Health Enthusiast da The Vitamin Shoppe, contaram suas experiências em segmentos bastante diferentes: do mundo dos gamers para aqueles em busca de uma vida com mais qualidade e saúde. “Ambas transformaram seus pontos de venda em um ponto de experiência e relacionamento, não só em uma transação comercial, mas um relacionamento de longo prazo e também em todas as plataformas digitais, seja e-commerce, aplicativo mobile, tudo isso sendo ativado de forma integrada e contando a mesma história, coletando dados, coletando insights, para oferecer uma melhor oferta de produtos e uma real diferenciação para seus clientes”, destaca Vinícius Tsugi, sócio-diretor da wroi+lúcida, empresa especializada em Estratégia em Marketing Digital. Para o especialista em Analytics e Marketing Digital, “para isso acontecer dentro da empresa é necessário integrar as disciplinas de tecnologia, marketing, varejo, presença em loja física e todos os departamentos e equipes em volta disso para trazer uma experiência unificada, ou seja, entender de fato seu consumidor em todos os pontos de contato, realizando ofertas direcionadas, segmentadas, buscando um formato de venda consultiva, ou seja, deixando de ser apenas uma venda baseada em preço para ser uma venda baseada em relacionamento e experiência, para que possa ser revertida em melhor lucro e gerar lealdade. O que eu vejo que no Brasil ainda existe uma separação nessas disciplinas, então temos uma oportunidade gigantesca ao reunir os dados de todas essas bases de segmentações para uma oferta mais personalizada e segmentada”. O domingo contou também com uma palestra cujo título provocava o varejista dizendo que o Céu não é o Limite. No palco, o astronauta e capitão Scott Kelly compartilhou suas experiências de vida, especialmente, aprendizados ao lidar com situações adversas no espaço, que podem inspirar os líderes do varejo. “A nossa tendência no Brasil é querer viver como se a gente fosse um polvo, com vários braços, atendendo a diversas demandas, querendo fazer tudo ao mesmo tempo. Eu acho que a gente picar as nossas atividades, resolvendo uma de cada vez, enfatizando aquelas das quais nós somos mais competentes é um toque muito legal!”, resume Manoel Alves Lima, CEO da FAL Design Estratégico para o Varejo. O que mostra a preocupação com esse pilar fundamental ao varejo: Pessoas. Para entregar a tão comentada experiência aos consumidores, o seu time precisa estar em sintonia, alinhado com o propósito do seu negócio, em constante aprendizado e treinamento para acompanhar a evolução tecnológica digital que permeia o varejo omnichannel, olhar para o seu consumidor buscando não apenas realizar uma transação comercial momentânea, mas sim um relacionamento a longo prazo. Detalhes que certamente farão o seu negócio não enxergar o céu como limite! www.gsmd.com.br empresariodigital.com.br • 11

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out of home IVC lança auditoria de mídia out of home Instituto passa a auditar inventário e campanhas em espaços de empresas do setor Um dos meios que mais cresce na publicidade no País, a mídia out of home, passa a ser auditado pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC). Serão duas frentes de informações disponibilizadas ao mercado: Auditoria de Inventário e Auditoria de Campanha. O processo teve início no ano passado em contatos com empresas do setor. Para desenvolver o projeto-piloto, o IVC passou a auditar informações de cinco empresas do segmento – Elemídia, Clear Channel, Indoormídia, Eletromídia e Band Outernet -, com apoio da Associação Brasileira de Out of Home (ABOOH). O Instituto teve acesso aos dados das empresas e analisou todo o material fornecido por elas, checando relatórios e verificando equipamentos. Na Auditoria de Inventário são verificados os dados de cada empresa com relação aos pontos de instalação – móveis ou fixos. Nesse sentido, são observadas informações com relação a quantos pontos existem efetivamente, quais são, onde estão, tipo e se são funcionais para publicidade, ou seja, se têm condições adequadas para inserção e veiculação. Já na Auditoria de Campanha, o que o IVC audita e certifica, em toda a documentação, é se uma inserção de publicidade foi realmente feita em um determinado período. Será verificado todo o processo, da montagem do equipamento, passando pela inserção da campanha, chegando à retirada da ação/campanha. No Media Planner, essas informações serão disponibilizadas com dados como período, tipos, setores, mídia, localização, forma de exibição, entre outras características, bem como o Mapa de Calor, com geolocalização e detalhamentos como um ponto, em uma determinada rua, em todo o Brasil. No Media Planner, assim como hoje já é feito na auditoria dos websites, o usuário terá à disposição funcionalidades, análises, indicadores, formatos de gráficos, mapas, entre outras inovações e aperfeiçoamentos. “O OOH é um setor que vem crescendo sua participação no bolo publicitário, tornando-se cada vez mais importante em uma campanha. Sua auditoria era