Revista Empresário Digital - Edição 171

 

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Revista Empresário Digital - Edição 171

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carta ao leitor PROPOSTA PARA UM 2017 ARREBATADOR S e você decidir ler este editorial até o fim, vai saber de uma proposta inédita para ganhar algo bem interessante. E não é promessa. É compromisso. Você já deve estar cansado de ler sobre os momentos difíceis. Ou se perguntando “quando será que tudo voltará a ser como antes? ” Mas, espere um minuto: será que esse “antes” era tão bom assim? Eu, assim como você, conheço pessoas que re-clamavam da situação já antes dessa crise. Assim como temos visto alguns negócios prosperarem agora, em plena crise, cer-to? O meu desafio com este editorial é provocar uma reflexão sobre aquilo que podemos fazer para melhorar. E é por isso que “O CARA” que apresentamos na matéria de capa desta edição fala sobre “por que os planejamentos falham”. Daniel de Tomazo é diretor de planejamento da Ogilvy e acaba de se tornar vencedor do Prêmio Caboré deste ano. Eu estava ansioso para sair na frente com um tema de tamanha relevância – e com uma entrevista muito especial com um vencedor do Caboré. Na minha opinião, os vencedores, assim como as empresas de sucesso, têm características e comportamentos similares. Uma empresa pode até surfar no oportunismo de uma demanda, mas é todo um conjunto de valores o que define um negócio bem-sucedido. Para começar, não adianta planejar bem e não aplicar. Ou mudar o rumo do planejado por causa dos interesses dos clientes. Eu cometi esse erro aqui mesmo na revista. Por sorte (ou competência), não comprometi a qualidade em si do produto, nem das matérias, que sempre foram elaboradas com todo o cuidado possível. O valor percebido foi abalado, porque alguns anun-ciantes criaram um estereótipo de que mídia impressa não funciona mais – o que é uma enorme falta de conhecimento, principalmente levando em consideração as mudanças sistêmicas que fizemos na identificação de novos leads com a distri-buição inteligente. Sim, nós conseguimos entregar um artigo ou anúncio para um público específico e absolutamente de acordo com suas características. Mas quem disse que nós somos apenas mídia impressa? Já nos metemos a fazer rádio e atuar na área de produção de algumas empresas. Mas não deu certo. Aliás, temos muitas iniciativas que não deram certo. Mas sempre estamos engajados em fazer a mensagem chegar ao potencial cliente – e cada vez melhor. Eu gosto de aproximar pessoas e ajudar os nossos clientes a vencer barreiras de prospecção. Por isso temos hoje um conjunto de ferramentas de mídia. Temos a revista impressa, temos aplicativos para smartphones e tablets, temos notícias diárias no site e somos ativos nas redes sociais, além de nos comunicar de forma orgânica com milhares de pessoas por e-mail. Investimos muito em 2016 para atuar em 2017. Fez parte do nosso planejamento do ano passado. E, para o próximo ano, temos muitas novidades. A principal delas é que nós vamos ajudar no seu planejamento, e eu quero lhe dar um presente: uma pesquisa de mercado de posicionamento da sua empresa em relação aos seus principais competidores. Entre em contato diretamente comigo por e-mail e eu explico como iremos usar ferramentas nas quais investimos para lhe mostrar algo surpreendente. É só escrever para o meu e-mail mmarcelino@serinews.com.br com o assunto #pesquisa Até mais ;-) Marco Marcelino, diretor editorial Twitter do editor: @marco_marcelino Twitter da revista: @revista_ESD www.empresariodigital.com.br (notícias todos os dias) CAPA Planejamento estratégico: mais perto de você Pág. 26 4 Serigrafia 8 Entrevista 8 Impressão 10 Vendas 10 Industrial 12 Etiquetas 13 Negócios 14 Marketing 16 Out of Home 18 Têxtil 20 Marketing 24 Economia 30 Conteúdo 32 Pubicidade 34 Opinião 36 Criatividade 38 Marketing Avenida Paulista, 1079 • 8º andar Bela Vista • São Paulo/SP • Brasil Fone/Fax: (11) 2787-6386 www.serinews.com.br Publisher: Marco Marcelino {44.446} mmarcelino@serinews.com.br Gerente Editorial: Jorge Luiz Mussolin {15.978} jmussolin@serinews.com.br Jornalista: Alexandre Carvalho {44.252} alecarvalho@serinews.com.br Redação: Bruna Costa - bcosta@serinews.com.br Design: Patricia Barboni patricia@be-erredesign.com.br Foto de capa: Yuri Mine As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião da editora. As fotos publicadas têm caráter de informação e ilustração das matérias. Os direitos das marcas são reservados aos seus titulares. As matérias aqui apresentadas podem ser reproduzidas mediante prévia consulta por escrito à Editora. O não cumprimento dessa determinação sujeitará o infrator as penalidades previstas na Lei de Direitos Autorais. (Lei 9.610/98). empresariodigital.com.br • 3

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serigrafia Por Bruna Costa O que fazer para CRESCERer um negócio não é fácil, são muitas despesas, demandas e problemas que surgem no meio do cami- Tnho. No mercado brasileiro quer receber o produto rap-idamente em sua casa, e se sua estamparia consegue entregar isso para ele, ele percebe seu produto como um produto de alta qualidade. Organização, visão clara dos seus ob- não é diferente, ainda mais jetivos e foco são as características mais com a crise vivida atualmente no país. marcantes dos profissionais de serigrafia, Eu me inspirei no workshop: “Como ter muitos profissionais perdem tempo com uma estamparia de sucesso”, ministrado processos que poderiam ser simplifica- pelo empresário Moacir Ferreira. dos, com retrabalho por exemplo. Ou o Neste artigo, você verá dicas para empresário tem uma veia perfeccionista obter uma estamparia de sucesso mesmo muito aguçada, tentando sempre alcançar em tempos de crise, com pouco tempo a perfeição ou ele nunca entrega o que disponível, pouco dinheiro no caixa e promete, os dois casos estão errados, equipamentos não tão modernos, com porque o ideal é alcançar um equilíbrio dicas que são essenciais para todos os em- e entregar um trabalho que atenda as preendedores, de pequeno a grande porte. expectativas do seu cliente, no prazo A melhor dica é não esperar sua melhor combinado e dentro do que ele quer. condição técnica e financeira para começar, simples-mente comece, busque informa- Padronize seus processos: ções, se aperfeiçoe com o tempo, pois as É importante ter conhecimento de todos condições perfeitas nunca vão acontecer. os processos que envolvem a serigrafia É importante validar sua oferta e con- e treinar todos os seus funcionários para forme forem aparecendo as pessoas inte- que todos saibam todos os processos. ressadas, buscar o conhecimento inerente Um processo padronizado garante uma necessário para realizar um bom trabalho linha de produção consistente e evita o no mercado focado nos seus objetivos. retrabalho devido a errinhos simples que Conhecimento é a base de tudo. podem ocorrer e atrasar toda a produção. É importante não tentar inventar a Jamais aposte no “Vai assim mesmo”, roda, já que a solução muitas vezes sempre busque qualidade e padronização está em coisas simples e fáceis de fazer, nos seus trabalhos. porém o conhecimento técnico também é muito importante, não adianta ter o Se atualize no mercado: mindset pronto, uma fantástica gestão Não é porque você faz assim há 10 anos, empresarial, se não tem o conhecimento que está dando certo. O profissional necessário para realizar o trabalho. de serigrafia tem que ser atualizado no O mais importante do trabalho de es- mercado para ter oportunidade de cresci- tamparia não é um produto perfeito e sim mento no mercado e não ficar estagnado a qualidade per-cebida pelo seu cliente, com os mesmos processos de sempre, o por exemplo, muitas vezes seu cliente mercado de serigrafia evolui a cada ano. Fluidez na produção: É importante revisar todo seu processo produtivo, da venda até entrega, enxergando todas as etapas do processo e ver o que está travando seu processo para poder corrigir e criar mais flu-idez na estamparia, já