ESBOÇO - LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO

 

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Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais Pastor Presidente: Aílton José Alves Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – Recife-PE / CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524 LIÇÃO 01 – AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO - 1º TRIMESTRE 2017 (Gl 5.16-26) INTRODUÇÃO Neste primeiro trimestre de 2017 estudaremos sobre: “As Obras da Carne e o Fruto do Espírito: como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente”. Nesta lição introduziremos o assunto trazendo importantes informações sobre a epístola aos Gálatas; trataremos sobre as duas naturezas existentes no crente e o combate que há entre elas; e, por fim, quais as obras da carne e o fruto do Espírito e como estão classificadas. I – A EPÍSTOLA AOS GÁLATAS 1.1 Sobre a Galácia. “O termo 'Galácia' podia descrever seja o distrito geográfico ao norte da província, ou a província inteira. Esta ambiguidade deu origem às duas teorias diferentes para o destino da epístola, a da Galácia do Norte, e a da Galácia do Sul, sendo que a primeira restringe o termo 'Galácia' à área geográfica, e a última o interpreta no sentido provincial, abrangendo a área ao sul” (GUTHRIE, 2011, p. 27). A maioria dos intérpretes opina que esta carta foi enviada as igrejas da Galácia do Sul. 1.2 O surgimento da Igreja nas regiões da Galácia. Temos o registro claro de Paulo ter fundado igrejas nas cidades de Derbe, Listra, Icônio e Antioquia durante sua primeira viagem missionária (At 13.13,14; 14.16,21- 24). Ele mesmo pregara a eles o evangelho (Gl 1.8,9; 4.13). No começo da segunda viagem, Paulo voltou a estas cidades “confirmando as igrejas” (At 15.41; 16.5). Lucas acrescenta que o grupo missionário “percorreu a região frígia e gálata” (At 16.6). II - INFORMAÇÕES SOBRE A EPÍSTOLA AOS GALÁTAS 2.1 Autoria. Há evidências internas e externas acerca da autoria paulina de Gálatas. A epístola reivindica a autoria paulina (Gl 1.1; 5.2). Praticamente todo o capítulo 1 e 2 são autobiográficos; os debates do capítulo 3 (Gl 3.1-6,15) foram postos na primeira pessoa do singular; os apelos do capítulo 4 se referem diretamente às relações existentes entre os destinatários da epístola e o seu autor (Gl 4.11,12-20); a intensidade do testemunho de Paulo aparece no capítulo 5 (Gl 5.2,3); e a conclusão, no capítulo 6, termina com uma alusão aos sofrimentos do autor por amor a Cristo (Gl 6.17). Quanto as referências externas, segundo Lopes (2011, p. 14) “os principais Pais da igreja nos primeiros séculos confirmam a autoria paulina de Gálatas, tais como: Irineu, Orígenes e Jerônimo”. 2.2 Destinatários. A Epístola aos Gálatas é uma missiva circular do apóstolo Paulo. Ela foi dirigida “às igrejas da Galácia” (Gl 1.2). Essa epístola fazia o rodízio nas reuniões cristãs de uma região e era lida em público, prática comum no século 1º (lTs 5.27; Cl 4.16). Portanto, Gálatas é a única carta de Paulo escrita a um grupo de igrejas, em vez de a uma única e determinada igreja. Segundo estudiosos chegou-se a conclusão de que “essa epístola foi escrita às igrejas do Sul da Galácia fundadas por Paulo e Barnabé quando de sua primeira viagem missionária, ou seja, Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe (At 13.13-14.25). 2.3 Data e Lugar. Segundo Beacon (2006, p. 21 – acréscimo nosso), “nenhuma evidência determina com certeza quando e onde Paulo escreveu esta epístola. Há, porém, algumas referências na carta que ajudam a fixar claramente a data dentro de certos limites. O relato do Concílio de Jerusalém (Gl 2.1-10; At 15) e o conflito subsequente com Pedro em Antioquia (Gl 2.11-18) determinam que a data mais recuada possível seja durante a permanência de Paulo em Antioquia, entre sua primeira e segunda viagens missionárias — aproximadamente 48-50 d.C.”. Esta é portanto, cronologicamente, a epístola mais antiga do apóstolo Paulo. 2.4 Assunto. O tema da epístola aos Gálátas é: “Salvação pela graça mediante a fé”. Merril (1995, p. 275 – acréscimo nosso) nos diz que: “Gálatas pode ser chamada 'a Magna Carta da emancipação espiritual' por declarar que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós [...] para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito” (Gl 3.13,14)”. Lutero a considerava o melhor dos livros da Bíblia. Essa carta tem sido chamada “o grito de guerra da Reforma Protestante” (LOPES, 2011, p. 13). Segundo Champlin (2004, p. 847) a “epístola aos Gálatas tem sido corretamente intitulada de Declaração da Independência Cristã. No entanto, é ao mesmo tempo uma missiva que nos mostra a nossa completa dependência de Deus”. 2.5 Propósitos. “A Epístola aos Gálatas constitui um protesto contra a distorção do Evangelho de Cristo. A verdade essencial da justificação pela fé em vez de pelas obras da lei fôra obscurecida pela insistência dos judaizantes em como os crentes em Cristo deviam guardar a lei, se esperavam ser perfeitos perante Deus. Quando Paulo soube que esta doutrina começava a penetrar nas igrejas gálatas afastando-as do seu patrimônio de liberdade escreveu o protesto apaixonado contido nesta epístola” (MERRIL, 1995, pp. 279,280 – acréscimo nosso).

