Jornal Empresários - Novembro 2016

 

Embed or link this publication

Description

Jornal Empresários - Novembro 2016

Popular Pages


p. 1

FOTO: DIVULGAÇÃO Rede Cuidar leva saúde ao interior do Estado Nova Venécia, Linhares, Guaçuí, Domingos Martins e Santa Teresa terão, ainda este ano, Unidades de Cuidado Integral à Saúde, que são ambulatórios de especialidades, de média complexidade, para suporte e qualificação à Atenção Primária à Saúde. Página 10 FOTO: DIVULGAÇÃO Programa Reflorestar tem recursos do Bandes Acordo de cooperação entre Secretaria de Meio Ambiente e Bandes garante ampliação para 80 mil hectares no Programa Reflorestar, proporcionando segurança hídrica para a população. Página 11 ANO XVII - Nº 203 www.jornalempresarios.com.br ® do Espírito Santo NOVEMBRO DE 2016 - R$ 4,50 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Comércio espera pelo Natal Os shoppings registram grande movimentação de consumidores que antecipam as compras. Página 8 CDI terá laboratório de análises clínicas. Pg. 9

[close]

p. 2

2 NOVEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. EDITORIAL Reflorestar: um programa produtivo para o meio ambiente Regiões do Espírito Santo onde o cenário era desolador, com extensas áreas devastadas onde não se via mais o verde exuberante da Mata Atlântica foram escolhidas para a implantação de um dos projetos mais importantes entre as ações visando à recuperação socioambiental. Trata-se do Programa Reflorestar, cujo objetivo é restaurar florestas e evitar o desmatamento em pelo menos 20 milhões de áreas de terras degradadas até 2020. O programa é resultante de uma política específica para a área adotada no primeiro ano de gestão do atual governo do Estado, há mais de 10 anos, e que ganhou envergadura em 2015, depois de ser responsável pela colocação do Espírito Santo como o primeiro estado brasileiro a assumir o desafio 20x20, lançado na COP 20 da Convenção do Clima, em dezembro de 2014, no Peru, e a ser destaque na conferência do clima, em Paris, na França. O estímulo à recuperação e o sentido inovador têm outro lado positivo, que beneficiam o produtor rural pois ao mesmo tempo em que recuperam as florestas, mantém suas culturas produzindo. Os produtores não só recebem recursos financeiros e assistência técnica para plantar árvores na propriedade. Seis pontos são destacados no programa: conservação de floresta em pé, regeneração natural, recuperação de plantio, sistemas agroflorestais, sistemas silvipastoris e floresta manejada. O programa, coordenado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), em parceria com a Secretaria de Agricultura, Aquicultura e Pesca (Seag), viabiliza a recuperação da cobertura florestal em escala e sob uma nova abordagem conceitual. Ao gerar pagamento por serviços ambientais, um dos principais mecanismos da iniciativa, contribui para a expansão de um trabalho específico no plantio de novas áreas com florestas, alterando para melhor a paisagem de várias regiões do Espírito Santo. Os objetivos específicos do programa se enquadram no modelo de desenvolvimento sustentável aceito em todo o mundo, integrando meio ambiente, economia e comunidades. Desse modo, são criados estímulos para que os produtores rurais adotem sistemas produtivos e práticas ambientalmente corretas e dentro de parâmetros sociais condizentes com a realidade, sem afetar a vida normal das comunidades. Com esse trabalho, o Espírito Santo assume papel destacado no programa de reflorestamento em nível nacional. Criado no ano 2000, o programa nacional de reflorestamento visa estimular o uso sustentável de florestas nativas e plantadas; fomentar as atividades de reflorestamento, notadamente em pequenas propriedades rurais; recuperar florestas de preservação permanente, de reserva legal e áreas alteradas; apoiar as iniciativas econômicas e sociais das populações que vivem em florestas; promover o uso sustentável das florestas de produção, sejam nacionais, estaduais, distritais ou municipais; estimular a proteção da biodiversidade e dos ecossistemas florestais. No que diz respeito à sustentabilidade do uso das florestas, o programa Reflorestar envolve ações que o colocam à frente de outras iniciativas, com estratégias visando o convencimento e estímulo ao produtor rural. São três áreas de controle – gestão, fomento e monitoramento, e fiscalização, através das quais o Estado promove a integração do produtor rural, cuja adesão ao projeto é voluntária. O repasse de recursos, uma das formas de convencimento adotadas, é feito no ato da assinatura de contrato entre o produtor rural e a Seama, por meio do qual são pactuados os usos a que se destinam. Os valores a serem pagos para aquisição de insumos e para o reconhecimento dos benefícios gerados pela floresta serão dimensionados com base em projeto técnico, que fará parte do contrato, elaborado por profissionais indicados pelo Reflorestar. A aplicação correta dos recursos repassados será fiscalizada anualmente pela unidade de gerenciamento do programa, a fim de garantir a continuidade das ações. Dessa forma, será incrementada a cadeia produtiva florestal no Estado, com destaque para produtos como a castanha da sapucaia, palmito, açaí, pimentarosa, cacau, cupuaçu e óleos essenciais, entre outros. Um rigoroso plano de fiscalização está em desenvolvimento, tendo por base o levantamento aerofotogramétrico, resultando em um mapeamento minucioso do uso de terras em 25 categorias, numa iniciativa capaz de devolver ao Espírito Santo as áreas plenamente recuperadas e inseridas na cadeia produtiva do campo. O sistema de gestão desenvolvido com a colaboração da instituição The Nature Conservancy (TNC), um dos vencedores do prêmio Inoves de 2015, garante a realização de todas as rotinas operacionais, gerando um clima de confiabilidade e eficiência em todo o processo. Por meio desse conjunto de ações, o Espírito Santo é alvo de reconhecimento no cenário nacional e internacional, no que se relaciona a políticas públicas de reflorestamento. Os resultados do programa já podem ser vistos em várias regiões, entre elas a que produz cacau, no norte do estado, onde a recuperação de lavouras inteiras se tornou realidade, com aumento da produção dentro de um modelo de sustentabilidade e maiores ganhos para o produtor. Um exemplo que pode servir para o desenvolvimento de ações desse tipo em outros locais. As oito etapas de atuação do programa visam manter o produtor rural em permanente atividade. As áreas de atuação são escolhidas de acordo com as prioridades de cada local, com articulação das comunidades, que se mobilizam para o cadastramento. Cria-se, a partir dessas ações, um estímulo, alimentado pela elaboração de projetos, liberação de recursos aos produtores e o monitoramento e execução dos projetos. Atualmente, quase duas mil famílias estão participando do programa, que constitui um marco em ações de sustentabilidade. ■ LUIZ MARINS Prepare-se para sair do acostamento Todos os dias estou com clientes dos mais diversos setores da economia. Na minha atividade de consultor visito empresas quase diariamente e como antropólogo converso com as pessoas do chamado “chão de fábrica”, aquelas que participam da produção, bem como com as lideranças. O que estou sentindo é que a neblina da crise está começando a baixar e as empresas, que estavam paradas no acostamento, assustadas e desesperançadas, já começam a entrar em seus veículos e começar a querer dar a partida nos motores, se preparando para uma nova arrancada. Como sempre explico, a palavra CRISE tem origem no grego e significa “peneira, separação”. Em tempos econômicos mais difíceis, a malha da peneira fica mais fina e só passa quem é realmente muito competente e bom. Daí a razão pela qual quando a crise diminui, quem passou pela peneira da crise sai melhor do que estava antes, pois se livrou de concorrentes ruins que não conseguiram passar. A crise dá uma falta de perspectiva aos investidores e empresários. Perspectiva é visão de distância, de longo prazo. As coisas ficam embaçadas. Vemos uma neblina pela frente e não conseguimos caminhar, exatamente por falta de perspectiva. O que sinto agora é que essa neblina começa a baixar. Novos governos, nova esperança, nova perspectiva. Cansadas da longa crise, as empresas e pessoas não vêm outra alternativa a não ser acelerar para compensar o tempo em que ficaram paradas no acostamento. Assim, meu conselho é que você, mesmo que não acredite que a neblina da crise está baixando, se prepare para sair do acostamento. Verifique como es- tão seu combustível, sua bateria, o óleo do seu motor, a pressão dos pneus e esteja preparado pois todos nós sabemos que quando a neblina baixar de vez, quem estava devagar vai acelerar muito e quem estava parado no acostamento vai sair com muita velocidade. Cuidado para não ser você aquela pessoa ou empresa a ficar parada, sozinha, no acostamento. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