que tempo é dinheiro. Gestão de negócios: Essa é uma dica ideal para qualquer modelo de negócio, saber quanto de desconto você pode oferecer ao seu cliente, o quanto de giro de capital você precisa para ter lucro com sua empre-sa... Entenda a gestão financeira do seu negócio e não perca dinheiro. Não conhecer seus números é a porta de entrada para o fracasso da sua estamparia. Conheça seu cliente: O cliente indica o caminho para o seu sucesso, quanto mais você conhecer seu cliente, mais você saberá quais são seus desejos e assim poderá melhorar a qualidade do seu produto. Estude tudo a respeito do seu cliente, faça alterações em seu produto baseado nisso e estude tudo sobre este mercado, quanto mais estudo e aprimoramento, mais destaque sua empresa terá no mer-cado. É importante também ressaltar que o profissional não precisa começar com equipamentos so-fisticados e matéria prima de alto valor, já que todos têm acesso às mesmas emulsões e tintas e o mercado de serigrafia tem muitas áreas de atuação como por exemplo o de camisetas, calçados, embalagens alimentícias e de cosméticos. Encontre o segmento que mais se adapta ao seu modelo de negócio, busque conhecimento e mãos a obra! 4 • empresariodigital.com.br

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entrevista Por Bruna Costa A influência da internet na indústria da impressãoegundo Guy Gecht, CEO da EFI, em palestra ministrada no último dia 29 de novembro Sem São Paulo, nós não vez, as pessoas estavam armazenando documentos no celular” Afirmou Guy Gecht duran-te a palestra. A impressão tradicional foi ameaçada com o avanço da tecnologia e a migração O problema da compra online é a embalagem: uma caixa de papelão padrão que chega na casa do cliente sem nenhuma personalização. Vendo uma oportunidade de investir em personaliza-ção podemos lutar contra o para o meio onli-ne, porém, a EFI se de embalagem, a EFI está para lançar no avanço da tecnologia ou desacelerar este adaptou a isso e começou a automatizar mercado a EFI Nozomi, uma impressora processo, por-tanto temos duas opções: o processo de impressão, oferecen-do de grande formato, que promete revolu- ver o melhor lado desta transição e nos novas soluções para seus clientes e acom- cionar a impressão de papelão, com um adaptar a ela ou enxergar co-mo uma panhando a evolução do meio digital. sistema rápido e eficiente. coisa negativa e tornar nossas empresas Hoje, a EFI vê muitas oportunidades atre- O ano de 2017 parece muito promissor obsoletas no mercado. ladas ao meio online, uma delas se refere para a EFI e o mercado de impressão Nossa geração nasceu na época do a embalagem. Nos pontos de venda como digital em geral, ne-cessitando de inves- analógico e teve que se adaptar ao di- shoppings, por exemplo, o cliente tem bas- timento e inovação, se cada um de nós gital, nossas vidas muda-ram. “Quando tante opções de escolhas na hora de comprar fizermos a nossa parte e procurarmos a maçã caiu na cabeça do Newton, ele uma roupa, porém se no ponto de venda oportunidades para inovar neste merca- percebeu o efeito da gravidade sobre ele tem 30 opções de lojas, no meio online do, assim como a EFI fez, nós podemos ele, quando a Apple lançou o primeiro ele tem 3.000. Um shopping não comporta mudar o cenário do mercado atual, uti- iPhone, foi como a maçã de Newton, nós 3,000 lojas de roupas, porém na internet é lizando a competição do mercado como descobrimos o efeito da gravidade e do possível encontrar 3,000 opções de peças de uma ferramenta para nos motivar a sermos avanço da tecnologia sobre o processo de roupa no conforto da sua casa e as vezes até melhores profissionais e prosperar com impressão tradicional, pois pela pri-meira per-sonalizar uma peça na hora da compra. nossas empresas. 6 • empresariodigital.com.br

