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CRIACIONISMO E CIÊNCIA

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Geoscience Research Institute - GRI 1. A crença na criação pode ser considerada científica? Em nossa sociedade a ciência está frequentemente associada com o “naturalismo”. O naturalismo nega qualquer ação sobrenatural, enquanto que o criacionismo admite esta possibilidade. Portanto, de acordo com este conceito, a ciência estaria em conflito com o criacionismo. No entanto, a ciência pode ser definida de outras maneiras. Se “ciência" significa o estudo da natureza, então o criacionismo seria "científico" quando usado no contexto filosófico do estudo da natureza.1 Para alguns, o termo "científico" significa crença lógica, em oposição à superstição. Esse significado está implícito no "cientificismo" - a crença de que a ciência naturalista é a única maneira de descobrir a verdade. Tratase de um mau uso do termo "científico", em que a resposta é determinada pela definição utilizada no conceito. 2. O cristão pode ser um cientista? Sim. Muitos cientistas são cristãos,2 embora haja ainda certo preconceito em relação ao cristianismo em partes da comunidade científica. Muitos dos fundadores da ciência acreditavam que Deus estava ativo na natureza e que, na verdade, eles estavam meramente estudando os métodos que Ele utilizava para lidar com ela.3 A história mostra que a separação de Deus da natureza não é necessária para o avanço do conhecimento. 3. Não é necessário que a ciência seja naturalista? A ciência avançou porque os cientistas procuraram respostas a perguntas sobre como os eventos ocorriam. Isso pode ser investigado independentemente de alguém acreditar que Deus está dirigindo os eventos. Os cientistas não precisam acreditar no naturalismo, desde que procurem entender o mecanismo pelo qual os eventos ocorrem. No entanto, a ciência geralmente se preocupa em testar previsões derivadas de hipóteses específicas. A hipótese de que Deus causou um evento através de meios que não são possíveis de investigar não seria considerada, do ponto de vista do naturalismo, uma hipótese científica, porque esta hipótese não pode ser testada. Mas isto não quer dizer que ela pode ser considerada. 4. Se os métodos utilizados por Deus fossem conhecidos da ciência, isso não sufocaria a pesquisa? A crença de que Deus está ativo na natureza não sufocou a pesquisa para os fundadores da ciência e não precisa fazê-lo nos dias de hoje. O que se deve evitar é deixar de investigar um fenômeno porque se acredita que Deus o causou. Muitos cientistas foram estimulados a estudar a natureza porque

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acreditavam que Deus estava ativo nela e que, portanto, ela poderia ser melhor entendida através do estudo de Sua obra criadora. 5. Como podemos justificar a rejeição da ciência com respeito à criação quando a ciência tem tido tanto êxito em outras áreas? O sucesso da ciência se deve em grande parte à sua abordagem experimental. Utilizando experimentos controlados que podem ser repetidos inúmeras vezes os cientistas conseguem avaliar a veracidade das hipóteses ou as condições inicias de determinado evento. Os resultados desta abordagem têm sido espetaculares em campos tão diversos como saúde, transporte, comunicação, viagens espaciais e desenvolvimento comunitário. Os cientistas têm sido capazes de usar esta metodologia para descobrir muitas leis gerais que descrevem com precisão e preveem eventos do mundo físico. Isto é o que a ciência faz melhor, de forma que a ciência experimental raramente está em conflito com a Bíblia. Por outro lado, o estudo da ciência histórica é diferente. Aqui, as condições iniciais não podem ser observadas e não há controle metodológico para testar os efeitos possíveis decorrentes de causas individuais. Em alguns casos, pode-se tentar repetir o evento, mas nunca será possível fazê-lo com êxito. Muitas vezes, o melhor que se pode fazer é estudar os processos ocorridos naquele evento e testá-los para ver qual deles fornece a melhor explicação para a observação em questão.4 Se a causa real do evento histórico for um processo que já não está mais em operação, é possível que a causa verdadeira nunca seja descoberta. Apesar destas limitações, os cientistas aprenderam muito sobre a história da Terra. No entanto, quando os cientistas fazem afirmações que entram em conflito com a Bíblia, os cristãos têm boas razões para duvidar deles. A recusa dos cientistas em sequer considerar a possibilidade da atuação de processos sobrenaturais elimina qualquer possibilidade de se chegar a explicações corretas para eventos causados pela ação sobrenatural. Por esta razão, aqueles que aceitam a ação divina na história não se sentem forçados a aceitar explicações materialistas para eventos históricos, independentemente do sucesso da ciência em outras áreas. 6. Que perguntas ainda não resolvidas sobre a criação e a ciência podem ser de maior interesse? Como podemos alcançar a harmonia entre a fé e o estudo da natureza? Como podemos resolver as tensões entre fé e ciência? REFERÊNCIAS: [1] Philosophies of science from Christian perspectives are given in: (a) Ratzsch D. 1986. Philosophy of Science. Downers Grove, IL: InterVarsity Press; (b) Pearcey NR, Thaxton CB. 1994. The soul of science: Christian faith and natural philosophy. Wheaton, IL: Crossway Books, Good News Publishers; (c)

