Revista Conviva Novembro de 2016

 

Embed or link this publication

Description

Fique sabendo o que acontece no Colégio Catarinense

Popular Pages


p. 1

CIRCO Respeitável público! Vai começar a brincadeira! O potencial lúdico e formativo do circo abre novas possibilidades nas escolas. PEC Lançado o Projeto Educativo Comum (PEC) da Rede Jesuíta de Educação (RJE). Os colégios da Rede passam a ser reconhecidos como centros de excelência na aprendizagem e na formação integral. Nº 69 / ANO XX / NOVEMBRO 2016 PROTAGONISMO JOVEM Alunos do CC participam de cursos de formação unindo espiritualidade e missão.

[close]

p. 2



[close]

p. 3

ÍNDICE 10 20 06 16 06. DIREÇÃO ACADÊMICA Professor Elton Frias Zanoni assume como 08. novo diretor acadêmico do Colégio Catarinense. PROJETOS UNIDADE I Neste segundo semestre, a Unidade I desenvolveu projetos a partir de atividades que geram situações 09. de aprendizagem real. Conheça a boneca Abayomi. PROJETOS UNIDADE II Conheça mais sobre Geologia, Botânica e Relevo Terrestre na visita à Gruta de Botuverá e ao Parque 10. Zoobotânico de Brusque. FESTIVAL DA CANÇÃO Noite de música e muito talento. Confira as bandas que se apresentaram no CC 14. e conheça mais sobre a etnomusicologia. FEIRA CIENTÍFICA E CULTURAL Novas descobertas e grandes aprendizados 16. marcaram a Feira de 2016. DIA DOS PAIS Momentos mágicos nas oficinas que marcaram 18. o mês de agosto, em homenagem aos pais. GIRO DO ESPORTE As conquistas dos atletas do CC. Equipes 20. ganham destaque a cada dia. OLIMPÍADAS UNIDADES I e II 22. Integração e solidariedade nas quadras do CC. FISIOTERAPIA DOS ATLETAS 23. A importância de cuidar da saúde dos atletas. PEC O Projeto Educativo da Rede Jesuíta de Educação foi 24. lançado no mês de agosto, em 17 colégios do Brasil. REFLEXÃO 27. A escola do século XXI e a educação para o pensar. REDE PIEA Conheça mais sobre o trabalho da Rede Jesuíta no 28. Plano de Inclusão Educacional e Acadêmica (PIEA). CIRCO O potencial educativo, formativo e lúdico das 30. atividades circenses na escola. TERCEIRÃO As turmas da 3ª série encerram 34. um ciclo e registram suas histórias. HOMENAGEM A história e o legado de Padre Kuno Paulo Rhoden, 36. ex-diretor do CC. GIRO DA NOTÍCIA Acompanhe os eventos e atividades 38. que marcaram o semestre no Colégio. PROTAGONISMO JOVEM Alunos do CC vivem novas experiências de espiritualidade e missão em cursos em Belo Horizonte, MG, e na Colômbia. 3

[close]

