Jornal Eco da Tradição Novembro 2016

 

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Jornal Eco da Tradição 183 Novembro de 2016

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ECO DA TRADIÇÃO - ANO XV - Nº 183 - NOVEMBRO DE 2016 50 anos 1966 - 2016 PAIXÃO CORTES: “O TRADICIONALISMO DEIXOU DE SER DE GALPÃO PARA SER UNIVERSAL” Foto: Eridio Silveira/TV Tradição EDITORIAL DO PRESIDENTE Um cinquentenário de muitas histórias e emoções Página 02 ENCONTRO DE ARTES E TRADIÇÃO Com os passaportes carimbados e rumo a final em Santa Cruz Página 03 CINQUENTENÁRIO DO MTG Tudo sobre a festa, cavalgada, homenagens, churrasco e mais Páginas 08, 09, 10 e 11 DICAS PARA OS DEPARTAMENTOS Como organizar o Esporte e a Campeira na tua entidade Página 20 LITERATURA GAÚCHA Severino Moreira, um autentico homem do campo Página 15 FEIRA DO LIVRO E DO VINIL Paixão Côrtes homenageou DTG do Inter com nó de lenço Página 15

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2 Ano XV - Edição 183 Novembro de 2016 Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: conselhoeditorialeco@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Elenir Winck, Sandra Veroneze e Nilton Otton JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Manoela Carvalho Andressa Motter IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade Novembro Valor Plena Parcial Especial Estudantis R$ 1.117,23 R$ 958,65 R$ 588,62 R$ 165,72 40% do valor retorna às RTs. MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE PRESIDENTE DE ADMINIS- TRAÇÃO E FINANÇAS: Nilton Otton VICE PRESIDENTE DE CULTURA: Elenir Winck VICE PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente Um cinquentenário de muita história e emoções O mês de outubro de 2016 entrará para a história do MTG. Completamos 50 anos de uma jornada construída com trabalho de muitas pessoas, com lutas, sacrifícios, vitórias e derrotas. Ao longo do ano foram realizadas homenagens nas Câmaras Municipais e em nível federal. Os eventos do MTG sempre pautaram estas homenagens envolvidos em um espírito agregador, de muita união e busca de solução para nossas necessidades. Nas entidades e regiões tradicionalistas eventos foram direcionados ao cinquentenário, não somente para celebrarmos, mas principalmente, para refletirmos a respeito de nossa relação com a instituição, a sociedade e nosso comportamento como grupo social. Muitas questões estão sendo debatidas, discutidas e aprofundadas de uma forma leve, com calma e reflexão, em nível de direção com as Regiões Tradicionalistas, lideranças de entidades e principalmente junto aos jovens, exercitando a capacidade de pensarmos de forma coletiva, participativa e capaz de despertar um processo de construção de novos caminhos e alternativas para seguirmos em frente, preservando e fortalecendo nossos valores fundamentais. Realizamos em Porto Alegre uma grande festa. Muitos foram homenageados: tradicionalistas, entidades, a imprensa, o MTG. Realizamos a maior cavalgada realizada em nossa capital. Voltamos ao ano de 1947. Fomos ao colégio Julio de Castilhos, onde homenageamos a escola e depois rumamos ao 35 CTG. Em ambos fomos recebidos pelo grande pensador e idealizados deste movimento, o Sr. Paixão Côrtes. Acima de tudo foi a demonstração de reconhecimento de todos a este processo social iniciado na década de quarenta, a aproximação e união referenciando o momento de início de nosso movimento, as nossas origens, o nosso marco zero. Uma festa que, acima de tudo, enalteceu a história, fortaleceu nossa instituição, reatou caminhos que haviam se perdido e mostrou acima de tudo a capacidade de superação na realização de seus eventos. Outro aspecto a enaltecer foi a exposição no memorial do Rio Grande do Sul, “50 anos do MTG – Tradição e Legado”, um momento extremamente importante que leva ao encontro da sociedade a memória desta instituição, aproximando com o centro cultural de Porto Alegre, a Praça da Alfândega, um pequeno projeto, mas um grande passo para incluirmos o MTG em uma grandeza diferente junto aos setores culturais do Estado. Mas não podemos deixar de citar neste mês de novembro a realização de nosso maior festival – o ENART. Vamos acima de tudo para Santa Cruz do Sul continuarmos a celebrar o cinquentenário do MTG, realizarmos de forma harmônica um festival que representa muito e demonstra nossa força de organização, emoção e superação. Isto é o nosso Enart, com uma participação ampla que oportuniza a todos o direito de fazerem parte desta grande festa. Desejo a todos grandes momentos, emoções e encontros, o fortalecimento de amizades e a descoberta de novas, a compreensão, a sinceridade e a capacidade de união, que somente nosso movimento ainda é capaz de realizar. Um abraço a todos e Vida Longa ao MTG. OPINIÃO Por: Paulo José Lucas Patrão do CTG Mata Nativa - Canoas Patrão de CTG – uma experiência única Há mais de 20 anos participo das atividades do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Assim como todos os tradicionalistas, o desempenho de funções ou cumprimento de atribuições sempre foram de forma voluntária, quer anonimamente, quer exercendo cargos nas mais diversas esferas do Tradicionalismo. Na trajetória tradicionalista tive o privilégio de conviver e aprender com importantes lideranças do Movimento, na minha entidade, no meu município, na 12ª Região Tradicionalista e a nível estadual quando participei do Conselho Diretor e da diretoria do MTG. Sempre busquei ver e ouvir atentamente, assimilando aquilo que melhor combinava com minhas convicções pessoais, com a nossa cultura regional e com as diretrizes do Movimento. Não obstante tudo que aprendi e vivenciei, posso afirmar com convicção: nada se iguala às características únicas inerentes ao cargo (ou encargo) de Patrão de entidade tradicionalista. Quando decidi concorrer ao cargo de patrão da entidade da qual participava estava plenamente ciente das responsabilidades que teria pela frente, mas não dimensionei que, além de desafiador, seria igualmente gratificante e prazeroso. É no desenvolver das atividades de patrão onde se observa, mais do que nunca, que não se realiza nada de forma isolada. No encargo de patrão pude, na prática, compreender melhor o significado dos temas; Parceria, União, Amizade e Reconhecimento. A pesada carga de responsabilidades que recai sobre um líder torna-se mais leve e, acreditem, até parece fácil quando temos muitos amigos ao nosso lado. Sempre priorizei a prática de agregar. A parceria e a delegação de atribuições estimulam de tal forma as pessoas que a dedicação só faz aumentar. Trabalhar em equipe tem duas grande vantagens: a eficiência aumenta naturalmente; a alegria e o prazer da convivência compensa qualquer sacrifício. Agora, depois de ter exercido o cargo de patrão, compreendo a razão de algumas regiões tradicionalistas possuírem em seu regimento interno a obrigatoriedade de que, para concorrer ao posto de coordenador, o tradicionalista deva ter passado pela experiência de administrar uma entidade plena. Acredito que só quem teve a oportunidade de ser patrão de entidade terá naturalmente a dimensão do tradicionalismo e suas variáveis. Estou convicto de que, após ter exercido a função de patrão por dois anos, experiência insubstituível, eu esteja pronto para assumir outras responsabilidades dentro do Movimento, não que essa condição resolva todas as questões para as quais devamos estar preparados, mas ajudará muitíssimo. Evidentemente que a humildade, o reconhecimento de que aprendemos a cada dia, a necessidade de construir parcerias, a importância do trabalho em equipe e de forma coordenada, jamais podem sair do nosso horizonte. Foto: Rogério Bastos Paulo José Lucas, Patrão do CTG Mata Nativa, ao lado do Presidente do MTG, Nairo Callegaro e Vera Rejane Fernandes, Curadora da Exposição do MTG no Memorial do RS

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Ano XV - Edição 183 EVENTOS Novembro de 2016 3 Santa Cruz pronta para a grande final do ENART PALCO A - GINÁSIO DANÇAS TRADICIONAIS FORÇA A SEXTA-FEIRA – 18/11 18h Chegada da Imagem de N. S. Medianeira 19h Abertura Oficial do ENART com Show do “CTG Aldeia dos Anjos” 20h30 Sorteio das Danças do 1º Grupo - Bloco 1 20h45 Eliminatória Danças Tradicionais - Bloco 1 SÁBADO – 19/11 08h15 Sorteio das Danças do 1º Grupo - Bloco 2 08h30 Eliminatória Danças Tradicionais - Bloco 2 12h45 Sorteio das Danças do 1º Grupo - Bloco 3 13h Eliminatória Danças Tradicionais - Bloco 3 17h Sorteio das Danças do 1º Grupo - Bloco 4 17h15 Eliminatória Danças Tradicionais - Bloco 4 20h Sorteio das Danças do 1º Grupo - Bloco 5 20h15 Eliminatória Danças Tradicionais - Bloco 5 Na modalidade Danças Tradicionais Força A. Classificam-se 20 grupos para a final de domingo. DOMINGO – 20/11 08h45 Sorteio 1º Grupo – Final Danças Tradicionais 09h Final Danças Tradicionais – Força A 19h Solenidade de Encerramento PALCO B – PAVILHÃO 2 DANÇAS TRADICIONAIS FORÇA B SEXTA-FEIRA – 18/11 20h30 Sorteio das Danças do 1º Grupo – Bloco 1 20h45 Eliminatória Danças Tradicionais – Bloco 1 SÁBADO – 19/11 08h15 Sorteio das Danças do 1º Grupo – Bloco 2 08h30 Eliminatória Danças Tradicionais – Bloco 2 12h45 Sorteio das Danças do 1º Grupo – Bloco 3 13h Eliminatória Danças Tradicionais – Bloco 3 17h Sorteio das Danças do 1º Grupo – Bloco 4 17h15 Eliminatória Danças Tradicionais – Bloco 4 20h Sorteio das Danças do 1º Grupo – Bloco 5 20h15 Eliminatória Danças Tradicionais – Bloco 5 Nas Danças Tradicionais Força B. Classificam-se 20 grupos para a Final DOMINGO – 20/11 08h45 Sorteio 1º Grupo – Final Danças Tradicionais 9h Final Danças Tradicionais – Força B 19h Solenidade de Encerramento – Palco A PALCO C – 25 DE JULHO INTERPRETE SOLISTA VOCAL SÁBADO – 19/11 08h Eliminatória Intérprete Solista Vocal Feminino Ao termino da modalidade, na sequência, eliminatória Intérprete Solista Vocal Masculino DOMINGO – 20/11 09h Final Intérprete Solista Vocal Feminino, Masculino e Conjunto Vocal Na modalidade Intérprete Solista Vocal Feminino e Masculino – Classificam-se 10 concorrentes para a Final. Na modalidade Conjunto Vocal, não haverá Classificatória, somente Final. PALCO D – SINDITABACO MODALIDADES INSTRUMENTAIS SÁBADO – 19/11 09h Final Gaita de Boca, Bandoneon, Gaita Piano e Gaita Botão (até 8 baixos e mais de 8 baixos). DOMINGO – 20/11 09h Final Violão, Viola, Violino ou Rabeca e Conj. Instrumental Nestas modalidades não haverá classificatória. PALCO E – PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO TROVAS E PAJADA SÁBADO – 19/11 09h Eliminatória Trovas (Campeira, de Martelo e Estilo Gildo de Freitas) e Final Pajada DOMINGO – 20/11 09h Final Trovas (Campeira, de Martelo e Estilo Gildo de Freitas) e Final Causo Na Modalidade Trovas classificam-se 10 concorrentes para a final. Em Pajada e Causo não haverá Classificatória, somente Final. 