[close]

p. 3

16 ANOS VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2016 3

[close]

p. 4

4 NOVEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Olhar de Nise será exibido na Europa O documentário produzido pelo diretor e jornalista Jorge Oliveira, em parceria com Pedro Zoca, resgata a história da psiquiatra Um dos documentários mais premiados no exterior este ano, Olhar de Nise, o filme de Jorge Oliveira e Pedro Zoca, será exibido em Portugal e nos países da língua portuguesa pelo canal RTP-2 de Portugal e, no Brasil, também a partir de janeiro, pelo canal Brasil, do sistema Globo de TV a cabo. O acordo para exibição do documentário foi assinado em Lisboa pelos diretores da JCV e executores do filme Jorge Oliveira e Ana Maria Rocha com a diretora de programação da TV lusitana Teresa Paixão. Olhar de Nise, o documentário que conta a história da psiquiatra alagoana Nise da Silveira, ganhou recentemente os prêmios de melhor filme de público e o especial do júri oficial no festival de cinema de Trieste, na Itália. Em maio deste ano foi distinguido com mais dois prêmios em Lisboa: o de melhor filme de público e Menção Honrosa. Também este ano, recebeu o prêmio de melhor filme de público no FAM, Festival de Audiovisual do Mercosul de Santa Catarina. Foi selecionado, este mês, para uma mostra de cinema no México. Na Europa e no Brasil, Olhar de Nise entrará na grade desses canais durante todo o ano de 2017 em programações alternadas. Além disso, o filme, aclamado pelo público europeu e norte americano, onde foi selecionado para vários festivais, tem sido exibido em sessões especiais para psiquiatras de todo o mundo. Eles demonstram interesse em conhecer o FOTO: DIVULGAÇÃO Olhar de Nise foi exibido no Sesc Glória trabalho que a Nise desenvolveu com seus pacientes no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, revelando muitos deles como grandes pintores e escultores. A psiquiatra alagoana é muito admirada por seus colegas no mundo. Em Matogrotto, cidade italiana, o documentário foi exibido para uma plateia de acadêmicos que conheciam o trabalho do italiano Franco Basaglia, mas não tinha ideia de que o seu trabalho com os doentes mentais em hospitais locais, que passou a se chamar “Psiquiatria Democrática”, teve como precursora Nise da Silveira no hospital do Rio de Janeiro. CIRCUITO COMERCIAL - O documentário começa este mês a entrar no circuito comercial. A primeira sessão ocorrereu dia 11 em Vitória, no cine Glória, e foi precedida de um ato solene presidido pelo governador Paulo Hartung, cuja mulher Cristina é psicanalista. Depois, o filme permanecerá em cartaz a preços populares. “Para nós o que importa é divulgar o trabalho da Nise da Silveira, esta alagoana ilustre que esteve à frente do seu tempo e que revolucionou a psiquiatria no mundo com o se trabalho humanitário desenvolvido no hospital do Engenho de Dentro”, explica Jorge Oliveira. “Os preços populares”, esclarece, “vão proporcionar a que cada pessoa assista ao filme sem onerar demais o bolso e assim conheça não só o trabalho acadêmico da Nise como também veja, pela primeira vez, os quadros dos seus pacientes que foram expostos em museus de Paris, Nova Iorque e Brasil”. Olhar de Nise também estará nas telas de cinema de Maceió, Brasília e Rio de Janeiro, depois da temporada em Florianópolis e Vitória. Em Maceió, o filme começou a ser exibido no dia 10, no Cine Arte Pajuçara. No Rio, o filme voltará para o cine Odeon, na Cinelândia, onde foi apresentado em novembro de 2015 numa sessão para mais de 600 pessoas, cuja renda da bilheteria foi revertida para a Casa das Palmeiras, clínica aberta por Nise em 1957 que enfrenta dificuldades financeiras até hoje. ■ FOTO: DIVULGAÇÃO Olhar de Nise recebeu prêmios nacionais e internacionais FOTO: DIVULGAÇÃO Jorge Oliveira assina contrato com a RTP-2 para exibição em países de língua portuguesa JANE MARY DE ABREU Deixemos em paz a cama do vizinho Conheci pessoas que passaram uma existência inteira fingindo ser o que não eram, só para caber no molde social vigente, só para não decepcionar as pessoas do seu círculo de convivência. Isso é muito triste, mas é uma realidade. Para sermos amados e felizes somos capazes de coisas inacreditáveis, até mesmo sufocar a própria natureza em favor do “conforto” do outro. Muitos homossexuais vivem esse