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Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro JOARDNMAINLISTRADORdo Impresso Especial 9912163025/2007-DR/RJ Sinaerj CORREIOS Ano 5 - Nº 28 Outubro e Novembro de 2011 Administradores opinam sobre a presença do profissional nas empresas Página 7 46 anos da regulamentação da Administração no Brasil Sindicato promove série de ações para celebrar o Dia do Administrador Página 6 Reforma sindical pode acarretar grandes consequências Página 8 Eleições no SINAERJ Dia 3 de novembro (Página 3) Presidente Dilma Rousseff sanciona Lei que amplia tempo de aviso prévio Foi sancionada no dia 11 de outubro, pela Presidente Dilma Rousseff, a Lei nº 12.506, que dispõe sobre o aviso prévio. De acordo com a nova Lei, que altera o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o tempo de aviso prévio que deve ser concedido ao trabalhador no caso de demissão sem justa causa ou em caso de demissão voluntária passa a ser proporcional ao tempo trabalhado, isto é, para quem ficar até um ano no trabalho o aviso será de 30 dias, já para os que permanecerem mais tempo no trabalho será computado ao aviso mais três dias por ano trabalhado, limitado ao tempo máximo do aviso prévio em 90 dias. Exerça o seu direito democrático e vote para eleger a nova Diretoria e Conselho Fiscal do SINAERJ Site: administradores.org.br | Blog: administradores-rj.blogspot.com | Twitter: twitter.com/sinaerj

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Outubro e Novembro de 2011 Jornal do Administrador SINDICATO? PRÁ QUE? NOSSA CASA COLETIVA, NOSSA IDENTIDADE. NOSSO INSTRUMENTO DE LUTA. QUESTÕES A UM TRABALHADOR QUE LÊ. 1. O sindicato existe 8. O 13º salário foi conquistado após ram. Não é justo que só os sindicalizados se para defender os direitos grandes greves, confrontos sangrentos, des- responsabilizem pelos custos. Os sindicali- dos trabalhadores. Nossos de 1953, em São Paulo. E só foi reconhecido zados sustentam a entidade, sempre, antes e direitos são frutos de mui- em lei em 1962, no governo Goulart, após após as campanhas salariais. tas lutas, e para garanti-los uma década de lutas. 17. Por consequência desse ato, a Con- temos que ter um sindica- 9. As leis de aposentadoria, contra aci- tribuição Assistencial visa garantir recur- to forte e de luta. dentes de trabalho, da licença-maternidade, sos para as despesas da campanha salarial, 2. Hoje temos empre- Helder Molina* da periculosidade e insalubridades, fundo como cálculos e acompanhamentos estatís- go, salário, previdência, plano de saúde, e de garantia por tempo de serviço, todas, fo- ticos e sócio-econômicos, assessoria jurí- tantos outros direitos garantidos. Milhões ram resultados de muitas lutas, sem nenhu- dica, produção de boletins, viagens para de trabalhadores não têm. Amanhã, quem ma dádiva do Estado e dos patrões. negociações, materiais, jornais, publica- garante que não estaremos sem emprego, 10. Foram presos mais de cinco mil tra- ções de editais). vivendo na informalidade, sem salário, balhadores metalúrgicos, em greve, na 18. O trabalhador sindicalizado tem sem renda, sem direitos, sem futuro? É frente do sindicato, em São Paulo. Para direito garantido de assistência jurídica, pensando nisso que nos organizamos em conquistar um direito que os trabalhadores seja individual ou coletivo, com advoga- sindicatos. já tinham na Europa, no Japão e nos EUA, dos de direitos trabalhista, criminal e cível 3. Os direitos que os trabalhadores têm, menos no Brasil. Questão social no Brasil (atendendo demandas administrativas e hoje, são frutos de muitas lutas, vindas des- sempre foi “caso de polícia”. judiciais de condomínio, taxas, contratos, de o século XIX. Duros combates e mobi- 11. Nada veio por bondade dos patrões, dádiva direitos lesados, defesa do consumidor). lizações para melhorar a vida dos trabalha- do Estado, vontade de Deus, ou por “sorte” 19. O trabalhador sindicalizado tem di- dores se deram não só no Brasil (desde a de alguns trabalhadores. Ao contrário, só a reito a descontos em diversas instituições escravidão), mas no mundo inteiro. resistência, a organização, a luta e a mobili- de ensino, lazer, esporte, saúde e outras, 4. A luta pela definição, e depois pela zação coletiva trazem conquistas e direitos. com as quais o sindicato tem convênio. redução da jornada de trabalho, vem de 150 12. A empresa privada ou estatal, para Uma negociação salarial é longa, difícil, anos. Quando não havia sindicatos, nem di- implantar banco de horas tem, por força da cansativa, com avanços e recuos, ain- reitos trabalhistas, era o patrão quem deci- Convenção Coletiva, negociada pelo sindi- da mais em tempos de crise. O sindicato dia o preço da força de trabalho e a duração cato, que se submeter às regras instituídas negocia duramente para que você tenha da jornada. Eram de 14 ou 16 horas diárias, para proteger nossos direitos. reajustes sobre o salário, sobre o tíquete e o trabalho das crianças e mulheres não re- 13. Todo trabalhador tem direito de se e todas as outras cláusulas que envolvem munerados. sindicalizar, exercer sua cidadania sindical, valores monetários. 