Revista-Comercio-Industria-Janeiro-2017

 

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Grupo de Meio Ambiente do Ciesp volta à ativa neste mês Iniciativa tem como objetivo promover a troca de informações sobre assuntos ambientais no meio empresarial O Grupo de Meio Ambiente (GMA) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que busca fomentar a troca de informações ambientais junto ao empresariado, promove no próximo dia 30 de janeiro o primeiro encontro sob nova coordenação. Serão realizadas reuniões mensais para discutir assuntos como licenciamento, poluição do ar e da água, resíduos sólidos, mudanças climáticas, solo e áreas contaminadas, ruído e vibrações, entre outros. Lênin de Matos Silva, engenheiro ambiental e responsável do GMA da regional de Araraquara nesta nova fase, explica que o retorno do grupo trará grandes contribuições para a região. “Promover esses encontros é de grande valia para o empresário e, também, para a sociedade. Muitas empresas, que não têm um profissional específico da área, poderão aprender sobre legislação e outros assuntos que exigem um pouco mais de conhecimento. A troca de informações entre os membros do GMA será fundamental para o crescimento e desenvolvimento de todos”, afirma. Na coordenação, junto com Lênin, está também a engenheira ambiental Ana Paula D’Avoglio. Para participar das reuniões mensais do GMA não é necessário ser associado do Ciesp ou atuar na área ambiental. As inscrições podem ser feitas na sede da entidade, pelo telefone ou pelo e-mail. Serviço Lançamento do GMA Data: 30 de janeiro de 2017 Horário: 18 horas Local: Sesi Araraquara (Av. Octaviano de Arruda Campos, 686 - Jardim Floridiana) Inscrições: sede do Ciesp (Av. Prof. Augusto César, 1090, Centro), pelo telefone 16 3322 1339 ou através do e-mail eventos@ciespara.com.br A emissão de Certificado Digital mais barata do estado de São Paulo. 4 16 3322 1339 I 16 33227823 www.ciesp.com.br/araraquara

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ÍNDICE EDIÇÃO N°138 - JANEIRO / 2017 CAPA Entrevista com Bruno Naddeo ECONOMIA Cuidado com o bolso! POLÍTICA Quatro anos pela frente O TROFÉU É DELE ‘Engenheiro do Ano’ 10 Pelas palavras de seu coordenador, conheça as ações e projetos futuros do Núcleo de Jovens Empreendedores do CIESP Araraquara. Da Redação 07 | Sônia Maria Marques projeta uma Araraquara melhor em 2017, ano em que a cidade completa 200 anos. 12 Especialistas listam dicas de como equacionar as contas inevitáveis de todo começo de ano; planejamento é o principal caminho. 15 Edinho Silva (PT) é empossado como novo Prefeito de Araraquara; conheça também seus doze secretários de governo. Sincomercio 40 | Especialista diz como a queda dos juros de mercado afeta a economia do País. Sindicato Rural 46 | Ao lado do Senar/SP e Raízen, sindicato promove na cidade curso sobre o uso de agrotóxicos. 21 Autoridade na área, Professor Coca Ferraz recebe premiação da Associação Araraquarense de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Canasol 54|No Clube Araraquarense, fornecedores e convidados marcaram presença na confraternização de fim de ano. Uma última homenagem a Barbieri Marcelo Barbieri recebeu em dezembro, mês que marcou o encerramento do seu mandato de prefeito, o então secretário de Diretos Humanos e Participação Popular e também presidente do PV, Fernando César Câmara (Galo), acompanhado do exsecretário do Meio Ambiente José Antonio Delle Piagge, e funcionários de secretarias municipais ligados ao PV. Marcelo foi homenageado pelos integrantes do partido pela confiança e oportunidade dadas a eles durante a sua gestão. “O PV conseguiu se consolidar com várias políticas públicas que tivemos oportunidade de participar e desenvolver. Pudemos mostrar nosso trabalho, pois o Marcelo acreditou em Ex-prefeito homenageado na sua saída nós”, afirmou Galo. O prefeito também fez questão de agradecer o trabalho, a dedicação e o empenho de todos os funcionários nos anos em que integraram as diversas secretarias municipais. Nova cara O Terminal após a reforma A Controladoria do Transporte de Araraquara (CTA) entregou no dia 22 de dezembro a remodelação do Terminal Central de Integração na Avenida São Paulo. Precisam melhorar é o serviço. 6