drama. Na infância, o menino ou a menina que percebe que sua alma tem desejos diferentes do que sociedade considera normal, sente raiva de si mesmo e começa a se distanciar do grupo em que está inserido. Há os que se isolam e passam a alimentar a raiva e o ressentimento; há os que se atrevem e contestar o molde social; há os que não aguentam a pressão e se matam; e há os que fazem o jogo: produzem umbeloretratodefamíliae tornamse prisioneiros, sonhando com o dia em que terão coragem para abrir a porta da gaiola e deixar que suas almas voem livremente. Se este é o seu caso, não faça mais tanta maldade com você mesmo, não dê tanta confiança ao que a sociedade define como normal, conveniente, honroso e aceitável... Normal, conveniente, honroso e aceitável é você realizar os desejos da sua alma, sem se importar com o que as pessoas vão dizer. O Universo decidiu que seria assim, quem é a sociedade para contestar isso? Com que autoridade os preconceituosos levantam a voz contra a vontade da vida? O Universo aceita você do jeito que você é, senão ela teria feito outra pessoa em seu lugar. Cada um de nós está na experiência que precisa viver, nada no Universo acontece por acaso. Não existe distração ou erro no plano divino, tudo tem uma razão de ser e tudo colabora para a nossa evolução. Somos almas individuais, temporariamente no papel de mãe, pai, filha, marido, mulher, primo, sobrinha, homem, mulher... Não somos essas personalidades, nem esses corpos, nem essas mentes. A nossa verdadeira natureza está muito além do que os olhos podem ver. Somos essência divina pura, almas em desenvolvimento. Quando uma alma se deixa atrair por outra alma, ela não se preocupa em verificar a identidade sexual da pessoa. Que importância isso tem se o coração já sinalizou positivamente? O coração sabe tudo a respeito da felicidade e do que viemos fazer neste mundo. É bobagem ouvir o grito dos preconceituosos. O psicanalista Carl Jung deixou para o mundo uma dica importante: “O que me incomoda no outro é aquilo que existe em mim e que eu não aceito. É algo que eu não consigo mudar em mim.”Isso talvez explique a fúria dos homofóbicos. Gritam para não serem descobertos? Pode ser... Na calada da noite, longe do olhar severo da sociedade, nas esquinas onde os travestis e as prostitutas se exibem, o que mais se vê são senhores e senhoras de fino trato em busca de fantasias não vividas e que sejam capazes de tornar suas existências menos amargas. As almas desses senhores e senhoras da noite só querem ter o direito de voar livremente... A criança que foi impedida de viver a sua natureza, vai reivindicar esse direito a vida inteira. Ninguém se livra daquilo que precisa viver. Por mais cega e autoritária que seja uma sociedade, ela não nada pode contra aquilo que o Universo determinou como caminho para a evolução de uma pessoa. Bom seria se cada um de nós cuidasse apenas da própria cama, sem se importar com o que acontece na cama do vizinho. Bom seria que se ao invés de ficar repetindo as escrituras sagradas, passássemos a praticá-las, amando uns aos outros como irmãos. Jesus acolheu a prostituta que a sociedade apedrejava. Qual seria o comportamento dele hoje diante daqueles que a sociedade insiste em chamar de diferentes e que continuam sendo apedrejados? Será que a história não serviu para nada? O amor continua trancado em nossos corações, sem entendermos ainda que ele é como a água, precisa fluir... A vida na terra é tão breve, o amor é tão vasto e tão abundante dentro de nós... por que ainda nos economizamos tanto e continuamos perdendo tanto tempo com os julgamentos? Por que não aceitamos a vontade de Deus como ela se apresenta? Se todos concordam que não cai uma folha sequer de uma árvore sem que Deus queira, qual é a dificuldade? O outro é espelho, o que você vê nele existe em você! Não há como escapar dessa constatação científica. Aprenda a conviver com esta realidade e tudo se transformará na sua vida. Basta que a gente se coloque no lugar do outro para ver surgir em nós o mais belo dos sentimentos – a compaixão. Fernando Pessoa, a alma feminina mais encantadora da poesia portuguesa, deixou pra nós este ensinamento conclusivo: “A terra é feita de céu... a mentira não tem ninho... nunca ninguém se perdeu... Tudo é verdade e caminho.” ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