5. Só na década de 1920 os trabalhado- opinar, discordar, propor, eleger e ser eleito, 20. Tenha certeza que se dependesse res conquistaram a jornada de 8 horas diá- desde que participe ativamente da vida de da empresa você receberia 0% de reajus- rias. E no Brasil foi garantida na lei só em seu sindicato. Quando sindicalizado, não te salarial e seus direitos seriam reduzidos 1932. A vida “produtiva” de um trabalhador precisa descontar a Contribuição Assisten- e benefícios retirados. Só não nos atacam não passava de 25 anos de trabalho. Vira- cial, que é decidida em Assembleia. mais, porque lutamos coletivamente, e vam bagaços humanos nas engrenagens 14. Por força da Convenção Coletiva, ne- porque o sindicato luta com você. das fábricas. gociada pelo sindicato, as horas extras de 21. No setor privado, o sindicato tem 6. Só a partir de 1910 foram garantidos domingos e feriados não podem ser com- negociado Acordos de Participação nos o descanso aos domingos e o direito a fé- pensadas no Banco de Horas, isso é uma Lucros e Resultados (PLR) com várias rias. E essas conquistas foram a custa de conquista de duras lutas e conflituosas ne- empresas e você pode se mobilizar e in- muitas greves, mobilizações de massas, gociações. cluir sua empresa nessa relação. Isso não sofrendo repressões violentas, torturas, pri- 15. Nunca é demais registrar: do céu só significa que abandonamos nossa luta con- sões, desaparecimentos, mortes. Operárias cai chuva, sol e as bençãos da fé. Todos os tra a propriedade privada e o capitalismo. queimadas vivas numa fábrica de Chicago direitos trabalhistas, direitos sociais, polí- Mas trata-se de receber parte do que nos são prova disso. ticos, que temos hoje, foram conquistados é roubado pelos patrões. Só o sindicato 7. Os grandes banqueiros e empresários através de muitas lutas da organização sin- pode negociar e assinar a PLR, pela CLT o só acumulam lucros porque exploram os dical, dos movimentos sociais. Tudo é fruto sindicato tem o monopólio da negociação trabalhadores. Dinheiro não nasce em árvo- de lutas. Se lutando já é difícil, sem luta é coletiva. re, nem cai do céu. O lucro privado ou esta- muito mais! Pense em tudo isso, e fortaleça tal é produto da exploração do trabalho e do 16. O sindicato, ao cobrar Contribuição seu sindicato, ele é fraco sem você, mas trabalhar e da ausência de políticas sociais Assistencial dos trabalhadores não sindica- é poderoso se unimos forças com ele. de distribuição da riqueza e dos benefícios lizados, faz um ato de justiça, pois as despe- Você é ele. gerados pelo trabalho humano, ou quando o Estado vira um comitê de negócios e interesses das classes que dominam a sociedade e monopolizam a economia. sas de uma campanha salarial são grandes, e os direitos e benefícios, quando conquistados e garantidos, são distribuídos a todos e todas, os que lutaram e os que não luta- Helder Molina* Historiador, mestre em Educação, doutorando em Políticas Públicas e Formação Humana, professor da UERJ, educador sindical e assessor de formação da CUT-RJ 2 Visite o nosso Site: www.administradores.org.br

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Jornal do Administrador As ações levam ao desenvolvimento, as vitórias consolidam No próximo dia 3 de novembro acontecerá a eleição que indicará a nova Diretoria que comandará o Sindicato no próximo triênio 2012/2014. Com a finalidade de facilitar os associados, haverá quatro pontos fixos para votação, sendo um deles na Sede do SINAERJ e os demais nas três Sub-sedes. Para os associados que não trabalham ou residam próximo a esses locais, haverá “urnas itinerantes” que circularão pelas empresas. A realização dessa eleição acontece em um momento importante na história do SINAERJ, pois com o trabalho executado na última década, através de gestões austeras, conseguimos finalmente consolidar a área financeira e a administrativa do Sindicato, além, e principalmente, de implantar ações comprometidas com os anseios dos Administradores. Hoje, temos um Sindicato que além de congregar Administradores, tem também em seu quadro associativo inúmeros estudantes de Administração. A interação proveniente da participação e convivência desses dois grupos visa alimentar os futuros quadros do Sindicato. A verdade é que o SINAERJ cresceu. As participações nas diversas discussões de interesse dos trabalhadores e as metodologias que implantamos em sua administração contribuíram significativamente para o reconhecido crescimento de nossa entidade. Outros pontos de destaque tem sido a atuação direta nas lutas dos Administradores - independente das empresas em que trabalham – a intransigente participação e defesa da categoria e nas greves, as inúmeras ações - inclusive na área da comunicação – direcionadas aos interesses dos Administradores, são também demonstrações inequívocas que justificam o desenvolvimento e consolidação do SINAERJ como um dos mais importantes Sindicatos do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, uma das bandeiras levantadas por nosso Sindicato é a discussão diretamente ligada à possível exigência de participação de Administradores quando da abertura de novas empresas, além da obrigatoriedade de todas as empresas, independente de seu porte, terem em seus quadros, no mínimo, um Administrador. Vale lembrar que através de discussões desse nível, o SINAERJ decidiu entrar na vitoriosa luta que implicou no arquivamento da Lei 7280/10, que visava permitir o exercício da profissão de Administrador a pessoas não graduadas. Outubro e Novembro de 2011 Eleições no SINAERJ Pleito no dia 3 de novembro elegerá nova Diretoria e o Conselho Fiscal do Sindicato para o próximo triênio Seguindo sempre os princípios da democracia, a atual Diretoria do SINAERJ informa aos Administradores que as eleições que indicarão a sua nova Diretoria Executiva e a Adjunta, bem como o novo Conselho Fiscal e respectivos Suplentes, para o triênio 2012/2014, serão realizadas no dia 3 de novembro de 2011, das 09h às 18h. A votação será presencial e ocorrerá na Sede do Sindicato, Av. Treze de Maio, nº 13, 8º andar, no Centro, no Rio de Janeiro e nas Sub-sedes de Volta Redonda (Rua Quarenta, 8, sala 1302 - Vila Santa Cecília), Campos (Rua Oliveira Botelho, 244, sala 302 - Centro) e Teresópolis (Rua Lucio Meira, 330, sala 304 - Várzea). Urnas itinerantes também percorrerão as empresas. Poderão votar os associados que tenham mais de seis meses de sindicalização, antes da data da eleição, e que estejam em dia com suas contribuições sociais até dez dias antes da data da eleição. O Edital de Convocação das Eleições do Sinaerj foi publicado no Diário Oficial do Estado e no site do Sindicato (www.administradores.org.br). O período para o registro de chapas teve início no dia 10 de agosto e foi encerrado no dia 19 do mesmo mês. Durante