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LUTO Vá em paz! HÁ 50 ANOS Ferroviária 2 x 2 Cruzeiro 38 Araraquara se despede de Nelson Chinço Cuniyochi, representativo nome da colônia japonesa na Morada do Sol. Pedra Fundamental 56| Prédio próprio da Brasil FM será construído em área doada pelo Município na Vila Xavier. 63 Time mineiro, de Tostão e Piazza (foto), enfrentou a Ferrinha na Fonte em jogo festivo, que marcou a entrega das faixas de Campeã da 1ª Divisão do Paulista para a AFE. Vida Social 72 | Maribel Santos destaca exposição no Arte 220, da artista plástica Euzania Andrade. Massafera recebeu título O deputado estadual Roberto Massafera foi homenageado com o título de cidadão Ribeirão Bonitense no dia 12, na Câmara Municipal de Ribeirão Bonito. A homenagem é uma iniciativa da vereadora Renata Magalhães, a Salomé, sendo aprovada por unanimidade. Ao lado das lideranças políticas locais, Roberto Massafera tem sido um dos interlocutores do município junto ao governo do Estado, contribuindo para a liberação de recursos e a implantação de políticas públicas que visem o desenvolvimento e o bemestar para a população. Ele já liberou mais de R$ 100 mil em emendas parlamentares para a Saúde de Ribeirão Bonito, o que inclui a conquista de uma ambulância e um automóvel; R$ 300 mil utilizados para recape, pavimentação, ruas e sarjetas; além de interceder junto ao governo em vários pleitos do município. Massafera foi o mais votado em 2014 no município de Ribeirão Bonito, com 745 votos, 13,3% dos válidos. “Essa é uma homenagem que muito me honra e redobra meu compromisso por lutar ainda mais por Ribeirão Bonito, o que tenho feito com apoio do governador Geraldo Alckmin”, agradeceu o parlamentar. DA REDAÇÃO por: Sônia Maria Marques Sejam bem-vindos os 200 anos da nossa terra Araraquara acordou neste janeiro com a aparência de ano inesquecível. Começa a se preparar para as comemorações dos seus 200 anos de vida, data cheia, que exige o resgate da história nascida em 1817 e uma apresentação dos fatos que pontuaram sua trajetória. Chegando aos tempos atuais, ela se mostra toda garbosa com características de uma pequena-grande cidade, sempre avançando no desenvolvimento econômico por sua posição estratégica e se posicionando no ranking como lugar ideal para se viver, embora que nos últimos anos, tenha sofrido o impacto da crise, vendo o fechamento de muitas empresas. Não foi apenas o desemprego que fez estremecer seus pilares de sustentação; sem recursos, as vias públicas ficaram expostas à necessidade de melhores cuidados com mato e buracos por todo lado e a saúde não acompanhou o ritmo de novos postos de atendimento pois faltaram profissionais e medicamentos. Se no trânsito houve progresso com a redução de acidentes e número de vítimas, é verdade que a emergência de novos bairros causou impacto e desconforto pela `inexistência´ da infraestrutura. Mas não basta que seja um ano novo; é preciso que o novo prefeito Edinho Silva também venha com novas ideias, tenha fôlego e recoloque em ação sua disposição e ousadia. Esperança é o que não falta neste caminhar incerto, pois sem recursos, não dá para transformar água em vinho ou se tirar leite de pedra. Marcelo Barbieri que o diga. Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Editor: Matheus Vieira (MTB 67.923/SP) Diretor Comercial: Humberto Perez Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Heloísa Nascimento, Anderson Rovina Design: Carolina Bacardi, Bete Campos Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio é distribuida gratuitamente em Araraquara e região * COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br Roberto Massafera ao lado da vereadora Renata Magalhães, a Salomé, autora do projeto que lhe concedeu a homenagem na Câmara Municipal de Ribeirão Bonito 7

