Revista-Comercio-Industria-Novembro-2016

 

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ÍNDICE EDIÇÃO N°136 - NOVEMBRO / 2016 CAPA Uniodonto ECONOMIA Unidos pela Morada do Sol CONQUISTA Álcool como combustível LITERATURA Loyola lança novo livro 9 Uma das mais importantes e atuantes cooperativas odontológicas do interior do Estado completa 26 anos de atividades em Araraquara. Da Redação 05 | Sônia Maria Marques comenta a obrigatoriedade do pagamento de impostos no Brasil e seus impactos 10 SINCOMERCIO, CIESP, Sindicato Rural e CANASOL montam grupo para discutir demandas para o desenvolvimento de nossa cidade. No Ginásio do Sesi 18| Unidades do CIESP Araraquara, Matão e São Carlos promovem a ‘Rodada de Negócios’. 19 Em 1930, alunos e professores da antiga Escola de Farmácia de Araraquara assinavam uma experiência única para a época. Solidariedade 22| Grupo Amigos da Fé comanda campanha para ajudar família araraquarense. 30 Em noite especial, escritor apresenta sua nova obra, ‘Se For Pra Chorar, Que Seja de Alegria, para um Palacete das Rosas lotado de amigos e fãs. Sindicato Rural 44|Programa Olericultura Orgânica visa beneficiar o pequeno produtor por meio de um amplo trabalho social. Já não se faz mais DAAE como antes Vários bairros da cidade têm sofrido com a falta d’água e os motivos dados pelo DAAE embora sejam diferentes, levam sempre a mesma conclusão: inexistência de manutenção ou falta de recursos para expansão das redes. A liberação para o surgimento de novos bairros, sem planejamento prévio, poderá acarretar no futuro por questões estruturais, em problemas ainda mais sérios. Sobre a falta d’água em outubro, período do sol senegalesco sobre a cidade, o vereador Édio Lopes realizou trabalho de fiscalização para entender os motivos. O vereador Édio Lopes conversou com Laura Santos da Silva, quando chegava à ETA para cobrar providências sobre a falta d’água no Vale do Sol e em bairros próximos Liniker brilha A banda araraquarense Liniker e os Caramelows não para de crescer. Destaque na imprensa nacional e com uma imensa quantidade de fãs, os pratas da casa venceram o prêmio Multishow 2016 na categoria ‘artista revelação’. Com recordes de acessos no You Tube, a Liniker viaja o País divulgando seu primeiro disco, ‘Remonta’. Em Araraquara, o material já tem uma data de lançamento marcada para o dia 8 de dezembro, no Sesc Araraquara. Este é o segundo show do grupo na unidade local: o primeiro deles ocorreu em janeiro deste ano para um Ginásio lotado. 4

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DA REDAÇÃO por: Sônia Maria Marques ARTES PLÁSTICAS ‘Capital das Artes’ MEMÓRIA Carros, motos e muita gente 34 Exposição no Sesc local resgata a história da Escola de Belas de Artes de Araraquara; ex-aluno, o pintor Ernesto Lia, comenta o assunto. Canasol 49| Produtores procuram meios para aumentar produtividade a partir de investimentos certeiros. 52 Na Bento de Abreu, famoso ‘footing’ era ponto de encontro, dos araraquarenses nas tardes de domingo. Vida Social 69 | Maribel Santos destaca chá beneficente do grupo Mãos Generosas. Recursos para a Santa Casa O secretário municipal de Saúde, Abelardo Ferrarezi de Andrade, representando o prefeito Marcelo Barbieri, participou no dia 24 de outubro, de assinatura para liberação de verba do Governo Federal, para a Santa Casa. R$ 231.109,68 serão destinados à linha que cuida do sobrepeso e da obesidade e que habilita a Santa Casa como estabelecimento de saúde em assistência de Alta Complexidade ao indivíduo com obesidade em Araraquara. R$ 8.200,20 estabelece recurso do bloco de média e alta complexidade a ser incorporado