esse período, foi recebido o pedido de inscrição de apenas uma chapa, sendo esta liderada pela Adm. Dirce Beltrão. Presidente: Adm.Edson Fernando Alves Machado Vice-Presidente: Adm Reinaldo Antonio da Silva Diretora Financeira: Adm. Dirce Gonçalves de Lima Beltrão Diretor Administrativo: Adm. Orlando D´Almeida Marques Diretor de Relações Trabalhistas e Intersindicais: Adm. Jair de Carvalho Peixoto Junior. Diretor de Políticas Setoriais de Administração: Adm. Heldon Barbosa Diretor de Comunicação Social: Adm. Reginaldo Souza de Oliveira Diretor de Relações Corporativas de Emprego e Renda: Adm. Julio Souza Reis Diretores Adjuntos: Adm. Agliberto Cravo Barroso Adm Antônio Marcos de Oliveira Adm. Carlos Eduardo Del Negro SEDE DO SINAERJ Sansone Av. 13 de Maio, 13/8° andar, Adm. Cleres Maciel Azeredo Centro, Rio de Janeiro, RJ, Adm. Dácio Antonio Machado de CEP 20003-900. Tels.: (21) Souza 2262-3090 e 2532-2387 Adm. Reimont Luiz Otoni Santa Subsede Sul Fluminense: Bárbara Rua Quarenta, 8/1.302, Vila Adm. Aloísio Carneiro Santa Cecília, Volta Redonda, Adm. Carlos José Martins Manhães RJ, CEP 27260-200. Adm. Dejalmar Francisco de Pinho Subsede Norte Fluminense: Adm. Luis Antonio Domingues Correia Rua Oliveira Botelho, Conselheiros Fiscais Efetivos 244/302, Centro, Campos, Adm. Márcia da Silva Tavares RJ, CEP 28010-320 Adm. Osmar Coelho Barbosa Filho. Subsede Região Serrana: Adm. Antônio Alberto de Andrade Rua Lúcio Meira,330/304, Conselheiros Fiscais Suplentes Centro, Teresópolis, Adm. Jorge Araújo RJ, CEP 25953-007 Adm. Suely Baptista dos Santos Site: Visite o nosso Blog: www.administradores-rj.blogspot.com www.administradores.org.br E-mail: sinaerj@administradores.org.br Blog: www.administradores-rj.blogspot.com Twitter: www.twitter.com/sinaerj Facebook: www.facebook.com/sinaerj JORNAL DO ADMINISTRADOR Conselho Editorial: Diretoria do Sindicato Assessoria de Comunicação EPM Comunicação Ltda Rua Alcindo Guanabara, 24, sala 1109, Centro, RJ. Tel.: (21) 2220-0583 Tiragem: 10 mil exemplares 3

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Outubro e Novembro de 2011 Jornal do Administrador Pluralidade Sindical põe em risco a força oriunda da união dos trabalhadores Os sindicatos foram criados para assegurar os direitos de uma classe trabalhadora. Este é o fundamento que rege o SINAERJ. Ele existe para garantir que os direitos e interesses dos Administradores sejam respeitados. A Constituição Brasileira de 1988 afirma ser livre a criação de associações profissionais ou sindicais, no entanto há algumas observações quanto a isso. O inciso II, do 8º artigo merece destaque: “é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município.” De forma simples, o que esse trecho da lei prega é a unicidade sindical. A Constituição de 1934 permitia a existência do pluralismo sindical, ou seja, existiam na mesma base territorial inúmeras associações sindicais para representar a mesma classe profissional. O que ocorreu foi a formação de sindicatos fantasmas, que serviam a muitos interesses menos aos dos trabalhadores, já que no mesmo texto era expresso que para se candidatar a Deputado Federal era necessário o apoio de uma entidade civil organizada. O resultado foi tão calamitoso que a medida foi revogada poucos anos depois. Mesmo assim, há quem defenda o pluralismo. Países como Inglaterra e Estados Unidos adotam esse sistema sindical. Prospostas de Emenda Constitucional (PEC) tem sido realizadas para alterar o modelo sindical brasileiro. Por exemplo, em 2003, o Deputado Federal Maurício Rands elaborou a PEC 29/2003 em coautoria com o Deputado Vicentinho na qual propõe a modificação do artigo 8º da nossa Constituição com o objetivo de acabar com a unicidade sindical, instituindo a liberdade sindical positiva e onde, segundo ele, “a solução dos conflitos seria pela legitimidade para negociar sendo resolvidos pelas centrais sindicais ou pela mediação e arbitragem.” Entretanto, a maior crítica a esse modelo de múltiplos sindicatos é o fracionamento das categorias, que resulta no enfraquecimento da classe trabalhadora. O pluralismo deixa muitas dúvidas, uma das principais é: durante as negociações com as empresas empregadoras, principalmente no que compete ao Acordo Coletivo de Trabalho, qual dentre tantos sindicatos da mesma categoria, em uma mesma área territorial, representará os interesses da classe? Em seu site, o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), criado em 2003 por iniciativa de 288 Federações e 14 Confederações e representando cerca de 9.000 sindicatos, argumenta que “a unicidade sindical é primordial para manter a força de entidades representativas de classe. Historicamente, a criação de entidades paralelas só serve para satisfazer divergências políticas e nunca para fortalecer a unicidade sindical.” A unicidade sindical é o melhor modelo de organização trabalhista. Tal afirmação justifica-se por inúmeras razões: o sindicato defende toda a classe profissional e não apenas seus associados, como ocorre no pluralismo; os interesses defendidos são os da categoria representada e esse controle torna-se difícil com a proliferação de inúmeros sindicatos. Para encerrar, basta resumir tudo o que foi dito em um velho ditado: “A união faz a força”, a preponderância dos sindicatos está na união das pessoas por ele representadas, quanto maior o número de associados maior será o poder de pressão e negociação a ele outorgado. Sindicalização não é só para Administrador, mas também para estudantes de Administração Como bem define o iDicionário Aulete, Sindicato é uma associação de profissionais que defende os interesses trabalhistas de uma categoria. Contudo, o SINAERJ vai além, defendendo não só os interesses dos profissionais de Administração atuantes no mercado, mas também agindo em proveito dos estudantes, que 4 muito em breve tornar-se-ão Administradores e são o futuro da categoria. Representar e defender direitos e interesses da categoria perante as autoridades e buscar