Jornal Empresários - Dezembro - 2016

 

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Jornal Empresários - Dezembro - 2016

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ANO XVII - Nº 204 www.jornalempresarios.com.br ® do Espírito Santo DEZEMBRO DE 2016 - R$ 4,50 FOTO: DIVULGAÇÃO Os frutos da inovação Carro e robô construídos por alunos do Sesi/Senai demonstram o acerto de projetos para os jovens. Páginas 10 e 11 Comércio tem boas expectativas para 2017 A Fecomércio-ES divulga dados otimistas para o setor, apesar da crise na economia. Página 9

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2 DEZEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 17 ANOS EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224-5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. EDITORIAL Em queda livre Mais de seis meses se passaram e a estabilidade econômica prometida pelo novo governo ainda patina feio, ficando longe de encontrar um ponto de equilíbrio. Pior é que a economia retrocedeu, como mostram os dados registrados entre julho e setembro, confirmando o sétimo trimestre consecutivo de queda, tornando ainda mais evidente a dificuldade de o país sair da atual recessão, certamente a mais longa da história. O Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, divulgado pelo IBGE, encolheu 0,8% em relação ao segundo, o dobro do recuo observado entre abril e junho. Desde o primeiro trimestre de 2014, o PIB acumula retração de 8,4% e não há sinais de que a crise tenha arrefecido. Os primeiros indicadores disponíveis apontam continuidade da tendência de retração da indústria, o que faz com que bancos e consultorias passem a considerar otimista uma alta de 1% do PIB no ano que vem, projeção oficial do governo. Analistas econômicos informam que o quadro é recessivo e defendem que o Banco Central acelere o processo de redução da taxa básica de juros (Selic). Mas o Comitê de Política Monetária (Copom) optou, na reunião, mais uma vez pela cautela, ao fazer novo corte de 0,25 pontos percentuais, fixando a Selic em 13,75% ao ano. Apesar disso, sinalizou que deve ampliar o ritmo na próxima reunião, em janeiro. Essa realidade caótica pode ser vista nas manchetes dos principais veículos de comunicação, no noticiário das TVs, que mudaram totalmente suas posições de apoiadores do governo de Mi- chel Temer. As principais manchetes dos jornais estampam, diariamente, um cenário sem perspectivas de alterações, pelo menos no médio prazo. Sem, propostas, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, antes visto como uma espécie de salvador da pátria, já demonstra não ter um projeto concreto que não passe por propostas polêmicas, como a PEC 55, em discussão no Senado Federal, que congela os gastos do governo por 20 anos. O desgaste provocado por essa iniciativa corrói o governo em áreas consideradas vitais para a economia, entre elas as grandes centrais sindicais. O jornal Valor Econômico, que pertence ao Grupo Globo, mudou sua posição e admite que a "a economia derrete". Na Folha de São Paulo, aponta-se que, depois da queda de 5% do PIB em 2015 e de 3,5% em 2016, 2017 será também um ano perdido. O teto do crescimento será de apenas 1%, mas muitas instituições financeiras já falam em algo próximo a zero. No Globo e no Estado de São. Paulo, o Brasil é colocado como lanterninha global em matéria de crescimento. O Brasil suportou por muito tempo a crise na economia mundial, agravada a partir de 2008 com a fraude financeira nos Estados Unidos, que atingiu o setor imobiliário daquele país, sendo necessário o aporte de capital por parte do presidente Barack Obama, para evitar um colapso maior. No mesmo período, o Brasil, que aproveitava os ventos favoráveis do mercado de commodities, principalmente dos setores agrícolas e minerais, sentiu a retração na economia de seus grandes clientes, espe- cialmente os chineses, e foi atingido em cheio. Por falta de habilidade e vários equívocos da então presidente Dilma Rousseff o País caiu no fosso mais largo, situação que se gravou com a disputa política de 2014 e a reeleição da presidente para um novo mandato. A partir daí, outros interesses entraram em jogo, tornando o cenário cada vez mais sombrio com uma recessão que se aprofunda mais e mais sem perspectivas de uma solução. A total falta de investimentos em infraestrutura, que tem levado o país a perder competitividade tanto no ambiente interno quanto externo, situa-se entre as principais causas para o quadro atual. Sem planejamento estratégico de longo prazo para a economia, o governo trabalha com uma estratégia de reação aos fatos, uma verdadeira operação tapa buraco, e lança mão de medidas emergenciais para problemas que poderia ser enfrentados de maneira mais fácil se houvesse, realmente, um projeto de país. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a recessão econômica no Brasil permanece ativa neste final de ano e a tendência é que o quadro não se altere em 2017. O elevado índice de corrupção envolvendo a classe política e grandes empreiteiros mina a confiança dos investidores, gerando incerteza nos negócios. Relatório dessa instituição afirma: "Enquanto a economia encolhe, o desemprego deve aumentar ainda mais. A inflação vai voltar gradualmente à meta conforme os efeitos das altas dos preços administrados e da depreciação da moeda se dissipam, e a fraqueza da economia se expande". A situação atual demonstra que o processo de forte desaceleração econômica deverá prolongar-se nos próximos anos, com efeitos perversos sobre o emprego e a renda da população. O professor José Matias Pereira, em estudo apresentado no Observatório da Economia da América Latina, afirma que o governo federal, “com o apoio do parlamento e da sociedade organizada, necessita definir uma nova política econômica para o país, em particular, utilizando com mais intensidade a política fiscal e reduzindo a importância da política monetária, para reverter os impactos socioeconômicos e ambientais decorrentes da crise global”. Os especialistas apontam medidas capazes de tirar o País da crise, mas elas esbarram em barreiras inexplicáveis por uma lógica republicana voltada para acertar os destinos do país. Enquanto as forças políticas se digladiam, a economia encolhe, o desemprego aumenta ainda mais e a fraqueza da economia se amplia, como está no relatório da OCDE. A previsão para 2017 é que uma estagnação em vários e importantes setores, com um agravante: a situação das famílias, que tende a piorar com o aumento das taxas de desemprego e o clima de insatisfação nas ruas, com perspectivas de crescimento da violência. Para quem galgou o oitavo patamar no panteão das maiores economias do mundo, há bem pouco tempo, e se preparava para chegar ao sétimo, é de se