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EDITORIAL por: Ivan Roberto Peroni Em tempos de crise a posse de Edinho parece ser o boom que a cidade esperava Mergulhado num cenário político confuso, Edinho Silva já é o prefeito de Araraquara, anunciado para governar a cidade nos próximos quatro anos. Eleito democraticamente no período mais tenebroso da sua carreira, enfrentou os vendavais adversários e com sabedoria sensibilizou o eleitorado, mostrando que com sua experiência poderá tornar Araraquara uma cidade mais criativa, humana e acima de tudo com perfil econômico predestinado ao desenvolvimento, gerando empregos e qualidade de vida. Porém, furacões e terremotos o aguardam, pois sua gestão está apenas começando. Sem recursos, desprovido do apoio direto do Governo do Estado e apartado do esquema político de Michel Temer, o novo prefeito da cidade, Edinho Silva, vive drama semelhante ao de Marcelo Barbieri - oito anos atrás. Peemedebista juramentado, Barbieri enfrentou as divergências políticas em São Paulo e Brasília, dominadas por PSDB e PT, tendo pouco apoio político e recursos que podemos considerar semelhantes aos que todos os municípios brasileiros receberam dos governantes. Edinho acaba de receber Araraquara com os mesmos sintomas, ou seja, enfraquecida politicamente e economicamente em situação pouco confortável. Bom de discurso e diálogo, o novo gestor anuncia cortes que podem beirar 120 cargos. Isso só será real desde que não faça uma reposição, por exemplo: sai João do PMDB e entra José do PT, pois política desde os ‘tempos do onça’, tem sido feita assim, de apadrinhamen- to e conchavos, ou sob a égide do ‘para os amigos tudo, para os inimigos o rigor da lei’. Este tipo de proteção, amparo, salvaguarda, tem custado muito caro aos bolsos da população. A esta altura quando se anuncia cortes na administração, vem a colocação que qualquer cidadão consciente gostaria de comentar aos gestores dos tempos modernos: se está cortando é porque não há necessidade. Como vereador, prefeito por oito anos, presidente do PT paulista e ministro, Edinho Silva teve tempo suficiente para aprender e hoje desfrutando desta experiência, pode até ensinar como administrar uma cidade com 230 mil habitantes. Se é verdade que a vida ensina, mas também judia, Edinho comeu nesta trajetória o pão que o diabo amassou. Não que ele esteja a salvo dos perigos, pois como dissemos, apanha uma Prefeitura em tempos de crise, cidade com perfil de floresta e ruas esburacadas. Tem uma Araraquara sem medicamentos em seus postos de atendimento e saúde oferecendo serviço meia-boca. Contudo, o cenário que vivemos aqui é o mesmo de milhares de municípios brasileiros, fruto de uma política administrativa desorganizada, repleta de mazelas e descuidos que afetam a ética e a moralidade da própria classe. Nesta sua volta a Araraquara, Edinho Silva deixa transparecer que haverá mudanças e o tema da sua campanha “resgatar valores perdidos” parece se encaixar às necessidades da nossa gente. Para isso, é preciso que haja compreensão, união, entendimento político, pois não podemos jogar fora a oportunidade de mostrar ao país a grandiosidade de uma cidade que está comemorando 200 anos de vida. Av.: Romulo Lupo, 155 - Araraquara • (16) 3331-1857 9

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REPORTAGEM DE CAPA ‘O brasileiro precisa aprender a se planejar’ Frente ao Núcleo de Jovens Empreendedores de Araraquara, Bruno Naddeo busca a realização de atividades que visam preparar o ‘novo empresário’ para enfrentar as dificuldades do mercado. ‘Garanto que 2017 e 2018 serão especiais, com muitas ações do NJE’, afirma. Sinônimo de tentar ou realizar, o verbo transitivo direto empreender tornou-se um dos sobrenomes do publicitário araraquarense Bruno Naddeo, de 32 anos. Afinal, em seu cotidiano, o empresário do ramo da comunicação (atuante como diretor operacional da agência ComTexto) procura dialogar fortemente com as definições da palavra, a fim de gerar mais produtividade a partir de ideias inovadoras e desafiadoras, sempre com espaço para ações recheadas de habilidade e criatividade. Esse seu espírito laborioso alimentou uma aproximação maior com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), maior entidade representativa do setor industrial na América Latina, que atua em defesa do setor. Assim, há três anos, desde sua fundação, Naddeo coordena o Núcleo de Jovens Empreendedores de Araraquara, que conta com outros seis integrantes. Como ocorre em todo o Estado de São Paulo, o grupo é formado por jovens empreendedores, sucessores de empresas afiliadas e empresários iniciantes. O projeto existe desde 1992, porém em 2004, ganhou o status de diretoria no CIESP. “Atendemos Araraquara e outras 17 cidades de toda a Região”, conta. As ações do núcleo são múltiplas e podem agregar, ao longo de um ano, palestras, encontros comerciais (Happy Business), Congresso