um desejo de agências e anunciantes. O projeto foi todo desenvolvido pelo IVC já dentro da nova formatação do Media Planner, usando nossa expertise nos segmentos de websites e publicações gratuitas, com muitas informações técnicas que contribuíram na composição do produto”, explica Pedro Silva, presidente executivo do IVC Brasil. Segundo ele, todas as informações serão disponibilizadas com um padrão de linguagem simples para um planejamento de comunicação efetivamente idealizado nessa mídia. “Em um mercado que carece de informações mais detalhadas e fidedignas, uma agência, por exemplo, pode verificar, por meio de filtros, o real alcance de uma campanha. Esse é, sem dúvida, um dos grandes benefícios da auditoria de OOH”, afirma. Além das informações do Media Planner – abertas no site a todos os associados -, os dados da Auditoria de Inventário estão disponíveis em certificados de auditoria, com informações mais detalhadas, também abertas. Já análises mais pontuais da Auditoria de Campanhas, serão disponibilizadas somente a quem contratar o serviço à parte para, por exemplo, usar os dados em um plano de mídia. Os relatórios fechados poderão ser adquiridos por agências, anunciantes ou as próprias empresas exibidoras, associados ou não ao IVC. 12 • empresariodigital.com.br

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seamlabavliapgem Por Marcelo Ponzoni* LIDERANÇA PARA QUEM ACHA QUE NÃO TEM NADA A VER COM ISTO *Marcelo Ponzoni é publicitário e diretor executivo da agência Rae,MP, que atua há 26 anos no mercado; e Autor do livro “Eu só queria uma mesa”, da Editora Saraiva. (11) 5070-1294 marcelo@raemp.com.br - www.raemp.com.br Quero expor para você alguns assuntos relacionados a liderança, supervisão, exemplo, construção de bases, crescimentos profissional e visão de futuro. Muito do que eu for expor aqui possivelmente já exista de certa maneira inserida em suas memórias, mas o intuito é de reativar alguns conceitos e experiências. Para que se compreenda a minha intenção com este texto e para que se tenha um melhor aproveitamento das minhas colocações, terei que voltar um pouco no tempo. Desde os meus primeiros ímpetos empreendedores, ficou bem claro que o meu crescimento só se daria caso eu tivesse a capacidade de terceirizar as minhas funções para que o meu tempo fosse, a cada momento, tendo mais relevância estratégica do que operacional e que também tivesse a capacidade de gerir uma pessoa na função desejada para que as coisas acontecessem de maneira fluida. Na teoria, é muito fácil ter esta compreensão, mas, na prática, este é sem dúvida o maior desafio em se construir uma engrenagem formada por pessoas e que possam dar continuidade de maneira orgânica, atribuindo ainda a esta difícil tarefa a soma de tantos desejos de cultura, comportamento, atitudes e entregas das quais pensamos necessitar acontecer. Pare um instante e rapidamente irá perceber a dificuldade em fazer com que tantos pratos fiquem equilibrados e girando simultaneamente. Olhando por este prisma, é algo praticamente impossível de se fazer, mas nós, empreendedores, desafiamos esta impossibilidade e tentamos a duras penas construir uma engrenagem capaz de se equilibrar concomitantemente aos exercícios do aprendizado e crescimento. Ser líder parece algo físico do ponto de vista operacional, mas na realidade é uma tarefa da qual se necessita muito e muito tempo de testes e mais testes para que os nossos desejos se tornem eficientes, eficazes e, principalmente, sustentáveis nas mãos dos liderados. Construir esta pirâmide de cartas não se trata simplesmente de um querer, ou de uma vontade, trata-se de uma vocação que condiz com as nossas essências em transformar algo solo numa orquestra harmoniosa e, neste sentido, como fazer e o que é preciso fazer no dia a dia para que os componentes desta banda acreditem que um dia estarão numa orquestra. E mais, que terão futuro, que construirão firmes pontes frente aos seus desejos. Como apresentar a todo momento uma crença capaz de retê-los, capaz de motivá-los diante de todas as dificuldades encontradas? O fato de buscar o crescimento, de uma empresa ou mesmo no campo pessoal, passa praticamente pela mesma estrada, os resultados almejados são consequências diretas das nossas atitudes e intenções, não há crescimento isolado, pessoas e empresas necessitam de colaborativismo, de ensino, de exemplo, de alinhamento de culturas e, principal- 14 • empresariodigital.com.br

