Bom Dia Catas Altas

 

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Edição 109 - Novembro de 2016

Popular Pages


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CaBOtMaDsIAAltas Cidade Histórica e Ecológica - Novembro de 2016 - Ano IX - Nº 109 - Distribuição Gratuita Dirigida Retomar o turismo é desafio da nova gestão Página 3 FeMsotrriovDa’lÁgGuaaQsuternotenrôemcebieco Página 8 Repórter norte americano ficou encantado com o Lobo Guará CNN internacional destaca o Caraça como atrativo no Brasil Página 3 O IncêndioSAGA DO CARAÇA Página 2 Igreja Nossa Senhora do Rosário pede socorro Conheça a história e lenda deste patrimônio catasaltense Páginas 6 e 7

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2016 - Página 2 SAGA DO CARAÇA – 27.ª PARTE Após o incêndio iniciado na Biblioteca por Eder Ayres Siqueira pode aceitar. Apesar de Com muito cuidado e reconhecer defeitos em perícia, removeram a alguns alunos, não se terra que cobria o dito pode, nem de longe, su- portal de madeira onde por tal maldade em seus estava a base da toma- corações”. “O crime do- da. “Depois de alguns loso, também chamado minutos: - “Pronto! Não de crime ou dano comis- há dúvida: Isto mesmo sivo ou intencional, é é que faltava para es- aquele em que o agente clarecimento”. Disse prevê o resultado lesivo o Delegado.” Então se de sua conduta e, mesmo descobriu o motivo da assim, leva-a adiante, causa do incêndio... “As produzindo o resultado.” duas tomadas (macho e Jamais poderia aconte- fêmea) estavam ligadas cer um julgamento des- e o fio grosso, mergu- ses, pois ali era um Co- lhado na terra, preso ao Imagem do prédio logo após o incêndio que pôs ao educandário légio de padres, onde se fogareiro.” Com isso educava também na fé e foi desvendado o misté- É o Caraça uma das pu- passem a gostar, e aju- mentos, disciplinamen- to emocional ou físico. no amor a Deus e ao pró- rio da tragédia: “... um pilas do município de dem a preservar todos tos (educar a ação), dou- Como experiência do- ximo. aluno, após o trabalho Catas Altas, além de ser esses patrimônios, in- trinação, às gerações que lorosa que é, o trauma Há um tempo para tudo do recreio da noite, não uma das sete maravi- clusive a história, pois se seguem, dos modos acarreta uma exacerba- e para tudo há uma res- viu que atrás da porta lhas da Estrada Real. Foi “Um povo sem o conhe- culturais de ser, estar e ção do medo, o que pode posta. Após especula- da encadernação, que se tombado a nível Fede- cimento da sua história, agir necessários à convi- conduzir ao estresse, en- ções de um e outro, foi fechava, ficou ligado o ral em 27 de janeiro de origem e cultura é como vência e ao ajustamento volvendo mudanças físi- realizada a perícia pelo fogareiro elétrico, o que 1955, conforme Proces- uma árvore sem raízes.” de um membro no seu cas no cérebro e afetan- Delegado do município ocasionou, de madruga- so 407-T-49, e em nível ― Marcus Garvey, co- grupo ou sociedade, ou do o comportamento e o de Santa Bárbara ao qual da, o incêndio do edifí- Estadual sob Decreto n.º municador, empresário e seja, é um processo de pensamento da pessoa, Catas Altas pertencia na cio...” 98.914 de 30 de janeiro ativista jamaicano. socialização que visa que fará de tudo para época, capitão Cícero Na próxima edição da- de 1990. uma melhor integração evitar reviver o even- de Andrade com a sua remos sequência em o A Saga do Caraça é de Esclarecimentos sobre do indivíduo na socie- to que lhe traumatizou. equipe. “Na presença do que aconteceu após o vital importância para o incêndio dade ou no seu próprio Igualmente, pode acarre- ecônomo, Pe. Marcos incêndio iniciado na o trabalho de Educação grupo.” tar depressão, comporta- Evangelista Gonçalves, Biblioteca. A triste rea- Patrimonial, de cons- “Diante da tragédia to- E o Colégio do Caraça mentos obsessivos com- começou o levantamen- lidade sofrida pelos alu- cientização sobre os dos fazem a mesma per- foi isso e muito mais... pulsivos e outras fobias to, justamente no local nos, padres, e também patrimônios dos catas- gunta: Como foi que co- E para Catas Altas? Uma ou transtornos, como o do fogareiro elétrico.” pelos moradores de Ca- -altenses, pois vem aju- meçou