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III – A VELHA E A NOVA NATUREZA 3.1 A velha natureza. Também chamada de carne, no grego “sarx”. Nas Sagradas Escrituras, o termo é usado tanto para descrever a natureza humana, como para qualificar o princípio que está sempre disposto a opor-se ao Espírito. Tal propensão para as práticas pecaminosas herdamos de Adão, que quando transgrediu afetou toda a raça humana (Gn 4.7; 8.21; Sl 51.5; Rm 7.18). Barclay (1988, p. 24) diz que “a carne é aquilo que o homem fez de si mesmo em contraste com aquilo que Deus fez”. É preciso destacar que a carne não pode ser confundida com o corpo, no grego “soma”, visto que este é uma dádiva divina (Gn 2.7) e é o Templo do Espírito Santo (I Co 6.19). A cerca dessa “natureza” a Bíblia nos orienta a não andarmos segundo seus impulsos (Rm 8.1-a); nos despojarmos dela (Ef 4.22); e, fazer morrer seus desejos (Cl 3.5). 3.2 A nova natureza. Esta nova natureza é fruto da regeneração ou novo nascimento, ato que se dá na vida de quem aceita a Cristo, tornando-o participante da vida e da natureza divinas. Esta nova vida nos é transmitida pelo Espírito (Jo 3.8; Tt 3.5). Tal ato é concedido ao crente quando pelo Espírito, ele desliga o pecador de Adão e o conecta com Cristo (I Co 12.13). Paulo ilustra tal mudança de condição quando diz que éramos zambujeiro, mas fomos enxertados na boa oliveira que é Cristo, e por meio da sua seiva, o Espírito Santo, podemos produzir bons frutos (Rm 11.17-24; Gl 5.22). 3.3 A guerra interior. Fomos salvos da condenação e do poder do pecado, mas não ainda da presença do pecado (Rm 7.18,23). No campo do nosso interior ainda se trava uma guerra, um conflito permanente entre a carne e o Espírito. Eles são o opostos entre si. Paulo tratou da guerra interior que existe em cada cristão com as suas duas naturezas (Rm 7.22.23; Gl 5.17). Nessa batalha “carne versus espírito”, vencerá aquele que dermos a maior preferência (Gl 5.16). IV – AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que Gálatas 5.16-26. Paulo inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito. Vejamos quais são e como podem ser classificados: OBRAS DA CARNE Prostituição Na área sexual Impureza Lascívia Idolatria Na área religiosa Feitiçaria Heresias Inimizade Porfia Emulações Ira Na área interpessoal Pelejas Dissensões Invejas Homicídios Bebedices Glutonarias FRUTO DO ESPÍRITO Amor Em relação a Deus Alegria Paz Longanimidade Em relação ao próximo Benignidade Bondade Fé Em relação a si mesmo Mansidão Temperança CONCLUSÃO A Lei apenas denomina o pecado e o condena, mas não é capaz de operar transformação no pecador, esta é uma atribuição exclusiva do Espírito. É andando nEle que o cristão produzirá as virtudes de Cristo, contra as quais coisas não há condenação da Lei. REFERÊNCIAS • ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD. • BARCLAY, William. As obras da carne e o fruto do Espírito. VIDA NOVA. • CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS. • GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. VIDA NOVA. • HOWARD, R.E et al. Comentário Bíblico. CPAD. • LOPES, Hernandes Dias. Comentário Expositivo Gálatas. HAGNOS. • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. • TENNEY, Merril C. O Novo Testamento, sua origem e análise. VIDA NOVA.

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