p. 2
nesta edição editorial capa o templo dos mistérios atlantes capa editorial 2 editorial matéria da capa o antigo templo dos mistérios atlantes 3 destaques coisas de agosto 5 o estudo da cabala quem pode estudar cabala 7 academia da leitura letramento 9 trabalhos o significado do fogo e o respeito para com ele 10 o simbolismo da gravata bordô no rito brasileiro 11 reflexões torradas queimadas 13 lançamentos livros 14 ficha técnica 14 técnica você tem que ser o espelho da mudança que está propondo se eu quero mudar o mundo tenho que começar por mim m aha tma ghan di c hegamos ao mês de agosto de 2011 lançando nossa 54ª edição ininterrupta orgulhoso pela crescente aceitação deste trabalho que embora seja apenas uma gota no oceano tem contribuído positivamente para o engrandecimento da cultura maçônica afinal não poderíamos como veículo de informação e conscientização manter postura diferente nosso comprometimento com a elevação do nível cultural de nossa ordem é ad-aeternum o resultado tem sido muitíssimo satisfatório mensalmente recebemos diversos elogios de leitores que utilizam nossos textos em suas lojas durante o quarto de hora de estudos comuniquem-nos sempre tal uso pois é extremamente importante para nos orientar na escolha de matérias para a produção das próximas edições mensagens de sugestão incentivo e crítica são muito bem-vindas estamos nos empenhando para atender a todos de forma imparcial e despretensiosa nosso compromisso é com você e a sua opinião é fundamental para que possamos encontrar a excelência deste trabalho e que ele como diria o grande poeta vinícius que seja infinito enquanto dure entusiasta que somos pretendemos a cada edição enfrentar novos desafios não com o objetivo único de vencêlos e sim de adquirir um novo aprendizado de enxergar soluções por novos ângulos de reavaliar nossos próprios limites somado a tudo isso vimos fazendo de nossos editoriais um convite à reflexão sobre os mais diversos assuntos da atualidade despertando nossos leitores quanto a nossa enorme responsabilidade como cidadãos pais maridos profissionais e principalmente como iniciados maçons dentro desse escopo selecionamos matérias como o antigo templo dos mistérios atlantes extraída do livro iniciação antiga e moderna a fraternidade rosa-cruz de max heindel que nos serve como matéria da capa a crônica coisas de agosto de nossa lavra abrilhanta a coluna destaques abordando de forma descontraída a origem e saga do mês que para muitos é considerado de mau agouro com ela parabenizamos a todos pelo dia do maçom a coluna estudo da cabala ainda com o objetivo de desmitificar o estudo da tradição hebraica apresenta a matéria quem pode estudar cabala de michael laitman escolhemos para a coluna trabalhos duas matérias interessantes o significado do fogo e o respeito para com a chama gentilmente cedido por nosso irmão josé valdecir de sousa martins de autoria de fernando de faria o simbolismo da gravata bordô no rito brasileiro fechando a edição escolhemos para homenagear a todos os irmãos pelo dia dos pais a matéria torradas queimadas cuja autoria desconhecemos e cujo conteúdo contudo é uma imperdível aula de sabedoria de vida querido leitor que nos acolhe a cada edição e dispensa parte de seu valioso tempo lendo nossos escritos saiba que nosso compromisso de tratar a cultura maçônica com a seriedade que merece toma proporções inimagináveis quando de sua participação participe conosco desse nobre trabalho de elevação do nível cultural de nossa ordem e da conscientização de nossos propósitos como iniciados maçons encontrar-nos-emos na próxima edição revista arte real 54 2
[close]
p. 3
matéria da capa o a ntigo t emplo dos m istÉrios a tlantes d max heindel esde que a humanidade os espirituais filhos pródigos de nosso pai celestial deambulou pelo deserto do mundo e se alimentou dos resíduos e sobras de seus prazeres que depauperam a alma do mesmo modo que desperdícios de alimentos depauperam o corpo tem havido dentro do coração do homem uma voz sem palavras que o tem premido e acossado para que volva a seu lugar porém a maioria dos homens se acha tão embevecida em seus interesses materiais que não a ouve o maçom místico que ouve essa voz sem palavra sente-se compelido por uma força interna a buscar a palavra perdida a construir uma casa para deus um templo do espírito onde possa encontrar o pai frente a frente e responder à sua chamada nessa busca não está abandonado às suas próprias forças pois nosso pai celestial nos tem preparado por ele mesmo um caminho marcado com guias e sinais o qual nos conduzirá a ele se o seguirmos até o fim porém como esquecemos a palavra divina e agora não seríamos capazes de compreender seu significado o pai nos fala numa linguagem simbólica a qual por sua vez revela e oculta as verdades espirituais que devemos saber antes que cheguemos a ele do mesmo modo que damos a nossos filhos livros ilustrados reveladores às suas mentes infantis de conceitos intelectuais que não poderiam compreender de outra maneira também todos os símbolos dados a nós por deus têm um profundo significado que não pode ser aprendido a não ser por tais símbolos deus é espírito e deve ser adorado em espírito portanto está proibido estritamente fazer alguma imagem material d ele ou coisa semelhante porque nada que possamos fazer pode nos dar uma ideia adequada porém da mesma forma que saudamos a bandeira de nosso país com alegria e entusiasmo devido a ela despertar e acender em nossas almas os sentimentos mais ternos devido a ela excitar e levantar nossos mais nobres impulsos devido a ela ser um símbolo de todas as coisas a nós mais queridas do mesmo modo os diferentes símbolos divinos dados à humanidade vez ou outra falam a esse tribunal da verdade que há dentro de nós e despertam nossas consciências para ideias divinas completamente fora do alcance das palavras assim pois o simbolismo que tem desempenhado um papel de primordial importância em nossa passada evolução é também uma necessidade vital para nosso desenvolvimento espiritual daí a conveniência de estudá-lo com nossos corações e não com os nossos intelectos É óbvio que nossa atitude mental de hoje depende do modo como pensávamos ontem e também que nosso estado atual e as circunstâncias que