o incêndio? Onde perda irreparável. de pânico.” Foram feitas algumas es- tas Altas, pois o Caraça dando a mostrar a his- foi? E alguns: Não terá Mas, a quem acusar? Então veio uma segunda cavações para encontrar sempre esteve e sempre tória de Catas Altas para sido de propósito?” Quem foi o culpado? O explicação que era de “- algum indício do portal estará no coração dos todas as pessoas de todas Conforme o Pe. José que realmente aconte- incêndio doloso – não se no meio dos escombros. catas-altenses. as idades, isto é, fazen- Tobias Zico o Pe. Sílvio ceu? O Pe. Sílvio Batista do com que todos leem, Martins que foi disci- Martins em seu relató- pesquisem, conheçam e plinário dos alunos, na rio do arquivo do Cara- época, acompanhou to- ça, tratando das causas EXPEDIENTE dos os acontecimentos da tragédia escreveu o Catas AltasBOM DIA do dia do incêndio, e seguinte: “A princípio relatou tudo o que viu, julgou-se tratar-se de • Diretor Geral/Responsável: sentiu e viveu naquele um curto-circuito... Esta Geraldo Magela Gonçalves dia que acabou com um explicação logo caiu por • Comercial: (31) 99965-4503 Colégio, com um local terra. Mas foi divulgaonde a educação era re- da esta opinião a título • Diagramação: Sérgio Henrique Braga almente cobrada, incen- de paliativo para evitar tivada, pois “Educação qualquer traumatismo”. engloba os processos Os alunos não poderiam • Bom Dia online: www.bomdiaonline.com de ensinar e aprender. É sentir-se culpados, ou um fenômeno observado melhor, o aluno não po- Circulação: Catas Altas e em qualquer sociedade e deria sentir-se culpado, mala direta para todo Brasil nos grupos constitutivos pois “O trauma psicoló- Impressão: Gráfica Bom Dia dessas, responsável pela gico é um tipo de dano sua manutenção, perpe- emocional que ocorre CNPJ - 13970485/0001-98 Rafaela Iara Pantuza Gonçalves ME Todos os Direitos Reservados dindao@bomdiaonline.com tuação, transformação e como resultado de um evolução da sociedade algum acontecimento. a partir da instrução ou Pressupõe uma experi- condução de conheci- ência de dor e sofrimen- Fogareiro elétrico que deu início ao incêndio

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2016 - Página 3 Retomar os rumos turísticos da cidade é um dos maiores desafios da nova administração Os catasaltenses deram mais uma vez a vitória ao ex-prefeito José Alves Parreira que trouxe a juventude de Fernando Rodrigues Guimarães como seu vice para essa nova empreitada. Parreira e Fernando administrarão, inicialmente, uma cidade dividida, já que obtiveram 52,84% dos votos válidos, ficando os outros eleitores divididos da seguinte forma: Zé Venâncio com 29,97 %, ou 1.161 votos e Tiago com 17,19%, 666 votos. Se por um lado os eleitores se mostraram divididos, na Câmara, teoricamente, Parreira e Fernando não encontrarão dificuldades para ver seus projetos aprovados, já que, a principio, contam com maioria absoluta na Casa Legislativa, seis de um total de nove edis. Arquivo BD Parreira e Fernando não encontrarão dificuldades para ver seus projetos aprovados na Câmara Os vereadores que deverão dar sustentação à Parreira e Fernando são: do DEM - Denise de Zé Moacir, Edvane e Vanda da Aprovart, do PV – Parreirinha e Ronaldo de Dona Inês e do PP, Vander Dunga. Já na oposição, teoricamente, ficariam Anizio Indé (PROS), Beto Vereador (PTB) e Nilma do (PMDB). Desafio Mas o maior desafio que a dupla gestora encontrará será a retomada dos rumos turísticos da cidade, linha que vinha sendo trabalha- da desde a primeira gestão da recém emancipada cidade pelo ex-prefeito e bem feitor José Hosken (Juca Hosken). Em seu projeto de governo Parreira e Fernando destacaram uma série de ações para colocar a cidade no rumo certo, destacando retomar o Programa de Desenvolvimento Turístico para a promoção da atividade turística do Município, promover a implantação das trilhas e roteiros turísticos descritos no Plano Diretor de Desenvolvimento do Município, ampliar e melhorar a utilização do Centro de Apoio ao Turista (CAT), com atendimento efetivo à comunidade e aos visitantes, criar e implementar uma linha turística de transporte direta entre Catas Altas e o Santuário do Caraça, criar a “Casa do