1h30 após o encerramento da modalidade a premiação será entregue no próprio palco. PALCO F – LONÃO DA CHULA CHULA SÁBADO – 19/11 08h Sorteio das duplas 08h30 Eliminatória Chula Na modalidade Chula, classificam-se 12 concorrentes para sábado à noite e 6 para a final. 13h Almoço 19h30 Semi final DOMINGO – 20/11 13h30 Final da Chula 1:30 após o encerramento da modalidade a premiação será entregue no próprio palco. PALCO G – CENTRAL DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO SÁBADO – 19/11 09h Eliminatória Danças Gaúchas de Salão Na modalidade Danças Gaúchas de Salão, classificam-se 15 pares para a Final de domingo. DOMINGO – 20/11 09h Final Danças Gaúchas de Salão. PALCO H – BIER HAUS DECLAMAÇÃO SEXTA-FEIRA – 18/11 20h30 5º Encontro Poético – Resgate em Prosa e Verso SÁBADO – 19/11 09h Eliminatória Declamação Feminina Na modalidade Declamação Feminina. Classificam-se 12 concorrentes para a Final de domingo. DOMINGO – 20/11 09h Final Declamação Feminina e Masculina PALCO I – ASSEMP SÁBADO – 21/11 09h Eliminatória Declamação Masculina Na modalidade Declamação Masculina. Classificam-se 12 concorrentes para a Final de domingo. 17ª MOSTRA DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA PALCO J – PAVILHÃO 3 SÁBADO – 19/11 09h às 11h - Organização e montagem 15h30 às 20h - Exposição DOMINGO – 20/11 09h Missa crioula COMISSÃO EXECUTIVA E INFORMAÇÕES Presidente Armando Gewehr 51 9995-3287 Vice-Presidente Jorge Rohr 51 9701-5516 Coordenador da 5ª RT Luiz Clóvis Vieira 51 9782-0144 Secretária Silvani J. Frantz 51 9933-3690 Secretária Cleonice Iria Gollmann 51 9933-1978 Tesoureira Daniele Macedo 51 8594-9843 2º Tesoureiro Juliano Batista 51 9729-7559 Diretor de Segurança - MTG Cel. Euclides da Silva Fil 51 9351-4380 Diretor de Logística Roni Hasstenteufel 51 9610-5877 Diretora de Prov. e Mkt Vanessa Welter 51 8253-6003 Coordenadores de Paulo R. Cardoso Acampamento Terezinha B. Franco 51 9517-5680 51 9977-3700 Coordenador de Alojamento Claudio Mariani 51 9731-0466 Coordenador Comércio Silvio Pineda 51 8406-8756 Coordenador de Limpeza Adriano 51 9859-2946 Coord. Terminais de Rádio Alberto Rohr 51 9835-9090 Coordenador Missa Crioula João Norberto Lacerda 51 9758-6009 Coordenador de Portaria Leandro Da Silva 51 9637-6648 Assessoria de Imprensa Sandra Veronezze 51 9370-0619 Assessora da Amostra Cleonice Iria Gollmann 51 9933-1978 Assessor Apoio Logístico Livio Warken 51 9724-7161 Assessoria Jurídica Jessilena Etcheverry 51 8153-1003 “O projeto ENART - Encontro de Artes e Tradição Gaúcha 2016 é financiado pelo Governo do Estado - Secretaria da Cultura - Pró-Cultura RS LIC, Lei nº 13.490/10, através do ICMS que você paga”

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4 Ano XV - Edição 183 Novembro de 2016 PROSEANDO COM TENÊNCIA Por Rogério Bastos Circuito de palestras pelo interior Ir até o interior do estado, chegar mais perto das pessoas, aquelas que voluntariamente fazem as coisas acontecerem pelo Rio grande nos dá uma grande satisfação. Só no mês de setembro e outubro visitamos quase 20 cidades (algumas fomos até duas vezes). Tapes, Maringá/ PR, Candelária, Bento Gonçalves, Curitiba/PR, Nova Bassano, Tramandaí, Venâncio Aires, Nova Hartz, Pitanga/PR, São Gabriel, Candiota, Pelotas, Vacaria, Cachoeirinha e Portão. Os assuntos tratados foram os mais diversos, mas a conclusão é que precisamos de mais pessoas se instrumentalizando para poder saciar a sede de saber que nossas entidades têm. Não está somente no “cumprir” o evento para o projeto da prenda ou do peão, mas em levar conhecimentos e debater questões importantes. O Encontro Regional de Patrões não deve ser tratado como um local para divulgar o evento da sua entidade, mas para debater ideias, trocar informações e experiências. Temos de ajustar o foco desta lente, ou o resultado sairá desfocado. Severino Moreira Entrevistamos para esta edição do Eco da Tradição Severino Moreira, escritor radicado em Candiota, onde faz parte do CTG Candeeiro do Pago. Severino está em seu 8º livro, sempre com temáticas alusivas as coisas da nossa terra. Moreira escreve para festivais nativistas, o qual tem uma grande identificação, mas seu livro, “Os Chás e a Fé”, vem para preencher uma lacuna deixada há muitos anos quando se esgotou ”Medicina Campeira e Povoeira”, de Hélio Moro Mariante. A conduta Ética - Reflexões O que seria ter uma conduta ética? Vejo algumas pessoas falarem: “Mas não tem ética!” – O que seria ela? Seria um conjunto e valores que temos para dirigir nossa conduta? Ela pode ser relativa ao tempo e ao espaço? Para Immanuel Kant (1724-1804) ético é aquilo que pode ser feito não somente para um, mas para todos. Dizia ele que deveríamos falar a verdade o tempo todo. A palavra ética, derivada de ethos (aquilo que pertence ao “bom costume”, “costume superior”), difere-se de moral, pois, enquanto esta se fundamenta na obediência a costumes e hábitos recebidos, a ética, busca fundamentar as ações morais exclusivamente pela razão, sendo uma escolha individual. Na inquisição, sob um lema de “misericórdia e justiça” era ético matar uma mulher acusada de feitiçaria, também já foi ético bater, o holocausto, ou seja, mesmo algo que hoje não é, um dia foi ético. Por isso o relativo ao tempo e espaço. Leandro Karnal, ao analisar a ética e a política, diz que a política brasileira é o rosto da nação. Fala ele que, um profissional desempenhando sua atividade, reclamando da corrupção no governo e na classe politica do Brasil, no final da atividade pergunta para o cliente se ele quer ou não nota fiscal – sem ver qualquer relação com o que acabara de falar. Ser ético é uma opção individual. Podemos até não mudar o mundo, mas com certeza vamos fazer a nossa parte no processo de mudança. A pirâmide ética começa na família e na escola, indo até a República. MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Calendário do MTG - 2016 DATA 12 18 a 20 19 9 a 11 9 10 13 EVENTO NOVEMBRO DE 2016 6ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR FINAL ENART 2016 - ENCONTRO DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA 17ª MOSTRA DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA DEZEMBRO DE 2016 FEGADAN - FESTIVAL GAÚCHO DE DANÇAS e FEGACHULA PRAZO FINAL - ELEIÇÕES COORDENADORIAS REGIONAIS REUNIÃO DE ENCERRAMENTO - CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA PRAZO FINAL - APRESENTAÇÃO PROPOSIÇÕES P/ 65º CONGRESSO TRAD. GAÚCHO CIDADE STA CRUZ DO SUL STA CRUZ DO SUL CRIUVA RTs CRIUVA RTs Informações sobre os cursos em www.mtg.org.br ou pelo fone 51 3223 5194 ou pelo e-mail: cursos@mtg.org.br. 22/11/2016 CFOR BÁSICO CURSOS SÃO VICENTE DO SUL - 10ª RT OBS: Calendários sujeitos a alterações de acordo com a necessidade Departamento de cursos conclui a 2º módulo do CFor Avançado O Departamento de Formação Tradicionalista e Aperfeiçoamento realizou nos dias 22 e 23 de outubro, o segundo módulo do Curso de Formação Tradicionalista Avançado, na Sede do MTG, em Porto Alegre. Diferente do primeiro módulo, o clima foi o de reencontro de amigos. A formação, pelo turno da manhã de sábado, ficou a cargo de Manoelito Savaris, que abordou a temática: “História do Rio Grande do Sul e a Formação do Gaúcho”. O turno da tarde foi de responsabilidade da professora/mestre, Luciane Brum, que abordou as Teses: “O Sentido e o Valor do Tradicionalismo” e “O Sentido e o Alcance Social do Tradicionalismo”. Luciane teve, ainda, a sensibilidade de aceitar o convite de dispor um tempo de sua formação para participar com os alunos do “Sarau Literário”, alusivo ao cinquentenário do Movimento Tradicionalista Gaúcho, no Memorial do Rio Grande do Sul. No domingo a palestrante da manhã foi Marilane Pires Mendes que abordou “Ideologia, Carta de Princípios, História e Significado”. “É necessário dizer que o grupo aprimorou a capacidade de interação, participação e troca de experiências” – disse Lucia Andrade, diretora do departamento de cursos. Domingo, na parte da tarde, as palestras ministradas por Marco Antônio Varela foram: Gestão de pessoas, Liderança, Relacionamento Interpessoal, Gerenciamento de Conflitos, Gerenciamento de Entidades, Criatividade e Ética. “Como era de se esperar o grupo apresentou interesse, motivação, priorizando a construção de conhecimentos que ao alongo do curso, conclui-se, serve para sua vida tradicionalista, profissional e pessoal”- avaliou Lucia. Agradecimento O Departamento de Formação Tradicio- nalista e Aperfeiçoamento agradece a todos os palestrantes que contribuíram, voluntariamente, com muito afinco para realizarmos mais uma formação, com excelente qualidade e, aos cursistas que deram o seu melhor a fim de aprimorar seus conhecimentos frente ao tradicionalismo, lembrem sempre: “Celebrar a vida é reencontrar amigos. Celebrar a vida é falar sobre o presente e o passado ao mesmo tempo. Celebrar a vida é rir e se emocionar, é resgatar e recordar com saudades o que se vive juntos.” Foto: Divulgação/Depto.Cursos EPloMormalitra REREFFLLEEXXÃÃO O “Cada sonho que você deixa para trás, é um pedaço do seu futuro que deixa de existir” (Steve Jobs) Turma: “Sentinelas do Cinquentenário” irá se formar no sábado, do Congresso Tradicionalista, em janeiro

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Ano XV - Edição 183 NOTICIAS Novembro de 2016 CEVANDO O MATE 5 Por Sandra Veroneze Inter de Marau proporcionou momentos únicos O Prêmio MTG de Jornalismo Alojados no mesmo local, os CTGs Thomaz Luiz Osório, de Pelotas, e Heróis Farroupilhas, de Caxias do Sul, conviveram como uma só entidade por dois dias. Um acidente na BR 116, perto da cidade de São Lourenço, fez com que o CTG Thomaz Luiz Osório viajasse 12 horas, chegando em torno das 6 horas da manhã em Marau. Quando chegaram, o CTG Heróis Farroupilhas já estava alojado e descansavam, pois haviam chegado no dia anterior. “Falamos para nossa turma tirar as bagagens e fazer silêncio total, apesar de estarem cansados de uma longa viagem de 12 horas” – conta Milton Goulart, professor do grupo pelotense. Às 7 horas o CTG Thomaz já descansava, quando, duas horas depois, o pessoal do Heróis começou a despertar. Foi quando um coordenador do grupo pediu silêncio para que os integrantes do outro CTG descansassem. “Enfim, veio o almoço, e o pessoal começou a almoçar e a conversar uns com os outros” – conta Milton. Cada um fez a sua comida e depois foram assistir e torcer pelos seus concorrentes individuais, além é claro, de marcar palco e ensaiar. “Finalizamos o nosso ensaio conforme o horário combinado entre as duas coordenações. Disse a eles que a única coisa que não iria acontecer naquele momento e, não seria possível, devido nossa intensa atividade física, seria o abraço, que foi motivo de risada e gargalhadas geral” - brincou. Foi um momento de troca de gentilezas de ambas as partes dividindo o mesmo espaço, se alimentando no mesmo lugar, pernoitando juntos e assistindo o ensaio um do outro. Deveria parecer algo normal, mas foi um momento raro. “Agradeço à Marina Martins e ao Ronaldo Estevo pelo ótimo final de semana que tivemos ao lado do CTG Heróis Farroupilhas. Isso nos fez voltar aos velhos tempos de Farroupilha, dos acampamentos, das cantorias e integração. Enquanto ensaiávamos, eles ajustavam os seus pertences como passar roupas, outros se alimentavam e outros assistiam ao nosso ensaio e assim se procedeu quando eles foram ensaiar com o Ronaldo” – falou Milton, que também é professor do grupo.. “Tivemos um domingo de muitas músicas, brincadeiras, almoço, diversão enfim... Não queremos aplausos e honrarias por tal atitude, hoje foi com o Heróis e amanhã poderá ser com qualquer outra entidade tradicionalista. É nosso dever. Ainda é possível dois concorrentes, do mesmo festival, dividir e conviver no mesmo espaço” – concluiu. O Movimento Tradicionalista Gaúcho realizou em 2016, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio MTG de Jornalismo. A entrega dos troféus, neste ano, aconteceu durante a solenidade em homenagem aos 50 anos da instituição, com o objetivo de reconhecer o esforço, empenho e sucesso de jornalistas que desenvolvem matérias de cunho tradicionalista para jornais, rádios, tevês e sites. Alguns aspectos positivos a serem destacados: 1. O aumento do número de inscritos em mais de 20%, o que demonstra a importância crescente da iniciativa entre os profissionais de comunicação. A tendência, em se realizando um trabalho continuado e consistente, com critérios bastante claros, é de se sustentar essa linha ascendente. 