lamentar que o Brasil, hoje, seja o lanterninha com tendência a descer cada vez mais, caso não sejam adotadas medidas concretas para sair do fosso. ■ LUIZ MARINS Quem tem medo de 2017? Como será 2017? Quem terá medo desse novo ano? O que fazer? Terá medo de 2017 aquele empresário ou empreendedor que não entender que as vantagens comparativas do Brasil ainda são muito atraentes para os investidores. O mundo está a cada dia mais complexo. Ninguém sabe como será o governo Trump nos Estados Unidos. Ninguém consegue prever as consequências reais da saída da Grã-Bretanha da União Europeia, nem do crescimento dos partidos radicais de direita na Europa e no resto do mundo. Ninguém pode prever o que acontecerá com a Síria, com a Turquia, com o Oriente Médio, com a China, com a Rússia e com o Sudeste Asiático ou com a Venezuela. O mundo nunca esteve tão conturbado afirmam os mais abalizados analistas internacionais das grandes universidades de todo o mundo. O Brasil tem um estoque genético riquíssimo que estimula a adaptação e a tolerância, temos a maior população de alemães fora da Alemanha; japoneses fora do Japão; italianos fora da Itália. Temos mais libaneses no Brasil que no Líbano! Isso nos faz um país tolerante e quase imune a fundamentalismos. Não temos problemas étnicos ou religiosos sensíveis no Brasil. Temos um território de mais de oito milhões de quilômetros quadrados falando um único idioma e não temos problemas de fronteira. Estamos entre as cinco maiores democracias do mundo, com instituições consolidadas e com independência e mais do que isso temos terra, sol, água e tecnologia para abastecer um planeta cada vez mais faminto. Além disso, sabemos de forma clara as reformas que temos que fazer - previdência, trabalhista, política - e temos um povo que acordou do seu torpor de décadas e que aprendeu a exigir seus direitos e não permitirá mais os engodos do passado, desde a corrupção desenfreada até o populismo inconsequente. Assim, terá medo de 2017 aquele empresário que ficar esperando e não se preparar para a retomada do crescimento que começará neste novo ano. Terá medo o profissional que não se preparar se tornando mais competente e comprometido; o político corrupto; o executivo pouco ético e corruptor; a empresa que ficar esperando que o governo a socorra, enfim aquele brasileiro que não acreditar que o mundo mudou, que o Brasil mudou e que agora é hora de começar a mudar. Enfim, terão medo os mesmos que sempre ficaram parados no acostamento torcendo para que a nebline não baixe e que o Brasil não dê certo. Pense nisso. Sucesso em 2017! ■ Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

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4 DEZEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 17 ANOS EUSTÁQUIO PALHARES Ideologia caolha Ameninada ocupa escolas em protesto contra “o corte no dinheiro da educação” a propósito de exercitar um sempre desejável pensamento crítico mas na verdade o que se vê é um equivocado papel de massa de manobra de uma esquerdopartia que domina escolas e faculdades. A visão esquerdoide remanesce nos supostos nichos do saber exercitada por professores e teóricos que tentam oferecer uma visão de mundo e de vida em contraponto ao establishment. Questionar a miopia da esquerda não significa necessariamente ou por exclusão, maniqueistamente, defender ou validar a visão e os valores da dita “direita”. O termo designa uma visão de um capitalismo predatório que imola o bem estar social, promove a desigualdade social e torna o meio ambiente insalubre na busca arrivista do lucro. Não aceitam gradações como as dos partidários de menos estado e mais empreendedorismo, mais incentivo à atividade produtiva, sem negligenciar as funções fundamentais que o Estado deve exercer para cumprir o propósito de sua existência que é mediar conflitos dentro da sociedade e prevenir a barbárie. Um das visões de esquerda perpetua a visão marxista do mundo do século XIX e professa a ideologia baseada na defesa da propriedade coletiva dos meios de produção. Embora em 72 anos de experiência efetiva desde a instauração do bolchevismo russo em 1917 em momento tenha cumprido o seu propósito. Não fez mais do que orientar ditaduras de esquerda que não amordaçava o contraditório com a alegação de quem contestasse o regime conspirava contra o povo, em nome do qual se exercia o poder, aqui também embutindo sua elite “burguesa” denominada Nomeklatura. Se se falar a um jovem que ocupa as escolas “contra o corte de dinheiro para a educação” que a Educação receberá pelo menos mais R$ 30 bilhões no próximo ano, não havendo corte, portanto, ele certamente irá desconfiar, vai preferir se ater às palavras de ordem de suas lideranças e inspiradores a se render à realidade. Limitar o aumento do orçamento em todos os setores ao crescimento da inflação do período é uma decisão de gestão que se reclama há décadas no país. É a única maneira de tentar equilibrar as contas públicas, ao menos o chamado resultado primário (cotejo de receitas e despesas sem contar os juros pagos pela dívida pública), sem o que será inevitável elevar impostos ou aumentar o endividamento do Governo – que hoje consome mais dinheiro do que Educacão e Saúde no pagamento dos juros dos papeis públicos. A nova esquerda tem outras bandeiras que passam pela defesa de um maior compromisso do Estado na redução das desigualdades sociais e na contenção da voracidade dos operadores do mercado. Subestima, fatalmente e tragicamente, o papel que o espírito empreendedor tem na formação da riqueza nacional. A capacidade produti- va, laboral, é atributo nato de toda pessoa, que pode ser aprimorada e desenvolvida pela instrução e pela educação. Mas nem todos tem a vocação, a aptidão empreendedora, a disposição em não se acomodar com a certeza de um um posto de trabalho e um salário regular para investir nas possibilidades de obter ganhos na razão direta das suas escolhas, apostas, tenacidade e percepção de oportunidades. Nem todo mundo é vocacionalmente um empreendedor. Isso a esquerda não é capaz de atinar, ainda, preferindo cultuar a distorcida noção de que o lucro expressa a mais valia, o plus obtido de modo espoliativo sobre o esforço produtivo do assalariado. Mais valia por mais valia o grande explorador é o Estado, desde que qualquer empresário hoje abre mão de seu lucro por metade dos impostos que paga. Mais valia de quem, então, cara pálida? E o que se vê é a defesa de um Estado macro, um Estado gigantesco que consiga prover todas as demandas da sociedade de- satenta ao mecanismo de como ele se financiaria para tanto. Quem financia o Estado? Inibir a capacidade empreendedora de uma sociedade pela demonização da função empresarial, como acontece hoje no Brasil, corresponde a matar a galinha dos ovos de ouro. Mas a teoria acadêmica, destilada por professores que preferem ver o mercado como o altar da perversão ideológica, professa a fé de que seus salários continuarão a ser pagos, assim como os vários estamentos burocráticos que proliferam na estrutura estatal acham que suas sinecuras, benesses, mordomias, salários de marajás e pensões e aposentadorias se financiam por dutos que emanam de uma fonte sem fim. Ou preferem acreditar que os seus interesses devem se sobrepor aos do conjunto da sociedade. É a celebração da estupidez de pensar que a soma das partes pode ser maior que o todo. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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6 DEZEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES Odebrecht comprou o fim do Fundap 17 ANOS FOTO: DIVULGAÇÃO R$ 4 milhões foi o preço dos senadores Romero Jucá, vulgo Caju, e Renan Calheiros, vulgo Justiça, para aprovar o Projeto de Resolução A bancada se reuniu para traçar estratégias visando anular a decisão Aextinção do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), em 2012, que provocou enormes prejuízos à economia do Espírito Santo, está diretamente ligada ao senador Romero Jucá (PMDB), vulgo “Caju” na relação da construtora Odebrecht que traz à tona políticos beneficiados com o recebimento de propina. A delação do ex-diretor da empreiteira Cláudio Melo Filho, que ameaça todo o governo de Michel Temer, revela que “Caju” recebeu R$ 4 milhões para operar o Projeto de Resolução do Senado (PRS) 72/2010, de interesse da Odebrecht, que uniformizou a alíquota de importação de ICMS para operações interestaduais. “Caju” foi o principal intermediário da operação, tendo recebido uma propina de R$ 4 milhões que foi dividida com o senador Renan Calheiros, vulgo “Justiça”, hoje ocupando a presidência do Senado Federal, mesmo sendo réu em processo por crime de peculato. O ex-senador Delcídio do Amaral, o “Ferrari”, também recebeu propina nessa operação, no valor de R$ 500 mil. Na prática, a aprovação dessa PRS acabou com o Fundap e causou perdas bilionárias ao Estado. O interesse da Odebrecht em acabar com o Fundap se relaciona com a Embraport, terminal portuário privado da Odebrecht TransPort e DP World, instalado na margem esquerda do Porto de Santos, em São Paulo. O fim desse incentivo foi motivo de freqüentes embates com o Espírito Santo, que, com as vantagens oferecidas pelo Fundap, canalizava grande movimentação por seus portos. A medida, aprovada em 2012 resultou na extinção do Fundap pelo fato de uniformizar as alíquotas de IMCS de 12% para 4% nos portos, afetando diretamente a economia do Espírito Santo, com a redução de sua movimentação portuária. Cláudio Melo Filho disse que foram pagos mais de R$ 17 milhões a parlamentares em troca de apoio na aprovação de matérias e inclusão de emendas que favoreciam a Odebrecht. Citou 14 MPs e projetos que teriam sido modificados ao gosto da empresa e os pagamentos foram feitos entre 2006 e 2014 para sete parlamentares. OPERAÇÕES - O Fundap foi criado em 1970 para dar apoio financeiro a empresas com sede no Espírito Santo e que realizavam operações de comércio exterior tributadas com ICMS no Estado. Empresas industriais com sede no Espírito Santo que faziam uso de insumo importado também pode- riam se habilitar aos financiamentos. O Fundap gerava grandes recursos para o Espírito Santo por meio de um sistema especial de recolhimento do ICMS, quando as empresas recebiam financiamento do Bandes, no montante de 8% do valor de venda dos bens (aproximadamente 67% do ICMS recolhido), considerando as saídas efetuadas à alíquota de 12%. Os juros cobrados eram de 1% a.a., sem qualquer indexação ou correção monetária, com cinco anos de carência e 20 anos para sua amortização, o que correspondia a um prazo total para sua quitação de 25 anos. Parlamentares querem ação de Rodrigo Janot Diante da grave denúncia de que a Medida Provisória que acabou com o Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) foi comprada pela Odebrecht, a bancada de deputados e senadores decidiu fazer uma representação ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitando que ele entre com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin), para a qual a PGR tem legitimidade, no Supremo Tribunal Federal (STF), para anular a decisão do Senado que aprovou o projeto. ■ JANE MARY DE ABREU Tudo lindo e maravilhoso Nenhum problema resiste a 10 respirações conscientes. Este é um dos maiores ensinamentos que a vida já me deu. Quando a gente consegue ser mestre da nossa respiração, se torna mestre também das nossas emoções. Simplesmente deixamos de sofrer por tão pouco e vivemos melhor. Os indianos ensinam que respiração é Brahma – quer dizer, respiração é vida, é a ponte entre o consciente e o inconsciente, entre o corpo e a alma. Essa ponte, quando é corretamente utilizada, tornase um poderoso manancial de felicidade, harmonia e paz. Os orientais atestam que cada ser humano nasce com número certo de respirações a serem processadas na Terra. Vencido esse número, acontece aquilo que no Ocidente é conhecido como morte e no Oriente como renascimento. Isso quer dizer que a ansiedade é a maior inimiga da longevidade, já que acelera o ritmo do movimento de entrada e saída de ar nos pulmões, encurtando o tempo de vida programada para cada pessoa. O mundo está cheio de cursos que se propõem a ensinar tudo às pessoas – como se tornar um vencedor, como influenciar seu chefe, como reprogramar o cérebro para ser feliz, como fazer isso e aquilo. É incrível a variedade de temas, como são incríveis os milagres que são prometidos aos incautos buscadores de felicidade. Com exceção de algumas modalidades do Yoga, não percebo no mercado nenhum curso que se proponha a ensinar o ser humano a respirar corretamente. É uma pena, porque a respiração é o ponto de partida para quem de fato está buscando viver com mais felicidade. Se você observar atentamente a respiração de um bebê, que é um recém-chegado do mundo espiritual, vai descobrir que algo muito grave aconteceu a você. Sua respiração está concentrada no tórax, são os ombros que se movem enquanto o ar entra e sai dos pulmões, não é verdade? Os bebês, ao contrário, movimentam a barriga quando respiram – na inspiração ela cresce; na expiração, ela diminui. A boca fica ligeiramente aberta. Esta é a respiração consciente que produz bem estar. A respiração acalma a mente, restabelece a nossa harmonia interna, nos dá outra qualidade de vida. Depois que eu aprendi a respirar corretamente, muita coisa mu- dou no meu cotidiano e na minha visão de mundo. Tenho apreciado muito o passar do tempo, vivo sem nenhuma pressa, convivo bem com as reticências, nenhum