desenvolver, na medida do possível, programas de bem estar social para a categoria, bem como, apoio para o estágio do bacharelando em Administração são duas das metas do nosso Sindicato. Ciente de seu papel na sociedade e entendendo que a força do Sindicato está na congregação de todos, profissionais e estudantes de Administração, o SINAERJ convida a todos os Administradores e alunos de Administração no Estado do Rio de Janeiro a se sindicalizar. Os alunos de Administração podem se associar na categoria aspirante, tendo todos os direitos e deveres previstos no Estatuto do Sindicato, exceto votar e ser votado. Além disso, podem usufruir dos serviços e das dependências do Sindicato. Já os Administradores registrados em CRA – Conselho Regional de Administração devidamente reconhecido pelo Conselho Federal de Administração – e bacharéis em Administração podem se associar na categoria efetivo, tendo também os mesmos direitos e deveres, além do direito ao voto. Para se sindicalizar é preciso preencher a ficha de filiação disponível no site www. administradores.org.br e entregá-la no SINAERJ, além de apresentar o documento de habilitação profissional, registro em CRA ou o diploma devidamente registrado. No caso dos estudantes, deve ser apresentado o comprovante de matrícula no curso de Administração, em instituição de ensino registrada no Ministério da Educação. Siga o Sindicato no Twitter: www.twitter.com/sinaerj

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Jornal do Administrador Outubro e Novembro de 2011 Diretores do SINAERJ participam do VI ENCAD do Rio de Janeiro Edson Machado, Presidente do SINAERJ e Conselheiro do CRA/RJ, e Dácio de Souza, Diretor Adjunto do SINAERJ e Conselheiro Suplente do CFA, compuseram, junto a outros Administradores, a mesa de Abertura do Encontro de Administradores do Rio de Janeiro – ENCAD, realizado no dia 9 de setembro, no Windsor Guanabara Hotel. A sexta edição do evento, promovido pelo CRA/RJ, discutiu o tema “Gestão, sustentabilidade e resultados”. Antonio Marcos, Diretor Adjunto do SINAERJ e Conselheiro Suplente do CRA/RJ, e Dirce Beltrão, Diretora Financeira do SINAERJ, também participaram do evento. Antonio Marcos, Dirce Beltrão, Dácio de Souza e Edson Machado participaram do VI Encontro de Administradores do Rio de Janeiro Sindicato estará em Volta Redonda e Campos Além de ter Diretores participando do ENCAD do Rio de Janeiro, o Sindicato também terá Diretores no ENCAD de Volta Redonda (20 de outubro) e no de Campos (27 de outubro). A Diretoria do SINAERJ parabeniza o CRA/RJ e seu Presidente pela organização e realização dos diversos “Encontros de Administradores” no Estado do Rio de Janeiro. O Diretor Dácio de Souza e o Presidente Edson Machado compuseram a mesa de abertura do evento Sindicatos que lutam pelos interesses dos trabalhadores contribuem para o desenvolvimento de todos Com o interesse pela política em queda e diante de um quadro onde o objetivo predominante na vida de quase todos se fixa na lógica do enriquecimento financeiro, a extrema valorização da individualidade torna difícil para muitos a compreensão da importância de instituições que dependem do espírito de grupo e união para a busca de ideais coletivos. Os sindicatos, que surgiram justamente da percepção de que só através da união é possível enfrentar poderosos interesses, são muitas vezes alvo desse esvaziamento por qual passam o ideário político e social. Essas instituições, que têm papel central nas lutas por condições de vida e trabalho minimamente aceitáveis, sofrem com outro sintoma comum na modernidade. Principal- mente em jovens, a desvalorização da história é algo perigoso e altamente recorrente que contribui para o atraso, destruindo lições importantes que o passado e toda a sua riqueza podem fornecer. No Brasil, que iniciou tardiamente seu processo de industrialização, não eram raros, no início do século XX, os casos de uso de mão-de-obra forçada de mulheres e crianças e a exploração de homens com jornadas de trabalho indecentes que chegavam a 14, 15 e até 16 horas diárias. Muitos salários eram irrisórios e o poder econômico dos patrões colocava imensa parcela da população completamente a mercê dos interesses econômicos. São abundantes na história situações desse tipo, e um olhar um pouco mais atento pode fornecer a noção de que, para se chegar ao estágio atual, com uma realidade minimamente aceitável, mas que ainda está longe de ser a ideal, uma longa jornada de lutas e suor teve de ser realizada. É fundamental que a juventude tenha consciência que o direito a férias, Licença Maternidade com garantia de emprego até 5 meses depois do parto, horas-extras pagas Visite o nosso Site: www.administradores.org.br com acréscimo de 50% do valor da hora normal, garantia de 12 meses em casos de acidente, adicional noturno de 20% para quem trabalha de 22h às 05 horas e outros diversos benefícios disponíveis aos trabalhadores só existem hoje pois foram conquistados com sacrifício e que muitos, ao longo do tempo, deram suas vidas para o mínimo de dignidade nas relações empregatícias. Para uma sociedade íntegra e democrática, a discussão deve sempre existir e as relações de trabalho, e não só elas, devem ser guiadas pelo bom senso e pela moralidade. Reconhecer a importância dos sindicatos e a beleza de suas origens é ponto-chave para o alcance de uma realidade mais justa. Erros e desvios, infelizmente, existem em todos os segmentos, e resta aos bons vigiar e trabalhar para que os mecanismos de controle e as instituições desempenhem eficientemente suas funções. É com muito trabalho que o SINAERJ mantém sua luta pela valorização dos Administradores, atuando com a total consciência da responsabilidade de representar uma profissão dessa importância para o País. 5

