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CAPA 06 14ECONOMIA 18 40COMUNICAÇÃO NUTRIÇÃO Edição 162 | Ano XIX | 2015 www.revistafacil.net | FÁCILTV - www.faciltv.tv Gestão 04 Capa 06 Business 10 Fazendo as contas 12 Mercado 13 Economia 14 Cultura 17 Comunicação 18 O Direito 20 Opnião 21 Saúde 22 Hotéis e Resorts 23 Evento ADVB-PE 26 Sumário Educação 28 Mercado Imobiliário 30 Turismo 32 Gstronomia 36 NutriFácil 40 ColunaPB 41 Moda 42 Festa 44 Homenagem 46 Abrajet 47 Exposição 48 Última Página 50 Expediente Presidente Fernando La Greca Diretora de Negócios Nilza Guerra Diretora de Produção Ana La Greca Editor de Turismo Luiz Felipe Moura Projetos Especiais Roberto Nóbrega Colaboradores de Fotos Evaldo Parreira Ivaldo Régis Roberto Souza Colaboradores André Dantas Bento R. P. de Albuquerque Carlota Aymar Gilson B. Feitosa HorácioAbiahy Jaques Cerqueira José Cláudio Pires de Souza Leandro Ricardo Leopoldo Albuquerque Loy Longman Luiz Felipe Moura Marcos Alencar Marco Polo Mariana Trajano Ney Anderson Roberta Monteiro Silvio Romero Rogério Almeida Cristina Lira Colaborador São Paulo Renato Cury Fone: 11 2864.1636 Revisão Josilene Corrêa Administração Rua D. Maria Vieira, 88-E - Ilha do Retiro Recife-PE - CEP 50830-020 Tel. 55 81 3039.0594 | 0596 Redação Tel. 55 81 3039.0595 | redacao@revistafacil.net Comercial Tel. 55 81 3039.0594 | comercial@revistafacil.net Projeto Gráfico e Capa Contorno Ideias e Soluções Tel. 55 81 3031.6987 | www.contornoideias.com.br Site Brando Nascimento brando.interface@gmail.com Tel. 81 9974.9492 Assinaturas Tel. 55 81 3039.0594 Auditada por Baker Tilly Brasil Ceará SUCURSAL FORTALEZA Diretor Mario Pinho Rua Coronel Manuel Albano, 900, torre V, Sl. 405 Maraponga - Fortaleza - CE Tel. 85 32 98 1506 | 85 98856 5149 OI 85 99764 4290 TIM | 11 96031 2011 OI/SP Brasília | Rio de Janeiro | São Paulo Linkey Representações e Publicidades LTD. (61) 3202-4710/ 9984-9975/ 8423-0318 linda@linkey.com.br Contato São Paulo: Maria Marquezini (11) 99701-5278 | 97284-1919 | 98288-1919 mmarquezini@linkey.com.br A Fácil Lazer e Negócios é uma publicação da EBI - Editora Brasileira de Imprensa Ltda Opinião dos colunistas não reflete a opinião da Revista Proibida a reprodução total ou parcial de matérias ou fotos sem a autorização da Revista. FÁCIL | Lazer e Negócios NE 3

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GESTÃO Por Jaques Cerqueira jaquescerqueira@gmail.com Fotos: Divulgação De crise pra crise A rede de vestuário Lojas Marisa vem per- dendo clientes desde agosto e fechou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 27 milhões. Alta superior a 46% em perdas. O presidente da marca, Marcio Goldfarb, decidiu fazer ajustes em 2016: fechar mais lojas, encerrar venda direta, diminuir programas de fidelidades e fazer mudanças no braço financeiro da varejista. Menos GOL A GOL deixará de fazer voos regulares para os EUA a partir de fevereiro. O anúncio foi feito pelo presidente Paulo Kakinoff, ao divulgar prejuízo de R$ 2,13 bilhões no 3º trimestre do ano, o maior já registrado em um trimestre fiscal pela empresa. A retirada dos voos faz parte de uma série de medidas adotadas pela GOL para tentar recuperar sua rentabilidade. “Corrupção no Brasil tem jeito” Mangas para a África Um cargueiro da Emirates SkyCargo decolou do Aeroporto de Petrolina/Senador Nilo Coelho, no Sertão do São Francisco, com destino a Dakar (Senegal), carregado com 100 toneladas de manga do tipo tommy atkins. Esta foi a primeira operação da Emirates em Pernambuco, demonstrando a oportunidade de utilização de mais um modal pelos exportadores do Vale do São Francisco. Do procurador-geral de Justiça Carlos Guerra, ao lançar campanha que combate à corrupção, a partir do chamado “jeitinho brasileiro”. Prejuízo do McDonald’s PET em Suape Sem justa causa O Polo Petroquímico de Suape acaba de receber sua nona empresa. Com investimentos da ordem de R$ 90 milhões, a Frompet abriu as portas gerando 2,6 mil empregos no desenvolvimento, fabricação e comercialização de Flakes de PET, Resinas PETPCR e Pré-formas de PET. Seus produtos vão abastecer os mercados de detergentes e desinfetantes, bebidas e alimentos. Os empresários devem prestar atenção nesta nota. Mesmo sendo um comportamento que contraria as normas da CLT, a embriaguez no trabalho não pode mais ser motivo para demissão por justa causa. O alcoolismo crônico passou a ser considerado doença, o que impõe ao empregador exercer