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Revista Empresário Digital: acha que o lançamento da EFI Nozomi afetará o mercado brasileiro? Após minha última visita em dezembro, eu fiquei muito empolgado com as oportuni-dades da Nozomi no Brasil. O mercado de papéis corrugados é um grande mercado no Brasil e todos os empresários que eu conheci no país me disseram sobre suas necessidades de impres-soras digitais confiáveis de alta velocidade e alta qualidade. Além de oferecer muitas novas op-ções para o mercado, podemos transformar uma embalagem sem graça e feia em uma caixa colorida que vai mudar a forma de enxergarmos as compras online. Quais os tipos de consumidores vocês enxergam como público alvo desta impressora? Inicialmente, os fabricantes de papéis corrugados, mas eu acredito que as empresas de consumo em geral irão adorar essa ideia de que as caixas de transporte de seus produtos possam se tornar um meio de comunicação com seus consumidores, fazendo uma propaganda para sua marca. Além disso, acredito que empresas que imprimem em outras mídias também irão se beneficiar de forma indireta pela produtividade da Nozomi. as emba-lagens que estão relacionadas com atividades online, como por exemplo caixas de envios de compras em e-commerces, estão tendo um aumento de volume na produção. Embora este seja um aumento complexo, já que o tempo de entrega está ficando cada vez menor. Para você, qual foi a área da impressão mais afetada pela integração com o meio online? Tudo o que está relacionado com períodos de curto prazo e personalização, que é exatamente o que as “forças on-line” estão empurrando. E qual tem mais chance de crescimento no futuro? Boa pergunta, eu acho que será a embalagem de alimentos, as pessoas ainda vão comprar muito em lojas físicas. Como você enxerga o mercado brasileiro com relação ao consumo de serviços e equipa-mentos de impressão? Eu fui muito encorajado após minha visita. Depois de alguns anos difíceis eu final-mente pude ver meus consumidores com um pensamento mais positivo e durante minha visita muitas pessoas me disseram que estavam finalmente considerando um novo investimento já que o pior está por trás do mercado e há bons sinais de recuperação. A EFI pretende fazer novas aquisições do mercado para 2017, como a Reggiani e a Optitex? Boas aquisições são difíceis de serem encontradas, porém nós sempre estamos bus-cando adicionar novos e talentosos produtos que serão úteis para nossos clientes. O que a EFI Nozomi tem de especial em comparação com outras impressoras da mesma categoria? Bom, nós não temos em vista nada para ser lançado no mercado nos próximos 1 ou 2 anos que imprime diretamente no papelão com essa velocidade e qualidade. Nós podemos im-primir mais de 9000 placas por hora, isso é incomparável. Para onde o mercado de impressão em embalagem tende a crescer em sua opinião? Já que a maior força do mundo é a mi- gração das coisas para o meio online, empresariodigital.com.br • 7

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impressão Agfa Graphics anuncia novidades na linha Jeti Mira aAgfa Graphics lançou recentemente uma poderosa atualização da Jeti Mira. A nova Jeti Mira LED conta agora com tecnologia de cura por LED UV para oferecer aos impressores de sinalização de médio e alto volume uma impressão de alta qualidade. O sistema também passa a ser integrado com o PrintSphere, através do Asanti. Finalmente, uma opção de verniz melhorado resulta em impressões 3D com um verdadeiro efeito gráfi-co. A Jeti Mira é uma impressora de cama plana especialmente projetada para oferecer a máxima flexibilidade. A Jeti Mira possui impressões até 2,69 m de extensão, funcionali-dade de imprimir e preparar, opção de rolo a rolo acoplável, duas versões de mesa, velocidade de até 231 metros quadrados por hora, seis cores, padrão de cor branca, tintas UV altamente pigmentadas e duas fileiras de cabeças de jatos de tinta Ricoh. A mais recente atualização da impressora inclui tecnologia de cura de LED UV, a qual envolve vantagens significativas. Baseando-se em tecnologia LED, as tintas LED UV es-pecialmente formuladas da Agfa Graphics podem imprimir em substratos sensíveis ao calor, tais como folhas autoadesivas e materiais de