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11 novembro 2016

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SEXTA-FEIRA 11 DE NOVEMBRO DE 2016 | R$ 1,00 Sol, alternando com pancadas de chuva e possíveis trovoadas MÁXIMA: 29ºC O Diário do Médio Piracicaba Edição: 4.104 - Ano XVIII - Fechamento: 18h00 MÍNIMA: 19ºC www.bomdiaonline.com Djalma Bastos é o nome de Simone Moreira para presidir a Câmara Página 3 Denúncia deDivulgação lama da Samarco no Rio Piracicaba é levada ao MP Estudantes ocupam UFOP para protestar contra a PEC dos gastos públicos Desde segunda-feira, 7, os estudantes da extensão da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em João Monlevade ocupam o campus da instituição, no bairro Loanda. Os alunos protestam contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos. Técnicos e professores, que apóiam o movimento, podem entrar em greve ainda hoje. Página 4. Praça Sete será reaberta no dia 19 Página 5 Sujeira da mineração afeta rio Piracicaba. Página 8

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BOM DIAsexta-feira, 11 de novembro de 2016 2.opinião EXPEDIENTE BOM DIA • Diretor Responsável: Geraldo Magela Gonçalves (Interino) • Diretor Geral: Luiz Gonazaga de Castro • Comercial: comercial@bomdiaonline.com 3851-1515 • Edição Breno Botelho • Diagramação/Arte: Sérgio Henrique Braga • Impressão: Gráfica Bom Dia • Colaboradores: Márcio Naoto Suzuki (Up Street) Lúcio Flávio Carlos Augusto - Gugu (Meu Palpite) Tayana Duarte (Interiores com Estilo) Marcos Martino (Cenários) • Representante Comercial: Super Mídia Brasil - BH Central de Comunicação - SC Redação e Administração Rua Nossa Senhora Aparecida, nº 152, Sl. 305, Aclimação, CEP.: 35930-028 João Monlevade / MG / Brasil (31) 3851.1515 • Bom Dia online: www.bomdiaonline.com Circulação: Alvinópolis, Barão de Cocais, Bela Vista de Minas, Bom Jesus do Amparo, Catas Altas, Dionísio, Dom Silvério, Itabira, João Monlevade, Nova Era, Rio Piracicaba, Santa Bárbara, São Domingos do Prata, São Gonçalo do Rio Abaixo, São José do Goiabal. FUNDADO EM JULHO DE 1998 Bom Dia Comunicação Ltda - ME. CNPJ.: 24538633/0001-16 Todos os Direitos Reservados bomdia@bomdiaonline.com redacao@bomdiaonline.com Amigos, dessa vez o MEDIOPIRA entrevistou o multi tarefas WIR CAETANO Wir Caetano é artista, jornalista, letrista e outros istas que vão se revelando a medida que avança a escrita. O cara é poeta, esteta, fotógrafo, um homem turbilhão. Conheci o olhar scanner do sujeito quando ainda tocava no República e ia muito a Monlevade. O cara tem um olhar faiscante que não dá pra passar batido. Depois quanto estive em Monlevade a trabalho, também nos encontramos. Ele é minimalista e bravo pra chuchu. Ao mesmo tempo é doce, quase um guru, depositário de conhecimento e dotado de grande intuição artística. Mas vamos à entrevista. MEDIOPIRA – Seu nome é Wir Caetano mesmo ou é nome artístico? Sim, é Wir Caetano mesmo, como o “W” pronunciado como “U”: “Uir”. Existe a palavra “Wir” em alemão, com o significado de “nós”, mas meus pais nem sabiam disso e, em alemão, o “W” pronuncia-se como “V” MEDIOPIRA – Como é que você se descobriu poeta ? Faço poemas desde o início da adolescência e creio que contribuiu para isso o fato de que meu pai gostava muito de romances de cordel. Os contatos com a arte de certos poetas na escola também devem ter contribuído. MEDIOPIRA – Como você definiria seu estilo de escrita? Estilo? Não dá para definir. É produto de meu repertório, que envolve referências de campos diversos, como literatura, música, artes plásticas, cinema, coisas que sempre curti. Importa que procuro me manter sintonizado com a produção contemporânea. A arte está intimamente ligada a seu tempo, a linguagem tem historicidade. MEDIOPIRA – O que você acha da música como mídia, como espaço para fruição poética? Como todos sabemos, a música (popular) é uma manifestação que, principalmente no Brasil, tem uma presença muito forte em nossa