2. Representatividade de todos os suportes, o que exemplifica, em última instância, que o tradicionalismo é pauta em jornais impressos e suas versões eletrônicas, rádios, tevês, enfim. Ou seja, está ocupando seu espaço na mídia, ou, pelo menos, algum espaço, no contexto de uma sociedade contemporânea tão ansiosa e adepta por novidades. 3. Participação de veículos de diferentes níveis de penetração e importância no Rio Grande do Sul... Nas duas edições do prêmio inscre- veram-se veículos de comunicação com ampla cobertura estadual e também aqueles com atuação bastante local, competindo de igual maneira, sem distinção. 4. Com vistas à inscrição na edição seguinte, diversos veículos e jornalistas prepararam pautas especiais, o que amplia imensamente a presença do tradicionalismo na pauta jornalística dos veículos ao longo do ano inteiro. 5. Considerando os critérios do Prêmio e a preparação dos profissionais para suas edições seguintes, ganham maior espaço as matérias interpretativas, nas quais existe um maior aprofundamento dos temas. Isso significa uma conversa melhor qualificada dos tradicionalistas com setores da sociedade que têm menor contato com o tradicionalismo. Como ‘feito é melhor que perfeito’ e como todo projeto em fase embrionária, que está se experimentando, deve ainda passar por diversas mudanças e aperfeiçoamentos até sua fase mais madura, o Prêmio MTG de Jornalismo dá seus passos de maneira humilde e dialética. Nesse sentido, todas as sugestões de melhorias que você, caro leitor, tiver para a iniciativa, pode ser enviada para o e-mail imprensa@mtg.org.br. Até a próxima. O som do coração, no palco do ENART O grupo adulto do CTG Bento Gonçalves, de Santa Maria, 13ª RT, leva para o palco do Encontro de Artes e Tradições Gaúchas, o tema inclusão Por Rodrigo Gonçalves Com coreografias de Robson Cavalheiro e Bem-hur de Barros e músicas de Josemar Dias, com letra de Juliano Santos, o grupo promete emocionar o público que vai acompanhar as danças tradicionais Força “A”. Para trabalhar o tema inclusão, o grupo leva para o tablado dois dançarinos cegos. Tiago Zambrano participa desde a infância do Movimento Tradicionalista Gaúcho. O tablado era sua segunda casa e seu ápice como dançarino foi realizado nos palcos do ENART, onde dançou por vários anos. Escutar as palmas e ver o público, o emocionavam. Mas o destino lhe foi traiçoeiro e lhe roubou um de seus maiores dons: A visão. Foi preciso reaprender a ver o mundo de outra maneira e a cada dia superar novos obstáculos, acreditando que ainda era possível ser feliz. Agora mais do que nunca o som tornou-se seu guia. A precisão do sapateado lhe ajuda a perceber outros movimentos. A repetição das danças colabora para reencontrar uma nova rotina de passos. Foi preciso aprender a ver com os olhos do coração e perce- Daverlan Dalla Lana e Tiago Zambrano estarão no palco do ENART ber que há muita luz na escuridão, agora, guiado pelo som, ele tem a oportunidade de estar, novamente, em Santa Cruz do Sul, no palco do ENART. A sequencia o faz acertar o passo, o som e o compasso. Daverlan Dalla Lana teve deslocamento de retina aos oito anos de idade e desde então não enxerga, nunca teve contato com grupos de dança, até que foi convidado a conhecer a invernada adulta do CTG Bento Gonçalves. Na entidade, ao escutar as músicas tradicionais e ouvir os sons dos dançarinos executando os movimentos dos sapateios e sarandeios, apaixonou-se pelo ritmo e embarcou junto na jornada. O grupo vai levar ao palco do ENART dois grandes jovens guerreiros, duas lindas histórias de vida de pessoas que mostraram que todos os dias deve-se acreditar nos sonhos e que tudo é possível, mesmo vivendo na “escuridão”. Os dois personagens principais desta história, Tiago Zambrano, hoje com 40% de visão, e Daverlan Dalla Lana, 100% cego, renovaram o espírito do grupo mostrando que jamais é permitido desistir. TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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6 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 183 Novembro de 2016 ESPAÇO DA CBTG Por: Aline Kramer Assessora de Comunicação da CBTG - DRT-MS 50/2004 Campo Grande sediou encontro da tradição gaúcha do MTG-MS Com a participação de nove CTGs, o MTG-MS e o CTG Tropeiros da Querência realizaram nos dias 15 e 16 de outubro o 10º Rodeio Artístico e Cultural do Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. “Estivemos reunidos na capital morena para promovermos, além da integração entre os CTGs, a preservação, o fortalecimento e a valorização da tradição e do folclore gaúcho. O Rodeio é realizado duas vezes ao ano e trata-se de uma competição entre as entidades tradicionalistas do nosso Estado, compreendendo algumas modalidades em conjunto e individuais”, explicou o Presidente do MTG-MS, Natal José Marchioro. De acordo com a comissão organizadora, as modalidades realizadas foram Danças Tradicionais Gaú- chas, Danças Gaúchas de Salão, Chula, Música (Intérpretes e Conjuntos Vocais) e Declamação. “Recebemos cerca de 180 inscrições das modalidades e reunimos 800 integrantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho nesta grande festa de integração artística e cultural”, enfatizou Mario Marcio Cavanha, Patrão do CTG Tropeiros da Querência. O Presidente da CBTG, João Ermelino de Mello, e sua esposa, Carmen Beatriz, prestigiaram o evento. “Mais um evento no Mato Grosso do Sul que apresenta em sua essência a preservação e valorização da tradição e folclore Gaúcho e Sul-mato-grossense. Além de integrar a grande família tradicionalista presente em nosso Mato Grosso do Sul”, disse João Mello. Foto: Divulgação Diretores do DJ-MTG-MS realizam projetos 1ª Prenda do MS, Kristianne Perez e o 1º Peão Guaicuru do MS, Pedro Garcia, realizam projetos de responsabilidade social e cultural pelo MS Com o objetivo de movimentar os jovens tradicionalistas do Mato Grosso do Sul, os Diretores do Departamento Jovem do MTG-MS, Kristianne Perez e Pedro Garcia, desenvolvem alguns Projetos. Juntamente com a 2ª Prenda Veterana da CBTG, Andreia Fachi, eles realizaram uma Campanha do Agasalho durante o 27º Fegams (Festival Sul-mato-grossense de Folclore e Tradição Gaúcha). Com a colaboração de todas as entidades tradicionalistas do Estado, os organizadores arrecadaram em torno de duas mil peças entre roupas, agasalhos, cobertores e calçados. Toda a arrecadação foi doada a uma entidade social do município sede do Festival. Em outro Projeto, os Diretores do DJ-MTG-MS, realizaram junto à Patronagem do CTG Querência do Sul, de Dourados-MS, a reestruturação do Departamento Artístico e Cultural da entidade. “Este CTG, que passa por fase de reestruturação em suas atividades, conta com uma Invernada Mirim, grupo de Declamadores e Prendado e Gestão de Peões atualmente ativos”, explanou Pedro Garcia. No CTG Querência da Saudade, de Ponta Porã-MS, com o apoio da Patronagem e colaboradores, realizaram no Dia da Independência uma Gincana Cultural com a participação de toda a entidade. Conforme os Diretores Jovens, a finalidade da atividade foi estreitar laços fraternais entre jovens e adultos, bem como ensinar de maneira recreativa conhecimentos sobre a cultura gaúcha. Ainda na entidade que fazem parte, a 1ª Prenda do MS, o 1º Peão Guaicuru do MS, realizaram junto a 3ª Prenda da CBTG, Daiane Pereira e o 1º Peão Tradicionalista da CBTG, Carlos Farid Molas, um projeto de caráter social: a campanha de Doação de Sangue. “Com o tema ‘O Tradicionalismo Gaúcho Salvando Vidas’, objetivamos reunir integrantes e familiares do CTG e toda sociedade ponta-poranense para ajudarmos a salvar vidas”, enfatizou Kristianne Perez. Além da realização dessas atividades, os Diretores do DJ-MTG-MS, colaboram diretamente com todas as entidades tradicionalistas do Estado, por meio de reuniões periódicas, na elaboração, execução e divulgação das atividades de cada entidade pertencente ao MS. Foto: Divulgação Invernadas mirins, juvenis, adultas e veteranas dançam à moda gaúcha em seus festivais Festival Rio em Rimas realiza sua 6ª edição O festival de trovas “Rio em Rimas”, que acontece na cidade de Manoel Viana, chega à sua 6ª edição entre os dias 4 e 6 de novembro, sempre firme no objetivo de valorizar, divulgar e praticar a arte da trova nas modalidades: Campeira (Mi maior de Gavetão), Estilo Gildo de Freitas e Martelo, promovendo o encontro e a confraternização entre os trovadores, seus amigos e fãs, bem como incentivar o surgimento de novos participantes para que a arte da trova não se perca com o tempo. O evento vai homenagear o empresário e amigo da trova João Dionísio de Moura Gomes e, “in memoriam”, o idealizador do festival, Protásio Xavier Santiago Luiz, falecido em 4 de maio deste ano. O “Rio em Rimas” é promovido e realizado pelo CTG Vaqueanos das Missões - que atualmente tem como patroa, Vera Lucia dos Santos Luiz através de uma Comissão Organizadora que é presidida pela professora Zélia Guareschi Fagundes, secretariada por Nedi de Moura e, tendo como tesoureiro, Paulo Pugliero Gonçalves. Mesmo com todas as dificuldades o evento acontece pelo esforço, dedicação e colaboração de comissão, empreendedores culturais e pessoas que, individualmente, ajudam para que sejam conseguidos os valores necessários para a realização do festival. A comissão avaliadora será composta por Volnei Corrêa (Sapucaia do Sul), João Maciel (São Luiz Gonzaga) e Cravinho (São Gabriel). Fonte: Blog da Cultura Valdevi de Lima Maciel Mesmo distantes do Rio Grande do Sul eles lutam para preservar e valorizar as tradições gaúchas CBTG apresenta logotipias alusivas aos 30 Anos