apreço tenho mais pelos pontos finais, adoro as reticências... entendi perfeitamente o “tudo que sei é que nada sei” de Sócrates. Abri mão completamente de ter razão, ser feliz me basta. Não tenho mais necessidade da aprovação dos outros. Se gostarem do que eu produzi, tudo bem; se não, foi o melhor que eu pude fazer no momento. Foi-se a ilusão de ser perfeita. Todos nós cometemos erros todos os dias, às vezes deixamos de aprender com nossos erros e tornamos a repetilos. Mas errar uma, duas ou três vezes não faz de nós pessoas más, só prova que somos perfeitamente humanos. A vida é escola e estamos aqui justamente para aprender. Cometer erros faz parte de qualquer aprendizado. Todo dia eu assumo o compromisso comigo mesma de respirar conscientemente antes de tomar qualquer decisão. Isso me faz ser mais tolerante e compreensiva com os meus erros e com os erros de todas as pessoas à minha volta. So- mos todos estudantes, colegas de turma, não é verdade? Cada um de nós está em uma determinada lição, sendo que nenhuma lição é mais importante do que as outras, todas contribuem igualmente para a evolução de cada um de nós. O professor (Deus) não se descuida de nenhum aluno, está atento ao aprendizado e aproveitamento de todos dentro da sala de aula. Quando um de nós comete um erro grave, não somos julgados por isso, prontamente o Universo nos manda outra lição, outro aprendizado. A coisa não para, as oportunidades de crescimento se sucedem uma atrás da outra. Por isso é uma bobagem tremenda ficar julgando os nossos colegas de turma, porque é permitido errar enquanto se está aprendendo. Foinessaescolinhaque euaprendi a abolir definitivamente do meu vocabulário, e da minha vida, duas palavrinhas inconvenientes: Urgente e impossível. A primeira parece uma palavrinha inocente, mas provoca uma desordem emocional muito grande. A sua simples menção faz o corpo reagir negativamente – os músculos se contraem, o coração passa a bombear mais sangue, as artérias se dilatam, a mente começa a produzir histórias de terror... E todo esse reboliço para quê? Nada é urgente nesse nosso velho mundo, nem a morte. Alguém pode fazer alguma coisa diante de um fato consumado? Morreu, morreu... não se pode fazer nada diante do irreversível. Impossível é a palavra preferida dos que não acreditam em si mesmos - funciona como uma barreira protetora para a preguiça ou o medo, deixa sempre no ar a impressão de que tudo foi tentado. Não é verdade, só existem os limites reconhecidos pela mente, que gravita sempre em torno da escassez. Quando a gente aprende a funcionar com a mente de Deus, que só reconhece a abundância, tudo pode ser mudado para melhor e transformado em possível. Com a respiração em dia, tudo se harmoniza dentro de nós, a alegria brota espontaneamente e a vida passa a ter um novo sentido... tudo é lindo e maravilhoso! Ser feliz é simples assim. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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8 DEZEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 17 ANOS Receita parcela dívidas do Simples em até 120 vezes O benefício poderá alcançar mais de 500 mil empresas que se manifestaram até o dia 11 deste mês As empresas cadastradas no Simples Nacional notificadas sobre seus débitos e que se manifestaram até o dia 11 de dezembro poderão obter parcelamento, segundo orientações divulgadas pela Receita Federal. A medida faz parte do programa “Crescer sem Medo” com previsão de pagamento em até 120 vezes. Foram notificadas eletronicamente, desde setembro deste ano 584.677 empresas com débitos contraídos até maio de 2016. Essas empresas tiveram até 30 dias para regularizar sua situação e as que não agiram dessa forma correm o risco de serem desenquadradas da tributação simplificada. A exclusão está prevista em lei e já ocorria; a novidade é que, anteriormente, a notificação, que são os Atos Declaratórios Executivos (ADE), era enviada pelos Correios. Agora, essa notificação é processada pelo Domicílio Tributário Eletrônico (DTE-SN). “A medida pode impedir a exclusão de milhares de empresas optantes do regime simplificado, mas é necessário analisar o fluxo de caixa de cada uma delas e sua capacidade de endividamento, para verificar qual a melhor decisão a tomar”, afirma a conselheira do Conselho Federal de Contabilidade Regina Vilanova, ressaltando que a medida é relevante, mas deve ser considerada dentro do contexto financeiro de cada empresa. No prazo estipulado, informa a Receita, as empresas poderão fazer a opção prévia pelo parcelamento. Para isso, o contribuinte deve acessar o link indicado na mensagem encaminhada ao Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTESN). A opção prévia, no entanto, apenas evita a exclusão do contribuinte do Simples em decorrência dos débitos apurados até a competência de maio de 2016. O empresário foi obrigado a efetuar o pedido definitivo do parcelamento a partir de 12 de dezembro, para consolidar os débitos e formalizar o pagamento da primeira parcela, conforme regulamentação que está sendo elaborada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional. A lei, sancionada em outubro deste ano, prevê ainda a possibilidade de os recursos aportados por investidoresanjo em microempresas e empresas de pequeno porte não integrarem o capital social da empresa, medida que vale a partir de janeiro de 2017. Para 2018 a nova regra prevê a ampliação dos limites de faturamento para enquadramento no Simples. O teto máximo passa de R$ 3,6 milhões por ano para R$ 4,8 milhões por ano. LEGISLAÇÃO - Todas as empresas optantes pelo Simples Nacional, exceto os microempreendedores individuais, são automaticamente participantes do domicílio eletrônico, que deve ser acessado pelo Portal do Simples Nacional. Assim como ocorria com os ADEs entregues pelos Correios, o prazo para a empresa regularizar sua situação é de 30 dias a partir da ciência. No caso eletrônico, o prazo começará a ser contado a partir do dia útil seguinte ao dia em que a consulta ao DTE-SN foi feita. As notifica- ções ficarão disponíveis por 45 dias no domicílio. Caso a empresa não acesse a notificação nesse prazo, os 30 dias para regularização começarão a ser contados a partir do 46º dia após a notificação no portal. Para acessar o DTE-SN, o profissional da contabilidade ou empresário deve acessar o portal e cadastrar até três números de celulares, três e-mails e uma palavrachave que garantirá a autenticidade dos e-mails e SMS que a Receita enviará para o contato registrado. Receita Federal divulga R$ 73,2 bilhões apurados em sonegação O fisco vem agindo de forma implacável com operações que visam apurar a sonegação fiscal. Hoje a Receita Federal possui um cronograma de fiscalizações, que tem a meta de arrecadar