sociedade, atualmente menos do que em outros tempos, mas ainda forte. E, assim sendo, diz muito dessa sociedade, de nossa cultura. MEDIOPIRA – Você já fez um bocado de letras de música. O que você prefere: letrar uma melodia já existente ou dá liberdade para que o músico adapte? Sim, faço letras também desde a adolescência. Minha primeira parceria foi ainda no colégio. Eu prefiro letrar melodia, acho que é melhor até para o músico, Divulgação mas as duas alternativas funcionam. Se você faz a letra antes, é bom quando o parceiro consegue mantê-la do que jeito que você fez, mas, se tiver que mexer, a troca de ideias é bem-vinda. MEDIOPIRA – Com quem vc já parceirou musicalmente? Aqui em Monlevade, fiz várias parcerias com o Tó Vilela muitos anos atrás. Em BH, com Babilak Bah e Banda da Penha, se desconsiderar algumas parcerias dos tempos de faculdade. MEDIOPIRA – Você já lançou um livro impresso. Acha que os livros tem vida longa ou serão engolidos pela evanescência da internet? Na verdade, lancei dois: um de poemas, “Paixões e Atrofias”, em 1982, e outro de prosa de ficção, intitulado “Morte Porca”, de 2002. Acho que o livro terá vida longa, mas pode ser, sim, que outros formatos, como o digital com que já convivemos agora e outros que venham a surgir, se tornem predominantes. A história é assim mesmo, feita de mudanças, e nem sempre para pior. MEDIOPIRA – Como difundir poesia num ambiente tão fragmentado e difuso? Já se difunde de muitas formas, como nas redes sociais, por exemplo, ou em canais como o Youtube, vocalizados. Sem falar nos saraus que têm ganhado corpo em alguns lugares, principalmente em metrópoles. MEDIOPIRA – O projeto MATOADENTRO é muito bacana, uma incursão pelos arredores que na verdade são o centro, algo inusitado e desconcertante. Acha que em algum momento esse projeto série, vai virar um longa? Algo como uma exposição de macros e micro paisagens? Já fizemos exposições fotográficas do Mato Adentro alguns anos atrás, em Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo. Mas gostaríamos, sim, de voos mais amplos, que, quem sabe?, podem ganhar corpo em algum momento. MEDIOPIRA – O que você projeta para a arte e cultura em tempos de Trumps e outros bichos? A arte já respondeu com vigor à muitos tempos duros, e acho que continuará a responder como se deve. Sempre é possível surgirem entraves à livre expressão, mas resistência também sempre acontece, com maior ou menor intensidade. MEDIOPIRA – O que você ouve de música hoje? O que tem feito a sua cabeça na literatura? Incursões no que já foi ou no que virá? Acompanho muito a música por canais de internet e é também na rede digital que ouço boas rádios, como a Inconfidência, por exemplo. Há coisas em âmbito regional e fora. Gosto de nomes como o Graveola, de BH, e o pessoal que tem sido chamado de “nova vanguarda Paulista” (Rômulo Fróes, Kiko Dinucci e outros), entre muitos outros. Em literatura, também há uma produção muito forte, sintonizada com as demandas contemporâneas, que também acompanho. Não faz sentido escolher entre “o que foi” o e o que ‘virá”, até porque a arte realmente de qualidade nunca “foi”, continua sendo, viva, ainda que não para ser apenas repetida. MEDIOPIRA – Projetos no forno? Sim, mas, enquanto estão no forno, precisam de silêncio para ganharem corpo. MEDIOPIRA – Deixe seus links, face, contatos, etc… Textos meus quase não tenho postado em lugar nenhum, até porque escrevo pouco e devagar. Fotos podem ser conferidas no Instagram (como wircaetano) e no blog http://meujardimquintal.wordpress.com. O Google me acha com facilidade. MARCOS MARTINO PRODUÇÕES (031) - 988151041 marcos.martino@gmail http://marcosmartino.wix. com/marcosmartino