a função social de encaminhar o empregado alcoólatra para o tratamento médico. Natal sem Ambev A política fiscal adotada pelo governo potiguar levou a Ambev a fechar sua fábrica de cerveja e refrigerantes, que operava há 20 anos em Natal. Ao contrário do governo de Pernambuco, que preservou o setor no pacote fiscal que entra em vigor em 2016, o pacote fiscal do Rio Grande do Norte cortou os incentivos e elevou o ICMS da cerveja (29%) e do refrigerante (18%). O fechamento da unidade do grupo em Natal, resultou na demissão direta de 300 funcionários e no impacto em 15 mil empregos gerados pela cadeia produtiva cervejeira no estado potiguar. A empresa concluiu que as novas alíquotas estabelecidas pelo governo, aliadas ao fim do incentivo fiscal, não justificam a manutenção da operação fabril da Ambev naquele estado. A Arcos Dorados, operadora da rede McDonald’s na América Latina, atribui à depreciação do real em 55,7%, em comparação com um ano atrás, o prejuízo de US$ 35,9 milhões no terceiro trimestre deste ano. Lembrando que, no mesmo período de 2014, a Arcos Dorados registrou um lucro de US$ 240 mil. A empresa acaba de montar um esquema para cortar custos operacionais. Esperteza das aéreas Empresas aéreas pleiteiam reforma no Código Brasileiro de Aeronáutica. Projeto, que tramita no Congresso, prevê redução da assistência aos passageiros quando os voos atrasam ou são cancelados e também redução nas indenizações quando a bagagem é extraviada. Planos de saúde Nos últimos 12 meses, mais de 65 mil beneficiários deixaram os planos de saúde em Pernambuco. Uma retração de 4,5%, que é significativa no mercado. Somente no Recife, o recuo foi de 12,4 mil vínculos, na comparação entre setembro de 2015 e setembro de 2014. 4 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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Entrevista/Deputado federal Sílvio Costa “Pedalada fiscal não é motivo para impeachment” Dez horas da manhã de uma segunda-feira, o polêmico vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados, Sílvio Costa, nos recebe no 8º andar de um edifício empresarial na Ilha do Leite, área central do Recife. Sempre simpático, nos deixa muito à vontade nas poltronas de seu amplo gabinete com vista privilegiada do bairro. Logo nas primeiras perguntas, fica sério e mostra raciocínio rápido nas respos- tas. Movimenta muito as mãos e traz na ponta da língua resposta pronta para tudo. Os dados que precisa para expor suas convicções tem de cor e salteado. Firme nas suas posições, defende o Gover- no Dilma Rousseff com unhas e dentes, com argumentos bem convincentes. Ao final da entrevista, nos pergunta: “Pensaram que iam me pegar de calças curtas?”. Confira a entrevista: Texto: Fernando Lagreca Fotos: Ivaldo Regis REVISTA FÁCIL- Em 2013, o senhor disse que o homem precisa escolher um lado, nem que seja o errado. O lado que o senhor escolheu em 2015 foi o certo? SÍLVIO COSTA- Eu nunca escolhi lado. Sempre estive do mesmo lado. Acho que na vida as pessoas têm que zelar pela maior virtude humana que é a lealdade. Quando fui convidado pela presidente Dilma Rousseff para ser vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados, fiquei muito grato porque, efetivamente, os doze anos do Governo do PT mudaram o Brasil para melhor. Portanto, tenho o privilégio de ser vice-líder do Governo de uma mulher digna, uma mulher honrada, uma mulher que lutou pela democracia. RF- A presidente chegou a 80,7% de rejeição popular. O senhor não está na contramão da opinião pública? SC- Em setembro de 1999, o então presidente Fernando Henrique Cardoso tinha 8% (de aprovação) nas pesquisas. O PSDB é um partido que não tem base social e nunca terá. Nem por isso Fernando Henrique saiu do governo. Hoje existe uma parcela irresponsável da oposição pregando o impeachment presidencial. E não há motivo para o impeachment dela. RF- Qual seria o motivo para isso? SC- Impeachment só acontece quando o governante comete um crime de responsabilidade pública. E a presidente Dilma não co- meteu nenhum malfeito, nem o cometerá. Essa rejeição a gente sabe que é temporária porque a economia mundial tem movimentos ondulatórios. Não conheço nenhum país no mundo que não tenha passado por uma crise econômica. No primeiro mandato da presidente Dilma, a Espanha, a Grécia e Portugal ficaram sem dinheiro para pagar os aposentados. Então, é evidente que o Brasil está atravessando uma dificuldade. Mas tenho