Revista Eletrônica - TJBA em Ação - Nº.7 - Saúde com Amor

 

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Revista Eletrônica com notícias do Tribunal de Justiça da Bahia

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Revista Eletrônica N. 7 | NOVEMBRO, 2016 SAÚDE com AMOR! Vanessa tomou o maior susto quando descobriu que tinha câncer de mama. Medo! Ela encontrou na força do marido Ricardo e na alegria dos filhos Miguel e Samuel a energia positiva que precisava para se curar. Afinal, é justo ser feliz! Página 30 CONHECIMENTO Cultura e justiça de mãos dadas na 3a. Semana Literária Págs 8 a 18 INTERAÇÃO Judiciário visita academia e academia vem ao Judiciário Págs 22 a 29 TEXTO LEVE Fonte Nova - A arena das grandes Paixões Págs 50 e 51 tjba EM AÇÃO | 1

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A justiça tira sua origem da generosidade restrita aos homens em conjunto com a escassez das provisões que a natureza ofereceu para suas necessidades David Hume, iluminista escocês (1711-1776) 2 | TJBA EM AÇÃO

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Sumário 4Ping ............................................................. 8Livres! ........................................................ 20Pôster ....................................................... 22Justiça e Saber ............................................ 30Vitória da Vida .............................................. 34Diagnóstico precoce .................................... 36Justa e leve .................................................. 40Breves .......................................................... 42Álbum de Trabalho ....................................... 46Livre Expressão ........................................... 50Texto Leve ................................................... 52Na Trilha do Saber ....................................... 56Justiça Cult ................................................. 56Click! .......................................................... 62TJ Social ..................................................... Com a palavra... Este é o sétimo número da nossa Revista Eletrônica TJBA EM AÇÃO. O principal destaque é o Outubro Rosa, campanha internacional de conscientização sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama. Todos concordam que a informação é um aliado primordial da mulher nessa luta pela vida, daí a adoção de um mês inteiro como marco universal da prevenção. A consciência do próprio corpo, o autoexame, a adoção de um estilo de vida saudável e as visitas médicas regulares são instrumentos fundamentais no combate dessa grave doença, seja na prevenção, seja na facilitação de um tratamento mais eficaz. O TJBA se engajou nessa campanha e continuará promovendo ou encampando ações sempre que houver um movimento em favor da vida. A disponibilização virtual da Revista dos Tribunais para Magistrados e Servidores, a Semana Literária e a Ciranda do Saber são exemplos de outras iniciativas recentes abordadas nesta edição. A RT ratifica a nossa preocupação com a informação técnica tão necessária à oferta da melhor prestação jurisdicional, enquanto a Semana Literária e a Ciranda do Saber vieram para promover a cultura como meio de integração e interação entre os servidores, incentivando a leitura e o compartilhamento. Há muito mais para ser visto em nossa Revista. Tem cobertura de palestras, lançamento de livros, destaque para o importante trabalho do Núcleo de Precatórios... enfim, muita coisa boa que precisa ser divulgada. No mais, é desejar um novembro repleto de azul e despojado de preconceito. Boa leitura. Desa. Maria do Socorro Barreto Santiago Presidente Presidente: Desa. Maria do Socorro Barreto Santiago; 1ª. Vice-presidente: Desa. Maria da Purificação da Silva; 2ª. vice-presidente: Desa. Lícia de Castro Laranjeira Carvalho; Corregedor geral da Justiça: Des. Osvaldo de Almeida Bomfim; Corregedoria de Comarcas do Interior: Desa. Cynthia Maria Pina Resende Conselho Editorial: Juíza Verônica Ramiro, Carlos Machado, Cícero Moura, Flávio Novaes, Igor Caires e Joana Pinheiro Revista Eletrônica TJBA EM AÇÃO, Nº 7, Ano 1, Novembro de 2016 Assessor de Comunicação/jornalista responsável: Flávio Novaes (DRT-1724 - Coordenação editorial) | Edição: Paulo Leandro (DRT-1214/BA) Reportagem e textos: Ari Donato (DRT-712/BA) e Danile Rebouças (DRT-2417) | Projeto Gráfico: Adriano Biset Queiroz Repórter Fotográfico: Nei Pinto | Colunista: Adriana Barreto | Estagiárias: Ana Luiza Bélico e Rayane Araújo Secretária: Surânia Franco Lima Sales | Colaboradores: Juliana Spínola (Unicorp), Edmundo Hasselmann e Angela Peroba www.tjba.jus.br • e-mail: ascom@tjba.jus.br • Tel.: (71) 3372.5037 / 5038 / 5538 • whatsapp (71) 98118.2361 tjba EM AÇÃO | 3