Estadual, Feirão do Imposto, Semana Global do Empreendedorismo e visitas técnicas em empresas. Inclusive, até então, uma das grandes conquistas da unidade local foi a realização do 13º Congresso Estadual de Empreendedorismo, em setembro do ano passado. “O evento foi um sucesso e ocorreu pela primeira vez no Interior de São Paulo. Com certeza, foi uma vitrine”, completa o empresário. Prometendo muitas atividades para os próximos dois anos dentro da agenda do Núcleo de Jovens Empreendedores de Araraquara, Bruno Naddeo recebeu a reportagem da Revista Comércio, Indústria e Agronegócio (RCIA) na sede local do CIESP para um bate-papo especial. Com sua postura calma, centrada e discurso otimista, o empresário de- Bruno Naddeo, durante o Congresso Estadual de Empreendedorismo que o CIESP trouxe para Araraquara, sendo considerado um fato histórico, pois pela primeira vez chegou ao interior 10 senrolou detalhes sobre suas ações na nossa cidade, assim como pincelou algumas perspectivas para o mercado em 2017. Leia a entrevista na sequência. RCIA – Obrigado por nos receber. Quero começar a nossa conversa falando sobre a mais importante ação do Núcleo de Jovens Empreendedores de Araraquara até então: a realização do 13º Congresso Estadual de Empreendedorismo, que ocorreu no Centro de Convenções em setembro de 2016. Foi um marco, certo? Naddeo – Com certeza. Nele, tivemos jovens empreendedores, universitários, empresários renomados e formadores de opinião discutindo perspectivas e caminhos para o empreendedorismo, mesclando a experiência de grandes líderes para inspirar os participantes mais novos. Também agregamos performances culturais e exposição de produtos de empresas locais. Contamos com o apoio do Sincomercio, ACIA, a Escola Trevisan de Negócios, enfim. Criou-se uma aliança unindo a cidade inteira, nos dando gás para trabalhar ainda mais. Batalhamos para que tudo fosse gratuito e sei que fizemos história, porque esse evento limitava-se apenas a São Paulo e Santos. O sucesso foi tanto que animou Botucatu a sediar o evento em junho deste ano. E Bauru também já se interessou e fará a atividade em 2018. Ficamos felizes por trazer algo inédito para o Interior. O retorno foi fantástico. RCIA – Como está a agenda do Núcleo local para este ano que começa? Naddeo – Todos os coordenadores (e convidados) se reúnem, mensalmente, na sede do CIESP, na Avenida Paulista, para trocar experiências, definir ações e eventos, networking e assistir palestras. No mês passado, tivemos um bate-papo com Maurício de Souza e te-

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nho certeza que foi um dos meus maiores ganhos dentro da minha vida junto ao CIESP. O que posso dizer, por enquanto, é que Araraquara abrigará atividades importantes nos próximos anos. Não posso precisar ao certo o que é, mas garanto que o nosso empenho está grande. RCIA – Você está na linha de frente da sua empresa e tem uma intensa agenda paralela frente ao NJE. Como consegue conciliar tudo isso? Naddeo – Conto com o total apoio do CIESP, que confiou em meu trabalho, afinal sou uma pessoa de fora que representa o nome da instituição. Tenho um relacionamento muito próximo com a Michele Pelaes (gerente local) e também com o Ademir Ramos (diretor regional do CIESP Araraquara). Ambos me dão um super respaldo em todas as ações, além da abertura com o Tom Coelho, diretor titular do Núcleo de Jovens Empreendedores. RCIA – Falando um pouco sobre o mercado, Bruno, em sua opinião, como um jovem empreendedor enxerga este momento ruim da economia brasileira. A hora é de avançar ou de esperar? Naddeo – Esperar, jamais. Claro que neste cenário, todo mundo sentiu algum tipo de impacto. Falo por experiência própria, pois coloquei alguns conceitos em prática, como reorganizar o quadro financeiro, investindo com muita inteligência e estudo, para assim encontrar novas saídas. Por exemplo, eu deixei de fazer alguns investimentos e reduzi meu salário e dos outros sócios, e também identifiquei despesas que poderiam ser cortadas. Tudo isso para não perder a qualidade do serviço que minha empresa presta. Não adianta ficar lamentando ou culpando este ou aquele político. Crise é passageira e quando o mercado volta, destaca-se quem se planejou, focou no trabalho e colocou a empresa em destaque. Esses serão lembrados. RCIA – Criatividade e equilíbrio podem resumir tudo isso? Naddeo – Junto ao planejamento. Isso é extremamente essencial. O brasileiro não tem planejamento. Muitas empresas quebraram por isso. Essa crise estava escrita há algum tempo e quem O auditório do Centro Internacional de Convenções ficou lotado para o congresso onde os empresários conheceram o trabalho que vem sendo realizado pelos jovens empreendedores. As atenções agora se voltam para a próxima edição que será realizada em Botucatu não se preparou, fechou as portas. Não é novidade que o Brasil gastava muito e a conta viria em algum momento. Logo, faltou para o empresário se informar mais ou mesmo buscar apoio em associações. Com união, o mercado vai pra frente. RCIA – Você citou uma possível falta de comunicação no meio. Como ponderar a ousadia do empresário novo com aquele mais antigo, que acredita conhecer o ‘caminho das pedras’? Naddeo – O correto é balancear tudo, já que ninguém sabe tudo. Essa troca de informação é necessária. Por exemplo, o jovem tem um conhecimento maior em tecnologia e procura saídas para aproveitar o máximo dela. Algumas vezes, uma pessoa experiente prefere não inovar e acaba tendo um custo maior para manter suas ferramentas de trabalho. Por outro lado, quando tenho dúvidas, eu procuro ajuda de pessoas mais vividas para um suporte. Cada um deve saber seu limite. Se os dois souberem se ouvir, o resultado virá. RCIA – Para conseguir crédito, o perfil jovem apresenta mais dificuldade? Naddeo – No Brasil, crédito não é pra micro e pequeno empreendedor, infelizmente. Os bancos cobram taxas surreais. Para conseguir algo no BNDES é uma saga e eles ainda exigem coisas que alguém que está começando não consegue cumprir. Essa é uma reclamação geral e o crédito tem que ser incentivado para o jovem empreendedor. Os Estados Unidos deram show ao investir no pequeno empresário, que é o que mais emprega por lá. E aqui também. Na crise deles, americanos, em 2008, o governo zerou os impostos e os jovens empreendedores passaram a ter incentivo de crédito. O MEI (Microempreendedor Individual) já foi um primeiro passo, mas ainda é preciso melhorar. RCIA – Muito obrigado pela entrevista. Existe algo que queira falar em especial, Bruno? Naddeo - Aproveito para convidar todos os interessados em participar das nossas ações a procurarem a sede do CIESP em Araraquara (Avenida Professor Augusto César, 1090) para mais informações, deixando sempre claro que o termo jovem empreendedor está ligado ao tempo no mercado como empresário e não a sua idade em si. Estou à disposição para ajudar nossa cidade a avançar novos horizontes. CINCO DICAS PARA QUEM PENSA EM COMEÇAR UM NEGÓCIO: 1. Planejamento de mercado (Quem vai consumir meu produto ou serviço? A cidade que moro abriga algo do tipo?) 2. Planejamento financeiro (Quanto eu consigo suportar?) 3. Dois anos sem tirar um tostão do dinheiro da empresa (Criar um meu capital de giro) 4. Manter um conselho para conhecimentos específicos (Parte jurídica, por exemplo). 11

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ACERTO DE CONTAS Planejar, sempre! Na avaliação de especialistas, este verbo resume bem todas as ações possíveis para se equilibrar os gastos do começo de ano. O Ano Novo, normalmente, é um período no qual as pessoas adoram fazer as mais diversas promessas. Colocadas em prática ou não, a única situação certa é que o mês de janeiro chega recheado de contas às casas de todos os brasileiros. Falo sobre aquelas despesas que não há jeito de fugir, como IPVA, IPTU, material escolar ou mesmo rematrículas. Normalmente, esse aperto financeiro estende-se pelo trimestre, visto que, em muitos casos, o consumidor empolga-se e acaba gastando mais do que deve. Dentro desta esfera, Waldemar Bizelli Júnior, Coach Corporativo Associado na CBS Partners e Consultor Organizacional na Action Plan Consultoria, afirma que é importante lembrar que, em muitos casos, não são os grandes desembolsos os vilões pela perda do controle financeiro “e sim aqueles pequenos gastos diários e feitos de forma automática. Há de se controlar cada desembolso por menor que seja. Anotar e criar o hábito de fazer isso diariamente”. “Antes de tudo, é essencial relacionar quanto dinheiro você ganha e quanto, como, onde e no que você gasta. Elabore uma planilha mensal para 