Dialogue - 7ª Edição

 

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Sétima Edição da Revista Dialogue, uma publicação da Uni-ANHANGUERA

Popular Pages


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2016 • Ano 2 • Edição 7 os robôs estão chegando Pode soprar que não cai Com o cérebro em chamas Da ficção para o mundo real

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S U M Á R I O 06 Ler e pensar Projeto para formar leitores reflexivos 09 Libras Software pretende entender mundo dos surdos 07 Computação Novos mercados para os profissionais 13 Energia O produto que movimenta o mundo moderno 15 18 Robótica O futuro está cada vez mais próximo Cepex Evento para motivar pesquisadores Expediente Estrutura Organizacional Conheça os cursos que o Uni-Anhanguera oferece Bacharelado • Administração • Agronomia • Arquitetura e Urbanismo • Ciências Biológicas • Ciências Contábeis • Direito • Enfermagem • Engenharia Ambiental e Sanitária • Engenharia Civil • Engenharia da Computação • Engenharia Elétrica • Farmácia • Publicidade e Propaganda • Química Licenciatura • Ciências Biológicas • Pedagogia • Química Cursos Tecnológicos • Análise e Desenvolvimento de Sistemas • Design de Interiores • Gestão Ambiental • Gestão de Vendas • Gestão Comercial • Gestão de Recursos Humanos • Logística • Processos Gerenciais • Segurança Pública • Redes de Computadores • Construção de Edifícios Cursos Sequenciais • Gestão de Pequenas Empresas • Gestão de Departamento Pessoal • Gestão de Casas Lotéricas • Gestão em Mobilidade Urbana • Gestão de Órgãos Públicos • Gestão de Segurança Pública • Gestão de Vendas e Marketing • Cálculo Trabalhista e Previdenciário • Estudos em Marketing Digital • Estudos em Gestão Empresarial • Estudos em Desenvolvimento de Sistemas Java com Ênfase em BI Pós-Graduação • Direito Civil e Processual Civil • Direito Penal e Processual Penal • Direito Previdenciário • Direito do Trabalho e Processual do Trabalho • Direito Público: Constitucional e Administrativo • Direito Tributário • Conciliação, Mediação, Negociação e Arbitragem • MBA em Direito Minerário • MBA em Administração e Acreditação Hospitalar • MBA em Finanças e Controladoria • MBA em Gestão de Resíduos Sólidos e Líquidos • MBA em Gestão de Pessoas, Liderança e Coaching • MBA em Gestão Empresarial com Ênfase em Consultoria • MBA em Logística Empresarial • Auditoria Contábil e Normas Internacionais Prof. Dr. Joveny Sebastião Cândido de Oliveira Reitor Prof. Ms. Luiz Felipe Cândido de Oliveira Vice-reitor Prof. Ms. Danilo Nogueira Magalhães Pró-Reitor de Economia e Finanças Prof. Ms. Geraldo Luccas Pró-Reitor de Comunicação e Marketing Prof. Ms. Kleber Branquinho Adorno Pró-Reitor de Cultura Profª Ms. Mayra Caiado Paranhos Pró-Reitora de Ensino a Distância Profª Drª. Maria José Del Peloso Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa Prof. Ms. Valdir Mendonça Alves Pró-Reitor de Graduação e Extensão Prof. Esp. Ronilda Moreira da Paz Secretária Geral CONSELHO EDITORIAL Ana Amélia Umbelino dos Santos, Claudio Bosco, Claudomilson Fernandes Braga, Maria Emília Carvalho de Araújo e Murilo Luiz Ferreira Ficha Técnica Dialogue (2016 – Ano 2 – Edição 7): Veículo de Comunicação Interna do Centro Universitário de Goiás – Uni-Anhanguera Jornalista Responsável: Marley Costa Leite – DRT 217/JP Projeto Gráfico e Diagramação: Vinícius Alves Fotografia: Marley Costa Leite Tiragem: 5.000 exemplares Distribuição: gratuita Contato: marley.costa@anhanguera.edu.br | 62 . 3246-1312 Endereço: Av. João Cândido de Oliveira, Nº 115, Cidade Jardim - Goiânia-GO - CEP: 74423-115 TelEFONE: 62 . 3246-1404/1437 - Fax: 62 . 3246-1444 2 | RE V IS TA DIALO G UE

