Confrades da Poesia80

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano VIII | Especial Natal Nº 80 | Dezembro 2016 www.osconfradesdapoesia.com - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO» SUMÁRIO Capa: Especial Natal 2,3,4,5,6,7,8,9,10,11 Ponto Final: 12 EDITORIAL O BOLETIM Bimestral Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fr ater nal e poético. Pr etendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono" ; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que pr aticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” A Direcção «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Nesta edição colaboraram 55 poetas Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não , ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | Fundadores: Pinhal Dias | Conceição Tomé | Feitura: Conceição Tomé / J or ge Vicente Colaboradores: Alfr edo Mendes-Ana Paes-Anabela Dias-Angélica Gouvea-António Barroso-António Boavida Pinheiro-Arménio Domingues-Benedita AzevedoCarlos Fragata-Carlos Oliveira-Carmo Vasconcelos-Chico Bento-Clarisse Barata Sanches-Conceição Tomé-Daniel Costa-Deodato Paias-Edson G FerreiraEfigénia Coutinho-Eliane Triska-Euclides Cavaco-Eugénio de Sá-Fernando Reis Costa-Filipe Papança-Filomena Camacho-Glória Marreiros-Hermilo Grave-Isidoro Cavaco-Humberto Neto-Ivanildo Gonçalves-João C. Santos-João Furtado-Jorge Humberto-Jorge Vicente-José Branquinho-José Jacinto-José Verdasca-Luís Fernandes-Luiz Poeta-Maria Fonseca-Maria Inês Simões-Maria Petronilho-Maria V Afonso-Nelson Fontes-Orides Siqueira-Perpétua Rodrigues-Pinhal Dias-Santos ZoioSilvino Potêncio-Simone Pinheiro-Telmo Montenegro-Tito Olívio-Vitalino Pinhal-Vivaldo Terres-Vó Fia

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2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 80 - Dezembro 2016 «Especial Natal» Feliz Natal poeta, meu irmão RESSURRETOS MENSAGEM DE NATAL Sei quem tu és, amigo, companheiro; Um projecto de Deus feito de amor Como um poema raro, alvissareiro, Que a cada verso é mais amansador. Com o seu sangue, ele lavou nossas feridas, Deu-nos a vida verdadeira e retirou As nossas dores mais profundas... repetidas, E mais que isso... nossas vidas renovou. Pra que são tantos festejos Sem haver fraternidade E se formulam desejos Vazios de sinceridade? Porque és de Cristo a doce emanação E d’Ele recolheste o que é melhor; A humanidade, a terna mansidão Com que tratas o mundo, com amor. Pobres de nós, que esquecemos facilmente Dos mandamentos que nos deu de nos amarmos E nos tornamos muito mais que uma semente Do seu amor, para melhor nos irmanarmos. Pra que são tantos presentes Pra celebrar o momento Se ficarmos indiferentes Ao Divino ensinamento ? Neste soneto aqui te trago, irmão Com a fraternidade que te dou a mão A evocação de um Cristo redentor, E nela a minha fé que este Natal O lembres com amor, como um igual Um justo paladino, um sonhador. Eugénio de Sá - Sintra Ele elevou-se sobre nós mas nos visita A cada vez que uma tristeza infinita Habita a nossa mais humana solidão Mas sempre mostra que o Deus vivo que exaltamos Está em nós, pois toda vez que nos amamos, Abençoamos a nossa ressurreição. Luiz Poeta – RJ/BR Pra que são tantos cartões Que se trocam afinal Sem brotar dos corações A mensagem do Natal ? O verdadeiro Natal No seu fraterno sentido Não deve ser teatral Mas irmãmente vivido. Rendilhado da Felicidade Tentação, afinidade Equacionando a ternura Rendilhado da felicidade Procurando a iluminura Púlpito da apostolicidade Focado na cultura, Cultura de amenidade Telúrica doçura Rendilhado de felicidade Amor de escultura, Infinita cumplicidade, Infinita ventura Terna cristalinidade Adorável alvura Rendilhado da felicidade Eu e você, armadura Eterna mocidade, Amor de bordadura Brilho de aura Rendilhado da felicidade Apocalíptico Tufões de frio espalham gelo em pó. Ventos amargos vão varrendo os mares. A noite crua mata o sol sem dó: Morre o maior dos mártires dos ares! No mais profundo abismo às águas vivas Imortais, frente ao mais penoso atrito, Regridem para as fases primitivas... Por ora o que fazer? Silêncio ou grito? Velhas castas de nuvens pesam nada Mas rugem tal e qual as bestas feras: São batalhões formando a tropa armada. Meus olhos tristes de retinas gastas E espanto à burca que cobriu a Terra, A Deus se elevam e, me fecho em aspas! Eliane Triska – Canoas / BR Daniel Costa – Lisboa PRECE DE NATAL      Que o sorriso se eternize. Que a paz seja constante  Que o amor se avolume. Que a ganância diminua  Que cada oração acenda, uma estrela refulgente  Daquele lugar, do Cristo, nascido tão pobremente.    Cessem lágrimas de dor...do filho que não voltou  Que o consolo preencha, o vazio de quem partiu  Que a Humanidade entenda, o cunho da Redenção  Adoptando o lema da Paz, do Amor, da Comunhão…        Filomena Gomes Camacho – Londres A pedra por almofada, A chuva por cobertor... Tanta riqueza esbanjada, A ti não te calha nada, Nem uma gota de amor... Carlos Fragata - Sesimbra Não importa a raça ou cor Ser humilde ou importante Se houver cristalino amor Pelo nosso semelhante. O Natal não é apenas Só o dar e receber De meras coisas terrenas Num opulento exceder. O Natal traz simplesmente Uma MENSAGEM maior. Natal é a transcendente CELEBRAÇÃO DO AMOR !... Euclides Cavaco - Canadá Entre estrelas No espaço que compreende à distância de dois corpos existe uma estrela que brilha sem saber a razão deste ser No espaço que compreende o azul de teus sonhos existe um beijo vago que flutua e rodeia teu viver No espaço que compreende o universo dos sentidos existe um buraco negro a ser preenchido no amanhecer No espaço não compreendo a razão das distâncias o sentido de um beijo azul nesta estrela de ter que esquecer Maria Inês Simões – Bauru / SP