nos rodeiam dependem do modo como satisfizemos ou rechaçamos nossas obrigações no passado cada novo pensamento ou ideia que chega ao nosso cérebro nós o vemos mediante a luz e o raciocínio de nossa experiência anterior e desse modo podemos deduzir que nosso presente e nosso futuro estão determinados por nossa maneira de viver no passado de igual modo o caminho do esforço espiritual percorrido e pavimentado por nós mesmos em passadas experiências determina nossa atitude atual e o caminho que devemos seguir para alcançar nossas aspirações portanto não conseguiremos alcançar uma perspectiva verdadeira de nosso desenvolvimento futuro a menos que primeiramente nos familiarizemos com o passado pelo reconhecimento desse fator a maçonaria volve o olhar para trás para entender observar e estudar tudo referente ao templo de salomão isso está muito bem até esse ponto porém com o objetivo de que tenhamos e abarquemos uma perspectiva total e absoluta devemos tomar em consideração também o antigo templo de mistérios atlante o tabernáculo no deserto devemos compreender a revista arte real 54 3
[close]
p. 4
importância relativa daquele tabernáculo e também a dos templos o primeiro e o segundo pois havia entre eles diferenças vitais cada um deles dotado de significado cósmico e dentro de todos eles projetava-se a sombra ou perspectiva da cruz salpicada com sangue a qual se converteu em rosas lemos na bíblia a história do modo como noé e um resíduo de seu povo com ele foi salvo do dilúvio e formou o núcleo da humanidade da época ou idade do arco Íris na qual nos achamos atualmente vivendo na bíblia diz-se também que moisés tirou seu povo do egito a terra do touro taurus atravessando as águas que afogaram seus inimigos e os libertou com a denominação de povo eleito para adorar o carneiro Áries em cujo signo entrou então o sol pela processão dos equinócios essas duas narrativas se referem a uma só e mesma coisa isto é a emergência da humanidade infantil do inundado continente atlântico à presente época de ciclos alternantes na qual o verão e o inverno o dia e a noite o fluxo e o refluxo sucedem-se invariável e constantemente então a humanidade que acabava de ser dotada de mente começou a compreender e a avaliar a perda da visão espiritual que até aquele momento o homem havia possuído o que fez nascer nela uma nostalgia e anelo pelo mundo espiritual e seus guias divinos que acostumara a ver e que não nos tem abandonado nunca pois a humanidade nunca cessou de lamentar aquela perda assim pois o antigo templo de mistérios atlante o tabernáculo no deserto lhe foi dado para que pudesse achar a seu senhor quando se houvesse qualificado para isso por meio do serviço e da subjugação da natureza inferior pelo eu superior como havia sido desenhado e projetado por jeová era a incorporação de grandiosas verdades cósmicas ocultas com o véu do simbolismo as quais lhe falavam a seu foro íntimo isto é a seu eu superior em primeiro lugar é digno de notar que esse tabernáculo de ideação divina foi dado a um povo eleito que devia erigi-lo ou levantá-lo graças a donativos e oferendas voluntárias entregues com toda a sua alma e coração aqui há para aprender uma lição muito importante porque a ordem para seguir o caminho do progresso não se dá sem que se tenha feito previamente uma aliança com deus pela qual se compromete a servir-lhe e se acha voluntarioso para oferecer o sangue de seu coração vivendo uma vida de serviço sem buscar a sua própria conveniência o termo maçom é derivado de phree messem vocábulos egípcios que significam filhos da luz na linguagem maçônica deus é conhecido com o nome de grande arquiteto arche é uma palavra grega que quer dizer substância primordial ou primária tekton é uma palavra grega que significa construtor diz-se que josé o pai de jesus era carpinteiro porém a palavra original empregada é a grega tekton isto é construtor da mesma forma diz-se que jesus foi um tekton ou seja um construtor de modo que todo místico franco-maçon verdadeiro é um filho da luz um construtor que está se esforçando para construir o templo místico de acordo com a ordem ou modelo divino que lhe foi dada por nosso pai que está nos céus a esse fim ele dedica todo seu coração alma e mente É sua aspiração ou deve ser a de ser o maior no reino de deus e portanto deve ser o servente de todos o próximo ponto que requer nossa atenção é a colocação do templo com respeito aos pontos cardeais e achamos que estava disposto diretamente de este para oeste assim pois vemos que o caminho do progresso espiritual é o mesmo que o do astro do dia isto é marcha de este para oeste o aspirante que entrava pela porta oriental e continuava andando adiante tocava o altar das oferendas ou altar dos sacrifícios onde se queimavam aquelas oferendas depois chegava ao lavabo de bronze para em continuação penetrar no vestíbulo quarto departamento oriental do tabernáculo propriamente dito chamado lugar santo e por último na parte mais ocidental do tabernáculo o santo dos santos onde a arca o símbolo mais grandioso de todos estava colocada tal como os três homens sábios ou reis magos do oriente seguiram a estrela de cristo em direção do oeste até chegar a belém do mesmo modo o centro espiritual do mundo civilizado se desloca ou marcha sempre para o oeste até que hoje a crista da onda espiritual que em um distante dia partiu da china das bordas ocidentais do pacífico agora chegou às bordas orientais desse mesmo oceano onde está juntando suas forças para saltar uma vez mais em sua cíclica jornada através da imensidão das águas para voltar a começar de novo em um distante futuro uma nova jornada cíclica ao redor da terra revista arte real 54 4
[close]
p. 5
