Família Arcoverde

 

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©LUIS WILSON – MINHA CIDADE, MINHA SAUDADE - Recife. 1972

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©luis wilson ­ minha cidade minha saudade recife 1972 capítulo 2 pág 71 os albuquerques cavalcanti ou arcoverdes de albuquerque cavalcanti jerônimo cavalcanti de albuquerque arcoverde nascido cm 1799 que foi assassinado ao voltar de uma missa em pau ferro no município da pedra em 1843 era filho de andré cavalcanti de albuquerque arcoverde e de sua mulher Úrsula jerônima cavalcanti ele de igaraçu filho do tenente-general simeão correia de lima e de vitória de moura bezerra cavalcanti o primeiro talvez da família a usar o nome arcoverde teve jerônimo cavalcanti de albuquerque arcoverde os seguintes filhos 1° carlota de albuquerque cavalcanti nascida em 15-3-1818 casou com joaquim de siqueira barbosa neto do mestre-decampo pantaleão de siqueira barbosa e de sua esposa dona ana oliveira 2° joaquim severiano de albuquerque nascido em 15-6-1819 foi assassinado em uma emboscada nas margens de um riacho por um tal de batista o cabra que atirou em joaquim severiano ao ficar este caído e ferido no chão na margem do riachinho cometeu no entanto a tolice de ir verificar de perto se o inimigo estava na realidade morto severiano que ainda não ha vi a m o rrido puxou s u a arm a e m at o u bati sta o ri a ch o e m um dos caminhos da velha conceição da pedra onde morreram batista e severiano um dos irmãos do cap budá é conhecido ainda hoje como o riacho do batista 3° jerônimo de albuquerque cavalcanti badu nasceu em 04-04-1820 e casou com henriqueta cavalcanti neta paterna do cap joaquim inácio de siqueira e de dona clara dos santos coelho silva com sucessão 4° antônio francisco de albuquerque cavalcanti o cap budá 5 0 andré de albuquerque cavalcanti arcoverde nascido em 20-05-1824 casou a primeira vez com maria rosalina cavalcanti filha de leonardo bezerra cavalcanti e de sua esposa angélica angelina de melo andré era avô de napoleão pacheco de josé duque de leonardo pacheco e dos outros irmãos era avô também do cap sálvio napoleão arcoverde 6° cândido josé de siqueira nascido em 04-03-1826 casou com carolina de siqueira cavalcanti neta paterna do cap joaquim inácio de siqueira e de dona maria josé de jesus cavalcanti.

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7° Úrsula jerônima nascida em 07-07-1817 8° augusto de albuquerque cavalcanti pai de seu jé ou seja o cel jerônimo de albuquerque cavalcanti jé 9° clara guilhermina de albuquerque cavalcanti descendÊncia do cap budÁ 4° filh0 de jerÔnimo cavalcanti de albuquerque arcoverde não conheci d joaquim arcoverde 1° filho do cap budá antônio francisco de albuquerque cavalcanti 1° irmão do dr leonardo arcoverde e 1° purpurado da américa latina quando o cardeal d joaquim morreu no dia 18 de abril de 1930 eu estudava em garanhuns e como não há quem possa com menino porque menino não tem juízo e foram 3 dias de luto em todo o país e 3 dias sem aulas nós achamos bom eu pissu toinho silvio bolieiro nozinho claudianor guido de novaes waldir filho de peixoto sobrinho e toda a garotada do ginásio o nome arcoverde de d joaquim arcoverde de albuquerque cavalcanti do dr leonardo arcoverde de seus irmãos e de sua família vem do grande cacique da antiga olinda chefe dos tabayaras ou por ser mais eufônico tabajaras muiráubi arcoverde que seria para alguns historiadores o lendário tabira albuquerque vem de jerônimo de albuquerque que nasceu em portugal nos primeiros anos do século xvi e veio para pernambuco onde ficou para toda vida acompanhando a irmã dona brites de albuquerque recém-casada com duarte coelho primeiro donatário de nossa capitania albuquerque v f a pereira da costa obra citada é vocábulo de origem árabe e provém de uma cidade da espanha de igual nome na província de badajós fronteira de portugal fundada pelos godos no tempo de sua dominação na península ibérica para summier albuquerque significa casa grande parecendo no entanto mais procedente para outros a origem latina do nome album quercum carvalho branco jerônimo de albuquerque era filho de lopo de albuquerque e de sua mulher dona joana de bulhões de preclara e nobilíssima estirpe o avô paterno de jerônimo era joão de albuquerque e a avó dona leonor lopes o avô materno afonso lopes de albuquerque e a avó dona isabel gonçalves gramacho o pai de joão de albuquerque bisavô de jerônimo chamava-se joão gonçalves gomide a mãe é que era uma albuquerque dona leonor de albuquerque os albuquerques do nordeste e do brasil deviam ser então gomide nome do cônsul de nosso país no uruguay sequestrado há algum tempo pelos tupamaros e pelo qual pediram um milhão de dólares ou cinco