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BOM DIAsexta-feira, 11 de novembro de 2016 3.política Djalma deve ser candidato único à presidência ELEIÇÃO SERÁ EM JANEIRO; VEREADOR É FAVORITO DO GOVERNO SIMONE Ulisses Nascimento João Monlevade - O vereador Djalma Bastos (PSD) deve ser candidato único à presidência da Câmara Municipal para o biênio 2017/2018. A informação foi passada pelo parlamentar em entrevista ao Bom Dia após a reunião ordinária do Legislativo na quarta-feira (9). Nas últimas semanas outros três vereadores - Carlos Roberto Lopes, o Pastor Carlinhos (PV), Guilherme Nasser (PSDB) e Leles Pontes (PRB) - eram apontados como prováveis candidatos ao principal cargo da Mesa Diretora, porém, há um encaminhamento para que apenas uma chapa seja constituída. “Existe, sim, o interesse do governo. Fomos parceiros do governo Teófilo Torres durante os quatro anos e também da Simone e do Fabrício (prefeita e vice-prefeito eleitos) nessa caminhada política, onde nós tivemos a oportunidade de nos conhecer melhor, participamos de uma campanha que não foi fácil. Eles sabem como administramos a Casa, a forma de trabalhar, bem aberta, com transparência. O governo de Simone e Fabrício entende que podemos contribuir e eles me deram a liberdade de formar a chapa e disputar a mesa”, comentou. “Nesse entendimento, nem vai ter segunda chapa, pelo que está sendo discutido, mas, se tiver, estamos preparados, vamos aguardar”, declarou. Ulisses Nascimento Djalma Bastos deve se reeleger como presidente da Câmara para os próximos dois anos Segundo ele, onze vereadores já foram procurados e seu nome tem boa aceitação. “Está praticamente fechado, está caminhando para isso. Não tem dificuldade, não tem nada sendo imposto, tudo é feito com muita tranqüilidade”, avaliou. Nos bastidores, a avaliação é que Djalma Bastos “ganhou pontos” no grupo político liderado pelo ex-prefeito Carlos Moreira (2001/2008) pela lealdade. Visto como aliado de primeira hora, ele participou ativamente da campanha que resultou na vitória de Simone Carvalho (PSDB), eleita pela Coligação “A Força do Povo” com 15.456 votos. Djalma Bastos já faz projeções para 2017 e reforçou a importância do bom relacionamento entre Legislativo e Executivo. “A gente sabe que o ano de 2017 não vai ser fácil, em função da crise política e especialmente pela crise econômica. Nós sabemos que João Monlevade perdeu quase 25 milhões de receita, o governo Teófilo tem dificuldades de fechamento, não está uma maravilha e o governo que vai começar terá dificuldades financeiras, ele precisa mais do que nunca precisa dessa parceria para ter uma tranquilidade para iniciar o governo”, declarou. Influência no novo governo O atual presidente da Câmara falou sobre a composição do secretariado do governo de Simone Carvalho. Nos bastidores circula a informação de que será indicação do vereador o nome a ocupar a Secretaria Municipal de Esportes. “Na verdade não é indicar, não tenho esse procedimento. Tive um bom diálogo no governo do Teófilo e o mesmo diálogo vai ser no novo governo. Não é questão de indicação. Simone e Fabrício vem discutindo o secretariado, querem fazer um governo muito próximo do povo, especificamente dos que mais precisam. Com relação às secretarias, evidentemente não é só a secretaria de esporte, tenho sido consultado, e vários nomes também, independente de qualquer coisa. A gente conversa, mas, não indica”, declarou. Perguntado sobre qual será seu espaço e influência na gestão que vai começar em 2017, o presidente da Câmara mencionou o bom relacionamento com Simone Carvalho e Fabrício Lopes. “Na verdade, o espaço está sendo a confiança. A confiança adquirida, como falei antes, na caminhada, não só com o governo Teófilo, mas dentro da própria campanha da Simone e do Fabrício. Essa credibilidade que nos dá essa liberdade de participar das discussões, é um trâmite normal, é natural”, destacou. Bastos negou que exista uma cota ou número de cargos que vão ser ocupados por sua indicação. “De forma alguma. Não, não tem. Acho que essa é uma das situações que não pode haver, o chamado loteamento. Tenho certeza que Simone, Fabrício e a comissão de transição vão avaliar muito bem a composição do governo”, concluiu.