a natureza ambulante desse tabernáculo no deserto é portanto uma excelente representação simbólica da natureza migratória do homem um eterno peregrino passando constantemente das bordas do tempo na eternidade e volvendo outra vez do mesmo modo que um planeta revolve e gira em sua jornada cíclica em redor do sol assim o homem o pequeno mundo ou microcosmos movese ciclicamente em um círculo ao redor de deus a origem e a meta de todos o grande cuidado e a atenção tida nos detalhes acerca da construção do tabernáculo no deserto indicam-nos que algo muito mais sublime que uma mera impressão do sentido ocular intentava-se com a sua construção sob sua aparência material e terrena ali estava desenhada a representação de coisas celestiais e espirituais tais que continham uma completa instrução para o candidato à iniciação e por conseguinte não é aceitável que essa refração nos excite a buscar naquele antigo santuário um conhecimento íntimo e familiar seguramente está justificado que consideremos todas as partes de seu plano com séria atenção cuidadosa e reverente recordando a cada passo a origem divina de todo ele e nos esforçando humildemente para decifrar através das trevas de seu serviço terreno suas sublimes e gloriosas realidades as quais de acordo com a sabedoria do espírito se nos oferecem e propõem para nossa solene contemplação para que possamos ter a adequada concepção daquele lugar sagrado devemos considerar o tabernáculo em nós mesmos em sua ornamentação ou mobiliário e seu átrio matéria extraída do livro iniciação antiga e moderna a fraternidade rosa-cruz de autoria de max heindel destaques c oisas de a gosto o francisco feitosa o nome do mês de agosto teve sua origem em roma em homenagem imperador caio julio césar octaviano augustus 63 a.c a 14 d.c de uma forma muito interessante seu antecessor julio césar general ditador cônsul vitalício e imperador idolatrado por muitos e odiado por alguns fez em 46 a.c uma reforma no calendário estabelecido por rômulo fundador e rei de roma e modificado por numa pompílio segundo rei de romano 716 a.c a 673 a.c césar percebendo que as festas romanas em comemoração à estação mais florida marcadas para o mês de março primeiro mês do ano cairiam em pleno inverno determinou ao astrônomo alexandrino sosígenes as devidas correções nascia o calendário juliano com 12 meses e 365 dias janeiro januariu e fevereiro februariu passaram a ser os primeiros meses do ano tais modificações dentre outras foram essenciais para corrigir as discrepâncias e facilitar a vida dos romanos embora mais tarde em 8 d.c seu sucessor o imperador augusto fosse obrigado a fazer um pequeno ajuste colocando os anos bissextos a cada quatro anos devido a uma conspiração de aristocratas do senado foi assassinado entre os senadores que lhe cravaram as adagas estava bruto seu filho adotivo daí a célebre frase até tu bruto meu filho após sua morte o mesmo senado que lhe ceifara a vida prestava-lhe uma homenagem substituindo o nome do 7º mês do calendário quinquiliu por juliu revista arte real 54 5
[close]
p. 6
segundo alguns historiadores posteriormente o vaidoso imperador augusto prestaria uma auto-homenagem trocando o nome do 8º mês sextiliu para augustu não satisfeito ao perceber que esse mês tinha apenas 30 dias e não 31 como o mês de julho que homenageava seu antecessor resolveu tirar um dia do mês de fevereiro februariu e passar para o mês de agosto augustu ficando assim em igualdade com o mês que homenageava julio césar não por isso mas atualmente o mês de agosto popularmente é conhecido como um mês de má sorte assim como era o mês de fevereiro februariu para os antigos romanos em pesquisas descobrimos que essa saga na verdade vem de portugal antigamente nas terras lusitanas casar em agosto significava ficar só sem lua-de-mel ou viúva pois esse era o mês em que os navios das expedições zarpavam em busca de novas terras É o mês do cachorro louco que para os supersticiosos é marcado por fatos históricos que alimentam esse agouro dentre tantos citaremos o massacre de são bartolomeu ordenado por catarina de médicis 23 de agosto de 1572 a erupção do vulcão cracatoa 27 de agosto de 1883 matando mais de 30 mil pessoas a primeira morte na cadeira elétrica 06 de agosto de 1890 início da 1º grande guerra 01 de agosto de 1910 início da ii grande guerra em agosto de 1939 renúncia de jânio quadros em agosto de 1961 e as mortes dos dois maiores presidentes do brasil getúlio e juscelino também aconteceram em agosto 1954 e 1976 se o mês de agosto para alguns é temido o dia 13 de agosto então é fatídico superstições à parte em agosto comemoramos o dia do maçom brasileiro e isso é muito positivo muito embora essa data sugerida pela glmmg durante uma reunião da cmsb confederação da maçonaria simbólica do brasil em junho de 1957 no oriente de belém com a boa intenção de prestar uma merecida homenagem ao fervoroso discurso de gonçalves ledo grande 1º vigilante de ofício no exercício do grão-mestrado do gob no impedimento de josé bonifácio que contagiando a todos os presentes proclamou a independência do brasil dentro de uma loja maçônica fato registrado na ata da 14ª assembleia do gob ocorrida no 20º dia de 6º mês de 1822 assim foi escolhido o dia 20 de agosto para se comemorar o dia do maçom fazendo-se alusão a esse memorável discurso de fato a reunião ocorreu assim como o discurso de ledo porém o calendário utilizado na época tinha início em 21 de março hebraico religioso astrológico próprio do rito adonhiramita e não em 1º de março calendário romano próprio do rito moderno como imaginava o irmão barão do rio branco com quem se originou toda essa confusão a partir do histórico equívoco desse ilustre irmão até os dias de hoje muitos irmãos desinformados afirmam que a independência do brasil foi proclamada em 20 de agosto dentro de uma loja maçônica quando na verdade essa reunião de fato ocorreu no dia 09 de setembro trazendo para o calendário gregoriano agosto era para ser augusto em sua acepção porém sendo fruto da vaidade de um imperador sua fama não poderia ser diferente foi marcado ao longo da história por tragédias superstições confusões e fatos pelo menos interessantes por exemplo em se falando de imperador também nesse pouco simpático mês d pedro i foi iniciado na maçonaria 02/08/1822 e três dias após 05/08/1822 exaltado ao grau de mestre maçom coisas de agosto confusões à parte o dia do maçom deve e merece ser comemorado e muito por todos nós salve o dia do maçom ainda que aconteça em agosto revista arte real 54 6
[close]
p. 7