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milhões de cruzeiros de resgate o motivo por que os filhos de joão gonçalves gomide e os seus descendentes inclusive jerônimo de albuquerque passaram a adotar o nome da mãe albuquerque e não o do pai gomide foi o fato de joão gonçalves gomide ter tido a cabeça decepada em praça pública pelo povo revoltado a 24 de maio de 1437 por matar indevidamente sua mulher dona leonor de albuquerque um dos filhos de joão gonçalves gomide e dona leonor de albuquerque de nome gonçalo de albuquerque foi o pai de afonso de albuquerque e de dona constância de castro afonso de albuquerque que foi o segundo vice-rei ou governador da Índia é considerado um dos maiores generais da história do mundo em todos os tempos depois de nos ter deslumbrado com as suas épicas campanhas que o cercaram de um prestígio tal que no momento em que para destruir suez e arruinar o egito que disputava com os portugueses o império comercial da Ásia entrava em combinação como o negus da abissínia para desviar o curso do nilo abrindo-lhe uma passagem para o lançar no mar rocho a intriga motivada pela inveja que contra afonso de albuquerque tramaram no paço de d manuel conseguiu triunfar fazendo com que o irrefletido monarca despojasse de seu cargo de vice-rei da Índia o homem mais extraordinário do oriente tenho sido nomeado para substituí-lo um inimigo pessoal afonso de albuquerque morreu de desgosto a bordo à vista de gôa no dia 16 de dezembro de 1515 constância de castro irmã de afonso de albuquerque foi mãe d e i sa bel deca st r o esposa de pedro al ve s c a br a l quee st e v e no brasil em 1500 admitindo diversos historiadores que tenha sido o nosso descobridor admitem outros que a sua viagem tenha sido um ato de simples posse como garantia dos direitos da coroa portuguesa já perfeitamente configurados no tratado de tordesilhas jerônimo de albuquerque bisneto de joão gonçalves gomide senhor da vila-verde e alcaide-mor de óbidos e da guarda foi por serviços prestados um dos maiores capitães e uma das mais notáveis fig ura s de n o ss a na sc ent e c ol ón ia pel asuav ar on i a descen di a de d afonso sanches filho natural do d diniz 1261-1325 o qual houve de dona teresa martins um filho de nome d joão afonso de albuquerque o pr imeiro da família a usar o apelido albuquerque tiradodosolardeseuav ô materno d j o ã oafonsodemeneses conde barcelos e senhor de albuquerque.

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casandoaq ue l e d j o ã o af on sode al buquerquecomuma senhora descendente da casa real da frança juntou ao escudo de armas da família que era o das quinas portuguesas cinco flores de lis do brasão da casa de sua mulher vindo dai a conhecida copla do bispo de malaca d joão ribeiro gajo do limpo sangue dos godos do filho de el rei diniz e de teresa martins vêm os albuquerques todos com quinas e flor de lis d diniz talvez o maior poeta medieval conhecido como o rei trovador cujas composições cantigas de amigo ou de namorado cantigas de amor e de maldizer estão no cancioneiro da vatican a foio pr otet or da s l e tras em suapátri aeum in c ent ivad or da gaia ciência foi d diniz que fundou as escolas gerais mais tarde transformadasnauniversidadedecoimbra determinouousoda linguagem vulgar portuguesa nos documentos oficiais e foi casado comdonaisabeldearag ã o queseriadepoisarainhasanta o u santa isabel na recém-fundada colônia tomando parte na luta contra os índios que se opunham aqui ao estabelecimento dos portugueses jerônimo de albuquerque perdeu um olho pelo que ficou sendo chamado de o to r t o e f oi f eit o pr isi o ne ir o e c on d en a d o à m ort e bent o te i xeira patrono da cadeira n° 1 da academia pernambucana de letras ocupada atualmente pelo dr ulisses lins de albuquerque chamaria depois jerônimo de albuquerque em uma das estrofes de seu poema prosopopéia lisboa 1601 de o branco cisne venerando condenado à morte e já tudo pronto para o festim apaixonase por jerônimo de quem tinha sido escolhida como a esposa do túmulo a bela princesinha índia muirá-ubi arcoverde filha do velho caciq uearcoverde chefedostabajaras intercedejuntoaopaipelo caraíba pelo branco e o velho guerreiro cede às súplicas da filha muirá-ubi bela e jovem que seria depois batizada solenemente com o nome de mar ia do espír it o sant o arcoverde se une a jerônimo homem de natural brandura e boa condição segundo o rito de sua tribo conta a lenda que a bela princesinha cantava aos ouvidos do grande guerreiro jerônimo:

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são meus estes bosques campinas e flores do céu os encantos do sol os fulgores são meus estes vales de flores bordado o ar oma das f lor es as flores do prado são meus os regatos que choram que gemem as lindas estrelas que brilham que tremem meu pai é cacique das hostes senhor não teme os furores do fero invasor eu sou a princesa da altiva marim os bravos dos bravos s ó m or remp or m i m as filhas dos teus mais belas não são aceita ó guerreiro o meu coração jerônimo de albuquerque e muirá-ubi már io melo escreve uirá-ubi tiveram 8 filhos entre os quais catarina de albuquerque que casou com o fidalgo florentino filipe cavalcanti filho de giovani joão cavalcanti e sua esposa genebra manneli sobre os filhos defilipeecatarina v outrocapitulo e l a catarina umaalbu querque que como todos os albuquerques portugueses e brasileiros como os meneses de origem castelhana e leonesa podia ostentar em seu escudo as barras de aragão as quinas sagradas de portugal os leões de castela e as flores de lis da frança o que quer dizer quen ã opodiasermaisfidalga v e l í siodecarvalho laur é i s insignes editora do anuário do brasil rio de janeiro 1924 apud fer na ndoca br al d e mel o genealogiad os c a br aldemelo obraaindan ã opublicada e l e fil i pe d a c as ados ca v al ca nt is na i t á lia que como a dos ubertis buondelmontis amideis mannelis pazizis e algumas outras era das

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mais antigas de florença não conhecendo a itália mais belo título nobiliárquico vem da casa a que pertencia filipe em florença o último nome d e d joaquimarcoverde dodr leonardoarcoverdeedeseus outros irmãos outra filha de jerônimo de albuquerque e dona maria do espírito santo arcoverde dona brites de albuquerque casou com cibaldo lins ou lintz o segundo fidalgo alemão que veio com o pr imo cr ist óvão para per nambuco são o t r onco do s albuquerques lins do estado e do nordeste entre os filhos do branco cisne venerando e da princesa arcoverde destaca-se ainda jerônimo de albuquerque que seria chamado depois por graça de filipe ii de castelá jerônimo de albuquerque maranhão pelo fato de ter expulsado heroicamente os franceses da c a pit ani adom ar a nhã o ondef un d a r am el esapov oa ç ã o de s ã o luís vem deste jerônimo que foi o fundador de natal e o primeiro capitão-mor do rio grande do norte e do maranhão a família albuquerque maranhão jerônimo cujos filhos com dona maria do espírito santo arcoverde foram todos perfilhados e legitimados em 1561 quis casar dep oiscomaprincesinhaarcoverde segundooritodenossasantaa ma d a i gr eja ma s a ist o se o p ô sarainhacat ar inad Á ust r ia re gente durante a menoridade de seu filho el rei d sebastião mandando-lhe dizer que casasse com uma das filhas do governador cristóvão de melo que vinha com a família para pernambuco jerônimo de albuquerque então com 55 anos de idade casa com dona filipa de melo no ano de 1562 É deste matrimônio do qual resultaram 11 filhos que vêm os albuquerques melo os sá barretos os pimentéis e outras famílias do estado jerônimo de albuquerque teve ainda de outras mulher es br ancas e índias mais 12 ou 13 filhos por isso que o chamam também de o adão pernambucano sabendo-se que a rainha dona catarina lhe escreveu fazendo-lhe ver que constando que ele tinha 300 concubinas ordenava que se casasse com a filha do citado governador cristóvão de melo para regularizar sua situação em 1584 conforme f a pereira da costa obra citada faleceu jerônimo de albuquerque e como determinava em seu t est ament o foisepultadonacapeladoengenhodenossasenhoradaajuda conhecido hoje por forno da cal de propriedade dos herdeiros do tenentedacatende ouseja ,