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Dialogue com o Reitor Fim de ano momento ideal para a reflexão E stamos chegando ao final do ano e há no ar clima de solidariedade, desejo de mudança, momentos de reflexão e balanço. Durante nossa vida abrimos e fechamos parênteses, enfrentamos rupturas, desfechos, ciclos que se encerram e recomeçam. É fato que o ser humano é resistente à mudança, mas também é fato que mudanças acontecem independentes de nossa permissão. Das mudanças naturais às que realmente programamos em nossas vidas também é natural que haja dúvida. Neste aspecto, com o cenário de insegurança que assola o país, podemos ter a certeza de que estamos investindo em conhecimento, e este é um bem durável, profundo, que não pode ser tomado de quem o tem. Em particular, o jovem é mais destemido e, portanto, é ele quem promove as mais profundas transformações. Mudar é uma característica da evolução, do crescimento, da compreensão. E ninguém no mundo está imune às mudanças, por mais retrógrado que uma pessoa possa parecer. Se alguém consegue bloquear seu pensamento e parar no tempo, o tempo, por sua vez, continua sem a necessidade de se fazer compreender pelo pensamento. Encerraremos nos próximos dias mais um ano letivo e enquanto nos prepara- mos para o próximo ano, anotamos no futuro, além da esperança, certa inquietação com a rapidez dos avanços tecnológicos, que colabora para que questões não se aprofundem e possam todos usufruir do conforto de nadar em águas rasas. Somos educadores e por isso nos inquietamos. Queremos cumprir nossa missão de preparar cidadãos éticos, com princípios e valores que contribuam para o desenvolvimento da sociedade. O UniAnhanguera cresce e se solidifica com o tempo, imune às intempéries do mundo político e econômico, porque nos preocupamos com a educação do ser integral. A grande modernização exige reflexões no plano da educação e a universidade, como espaço de conhecimento, também dá sua contribuição no desenvolvimento científico e tecnológico. Esta é realmente uma oportunidade anual para refletirmos. São momentos de colheita. Fortalecidos e reabastecidos nos preparamos para o renascer de novo ano, de trabalho, de estudo. Em tempo de tomada de novas atitudes, parece-me importante não perder de vista nossa contribuição neste universo, ficar o mais próximo possível do senso de justiça e não atropelar princípios que garantam nossa sobrevivência saudável. Obrigado pelo privilégio de compartilhar mais um ano com todos vocês. Joveny Sebastião Cândido de Oliveira é graduado em Direito pela PUC do Rio de Janeiro, especialista em Direito Processual Civil pela UFG, mestre em Direito Agrário pela UFG e doutor em Direito do Estado pela USP. É Oficial da Reserva do Exército na arma Cavalaria e Reitor do Centro Universitário de Goiás - Uni-Anhanguera RE V IS TA DIALO G UE | 3

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Projeto Habitat Reforma geral para abrigar amor Alunos e professores apresentaram à Reitoria o Projeto Habitat. Tudo começou com um pedido das freiras ao professor Ronan Reges para ajudar no projeto de reforma da casa de apoio e reabilitação “Despertando e Acolhendo Vida”, que acolhe meninas entre 10 e 17 anos que vivem em situação de risco, moradoras de rua, usuárias de drogas, violentadas sexualmente. E o que era uma simples ajuda passou a ser projeto de extensão “Projeto Habitat - Espaços habitacionais compatíveis com as necessidades da população”, que surgiu com o objetivo de fomentar a discussão do papel social da arquitetura e sua influência na qualidade de vida da população. A ação da reforma da casa acabou envolvendo outras áreas de conhecimento, com professores do curso de engenharia civil, que se responsabilizaram pelos projetos complementares (elétrico, hidráulico, estrutural); da engenharia da computação, que deverão organizar a atualização dos computadores disponíveis na instituição; da agronomia, que estão ajudando na implantação da horta e do canteiro medicinal; dos cursos de farmácia e bioquímica, que dão consultorias de apoio e tratamento a usuárias de drogas. A casa possuía uma pequena oficina, produzia alguns produtos artesanais comercializados nos bazares promovidos pela igreja, com a intervenção dos alunos e professores do Uni-Anhangue- ra a lista de produtos cresceu: terços, pulseiras com mensagens, doces caseiros, bonecas, velas, sandálias bordadas. As professoras Ana Isabel Oliveira Ferreira e Analu Guimarães Arantes explicam que os alunos terão a oportunidade de participar de todas as etapas do projeto, que deverá ser entregue praticamente pronto. São sete professores para cada aluno no projeto. Empolgação Os alunos se mostram empolgados. Cassio de Queiroz já entrou com o projeto andando e o que mais chamou sua atenção foi o fato de conseguir visualizar o que seria o projeto, aliás, este foi um aspecto unânime entre os alunos participantes. Outro aspecto considerado importante foi levantado por Jaici Maísa Bervanger, “na faculdade não estamos em contato com os problemas, vemos a teoria, mas na prática, aprendemos a lidar com o inesperado”. Para Rane Kelly Pereira, participar do projeto é uma oportunidade única, em especial para quem não tem estágio e já está no 7º ou 8º período, além de ser um grande aprendizado no aspecto social, o que é complementado por Micaela Rodrigues: “é um aprendizado que complementa a sala de aula. Eu sinto que estou no caminho certo, o projeto antecipa o conhecimento e a percepção”. Marcos Vinícus de Sousa foi convidado para participar do projeto por causa de sua habilidade em fazer maquetes, mas se encantou com a possibilidade de trabalhar com uma equipe multidisciplinar. Também são unânimes em dizer que trabalham a timidez e aprendem a falar em público, uma vez que preparam, eles mesmos, todas as apresentações. Participam do projeto: Ronan Rodrigues Machado Reges (Coordenador Geral) e os professores Analu Guimarães Arantes, Ana Isabel Oliveira Ferreira, Camila Arantes de Melo, Daniele Severino de S. Godinho, Igor de Araújo e Silva, Leonardo Dimitry Silva Guimarães. Também participam, além dos alunos entrevistados, Rodolfo Prado, Luana Moreira e Romualdo Duarte. 4 | RE V IS TA DIALO G UE