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PING Arizinho, como é carinhosamente chamado pelos amigos, e seu sonho: nasce o novo tropeiro da literatura TROPEIROS, NA TRILHA DO AMOR Ficção entrelaçada com história comemora 40 anos de profissão do jornalista e escritor Ari Donato Olançamento de ‘Tropeiros, na trilha do amor’ é uma realização pessoal e profissional do escritor e jornalista Ari Donato, 63 anos. A publicação traz lembranças da infância, ficção e a história dos tropeiros no início do século XX. A ideia do livro surgiu em 2010, para ser lançado em 2012 como um marco dos 40 anos da mudança do autor da sua cidade natal, Guanambi, no sudoeste para a capital baiana. Mas as demandas de trabalho adiaram os planos. No dia 25 de outubro de 2016, durante a 3ª Semana Literária do Tribunal de Justiça da Bahia, comemorando agora o marco de 40 anos de profissão, Ari Donato concretiza a realização desse sonho, com o lançamento da publicação. Ari é jornalista, formado pela Universidade Federal da Bahia em 1979. Começou a trabalhar em 1976 no jornal A Tarde, onde cresceu profissionalmente e se aposentou em 2008. Em 1986, ingressou no Tribunal de Justiça da Bahia como Analista Judiciário na área de Comunicação. No TJBA, Ari atuou como assistente de comunicação; foi assessor-chefe por oito anos; por dois anos e meio assessorou o antigo Ipraj; e por quatro anos coordenou a Assessoria de Ação Social, quando participou das Caravanas do Programa Ser, que lhe rendeu a publicação de três livros. São eles: ‘Caravanas, histórias do Programa SER no interior da Bahia (2011)’; ‘Caravanas II, outras histórias do 4 | TJBA EM AÇÃO

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Programa SER no interior da Bahia (2012)’; ‘Caravanas III, crônicas do Programa Ser no interior da Bahia (2014)’. Entre lembranças da infância, realizações pessoais e profissionais, conheça um pouco mais da história desse escritor, filho de uma costureira e um eletricista. TJBA – Como surgiu a vontade de escrever livros e ingressar no mundo literário? Ari – Acho que quando optei por jornalismo não era o jornalismo factual que queria, acho que era a literatura, escrever crônicas. Era mais uma linguagem literária, de criação. Como a minha formação é mais ligada ao fato, eu não me permito brincar com o jornalismo. Nos meus livros, fico mais à vontade. Tenho muita coisa escrita em casa que não foi publicada ainda. TJBA – A publicação de Tropeiros é uma realização pessoal ou profissional? Ari – Considero as duas coisas. Depois de fazer uma autocrítica e ouvir algumas pessoas sobre esse trabalho que estou lançando agora, se eu entender que compensa, vou me aventurar a publicar outros livros. Se não, vai ser mesmo uma realiza- ção pessoal, continuarei a escrever e deixo meus textos em casa, para minha família. TJBA - Quando surgiu a ideia da escrever ‘Tropeiros, na trilha do amor’? Ari – A ideia de Tropeiros começou em 2010. Queria retratar um pouco das histórias que conheci na minha infância, relatadas por meus avós. O livro era para ficar pronto em 2012, mas não deu, por conta da minha participação no Programa Ser do Tribunal de Justiça, e que me proporcionou escrever três outros livros, que acabaram sendo como um laboratório. Eles me deram uma ideia melhor de como escrever, da estrutura do texto de romance ou novela. TJBA – E quais foram as histórias retratadas nos livros da Caravana? Ari - A proposta era funcionar como um diário de viagem e também como um relatório, escrito por um jornalista de forma diferente. O primeiro livro tem mais proximidade com um livro reportagem. No segundo já consegui fugir um pouco mais dessa linguagem jornalística, ficando entre uma novela e um romance. São histórias que formam um conjunto, mas se desenvolvem, independentes, como na própria novela. Cada comarca tinha sua história. Já o terceiro fica mais em torno de crônicas. Campeã de divulgação e de vendas na Semana Literária, a mesa vermelha foi, tjba EM AÇÃO | 5 de longe a mais procurada entre todos os autores e editoras presentes