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BOM DIAsexta-feira, 11 de novembro de 2016 4.educação Estudantes ocupam campus da UFOP MOVIMENTO TEM APOIO DE TÉCNICOS E PROFESSORES QUE TAMBÉM PODEM ENTRAR EM GREVE Ulisses Nascimento João Monlevade - Desde segunda-feira (7) o Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (ICEA), extensão da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em João Monlevade, está ocupado pelos estudantes. A decisão foi tomada em assembleia que teve a participação de 452 alunos, que também resolveram iniciar greve estudantil. O ICEA foi a última das onze unidades da UFOP a ser ocupada. A ocupação e a greve são formas de protestos contra Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos federais por 20 anos. A matéria, de número 241 na Câmara Federal, foi aprovada pelos deputados e agora é avaliada no Senado, onde recebeu o número 55. A reportagem do Bom Dia esteve no campus na tarde quarta (9). Ao contrário do que ocorre em várias instituições de ensino por todo o Brasil, onde há tensão permanente entre estudantes e autoridades, na UFOP em João Monlevade o clima é tranquilo. A não ser por barracas armadas em pontos específicos e cartazes colados em áreas de circulação, não há “cara” de ocupação. Se visualmente o movimento não é percebido logo de cara, o engajamento dos participantes não deixa dúvidas sobre a manifestação. Estudante do curso de Engenharia da Com- Barracas foram montadas por estudantes em áreas de circulação putação, Jonathan Guimarães, 23, reforçou as bases do movimento. “O objetivo inicial é reivindicar direitos pela Educação, e o que estamos fazendo aqui é debater os impactos que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) terá sobre isso”, explicou. Natural de São João Del Rey, Guimarães disse que o acesso à educação pública de qualidade está em risco com a provável aprovação da PEC. O estudante relatou que o movimento é horizontal, sem uma liderança destacada. Os alunos estão organizados em comissões. Os grupos são de Logística, Segurança, Mobilização, Atividades, Comunicação, Negociação e Manifesto / Estatuto. Membro da comissão de segurança, Felipe Teodoro, 23, falou sobre o caráter coletivo da manifestação. “A situação do país levou a esse despertar, muitas pessoas perceberam que os estudantes estão buscando seus direitos e o de outras classes”, comentou, destacando que a ocupação aumentou a integração entre os alunos do campus. Matriculado no curso de Engenharia da Computação, ele explicou que a comissão de segurança tem auxiliado os guardas oficiais nas rondas e no cuidado com o patrimônio da instituição. Momento histórico A diretora do ICEA, Anliy Natsuyo Nashimoto Sargeant, 41, foi entrevistada pela reportagem. No cargo desde agosto de 2015, ela contou que o apoio à ocupação e à greve estudantil foram manifestados assim que a diretoria foi comunicada de maneira oficial sobre o resultado da assembleia. “É um momento de abertura ao diálogo, há um respeito muito grande pelo movimento”, destacou. De acordo com a diretora, o ICEA tem 82 professores. Ela não soube precisar o número exato de docentes que apoiam a manifestação, mas, destacou o respeito dos profissionais pelo protesto. Segundo Anliy Natsuyo, o objetivo não é simplesmente promover atividades e debates sobre a PEC e outros assuntos importantes durante a ocupação. Na noite de terça-feira (8), 284 pessoas estavam no auditório do ICEA para acompanhar a discussão sobre a PEC que limita os gastos públicos. Economistas do Instituto de Ciências Sociais e Aplicadas (ICSA), Heder Carlos de Oliveira e Victor Maia Senna Delgado apresentaram argumentos contrários e favoráveis à PEC. Além dos debates, são realizadas palestras, aulas, assembleias, recreações, entre outras atividades estabelecidas em um cronograma diário. Professora de Matemática, Anliy Natsuyo considera que a PEC afeta toda a sociedade e define as ocupações. “É um momento histórico”. Técnico em Assuntos Estudantis da UFOP e formado em Psicologia, Elizeu Assis, 50, considera que apesar do momento difícil do ponto de vista político, essa é a hora para grandes mudanças no país. Conhecedor da história de João Monlevade, ele fez um paralelo da ocupação com a greve dos operários da Belgo Mineira (hoje ArcelorMittal) em 1986: liderados por Leonardo Diniz, que viria a ser prefeito e vereador no município, os operários pararam durante 23 dias. “Há algumas semelhanças, aquele era um momento de ameaça aos direitos trabalhistas e outras conquistas. Hoje acontece algo parecido com a PEC, há um paralelo. Na época, os revolucionários eram os operários, hoje, são os estudantes”, comparou. Estão marcadas para hoje as assembleias dos