estudo da cabala q uem p ode estudar c abala michael laitman apenas por meio do conhecimento e percepção dos mundos superiores pode-se responder a essas perguntas e a única forma de fazê-lo é através da cabala por meio da cabala o homem ingressa nos mundos superiores com todos os seus sentidos esses mundos contêm as razões de sua existência aqui toma o controle de sua vida atingindo desse modo seu objetivo tranquilidade prazer e perfeição estando ainda nessa terra na introdução ao estudo das dez sefirot está escrito se puséssemos nossos corações para responder a uma única célebre pergunta estaria seguro de que todas as dúvidas e questões desapareceriam de nosso horizonte e essa pequena pergunta seria para que servem nossas vidas qualquer um que se aproxime para estudar cabala movido por essa questão é bem-vindo como aprendiz quem sente essa aflição e se pergunta constantemente para que servem nossas vidas a estudará seriamente essa inquietação é o que o impele a procurar respostas as pessoas procuram curas rápidas querem saber de magia de meditação e de curas cabalísticas não lhes interessam realmente a revelação dos mundos superiores ou aprender os métodos para se atingir os domínios espirituais isso não constitui um desejo genuíno de estudar cabala se chegou a hora certa e a necessidade está presente a pessoa procurará uma referência para estudos e não ficará satisfeita até que a encontre tudo depende da raiz da alma e do ponto do coração um desejo autêntico de descobrir e perceber em si os mundos superiores conduzirá a pessoa ao caminho da cabala como estudar a cabala várias centenas de anos atrás era impossível encontrar livros de cabala ou livros sobre esse tópico a cabala era ensinada apenas de um cabalista para o outro e assim não alcançava a pessoa comum nos dias de hoje a situação mudou existe o desejo de disseminar a sabedoria da cabala e de convidar a todos para seu estudo ao estudar esses livros o desejo pela espiritualidade cresce a luz circundante ativa-se com esse estudo e com isso aproximamo-nos no mundo oculto que por ora encontra-se distante e cada vez mais o desejo por espiritualidade cresce no estudante a cabala está disponível a todos aqueles que desejem verdadeiramente autocorrigir-se para atingir a espiritualidade a necessidade provém do impulso da alma para a correção na verdade o único critério para determinar se alguém está pronto para estudar a cabala é o seu desejo de correção esse desejo deve ser genuíno e livre de pressões externas já que só poderá ser descoberto em si mesmo o grande cabalista ari o leão sagrado ari representa as iniciais de ashkenazi rabi isaac escreveu que a partir de sua geração todos homens mulheres e crianças poderiam e deveriam estudar a cabala o cabalista mais importante de nossa geração yehuda ashlag o baal hasulam legou-nos um novo método de estudo para essa geração adequado para qualquer um que deseje estudar uma pessoa encontra seu caminho em direção à cabala quando não satisfeito com as retribuições materiais volta-se para o estudo em procura de respostas esclarecimentos e novas oportunidades já não encontra nesse mundo soluções às questões significativas a respeito de sua existência em geral a expectativa de encontrar respostas nem sequer é conhecida simplesmente interessa-lhe considera necessário a pessoa pergunta a si mesma quem sou por que nasci de onde venho para onde vou por que existo no mundo já estive aqui voltarei a aparecer por que há tanto sofrimento no mundo posso evitá-lo de alguma maneira como posso conseguir prazer perfeição e paz mental a pessoa sente vagamente que só fora do âmbito desse mundo encontrará as respostas revista arte real 54 7
[close]
p. 8
cabalistas proibiram o estudo da cabala por aqueles que não estavam ainda preparados a menos que estudassem em circunstâncias especiais eles tratavam seus alunos com cuidado para se assegurarem de que estudavam da forma correta portanto limitavam seus estudantes segundo alguns critérios baal hasulam descreve essas razões no começo de sua introdução ao estudo das dez sefirot no entanto se compreendermos essas limitações como condições para que a cabala seja entendida corretamente veremos que seu objetivo e impedir que os estudantes tomem um caminho equivocado atualmente contamos com mais de uma língua melhores condições e uma determinação mais forte para o estudo da cabala já que as almas sentem a necessidade de estudar cabala cabalistas como baal hasulam escreveram comentários que nos permitem estudar sem erros agora qualquer um pode estudar cabala por seus livros para estudar adequadamente a cabala é recomendável aos estudantes concentraremse unicamente nos escritos do ari e ashlag baal hasulam e rabash em suas versões originais o objetivo básico da cabala é alcançar a espiritualidade para tanto há apenas um requisito estudo correto quem estudar cabala corretamente progredirá sem ser forçado pois não se pode ser coagido na espiritualidade não devemos esquecer que a meta do estudo é descobrir a conexão entre si mesmo e o que está escrito É para isso que os cabalistas registraram em seus textos suas conquistas e experiências não para adquirir conhecimento a respeito de como a realidade está construída e como funciona como na ciência a intenção dos textos cabalísticos é permitir o entendimento e a assimilação da verdade espiritual se alguém se aproxima dos textos para obter espiritualidade estes se converterão em uma fonte de luz e o corrigirão caso se aproxime deles para obter conhecimento serão para ele apenas conhecimento a força que obterá e o ritmo de sua correção serão proporcionais à sua necessidade interna isso significa que se a pessoa estuda corretamente cruzará a barreira entre esse mundo e o espiritual ingressará em um âmbito de revelação interior atingindo a luz isso se conhece como o belo sinal se não o consegue significa que foi negligente na qualidade ou na quantidade de seus esforços não se esforçou o suficiente não se trata de quanto estudou mas sim do quanto estava focado em suas intenções ou se lhe faltou algo caso possua o desejo de corrigir-se poderá alcançar a espiritualidade somente então ser-lhe-ão abertas as portas do céu que o permitirão alcançar outra realidade ou dimensão um estudo correto da cabala lhe permitirá subir a esse nível abraçar a cabala não implica simplesmente evitar as coisas lindas para não excitar os próprios desejos a correção não provém do autocastigo mas resulta da realização espiritual quando alguém alcança a espiritualidade aparece