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TJBA – A publicação desses livros trouxe maior motivação para escrever Tropeiros? Ari – Com certeza. Com as caravanas do programa, coincidentemente, passei por locais que os tropeiros, no meu livro, passam, como as cidades de Maracás, Iaçu, Nazaré, Marcionílio Souza, Castro Alves, todas essas cidades do Recôncavo e do rio Paraguaçu fazem parte do percurso dos Tropeiros. Então reforçou mais a ideia do livro, deu mais vontade de escrever. TJBA – E porque escolheu o ano de 1912 para começar a retratar os fatos em Tropeiros? Ari – Inicialmente, escolhi a data por conta dessa dezena, que faria uma relação com a data que cheguei a Salvador, mas acabou não funcionando. Mas aí, decidi continuar nesse período porque tinha mais dados. O início do século XX é um período muito bom, porque tinha mais literatura e informação e, principalmente, porque foi a época das histórias que meu avô me contou. Os meus bisavós eram tropeiros. TJBA – Então a história do livro está ligada a sua origem, a sua relação com seu avô? Ari – A história remete à minha infância, tanto que os nomes dos personagens, embora não seja a história deles, são nomes de pessoas extremamente próximas a mim, são meus avós, meus amigos de infância. Então a maioria das frases que estão ali são frases que eu vivi. Na verdade, é uma ficção, mas tem muito de história minha. TJBA - Quanto tempo levou para escrever o livro? Ari - Quando decidi escrever, de fato, foi no final de 2014 e no ano de 2015 me envolvi bastante com o livro. Interrompi um tempo pelo falecimento, em fevereiro deste ano, do colega Aldo França, que estava me ajudando e terminei agora nesse segundo semestre. TJBA - Por que escolheu a Semana Literária do TJBA para o lançamento? Ari – O livro estava pronto e eu sabia que o Tribunal iria promover a 3ª Semana Literária. Aí, ao invés de lançar em uma livraria, no circuito comercial, eu preferi lançar no tribunal porque depois dos três livros das caravanas, as pessoas daqui passaram a me co- 6 | TJBA EM AÇÃO nhecer com essa tentativa de escrever, de me lançar como romancista, contador de histórias. No tribunal me sinto em casa, e mesmo porque o livro traz muita coisa de Judiciário. Há um juiz de paz, um relato de casamento feito na roça, fala das dificuldades encontradas em uma comarca que não tem sede, tem um pouco da legislação da época, entre outros fatos. TJBA – Como avalia a iniciativa do Tribunal da Bahia em promover a Semana Literária? Ari – O Judiciário é um órgão judicante, que tem a função primordial de julgar os conflitos do homem. Só que quem trabalha com isso é o próprio homem, tanto o magistrado quanto o servidor. São pessoas que têm alma, sentimentos, pessoas humanas que precisam também de um tratamento. Então nada mais justo e correto que o tribunal mantenha uma política social voltada para o servidor, de estímulo, de reconhecimento e de afago também, em paralelo com o trabalho que desenvolve. A leitura é fundamental na vida do ser humano. Então estimulando a leitura, seja com a feira literária, com concurso de literatura, enfim, é uma promoção paralela às atividades profissionais que acho fundamental e vejo com bons olhos. SAIBA MAIS ‘Tropeiros, na trilha do amor’ traz a proposta de uma novela. Em uma edição com 285 páginas, Ari Donato relata a presença de tropas e tropeiros na região sudoeste da Bahia, ao tempo em que registra práticas e vivências do início do século XX.O enredo do livro ocorre entre 1912 e 1922, e a narrativa procede no tempo real dos acontecimentos. O leitor é transportado para a época, numa conexão com datas e fatos. A linguagem, a comunicação e o comércio; o vestuário, a culinária e a cultura; a política, a educação e a medicina, tudo acompanha, os moldes predominantes na região.A história transcorre entre a saída e a volta de uma tropa, do sudoeste até a região do Recôncavo, na Bahia, para terminar com a reafirmação da oligarquia no exercício do poder no Brasil. O filho de um coronel, recém-formado em leis, abre a janela do seu gabinete, no interior do estado, e enxerga seu futuro no Parlamento.