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Natais de doce lembrança Natais da minha infância Vejo-os na longa distância Do tempo que já passou… Eram Natais tão singelos Despertavam-me anelos Doce lembrança ficou… Na adoração ao ungido Exultava-se o Divino Com cânticos de louvor Ao Deus menino nascido Na cabana de um pastor… As ruas se iluminavam Com estrelas do oriente A cintilar na noite fria E a estrela mais brilhante A boa nova trazia… Por vezes a branca neve Os velhos telhados cobria E o espírito de Natal Dentro de mim se acendia! Conceição Tomé - Amora O Natal Porque é que existe o Natal?? Porque o homem pecador, Sendo o pecado fatal, Precisava dum Salvador. E a única maneira Do Deus do amor e bondade, Foi quebrar essa barreira, P'ra nos ter, na eternidade. Então enviou Seu Filho, Que tomou nosso lugar, Percorrendo duro trilho, Nossa punição pagar. Rei dos Reis! Deus e Senhor! Por nós nasceu, foi menino, Por nós se fez pecador, P'ra mudar nosso destino. Livres da condenação, Nós pecadores ficamos, Se, quando com gratidão, Incrível Graça aceitamos. Não existe o Pai Natal, Mas Jesus existe sim Era Deus e como igual Morreu por ti e por mim Louvo a Deus, que amou os seus! A Ele seja toda a Glória! NATAL é o AMOR de DEUS! NATAL é a SUA HISTÓRIA! Anabela Dias - Amora Confrades da Poesia - Boletim Nr 80 - Dezembro 2016 3 «Especial Natal» NATAL Sedução é o que eu vejo Tocam os sinos da igreja, Já nasceu o Deus Menino. Que fique, bem vindo seja E olhe p’lo nosso destino. O presépio está feito, Ele dorme nas palhinhas. Tudo muito perfeito, Desejos de boas vindas. Já se vê alegria na aldeia, Os meninos inquietos, Os pais trazem na ideia, Comprar brinquedos, muitos. Lição p’ra muita gente, Toda esta humildade! Nosso melhor presente, P’ra nossa felicidade. Jorge Vicente - Suíça Sedução é o que eu vejo dia a dia ao meu redor quando alguém pede um beijo apenas para causar dor São cenas de pouco interesse as quais eu não invejo não passa de mesquinhice sedução é o que eu vejo Só não sei por que razão alguém gosta de causar dor eu vejo isso pois então dia a dia ao meu redor Também posso chamar assédio a essa fonte de desejo será apenas por tédio quando alguém pede um beijo Eu não quero acreditar nos feitiços duma flor quando ela quer beijar apenas para causar dor. NASCEU JESUS Chico Bento - Suíça Sozinho nasceu, o Menino Jesus, Trazendo a mensagem, de fé e de amor, Nasceu em Belém, numa noite de luz, E só de animais recebeu o calor… Mostrando o caminho, da fé e do bem, Dizendo p’rós homens, que dessem as mãos, Vivendo a beleza, que a vida contém, E olhando p’rós outros, com olhos de irmãos. Nós vamos agora, trocar com amigos, As prendas festivas de paz e de amor, Pedindo com fé, doce pão p’rós mendigos, P’ra termos na terra, uma vida melhor. Se um dia Jesus, renascer e voltar, Por ver que há no mundo, crianças sem pão!... Talvez que consiga, de novo atear, A chama apagada, no teu coração. Isidoro Cavaco - Loulé NATAL Que bom seria, O Natal todo o ano. A paz na Terra, A fome um engano... Acabasse a guerra. E uma criança sorria… E o Natal Todo o ano seria. Pois que normal haveria, Viver-se na Terra: Sem guerra, Fome Ou mando. Jorge Humberto P.Stª Iria Azoia Se a oração d’outros pode, Quanto mais a minha oração. Quando esta em mim eclode, Não tem, mesmo, comparação. CMO – Qtª do Conde Salvador Jesus. Festejando o Natal… Mundo se enche de luz! Alegria Universal! Nosso Salvador Jesus! Pinhal Dias (Lahnip) – Amora PT

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4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 80 - Dezembro 2016 «Especial Natal» NATAL DE QUEM? Mulheres atarefadas Tratam do bacalhau, Do peru, das rabanadas. -- Não esqueças o colorau, O azeite e o bolo-rei! - Está bem, eu sei! - E as garrafas de vinho? - Já vão a caminho! - Oh mãe, estou pr'a ver Que prendas vou ter. Que prendas terei? - Não sei, não sei... Num qualquer lado, Esquecido, abandonado, O Deus-Menino Murmura baixinho: - Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu? Senta-se a família À volta da mesa. Não há sinal da cruz, Nem oração ou reza. Tilintam copos e talheres. Crianças, homens e mulheres Em eufórico ambiente. Lá fora tão frio, Cá dentro tão quente! Algures esquecido, Ouve-se Jesus dorido: - Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu? Rasgam-se embrulhos, Admiram-se as prendas, Aumentam os barulhos Com mais oferendas. Amontoam-se sacos e papeis Sem regras nem leis. E Cristo Menino A fazer beicinho: - Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu? O sono está a