Artesão”, profissionalizar os produtores de vinho com foco no turismo, fomentar e consolidar Catas Altas como principal destino de Turismo de Aventura, criar o “Roteiro do Vinho”, construir um Terminal Rodoviário, revitalizar a entrada da cidade, va- lorizar e identificar novos atrativos turísticos, divulgar os atrativos turísticos do município em feiras regionais, nacionais e internacionais. Implantar um programa de orientação ao turista. Isso sem contar com a proposta para promover a restauração da estrutura arquitetônica das Capela do Cemitério, do Bonfim (Catas Altas e Morro D’Água Quente), de Santa Quitéria, da Igreja do Rosário e da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, principais valores patrimoniais da cidade. Se depender de apoio de peso a nova administração poderá contar com toda a força do Comtur e também dos empresários dos ramos de hotelaria e alimentação, setores que mais se desenvolveram nos últimos anos na cidade. CNN internacional destaca o Caraça como motivo para conhecer Minas Gerais SITE DO CANAL APONTA TAMBÉM COMIDAS, BARES E ASPECTOS HISTÓRICOS COMO ATRATIVOS DO ESTADO Minas Gerais pode até não ter mar, mas tem bar, comidas típicas e muita coisa boa para atrair o público. O site do CNN, canal de notícias norte-americano, criou uma lista com “6 motivos para visitar Minas Gerais, Brasil”. De acordo com a matéria, ainda que muitos turistas associem o Brasil a lindas praias, samba e caipirinha – o que é ótimo, diz o repórter, que reafirma – “no interior de Minas Gerais, o coração do Brasil acena”. Parque Natural do Caraça Muitas vezes ignorado Victor Skrabe Os hóspedes têm a chance de se reunir na varanda dos fundos e esperar que os lobos venham ou desconhecido dos próprios brasileiros, o Parque Natural do Caraça é o último item da lista da CNN. O parque, que protege cerca de 38 quilômetros quadrados de zona de transição entre os ecossistemas da Mata Atlântica e Cerrado, é chamado de “pedaço abençoado de natureza”. Chama a atenção por lá, também, é a presença do lobo-guará e, em especial, seus hábitos alimentares. Na Pousada Santuário do Caraça, os hóspedes têm a chance de se reunir na va- randa dos fundos e esperar que os lobos venham, para, então, alimentá-los. “É uma visão milagrosa”, o repórter afirma. “Só em Minas”. Comida Mineira, cachaça e história Além de destacar a comida mineira. “É impossível ter uma má refeição aqui”, aponta a matéria, a cachaça também recebe título de excelência mineira. Cidades históricas, como Ouro Preto, Mariana, Sabará e Diamantina, também são lembradas pelas maravilhas dos tempos coloniais, preservadas nos museus e memoriais.

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2016 - Página 4 Fernandes do ValleSAGA DA MAIS ANTIGA FAMÍLIA DE CATAS ALTAS – 3.ª PARTE por Eder Ayres Siqueira A história da tricentenária família catas-altense continua... Uma família do ouro, genuinamente catas-altense, ‘mineira da gema’, pois “Ser Mineiro é dizer “uai”, é ser diferente, é ter marca registrada, é ter história. Ser Mineiro é ter simplicidade e pureza, humildade e modéstia, coragem e bravura, fidalguia e elegância.”, como escreveu o mineiro general de brigada reformado José Batista Queiroz em seu poema “Ser Mineiro”. Outro poeta que retratou bem os mineiros foi o parente dessa grande família, por parte da futura esposa do capitão Thomé Fernandes do Valle, D. Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado do Valle, por vários troncos, o poeta, contista e cronista mineiro Carlos Drummond de Andrade, também descendente do bandeirante, vereador, juiz, almotacel, Garcia Rodrigues, do fidalgo Pedro Leme, do rei São Luiz da França, de João Gonçalves Zarco, Cavaleiro da Casa Real, descobridor e 1.