técnicos e professores para decidir se esses profissionais vão deflagrar greve. As reuniões serão em Ouro Preto. UFOP fala em negociação A reportagem do Bom Dia procurou a Assessoria de Comunicação Institucional (ACI) da UFOP para registrar o posicionamento oficial da instituição de ensino sobre a ocupação do ICEA. A assessoria informou que a reitoria constituiu comissão de negociação com o objetivo de centralizar as negociações e buscar soluções para as demandas, além de agilizar o contato com a administração central. Em nota oficial sobre as ocupações publicada no dia 1º e assinada pelo reitor Marcone Jamilson Freitas Souza, a instituição informa que “a preocupação dos discentes está alinhada com a in- Fotos: Dindão Anliy, diretora do ICEA segurança expressa pela nota do Conselho Universitário da UFOP, divulgada no dia 20 de outubro de 2016”. O documento citado é a moção contra a PEC 241 e em defesa da Educação Pública, Inclusiva, Gratuita e de Qualidade. Confira parte da nota oficial. “Consideramos as manifestações estudantis legítimas e entendemos que a formação cidadã é parte crucial do aprendizado dos jovens que ingressam em uma instituição pública de ensino superior. Primar por uma sociedade mais justa e que busque minorar as desigualdades de nossa sociedade são valores que construímos permanentemente em toda a nossa comunidade acadêmica. Diante disso, iremos acompanhar as ocupações na promoção de um diálogo que possa proteger a integridade física e mental de nossos estudantes, que resguarde a nossa Instituição e que, sobretudo, contribua para a permanente melhoria nas condições de ensino, pesquisa e extensão na UFOP e em todo o Brasil.”

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BOM DIAsexta-feira, 11 de novembro de 2016 5.cidade Prefeitura realiza reinauguração da Praça Sete com festival gastronômico Dindão Demora em reforma no Velório Municipal é criticada pelo presidente da Câmara de João Monlevade Praça será reaberta com o Festival Gastronômico, Cultural e Cervejeiro “Aproveite Minas” João Monlevade - A Prefeitura de Monlevade, através da Fundação Casa de Cultura, realizará no próximo dia 19, a partir de 12h, a reinauguração da Praça Sete de Setembro, com o Festival Gastronômico, Cultural e Cervejeiro “Aproveite Minas”. A Praça 7 de Setembro foi totalmente revitalizada e ganhará nova iluminação. A produção do festival, com objetivo de fomentar uma cultura de gastronomia de qualidade, boa música e cervejas especiais, é da iniciativa privada e promete um grande evento. Participarão do festival, oito restaurantes, cinco cervejarias e um food truck. As atrações musi- cais vão do rock à MPB. Durante todo o dia, irão se apresentar Mike Santos e seu novo show com Ricardo Drummer, banda Amigo Velho e a cantora de Catas Altas, Camila Calais, além do DJ Jr. Queiroz com o melhor do rock e pop durante a abertura e os intervalos. Não haverá cobrança de ingressos. João Monlevade - O ritmo das obras de reforma do Velório Municipal foi criticado pelo vereador Djalma Bastos (PSD) durante a reunião ordinária do Legislativo na quarta (9). O presidente da Câmara demonstrou irritação ao comentar o assunto, quando a reunião já se encaminhava para o final. “É uma vergonha, já era para ter terminado, não tem como dizer que está chovendo ou deixou de chover, é uma falta de respeito com os monlevadenses tanta morosidade. Eu sinto vergonha de tudo o que está acontecendo com o velório municipal. Vergonha, a empresa devia pegar a mala e ir embora”, declarou. Na opinião do vereador, a responsável pelas obras não poderia ter participado da licitação. Segundo comunicado encaminhado à imprensa pela assessoria de Comunicação da Prefeitura logo no início dos trabalhos, no mês de julho, a reforma está orçada em R$187.979,93. Os serviços são reforma das três capelas, ampliação da varanda, construção de banheiros, pintura, troca de piso, reforma dos banheiros existentes, além de instalações elétricas, paisagismo e construção de bancos de concreto. A reforma começou no dia 31 de julho e a previsão era que fosse concluída em quatro meses. De lá pra cá, tem sido grande o transtorno para familiares e amigos de pessoas que foram veladas no local durante a reforma. A prefeitura de Monlevade anunciou essa semana que o velório, até que a reforma termine, vai funcionar no antigo prédio da Enscon Viação, no bairro Belmonte. Procurada pela reportagem, a assessoria de Comunicação respondeu que a responsável pela reforma é a Construtora Máster e a obra no velório deve terminar em dezembro. O antigo prédio da Enscon, escolhido para funcionar como velório de maneira provisória, estará disponível a partir da próxima segunda-feira, dia 14.

