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alexandre dumas o conde de monte cristo em cordel marco haurélio adaptação de klévisson viana ilustrações de 1
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alexandre dumas o conde de monte cristo adaptação de marco haurélio apresentação de arievaldo viana ilustrações de klévisson viana são paulo 1a edição 2011 3
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título original le comte de monte-cristo © copyright 2011 marco haurélio em conformidade com a nova ortografia todos os direitos reservados editora nova alexandria av dom pedro i 840 01552-000 são paulo sp fone/fax 11 2215-6252 site www.novaalexandria.com.br e-mail novaalexandria@novaalexandria.com.br revisão thiago lins capa e ilustrações klévisson viana editoração eletrônica viviane santos dados para catalogaÇÃo haurélio marco 1974o conde de monte cristo alexandre dumas adaptação de marco haurélio apresentação de arievaldo viana ilustrações de klévisson viana são paulo nova alexandria 2011 56p clássicos em cordel adaptação de o conde de monte cristo alexandre dumas isbn 978-85-7492-222-5 1 literatura de cordel infantojuvenil i dumas alexandre 1802-1870 ii viana klévisson iii título iv série cdd 398.5 cdu 398.51 Índice para catálogo sistemático 027 bibliotecas gerais 027.8 bibliotecas escolares 028 leitura meios de difusão da informação 4
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apresentaÇÃo para comeÇo de conversa o famoso romance o conde de monte cristo de alexandre dumas é uma elaborada análise das misérias humanas como inveja ódio e vingança ao mesmo tempo mostra a luta interna do protagonista edmond dantès que consegue superar as mais terríveis adversidades por sua inabalável força de vontade e também pela providencial ajuda de um amigo sincero um velho abade que conheceu na prisão o qual lhe deixa grande fortuna ao morrer vítima de traição e inveja o marinheiro edmond dantès consegue submergir do inferno onde fora metido injustamente para conduzir a justiça a seu modo tendo às mãos o leme do destino o moço ingênuo após passar pela forja da amargura e do sofrimento transforma-se no astuto e misterioso conde de monte cristo 5
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a primeira publicação de o conde de monte cristo deu-se na frança por meio de folhetins diários com várias interrupções no journal des débats de 28 de setembro de 1844 a 15 de janeiro de 1846 ou seja durante um ano e meio marlyse meyer em apreciável estudo sobre o folhetim atesta o sucesso imediato da publicação e a pressa em traduzi-lo aqui no brasil o jornal do commércio começou a publicar os capítulos da obra antes mesmo de sua conclusão na imprensa francesa segundo a eminente pesquisadora as inúmeras versões cinematográficas da obra desde os tempos do cinema mudo contribuíram também para sua popularização despertando o interesse de muitos poetas populares que nelas encontraram tramas narrativas e personagens para suas histórias bem como ilustrações para a capa de seus folhetos o livro e sua Época o conde de monte cristo é um dos grandes romances da literatura francesa escrito por alexandre dumas e colaboradores concluído em 1844 a referência a napoleão bonaparte destronado e exilado na ilha de elba em 1814 dá um contexto histórico ao célebre romance que ao lado de os três mosqueteiros figura como uma das obras-primas do celebrado escritor francês e por conseguinte da literatura universal o livro conta a história de edmond dantès um jovem marinheiro que é preso sob falsa acusação em 1815 por ter ido à ilha de elba onde teria recebido uma carta de napoleão em seu exílio na verdade era vítima de um complô envolvendo o seu amigo danglars danglar no cordel que desejava o posto de capitão do navio faraó comandado por dantès o beberrão caderousse e fernando mondego melhor amigo apaixonado por sua então noiva a catalã mercedes depois entra em cena o delegado villefort filho do destinatário da carta noirtier um partidário de napoleão para evitar problemas o delegado ajuda a incriminar dantès 6
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o conde de monte cristo em linguagem de cordel o livro o conde de monte cristo tem sido constante fonte inspiradora para os poetas populares ao que nos consta a primeira versão em cordel escrita provavelmente na década de 1940 e editada em três longos volumes foi publicada com o título de romance de um sentenciado numa livre adaptação atribuída ao poeta-editor joão martins de athayde 1880-1959 no qual o nome de muitos lugares e personagens foram modificados manoel pereira sobrinho 1918-1996 outro grande expoente da literatura de cordel especialista na adaptação de clássicos da literatura escreveu o conde de monte cristo ou edmundo dantès obra publicada em dois volumes na cidade de campina grande na década de 1950 pela folhetaria de manoel camilo dos santos uma terceira versão mais resumida analisada por idelette muzart-fonseca dos santos no estudo o conde de monte cristo nos folhetos de cordel escrita em dois volumes pelo poeta paraibano josé costa leite foi publicada na década de 1960 na tipografia de josé alves pontes e intitula-se verdadeira história do conde de monte cristo volume 1 e vingança do conde de monte cristo volume 2 diante do exposto a tarefa do poeta marco haurélio ao apresentar mais uma versão rimada deste clássico da literatura universal reveste-se de grande responsabilidade e expectativa tendo o cuidado de não se influenciar pelas adaptações anteriores e mais ainda em centrar o foco da narrativa nos principais episódios da trama o poeta baiano achou por bem eliminar alguns personagens secundários que pouco acrescentariam à sua versão rimada eis a razão pela qual o poeta se diz orientado pelo próprio alexandre dumas a minha mente percorre as regiões siderais lá onde alexandre dumas entre os grandes imortais repousa serenamente nos braços da santa paz e foi ele que me disse olhando-me num relance poeta eu espero que se estiver ao teu alcance refaças em poesia o meu famoso romance 7