certeza absoluta que o brasileiro tem grande capacidade de recuperação e que logo no primeiro semestre de 2016 nossa economia voltará a crescer. RF- E as pedaladas fiscais? SC- Isso é mais uma hipocrisia da oposição. Quem, primeiro deu pedaladas fiscais no Brasil foi Fernando Henrique Cardoso e o Tribunal de Contas da União (TCU) não fez o jogo que está fazendo agora com a presidente Dilma. Esse (ministro do TCU) Augusto Nardes é um irresponsável. Esse cara está na (Operação) Lavajato e precisa tomar cuidado com a vida dele. Tem que provar que não é um homem corrupto. Então, ele (Augusto Nardes) fez política com a presidente Dilma, pegou essa pedalada fiscal e colocou na imprensa. Ele é um grande irresponsável. Por que não fez isso lá atrás, em 2002? Pedalada fiscal não é motivo para impeachment. RF- O senhor disse, certa vez, que Fernando Henrique tem ciúmes de Lula. Por quê? SC- Parte da imprensa brasileira deveria ir para o analista. Eu não entendo o ódio que essa imprensa tem do ex-presidente Lula. 6 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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Agora mesmo, FHC está sendo acusado pela Polícia federal de ter recebido R$ 975 mil reais da Odebrecht. Fernando Henrique recebeu R$ 75 mil por mês durante doze meses. Existem emails do Instituto FHC pra lá e pra cá combinando como seria a forma dessas doações. E eu não vi uma nota sequer na grande mídia nacional questionando FHC. Quando é Lula, ela (a imprensa) bota pesado. Minha pergunta é a seguinte: Dinheiro para FHC é limpo e para Lula é dinheiro sujo? Isso é um tratamento desigual. Esta não é uma imprensa sadia. É uma imprensa irresponsável. RF- Por que o senhor chama o senador Aécio Neves de “Menino do Rio”? SC- Aécio é um bom companheiro. É uma pessoa agradabilíssima, boa para o convívio social. Porém, quanto mais eu o conheço, mais certeza tenho de que ele não dispõe de dimensão política para ser presidente da República. A ele falta conteúdo político para tornar-se liderança nacional. Não digo a mesma coisa do (governador Geraldo) Alkmin ou do (senador José) Serra. Ambos têm dimensão política e estatura para ocupar a Presidência da República. Isso Aécio não tem. RF- O senhor é contra ou a favor da recriação da CPMF? SC- Quem criou a CPMF e o fator previdenciário foi o PSDB. Aliás, o PSDB realmente é um partido que não dá pra compreender. E o PSDB criou isso num momento de dificuldade no Brasil. Sei que ninguém gosta de pagar mais imposto, porém a presidente Dilma precisa recriar a CPMF e o PSDB agora é contra. Eu não entendo a postura dos tucanos. RF- Mas já não temos uma carga tributária pesada demais? SC- A carga tributária no Brasil é altíssima, mas é bom registrar uma coisa na FÁCIL: Quem mais aumentou a carga tributária aqui foi o PSDB. Quando Fernando Henrique assumiu (a Presidência), em 1995, nossa carga tributária era de apenas 23%. Ele passou para 33%. Um incremento de 10%. Outra questão é a seguinte: a Constituição Cidadã de 1988 criou um bocado de despesas para o País, mas esqueceu de dizer quem pagaria a conta. Por exemplo: a aposentadoria rural, acho justa, mas o cidadão passa a vida toda sem contribuir para o INSS depois se aposenta. E aí é uma conta que o País tem de pagar. A Previdência tem um déficit de R$ 125 bilhões. É preciso que alguém dê um basta no Brasil, que entenda que o País deve ser tratado como uma empresa, com receita e despesa. Quando a despesa é maior que a receita, evidentemente fica inviabilizado. RF- E o que seria preciso fazer para o País voltar a crescer? SC- Precisamos de um choque de gestão. Voltar a rediscutir o tamanho do Estado. Você pega hoje 6% da receita corrente líquida do Brasil e manda para o Poder Judiciário; 2,5% vão para o Congresso Nacional pagar as contas; 0,5% vai para o TCU (Tribunal de Contas da União). A gente precisa rediscutir alguns penduricalhos do Estado. A gente teria de fazer um grande mutirão do gasto público. FÁCIL | Lazer e Negócios NE 7