PVC expandido. As tintas UV fabricadas pela Agfa possuem uma ampla gama cromática e vibração de cor elevada em aplicações indoor e outdoor, enquanto que sua alta carga de pigmentos e otimização de gerenciamento de cores Asanti garantem um baixo consumo de tinta. Integração com PrintSphere A Jeti Mira é acionada pelo software de fluxo de trabalho de grande formato Asanti da Agfa Graphics, que controla todo o processo de impressão desde a pré-impressão até a produção e acabamento. A novidade no Asanti é a integração opcional com a PrintSphere - o serviço baseado em nuvem da Agfa para automação da produção, fácil compartilhamento de arquivos e ar-mazenamento de dados seguro. PrintSphere oferece uma forma padronizada para os fornecedores de serviços de impressão automatizarem seus fluxos de trabalho e facili-tar a troca de dados com seus clientes, colegas, freelancers, outros departamentos e outras soluções da Agfa. Outro anúncio feito pela Agfa foi que a Jeti Mira pode adicionar um toque dramático a muitas aplicações diferentes, incluindo exibições em POP, acondicionamento, impres-sões decorativas e gráficos para exposições comerciais, graças a tecnologia de impres-são com lentes 3D. Usando uma combinação de lentes impressas composta de verniz UV curável e mani-pulações de imagem, a Jeti Mira não conhece limites. Ela acrescenta profundidade nos resultados de impressão ajustando o tamanho de lentes de verniz e a gama na qual elas são impressas. 8 • empresariodigital.com.br

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vendas Por Mário Rodrigues* Vendedor, será mesmo que a maré não está para peixe? T odos os dias nos deparamos com alguma pesquisa sobre o mau momento da economia brasileira. Um levantamento realizado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, revela que o primeiro semestre de 2016 teve queda de 7% nas vendas do varejo, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o pior resultado da série histórica desde 2001, quando a entidade iniciou as pesquisas. Mas será que as pessoas estão mesmo deixando de comprar? A resposta pode até ser “sim”, mas ela não se aplica a todos os tipos de produtos e estabelecimentos. O que podemos observar é que os consumidores estão diminuindo os seus gastos e, em vez de comprarem os produtos que estavam acostumados, buscam opções de menor valor. Procuram continuar satisfazendo suas necessidades, mas com redução de custos. Ou seja, é um novo movimento de mercado. É importante que os profissionais de vendas fiquem atentos às novas demandas que estão surgindo, entendam o que os seus clientes, de fato, necessitam e estabeleçam um bom relacionamento para ampliar as chances de venda. É preciso lembrar que, mesmo reduzindo os valores de seus gastos, as pessoas querem ter um bom atendimento. Portanto, os profissionais que vão conquistar espaço são os que valorizam as novas oportunidades. Clientes que compravam em seus concorrentes mais caros vão começar a aparecer no seu balcão na busca de uma nova escolha de menor custo. Mas lembre-se: ele está acostumado com o bom atendimento e com produtos de qualidade. Essa pode ser uma oportunida-de de alavancar sua carteira com um pouco mais de esforço. Os consumidores continuam pedindo “a pizza”, porém o tamanho dela diminuiu. É comum ouvir alguns vendedores reclamarem atrás do balcão e deixarem a “pizza esfriar”, mas os mais habilidosos aproveitam cada chance para vender os pequenos pedaços para o mesmo cliente e aumentam a quantidade. Para não perder sua carteira de compradores, os profissionais de vendas precisam voltar a atenção também para os produtos ou serviços de menor custo e, acima de tudo, mandar um recado aos seus clientes: “estamos ao seu lado durante ou após a crise e vamos te reconhecer por isso”. *Mário Rodrigues é diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas) - www.ibvendas.com.br 10 • empresariodigital.com.br