º donatário do Funchal, de Santa Matilde da Escócia e seu marido rei Henrique I da Inglaterra, do ouvidor, juiz e vereador Antônio Bicudo (Carneiro), do vinicultor, bandeirante, juiz e capitão Salvador Pires, entre outros, como veremos mais adiante: “Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem linguisticamente falando, apenas de uais, trens e sôs.” Ser mineiro é muito mais mesmo... É falar menos e mais fazer... E ser catas-altense é ter sangue vermelho e Minas no sangue. O Arraial de Catas Altas foi sede de freguesia criada por provisão de 16 de fevereiro de 1718, e neste ano o capitão Thomé Fernandes do Valle aparece como padrinho de batismo de Miguel, filho de Bernarda, escrava de Manoel Gomes. No mesmo ano, em 28/03 ele foi testamenteiro de Manoel Fernandes Ferreira que foi sepultado na antiga Igreja Matriz, e em 26/07 foi testamenteiro de Marcelino (…) Rocha, também sepultado na antiga Igreja Matriz. Em 25/07/1719, ele aparece no registro de casamento de seus escravos Carlos e Maria, na Igreja Matriz, sendo padrinhos os também seus escravos: Balthazar e Luísa da Silva, parda, ambos solteiros. Também em 1719 ele foi padrinho de casamento de Manoel e Nunes. Ele possuía bastantes amizades e batizou uma criança que recebeu seu nome: “Aos 10 de Março de 1721, Thomé, f.l. de Romão de Oliveira Gago, e de Maria Leme de Brito. Foram padrinhos: Thomé Fernandes do Vale, e Catarina de Godoy Moreira, mulher do capitão Manoel Monteiro Chassim. Todos desta freguesia, de que fiz este assento. Ant° P.ra Coimbra.” A D. Maria Leme de Brito é prima da futura mulher do capitão Thomé. Em 1722 foi padrinho dos escravos do capitão Antônio Gil de Godói. E assim por diante..., conforme livro de Registros de Casamentos da Cúria Arquidiocesana de Mariana/MG. Chegamos ao ano de 1725... Ano comum do século XVIII do Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, e a sua A Cachoeira da Santa, que originalmente seria Sant’Ana, teve o nome dado pelo capitão Thomé Fernandes do Valle letra dominical foi G (52 semanas), teve início numa segunda-feira e terminou também numa segunda-feira, e ainda, o capitão Thomé, solteiro e possuidor de muitos escravos, conforme “Os “homens do ouro”: perfil, atuação e redes dos Cobradores dos Quintos Reais em Mariana Setecentista’ de Simone Cristina de Faria - Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Social, do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em História. Teve como orientador o Prof. Dr. Antônio Carlos Jucá de Sampaio - Rio de Janeiro - Março de 2010: Em 1725, o capitão Thomé Fernandes do Valle possuía 69 escravos para o meio quinto, e 67 escravos seus e de seus camaradas, sendo que alguns trabalhavam na agricultura. Ele foi, neste ano, o 3.º maior proprietário de escravos de Catas Altas, conforme História das Catas Altas por Eder Ayres Siqueira Catas Altas.... No dia 1.º de janeiro de 1727, o capitão Thomé casa-se com D. Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado do Valle, na Igreja Matriz/Catedral da Sé de Mariana MG, onde estavam residindo os seus pais o português coronel Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado e a Paulista D. Helena do Prado Cabral Magalhães, dos quais falaremos mais adiante. Ele aparece numa cessão a ele feita pelo minerador e sócio o Sr. Euzébio Pereira dos Santos, no ano de 1730, no dia 5 de novembro, quando o mesmo Sr. Euzébio Pereira dos Santos que era sócio do capitão Thomé, declarou o seguinte: “Cedo todo o domínio e posse que tenho nas terras concedidas por carta de dattas na terça parte que me toca na pessoa de Thomé Fernandes do Valle da mesma parte as comprei a José Fernandes da Costa, e se poderá usar do mesmo serviço como suas e que pessoa alguma Lhe poça impedir. Cattas Alttas, cinco de novembro de 1730. Euzébio Pereira dos Santos.”, conforme História das Catas Altas por Eder Ayres Siqueira Catas Altas.... Córrego Valléria Córrego Valléria que passava em suas terras e que tivera esta denomi- nação por causa do seu sobrenome Valle No dia 8 de janeiro de 1730, ele aparece em uma petição: “...em um ribeirão chamado Valléria e... (…) … pede Vossa Mercê conceda... da capoeira do Capitam Estêvão Dias de Vergara correndo rio acima até onde faz barra um córrego que vem da roça de Thomé Fernandes do Valle no qual tem um pilão para com a dita agoa desfrutarem a ditta terra...”, conforme História das Catas Altas por Eder Ayres Siqueira Catas Altas.... Pilão, além de outros significados, é uma peça utilizada para imprimir golpes, por gravidade, força hidráulica, pneumática ou explosão. Antigamente os pilões movidos por força hidráulica quebravam o material mais duro para se apurar o ouro.