chegar. Tantos restos por mesa e chão! Cada um vai transportar Bem-estar no coração. A noite vai terminar E o Menino, quase a chorar: - Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu? Foi a festa do Meu Natal E, do princípio ao fim, Quem se lembrou de Mim? Não tive teto nem afeto! Em tudo, tudo, eu medito E pergunto no fechar da luz: - Foi este o Natal de Jesus?!!! João Coelho dos Santos - Lisboa NATAL Digo, nunca tive carinhos, Nem essas coisas sagradas, Por vezes dos meus vizinhos, Os mimos eram rabanadas! Do Natal tenho a magia, Que lembro com regalo, À meia-noite a gente ia, Devotos à missa do galo! Da noite de Natal, lembro O melhor que a vida tem, na noite linda de Dezembro, Eram beijos de minha Mãe! O melhor do meu Natal, --Pois, nem tudo era mau— Era a paródia geral, Nas batatas com bacalhau! Meus melhores presentes, No Natal, quando infante, Foram os beijinhos quentes, De Mãe a todo instante! NELSON F. CARVALHO Belverde/Amora Coração enganador Ali vai quem tanto amei, E, um dia, me deu o fora. Por ela tanto chorei E hoje é ela que chora! Pra meu grande desespero, Tudo, em amor, me desanda. Cabeça, pra que te quero, Se o coração é que manda? Prender-se a uma ilusão É o mal de muita gente, Pois nem sempre o coração Escolhe acertadamente. Coração enganador, Aconteça o que aconteça, Agora, em questões de amor, Vou pensar com a cabeça! Hermilo Grave - Amora Natal Em outras épocas passadas os Natais eram assim filhoses e rabanadas nada de prendas sem fim. Na criançada havia muita alegria pois eram os contemplados desde o José á Maria, e também ao Josué passando a noite acordados olhando para os telhados na pureza da sua fé. Nesse tempo se dizia que vinha o menino Jesus. descendo pela chaminé que era filho de Maria que por nós morreu na cruz e seu pai era o José. Tudo muda até as mentes tudo se esvai como o fumo do que resta dessas sementes nesta sociedade de consumo se faz na prática bem diferentes que se desviou para um novo rumo. Me mantenho na mesma nau navegando outro destino bem sei que não sou mais menino mas também sei que não sou mau e se de mim não nasce o mal que venha outro Natal porque voltei a ser pequenino. Vitalino Pinhal - Sesimbra Mestre-Vita Apenas Amor, do meu Ser!... Os frutos da nossa união, Da festa do meu coração, Da ressaca desta paixão!... não é apenas amor não! Deste muito que te dei, De tanto tanto que te amei, Um sentimento que eu bem sei... é apenas amor que sonhei! E depois de tanto te dar, De dia e à noite ao luar, O que tenho para te mostrar... é apenas amor p'ra brindar! Brindemos pois ao viver, Neste breve entardecer, Da vida que não pode ser... apenas amor do meu ser! Silvino Potêncio - Natal/BR

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A sinfonia de Deus Quais migrantes andorinhas cumprindo a chamada mestra, partiam bandos de estrelas e, como ondas marinhas, seguiam brilhantes, belas, p’ra cumprir ordens de Deus, formando gigante orquestra no grande palco dos céus. Mas, na terra, um carpinteiro vai guiando o seu jumento, segue, no dorso, Maria. Num instante, em pensamento, ouve o balir dum carneiro muito perto, mui chegado. Muda o rumo que seguia e encontra, abandonado, um pequenino palheiro. No recanto ouvem-se hinos que repicam como sinos de alegria duradoura, pois descobre, à sua frente, com amor e com respeito, um berço que já vê feito nas palhas da manjedoura. Do céu descem melodias contidas nas sinfonias do concerto começado, as harpas tangem poemas junto ao piano encantado, os flautins lançam, sozinhos, centenas de diademas aos oboés seus vizinhos. Já tocam todos os banjos em acordes bem timbrados, p’ra serem acompanhados dum coro de muitos anjos. Em terra, chega a bom porto, o casal que, admirado, vê os animais se juntando, corpo a corpo, lado a lado, p’ra dar mais algum conforto ao casebre abençoado. E os bramidos, como tais, são versos de puro louvor, que essas vozes de animais representam muito mais, são hinos de paz e de amor. Do céu voltam a chover os sons de mil instrumentos, trompetas da anunciação, que passam o mundo a correr nas asas de todos os ventos, nos versos duma canção. Uma estrela resplandecente num sulco muito ofuscante, cai como estrela cadente lá desse céu tão distante. Toda a orquestra emudece, mas cumprindo o seu destino só o som do violino desce à terra envolto em luz. Confrades da Poesia - Boletim Nr 80- Dezembro 2016 5 «Especial Natal» Da terra sobe uma prece porque tem mais um menino. Natal Singelo No céu brilha o dom divino. Na terra, nasceu Jesus. Tiago Barroso - Parede Longe de tudo Distante de tudo o que me incomoda… Eis-me na paz do meu canto amado! Aqui, revigoro-me, encantado, Longe de tudo a que chamam moda. Regresso à terra, minha amada terra, Onde, tão feliz, na minha juventude, Conheci da vida a maior virtude: O AMOR e todo o bem que ele encerra. Amei, fui amado! Estou grato a Deus. Recebi de meus pais e de amigos meus Carinho e inolvidável proteção! Cresci, aqui, desfrutando amor! Hoje, a todos rendo o meu louvor! Guardo-vos bem junto ao coração. JGRBranquinho - ”Zé do Monte” Monte Carvalho Singelo, mas tão Divino, Era um Natal maneirinho Que cabia num Presépio Feito com