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ReFlexão A internet irá substituir os livros? Oprofessor mestre Renato Dering diz que antes de mais nada é preciso perguntar: de que tipo de livros estamos falando? Os impressos ou os virtuais? Essa é a primeira resposta que boa parte dos professores fazem. É preciso pontuar diferenças de suportes e de recepção. Não se pode generalizar essa questão com uma simples resposta dialética. Não se trata de sim ou não, mas de como isso acontecerá e de que forma essa mudança – parcial ou total – pode ser benéfica. Acontece que os livros mudarão os formatos, irão se adequar aos novos meios e suportes, terão o acesso mais fácil a quem nunca pode ir a uma biblioteca, mas não serão substituídos. “Os livros, impressos ou virtuais, sempre irão fazer parte da humanidade, pois se trata de uma forma de repassar o conhecimento. Então, é interessante que se fale em uma mudança, uma adequação nos suportes que auxiliarão, inclusive, na busca de autores e temas”, explica. De certo, os jovens têm maior preferência pelos formatos digitais, o que fez com que as grandes livrarias disponibilizassem a venda nesses formatos. Além do público mais novo, o preço é um dos principais fatores que contribuem para essa adesão. Alguns livros chegam a metade do preço, enquanto outros, inclusive, estão disponíveis gratuitamente. No entanto, os livros impressos não perderam seu posto e seu charme e, segundo o Portal Brasil, as vendas em 2015 tiveram aumento significativo. A internet substituirá os livros? Quem sabe a pergunta não seja: como os livros estão se adequando à tecnologia e como a tecnologia está se adequando aos novos formatos de propagar o conhecimento? A professora Liliane da Silva Chaves, do curso de Pedagogia, faz uma reflexão de como lidar com a tecnologia na educação. Como dizia Paulo Freire, “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção.”. Esta visão de Freire, de acordo com a professora, abre ao entendimento de um processo contemporâneo para a educação do século XXI, em que os autores entram em cena numa gestão ampliada e compartilhada entre os envolvidos no ambiente escolar. Assim sendo, as ferramentas metodológicas são amplamente diversificadas, pois além do quadro negro e livros impressos, pode-se contar com a interatividade de notebooks, smatphones, tablets, lousas eletrônicas e outras. Essas inovações não vêm, necessariamente, da implantação de ferramentas tecnológicas – embora não as dispense. Elas requerem, principalmente, coragem dos professores para mudar velhas atitudes, dando lugar a aulas mais participativas, nas quais o aluno seja ouvido e haja interação entre ambos, de maneira que ele se sinta uma peça fundamental no processo de aprendizagem. RE V IS TA DIALO G UE | 5