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Seventh-day Adventists should consult Testimonies to the Church, Vol. 8, p 255-261 for an enlightening statement on God, nature and science. [2] Ashton JF, editor. 2000. In Six Days. Green Forest, AR: Master Books. [3] Graves D. 1996. Scientists of Faith. Grand Rapids, MI: Kregel Resources. [4] A good discussion of method in historical scientific questions is found in Meyer, SC. Signature in the Cell. New York, NY: HarperOne, 2010, 150-172.

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1. A arca de Noé foi encontrada? A Arca de Noé Geosicence Research Institute - GRI Não. Várias expedições já procuraram a arca, mas sem sucesso. Algumas formações rochosas em forma de barco foram encontradas na região do Ararat, mas não há nada de especial sobre elas. Existem inúmeros relatos de pessoas que afirmam ter visto a arca, mas não há nenhuma evidência para apoiálos. Parece improvável que a arca seja encontrada. Deve-se considerar com cautela afirmações de que a arca foi encontrada e que mais recursos seriam necessários para comprova-la. 2. Como poderiam todas as espécies antediluvianas caberem na arca? Isto não seria necessário. A arca foi projetada para incluir apenas os vertebrados terrestres - aqueles que caminham no chão e respiram pelas narinas (Gênesis 7:22). Isso não inclui animais marinhos, vermes, insetos ou plantas. Há menos de 350 famílias vivas de vertebrados terrestres. A maioria destes seria do tamanho de um gato doméstico ou menor. Se cada Família foi representada na arca por um par, com algumas mais poucas famílias limpas representadas por sete pares, a arca precisaria acomodar menos de 1.000 indivíduos. Provavelmente ela poderia acomodar dez vezes esse número.1 A questão do espaço para os animais na arca não é uma preocupação tão séria. 3. É razoável supor que cada família taxonômica poderia ser representada por um único par ancestral na arca? Isso não requer taxas maiores de evolução após o dilúvio? Algumas famílias, no sentido taxionômico, podem representar grupos com mais de um par ancestral. No entanto, um único par pode ter sido suficiente em muitos casos. Algumas espécies possuem variabilidade genética suficiente para produzir variações morfológicas equivalentes a diferentes gêneros.2 As taxas de variação morfológica podem depender do grau de isolamento genético e da extensão do estresse ambiental, além do tempo.3 4. E quanto à comida, água e saneamento para todos esses animais? Essas questões não são discutidas na Escritura. A água da chuva poderia estar disponível, tornando o seu armazenamento desnecessário. Os alimentos aparentemente foram armazenados na arca (Gênesis 6: 21-22). O Deus que anunciou o dilúvio pode ter instruído Noé sobre como preparar a arca e Aquele que conduziu os animais para a arca, certamente poderia gerenciar a logística necessária para cuidar deles. 5. Como que animais especializados em certas dietas, como os koalas, poderiam se dispersar para tão longe da arca?

