Projeto Político e Pedagógico do Curso de Design

 

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Pretende-se no curso proposto abordar as principais vertentes nas quais o Design se especializa, que são: Projeto de Produto e Programação Visual. O curso deverá formar o profissional para o mercado de trabalho entendido aqui como aquele referente às empr

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ministÉrio da educaÇÃo universidade federal do rio grande do norte centro de ciÊncias humanas letras e artes departamento de artes projeto pedagÓgico do curso de bacharelado em design versão revisada em maio de 2009 natal 2009

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2 universidade federal do rio grande do norte centro de ciÊncias humanas letras e artes departamento de artes reitor josÉ ivonildo rÊgo vice-reitor Ângela maria paiva cruz prÓ-reitor de graduaÇÃo virgÍnia maria dantas de araÚjo prÓ-reitora adjunta de graduaÇÃo mirza medeiros dos santos diretor do cchla mÁrcio moraes valenÇa vice-diretora do cchla maria da conceiÇÃo fraga chefe do departamento de artes luciano cÉsar bezerra barbosa vice-chefe do departamento vicente vitoriano marques carvalho

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3 dados gerais da instituiÇÃo de ensino superior instituiÇÃo mantenedora universidade federal do rio grande do norte cnpj 24.365.710/0001-83 endereÇo av senador salgado filho 3000 complemento campus universitário municÌpio natal uf rn cep 59078-970 fax.tel 0xx 84 32153131 e-mail gabinete@reitoria.ufrn.br site institucional www.ufrn.br instituiÇÃo mantida departamento de artes endereÇo av senador salgado filho 3000 complemento campus universitário municÌpio natal uf rn cep 59078-970 fax tel 0xx 84 3215-3550 e-mail deart@cchla.ufrn.br

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4 sumÁrio apresentaÇÃo 1 introduÇÃo 1.1 o ensino do design no brasil 1.2 marco referencial 2 justificativa 3 objetivos 4 perfil dos profissionais que se pretende formar 5 competÊncias e habilidades 6 metodologia 7 avaliaÇÃo 7.1 avaliação do projeto pedagógico 7.2 avaliação do processo ensino-aprendizagem 8 organizaÇÃo do curso 8.1 estrutura curricular 8.2 disciplinas obrigatórias por eixo de conteúdo 8.3 disciplinas optativas 8.4 cadastro das disciplinas anexo a 8.5 cadastro das atividades anexo b 8.6 estrutura geral do curso 9 infra-estrutura 9.1 local de funcionamento recursos físicos e materiais 9.2 recursos humanos 05 06 06 09 10 11 11 12 15 15 16 16 17 19 23 26 27 27 27 28 28 33 fluxograma do curso de bacharelado em design disciplinas obrigatórias disciplinas optativas 36 36 37 referÊncias bibliogrÁficas 38 anexo a ­ cadastro das disciplinas anexo b ­ cadastro das atividades 39 142

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5 projeto pedagÓgico do curso de bacharelado em design apresentaÇÃo a chefia do departamento de artes deart da universidade federal do rio grande do norte ufrn através do seu chefe prof ms luciano césar bezerra barbosa apresenta o projeto pedagógico do curso de bacharelado em design do centro de ciências humanas letras e artes em resposta ao compromisso firmado pela ufrn no projeto de reestruturação e expansão das universidades brasileiras ­ reuni para o período 2008-2012 tem como fundamentação legal as diretrizes curriculares nacionais do conselho nacional de educação ­ cne mec especialmente pela resolução nº 5 de 8 de março de 2004 que aprova as diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em design e a resolução nº 2 de 18 de junho de 2007 que dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de graduação bacharelados na modalidade presencial de acordo com denis schulmann 1994 e joão gomes filho 2003 conceitua-se design ou desenho industrial como a configuração concepção criação e definição da forma que pode ter aplicações na criação de objetos roupas máquinas ambientes cartazes livros revistas displays documentos audiovisuais interfaces de programas de computação e websites entre as especializações do design as mais conhecidas são o projeto de produto a comunicação visual o design gráfico o design de moda e o design de interiores pretende-se no curso proposto abordar as principais vertentes nas quais o design se especializa que são projeto de produto e programação visual o curso deverá formar o profissional para o mercado de trabalho entendido aqui como aquele referente às empresas privadas às estatais além das instituições governamentais e de ensino técnico tecnológico e superior os conteúdos do curso proposto abordarão arte história da arte história do design e da arquitetura estética antropologia ergonomia tecnologia de materiais programas de computação gráfica marketing tecnologias sócio-culturais entre outros para concepção e desenvolvimento de conceitos destinados à comunicação visual e ao projeto de produto suas características o definem como um curso formado pela junção de duas áreas do conhecimento como forma de atualizar a formação e ampliar o espaço no mercado de trabalho para o egresso.

