Jornal do Sinpol 238

 

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Informativo Oficial do Sindicato dos Policiais Civis - Ano XXII - Novembro de 2.016 - nº 238 HOMICÍDIO NA REGIÃO EVIDENCIA FALTA DE EFETIVO Pitangueiras, cidade onde ocorreu o crime, está sem delegado titular há vários meses e sofre com a falta de policiais civis de outra carreira. Delegado que conduziu o inquérito ficou na cidade por cerca de um mês, prazo que vem sendo cumprido em rodízio. Confira na página 2. DISE RIBEIRÃO REALIZA MEGAOPERAÇÃO POLICIAIS CIVIS ESCLARECEM DOIS LATROCÍNIOS A DIG de Ribeirão Preto esclareceu a autoria de dois latrocínios registrados na cidade. Além dos dois casos, os policiais civis também descobriram os assaltantes que teriam se disfarçados de funcionários da companhia de água e esgoto da cidade. Saiba mais na página 06. E MAIS: 4 Jurídico conquista novas vitórias; 4 Em Radar, confira os destaques entre policiais civis da região; 4 Assassinato de menor grávida choca Pitangueiras; 4 Em artigo, dr. Luiz Carlos Pires reflete sobre palestra de articulista política; N4ov4eDmIGbrdoe /F2r0an1c6a prende quadrilha que explodia caixas eletrônicos. Foto: DISE Ribeirão Preto Durante ação na Favela do Simioni, em Ribeirão Preto, especializada conseguiu prender o chefe do tráfico e desarticular a ação dos traficantes num dos pontos mais perigosos da cidade. Até um drone foi utilizado pelos policiais civis. Veja na página 05. Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br

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ESPECIAL CRIME EXPÕE FALTA DE RECURSOS HUMANOS Delegado que iniciou investigações sobre morte de gestante não está mais como delegado titular interino de Pitangueiras O brutal homicídio de uma adolescente de 15 anos, grávida de oito meses, que teve o feto retirado de seu abdômen em Pitangueiras acabou expondo uma situação que há muito vem preocupando os policiais civis: a falta de recursos humanos. Segundo o vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago, a cidade de Pitangueiras está há vários meses sem ter um delegado titular. No mês de julho, por exemplo, a titularidade da delegacia daquela cidade era exercida pelo delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Sertãozinho, dr. Targino Donizeti Osório “Na ocasião, o Sinpol abasteceu a EPTV Ribeirão com informações sobre a falta de policiais civis e foi feita uma reportagem naquela cidade. Desde então, a cada um ou dois meses, troca o delegado titular interino. No mês de outubro, quando foi registrado o homicídio da adolescente gráfica, o titular era o dr. Maurício José Nucci”, explicou Célio. O crime foi registrado na Delegacia de Pitangueiras no dia 13 de outubro. O dr. Maurício - que integra da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Sertãozinho - foi o responsável pelo inquérito que está esclarecendo as causas da morte da adolescente por outra mulher, que apresentava quadro de gravidez psicológica (leia reportagem nesta edição). Contudo, no dia 01 de novembro, Pitangueiras passou a ter outro delegado titular. Assumiu o dr. Pláucio Fernandes, também de Sertãozinho. Pitangueiras fica a 30 quilômetros de distância da sede da Seccional, a cidade de Sertãozinho. Contudo, a falta de um delegado titular efetivo para a cidade prejudica o andamento dos trabalhos, segundo o presidente Foto: G1.globo.com Em anúncio onde governador Geraldo Alckmin anunciou a contratação de aproximadamente 800 policiais civis, manifestantes protestaram contra a falta de recursos humanos e pediram socorro aos deputados estaduais do Sinpol. “Pitangueiras é apenas a ponta do acordo com os índices da SSP, entre janeiro e iceberg. Sabemos que um único escrivão cui- maio de 2015 foram registrados 12 roubos na da de 300 inquéritos, numa condição desuma- cidade. Já no mesmo período deste ano, o na. E, com esse caso de grande repercussão, a número foi de 22, quase 100% a mais que no cidade se depara com a dificuldade dos polici- ano passado. ais civis em prestarem um atendimento ade- A Polícia Civil vem enfrentando falta de quado, diante da gritante falta de efetivo”, dis- funcionários em todas as carreiras. Faltam para Célio. médicos legistas, papiloscopistas, peritos, au- Em um comparativo realizado junto às es- xiliar de papiloscopia, auxiliar de necropsia, tatísticas divulgadas pela SSP (Secretaria de fotógrafos, desenhistas, agente de telecomu- Segurança Pública) entre janeiro e maio de nicações, atendente de necrotério e agente po- 2015, a cidade registrou 152 inquéritos. No licial. São carreiras que apresentam grandes mesmo período deste ano, foram apenas 107 lacunas. Mas escrivães, investigadores e de- inquéritos. Mas isto não quer dizer que a legados são, sem dúvida, as mais sentidas, criminalidade foi reduzida. Pelo contrário. De tanto pelos policiais civis, quanto pela popu- lação que acaba tendo que se dirigir a uma delegacia. “Há alguns anos o governo até tentou maquiar essa situação, promovendo a famigerada Reengenharia. A ideia era simples e eficiente para o governo. Juntava várias delegacias num único prédio. Com isso, aumentava num único lugar o número de policiais civis, passando a falsa impressão de que não havia falta de recursos humanos. Mas, na verdade, o serviço continuava grande e o governo ainda dificultava o acesso da população às delegacias. Muitas delegacias das periferias das cidades eram fechadas e tudo funcionava num único prédio da região central. Com isso, muita gente, principalmente os casos de pequena monta, desistia de registrar a ocorrência. E o governo, novamente, se beneficiava da situação, pois sem ocorrência, havia uma falsa queda de índice estatístico de criminalidade. Foi uma iniciativa maquiavélica, da qual não mais se falou”, acrescentou o vicepresidente do Sinpol. Delegado Geral admite falta de efetivo Em reunião realizada pelo Conselho da Po- lícia Civil realizado no Palácio da Polícia, na Capital, no dia 14 de setembro de 2016, o titular da DGP (Delegacia Geral de Polícia), dr. Youssef Abou Chahin destacou, segundo informações da própria Assessoria de Comunicação Social da Polícia Civil, sua preocupação com o envelhecimento da Polícia Civil e apresentou quadros ilustrativos dos claros nas diversas carreiras que, segundo o próprio DGP, são de 6.749 policiais civis, uma vez que o número de aposentadorias vem aumentando a cada ano. Para o vice-presidente do Sinpol, este nú- 02 Novembro/2016

