Sinaerj 12

 

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Sintaerj INFORMATIVO DO SINDICATO DOS ADMINISTRADORES NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ANO I - Nº12 - NOV. / DEZ. DE 2005 / JAN. DE 2006 Sindicato elege nova diretoria Baby Fernandes A tranqüilidade marcou a apuração daeleiçãodanovadiretoriadoSindicato. A Chapa 1, encabeçada pelo Adm. Edson Machado, conquistou 96% dos votos. A nova diretoria será empossada no dia 30 de dezembro e o mandato se extenderá até 30 de dezembro de 2008. A mesa apuradora foi presidida pelo Adm. Lorisvaldino de Souza Adão, juntamente com o primeiro e segundo mesário, respectivamente, Adm. Alberto dos Santos e Adm. Diogo França Mourão. A presidente da Comissão Eleitoral foi a Adm. Dalva Batista Padilha. Veja o balanço da gestão na página 3. Orkut Alteração da Lei 4.769/65 FAS A febre do Orkut - rede mundial de relacionamentos da internet - chegou também paraosestudanteseprofissionais da área de administração. Só no Brasil existem mais de mil “comunidades”. página 5 O presidente do CFA, Adm. Rui Otávio Bernardes de Andrade entregou ao Dep. Federal e Coordenador da Frente Parlamentar pela Administração, Adm. Átila Lira, a minuta do projeto de lei para alteração da Lei 4.769/65. No entanto, muitos administradores reclamam que não tiveram acesso ao documento antes que ele fosse enviado. Lei matéria na página 8 e artigo do Adm. Marcus Vinicius Seixas na página 3 Saúde Suplementar Você conhece a Força Ativa do Servidor (FAS)? Tratase de uma entidade que reúne nada menos que cerca de 300 mil funcionários do Estado do Rio de Janeiro e que desde 1999 iniciou um movimento de valorização do servidor público. Página 4. Saiba mais sobre as relações entre as operadoras de plano de assistência à saúde e prestadores de serviço. Através da tese de mestrado da Adm. Carla Campos, foi possível identificar os fatores que influenciam a relação e delinear os elementos fundamentais que configuram os padrões empresariais do mercado de saúde suplementar. Ivan Azevedo, presidente da FAS VISITE: WWW.ADMINISTRADORES.ORG.BR

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Jornal do Administrador Novembro / Dezembro de 2005 / Janeiro de 2006 2 Sintaerj Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro E-mail: jornal@sintaerj.org.br Site: www.administradores.org.br Av. 13 de Maio, 13 - 8º andar - Rio de Janeiro. Cep: 20003-900 Tels.: (21) 2262-3090 / 2532-2387 Presidente Adm. Edson Machado Vice-presidente Adm. Marcus Vinicius de Seixas Diretoria Financeira Adm. Jair de Carvalho Peixoto Junior Diretoria Administrativa Adm. José Carlos Neves Diretoria de Políticas Setoriais de Administração Adm. Reginaldo Souza de Oliveira Diretoria de Relações Trabalhistas e Intersindicais Adm. Mário Meliande Diretoria de Comunicação Social Adm. Arnaldo Luiz de Oliveira Diretoria Adjunta Adm. Julio Valle Macedo Adm. Leda Maria da Silva Senra Costa Adm. Luiz Antonio da Silva Alves Adm. Néia Rodrigues Lobo Adm. Reinaldo Antônio da Silva Adm. Luis Antônio Domingues Correia Editorial “Prometo dignificar minha profissão, consciente de minhas responsabilidades legais, observar o Código de Ética, objetivando o aperfeiçoamento da Ciência da Administração, o desenvolvimento das Instituições e a grandeza do homem e da pátria”. (juramento oficializado pela RN CFA nº 201, de 19/12/97) Compromisso de vida do Sindicato e dos profissionais. Em 2005 comemoramos 40 anos da promulgação da Lei que regulamentou nossa profissão. Um longo caminho que, infelizmente, ainda não fortaleceu plenamente nosso espaço profissional. Muitos são os profissionais que o invadem e acham-se no direito de debater que a Administração não é profissão, e sim função. Dessa forma tentam impor uma lógica que ao restringir a abrangência de nossa regulamentação, querem abrir brechas, e quem sabe, rombos para a invasão do espaço profissional dos Administradores. Mas, sem parecer que inventamos a roda, aqui no SINTAERJ, procuramos resgatar um trabalho sindical em defesa dos Administradores interagindo e agindo com diversos segmentos da sociedade. Reestruturamos alguns serviços e temos a certeza que muito temos ainda para trilhar. A Sala do Administrador está disponível, em nossa sede, aos sindicalizados, dando um salto de qualidade na relação Administrador-entidade de classe. Exemplo que com certeza será seguido por outras Instituições profissionais. Procuramos dar regularidade ao nosso jornal rebatizado com o nome de Jornal do Administrador. Em 2006 manteremos o compromisso de editalo com periodicidade regular, como em 2005. Diversas outras iniciativas de afirmação profissional foram implementadas e planejadas. Participamos de vários Acordos Coletivos, discutindo e agindo em prol da categoria (e na sua empresa? Vamos trabalhar essa idéia?). Enfim, temos ainda um bom caminho para percorrer no próximo ano, e contamos com os colegas. Tudo isso objetivando o Administrador, nossa profissão e o compromisso com a sociedade conforme juramos em nossa colação de grau (texto acima). Lembra daquele dia ? Um dia festivo. Onde cada um de nós sabe a luta que foi. Esse juramento não é apenas um compromisso daquele momento. No Sindicato temos isso bem vivo dentro de nós. Boas