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quem foi alexandre dumas quem É marco haurÉlio alexandre dumas pai nasceu em villers-cotterêts região de aisne nas proximidades de paris frança a 24 de julho de 1802 e morreu em puys a 5 de dezembro de 1870 seu nome de batismo era dumas davy de la pailleterie era neto do marquês antoine-alexandre davy de la pailleterie e de uma escrava ou liberta não se sabe ao certo negra marie césette dumas seu pai foi o general dumas grande figura militar de sua época sua bibliografia inclui os clássicos o conde de monte cristo os irmãos corsos os três mosqueteiros vinte anos depois o visconde de bragelonne do qual faz parte o homem da máscara de ferro e a rainha margot era pai do também escritor alexandre dumas filho autor de a dama das camélias marco haurélio poeta editor e pesquisador do folclore brasileiro nasceu num lugar chamado ponta da serra município de riacho de santana na bahia autor de contos folclóricos brasileiros paulus e de vários folhetos de cordel tem se firmado como um dos grandes expoentes desse gênero literário com excelentes versões rimadas de clássicos da literatura É o que se vê por exemplo em a megera domada de shakespeare já publicada nesta coleção e nesta versão de o conde de monte cristo em sua vasta obra como poeta de cordel destacam-se também presepadas de chicó e astúcias de joao grilo os três conselhos sagrados o herói da montanha negra luzeiro galopando o cavalo pensamento e as três folhas da serpente tupynanquim 8
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campo da poesia n o guerreiro persisto como grandes adversidades enfrento e nunca desisto como o herói do romance do conde de monte cristo a minha mente percorre as regiões siderais lá onde alexandre dumas entre os grandes imortais repousa serenamente nos braços da santa paz e foi ele que me disse olhando-me num relance poeta eu espero que se estiver ao teu alcance refaças em poesia o meu famoso romance 11
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então aqui falaremos sobre edmundo dantez um honrado marinheiro vítima da insensatez da traição da cobiça do ódio da cupidez amava ele a mercedes uma espanhola tão bela que na frança onde viviam não havia uma donzela que pudesse reunir todas as virtudes dela do velho senhor morrel edmundo era empregado em um navio que era com mão firme comandado pelo capitão lecler um homem digno e honrado 12 mas numa destas viagens o pior aconteceu duma febre cerebral o bom capitão morreu edmundo o imediato assumiu o lugar seu porém o último pedido feito pelo capitão a quem o moço edmundo não podia dizer não era ver um general do bravo napoleão mil oitocentos e quinze É o ano de que falamos e para a ilha de elba com edmundo nós vamos lá napoleão deposto em seu exílio encontramos.
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quis o capitão lecler que edmundo entregasse ao general uns papéis logo depois retornasse e com destino a marselha com toda pressa embarcasse já no porto de marselha quando apontou um veleiro morrel alugou um barco e seguiu muito ligeiro mas quando viu edmundo achou-o meio cabreiro edmundo então falou da morte do capitão contou que foi até elba onde viu napoleão depois de ouvi-lo morrel pediu-lhe mais discrição 13 as pessoas tinham medo que napoleão voltasse e o exército francês novamente comandasse por isso morrel pediu que edmundo se calasse o velho então nomeou edmundo capitão do seu navio cargueiro pra grande satisfação do moço que agradeceu-lhe aquela nomeação o comissário de bordo que se chamava danglar ao navio faraó desejava comandar por isso ao moço edmundo começou a odiar.
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deixemos o vil danglar pra falar neste momento da bela moça mercedes plena de contentamento pois já havia marcado com dantez o casamento contudo tinha ela um primo que se chamava fernando com seus vinte e quatro anos era um espírito nefando pois o amor de mercedes vivia ele implorando ela dizia fernando só caso com edmundo pois o meu amor por ele É tão grande e tão profundo que se algo lhe acontecer dou adeus a este mundo 14 ele respondeu mercedes prima do meu coração você é órfã e conhece o costume catalão do casamento em família que é antiga tradição nem terminou de falar edmundo ali chegou mercedes assim que o viu de alegria até chorou fernando cego de raiva com o moço mal falou e saiu de lá depressa com expressão transtornada viu danglar que o convidou pra tomar uma bicada ao lado de caderousse outra alma desgraçada.
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enquanto os três conversavam caderousse impaciente viu edmundo e mercedes passando na sua frente e disse vejam que orgulho pois nem cumprimenta a gente edmundo percebendo vendo-o meio embriagado disse amigos me perdoem pois estou muito apressado indo falar com meu pai sobre o casório marcado venham à reserva amanhã na confraternização depois irei a paris com firme resolução cumprindo a última vontade do finado capitão 15
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