[close]

p. 5

16 ANOS VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2016 5

[close]

p. 6

6 NOVEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS EUSTÁQUIO PALHARES Categorias de cidadania As mudanças provocadas pela tecnologia da informação estão modelando comportamentos inimagináveis. Aqui na periferia da periferia podemos apenas vislumbra-las embora o distanciamento geográfico não necessariamente restrinja nossa percepção do mundo. A virtualidade suprimiu a variável do espaço há tempos. Assistese a instauração de novos padrões e a conectividade passou a dar nova dinâmica e dimensão a relações sociais e contextos de convivências. Nesse clima, Donald Trump se elege presidente dos Estados Unidos e já no discurso de eleito ameniza o tom das bravatas e pregações racistas para conclamar à união da sociedade norte americana, dividida no processo.Como ocorreu no Brasil, quando da eleição de Dilma, e em Vitória com a reeleição de Luciano Rezende. Identifica-se uma recarga do conservadorismo em situações como a eleição de Trump, a decisão que muitos acham equivocada do Brexit, a rejeição do povo colombiano à proposta de conciliação com as Farcs, mas disso tudo desponta um cenário instigante. Não se trata de pagar para ver. Viver se aprende vivendo e só nos custa a vida. A ilação não serve para eleição. Quantas eleições seriam suficientes para a sociedade saber escolher os representantes realmente qualificados para conduzi-la aos seus melhores designios? Não é também alguma forma de perversão do gênero “ver o circo pegar fogo” ou “ver piorar para catalisar a crise”. Mas é certo que assim como Trump vingou na América e agora vamos ver no o que vai dar, o mesmo seria interessante ter visto se o apresentador Amaro tivesse empalmado a Prefeitura. Seu marketing inteligentemente se valeu do clichê do preconceito expresso nos estereótipos que o desqualificavam. Mas a verdade é que foi exatamente o perfil popularesco que lhe proporcionou tão expressiva votação. Que requisitos, que atributos e dados elementares de capacitação, de história de vida, o candidato exibiu senão apenas a popularidade? Inclusive revogou um principio do marketing eleitoral, o de que não basta ser conhecido, há que ser reconhecido. Não há reconhecimento a lhe prestar, sem que o mesmo possa se dizer de sua exuberante popularidade, logo, conhecimento. Então resta constatar que por mais que a sociedade renegue a classe política esta é expressão e amostragem legítima daquela. Se se estratificar o Congresso, certamente ali se reproduzem proporcionalmente os pilantras, os corruptos, os canalhas, os que fazem da representação política mero meio de vida ao lado de cidadãos que creem na sacralidade da representação popular para tentar usar a po- lítica como meio mais elevado de resgate do bem estar comum e da sociedade. Um cientista político belga está propondo uma forma de democracia indireta em que a eleição transcorreria em dois estágios, mas numa modelagem diferente da do sistema norte-americano. Soluções sociais nesse sentido estão por ser construídas. A verdade é que por falta de resolutividade, a democracia representativa encontra-se em cheque, com sua entropia acentuada pela tecnologia da informação. E, para os que presumem identificar-lhe a inconsistência desde o relato bíblico da crucificação de Jesus (decidida pelo povo, não pelo representante do Império) sobra a alegação da injustiça do trato igual ou direitos iguais para perfis distintos de cidadãos. Se a pessoa desinformada se rende aos apelos baratos de venda de voto, este teria, mesmo que ter o peso do cidadão que tenta exercitar um olhar crítico para o que acontece na sua comunidade, na sua coletividade? Como pano de fundo desse cenário, uma questão emerge ainda apenas latejando no inconsciente coletivo. As várias classes de cidadania, hierarquizadas a partir do setor público e seus integrantes (desembargadores, deputados, juízes, promotores, procuradores, senadores). Seus vencimentos e remunerações, suas mordomias, pensões escandinavas, aposentadorias suíças, regime de trabalho que contempla jornadas de trabalho reduzidas e férias prolongadas denunciam estamentos que insistem em debochar da sociedade. Como a primeira classe do Titanic achando que a água que invadia os porões era problema “do pessoal lá de baixo”. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