Festas. Feliz 2006. A Diretoria. Conselho Fiscal Efetivo Adm. Dirce Gonçalves de Lima Beltrão Adm. José Augusto Dunham Adm. José Carlos Granja Coelho Administradores saúdam nova diretoria Conselho Fiscal Suplente Adm. Antônio Alberto de Andrade Adm. Heldon Barbosa Adm. Orlando d’Almeida Marques Diretor Licenciado Adm. Wanderley Cairo de Oliveira Fale com o sindicato em Volta Redonda Adm. Leda Maria da Silva S. Costa - 9818-4827 Fale com o Sindicato em Campos Adm. Carlos Manhães - (22) 9983 0027 Fale com o sindicato em São Gonçalo Adm. Oswaldo Baliano (21) 9875 7113 Jornal do Administrador Conselho Editorial Diretoria do sindicato Editores Aline Garcia & Fábio Amaral Programação Visual Minas de Idéias Tiragem: 10.000 exemplares Distribuição Gratuita O leitor pode se comunicar com o jornal enviando carta para o endereço do sindicato, ou para o email: jornal@sintaerj.org.br Caro Presidente Edson, A ABRA-RJ Parabeniza a nova diretoria eleita, desejando continuidade no êxito que até agora tem alcançado esta instituição, na luta pelo reconhecimento de nossa profis-são,como fundamental para o sucesso das empresas. É importante ressaltar que a ABRA reconhece a importância do Sindicato como instituição representativadosadministradoreseestásempre a disposição para juntos podermos dar a visibilidade que merece a nossa profissão. Muitas Felicidades, Adm. Jorge Araújo Presidente A Diretoria do Sinaep congratula-se com os companheiros eleitos e deseja-lhes um triênio pro profícuo, cheio de realizações. Saudações Sindicais, Aloisio Merlin Presidente do Sindicato dos Administradores do Paraná A Diretoria do SINASA - Sindicato dos AdministradoresdeSantoseRegião,parabenizapelo percentual alcançado na eleição,istodemonstraqueosAdministradoresno EstadoRiodeJaneiro,estãoatentosasuasentidades. Parabéns e uma ótima gestão aos seus pares. Atenciosamente. Adm. Itamar R. Kunert Presidente do SINASA Prezado Colega Adm. Edson Machado, Queremos cumprimentá-los pela eleição e desejamos a chapa eleita os mais sinceros votos de uma excelente gestão. Saudações Administrativas Adm. Marcos Silveira Aguiar Presidente do Sindicato dos Administradores de São Carlos - SP. Prezados Companheiros da Nova Diretoria do SINTAERJ, em especial ao companheiro Edson Machado. A Direção do Sindicato dos Bibliotecários RJ parabeniza a nova direção e deseja-lhes sucesso na luta. Abraços e até a vitória sempre! José Renato Lopes de Oliveira Presidente SINDIB-RJ Prezado Adm. Edson Machado, O Sindicato dos Administradores de Mato Grosso parabeniza a nova Diretoria do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro e a todos os nossos colegas do Estado do Rio de Janeiro. Desejamos sucesso e nos colocamos a vossa disposição o Sindicato dos Administradores de Mato Grosso. Atenciosamente. Adm. Helio Tito Simoes de Arruda Presidente do Sindicato dos Administradores de Mato Grosso. Caro Edson! É com muita satisfação que recebemos a notícia. Sucesso nesta caminhada! Parabéns a você e a toda diretoria eleita. Abraços . Adm Luiz Hokama Sindicato Administradores do Mato Grosso do Sul Prezado Edson, Parabéns e sucesso em sua nova jornada representando nossa classe. Um forte abraço, Adm. Hélio Meirim Faculdade São Camilo Parabéns Presidente Edson Machado. Tenho a certeza que continuará a luta para valorização de nossa profissão. Atenciosamente. Sérgio Elias Istoe - Coord. do curso de ADM Universidade Estácio de Sá Campus de Campos dos Goytacazes Parabéns a chapa referendada, vocês fizeram e continuarão fazendo um bom trabalho. Conte conosco. Abraços, Adm Oswaldo Baliano Delegado Sindical do Sintaerj em São Gonçalo

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Jornal do Administrador Novembro / Dezembro de 2005 / Janeiro de 2006 3 Diretoria faz balanço da gestão 2002 / 2005 Edson Machado Estamos chegando no fim do ano. Esta é a última edição do nosso jornal em 2006, mas além disso, também é a ultima edição de nosso periódico na atualdiretoriadoSintaerj,jáqueapartir de 30 de dezembro uma nova diretoria estará à frente de nossa entidade. Nosso mandato que se encerra foi um mandato difícil, de muito trabalho, de muito aprendizado, mas também muito gratificante na sensação de termos conseguido levantar o Sintaerj e o colocado novamente na luta dos interesses dos Administradores. Herdamos ações judiciais perdidas em que tínhamos como obrigação apenas fazer o pagamento financeiro dos exercícios passados, verdadeiros “esqueletos” a cair do armário. Nosso primeiro ano de gestão foi de arrumar a casa, sanear as dívidas e colocar o sindicato no prumo. Passamos a agir como Administradores que somos. Passamos a planejar as ações, definimos prioridades e, apesar de muitas dificuldades fechamos o primeiro ano de gestão. No segundo ano iniciamos estimulando os Administradores a se organizaremporseuslocaisdetrabalho. Foi o inicio da implantação dos delegados sindicais; Eletronuclear, Furnas,MetroeemcidadescomoNiterói, São Gonçalo e Campos. A aproximação com os estudantes com a eleição de um delegado sindical estudante também foi parte da ação neste ano. As negociações salariais foram um outro marco de prioridades da nossa gestão. Estivemos presentes, juntamente com os sindicatos majoritários e com