imagens de barro, Palha e musgo do monte E alguns pedaços de cana. Havia até o burrinho, Para levar Nossa Senhora, Até à pastoril cabana, Onde nasceu o Menino. Noite de Natal pequenino, Ouvia-se tocar o sino, Só para a missa do galo, Onde toda gente acorria, Para louvar o Deus Menino, Nascido da Virgem Maria. Depois da missa cantada, A parte mais esperada: Beijar o Jesus Menino, Tão lindo, tão perfeitinho, Quase nu, mas rosadinho, Que tirado do presépio, Para se beijar Seu pezinho. A noite já avançada, E com a Ceia terminada, Havia sempre um ritual: Deixava-se o sapatinho, Junto à rústica chaminé, À espera que o Deus Menino, Nessa noite de Natal, Viesse pé ante pé, Trazer as Suas prendinhas, A quem não se portou mal. São Tomé - Amora O Pedido do Menino Senhor, é Natal, mais uma vez aqui estou aos pés do altar, pedindo em oração o que todo mundo quer, de coração, peço saúde para poder crescer forte e bonito como mamãe sonhou, ela já não pode mais me ver, mas desde já quero agradecer. Peço, Senhor, uma casinha para morar, pois nos dias frios não tenho onde me abrigar. Gostaria, Senhor. de poder me alimentar todos os dias e sempre que com fome eu estiver. Senhor, um banho quentinho todos os dias, seria bom, pois de chuveiro só conheço o chafariz da praça onde moro. Mas como é Natal as esperanças se renovam, por isso, aqui estou Senhor, na verdade não peço muito, mas o que peço é tudo o que necessito para viver e ser feliz. Ah! Senhor, já ia esquecendo, gostaria também de ir a escola e aprender a escrever uma oração bem bonita para Lhe agradecer, pois eu mal sei rezar. Antes de partir, mamãe me ensinou alguma coisa que eu tento sempre lembrar. Desejo Senhor, neste Natal, que todos tenham paz no coração, muito amor e união... e tudo que pedi em oração. Feliz Natal a todos. Obrigado Senhor por me ouvir!... Simone Borba Pinheiro – Stª Maria Rio Grande do Sul/BR

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6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 80 Dezembro 2016 «Especial Natal» LAMENTAÇÕES DE JÓ Toda a vida de Jó sobre este mundo foi exemplo de amor pelos carentes; mesmo rico, votava amor profundo aos mendigos, aos pobres e aos doentes. Mas um dia, seus bens, riqueza e paz escoam-se e contrai mortal doença que as carnes rói-lhe de modo pertinaz, e que o inclina a tomar-se da descrença! Caridoso e fiel que sempre fora, lamenta a Deus a sorte que o desmembra! Por que amargar tal vida sofredora, se de um só mal que tenha feito, lembra? E do alto, vem-lhe voz soturna e cava: “Já não se lembram os teus pensamentos do tempo em que Eu previra e já lançava da Terra o alicerce e os fundamentos! Tu o sabes, tendo embora te esquecido, que em tal tempo de há muito já vivias; tu o sabes, pois já então eras nascido e é grande a quantidade dos teus dias”! Como Jó, quantos há que inda creditam seu mal a um Deus tirânico e soez, pois faltos da razão ainda acreditam que o homem vive apenas uma vez! Toda a vida de Jó sobre este mundo foi exemplo de amor pelos carentes; mesmo rico, votava amor profundo aos mendigos, aos pobres e aos doentes. Mas um dia, seus bens, riqueza e paz escoam-se e contrai mortal doença que as carnes rói-lhe de modo pertinaz, e que o inclina a tomar-se da descrença! Caridoso e fiel que sempre fora, lamenta a Deus a sorte que o desmembra! Por que amargar tal vida sofredora, se de um só mal que tenha feito, lembra? E do alto, vem-lhe voz soturna e cava: “Já não se lembram os teus pensamentos do tempo em que Eu previra e já lançava da Terra o alicerce e os fundamentos! Tu o sabes, tendo embora te esquecido, que em tal tempo de há muito já vivias; tu o sabes, pois já então eras nascido e é grande a quantidade dos teus dias”! Como Jó, quantos há que inda creditam seu mal a um Deus tirânico e soez, pois faltos da razão ainda acreditam que o homem vive apenas uma vez! Humberto Rodrigues Neto – SP/BR SOMOS o Investimento de DEUS… -DEUS investiu (em cada UM de nós) UMA Partícula da Sua Estrutura !... SOMOS o Sonho dos Céus ! A Sua Divina Criatura ! Santos Zoio - Lisboa Aquiete o seu coração. (Salmo 46:10) Levado sim, pelas asas de um condor Até ao cais da vida, nesse terminal Partilhar a vida, com a força do amor É mandamento Divino! Ponto Final! O mundo gira, tal como um girassol Sabedoria e o tempo - andam sempre juntos É nessa amizade, que faz brilhar o sol Fluindo os abraços! E contam-se muitos! Cortina do medo!? Não é flor que se cheire E basta escutar a voz do seu confreire Para quebrar vil manha de gente ruinosa Por todos recai uma forte admiração E dançam as palavras no seu coração Germinando p’la quietude bonançosa Pinhal Dias (Lahnip) - PT Filipenses 1:19 Porque SEI que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo. Grande é a certeza do crente, No que respeita à salvação, Refira-se esta ao presente, Ou aponte a eterna redenção. CMO – Qtª do Conde Esperança Natalícia No princípio era o verbo. O verbo estava junto do pai. E o verbo fez-se carne. Nascido do ventre de Maria Arca Salvífica, Ele é a paz, A justiça, A verdade, O bem, O amor. Filipe Papança Alegria beatífica Surpresa magnífica Espírito que se liberta Igreja que nasce Corpo místico Esperança Natalícia. Filipe Papança - Lisboa Oração de criança Pudessem, no céu, as estrelas irradiar calor, luz...para aquecer! Pra alumiar… O frio que gela! A sombra que agonia!... Haja tréguas! Refulja a Paz! A alegria… Brotem flores! Aqui e ali! Em profusão... Transforme-se a erva do prado em pão Paras crianças famintas, a fome saciar… Haja alimento! Abundancia…pra cear Tragam as abelhas flavescentes Doçura… Derramem-se nuvens em cálida ternura… É súplica de criança! É oração! Fervor… Ao Deus-Menino, O Cristo, O Salvador… Que, em doce melodia, a brisa suave entoe!  