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Foto: www.istoe.com.br O governador Geraldo Alckmin vem enfrentando pressão por parte dos policiais civis e também da própria população, que sofre com a falta funcionários nas delegacias mero foi muito econômico. “Acreditamos que vis estão há mais de dois anos sem receber sete mil novos policiais civis sejam necessári- um centavo sequer de reajuste salarial. O go- os apenas para a região do Deinter-3 [Depar- verno não respeita a data base e não praticou tamento de Polícia Judiciária do Interior], que nenhum índice. Isso desestimula os policiais atende 93 cidades da região de Ribeirão Preto. civis que estão na ativa e não é atraente para Nós fizemos um estudo entre os diretores do os candidatos aprovados no concurso, que Sinpol, baseando-se somente na Portaria que pleiteiam vagas. o governo revogou em abril deste ano, deter- “Já enviamos ofícios solicitando reuniões minando o número mínimo de policiais civis com o secretário da Segurança Pública e com para cada delegacia. Esse número deve estar o próprio governador, para tratar da questão batendo a casa dos 30 mil policiais civis. Há dos reajustes salariais. Estamos desde 2014 uma carência muito grande e o governo não sem receber qualquer reajuste. Isso é, no mí- está fazendo nada para mudar a situação”, nimo, desumano. Um desrespeito com nossa denuncia Célio. categoria. A Feipol [Federação Interestadual Durante a reunião do Conselho da Polícia dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Civil, dr. Youssef admitiu que fará ingerências Sudeste] também tem tentado em vão uma reu- junto ao titular da SSP (Secretaria da Seguran- nião para cobrar o reajuste dos salários de ça Pública), dr. Mágino Alves Barbosa Filho, todas as carreiras, para policiais civis da ativa com o objetivo de agilizar a contratação de e aposentados, mas nada conseguimos. O novos policiais civis. O delegado Geral plei- governo tem se negado em negociar. Agora teou ao secretário da Segurança Pública ges- que passamos o período das eleições munici- tões junto à administração, com o objetivo de pais, vamos nos reunir para definir que ações nomear urgentemente os aprovados nos con- vamos tomar nas negociações”, explica Célio. cursos de 2013, assim como dos remanescen- Além dos salários não atraírem, o pouco tes, como forma de minimizar a questão. das contratações feitas pelo governo não tem Ainda de acordo com o setor de Comuni- sido eficazes. Desde que o DGP anunciou que cação Social, além da nomeação, o DGP infor- faltam quase 7 mil policiais civis - ou cerca de mou que está apresentando uma proposta 30 mil nas contas do Sinpol para todo o Esta- para a realização de novos concursos públi- do -, nenhuma nova contratação foi anuncia- cos para a Polícia Civil nos anos de 2017 e da no site da SSP, nem no site da Polícia Civil. 2018. Para piorar, a forma como os concursos Salários não atraem foram sendo aplicados ao longo dos anos não Para complicar ainda mais, os policiais ci- tem contemplado o interior. E muito menos um preenchimento efetivo das vagas. A reportagem do Jornal do Sinpol tomou ciência de alguns casos onde oficiais administrativos foram nomeados em 2014 para a região de Ribeirão Preto. Alguns destes oficiais foram aprovados também nos concursos de escrivão e investigador. Receberam treinamento e foram integrados ao quadro. Contudo, quando estavam começando a se adaptar à rotina, parte desses auxiliares foi chamada para iniciar a academia na carreira de escrivão. Pouco tempo depois, iniciaram a academia para investigador. São pessoas da região de Ribeirão Preto que, após concluir a academia, foram direcionados para a Capital ou cidades da Grande São Paulo. Ou seja, o governo investiu no treinamento destes oficiais administrativos, mas acabou sequer preenchendo essas vagas por conta de um planejamento para a convocação dos aprovados em concurso. E o pior: pessoas da região acabaram indo trabalhar na Polícia Civil na região da Capital. Segundo Célio, a Capital e a Grande São Paulo também enfrentam problemas de recursos humanos, mas em números muito menores do que os verificados no interior do Estado. Para ele, o ideal seria haver mais agilidade na realização dos concursos, sendo feita a nomeação das carreiras todas ao mesmo tempo, evitando problemas como o registrado pelo Jornal do Sinpol. “Estamos desde 2014 sem receber qualquer reajuste salarial. Isso é, no mínimo, desumano”, desabafa Célio Antonio Santiago No mês de julho, em nota à imprensa, a SSP informou que 704 novos policiais civis estão sendo formados em Ribeirão Preto e serão distribuídos na região. Contudo, não especificou o prazo para que essas nomeações ocorram. Até o final de outubro de 2016, nenhum novo policial civil chegou a ser encaminhado para o Deinter-3. Em contrapartida, vários policiais civis se aposentaram neste período. Outros tantos acabaram afastados por férias, licença saúde, licença prêmio ou por outras razões. E o quadro continua encolhendo. Em pesquisa realizada no mês de julho pelo Sinpol, das 16 delegacias existentes na sede do Deinter-3, em Ribeirão Preto, oito delas tiveram redução no número de policiais civis. Até mesmo a CPJ (Central de Polícia Judiciária), criada há alguns anos para centralizar as ocorrências, sobretudo em flagrantes, encolheu. Nos anos de 2014 e 2015, eram 54 policiais civis à disposição da população naquela unidade. Em junho apenas 48 policiais civis estavam disponíveis. “Chegamos a um momento crucial. Ou o governo nos trata com o respeito que nos deve e pratica um reajuste salarial, além de contratar um grande número de policiais civis para preencher as enormes lacunas, ou a Polícia Civil vai fechar. Como já dissemos antes, chegamos ao fundo do poço. Não dá para continuar afundando mais”, concluiu Célio. Novembro/2016 03

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EDITORIAL UM SENHOR DESGOVERNO Chegamos a mais um final de ano e a situa- titularidade da Delegacia do Município de vem o diálogo com os policiais civis será dife- ção na Polícia Civil permanece inalterada. Ou Pitangueiras estava a cargo do dr. Maurício José rente. melhor, piorando a cada dia. Todos os policiais Nucci, também da DIG de Sertãozinho. Foi ele Fica difícil conter a insatisfação da categoria civis estão descontentes. O governo não en- quem dirigiu o inquérito e as investigações em e medidas efetivas deverão ser tomadas. Agreve frenta a questão da falta de recursos humanos torno do homicídio da adolescente grávida, que pode ser uma solução para forçar o governo a como deveria e, para piorar, não acena com qual- teve o feto arrancado de seu útero. contratar e a melhorar nossa remuneração. Para quer possibilidade de reajuste salarial. No dia 01 de novembro, a titularidade esta- isso, todavia, é necessária a participação de to- Não bastaram as solicitações e a tentativa va a cargo de outro delegado. E isso não é refle- dos os policiais civis, engajados nesta luta. de negociação para que Geraldo Alckmin e sua xo somente em Pitangueiras. Aliás, o problema Falando em participação, infelizmente não equipe tomassem a atitude desejada. O grande não se dá apenas com os delegados. Todas as obtivemos numero necessário para legitimar a problema é que agora a ferida foi exposta. Há demais carreiras da Instituição estão com falta eleição que realizamos no Sinpol. Havia a ne- alguns meses, o Sinpol direcionou uma série de de recursos humanos. Sobretudo, escrivães e cessidade de obtermos 50% do total de votan- reportagens especiais feitas pela EPTV Ribei- investigadores. tes mais um, para garantir a vitória de nossa rão Preto, afiliada da Rede Globo, sobre isso. O resultado desse nível mais baixo jamais chapa única. Muitos companheiros, erronea- Uma das delegacias retratadas na reporta- visto na Instituição é que os profissionais da mente, entenderam que, por ser chapa única não gem foi a de Pitangueiras. Justamente a delega- ativa têm de se desdobrar para prestar o melhor seria necessário votar. cia que ganhou destaque na mídia por conta de atendimento possível para a população, nosso Vamos convocar uma assembleia entre nos- um brutal crime, que chocou cidade e região no verdadeiro patrão. As nomeações feitas por sos associados nos próximos dias para definir mês de outubro. Quando a reportagem foi feita, Alckmin e sua equipe, principalmente depois que rumos tomar em relação a essa questão. mostramos que a cidade estava há vários me- que o assunto ganhou notoriedade, são em Assim como nas eleições, é importante que to- ses sem nenhum delegado titular. número muito insuficiente e mal direcionadas. dos participem da assembleia, que será oportu- A titularidade vinha sendo exercida tempo- Não convocam os remanescentes dos con- namente divulgada através de nosso site. Inde- rariamente pelo dr.Targino Donizete Osório, nos- cursos ainda vigentes, como o de 2013, por pendente do que for decidido, nossa luta conti- so amigo e delegado da DIG (Delegacia de (In- exemplo. Não agilizam a realização de novos con- nua. E há muito pelo que lutarmos. Contamos vestigações Gerais) de Sertãozinho. Isso em me- cursos. Não agilizam a convocação e o treina- com todos. ados do mês de junho, ocasião em que foi feita mento de novos policiais civis. Espera-se um CÉLIOANTONIOSANTIAGO a reportagem. milagre. Nós também esperamos esse milagre, Vice-Presidente do Sinpol (Sindicato dos No mês de outubro, em sistema de rodízio, a senhor governador. Caso não venha, ano que Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) Notas Plano de Saúde 1 Atenção associados. Verifiquem a data de validade no cartão magnético do convênio São Francisco Saúde, especialmente dos dependentes que cursam faculdade. Para que não ocorra carência, a declaração escolar deverá ser enviada, impreterivelmente, 20 dias antes da data limite de validade. Na dúvida, confira o verso da carteira do plano de saúde, onde consta a data do término da validade. Não deixe para a última hora. Maiores informações na Central de Atendimento Sinpol, telefones (16) 3625-3890 / 3612-9008 / 3979-2627. Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos. A cerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal e constantemente há muitas novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (016) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recém-aposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Plano de Saúde 2 Devido a reclamações recebidas junto à Secretaria do Sinpol, a diretoria do Sindicato pede aos associados usuários do Plano de Saúde que confiram suas cobranças de coparticipação em consultas e exames relativos ao uso do convênio médico. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Central de Atendimento do Sinpol, pelos telefones (16) 3612-9008 / 3625-3890. Atenção policiais civis O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, comunica aos associados que, caso necessitem de amparo na área jurídica relacionado à aposentadoria, assim como para acompanhar o andamento de ação já ajuizada, primeiramente entrem em contado com os diretores do Sindicato, através de nossa Central de Atendimento Sinpol, fones (16) 3612-9008 / 3625-3890 / 3977-3850 para oportuno agendamento com o dr. Ricardo Ibelli. Aposentados Associado do Sinpol que ingressou no quadro de aposentados em junho: - Marta Regina Scarpellini, investigadora de 1ª Classe. A diretoria do Sinpol felicita o policial civil por sua brilhante carreira, desejando-lhe poder usufruir seu merecido descanso com muita saúde e alegria. Novos Associados Associou-se ao Sinpol em maio a seguinte policial civil: - Gisiani Rosalin, escrivã; - Daniel Anselmo Tarsitano, escrivão; - Charles Tobias Gomes, investigador. A diretoria do Sinpol dá boas vindas à nova associada e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: secretaria@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório,Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR FOTOGRÁFICO: Júlio Castro REPORTAGENS: Mariana Luque O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Boleto bancário emitido pelo Laboratório de Notícias DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Vanderlei Costa MarcosAntonio Fernandes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. 04 Novembro/2016