ao limite financeiro anual da Santa Casa para serviços de Referência para diagnóstico de Câncer de Mama. 8.523,72 para Serviço de Referência para Diagnóstico e Tratamento de Lesões Precursoras do Câncer de Colo de Útero. O prefeito Marcelo Barbieri disse que o “Governo Federal está atendendo nos apelos para aumentar a verbas que custearão o SUS, que há anos está com valores de repasses desatualizados. Serão R$ 247 mil para serem investidos na Santa Casa”. Santa Casa de Araraquara, modelo para a saúde PAGANDO AS CONTAS É redundante, hoje em dia, falar ou questionar sobre os deveres de cada cidadão. São muitos, mas o que nos faz pensar e ficarmos preocupados, são as condições pré estabelecidas, como por exemplo, os impostos que pagamos. Temos um leque de siglas (IR, IPTU, IPVA, FGTS, DARF, etc), que se não forem pagos, ficamos à mercê da inadimplência (SPC, Serasa, conta negativada, bloqueio). Se há atraso de um dia numa conta ou imposto, por exemplo, lá serão cobrados juros, juros de mora, multa por atraso, tudo já embutido numa fatura, boleto ou guia, que até nos faz perder o sono. É justo que devemos honrar nossos compromissos, porém, torna-se difícil para todos, tanto de pessoa física quanto jurídica. As empresas então, principalmente as pequenas e médias, nem se fala, pois do ganho bruto, sobra apenas o suficiente para se manterem em funcionamento. O lucro, em muitos casos, passa desapercebido e na contabilização final, fica a dúvida se continuam com as portas abertas e mantêm os funcionários, que também esperam pelos seus direitos, pois senão, é aí que começa o ciclo do não cumprimento das obrigações impostas por lei. É a realidade. Trabalhamos e pagamos por muito e ficamos com pouco e cada um (empresas, lojas, serviços, eu, você), vamos vivendo, ou melhor dizendo, ajeitando, como podemos. Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Editor: Matheus Vieira (MTB 67.923/SP) Diretor Comercial: Humberto Perez Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Heloísa Nascimento, Anderson Rovina Design: Carolina Bacardi, Bete Campos Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio é distribuida gratuitamente em Araraquara e região * COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br 5

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EDITORIAL por: Ivan Roberto Peroni Desistir, jamais! O aplicativo da frase remonta aos tempos, envereda pelas linhas do raciocínio e acaba pontuando situações que se moldam às necessidades que cada ser humano enfrenta na vida pessoal ou profissional. Ir em frente é desafiar o tempo, o temor, é ter forças para caminhar sobre o desconforto, não silenciar e apostar no poder da mente. Vivemos um período de enfrentamentos e desconfianças, marginalizando costumes e tradições, ideias, sugestões, esbarrando em planos e diálogos, quando não, na acomodação. Recém terminada a eleição municipal de 2016 no silencio do meu canto coloco-me a pensar: a Edna Martins, como candidata, perguntava o que você faria se a cidade fosse sua. Embora não houvesse originalidade do tema meramente político, é verdade que a frase nos deu alento ante a liberdade concedida para a exposição dos nossos desejos. Ainda que vestida pela demagogia, primordialidade em campanhas políticas, qualquer um poderia dizer o que pensava e queria. Assim, nasceram em meio a fantasia mais UPAs, mais creches, descentralização de serviços públicos para beneficiar os bairros e uma cidade extremamente criativa. Mas não era apenas isso, pois canditado que se preze se envolve em promessas e transforma em ilusão o que jamais poderia cumprir, ignorando o passado político que já teve