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LIVR Só o conhecimento liberta! E são o A 3ª Semana Literária armou ser com farta munição para a guerra Curta e compartilhe nossa festa d 8 | TJBA EM AÇÃO

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RES! os livros que quebram as algemas! rvidores, magistrados e cidadãos diária contra a treva e a injustiça. da cultura nas páginas seguintes tjba EM AÇÃO | 9

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TEMPO DE RESPIRAR ARTE Ângela Peroba Em meio ao caos generalizado do tempo presente, a terceira Semana Literária do TJ, veio como uma arteterapia, com múltiplas manifestações em literatura, poesia, musical poético/dramático, show na voz de um tenor, cordel, banda sinfônica Neojibá e a apresentação do monólogo O Corrupto, com Frank Menezes, abrindo a primavera/verão. Sem acepção de cultura popular ou erudita e de seus diversos perfis de artistas, a Semana acolheu flores de todos os matizes. Dia 25 foi a vez da instalação do Projeto Ciranda do Saber, um bem-vindo e essencial incentivo ao mundo da literatura. “Doe, leve, leia, troque”... Através da permuta de livros, cada um dos servidores pode trocar livro que já leu, levar outros, devolver após ler os novos, ou não devolver, caso sinta que esse livro pede mais tempo na sua estante. Liberdade no ato da leitura e da permuta do fazer cultura. O servidor José Santos Cruz Filho foi ao palco fazer o convite, lembrando o eterno poeta Fernando Pessoa e seu inesquecível “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Zezinho sabe como a literatura anima a alma, porque desde cedo ele respirava literatura da boa em casa. A Semana Literária veio como arteterapia, com manifestações em poesia, musical, show, banda Neogibá e o monólogo O Corrupto 10 | TJBA EM AÇÃO

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Zezinho, como os amigos carinhosamente o tratam, lembrou da ciranda pueril que pode ser resgatada de tantas formas a colorir o cotidiano com poesia e arte. A abertura dessa Ciranda do Saber foi de ânimo e se sentia no olhar de muitos servidores a aspiração de que a semente literária brote na mandala verde da Praça dos Serviços do TJ, sem tempo de validade e sem código de barras. Somente a educação e a consciência do cultivo do que é bom, belo e verdadeiro é caminho seguro para a transformação de mulheres e homens. Nos estandes para venda, destacaram-se os livros dos jornalistas e servidores do TJ, Negô! Baêa!- a invenção da torcida baiana, de Paulo Leandro, e Tropeiros, na trilha do amor, de Ari Donato. O primeiro é resultado da pesquisa de doutorado de Paulo, que levou 4 anos, sendo possivelmente um livro pioneiro a “lincar” o futebol à filosofia, e a “pegadas” de uma leitura sociológica do torcedor baiano. Ari escreveu uma novela, harmonizando ficção com a realidade dos tropeiros, andarilhos das divisas da Bahia com Minas. Aproveitando a digestão após almoço, para aquietar os sentidos, tudo começou com o multitalentoso cordelista, Antônio Barreto, que além de ser um poeta com letras que vivem o nosso tempo, ainda toca pandeiro e gaita e até meio geminiano, tocou os dois ao mesmo tempo! Somente a educação e a consciência do cultivo do que é bom, belo e verdadeiro é caminho seguro para a transformação de homens e mulheres tjba EM AÇÃO | 11

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A dramatização poética do arte educador Edgard Vellame veio logo após, provocando bombardeio de reflexões no sentido da dramatização dos versos sempre rebeldes e avassaladores de Gregório de Mattos, baiano cosmopolita. Edgard Vellame, figura ímpar no campo da arte educação, corre atrás dos talentos daqueles que, como ele não têm acesso aos gabinetes de cultura; através de suas oficinas de arte-educação, descobre valores como os atores Lucas Ferreira e Marly Ramos, presentes na dramatização poética. “Sempre tem um olhar mais sensível que a gente pode conquistar no âmbito das instituições”, disse, revelando como sua corrida não é em vão. Lucas é livreiro e poeta, ocupando a Praça da Piedade para a sorte dos que passam pelo centro e querem um pouco do ar poético naquele lugar que viveu décadas de seu cotidiano com diversos poetas da praça. Em busca do tempo perdido; é salutar. O tenor Carlos Lima veio apaziguar o que havia entrado em ebulição na alma dos presentes com os versos provocadores de Gregório de Mattos, o Boca de Brasa; melhor codinome não haveria. O poeta romântico carioca Casemiro de Abreu, igualmente foi ali revivivido, nos transportando às boas sombras de outrora das bananeiras, laranjais! Romantismo terapêutico! Cantou músicas do imaginário coletivo, revelando um talento como tenor e cantor de belas “canções de amor maior” em Italiano. De um polo a outro, o tenor interpretou Primavera, de Tim Maia, contagiando a plateia e levando os presentes a cantar junto. Vinda do universo da arte, porque fez teatro pela UFBa, ao tempo em que cursava Direito pela UCSal, a presidente do TJ participou das apresentações, tendo sido alvo de homenagens com música e com livro. Que venham outras primaveras para a semana literária e parabéns a todos do mutirão- NDI, biblioteca, Assetba.... que a fez acontecer. Mesas fartas de cultura e conhecimento para saciar o apetite Temas religiosos, como espiritismo, marcaram presença: uma 12 | TJBA EM AÇÃO Procura pelos livros aumentou à medida em que a música toma