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BOM DIAsexta-feira, 11 de novembro de 2016 6.cultura “Costelão do Dindão 2016”: a festa do ano Fotos: Rafael Guedes / Dindão / Mamão Além de manter a qualidade do assado e da boa música, evento trouxe a delícia das variedades do choop artesanal Prússia João Monlevade - “Até a chuva para quando vai rolar o Costelão do Dindão: essa foi do empresário Túlio Arcanjo, sócio da BikeZone Brasil durante a festa do Costelão do Dindão no sábado, 5. Durante a manhã armou um temporal, a previsão do tempo comunicava pancadas de chuva e aguaceiros, mas nada disso se confirmou. O que confirmou foi mais uma vez o sucesso do evento. A cada ano o “Costelão do Dindão” vem se reinventando, reestruturando e superando as expectativas dos convidados. Esse ano, com muitas novidades, o evento além de manter a qualidade do assado e da boa música, trouxe também a delícia das variedades do choop artesanal Prússia. Com uma super estrutura de cobertura, patrocinado pelas Festas Práticas e uma inovação de palco construído no Sítio Bougainville, aumentando a área para apresentação das bandas, o visual agradou mais uma vez com o trabalho em malha distendida por Djaine Ferreira. Além disso uma Cama Elástica colocada pela Libertas entreteve as crianças. Mantendo a tradição, o Costelão Gaúcho, fornecido pelo Hiper Comercial Monlevade, assado em fogo de chão, se revelou mais uma vez o melhor e mais delicioso churrasco, servido com uma super farofa especial. Super shows levaram os convidados a uma viagem pela música – a abertura ficou por conta de Violeo e Flavinha que arrancaram elogios do mais exigente público. Já a segunda apresentação, que veio aquecer o público, literalmente, foi a banda rio piracicabense Neurose Urbana. Com um repertório mesclado dos maiores hit´s do rock de todos os tempos, a banda destacou as melhores (se pode classificar) do Pink Floyd. Para o encerramento, a revelação da noite – Impala 67 – que em uma apresentação ímpar, arrastou a plateia para frente do palco e fez todo mundo balançar. Mais uma vez Daniel Sena fez a alegria da plateia durante a apresentação do evento, com seu jeito descontraído e carismático. E para dar uma pitada de modernidade musical, o DJ Daniel Henriques mandou bem durante os intervalos das bandas, mantendo o público ligado no melhor da música. Agradecimentos O evento, mais uma vez, contou com a participação, patrocínio e apoio da: Festas Práticas, Vereador Djalma Bastos \ Prússia Bier \ Ótica Novo Mundo \ CFC Mariana \ RAC Rent Car \ Rachid Semi Novos \ Autotécnica \ BikeZone Brasil \ Postos Girassol \ Infotecnologia \ Ciclo \ Varlei Mensagens car \ WD Digital Led \ Libertas \ Hiper Comercial Monlevade\ Fraga Distribuidora \ Circuito Aproveite \ Alternativa 1 FM \ Stúdio Audio Mix e Myller Visual Gráfica. Mais fotos: www.bomdiaonline.com Violeo e Flavinha arrancaram elogios dos mais exigentes Impala 67 fez uma apresentação ímpar Banda rio piracicabense Neurose Urbana

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BOM DIAsexta-feira, 11 de novembro de 2016 7.cidade Prefeito veta e Câmara terá que refazer projeto que alerta donos sobre venda de lotes no Cidade Nova João Monlevade - Os vereadores aprovaram por unanimidade o veto total do prefeito Teófilo Torres (PSDB) à proposição de Lei Complementar nº 10/2016, que acrescenta os parágrafos 3º e 4º ao artigo 238, da Lei Complementar Municipal nº 4, que institui o Código Tributário em João Monlevade. A votação ocorreu durante reunião ordinária de quarta-feira (9). Apenas o vereador Belmar Diniz (PT) não votou, pois justificou ausência da reunião por motivo de saúde. Conforme mensagem encaminhada pelo Executivo sobre o veto, é interpretação da Prefeitura de que os referidos parágrafos não atendem ao interesse público. Ainda conforme a Prefei- Ulisses Nascimento Vereadores aprovaram por unanimidade o veto do prefeito tura, o que prevalece no cadastro do contribuinte é a matrícula atualizada do imóvel registrada em cartório e nem sempre a pessoa cadastrada no sistema é o verdadeiro proprietário. Desta forma, a análise do Poder Executivo é que as alterações