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RF- O deputado Ricardo Barros (PP-PR), propôs um corte R$ 10 bilhões no Bolsa Família. O senhor concorda? SC- O Bolsa Família, o Prouni, todos os programas sociais do PT são respeitados. Não devemos nunca mexer com esses programas. O que precisamos é equacionar o gasto público para poder mantê-los. O Governo do PT tirou 40 milhões de brasileiros da linha de pobreza. Queiram ou não, isso é verdade. O Governo do PT botou pobre para andar de avião. Botou filho de pobre para estudar Medicina, pagou o FMI, pegou um salário mínimo de US$ 70 dólares e hoje chega a US$ 250. Antes do PT, o Governo só havia construído dez escolas técnicas no Brasil. O Governo do PT construiu 214. Quando o PT assumiu o Governo, o risco-País era de 2.900 pontos. Ou seja, ninguém queria investir no Brasil. Hoje, com toda essa crise, ainda é um dos menores da história. Quando o PT assumiu o País, a taxa Selic era 28 pontos. Hoje está em 13 e a oposição toda reclamando. Então esses caras têm ciúme do Governo do PT, que tem cheiro de povo e trabalhou pelos menos favorecidos. E tem mais um detalhe: esse povo não tem moral para criticar. RF- Por quê? SC- Quando Romeu Tuma, que era superintendente da Polícia Federal, quis investigar a privatização, Fernando Henrique botou ele pra fora. O Governo do PT nesses doze anos deu autonomia, respeitou as instituições, respeitou a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o Poder Judiciário. As instituições funcionam. Acho que nunca se investigou tanto neste País, como nos últimos doze anos. E agora esses caras da oposição ficam por aí dizendo que quem inventou a corrupção foi o PT. Que conversa! Essas construtoras todas que estão na Lavajato cresceram quando? Na década de 70. E elas trabalharam para todos os governos. Então o correto é dizer: não foi o PT que inventou a corrupção. Lamentavelmente, a corrupção tem mais de 500 anos no Brasil, mas foi o PT que mais investigou. RF- A oposição continua, como senhor diz, “fazendo teatro da hipocrisia”? SC- É claro! Quem mais faz teatro da hipocrisia no Congresso Nacional são 90% da oposição. E sabe por quê? Porque a oposição, na verdade, não faz oposição ao Governo, faz oposição ao País. RF- Por exemplo? SC- Uma Câmara dos Deputados, com 346 parlamentares, tanto da oposição quanto da base do Governo, votou uma pauta-bomba que iria dar ao País um prejuízo de R$ 127 bilhões. Tem muita gente do Judiciário com raiva de mim, porque queria que eu votasse pela derrubada do veto (presidencial). Eles queriam 78% de aumento para dar um prejuízo ao Brasil de R$ 37 bilhões. Isso eu não voto nunca, não sou irresponsável. Faço política com respeito às pessoas, faço política de maioria. Somos 204 milhões de brasileiros. Eu tenho horror ao corporativismo. Algumas pessoas pegam o avião e vão para Brasília fazer lobby, sobretudo o lobby do maior salário. Ninguém está preocupado com a receita do País. RF- O senhor pediu o afastamento do Eduardo Cunha diretamente à Procuradoria Geral da República. Quem segura o presidente da Câmara dos Deputado no cargo? SC- Primeiro, estou muito à vontade para falar de Eduardo Cunha, porque não votei nele. E não votei nele porque já conhecia a sua história. Ele foi tesoureiro de Collor. Tem gente hoje, inclusive aqui em Pernambuco, dizendo que votou em Eduardo Cunha porque não sabia disso. Que conversa! Você tem obrigação de conhecer a história do cara para depois votar nele. Faço oposição a Eduardo Cunha quando ele era o todo-poderoso, com mais de 400 aliados. E fui eu o primeiro parlamentar a ir à Procuradoria Geral da República pedir o seu afastamento, porque sabia que ele ia utilizar o cargo para inibir a investigação sobre ele. Aí agora essa oposição, feito rato de porão, 90% são ratos de porão, quando o navio começou a afundar deixou Eduardo Cunha. RF- Mas, antes, a oposição dava grande apoio ao presidente. SC- Em julho, quando Eduardo Cunha estava muito forte, a maioria deles foi à Rússia com ele tomar vodka para preparar o impeachment da presidente Dilma. Era o Clube da Vodka. Eles passaram onze meses “namorando” Eduardo Cunha. E agora eles o abandonaram. São oportunistas. RF- O senhor cita os deputados federais Edinho Araújo e Sérgio Souza, ambos do PMDB, como nomes mais fortes para uma eventual sucessão do presidente da Câmara. Jarbas está fora do páreo? SC- Essa eleição vai ter mais de dez candidatos à Presidência da Câmara. Defendo que o nome seja do PMDB, desde que o nome seja palatável, que não faça chantagem com a presidente Dilma, que não use o cargo para fazer política antiga. Defendo que o próximo presidente da Câmara seja um homem que tenha responsabilidade pública, que pense o País, que coloque em votação as reformas trabalhista e da Previdência, que são urgentes para o Brasil. Quero um presidente que dialogue com a opinião pública, que tenha sinergia com a sociedade. RF- E Jarbas Vasconcelos não se enquadraria nesse perfil? SC- Olha, Jarbas tem dimensão, é um cara articulado, tem todos os atributos que citei há pouco. Só não tem voto para ser presidente da Câmara. 