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gestão de pessoas Por Tom Coelho* “ Coragem para mudarA coragem é a primeira qualidade “humana, pois garante forma, alimentamos a infelicidade. Acredite: questões materiais se resolvem com o tempo, pois sempre será possível reiniciar. Mas você precisa desenvolver a arte do desapego e aprender que menos pode ser mais. todas as outras. (Aristóteles) Perseguimos a felicidade como se ela fosse nosso único e maior objetivo. Porém, a felicidade são momentos, ocasiões pontuais nas quais o sorriso espontâneo se revela, regado por beijos doces e abraços quentes. Já Épreciso discernimento para identificar o que nos faz mal e coragem para eliminar tais fatores de nossas vidas. Tudo o que fazemos somente tem sentido quando pode nos proporcionar alegria e prazer. É evidente que há tarefas operacionais e situações enfadonhas que marcam nosso cotidiano, mas mesmo estas precisam estar vinculadas a um objetivo maior. Se você está em uma empresa ou exerce uma atividade profissional que tem sido um fardo em sua trajetória, você precisa pedir demissão ou buscar uma nova carreira. Certamente esta não é uma escolha fácil, mas você pretende prolongar isso por quantos anos? O oposto do engajamento é a falta de reconhecimento... Se você está em uma relação amorosa marcada por discussões e incompreensões, use o diálogo para alcançar a conciliação, lembrando que quando uma das partes está certa isso não significa necessariamente que a outra esteja errada. Quando há carinho e amor, a tolerância e a empatia prevalecem, resgatando os sentimentos. No entanto, quando um relacionamento se torna meramente protocolar, caracterizado pela amizade, ainda que haja respeito e admiração entre as partes, é hora de parar, ou você acredita que envelhecer ao lado de quem não se ama lhe fará bem? O oposto do amor é a indiferença... Muitas de nossas decisões são adiadas por questões econômicas. Você se mantém no emprego porque precisa a infelicidade, quando nos abate, tem a capacidade de se prolongar, pois não deseja ser breve. Ela se instala em nossa mente e em nosso coração, comprometendo o raciocínio, os relacionamentos e toda nossa rotina. Quando a infelicidade fixa sua morada, o desencanto e a angústia nos visitam, podendo conduzir ao desespero e à depressão, dentre outras enfermidades. O mundo que nos é vendido quando somos crianças não é real. É uma ficção, pois acreditamos que tudo é possível, que o bem sempre vencerá o mal e que a vida pode ser perfeita. Mas é esta inocência que torna a infância a melhor fase de nossa existência – e proporcionar esta experiência é a maior responsabilidade dos pais em relação aos seus filhos, embora também não possam deixar de preparálos para o futuro. Esta inocência é substituída pela maturidade que nos ensina que a vida é a arte dos encontros, desencontros e reencontros. Aprendemos que nossos atos têm consequências, sejam agradáveis ou dolorosas, e que as colheremos no decorrer do tempo. Descobrimos a força das palavras e que a comunicação é a base de tudo, compreendendo que mais importante do que aquilo que você diz, é como você diz. É esta maturidade que nos ensina a valorizar o que realmente importa. Temos o hábito de dar importância a desconfortos, mágoas e ressentimentos, quando precisamos aprender a deletar as situações indesejáveis, apreciando aquilo que nos torna melhores. Afinal, qual a vida que você deseja para você? garantir seu sustento; persiste numa relação insípida porque uma separação envolveria a partilha de bens ou a interrupção de planos previamente agendados. Desta Tom Coelho é educador, palestrante em temas sobre gestão de pessoas e negócios, escritor com artigos publicados em 17 países e autor de nove livros. Contatos: atendimento@tomcoelho.com.br. Visite www.tomcoelho. com.br, www.setevidas.com.br e www.zeroacidente.com.br. 12 • empresariodigital.com.br