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Outubro e Novembro de 2011 Jornal do Administrador Ações e atividades no mês do Administrador Celebrando mais um ano da regulamentação da profissão Administrador, que completou 46 anos em 2011, o SINAERJ promoveu uma série de atividades e eventos dos mais variados no mês de setembro. Em comemoração a essa data tão especial e para levar a sua saudação ao maior número possível de Administradores, a Di- Adm. Reinaldo Antônio (Vice-Presidente), Adm. Paulo Duque (Coordenador do Cineclube), Peter Cordenonsi (Diretor do Filme) e Francisco Soriano (Diretor do Sindipetro-RJ) retoria do SINAERJ fez circular mensagens que puderam ser vistas em busdoors e outdoors espalhados em diversas cidades do Estado do Rio de Janeiro. Outro ponto de destaque foi a saudação especial que o Sindicato fez circular no dia 9 de setembro (Dia do Administrador) nos jornais O Globo e O Fluminense. Além disso, o Sindicato realizou ainda o Concurso Cultural 46 anos da Administração no Brasil. Mas o ápice das comemorações aconteceu no dia 16 de setembro, quando a Diretoria do SINAERJ e os Administradores se encontraram na Sede do Sindicato para um grande momento de confraternização. A programação do evento incluiu a exibição do documentário “O petróleo tem que ser nosso”, com a presença do diretor do filme, Peter Cordenonsi, e de Francisco Soriano, Diretor do SindipetroRJ, um bate-papo entre o diretor e os pre- sentes a respeito da temática do filme, a entrega dos prêmios aos vencedores do Concurso Cultural e um coquetel. O Vice-Presidente do SINAERJ, Reinaldo Antonio da Silva, aproveitou a ocasião para ressaltar a importância da mobilização e reafirmar o compromisso da Diretoria de lutar pela defesa dos direitos e interesses dos Administradores: “Sabemos que a nossa categoria tem bastante dificuldade de se mobilizar, não somos um sindicato majoritário, somos um sindicato de profissionais liberais, mas estamos cumprindo a nossa função. Pretendemos, objetivamente, sempre mais e mais, organizar os trabalhadores, para que os interesses nossos, dos Administradores, e da classe trabalhadora em geral sejam respeitados e a gente possa avançar cada vez mais, mudando essa conjuntura para a melhor, econômica e profissionalmente.” Além dos Diretores do SINAERJ, dos Administradores sindicalizados ou não, o evento contou com a presença do ex-Senador Geraldo Cândido e do Vereador Reimont, também Diretor do SINAERJ Para levar a sua saudação ao maior número possível de Administradores, a Diretoria do SINAERJ publicou anúncios nos jornais O Globo e O Fluminense O coquetel encerrou com chave de ouro o evento Outdoors e busdoors levaram a mensagem de congratulação a várias partes do Estado CONCURSO CULTURAL PREMIA ADMINISTRADORES Uma das ações em comemoração ao Dia do Administrador foi o Concurso Cultural 46 anos da Administração no Brasil, no qual Administradores e estudantes de Administração deveriam definir em uma frase o que é ser Administrador. Dentre as dezenas de frases recebidas, uma comissão julgadora selecionou cinco frases, que foram disponibilizadas para a votação popular no site e no blog do SINAERJ. Com 1622 votos, a frase vencedora foi “Ser Administrador é ser o Pai que orienta, o Professor que ensina, o Líder que cobra, mas principalmente o Homem que FAZ. Não basta ser, é preciso saber... analisar o passado, construir o presente e enxergar o futuro”, de autoria do Administrador Thiago Luiz de Jesus Moreira, das Indústrias Nucleares do Brasil. Durante a entrega dos prêmios, no dia 16 de setembro, Thiago, que foi contemplado com um notebook, aproveitou para elogiar o trabalho do Sindicato: “Eu gostaria, primeiramente, de agradecer a oportunidade. Eu sou formado em Administração desde 2004 e pela primeira vez eu tive a oportunidade de participar de um evento do Sindicato dos Administradores. Gostaria também de parabenizar o Sindicato pelo trabalho que vem fazendo ultimamente. Eu tenho tido contato com o Edson e já comentei com ele que o trabalho do Sindicato está cada vez mais crescendo em prol da valorização dos Administradores. E, por último, eu gostaria de dar um parabéns para todos nós Administradores por esses 46 anos de luta, dedicação e reconhecimento da profissão junto ao mercado e a esse meio profissional onde vivemos.” A frase “Administrador é a bússola do empreendimento empresarial” conquistou o segundo lugar, com 1243 votos. Seu autor, o Administrador José Arimatéa Alves Pereira, da Petrobras, explicou o intuito de sua frase durante a solenidade de entrega dos prêmios: “Eu queria parabenizar a todos pelos 46 anos e explicar o intuito da minha frase. Eu li esses dias no jornal que parece que 46% das empresas que surgem acabam fechando após dois anos. Acho que está faltando Administrador nisso, qualquer empreendimento que não dá certo é mal administrado. Então, eu acredito piamente que nós somos a bússola disso. Se nós não nos colocarmos nas empresas, ela morre. O administrador é essencial, é fundamental, é vital. Eu adoro ser Administrador.” José foi premiado com um tablet. Vencedor do Concurso Cultural, o Administrador Thiago Moreira recebeu o prêmio das mãos da Diretora Dirce Beltrão e elogiou o trabalho do Sindicato O segundo colocado no Concurso, o Administrador José Arimatéa, foi contemplado com um tablet, entregue pelo Presidente Edson Machado O terceiro lugar ficou o estudante de Administração Wellington de Andrade Neves, autor da frase “Ser administrador é encarar desafios, é arriscar, se superar, ter foco no objetivo, realizar ações prevendo reações, é olhar para o horizonte à sua frente e tentar enxergar além dele”, que recebeu 1106 votos. Wellington foi contemplado com um kit de Administração, contendo o livro “50 casos reais de Administração”, de Peter Drucker, uma camisa do SINAERJ, um porta-lápis, um cordão para crachá e um mouse pad. 6 Visite o nosso Blog: www.administradores-rj.blogspot.com