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mente, de orientação, diálogo, norte, feedback, referências, comparativos, tempo de voo, estudo, atenção, atitude, altruísmo, posicionamento, resiliência, reflexão, tempo, paciência, estratégia e, para cada uma destas necessidades, poderíamos descrever mais tantas outras reflexões como tentativa de compreensão de cada uma destas partes. Diariamente fico pensando em como proceder da melhor maneira frente à minha equipe, como dar mais exemplos positivos, como atribuir aos meus comportamentos e atitudes um campo magnético capaz de retê-los diante dos enormes desafios a que estamos expostos, trata-se da vida de cada um, todos pensam em seus futuros, em suas apostas. Todos avaliam seus resultados, suas evoluções profissionais e assim por diante, e é neste campo que quero abrir uma brecha em seus raciocínios. Pense o seguinte, se neste momento em que se indaga como poderei ter crescimento profissional, aí está a oportunidade e a necessidade do desenvolvimento da liderança. Pense em quantas pessoas e oportunidades já tiveram com pessoas abaixo de você e quais os motivos pelos quais elas se perderam. Onde estão, será que poderiam estar até hoje ao seu lado construindo a sua escadaria? Como reter com maior intensidade as pessoas que estiveram sob a minha liderança? Por que as pessoas se vão? Por que elas ficam ao nosso lado? Quais os reais motivos destas duas situações? Formar e reter pessoas que possam estruturar as nossas pontes deve ser uma opção e não um acontecimento, ninguém fica ao nosso lado sem muita dedicação, trata-se de uma troca constante, precisamos escolher, mas logo depois necessitamos ser escolhidos. Todos os dias faço um balanço e observo quantos querem estar aqui e quantos gostariam de estar em outros lugares, temos este poder em nossas vidas, sentimos as pessoas e conseguimos avaliá-las e, se quisermos, conseguimos ou não ter atitudes diante de nossas percepções. Não é uma ciência exata nem algo 100% funcional. Um exercício que faço constantemente é o de me colocar realmente no lugar da pessoa, tento enxergar com os olhos dela, avalio suas possíveis percepções, avalio os esforços para estar presente aqui todos os dias, de onde vem, para onde vai, como se comporta no dia a dia, o que faz a mais ou a menos, suas ansiedades, motivações e desmotivações diante dos acontecimentos. Todo este texto tem um único intuito: de propiciar uma reflexão e preparar-lhe melhor para esta nova oportunidade que a vida nos concede diariamente. Neste sentido, quero propor a você, leitor, que imprima, a partir de agora, uma nova liderança mais focada, séria, construtiva e que extraia dos seus liderados, sejam eles quem forem, nada menos que o melhor. É preciso desafiá-los, criar questionários de entendimento, provocá-los dentro de uma evolução consecutiva a cada dia. Force a evolução, teste, teste e teste, puxe a orelha se necessário, mas assuma a liderança propulsora, estimule o próximo como gostaria de ser estimulado, crie o seu sucessor sem medo, sem inseguranças. Mostre um caminho, corrija algumas deficiências que talvez exista em você e que possa otimizar na personalidade do próximo. Confesso que sou bagunceiro, então sempre procurei ter pessoas organizadas ao meu lado e assim por diante. Pense grande, construa um novo profissional para que possa colocá-lo à frente e delegue conforme for entendendo sua capacidade. Nada será do dia para a noite, não estou orientando pressa e sim assertividade diária nesta condução. Pense como líder, independentemente de não o ser hoje. Lidere a si próprio, construa a sua base para tal, cresça sob o entendimento de se construir uma base para levantar voo. Você só poderá fazer mais, ao mesmo tempo, se conseguir administrar uma pessoa para continuar fazendo o que faz com capacidade semelhante. Para nós, nunca ninguém fará aquilo igual fazemos, mas, na verdade, pode fazer até melhor, caso você se pré-disponha a ensiná-lo com as suas experiências. Ser igual a você, jamais! Esta é uma utopia e talvez um dos maiores erros em liderar pessoas. No fundo, precisamos compreender habilidades e características e assim otimizá-las ao máximo. Lembre-se que nem o próximo, nem ninguém aqui a sua volta, tem como objetivo primário ser grandes amigos, isto deve ser uma consequência natural da vida, precisamos ter nas relações muito respeito e principalmente admiração profissional. Não tente conquistar o próximo pela intimidade ou amizade pessoal, o foco deve estar centrado no profissional, pelo menos até que ele dê os primeiros sinais de maturidade. A estrada é longa, dura, cheia de buracos e situações que sempre farão com que estes jovens que hoje estão nas empresas pensem nas possibilidades e oportunidades do mundo afora; estão ansiosos, ávidos por crescimento, aprendizado, velocidade, são muito mais rápidos que possamos compreender, têm muita informação horizontalizada e pouca profundidade, que alcançam em fração de segundos caso precisem, mas, por trás de tudo isso, são como todos, querem atenção, oportunidades, desafios e espelhos capazes de motivá-los. Construir profissionais, homens e mulheres de caráter, equilibrados, com capacitação para enfrentar os novos tempos, as novas demandas, é uma meta de todos, em todos os tempos. Muitos precisam de nós assim como sempre precisamos dos nossos mentores, uns mais, outros menos. Como questiona um ditado sobre a diferença entre o esperto e o sábio, escolha ser os dois. Os espertos aprendem com os seus próprios erros e os sábios com os erros dos outros. empresariodigital.com.br • 15

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