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Projeto Multidisciplinar Ler e pensar é só começar C rianças e adolescentes podem não saber o querem ser quando crescer, mas certamente, desde muito cedo já conseguem identificar com que área do conhecimento se identificam mais, humanas, biológicas ou exatas. É certo que na área das ciências exatas o que se torna forte é o raciocínio lógico, científico, exato, ou seja, aquele que não admite dúvidas. Entretanto, o homem é um ser social e espera-se que, independente de sua área de atuação profissional, consiga compreender e se expressar. Com a visão de interdisciplinaridade a Pró-Reitoria de Graduação e o Departamento de Planejamento sentiram necessidade de incentivar professores e alunos das Engenharias, Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) e Gestão Ambiental , para a produção de projeto de leitura reflexiva. Coube à professora e mestranda em Arte e Educação, Márcia Inez da Silva, especialista em Tecnologias Contem- porâneas, elaborar e executar o projeto. Começaram então com o livro, escolhido pelos alunos, Eu, robô, de Isaac Azimov, uma coletânea de contos do autor publicados entre 1940 e 1950, que relatam a evolução dos autômatos no tempo e que contêm as célebres leis da Robótica – os princípios que regem o comportamento dos robôs. Divertido, sensível e instigante, o livro representa um marco na história da ficção científica, em especial pelo novo olhar a respeito das máquinas. O projeto tem o objetivo de formar alunos e profissionais capazes de ler criticamente os textos e, consequentemente, capazes de ler enunciados de questões avaliativas e produção de trabalhos acadêmicos, e a partir daí consigam utilizar as diversas linguagens e compreender a forma como elas dialogam entre si. Foram realizados diálogos e debates sobre o assunto e daí surgiu a ideia do Cine Pipoca. O filme Eu, robô foi exibido para um público de 60 alunos, com proposta de discussão. De acordo com a professora Maria Inez, mais duas ações estão programadas para o semestre, uma intervenção urbana com a técnica do grafite sobre a temática do livro e a “reconte”, um exercício de escrita, em que o aluno vai reescrever o conto sob a sua ótica e com suas próprias palavras. Citando Kuenzer, “Leitura, escrita e fala não são tarefas escolares que se esgotam em si mesmas; que terminam com a nota bimestral. Leitura, escrita e fala – repetindo – são atividades sociais, entre sujeitos históricos, realizadas sob condições concretas”, a professora acredita que a universidade pode ser o veículo para pensar a formação do profissional crítico e reflexivo, por meio do desenvolvimento do leitor competente capaz de se posicionar em situações, cotidianas ou não, com autonomia. 6 | RE V IS TA DIALO G UE

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ARTIGOcomputação Prof. Ms. José Ricardo Cosme Lerias Ribeiro Computação, um leque de oportunidades Atualmente existem várias áreas de atuação para o profissional formado nos cursos de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) e Engenharia da Computação. O aluno tem a oportunidade de trabalhar projetos relacionados à infraestrutura de redes de computadores, desenvolvimento e implantação de software, gerência de projetos, segurança da informação e, de forma mais específica, os futuros engenheiros da computação estarão habilitados a desenvolver projetos ligados às áreas de robótica e automação. Alunos do curso de Engenharia da Computação do Uni-Anhanguera têm a oportunidade de criar na prática várias experiências acadêmicas, como no projeto Robótica. Outro projeto de extensão desenvolvido por alunos de ADS é o aplicativo para libras em que o discente PNE terá acesso a um software que irá facilitar a comunicação entre libras e a língua portuguesa nos principais locais de atendimento da IES, como balcão de informações, tesouraria e central de atendimento. Para atender a demandas das empresas em atualizar profissionais desenvolvedores de software foi criado o curso sequen- cial de Java com ênfase em BI (Business Intelligence), com duração de um ano. Outra área em evidência para o profissional de TI é o mercado de redes de computadores, em que o aluno irá apreender a gerenciar e prestar assistência às empresas que trabalham com tecnologias de banda móvel, como o 4G, além de ter todo conhecimento necessário para projetar e implantar de forma física e lógica uma rede de computadores, atento a isto, o Uni-Anhanguera está oferecendo o curso de Tecnologia em Redes de Computadores, com duração de 3 anos. Por fim, outra área com forte demanda para os profissionais de TI é a área de gestão de projetos. O profissional atua em várias áreas da empresa e não apenas nos setores ligados diretamente a informática. Hoje o profissional de TI precisa agregar outros conhecimentos como o ambiente e técnicas de modelagem de negócios, devido a esta necessidade de mercado. A demanda para os cursos de gerência de projetos gerou a criação de curso de pós-graduação em gerenciamento colaborativo de projetos tendo como público alvo: Engenheiros, Arquitetos, Administradores, Coordenadores de curso e profissionais de TI. RE V IS TA DIALO G UE | 7