p. 4

ÍNDICE 28 34 4 42. ROBÓTICA Alunos participam de eventos e conquistam 43. excelentes resultados! BILÍNGUE Colégio Catarinense oferece Programa Bilíngue para alunos do Turno Integral e do Turno 44. Estendido em 2017. TECENDO IDEIAS Alunos comemoram o lançamento da VIII Edição 45. do livro “Tecendo Ideias...Projetando o Futuro!” ESCOLHA PROFISSIONAL Escolher uma profissão tem um impacto 46. significativo na vida das pessoas. GRUPO DE PAIS Projeto Fortalecendo Laços reúne pais para reflexão e 48. troca de experiências. FÍSICA Projeto Ótica da Fotografia conquista 50. os alunos nas aulas de Física. NOVO GERAL DA COMPANHIA DE JESUS Pe. Arturo Sosa Abascal, SJ, é o novo Superior Geral da Companhia de Jesus. O anúncio foi realizado 52. no dia 14 de outubro, em Roma, na Itália. LEIA MAIS Dica de leitura imperdível! 53. Embarque nessa viagem! PINHEIRAL As turmas que visitaram o Pinheiral 54. neste segundo semestre. FORMAÇÃO Professoras da Unidade I participaram da Jornada Internacional de Alfabetização, promovida pela UFSC, no mês de agosto. 39 50 EXPEDIENTE DIRETOR-GERAL Afonso Luiz Silva DIRETOR ACADÊMICO Elton Frias Zanoni DIRETOR ADMINISTRATIVO Fábio Luiz Marian Pedro ASSESSORA ACADÊMICA Jane Lúcia Pedro CONSELHO EDITORIAL Afonso Luiz Silva Danieli Galvani Elton Frias Zanoni Jane Lúcia Pedro Márcia Carvalho Rozangela Kons Martendal PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Edson Francisco Schweitzer Marcca Comunicação FOTOGRAFIAS Acervo Colégio Catarinense Edson Francisco Schweitzer Ingrid Marques José Renato Duarte Sandra Puente Yuri Sehnen Mallmann Rossetto REVISÃO E CORREÇÃO DE TEXTOS Danieli Galvani João Júlio Freitas de Oliveira CONTATO Setor de Comunicação | (48)3511593 R. Esteves Júnior, 711 – Centro – Florianópolis SC – CEP 88015-130 – (48)32511500 www.colegiocatarinense.g12.br JORNALISTA RESPONSÁVEL Márcia Carvalho – SC – 00469JP

[close]

p. 5

EDITORIAL Nosso ano de 2016 está próximo a findar-se. Podemos afirmar com certeza que a palavra mais ouvida e pronunciada foi CRISE. Nosso país vive um colapso de ordem ética, política, econômica, educacional e governamental. No horizonte, há muitas medidas que se fazem necessárias e urgentes para o país, as quais, infelizmente, mexem apenas no que é mais sagrado: os direitos fundamentais a saúde, educação, segurança e infraestrutura. Com esse cenário tão peculiar retratado, sabemos dos desafios, que não devem nos imobilizar, mas que precisam ser assumidos como oportunidade de mudança e transformação, para construirmos o país em que acreditamos e que desejamos. Para isso, a educação é o grande marco a ser fortalecido, qualificado e oferecido a todos, pois as inovações de que precisamos para mudar o Brasil passam necessariamente por esse viés. Nesse contexto, o Projeto Educativo Comum (PEC) da Rede Jesuíta de Educação (RJE), lançado no mês de agosto, é um documento ímpar e o primeiro da Companhia de Jesus direcionado ao contexto da educação brasileira, que inspirará, orientará e direcionará o fazer pedagógico do CC. A proposta central é a de que os colégios da Rede sejam reconhecidos como centros de excelência na aprendizagem e de formação integral, com o objetivo de formar pessoas conscientes, competentes, compassivas e comprometidas, pessoas de valor, cidadãos autônomos, críticos e empenhados na construção de um mundo mais justo, solidário, sustentável e fraterno. Nesse espírito de mudança e renovação emerge esta edição da Conviva, em que dedicamos um texto especial à biografia do Pe. Kuno Paulo Rhoden, falecido no dia 3 de setembro, em São Leopoldo. O texto, escrito pelo Pe. João Claudio Rhoden, irmão do Pe. Paulo, consiste na biografia de um homem simples, sábio, devoto e apaixonado pela vida e pela educação. Segundo o Pe. João Claudio, “a melhor homenagem que podemos prestar ao Padre Paulo é levar adiante, com o mesmo espírito inaciano e jesuítico, a missão a que se dedicou com tanta disponibilidade e carinho”. A revista apresenta outros tex- tos, que expressam nossas discussões e reflexões no decorrer do segundo semestre, além dos projetos, que refletem a nossa caminhada no cotidiano escolar e revelam um pouco das nossas práticas docentes e ações formativas, desenvolvidas pelos educadores e educandos. O depoimento dos alunos da terceira série enaltece a conclusão de um processo de formação integral, repleto de vivências, aprendizagens e valores experienciados plenamente, os quais serão recordados por toda a vida. Que esta edição da revista fortaleça nossos afetos, nosso constante aprendizado sobre a vida e o nosso compromisso inaciano de educar “para a fé e para a promoção da justiça”, a fim de “formar homens e mulheres para os demais”. Uma ótima leitura e um excelente final de ano a todos! Paz e Bem! Afonso Luiz Silva Diretor-geral do Colégio Catarinense 5