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As plantas forneceram a dieta original para todos os animais terrestres (Gênesis 1: 29-30). Ocorreram grandes mudanças na dieta, mas não temos registros de como isto aconteceu. A maioria das espécies pode sobreviver com alimentos alternativos, pelo menos por algum tempo. Atualmente, a dieta dos koalas está restrita a folhas de eucalipto, mas não sabemos se isso sempre foi assim. Eles podem ter se especializado nesta dieta depois de chegarem à Austrália. Nós nem sequer sabemos se os koalas existiram antes do dilúvio, ou se eles se desenvolveram a partir de algum antepassado que foi preservado na arca. Provavelmente não haja uma maneira segura de encontrar a resposta. 6. Como que os animais poderiam encontrar o caminho para a América do Sul ou para a Austrália a partir da arca? Não sabemos, mas parece provável que os animais foram guiados de forma sobrenatural para a arca, e novamente para se dispersar a partir dela. Alguns podem questionar esta atividade sobrenatural, mas isso está implícito em toda a história do dilúvio. A atividade sobrenatural não significa necessariamente que as leis da natureza foram violadas, mas que os eventos foram dirigidos por seres inteligentes. Tanto a América do Sul como a Austrália têm animais que claramente migraram de fora de suas respectivas áreas.4 Algumas ilhas possuem animais que podem ter chegado lá através de jangadas naturais e parece provável que estas jangadas tenham sido um método importante de dispersão. No entanto, não sabemos ao certo como os animais se dispersaram após o dilúvio. 7. Que questões ainda não resolvidas sobre a arca são de maior interesse? Quantos tipos diferentes de animais foram salvos na arca e quem são seus descendentes? Como os vertebrados terrestres passaram da arca para sua distribuição atual? REFERÊNCIAS: [1] Para uma discussão criacionista sobre o espaço da arca ver: Woodmorappe J. 1994. The biota and logistics of Noah’s ark. In Walsh RE, editor, Proceedings of the Third International Conference on Creationism, July 18-23, 1994. Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, p 623-631. [2] Wayne RK. 1986. Cranial morphology of domestic and wild canids: the influence of development on morphological change. Evolution 40:243-261; see also the FAQ on Change in Species. [3] Parsons PA. 1988. Evolutionary rates: effects of stress upon recombination. Biological Journal of the Linnean Society 35:49-68. [4] Uma discussão criacionista da biogeografia da América do Sul é dada em: Gibson LJ. 1998. Historical biogeography of South America, Part I: living vertebrates. Geoscience Reports 25:1-6; (b) Gibson LJ. 1998. Historical biogeography of South America, Part II: fossil vertebrates. Geoscience Reports 26:1-6.

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O DILÚVIO DE GÊNESIS Geoscience Research Institute - GRI 1. De onde veio a água do dilúvio e para onde ela foi? Os oceanos contêm água mais do que suficiente água para inundar a Terra. Se a superfície da Terra fosse perfeitamente lisa, sem as montanhas ou bacias oceânicas, ela seria coberta por uma camada de água de 3 km.1 Antes do dilúvio, provavelmente havia água nos mares, na atmosfera e uma quantidade desconhecida de água de origem subterrânea. A maior parte da água superficial se encontra atualmente nas bacias oceânicas, mas pode haver ainda muita água no manto.2 Existe ainda outra possível fonte de água que teria contribuído para o dilúvio queé aquela contida nos cometas.3 2. Como poderiam as águas do dilúvio cobrir Monte Everest? A topografia da terra hoje não é a mesma que antes do dilúvio de Gênesis. É provável que toda a crosta terrestre foi reorganizada durante o dilúvio, já que a superfície primitiva foi erodida e os sedimentos depositados nas bacias sedimentares. Muitos organismos também foram transportados para o interior destas bacias e posteriormente soterrados, formando assim os fósseis. Durante a inundação, a área que agora pertence ao Monte Everest teria sido uma bacia em que os sedimentos estavam se acumulando. Isto pode ser demonstrado pela presença de fósseis marinhos no alto do monte.4 Após a deposição dos sedimentos e fósseis, a atividade tectônica elevou estas bacias acima de sua posição anterior, formando os Montes Himalaia. A maioria ou todas as cadeias de montanhas atuais podem ter se formado da mesma forma, através da atividade tectônica durante o dilúvio ou pouco tempo depois. 3. Como a Terra poderia ser destruída por 40 dias e 40 noites de chuva? Na verdade, não foi só isso que aconteceu durante o dilúvio. As águas que se acumularam na superfície da Terra não recuaram antes de pelo menos 150 dias (Gênesis 7:24). Outros 150 dias parecem ter se passado antes que a arca repousasse no Monte Ararat (Gênesis 8: 3,4). Dez meses de inundação contínua provavelmente teria produzido grandes mudanças na superfície da Terra. Em regiões distantes do local onde a arca aportou a inundação poderia durar muito mais de um ano. A chuva certamente foi um fator importante, mas houve muito mais do que apenas chuva nesta grande catástrofe. Correntes oceânicas enormes teriam se formado quando a superfície da terra estava submersa. Grandes massas de rochas e de sedimentos foram transportadas e re-depositadas em outros locais por correntes de turbidez e deslizamentos submarinos. Estratos de rocha muitas vezes aparecem dobrados e falhados, indicando grande movimentação de porções importantes da crosta, associadas à atividade tectônica. Além disso, as rochas do Fanerozóico contêm mais de 150 crateras de impacto formadas pela colisão de objetos extraterrestres como asteroides, meteoritos e cometas.5 A atividade vulcânica é outro fator que contribuiu para modificar a crosta terrestre. Fluxos enormes de lava conhecidos como flood basalts