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ead Olimpíadas Um mergulho na comunicação por sinais Sabelê Barbosa é aluno do 5º período do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, é publicitário, músico e arquiteto de software. Conciliar atividades tão diferentes para ele é apenas uma questão de organização. Aliás, foi organizando a loja do pai, quando ainda era adolescente, que descobriu sua aptidão para a computação. Mas só buscou o curso há pouco mais de dois anos, e veio para o Uni-Anhanguera por indicação, mas só depois de conhecer a grade e ter a certeza que iria adquirir novos conhecimentos para complementar o que já sabia. Atualmente Sabelê trabalha num projeto junto com a pró-reitoria de Ensino à Distância, para desenvolver um canal de comunicação entre os que falam libras e os que não falam. “Será um software para converter a língua portuguesa em libras”. É um projeto relativamente simples, mas que envolve a criação de imagens, animação, registro de movimentos para serem transcritos e muita pesquisa, e para isso conta com a ajuda da professora Zilda Misseno Para tornar mais claro, libras é uma linguagem de sinais e não é universal, é brasileira e tem suas tipicidades regio- nais. Em princípio, mesmo que o surdo saiba ler, ele não tem as mesmas compreensões das palavras como a pessoa que ouve, e esse é um fator complicador, pois exige muita empatia para entrar no mundo silencioso dos surdos. “A meta é chegar a uma fase em que a pessoa surda faça o sinal e o sistema faça a tradução para o português, ou a pessoa escreva e apareçam os sinais de libra”. O projeto ainda está em fase inicial, mas as pesquisas sobre o assunto estão empolgando Sabelê, que vê no projeto a possibilidade do aplicativo ser ampliado para outras línguas. No dia 04 de novembro a equipe do Uni-Anhanguera se reuniu com o professor Dr. Fabrízzio Alphonsus Alves de Melo Nunes Soares do instituto de informática UFG – pesquisador na área de visão computacional e processamento de imagens –, que sugeriu a utilização de câmeras para o uso no sistema, associado às técnicas avançadas de captação e reconhecimento de imagem, o que vai alavancar o processo de desenvolvimento e dar continuidade para a aquisição de equipamentos apropriados. Novos alunos serão convidados para participarem do projeto de grande importância para a comunicação interpessoal dentro do campus do Uni-Anhanguera. “Será um software para converter a língua portuguesa em libras” Sabelê Barbosa 8 | RE V IS TA DIALO G UE

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Ads A democratização pela E ntrar no mundo da informática, para quem não é da área, é descortinar um futuro instigante, de deixar com inveja as mentes mais criativas, mas também é penetrar o desconhecido sem saber exatamente com que recursos lidar. O professor e mestre Márcio de Souza Balian, que leciona para os cursos de Engenharia e Análise e Desenvolvimento de Sistemas traduz um pouco desse encantamento com as máquinas. “Não é preciso dar um salto grande, o mundo moderno já evidencia grandes mudanças que vão alterar as relações de trabalho e produção”, comenta. Para o professor, logo no primeiro ano de faculdade, o aluno do UniAnhanguera já sabe se vai continuar ou não no curso e se tem afinidades com o curso, em que vai aprender analisar, criar projeto e programar softwares funcionais. O que é exatamente isso? Um profissional de ADS vai estudar realidades diferentes, processos de negócios gerenciais e administrativos e a partir dos dados recolhidos ele vai guiar a so- lução. Por exemplo: indústria de refrigerante precisa de solução para controlar a quantidade de açúcar que compra com a quantidade de refrigerante que produz e a partir daí ter o controle financeiro, saber exatamente que lucro está tendo. O profissional de ADS escuta o problema, analisa os dados, cria o projeto, programa o software e implementa o sistema na empresa. um lado os empregos tradicionais são incógnitas no futuro, para a informática o que existe é o aqui e agora. Exige criatividade e perspectiva para criar oportunidades e penetrar um mundo com limites completamente diferentes, em que os softwares vão dominar as relações de trabalho, mas também abrirão portas que seriam impossíveis de imaginar há algum tempo, em especial na educação. “Não é preciso dar um salto grande, o mundo moderno já evidencia grandes mudanças que vão alterar as relações de trabalho e produção” Com computadores e celulares acessíveis para a maioria das pessoas, as interfaces descomplicaram e os softwares, por mais complexos que sejam, geram um relacionamento cada vez mais amigável com o usuário, tanto nos computadores como nos dispositivos móveis. Essa explosão tecnológica acena para os alunos como um mercado em ascensão e cheio de possibilidades. Se por Imagine uma criança na África, ou nas favelas brasileiras, possuir um celular e com isso poder ter acesso ao mesmo conhecimento que uma criança em escola nos países de primeiro mundo. Como bem explicou o professor Márcio, é difícil prever os caminhos e as possibilidades, a 4ª revolução industrial já começou, e a informática bate às portas do futuro com esperança. RE V IS TA DIALO G UE | 9