[close]

p. 7

16 ANOS VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2016 7

[close]

p. 8

8 NOVEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Natal é a última esperança Com as vendas em queda livre, os comerciantes tem no Natal a oportunidade de melhorar o faturamento, com várias promoções Ocomerciante está acreditando que o Papai Noel tem o poder de trazer de presente o aumento das vendas na época do Natal. Mesmo após um período de crise turbulenta e uma leve recuperação no comércio, os empresários do setor esperam que esta época seja melhor do que em anos anteriores, quando as vendas apresentaram quedas alarmantes. O que a realidade mostra é que as famílias capixabas têm sido cada vez mais cautelosas ao consumir. Isso faz com que os presentes de natal sejam mais baratos, as famosas "lembrancinhas", provocando uma reconfiguração tanto no perfil de gastos do cliente, como nos produtos que os comerciantes devem oferecer. O presidente da Associação Comercial da Praia do Canto, Carlos Sardenberg, explicou que os comerciantes estão cautelosos em relação às vendas natalinas. Porém, buscam criar diferenciais para atrair o público que vai às compras, tais como a decoração, que chama a atenção dos clientes e os convida a entrar nas lojas, além de brindes, promoções e descontos. “O comerciante da Praia do Canto está se adequando à tendência de lembrancinhas, que são os pre- FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A decoração das lojas cria um clima favorável às vendas sentes com preços mais comedidos, e buscando um diferencial com promoções e brindes para os clientes”, exemplificou. “Temos uma clientela já fidelizada na Praia do Canto. Esperamos ter um Natal bom, mas nada excepcional. Mas parece que o pior ficou para trás. Sabemos que não vamos ter um aumento de venda rigoroso e a taxa de desemprego, embora ainda seja elevada, pelo menos parou de subir”. Além disso, a época é uma boa oportunidade para quem não está trabalhando conseguir um emprego de temporada. Os principais shoppings da Grande Vitória e o Po- lo de Confecções da Glória, juntos, chegam a ter mais de quatro mil oportunidades de trabalho temporário ofertadas desde o final do segundo semestre deste ano. “A contratação foi principalmente de pessoal de apoio, cargos como atendentes de caixa, estoquistas e embaladores. A venda pode não ser tão expressiva, mas as contratações estão acontecendo. Sempre lembrando que o emprego temporário é uma oportunidade para que o trabalhador seja efetivado na empresa. Sempre há lugar para o bom colaborador”, considerou Sardenberg. Famílias vão reduzir consumo no final do ano As famílias capixabas estão dispostas a consumir menos, após uma redução em seu poder de compra. Foi o que revelou a Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgada em outubro, registrando recuo de 3,5% em relação a setembro e marcando 55 pontos de um indicador que varia de 0 (insatisfação total) a 200 (satisfação total). Na comparação com outubro de 2015, a variação negativa chegou a 18,2%. O índice vem registrando retração desde junho deste ano. “O aumento nos preços, que tem corroído a renda e afetado o poder de compra, registrou na Região Metropolitana de Vitória uma queda em outubro, após três altas consecutivas. Isso implicou numa inflação acumulada e influenciou diretamente em diminuição do poder de compra das famílias e na intenção de consumir nos próximos meses”, explica o presidente da Fecomércio-ES, José Lino Sepulcri. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), sete dos oito componentes da ICF estão abaixo do patamar de satisfação. A exceção é o componente Emprego Atual que cresceu 0,6% no mês, marcando 100 pontos, o que significa zona de indiferença do indicador. Ainda em relação ao emprego, apesar de estarem um pouco menos inseguros com o trabalho atual, quando avaliadas as perspectivas profissionais, o componente se encontra com 49,1 pontos, significando dizer que o responsável pelo domicílio tem baixa expectativa de melhora profissional para os próximos seis meses. Brindes e promoções para atrair clientes Fidelizar os clientes em época de recessão no comércio é uma tarefa difícil, mas que precisa ser encarada pelos comerciantes. Na época pré-Natal, os empresários do setor tem apostado em mimos para os consumidores em suas lojas. Descontos, promoções e brindes são as apostas de diversos comerciantes para atrair a clientela do Natal. Um desses exemplos é a loja By Secret, na Praia do Canto, que trabalha com pijamas, biquinis e lingeries. Além de permanentemente receber para eventos de chás de lingerie em seu próprio espaço, um momento em que noiva e amigas confraternizam e aproveitam para adquirir as peças da loja, a By Secret preparou uma oferta exclusiva para o Natal: todos os biquínis terão desconto de 50%. Já o Shopping Jardins, em Jardim da Penha, preparou uma decoração com cenários do Natal Tradicional, com bastante luz, personagens dessa data e até com máquina que simula a neve. Além disso, os amantes da boa gastronomia poderão participar de vários workshops gratuitos com o chef Luciano Victal, durante os sábados dos meses de novembro e dezembro. O shopping também está promovendo a ação promocional ‘Natal aos seus pés’, em parceria com a empresa Mahana. Nas compras acima de oitenta reais, acrescentando mais dezoito, o cliente escolhe uma sandália da marca Mahana, dentre vários modelos disponíveis. A promoção vai até o dia 31 de dezembro. Os clientes fiéis são os mais bene- ficiados com as promoções e mimos que as lojas oferecem no fim do ano. A Pacotille vai presentear aqueles que comprarem a partir de R$ 150 reais com uma semi joia folheada a ouro, em qualquer uma das lojas da rede, localizadas na Praia do Canto (Tiffany Center), em Jardim da Penha, em Campo Grande (Cariacica), no Shopping Laranjeiras e no Masterplace Mall, na Reta da Penha. A ideia é fidelizar clientes e oferecer um agrado para os mais cativos, de acordo com a sócia-proprietária, Juliana Brandão. “As peças são bonitas, são presentes que os nossos clientes pensam em ter na hora de fazer a compra. A promoção de Natal faz muito sucesso, já se tornou um hábito, e os clientes procuram os presentes, perguntam quando vai começar. Esperamos um retorno bom para o Natal. Mesmo na época de baixa nas vendas, conseguimos manter os clientes, que perceberam que temos um produto acessível, porém de qualidade”, considerou. ■