E nos corações, refrigério de conforto ecoe acordes anunciando: O Salvador nasceu! Cessou a guerra! O mundo se converteu!...      Filomena Gomes Camacho - Londres  Filipenses 1:19 Porque SEI QUE DISTO ME RESULTARÁ SALVAÇÃO, PELA VOSSA ORAÇÃO e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo. Se a oração d’outros pode, Quanto mais a minha oração. Quando esta em mim eclode, Não tem, mesmo, comparação. CMO – Qtª do Conde

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 80 - Dezembro 2016 «Especial Natal» 7 Pobreza Um dia eu fui bem pobre muito mais do que o sabia com o corpo todo em cobre, mas a alma em agonia. Hoje me vem aos milhares a moeda que eu preciso; Nos rostos familiares a magia de um sorriso! Fecho os olhos e agradeço não só as bênçãos do Senhor, mas também cada tropeço. Tropeçando em pranto e dor assim hoje eu conheço a riqueza do amor. Ivanildo M. Gonçalves Volta Redonda/Brasil Prosaico Nossa Senhora deve ter lavado muita roupa de baixo de José e Jesus com as mesmas mãos que dão graças. Eis a serva do Senhor... Minha mãe também De dia, lavava roupa: calça, calcinha, cuecas, sutiãs E, de noite, abençoava todos nós: Filhos, genros, noras e netos. O mistério... Vejam Não é tão grande assim. Todas mães são virgens e santas, Pequena é nossa visão A singela beleza do mundo. Edson Gonçalves Ferreira Divinópolis / BR (do livro "Rasgando os véus O Nosso Poema O Nosso Poema Querida sinto que amo Aquilo que falo e chamo, Ser de raiz profunda Onde o sorriso não muda. Os nossos gestos palpitantes Que a gente sempre sente! Quer de dia, quer de noite Nas límpidas águas das fontes, A nossa felicidade não muda... Se lançarmos raiz profunda Onde a terra é mais linda, Em cada minuto da vida: Se cria no pensamento O que se tem de direito, Por longe ou por perto Na bênção do amor existe! Um tesouro sem explicação... Eis o nosso poema No meu e no teu coração. Senhor que vos quero sempre presente Quero te pedir meu Senhor Agora que vai nascer de novo Um presente para todo o povo Todo o povo deste planeta da dor Que deixe a partir de agora de sofrer De ser um povo de refugiados Cheio de fome procurando chãos semeados Não importando de afogado morrer Pois para trás deixa interminável guerra Ou deixa terra de tanto maltratada estéril E o que recorda é de muita pólvora num barril E nada do verde vale e da bela serra É este o meu pedido o meu único presente Devia ser eu Senhor... Eu a Vos dar um Vós sereis o recém-nascido.... Mas para vós... Nenhum É digno... Senhor que vos quero sempre presente Quando te beijo Sinto-me feliz por seres, Tu a mulher por mim amada. Teu corpo bonito, Tua tez branca, Fico alegre de após o amor Sentires-te realizada. *** Pois tenho certeza, Que também me amas. E que o nosso amor... Não se confunde. Até porque ele é maravilhoso, E porque não dizer: É ele uma das maravilhas, Desse mundo. João Pereira Correia Furtado - Praia / Cabo Verde Vivaldo Terres – Itajaí/BR Luís Fernandes - Amora Natal da Inquietação Menino, nasce outra vez Inventa de novo a Esperança Tira da vida a aridez Insufla-me confiança. Quero o Natal no Alentejo E alegria da outra era Aquilo que mais almejo Era o Natal da quimera. Jesus a vida está má Confrange minha tristeza Dá-me fé e força, vá lá Debela minha incerteza. Queria um Natal de Alegria Do qual não vejo sinal Nem que fosse de Utopia Era diferente, afinal. Maria V Afonso Cruz de Pau/Amora Eis salvação no presente - A salvação repetente. A salvação no passado, Não é resgate bisado. CMO – Qtª do Conde Nesta tua quadra escrita te dou um grande louvor que seja dita e bem-dita que Deus é igual a amor Vitalino Pinhal - Sesimbra Mestre-Vita-23-11-016

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8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 80 Dezembro 2016 «Especial Natal» ABRAÇO DE NATAL Como será o Natal De quem vive em solidão Com mágoa sentimental E quem está na prisão?... NATAIS Natal distante. Longe na lembrança. Tocava o tempo dias mais felizes. Crescera já, não era mais criança E a sorte desviara os seus deslizes. ONDE ESTÁ O NATAL? Cai a chuva gelada e os sinos repicam, As pessoas correm, tocadas pelo vento, Enquanto algures, os presentes se multiplicam, Fecha-se os ouvidos à dor, ao sofrimento. Como será o Natal Dos tristes e sem abrigo E quem tem a infernal Desdita de ser mendigo?... A mesa era farta. Tinha tudo E as bocas se beijavam com carinho. O riso das crianças, sobretudo, Abriam no futuro o seu caminho. Como é que no natal alguém pode dizer, Que nesta quadra existe mais amor? Com tanta gente neste mundo a sofrer, E quem é que se importa