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curtas Uma carreira dedicada à excelência do ensino I O presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB, advogado e professor, Clodoaldo Moreira dos Santos Júnior, depois de ser agraciado com o prêmio “Mais Admirados em Goiás” em várias categorias, conquistou em outubro sua melhor premiação por estudo, competência e dedicação – o título de Pós-Doc – na Universitá Degli Studi di Messina. Mais uma realização pessoal que brinda a carreira sempre dedicada ao ensino e ao exercício de advocacia. Uma carreira dedicada à excelência do ensino II O professor Clodoaldo escolheu a universidade italiana por ser balizada como instituição de grande qualidade de ensino e pesquisa, sempre voltada à vocação internacional. É uma das primeiras universidades fundadas na Europa (1548), pelo Papa Paulo III. O professor trabalhou o tema “O Direito Adquirido Como Instrumento de Segurança Jurídica na Constituição de 1988”. De acordo com o professor, o tema é de maior relevância no direito brasileiro, que, com o passar dos anos tem mitigado o direito adquirido com inúmeras alterações promovidas na Constituição Federal. XII Semana de Pedagogia O professor doutor Claudomilson Fernandes Braga proferiu a palestra de abertura da XII Semana Pedagógica, que aconteceu entre os dias 07 e 10 de novembro, em que abordou o tema A identidade do professor na pósmodernidade e o seu lugar de fala. Em linhas gerais o professor discorre sobre a crise de identidade do professor que se vê obrigado a se reinventar diante das mudanças rápidas provocadas pela tecnologia. O dilema maior está no fato de o professor – dotado de conhecimento em profundidade – estar no lado oposto da urgência global, que pede fórmulas prontas e rápidas, mas superficiais. O professor não dá soluções, mas mostra algumas pistas. Semana de Engenharia O último dia da Semana de Engenharia empolgou alunos e curiosos de todas as áreas com a presença de professores fantasiados de super-heróis e as competições de resistência de estruturas feitas com macarrão e cola. 1 0 | RE V IS TA DIALO G UE

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DCE atuante O presidente do DCE, Marcos de Oliveira Alves, e sua equipe se empenham em mostrar que estão dispostos a trabalhar. Desde que assumiram, em março, os novos dirigentes já contabilizam algumas realizações, desde a revitalização e registro dos Centros Acadêmicos, criação de empresas juniores, patrocínio de quase 50 atletas em diversas modalidades, curso de línguas, transformação do Centro de Convivência em Centro de Excelência Prof. Sérgio Magalhães, entre outras. No dia 28 o DCE faz acontecer a I Feira de Oportunidades e Carreiras, com apoio da Reitoria e em parceria com outras instituições como o IEL, CIEE, Star, ABRH-GO e empresas participantes que oferecem estágio, vagas para menores aprendizes e emprego para alunos da instituição. Competência e simpatia aliadas A coordenadora financeira do Uni-Anhanguera, professora Ana Cristina Umbelino dos Santos Borges, conduz com competência e simpatia uma área sensível e importante para a instituição. Na prática cotidiana de sua função garante a preservação de interesses coletivos e demonstra comprometimento com responsabilidade social e programas de benefícios para o aluno como, Fies, ProUni e OVG, além dos programas especiais da instituição como Plano Amigo e Plano Família. Oficina de Arte e Educação Alunos literalmente sujaram as mãos no barro durante a semana de pedagogia. Foram quatro dias de intensas atividades que incluíram palestras e oficinas, com práticas na Arte Educação, Reciclagem, Alfabetização e Letramento, Jogos Teatrais na Prática da Educação e muitas outras. Educação nunca é cara Atento às transformações e dificuldades da situação econômica brasileira, o pró-reitor de Finanças do Uni-Anhanguera, Prof. Ms. Danilo Nogueira, faz questão de primar pela qualidade e excelência do ensino. Assim, a instituição trabalha no sentido de cumprir sua missão de educar, contribuir para a construção e disseminação do saber e para o desenvolvimento da sociedade. Ao garantir o crescimento intelectual e o fortalecimento de valores éticos, o aluno sai preparado para exercer a profissão e a cidadania. RE V IS TA DIALO G UE | 1 1