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Ano XV - Edição 183 ESPAÇO DO IGTF Por Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Novembro de 2016 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro Canção e Literatura Simpatias ou Atos Por estes dias foi anunciado o vencedor do prêmio Nobel de Literatura de 2016. De pronto se instalou nas redes sociais uma intensa discussão sobre a escolha da Academia Sueca. Normalmente tais decisões tendem a aprovações, indiferenças e contestações. Este ano parece que a questão ganhou novos contornos. O premiado é Bob Dylan – ícone da canção norte-americana, aplaudido pelo mundo. A discussão, se não me equivoco, passou longe da contestação da obra do cancionista. O que gerou alguns arrepios e vozes exaltadas daqui e de acolá foi, tentando resumir, a pergunta: como um criador popular de canções ganha um prêmio de literatura? Devo desde já incluir-me entre aqueles que vibrou com a notícia. Tenho, sempre que posso, manifestado que compreendo a canção como um gênero literário (hibrido talvez, pela inerente interface com a música), mas reconheço e respeito disposições em contrário. E acredito que através da canção popular pode-se investigar profundamente a alma de um povo. É isto que busca fazer uma publi- cação recém lançada pela Arquipélago Editorial: O alcance da canção – estudos sobre música popular. Com organização dos professores Luiz Augusto Fischer e Carlos Augusto Leite, conta duas dezenas de artigos sobre diversos aspectos do universo da canção brasileira e internacional. Naturalmente, como este espaço é dedicado à reflexão de temas da cultura regional, quero destacar três capítulos cuja leitura me parece indispensável para aqueles que buscam que não se apaguem as brasas debaixo destes nossos assados: Alcances da música popular no Prata – a milonga solta no tempo, de Marcos Miraballes Sosa; Atahualpa Yupanqui – Silêncio, Caminho, Guitarra e outros nomes, de Demétrio Xavier; e Califórnia da canção – Poesia e a invenção do Nativismo, de Álvaro Santi. São estudos que alargam as visões sobre o cancioneiro musical sul-rio-grandense. Fazem-nos viajar pelas estradas reais e pelas vielas e becos da cultura regional. Da gauchesca platina até a primeira milonga gaúcha – Milonga do contrabando, do genial Luiz Menezes. Literatura, sim, salve a canção popular! 24ª RT realiza etapa do circuito de rodeios sem musical Beatriz Colombelli O controle musical das danças tradicionais, também, passou pelas mãos dos instrutores das invernadas. É no computador que Alessandro Otto Salgado, do CTG Querência do Arroio do Meio, dá o tom para cada música apresentada por seus dançarinos. Com o mesmo procedimento, as demais 21 invernadas realizaram suas apresentações no Circuito de Rodeios Artísticos, que ocorreu no Parque Municipal do Chimarrão, dia 23. Organizado pelo Centro de Tradições Gaúchas Erva-Mate e a 24ª Região Tradicionalista, a terceira etapa deste ano, não teve conjunto musical, conforme regulamento regional. Uma integrante de patronagem, de um grupo venâncio-airense, destacou que a medida adotada para dançar, apenas com CD, amenizou os custos e incentivou as invernadas. Segundo ela, o valor do grupo musical para o evento ficaria em torno de R$ 2 mil. Segundo, Luce Carmen Mayer as inverna- das têm a oportunidade de participar de quatro rodeios durante o ano, por conta das etapas, e com isto outras entidades se estimulam a criar suas invernadas artísticas, como é o caso do CTG Querência do Sério, do município de Sério, que participou pela primeira vez na Região. Patrão do CTG Erva-Mate, Marcos Cézar Roesler, avalia que cerca de 800 pessoas, entre dançarinos, familiares e voluntários da entidade passaram pelo rodeio. A próxima etapa, que fecha o ano, será realizada no dia 11 de dezembro, organizado pelo CTG Chaleira Preta, na sede da entidade em Linha Bem Feita – Venâncio Aires. Foto: Beatriz Colombelli Uma nova experiencia na 24ª RT Intencionais O homem, em todos os tempos, procurou dominar o sobrenatural, as forças divinas ou os santos oficiais da igreja. Para isso faz promessas e penitências, acende velas, usa talismãs, guias, santinhos e pratica muitas outras ações para alcançar seus objetivos. Como Simpatia ou Ato Intencional, podemos classificar todos os atos praticados por estas pessoas na busca pela obtenção de algo de seu interesse. É uma maneira de forçar a divindade ou as forças ocultas a atenderem à própria vontade. Pode estar ligada a qualquer religião, ou a nenhuma. Algumas Simpatias - Para chamar alguém que se quer ver, dá-se um grito pelo nome da mesma sob a mesa. - Para limpar o tempo coloca-se carvão dentro de uma poça d’água. - Para parar a chuva faz-se uma cruz de sal em frente a porta da casa. - Para curar íngua: amarrar no lugar da íngua um saquinho com cinza e três grãos de feijão. - Para curar berruga: na sexta-feira colocar um pedaço de carne fresca e passar em cruz até a carne ficar branca. - Para curar dor de dente, amarrar no braço um dente de alho envolto em pano branco. - Para rendidura no umbigo - na sexta-feira santa levar a criança num gramado e cortar a grama na forma do rosto. Quando a grama crescer e fechar novamente a rendidura fica curada. - Para prender namorado: escrever 3x o nome do rapaz (ou moça) e o nome da pessoa interessada em cruz sobre o mesmo, dobrar o papel sete vezes e colocar num pote com mel. Colocar algodão em cima e fazer o pedido três vezes. Fechar o pote esconder para ninguém ver. - Para que uma pessoa se enoje de outra: cortar um limão ao meio, escrever no papel os nomes desejados colocando no meio do limão, por sal e pimenta, fechar e amarrar com barbante e jogar em agua corrente. - Para parar de fumar: colocar dois cigarros num copo com água, deixar durante a noite e de manhã beber esta agua. - Para crescer as unhas cortar na lua crescente. - Para atrair namorado - no dia oito de qualquer mês derramar a metade de uma garrafa de guaraná em agua corrente dizendo “ meu Santo Antonio, toma a metade deste guaraná, mas te peço que me tragas um namorado. Quando atenderes o meu pedido, dou-te a outra metade”. Guardar a outra metade para cumprir a promessa. - A mulher que não quer ter filhos, deve no dia do casamento colocar sal grosso num copo virgem, enterrar sob uma árvore dizendo: “quando o sal nascer, eu quero filhos.” MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO - 7ª REGIÃO TRADICIONALISTA “De mãos dadas, em defesa da cultura gaúcha” Rua Dr. César Santos, 295 – Bairro Cidade Universidade – Cep 99051-200 – Passo Fundo – RS CNPJ: 04.655.244/0001-63 Telefone: (54) 3313-3606 EDITAL DE CONVOCAÇÃO A Coordenadora da SÉTIMA REGIÃO TRADICIONALISTA, no uso das atribuições legais que confere o Estatuto, artigo 14 paragráfo 3, convoca os patrões (delegados) das entidades filiadas, que tenham o minimo de 75% (setenta e cinco por cento) de participação nos Encontros Regionais de Patrões e quites com a tesouraria, para participar da ASSEMBLÉIA GERAL ELETIVA, a ser realizada no dia 30 (trinta) de novembro de 2016, no CTG Fagundes dos Reis, sita a Rua Alagoas, 300 – Bairro São José, na cidade de Passo Fundo-RS, as 19:30 horas, em primeira convocação com 2/3 dos filiados e as 20 horas com qualquer numero filiados para tratar da seguinte ordem do dia: 1 – Assuntos Gerais 2 – Eleição da coordenadoria gestão 2017 As chapas completas confome determina o Estauto poderão ser inscritas até o dia 22 de novembro de 2016 na sede da coordenadoria no horário de expediente. Gilda Galeazzi Coordenadora

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8 Ano XV - Edição 183 CINQUENTENÁRIO DO MTG Novembro de 2016 Deputados e senadores se reúnem para homenagear o MTG na Câmara Federal, em Brasília Dezenas de homenagens têm sido feitas pelos 50 anos do Movimento Tradicionalista Gaúcho por todo o Rio Grande do Sul. Uma, em especial, foi realizada no dia 11 de outubro, durante Sessão Solene no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, e teve como proponente o deputado federal Afonso Hamm (PP-RS). A mesa das autoridades foi composta pelo deputado proponente, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), o representante do governo do Rio Grande do Sul, Otaviano Fonseca, o representante da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG), Wilson Porto, o Presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho do RS, Nairo Callegaro, o Presidnte da CBTG, João Ermelino de Mello, a primeira prenda do Rio Grande do Sul, Roberta Rodrigues Jacinto, de Bagé, e a terceira prenda mirim do RS, Isabela da Silva, do município de Osório. Também se fez presente a Presidente do MTG do Planalto Central, Loiva Lopes Calderan. Durante o pronunciamento, Afonso Hamm destacou a importância do MTG que está espalhado por todo país e, pelo mundo, que tem papel primordial de valorizar a cultura, a história, resgatar valores e ensinar jovens e crianças a cultuar as tradições. Hamm observou algumas atividades desenvolvidas pelo Movimento como as cavalgadas, o desfile dos tradicionalistas do dia 20 de setembro, que, com a obrigação dos exames do mormo, tem inviabilizado ou mesmo dificultado a participação dos cavalarianos devido ao alto custo para a realização por animal. O Presidente Nairo em seu pronunciamento lembrou que o Movimento ainda é jovem, pois tem apenas 50 anos, mas cumpre com seu papel social, pois tem uma abrangência muito grande, divulgando valores que preservam a cultura do Rio Grande do Sul. “Eu havia escrito algo para ser dito neste momento, mas as vezes temos que falar com o coração, com a emoção, carregados com valores que carregamos desde criança. Valores, senhores, que os gaúchos carregam ao sair do estado, por isso o tradicionalismo se espalhou pelo Brasil com CTGs e mais sete federações, além da nossa.”, concluiu Callegaro. O Presidente do MTG disse que estar em Brasília, no Congresso Nacional, onde inúmeras decisões que são tomadas interferem diretamente na vida dos brasileiros, é uma satisfação e uma honra para o Movimento Tradicionalista Gaúcho. Quando se manifestou, o deputado Celso Maldaner (PMDB-SC) avaliou que os rodeios, tradicionais em festas gaúchas, correm risco. Ele lembrou que o Supremo Tribunal Federal aceitou recentemente ação contra as vaquejadas. “As maiores festas gaúchas são as dos pequenos municípios. Se a gente não cuidar, vão querer nos proibir até de andar a cavalo”, criticou. Foto: Alexandre Ferreira Senadora Ana Amélia Lemos (E), Nairo Callegaro e o Deputado Afonso Hamm (C) Foto: Divulgação A 23ª RT homenageou o MTG em diversas cidades. Aqui, o registro de Osório Foto: Divulgação Nairo (C), em Camaquã, com o Coordenador da 16ªRT, Flávio Menezes (E) e tradicionalistas Foto: Vera Lúcia Otton Homenagens pelo Rio Grande do Sul Ainda no mês de outubro o MTG recebeu diversas homenagens pelo interior do estado. Contando com a presença do Presidente do MTG, Nairo Callegaro, o Vice-presidente de Esportes, Martim Guterres Damasco, o Coordenador da 23ªRT, João Luz, a 3ª Prenda Mirim do RS, Isabella Nunes, as Conselheiras do MTG, Cátia Gomes e Jane Bitsk, e do Vice-presidente da FCG/MTG, Gustavo Bierhals, foi recebido na Camara Municipal de Osorio a homenagem pelos 50 anos do MTG, no dia 17. Dia 19 de outubro foi a vez da 16ªRT, em Camaquã, no Cine Teatro Coliseu. No mesmo dia a 26ªRT homenageou em duas localidades: em Pelotas e Capão do Leão. No dia 21, o Coordenador Jorge Peixoto e o Conselheiro Fiscal, Firmo Farias, receberam o Vice-presidente de Esportes do MTG, Martim Guterres Damasco, na Câmara de Vereadores de Canoas para que a 12ªRT e o MTG recebessem a homenagem pelos 50 anos. No dia 24, a Camara Municipal e a cidade de Tramandaí homenagearam o MTG. Dia 25 foi a vez da capital de todos os gaúchos reconhecer o cinquentenário da federação, promovendo uma sessão especial, proposta pela mesa diretora e o presidente Cassio Trogildo,. E no dia 27, a Assembleia Legislativa, atendendo a solicitação do Deputado Gilmar Sossela, homenageou o Movimento Tradicionalista Gaúcho, pela passagem dos seus 50 anos de história, preservação e valorização da cultura gaúcha. A 3ª edição do FEGADAN, Festival Gaúcho de Danças - e a 2ª edição do FEGACHULA, serão realizados de 09 a 11 de dezembro em Criúva, juntamente com o Rodeio do CTG Pousada dos Tropeiros. Deputado Gilmar Sossela propôs a homenagem aos 50 anos do MTG na Assembleia Gaúcha TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XV - Edição 183 CINQUENTENÁRIO DO MTG Novembro de 2016 9 Em exposição no Memorial do Rio Grande do Sul, os 50 anos do MTG - Tradição e Legado De 18 a 30 de outubro, no Memorial do RS, na Praça da Alfândega, na capital, aconteceu a Exposição “50 anos do MTG - Tradição e Legado”, com entrada franca. No dia 22, Rômulo Chaves, autor da música dos 50 anos, participou do Sarau ao lado de Jean Kirchoff , Zulmar Benitez e Anelise Severo. Na noite do dia 18, aconteceu a solenidade de abertura do evento com a participação do folclorista, compositor, pesquisador e escritor João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, que falou sobre “Tradição e Cultura”. No dia 26 de outubro foi realizado o painel “50 Anos do MTG”, abordando História, legado e o futuro do Movimento Tradicionalista Gaúcho. E no dia 27 de outubro um painel com o escritor Alcy Cheuiche, falando sobre “Obras literárias - a importância da cultura regional para identidade do Gaúcho”. Durante a abertura o Secretário de Estado da Cultura, Victor Hugo, representando o Governador do Estado, José Ivo Sartori, elogiou Paixão Cortes, o MTG, e o trabalho voluntário realizado pelo tradi- Foto: Vera Lúcia Otton cionalismo gaúcho em cada CTG do Rio Grande do Sul: “Organizam e entregam tudo pronto, um trabalho voluntário elogiável, só temos de abrir as portas da casa para a cultura entrar” – disse o secretário. O Presidente do MTG, Nairo Callegaro, agradeceu ao secretário a cedência do espaço no Memorial do RS, cumprimentou Paixão Cortes agradecendo o legado deixado, os ensinamentos e relembrando a simplicidade de como eram as coisas: “Ainda levado pela mão, por minha irmã, para dançar o pezinho, lendo seu manual azul, tudo era tão simples. Temos que resgatar esse jeito simples das coisas” – disse Callegaro. Paixão, bastante emocionado na abertura do Foto: Rogério Bastos evento, disse que a importância de tudo eram as pessoas que absorveram as heranças autênticas que foram trazidas através do tradicionalismo. “Estão no coração de Porto Alegre sedimentando aspectos que se foram e, ao mesmo tempo, abrindo horizontes para novas conquistas. O Rio Grande não parou”, comemorou o ícone do tradicionalismo gaúcho. O folclorista lembrou ainda que tudo começou com jovens estudantes do Colégio Júlio de Castilhos que fundaram o 35 CTG, uma entidade que não existia igual no mundo. No dia 22 de outubro foi realizado um Sarau onde, Rômulo Chaves, autor da música dos 50 anos, abrilhantou ao lado de nomes como Anelise Severo, Zulmar Benitez e Jean Kirchoff. Foto: Rogério Bastos Elenir Winck (E) ao lado de Rômulo, apresenta os artistas no Sarau Exposição contou um pouco da história do Movimento Tradicionalista Paixão: “O tradicionalismo deixou de ser de galpão para ser universal” MTG entrega prêmio de jornalismo aos agraciados O Centro de Eventos da Cultura Gaúcha, Almir Azeredo Ramos (nome dado à Casa do Gaúcho, na Estância da Harmonia, em memória do Coordenador da 1ª RT, de 2000, assassinado naquele ano) recebeu centenas de tradicionalistas para a festa de aniversário do Movimento, na tarde e noite do dia 29 de outubro. Elomir Malta conduziu o cerimonial de aniversário anunciando o prêmio MTG de jornalismo, que foi criado no ano de 2015, sendo a sua segunda edição. A imprensa, que possui uma importância muito grande em informar, formar opinião e globalizar as informações, foi homenageada pelo Movimento Tradicionalista. O premio MTG de jornalismo destaca profissionais, estudantes e veículos de comunicação. O troféu tem como objetivo reconhecer o papel da imprensa e seu compromisso com a história, cultura e folclore do Rio Grande do Sul. Foto: Rogério Bastos Foram agraciados com o prêmio MTG de jornalismo 2016: - MELHOR COBERTURA DE EVENTO ARTÍSTICO: Michelle Treichel, Jornal Gazeta do Sul, Enart 2015 - MELHOR MATÉRIA JORNAL IMPRESSO: Beatriz Colombelli, do jornal Folha do Mate, Qual o ValoR$ deste sonho? - MELHOR CADERNO ESPECIAL: Carla Ruas, do jornal Zero Hora com a Cobertura Acampamento Farroupilha de Porto Alegre - CATEGORIA MELHOR MATÉRIA DE SITE, BLOG OU FANPAGE: Roberto Cabral Azambuja e Marcelo Carôllo de Oliveira do blog Zero Hora.com , com o Conjunto de matérias especiais Ao Pé da Letra - CATEGORIA MELHOR MATÉRIA DE TV (PROFISSIONAL): Nádia Regina Strate, da RBSTV, com o Conjunto de matérias especiais sobre dança TV, A Dança Tradicional Gaúcha Foto: Rogério Bastos - CATEGORIA MELHOR MATÉRIA DE TV (ESTUDANTE): Thais Dutra da Rosa com o Rodeio em Flores da Cunha - MELHOR FOTOGRAFIA: Alvaro Pegoraro do Jornal Folha do Mate Para os atos que seguiram foram até o palco, para juntar-se ao Presidente do MTG, os vice-presidentes: de administração e finanças Nilton Otton, de Cultura Elenir Dill Winck, Campeiro José Alvoni Araújo, artístico José Roberto Fischborn e de Esportes campeiros Martin Guterres Damasco. Foram feitas homenagens e entrega de comendas e medalhas. Os Deputados Federais Afonso Hamm e Pompeu de Mattos e o Deputado Estadual e, atual Secretário da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Ernani Polo, receberam o titulo de Conselheiros Honorários do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Foto: Divulgação Beatriz Colombelli, da Folha do Mate, levou o prêmio para Venâncio Presidente Nairo, ao centro, com os vencedores do prêmio de 2016 Thais Dutra, 1ª Prenda Veterana da CBTG, foi uma das premiadas

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10 Ano XV - Edição 183 Novembro de 2016 MTG comemora 50 anos em uma grande festa de galpão para ser universal”, disse Paixão C As comemorações começaram com o lançamento da logotipia o�icial em 2015, depois vieram as moedas, as facas e o livro dos 50 anos, este último, lançado com a chegada de cavalgadas no dia 28 e nas homenagens do dia 29. Um bolo, montado por 32 entidades tradicionalistas e um churrasco, feito na vala, pel Outorgas da OrCav e espetáculos marcaram a noite de aniversário No final de tarde da sexta, o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, a Estância da Harmonia, recebeu o Rio Grande tradicionalista. Cavaleiros e amazonas, vindos de diversas partes do Estado, receberam a outorga da Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, e festejaram o cinquentenário do Movimento. À noite o Diretor da OrCav, Airto Glademir Toniazzo Timm, entregou as comendas, junto com sua equipe, para os diversos cavaleiros presentes ao parque, no coração da capital gaúcha. Logo após a entrega das comendas foi a vez dos espetáculos artísticos que levaram ao palco, de forma gratuita e voluntária, artistas como Cristiano Quevedo, Gaúcho Pachola, Alma Gauderia, Quarteto Yangos, Tropilha Gaviona, Cancioneiro, Jader Leal, Tatieli Bueno e Grupo Matizes. Cavalgada de aniversário passou pelo Colégio Julinho e pelo pioneiro 35 CTG A Cavalgada comemorativa aos 50 anos do MTG partiu do Parque da Harmonia e percorreu as ruas da capital, na manhã do sábado, 29 de outubro, espalhando um colorido especial à cidade. À frente, a Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, capitaneado pelo diretor, Airto Timm. Mais de 500 cavaleiros participaram do percurso cujo itinerário festivo contemplou paradas no Colégio Júlio de Castilhos, onde João Carlos Paixão Côrtes e o Presidente Nairo Callegaro, inauguraram uma placa comemorativa, e no 35 CTG, o pioneiro, para homenagens que marcaram o cinquentenário. Paixão Côrtes, sempre muito solicitado para fotografias, atendeu o público, brincou com prendas e peões e foi reverenciado pelos cavaleiros que passavam acenando para ele. Fotos: Rogério Bastos Deputados agraciados com o título de Conselheiro Honorário Conselheiros, Coordenadores, Prendas e Peões ganharam o troféu Decoração do salão deu ares de gala para festa dos 50 anos Foto: Odila Savaris Rotchê; Piquete Velha Herança; Piquete Galpão dos Amigos; Piquete O Mocambo; CTG Chimangos; CTG Lanceiros da Zona Sul; DTG Marca Gaúcha; EC Aporreados do 38; Piquete Panela de Gancho; Piquete Laços de Sangue; Piquete 38; DTG 12 de Outubro; Piquete Tropilha Crioula; Piquete Galpão da Querência e Piquete Tropa Gaúcha XV Acampamento da Juventude Durante o evento também aconteceu o XV Acampamento da Juventude Gaúcha. No oportunidade, o Departamento Jovem Central organizou jogos e dinâmicas para trabalhar com os participantes. Na chegada da cavalgada ao parque, os jovens interromperam suas atividades para aplaudir os campeiros que retornavam ao local. Conselheiros Beneméritos O MTG é dirigido por um Conselho Diretor composto de 33 titulares e 16 suplentes, eleitos pelas entidades tradicionalistas reunidas no congresso em janeiro de cada ano. Para homenagear e reconhecer os tradicionalistas que fizeram parte do Conselho e que deram inestimável contribuição ao MTG, a Convenção Tradicionalista concede o título de CONSELHEIRO BENEMÉRITO. No cinquentenário do MTG três foram os agraciados com esse importante título: Gustavo Bierhals, Wilmar Gomes da Fonseca e Nilton Carlos Machado de Brum. Piquetes e CTGs montam bolo de 50 m Ainda no sábado, 29, após o retorno da cavalgada, tradicionalistas e visitantes foram recebidos no Parque para um almoço que contou com um bolo de 50 metros de comprimento, confeccionado voluntariamente e oferecido pelos piquetes, DTGs e CTGs que acampam na Estância da Harmonia durante os festejos. O bolo acompanhou o churrasco, assado em vala com a mesma medida, pelos mestres churrasqueiros de Lagoa Vermelha, terra da Festa Nacional do Churrasco. O corte, o preparo, os espetos de madeira, a linguiça, enfim, tudo preparado por quem realmente entende do oficio. O bolo foi preparado por voluntários oriundos de 32 entidades em homenagem ao MTG e seu aniversário. Participaram desta parceria: Piquete Lendas do Sul; Piquete Crioulo Mena Quevedo; Piquete Rancho do Tininho; CTG Glaucus Saraiva; Piquete Recanto dos Amigos; Piquete Laços da Amizade; CTG Gaudérios de São Pedro; Piquete Rancho Costeiro; Piquete Fortaleza Pampeana; Piquete Morandi; DTG Sangue Nativo; Piquete Estancia das Águas; CTG Laço da Querência; Piquete Vento Sul; Piquete Tropeiros do Asfalto; CTG Herança Pampeana; Piquete Severo “Quarteto Yangos”, espetáculo na noite do dia 28 Erva Mate Barão, o sabor da tradição, esteve presente na festa Comissão organizadora dos festejos de aniversário do MTG Cavalgada saiu do Parque e foi ao Julinho e 35 CTG Nairo, Savaris e Fortunatti no Churrasco, em vala de 50 metros, encantou os visitantes Bolo de 50 metros 32 Piquetes, Valdecir Chamurro e Callegaro relembraram seus gaitaços