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CaBOtMaDsIAAltas A sua devoção a Sant’Ana Novembro 2016 - Página 5 Carta patente de 1735 Tamanha a devoção dele a Nossa Senhora Sant’Ana que batizou a sua fazenda de ‘Fazenda Sant’Ana’, junto com outros mineradores batizou o Morro das Cattas Alttas, onde minerou por vários anos, de Morro de Sant’Ana, onde tem a Cahoeira de Sant’Ana (conhecida como Cachoeira da Santa). Posteriormente, em 1730, o capitão Thomé fundou a capela dedicada a Senhora Sant’Ana em sua Fazenda Sant’Ana na localidade de Valléria, conforme o Códice Costa Matoso, coleção das notícias dos primeiros descobrimentos das minas na América que fez o doutor Caetano da Costa Matoso sendo ouvidor-geral das do Ouro Preto, de que tomou posse em fevereiro de 1749, & vários papéis - coordenação geral, Luciano Raposo de Almeida Figueiredo, Maria Verônica Campos; estudo crítico, Luciano Raposo de Almeida Figueiredo. Biblioteca da Fundação João Pinheiro. E posteriormente, homenageia a Sant’Ana batizando a sua única filha com o nome da dita santa, conforme História das Catas Altas, História do povoado de Valéria/Catas Altas, e História da Igrejas e Capelas das Catas Altas por Eder Ayres Siqueira Catas Altas.... Na capela aconteceram vários casamentos e batizados dos familiares do capitão Thomé Fernandes do Valle, e também de algumas poucas pessoas, mas ligadas à família. Até, pelo menos, o ano de 1853 foram encontrados 33 registros de batismos e sete registros de casamentos dos descendentes do capitão Thomé, um registro de batismo de uma sobrinha e de um primo, ambos de D. Thereza, um registro de batismo de uma escrava da família e outro de uma filha de Irineu Mendes Campello, que carrega o sobrenome da família, mas ainda não descobrimos quem é, pode ser escravo também da família. O primo de D. Thereza foi batizado pelo nome de Thomé em 1767, mesmo nome de seu pai Thomé Monteiro de Oliveira que teve o nome em homenagem ao seu padrinho de batismo em 1721 o capitão Thomé Fernandes do Valle, e o mesmo Thomé já viúvo, tenente Thomé Monteiro de Oliveira Filho se casa na mesma capela em 1821 com D. Anna Angélica d’Affonseca Magalhães, filha do sargento-mor Miguel Arcanjo Cortão e D. Anna Clara da Fonseca Magalhães Cortão, sendo padrinho o guarda-mor Thomé Fernandes Mendes Campelo. A capela que teve como administradores o capitão Thomé Fernandes do Valle, depois, seu genro o capitão Paulo Mendes Ferreira Campelo e posteriormente seu neto o guarda-mor e capitão Thomé Fernandes Mendes Campello. Por pelo menos 103 anos, aparece como “capela de Sant’Ana, filial desta Matriz de N. Senhora da Conceição...”, “capela de Sant’Ana, da fazenda, filial desta Matriz ...”, e “capela de Sant’Ana da Cachoeira, filial desta Matriz ...” pois ficava na Fazenda Sant’Ana nas proximidades da Cachoeira da Valéria, fazenda que pertenceu à família até pelo menos 1853 como veremos mais adiante. Obs.: Em 1917 já existia a capela dedicada a São José no povoado de Valéria e não mais encontramos registros da capela de Sant’Ana. Ele sempre teve boas amizades e aparece, junto com outros, como testamenteiro do Sr. Antônio Rodrigues Moreira em 02/05/1733, que morava na cidade de São João Del Rei: “Rogo a Manoel Borges de Souza e a Pedro de Amorim Dantas e a Manoel da Costa Pacheco, moradores nesta Vila de São João del Rei; e nas Catas Altas a Bento Ferraz Lima e a Thomé Fernandes do Valle, por serviço de Nosso Senhor e por me fazer mercê queiram ser meus Testamenteiros.” Em novembro de 1735 ele recebeu patente no “Posto de Capitão de Cavallos da Freguesia das Cattas Alttas do regimento da Cavalaria da Ordenança da Comarca de Sabará. (cópia do Título já divulgada na 1.ª parte da Saga da Família, edição n.º 102 – Ano IX – abril/2016) Em 1737, no dia 16 de março, aparece o mesmo Capitão requerendo data de terra (A data de terra corresponde a 272 hectares e era preferentemente concedida para atividades agrícolas ou pastoris.) no Rio São Francisco (indo para Florália/Santa Bárbara): “uma data de terra... comecei a medir da Ponte Velha que vai para a casa do dito Thomé Fernandes do Valle, correndo … acima.... de posse do mesmo Capitão, pois a tinha já confirmada pelo Guarda-mor Paulo Rodrigues Durão …’ (não dá para ler muito, o Livro de Guarda-moria está danificado por traças e cupins). Assinatura constante no livro de Guarda-moria No mesmo dia, ele aparece num Termo de Posse que foi concedido aos senhores: Antônio Carneiro de Araújo, Domingos de Araújo Monteiro e o Alferes Pedro Gomes de Abreu nas proximidades de sua data de terra: “... datas de terra no Rio de São Francisco acima da ponte velha defronte de um barranco que … de agora da parte do Capitão Thomé Fernandes do Valle e para cima da data que tem o dito capitão aonde está sua estaca de braúna correndo o Rio de São Francisco acima até onde trabalharam André de Campos e Manoel de Seabra da Costa e mais sócios...”, conforme História das Catas Altas por Eder Ayres Siqueira Catas Altas.... Na próxima edição continuaremos a saga da família do Capitão Thomé Fernandes do Valle, que neste ano de 2016, completa 300 anos de história nas Catas Altas. Uma história que não pode ser esquecida, pois é a história de Catas Altas. A Cachoeira da Valéria leva o nome em homenagem ao próprietário da terras, capitão Thomé Fernandes do Valle