[close]

p. 6

DIREÇÃO ACADÊMICA PROFESSOR ELTON FRIAS ZANONI É O NOVO DIRETOR ACADÊMICO DO CC No último dia 27 de outubro, em uma Celebração de Ação de Graças, na Capela Santo Inácio de Loyola, nas dependências do Colégio Catarinense, tomou posse o novo diretor acadêmico do CC, professor Elton Frias Zanoni. Elton assume a função em substituição à professora Jane Lúcia Pedro. Com formação em História pela UNICAMP e mestrado pela UDESC, o professor Elton trabalhou durante quatro anos como professor e dois anos como orientador pedagógico no Colégio Catarinense. “Fiquei muito feliz com o convite, foi no Catarinense que me completei como professor”, afirmou o novo diretor acadêmico. “Nada tem mais permanência na vida do que a educação. É o bem maior que se pode proporcionar a alguém. Por isso, a importância de saborearmos o cotidiano escolar e o encararmos sempre como uma oportunidade única de edificarmos um projeto de excelência, colocando o aluno no centro, tornando-o capaz – de algum modo – de transformar o mundo”, ressaltou. Natural de Salto, a apenas 100 quilômetros de São Paulo, Elton está em Florianópolis há seis anos. Pai de Leonardo, de apenas quatro, o professor conclui seu pensamento, dizendo o que deseja ao único filho e aos alunos para os quais leciona diariamente: “Que meu filho e meus alunos sejam sempre livres em suas escolhas e reflexões. Que estejam sempre em busca de novos desafios, sob a luz do conhecimento, da fé e da justiça social”, disse, emocionado. 6

[close]

p. 7

DIREÇÃO ACADÊMICA Depois de trinta anos dedicados ao magistério, 25 deles no Colégio Catarinense, a professora Jane Lúcia Pedro deixa a vida acadêmica para dedicar-se mais à vida pessoal. Como ela mesma disse, em seu discurso de despedida, “não estou me aposentando da vida, e sim do trabalho...”. Abaixo, o texto apresentado na celebração do último dia 27 de outubro, quando passou a Direção Acadêmica do Colégio Catarinense ao professor Elton Frias Zanoni. DESPEDIDA EMOCIONADA O que dizer desta caminhada de 30 anos? Muitas vezes, nem acredito que tanto tempo passou... Fui contrata para fazer uma breve substituição, e desde então se passaram 25 anos em sala de aula, durante os quais lecionei em várias séries. Mais tarde, passei a ser orientadora disciplinar, coordenadora, e agora me despeço da última função que alegremente exerci no Colégio Catarinense: diretora acadêmica. Sem dúvidas, os anos no CC marcaram uma trajetória de crescimento e enriquecimento profissional e pessoal. Fiz, nesta casa, grandes amigos e parceiros. A palavra do meu coração, neste momento, é gratidão: gratidão por tudo e a todos! Agradeço ao padre Mário, pela indicação à Direção Acadêmica. Foi uma honra assumir uma função tão importante; sinto-me lisonjeada por ter dirigido esta renomada e importante instituição de ensino. Foi uma bênção ter essa oportunidade! Tenho agradecido a Deus todos os dias também pela clareza, certeza e lucidez, por saber que é hora de parar para cuidar de mim. Não estou me aposentando da vida, e sim do trabalho. Por fim, deixo a minha gratidão a toda a equipe que coordenei, ao professor Afonso e ao senhor Fábio, pela parceria e confiança. Agradeço de modo muito especial à Valmira, meu braço direito de todos os dias. Obrigada! 7