a luz e o corrige essa é a única mudança real todas as demais são hipócritas a pessoa se engana se acredita que adotando um aspecto agradável irá alcançar a espiritualidade não ocorrerá a correção interior pois só a luz pode corrigir o propósito do estudo é convidar a luz corretora portanto a pessoa deve trabalhar sobre si mesma só para isso a presença de qualquer pressão ou qualquer tipo de regras ou regulamentos obrigatórios revela a mão do homem e não dos mundos superiores além disso a harmonia interna e a tranquilidade não são pré-requisitos para se alcançar a espiritualidade aparecerão como resultado da correção mas não devemos crer que isso ocorrerá sem esforço de nossa parte o caminho da cabala rejeita qualquer forma de coerção leva a pessoa a preferir a espiritualidade ao materialismo a pessoa clarifica seu desejo por espiritualidade afastando-se das coisas materiais à medida que desaparece sua atração ou necessidade estudar a cabala incorretamente ainda que com as melhores intenções pode afastar-nos da espiritualidade esse tipo de estudante inevitavelmente fracassará revista arte real 54 8
[close]
p. 9
entre as linguagens do estudo dos mundos espirituais entre a bíblia que inclui os cinco livros de moisés a torah as escrituras e os profetas e a cabala esta última é a mais útil e direta aqueles que a estudam não podem errar em seu entendimento não usa os termos desse mundo mas possui um dicionário especial que indica diretamente as ferramentas espirituais para os objetos e forças espirituais e sua correlação constitui portanto o idioma mais útil para que o estudante progrida interiormente e se autocorrija não corremos o risco de confundirmo-nos se estudamos os escritos do baal hasulam precisamos de textos adequados a nossas almas escritos por cabalistas de nossa geração ou da anterior pois em cada geração descem diferentes tipos de almas que requerem diferentes métodos de ensino É importante unir-se ao grupo de estudo correto para explorar os escritos de um verdadeiro cabalista o que deve ocorrer sob a supervisão de um cabalista o grupo provê força todos têm pelo menos um desejo mínimo pelo materialismo e ainda menor desejo por espiritualidade uma forma para aumentar este desejo é somar os desejos do grupo muitos estudantes juntos estimulam ohr makif a luz circundante embora os corpos físicos separem as pessoas isso não afeta a espiritualidade já que nesse campo o ponto do coração é compartilhado por todos resultando em um desejo ainda maior todos os cabalistas estudaram em grupo rav shimon bar yochai tinha um grupo de estudos assim como ari um grupo é essencial para que haja progresso É a principal ferramenta da cabala e todos são avaliados de acordo com as suas contribuições ao grupo É essencial estudar com um verdadeiro cabalista que por sua vez deve ter estudado com outro o grupo não elimina a necessidade de um cabalista já que é ele quem o dirige os textos e o cabalista ajudam o aluno a não se desviar do modo correto de estudar ele deve trabalhar em si mesmo e no seu mundo interior ninguém sabe a posição do outro no grupo nem o seu nível de espiritualidade os livros o grupo e o cabalista apenas ajudam-nos a permanecer no estudo e a aumentar o desejo por espiritualidade no lugar de perseguir a realização de outros desejos que nada valem durante o estudo a atenção dirige-se para a verdade espiritual e não para a medida da compreensão importa se o estudante deseja progredir espiritualmente e não se ele deseja apenas evoluir intelectualmente academia da leitura l etramento g ostaríamos de chamar atenção para um termo de uso recente no campo da pedagogia chamado letramento esse termo deriva do inglês literacy significando em sua acepção condição de saber ler e escrever não só a condição técnica de saber ler e escrever mas também a de assimilar o que está escrito a de interpretar o texto em si quando uma pessoa sabe ler mas não consegue compreender o que está escrito podemos dizer que tem o nível de letramento muito baixo o nível de letramento poderá ser consideravelmente aumentado com a prática da leitura principalmente quando praticada em cima de bons textos quanto mais textos alguém é capaz de ler e entender mais letrado é o mesmo acontece com a escrita quanto mais material escrito alguém é capaz de produzir mais letramento tem e não adianta produzir apenas em quantidade É preciso ampliar o leque de possibilidades ou seja ler muitas coisas diferentes e saber o que fazer com elas lamentavelmente observamos alguns irmãos investidos no cargo de vigilantes em suas lojas ministrando instruções com um nível de letramento muito abaixo do esperado se já não bastasse o desrespeito à pontuação durante a leitura da parte que lhes cabe instrução ao término da mesma não apresentam sequer um breve comentário demonstrando desconhecimento do tema e incapacidade de interpretação de seu conteúdo francisco feitosa da em conversa com um amigo juiz de direito aposentado este nos confessou constrangido que o nível de letramento de certos advogados era tão baixo que por diversas vezes chegou a solicitar-lhes que melhorassem a qualidade da redação de suas petições pois mais acusavam do que defendiam seus próprios clientes dada a incapacidade de eles transcreverem o relato dos fatos a prática constante da leitura e da escrita é de fundamental importância em nossa vida diária esta coluna academia da leitura visa à conscientização da importância disso por consequência tem contribuído para o aumento do nível do letramento de nossos leitores dentro desse escopo disponibilizamos mais um livro virtual o que você precisa saber sobre maconaria de autoria do irmão mestre maçom elias mansur neto editado pela ieditora cliquem no título e baixem gratuitamente tenham todos uma boa leitura revista arte real 54 9
[close]
p. 10