outros sindicatos como engenheiros e secretárias, em negociações em várias empresas. Iniciamos ações de ampliação das negociações e já em 2006 pretendemos negociar com o sindicato patronal dos hospitais e com a Ampla Eletricidade. Neste terceiro ano do mandato além da continuidade das ações, priorizamos estar presente nas empresas e junto às instituições de ensino de Administração que congregam um grande número de Administradores professores e dos futuros profissionais de nossa categoria. Diretores do Sintaerj rodaram todo o interior de nosso Estado visitando instituições, empresas e prefeituras, fazendo palestras para os estudantes, participando de eventos, interagindo com o poder público e defendendo nossosinteresses. Este ano foi importante também por ser o marco dos 40 anos de nossa profissão, e por isso fizemos várias ações para dar ênfase a data e a nossa categoria. Criamos uma logomarca do Sintaerj para os 40 anos, produzimos um cartaz comemorativo, fizemos uma grande palestra com a presença do Adm. Raul Marinho, de Brasília, que lançou seu livro no Rio de Janeiro em nossa sede. Abrir o Sintaerj para a sociedade também foi uma ação de nossa gestão. Nosso auditório e sala de cursos nunca tiveram uma agenda tão ampla. O convênio com a UBQ propiciou uma série de palestras gratuitas sobre temas inerentes aos Administradores. Palestras, eventos e cursos patrocinados pelo próprio sindicato,eventosdeoutrossindicatos próximos, debates sobre temas de interesse geral da sociedade aconteceram em nosso auditório. Por lá passaram sindicalistas, militantes da questão ambiental, cultural, social Baby Fernandes Edson Machado, presidente do Sintaerj e até mesmo um ministro de Estado, Miguel Rosseto, da Reforma Agrária. Por tudo isso, a gestão que se encerra tem a consciência do dever cumprido. Muita coisa faltou fazer e é o desafio para a nova gestão que se inicia ano que vem. Uma nova diretoria com diretores mais experientes e com um número expressivo de novos colegas que iniciam neste papel de dirigente sindical e que temos certeza possibilitarão um balanço ainda mais efetivo ao fim dos próximos três anos. Os colegas Administradores podem contar com novas conquistas e realizações. ARTIGO Marcus Vinicius Seixas* AlteraçãodaLei4.769/65: Alguémconhece? Alguémviu? De algum tempo para cá, temos recebido informações esporádicas de que estaria havendo discussão capitaneada pelo Conselho Federal de Administração (CFA) para preparação de minuta de projeto à Câmara dos Deputados propondo alteração da Lei que regulamenta a profissão de Administrador (4.769/65), no ano em que comemoramos 40 anos de sua promulgação. Óbvio que nada é imutável e os aperfeiçoamentos devem ser constantemente pensados. Porém, mudança dessa magnitude deveria vir no bojo de ampla discussão entre os principais interessados: os Administradores, estudantes e as diversas entidades que os congregam. Não é monopólio dos Conselhos a discussão e deliberação dos temas ligados a profissão. Existem Sindicatos, Federações, Associações e Centros Acadêmicos que tem não só o direito, mas o dever de participar de discussões ligadas ao tema. Infelizmente, o assunto foi tratado a portas fechadas, com reuniões entre Conselhos Regionais, sem a devida apresentação da evolução das idéias foradessecircuitooficial. Audiências públicas deveriam ter sido convocadas para antes mesmo de contribuirmos com o texto, analisarmos a real necessidade de sua alteração. Dessa forma, com certeza, haveria um aprimoramento, legitimando o que fosse aprovado. Noticia-se, entre diversas proposições, que a vida dos formandos sofrerá mudança radical com o exame de proficiência. Assim, ao fim e ao cabo do período acadêmico, os estudantes submeter-se- ão a exames que aferirão se estão, ou não, suficientemente preparados para receber o registro profissional. A minuta do projeto de Lei foi entregue ao deputado Átila Lira (PFLPI) que se encarregará de apresentálo à Câmara. Somente quando isso ocorrer teremos a possibilidade de conhecer o teor do que foi concebido sem a devida consulta às bases. Seria muito melhor que o CFA apresentasse ao deputado um texto já devidamente negociado e discutido. Ações como essa demonstram como esse sistema de Conselhos precisa ser democratizado. Não podemos aceitar que decisões desse porte sejam concebidas longedosholofotesdasociedade. Opaís não comporta mais decisões fechadas. Felizmente já mudamos nosso patamar de exigênciasdemocráticas. * Marcus Vinicius Seixas Vice-Presidente do SINTAERJ marvinseixas@administradores.org.br