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são encontrados em vários locais da Terra. Erupções vulcânicas e fluxos de lava teriam liberado gases, cinzas e magma que cobriram grandes áreas da superfície da terra. Estes processos teriam multiplicado os efeitos da água causando grandes alterações nos continentes e nos oceanos.6 4. A inundação foi verdadeiramente mundial? A redação do texto bíblico indica consistentemente uma inundação global.7 Jesus usou o dilúvio como exemplo de um julgamento universal (Mateus 24: 37-38). Pedro confirma que apenas oito pessoas foram salvas (2 Pedro 2: 5). No texto do Gênesis, a linguagem é tão universal quanto possível: "... todas as montanhas altas sob o céu foram cobertas" (Gênesis 7:19, RSV). Se a água cobriu as altas montanhas também cobriria as regiões mais baixas. Uma vez que era o propósito de Deus destruir todos os seres humanos (Gênesis 6: 7), o dilúvio deve necessariamente ter se estendido pelo menos a todas as regiões habitadas. Além disso, Deus prometeu que nunca haveria outra inundação como aquela (Gênesis 9:11, Isaías 54: 9), o que ficou simbolizado através do arco-íris (Gênesis 9: 13-17). Houve muitas inundações locais altamente destrutivas que exterminaram muitas pessoas. O arco-íris é visto em todo o mundo, indicando que a promessa se aplica a todos. O dilúvio de Gênesis envolveu um nível de atividade muito diferente do que qualquer outra coisa vista desde aquela época. 5. E quanto a propostas de que a história da inundação bíblica se refere a uma inundação local em algum lugar no Oriente Médio? Nenhuma das inundações locais propostas se encaixa na descrição bíblica. Se o dilúvio fosse local, a narrativa bíblica não faria sentido. Não haveria necessidade de uma arca para salvar Noé ou seus animais. Noé poderia ter migrado com seus animais para outra região para não ser destruído. Alguns apontam para uma camada de argila encontrada em determinados locais da Mesopotâmia como a possível fonte histórica do dilúvio bíblico.8 No entanto, essa camada é encontrada apenas em alguns locais. Sem dúvida, a região foi inundada na ocasião do dilúvio, mas isso não tem nada a ver com o relato de Gênesis. Outra hipótese é que a história do dilúvio bíblico se baseia em outro episódio de inundação do Golfo Pérsico devido ao aumento do nível do mar a medida que as geleiras se derretiam no final da última era goacial.9 Outra grande inundação no Mar Negro foi sugerida como a fonte provável para o dilúvio bíblico.10 Esses relatos podem se referir a inundações reais, locais e temporárias, mas não se encaixam na narrativa bíblica que teve um início e um final definitivo. Outras inundações pré-históricas certamente ocorreram que provavelmente excederam qualquer coisa registrada na história. O Channeled Scablands no estado de Washington é um desses exemplos11, embora existam outros.12 Nenhum destes se ajustam à descrição do dilúvio bíblico, um evento global que destruiu todos os seres humanos, exceto os que entraram na arca. 6. Que questões ainda não resolvidas sobre o Dilúvio são de maior interesse?

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Como o dilúvio teria produzido a sequência de fósseis que observamos na coluna geológica? Como as plantas e os animais atingiram seus locais atuais após o dilúvio? REFERÊNCIAS: [1] Dubach HW, Taber RW. 1968. Questions About the Oceans. Publication G13. Washington DC: U.S. Naval Oceanographic Office, p 35. [2] O manto é capaz de armazenar mais água do que a que existe atualmente nos oceanos: Murakami, M. et al. Water in Earth’s lower mantle. Science 295(2002):1885-1887. [3] Ver Hartogh, P et al. Ocean-like water in the Jupiter-family comet 103P/Hartley2. Nature 478(2011):218-220. [4] Odell NE. 1967. The highest fossils in the world. Geological Magazine 104(1):73-74. [5] Até o momento foram confirmadas 184 crateras de impacto; ver http://www.passc.net/EarthImpactDatabase/Diametersort.html, acessado em 01 de Outubro de 2013. [6] Uma teoria a este respeito é apresentada em Austin, SA, Baumgardner, JR, Snelling, AA, Vardiman, L and Wise, KP, Catastrophic plate tectonics: A global flood model of Earth history, in Proceedings of the Third International Conference on Creationism, RE Walsh (ed), 609-621. [7] Hasel GF. 1975. The biblical view of the extent of the flood. Origins 2:77-95; Hasel GF. 1978. Some issues regarding the nature and universality of the Genesis flood narrative. Origins 5:83-98; Davidson RM. 1995. Biblical evidence for the universality of the Genesis Flood. Origins 22:58-73. [8] E.g., see Woolley, L. Stories of the creation and the flood, in (A Dundes, ed.) The Flood Myth. Berkeley: University of California Press (1988): 88-99 [9] Rose, JR. New light on human prehistory in the Arabo-Persian Gulf oasis. Current Anthropology 51(2010):849-883. [10] Ryan, W and W Pitman. Noah’s Flood. New York, NY: Touchstone, 2000. [11] Ver Allen JE, Burns M, Sargent SC. 1986. Cataclysms on the Columbia. Portland OR: Timber Press. [12] A great Siberian flood is described in: Baker VR, Benito G, Rudoy AN. 1993. Paleohydrology of Late Pleistocene superflooding, Altay Mountains, Siberia. Science 259:348-350. Hsu KJ. 1983. The Mediterranean Was a Desert. Princeton, NJ: Princeton University Press; Gupta, S et al. Catastrophic flooding origin of shelf valley systems in the English Channel. Nature 448(2007):342-345.