trabalhos o s ignificado do f ogo e o r espeito p ara c om a s ua c hama q uando o homem primitivo descobriu pela primeira vez o fogo certamente deu o mais importante passo em sua história através dos tempos aprendemos a usar sua energia para inúmeros propósitos usamos o fogo para trazer luz à escuridão para cozinhar nosso alimento para esquentar as habitações no hemisfério norte e no passado até mesmo para movimentar locomotivas trens e navios mas há ainda o significado religioso transcendental que revelava importância para o homem primitivo assim como revela para o moderno reconhecido pelos antigos como um dos quatro elementos do mundo o fogo é um princípio ativo transmutador e transformador as suas principais características vão desde a materialidade até a espiritualidade que coloca o buscador ou o devoto mais próximo de seu criador o fogo tem ainda a capacidade de purificar e regenerar os rituais de purificação são bem conhecidos e praticamente repetem-se desde os primórdios basta lembrar as lendas que envolvem os alquimistas até o crisol onde são purificados os metais na bíblia que muitos denominam como livro sagrado o fogo é sinal da presença e ação do criador é expressão da santidade e da transcendência divina por esse motivo uma chama é o símbolo da letra hebraica iod que além de outros significados representa o criador as teofanias sob forma de fogo marcam momentos ímpares das revelações divinas no horeb e no monte sinai além de ser um importante alicerce da vocação de alguns profetas na liturgia de algumas religiões o fogo representa a grande teofania do criador e a esperança renovada da ressurreição de yeschouá jesus o cristo o fogo ou se preferirem a luz em última análise é a força fecundante condição indispensável para que haja vida em oposição às trevas sombras ou mal eternos opositores do conhecimento e do esclarecimento lembramos que no livro sagrado o criador é luz o grande arquiteto do universo é a luz do mundo ainda no âmbito religioso judaico-cristão a luz é um elemento josé valdecir de sousa simbólico importante pois recria as coisas ao tirá-las da escuridão em que tinham desaparecido sem sermos por demais superficial são muito numerosas as passagens do antigo e do novo testamento nas quais se fala da luz e de seu contrário as trevas e esta é uma das mais importantes dualidades estudadas pelo martinismo ou seja as colunas e suas oposições caminhar na luz ou percorrer o caminho do equilíbrio é viver segundo as leis naturais ditadas pelos livros do homem e da natureza e obviamente segundo a providência do criador dentro desse simbolismo rico baseia-se a prática litúrgica quase universal de acender velas para as celebrações litúrgicas as velas são portanto uma redução simbólica do conceito de luz e de iluminação encontramos nos ritos religiosos mais importantes cerimônias em que velas são acesas e igualmente esse costume e essa tradição são mantidos nos encontros e nas reuniões martinistas onde desprovidos do sentido religioso círios são acesos com um significado ritualístico como representação simbólica do criador como desejo ardente de travar a boa luta aquela em que o homem se realiza mudando-se interiormente e buscando a sabedoria a força e a beleza do criador e das coisas criadas além é claro da fraternidade da igualdade e da liberdade sempre que se acende um círio ou seja uma vela alguns detalhes simbólicos são fundamentais por exemplo o círio ritualístico somente deve ser aceso com o auxilio de outra vela ou seja o fogo só deve ser aceso com o auxilio do fogo É um ato bastante desrespeitoso acender ritualisticamente uma chama através de um fósforo ou de um isqueiro outro ato importante é a ação da extinção da luz que jamais deve ser feita com um sopro ou com o auxilio dos dedos deve-se utilizar um abafador de velas dessa forma a luz se extingue pela ausência de oxigênio diferente de ser apagada por um ato de força ou de agressão embora simples esses cuidados são fundamentais para se conservar com o devido respeito o símbolo do criador entre nós revista arte real 54 10
[close]
p. 11
o s imbolismo da g ravata b ordÔ no r ito b rasileiro fernando de faria a gravata diferente daquela de cor preta correntemente usada no gob foi adotada no rito brasileiro como marca distintiva À semelhança da gravata branca adonhiramita serve para distinguir os obreiros pelo traje possuindo importante objetivo complementar o de reforçar o espírito de corpo espírito de corpo é o sentimento manifesto por certo orgulho em pertencer a determinada instituição é a comunhão dos membros dessa instituição presos a virtudes como solidariedade fidelidade firmeza de propósito etc o bordô que parte do fundamento de a cor do rito ser violeta resultou de razões estéticas ou seja a elegância de sua combinação com o traje preto exigido no gob opondose à estranheza provocada pela gravata de cor violeta em conjunto com o mesmo terno preto a referência simbólica liga-se ao significado de nobreza que se empresta à cor púrpura assim o manto púrpura da magna reitoria em abril de 1985 quando o irmão nei inocêncio assumiu a direção do supremo conclave do brasil por morte do grande primaz cândido ferreira de almeida teve início uma fase de remodelação doutrinária nesse contexto inovador por exemplo a adoção dos mantos cardinalícios para os membros da magna reitoria 1994 e do manto níveo branco como a neve para o grande primaz ainda a ampliação do título atribuído ao grau 33 não apenas servidores da ordem e da pátria mas agora servidores da ordem da pátria e da humanidade 1992 na convenção do rito aqui no rio de janeiro a mudança da legenda homo homini frater homem um irmão para o homem para homo hominis frater homem irmão do homem constituição de 2000 e tanto mais marcas da nossa geração assinalada pela gestão do soberano irmão nei essa última década do século xx foi de grande efervescência ideológica no gob discutia-se muito sobre muitas coisas por exemplo as cores a cor do avental do rito escocês antigo e aceito josé castellani e xico trolha afirmavam ser o vermelho e não o azul sem qualquer ligação pelo menos consciente com esse vermelho do reaa particularmente aqui no supremo conclave sentíamos a necessidade de prover o rito de um forte espírito de corpo que nos pudesse estimular no contexto dos outros ritos principalmente em face de uma permanente perseguição de alguns setores retrógrados e uma antiga imputação de irregularidade precisávamos reforçar a personalidade do rito e o orgulho de seus membros em pertencerem ao rito brasileiro espírito de corpo daí a adoção da gravata de cor diferente seu uso nos primeiros dias significou uma espécie de desafio orgulho por ser do rito posto que houvesse