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a n t ô niodacostaazevedo oenge nho de nossa senhora da ajuda foi fundado por jerônimo e sendo oprimeiroqueselevantouem pernambuco cabe-lhe a glória de ter sido o iniciador de sua agriculturaedofabricodea ç ú carno estado o mais rico e importante ramo de sua indústria e comércio em muitas oportunidades governou jerônimo a capitania de pernamb uc o s u bst it ui ndoairm ã eosc un hados v j o ã o d e al buquerq ue maranhão apud ulisses lins de albuquerque um sertanejo e o sertão livraria josé olympio editora rio 1957 os albuquerques cavalcanti ou arcoverdes de albuquerque cavalcanti descendem de uma família ligada à mais velha nobreza italiana da i dade média por intermédio de filipe cavalcanti de giovani cavalcanti e ainda entre outros de guido cavalcanti amigo de dante allighieri a quem se refere o poeta em sua divina comédia enraizada na melhor nobreza portuguesa por jerônimo de albuquerque e depois no mais puro sangue americano pelo grande cacique das tabajaras arcoverde são filhos de francisco antônio de albuquerque cavalcanti o c a p b u d á 4 ° filho de j e r ôn i m o de al b u q uer quecavalcanti ar c overde e de maria de siqueira cavalcanti e de sua esposa marcolina dorothéa pacheco do couto filha de leonardo pacheco do couto e de dona ana cordeiro do rego 1° d joaquim arcoverde de albuquerque cavalcanti n a s cido a 17-01-1850 na fazenda fundão hoje em arcoverde e falec idoa 1 8 0 4 1 9 3 0 à s 1 8 horas noriodejaneiro bacharelem letr as pelo co légio pio lat ino americano de roma par a onde f oi em 30-04-1866 doutor em filosofia e teologia pela universidade gregoriana de roma e ordenado sacerdote a 04-041874 na basílica d e s ã o j o ã odelatr ã o pelocardealconstantinopatrizi v i g á r i o geral de pio ix regressou d joaquim ao brasil em 1875 sendo nomeado reitor do seminário de olinda pelo bispo d fr ei vit al mar i a gonçalves de oliveira foi pároco da boa vista de são frei pedro gonçalves e em 1879 de cimbres professor de física e mais tarde de francês do ginásio per nambucano do qual f oi t ambém dir et or cônego de meia pr ebenda do cabido da sé de olinda bispo de goiás no consistório de 1890 sagrado em roma pelo cardeal mariano rampoli del tinda r o em 26-08-1892 recebeu do sant o padr e leão xii o t ítulo de bispo de a r go s bi spodes ã o p a ul o ar ce b is p o met r o p ol it anodoriodejaneiro comosucessorded j o ã oesberard porbreve apostólico de 31-08-1897 car deal pr esbíter o da santa i gr eja romana por sua

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santidade pio x no consistório secreto de 11-12-1905 d joaquim arcoverde era ainda reconhecido como príncipe real no protocolo diplomático do itamarati na qualidade de membro do sacro colégio pontifício jazoseucorponacatedralmetropolitanadoriodejaneiro v orlando cavalcanti trabalho citado conta-se que d joaquim arcoverde de severidade por vezes rude sobretudo para corrigir defeitos e faltas de seus subordinados que se desviavam do rumo devido protetor de fr acos e opr imidos destemido nos combates que empreendeu contra inimigos que não o poupavam salientou-se ainda pelo respeito às ideias alheias e aos seusnobresadvers á rios umdia quandooenterrodeteixeira mendes chefe da i grej a positivista durant e o percur so do acompanhamento passou em frente ao palácio de d joaquim no rio de janeiro o velho cardeal ajoelhou-se e orou num gesto de nobreza e de humildade cristã sendo fatos como este que o tornaram respeitado e amado inclusive por muita gente contrária ao clero d joaquim e seu irmão d antônio disseram sua primeira missa no dia 5 de abril de 1874 em roma 2° cônego antônio arcoverde de albuquerque cavalcanti nascido a 30-06-1851 na fazenda fundão e falecido no dia 10 de maio d e 1 9 3 7 bacharelemletras pe locol é giopiolat in o amer ic an o cônego da sé de olinda 3° jerônimo arcoverde de albuquerque cavalcanti nascido a 15-07-1852 casou com teresa tenório de albuquerque cavalcanti filha do cel andré cavalcanti de albuquerque arcoverde e de sua esposa dona carolina tenório de albuquerque cavalcanti jerônimo foi o único filho de budá que não estudou na europa ou não se formou ficou para ajudar o velho na fazenda fundão eram filhos do capitão jerônimo que morreu em 1921 e de sua esposa teresa tenório de a cavalcanti i d andré bispo de limne ii marcolina arcoverde de al buqu er q ue c av a l c ant i quec as o u a pr i m ei r a v ez comb en jamim pacheco do couto havendo sucessão iii maria arcoverde de albuq uer q ue cav al ca nti fal e ce u solte ir a i v cor d ol in a ar c ov er d e de albuquerque cavalcanti que casou com o velho amigo antônio na p ol eã o p ac heco c om d es c en d en t es v ant ô ni o fr a nc is codealbuquerquecavalcanti casouaprimeiravezcomant ô niados santos e tiveram uma filha teresa em