e que por sinal já havia lhe dado a oportunidade de fazer. A prezada candidata não era caso isolado de promessa e transformação da cidade. A miserabilidade santificada pela opulência se enraizou nos princípios democráticos de cada concorrente, todos eles predestinados ao uso do ser humano como primeiro passo, pois num segundo momento, estabelecia-se a ponderação como – “se eu for eleito vou acabar com a pobreza”. Não digo exterminar a pobreza mas o que ficou marcado como peça de campanha foi uma série de promessas, uma delas o fim da taxa do lixo, assunto que escorrega por vários anos. Agora que tudo passou e cada um fechou sua fábrica de ideias, me pergunto como ficará o contribuinte ou o consumidor, pois promessas são levadas pelo vento e nunca poderão ser compridas? Em sã consciência ninguém pode abastecer com esperanças uma população descrente (64 mil votos flutuantes) e que pelo menos, espera que as vias públicas sejam pavimentadas, que as escolas tenham ensino padrão, que a saúde seja humanizada e a segurança se apresente com tolerância zero. Esta eleição com estigma de uma sessão de magia, nos ensinou que não devemos desistir dos nossos sonhos e acreditar sempre na capacidade de realização do ser humano, que por sinal foi a sábia técnica que premiou o ganhador que garantiu dar continuidade ao que construíra no passado e a promessa de reabertura de um pronto socorro. Foi uma vitória da esperteza e da coerência democrática, com ligeiras pitadas de um sentimento bairrista. Nesta eleição vimos uma sala de aula onde o mestre ensina que a persistência ancorada pelos efeitos de suas gestões são argumentos mais fortes que as promessas. 7

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REPORTAGEM DE CAPA Cooperativa Uniodonto há 26 anos em Araraquara Alto padrão de qualidade e comprometimento incluem a Uniodonto como uma das mais importantes cooperativas odontológicos do interior do Estado Há 26 anos, um grupo de Cirurgiões-Dentistas reuniu-se tendo como objetivo comum atrair novos clientes para seus consultórios, além da Pessoa Física, atingir o setor empresarial. O pensamento voltou-se então para criação da Uniodonto em Araraquara, modelo cooperativista em comercialização de planos odontológicos, com Sistema Nacional em Atendimento, sendo, na época, já há 20 anos no mercado. O desejo concretizou-se então, e em 1990 surgia a Uniodonto Araraquara; e de lá para cá, muito empenho e dedicação de todos os envolvidos: Diretorias; Colaboradores e Cooperados, fizeram e fazem-se presentes, dia a dia, no cumprimento a todas as exigências hoje imputadas, através de seu Órgão Regulador, a ANS, que norteiam a boa condução dos trabalhos, hoje necessária para o correto funcionamento como Operadora de Plano de Saúde Odontológico. E assim o tempo passou! Mudanças ocorrem a todo momento, do “simples ao complexo”, fortalecendo e estruturando, calçando e elevando colunas, amalgamando as relações Cooperativa-Beneficiário-Cooperado, através de gestões cada vez mais profissionalizadas, que elevam a Uniodonto Araraquara, à Cooperativa modelo dentro do Sistema Uniodonto e entre as Operadoras de Saúde Odontológica, no cenário Estadual e Nacional. Assim somos: Uniodonto Araraquara localizada na Rua Voluntários da Pátria, 1947, Centro • + de 120 Cooperados; • + de 20 mil Beneficiários; • Cobertura em 14 municípios: Araraquara, Américo Brasiliense, Boa Esperança do Sul, Borborema, Dobrada, Gavião Peixoto, Ibitinga, Itápolis, Matão, Motuca, Nova Europa, Rincão, Santa Lúcia e Tabatinga. • A Sede da Uniodonto Araraquara ao seu lado, facilitando a comunicação, diminuindo distâncias, através de seus