2017. Inclua sua renda líquida, suas despesas mensais (empréstimos, cartão de crédito, aluguel, água, luz, taxas, parcelas da casa própria, eletrodomésticos, roupas, escolas, alimentos). Faça uma projeção mensal para todo o ano”, completa Bizelli. Assim, estando ciente da situação financeira, fica mais fácil enxergar e definir sua meta financeira. “Depois de definir o que você deseja alcançar, você precisa quantificá-la e definir quando pretende atingi-la. Se você não definir valores (por exemplo, quanto quer economizar por mês) e quando quer atingi-la (por exemplo: dezembro 2020), vai ser mais difícil atingir sua meta. Ao atribuir um valor e uma data para a realização da sua meta, você vai se sentir mais motivado e compromissado para trabalhar em direção a ela”, contextualiza. EQUACIONANDO De acordo com Eduardo Rois Morales Alves, professor nos cursos de Administração e Ciências Econômicas na Universidade de Araraquara (Uniara), o assunto divide-se em duas situações distintas. Quem está endividado deve ter, como prioridade, equacionar ou quitar suas contas antes de pensar nos gastos do mês de janeiro. Dentro disso, Waldemar Bizelli Júnior, Coach Corporativo Associado na CBS Partners e Consultor Organizacional na Action Plan Consultoria “Antes de tudo, é essencial relacionar quanto dinheiro você ganha e quanto, como, onde e no que você gasta. Elabore uma planilha mensal para 2017. Waldemar Bizelli Júnior destinar parte do 13º salário ou renegociar os valores pode ser uma saída. “Esta seria a primeira ação, afinal, os juros no Brasil são altíssimos e acabam com qualquer planejamento financeiro”, pontua. E para quem está no ‘azul’, o professor pega carona no discurso de Bizelli Júnior e ainda recomenda: se você destinar 40% de seu 13º salário para os gastos do começo de ano, você pode caminhar ao encontro de uma saúde financeira positiva. “Tenha moderação na hora de comprar, planeje suas viagens e deixe tudo dentro de seu orçamento. O momento econômico do País é um dos piores de sua história, logo tenha cautela”, recomenda. 12

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SEGUNDO BIZELLI JÚNIOR, RESPONDER AS PERGUNTAS ABAIXO PODE FACILITAR AS COISAS PARA VOCÊ: Que meta financeira você gostaria de trabalhar e que melhoraria sua vida nos próximos anos? O que poderia ajudá-lo a construir uma vida melhor para você e para sua família? Qual o seu objetivo financeiro realista para 2017? Quanto você gostaria de economizar? O que você precisa fazer a partir de agora para atingir essa meta? Quais gastos deverão ser evitados para alcançar a meta? Como você vai controlar melhor suas despesas mensais a partir de agora? O que pode atrapalhar a meta definida? O que fazer se isso ocorrer? O que você fará diferente em 2017 que não fez em 2016 e que te aproximará da sua meta? O quão comprometido você está com a definição dessa meta? Como vai se sentir quando atingir tais metas? 13

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MERCADO ‘Novo Código Comercial pode ser salutar ao crescimento econômico’, diz advogado Para Jorge Luis Bedran, o projeto de lei cuja votação foi adiada duas vezes no final de 2016, pode aguçar a competitividade das empresas nacionais e ainda contribuir para que o consumidor final pague preços mais baratos. Com autoria do Deputado Vicente Cândido ( PT/SP) teve início na Câmara dos Deputados, em 14 de junho de 2011, o processo legislativo do Projeto de Lei da Câmara nº 1572, que visa a votação de um novo Código Comercial Brasileiro. E essa discussão de cinco anos foi colocada para votação no fim de 2016, porém suas sessões foram adiadas duas vezes, sem uma data definida para este ano. E toda essa suspensão vai ao encontro da divergência entre acadêmicos do meio jurídico e parte do empresariado, que não veem a necessidade de novas leis para regular o mercado. Quem nos explica algumas diretrizes é o advogado araraquarense Jorge Luis Bedran, pós graduado em direito empresarial, que acompanha os passos deste trâmite. Ele contou à reportagem da Revista Comércio, Indústria e Agronegócio que este novo código viria em substituição ao antigo, que data de 1850, “e está por demais defasado”. Para Bedran, é inconteste a evolu- ção do meio digital nos negócios hoje em dia. “O projeto do novo Código Comercial pauta, em vários artigos, a