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Jornal do Administrador Novembro / Dezembro de 2005 / Janeiro de 2006 4 Força Ativa do Servidor lança cartão de benefício Valorizar o servidor público estadual. Esta é bandeira levantada pela Força Ativa do Servidor desde 1999, quando foi fundada por 18 associações e sindicatos do Estado do Rio de Janeiro. É com este objetivo que a FAS lançou no dia 29 de outubro um cartão de benefícios que propiciará aos seus associados fazer compras em farmácias, supermercados, lojas de construção e uma série de outros convênios que serão firmados. Facilidades que um servidor público precisa, mas muitas vezes lhe é negado, justamente por seu baixo salário. Com o cartão de benefícios o funcionário pode comprar e efeituar o pagamento no dia de vencimento do seu cartão. O funcionamento é o mesmo que os cartõesdecréditojáexistentes,com a diferença que os juros cobras serão infinitamente menores. - Estamos há 12 anos sem nenhum aumento – reclama o presidente da FAS e funcionário do Estado há 30 anos, Ivan Azevedo. Pegando carona na força conjunta dessas 300 mil pessoas, que Ivan conta que estão acontecendo reuniões semanais para a elaboração de uma carta que será entregue a todos os candidatos ao governo do Estado no ano que vem. - Lutamos para que o funcionário público tenha um plano de cargos e salários dentro do estado que beneficie todos os servidores. É um plano onde se leve em consideração a escolaridade e o tempo de casa. Somos cerca de 40 associações e sindicatos e conseguimos mobilizar até 300 mil pessoas. Temos condição de transferir o voto dessas pessoas para um só candidato. Aquele que queira atender as necessidades do servidor – avisa Ivan. Para discutir a atual posição do funcionário publico estadual e assim valoriza-loecapacita-lo, será realizado nos dia 6 e 7 de dezembro o 1º Fórum sobre Valorização e Capacitação do Servidor do Estado do Rio de Janeiro. O evento acontece no Hotel Glória e tem início às 9h. e com encerramento às 19h. Para obter mais informações basta ligar para 2299 6903 ou 2299 6904. ARTIGO Rodney Alves de Souza* Novos horizontes para os administradores Abre-se um amplo mercado de trabalho para os Administradores que se prepararem para atuar como árbitros, nas questões que envolvam a solução dos litígios entre contratantes e contratados. A Lei de arbitragem facultou ao Administrador o exercício das atividades de Conciliador, Mediador ou Árbitro para solucionar os conflitos de interesses patrimoniais para as empresas. Na verdade, as atribuições regulamentares do Administrador já estabelecem a Conciliação e a Mediação como instrumental obrigatório, restando à prolação de sentenças como diferencial que demandará o aprendizado das técnicas formais que disciplinam o desempenho do juizadoarbitral. Embora a arbitragem exista no Brasil, desde de 1850 , somente a partir da Lei 9370/96 é que as decisões dos árbitros constituídos pela vontade das partes, tornaram- se sentenças irrecorríveis, com valor de título executivo, referendadas pelo entendimento do Supremo Tribunal Federal. Este fato trouxe para o empresariado brasileiro consideráveis vantagens, na medida em que passaram a solucionar, rapidamente, os litígios ocorridos nas relações de direito material entre os contratantes, além de resultar em baixo custo final. Assim, para o Administrador abrese um novo e promissor mercado de trabalho, na medida em que este se prepare para ofertar serviços profissionais qualificados para o empresariado, autonomamente ou vinculado a Tribunal institucionalizado, nos mais variados campos de atividade Cabe lembrar que, nas relações do comércio internacional, a arbitragem é aplicada, prioritariamente, por todos os países, mediante convênio celebrado no ano de 2002,em Nova York, o que vem ampliar significativamente o âmbito de atuação do Administrador nas relações de interesse das empresas nos ramos comerciais. Outro fato, de significativo interesse profissional, decorre da habitual exclusão do Administrador nas indicações dos Juízes trabalhistas para atuar como Peritos nos processos que envolvam considerações de natureza exclusivamente vinculadas às atribuições regulamentadas do Administrador. Costumeiramente são nomeados Contadores para apuração de litígios de Administração, especialmente nas atividades de Recursos Humanos. Tais perdas de oportunidade de trabalho não deverão ocorrer, na medida em que passemos a estabelecer maior proximidade com o nosso Sindicato, em todas as questões que envolvam a presença do Administrador. Cabe, finalmente, alertar aos companheiros que os cursos de “arbitragem” ofertados por entidades não credenciadas geralmente não Divulgação atendem às exigências requeridas para o pleno desempenho profissional dos Administradores. *Rodney Alves de Souza é formado em administração,professorUniversitário, ConsultorProfissionaldeAdministração, Advogado, e Mestre em Administração AeroportuáriapelaInternationalCivilian Aviation Administration - Canadá email:rodneyconsult@hotmail.com

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Jornal do Administrador Novembro / Dezembro de 2005 / Janeiro de 2006 Administradores Virtuais 5 Orkut - rede mundial de relacionamentos - abriga mais de mil comunidades sobre administração Você está no Orkut? Essa pergunta é tão comum quanto perguntar qual o seu telefone ou mesmo qual o seu nome. O Orkut, rede de relacionamento na Internet, se tornou uma febre e rapidamente foi incorporado até mesmo pelo mercado de trabalho. Navegando pelo Orkut é possívelencontrarmaisdemil(isso mesmo) “comunidades” dedicadas à administração. A maioria é criada por estudantes de universidades e tem como objetivo proporcionar interação entre os alunos. Os temas discutidos são os mais diversos possíveis, com destaque para as dúvidas freqüentes sobre o primeiro emprego, como se comportar na hora de uma entrevista e quais as