R$ 125 bilhões em 2016, para fechar o ano com valor igual ao apurado em 2015. Em anúncio recente, a instituição afirmou ter resgatado cerca de R$ 73,2 bi em autuações no período de janeiro a agosto desse ano. Se fizermos uma conta fácil, faltam cerca de R$ 51,8 bi para atingir a meta, exigindo preparação e cuidado dos contribuintes que não quiserem pagar essa conta. Neste ano as autuações de maior volume têm ocorrido nas indústrias, representam 41% do valor total dos créditos apurados, seguido pelo setor de serviços com 11% e as instituições financeiras com 10%. As pessoas físicas foram as menos impactadas com 1,75% do total dos créditos lançados. Mesmo empresas e indústrias tendo altos investimentos em seus setores fiscais e contábeis, são eles os que mais sofrem com o pagamento de impostos. Para evitar esse tipo de situação, a solução mais fácil é buscar ferramentas internas e externas que melhorem a qualidade das informações apuradas, aumentando o controle e segurança dos arquivos entregues ao Sped. Como estamos na era dos arquivos digitais, uma declaração entregue por meio do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) pode não representar qualquer demanda extra para o fisco. Porém, se considerarmos as diversas declarações entregues ao Sped, junto ao cruzamento de dados que é executado, cria-se um ponto de atenção muito grande. Fica claro para os especialistas, que os contribuintes que utilizam o Sped e meios eletrônicos para demonstrar o pagamento de impostos, estão cada vez mais expostos à fiscalização eletrônica com cruzamentos de informações, que por muitas vezes verificam os mesmos impostos em diversas obrigações fiscais, a exemplo do valor do PIS a recolher, lan- çado na EFD-Contribuições que deve ser o mesmo na DCTF, ECF e ECD. Caso esses valores não estejam sempre iguais, nascem os primeiros sinais de irregularidade, o que possibilita uma fiscalização mais assertiva e direcionada. A maior arma que uma empresa pode ter contra essas autuações é a prevenção. Para não ter surpresas no futuro, as empresas devem prestar informações que realmente são fatos contábeis registrados em sua escrituração, não dando margens para dúvidas e desencontros de informações. Procure auditar seus arquivos antes ou depois da entrega ao fisco, para garantir conformidade com a legislação vigente, evitando ter creditos tributários lançados em autuações fiscais desnecessárias. Lembre-se, fique atento a todos os detalhes, informações mal prestadas ou pequenos equívocos não passarão desapercebidos pelos olhos do Sped. ■ Por: Edino Garcia, especialista da Synchro

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17 ANOS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2016 9 Apesar da crise, comércio tem boas expectativas para 2017 Empresários do comércio mostram-se otimistas em relação a 2017, e contratações aumentam no final do ano Oano de 2016 foi marcado por uma crise econômica e política que afetou o agravando ainda mais a situação do estado, seja pela paralisação da usina de pelotização FOTO: DIVULGAÇÃO Brasil influenciando de no município de Anchieta-ES, maneira bastante contundente seja pela lama da barragem que o desempenho do varejo. Com percorre o Rio Doce, o que afe- a última Pesquisa Mensal do tou os negócios dessas regiões. Comércio (PMC) divulgada, Em dados atuais, as famílias com dados para o mês de ou- capixabas estão cautelosas em tubro, nos primeiros dez meses consumir, mesmo agora, com a do ano o comércio capixaba proximidade do Natal. O índi- acumulou uma retração de ce que mede a Intenção de Con- 11,5% em comparação com o sumo das Famílias (ICF) de Vi- mesmo período do ano passa- tória registrou, para o mês de do. Para o Brasil, a mesma com- novembro, uma queda de 3,4% paração mostra uma queda na comparação com outubro e acumulada de 6,7%. queda de 11,9% em relação a Apesar de a PMC de outubro novembro de 2015. ter revelado uma reação no co- Dois pontos principais afetam mércio do Espírito Santo pela a diminuição da renda das famí- primeira vez em quatro meses lias e a disposição de consumir: com um crescimento de 1% em primeiro as perdas dos empre- outubro em relação a setembro, gos. As variáveis do mercado de o ano se encerra com clima de trabalho precisam se recuperar cautela. Com expectativas pa- de tal forma a recompor as per- ra a reorganização do Brasil e das acumuladas para que os re- uma retomada do crescimento flexos no consumo comecem a econômico no futuro. ser observados com mais con- A instabilidade econômica sistência. Outro ponto é a infla- certamente pode ser conside- ção, que tem corroído a renda e rada uma das vilãs do comér- afetado o poder de compra. cio. O panorama em que o Bra- ENDIVIDAMENTO - Vitória sil esteve inserido nos últimos registrou em junho o maior ín- anos acabou influenciando a dice de pessoas endividadas do confiança do empresário do co- Sudeste, com 66,7% das famí- mércio e dos consumidores, lias, com pelo menos uma dívi- consequentemente, causando da. O percentual continua su- retração nas vendas. Os altos bindo e mostrou, em novem- índices de desemprego e uma bro, 70,9% de famílias endivi- inflação que corroeu o poder dadas. O alto endividamento de compra do consumidor fo- preocupa e a inadimplência ain- ram fatores determinantes. da mais: do total de endivida- No Espírito Santo em particular, além da crise econômica dos, 35,1% estão com contas em atraso. José Lino Sepulcri é o presidente da Fecomércio no Espírito Santo e política brasileira, a seca ex- Por outro lado há uma queda rem suas dívidas, entretanto, trema especialmente nas re- no percentual de famílias que não estão sendo capazes de giões norte e noroeste do esta- afirmam que não terão condi- cumprir os prazos. O fator de- Setor começa a crescer do afetaram sobremaneira a economia local. Soma-se a isso a queda da barragem de Mariana-MG que trouxe prejuízos ções de pagar essas dívidas em atraso, que passou a 8 %. O que se percebe é que os consumidores estão propensos a paga- semprego ainda é forte e interfere diretamente na capacidade de pagamento das contas da família. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgada pelo Ministério do Trabalho (MTE), infor- mais vem perdendo força. Uma avaliação feita pela Fecomércio-ES calcula que o total de temporários para as ma que apesar do saldo nega- vendas de final de ano em Cresce o índice de confiança tivo no número de postos de 2016 ficará em torno de 2 mil trabalho formais no Espírito contratações. Ainda assim, Santo em novembro, com me- segundo o presidente da Fe- Em novembro, o Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (ICEC) de Vitória, divulgado pela Fecomércio-ES, apresentou a quinta alta consecutiva registrando, com uma variação positiva de 4,4% em relação a outubro e a maior pontuação do ano. Entretanto, segundo Sepulcri, o aumento da confiança ainda precisa se transformar em resultados na economia real, que tem apresentado uma recuperação mais lenta do que se esperava. Um ponto importante a ser considerado é a Intenção de Consumo das Famílias de Vitória (ICF). Acreditamos que 2017 será um ano de recuperação gradual dos setores produtivos com um cenário econômico melhor que em 2016. Em relação ao setor, as últimas pesquisas com os empresários do comércio mostram uma melhora na confiança para os pró- ximos meses, o que deveráaumentar a disposição dos comerciantes em investir e contratar. Dessa forma, o desemprego poderá diminuir gradativamente. Esse é um fator determinante para a recuperação do consumo das famílias. Entretanto, é preciso que as expectativas dos empresários se traduzam em resultados na economia real. Por isso, o desafio do comércio hoje é recuperar a confiança do consumidor. nos 1.827 postos de trabalho, esse resultado ainda é 4% menor que o registrado para setembro, quando o saldo foi negativo em 1.909 postos de trabalho. A melhora nos números de outubro foi influenciada pelo setor do Comércio que registrou saldo positivo de 505 postos de trabalho formais no mês. Diante disso, percebe-se que o fechamento de postos de trabalho for- comércio-ES, José Lino Sepulcri, a previsão é de uma retração no volume de vendas do Natal 2016: “Estamos nos preparando para uma retração em torno de 4,3% em relação a 2015. Apesar da queda, a expectativa é que seja um pouco melhor que no ano passado já que em 2015 a queda no volume de vendas foi de 10,4% em relação a 2014”. ■

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10 DEZEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 17 ANOS Senai-ES é prata em olimpíada Alunos do Senai de Aracruz construíram carro não-poluente e conquistaram segundo lugar em competição nacional Um carro de conceito compartilhável, com motor zero de emissão de poluentes, que acomode bem seus passageiros, conte com itens de segurança e proteja o usuário. A descrição parece a de um objeto futurista. Porém, esse futuro já é realidade para um grupo de oito alunos do Senai de Aracruz, no norte do Estado. Eles participaram, em novembro, da Olimpíada do Conhecimento, o maior torneio de educação profissional das Américas que reúne alunos do Senai de todo o país, e conquistaram o segundo lugar nacional com o carro construído em terras capixabas. Os alunos de Aracruz concorreram com equipes dos estados do Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Além do carro, o Senai-ES ficou, pela primeira vez, entre os dez primeiros colocados gerais da competição - na nona posição - e com o total de oito medalhas conquistadas. O diretor regional do Senai-ES e superintendente do Sesi-ES, Luis Carlos Vieira, destaca que o bom resultado é fruto da aplicação de uma proposta pedagógica voltada para a prática profissional. “Nós atuamos com a visão de educação profissionalizante para a indústria. Isso significa que o aluno aprende ao desenvolver um produto. Na Olimpíada do Conhecimento, o aluno aplica na prática tudo o que é apresentado em sala de aula”, explicou. Além disso, a integração entre o Sesi, de ensino infantil, fundamental e médio, e o Senai, de ensino técnico profissionalizante, é fundamental para o sucesso da aprendizagem industrial. “Dos 31 alunos do Senai que participaram FOTO: DIVULGAÇÃO A equipe trabalha na construção do carro com motor zero de emissão de poluentes da Olimpíada do Conhecimento, 19 também foram alunos do Sesi. Dessa forma, o aluno estudou durante 12 anos em um ensino que o prepara para a indústria”, ressaltou. O resultado inédito conquistado pelos alunos de Aracruz na competição nacional, na qual o Senai-ES participa desde 1950, também se deve aos investimentos em equipamentos, infraestrutura e materiais que impulsionam a aprendizagem e a prática industrial dentro das unidades. “Nos dois últimos anos, a atual gestão investiu aproximadamente R$ 200 milhões na reforma e ampliação das unidades do Senai e do Sesi. Essa verba foi aplicada, principalmente, na construção de laboratórios específicos para atender aos cursos técnicos. O objetivo é gerar profissionais que dominem o que há de melhor no mercado, entendam os processos e saibam inovar no ambiente de trabalho”, detalhou. Além disso, o fato de o SenaiES ter sido o nono colocado do quadro de medalhas, entre os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, dá uma noção do quanto o estado evoluiu na aprendizagem industrial, principalmente pelo projeto do carro, um setor da indústria em que o Espírito Santo não tem grande tradição. “Mais importante do que participar, foi termos a noção do nível do nosso ensino e aprendizagem em âmbito nacional, além de proporcionar ao aluno o contato com várias áreas de conhecimento da indústria. O resultado na Olimpíada do Conhecimento mostra que estamos no caminho certo”, considerou Vieira. DADOS DO SESI-ES E SENAI-ES ■ São 21 unidades nos principais municípios do Estado; ■ Contam com dois mil funcionários, incluindo professores; ■ Total de 80 mil matrículas em 2016; ■ Seis áreas de trabalho no Sesi, sendo elas: educação básica, saúde, lazer e esportes, cultura e alimentação; ■ No Senai, são oferecidos cursos técnicos e educação profissionalizante. Uma história de 64 anos O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Espírito Santo nasceu em 1952, resultado de um acordo entre o Senai do Rio de Janeiro e a Companhia Vale do Rio Doce. A primeira unidade foi instalada em um galpão cedido pela própria companhia em Porto Velho, em Cariacica. Era a Escola de Aprendizagem Pedro Nolasco, inaugurada no dia 25 de março. O foco da geração de mãode-obra para a indústria, na época, estava na manutenção da Estrada de Ferro Vitória-Minas. A principal preocupação da indústria era a logística e o modal ferroviário era o principal interesse das indústrias. O Senai é uma instituição de geração e difusão de conhecimento aplicado ao desenvolvimento industrial, sempre atento às novas tecnologias, ampliando a oferta de serviços téc- nicos e tecnológicos e de educação profissional. Em 2016, o Senai-ES completou 64 anos de existência, pouco mais de meio século, com nove Unidades Operacionais. Elas estão localizadas nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Linhares, São Mateus, Anchieta e Aracruz. A atuação do Senai-ES é na qualificação de recursos humanos, na prestação de serviços, assessoria ao setor produtivo, serviços de laboratório e informação tecnológica. Além das unidades físicas, o Senai-ES também desenvolve o Programa de Ações Móveis (PAM), que leva o conhecimento a quem está mais distante de uma unidade física. Desde 2015, pelo menos 55 cidades (70% do território capixaba) são beneficiadas diretamente pelas ações do sistema. FOTO: DIVULGAÇÃO Unidades como a de Aracruz beneficiam vários municípios do Estado