[close]

p. 9

16 ANOS CDI terá laboratório de análises clínicas VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2016 9 FOTO: DIVULGAÇÃO CDI O serviço estará disponível nas três unidades do CDI, em Vitória, Serra e Vila Velha O Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) vai ampliar o conforto dos diversos exames que podem ser feitos nas unidades e, em janeiro de 2017, vai abrir laboratórios de análises clínicas em todas as unidades. Dessa forma, o CDI amplia os serviços disponíveis e oferece mais comodidade aos pacientes. “Vamos fazer os exames de análises clínicas em todas as unidades. Assim, o paciente que vier fazer seu exame por imagem já vai poder, no mesmo local, colher sangue, urina e outros materiais, sem precisar ir a vários lugares. Esse é o diferencial. Daremos mais comodidade e economizaremos o tempo das pessoas”, revelou o diretor geral, administrativo e médico do CDI, Adroaldo Nóbrega Fonseca. O laboratório de análises clínicas fará exames de sangue comuns, como glicemia, hemograma, colesterol entre outros. De acordo com o médico, essa novidade decorre de uma demanda percebida entre os pacientes dos CDI’s. A oportunidade de oferecer maior acesso e comodidade aos pacientes do centro é o que motiva as constantes ampliações, atualizações e expansões. Em abril deste ano, começou a funcionar o CDI Serra, localizado em Laranjeiras. Já o CDI de Vila Velha, há 15 anos no município, passou a funcionar no Shopping Vila Velha, em uma área mais ampla. Todas as unidades do CDI dispõem dos mesmos serviços prestados na matriz, localizada em Santa Lúcia, em Vitória. O CDI realiza 160 mil atendimentos por ano, em média. Uma história de 28 anos Em 2016, o CDI completou 28 anos de existência. A história do Centro começa em 1988, quando o ortopedista José Joaquim Vieira Barbosa conseguiu do governo uma carta de importação para aquisição do primeiro tomógrafo para o estado. Aqui, ele se juntou ao radiologista Juvenal Cesar Caetano Filho, que comandava o Centro Radiológico da Praia, e criou o Centro de Tomografia do Espírito Santo - primeiro nome do CDI - que passou a funcionar no mesmo endereço do Centro Radiológico. O clínico geral e professor Adilson Dias Vieira e o médico nuclear Adroaldo Nóbrega Fon- seca também se associaram, compondo o quadro de sóciosfundadores do Centro de Diagnóstico por Imagem, que passou a ter esse nome em 1990. Três anos depois, em 1993, o Centro recebeu equipamentos de mamografia e densitometria óssea. Em 1996, o CDI passou a funcionar com o primeiro aparelho de ressonância magnética do Espírito Santo. “Vivenciamos todo o processo evolutivo dos métodos de imagem na medicina. Ao longo desses anos, a capacidade de diagnóstico, de detalhamento de informações, aumentou muito. Além disso, sempre funcionamos no mesmo lugar. Quando instalamos o primeiro tomógrafo, a Reta da Penha era pavimentada com bloquetes de concreto, a rua lateral (Rua Fortunato Ramos) era de areia, e aqui em frente existia uma granja”, lembrou Adroaldo Nóbrega, do segundo andar do CDI Vitória, localizado na Rua José Teixeira, próximo à Reta da Penha. EXAMES ■ Densitometria Óssea ■ Mamografia de Alta Resolução ■ Radiologia Geral ■ Ressonância Magnética de Alto Campo ■ Tomografia Computadorizada ■ Ultrassonografia O médico Adroaldo Nóbrega projeta mais conforto para os clientes Espaço exclusivo para as mulheres Em 2001, foi inaugurada a unidade CDI Mulher, iniciativa com diferencial no atendimento das patologias próprias do público feminino, tornando-se pioneiro nesta forma e abordagem de avaliação, com grande sucesso. O tratamento diferenciado à mulher começa já na localização. Em Vitória, o CDI Mulher fica em um prédio separado. Em Vila Velha e na Serra, ele está em uma área específica da clínica, à qual só as mulheres têm acesso. O foco principal está nos exames de controle do câncer, como a mamografia e a ultrassonografia, além da densitometria óssea. "As pacientes se sentem menos expostas com esse tratamento diferenciado e geograficamente separado. Até mesmo o grupo de atendimento é todo composto por mulheres", aponta um dos sócios-fundadores, o médico nuclear Adroaldo Nóbrega. ■ FOTO: SAMIRA GASPARINI ENDEREÇOS CDI Vitória ■ Rua José Teixeira, 509, Santa Lúcia, Vitória-ES CDI Mulher ■ Rua Fortunato Ramos, 103, Santa Lúcia, Vitória-ES CDI Vila Velha ■ Rua Luciano das Neves, 2418, Shopping Vila Velha, Vila Velha-ES CDI Serra ■ Rua Euclides da Cunha, 478 - Parque Residencial Laranjeiras, Serra-ES ■ Telefone para agendamento de exames: (27) 3334-1300 ■ Telefone geral: (27) 3334-1313