melhores áreas de atuação no concorrido mercado de trabalho. Criada pelo administrador e presidente do Sindicato dos Administradores do Rio de Janeiro, Edson Machado, a comunidade “Administração – Rio de Janeiro” (http://www.orkut.com/ Community.aspx?cmm=693506) até o fechamento desta edição do jornal contava com 295 membros participantes. Nela os administradores e futuros profissionais ficam atualizados sobre eventos, cursos e tudo o que acontece no universo da administração. - Criei a comunidade justamente para integrar os jovens estudantesepossibilitaressatroca de experiências. O bom é que por meio do Orkut muitos jovens entram em contato com administradores já experientes – conta Edson. Empresas contratam através do Orkut Para espanto de muitos e aplauso de outros, o Orkut também passou a servir como ferramenta importante durante o processo de seleção em grandes empresas. Uma das alegações dos chefes de RH que adotaram o sistema, é que no Orkut é possível conhecer melhor o seu futuro funcionário. Lá eles expõem suas preferências e mostram como se relacionam com seus amigos. Isso tem o seu lado positivo, pois pode ajudar a mostrar como o candidato é simpático e possui uma boa rede de relacionamentos, mas também pode prejudicar. Muitos usam o Orkut apenas para diversão ou para relaxar do estresse do diaa-dia e em função disso podem adotar comunidades como “Eu Odeio Trabalhar” ou “Sou Preguiçoso Sim”, o que certamente irá prejudicá-lo em uma seleção. É por isso que muitos analistas e educadores não concordam com a iniciativa. O caso é tão sério que o assunto já foi matéria de capa no caderno Boa Chance do jornal O Globo em novembro. Na reportagem, a jornalistaLucianaCalazalistaalgumas empresas que têm feito seleção via Orkut e destaca as vantagens e desvantagensdainiciativa. Confira algumas comunidades do Orkut Administração Rio de Janeiro - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=693506 Eu Faço Administração – http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=776444 Administrando - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=35463 Administração Hospitalar - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=139293 ENTREVISTA: Pedro PessoaAdministração Pública - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=131032 Mulheres na Administração - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4510326 Fenead - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=100116 Administração - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=229753 Professores de administração - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2038401 Visite o site www.administradores.org.br

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Jornal do Administrador Novembro / Dezembro de 2005 / Janeiro de 2006 6 As relações entre operadoras de plano de assistência à saúde e prestadores de serviço No mercado de saúde suplementar as empresas privadas descobriram no setor saúde uma atividade lucrativa. Aliadas a esse fato, as operadoras mergulharam no mercado privado, criando nova relação comercial com os prestadores de serviços. Ocorre que este mercado, sem regulação, que, de um lado oferece inúmeros atrativos propícios para o sucesso econômico, de outro, se caracteriza pelo conflitodiretocomosprincipaisclientes, tanto no plano individual como no plano empresarial e os prestadores de serviços, tornando as relações estabelecidas inseguras e vulneráveis. A possibilidade derevisõescontratuaisporsinistralidade, reajuste de preços, revisão dos expostos, redução unilateral da gestão de riscos e outros fatores expõem de forma arriscada e perigosa às fragilidades das relações e certamente coloca em risco o crescimento e a expansão do setor. A existência de incerteza e risco em saúde representa um elemento fundamental para as operadoras. Os clientes compram planos de saúde para se prevenirem contra esta incerteza. A existência de um terceiro pagador, a operadora que muda a demanda por estes serviços, e isto potencialmente afeta os incentivos do provedor destes serviços. Os incentivos à sobre-utilização de serviços de saúde estão presentes na relação paciente-prestador de serviços e na relação entre a operadora e o prestador deserviços. O mercado de saúde suplementar é um mercado que oferece um produto complexo, de difícil configuração, que apresenta resultados subjetivos, onde os sucessos dependem em grande parte de quem compra os serviços, as responsabilidades são dispersas e difusas, existe insegurança sobre a qualidade dos agentes envolvidos na prestação do serviço, os direitos são imprecisos e podem ser negados no momento da utilizaçãodosserviços. Organizar o mercado, estabelecer os novos rumos, definir responsabilidades, tornar transparente às relações entre os participantes é fundamental para o crescimento do setor. Mesmo que em fase de transição, deve ocorrer uma seleção das empresas que operam no mercado, para que haja o fortalecimento das organizações que estão adequadas a um sistema regulado, possuindo solidez, garantiasfinanceiras,coberturadosativos e provisão de risco para o desenvolvimento de suas atividades e, ao mesmo tempo, ter a lucratividade necessária para operar no mercado privado. Através de um