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A IDADE DO GELO Geoscience Research Institute - GRI 1. Houve realmente uma Idade do Gelo? Sim. Houve uma época em que as geleiras cobriam grandes áreas da América do Norte e do noroeste da Europa.1 A maioria dos cientistas acredita que houve várias idades glaciais, mas alguns criacionistas suspeitam que houve apenas uma Idade do Gelo, com flutuações que produziram a aparência de mais de uma. As calotas de gelo ainda permanecem na Antártida e na Groenlândia, juntamente com muitas geleiras no Hemisfério Norte. Existem várias evidências que mostram a presença de mantos de gelo em grande parte do norte da América do Norte no passado. Estas evidências incluem morenas glaciais e pavimentos polidos e estriados. As geleiras tendem a migrar muito lentamente. À medida que se movem, mais gelo é adicionado à montante da geleira, dando a impressão de serem estacionárias. O movimento das geleiras produz blocos de todos os tamanhos e acumulações de detritos. Quando estes detritos ocorrem entre a geleira e as encostas são chamados de morenas laterais, quando ocorrem na frente da geleira são chamados de morenas frontais ou quando no seu final de morenas terminais. As geleiras também deixam estrias na rocha, como se fossem cicatrizes na forma dos riscos ou polimento glacial. Uma geleira também pode esculpir nas montanhas um vale em forma de U, à medida que se move. Grandes blocos que caem sobre a superfície da geleira são levados para encosta abaixo, às vezes por muitos quilômetros. Quando a geleira derrete, estes blocos podem se depositar longe de sua fonte original. Estas e outras características das geleiras são comuns em grandes áreas do Canadá e partes do norte dos Estados Unidos, mostrando que essas áreas foram cobertas com gelo. 2. Quando ocorreu a Idade do Gelo? Provavelmente não muito tempo depois do dilúvio. Muitos registros apontam para um resfriamento climático e a formação de geleiras no hemisfério norte no Plioceno Superior2, período próximo do topo da coluna geológica. Este seria um bom cenário se, pelo menos, o Cenozoico Superior fosse pós-dilúvio. Um intervalo de tempo entre a liberação dos animais da arca e o início da Idade do Gelo proporcionaria tempo para os animais se dispersarem pelos continentes do hemisfério norte antes que o gelo se acumulasse o suficiente para bloquear a sua migração. 3. Por que a Bíblia não menciona nada sobre a Idade do Gelo? A Bíblia registra a história dos povos que preservaram a história do Messias prometido. A Idade do Gelo não é relevante para essa história. Por outro lado, referências como Jó 38: 223 podem indicar um clima mais frio no início da história bíblica.