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MEGAOPERAÇÃO DISE PRENDE CHEFE DO TRÁFICO NA FAVELA DO SIMIONI Operação Sobek mobilizou policiais civis de diversas cidades e desestabilizou o tráfico de drogas na região Ainda durante a madrugada (foto à esq.), os policiais civis se preparavam para a ação, que surpreendeu os traficantes (foto à dir.) e a população na zona norte de Ribeirão Preto Fotos da operação: DISE Ribeirão Preto Ao longo de nove meses, a Polícia Civil de Ribeirão Preto vem investigando minuciosamente o funcionamento do tráfico de drogas no bairro Simioni, zona norte da cidade. Esse trabalho culminou em uma grande operação realizada no dia 18 de outubro, denominada “Operação Sobek” - em alusão a um deus egípcio conhecido por virtudes como astúcia e paciência. Do mesmo modo, a atuação dos policiais foi caracterizada pelo extenso e cuidadoso planejamento. Tal forma de atuação propiciou a identificação da estrutura criminosa que controlava a comunidade conhecida como “favela do Simioni”, a maior de Ribeirão Preto, com A partir da esquerda, dr. Diógenes e dr. Gustavo, que coordenaram as ações da especializada cerca de 10 mil habitantes, através do tráfico de drogas. A ação coordenada pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) contou com a cooperação entre 80 policiais civis provenientes de Ribeirão Preto e de GOEs (Grupos de Operações Especiais) e policiais civis das Delegacias Seccionais de Polícia de Araraquara, Bebedouro, Barretos, Ribeirão Preto, Franca, Sertãozinho, São Carlos e São Joaquim da Barra, que se locomoveram em 23 viaturas. Também participaram 35 policiais militares. Por parte da PM, houve emprego do helicóptero águia, 13 viaturas, oito motocicletas e quatro cães de faro. A operação utilizou tecnologia de ponta, mapeando de forma inédita a região via drone e facilitando a ação dos policiais civis e militares. Através desse procedimento, foi possível desfalcar a sistemática de venda de drogas da comunidade. Nesse processo, foi identificado o gerente do tráfico dessa localidade, M.A.S. Ele era responsável por coordenar a venda de droga e organizar a segurança armada para proteger pontos de venda de entorpecentes e por dispor “olheiros armados” em locais estratégicos, também visando evitar baixas financeiras por ações policiais. O acusado exercia essa função desde o começo do ano, quando o líder anterior, conhecido como Batata, morreu em confronto. A ação também prendeu K., o parceiro mais próximo de M. e provável sucessor na hierarquia do tráfico do Simioni. O suspeito já apresentava antecedentes porque em 2011 atirou contra uma viatura da Dise e esteve no confronto de janeiro deste ano, ocasião em que morreu Batata. O funcionamento do tráfico incorpora muitas pessoas: São distribuídos indivíduos denominados “olheiros” nas entradas da comunidade, na Rua Antonia Taveira de Miranda e na Avenida Magrid Simão Trad. Os mesmos devem comunicar os outros envolvidos sobre a chegada de policiais à região. Há também um grupo de segurança, cuja designação é garantir através da violência a comercialização de drogas, atirando contra policiais se assim julgarem necessário. A hierarquia é completada por vendedores e gerentes. Desse modo, visava-se afastar a ação estatal e assegurar o livre comércio de drogas, evitando prisões e procurando garantir fugas de vendedores e gerentes. Ao longo da investigação, foram apreendidos dois frascos de éter, um tablete de maconha, três porções de crack, mais de cinco mil cápsulas com cocaína, Novembro/2016 05

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mais de dois quilos de cocaína à granel, balanças e duas armas de fogo pela Polícia Civil. Por parte da Polícia Militar, foram apreendidas duas granadas, uma arma de fogo e drogas pertencentes aos investigados. Contudo, o objetivo principal da operação Sobek consistia em cumprir oito mandados de prisões temporárias, das quais sete foram efetivadas e apenas um está foragido. Além disso, os policiais civis tinham 12 mandados de busca e apreensão a cumprir. Os acusados responderão pelos crimes de associação criminosa armada, tráfico de drogas e associação para o tráfico, podendo totalizar uma pena de até 28 anos de reclusão. Assim, foi possível desestruturar o tráfico da região. Plantação de maconha Comprometida com a desestabilização do tráfico de drogas, a Dise de Ribeirão Preto realizou outra grande ação no mês de outubro, identificando uma plantação de maconha em uma chácara, no condomínio Portal dos Ipês, na zona leste da cidade. Investigando o local desde o início de outubro, foram apreendidos cerca de 100 pés adultos de maconha, 100 mudas e 100 pés da espécie skunk. Estima-se que, enquanto o grama da maconha usual seria vendido por cerca de cinco reais o grama, essa outra modalidade é comercializado a 50 reais por grama. A localidade contava com estrutura de luxo e completa para todo o processo de produção das drogas, realizando semeio, desenvolvimento das mudas, replantio em vasos, secagem, prensagem e venda para os fornecedores. A identificação de tal estrutura agrava a situação de desfalque, inclusive porque se acredita que o lucro gerado ainda não havia pagado o investimento em infraestrutura, que incluía uma estufa, ar condicionado, ventiladores, lâmpada para secagem e irrigação. O monitoramento do local foi difícil, porque os acusados não permaneciam na chácara. Quando encontrados juntos, foi Policiais civis da especializada durante ocupação da Favela do Simioni, com o objetivo de combater o tráfico de drogas possível identificar e prender os envolvidos, um deles com passagem pela polícia por roubo de carga. Averiguou-se também que a chácara pertence a um dos envolvidos. A ação foi motivada não só pela presença de todos os suspeitos, mas também pela presença de um cheiro forte de produtos químicos que indicava a possibilidade de preparo de drogas no local. A chácara contava com a presença de cães aparentemente para proteger a propriedade, mas os animais se apresentaram de forma dócil. Os acusados, por sua vez, tentaram fugir pelos fundos da propriedade, mas foram contidos. Os dois casos mobilizaram toda a Dise de Ribeirão Preto e foram marcados por ação exemplar. Ao longo do mês de outubro, a Polícia Civil demonstrou eficiência no combate ao tráfico de drogas. Por: Mariana Luque Plantação de maconha descoberta por policiais civis da DISE de Ribeirão Preto no Condomínio Portal dos Ipês 06 Novembro/2016