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laboratório aplicada à engenharia A física clássica T oda semana, durante 1h30 os alunos de física mecânica se reúnem no laboratório, orientados pelo professor Jonas Gonçalves Tavares, para trabalhar, na prática, aquilo que aprenderam na teoria, ou o contrário. Sabe-se que o estudo da física tem várias divisões e a mecânica é parte da disciplina que estuda o movimento, a energia e as forças que atuam sobre o corpo. Saber matemática é de suma importância para estudar a física e tudo isso é conhecimento básico e essencial para aqueles que escolheram ser engenheiros. A física newtoniana – chamada física clássica – é a mais utilizada pela engenharia porque trabalha com a estrutura. Isaac Newton, filósofo, matemático e físico propôs as três leis fundamentais da dinâmica em sua obra denominada “Princípios matemáticos da filosofia natural”, publicada em 1687. As teorias apresentadas por Newton pareciam ser perfeitas e descreviam, até então, o mo- vimento de todos os corpos. Depois veio Einstein com a teoria da relatividade, e as leis de Newton passaram a ser consideradas válidas apenas para velocidades muito menores que a da luz, porém suficientes para o estudo dos movimentos observados na superfície da Terra. O assunto não pode ser considerado fácil, mas tem seus atrativos para os curiosos e inventivos adeptos das ciências exatas. Há uma diferença enorme quando se pode comprovar os conceitos além da abstração, observando-os acontecerem. De acordo com o professor Jonas, inicialmente há muita empolgação entre eles, mas logo os experimentos perdem o brilho da novidade e entram na rotina dos estudantes. A física é ferramenta de trabalho para o engenheiro como a tinta e o pincel são para o artista plástico. Mas o que é possível experienciar nos laboratórios? Pense em medir o diâmetro de um fio de cabelo. O laboratório é equipado com instrumentos que permitem precisão de escalas e demonstra de forma prática a teoria de erros, por exemplo, ampliar 1mm e dividi-lo em 50 partes iguais. Assim, no laboratório também consegue-se experiência capaz de medir a aceleração, os movimentos retilíneos, os movimentos oblíquos, o comportamento de um objeto sobre um plano inclinado, as componentes da força gravitacional que atua sobre o objeto, permitindo a análise de estrutura de repouso. A física, portanto, será aplicada em muitas matérias de formação do engenheiro. 1 2 | RE V IS TA DIALO G UE

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ARTIGOENERGIA Prof. Romes de Paula Machado Junior Desafio superado com conhecimento Um dos itens fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade é a energia elétrica, responsável pelo funcionamento de equipamentos que auxiliam na produção e no conforto do ser humano. Porém, vivemos em um planeta que tem seus limites. A palavra que traduz a preocupação atual com esta questão, difundida em inúmeros cursos de graduação, discursos de políticos, reuniões de países desenvolvidos e em desenvolvimento é a SUSTENTABILIDADE. O engenheiro eletricista não pode ficar alheio à racionalidade no uso da energia elétrica, melhorando os sistemas de geração e consumo existentes, ou utilizando fontes alternativas de energia. Hoje acontece em nossa sociedade uma revolução silenciosa, pois a iluminação com lâmpadas led acontece sem maiores divulgações. Lâmpadas altamente eficientes, com baixo consumo de energia, e que substituem modelos utilizados há décadas, já obsoletos. Outra corrida que se observa é a do uso da energia solar para alimentação de equipamentos industriais e domésticos. Tecnologia existente há anos, e que agora se torna acessível devido ao barateamento das placas geradoras de eletricidade. Desta forma, o futuro profissional da engenharia elétrica deve manter-se constantemente atualizado sobre legislação do setor elétrico, novas tecnologias, equipamentos de medição e outros que permitam aprimoramento no uso racional de energia elétrica. Para auxiliar neste aspecto, existem cerca de vinte publicações disponibilizadas no site da instituição, na área da biblioteca, com acesso livre, não necessitando sequer senha de acesso. Convidamos a participação de todos. conhecimento é o diferencial do bom profissional. RE V IS TA DIALO G UE | 1 3