Colaboradores e Diretoria sempre presente, diferenciais que o mercado exige; • Sistema Nacional de atendimento em casos de Urgência/Emergência; • Plantão 24 horas em Araraquara e Matão; • Tecnologia na aprovação de orçamentos on-line e on-time, pelo uso de imagens (câmeras Nossas instalações intra-orais), que aumentam e muito a qualidade final nos atendimentos; • Planos acessíveis a você e sua família, assim como os Planos Empresariais; • Equipe de Vendas pronta a lhe atender EM NOVEMBRO, MÊS DE ANIVERSÁRIO DA UNIODONTO ARARAQUARA, PENSAMOS EM VOCÊ: FAÇA CONTATO CONOSCO, ADQUIRA UM PLANO E VEJA AS VANTAGENS! AGUARDAMOS VOCÊ! SORRIA CONOSCO! 9

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Mário Porto (SENAR-SP), Michele Pelaes (CIESP), Bruno Naddeo (Núcleo de Jovens Empreendedores), Ademir Ramos da Silva (CIESP/FIESP), Antonio Deliza Neto (SINCOMERCIO), Luís Henrique Scabello de Oliveira (CANASOL), Nicolau de Souza Freitas (Sindicato Rural), Jaime Vasconcellos (Economista SINCOMERCIO/FECOMERCIO) e Tatiana Caiano Teixeira Campos Leite (CANASOL) no encontro da RCIa ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO Eles estão juntos na construção de uma cidade ainda mais forte Hoje o SINCOMERCIO, o CIESP, o Sindicato Rural e a CANASOL, representam bem mais que 70% da economia em Araraquara. A convite da Revista Comércio, Indústria e Agronegócio, decidiram se juntar em um único bloco para apresentar e discutir demandas para o desenvolvimento da cidade, além de promoverem uma aproximação mais forte com a comunidade em defesa dos direitos da população. Sai Marcelo Barbieri que encerra oito anos de mandato e entra Edinho Silva, que inicia uma gestão de quatro anos. Bem mais conscientizada politicamente em função dos movimentos sociais que ocorreram nas ruas nos últimos meses, Araraquara começa a se articular através das suas forças mais representativas - comércio, indústria e agronegócio - com o objetivo de discutir e implementar ações que venham melhorar as condições de vida dos seus habitantes, e consolidar a imagem econômica de Araraquara como município de destaque no ranking nacional. Olhando para este ângulo é que a Revista Comércio, Indústria e Agronegócio decidiu reunir cinco dias após as eleições municipais de 2 de outubro, os presidentes do Sindicato do Comércio Varejista (Antonio Deliza Neto), Sindicato Rural de Araraquara (Nicolau de Souza Freitas), Luís Henrique Scabello de Oliveira (CANASOL) e Ademir Ramos da Silva (Diretor Regional do CIESP), para a discussão de uma agenda que fortaleça o cumprimento de demandas em benefício da população. O encontro, inicialmente em circuíto fechado, foi realizado na sede do Sindicato Rural e teve ainda a participação de Bruno Naddeo (coordenador do 10 Núcleo de Jovens Empreendedores de Araraquara), Mário Porto (coordenador do SENAR-SP), Michele Pelaes (gerente da Regional do CIESP), Jaime Vasconcellos (eocnomista da FECOMERCIO) e Tatiana Caiano Texeira Campos Leite (vice presidente da CANASOL), que formaram uma frente para consolidação do grupo, juntamente com o jornalista Ivan Roberto Peroni, da RCIa. Foram quase duas horas de debates e apresentação de sugestões e propostas de cada segmento, bem como a definição dos próximos passos. Cada dirigente deixou claro o pensamento de união, a necessidade de um associativismo na apresentação e cumprimento das demandas que não favoreçam apenas as classes trabalhadoras que as entidades representam, mas de forma mais ampla, a própria população, nesta fase de transição dos gestores municipais. “O entendimento é este, de união, para que possamos construir uma grande cidade”, disseram eles.