mesmo no gob gente importante que se recusava a aceitar o rito brasileiro o uso da gravata bordô era uma declaração pública ostensiva de adesão ao rito hoje é bonito naquela época era censurável bem falamos em bordô mas naquela época transição do século xx para o xxi qual seria essa cor evidentemente deveria ser a cor do rito que como se sabe é o violeta sim embora prescrito que em cada país em que for adotado sistema maçônico idêntico no avental de mestremaçom haja no canto superior direito uma roseta de um centímetro de diâmetro com as cores nacionais entre nós o verde e o amarelo a cor do rito brasileiro não é a cor nacional brasileira mas sim violeta violeta é aquela cor da flor do mesmo nome alguns dizem roxo muito parecida com a cor que recebe o nome de púrpura a cor é uma impressão ótica um fenômeno luminoso ou da luz a cor que percebemos em um objeto resulta dos raios luminosos que nele incidem propriedades desse objeto determinam que alguns desses raios sejam absorvidos enquanto outros são refletidos ou transmitidos a cor que se apresenta a nossos olhos é determinada justamente pela capacidade de o objeto absorver parte da luz incidente refletindo ou de outro modo transferindo os revista arte real 54 11
[close]
p. 12
demais raios por exemplo um corpo sólido opaco branco indica que todos os raios de luz nele incidentes foram refletidos se preto pouca luz de qualquer comprimento de onda terá sido refletida se o corpo iluminado for vermelho os comprimentos de onda que produzem o estímulo ocular vermelho terão sido os refletidos assim por diante com cada cor as possibilidades de combinação são inumeráveis outrossim a nomenclatura que identifica as cores não tem fim quando um raio de luz solar atravessa um prisma sólido triangular de vidro ou de cristal se decompõe em raios diversos de cores variadas 7 cores que os físicos com muita exatidão identificam pelo comprimento de onda ou pela frequência são as cores do arco-íris violeta anil azul verde amarelo alaranjado e vermelho fenômeno ondulatório ondas eletromagnéticas vibrando com diferentes frequências ou comprimentos de onda quanto menor o comprimento de onda maior a frequência e viceversa nos limites desse espectro de ondas visíveis situamse o vermelho e o violeta ondas com frequência maior comprimento menor que o da luz violeta ultravioletas ou com frequência menor comprimento maior que o raio vermelho infravermelhas não são visíveis tal explicação encerra imensa complexidade quando objetivamente observamos os corpos e identificamos sua cor tudo dependerá tanto da luz incidente como da capacidade de absorção do corpo observado os físicos a indústria de alta tecnologia possuem padrões para identificar e dar nomes a cores a voz corrente do povo não assim já dissemos violeta é a cor das violetas mas alguns preferem dizer roxo e até mesmo ocorre observando diretamente as flores ver-se algumas violetas serem efetivamente roxas uniformes escuras outras são mais brilhantes ou mais desbotadas quase brancas variam outrossim há a cor que correntemente recebe o nome de púrpura tal nome resulta do antigo processo de obtenção da substância corante que a produz pigmento algo como vermelho que os antigos obtinham de um caramujo molusco de nome múrice ou púrpura a dificuldade nessa produção do corante determinava o alto valor raridade dos tecidos de púrpura o que contribuiu para a sua significância os mantos de púrpura instituíram-se como vestes reais assim no mesmo sentido as vestes cardinalícias dos príncipes da igreja ademais há a própria sugestão trazida pelo vermelho alguns dirão encarnado cor de carne viva de sangue daí símbolo de vida energia heroísmo martírio a cor do manto de cristo o nome vermelho deriva de vermezinho do latim vermiculus também referência ao processo produção o pigmento vermelho era obtido de um inseto verme em expressão dos antigos chamado cochonilha variando o tratamento dado ao pigmento assim obtido o nome da cor seria escarlate um vermelho muito vivo lábios escarlates ou carmim a voz do povo é livre púrpura e escarlatina por exemplo identificam doenças que deixam manchas vermelhas nos seus pacientes em matéria popular de dar nome aos bois digo às cores há muita confusão pois bem em termos de significação simbólica os significados de nobreza dignidade e até mesmo sacralidade misticismo atribuídos à cor púrpura certamente contribuíram para a seleção do violeta como a cor do rito embora diferentes violeta vermelho púrpura escarlate são primos-irmãos e há saudade na lembrança do dia feliz que passamos nei inocêncio antônio carlos simões elias mário name castellani outros a memória é frágil no sítio do saudoso joão roque nos arredores de campinas sp andando lá pelos jardins divertidos identificando os diversos tons de violeta conforme as diversas flores que víamos já havia a decisão de adotarmos uma gravata distintiva como nossos irmãos do rito adonhiramita estávamos decididos pela cor do rito violeta cor cardinalícia mas ali estava a dúvida vermelho púrpura violeta ademais havia violetas para todos os gostos desde revista arte real 54 12
[close]
p. 13
as bem roxinhas outras mais avermelhadas do que roxas púrpuras até umas desbotadas praticamente brancas e mais todos concordavam que o roxo não combinava muito bem com o terno preto obrigatório combina de todo modo havia convicção há quanto à cor do rito violeta roxo o que nos levou mesmo durante certo tempo à adoção de um manto violeta roxo para a magna reitoria ainda tenho o meu em casa a intenção como ainda o é com o manto atual era de suscitar a lembrança da dignidade cardinalícia até um solidéu se usava hoje substituído por um barrete mais tarde também evoluiu para o vermelho atual com bastantes ornamentos e se distinguiu o primaz com um manto níveo branco cor da neve emblema de pureza entretanto quanto à gravata propriamente dita questões estéticas vedavam o uso do violeta assunto solucionado quando alguém trouxe e isto era comum trazer gravatas roxas vermelhas etc como amostras alguém trouxe reitera-se uma gravata bordô no padrão tom etc da atualmente usada agradou sobremaneira caiu no gosto foi adotada experimentalmente e após longo período de experiência quando se verificou que o povo do rito aceitara com