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2016 - Página 6 Igreja Nossa Senhora do Rosário: PATRIMÔNIO AMEAÇADO A Igreja do Rosário foi pichada em sua parede frontal; muitas crianças, adolescentes e adultos estavam jogando bola em sua lateral direita, e assim atingia as paredes, depredando o patrimônio, e algumas pessoas estavam fazendo estacionamento, principalmente durante as festas, utilizando a lateral direita que é gramada, e até mesmo cobrando para lá estacionar. Diante dos acontecimen- tos, o Pe. Armando Godinho, se viu na obrigação de dar uma atenção especial à Igreja e providenciou uma cerca provisória no entorno da mesma, para poder inibir o vandalismo. Mas, a intenção é voltar com o muro de pedras que havia no local, pois ele integrava o adro do templo, e neste adro da igreja, também foram sepultados alguns escravos. Diante disso, está sendo feito um levantamento com os moradores mais velhos da cidade que testemunharam a existência do muro no local, e até à procura de uma foto que mostre o muro para poder se calcular a sua altura e providenciar, junto ao IEPHA/MG, a sua reconstrução. O muro existiu até a década de 1960, quando foi mandado demolir pelo vigário da época o Pe. José Emílio da Veiga. História da Igreja A Igreja Nossa Senhora do Rosário que era chamada de Capela Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, está situada na Rua do Rosário, esquina com Rua Santa Efigênia, Centro. Ela foi construída pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e aparece pela primeira vez em um documento de sepultamento em 1739. Infelizmente não encontramos documentos sobre a construção da mesma. Sobre a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, temos a primeira referência no testamento do minerador e fazendeiro português capitão Thomé Fernandes do Valle, no ano de 1748, quando ele, em seu testamento datado de 24 de janeiro daquele ano “...deixou de esmola para a Irmandade do Santíssimo Sacramento, da qual fazia parte, 80 oitavas de ouro, para a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário da Matriz (N. Senhora do Rosário dos Brancos) 50 oitavas de ouro, para a de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos 50 oitavas de ouro,...”, conforme Velhos troncos de Eder Ayres Siqueira Catas Altas... No interior da Igreja eram sepultados, principalmente, os negros que faziam parte da Irmandade Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Houve sepultamento de branca pobre, que veremos abaixo, e aparecem muitos sepultamentos de escravos durante muitos anos, como também casamento de brancos. Em 1750, a capela aparece em um casamento de brancos, no dia 17 de junho, do português Sr. Manoel de Passos Ferreira, de São José de Lisboa, Portugal, com Eulália Rodrigues, de N. Senhora do Pilar do Iguaçu, Bispado do Rio de Janeiro. Foram testemunhas Domingos Roiz da Costa e o Pe. Phelipe de Cerqueira Távora. Este padre Felipe foi capelão da capela de São Francisco no Quebra-ossos, por alguns anos, e foi um dos primeiros mineradores de Catas Altas, conforme História de Catas Altas por Eder Ayres Siqueira Catas Altas... Em 1825, o tesoureiro da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, faz pagamentos referentes à obra de “retalhar a Capela de Nossa Senhora do Rosário”, e dois anos depois, outro pagamento registra o termo de quitação ao responsável pelo reboque do templo. Em 1826, aparece assinatura de um recibo por Manoel Rodrigues, referente a reparos na imagem de Nossa Senhora do Rosário. Numa reunião realizada em 24 de agosto de 1827, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, o pároco, o tesoureiro nomeado, e oficiais da Irmandade Nossa Senhora do Rosário decidiram que seriam realizados reparos na capela, que se encontrava em péssimo estado de conservação. Em 1830, Dona Maria Francisca de Carvalho Arantes que morreu com 95 anos de idade, sepultou sua escrava ‘Rita Angola’, conforme Velhos troncos de Eder Ayres Siqueira Catas Altas... Em 1837, no dia 31 de outubro, aconteceu o sepultamento de “... Ignez Gonçalves Valladares, pobre, com 80 anos de idade, do Morro D’Água Quente.” Ela era branca. E no mesmo ano, é realizada uma reforma na capela, mas não se sabe detalhadamente, onde e como ocorreu. A irmandade Nossa Senhora do Rosário, assumiu várias despesas com materiais de construção (cal, madeira, telhas, azeite de betume, etc.) e pagamentos por dia aos pedreiros, carregadores e carpinteiros. A reforma se estendeu até 1840. Para a reforma da capela, a imagem de Nossa Senhora do Rosário foi retirada e levada para a Igreja Matriz, e seu retorno aconteceu solenemente em janeiro de 1841, conforme documento: “... pelo que se pagou ao pároco da missa e terço na volta da imagem para a capela no 1.