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marketing Por Lucas Saad* Mpaarraciams pluatcatmar daisaprieasmsoeansteegundopesquisas,temos contato com aproximadamente 2.000 marcas sem um dia “comum” e vel e dinâmico. E as marcas precisam acompanhar isso. A partir daí começou uma evolução que trouxe a dinâmica da contemporaneidade às marcas, veículos e pontos de contato. As variações no design são o ponto de partida para as identidades dinâmicas, porém não são as únicas, uma vez que uma marca menos de 300 delas ficam deixando de utilizar apenas sua forma dinâmica também pode ser mutável em em nossa memória. Por básica, simétrica e regular, e passando outros aspectos de sua identidade, como, isso, essas marcas brigam tanto por um a considerar variações dentro de seus por exemplo, a identidade verbal. São pequeno espaço na vida das pessoas. sistemas de identidade, criando marcas logotipos, slogans e até nomes que acei- Com tantos pontos de contato, sejam eles dinâmicas ou flexíveis. Tais mudanças tam variações de cor, forma, tamanho, digitais ou físicos, e com tantas experiên- tornaram as marcas mais humanizadas, mensagens, etc. cias proporcionadas diariamente por elas, mais parecidas com as pessoas e menos Nas identidades dinâmicas, a falta de acabamos sempre estabelecendo relações com as corporações. padronagem é “regra”, mas devemos com aquelas que mais conseguimos nos Se o consumidor muda e se transfor- ficar atentos, já que nesses casos, a identificar. ma para se adaptar à rapidez da vida regra é estrategicamente manipulada Hoje, tudo acontece muito rápido e contemporânea, assim também devem para proporcionar o reconhecimento das está sempre em constante mudança, o ser com as marcas, se adaptando à vida marcas em suas diversas versões. Quase ser humano precisa ser mutável, flexí- de seus diferentes públicos, plataformas, paradoxais, as identidades dinâmicas favorecem o reconhecimento e pregnância das marcas pelos seus consumidores, que não dependem de um único elemento para identificar suas lovemarks, mas con- tam com uma rede de manifestações que as representam de forma plural e coesa. Existem grandes exemplos de identida- des dinâmicas de marcas como a MTV, a AOL e, inclusive, a marca dos Jogos Olímpicos de Londres. Desta forma, as marcas dinâmicas estabelecem um diálogo mais direto e personalizado com seus consumidores, criando relacionamentos genuínos e duradouros. Elas são como cos- tumamos dizer, as verdadeiras “marcas que dialogam”. *Lucas Saad, fundador e diretor da consultoria saad branding+design (www.saadstudio.com), de Curitiba (PR), é consultor e especialista em branding empresariodigital.com.br • 13

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negócios Por Ricardo Pimentel* O LÍDER E A INTELIGI BILIDADE 14 • empresariodigital.com.br

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Você já reparou a quantidade de artigos, palestras, trabalhos de conclusão de cursos de graduação, dissertações e teses, que iniciam abordando o tema das “mudanças tecnológicas”? E também já reparou como de certa forma todos falam a mesma coisa? E como esse discurso sobre a mudança não muda já há algum tempo? A cada dia novas tecnologias digitais invadem as dimensões da nossa vida pessoal e especialmente profissional, mudando tudo à nossa volta. Inovação é a palavra de ordem. A única coisa que não muda é o fato de que tudo muda o tempo todo. Mas, e o que não muda? Será que somos capazes de ver e compreender? Ou o que não muda já está de tal forma incorporado que não percebemos mais suas manifestações? Perguntas e mais perguntas que parecem impossíveis de responder. Mas podemos pensar um pouco sobre isso. Um dos elementos que está fortemente presente nas transformações que as tecnologias digitais vêm produzindo é a ideia de compartilhamento. Compartilhar fotos, textos, informações, mas também compartilhar o carro, o quarto da sua casa que não é usado, espaços de trabalho, objetos que você não usa mais, bicicletas. O movimento é tão forte que se fala em economia compartilhada, e se prevê uma movimentação de recursos da ordem de U$ 335 bilhões em 2025. Mas de fato o compartilhamento é um fenômeno tão antigo quanto os seres humanos como seres sociais, a começar