8 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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BUSINESS Por Leopoldo de Albuquerque Presidente da ADVB-PE e Instituto Smart City Business América Privatização, uma heresia brasileira O economista, diplomata e político brasileiro Roberto Campos, morto em 2001, disse certa vez que “Com o atraso das reformas estruturais e das privatizações, o Brasil fica longe de realizar seu potencial. Poderia tornar-se um tigre e se comporta como uma anta…”. Ideias como esta renderam a Roberto Campos a reputação de entreguista e o apelido de “Bobby Fields”, dado por adversários que o viam como um americanista. Mas na verdade, ele defendia que o Estado deveria ter o tamanho mínimo possível para não tornar o cidadão escravo dele. Após 3 décadas de democracia podemos ver, sim, avanços em várias frentes. São inegáveeis as conquistas alcançadas em algumas áreas: controlamos a hiperinflação, melhoramos o IDH geral e, especialmente, fortalecemos as instituições democráticas do país, um exemplo concreto desse fato são as operações Lava Jato e Zelotes, dentre outras, deflagradas com grande sucesso nos últimos anos, fato que seria impossível décadas atrás. Chegou o momento, entretanto, de iniciarmos na sociedade uma discussão séria, madura e isenta de ideologias, sobre a interferência estatal em assuntos que originariamente não lhe dizem respeito. Estou falando de PRIVATIZAÇÃO. Hoje é tão evidente que a presença tentancular do Estado na economia gera corrupção, sufoca o empresário, promove aumento de impostos e reforça a cultura da improdutividade e ineficiência, que não é possível entender como os brasileiros ainda são engabelados com o velho argumento de que “privatizar é entregar o patrimônio do povo brasileiro aos estrangeiros”. Só para se ter uma ideia de como essas mazelas doutrinárias estão radicadas no subconsciente do brasileiro, apesar de todas as evidências de seu malefício, qualquer candidato à presidência da República precisa jurar por Deus e por todos os santos de que não vai promover privatização em seu mandato, sob pena de ter sua candidatura inviabilizada pelos eleitores. Parece que a coisa funciona como um gatilho hipnótico, que é acionado toda vez que alguém fala a palavra privatização. Ora, diante do cenário generalizado de currupção e de ineficiência das estatais, especialmente das que detêm monopólios de mercado, e principalmente pela utilização dessas empresas como instrumento de barganha pelo Governo, parece natural e sensata a opção pela venda desses ativos. Ademais, mesmo que não houvessem outros motivos, o quadro financeiro atual das contas públicas já seria suficiente para justificar essa necessidade. O que qualquer cidadão faz quando está endividado e suas finanças se encontram na mesma situação das do governo brasileiro, ou seja, despesas acima das receitas? É simples, ele começa vendendo bens para liquidar ou reduzir seu endividamento, evitando acúmulo de juros, depois corta despesas para se adequar à realidade de suas receitas. Não parece sensato ao país fazer a mesma coisa? Segundo a edição 682 da Revista Época, o Governo Federal tem participação direta e indireta em 675 empresas, excluindo as pertencentes aos Estados e municípios. A consultoria Bain & Company fez um estudo onde calcula que o Governo Federal poderia levantar cerca de R$ 300 bilhões de reais com a venda de apenas oito grandes estatais. Nesse momento de crise severa poderia ser um grande alívio para as contas públicas, desde, claro, que fossem efetivadas outras ações adicionais necessárias, como os cortes de gastos da máquina pública. Mas, independentemente do benefício de curto prazo para as contas públicas, um projeto sério, amplo e transparente de privatizações é essencial ao país, para redefinir o papel governamental, focando-o em suas funções clássicas, como segurança, saúde e educação, além de derrubar custos de produção e transações do setor privado, e vedar o uso político de empresas estatais. É fundamental, portanto, a discussão de um amplo projeto nacional de privatização, que venha acompanhado pela criação de órgãos reguladores independentes e que não tenha participação do Estado, como financiamentos do BNDES, como é tão comum no