[close]

p. 10

10 NOVEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES Rede Cuidar leva saúde ao interior 16 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A unidade vai atender aos usuários do SUS e inclui procedimentos de diagnósticos em oncologia, prevenção e assistência à saúde As enormes filas, ônibus e vans que os pacientes de vários municípios do Espírito Santo precisam enfrentar para fazer consultas ou exames em Vitória estão prestes a acabar. Isso porque o governo estadual vai começar a implantação, ainda neste ano, de cinco unidades de cuidado integral à saúde, espalhadas por todo o interior do estado. Essas unidades são ambulatórios de especialidades, de média complexidade, que darão suporte e qualificação à atenção primária à saúde e irão funcionar nos municípios de Nova Venécia, Linhares, Guaçuí, Domingos Martins e Santa Teresa. A novidade é que o usuário do SUS terá oportunidade de realizar além da con- sulta, exames e procedimentos no mesmo local, recebendo atendimento de equipe multiprofissional e receber um plano terapêutico completo. "Todas as unidades já estão construídas e a primeira a entrar em funcionamento será a unidade Cuidar Norte, em Nova Venécia. Estamos regionalizando o atendimento, de modo que a população seja atendida o mais próximo de sua residência, para evitar o deslocamento pelas estradas”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira. A unidade vai atender aos usuários do SUS nas áreas maternoinfantil e doenças crônicas, hipertensão além de incluir procedimentos de diagnóstico em onco- logia, em continuidade às atividades de promoção, prevenção e assistência à saúde iniciadas nas unidades básicas de saúde. "Cerca de 70% das condições de cura das doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, dependem de autocuidado”, enfatizou o secretário. O atendimento nessas unidades será a partir do encaminhamento após avaliação médica, feita na unidade de saúde mais próxima da residência do paciente. Essa unidade será responsável por providenciar o atendimento necessário através da central de regulação municipal. “Esse projeto muda o paradigma da qualidade de prestação de saúde. Vamos fazer uma inovação FOTO: DIVULGAÇÃO Ricardo de Oliveira é o secretário de Estado da Saúde que articula a atenção primária com o atendimento ambulatorial. É um projeto que funciona em algumas cidades do país, por isso fomos aprender o que tinha de melhor em sistema de atenção à saúde e trouxemos essa experiência para o Espírito Santo”, considerou o secretário. De acordo com o governo, os investimentos para a implantação do projeto são de R$ 4.380.300,51 (obras) e R$ 700.000,00 (equipamentos e mobiliários). Mesmo com esses números, Oliveira ressalta que não haverá custos adicionais para o Estado. “Isso está sendo feito sem nenhum gasto adicional. Pelo contrário: vamos economizar. A implantação desse sistema representará uma redução no custo com o transporte de pacientes dos municípios do interior para Vitória”. ■ O QUE SÃO AS UNIDADES DE CUIDADO INTEGRAL O Governo do Estado investiu R$ 4,380 milhões em obras ■ Cinco Unidades de Cuidado Integral à Saúde serão implantadas nos municípios de Nova Venécia, Linhares, Guaçuí, Domingos Martins e Santa Teresa. ■ Essas unidades são ambulatórios de especialidades que vão evitar que os pacientes do interior precisem se deslocar até a Capital para realizar consultas com especialistas e exames de média complexidade. ■ A capacidade de atendimento da unidade é de até 19.300 procedimentos/mês, chegando a até 232 mil procedimentos/ano. ■ As unidades vão dispor de consultas com especialistas nas áreas de: Oftalmologia, ginecologia/obstetrícia, mastologia, otorrinolaringologia, cardiologia, angiologia, nefrologia, neurologia, gastroenterologia, dermatologia, proctologia, pediatria, urologia, endocrinologia e ginecologia especializada. ■ Haverão salas adaptadas para realização de exames especializados, como radiografia, mamografia, exames cardiovasculares, ultrassonografia e endoscopia; além de sala de assistência farmacêutica, sala para administração de medicamentos e sala de pequenas cirurgias e curativos. ■ Uma equipe multidisciplinar atuará nas unidades e será composta por psicólogo, enfermeiro, nutricionista, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. ■ A gestão da unidade, conforme pactuado com os municípios da Região de Saúde Norte, será exercida pelo Estado do Espírito Santo, através da Secretaria de Estado da Saúde e os municípios de Região de Saúde Norte. O gerenciamento da unidade será realizado pelo consórcio público da região.

[close]