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segundas núpcias casou antônio com dona florípedes pacheco vaz sucessão maria amélia luís josé e joão dona florípedes e os filhos residem em arcoverde n a c as a gr a nd e da f a zen dafu nd ã o onde vi ver a m outr or a budá e os seus 4° teresa arcoverde de albuquerque cavalcanti nascida em 10-07-1853 mulher de rara formosura casou com o desembargador francisco domingos ribeiro viana são os pais de teresa cavalcanti ribeiro viana casada com o dr francisco ribeiro pessoa são filhos desta última teresa e do dr francisco ribeiro pessoa ruth ribeiro quecasoucomodr romeufrota paisdodr romeufrota f o r mado pela faculdade de medicina de pernambuco em 1940 e ana rita esta casou com otávio bezer ra do rego barr os tavinho filho de isabel do rego barros dona bela e de francisco andré do re gobarros d e q ue m s ã o filh os a in d a arth ur cl et o e an dr é be zerra do rego barros todos de pesqueira tavinho e ana rita são os pais de aluísio casado com sucessão zélia que casou com o dr jo s é d o p at r oc íni o c om de sc en dent es mari a aug u st aejosé carlos 5° dr leonardo arcoverde de albuquerque cavalcanti sobre o qual falaremos logo mais 60 d r franciscodealbuquerquecavalcanti nasceuem 04-10-1856 na fazenda fundão e morreu a 02-05-1937 bacharel em letras pelo colégio pio latino americano de roma e doutor em medicina pela universidade de montpellier oficial da ordem da rosa casou em são paulo com dona alice de ulhoa cintra filha de antônio pinheiro de ulhoa cintra barão de jaguara e de sua mulher antônia t oliveira com sucessão 7à anaarcoverdedealbuquerquecavalcanti nascidaa 07-06-1858 casou com seu tio materno tenente-coronel veríssimo j o s é docouto 1 ° filhodocap leonardopachecodocoutoede sua esposa dona ana cordeiro do rego com filhos 8° maria arcoverde de albuquerque cavalcanti nascida em 13-12-1864 e falecida em 21-07-1942 casou com o cap antônio josé pires já viúvo do engenho bom sucesso em gameleira com descendentes 9° dr antônio francisco de albuquerque cavalcanti que nasc euem 2 1 1 0 1 8 6 9 casouems ã opaulocomang é licadeulhoacintra s ã ofilhosdocasal d r jaimeedr tit o ar c ov er d e de albuquerque cavalcanti prof essores da faculdade de medicina de são paulo.