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Antonio Deliza Neto, presidente do SINCOMERCIO NA REDE SOCIAL Fico feliz por esta iniciativa, pois uma cidade só se desenvolve quando os setores produtivos resolvem unir suas capacidades de administração a serviço do bem comum. Juntar pessoas que decidem e sabem fazer acontecer só engrandece a comunidade. Sucesso! Alceu Patrício Sou membro da Câmara Brasileira de Gêneros Alimentícios na Confederação Nacional do Comércio; o Nicolau de Souza Freitas atua e, ainda, conviver com níveis de corrupção vergonhosos, o na Câmara Setorial da Citricultura; o Luís dirigente desabafou: “Quando Henrique Scabelo faz parte da Câmara Setorial uma nova empresa gera 20, 30, da Cana-de-Açúcar; o Ademir Ramos da Silva 100 empregos, na inauguração é diretor regional do CIESP com 17 municípios em sua base. Órgãos importantes em esferas mais abrangentes para o nosso representado é essencial para que ele conheça as instituições que servimos e para que possa também aderir aos nossos projetos, pois juntando-se a nós seremos mais fortes, com influência de poder de decisão o empreendedor é valorizado; porém, na hora da crise, onde é preciso reduzir o quadro de empregados em 10, 20 ou 50 pessoas, por uma questão de sobrevivência da empresa, quem na comunidade. nos questiona é o Ministério Antonio Deliza Neto Público do Trabalho; é ele que Presidente do SINCOMERCIO bate às nossas portas”. E inda- gou: “Quando a empresa vai ser tratada como o ser social que Enfatizando que não tem nenhuma pre- necessita de defesa, pois o que tensão política, o presidente do SINCOMER- adianta ter CLT e medidas protecionistas CIO, Antonio Deliza Neto, destacou que se não há a empresa e empregos? Não se está feliz pela iniciativa de um “bate-papo trata de retirar direitos dos trabalhadores, desses”. O presidente sindical ressaltou: ”... mas flexibilizar a relação capital-trabalho, não estamos aqui promovendo nenhuma fomentando o emprego e a distribuição de candidatura, mesmo tendo conhecimento renda”. Toninho Deliza chegou a ser ainda que, infelizmente, não conseguimos fazer mais incisivo em defesa da classe empre- política empresarial sem falar da política endedora: “Acredito até, que o momento partidária.”. Ao considerar que o Brasil está é de amadurecimento da classe empre- vivendo momento ímpar em sua história, sarial e da relação capital-trabalho“, mas o líder do comércio varejista salientou que ninguém aparece para ver como é duro a união de forças dos vários setores é de manter a empresa funcionando com a si- extrema importância na atual conjuntura tuação que estamos vivendo hoje.” Para política e econômica. ele, as dificuldades econômicas e a neces- Ao lembrar que o empresariado está sidade da troca de informações entre os cansado de bancar as obrigações tributá- diversos setores da atividade econômica rias acessórias e uma carga de impostos é que o levou a sugerir este encontro entre aviltante, com retorno zero à sociedade, os parceiros da Revista Comércio, Indús- 11 tria e Agronegócio: “Viemos aqui para, assim como todos os presentes, expor sobre nossa atividade e também para manifestar apoio, por nosso Núcleo de Economia montado em parceria com a UNESP.” De fato, o SINCOMERCIO disponibilizou para o encontro de lideranças os seus economistas Jaime Vasconcellos e Délis Magalhães e, segundo seu presidente, darão todo apoio necessário a esta parceria. O dirigente também enalteceu a participação das outras entidades, citando a CANASOL como força do agronegócio ao lado do Sindicato Rural: “A agricultura é na atualidade a mola propulsora do país, em termos de exportação e geração de renda. Ela produz o alimento, a indústria fabrica a panela (referindo-se ao diretor regional do CIESP, Ademir Ramos da Silva, da FORT LAR, que estava ao seu lado no encontro), e o comércio coloca isso à disposição dos consumidores. A Roda gira!” No final da sua explanação, Toninho Deliza fez um apelo ao grupo: “Vamos ter agora um novo governo. Temos que esquecer o partidarismo político, mas sinto que precisamos estar unidos e este encontro é um grande passo em nossa cidade para isso”. O Presidente do SINCOMERCIO arrematou: “Se estivermos juntos, não seremos uma única voz a ser ouvida. O diálogo com os poderes Executivo e Legislativo é fundamental e, unidos, representamos grande parte dos geradores de emprego e renda de nossa cidade e da região. É por isso que estaremos lutando: para um desenvolvimento saudável e sustentável, resultando certamente em melhores condições de vida e distribuição de renda. Vamos buscar a todo instante o diálogo e o futuro prefeito é um bom interlocutor, sabe ouvir.” CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE

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sa cidade, envolvendo representações econô- micas da indústria, do comércio, da agricultu- ra, dos serviços e nós precisamos nos articu- lar. Lamentavelmente, nestes últimos anos o país ficou nas mãos da política, quando na verdade tem que ficar nas mãos dos brasilei- ros e como brasileiros, temos que reivindicar esta nossa posição”. No entendimento do dirigente, estas oportu- “Hoje está na moda a palavra empoderamento, nidades são importantes que não significa poder, mas sim ação social para que as classes econô- coletiva de participar de debates, melhorando micas se conheçam e para a representatividade e potencializando a que, depois, os cenários conscientização civil sobre os direitos de uma sejam criados. Luís Henri- comunidade” que propôs que entidades Luís Henrique Scabello de Oliveira busquem o empoderamenPresidente da CANASOL to, termo bastante usado na atualidade, que em linhas gerais significa a adoção de Tudo precisa começar... e é com atitudes que levem a melhor visibilida- este diálogo que iniciamos uma nova de do papel social que essas entidades fase no contexto econômico e social da exercem perante a sociedade, resul- cidade, pois há em nós o interesse em tando em transformações nas relações buscar conhecimentos vivenciados por sociais, políticas, culturais, econômicas outras instituições. e de poder com responsabilidade e res- Foi desta forma que o presidente da peito ao outro, sempre dentro das re- CANASOL, Luís Henrique Scabello de gras democráticas e de cidadania. Oliveira, iniciou sua participação no en- Este é o nosso grande objetivo, dis- contro organizado pela Revista Comér- se o presidente da CANASOL, através cio, Indústria e Agronegócio em outubro de um diálogo bastante fluído e unifi- passado, cinco dias após Edinho Silva cado para que possamos fazer-nos re- ser novamente eleito para quatro anos presentar diante dos Poderes Públicos de governo municipal a partir de 2017. (municipal, estadual e federal), defen- “Temos uma riqueza enorme em nos- dendo os anseios da nossa cidade. Para ele, não há distinção da importância do papel de cada instituição. Nenhuma vive sem a outra dentro da economia. Luís Henrique destacou ainda que a partir do consenso, as entidades deverão seguir um objetivo comum. O presidente da CANASOL considera que o Brasil passou muito tempo preocupado com outras coisas, que não os legítimos interesses do país e de sua população. E agora a conta deverá ser paga por todos nós. O que resta é apenas trabalhar pelo país. A Canasol nasceu do sonho de um grupo de produtores de cana, associação de classe fundada há 64 anos, que representa mais de mil produtores de cana da região central do Estado de São Paulo. Sem deixar de lado os seus principais objetivos de lutar pelos interesses de seus associados, a Canasol também busca através de sua liderança no setor agrícola regional contribuir com o desenvolvimento econômico e social por meio de parcerias e engajamento em projetos como este lançado pela Revista Comércio e Indústria. Estamos cientes do nosso papel na sociedade e apoiamos todo tipo de iniciativa que julgamos importante para o crescimento da nossa região, destaca Luís Henrique, presidente da Canasol. 12

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Logo que Luís Henrique Scabello de Oliveira se elegeu presidente da CANASOL em março de 2016, houve com o Sindicato Rural de Araraquara uma aproximação muito forte e a certeza que a partir daquele momento caminhariam juntos em defesa dos interesses da classe - produtor rural - e fortalecimento do agronegócio. Nicolau de Souza Freitas, presidente do Sindicato Rural, hoje além de fazer parte da diretoria da CANASOL, da mesma forma que Luís Henrique está na diretoria do sindicato, reconhece que até o ano passado havia certa dificuldade em manter a relação entre as duas entidades e agora juntos torna a união um fato positivo para o agronegócio. No encontro com o CIESP, CANASOL e SINCOMERCIO, Nicolau foi objetivo ao reconhecer que a situação enconômica atual é bastante complicada tanto para a agricultura, quanto para o comércio