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AÇÃO DIG DESVENDA LATROCÍNIOS Equipe identifica responsáveis por mortes em assalto e descobre quadrilha de assaltantes que vestia uniformes do DAERP para enganar vítimas No início de outubro, Antonio Carlos Genaro foi assassinado em frente a um condomínio próximo ao Parque Luiz Roberto Jábali, conhecido como Curupira, na Ribeirânia, zona sul de Ribeirão Preto. Os criminosos se dirigiram à vítima em uma perua Kombi com a intenção de roubar sua moto, enquanto o mesmo conversava com a exnamorada, no condomínio onde ela vivia. O rapaz reagiu, se envolvendo em luta corporal, mas foi baleado. Na sequência, foi socorrido, encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) localizada na avenida 13 de Maio, no Jardim Paulistano, zona leste da cidade. Antonio, no entanto, não resistiu ao ferimento e faleceu no local. Foram identificados e apreendidos dois adolescentes acusados pelo latrocínio. Ambos os suspeitos já tinham passagem pela Polícia e viviam no bairro Jardim Maria Casagrande Lopes, zona norte da cidade. Nesse local, além dos menores, foi também apreendida a camiseta que um deles utilizou no momento do crime. O veículo utilizado na ação criminosa ainda não havia sido encontrado. Ao investigar a placa, os dados encontrados apresentavam inconsistência e correspondiam a uma perua que se encontrava em São Paulo. Sendo assim, a investigação constatou que a placa foi clonada. O que é sabido é que a perua era utilizada para recolher produtos recicláveis. Através da equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto, composta por Everson, Carlos e Israel, a investigação foi solucionada. Para tanto, os policiais consideraram os detalhes, como por exemplo, a forma característica como um dos suspeitos, canhoto, carregava sua arma com a mão esquerda. O grupo foi coordenado pelo dr. Eduardo Rodrigues Martinez, delegado da DIG de Ribeirão Preto. Mais um latrocínio solucionado A mesma equipe recentemente solucionou outro latrocínio semelhante: Um comerciante tinha o hábito de comprar mercadorias às sextas-feiras e levava cerca de 4 mil reais consigo. Dois adolescentes abordaram-no e ele reagiu. A vítima recebeu dois tiros e faleceu. A equipe de latrocínios da DIG agiu de forma rápida, identificando padrões de semelhança entre os dois casos. Em ambos, o crime foi cometido por dois adolescentes e a vítima veio a falecer devido a ferimentos causados por arma de fogo. Também sobreviveram as testemunhas. Contudo, o aspecto mais destacado é a forma como ambas as vítimas reagiram ao assalto. Os policiais reforçam a importância de não fazê-lo, a fim de priorizar a vida e a integridade física. Assalto à joalheria Durante a tarde do dia 11 de outubro, às 13h30, um assalto a uma joalheria na rua Marechal Rondon, zona sul da cidade, apresentou uma situação inusitada: a quadrilha se vestia com roupas semelhantes ao uniforme do DAERP (Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto). Com a utilização de tais vestimentas, foi possível atrair menos atenção dos transeuntes, transmitindo a sensação de haver uma justificativa para a presença dos criminosos no local e facilitando sua ação. Os acusados O grupo era composto por três integrantes, todos maiores de idade: Dois deles realizaram o assalto à mão armada, enquanto o terceiro conduzia um Corola preto, utilizado para a fuga e o transporte dos objetos roubados. O veículo pertencia ao pai do motorista, que não estava envolvido com a quadrilha, e foi identificado devido a um adesivo decorativo. Na casa onde o carro foi encontrado, estava também uma das alianças roubadas, confirmando sua utilização para facilitar o crime. O filho, W.E.S., temendo que o pai fosse incriminado, confessou sua participação e foi preso. O carro permaneceu apreendido. O rapaz trabalhava com instalação de gesso e não tinha passagem anterior pela Polícia. O que o motivou a cometer o crime foi a promessa de ganho de 30 mil reais referentes ao roubo, de modo que o mesmo pegou o carro emprestado com essa finalidade. Os outros dois acusados são C.C.M. e J.B.G.M. C. já havia cometido furto e J.B. tinha passagem por vender fogos de artifício para menores de idade. O primeiro já foi preso, mas o outro estava sendo procurado até o fechamento desta edição. A ação O grupo solicitou a confecção de uniformes idênticos ao do DAERP especificamente para a ocasião do assalto. Enquanto W. permanecia no veículo de fuga, aguardando que os outros dois realizassem o assalto, C. e J.B. entraram na joalheria e renderam duas funcionárias. Ao sair do local, subtraíram muitas joias e outros objetos. Após a fuga, os criminosos queimaram a roupa utilizada. A ação criminosa foi registrada pelas câmeras de segurança da joalheria, havendo vídeos do roubo dentro da loja e na parte externa. Os acusados levaram seis mostruários com correntes, pulseiras, pingentes, brincos e anéis em ouro, no valor estimado de 200 mil reais, além de dois celulares. As investigações seguem direcionadas também à recuperação dos produtos roubados, uma vez que, por ora, apenas a aliança encontrada no carro foi recuperada. A polícia civil continua buscando por J.B. Por: Mariana Luque Dr. Martinez (esq.) e equipe da DIG de Ribeirão Preto Novembro/2016 07

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PITANGUEIRAS CRIME CHOCA A REGIÃO Adolescente grávida foi assassinada e feto retirado de seu útero por mulher que apresentava quadro de gravidez psicológica Fotos: Reprodução Acima, fachada da Delegacia do Município de Pitangueiras, onde o crime foi registrado; abaixo, o delegado que conduziu o inquérito enquanto respondia pela cidade, dr. Maurício José Nucci Os policiais civis de Pitangueiras es- da, mas em nenhum momento, algum fa- tão se desdobrando para encerrar o in- miliar a acompanhou até o médico para quérito que apura as circunstâncias da fazer um ultrassom. Nada. Ela apenas di- morte da adolescente Valíssia Fernandes zia que estava grávida, mas não há pro- de Jesus. A jovem estava grávida de oito vas”, explicou o dr. Maurício. meses e foi assassinada em uma residên- De acordo com o delegado, a suspei- cia do Jardim Bela Vista, periferia de ta teria postado fotos em uma rede soci- Pitangueiras. O homicídio foi registrado al, demonstrando uma barriga um pouco no dia 13 de outubro. Na ocasião, a saliente. “Mas não me parece ser uma titularidade da Delegacia do Município barrida de grávida e sim barriga de obe- de Pitangueiras era exercida pelo dr. Mau- sidade”, disse o delegado à imprensa. rício José Nucci, que também é delegado Ao comentar sobre o depoimento do da DISE (Delegacia de Investigações So- marido da suspeita, o delegado acres- bre Entorpecentes) de Sertãozinho. centou mais dados macabros ao crime Em entrevista à imprensa, o dr. Maurí- que chocou a pacata Pitangueiras. cio descreveu a cena do crime como bru- “M. também disse ao marido que o tal e chocante. Consta no boletim de feto encontrado no banheiro seria um ocorrência que, após o crime, a vítima aborto espontâneo. Porém, um aborto teve seu abdômen aberto com uma faca e espontâneo gera sangramento, enseja o feto teria sido brutalmente retirado. uma intervenção médica e o marido diz Como a criança já estava sem vida, foi que ela não tinha nenhum tipo de abandonada próxima no banheiro da re- sangramento. Tudo indica que ela tenha sidência, próximo a um saco de lixo, onde premeditado o crime para arrancar o feto estava parte do útero da vítima. do útero da vítima e dizer que o filho era O corpo da jovem e o feto foram en- seu”, explicou o delegado. contrados pelo marido da mulher suspei- Os policiais civis apuraram que M. ta de ter cometido o crime. Ele contou à conheceu Valíssia em um estúdio foto- Polícia Civil que, pouco antes do mo- gráfico especializado em ensaios foto- mento do crime, encontrou sua esposa, gráficos de gestantes. No dia 12 de ou- que chegava à casa acompanhada da tubro, M. foi até a casa da adolescente adolescente. Ele explicou que, assim que dizendo que estava confeccionando um elas chegaram, pegou sua carteira e foi sapatinho em tricô para presenteá-la. No até um bar nas imediações. Algum tem- dia seguinte, M. foi ao encontro de po depois voltou e encontrou a mulher, Valíssia e convidou-a para ir até sua aparentando estar bastante nervosa. Ela casa, ocasião em que teria cometido o estava na calçada e teria dito ao homem homicídio. o que fez, alegando legítima defesa, e No final do mês de outubro, a Polícia desaparecido em seguida. Civil de Pitangueiras revelou o resulta- Os policiais civis iniciaram imediata- do de um exame que confirmou a suspei- mente as investigações. Aos jornalistas, ta do dr. Maurício. M., de fato, não esta- dr. Maurício informou que M.S., de 25 va grávida. O delegado descartou a ne- anos, apresentava-se como grávida, mas cessidade do exame de DNA para cons- na verdade ela tinha problema de gravi- tatar se o feto era mesmo de Valíssia. E dez psicológica. A família da suspeita, disse que M. responderá por homicídio durante as investigações preliminares, qualificado e aborto sem consentimento deu indícios de que desconfiava de uma da mãe. “É uma coisa de filme de terror, falsa gravidez, porque ela não teria apre- uma coisa cruel, absurda. Uma cruelda- sentado nenhum exame durante a supos- de absurda”, desabafou o delegado aos ta gestação. “Ela dizia que estava grávi- jornalistas. 08 Novembro/2016