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dr leonardo arcoverde e sua esposa carolina de caldas lins dona carÓ o d r l e on ardoarc ov erde 5 ° filhodocap b u d á nasceuem 06-07-1855 na fazenda fundão e morreu no recife no dia 17 de maio de 1950 na casa em que então residia à av conde da boa vista n° 1596 bacharel em letras pelo colégio pio latino americano de roma licenciado em filosofia pela universidade gregoriana e doutor em medicina em 1882 pela universidade de paris cujos estudos começou em montpellier foi o aluno laureado de sua turma contava o dr leonar do que no dia em que recebeu a medalha da universidade com a efígie de hipócrates de um lado e do outro o seu nome e lugar de nascimento fundão pernambuco d joaquim arcoverde lhe disse o seguinte homem você celebr izou o fundão na capital do mundo o dr leonar do f oi pr ef eit o de i pojuca nos pr imeir os anos do sé c ul o é p oca em que er a tam b ém o s enh or da u si na ti m b óa ss u ali nasceu sua filha carosita no dia 8 de julho de 1896 discípulo querido de dieulafoy vulpian gosselin e farabeuf o dr leonardo arcoverde foi ainda deputado por pernambuco no temp odoi mpér i o emrio br an c o j á ve lhinho es c r ev e u e m 1 9 3 2 o l ivro pequena medicina sendo também autor de vários trabalhos sobre medicina publicados na europa no dia 17 de novembro de 1883 casou com dona carolina d e caldas lins dona coró filha do cel marcionilo da silveira lins ededonacar ol inadecaldas lin senetado vi s c on dedeut ing a descendia pelo lado materno do visconde do rio formoso vi ve u gr an de pa rte de s u a vi da e m ri o br an c o h oj e ar c ov er d e comaamigaecompanheiradetodaasuavida comadre caró como a chamava minha mãe primeiro em um chalé que const r ui uaoladodaesta ç ã o da gr eatwestern logo de poisdohotel bolieiro e mais tarde na rua grande no chalé que havia sido do pai do senador vitorino freire comadre caró morreu no recife no dia 26 de setembro de 1 9 5 1 umanodep oi sdodr l e on ardo à a v c on dedaboavistan° 1500 às 18 horas o pai do dr l e on ardo ocap budá q ue nasceu em

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c i m br e s nodia 7 d e j ul hode 1 8 2 2 m or r e u tamb é mnorecife a 28 de novembro de 1870 para onde tinha ido doente da fazendafund ã o dona marcolina dorothéa com a qual casou budá no dia 30 de out ubr o de 1848 morreria muit os anos depois em 1903 em olinda no s ol ar dafamíl ia onde é h oj e a a ca d e mi a sa nt a g er t r u de s a li no alto da misericórdia outrora rua dos nobres era o sobrado de fil ipecavalcantiededonacatarinadealbuquerque emfrente à v el h a c as afic av aoso br a d in ho dope m ig u eli n ho de on d e sa iuomártir para a prisão em 1817 quando conheci o dr leonardo e dona caró mais ou menos e m 1 9 2 4 ocasalvivia narealida de emriobrancoenorecife aqui moravam com o genro e grande amigo armando da costa brito no caminho novo ou av conde da boa vista n 0 1500 em rio branco quando o dr leonardo foi para o chalé do pai do senador vitorino freire a casa não tinha ainda o portão grande na frente e o muro com a grade de madeira em cima que vinha do terreno que ficava ao lado do antigo motor da luz do cel augusto cavalcanti para a casa vizinha ao cine rio branco as carroças puxadas por bois de mestre leôncio seu albino e seu josé ferreira faziam uma curva no leito da rua e passavam quase em cima da calçada do chalé que no verão como a calçada da casa vizinha ao cinema vivia coberta de areia no inverno na frente da casa do dr leonardo e dona caró no meio da rua havia um atoleiro que forravam às vezes com dormentes o dr leonardo construiu mais ou menos em 1927 no antigo chalé o portão e o muro com a grade em cima um ou dois anos depois assisti também o nosso velho amigo construir na velha casa uma cisterna e atrás uma vacaria na qual eu gostava de ficar à tarde vendo um galego alto chamado manuel empregado do dr leonardo cortar capim e tratar de 10 ou 15 vacas um dia já à noitinha um cego que pedia esmola tocou no portão do chalé em sua pobre flauta luar de paquetá nestas noites olorosas quando o mar desfeito em rosas se desfolha à lua cheia lembra a ilha o ninho oculto onde o amor celebra em culto todo encanto que a rodeia comadre caró me chamou então na cocheira da casa tirou um tostão de uma carteirinha que andava sempre com ela em um bolso da saia e me pediu para ir levá-lo ao ceguinho dizendo-me depois