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17 ANOS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2016 11 Sesi conquista medalhas na Jornada de Foguetes Além do sucesso que os alunos do Senai tiveram na Olimpíada do Conhecimento, os alunos do Sesi também tiveram grandes conquistas em âmbito nacional. Dessa vez, a competição foi na XI Jornada de Foguetes, que também aconteceu em novembro, no Rio de Janeiro. Participaram da jornada seis alunos das unidades de Araçás e Cobilândia. O objetivo da competição é atingir a distância máxima possível a partir do lançamento de um foguete construído pelos próprios alunos, aplicando conhecimentos vistos em sala de aula. A jornada conta com palestras de Astronomia e Astronáutica, além de proporcionar ao aluno a apli- cação prática do conteúdo das disciplinas de ciências, matemática e física. Os alunos do Sesi Araçás conquistaram a medalha de prata, enquanto os estudantes do Sesi Cobilândia obtiveram a medalha de ouro, sendo o 1º colocado estadual e 4º colocado nacional. Esta equipe também foi a melhor colocada entre as quatro escolas capixabas que participaram do evento. A Gerente de Educação Básica do Sesi-ES, Josefina Prezentino, explica que a direção do Sesi incentiva as escolas e os professores a estimular os alunos para que eles construam os projetos dos foguetes e participem da seleção da jornada. A maioria dos alunos FOTO: DIVULGAÇÃO participantes é do 9º ano do ensino fundamental e da 1ª série do ensino médio, têm entre 14 e 15 anos e contam com uma disciplina chamada robótica, que é ministrada em sala de aula e tem como objetivo desenvolver habilidades importantes principalmente nas áreas de matemática e física. “Temos uma diretriz interna que estimula as escolas a incentivarem os alunos a participarem não só da Jornada de Foguetes, mas de várias olimpíadas escolares, como as olimpíadas de matemática, a olimpíada nacional de Astronomia e a olimpíada internacional de Astronomia e Astrofísica. Assim, os alunos recebem um incentivo para estudarem matérias como matemática e ciências, para que possam futuramente seguir as carreiras ligadas às engenharias”, explicou Prezentino. Além das conquistas na Jornada de Foguetes, os alunos do Sesi Maruípe e do Sesi Linhares foram, respectivamente, primeiro e terceiro colocados no 3º Torneio Regional de Robótica, organizado pelo próprio Sesi, no qual participaram 30 equipes de escolas públicas e particulares de todo o estado. No ano passado, uma equipe de alunos do Sesi foi classificada para o Torneio Internacional, que aconteceu este ano na Austrália. UNIDADES DO SENAI-ES Anchieta ■ LOCALIZAÇÃO: Rodovia do Sol km 27,5, Vila Residencial Samarco, Anchieta, ES. ■ CONTATO: (28) 3536-3088 Aracruz ■ LOCALIZAÇÃO: Avenida Epifânio Pontin, 985,Vila Nova,Aracruz, ES. ■ CONTATO: (27) 3256-9950 Nova Venécia ■ LOCALIZAÇÃO: Rua Sete de setembro, s/n, Rúbia, Nova Venécia, ES. ■ CONTATO: (27) 3772-7716 São Mateus ■ LOCALIZAÇÃO: Avenida Dom José Dalvit, 100, Santo Antônio, São Mateus, ES. ■ CONTATO: (27) 3767-9444 / 3767-9343 Cachoeiro de Itapemirim ■ LOCALIZAÇÃO: Rua Clarice Toledo de Carvalho, 60, Gilberto Machado, Cachoeiro de Itapemirim, ES. ■ CONTATO: (28) 3521-0692 Serra ■ LOCALIZAÇÃO: Avenida Paulo Miguel Bohomoletz, 520, Civit, Serra, ES. ■ CONTATO: (27) 3298-7800 Colatina ■ LOCALIZAÇÃO: Rodovia Gether Lopes de Farias, s/n, São Silvano, Colatina, ES. ■ CONTATO: (27) 3721-2127 Vila Velha ■ LOCALIZAÇÃO: Rodovia Darly Santos, s/n, Guaranhuns, Vila Velha, ES. ■ CONTATO: (27) 3399-5802 / 3399-5803 A Jornada de Foguetes foi realizada no Rio de Janeiro Linhares ■ LOCALIZAÇÃO: Avenida Filogônio Peixoto, 728, Aviso, Linhares, ES. ■ CONTATO: (27) 3371-2389 Vitória ■ LOCALIZAÇÃO: Avenida Marechal Macarenhas de Moraes, 2235, Bento Ferreira, Vitória, ES. ■ CONTATO: (27) 3334-5201 / 3334-5202 Senai Aracruz homenageia empresário Uma personalidade de grande carisma e importância na história da indústria do Espírito Santo é homenageada todas as vezes em que o nome de batismo do Senai Aracruz é citado. A unidade foi batizada como Centro de Educação Profissional Sérgio Rogério de Castro, empreendedor que marcou história na indústria local. Sérgio Rogério é conselheiro e fundador da Fibrasa, empresa de embalagens plásticas que foi a primeira indústria instalada na região do Civit, no município da Serra; também é expresidente da Findes, onde atuou de 1989 a 1992. Como expresidente, participa do conselho empresarial da Federação e, garante, ajuda a conseguir investimentos e aprimorar a unidade que leva seu nome. “Essa foi a maior homenagem que já recebi na vida e eu tenho muito orgulho dessa unidade, que está entre as melhores do sistema. Eu aproveito muito o fato de ter recebido essa homenagem para estar sempre conversando com os alunos, participando do dia das profissões, dando opinião e ajudando a conseguir investimentos, já que sou presidente emérito da Findes”, contou. Sérgio Rogério é engenheiro mecânico de formação, com pósgraduação em engenharia econômica. Ainda estagiário, pensava em empreender, o que se tornou seu projeto de vida. Assim, há 45 anos, nasceu a Fibrasa, empresa de embalagens plásticas que foi a primeira a ser instalada no Civit. Hoje, Sérgio Ro- gério se orgulha ao dizer que a história da empresa continua com seus três filhos. Desde que ele resolveu se afastar do comando da empresa, há nove anos os descendentes dobraram o tamanho da Fibrasa. “Nas minhas conversas com os alunos do Senai, sempre aconselho que eles não percam a oportunidade de aprender e que a explorem no nível máximo, que se emprenhem para aprender e façam o que lhes for designado da melhor forma possível. Quanto mais nós aprendemos, quanto mais habilidades adquirimos, maiores são os nossos valores e a nossa empregabilidade. Vivemos, hoje, um momento de crise. Nessas épocas, os melhores sofrem menos”, aconselhou o empresário. ■ FOTO: DIVULGAÇÃO O empresário Sérgio Rogério de Castro é um dos incentivadores do sistema