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REGIÃO DIG FRANCA PRENDE HOMEM QUE ASSALTAVA CALÇADISTAS Homem que integra quadrilha especializada em atacar fábricas de calçados foi preso com cerca de 300 pares de sapatos furtados; policiais civis continuam à procura dos demais integrantes da quadrilha Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca realizaram uma grande operação no dia 04 de novembro, com o objetivo de desmantelar uma quadrilha especializada em furtos a fábricas de calçados da cidade, que é considerada centro de excelência na produção de sapatos e tênis no Brasil. Durante a ação um desempregado de 31 anos acabou detido. O homem é acusado de integrar uma quadrilha que se especializou em atacar curtumes de couro e fábricas de calçados da cidade. Ele é suspeito de ter praticado, pelo menos, dois crimes nos últimos dias na cidade, ambos na zona leste. Ao efetuar a prisão do suspeito, os policiais conseguiram localizar e apreender cerca de 300 pares de sapato e aproximadamente 600 metros de couro. Em entrevista aos jornalistas, o delegado titular da DIG de Franca, dr. Márcio Murari, explicou que os produtos estão avaliados em cerca de R$ 37 mil. A prisão do suspeito só foi possível graças ao trabalho dos investigadores Sandro Rocha, Marcos Euclides e Renado da Silva. Durante a apuração dos crimes praticados pela quadrilha, eles constataram que o desempregado seria um dos integrantes do grupo que furou uma fábrica de couros no bairro Jardim Brasilândia, crime registrado no dia 02 de novembro, feriado de finados. Ele também é apontado pelos investigadores por ter furtado uma loja especializada na venda de botinas e botas, localizada no Jardim Petráglia, no final de outubro. De acordo com os policiais civis, o suspeito já é conhecido nos meios policiais, com antecedentes criminais. A prisão ocorreu depois que os policiais civis conseguiram ligar o suspeito aos furtos. Já sabendo suas características e conhecendo sua residência, no bairro Brasilândia, a equipe foi até o local e encontrou o suspeito em um veículo utilitário, que transportava em sua carroceria várias peças de couro. Ao ser abordado, o homem confessou o furto às duas fábricas e justificou que estava indo esconder o couro furtado em uma mata, localizada nas imediações da rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci. O homem decidiu colaborar com os policiais civis e levou-os até o local onde estava escondendo os produtos furtados. Lá, os policiais civis encontraram e apreenderam mais couro, pares de sapados, chinelos e botas, já devidamente ocultadas para posteriormente serem comercializadas com receptadores. Os policiais civis explicaram que, no dia 03 de novembro, o suspeito foi localizado por policiais militares conduzindo outro veículo utilitário, com parte dos produtos subtraídos na véspera. Ele foi perseguido e, ao perder o controle do carro, saiu da pista e bateu em árvores localizadas próximas à rodovia João Traficante, numa área próxima onde os policiais civis localizaram as mercadorias escondidas. O suspeito conseguiu fugir, mas os policiais militares recuperaram parte da mercadoria. Todo o material apreendido graças à ação eficiente dos investigadores da DIG foi apreendido e encaminhado à sede da especializada. Os produtos locaram duas viaturas, além do utilitário do suspeito, que também estava cheio de produtos furtados. O homem foi levado à presença do dr. Murari e admitiu ser responsável pelos furtos. Ele tentou desconversar, dizendo que agia Foto: Whatsapp GCN Acima, pares de sapado localizados com suspeito de furtar curtumes e fábricas ou lojas de calçados; ao lado o titular da DIG de Franca, dr. Márcio Murari sozinho, mas se recusou a dar detalhes sobre o furto. As investigações prosseguem, pois os policiais civis têm certeza de que há outros envolvidos nos crimes. Foto: www.popmund.com.br Novembro/2016 09

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RADAR São Carlos em flagrante, levado até a sede da especi- Policiais civis da DISE (Delegacia de In- alizada onde foi autuado e, em seguida, vestigações Sobre Entorpecentes) de São transferido para uma unidade prisional, Carlos, região do Deinter-3 (Departamento onde permanecerá à disposição da Justiça. de Polícia Judiciária do Interior), com sede Viradouro em Ribeirão Preto, prenderam, no dia 24 de Policiais civis da cidade de Viradouro outubro, um homem de 34 anos na periferia - que pertence à Seccional de Bebedouro de São Carlos. A equipe da especializada e, por conseguinte, ao Deinter-3 de Ribei- havia recebido informações de que um ho- rão Preto, prenderam no dia 15 de outu- mem estaria praticando o tráfico de drogas bro quatro traficantes que atuavam na- e iniciaram o trabalho de investigações. Em quela cidade. Segundo a Assessoria de pouco tempo, os policiais civis descobri- Comunicação Social da Seccional de Be- ram o local e passaram a monitorar a movi- bedouro, após trabalho de investigação, mentação, que foi considerada típica das onde os policiais civis constataram movi- biqueiras de venda de drogas aos usuári- mentação característica do tráfico, foi so- os. Diante das evidências, os policiais ci- licitado mandado de busca e apreensão vis surpreenderam o homem em sua resi- na residência suspeita. Ao cumprirem o dência e localizaram com ele dois tabletes mandado, na tarde do sábado, 15 de ou- de crack, além de outras três porções da tubro, foram presos três homens e uma mu- mesma droga. O material apreendido pesou lher. Além das prisões, os policiais civis quase um quilo. Além da droga apreendi- encontraram na residência 34 cápsulas da, os policiais civis também encontraram contendo cocaína, 25 porções de maco- balança de precisão e material para emba- nha, duas pedras de crack, duas balanças lar a droga em porções individuais que são de precisão, várias cápsulas para acon- vendidas aos usuários. O homem foi preso dicionar drogas vazias, além de cerca de R$ 5 mil proveniente do tráfico de entorpecen- tes. Segundo o delega- do titular de Viradouro, dr. Emerson da Silva Abade, todos os quatro integrantes de uma mesma família acaba- ram presos, pois todos estavam envolvidos no tráfico de entorpecen- tes e associados à prá- tica deste crime. Eles foram conduzidos à sede da Delegacia de Polícia do Município de Viradouro, onde fo- ram autuados em fla- grante e depois encami- Policiais civis de Viradouro prenderam quatro traficantes e nhados ao sistema apreenderam drogas e dinheiro proveniente do tráfico prisional, onde perma- necerão à disposição da Justiça. Boa Esperança do Sul Policiais civis da Delega- cia de Polícia do Município de Boa Esperança do Sul, re- gião do Deinter-3 de Ribei- rão Preto, prenderam no dia 06 de outubro um dos auto- res de roubo a banco ocorri- do naquela cidade. No dia 02 de outubro, quatro indivídu- os armados com revólveres e pistolas renderam vigilan- tes, clientes e funcionários da agência do Banco Bradesco, situada na cidade. De acordo com as vítimas, um dos indivíduos tinha uma tatuagem com um cifrão na nuca. Quatro dias após o ocorrido, uma pessoa com as mesmas características foi apresentada na unidade po- licial de Borborema. Os policiais civis constataram que Tatuagem ajudou no reconhecimento de acusado o rapaz tinha uma tatuagem verde na nuca investigativo iniciado há sete meses. Des- escrito “Senhor”. Foram enviadas fotos do de que passaram a investigar a ação de suspeito ao DP de Boa Esperança do Sul, traficantes em Ibitinga, os policiais civis onde o delegado de Polícia realizou as de- conseguiram listar e identificar 40 pesso- vidas diligências para que as testemunhas as envolvidas com o tráfico de drogas. No e as vítimas do crime pudessem fazer o re- dia 11 de outubro, os agentes iniciaram conhecimento. Diante do reconhecimento as atuações de campo e cumpriram 39 positivo, o criminoso foi preso. As investi- mandados de busca domiciliar. Destes gações prosseguem com o objetivo de iden- mandados, conseguiram efetuar a prisão tificar e prender os demais autores do as- de 26 pessoas, sendo 22 homens e quatro salto ao banco em Boa Esperança do Sul. mulheres. Durante a ação, os policiais ci- Ibitinga vis também apreenderam substâncias en- Policiais civis da Delegacia de Polí- torpecentes, como crack e cocaína, além cia do Município de Ibitinga, região do de armas de fogo utilizadas pelos acusa- Deinter-3 de Ribeirão Preto, realizaram dos do tráfico naquela cidade. Todos fo- na madrugada do dia 11 de outubro uma ram conduzidos à sede da Delegacia de operação policial com o objetivo de com- Polícia de Ibitinga, onde foram autuados bater o tráfico de drogas e a em flagrante e encaminhados ao sistema criminalidade em geral naquela cidade. prisional, permanecendo à disposição da A ação foi fruto de um trabalho Justiça. 10 Novembro/2016