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para avisar à comadre licor que mais tarde ela ia jogar víspora ou abafa na casa em que morávamos naquele tempo entre o cinema e o chalé do dr leonardo havia residido antes seu mendonça telegrafista hoje com mais de 80 anos de idade e pai do dr hélio mendonça catedrático e ex-diretor da faculdade de medicina da universidade federal de pernambuco naquela época era empresário do cine rio branco que pertencia ao dr leonardo sebastião bezerra pai de lourdes e nice comadre caró gostava então vez por outra de sair de casa pelo muro ou pelo sítio e ia tocar piano no cinema minha mãe e eu a acompanhávamos uma ocasião sem que eu menos esperasse a minha velha e saudosa amiga tocando piano no cinema passou a mão direita para o lado esquerdo e a esquerda para o lado direito e assim com as mãos cruzadas continuou a tocar eu nunca tinha visto ninguém fazer uma coisa daquelas e caí na risada comadre caró indignou-se minha mãe não me dava educação ou não me dava estilo ali mesmo em meu velho cinema diante da comadre indignada com a minha falta de estilo minha mãe entrou comigo no cocorote e no puxavante de orelha não conheci nenhuma outra pessoa neste mundo que fizesse um pé de moleque um bolo de rolo ou um bolo inglês como comadre caró fazia naquele tempo não havia azulejos nas cozinhas que eram pintadas de ocre ou oca e a fumaça dos fogões que funcionavam a lenha ou a carvão cobria tudo as cozinhas viviam cheias de negros e de negras velhas com cachimbo na boca lá em casa estavam sempre o velho feliciano sinhá isabel o velho rico quitéria filha do velho rico e ainda entre outros constância que era mãe de olívia e morava na melancia também não havia casa em rio branco naquela época em cuja cozinha não houvesse um pilão grande para pilar milho era conhecida a seguinte quadra citada pelo nosso velho amigo dr getúlio césar em artigo publicado há alguns anos no diário da noite do recife em olho d água dos bredos ninguém pode mais passa com os baque dos pilão e a catinga do fubá dona caró foi quem ensinou a arte de fazer bolos a minha mãe sua comadre e amiga recordo-me muitas vezes de minha velha na cozinha de casa vizinha à padaria de meu pai agarrada em um

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forno de tijolo cujo modelo havia copiado do da comadre a fazer tudo quanto era bolo que a amiga lhe ensinava no doce de caju nem é bom falar contam aliás que os indígenas valorizavam tanto o caju e a castanha que pela posse dos cajueiros muitas vezes se guerrearam os holandeses adoravam o doce de caju exportavam-no para a holanda e proibiam a derrubada dos cajueiros grandes boleiras foram também leonor zuila e aurora filhas de seu rafael que usava um cavanhaque meio branco alinhado e trabalhava nas obras contra secas com o dr francisco saboia lampiÃo ameaÇa ir a rio branco tenho a impressão de que o dr leonardo arcoverde jamais fez clínica em rio branco na minha época atendia apenas a um amigo a um parente ou á uma pessoa pobre e estava vez por outra em campina grande na paraíba onde era dono ou um dos sócios do motor que fornecia luz à cidade em 1925 o dr leonardo minha mãe a comadre caró o major josé amaro e a comadre ananias foram à festa da padroeira de vila velha serra talhada o projeto do dr leonardo era ir até joa zeiro fazerumavisitaaope c í cero quehaviasidoseucon temporâneo ou de d joaquim arcoverde no colégio do pe rollin em cajazeiras na paraíba gastava-se então de rio branco a serra talhada um dia inteiro de viagem já próximo a vila bela à tardinha por questão de minutos não encontramos e não conhecemos lampião e seus irmãos antônio ferreira morto por um tiro casual em 1928 e ezequiel apelidado de ponto fino morto em combate na fazenda capoeira do touro no estado da bahia em 1931 livino ferreira também irmão de virgolino havia sido morto em luta com uma força da paraíba no sítio tenório município de flores ou de triunfo cerca de um mês antes de nossa viagem a vila bela lampião andava com o diabo no couro na estrada naquele dia encontramos embaixo de um pé de umbu um pobre sertanejo que lampião e os seus cabras haviam sangrado momentos antes comadre caró minha mãe e comadre ananias arrastaram uns rosários de ouro que possuiam e começaram a rezar eu fiquei com vontade de ir ao mato mas na caatinga eu podia encontrar os cangaceiros e aguentei firme o dr leonardo e o cel josé amaro não se alteram ou ao menos foi esta a impressão que me deram logo mais adiante acampada embaixo de uns pés de pau d´arco encontramos a tropa do cel joão nunes os mesmos chapéus grandes as mesmas cartucheiras atravessadas no peito e os mesmos punhais