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12 DEZEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES Nó de gravata sem mistério 17 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA As combinações variam de acordo com a cor do terno e da camisa, devendo manter a estética segundo as novas tendências da moda A gravata é um dos acessórios mais usados pelos homens 0acessório que não pode faltar no guarda-roupa de um homem são três opções de cores de gravatas. A gravata representa elegância, respeito e status e sabendo a forma correta de combinar ela pode mudar completamente o visual masculino. Escolhida a camisa, fica fácil decidir qual é a gravata mais adequada. As camisas claras são a opção mais segura, pois aceitam praticamente todos os tons e desenhos do acessório. A dica é que seja ao menos um tom acima do tecido da camisa. Os ternos clássicos, co- mo preto e azul marinho, abrem espaço para gravatas rosadas, esverdeadas, azuis e até mesmo cinzas. Quando o terno ou a camisa é que estão na cor cinza, a produção pede o acessório no efeito ‘tom sobre tom’. O traje cinza chumbo é ideal quando combinado com camisa branca e gravata preta. Para as gravatas estampadas, a dica é combinar uma das cores da estampa com a cor da camisa, geralmente a predominante. O acessório, um pouco incômodo para o clima do Brasil, ganhou novas propostas e os jovens estão redescobrindo-o. Os modernos estão aposentando nos paletós e investindo em combinações cheias de atitude. A camisa de alfaiataria continua, o que muda são os complementos: jeans, cardigãs e jaquetas de couro. A gravata também chama a atenção nos detalhes de todos os itens como forro, entretela e acabamento de costura. As italianas, de corte impecável em seda, pedem cuidados especiais, o que pode dificultar o seu ar- mazenamento. Por isso, o mais indicado seria optar pelas confeccionadas em jacquard de seda, que amassam menos quando guardadas corretamente. A inovação fica por conta das gravatas de algodão. O tecido leve proporciona uma liberdade infinita em termos de estamparia. E para respeitar a harmonia entre camisa e gravata e acertar com os ternos em risca de giz, compor o visual com gravatas em padrão xadrez ou listras diagonais é sucesso garantido. Dar o nó na gravata nem sempre é fácil. Para facili- SERVIÇO Clarindo ■ LOCALIZAÇÃO: Rua José Neves Cypres- te, 870 - Loja 1, Jardim da Penha - Vitória ■ TELEFONE: (27) 3314-3712 tar a vida de quem se estressa com essa atividade, o Jornal Empresários ensina como se desenvolver bem dessa função. A partir de agora, quatro dos onze nós mais conhecidos podem ser feitos sem nenhuma dificuldade. ■ TIPOS DE NÓS Windsor ■ É para grandes ocasiões. Necessita cair entre as duas partes do colarinho e esconder o último botão da camisa. Meio windsor ■ É menos espesso e mais fácil de realizar do que o Windsor. Feito em gravatas finas ou pouco espessas. Simples ■ É o grande clássico de nós de gravata. Perfeito para os homens de média ou elevada estatura. Duplo ■ Muito parecido com o nó simples. É perfeito com todas as gravatas com à exceção das muitas espessas. Pequeno ■ Ele adequa-se particularmente às gravatas espessas ou às camisas com colarinho apertado.

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14 DEZEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 17 ANOS Móveis para escritório moderno O escritório moderno alia design, conforto e funcionalidade nos móveis que integram o ambiente corporativo O s móveis de escritório há muito tempo deixaram de ser simples mesas e cadeiras sem graça. Requinte, design, modernidade e funcionalidade fazem parte atualmente. O ambiente corporativo deve estimular ideias, exercitar a criatividade integrando conforto e funcionalidade. A Office New é uma empresa que comercializa móveis para esses ambientes, atende toda a linha de escritório, escolar, auditórios, cinemas, teatros, salões de conferência e bibliotecas. Além desses segmentos, a loja trabalha com arquivos deslizantes, divisórias piso-teto, biombos, piso elevado, carpetes e soluções tecnológicas, como carteiras escolares informatizadas, cadeiras escolares para portadores de necessidades especiais, lousa digital e núcleo volante de informática. Todos os móveis são fornecidos por renomadas empresas como Bortolini, Cequipel maior fabricante de mobiliário escolar da América Latina -, Ambianch, Biccateca, Euro Seating, Florinch, Interface - a maior fabricante de carpetes do mundo -, Wallsystem, Tecnolach, e uma das maiores fabricantes de cadeiras da Europa, a alemã Interstuhl. “Hoje o cliente quer um móvel moderno, que facilite o trabalho dele, a ergonomia é o fator principal na decisão de compra. A cadeira tem que ser de acordo com as normas da ABNT”, afirma o proprietário da Office New, Idmar Barbosa de Oliveira. A tendência para escritório ainda são móveis amadeirados, feitos de madeira reflorestada. Elegância, sobriedade e conforto são primordiais quando se fala de mobiliário de escritórios para repartições públicas, um dos carros chefes da Office New. Para os escritórios privados, um pouco mais de modernidade pode ser alcançada, de acordo com o projeto e design, como o das cadeiras AirPad da Interstuhl, utilizadas nas cenas do filme 007 Skyfall, preferidas dos arquitetos. Idmar Barbosa de Oliveira opera no mercado há três décadas FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Móveis amadeirados, produzidos com madeira de reflorestamento, são a última tendência Empresário descobriu nicho nos móveis corporativos há 32 anos Idmar Barbosa de Oliveira, de 59 anos, é o nome por trás das duas lojas de móveis corporativos Office New. Há 32 no mercado, além de móveis para escritório também atua com a linha escolar, auditórios, salões de conferência e bibliotecas. O empresário saiu de Barra de São Francisco, norte do Estado, aos 16 anos com a família para morar na capital. E se fixou no segmento de móveis corporativos como representante exclusivo de marcas conceituadas nacional e internacionalmente como a Bortolini, a Cequipel e a alemã Interstuhl. Começou a carreira trabalhando na Olivetti do Brasil, com apenas 23 anos; mais tarde, saiu de lá e montou a empresa Unimaqui, e posteriormente viu um nicho pouco explorado, porém mais rentável: o dos móveis corporativos. De lá para cá, o empresário se casou como Célia Tosi Oliveira, e tiveram dois filhos, Luiza Tosi Oliveira e Ricardo Tosi Oliveira, ambos trabalhando hoje com o pai. Ricardo é administrador de empresas e Luiza é arquiteta, profissão fundamental para esse tipo de negócios, já que a profissional presta consultoria e dá todo o respaldo aos clientes da Office New. Nos planos do empresário está ampliar a equipe de vendas. Segun- do Idmar, o cliente do segmento corporativo não vai até à loja. “Temos uma equipe de vendas que vai até o cliente, apresenta os produtos, e depois eles vêm até o nosso showroom para escolher o que comprar”, comentou. Atualmente o showroom tem 500 metros quadrados e a equipe conta com 17 funcionários, treinados pelos fornecedores. No próximo ano, o empresário espera uma melhora na economia, depois da crise que o comércio sofreu. “2015 será um ano melhor e vamos ampliar nossas atividades com um novo segmento”, afirmou Idmar, preferindo mantê-lo em segredo. ■

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