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Jornal do Administrador Outubro e Novembro de 2011 De acordo com a Lei Federal 4.769, que dispõe sobre o exercício da profissão de Administrador, a elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, arbitragens, laudos, assessoria em geral, chefia intermediária, direção superior, pesquisas, estudos, análise, interpretação, planejamento, implantação, coordenação e controle dos trabalhos nos campos da Administração são algumas das atividades inerentes aos Administradores. Contudo, apesar da sua essencialidade, nem todas as empresas possuem um Administrador em seu quadro funcional, nem há lei que exija tal contratação. A pesquisa “Demografia das empresas 2009”, divulgada em setembro pelo IBGE, apontou que 4 em cada 10 empresas criadas em 2007 já não existiam mais em 2009. Seria a inexistência de profissionais devidamente habilitados, isto é, Administradores, a principal causa do fechamento das empresas? Para suscitar uma discussão sobre o tema, o SINAERJ procurou alguns Administradores para saber a opinião deles sobre o assunto. Veja o que eles responderam: Em sua opinião, os órgãos competentes deveriam exigir a assinatura de um Administrador habilitado na solicitação de abertura de empresas? Sim, essa exigência já deveria existir e isso pouparia os transtornos. Os amadores trazem para realidade uma situação ingênua de que não sabemos administrar, mas na verdade quem quer abrir uma empresa hoje e não analisa seu fator emocional, transforma sua oportunidade em necessidade. Deveria existir também uma lei que exigisse a presença de ao menos um Administrador no quadro funcional de todas as empresas, independente do porte? Sim, claramente essa deficiência vem de berço. Essa lei começaria nas escolas, nos hospitais e assim por diante. Com essa consciência, as empresas teriam um aliado ou agregado administrador e juntos trabalhariam por oportunidade e nunca por necessidade. Adm. Monique Ramos Em sua opinião, os órgãos competentes deveriam exigir a assinatura de um Administrador habilitado na solicitação de abertura de empresas? Sim. Porque o administrador possui as competências necessárias para saber se uma empresa pode ou não cumprir com sua proposta de oferta de serviços e/ou produtos. A exigência de um responsável técnico é de suma importância para toda a sociedade. Deveria existir também uma lei que exigisse a presença de ao menos um Administrador no quadro funcional de todas as empresas, independente do porte? Sim. Porque somente um administrador devidamente habilitado pode garantir a transparência necessária. Adm. Claudio Alexandre dos Santos Em sua opinião, os órgãos competentes deveriam exigir a assinatura de um Administrador habilitado na solicitação de abertura de empresas? Não. Porque a abertura de uma empresa é um ato mais contábil e jurídico que administrativo. Deveria existir também uma lei que exigisse a presença de ao menos um Administrador no quadro funcional de todas as empresas, independente do porte? Sim, porque espera-se que o administrador seja o profissional habilitado para consolidar a estrutura empresarial nos seus diversos níveis de atuação. Então, desde que o profissional contratado realmente exerça a função que lhe cabe, creio ser de muita importância essa exigência. Adm. Gilda Maria Rocha de Carvalho Em sua opinião, os órgãos competentes deveriam exigir a assinatura de um Administrador habilitado na solicitação de abertura de empresas? O que eu vejo na maioria dos casos são pessoas com boas ideias, mas sem nenhuma preparação para gerir um negócio que desejam abrir uma empresa. Segundo um levantamento do SEBRAE, metade das micro e pequenas empresas fecham com menos de 2 anos de existência. Perguntas relacionadas à identificação de mercadosalvo, plano de negócios, segmentação, política tributária, gestão de talentos, entre outras são simplesmente ignoradas pelos empreendedores. Entendo que um Administrador habilitado será capaz de ajudar os empreendedores a responder essas e outras perguntas, além de criar condições para que o negócio se desenvolva de forma rentável e respeitando o meio ambiente e a sociedade. O fim de uma empresa gera danos para todos. Os empregados ficam sem emprego, os bancos não recuperam seus empréstimos e os consumidores ficam com as opções mais restritas. Tudo isso por falta de um planejamento realista, focado em resultados. Deveria existir também uma lei que exigisse a presença de ao menos um Administrador no quadro funcional de todas as empresas, independente do porte? Num mundo perfeito não haveria a necessidade de uma lei para regular isso. Infelizmente, as empresas só percebem a necessidade de um profissional com uma visão sistêmica, capaz de antecipar problemas e soluções apenas quando o estrago já foi feito. Acredito que uma lei possa ajudar nesse sentido, ao exigir um Administrador como um profissional habilitado a responder por questões referentes à gestão, plano de negócios, recursos humanos, entre outras. Adm. David Castro Em sua opinião, os órgãos competentes deveriam exigir a assinatura de um Administrador habilitado na solicitação de abertura de empresas? Não. Deveria sugerir consultas aos CRAs, para uma abertura saudável de novas empresas. Por que não um posto da JUCERJA no interior do CRA? Deveria existir também uma lei que exigisse a presença de ao menos um Administrador no quadro funcional de todas as empresas, independente do porte? Não. Porque você estaria ajudando as pequenas e médias empresas a quebrar e/ou trabalhar na ilegalidade. A boa Gestão Financeira e Administrativa de uma empresa Privada cabe aos seus proprietários, já a Pública deve ter um Administrador em todos os setores, Executivo, Legislativo e Judiciário, pois trabalham com recursos da população. Adm. Fernanda Spinelli Tauil Em sua opinião, os órgãos competentes deveriam exigir a assinatura de um Administrador habilitado na solicitação de abertura de empresas? Sim, pois é uma forma de garantir o mercado de trabalho para a nossa categoria, com isso nossa profissão seria mais valorizada, evitando assim a ocupação de cargos de administrador por pessoas graduadas em outras áreas, além disso, as empresas também ganhariam