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4. O que causou a Idade do Gelo? Tem havido muitas hipóteses sobre as causas da Idade do Gelo4. De uma perspectiva criacionista, um dos modelos mais interessantes5 foi desenvolvido por M. J. Oard. Nesta reconstrução, o oceano ainda estaria aquecido imediatamente após o dilúvio. Isto significa que muita água evaporaria e produziria muita precipitação de neve, especialmente ao longo da rota de tempestade na costa oriental da América do Norte. Grandes quantidades de neve teriam se formado nesta região, onde ocorreu o maior acúmulo de gelo. À medida que a crosta terrestre se ajustava às mudanças causadas pelo dilúvio, ocorreram terremotos e atividade vulcânica em várias partes do globo. Os vulcões ejetaram poeira e sulfatos no ar, que bloquearam o sol e mantiveram os verões mais frescos. Isso teria aumentado a quantidade de precipitação e reduzido o degelo durante os verões.6 Quando a superfície ficou coberta de neve, o calor do sol era refletido com mais intensidade do que o que era absorvido na superfície. Isso arrefeceu ainda mais o ar, acelerando o processo de resfriamento. Depois de várias centenas de anos, o oceano teria resfriado a tal ponto que a quantidade de neve diminuiria. A atividade vulcânica também teria diminuído, permitindo que os verões se tornassem mais quentes e o degelo fosse maior. 5. Quanto tempo durou a Idade do Gelo? Numa perspectiva de idade mais curta7, a era do gelo poderia ter durado menos de 1.000 anos. A maioria dos geólogos acredita que vários períodos glaciais foram separados por períodos mais quentes ao longo de centenas de milhares de anos. Um núcleo de gelo retirado da Groenlândia revelou mais de cem mil camadas anuais,8 enquanto que outro núcleo retirado da antártica foi interpretado como registrando mudanças climáticas nos últimos 740.000 anos.9 Mais pesquisas são necessárias para aprimorar a interpretação das geleiras, tendo em vista a mobilidade dos materiais nos mantos de gelo10, a possibilidade de produção de várias camadas por ano a partir de múltiplas tempestades11 e os efeitos da fusão parcial da superfície12. 6. Como a Idade do Gelo afetou as plantas e os animais? A Idade do Gelo afetou plantas e animais de várias maneiras. Em primeiro lugar, à medida que o clima esfriou, as zonas climáticas deslocaram-se em direção ao equador. As espécies tiveram que se mover juntamente com suas zonas climáticas, se adaptar a um clima diferente, ou se extinguirem. Existem numerosos exemplos destas três hipóteses.13 Em um deles, os mamutes lanosos se adaptaram ao clima frio do norte da Ásia, produzindo pelos mais espessos. Alguns mamutes ficaram presos na lama e na neve e seus corpos foram preservados por milhares de anos, até serem descobertos e estudados pelos cientistas.14 Não encontramos mais elefantes nativos no norte da Ásia porque os mamutes lanosos foram extintos.

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A Idade do Gelo também afetou a capacidade dos organismos de se dispersarem para novas áreas. À medida que o gelo se acumulava nos continentes, muita água era perdida dos oceanos de modo que o nível do mar teria reduzido em cerca de 100 metros. O abaixamento do nível do mar expos pontes terrestres como as que ligam a Ásia e a América do Norte, o sudeste da Ásia com as ilhas Pátria de Sunda, a Austrália com a Tasmânia e a Nova Guiné, entre outras. Este fenômeno teria permitido a dispersão de terras em áreas que agora estão separadas pelo mar. À medida que os mantos de gelo cresciam em toda a América do Norte, formavam uma barreira que impedia a passagem de animais e plantas terrestres, dificultando a dispersão das espécies entre a Ásia e a América do Norte. Por outro lado, à medida que os mantos de gelo fundiam, o clima aquecia e as espécies puderam migrar para o norte. 7. E quanto a outras Eras do Gelo da coluna geológica? Outras eras glaciais foram propostas com base na interpretação de certas evidências geológicas, como os tipos de sedimento considerados característicos da atividade glacial.15 No entanto, as evidências para eras glaciais anteriores ao Quaternário são mais fragmentárias, permitindo interpretações alternativas para o conjunto de dados.16 8. Que questões mais significativas a respeito da Idade do Gelo ainda não foram resolvidas? Como e com que rapidez se formaram os mantos de gelo e como eles afetaram o movimento de grupos humanos e de animais terrestres? Que processos podem explicar o grande número de camadas nos núcleos de gelo e as oscilações climáticas cíclicas observadas a partir de registros marinhos e terrestres? REFERÊNCIAS: [1] Wright AE, Moseley F, editors. Ice Ages: Ancient and Modern. Geological Journal Special Issue No. 6. (Liverpool: See House Press, 1975). [2] Bartoli, G, et al. Final closure of Panama and the onset of northern hemisphere glaciation. Earth and Planetary Science Letters237(2005):33-44; Ravelo, AC et al. Regional climate shifts caused by gradual global cooling in the Pliocene epoch. Nature429(2004):263-267. [3] “Have you entered the treasury of snow, or have you seen the treasury of hail,” Job 38:22. [4] Imbrie J, Imbrie KP. Ice Ages: Solving the Mystery. (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1986). [5] Ver: Oard MJ. A post-flood ice-age model can account for Quaternary features. Origins 17(1990):826; Oard MJ. 1 An Ice-Age Caused by the Genesis Flood. ICR Technical Monograph. (El Cajon, CA: Institute for Creation Research, 1990). [6] A erupção do vulcão Samalas em cerca de 1.257 AD pode ter causado o período de resfriamento conhecido como “The Little Ice Age” (A Pequena Idade do Gelo). Ver Lavigne, F. et al, Source of the great A.D. 1257 mystery eruption unveiled, Samalas volcano, Rinjani Volcanic Complex,