º de janeiro de 1841.” Em 1845, o capitão Thomé Fernandes Mendes Campello que morreu com 75 anos de idade, sepultou ‘Floriano’, seu escravo na capela do Rosário, conforme Velhos troncos de Eder Ayres Siqueira Catas Altas... Em sua portada frontal em cantaria, há a inscrição de 1862, mas não se sabe o motivo. Provavelmente, foi alguma reforma. (pode ter sido a substituição da mesma portada – talvez fosse de madeira e foi substituída por pedras). Com base em alguns documentos, algumas reformas foram realizadas em fins da primeira metade do século XX. Foram feitos consertos no telhado, caiação, friso da beirada da capela-mor, retalhamento de toda a capela. Em setembro de 1975, técnicos da fundação João Pinheiro realizaram uma vistoria na igreja e comprovaram o péssimo estado de conservação da mesma. Posteriormente, a igreja foi totalmente restaurada pela Prefeitura de Catas Altas, e está inserida em dois tombamentos, sendo um em 1989, realizado pelo IEPHA/ MG, quando realizou o tombamento do Núcleo Histórico do Arraial de Catas Altas, e outro em 1999, quando foi realizado o tombamento do mesmo Núcleo Histórico pelo município, com a inclusão da Rua Outra Banda do Bairro Vista Alegre. O templo é desprovido de torres e tem o partido formado por duas sessões retangulares. A planta se desenvolve a partir da nave, separada da capela-mor pelo arco cruzeiro, esta última com os corredores laterais e a sacristia transversal nos fundos. As paredes são em pau a pique sobre alicerces de pedras e possui cunhais revestidos de massa com embasamento em cantaria aparente. O arco cruzeiro e o púlpito em painéis de madeira possuem pinturas decorativas. O forro da capela-mor é em tabuado corrido, formando uma abóbada de berço que recebe pintura em policromia decorativa de boa qualidade. Existe um belo cancelo em balaústres de jacarandá torneado; os retábulos com seus altares laterais são em madeira recortada, que recebem pintura decorativa mais apurada. O destaque especial é para o retábulo mor, em estilo D. João V, com douramento e para o pequeno conjunto de imagens de alta qualidade. O retábulo mor é “datável da primeira metade do século XVIII, de gosto Joanino, denunciado

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CaBOtMaDsIAAltas pela presença de colunas torsas, pilastras amisuladas (mísula: Ornato que serve de suporte a vários objetos.), coroamento em dossel com cortinado, atlantes, querubins, talha erudita em enrolamentos, acantos, perolados, volutas, conchas, pingentes de flores, plumagem. As decorações pictóricas em tons vermelho e cinza são atribuídas ao mesmo pintor da matriz de Cocais (Barão de Cocais) e da capela do Socorro de Barão de Cocais.” “Os dois retábulos laterais foram confeccionados em madeira recortada, datável de meados do século XVIII, totalmente pintados, simulando talha Joanina. Decoração em pintura de acantos, tulipa, conchas estriadas, concheados, cortinados, querubins com predominância dos tons vermelho, azul e ocre. Pintura executada pelo mesmo autor das pinturas existentes na matriz de Cocais e Socorro.” (supracitado). O “forro da capela mor – peça de origem regional datável do século XVIII. Apresenta pintura de perspectiva arquitetônica – 2.ª fase ligada à representação ilusionista barroca. Compõe-se por pilastras com janelas, entablamento, arcadas e tarja central com visão da virgem. A composição é densa, pesada e compacta. A imagem é mal delineada e com solução compositiva inadequada – não há distanciamento entre nuvens e anjos e a tarja é diminuta. Pode-se sugerir uma aproximação entre este exemplar e os forros de Cocais e Socorro.” Em 1855, há uma referência sobre a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário no livro de comércio do Tenente-coronel João Emery (meu trisavô materno), dia 22 de abril na folha nº. 74, quando em 22/04, ele rubricou o Livro da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, na qualidade de Juiz Municipal Suplente. (não discrimina qual Irmandade), conforme Velhos troncos de Eder Ayres Siqueira Catas Altas... Os últimos sepultamentos dentro da Igreja do Rosário foram em 1889: Uma criança de dois anos, uma africana, outro sepultamento, e de uma de mulher de cor branca D. Bárbara Generosa Amaro, 24 anos, mulher de Domingos Amaro Vieira da Silva. Lenda do Rosário e seu muro por Eder Ayres Siqueira Havia