[close]

p. 8

PROJETOS UNIDADE I UM COMPROMISSO COM A SOCIEDADE E A CULTURA Neste segundo semestre, a Unidade de Ensino I viveu momentos de alegria, aprendizado, reflexão e emoção no desenvolvimento dos projetos de cada série. Diversos trabalhos geraram situações de aprendizagem real, possibilitando que o aluno refletisse, opinasse e agisse de modo a construir sua autonomia, seu compromisso com a sociedade e a cultura, o que contribui para a transformação positiva da realidade na qual está inserido. Da Educação Infantil I ao 5° ano, os projetos atraíram as turmas pelas características próprias de cada faixa etária. O projeto desenvolvido pelo 5º ano C − “Brasil de muitas cores, sabores e culturas” − chamou especial atenção da comunidade educativa. A partir dele, as turmas conheceram aspectos da cultura negra e da história dos escravos que vieram da África para o Brasil. Nessa atividade, coordenada pelas professoras Lídia Rodrigues e Lisane Romero, foi contada a história da boneca Abayomi, criada pelas mulheres negras na época da escravidão. Elas confeccionavam as bonecas usando a barra de suas saias, único pano encontrado nos navios negreiros. As bonecas de pano serviam para acalentar e trazer alegria aos seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos navios de pequeno porte que transportavam os negros da África para o Brasil. Os alunos, então, juntaram-se às crianças da Fundação Fé e Alegria, e confeccionaram, em uma rica par- ceria, muitas bonecas feitas de tiras de tecido, explicando-lhes a importância desse símbolo de resistência, que significa “encontro precioso” − abay = encontro; omi = precioso. O trabalho foi estendido para as demais turmas do 5º ano, que confeccionaram as Abayomis e criaram lindos poemas, apresentados durante a Feira Científica e Cultural do Colégio Catarinense. Na Feira, os pais que apreciaram o trabalho também puderam aprender, junto com as crianças, a confeccionar as bonecas, através de um belo trabalho de integração entre alunos, pais e professores. CONHEÇA OS PROJETOS DESENVOLVIDOS PELA UNIDADE I NO 2º SEMESTRE: SÉRIE PROJETO Educação Infantil I Com um passo pra cá e outro pra lá, na Arca de Noé os animais vão chegar. Educação Infantil II Nossa turma aprende com a turma da Mônica Educação Infantil III Vida de insetos 1º ano Curiosidade premiada – cada turma escolhe um tema 2º ano Nossa história virou livro 3º ano Florianópolis: um pulo no futuro 4º ano Tecendo a história de Santa Catarina 5º ano Brasil de muitas cores, sabores e culturas 8

[close]

p. 9

PROJETOS UNIDADE II CONHECIMENTO IN LOCO Mais uma vez, a viagem de estudos à Caverna de Botuverá e ao Parque Zoobotânico de Brusque resultou em excelentes resultados no aprofundamento dos estudos sobre Geologia, Botânica e Relevo Terrestre. A saída de campo, organizada para os alunos do 6º ano, divide-se em duas partes: visita à Gruta de Botuverá, onde são trabalhadas questões relativas ao relevo e à formação geológica, e visita ao Par- que Zoobotânico de Brusque, que tem como principal objetivo a observação e a coleta de registros relativos à fauna e à flora local. A partir das informações colhidas, após compreenderem a dinâmica da estrutura e da vida dessas áreas (microcosmos) que se relacionam e fazem parte de um todo – o Planeta, os alunos são convidados a desenvolverem um trabalho interdisciplinar em sala de aula. Curiosidade... A Caverna de Botuverá tem aproximadamente 1.200 metros de extensão e é composta por uma variedade de espeleotemas – esculturas feitas pela água –, tais como travertinos, cortinas, couves-flores e chão de estrelas. Em virtude de sua beleza e de seu porte, é considerada uma das cavernas mais importantes do Sul do Brasil. 9