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Ano XV - Edição 183 Novembro de 2016 11 a na capital. “O tradicionalismo deixou de ser Cortes, durante exposição no Memorial do RS o na Convenção Tradicionalista, no mes de julho, em Cruz Alta. De 18 a 30 de outubro, no memorial do RS uma exposição mostrou a história, comemorada los churrasqueiros de Lagoa Vermelha, ambos com 50 metros de extensão �izeram parte das comemorações na Estância da Harmonia, em Porto Alegre. Fotos: Rogério Bastos Medalha Barbosa Lessa No ano de 2002, o MTG criou a sua maior comen- da: a MEDALHA DO MÉRITO TRADICIONALISTA BARBOSA LESSA. A concessão dessa honraria é rea- lizada a pessoas ou instituições que tenham contribuí- do de forma especial no meio tradicionalista e cultural. A concessão da medalha é definida pelo Conselho Di- retor do MTG reunido em sessão ordinária. Neste ano (2016), o MTG homenageou e conce- Presidente da CBTG, João Mello, ao lado dos Deputados deu a Medalha Barbosa Lessa aos tradicionalistas: Ilva Maria Borba Goulart; Gilda Galeazzi; Lauri Tere- sinha Bandão de Almeida; Flavio Marcolin e Gerson Luiz Ludwig. Como ato especial do cinquentenário, foram ho- menageadas as três entidades tradicionalistas em atividade e que foram criadas antes mesmo do re- nascimento do tradicionalismo em 1947: - UNIÃO GAÚCHA J. SIMÕES LOPES NETO, da cida- de de Pelotas, criada em 1899. Recebeu a medalha o Capataz: Otávio Cavalheiro de Souza Momento do “parabéns” e de cortar o bolo, bem ao centro, MTG - SOCIEDADE GAÚCHA DE LOMBA GRANDE, da ci- dade de Novo Hamburgo, fundada em 1938. Rece- beu a medalha o Patrão Aurélio Strack - CLUBE FARROUPILHA, da cidade de Ijuí, fundado em 1943. Recebeu a medalha o Patrão Gilberto Ba- lém. Também receberam a Medalha Barbosa Lessa, os três primeiros CTGs criados: - 35 CTG, da cidade de Porto Alegre, fundado em 1948. Presidente Nairo com equipe de esportes - CTG O FOGÃO GAÚCHO, da cidade de Taquara, fundado em 1948. - MINUANO CTG, da cidade de Iraí, fundado em 1949. E a entidade que organizou o 12º Congresso tradicionalista Gaúcho, onde o MTG foi criado, no ano de 1966, CTG POTREIRO GRANDE, da cidade de Tramandaí. Medalha e Diploma Honeyde Bertussi Com o objetivo de reconhecer e destacar músicos, intérpretes e letristas que se dedicam à musica regionalista e que a preservam, o Conselho Diretor do MTG criou, no ano de 2016, a COMENDA HONEYDE BERTUSSI. A entrega desta comenda aconteceu, pela primeira vez, no aniversário de 50 anos do MTG. Quem fez a entrega das medalhas, acompanhando o presidente do MTG, foi Paulo Bertussi, filho de Honeyde Bertussi Siqueira. Receberam a homenagem: ADELAR BERTUSSI; EDSON DUTRA, do conjunto os Serranos; PEDRO ORTAÇA, que foi o orador do grupo e ainda deu um espetáculo à parte, cantando para homenagear o MTG e RENATO BORGHETTI, na ocasião representado por seu pai, Rodi Pedro Borghetti. Diploma João-de-barro Nem sempre o reconhecimento chega, devidamente, às pessoas e entidades que auxiliam as Regiões Tradicionalistas em suas mais diversas atividades. Assim, para homenageá-las e reconhecer o valoroso trabalho que realizam em prol do tradicionalismo de suas RT’s cada coordenadoria regional indicou à diretoria do Movimento Tradicionalista nomes para o recebimento da COMENDA JOÃO DE BARRO. Uma homenagem simples, mas carregada de agradecimentos e do reconhecimento de todo o MTG. No ano do Cinquentenário da instituição, foram 92 Diplomas entregues, distribuídos entre as 31 RTs. Oscar Gress e Manoelito Savaris serviram o churrasco e o Prefeito José o churrasco Pqt Lendas do Sul foi um dos voluntários na confecção do bolo s foi montado por DTGs e CTGs Prefeito e Secretário de Cultura experimentaram o churrasco Momento da manifestação do Presidente do MTG Homenageado, Pedro Ortaça cantou para encantar a plateia Homenageados com a Medalha Barbosa Lessa, com a Diretoria Medalha João Carlos de Moura Anualmente, são homenageados os trovadores indicados pelas entidades que congregam estes artistas de tão grande importância cultural em uma das mais autênticas manifestações populares espontâneas de nosso estado. Foram indicados pela Associação de Trovadores Pedro Ribeiro da Luz: Luiz Carlos Santos Araújo e Maria Edi Malaquias. Pela Associação de trovadores Luiz Muller: Maria Iraci Ramirez Cavalheiro e José Marcos Mello da Silva E, por fim, pela Associação de Trovadores Rui de Freitas: Eron de Oliveira. Para ficar eternamente registrada a passagem do cinquentenário do MTG a Comissão Organizadora criou um troféu especial, denominado Troféu Cinquentenário. Ele foi entregue para os campeões dos eventos competitivos de 2016, para aos coordenadores regionais, Conselheiros do MTG, integrantes da junta fiscal, diretores do MTG, Conselheiros Beneméritos, Conselheiros Honorários presentes e às prendas e peões estaduais que entregaram seus cargos no ano de 2016.

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12 PELO BRASIL Ano XV - Edição 183 NOTÍCIAS Novembro de 2016 Paraná realiza seu 1º Encontro Cultural 13º Retiro Jovem da 18ª RT foi um sucesso Prendas e peões do MTG do Paraná se unem e realizam, em Pitanga, no centro do estado, um encontro de fundamental importância para o tradicionalismo gaúcho Encontro: Com visível crescimento em número de participantes, o Retiro Jovem da 18ªRT tem se tornado um sucesso a cada edição. Em dezembro, jovens realizarão outro. No dia 8 de outubro, na cidade de Pitanga, centro do estado do Paraná, aconteceu o 1º Encontro Cultural. Um dia de atividades intensas que promoveram a cultura tradicionalista naquele estado. Palestras, gincanas, competições de perguntas e respostas, qual é a música, oficinas dinâmicas de chimarrão, nós de lenço, carta de princípios, brinquedos e brincadeiras, entre outros mantiveram a atenção de mais de 70 participantes. Estiveram presentes Aline Jasper, 2ª Prenda da CBTG, que também é do Paraná, Alessandra Lesniowski , Lavinia Schlichting, 1ª Prenda Mirim do MTG/PR, Gregori Cordeiro 1º Peão Veterano do MTG/PR, Danielli Olliveira, 1ª Prenda Veterana do MTG/PR, Mariones Flávio Krassóta 3ª Prenda Veterana do MTG/PR, Débora Saldanha, diretora cultural do estado, Caroline Pankievicz, que se despedia de sua faixa de 1ª Prenda do Paraná, e o Presidente do MTG daquele estado, Rogério Pankievicz, que ao lado dos jovens, batalhou para que o evento fosse um sucesso. “Foi um dia de muito aprendizado, troca de conhecimento, novas amizades, encontro com amigos antigos, emoção, amor ao nosso tradicionalismo” – Disse Danielli. Rogério Pankievicz Presidente do MTG/PR Natural de Curitiba, Rogério Pankievicz nasceu em 1962, é casado com Cristiane Chácara Rodrigues Pankievicz, pai de 2 filhos, Cristiano e Caroline Rodrigues Pankievicz. Iniciou no Movimento em 1967, na invernada mirim do CTG Vinte de Setembro, de Curitiba, onde seu pai era gaiteiro e a família foi convidada, pelo então Patrão, Artur Gaboardi, a participar das atividades do CTG, tendo como professor o folclorista Antonio Vitorino Boff. Em 1976 Pankievicz foi convidado a participar da Associação Tradicionalista Gralha Azul, grupo de folclore brasileiro com ênfase no fandango do Paraná, onde teve a oportunidade de conhecer o folclorista Inami Custodio Pinto, pesquisador e incentivador dos costumes e tradições do Paraná. Neste mesmo período começou também a participar das atividades campeiras indicando como ginete e provas de laço incentivando pelo amigo Verginio Centa Negrelli. Entre os anos de 1983 a 1991 foi trabalhar no estado do Espírito Santo período em que ficou afastado do Movimento, mesmo assim, em suas férias, fez participações em algumas apresentações no grupo de projeção folclórica “Os Charruas”, de Curitiba. Em seu retorno para a capital paranaense, em 1991, ingressou no CTG Estância Velha da Tradição, onde tentou ser instrutor de danças tradicionais, uma experiência muito boa, pois junto com as invernadas de danças pode ter conhecimento das danças tradicionais, pois até então sempre tinha feito projeção. Em 2000 mudou para o CTG Querência Santa Monica, para acompanhar a filha que inicira na invernada mirim, e no ano de 2015 sua esposa foi eleita Patroa do CTG para gestão de três anos. Em 1993 foi convidado a ser vice coordenador da 1ª RT, do MTG-PR, junto com o Coordenador Virginio Negrelli. Desde de então não deixou mais os bastidores do Movimento, atuando para as reformulações dos estatutos e regimentos, ocupando os seguintes cargos: de 1995 a 1997, suplente do conselho pela 1ª RT do MTG PR; de 1997 a 1999, vice-presidente do MTG-PR no mandato do fundador do MTG-PR, Carlos Meira Martins; entre 1999 e 2001/2003, presidente do Conselho de Vaqueanos do MTG-PR; de 2003 a 2005, diretor artístico da CBTG no mandato do Celso Souza Soares; de 2005 a 2007, diretor artístico da CBTG no mandato de Celivio Holtz; de 2007 a 2011 e 2013 a 2015, diretor geral do MTG-PR; entre 2011 e 2013, vice-presidente da CBTG, no mandato de Manoelito Carlos Savaris; e de 2015 a 2017, presidente do MTG-PR. Em um dia bastante chuvoso, ao lado da Usina Termoelétrica Presidente Médici, em Candiota, onde fica o CTG Candeeiro do Pago, a juventude da 18ª RT realizou o 13º Retiro Cultural. O evento contou com mais de 80 inscritos, incluindo pessoas que vieram de outras regiões, como da 21ª RT. As atividades