com tamanha dor? Como será o Natal Dos sem família e ausentes Dos que estão no hospital Sem alegria e doentes?... Como será o Natal De quem perdeu o emprego Seu bem mais essencial Sem esp’rança nem sossego? Como será o Natal Dos que o passam sem amor E de quantos afinal O sofrem em luto e dor?... Tentemos dar-lhes este ano Em partilha fraternal Com todo o calor humano Nosso abraço de Natal. Euclides Cavaco - Canadá Teu Natal Criança Promessa e esperança que vai acontecer do que poderíamos ser é a inocência que deveríamos ter! Criança, em qualquer idade, na estrada da vida, entre o sonho e a realidade, brincam pelas ruas da cidade, lições de amor e de simplicidade! Agora, a solidão é minha festa, Mas é naquela fé, que inda me resta, Que encontro a força que a suporta. Natal eu tenho e não deixo fugir. Com todos os que foram, vou fingir Que tenho a casa cheia até à porta. Tito olívio – Faro Mais Confiança As saudades que eu sinto, De quando eu era criança, Podem querer, não minto, Foram de muita esperança. Os dias eram bem passados, Tudo batia muito certo. Nunca fomos ignorados, Livravam-nos do deserto. Hoje, adultos ignorados, Nem tudo é um mar de rosas. Estamos ultrapassados, Transformados mariposas. Assim passam as gerações, Confiantes na esperança... De um dia verem as atenções, Viverem com mais confiança. Jorge Vicente - Suíça Criança vai falando , cantando abertamente que te escuto silenciosamente. Corre, pula e grita mostra ao mundo, como se deve viver, cada momento, feliz, como quem acredita, em um mundo melhor, FUTURECIDO! Foi de noite e deparei, Quando saí numa boa; Que este lindo cristo rei, Iluminava Lisboa Arménio Domingues - Melgaço Tanta demagogia que o natal encerra... Um turbilhão de prendas, o amor ausente! Perde-se de vista que a paz nesta terra, Nasce nas profundezas do que a gente sente. Com ou sem amor, só interessam os presentes, Dar para receber, se possível melhor... Entre eufóricas algazarras doentes, Serve-se frio, um natal cada vez pior. E dos milhões que no mundo morrem de fome, Ouço as suas queixas, os seus gritos e ais... Mas deste esbanjamento que o natal consome Nada lhes chega à boca...pobres mortais. De todos os lados prenúncios de guerra, Sempre bem presente está a lei do mais forte, E o suposto amor que esta quadra encerra, Parece uma austera ameaça de morte. Mas se o natal hipócrita que hoje temos, Se souber despir desta tal hipocrisia, Então sim, com amor, todos nós cantaremos Felizes, imersos num vulcão de harmonia. Telmo Montenegro - Arrentela In: À Esquina do Tempo Edição: Chiado Editora AFETOS Perdi os afetos que tinha no peito, no dia em que as magas fizeram bailado na cinza da noite, calando o meu brado no vinco da colcha que estava em meu leito. Deitei-me na cama, vazia, sem jeito. Olhei para o céu e revi um telhado trazendo lembranças dum grande silvado ferindo-me a face, onde agora me deito. Talvez, amanhã, ao romper da aurora, eu tinja mil noites, sombrias, de outrora, com tinta dos versos que não foram lidos… Depois, entre flores, irei pelo mundo, levando nos braços um cesto bem fundo, pra pôr os afetos que foram perdidos. Efigênia Coutinho Balneário Camboriú/BR Glória Marreiros - Portimão

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Rasgou-se o véu Revestido de per dão A lança tr anspassa o cor ação Sangue e água der r ama Gar antindo a salvação O maior amor em doação Um abr aço de ir mão Senhor que a tua cr uz Esteja a fr ente e nos tr aduz O Caminho a Ver dade e a Vida Vivida par a tua vontade Envolvida na fr ater nidade Ungida por vossa fidelidade. Angélica Gouvea Luminárias / BR Natal Todos os Dias Aproxima-se o Natal … Dia de Fé e de Esperança… Das famílias, das crianças Que esperam por seus presentes! Dia de beijos… lembranças, Dos que estão e dos ausentes!... Aproxima-se o Natal… Dos idosos, dos doentes, Dos famintos sem abrigo Das criancinhas com fome (e a esses …o que lhes digo Quando tanto se consome!? Aproxima-se o Natal Mas Natal é todos os dias Se tivermos compaixão De quem um Natal não tem: Seja um pedaço de pão Ou a oração por alguém!... Aproxima-se o Natal!... E aos desventurados Façamos por eles igual Repartindo alegrias! Façamos com que o Natal Seja Natal todos os dias!... Fernando Reis Costa - Coimbra Confrades da Poesia - Boletim Nr 80 - Dezembro 2016 «Especial Natal» 9 Natal de Outros Tempos Lareira acesa e o seu crepitar Casa cheia de vozes de crianças São estas as ditosas lembranças Que levam a saudade a recordar… Jesus, no presépio, para nos amar Era boa a vida cheia de esperanças De ingénuas, criaturas mansas Com presentes vindouros a sonhar. E o mundo?! Acabava à nossa porta. Ignorantes de guerras, para nós, letra morta Sabíamos só nossa felicidade. Adultos, lúcidos hoje constatamos Uma terra injusta de tantos tiranos Que assim fomentam a desigualdade. Jesus?! Para quando a paridade? Põe na mente dos homens o dom da equidade. Maria Vitória Afonso - Cruz de Pau / Amora Jesus também foi criança Foi Jesus também criança, Criança mui especial, Que nos veio trazer a esperança Nessa Noite de Natal... Criança que aqui viveu Entre os Homens, vejam bem, Do Céu à Terra desceu, No Presépio de Belém… A