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Indonesia. Proceedings of the National Academy of Sciences, US (2013); doi: 10.1073/pnas.1307520110, accessed 3 October 2013. [7] Ver os artigos de Oard nas notas de rodapé 5. [8] North Greenland Ice Core Project. High-resolution record of Northern Hemisphere climate extending into the last interglacial period. Nature 431(2004):147-151. [9] EPICA group. Eight glacial cycles from an Antarctic ice core. Nature 429(2004):623-628. [10] Craig, H, Horibe Y, and Sowers T. Graviational separation of gases and isotopes in polar ice caps. Science 242(1988):1675-1678; Lorius, C et al. A 150,000-year climatic record from Antarctic ice. Nature 316(1985):591-596. Zdanowicz, CM et al. Characteristics of modern atmospheric dust deposition in snow on the Penny Ice Cap, Baffin Island, Arctic Canada. Tellus B 50 (1998), 506-520. Accessed April 28, 2014 at http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1034/j.1600-0889.1998.t01-1-00008.x/pdf [11] Alley, RB et al. Visual-stratigraphic dating of the GISP2 ice core: Basis, reproducibility, and application. Journal of Geophysical Research 102,C12, (1997):26, 367-381, p 378 [12] Rempel, A et al. Possible displacement of the climate signal in ancient ice by premelting and anomalous diffusion. Nature(May 2001)411:568-571. [13] E.g., see Lomolino, MV, et al. Biogeography, 4th edition, (Sunderland, MA: Sinauer Associates, 2010), 313-357. [14] Fisher, DC et al. Anatomy, death, and preservation of a woolly mammoth (Mammuthus primigenius) calf, Yamal Peninsula, northwest Siberia. Quaternary International 255(2012):94-105. doi:10.1016/j.quaint.2011.05.040; Wong, K. 2013. Can a mammoth carcass really preserve flowing blood and possibly live cells? Nature doi:10.1038/nature.2013.13103. [15] E.g., Eyles, N. Earth’s glacial record and its tectonic setting, Earth-Science Reviews 35(1993):1-248; Smith, LB and Read JF. Rapid onset of late Paleozoic glaciation on Gondwana: Evidence from upper Mississippian strata of the midcontinent, United States. Geology 28(2000):279-282. [16] Ver: Gravenor CP, Von Brunn V. Aspects of Late Paleozoic glacial sedimentation in parts of the Parana Basin, Brazil, and the Karoo Basin, South Africa, with special reference to the origin of massive diamictite. In McKenzie GD, editor. Gondwana Six: Stratigraphy, Sedimentology and Paleontology. Geophysical Monograph 41. (Washington DC: American Geophysical Union, 1987), 103-111; Rampino MR. Tillites, diamictites, and ballistic ejecta of large impacts. Journal of Geology 102(1994):439456; Bennett MR, Doyle P, Mather AE. Dropstones: their origin and significance. Palaeogeography, Paleoclimatology, Palaeoecology 121(1996):331-339; Oberbeck VR, Marshall JR, Aggarwal H. Impacts, tillites, and the breakup of Gondwanaland. Journal of Geology 101(1993):1-19, and Responses in Journal of Geology 101(1993):675-679; 102:483-485.