[close]

p. 10

FESTIVAL DA CANÇÃO Noite Mágica no CC Em um ritmo contagiante, alunos e convidados mostraram que a música está no ar e jamais pode parar… Nove bandas, compostas por 31 alunos de todas as idades, participaram do Festival, que iniciou com um show da cantora Diana Dias e um belo espetáculo, promovido pelo Grupo Nucca, do Colégio Catarinense, que levou o público a refletir sobre a importância e a história da música popular brasileira. Em seguida, as bandas se apresentaram concorrendo à premiação de R$ 1500,00, para a melhor canção, o melhor intérprete, o melhor arranjo e o melhor instrumentista. As bandas apresentaram duas canções: uma delas cover, e a outra autoral. O Festival contou com a participação do professor Guilherme Simões de Castro e do funcionário Alexandre dos Santos Teixeira, que animaram os alunos durante a contagem dos votos, ao som de músicas autorais. O dançarino Arthur Fernandes, ex-aluno do Colégio, também abrilhantou a noite com um show de dança. CONFIRA OS RESULTADOS: Melhor Canção: Banda Rota Norte Melhor Instrumentista: Davi Duzon da Costa – Banda Mangue Urbano Melhor Intérprete: Iris Toledo Lara Bota – Banda Z&M Melhor Arranjo: Banda Blazing Angels 10

[close]

p. 11

11

[close]

p. 12

FESTIVAL DA CANÇÃO Do outro lado do Atlântico Norte... O Museu da Música de Lisboa, a Sociedade de Etnomusicologia e o Real Conservatório Superior de Música de Madri Professor Guilherme Gustavo Simões de Castro A etnomusicologia é um campo científico que procura estudar, a partir de uma perspectiva multidisciplinar, as relações entre música, sociedade e ambiente. O pensador chinês Confúcio disse que, para conhecer uma sociedade, devemos também escutar a música produzida por essa sociedade. Afinal, ainda que nem todas as culturas humanas produzam escrita, certamente todos os povos cantam e dançam. É a forma de comunicação essencial que nos coloca em sintonia com o Universo. Durante os dias 13 a 23 de outubro, realizei uma viagem como parte de meu processo de doutoramento pela Universidade Federal de Santa Catarina. Fui para Lisboa, fazer pesquisas no acervo do Museu da Música, na urbe lusitana, e no Real Conservatório Superior de Música de Madri. Em Lisboa, no Museu da Música, reuni um acervo fantástico de instrumentos musicais que passaram pela capital lusitana como objetos de reis e nobres dos séculos XVII a XIX. O acervo está dividido entre quatro tipos de instrumentos: cordofones (instrumentos de cordas, variados no acervo do museu); aerofones Pose para foto na praça do Real Conservatório Superior de Música de Madri. As guitarras espanholas são feitas por alguns dos melhores artesãos do mundo. Esse país respira música e arte o tempo inteiro. Na foto da vitrine, da esquerda para a di nho), viola francesa (guitar) e um rajão (g de Funchal, Ilha da Madeira), abaixo ma Coimbra, Portugal. Na direita da foto, um da Itália, França e Portugal. (instrumentos de sopro); membranofones (instrumentos de percussão; muitos modelos de tambores) e os idiofones (também instrumentos de percussão, feitos de pratos, sinos e guizos de metal). Já em Madrid, durante os dias 19 a 22 de outubro, ocorreram dois eventos simultâneos e integrados nas dependências do Real Conservatorio Superior de Musica de Madrid: o XIV Congreso de la Sociedad de Etnomusicología (SIBE) Intinerarios, Espacios Contextos e o IX Congreso de la IASPM España. Reunindo cerca de 150 pesquisadores de Musicologia, Antropologia, História, Sociologia e Filosofia da Música de vários países da Europa e da América Latina, a Sociedade de Etnomusicologia representa uma oportunidade para o câmbio de informações entre pessoas que desenvolvem pesquisas por diversas universidades ou apenas adoradores de música. Apresentei a palestra Samba Outsider: música na cidade de São Paulo, Brasil, 1950, através da qual foi possível trocar vá- 12