estudo realizado pela dissertação de mestrado (UFRGS) de Carla Campos, realizou-se uma pesquisa sobre as relações entre operadoras de plano de saúde e prestadores de serviços hospitalares, com o propósito de identificar os fatores que influenciam a relação e delinear os elementos fundamentais que configuram os padrões empresariais do mercado de saúde suplementar. Foram entrevistados três hospitais vinculados a Associação Nacional de Hospitais Privados - ANAHP e três operadoras de planos de saúde. De acordo com a pesquisa os dois agentes possuem interesses divergentes e reconhecem que para se manterem no mercado de saúde suplementar é preciso criar mecanismos saudáveis de relacionamento comercial. Algumas operadoras já acenam para esse caminho. Os hospitais, por sua vez, estão direcionados permanentemente no foco de seus clientes, sejam eles o paciente ou os agentes financiadores, almejando incessantemente essa parceria com as operadoras de planos de saúde, nesta relação, a ligação central entre os dois agentes é o cliente. Hospitais dispõem de serviços e corpo técnicos qualificados, e as operadoras possuem uma carteira de clientes potenciais. A qualidade da assistência e a satisfação do cliente devem ser consideradas nos acordos comerciais. Planilha de custos, cálculos atuariais, indicadores,reajustes,auditoria,regrasde contratualização todos esses componentes são essenciais para compor a relação contratual. As operadoras e prestadores de serviços, apresentam divergentes interesses, como é caso do credenciamento de serviços. As operadoras procuram credenciar a sua rede de serviços hospitalares fundamentadas nas normas estabelecidas pela ANS, como: o dimensionamento de rede, seguido pelo tamanho da clientela, definições técnicas para a hierarquização da rede e especialidades (subdivisão por especialidades). Os hospitais habilitam as operadoras em suas organizações considerando a satisfação dos clientes, desempenho de gestão, preços competitivos ofertados pelas operadoras e a fidelização dos clientes. Outros aspectos que atrelam os dois agentes é o cumprimento das exigências legais, ou seja, os documentos indispensáveis para as empresas estarem operando no mercado, como alvarásanitário,o cadastro nacional de pessoa jurídica, certificado ou títulos de especializações e cadastro nacional de estabelecimentos de saúde do Ministério da Saúde para os hospitaiseregistro dos produtos, a especificação da área de abrangência geográfica dos planos de saúde ofertados e o registro em conselhos regionais de medicina e odontologia para as operadoras. Os hospitais e operadoras devem atribuir uma maior importância à qualidade da assistência, aos serviços de atenção ao paciente/cliente e aos serviços de apoio aodiagnóstico. Nestarelação,oshospitais devem se preparar ininterruptamente para alcançar a excelência em seus serviços, utilizando-se de indicadores de qualidade, cotejando os padrões nacionais e internacionais, servindo-se de diversos sistemas de comparação aplicados nas áreas de recursos humanos, áreas técnicas, econômico-financeira, relacionamento com cliente e na área de negócios ou relacionamentos com os fornecedores. Um fatorpodeabalararelaçãocontratualentre as operadoras e os prestadores de serviços: o descumprimento das cláusulas contratuais, que acarreta a aplicação de penalidades entre as partes, assim como, postergação de pagamento, aplicação de multas e denúncia do contrato, conforme estabelece a RN 42/2003. A melhor forma de conduzir a negociação em uma relação entre operadoras e prestadores de serviço é a negociação individual. As entidades de classes podem apoiar na negociação, mas na “hora da verdade” a negociação entre os dois agentes é singular, caso a caso. Nem sempre previsto nos contratos, o reajuste de preço é uma questão que merece atenção especial da ANS, impedindo desequilíbrios na atualização de preços aplicados. Operadoras praticam reajustes de preços embasados nos índices autorizados pela ANS, não possuindo normas claras que definam a sistemática de reajustes de preços com os prestadores de serviços, enquanto que os hospitais seguem normas definidoras desta sistemática. Somente os itens materiais, medicamentos, materiais de órteses e próteses e diárias e taxas estão regulados através de normas. Deve haver transparêncianas relações firmadas a mais de 20 anos, buscando informações coletivas, com interesses comuns aos dois agentes. Alinhar as operadoras e os prestadores para uma definição consistente acompanhada do modelo de gestão, revisando a estrutura de custos, das populações que serão agregadas ao sistema, dos preços competitivos e dos indicadores de qualidade assistencial. Portanto, somente tem sentido conhecer e identificar os fatores que influenciam as relações se, ao final, isso resultar em indicativos que possam apontar melhoria nos critérios estudados, habilitação de serviços, qualidade da assistência e a contratualização. Não há como obter esse resultado sem observar a interdependência entre operadoras e prestadores de serviços. Carla Campos é administradora hospitalar, atua como delegada sindical do Sintaerj e foi eleita para integrar a diretoria do Sindicato a partir do mandato que inicia em dezembro de 2005.