Criança Criança que és um homem pequenino. Aos poucos deixarás de ser menino Assumirás de adulto, a condição. Olhos postos em vós há muita gente. Serão vocês, meninos, certamente: O garante, o futuro da Nação! Mas sendo esta verdade indesmentível. Não consigo saber como é possível, Usar tanta má-fé com inocentes! Rodear o seu mundo de ardilezas. Utilizar crianças indefesas. Em imoralidades indecentes! Será gente, esta gente sem moral? Será bicho ascoroso irracional, Que se encontra de humano travestido? Quem violenta assim uma criança. Lhe deixa pesadelos na lembrança. Não poderá viver sem ser punido! Que a justiça dos homens seja dura. Quem tira aos inocentes a candura, Deve ser duramente castigado. Só é pena que a lei de talião, Não possa ser usada em punição, E condenar a besta, a ser castrado! E não mais no futuro permitir. Que energúmenos possam existir, A tratar as crianças, sem amor! Os meninos precisam de carinho. Os eduquem, lhes mostrem o caminho. Para que sejam homens de valor! Alfredo Santos Mendes - Lagos António Boavida Pinheiro - Lisboa NATAL Todo Natal eu tento me conter, enterrar fundo as vãs recordações... Saudosas lágrimas em mim suster, velar da mente antigas emoções. Para ofuscar um tempo que não volta, espalho cores, sons, cintilações, visto o pinheiro e, fantasia à solta, invento as mais subtis combinações. E nada falta na alegre aparência dos risos e canções em convivência nesse cenário da infância imitado... E é de lá... Do presépio iluminado, que o almo olhar do Menino, em complacência, me aveluda as saudades do passado! Promessa de Natal Em todos os Dezembros meço este infinito peso da cruz que ao nascer carrego e me proponho e aposto que neste, SIM, neste ano será de renascimento! Maria Petronilho - Almada Carmo Vasconcelos - Lisboa/Portugal

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10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 80 Dezembro 2016 «Especial Natal» NATAL 2016 O dia está frio, há neve caindo, Mas vou procurar um pinheiro verdinho. Irei enfeitá-lo com muito azevinho, Pôr bolas douradas, e luzes fulgindo. Por baixo um presépio, estou construindo. Já pus a vaquinha, um boi, um burrinho. José e Maria, estão num cantinho, Olhando Jesus, nas palhinhas, sorrindo. Já tenho os reis magos, trazendo oferendas. Incenso, ouro e mirra, são essas as prendas. Que dão ao menino, que brilha de luz. Do céu vão caindo radiosas estrelas. Não vêm sozinhas, pois trazem com elas, Mil anjos cantando, canções a Jesus! Prece para Deus Senhor, que eu cultive o Amor e a Compaixão Que eu examine minha consciência de todos os meus atos,tão logo ocorra um estado coibitivo, possa eu firmemente enfrentá-lo e precavê-los.. Que eu pense em todos os seres sensíveis em estado de aperfeiçoamento e desenvolvimento sentindo Fraternidade e Solidariedade de cada um que eu sempre possa considerá-los especiais... Por onde eu andar, com quem quer que eu ande, possa eu ver a mim mesmo como menos que os outros, das coisas essenciais, e do meu coração. Que eu sempre, os veja supremamente preciosos. Efigênia Coutinho - Balneário Camboriú, SC, Brasil Alfredo dos Santos Mendes - Lagos Apelo ao menino Jesus O Natal da minha infância, O Natal do meu Menino, Tão frágil, tão pequenino, Santo Deus, a que distância! E venceste e resististe Como Filho que és do Pai! Senhor Deus, acompanhai Este mundo em que investiste. Criador do Universo, Da Eternidade sem fim, Mandaste teu Filho afim Pra excluir o controverso. Nem mais lutas, nem mais guerra, Nem palavras que magoem, As gentes que se perdoem E haja Paz em toda a Terra. Sermos todos sempre unidos, Nos amarmos como irmãos, Filhos do Pai e cristãos Solidários, destemidos. O Nosso Jesus Menino, Ano após ano a nascer, Venha o mundo proteger Pra todo o sempre, Divino. Maria da Fonseca - Lisboa Natal Cristão Por erros dos governos, com certeza Como Cristo teremos pobre Natal Com o vinho minguado no bornal E o pão rareando à nossa mesa Nem por isso cedemos à tristeza Nesta comemoração universal Que é antes de tudo, lição moral Da sábia mãe que é a Natureza E os malfeitores que moram em Paris Como parasitas que sempre serão Podem, até, viver embriagados Mas certo é que nenhum será feliz E, como todos, um dia voltarão Na sua Pátria serão castigados JVerdasca – SP/BR Feliz Natal Desejo luzes, música, paz, alegria, muito amor, nos lares e no coração de cada um de nós. JESUS… neste Natal, conceda a Paz ao Mundo! Amém! Feliz Natal! Anna Paes - Brasília Natal Natal! Quem me dera voar mundo fora; Entrar pela porta de muitos amigos; Até, dos mais pobres de frágeis abrigos, Cantar ao Menino na mágica hora… Pedir-lhe uma graça de Paz Redentora Que livre as crianças de sérios perigos… E tantos velhinhos que sofrem castigos… Mal feitos por homens, sem honra mentora. Que lindo que era, cantarmos em coro E ver o Menino a sorrir-se e sem choro Naquele Presépio de Luz e de Amor! Cear, mesmo ali, à volta da mesa Com toda a modéstia sem ver lá tristeza, E ter Esperança dum mundo melhor! Clarisse Barata Sanches – Góis – Portugal CHAPECOENSE Não me culpem Pela lágrima que desce Ela é um componente inverso Que vem com as tristezas que a vida oferece Os cartões vermelhos e amarelos Foram trocados pelo preto do luto E todos os chutes ficaram ao Léu Porque a nossa chapecoense Foi chamada Para uma final no céu Onde o arbitro sempre é Deus E o apito final foi o silêncio do adeus Orides Siqueira Rio Grande do Sul/BR