su- geridas pelos vereadores Fabrício Lopes (PMDB) e Belmar Diniz podem abrir precedentes para possíveis fraudes. “Não visualizamos na matéria e seus efeitos qualquer obstáculo de natureza legal, mas tão somente a falta de interesse público relacionado à forma com que o procedimento para alteração do cadastro é realizada dentro do setor na Prefeitura”, cita parte da justificativa apresentada aos vereadores. O projeto atende o pleito da Associação dos Proprietários de Lotes do Cidade Nova (Acinova). Há mais de dois anos, dezenas de pessoas recorreram à Câmara, à Prefeitura e ao Ministério Público para denunciar que terrenos no bairro Cidade Nova estariam sendo revendidos por uma construtora sem consentimento dos verdadeiros proprietários, que adquiriram os imóveis na década de 1980. Um dos autores do projeto, Fabrício Lopes disse que a matéria será reelaborada. CEJM recebe mais um espetáculo da Escola de Dança Rose Machado João Monlevade – A Rose Machado Escola de Dança convida a todos para o seu 18º festival de dança, com o tema “No compasso da dança” que será realizado amanhã, as 19:30hs, no centro educacional. O festival de dança da Rose Machado Escola de Dança sempre foi uma combinação de estimulo para os olhos e para a mente. “No Compasso da Dança” é um dos grandes acontecimentos de final de ano em João Monlevade. A sua história vivencia o dançar no seu mais puro âmbito, onde o seu contexto artístico vidência a arte da dança pelo simples expressar de movimentos, afirma Rose Machado. Venda de ingressos antecipados na CFC Mariana e Mondian Modas ou ainda pelo 9-88273041, e no Centro Educacional até as 17:00 horas de sábado.

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BOM DIAsexta-feira, 11 de novembro de 2016 8.ambiente Águas do Piracicaba são tomadas por lama Geral – Bastou apenas um “chuvisco” para que o rio Piracicaba fosse tomado por espessa lama que desceu de sua cabeceira, contaminando toda sua extensão. A denúncia partiu de moradores da cidade, que segundo eles, já estariam acostumados com essa situação, a que chamaram de “descarga” de lama, que seria prática das mineradoras. Há alguns anos um incidente na cidade causou mortandade de peixes no córrego do Diogo, que é efluente da barragem do Diogo de propriedade da Dindão Especialista diz suspeitar que a lama venha da Samarco Vale. Entretanto, apesar das denúncias e cobranças de explicações, nenhuma satisfação foi dada à comunidade piracicabense. Desta vez, diante o maior desastre ambiental da história do Brasil e um dos maiores do mundo, causado pelo rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da Samarco \ Vale \ BHP, a população está mais atenta e diante disso acionaram a reportagem do Bom Dia de- nunciando o fato. Especialista ouvido pelo Bom Dia diz suspeitar que a lama venha da Samarco, já que as nascentes do Piracicaba serpenteia as instalações da empresa. O Bom Dia fez contato com o CBH Piracicaba que ficou de acionar a fiscalização e ainda enviou ofícios a Diretoria de Gestão de Qualidade e Monitoramento Ambiental do Estado de Minas Gerais e ao Igam. O CBH acionou ainda o promotor Leonardo Maia que solicitou todas as informações relativas ao incidente para que se- jam tomadas providencias cabíveis. A reportagem ainda tentou ouvir a Samarco e a Vale e enviou questionamentos à assessoria das mesmas. A assessoria da Vale simplesmente informou que “A Vale não detectou qualquer anormalidade em suas operações que possa ter causado o fato relatado”. Já a Samarco até o fechamento dessa edição não havia se manifestado. Barragens A região do Médio Pira- cicaba possuiu inúmeras barragens de rejeitos de mineração, sendo a maioria de propriedade da Vale. A população sempre fica apreensiva durante o período chuvoso temendo algum desastre semelhante ao de Bento Rodrigues, quando a barragem de Fundão se rompeu deixando um rastro de destruição e morte em dois estados. Apesar dos responsáveis afirmarem sobre a segurança das barragens, a população não confia mais, pois a barragem de Fundão também era segura segundos os especialistas da Samarco.

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