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ARTIGO REFLEXÕES SOBRE UMA PALESTRA Por: Dr. Luiz Carlos Pires (*) Dia desses a nossa Ribeirão Preto viu-se agraciada com a presença entre nós da jornalista Eliane Cantanhêde que, aos 22 dias de setembro pretérito, no auditório Meira Júnior, do Theatro Pedro II, deixou como que extasiada a plateia de cerca de trezentas pessoas – homens, mulheres, jovens principalmente –, que acorreram àquele local para ouvir o quanto se dispunha a falar a ilustre palestrante sobre o tema “As perspectivas que se abrem para o Brasil”, convidada que foi, em momento oportuno, pela revista “Revide”. Iniciando sua fala, en passant, frisou ser apaixonada pelo jornalismo, vocação que emergiu precocemente, ainda quando tinha apenas quatorze anos; aos vinte anos, e cursando o terceiro semestre da faculdade, ingressou como estagiária no Jornal “O Globo” e, daí, não mais parou, havendo tido assento entre outros importantes veículos de comunicação, como “Gazeta Mercantil”, “Revista Veja” e “Folha de São Paulo”, e exercitado editorias as mais diversificadas, antes de enveredar-se, definitivamente, para a política, cujos meandros consegue explicitar, o que é raro, com palavreado não rebuscado, com extrema leveza e sensibilidade, mesmo ao tratar de temas os mais áridos. Hoje, conta-se em centenas de milhares, certamente, o número de ávidos interessados por suas, no mais das vezes, procedentes opiniões, à disposição do público tanto no rádio quanto na TV (vide Rádio Eldorado e Globonews) e na imprensa escrita, como no “Estadão”. Demonstrando grande erudição, em sua palestra, Eliana trouxe-nos e ao grande número de presentes no auditório Meira Júnior – principalmente aos mais jovens que não vivenciaram os acontecimentos políticos de meados do século passado, aí incluindo a Ditadura Militar – o quanto vivenciou o país com os sucessivos governos que então advieram, como o de José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, até havermos entrado no que denominou como a “era Lula”. Com extrema lucidez tratou de temas como os do (des) governo Lula da Silva – por oito anos – e o de sua preposta, Dilma Rousseff, que sempre se irrogou, imodestamente, a condição de superdotada intelectualmente (vide a tentativa de fazê-la Doutora em Economia, e que constava em seu currículo, falsamente elaborado sabe-se lá por quem) e que sempre se portou como se tudo soubesse sobre temas tão ácidos como economia (apenas “não sabia” das roubalheiras que em seu nariz ocorriam, assim como no de seu antecessor), levando o país ao estado de descalabro socioeconômico em que ora nos encontramos. Consoante Eliane Cantanhêde, foi providencial e democrática a defenestração de Dilma Rousseff, apeando-se-a do poder, tanto pelos crimes de responsabilidade fiscal praticados, como também pelo fato incontestável de que o país simplesmente não suportaria dois anos a mais de tão malfadada administração. Para a palestrante, um forte componente para a queda de Dilma, entre crimes fiscais praticados e ex abundantia comprovados, foi a circunstância de, simplesmente, “e de forma resumida ter gasto mais do que podia e devia...” Recordo-me agora, de artigo por mim escrito em março do corrente ano, sob o título “A Economia vista por alguém do povo”, e no qual, apesar de confessar minha ignorância no que diz respeito a temas socioeconômicos, abalei-me a asseverar – em termos de economia-doméstica, mas que podem muito bem ser estendidos à condução da economia do país – que a ninguém é dado gastar mais do que ganha, sob pena do total descontrole de suas finanças, o que o levaria ao caos... E o caos é o que ora vivenciamos graças aos desmandos dos que não se achavam em condições de conduzir os destinos do país, de forma segura e competente.Apenas o exercício do poder pelo poder. Um dos diversos tópicos abordados pela brilhante jornalista, atendendo certamente aos anseios de quantos no plenário se achavam, dizia respeito às investigações levadas a efeito pela operação “Lava-Jato”, que vem sendo conduzida pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, e que tem como alvo empresários de alto coturno e políticos dos mais variegados matizes, envolvidos, em tese, nos mais variados crimes contra a administração pública, que vão desde fraude à Lei de Licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, concussão, organização criminosa urdida por uns e outros para lesar o erário e outros crimes menores – mas não isentos de gravidade – como a pura subtração qualificada de objetos que ornamentavam o Palácio do Planalto (aí incluído um crucifixo cujo lugar era no gabinete presidencial) e outras “cositas más” às quais as investigações já chegaram após o cumprimento de regulares mandados de busca e apreensão. Pela ótica de Eliane Cantanhêde, há dois aspectos a ser considerados, inclusive no que diz respeito à eventual prisão do senhor Luiz Inácio Lula da Silva que, ao que tudo indica, penso eu, era o cérebro e mentor inconteste de tudo quanto de escabroso, no aspecto legal, nossa vida republicana já passou: desde o mensalão, urdido no 1° mandato deste que se diz o homem mais honesto do mundo, até o petrolão, cujos nefastos efeitos nós brasileiros vimos suportando, inclusive o descrédito de nossa nação frente às demais nações do mundo. Diz Eliane: Pelo viés jurídico, que considera delações, ligações com as empreiteiras, patrimônio da família e outras provas, a tendência é que o Lula seja preso; mas, politicamente, é muito difícil que isso aconteça, uma vez que trata-se de um ex-presidente extremamente conhecido no exterior, com uma biografia bastante particular e significativa. Ou seja, Lula carrega uma forte simbologia, tem tropa e é institucional. Entre um lado e outro, diria que tudo está caminhando para a solução jurídica, mas isso não é uma certeza, nem uma vontade de todo o mundo político e empresarial. (REVIDE, v. 30, n. 40, 7 out. 2016, p. 44-47) A meu ver, a solução jurídica há que se impor, inapelavelmente. Parece-me, por tudo quanto nos traz a mídia – mas, sem ter acesso aos inúmeros procedimentos criminais em que figura como ator principal nosso antológico ex-presidente –, como operador do Direito tão somente, que já tarda, e muito, para que o capo di tutti capi, como já foi chamado, ou como Ali Babá em outras tantas ocasiões, seja levado às barras dos Tribunais. Evidentemente, em respeito ao pleno estado de direito que ora vivenciamos, que a mais extremada hipótese de defesa lhe será garantida, pelos incontáveis e bem pagos profissionais do Direito que o defendem. Não há que preponderar a vontade política e/ ou empresarial. Todos somos iguais perante a Lei. Se as descumprirmos, todos, sem exceção, estamos sujeitos a sermos denunciados, julgados e, se condenados, a cumprirmos a pena que nos foi imposta. Este não é o momento de falarmos em eventual clamor das ruas em defesa deste ou daquele. Nem tampouco no “exército” do senhor João Stédile. Para tanto temos nossas regulares Forças Armadas, guardiães da Constituição. No mais, é esperar para ver. (*) Dr. Luiz Carlos Pires é membro da Academia de Letras, Ciências e Artes da AFPESP e da dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; ex-Delegado Regional de Polícia de Ribeirão Preto; ex-Professor da Academia de Polícia “Doutor Coriolano Nogueira Cobra” Novembro/2016 11