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imensos do bando de lampião foi em 1925 ou em 24 que lampião ameaçou ir a rio branco mandou pedir 10 contos de réis ao cel joaquim soares da silva que não lhe enviou um vintém vindo deste fato talvez a ameaça lampião jamais pisou em rio branco mas o esperaram naquele ano com trincheiras feitas de sacas de algodão em frente ao armazém de a veloso no beco do bacurau e em outros pontos da cidade duas fotografias foram feitas uma das quais no patamar da igrejinha de nossa senhora do livramento onde se veem teódulo cruz josé herculano lauro gomes joão manso de barros bemzinho vidal manuel explosão isaias lima dr luís coelho epaminondas frança joaquim soares filho josé filho de dona maria bilau com um chapéu grande à eddie polo e ainda entre outros velhos amigos seu chico jé o cabo napoleão e tenor freire em 1926 dançou lampião o dia inteiro na vila de algodões município de alagoa de baixo 5 ou 6 léguas distante de rio branco violentou mulheres e algumas famílias se esconderam na caatinga um ou dois anos antes quando o governador sérgio loreeto viajou para inaugurar em rio branco o grupo escolar ao qual foi dado o seu nome e seria depois da revolução de 1930 administração da dr luís coelho o grupo escolar 4 de outubro lampião e seu grupo estiveram de passagem no município as foia já deu notiça e dr sérgio já leu de rio branco pra cima o governadô sou eu virgulino ferreira da silva passara na divisa do sertão que havia estabelecido conforme carta que enviara antes ao prof sérgio loreto para seu governo no estado mas lembro-me de que o dr sérgio não esperou pelo banquete que havia sido preparado para ele na casa do cel antônio japyassu voltando para o recife com a comitiva que o acompanhou no trem especial famoso já naquela época foi no entanto depois de sua morte no valhacouto do angico em sergipe em 1938 que o menino canhoto nascido em 1897 no ermo da pequena fazenda passagem de pedras em são francisco atual vila do pajeú no município de serra talhada transformou-se na figura lendária que é hoje em todo o mundo a famÍlia do casal leonardo arcoverde são filhos de dr leonardo arcoverde e de sua esposa dona carolina de caldas lins dona caró

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i marcionilo arcoverde de albuquerque cavalcanti médico e outrora usineiro no estado casou com dona filonila dias arcoverde sucessão 1° josé cândido dias arcoverde casou com a prima graziela brito arcoverde com filhos 2° filonila dias arcover de quec as o u com o dr eral do ant un e s c om d e s ce n de ntes 3° leonardo dias arcoverde morreu solteiro 4° marcionilo dias arcoverde casou com i sabel dias arcoverde com sucessão ii mário de albuquerque cavalcanti casou em primeiras núpcias com dona ana brito cavalcanti dona anita irmã d e seu c unhado armando da costa brito filhos do casal 1 0 ana casoucomodr j o ã opontualfiuza comfilhos 2 ° m á rioca valcanti de albuquerque filho nitô engenheiro agrônomo que casou com dona carolina melo cavalcanti com filhos 3 0 carolina cavalcanti zitinha casou com o dr eutiquio de barros correia filho de enrico de barros correia que era filho do dr epaminondas de barros correia barão de contendas com sucessão 4° bento br ito cavalcanti que casou com conceição bezerra de melo com descendentes 5° maria do pilar solteira 6° francisco de ass is br it o c av al c an t i c as o u c om marialu í safalc ã o comfilhos 7 0 otávio brito cavalcanti que casou com dona maria josé melo com sucessão 8° marina brito cavalcanti casada com o dr manuel osório com filhos 9 0 leonardo brito cavalcanti que casou com célia cavalcanti com descendentes 10° teresa de brito cav alcanti casoucomodr hiramrios filhodojornalistacarlos rios e de dona alba com sucessão em segundas núpcias o cel mário de albuquerque avalcanti casou com dona anita cavalcanti com a qual teve uma filhinha iii leonardo arcoverde de albuquerque cavalcanti filho leonardinho casou com dona luísa arcoverde cavalcanti filha dodr l u í scaldaslinsedesuaesposa donaambrosinacaldas lins filhos do casal 1° carmen arcoverde casou com olde zonare com sucessão olde falecido em 1968 investiu grandes somas na produção de filmes sendo um dos pioneiros do cinema no brasil começando como gerente de cinema formou depois uma cadeia de cinemas independentes no sul e em algumas cidades do nordeste 2° d ul c e ar c o ver d e casouc om o pr of e s s or f er nandoli vr am ent o falecido com descendentes 3° luísa arcoverde de albuquerque cavalcanti formada em medicina solteira iv antônio arcoverde de albuquerque cavalcanti seu tó

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