[close]

p. 13

Da esquerda para a direita: dois exemplares de contrabaixo (double bass), um belga e outro italiano. No centro e direita, conjunto de violoncelos (cellos) provenientes de pessoas da nobreza de países como Portugal, Itália e Inglaterra. ireita: no canto acima machete (cavaquiguitarra em formato de peixe, proveniente achetes. No centro, duas violas toeiras, de trio de violas francesas, respectivamente, rias informações de interesse mútuo e modelar estratégias de pesquisa e análise das relações entre música e sociedade. MAS QUAL A UTILIDADE DA ETNOMUSICOLOGIA? Em cada local do planeta, a natureza produz diferentes conjuntos de sons, através de distintas combinações de elementos sonoros, a exemplo dos sons produzidos pelo vento, pelo mar, pela chuva, pela neve, pelos aspectos do relevo e tipos de vegetação, pelos insetos e pelos pássaros, formando uma diversidade de ecologias sonoras que são captadas pelas pessoas e que, por sua vez, fazem tipos de abstrações culturais, atribuições de valor, tentam se adaptar e responder a essa capacidade de perceber o mundo sonoro que as cerca em forma de música. Pitágoras, filósofo grego, dizia que a música é uma tentativa de ler a realidade; que, como a música, o mundo é formado por elementos mutáveis e permanentes ao mesmo tempo, ritmados e regidos por uma entropia. Os instrumentos musicais de vários períodos da história e de múltiplas sociedades foram produzidos por materiais provenientes de animais, plantas e minerais: ossos, peles, conchas, troncos, cabaças, sementes, água, cerâmica, metais... Portanto, o conjunto de elementos sonoros abstratos percebidos e produzidos está diretamente ligado às diferentes formas de interação do ser humano com os ambientes e com a vida. Os jesuítas, oriundos da Península Ibérica, região de caráter cosmopolita ocupada há milhares de anos por visigodos, romanos, celtas, cristãos, judeus, árabes e africanos, haviam percebido estratégias de comunicação, e então fizeram uso dessas ferramentas que a música produz para facilitar os processos de contato e interação entre as pessoas, entre sociedades e ambientes distintos. Essa atitude teve influência sobre a formação da música popular brasileira, sobre a diversidade de cantos, ritmos e danças, possíveis de serem encontradas de Norte a Sul do Brasil. As iniciativas que envolvem as linguagens musicais na formação humana devem ser cada vez mais estimuladas. A música abre novos canais de comunicação entre as pessoas, facilitando a compreensão dos conteúdos. Ela também tem a capacidade de transformar a realidade, unir as diversidades culturais e transportar nossa imaginação para lugares infinitos. 13

[close]

p. 14

FEIRA CIENTÍFICA E CULTURAL DESCOBERTAS A Feira Científica e Cultural de 2016 foi mais um evento de destaque no Colégio Catarinense. A programação contou com mostra de trabalhos científicos e culturais, apresentações teatrais, intervenções de personagens históricos, debates, tecnologia de educação e muitas descobertas. Durante a Feira, alunos de todas as idades tiveram a oportunidade de apresentar ao público as produções realizadas durante o ano. Destaque para a apresentação do Grupo de Teatro Nucca, com “Os cientistas à procura da radioatividade”. Lobo bom, lobo mau... Lobo-guará - Infantil III Tecendo ideias... Multiplicando Saberes... Dividindo conhecimentos - Infantil II Tecendo ideias... Multiplicando Saberes... Dividindo conhecimentos - Infantil II Tecendo ideias... Multiplicando saberes... Dividindo conhecimentos - Infantil II 14 Receitas de família - 2º ano A

[close]

p. 15

Vem brincar, que o circo já chegou! - Infantil I Mosaicos de Guaí - 4º ano 15

[close]

Comments

no comments yet