alteração e a regulamentação dos contratos entabulados de modo digital, bem como os títulos de crédito deles derivados”, explica. Este novo projeto de lei também versa uma maior efetividade da assinatura eletrônica; a regulamentação do comércio eletrônico; uma maior celeridade e desburocratização na abertura e no encerramento de empresas dando maior efetividade às Juntas Comerciais, além de limitar a responsabilidade dos sócios por dívidas da pessoa jurídica, dentre outros avanços. “De outro lado, uma corrente de estudiosos sobre o tema e do empresariado, verbera que o novo Código Comercial poderá trazer dúvidas e insegurança jurídica ante o emaranhado de normas que contém, em cotejo com as antigas já utilizadas, podendo trazer um maior custo e perdas às empresas já existentes”, pondera. Porém, na opinião do advogado, todas essas alterações contribuem para uma maior competitividade das empresas nacionais, o que é salutar para o crescimento econômico, bem como contribui para que o consumidor final pague preços mais baratos, o que será possível com uma maior desburocratização e extirpação de dispositivos anacrônicos e dúbios existentes. “Não há dúvidas que serão judicializadas algumas celeumas que, por ventura, ocorrerão até que o Código seja efetivamente consolidado”, finaliza Bedran. Para Bedran, atualmente no Brasil não existe um código exclusivamente comercial. As relações empresariais, em sua maioria, são reguladas por leis esparsas e pelo Código Civil, de 2002. 14

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Edinho em sua posse no dia 1° de janeiro no Centro de Convenção, tendo ao fundo os vereadores que assumiram a Câmara ESPERANÇA À TERRA DESCE Edinho Silva é o 17° prefeito da cidade que comemora 200 anos de fundação Natural de uma pequena cidade - Pontes Gestal, Edson Antonio da Silva jamais poderia imaginar que por três vezes seria eleito prefeito de Araraquara. Ele suplanta Clodoaldo Medina e Rômulo Lupo e se iguala a Waldemar De Santi. Pontes Gestal, envolvida por Riolândia, Cardoso, Palestina e Américo de Campos e menos de 150 quilômetros de São José do Rio Preto em direção ao sertão da araraquarense, não tem mais Rua Maria Pontes Gestal, via principal da cidade onde nasceu Edinho que 3 mil habitantes. Cidade de poucas Após exercer a vereança, Edinho se ruas, sem rádios e jornais, só tem in- elegeu prefeito em 2001 substituindo formação sobre o que acontece por lá Waldemar De Santi, que então cumpria graças às redes sociais. seu terceiro e último mandato; após dois É lá que nasceu Edinho anos de governo, Edi- Silva, o 17° prefeito de Arara- No momento, a maior nho deixou o lugar para quara; ele tem o privilégio de dificuldade da cidade é Marcelo Barbieri. Ele é ser o gestor nas comemorações dos 200 anos da nossa cidade (1817), como também foi o prefeito eleito no ano manter o funcionamento da rede básica de saúde. Reabastecer os medicamentos, organizar programas preventivos graduado em ciências sociais na Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Araraquara 2000. “Pontes-Gestalense” e reabrir o Pronto- e mestre em engenha- de nascimento, ele caminha para completar 52 anos de Socorro do Melhado, são prioridades nessa área. ria de produção na Universidade Federal de idade em 20 de junho. Seu São Carlos. envolvimento na política começou em Nas eleições do ano passado, duran- Araraquara ao se filiar no Partido dos te sua campanha, Edinho Silva disse que Trabalhadores em Araraquara que nas- uma das prioridades do seu governo será ceu no dia 13 de fevereiro de 1980. lutar pelos empregos da cidade, fazendo Pregando que seu objetivo era ter uma também uma referência à IESA: “Nós te- cidade mais justa e igualitária, Edinho mos que fazer uma força tarefa, unificar tornou-se vereador, prefeito, presidente o sindicato dos trabalhadores, os acionis- do PT estadual, deputado, tesoureiro tas e o poder público municipal porque da campanha de Dilma Roussef que nós não podemos permitir que o maior o convidou para assumir o cargo de parque de usinagem pesada da América ministro-chefe da Secretaria de Comu- do Sul, que é a Iesa, seja desmontada”, nicação Social (Secom), onde permane- disse ele no momento que a empresa ceu até a saída da presidente. dispensava 354 operários. 15

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