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 80 - Dezembro 2016 «Especial Natal» 11 O ALMOÇO DE NATAL (Da Câmara Municipal de Lagoa) Almoço de confraternização Pela Câmara bem organizado Deu aos la-goense animação Foi um dia bem passado. Tudo muito bem organizado Com óptima gastronomia Tudo estava bem apaladado Foi um dia de muita alegria. As entradas maravilhosas E de uma grande variedade Todas elas bem apetitosas Posso dizê-lo que é verdade. Houve comida com fartura Nas mesas não faltou nada Fizeram excelente figura Confraternização organizada Havia vinho branco e tinto Também muitos refrigerantes Ao gosto do Manuel e Jacinto E de todos os representantes. Bombons, broas e bolo rei De licores grande variedade Café e amarguinha, bem sei Que eram bons de verdade. Música e grande bailarico Num ambiente muito especial Não houve qualquer mexerico Neste bom almoço de Natal. Deodato António Paias - Lagoa DOR E ALEGRIA Com a idade vêm as dores Dói isso aquilo e muito mais Fica difícil achar o mundo em cores Esquecer de gemer e dizer ais. É hora de pedir forças a Deus Rezar e rezar para não chorar Evitar de atrapalhar os seus Se conter e parar de reclamar. Se chorar curasse dores Eu choraria até desidratar Mas como não resolve horrores Eu prefiro rir sem parar. Nesse mundo misturado Alegria e dor vêm junto Chute a dor para um lado Cante ria grite de alegria e muito. Tristeza não cura reumatismo Não paga dividas não arranja nada Levante o astral com muito riso Ou viva sozinha e abandonada. A idade chega para todos Isso é mais do que normal Porém mau humor a rodo Fala serio... é opcional. Maria Aparecida Felicori {Vó Fia} Nepomuceno Minas Gerais/BR Gabriel, o Arcanjo - A MISSÃO - Pediste-me e lá estive, Pai, a recebê-los No meio da fumaça e ferros retorcidos Inda ouvi os seus gritos, os gemidos... Pra tanta dor foi escasso o meu desvelo Fechei os olhos, Pai, não quis mais ver Despedaçados os filhos que Teus são Cujas almas comigo agora vão Ao encontro do eterno do Teu Ser E que tristeza, Pai, nos que ficaram Chorando a perda dos seus entes queridos Que amargura nos rostos assomaram! Sou testemunho, Pai, desta desgraça Que ceifou tantas vidas que eram Tuas E para eles imploro a Tua Graça! Eugénio de Sá - Sintra NATAL Que o Natal não seja só pura festa! Alegria!... Mas, cheia de ternura, Onde o amor prevaleça ao egoísmo E que a paz reine em cada coração. Que o Natal não seja só pura festa! E, que a harmonia esteja entre as pessoas Que a família comungue as esperanças... Na hora da ceia faça uma oração. A pura festa faz-se a qualquer hora... Mas, no Natal a festa é diferente, É comunhão do físico com a alma. Junte a família em torno de uma mesa Louvando a Deus e ao filho que nasceu Para que fosses livre e a ele amasse. Benedita S. Azevedo Praia do Anil, Magé-RJ MALANJE É ASSIM Malanje dispensa vassalagem. Malanje é Majestade protetora. Malanje pode andar também, em viagem, Mas é sempre alicerce de Angola. As estrelas cativas do seu Céu Fazem inveja às auroras boreais. Mas Malanje só tem de seu tudo o que não faz mal aos demais. Está sossegada no seu canto E tem um encanto original, Se chegarem por bem, tudo bem Se vieram por mal, se dão mal. Malanje é assim. José Jacinto “Django” – Casal do Marco SONHO DE CRIANÇA É sonho de toda a criança Terem na noite de Natal Em jesus tem esperança Ter seu presente afinal Precisam de paz e amor Nesse presente uma aliança É sonho de toda a criança Terem uma noite de alvor Sonha com tempo que avança Precisa afago carícia E uma vida de esperança Nesta quadra Natalícia É o sonho de toda a criança. ( mg ) Perpétua Rodrigues Olhão

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12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 80 - Dezembro 2016 «Ponto Final» Desejamos a todos os Confrades e Amigos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo! A Direcção Feitura do Boletim  Os Boletins Bimestrais com a seguinte agenda para o ano de 2017:  15/1 - 15/3 - 15/5 - 15/7 - 15/9 - 15/11/2017 ... ( 6 períodos de postagem ) Futuramente os Confrades enviarão os seus trabalhos em word até ao dia 5 do início de cada período. A feitura do Boletim será a partir do dia 5 até ao dia 15, que corresponderá à data de saída... Os seus poemas devem vir sempre identificados com o seu nome ou pseudónimo e localidade de onde escreve seu poema. O Tema continua a ser Livre! Para sua orientação sugerimos que consulte as páginas das Efemérides e Normas no site dos Confrades... Para nós não existe concorrência. Existem parceiros de actividade! Amigos que nos apoiam ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE Rua Seixal Futebol Clube N.º 1—1º D 2840-523 Seixal www.fadotv.pt As fotos deste Boletim são dos autores e outras da Internet «A Direcção agradece a todos os que contribuíram para a feitura deste Boletim». Voltamos a 15/1/17

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