e a indústria: “Passamos por uma transição e não sabemos onde ela vai chegar; acho que o consenso poderá demorar e para abreviarmos esse desconforto econômico vamos ter que nos empenhar”. Como presidente do sindicato, membro da Câmara Setorial da Citricultura em Brasília, do Conselho Fiscal do SENAR-SP, e de outras entidades representativas do setor, entendo que a união de todos neste momento de instabilidade da economia é importante para o diálogo: “Temos que nos reunir mais vezes, discutir os problemas que nos envolvem, bem como as políticas sociais, a cidade em sí. Não somos de sair em busca de benefícios próprios, mas de reivindicar pela classe e cidade. Nosso objetivo é de uma política propositiva, solicitar por situações que sejam boas para todos”, comentou Nicolau de Souza Freitas. Enfático ao comentar que “nós não vivemos de favores, nós vivemos do trabalho, geramos riquezas”, o presidente do Sindicato Rural quis também deixar claro que “o produtor rural vive do trabalho, trabalha e participa da geração de riquezas para o País” e completou: “É isso que sabemos fazer, trabalhar”. Nicolau agradeceu os elogios que lhe foram atribuídos pela sua simplicidade e a forma com que tem conduzido o sindicato desde 1985. O relacionamento com os produtores rurais é que o tem classificado como um dos dirigentes mais populares e de muito respeito na classe. Nicolau de Souza Freitas, presidente do Sindicato Rural de Araraquara “Hoje estamos passando através da revista o que se passa na agricultura, tudo que é importante não só para as pessoas que vivem no campo como para a sociedade. Não apenas produzimos como também sabemos da importância de se preservar o meio ambiente, que é o nosso patrimônio”. Nicolau de Souza Freitas Presidente do Sindicato Rural de Araraquara Criado em 1965, é um dos sindicatos mais antigos da categoria em todo o País. Sua importância está em defender os interesses da classe e desenvolver intenso trabalho social, realizando cursos em parceria com o SENAR SP para os pequenos produtores rurais, levando-os à capacitação para produzir e alcançar mercados dentro do agronegócio. 13

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“Cada segmento tem seus problemas, suas dificuldades. Vivemos um período extremamente dificil, temos que acreditar nas mudanças estruturais que anunciam, também enfrentar os desafios da previdência trabalhista e a criação de regras para o trabalho terceirizado. Este encontro com o SINCOMERCIO, CANASOL e Sindicato Rural nos estimula para a troca de informações entre as entidades e a busca de soluções, através do diálogo, para questões mais próximas do nosso convivio”. Ademir Ramos da Silva Diretor Regional do CIESP Araraquara retalhos que permite interpre- tações subjetivas. Sua atua- lização é uma necessidade”, diz o dirigente, que participa mensalmente de reuniões no CIESP, na maioria das vezes Ademir Ramos da Silva, diretor regional do CIESP Araraquara junto de ministros do governo para discussão de assuntos econômicos. “Hoje temos que Diretor Titular Regional do Centro pagar por essas mudanças e são tantas das Indústrias do Estado de São Paulo – que não dá para acontecer em apenas Ciesp em Araraquara, o empresário Ade- um mandato de governo, pois sendo mir Ramos da Silva, da Alumínio Fort Lar questões políticas e sindicais, as deci- Indústria e Comércio, é na atualidade um sões ficam rolando sem chegar a lugar dos mais atuantes membros da entidade nenhum”, argumentou. fundada em 1928. Agradecido por parti- Na sua opinião, os reflexos deste des- cipar do grupo representativo da classe conforto refletem na economia de todo o industrial no encontro, Ademir considera País e uma coisa puxa outra: “Se a indús- impossível haver uma separação entre tria não vai bem é porque o comércio não economia e política no Brasil pela circuns- está comprando e isso se transforma em tância que a nossa democracia apresen- consequências”. A equação do problema ta, no entanto, pondera: “O governo não se dá com a geração de renda, através atrapalhando já está ajudando muito”. do trabalho e do imposto, sistemática Visualizando um País desarrumado, ele que não dá para ser diferente. entende que “para consertar o Brasil serão Ele chega a apontar como alternativa necessárias mudanças estruturais pesa- para o País melhorar sua imagem econô- das”, uma delas direcionada à previdência mica, o investimento internacional e a pri- trabalhista