por terem especialistas que trariam melhores resultados. Deveria existir também uma lei que exigisse a presença de ao menos um Administrador no quadro funcional de todas as empresas, independente do porte? Sim, porque hoje em dia nossa profissão está muito desvalorizada e é crescente a ocupação de cargos de administrador por pessoas de outras áreas, tanto em empresas públicas quanto em particulares. As demais áreas têm o direito resguardado de que suas funções serão exercidas só por pessoas graduadas e credenciadas no respectivo conselho de classe, então acredito ser justo que as funções específicas de nossa área sejam realizadas somente por um profissional devidamente graduado e credenciado no CRA, até porque seria assegurada às empresas a fiscalização do conselho e a confiabilidade do trabalho daquele profissional, colaborando para resultados mais efetivos. Adm. Juliana de Paula Souza Siga o Sindicato no Twitter: www.twitter.com/sinaerj Em sua opinião, os órgãos competentes deveriam exigir a assinatura de um Administrador habilitado na solicitação de abertura de empresas? Sim. Em sua for- mação comporta-se o conhecimento necessário para desempenhar esta determinada atividade. Um administrador tem a visão necessária para o cumprimento desta tarefa. E esta atitude dá mais credibilidade à profissão. Deveria existir também uma lei que exigisse a presença de ao menos um Administrador no quadro funcional de todas as empresas, independente do porte? Sim. Desta forma, garantiriase a empregabilidade de profissionais habilitados em exercer o cargo de administrador e a valorização da profissão. Não se pode mais admitir que outros profissionais, não qualquer conhecimento e formação - sem falar da falta de habilitação profissional -, desempenhem funções que são inerentes à função do administrador. Administrar é para administrador. Adm. Daniel Reis Em sua opinião, os órgãos competentes deveriam exigir a assinatura de um Administrador habilitado na solicitação de abertura de empresas? Sim. O Administrador habilitado/registrado conhece os procedimentos legais para abertura de empresas, bem como sua responsabilidade junto aos órgãos públicos/ privados. Deveria existir também uma lei que exigisse a presença de ao menos um Administrador no quadro funcional de todas as empresas, independente do porte? Sim. O Administrador é o profissional habilitado para integrar o quadro funcional de empresas públicas/privadas/grande/médio e pequeno porte, porque além de conhecer os mecanismos faz a integração com demais segmentos. É o elo para a orientação/informação de todos os departamentos de uma empresa. É o que rege, dentro de sua autonomia, a orquestra funcional. Adm. Jane A. do Nascimento 7

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Outubro e Novembro de 2011 Jornal do Administrador Reforma Sindical no Brasil: justificativas, propostas e consequências Atualmente no Brasil temos ouvido falar em REFORMAS. Parece até que estamos voltando à década de 60, quando o governo central levantou bandeiras vindas do movimento social das Reformas de Base. Hoje, elas são diferentes, pois o capitalismo é diferente. As necessidades são diferentes. O povo é diferente. O governo é diferente. Enfim, o Brasil é um país bem diferente daquele da década de 60. Mas uma das principais dessemelhanças é que no passado tínhamos um país com base agrária, sendo ele hoje bem mais industrial e urbano. Mas mesmo com tantas diferenças nessas décadas, atualmente há colocada na sociedade brasileira a necessidade de reformas. Mas quais seriam as prioritárias? A Reforma Sindical? A Tributária? A Política? Ou outras aqui não citadas? Quanto à Reforma Sindical, algumas forças da sociedade (empresários, governos, sindicalistas) afirmam ser ela necessária. No entanto, sabemos o que significará a Reforma? Duas coisas são certas para “reformar”: modificar o Art. 8º da Constituição Federal e o Título V da CLT. Já foi divulgado na grande imprensa que a pluralidade sindical; o fim das contribuições sindicais, confederativa e assistencial, substituídas por uma contribuição vinculada à negociação coletiva e o fim do poder normativo da Justiça do Trabalho são alguns dos principais pontos do Projeto do Governo que circula na Câmara Federal. Mas quaisquer que sejam os objetivos sóbrios da tal Reforma, há que se ter melhor clareza e maior reflexão sobre como a estrutura sindical se organiza em meio a uma quantidade de questões. Tais como: tem de haver apenas um Sindicato por base territorial ou  profissional? As direções podem se constituir pelo processo de  Majoritário X Proporcional?  Tem que existir tantas centrais sindicais assim como Federações e Confederações que organizam os trabalhadores e seus sindicatos (hoje, no Brasil, temos 6 centrais sindicais)? No bojo da necessária clareza e profunda reflexão, cabe a pergunta: para que se quer  fazer uma Reforma Sindical? Por tudo isso, aqui serão levantados alguns aspectos atuais e que se pretende fazer no aspecto da Reforma Sindical. Cenário atual Os sindicatos são regidos de acordo com artigo 8º da Constituição Federal, que afirma ser livre a associação profissional ou sindical, observando-se o que segue: I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical; II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município; III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas; IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei; V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato; VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho; VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais; VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. Em suma, a Carta Magna prega a existência da unicidade sindical, da origem dos recursos através do imposto sindical e que deve haver uma justiça do trabalho. As diferenças O modelo de unidade sindical significa que somente poderá haver um sindicato na mesma base territorial. Quando se permite a construção de vários