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6 1 introduÇÃo 1.1 o ensino de design no brasil conforme os registros da literatura especializada sobre o assunto o ensino formal e institucionalizado do design de nível superior somente se deu no século xx a partir de 1919 com a bauhaus as formas anteriores de ensino eram realizadas nas escolas de ciências artes e ofícios arquitetura e belas artes e ainda nas academias de ciências que foram criadas na europa a partir da idade média e em parte atenderam às novas necessidades decorrentes da produção de bens materiais na prática os artesãos artistas intelectuais e produtores se uniam para atender a essas necessidades das indústrias a exemplo da associação alemã de ofícios deutsche werkbund-dwb essas iniciativas desenvolveram uma formação educacional baseada no `aprender fazendo e na relação mestre-aprendiz bem característicos do período artesanal dias 2004 ainda de acordo com dias 2004 p.14 no brasil por diversos motivos políticos houve um atraso na institucionalização do ensino superior principalmente com relação aos países de colonização espanhola e inglesa passamos pela colônia e pelo império sem universidade que somente foi criada 45 anos após a proclamação da república enquanto no peru por exemplo a universidade de são marcos foi criada já no século xvi em 1551 num primeiro momento o design brasileiro ligado ao mobiliário e a produção de objetos nasceu a partir de um processo de importação e de assimilação direta de conceitos estéticos internacionais como peças chave para o desenvolvimento do design o móvel e por extensão a indústria do mobiliário foi no início e ainda é a área em que o designer brasileiro encontra maior campo de atuação juntamente com a arquitetura a necessidade de criar móveis sintonizados com a arquitetura moderna impulsionou os arquitetos a uma empreitada autônoma no campo do design posteriormente a indústria absorveu o produto sobretudo na área de móveis para escritório que não era tão sujeita a modismos embora devesse se ajustar às normas da produção em série o desenho de móveis no brasil acabou se tornando uma produção restrita e quase artesanal especialmente no caso do móvel residencial a criação da universidade de são paulo em 1935 caracterizou-se por uma forte influência francesa tanto em sua concepção como por seus fundadores e convidados e exerceu sensível marca nos ambientes culturais do país especialmente nas artes em 1948 o industrial ítalo-brasileiro francisco `ciccillo matarazzo sobrinho cria o museu de arte moderna de são paulo mam um marco institucional da produção artística modernista no país situado no prédio dos diários associados no centro da capital paulista dias 2004 p.14 o mam foi criado tendo com inspiração o museum of modern art moma de nova york e mesmo antes de ser inaugurado já expunha o seu acervo em sede provisória na rua caetano

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7 pinto na metalúrgica matarazzo a coleção era constituída por trabalhos de importantes artistas brasileiros como anita malfatti aldo bonadei alfredo volpi emiliano di cavalcanti josé antonio da silva juan miró marc chagall mário zanini pablo picasso e raoul dufy em 1949 foi inaugurada a primeira exposição do museu com a mostra `do figurativismo ao abstracionismo que trazia como tema de debate a discussão entre a arte figurativa e a arte abstrata segundo dias participaram da exposição os abstracionistas jean arp alexandre calder waldemar cordeiro robert delaunay wassily kandinsky francis picabia e victor vasarely em 1951 acontece a 1ª bienal do museu de arte moderna de são paulo contando com 21 países participantes e seguindo os moldes da bienal de veneza realizada desde 1895 a exposição ocupava o edifício adaptado pelos arquitetos luís saia e eduardo kneese de mello no antigo trianon na avenida paulista o conjunto de obras privilegiava as tendências abstrato-geométricas das quais eram expoentes os brasileiros ivan serpa almir mavignier abraham palatnik e antonio maluf autor do cartaz da mostra o arquiteto e artista suíço max bill criador e ex-reitor escola superior de design de ulm recebe o 1º prêmio internacional pela escultura unidade tripartida dias 2004 p.15 o desenvolvimentismo do governo juscelino kubitschek 1956-1961 atraiu fortemente o capital estrangeiro o que deflagrou o processo de implantação das primeiras indústrias de bens de consumo duráveis no brasil a produção principal era voltada para eletrodomésticos e veículos além dos serviços de infraestrutura como transporte e fornecimento de energia elétrica dessa forma foi estimulada a diversificação da economia nacional e no início da década de 1960 o setor industrial já superava a média de cerscimento dos demais setores da economia brasileira nesse contexto histórico-cultural os primeiros cursos de design começaram a ser criados no brasil em meados do século xx em sintonia com a política de modernização criada por juscelino kubitschek e com a efervescência cultural conforme visto acima de acordo com wollner 2002 a formação de profissionais processava-se lentamente em conseqüência de vários fatores o desentendimento por parte dos empresários sobre a atividade a cultura da cópia de produtos bem sucedidos no exterior aliada ao desinteresse dos empresários em elaborar e desenhar seus produtos de forma competitiva e a utilização dos materiais disponíveis no país dias 2004 p.16 em meados da década de 1970 existiam 15 cursos de graduação em design com currículos e métodos de ensino semelhantes aos da escola superior de desenho industrial esdi/uerjuniversidade do estado do rio de janeiro no entanto a dependência da indústria nacional do capital estrangeiro e a subordinação da mesma aos conceitos provinientes de fora foram fatores que limitavam as atividades de criação e desenvolvimento de produtos fato que reduzia sensivelvente as oportunidades de inserção do profissional de design no meio produtivo no