Brasil. Como o nome diz, teria que ser privado. Talvez um dos mais prejudiciais paradigmas do Brasil atual seja o da privatização. Falar do tema abertamente é uma heresia aos ouvidos “religiosos” dos que pregam a ideologia anticapitalista. A história mostra que essa visão só serve para perpetuar a pobreza e manter a corrupção daqueles que se locupletam do dinheiro público. Está na hora de deixarmos cair a barreira da hipocrisia e abrirmos nossas cabeças para uma discussão madura e sensata sobre o tema. 10 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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FAZENDO AS CONTAS Por Vitória Cordeiro Advogada e Contabilista Planejamento Tributário: Uma conquista para as empresas Recentemente, o Governo Federal editou a MP 685, na qual criou o PRORELIT – Programa de Redução de Litígios, além de uma nova obrigação aos contribuintes: a Declaração de Planejamento Tributário, o que vinha causando verdadeiro caos entre advogados, contadores e empresas. Planejamento Tributário é uma ferramenta de gestão empresarial que busca, através de meios legais, obter uma menor carga tributária sobre operações, produtos e serviços. Embora ainda pouco explorada pelas empresas, um bom planejamento é capaz de diminuir significativamente o impacto tributário sobre as operações empresariais, utilizando de mecanismos da própria lei. Entretanto, não há uma fórmula padrão que sirva indiscriminadamente para todos, variando conforme as peculiaridades de cada pessoa, física ou jurídica. Por isso, ao editar a MP que pretendia regulamentar o Planejamento Tributário, obrigando os contribuintes a declarar a sua estratégia legal para redução de impostos, tal medida vinha sendo considerada temerária, posto que daria à Receita Federal um cheque em branco para decidir o que seria considerado legal e ilegal, sem houvesse uma clareza nos limites de autuação do Fisco. Daria poderes quase que ilimitados para conside- rar crime a intenção do contribuinte de economizar, buscando na lei, os próprios mecanismos para a economia tributária. Portanto, não há como haver uma regulamentação, quando, em verdade, não há modelos a serem seguido, nem padrões, pois tudo depende de caso a caso, de empresa a empresa, para verificar as possibilidades legais de reduzir a carga tributária suportada. Sendo assim, ao passar pela Câmara dos Deputados, os artigos que dispunham sobre a Declaração de Planejamento Tributário foram retirados, tendo sido posteriormente incluídos no Senado. Ao passar pela revisão, retornando à Câmara dos Deputados, referidos dispositivos foram novamente excluídos, e agora o texto foi encaminhado para a sanção presidencial. Representa uma grande vitória às empresas, posto que, em meio à crise que estamos vivendo, o Planejamento Tributário tem sido uma importante ferramenta utilizada na redução dos impostos, bem como para permitir maior fluxo de capital entre empresas e investimentos. 12 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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Mercado Carlos Ferreirinha Consumo diferenciado A vez do mercado de luxo Quem focar produtos e serviços no consumo diferenciado poderá contar com boas chances de ganhar dinheiro nos próximos anos. A dica é do consultor e especialista em mercado de luxo, Carlos Ferreirinha. Para ele, “a vantagem comparativa não será ter um bom produto ou serviço e sim relevância contemporânea. Mais e mais as pessoas com poder aquisitivo vão dialogar pelo desejo, não o produto em si, pela vontade, não a necessidade em si. As empresas de sucesso serão boas em despertar sensações, estimular os indivíduos a ter vontade”. O consultor garante que o primeiro momento favorável a este tipo de consumo já está ocorrendo agora, com o aumento do dólar e de impostos sobre o crédito. “Já fomos o segundo melhor consumidores de outlet do mundo. Havia um crescimento consolidado do consumo lá fora, mas hoje não é vantajoso comprar lá fora e tem que fazer essas compras aqui”. Embora 50% deste consumo tenham caído, Carlos Ferreirinha assegura que essas pessoas vão continuar consumindo porque o dinheiro que estava sendo jogado lá fora vai ser gasto aqui. Ele está coberto de razão. Como o brasileiro não está disposto a abrir mão de conquistas, a decisão de compra passará a ser mais inteligente, não necessariamente a mais simples. Ainda de acordo com o especialista, “o paladar não retrocede. A pessoa pode até perder o salário, mas não a memória. Depois, como dizem os antigos, entendes por acaso que é necessário pequenos exces- sos para existirmos?”