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ANIVERSARIANTES MEMÓRIA A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar. Feliz aniversário aos nascidos em dezembro! ALCKMIN E OS PROTESTOS 1 Vera Lúcia Nucci Beggiato Tânia Cristina Machado Liliane Garcia 12 Roberto Luiz Bezerra Ferreira Rodrigo Salvino Patto Sérgio Pires João Roberto de Carvalho 2 Luzia Aparecida Capela Motta Reinaldo Takeo Aono Americano 23 Izabel Cristina Ramos Ferreira Eunice de Amorin Ferreira Verônica Regina dos Santos Giovani Silveira de Andrade Said de Souza Silva Filho Reinaldo José Sanches Vandemir Cássia da Silva Luiz Antonio Barbosa Marcos Ivan Garcia José Potoloha Maria Inês Rosa 24 3 José Luís Possati Moraes Martha Helena Coelho Maria Helena Masson Neres Cláudio Hilário Pereira Sandra Valéria Coimbra Passeto Marlene Mathias Figueira 13 Luiz Augusto Stesse Gabriel Marduy Tosta Sônia Luzia de Aguiar Vinícius Aleixo 4 Monteiro 25 Maria Luiza Félix Manço Sílvia Luzia Lazaretti Ildo Fernando Melani Mauro Antonio Coraucci Aparecido de Paula Totoli Heloísa Maria Tristão José Eduardo Baldo Cacildo Gonçalves Netto Júnior Lázaro Natalino Gregório Geraldo de Araújo Belli Júnior 14 Rita de Cássia Vieta Neiva Alda Candido Antonino Bairon Elyseo Brandão Manoel Natalino Alves Lopes Roberto Abud Alexandro Leandro de Oliveira Paulo Antonio Silveira 5 15 César Augusto Jaime Daniel Cândido de Souza Ailton Martins de Oliveira César Augusto Seridônio Alexandre Luís Seridonio José Gonçalves dos Santos Osmar Balmant 6 Alfredo Hermano Carrara Marcel Gomes Nogueira Cláudio Salles Selvito de Souza Filho Cristian César Moraes da Silva Marta Dellacorte Barboza Iremar José Alves Jesus Carlos Rodrigues da Maria Aparecida Trebbi Sérgio Luís Anello Silva Maria das Graças Silva Archibaldo Brasil Martinez de 26 7 Camargo Luiz Carlos De Stefano Carlos Vedovato Neto 16 José Ricardo João Antonio Flávio Barbosa José Gilberto Martins Lourenço Márcia Marino Vieira Newton José Cucolicchio Júnior Laura Maria dos Santos Francischetti João Riberto de Jesus Ramires 8 Vera Lúcia Rampim Viola Elizabete Aparecida Mafra Sérgio Luís de Lima Carvalho 9 Sônia Maria Mello de Paula José Armando Fantini Adilson Borges da Silva 17 Olavo Elias dos Santos Marcelo Batista de Sousa Cláudio Messias Alves Luís Carlos Paula Senhorini Gilmar Antonio de Almeida Décio Kury Marques Ademir Delfino de Souza 27 Carlos César Alves Ariovaldo Torrieri Júnior Antonio Carlos Espíndola O governador Mário Covas faleceu em março de 2001, durante seu segundo mandato frente ao Palácio dos Bandeirantes. Em julho, seu vice Geraldo Alckmin estava no comando, cumprindo o restante do mandato, que durou até o final de 2002. Alckmin, todavia, adotou a mesma postura de seu antecessor e pouco se preocupou em negociar. Em julho de 2001, poucos meses depois de assumir, já enfrentava protestos dos policiais civis. Na foto acima, o presidente do Sinpol à época e atualmente, Eumauri Lúcio da Luiz Carlos Fazzio 18 Fátima Aparecida Pedrussi Mata, organizou um fretamento para levar policiais civis de toda a região até São Odair Aparecido Camargo Carlos Henrique Carneiro Scarparo 10 Regina Célia Tonhão de Abreu Rosilene Siena Rocha 19 Tharcílio Panosso Júnior Rodrigo Milan Bavieira 28 Lázaro Amâncio de Barros Netto 29 Paulo, onde participaram de um ato ecumênico simbolizando a união dos policiais civis em torno da campanha salarial. Milhares de policiais civis participaram do ato, que foi realizado na Praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo. Aldo Abbad Cássio Antonio Alexandrini Heverson Luciano Barbosa Marcelo de Paula Mello Ivo Alves Mendonça Sandra Galvão Nogueira Carvalho 20 Shigeyuki Miura David de Barros Valins Nair Celis Magallini Moysés Pereira dos Santos Jarbas Genova de Paula Júnior DO FUNDO DO BAÚ O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo Ana Cristina Gomes de Faria José Antonio Lopes de 30 de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a 11 José Olívio Brigato Valdir Ferreira de Moraes Pedro Levorato Andréia Ferreira Renato Fernandes Sérgio Salvador Siqueira Lacerda 21 José Claudino da Rocha Neto Francisco José Coelho Amauri Zanardi 22 Sérgio Morari Wilson Aidar Júnior João Carlos Alves II 31 Reginaldo Aparecido Malimpensa João Arnaldo Damião Melki Antonio Athanásio da Cruz Júnior Jair Gonzaga participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 3612- O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. 9008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br). 12 Novembro/2016

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FRANCA PRESOS INTEGRANTES DE QUADRILHA QUE ATACAVA CAIXAS ELETRÔNICOS Em megaoperação, Polícia Civil prende dois suspeitos - incluindo o suposto líder -, descobre esconderijo para armas e apreende dinheiro do crime A Polícia Civil prendeu dois homens e deteve outros três no dia 24 de outubro durante a manhã em Franca. Os mesmos são suspeitos de participação em quadrilha que explode e furta caixas eletrônicos na região norte do estado de São Paulo, estendendo a atuação até o Sul de Minas Gerais. Dentre as ações criminosas atribuídas ao grupo, está um ataque a uma agência bancária em Estreito, distrito de Pedregulho, na região fronteiriça do estado de São Paulo com Minas Gerais. Na ocasião, o grupo levou 140 mil reais do banco. Os dois presos vêm sendo investigados pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca desde o dia 20 de setembro. Na ocasião um casal foi preso na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, por envolvimento em um furto no qual os suspeitos tiveram participação. Foram presos o suposto líder do grupo, de 34 anos, e de outro integrante, de 36 anos, no bairro Jardim Aeroporto, na zona sul de Franca. Ao investigar a casa do suposto líder, os policiais identificaram um trecho de rejunte de piso recém-aplicado. Ao removê-lo, havia um tubo de PVC com três metros de profundidade, espécie de esconderijo para os fuzis empregados nos ataques. Contudo, nenhum armamento foi localizado na ocasião. Foram apreendidos 1,5 mil reais, equipamento para detonar explosivos à distância, moto com chassi adulterado, espingarda de chumbinho e objetos furtados na cidade de Patrocínio Paulista, próxima a Franca. O delegado titular da DIG de Franca, dr. Márcio Murari, especifica que a quadrilha utilizava um lava a jato localizado no bairro Jardim Santa Bárbara para lavar o dinheiro saqueado dos caixas eletrônicos. Dr. Murari detalha também a forma de atuação do grupo: Antecipadamente ao furto, um ou dois olheiros faziam levantamento dos locais a atacar. A ação era realizada com cerca de seis a oito integrantes da quadrilha. Utilizavam-se de coletes à prova de balas, armamentos pesados e explosivos. Em entrevista à imprensa, o delegado explicou como descobriu os envolvidos. "Com a prisão do casal, nós conseguimos colher informações que propiciaram que nós chegássemos até esses dois. E, principalmente, a um deles, que é de alta periculosidade, envolvido com explosões de caixa eletrônico e considerado por nós como o chefe dessa quadrilha", disse o dr. Murari. O delegado também falou sobre a forma de agir dos suspeitos de praticarem assaltos e explodirem caixas eletrônicos. "Normalmente, eles iam antecipadamente até o local do furto, um ou dois olheiros, faziam o levantamento dos locais, dos bancos, e depois faziam o ataque, sempre com seis ou até oito indivíduos nessa quadrilha. Usavam armamento pesado, coletes à prova de bala e também explosivos", afirmou Murari. Dos cinco detentos, os dois homens presos temporariamente serão levados para o Centro de Detenção Provisória de Franca e os outros três prestaram depoimento e foram liberados. De acordo com os policiais civis da especializada de Franca, as investigações prosseguem para descobrir se há mais envolvidos. Além disso, a Polícia Civil quer saber quantos assaltos efetivamente o grupo praticou e ainda encontrar as armas e coletes utilizados nas ações criminosas, além de recuperar o dinheiro roubado pelo grupo. Megaoperação Para chegar até o grupo que agia em ataques às agências bancárias da região nordeste do Estado e também no sul de Minas Gerais, os policiais civis montaram uma megaoperação na cidade de Franca, que contou com o apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais). O delegado revelou aos jornalistas que as investigações apontam a participação de bandidos de outros estados e que outro integrante da quadrilha já havia sido preso em um rancho no “Acqua Minas”. Participaram da megaoperação da DIG de Franca 51 policiais civis, divididos em 16 viaturas. Além do dr. Murari, também participaram os delegados Vanir José da Silveira Júnior e Daniel Radaeli. Com: Mariana Luque Foto: Dirceu Garcia - Comércio da Franca Policiais civis de Franca, que participaram da operação, conduzem suspeito detido à sede da DIG Novembro/2016 13