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Jornal do Administrador Novembro / Dezembro de 2005 / Janeiro de 2006 7 Sobre Letras e Algarismos *Reginaldo Souza de Oliveira Semprepreferiasletrasaosalgarismos. Com o perdão dos matemáticos, o agrupamento de letras me agrada mais que o agrupamento de algarismos. Tributos são algarismos,poesiassãoletras,eporaívai. Alguém seria capaz de imaginar o mestre Caetano ou o saudoso Drummond mexendo com algarismos ao invés de letras? Jamais vi alguém cantando uma milhar ou recitando uma centena naquele projeto Seis e Meia do João Caetano, alguém se lembra? O que víamos ali eram letras musicais que nos faziam chegar mais leve em casa, nos faziam mais felizes. Os tempos eram outros. Posso até dizer que conheço casos de extrema emoção diante de certos agrupamentos de algarismos, o exemplo clássico é quando da abertura do contracheque no final do mês (como tem gente que chora...Que o digam as torcidas do Flamengo, do Corinthians, do Vasco, Palmeiras,Santos...Ufa!),Confessoqueno meu caso em particular tenho me esforçado para conter as lágrimas. Um outro caso relativo a algarismo, intrinsecamente ligado ao primeiro, o qual tem me causado problemas, é a perseguição que tenho sofrido de um facínora conhecido como Sr. Zero, mais conhecido como Nada. Esse malfeitor vem me perseguindo há anos e aparece sempre na minha data-base travestido de reposição salarial (sou empregado do Estado). A perseguição implacável já dura mais de dez anos e o danado vem resistindo até aos meus patuás. Oxalá ano que vem esse cálice se afastará de mim. Continuandosobreosalgarismos,alguns outros também têm tido a capacidade de me despertar para alguns sentimentos. Quando vi na TV o nosso velho conhecido Maurício Marinho embolsando R$ 3.000,00, fiqueiindignadoaoassistiràquelafeira(olha o sentimento aí). Depois que outros personagens foram aparecendo (já tem até gente comentando do poderoso Palocci, será?) percebi que três mil eram uma verdadeira merreca, um trocado, um troco perto dos Bis que já andam falando estarem depositadosnosparaísosfiscais. Tenho tido o cuidado para frear os meus “sentimentos mais primitivos” , num plágio ao loquaz deputado Roberto Jéferson, quando vejo alguns marginais (se andaram à margem da lei me sinto autorizado a qualificá-losassim)dissecaremalgarismostão expressivos que sangraram a economia do nosso povo. Vivo me policiando quanto aos sentimentos ruinsqueaeles poderia direcionar,mas, lamentavelmente, volta e meia sinto um “gostinho de sangue” na boca, sou humano. Quanto à perplexidade e à indignação, alimento-as dia-a-dia com novas notícias, pois esses sentimentos me afastam do conformismo e da sensação de que essa seja a regra. Algo tem de acontecer! Para finalizar, fazendo finalmente um afago nos algarismos, gostaria de sugerir a algum poeta que recitasse, quem sabe num ressuscitado projeto vespertino como aquele do João Caetano, pausada e melodiosamente, os algarismos referentes aos anos de cadeia que desejamos a alguns bandidos pelo manuseio indevido dos nossos queridos algarismos públicos. Confesso que ficaria emocionado! *Reginaldo é Administrador e diretor do Sintaerj Curtinhas ABRA-RJ completa 45 anos A Associação Brasileira de Administração - ABRA-RJ, completou 45 anos no dia 19 de novembro. A entidade está comemorando a data com uma série de eventos. O próximo acontece dia 7 de dezembro, quando se realizará o 1º Fórum Regional de Administração e Gestão de Empresas do Rio de Janeiro. Plenária discute planejamento Acontece nos dias 8 e 9 de dezembro em BrasíliaaplenáriadaFederaçãoBrasileira de Administradores que discutirá o planejamento de 2006 das ações nacionais para os sindicatos de Administradores nos váriosEstadosBrasileiros.Duranteoevento também estará sendo eleita a nova direção da FEBRAD.Representando o Sintaerj estarão presentes os diretores Adm Edson Machado e adm Jair Peixoto. Câmara homenageia Dieese Em comemoração aos 50 anos de fundação doDepartamentoIntersindicaldeEstatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), a CâmaradosDeputadosrealizousessãosolene no dia 8 de novembro. ARTIGO *William Pinto Machado Um caleidoscópio administrativo É uma boa oportunidade poder escrever, sobre Administração nesse espaço do jornal, do sindicato. Deixei aflorar os vários matizes que são a essência de nossa profissão. A Ciência da Administração chegou até nós, principalmente, pela importação de cultura dos países centrais, pioneiros da industrialização. Podemos creditar tudo à 1ª revolução industrial na Europa e a 2ª revolução nos EUA. É inegável que para nós isso também teve seu foco na era Vargas. A Administração pode ser melhor entendida em aspectos de sua história, quer do ponto de vista da sua trajetória oficial quer da participação de contingente de anônimos, mas também, autores no trabalho árduo e consciente do processo compartilhado da construção e consolidação de um Estado Nacionalista, desenvolvimentista e socialmente justo. Quando Getúlio chega ao poder, a partir de 1930, começa a desenvolver um projeto de âmbito nacional. A intenção era criar um Estado Nacional, moderno e antenado com os grandes centros do capitalismo. Para isso, ele elegeu alguns pontos fundamentais, tanto nos aspectos estratégicos quanto no tático e no operacional. Hoje, podemos ver tudo isso melhor do ponto de vista da história. O Nacionalismo era moda na Europa. Vargas assimila e manda fazer, concentrando aqui no Rio – capital, o que é hoje a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Agregou, no centro da cidade, em dois ou três eixos que cobrem