começaram a cargo do Guri Farroupilha da 18ª RT André Oliveira e a 3ª Prenda Juvenil regional, Rafaela Amaro, com diversas brincadeiras motivando o público. Depois uma palestra com Rogério Bastos, sobre o “RS no imaginário social”. As atividades posteriores foram realizadas também, por Raisa Bicca, André De Oliveira Barreto, Rafaela Amaro, Eduardo Gusmão e Antônia Xavier Muro. Segundo o Coordenador da 18ªRT, Gilberto Bittencourt Silveira, estiveram no evento 12 entidades, incluindo algumas que não participavam anteriormente. Da cidade de Pinheiro Machado, 21ªRT, se fez representar o CCTG Lila Alves. Segundo a 1ª Prenda da 18ªRT, Diellen Soares, estiveram também presentes: o CTG Herança Paternal, DC Alma Gaúcha, CTG Prenda Minha, GAN Campo Aberto, CTG Pampa e Minuano, CTG Sentinela da Fronteira, DTG Lenço Branco, PTG Jayme Caetano Braun, CTG Rincão da Carolina, CTG Presilha do Pago e o CTG Fronteira Aberta. No dia seguinte, dia 16, domingo, aconteceu o 178º Encontro Regional de Patrões, nas dependências do CTG Candeeiro do Pago. O próximo retiro ficou marcado para dia 03 de dezembro, em Santa Margarida do Sul, no CTG Plácido de Castro, antecedendo o 179º Encontro Regional, onde será eleita a próxima coordenadoria da 18ª RT. Foto: Liliane Pappen Encontro que aconteceu no CTG Candeeiro do Pago, em Candiota, 18ª RT, tem crescido à cada edição EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLÉIA GERAL (179º ENCONTRO REGIONAL-CONTREG) A Coordenadoria da 18º Região Tradicionalista convoca todas as entidades associadas para a assembleia geral, a ser realizada no dia 04 de dezembro de 2016, na cidade de Santa Margarida do Sul, nas dependências do CTG Plácido de Castro, localizado à vila Rufino s/nº, às 14 horas em 1º e 2º chamadas, para deliberar sobre a seguinte pauta: - Eleição do Coordenador gestão 2017; - Outros assuntos deliberativos e não deliberativos. Bagé, 01 de novembro de 2016. Gilberto Bittencourt Silveira Coordenador da 18º RT TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XV - Edição 183 FÓRUM DA DANÇA Por: Marcelo Vasconcelos Diretor de Danças Tradicionais do MTG/RS Novembro de 2016 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico Momentos de Expectativa Exercícios de alto impacto É chegada a hora de se expor, de colocar em prática tudo o que se aprendeu durante o ano todo, de fazer os últimos ajustes, de realizar o último ensaio com o apoio dos pais, de ver se todo mundo vendeu a rifa, pizzas, ou os ingressos da última promoção antes da final do Enart. É o momento de entrega e de ajuda mútua, pois está para começar mais um Enart em Santa Cruz do Sul. No que diz respeito aos Grupos de Danças, vale ressaltar que cada um tem seu objetivo, tem aqueles que já estão felizes por estarem pisando pela primeira vez no “palco sagrado”, como é chamado o tablado das danças, tem aqueles que vêm tentando se fortalecer na sua categoria, tem os que querem chegar entre os 5 primeiros pela primeira vez, bem como os que querem o título. Enfim, cada um com seus sonhos e objetivos traçados talvez há muito tempo dentro das suas entidades, no entanto todos eles têm em comum um único sentimento que é “o amor pela dança”. Onde tal sentimento perpassa a todos que participam, sempre com a expectativa de que tudo vai dar certo. Com a equipe de avaliação não é diferente. Todos já estiveram de uma forma ou outra envolvida neste processo de concorrer e isto faz com que se tenha muito respeito por aqueles que ali estão apresentando seus trabalhos. Com o lançamento da 4ª edição do livro de Danças Tradicionais, algumas questões se modificaram no que tange a parte técnica, mas sempre com a intenção de preservação e o cuidado de resguardar a simplicidade e a tradicionalidade das danças. Sendo assim, enquanto direção técnica, é importante desejar boa sorte a todos os envolvidos no evento, que realmente tudo aconteça de acordo com o planejado e que, o que de alguma forma não der certo, possa ser resolvido com calma e serenidade. Bom Enart a todos! “Dança Arte APAE” No ano de 2000, Ana Souza iniciou um trabalho voluntário na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), de Dom Pedrito. Lá ela idealizou uma Invernada Artística “Dança Arte APAE”, a qual, teve sua coordenação por mais de treze anos. Logo após, o grupo teve um breve recesso, retornando as suas atividades em março de 2016. A nova coordenação do grupo está a cargo da presidente da APAE Cleci Comin e da professora Cleusa Casani. Em sua nova trajetória o grupo teve a inserção de novos bailarinos, indumentárias e coreografias. Em setembro de 2016 teve o seu primeiro jantar de pré-estreia, momento no qual emocionaram e encantaram a todos que os prestigiaram, pois, a cada apresentação, as dificuldades são transformadas em superação. A dança traz inúmeros benefícios aos alunos como: Desenvolvimento de consciência corporal, aumento da flexibilidade, coordenação motora, auxilia no combate à depressão, beneficia a concentração a agilidade e a memória. Elevando a autoestima, auxiliando a vencer a timidez, além de trabalhar a socialização, o respeito com o outro. Enfim, promove o bem estar físico, emocional, psíquico e espiritual. A responsabilidade técnica e coreográfica do grupo fica a cargo de Jéssica Machado e João Pedro Machado. Tendo como padrinhos o Rotary Clube Obelisco da Paz. Contatos: apaedp@gmail.com (53) 3243-2288 APAE. Foto: Divulgação A dança gaúcha como instrumento de inclusão e promoção social Acompanhamento: Atividades de alto impacto sem a devida preparação podem causar sérias lesões. É importante tomar os cuidados adequados. Nesta edição falamos sobre exercícios de alto impacto. Os exercícios de alto impacto, por definição, são aqueles que nos obrigam a tirar os pés do chão para realizá-los. Por sua natureza, são aqueles que pedem por mais força, pois ao realizar atividades como pular ou correr podemos chegar a exercer uma força que triplica o peso do nosso corpo. São bons para reforçar e inclusive regenerar os ossos, pois o impacto gerado ajuda a criar massa óssea, porém devemos estar bem preparados para evitar lesões. O porquê deste artigo tem relação com uma atividade física intensa que forma parte do tradicionalismo. Estou me referindo ao desafio da Chula. Já tive a oportunidade de acompanhar inúmeros concursos da modalidade por este Brasil afora, inclusive na minha época de CTG muito acompanhei os ensaios para este desafio. E sempre me causou preocupação, pois como todos sabemos, qualquer atividade de alto impacto praticada à exaustão pode acarretar lesões articulares crônicas. Obviamente que com estas afirmações não estou sendo contrário à Chula, mas somente quero deixar um alerta para os peões que desenvolvem esta atividade para que procurem uma orientação profissional, de preferência alguém com formação em educação física, com o objetivo de realizar uma preparação boa antes de iniciar os ensaios ou concursos. Preparação esta que deve reforçar os alongamentos e aquecimentos além de servir como orientação para não forçar demasiadamente algum músculo ou articulação. Também cabe salientar que qualquer sintomatologia dolorosa ou limitação de movimento deve ser indicativo para parar imediatamente a atividade e procurar assistência médica. Não devemos esquecer que estas atividades com o passar do tempo podem deixar sequelas articulares severas, e o que não queremos é ter um futuro com dor. Os tratamentos para lesões ocasionadas por exercícios de alto impacto são normalmente feitos com medicamentos, reforços musculares e fisioterapia. Estas medidas, com certeza, ajudam a reverter quadros agudos, mas se as alterações ficarem crônicas, infelizmente pouca coisa pode ser feita. Até a próxima edição e que tenhamos todos um maravilhoso ENART. Veterano do tiro de laço palestra em Esmeralda Aproveitando o tema anualdo MTG dentro da região, Gabriel Bitelo, Peão Farroupilha da 8ªRT, levou Virgilio de Lemos para contar suas experiencias O Peão Farroupilha da 8ª RT, Gabriel Bitelo Amaral, promoveu um evento cultural no dia 15 de outubro, tendo como enfoque principal os 50 anos do MTG e as contribuições que cada região deu ao movimento durante sua história. Gabriel convidou tradicionalistas de grande conhecimento com relação ao tiro de laço de forma competitiva para conversarem sobre o assunto. O evento aconteceu no município de Esmeralda que, na década de 1950, foi realizado o primeiro torneio de laço em forma de competição e que deu origem aos atuais rodeios. Na época, Esmeralda era distrito de Vacaria. Entre os participantes do evento estava Virgílio Bernardino de Lemos, que participou do primeiro tiro de laço. Com mais de 80 anos, Virgílio afirmou estar “um pouco esquecido”, mas respondeu a todos os questionamentos que lhe foram feitos. Além disso, levou um laço tradicional, mais grosso que os da atualidade, sem ser “chumbado”, como os que utilizavam naquela época. Lemos e os participantes conversaram abertamente, procurando contar os detalhes a cada pergunta que lhe era feita. Participaram do evento várias entidades de Vacaria, como os CTGs Porteira do Rio Grande, Rancho da Integração, GAT Aba Larga, GC Gaúchos de 35, GCN Vacaria dos Pinhais, entre outros. Integrantes de departamentos artístico, cultural, campeiro e patronagens estiveram presentes. TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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14 Ano XV - Edição 183 TROPEANDO VERSOS Por: Carlinhos Lima Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Novembro de 2016 AMPLIANDO HORIZONTES Por: Manoelito Carlos Savaris Conselheiro Vaqueano do MTG e da CBTG O amadrinhador Construtores do A audição é um dos sentidos mais apurados do ser humano. É através dela que as ondas sonoras chegam ao cérebro, onde estes sons são codificados, dando sentido à nossa percepção das coisas que nos rodeiam. Os sons, sem que percebamos, comandam os nossos sentidos e o nosso pensamento. O som das palavras, por sua vez, nos leva ao pensamento lógico, ao entendimento absoluto das situações e vivências. Os fonemas são sons racionais. As palavras que contém poesia, no entanto, nos levam para o irracional, o lúdico, a magia, as percepções enigmáticas contidas nas metáforas. A música, quais sons divinos, nos transporta para as sensações que só o inconsciente reconhece, momentos mágicos de entrega incondicional dos sentidos e da emoção. Quando poesia e música se unem numa só voz, a alma vibra sem controle... É quando declamador e amadrinhador são os senhores da nossa vontade, donos do nosso corpo e da nossa mente, que se entrega sem pudor aos braços das emoções. Sempre soubemos da importância do declamador para a poesia. Agora estamos nos dando por conta desta outra figura, quase anônima, hoje sendo reconhecida na sua verdadeira importância: o amadrinhador. O amadrinhador não obrigatoriamente é o melhor instrumentista, mas aquele que, com sensibilidade, se apropriando da poesia, favorece o poema e o declamador. Aquele que, através do som da sua melodia, transporta o espectador ao mundo da mensagem que está sendo interpretada. Aquele que consegue passar despercebido, porém a vibração da sua música, não. Aquele que não se destaca individualmente, mas é parte integrante de uma obra de arte, que não seria a mesma sem a sua participação. Enfim, aquele que, utilizando o seu instrumento, “declama junto”. Neste ano de 2016, pela primeira vez no Enart, os amadrinhadores serão destacados e valorizados. A Equipe de Manifestações Poéticas, com o apoio da vice-presidência artística e diretoria do MTG, propôs o troféu “Destaque Amadrinhador”, que será concedido a um ou mais instrumentistas que fizerem jus pela sua participação na modalidade de declamação. Santa Cruz do Sul será pequena para tanta sensibilidade e poesia! 