entusiasmo a solução foi providenciada a alteração do regulamento geral da federação tornando legal o uso da gravata na cor adotada pelo rito em nosso caso o bordô bordô não é exatamente o violeta ou roxo cor das violetas nem o encarnado vermelho cor do sangue ou da carne viva bordô é a cor do vinho tinto produzido nos arredores da cidade de mesmo nome do vinho bordô um aportuguesamento para a fonética do francês bordeaux leia-se bordô a cidade bordeaux em português diz-se bordéus não confundir com bordéis plural de bordel do francês bordel cabana casinha termo empregado para identificar casa de prostituição no pressuposto de que em tais cabanas isoladas instalavam-se as meretrizes enfim bordô é o vermelho como a cor do vinho bordeaux não é exatamente o violeta roxo cor das violetas nem o encarnado cor de sangue ou de carne viva não suscita tão plenamente os ideais de nobreza alta dignidade sacralidade misticismo tenacidade heroísmo martírio como queiram nessas duas classes de cores indicadas o violeta e o vermelho mas na família é a cor que melhor combina para o uso de gravata com terno preto essa é a razão reflexões t orradas q ueimadas q autor ignorado uando eu ainda era um menino ocasionalmente minha mãe gostava de fazer um lanche tipo café da manhã na hora do jantar lembro-me especialmente de uma noite quando ela fez um lanche desses depois de um dia de trabalho muito duro naquela noite minha mãe pôs um prato de ovos linguiça e torradas bastante queimadas defronte ao meu pai lembro-me também de ter esperado um pouco para ver se alguém notava o fato tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola esqueci-me do que respondi mas lembro ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geleia e engolindo cada bocado quando deixei a mesa naquela noite ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada jamais me esquecerei do que ele disse adorei a torrada queimada mais tarde naquela noite quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada ele me envolveu em seus braços e me disse companheiro sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada além disso uma torrada queimada não faz mal a ninguém a vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas e também não sou o melhor marido empregado ou cozinheiro talvez nem o melhor pai mesmo que tente todos os dias o que tenho aprendido através dos anos saber aceitar as falhas alheias escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros desde que eu e sua mãe nos unimos aprendemos os dois a suprir as falhas do outro sei cozinhar muito pouco mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando ela não sabe usar a furadeira mas após minhas reformas faz tudo ficar cheiroso de tão limpo não sei fazer revista arte real 54 13
[close]
p. 14
uma lasanha como ela mas ela não sabe assar uma carne como eu nunca soube fazer você dormir mas comigo você tomava banho rápido sem reclamar a soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia eu e ela nos completamos nossa família deve aproveitar esse nosso universo enquanto temos os dois presentes não que mais tarde no dia em que um partir este mundo vá desmoronar não vai novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor de fato poderíamos estender essa lição para qualquer tipo de relacionamento entre marido e mulher pais e filhos irmãos colegas e com amigos então filho esforce-se para ser sempre tolerante principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida a você e ao próximo as pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez ou do que lhes disse mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir lançamentos fragmentos do esquadro do compasso e da cultura é uma obra que tem lugar garantido na biblioteca do maçom que busca conhecer nossa ordem baseando-se em pesquisas sérias quanto ao autor dispensa-se a apresentação nosso irmão lima destaca-se por ser exímio pesquisador e conhecedor de vários ritos maçônicos li gostei e recomendo feitosa esta bela obra verdadeiro manancial de sabedoria é fruto de um meticuloso trabalho de pesquisa constituindo-se em valioso vade-mécum com mais de 3000 verbetes e seus significados com cerca de 700 páginas no formato 21,5 x 28,5 cm este livro reúne o suprassumo das ciências maçônicas dos ensinamentos das grandes religiões e de seus grandes profetas apresentando-se como um valiosíssimo auxiliar no estudo e na compreensão de nossos arcanos recomendo como livro de pesquisas indicamos aos nossos diletos leitores como livro de cabeceira a excelente obra de nosso irmão e amigo alfredo netto que magistralmente uniu seu vasto conhecimento com a arte de bem escrever traduzindo-se em um livro que levará o ávido leitor a profundas reflexões e consequentemente a um eterno aprendizado feitosa os direitos autorais foram cedidos à loja maçônica união e solidariedade glesp acordado que o lucro advindo da venda se reverta para obras de filantropia a rte real é uma revista maçônica virtual de publicação mensal fundada em 24 de fevereiro de 2007 com registro na abim associação brasileira de imprensa maçônica 005-jv que se apresenta como mais um canal de informação integração e incentivo à cultura maçônica sendo distribuída gratuitamente via internet para quase 17.342 e-mails de irmãos de todo o brasil e também do exterior além de uma vasta redistribuição em listas de discussões sites maçônicos e listas particulares de nossos leitores sentimo-nos muitíssimo honrados em poder contribuir de forma muito positiva com a cultura maçônica incentivando o estudo e a pesquisa no seio das lojas e fazendo muitos irmãos repensarem quanto à importância do momento a que chamamos de quarto de hora de estudos obrigado por prestigiar esse altruístico trabalho editor responsável diagramação editoração gráfica e distribuição francisco feitosa da fonseca mi 33º revisão ortográfica joão geraldo de freitas camanho mi 33º colaboradores nesta edição fernando de faria josé valdecir de souza max heindel michael laitman contatos msn entre-irmaos@hotmail.com e-mail revistaartereal@entreirmaos.net skype francisco.feitosa.da.fonseca 35 3331-1288 8806-7175 suas críticas sugestões e considerações são muito bem-vindas temos um encontro marcado na próxima edição revista arte real 54 14
[close]