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A SEMANA DA CRIAÇÃO Geoscience Research Institute - GRI 1. O que foi criado no primeiro dia da semana da criação? E disse Deus: "Haja luz" (Gênesis 1: 3). A Terra, antes do primeiro dia da criação, era escura (Gênesis 1: 2). No primeiro dia, Deus fez com que a Terra fosse iluminada. Isso não significa que a luz não existisse antes deste dia, porque a presença de Deus está associada à luz (Salmo 104: 2, Apocalipse 22: 5). O texto não diz que o fenômeno físico da luz foi criado pela primeira vez naquele dia, mas que a Terra, anteriormente escura, foi iluminada. Uma explicação possível da luz é que Deus, pessoalmente e fisicamente, veio à Terra, tornando-a iluminada. Se for assim, então como poderia haver noite novamente? A presença de Deus pode trazer luz ou escuridão, como mostra a experiência dos hebreus no deserto (Êxodo 13:21). Talvez a rotação da Terra tenha produzido dia e noite em diferentes partes da superfície, como acontece hoje. Outra possível explicação da luz é que o sol e o sistema solar realmente existiam antes da semana da criação, mas a luz foi obscurecida para que a superfície da Terra se tornasse escura. A Terra naquela época pode ser comparada com Vênus, onde a espessa da atmosfera obscurece a luz do sol. No primeiro dia, a atmosfera teria sido desanuviada o suficiente para permitir que a luz alcançasse a superfície.1 Outra conjectura é que a luz pode ter vindo de outra fonte, como uma supernova. Outra possível interpretação será discutida na próxima seção. 2. O que foi criado no quarto dia da semana da criação? Disse também Deus: "Haja luzeiros no firmamento dos céus para fazerem separação entre dia e noite ..." Dois grandes luzeiros são descritos, um para governar o dia e outro para governar a noite. Estes luzeiros apareceram no quarto dia da semana da criação. Os detalhes não são dados. Eles podem ter sido criados naquele dia. Se assim for, a luz dos três primeiros dias poderia ter sido fornecida pela presença de Deus. Se nosso sistema solar existisse antes da semana da criação, como alguns criacionistas pensam, aparentemente o próprio sol não seria visível até o quarto dia. Isso pode ser explicado através da cobertura de densas nuvens atmosféricas que permitiam apenas que uma luz difusa alcançasse a superfície da Terra, mas não revelando sua fonte. No quarto dia, talvez a atmosfera fosse limpa para permitir que o sol e a lua fossem vistos pela primeira vez. Outra possível interpretação é que o sol e a lua existiam antes disto, mas somente no quarto dia eles foram "designados" para funções específicas em relação à Terra.2

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A frase "e fez também as estrelas" não exige que Deus tenha criado as estrelas ex nihilo no quarto dia. Alguns criacionistas sustentam que o universo inteiro, ou pelo menos a sua porção visível, tenha sido criado no quarto dia. O texto permite esta leitura, mas não a requer. As palavras "e fez" não estão no original, mas foram fornecidas pelos tradutores porque pensavam que isto seria o que o autor pretendia dizer. Uma tradução melhor do texto hebraico seria "o luzeiro menor para governar a noite e também as estrelas." Isso poderia significar que a lua foi nomeada para governar a noite com as estrelas. Esta sugestão é apoiada pelo Salmo 136: 7-9, que diz "a lua e as estrelas para presidirem à noite"3. 3. Por que a sequência dos dias da criação não corresponde à sequência do registro fóssil? A sequência de criação de acordo com Gênesis incluiu: 1) plantas com semente, incluindo as árvores frutíferas; 2) criaturas voadoras (como as aves) e criaturas nadadoras (como os peixes e as baleias); 3) criaturas terrestres (como répteis, mamíferos e seres humanos). No registro fóssil a sequência é diferente: 1) peixes; 2) plantas com semente, mas que não dão frutos; 3) répteis terrestres; 4) répteis voadores; 5) mamíferos terrestres; 6) aves; 7) árvores frutíferas; 8) baleias; 9) humanos. A sequência fóssil não corresponde à sequência da criação porque o registro fóssil é um registro de morte ao invés de um registro da criação da vida. Além disso, o registro fóssil foi produzido após a semana de criação. Não houve processo de fossilização entre os dias da criação. 4. Os dias da criação poderiam realmente representar períodos de mil anos, como ocorre em II Pedro 3: 8? Tornar os dias da criação "dias" de mil anos não ajuda a explicar o texto. A sequência dos fósseis não corresponde à sequência de criação. A vegetação foi criada antes dos seres marinhos no relato da criação, mas aparece depois deles no registro fóssil. Os pássaros foram criados antes dos répteis terrestres, mas aparecem depois deles no registro fóssil. Se os mil anos forem interpretados como correspondendo a uma noite e uma manhã, cada noite deveria ter ocupado aproximadamente metade desse tempo, ou 500 anos. A vegetação não poderia sobreviver a 500 anos de escuridão. Se os mil anos forem interpretados como anos ordinários, isto não resolve as idades propostas para os fósseis, que são considerados como tendo milhões dos anos. Qualquer tentativa de tornar os “dias” da criação igual a mil anos não resolve as questões de cunho científico4, e ainda resulta em problemas de ordem textual e teológica. 5. Os dias da criação poderiam representar períodos indefinidos de tempo? No livro de Gênesis os "dias" da criação são numerados de 1 a 7, indicando uma sequência contínua. Estes dias consistem em "uma noite e uma manhã" - um período escuro e um período claro (de luz). O

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