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TÚNEL DO TEMPO SINPOL, SINÔNIMO DE CREDIBILIDADE Filiação de delegado diretor da divisão de interior em abril de 1998 mostrou a força do sindicato na cúpula da Polícia Civil A capa da edição 31 do Jornal do Sinpol, que circulou no mês de abril de 1998 traduzia a força e a credibilidade desfrutadas pelo Sinpol. Ninguém menos que o então diretor do Deinter (Departamento de Interior, órgão que coordenava todas as Delegacias Regionais de Polícia, antes da mudança no ano seguinte), dr. Luiz Roberto Ramada Spadafora. Ele teria elogiado o trabalho do Sinpol durante visita que fez no mês anterior, acompanhado do então titular da DGP (Delegacia Geral de Polícia), dr. Luiz Roberto Braga Braun. O então presidente do sindicato, Eumauri Lúcio da Mata, foi direto e convidou dr. Spadafora a integrar o quadro de filiados do Sinpol, que imediatamente aceitou o convite e marcaram o encontro para assinatura da ficha no mês de abril. No editorial, contudo, Eumauri lamentava o constante descaso com o qual o governador Mário Covas tratava os policiais civis à época. O presidente do sindicato lembrava que, naquele ano, Covas teria o desafio das urnas e precisava respeitar o funcionalismo, que também exercia o direito ao voto. Eumauri ainda cobrava do então secretário da Segurança Pública, dr. José Afonso da Silva, que intercedesse pelos policiais civis em relação ao porte de arma de fogo. Na editoria de turismo, duas cidades foram retratadas. Tupã, cidade referência na chamada Alta Paulista, e Barretos, a capital country do Brasil. Além de mostrar a pujança destas duas cidades, o Jornal do Sinpol também destacou o trabalho dos policiais civis de Barretos, que eram coordenados na ocasião pelo dr. Carlos Fernando Priolli L’Apiccirella, que estava à frente daquela Delegacia Seccional havia 29 anos. Uma reportagem mostrava que a Coligação das Entidades Representativas da Polícia Civil voltava a se reunir para tratar da campanha salarial de 1998. O Sinpol, como de costume, foi um dos mais atuantes e participativos nesta luta. Em “Causus”, vários casos de falsificação eram abordados como forma de alertar aos leitores. O “herói anônimo” da edição 31 do Jornal do Sinpol foi o então investigador do 5º DP (Distrito Policial), Wilson Lauro de Leite Melo. Ele falava sobre sua carreira da Instituição, iniciada após atuar nove anos como policial militar. Uma das reportagens de “Ação” mostrava a atuação dos policiais civis de Monte Alto, que elucidaram o latrocínio de uma mototaxista, brutalmente assassinada em 1998. A mulher chegou a ser degolada. Em outra reportagem que mostrava a atuação dos policiais civis, uma das equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto, coordenada pelo dr. Samuel Zanferdini, conseguiu esclarecer a morte de um exdetento. O caso teve um desfecho surpreendente: a própria mãe da vítima teria sido a mandante do homicídio. Considerado sempre um barril de pólvora com o estopim aceso e prestes a explodir, a Cadeia Pública de Vila Branca viveu alguns meses de tranquilidade, apesar da superlotação. Um remanejamento de delegados, todavia, gerou polêmica entre os presos e familiares. O dr. Luiz Geraldo Dias, então diretor da cadeia, participou de uma troca de delegados, muito comum àquela época, de tempos em tempos promovida pelo dr. José Manoel de Oliveira. Ele havia designado para o comando da Cadeia de Vila Branca o dr. Cláudio José Ottoboni e como assistente o dr. Ovande Garmes Júnior. A troca não teria agradado aos presos e familiares que organizaram um abai- xo assinado pedindo a volta do dr. Luiz Geraldo Dias. O pedido, todavia, não foi atendido, mas a situação manteve-se dentro da relativa calma vivenciada na sempre tensa cadeia. Na editoria Perfil, o Jornal do Sinpol falava sobre o trabalho realizado pelo dr. Antonio Sérgio Pereira, à época delegado titular do setor de homicídios da DIG Ribeirão Preto. Mas nem tudo era motivo de comemoração na Instituição. O Jornal do Sinpol retratou um fato inusitado. A inadimplência provocou o corte dos telefones da então Delegacia Seccional de Batatais. Segundo a operadora à época, o corte foi determinado depois de negociação incansável com a Polícia Civil sem resultar no pagamento das contas vencidas. Encerrando a edição, o presidente do Sinpol publicou dois artigos. O primeiro pedindo Adicional de Insalubridade para todas as carreiras da Polícia Civil. No segundo, Eumauri alertava sobre possíveis mudanças em relação ao RETP, adicionais, gratificações e outros benefícios. E o Sinpol crescia, como sempre, apoiado pelo quadro associativo. Reprodução de capa da edição 31 do Jornal do Sinpol, que circulou em abril de 1998 14 Novembro/2016

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JURÍDICO MAIS VITÓRIAS EM OUTUBRO Departamento do Sinpol continua aumentando o número de conquistas em favor dos associados Outubro foi um mês de muito trabalho para o departamento jurídico do Sinpol. Como de costume, os advogados Ricardo Ibelli e Viviane Cristina Ibelli Pinheiro contabilizaram novas vitórias em favor dos associados. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, a luta é incessante, uma vez que o sindicato tem que atuar em várias frentes para não permitir injustiças contra seus filiados. “Temos uma luta constante contra o governo, que insiste em praticar atos que causem prejuízos ao policial civil. E isso em diversas áreas. Seja na questão das sindicâncias administrativas, ou na paridade e integralidade das aposentadorias em que o governo insiste em não cumprir o que determina a Lei Federal. Também atuamos em favor dos policiais civis que acabaram se aposentando pela lei estadual que lhes tira o direito à paridade e integralidade, impetrando ações que garantam a reversão deste quadro e assegurando ao policial civil o direito à aposentadoria especial. Há muitos anos nossa luta é constante, mas os frutos também são. Nossas vitórias são garantidas nas esferas jurídicas”, assegura Eumauri. De acordo com os advogados Ricardo Ibelli e Viviane Ibelli Pinheiro, no mês de outubro foram obtidas quatro importantes vitórias em favor dos associados. Duas delas pleiteando mandado de segurança garantindo aos policiais civis o direito à paridade e integralidade em seus salários. “Também conseguimos uma importante vitória defendendo um associado em sindicância administrativa disciplinar e outra favorável a converter uma licença de saúde em acidente de trabalho, com todos os direitos previstos em Lei”, explicam os advogados que integram o departamento jurídico do Sinpol. Vitórias O agente de telecomunicações de Ribeirão preto, Wanderson Clayton de Andrade Perseguin foi um dos beneficiados pelo departamento jurídico durante o mês de outubro. O Sinpol pleiteou mandado de segurança visando a aposentadoria especial, com direito à paridade e integralidade, como prevê a LCF (Lei Complementar Federal) 51/1985, posteriormente atualizada pela LCF 144/2014. “O governo insiste em não aplicar a paridade e integralidade no salário de quem vai se aposentar. Isso representa uma perda muito grande para o policial civil e queremos corrigir essa injustiça”, defende Eumauri. Wanderson perdeu a causa em primeira instância. O departamento jurídico do Sinpol recorreu junto ao TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e ganharam a causa. Contudo, ainda cabe recurso para o governo. A escrivã de São Simão, Marinilce Acrani Bonagamba Cassucci também ingressou com ação pleiteando mandado de segurança garantindo-lhe aposentadoria especial. Ela obteve vitória em primeira instância. Ainda cabe recurso. Em outro caso, a carcereira de Franca, Marlene Mathias Figueira, sofreu uma entorse no pé ao descer do veículo, chegando ao Plantão daquela cidade. Permaneceu trabalhando até não suportar as dores e ser levada ao hospital. O caso foi tratado como licença de saúde e Marlene ficou afastada entre 12 de janeiro e 28 de abril de 2013. “Ingressamos com ação visando converter a licença de saúde em acidente de trabalho para todos os fins legais nomeados no pedido, quais sejam: indenização financeira de valores deduzidos de sua folha de pagamento, contagem desse tempo como efetivamente trabalhado para fins de aposentadoria e classificação em lista de promoção, porém sem prejudicar terceiros não incluídos nesta ação”, explicou a dra. Viviane Ibelli Pinheiro. O juiz de 1ª Instância concedeu procedente a demanda e justificou na sentença: “...no qual se reconhece o nexo causal pacificamente: Acidente de trabalho - Acidente de trajeto - Lesões ortopédicas - Incapacidade labortiva parcial e permanente...Pelo quanto exposto, julgo procedente a demanda, condenando o Estado de São Paulo a converter a licença de saúde em acidente de trabalho...”, avaliou o magistrado. A quarta importante conquista do departamento jurídico do Sinpol em outubro beneficiou o carcereiro de Brodowski, Cristiano Miguelassi Squarize. Ele respondia por Sindicância Administrativa Disciplinar junto à 3ª Corregedoria Auxiliar de Ribeirão Preto e foi absolvido graças ao trabalho realizado pelo sindicato. Apesar das vitórias, todavia, a luta do departamento jurídico continua e, mês a mês, os resultados serão reportados nas páginas do Jornal do Sinpol. A partir da esquerda, Eumauri, Fátima, Viviane, Célio e Ricardo: diretoria e jurídico do Sinpol trabalhando em sintonia Novembro/2016 15

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