que deixa o industrial de mãos vatização de empresas como a Petrobras atadas com questões simples, como ad- e o BNDS, que são apontadas pela crítica missão e demissão de funcionários. como fonte de saques. “O governo pretende levar adiante a “Somos um País com 12 milhões de reforma da legislação trabalhista e pelo desempregados; tenho idade avançada menos duas propostas vêm sendo discu- e sou de origem humilde, nasci na agri- tidas: uma para atualizar a Consolidação cultura. Quando vim para a cidade e até das Leis do Trabalho (CLT), que comple- conseguir o meu negócio, passei por fa- tou 73 anos, e outra com definição de ses difíceis, sei o quanto isso representa regras para a terceirização de mão-de- para mim e o quanto castiga o trabalha- obra, tema que vem sendo discutido des- dor”, lembra. de 2003 pelo Projeto de Lei 4.330. O ob- Em dado momento do encontro com jetivo é uniformizar interpretações sobre Toninho Deliza, Luis Henrique Scabello normas de trabalho e diminuir as ações de Oliveira e Nicolau de Souza Freitas, o judiciais, privilegiando as negociações diretor regional do CIESP indagou: “Como coletivas. “A CLT virou uma colcha de gerar emprego? Com que segurança 14 podemos contratar sem ter consumo? A resposta veio de forma bem objetiva: “A indústria precisa contratar, mas o País possui uma legislação que dificulta. Como contratar nestes dois últimos meses do ano, se somos forçados a entrar em férias coletivas por conta de uma economia estagnada”. Considerando que a força da indústria é significativa para o País e apontando Paulo Skaff como um presidente (FIESP/ CIESP) atuante, com amplos poderes de decisão na classe industrial e ótimas relações com o governo, Ademir Ramos da Silva lembra as reuniões constantes na federação, sempre com a presença de representantes ministeriais e a forma com que a classe busca discutir o fortalecimento da economia. Para ele, o governo tem que buscar alternativas visando minimizar o endividamento interno, estabilizar a economia, gerar empregos e dar crédito as mudanças propostas. Algumas formas já foram discutidas como arrecadar recursos através da CPMF ou aumentar os impostos a partir do ano que vem. Concordo que a aprovação da PEC 241, que limita o aumento dos gastos públicos, já foi um grande passo. O texto aprovado estabelece que as despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior, valendo a proposta por 20 anos, pois na verdade o país não aguenta mais a gastança, a mentira, o desrespeito ao dinheiro. Se a PEC não fosse aprovada seria o cáos, analisa o diretor regional do CIESP. “Não adianta esperar por milagre já; sabemos que o empresariado capenga, que as ações são demoradas e chegamos num ponto em que as empresas não aguentam mais”, conclui.

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“O CIESP vê com muita expectativa uma reunião como essa. A união dessas entidades trará muitos benefícios a cidade e juntos podemos promover ações capazes de ajudar nas dificuldades do empresário, orientar de forma objetiva e eficaz as dúvidas e necessidades, além de gerar oportunidades de negócios. Durante as minhas visitas às indústrias associadas e não associadas, percebo que os problemas são parecidos em todos os lugares e se conseguirmos mobilizar essas empresas, levantar suas demandas, fortalecidas por todas essas entidades, as mudanças necessárias serão conquistadas. Aproveito a oportunidade para deixar a nossa Diretoria Regional à disposição de todas as empresas, afinal somos a Casa da Indústria e estamos disponíveis para ajudar sempre, com os vários departamentos, treinamentos e eventos”. Michele Pelaes Coordenadora Regional do CIESP Araraquara Michele Pelaes, Coordenadora Regional do CIESP Araraquara, também participou do encontro e enalteceu que iniciativas para se discutir sobre o desenvolvimento da cidade, são positivas, pois abrem caminhos e perspectivas para um planejamento que ajude não só Araraquara, mas toda comunidade. O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), entidade civil sem fins lucrativos, fundado em São Paulo, em 1928, reúne empresas industriais e suas controladoras, e associações ligadas ao setor produtivo, bem como empresas que possuem por objeto atividades diretamente relacionadas aos interesses da Indústria. Em Araraquara, a unidade CIESP, composta por 17 municípios, completou 62 anos de atividades 15

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