. Com este argumento, ele sai em defesa da compra por estímulo e menos racional, de produtos caros, nem sempre ao alcance da maioria. Na sua avaliação, por uma questão de sobrevivência, as empresas de massa vão começar a apostar em produtos do meio para cima da pirâmide. “Quem vendeu para os mais pobres ficou rico, mas, com o desemprego batendo à porta, na casa dos 15%, o bolsão do seguro-desemprego, quando acabar, não vai segurar e o consumo da classe C tende a cair”. Se essa previsão for confirmada, o Brasil vai voltar a falar de elite e consumo diferenciado. A vantagem dessa estratégia é que as empresas ficam menos vulneráveis às variações do mercado. Como o Brasil é o segundo país no mundo com maior acesso ao canal Youtube e ao Facebook, Carlos Ferreirinha sugeriu aos lojistas que lancem mão das redes sociais para alavancar suas vendas. “No Brasil, temos o segundo maior mercado de Smart Phones do mundo e o Brasileiro passa quase dez horas on line, então isto tudo estimula o varejo. Houve uma conversão tecnológica brutal e vocês estão fora dela?”, desafiou. A exemplo dos americanos, o especialista sugeriu aos empreendedores que foquem nos jovens com alto faturamento e que ainda não formaram patrimônio. “Eles não são base nem meio, mas já têm muito dinheiro para gastar”, avaliou. No Brasil, citou a rede de postos Ipiranga, que já é a maior vendedora de energéticos Red Bull, de Coca-Cola e salgadinhos, mais do que em supermercados. “Havia um tempo em que, em um posto de gasolina se comia um salgado com medo de cair morto”, comparou. Por fim, disse que o Brasil atravessa uma crise de confiança e de cautela. “Não vivemos uma crise como a Argentina ou Venezuela. Vivemos a perda da moral e da ética. Os consumidores (de alto luxo) não perderam dinheiro, mas perderam motivação”. Apontado como principal formador de opinião no segmento do Luxo e Premium na América Latina, Carlos Ferreirinha trabalha há mais de 24 anos nas operações de mercado, desenvolvimento de negócios e marketing, fundando em 2001 a MCF Consultoria. O Brasil é o segundo mercado de Smart Phones do mundo FÁCIL | Lazer e Negócios NE 13

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ECONOMIA Por Equipe de Redação | Fotos: Divulgação Vista do Elevador Lacerda e o Mercado Modelo em destaque Setor de viagens em crescimento Nem tudo é negativo na crise econômica do Brasil. O turismo, por exemplo, vem aquecendo o mercado hoteleiro nacional, em meio à escalada do dólar. Além disso, há uma retração significativa de turistas brasileiros na Europa, em função das ameaças terroristas do Estado Islâmico. Site especializado em hospedagens, o Hoteis. com mais do que dobrou as reservas hoteleiras em cidades brasileiras no acumulado de 2015, em comparação com a movimentação do ano passado. E essa tendência de crescimento tem tudo continuar de vento em popa. Diogo Canteras Sócio da consultoria Hotel Invest, o economista Diogo Canteras garante que a busca por acomodações em destinos nacionais só tende a aumentar no segmento turístico pelo menos até 2018. Ou seja, o mesmo raciocínio de Canteras não vale para os hotéis de negócios, em função da mesma crise econômica que faz bombar as reservas de hospedagens na hotelaria de lazer. Em São Paulo, por exemplo, a demanda nos hotéis de negócios já caiu mais de 10% neste ano e não dá sinais de recuperação. Com os números nas mãos, a vice-presidente para negócios globais da Hoteis.com, Neha Parikh, acredita no potencial turístico brasileiro e já está montando em São Paulo seu escritório para a América Latina. O raciocínio da executiva é muito simples. Ela sabe que o Brasil recebe cerca de 6 milhões de turistas estrangeiros por ano, o mesmo que a Suécia, enquanto o México atrai 20 milhões de turistas estrangeiros anualmente. “Por isso, o mercado do turismo receptivo no Brasil tem muito a crescer”, afirma. Recuo na CVC- Para chegar a essa conclusão, Neha leva em conta dois fatores determinantes: primeiro é o câmbio, que faz o dólar e o euro valerem muito mais no Brasil. Segundo, a boa avaliação do turistas que vieram para a Copa do Mundo. “Cerca de 95% daqueles turistas disseram que voltariam ao Brasil, o que é um resultado excelente”, observa. Neha Parikh Maior agência de turismo no País, a CVC tem registrado menor disposição do brasileiro em