1ª Prenda palestra no CTG Pedro Telles Tourem No domingo, dia 16 de outubro, foi realizada, em São Francisco de Assis, a XVI Bagagem Cultural da 10ª RT, evento promovido pela 1ª Prenda da Região, Vanessa Fontana de Lima Maciel. A 16ª bagagem Cultural prestou homenagem a dois tradicionalistas da região: Ildonir Padilha Rodrigues (ex-diretor cultural) e Neiva Rosback Dominguez, levando em consideração o tema anual do Movimento que é: “MTG 50 Anos de Preservação e Valorização da Cultura Gaúcha”. Foi realizada uma prova escrita entre os peões e prendas das entidades presentes, testando seus conhecimentos em tradição, tradicionalismo, folclore, história e geografia do Rio Grande do Sul. Depois foi a vez do momento “Contando Histórias”, onde as entidades, através de seus peões e prendas poderiam teatralizar, narrar, cantar ou declamar peças inéditas do tema. A comissão que avaliou os trabalhos foi composta por José Valter Dornelles Alves, Darliane Fernandes e Neiva Rosback Dominguez. E finalmente a 1ª Prenda do Rio Grande do Sul Roberta Jacinto palestrou sobre o tema: “Preparação e participação dos jovens nas Cirandas e Entreveros”. A 1ª Prenda, Vanessa Fontana Ma- ciel, falou da sua alegria em promover um evento desta natureza, com muito sucesso e com a presença de ilustres autoridades culturais do estado, como foi o caso da 1ª Prenda do RS, Roberta Jacinto, o 2º Peão do estado, Guilherme Callegaro, o Conselheiro Benemérito do MTG, Nilton Carlos Machado Brum e o Coordenador da 10ª Região Tradicionalista, Olacides Fortes da Silveira. Roberta Jacinto, 1ª Prenda do RS Rio Grande Em fevereiro de 2016 esta coluna iniciou uma série de artigos voltados para a história do MTG que completou no mês passado 50 anos de organização federativa. Esse era o nosso intento para o ano. Agora, inicio uma nova série de artigos, voltados para o destaque de personalidades que construíram a história e a identidade do Rio Grande do Sul. Como consulta básica utilizarei os escritos de Walter Spalding, um dos melhores historiadores gaúchos, que escreveu: “A História de um povo só poderá ser bem interpretada, conhecendo-se a vida e a obra de seus filhos maiores”. ANTONIO DE SOUZA NETTO Nascido em Povo Novo, distrito de Rio Grande, em 25 de maio de 1803, filho de José de Souza Netto que era filho de açorianos, e de Teutônia Bueno da Fonseca, natural de Vacaria, filha de paulistas descendentes de bandeirantes. Depois dos estudos em Pelotas, transferiu-se para Bagé onde iniciou a vida de tropeiro percorrendo o rio Grande e o Uruguai. Como a maioria dos sul-rio-grandenses amantes da pátria, Netto se apresentou e foi soldado na força de segunda linha. Aos 28 anos era capitão e aos 35 coronel de legião, em Bagé. Ao iniciar-se o movimento farroupilha o Coronel Netto, comandante da Guarda Nacional em Bagé, organizou um corpo de cavalaria pronto para a luta em defesa dos direitos e liberdades do Rio Grande. Um ano depois de iniciado o movimento farrapo, a 10 de setembro de 1836, travou importante combate nos Campos do Seival, contra o caramuru General João da silva Tavares. Neto venceu sua primeira e histórica batalha. No dia seguinte sob o pretexto de “livrar o povo rio-grandense a não sofrer por mais tempo a prepotência de um governo tirano, arbitrário e cruel como o atual”, reuniu seus oficiais e proclamou a República Rio-grandense. Foi na condição de general farroupilha que Netto participou dos momentos mais importantes da Revolução Farroupilha. Republicano e democrata, concordou com a assinatura da paz, em Ponche Verde, mas se recusou a continuar vivendo sob o mande monárquico. Retirou-se para Corrientes, na República Argentina, e mais tarde fixou-se nas proximidades de Paissandu, no Uruguai, onde reconstruiu sua vida de estancieiro. Sem nunca se desligar completamente das questões políticas e sociais do Brasil, em 1851 organizou às suas custas uma Brigada de Voluntários Rio-grandenses e participou da campanha contra Rosas, o ditador argentino, valendo-lhe a promoção ao posto de Brigadeiro Honorário do Exército Brasileiro. No ano de 1864 participou, com sua força, da invasão do Uruguai em defesa do presidente eleito Don Venâncio Flores. Alguns meses depois lá estava Antonio de Souza Netto, com sua Brigada de Cavalaria Ligeira, levando ao Bandeira do Brasil Imperial e ao seu lado a Bandeira da República Rio-grandense, engajado na Guerra do Paraguai. Na Batalha do Tuiuti em 24 de maio de 1866 foi gravemente ferido. Transferido para o hospital militar de Corrientes, na Argentina, faleceu no dia 1º de julho, aos 63 anos de idade. Netto casou em Paissandu, em 1860, aos 57 anos, com Maria Medina Escayola. Deste consórcio nasceram Teotônia Netto e Maria Antônia. Teotônia não teve filhos e Maria Antônia teve um filho, Carlos Mendilaharsei que morava em Montevidéu com duas filhas. Netto era irmão de Florisbelo de Souza Netto, pai do revolucionário de 1923, José Mattos Netto, o Zeca Netto, cujo último filho, do terceiro casamento é Nei Pires Netto, conselheiro Benemérito do MTG. O corpo de Netto foi exumado, no ano do centenário de sua morte, e transladado para o cemitério de Bagé, em cuja lápide se lê: “Aqui descansam os restos mortais do Brigadeiro Antônio de Souza Neto, falecido na cidade de Corrientes em 1º de julho de 1866”. TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XV - Edição 183 NOTICIAS Novembro de 2016 15 Um autêntico homem da campanha gaúcha Lançando seu 8º livro, Severino Rudes Moreira, está sempre atento para que os costumes do homem do campo não se percam com os novos tempos e as novas tecnologias. O sexagenário escritor faz uma leitura da vida campeira e transcreve em seus livros e musicas para festivais nativistas. Depois de publicar um livro de poesias, quatro livros de causos e um contendo mais de mil ditados gauchescos (“Como diz o gaúcho” - Martins Livreiro), Severino Rudes Moreira apresentou ao público, recentemente, um apanhado de experiências de quem morou na campanha e aprendeu, na prática, um pouco de medicina campeira e povoeira. Lançou, também pela Martins Livreiro, o livro “Os chás e a fé”. Uma forma de mostrar como o povo sobrevivia longe da tecnologia e, muitas vezes, da medicina tradicional: “Lá na campanha o jeito de se sobreviver era usando o que a natureza nos oferecia e as experiências colhidas dos mais antigos”, conta Severino. Membro atuante do CTG Candeeiro do Pago, de Candiota, 18ªRT, sócio remido do GAN Campo Aberto, de Bagé, poeta, compositor, escritor, radialista e colunista de jornais, Severino Moreira nasceu no interior de Santana da Boa Vista, em 05 de agosto de 1955. Em 1974, ingressou no quadro da CEEE – Candiota, até aposentar em 1997, após a unidade ser repassada à Eletrobrás. Atua em festivais nativistas desde 1989, na Reculuta, da cidade de Guaíba. Tem mais de 100 músicas na discografia dos festivais, mais de 50 premiações. “Falo em meus livros de gaúchos e gaúchas em sua amplitude, de cerne forte, mas com alma de brisa mansa, que se fizeram em escolas de campo para semear sabedoria em gerações futuras” – conta. Sua linha de composição é voltada para coisas de sua vivencia compondo muito por imagens do Rio grande. Independe a temática, mesmo que seja religião, ecologia, social, campeiro ou elementos específicos da própria vida da campanha. “Trago em meus escritos a lembrança de quando a palavra valia mais que documentos, que todo ensinamento passado por alguém mais velho era encarado como lei, quando as crianças pediam bênção aos pais e avós, e os mais velhos se sentiam honrados em poder abençoá-los em nome de Deus” – concluiu Moreira. Paixão eterniza nó de lenço no dia da criança Patrono da feira do livro da Fundação de Cultura do Internacional, Paixão Cortes ensinou o nó que leva seu nome e será usado pelo DTG Lenço Clorado, além de receber uma moldura e ser eternizado no museu do time colorado. Presidente do MTG, Nairo Callegaro, prestigiou o evento A 1ª Feira Colorada e do Vinil, realizado no dia 12 de outubro de 2016, nas dependências do Sport Club Internacional, entre o Gigantinho e o Beira Rio, fez parte das comemorações dos 40 anos da Fundação de Educação e Cultura do SC Internacional - FECI, e teve a honra de ter como seu primeiro patrono do evento João Carlos Paixão Cortes, consagrado folclorista, compositor, radialista e pesquisador das tradições gaúchas, além de cônsul cultural do Clube do Povo. JOÃO CARLOS D’ÁVILA PAIXÃO CÔRTES, nasceu em Santana do Livramento no dia 12 de julho de 1927. Paixão Cortes, agrônomo de profissão, é um personagem fundamental da cultura gaúcha e do movimento tradicionalista no Rio Grande do Sul, do qual foi um dos formadores. Com Luiz Carlos Barbosa Lessa saíram pelo Interior, para pesquisar e catalogar a cultura do Rio Grande. Em 1948, foi um dos fundadores e organizadores do CTG 35 e, em 1953, criou o pioneiro Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição. Paixão foi muito assediado e solicitado para fotografias e selfies enquanto esteve sentado ao lado da esposa, Marina, assistindo as apresentações dos grupos de danças do DTG Lenço Colorado e do CTG Campeiros do Sul, de Alvorada. Esteve presente prestigiando o evento, o Presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, acompanhado de sua mãe, Dona Maria Edite, que foi aluna do folclorista. Paixão se disse leitor do Jornal Eco da Tradição, o qual elogiou e fez algumas considerações e sugestões. Além disso, o patrono da feira fez um nó de lenço especial para o DTG (Nó Paixão Côrtes) que será emoldurado pela patronagem do DTG Lenço Colorado e eternizado no museu da entidade. Paixão ensina, passo a passo, como fazer o nó de lenço que leva seu nome Fotos: Rogério Bastos Invernada de danças adulta do DTG Lenço Colorado ao lado de Paixão Paixão Cortes, patrono da feira, recebeu uma camiseta com seu nome Nairo recebeu um autógrafo de Paixao Cortes em sua camiseta

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