da Avenida Beira Mar a Praça Mauá, pelas vias Pres. Antônio Carlos, 1º de Março e Avenida Presidente Vargas, até a Central do Brasil, inúmeros prédios de governo que uniam os três poderes federais, ministérios e o Distrito Federal. Sólidos edifícios públicos, expressões arquitetônicas do momento, cópia do clímax do aparelho de Estado europeu, que tinham na Itália e na Alemanha o modelo de Estado Nacionalista. Por outro lado, o projeto utilizou uma abordagem, para além das manifestações de ordem arquitetônicas citadas e, em paralelo valorizou as transformações de infra estrutura burocrática como as rotinas administrativas, com o advento de um sem número de medidas políticosociais estruturantes. A carteira de trabalho, sindicatos, férias, concursos públicos, educação pública assegurada e outros. O Estado desenvolvimentista, industrializado, e por que não dizer capitalista, não absorveu as propostas, iniciadas no período Vargas, da institucionalização de uma burocracia profissional, com a criação e progressão de carreiras e, um processo sistemático de abertura de concursos públicos regulares, principalmente, para a definição e atualização de especialistas e de um corpo técnico da alta administração. A ciência administrativa no país, ainda, não conseguiu ser protagonista do seu destino. É sabido e reconhecido, por todos, de forma tácita, que somos uma das categorias mais invadidas por outras no espaço de trabalho e nas competências específicas. O nosso papel tem sido acessório e caudatário no mercado de trabalho. Todavia, essa não é uma questão de difícil entendimento, nem sem solução. Requer uma atitude positiva de todos visando criar condições favoráveis. Através da motivação e da participação da categoria reverteremos esse quadro de desigualdade que atinge de forma injusta e absurda a nossa profissão. William Pinto Machado é Formado pela FGV/EBAP; Pós-graduado em Paris IX-Dauphine; Diplomado DA ESG; Prof.Conselheiro da UERJ; Diretor eleito do SINTAERJ .

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Jornal do Administrador Novembro / Dezembro de 2005 / Janeiro de 2006 8 CFA entrega projeto de mudança de lei a deputado federal O presidente do Conselho Federal de Administrador, Adm. Rui Otávio Bernardes de Andrade entregou ao Deputado Federal e Coordenador da Frente Parlamentar pela Administração, Adm. Átila Lira, no dia 27 de outubro, a minuta do projeto de lei para alteração da Lei 4.769 de 9 de setembro de 1965, que regulamenta a profissão de administrador. A reclamação por parte dos administradores acontece por que o documento não teria sido amplamente debatido. Confira uma entrevista com o Presidente do Conselho Federal de Administração, Adm. Rui Otávio, sobre o assunto. Jornal do Administrador: Como foi elaborado o documento que foi entregue ao Dep. Átila Lira? Adm. Rui Otávio: Em março de 2004, nas conclusões do Seminário “Repensando a Profissão do Administrador”, foi elaborada uma proposta de anteprojeto de alteração da Lei 4.769/65 e enviada a todos os 23 Regionais para consulta junto aos Administradores. Em seguida, foi constituída a Comissão Especial para o Estudo de Alteração da Lei 4.769/65, formada por alguns Presidentes de Regionais e Conselheiros Federais do Sistema CFA/CRAs. O trabalho dessa Comissão foi baseado nas discussões decorrentes do Seminário e depois submetido e aprovado nas reuniões plenárias do CFA e na Assembléia de Presidentes do Sistema CFA/CRAs, em junho deste ano, em Belém do Pará. Houve a participação dos Administradores? Os CRAs das mais diversas formas, sintetizaram o pensamento dos Administradores de sua Região as quais foram submetidas para a Comissão Especial para o Estudo de Alteração da Lei 4769/65 chegando, assim, ao documento final. Quais o principais pontos que foram alterados na Lei? A Comissão recebeu as proposições de todo o Brasil que foram transformadas na alteração de alguns artigos da Lei nº 4769/65, como a admissibilidade do Exame de Proficiência para o registro profissional dos egressos do curso de Administração e pelo aprimoramento eatualizaçãodasatividadesprivativas do Administrador. Muitos Administradores reclamaram que não tiveram acesso ao documento antes que ele fosse enviado. O que o senhor pensa sobre isso? O projeto de alteração da Lei nº 4.769/65éfrutodascontribuiçõesdos Administradores de todo o país, uma vezquetaiscontribuiçõesforamobjeto de discussão em cada Regional, seja por àqueles que elegeram seus Conselheiros ou ainda por meio de contribuiçõesindividuaisasquaisforam sistematizadas e encaminhadas pelo CRA à Comissão Especial para o Estudo de Alteração da Lei 4769/65. Há ainda uma etapa muito importante, a partir da tramitação na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei, quando em Audiências Públicas, os Sindicatos, as Associações, as Federações e outras pessoas físicas ou jurídicas serão chamadas a opinar, o que será muito salutar. A partir de quando as mudanças serão implementadas? Ainda não sabemos a data precisa em que as mudanças serão implementadas. Isso dependerá da decisão das duas Casas do Congresso. O projeto de Lei será apresentado pelo Dep. Átila Lira, Coordenador da Frente Parlamentar pela Valorização da Administração pública e privada, à Câmara dos Deputados. Nossa expectativa é que isso ocorra o mais breve possível. Moção de Congratulação O Sindicato do Administradores (Sintaerj) recebeu moção de congratulação pelos 40 anos da profissão da Câmara Municipal de Niterói. Na foto, o Ver. Felipe Peixoto e o Pres. do Sintaerj, Edson Machado.

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