viajar para destinos internacionais. No primeiro semestre deste ano, por exemplo, a venda de pacotes ao exterior ficou empacada em 35%. Ou seja, 5% a menos que no ano passado. Em contrapartida, a venda de pacotes nacionais tem registrado crescimento de 70% até agora. Com a redução das viagens de brasileiros ao exterior, em função da alta do dólar, as despesas feitas pelos nossos compatriotas lá fora caíram 52,67% em outubro deste ano, em relação a igual período de 2014. As despesas somaram US$ 1,002 bilhão em outu- 14 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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bro, de acordo com dados do Banco Central (BC). Nos dez meses do ano, as despesas somaram US$ 15,141 bilhões, com retração de 30,21% em relação ao período de janeiro a outubro do ano passado. Déficit- As receitas de estrangeiros em viagem no Brasil ficaram em US$ 453 milhões, em outubro, e em US$ 4,786 bilhões, no acumulado de dez meses. Com esses resultados, o déficit na conta de viagens internacionais, formada por despesas de brasileiros no exterior e receitas de estrangeiros no Brasil, ficou em US$ 549 milhões, em outubro, e em US$ 10,355 bilhões, os menores resultados para os períodos, na série histórica iniciada em 2010. As viagens internacionais fazem parte da conta de serviços, que também tem dados de receitas e despesas com transportes, seguros, serviços financeiros, aluguel de equipamentos, entre outros. Segundo o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, os serviços são um dos itens da conta total de transações do Brasil com o exterior, que estão apresentando saldo negativo menor este ano. O déficit desse segmento em outubro ficou em US$ 2,799 bilhões, o menor para meses de outubro, na série histórica. Esse saldo negativo menor das transações com o exterior é influenciado pela alta do dólar, o que torna mais favorável a venda de produtos e oferta de serviços de brasileiros no exterior e mais caro comprar de estrangeiros. De acordo com Rocha, o resultado das transações brasileiras com o exterior também é influenciada pela queda na atividade econômica. Superávit- Em outubro, o superávit comercial (exportações maiores que as importações) ficou em US$ 1,879 bilhão, contra o déficit de US$ 1,481 bilhão, registrado em igual mês de 2014. De janeiro a outubro deste ano, o superávit comercial ficou em US$ 10,705 bilhões, ante o saldo negativo de US$ 3,898 bilhões registrados em igual período de 2014. Na conta de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), o déficit ficou em US$ 3,523 bilhões, em outubro, e em US$ 34,142 bilhões, em dez meses. A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) apresentou resultado positivo, de US$ 277 milhões, no mês, e de US$ 2,047 bilhões, no resultado acumulado. Ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves Brasília: onde se gasta mais O Ministério do Turismo divulgou no final de novembro o perfil do viajante estrangeiro que visitou o Brasil em 2014, dando sequência a um estudo anual que teve início em 2008. O resultado da última análise revela que Brasília é a cidade em que os estrangeiros mais gastam a lazer (US$ 139,91). Outra conclusão é que os principais visitantes da capital federal são os argentinos (17,8%) e os norte-americanos (15,1%). A motivação da viagem para Brasília, no entanto, é dividida: o maior grupo vem a lazer (39,4%), mas grande parcela dos turistas internacionais visita a cidade a negócios (27,5%). Os hotéis, flats e pousadas são os meios de hospedagem preferidos (48,6%), seguidos pela casa de amigos e parentes (37,6%). Quando o assunto é a infraestrutura turística, restaurantes, alojamentos, diversão noturna e aeroportos se destacaram em avaliações positivas; com 93,8%, 91%, 82,1% e 79,1% respectivamente. Brasília está entre as 10 cidades mais procuradas a lazer do país e recebeu, ao todo 100 mil estrangeiros em 2014. “O Brasil é o país número um do mundo em recursos naturais, mas também se destaca pela projeção em negócios e eventos. Ao sediar a Copa do Mundo e eventos como o Rock in Rio e os Jogos Olímpicos, nosso país tende a se destacar e se tornar um destino cada vez mais desejado pelos estrangeiros”, afirma o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves. O país recebeu 6,4 milhões de estrangeiros no ano passado. Piscinas naturais de Porto de Galinhas FÁCIL | Lazer e Negócios NE 15

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