p. 11

16 ANOS Reflorestamento para proteção das nascentes VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2016 11 FOTO: DIVULGAÇÃO Acordo de Cooperação Técnica e Financeira entre Seama e Bandes garante ampliação para 80 mil hectares no Programa Reflorestar Denise Cadete, Aroldo Natal Silva, Everaldo Colodetti, dirigentes do Bandes, e o secretário da Seama, Aladim Cerqueira, firmaram acordo financeiro Produtores rurais ganharam mais um incentivo para investir de forma sustentável em suas propriedades. Foi assinado um acordo de cooperação técnica e financeira entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) para agilizar o Programa Reflorestar, que visa recuperação de florestas e do solo. Agora, será mais ágil a liberação dos recursos financeiros para a aquisição de insumos como mudas de espécies florestais, material para cercamento e adubo, beneficiando os produtores rurais, o meio ambiente e a sociedade, pois a manutenção das florestas facilita o processo de infiltração no solo, garantindo maior oferta de água. Estavam presentes na solenidade o secretário da Seama, Aladim Cerqueira, o diretor-presidente do Bandes, Aroldo Natal Silva Filho, a diretora de Administração e Finanças do Bandes, Denise Cadete, e o diretor de Crédito e Fomento, Everaldo Colodetti. O acordo tem a finalidade de regular a forma e as condições de atuação da Seama e do Bandes na operacionalização do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) – Reflorestar – bem como definir a forma de repasse e gestão dos recursos financeiros e a sua execução. Resumidamente, os pa- gamentos agora serão feitos pelo Bandes. Aladim Cerqueira informou que já foi iniciado o trabalho de divulgação aos produtores rurais sobre essa modificação. “Já fomos a Domingos Martins, Afonso Cláudio e Santa Teresa com essa intenção”, disse. O secretário acrescentou que, agora, o produtor que recebe recursos financeiros na forma de pagamento por serviços ambientais não precisará mais apresentar notas fiscais para prestar contas. “A fiscalização será feita por técnicos que vão a campo ver se o acordo está sendo cumprido”, explicou. O diretor-presidente do Bandes, Aroldo Natal Silva Filho, informou que o número de projetos inscritos aumentou consideravelmente nos últimos anos. “Mais que triplicou, e o banco dará vazão a esses pedidos. O programa é um benefício múltiplo para o produtor, para a sociedade e para a natureza. É hora de quitar uma dívida com o passado recuperando nossas florestas e cuidando do futuro das próximas gerações”, pontuou. Os números do Reflorestar são crescentes, passando de 36 contratos, em 2013, para 1.600 em 2016. Já para o próximo ano, estão previstos mais 1200 contratos, além de outros 600 na Bacia do Rio Doce. Hoje, são mais de 4.500 produtores cadastrados por todo o Espírito Santo. Destes, quase 2.000 estão sendo atendidos. Hartung assina Termo de Cooperação Técnica para Conservação das Bacias Com o objetivo de apoiar a recuperação florestal de parte das microbacias do Espírito Santo e a ampliar a segurança hídrica para a população, foi assinado, dia 9, no gabinete do Governador Paulo Hartung, o protocolo de intenções para celebração do Termo de Cooperação Técnica para a realização de projeto de recupera- ção e conservação florestal no norte do Espírito Santo. O acordo firmado pelo Governo do Estado do Espírito Santo, por meio do programa Reflorestar, junto com a Coca-Cola Brasil, Leão Alimentos e Bebidas, Coalizão Cidades pela Água, por meio da The Nature Conservancy (TNC), Instituto BioAtlântica (IBIO) e o Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Barra Seca e Foz do Rio Doce, visa a recuperação e a conservação florestal na região dos córregos do Cupido e do Pau Atravessado, que estão localizados em parte da Bacia Hidrográfica de Barra Seca e Foz do Rio Doce, e que têm sentido os efeitos negativos da estiagem atual. FOTO: LEONARDO DUARTE/SECOM-ES Pequenos agricultores serão beneficiados pelo Programa Reflorestar Programa Reflorestar é referência nacional O Programa Reflorestar, do Governo do Espírito Santo, se tornou referência no Brasil por alcançar capacidade de recuperar florestas em escala. O Governo do Estado prevê o aumento da cobertura florestal no Espírito Santo em 80 mil hectares, até 2018. O objetivo é aumentar a cobertura florestal e não necessariamente a Mata Atlântica. Um sistema agroflorestal que utilize espécies como o cacau, a banana e o açaí consorciado com espécies nativas da Mata Atlântica vai permitir evidenciar os benefícios ambientais al- mejados, como a infiltração da água no solo, sem abrir mão da necessidade do produtor ter renda e se manter na propriedade rural. Para atingir a meta estabelecida pelo Estado, de aumentar a cobertura florestal em 80 mil hectares, estão sendo utilizadas duas estratégias. A primeira (fomento) está totalmente relacionada a ações de plantio, utilizando o pagamento por serviços ambientais. São repassados recursos financeiros ao produtor rural para que ele possa comprar insumos como mudas de espécies flo- restais, material para cercamento da área, adubo, dentre outros, e o produtor rural realiza as ações de plantio e manutenção. Com esse formato, serão restaurados até 20 mil hectares. Já a segunda estratégia é baseada no monitoramento e envolve uma série de atividades de cunho técnico e com base científica, que vai permitir a restauração em escala, com menores custos e baixa necessidade de mão de obra. Esse trabalho envolve uma área de 60 mil hectares. Outro fato merece destaque: o Espírito Santo foi o primeiro Estado a assumir, em 2015, o Desafio 20x20, lançado na Conferência das Partes (COP) da Convenção do Clima, em 2014, no Peru. A iniciativa é um esforço liderado por países e organizações da América Latina e do Caribe e tem como objetivo restaurar ou mesmo evitar o desmatamento em 20 milhões de hectares de terras degradadas até 2020. O Programa Reflorestar é uma realidade positiva e sem volta. As ações e os números mostram isso de forma inequívoca. Ele foi elaborado a partir da integração de di- versos projetos de restauração florestal executados pelo Espírito Santo, nos últimos 12 anos. Agora, o programa ganha força e evidencia que contribuirá para ser uma das principais ações visando combater a estiagem prolongada. O Reflorestar é bom para todo mundo. As florestas recuperadas facilitam o processo de infiltração da água no solo, garantindo maior oferta para o produtor e para as cidades. Isso, além de gerar renda para o produtor que vai poder explorar, de forma sustentável, a floresta.■

[close]

p. 12

12 NOVEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS

[close]

Comments

no comments yet