do lado de fora da igreja do Rosário um cemitério onde somente se sepultava os negros que não faziam parte de nenhuma irmandade religiosa. Um dia, certo capitão que morava num casarão de fronte à igreja do Rosário, havia mandado dar 50 chibatadas num de seus escravos e este não suportou as feridas que infeccionaram, e acabou morrendo, sendo sepultado no tal cemitério. Da varanda de sua casa, dava para ver a sepultura do negro. Isso incomodava o capitão, porque quando chegava à janela, por peso na consciência, via sempre um vulto por cima da sepultura que vinha em direção a ele. Então, mandou construir um muro de pedras no cemitério para não mais ver o tal vulto. Quando o muro estava aproximando da frente da igreja, começou a aparecer desfeito de manhã. Era novamente refeito. E por três dias, isso aconteceu. O capitão, então, mandou um capataz ficar com um escravo vigiando para descobrir quem estava destruindo o muro. O capataz ficou junto com o escravo fazendo a guarda. Quando deu meia noite, do nada, as pedras começaram a cair do muro e não se via nada e ninguém. O capataz estava mais com medo do que coragem e o escravo dizia que era alma penada. Durante uns três minutos as pedras caíram e de repente tudo silenciou-se. No outro dia o capataz contou ao capitão o que viu no escuro que nada se via, com a pouca claridade das estrelas, pois não havia a luz da lua. Só se via as pedras caírem. O capitão ficou assustado e disse para o capataz fazer a guarda novamente, e tudo se repetiu. Mais assombrado o capitão ficou. A esposa do capitão era muito católica e não concordava com os castigos que ele aplicava nos negros, e vendo a situação do capitão que estava ficando nervoso, já não dormia e nem alimentava direito, e estava emagrecendo, ela o aconselhou ir até ao cemitério à meia noite junto com ela. Ele aceitou e foram. Lá, acenderem algumas velas por cima da sepultura do negro e, mais, ele teria que rezar um Rosário inteiro com ela e pedir perdão ao negro e a Deus. Isso por três dias. E assim, ele o fez. Após esse dia, não mais o muro foi destruído e o capitão não viu nenhum vulto. O muro foi terminado e o mesmo capitão, arrependido de suas maldades, passou a frequentar todas as missas na igreja do Rosário com sua esposa e seus escravos, passou a ser mais temente a Deus e não se esquecia de mandar celebrar missa pela alma do negro. Novembro 2016 - Página 7 Igreja do Rosário por Eder Ayres Siqueira Muitos... Todos os negros na igreja Do rosário, ali sempre cantaram. E mais para a senhora rezaram. Lá, deslumbravam com tanta beleza. No trono sentiam a sua pureza. O sonho da liberdade... Sonharam. E, mesmo que tardia, alcançaram. Porque nela tinham plena certeza. Tudo lá inspirava e inspira... Liberdade que qualquer um aspira, Desde adulto até pequenino. Em seu exterior, simplicidade. Dentro, fascina tanta majestade: Estilos barroco e joanino.

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CaBOtMaDsIAAltas Novembro 2016 - Página 8 Festival Sabores do Morro movimenta o distrito de Morro D´Água Quente Fotos: Divulgação Durante o ano de 2016, foram realizadas várias feiras Integrantes da Associação Sabores do Morro participam do 1º Festival Gastronômico da comunidade Há um ano o distrito de Morro D´Água Quente, em Catas Altas, promove com sucesso a Feira Sabores do Morro. Para celebrar os 12 meses desse sucesso, um evento especial e de maior porte será produzido nos dias 10 e 11 de dezembro, intitulado “Festival Sabores do Morro”. O evento trará chefs renomados, atrações culturais regionais e marcará a formalização da Associação Sabores do Mor- ro. Além da Feira serão realizadas oficinas de gastronomia sustentável, aproveitamento integral do alimento, atividades inspiradoras com as crianças da comunidade, gerando empoderamento entre outras atividades. O festival será realizado no ginásio poliesportivo ao lado do campo da comunidade e comemora o primeiro aniversário da feirinha gastronômica criada para gerar renda, principalmente para as mulheres do Morro D´Água Quente. A jabuticaba, fruta tradicional da cidade, será o tema central e a fruta estará presente em várias quitandas, bebidas e pratos quentes. Chefs convidados estarão fazendo workshops dentro das casas das quitandeiras as 12h e 15h. As casas das quitandeiras irão compor a Rota dos Sabores que será inaugurada no sábado (10), pela manhã, com um cortejo a partir das 09h30 ao lado da Igreja Senhor do Bonfim. A abertura oficial da Feira será a partir das 18h do O Pico do Baiano, ao fundo, e o Casario Colonial são imagens características do distrito de Morro D’Água Quente sábado (10). No domingo Shows musicais, apresen- (11), a feira tem início às tações culturais serão tam- 10h e vai até as 18h. bém atrações do festival.

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