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LABORATÓRIO Com o ccérhebaromemas Os conhecimentos proporcionados pela física permitiram ao ser humano uma série de progressos. Fontes de energia, como a energia elétrica e a energia nuclear, puderam ser utilizadas. Sem as formas de energia produzidas pelos fenômenos físicos, os avanços do mundo moderno não teriam sido possíveis. Por fazer parte da área de formação básica de Engenharia deve capacitar o aluno a entender e quantificar os fenômenos físicos relacionados, obtendo resultados significativos. Esse é um dos objetivos das aulas práticas no laboratório de Eletricidade e Magnetismo. A disciplina é pré-requisito para o aluno fazer Circuitos Elétricos no 7º período, quando verá o assunto com maior profundidade. O laboratório do Uni-Anhanguera é dotado de equipamentos novos e modernos e a ideia é que o engenheiro civil, por exemplo, possa entender e até fazer um projeto simples na área elétrica, ou saiba usar aparelhos mais simples como voltímetro ou amperímetro e até mesmo um ohmímetro, que mede a resistência elétrica numa análise de circuito elétrico. A disciplina trabalha em três momentos diferentes, com experiências em eletrodinâmica, em que se estudam cargas elétricas em movimento; eletromagnetismo, que estuda as caracte- rísticas de “quando um fio transporta uma carga elétrica gera em torno dele um campo magnético (área de atração) criando os eletro-ímãs, que se comportam como ímãs enquanto passa por ele a corrente elétrica”. De aplicação bem prática está o estudo da eletrostática, que os alunos vão aprender a fazer análises com gerador de Van Der Graaf. Comprova-se na prática um fenômeno que todos conhecemos, mas nem todos sabemos explicar, quando há uma carga elétrica em repouso, essa carga se concentra na parte externa do objeto. “É o que acontece em acidentes de carro contra postes e que um fio descarrega energia sobre o carro. Enquanto a pessoa está dentro do carro nada acontece, mas se ela tenta sair, a energia concentrada do lado de fora pode matar”, explica o professor Jonas. Como se vê, o conhecimento contribui para que o aluno não só desenvolva um esquema conceitual, mas também que adquira potencial crítico que lhe permita compreender e selecionar informações trazidas pela mídia. No caso de profissionais, o desconhecimento de conceitos básicos na elaboração de um projeto elétrico pode trazer consequências trágicas que vão desde simples estragos em aparelhos elétricos e eletrônicos até incêndios de grandes proporções. 1 4 | RE V IS TA DIALO G UE

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robótica Desde que os robôs saíram da ficção para fazer parte do mundo real eles encantam e assustam. Entretanto, o desenvolvimento tecnológico está hoje em ritmo acelerado, e o estudante precisa estar preparado para enfrentar os desafios que se apresentam de forma cada vez mais dinâmica e variada. Na disciplina de Robótica, o professor Murilo Parreira Leal tem consciência plena de que tanto a teoria quanto a prática são indispensáveis para a assimilação dos conteúdos envolvidos. “O trabalho todo é desenvolvido pelos alunos e o passo-a-passo é documentado no site”, comenta o professor Murilo, coordenador dos projetos, que auxilia pedagogicamente e de modo prático a construírem e programarem robôs para executar tarefas simples. Essas atividades exigem dos alunos bastante pesquisa e, principalmente, estudos dos conteúdos abordados em sala de aula. Construir e programar robôs exige conhecimentos de várias disciplinas conferindo à robótica uma característica multidisciplinar. Nas aulas práticas desenvolve-se o trabalho Da ficção para o mundo real em equipe, senso crítico, capacidade de solucionar problemas, criatividade e exposição do pensamento. Foi com a mão na massa que o professor Murilo descobriu a necessidade de escrever um livro didático que auxiliasse na disciplina e, depois de 5 anos escrevendo, melhorando, testando, o livro finalmente foi lançado e tem sido largamente utilizado pelos alunos. Nele o professor procura fazer a ligação da filosofia, lógica e matemática, com circuitos digitais e inteligência artificial para mostrar como os computadores funcionam e a utilização da linguagem Prolog. O aspecto da pesquisa é motivo de esforços por parte do professor que conta que conseguiu doação de equipamentos STD, de Brasília, no valor de mais de R$100 mil, que poderão ser utilizados nas pesquisas em automação de sistemas elétricos, por exemplo. Essas pesquisas, de acordo com o professor Murilo, podem ser desenvolvidas em parcerias com empresas do setor e cita como exemplo as distribuidoras de energia elétrica, que conforme a lei, são obrigadas a utilizar uma parcela fixa de seu faturamento em pesquisa. RE V IS TA DIALO G UE | 1 5

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