sindicatos na mesma base sindical, isto se denomina pluralidade sindical. Resta aos trabalhadores discutir se o melhor para a defesa de seus interesses é ter vários sindicatos na mesma base territorial ou não. Já se dizia bem antigamente que a união faz a força. Se não há união, a força poderá ser diminuta. Hoje em dia, nos debates em torno da Reforma Sindical, o que mais se fala é que se deve acabar com o imposto sindical. E por quê? Porque, argumenta-se, o trabalhador, por lei é obrigado (ele nem mesmo sabe disto!!) a descontar um dia de trabalho para seu sindicato, seja o de base, majoritário ou para aquele que ele indicar. É necessário esclarecer que os recursos advindos do Imposto Sindical são usados em prol da “luta” da própria classe trabalhadora, como, por exemplo, nas negociações coletivas, que prioritariamente buscam melhores salários; melhores condições de trabalho; respeito às leis etc. Sem essa contribuição, ocorrerá o desmantelamento de vários sindicatos dos trabalhadores em todo o Brasil. E se desmantela o sindicato, o trabalhador perde aquele que é seu instrumento de luta (mesmo que ele não saiba). Esta é uma questão de classe fundamental, pois querem acabar com o instrumento que protege direitos e garante a luta dos trabalhadores, seja buscando e assinando melhores acordos, seja fazendo greves para buscar  aumento salarial e obter melhores condições de vida para os trabalhadores. Justiça do Trabalho Quanto ao fim do poder normativo da Justiça do Trabalho, sabemos da complexidade deste tema, que envolve várias questões do Direito. Mas, como sindicalista, pergunto: o fim do poder normativo da Justiça do Trabalho significa o fim da mediação do Estado em relação aos direitos dos trabalhadores frente à força do patrão? Ou, para falar em língua bem simples: se você for demitido, não haverá mais nenhuma instituição para mediar e organizar, seja através de leis, seja através de sua intervenção. O que você acha desta situação? E mais, se a classe trabalhadora decidir fazer greve quais instrumentos teremos para mediar o conflito? Reforma equivocada? No texto “Reforma Sindical: propostas equivocada em momento inoportuno”, que circula na internet, o autor Gilson Reis afirma que “a Reforma intensifica a desregulamentação dos direitos nas relações capital-trabalho, com grandes benefícios para o capital, restringindo ao máximo a participação do Estado e da Justiça quanto a possíveis avanços nos direitos trabalhistas”, demonstrando assim que o Estado poderá estar trabalhando na contramão do interesse do trabalhador. Já em outro texto, Altamiro Borges registra o que considera os principais pontos perigosos da Reforma: “1º) O primeiro perigo é a Centralização na cúpula, dando poderes extraordinários às centrais e seus dirigentes. Afirma, que a autonomia do sindicato e a soberania das assembléias ficam, no mínimo, arranhadas! 2º) Fala da Ditadura nas empresas  retirando a representação sindical nos locais de trabalho com mais de 50 funcionários. 3º) Estímulo à divisão, ou seja: ao garantir esse direito (de negociação) apenas aos sindicatos já registrados, ao fixar a indistinta meta de 20% de associados e ao criar a aberrante figura da “entidade derivada” – o sindicato biônico e orgânico criado pelas centrais –, o projeto estimula a disputa nas bases e joga na fragmentação. 4º) A Ingerência do Estado que dará   poderes ao Ministério do Trabalho para “reconhecer a representatividade” das entidades. 5º) No Direito de greve o texto  amplia as chamadas atividades essenciais, incluindo até a compensação bancária, prevê a obrigatoriedade das “cotas de produção” e mantém o lado perverso da Justiça do Trabalho, ao permitir que ela puna grevistas e multe os sindicatos por “conduta anti-sindical”. 6) Na negociação coletiva, o projeto prevê que o contrato poderá ser firmado por qualquer das entidades participantes da negociação e que, no caso de impasse, os próprios trabalhadores poderão celebrá-los.”  Sindicato e trabalhador Para encerrar cabe ressaltar a importância da existência dos Sindicatos como hoje conhecemos. Do ponto de vista do trabalhador, o Sindicato serve para proteger os trabalhadores e seus direitos. Ele protege os mais fracos na relação capital-trabalho e aqueles que vivem de seu trabalho e pouco sabem do mundo legal que regula sua relação trabalhista. Serve para nos proteger quando nos dá o direito de negociar em nome do trabalhador melhores condições de vida e de salário. Serve, em suma, para fazer a luta de classes. Todos nós sabemos que uma grande quantidade ou conjunto de trabalhadores tem mais força para agir do que cada profissional isoladamente, ou seja, como já foi dito muitas vezes, a união faz a força. A força do trabalhador. Um sindicato devido a seu poder de representação frente aos patrões  negocia acordos coletivos de trabalho e , após grande debates dentro da categoria, dirige as greves como instrumento de lutas. Fiscaliza a aplicação das convenções de trabalho obtida via greve ou via negociação e acordos, ouve as denúncias dos trabalhadores sobre suas condições de trabalho, podendo, assim, denunciar à Delegacia do Trabalho para que o Estado faça as fiscalizações necessárias. Quando o profissional é demitido ou pede demissão, o Sindicato faz as homologações, orientando os trabalhadores quanto a seus direitos trabalhistas tendo como referência a CLT e demais leis trabalhistas e decisões judiciais. Movimenta-se também em direção ao trabalhador que é aposentado, organizando programas sociais ou outros. Faz convênios com empresas de serviços ou comércio, que oferecem descontos em preços de seus serviços tornando mais vantajoso para o trabalhador escolher o que consumir, organiza cursos, palestras, debates. Enfim, os trabalhadores são o Sindicato e este, por sua vez, é a força do trabalhador. Adm. Reinaldo Antonio da Silva Vice-Presidente do SINAERJ 8 Visite o nosso Site: www.administradores.org.br

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