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Ângela Peroba jornalista e servidora aposentada e de quem procura o saber para mudar o mundo Tanto livro que fica difícil escolher! Aquela pescadinha básica sempre ajuda releitura de Jesus na atualidade Fôlego e atenção: a harmonia que transcende da música para o bem da humanidade ava conta do ambiente de cultura tjba EM AÇÃO | 13 A arte, sempre bem-vinda, esteve presente também na música e na literatura de cordel

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LIVROS: UMA HISTÓRIA DE AMOR Rayane Araújo Já dizia o poeta e escritor Fernando Pessoa. “ler é sonhar pela mão de outro”. Porém, o mundo de hoje tem vivido (ou seria revivido) um momento parecido com o período colonial, quando quem tinha acesso aos livros eram os socialmente mais poderosos. Contudo, nunca tivemos tanta facilidade para acessar o livro como temos agora. A leitura está ao alcance de todos, e mais do que nunca, temos uma vasta opção de literatura. Mas a sociedade contemporânea parece desprezar isso, na mesma medida que as pessoas deixam de sonhar seus próprios sonhos, não fazem questão de conhecer o outro. Nadando bravamente contra esta correnteza, o Tribunal de Justiça da Bahia realizou, no mês de outubro, a 3ª Semana Literária. Ao caminhar pelo pátio do TJ nesta semana tão única, para mim, senti uma vibração positiva e uma espécie de renovação na paixão. Meu relacionamento com os livros não é de agora, nossa história de amor começou quando eu ainda tinha cinco anos e ganhei minha primeira coleção de livros infantis do meu pai. Dezesseis anos depois, o amor continua o mesmo, mas infelizmente carrego comigo uma tristeza escondida. As pessoas parecem não perceber o valor que esse objeto tem, é como se não quisessem mais ter a capacidade de sonhar sem sair do lugar. Mas deixemos minhas angústias de lado, o que importa aqui foi a alegria que senti ao caminhar pelos estandes da Semana Literária. O pouco que conversei com o autor Aloildo Gomes Pires, senti um desejo curioso de ler seu livro O 14 | TJBA EM AÇÃO Aloildo Gomes Pires autografa mais uma preciosidade, O Go Golpe de 1969: ele retrata um momento histórico pouco comentado. “Fiz uma investigação histórica sobre a queda de Pedro Aleixo”, contou o autor. Já sou crescida, entretanto confesso que os livros infantis das professoras Palmira Heine e Terezinha Passos, deixaram um gostinho de querer me aventurar nas histórias. São obras que têm o objetivo de fazer as crianças pensarem nos valores, já há tempos, adormecidos na sociedade. Os livros ‘O autor é você e O lápis mágico, de Palmira, e Um amor de lagartixa, de Terezinha, me fizeram desejar ter alguma criança em minha casa para presenteá-la com essas obras. Encantei-me, também, com os cordeis do poeta Antonio Carlos de Oliveira, que homenageou o cantor e compositor Luiz Gonzaga, (e me presenteou com um dos cordéis). Não sou baiana, porém no pouco tempo que moro aqui já criei uma paixão íntima por essa cidade tão viva e cheia de amor para oferecer. Esse sentimento Fute

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olpe de 1969, para o diretor do 1º Grau, Cícero Moura A incentivadora, presidente Maria do Socorro, e o poeta Vellame tjba EM AÇÃO | 15 ebol, finalmente, sai da periferia e tem reconhecimento como manifestação cultural, em livros publicados por servidores da Ascom

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