pela linguagem. E esse compartilhamento sempre requereu algo que também não mudou: a necessidade de aprender. Somos seres que precisam aprender. E, no entanto, nunca vimos tanta inovação baseada no compartilhamento e na aprendizagem. Mas antes que você pense que não dou o devido valor às mudanças, afirmo que aprender hoje não é mais o mesmo fenômeno de tempos passados. As tecnologias e o compartilhamento, para ficarmos apenas nesses dois fatores, faz com que a aprendizagem passe a ser coletiva. A aprendizagem individual continua sendo importante, mas o que conta agora é a aprendizagem de grupo. A nossa vida é uma rede de atividades que são organizadas coletivamente e nos ligam a outras pessoas por meio de objetos, artefatos e tecnologias, que nesse contexto são mais do que isso, e que podemos chamar de arranjos sociomateriais. Pense no que está fazendo agora. Lendo esse texto? Obrigado pela preferência, mas por mais que você esteja atento ao texto, você está também participando de inúmeras outras atividades que o liga a inúmeras outras pessoas. Levemos a conversa para o mundo do trabalho. Para que possamos atuar em equipe é necessário, dentre outros fatores, que as atividades que fazemos tenham um sentido, um propósito e uma identidade. Saber o que fazer, como fazer e porque fazer, mas não de forma isolada, e sim de forma interconectada e compartilhada. Baseado nas ideias de Ted Schatzki, um filósofo da Universidade de Kentucky, considero que quando um grupo consegue estabelecer coletivamente o sentido das suas atividades e a identidade do próprio grupo, construiu o que chamamos de inteligibilidade das práticas do grupo Mas que diferença isso faz? Quando um grupo consegue construir esse sentido e essa identidade produz um conhecimento que é coletivo, e não resultado do processo cognitivo individual. Por isso essa construção só faz sentido para aquele grupo e para aquelas atividades. Além disso essa inteligibilidade não pode ser confundida com racionalidade; ela se refere aquilo que é significativo para as pessoas fazerem, e não necessariamente o que é racional. A isso chamamos aprendizagem do grupo: a construção coletiva de sentido e identidade, que permite ao grupo enriquecer sua experiência coletiva no sentido de aumentar sua capacidade em lidar com os problemas existentes, reformulá-los, bem como identificar novos. Esse último aspecto é fundamental quando se pensa a questão da inovação, pois encontrar novas soluções requer também a habilidade de identificar novos problemas. Isso significa que os grupos não precisam de líderes? Ao contrário, nunca a liderança foi tão importante. Um líder necessita compreender como o grupo constrói a inteligibilidade, e identificar seus principais elementos. Saber quem é quem, as competências e habilidades de cada colaborador, como designar atividades e tarefas continua sendo importante, mas não é mais suficiente: é preciso saber criar as condições para que a aprendizagem do grupo aconteça. Isso impacta diretamente na formação e qualificação dos líderes. O conhecimento técnico e instrumental também continua sendo importante, mas é preciso desenvolver a capacidade reflexiva, multidisciplinar, com visão ampla de uma situação e as relações com o mundo. Também ganha importância a capacidade de compreender as relações no “microcosmo” da equipe, os detalhes, as relações “próximas” que podem estar no mesmo espaço/tempo, ou podem ocorrer à distância. A formação continuada (que em inglês é um termo mais expressivo – lifelong learning) passa ainda por bons cursos de graduação e de especialização, mas também por cursos que ampliem essa capacidade reflexiva, como mestrados e doutorados. E você, conhece realmente o grupo ou os grupos em que atua? Está se qualificando para isso? *Ricardo Pimentel é professor e pesquisador do Programa de Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do ISAE – Escola de Negócios, de Curitiba (PR). empresariodigital.com.br • 15

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