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8 espaço de dez anos poucas escolas foram criadas sendo que em 1985 existiam 19 escolas atuantes no país algumas características da esdi podem ser percebidas na maioria destes cursos a ausência de pesquisas para o aperfeiçoamento e geração de conhecimentos relativos à prática do projeto a falta de preparação didático-pedagógica dos docentes a introdução assistemática de disciplinas de diferentes áreas do conhecimento o superficialismo no tratamento de teorias o desconhecimento da real demanda do mercado e de informações sobre o destino dos egressos dos cursos na tentativa de minimizar esses problemas algumas ações foram postas em prática a introdução de novo currículo mínimo em 1987 o reconhecimento formal do design por parte de instituições governamentais de apoio à pesquisa como a capes e o cnpq a organização de profissionais em torno de objetivos comuns o lançamento de publicação especializada estudos em design a criação da associação de ensino de design do brasil aend-br em 1992 o intercâmbio entre docentes e discentes de diversos cursos de design em fóruns especializados a formação de professores em cursos de pós-graduação em universidades estrangeiras ou em cursos correlatos no país o início do desenvolvimento de pesquisas e principalmente o aprimoramento das atividades de ensino pesquisa e extensão em design no país dias 2004 p 24 na segunda metade da década de 1990 a câmara de educação superior ces do mec iniciou os debates sobre a lei de diretrizes e bases da educação nacional que foi aprovada em 1996 a lei previa variados graus de abrangência e especialização nos estabelecimentos de ensino de ensino superior públicos ou privados o parecer ces/cne 0146 de abril de 2002 aprovou as diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em design1 as quais passam a orientar a elaboração de novos cursos no início de 2000 já eram 50 as escolas instaladas no brasil um verdadeiro `boom se deu no ensino superior a partir de então em especial do setor privado passados três anos já é 100 o número de instituições de ensino superior que ofereciam cursos de graduação em design com habilitações em design industrial design gráfico design de moda design digital dentre uma dezena de novas possibilidades de formação dias 2004 p 25 nas décadas de 70 e 80 destacam-se o móvel de autor o móvel de massa e o móvel reciclado tecnologia matéria-prima metodologia e produção são os principais recursos da geração atual com uma pluralidade de experiências ora lúdicas ora funcionais diversos designers em todo brasil vem realizando trabalho significativo de resultado notável alguns na linha seriada outros seguindo a linha do móvel de autor podemos destacar adriana adam que desenvolveu poltronas para a forma freddy van camp que trabalhou para a escriba e a oca fulvio nanni jr com produção basicamente artesanal os irmãos campana entre outros alguns tópicos que devem ser destacados sobre o design de produtos no brasil nas duas últimas décadas abertura às importações no início dos anos noventa o avanço

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9 tecnológico o design se espalhou por setores da produção dirigidos aos produtos populares o design teve papel crucial na transformação dos automóveis produzidos no brasil e também nas linhas de outros produtos tais como embalagens móveis etc outra revolução foi a dos novos materiais policarbonato propileno espumas mdf entre outros preocupações ecológicas passaram a ter lugar de destaque bem como a utilização de materiais em contextos diferentes daqueles originais como por exemplo os frascos de condimento que se transformaram em luminárias surge também a idéia do objeto amigável ao consumidor e uma maior aproximação entre designers e artesãos a atividade do designer saiu do restrito eixo rio-são paulo e ocorreu uma projeção do design brasileiro em nível internacional no rio grande do norte ainda não existem cursos superiores em design o que faz da ufrn pioneira na implantação deste curso registre-se que a farn ­ faculdade natalense para o desenvolvimento do rn promoveu um curso de especialização na área que não teve continuidade 1.2 marco referencial a sociedade contemporânea convive com transformações científicas tecnológicas políticas incertezas no mundo do trabalho enfim mudanças em escalas imprevisíveis em todos os setores da sociedade inclusive no que diz respeito ao conhecimento e sua excessiva fragmentação a evolução dos saberes torna legítimo o debate em torno das necessárias transformações de mentalidades dentro e fora da universidade na qual o surgimento de uma cultura transdisciplinar multireferencial e criativa impõe-se como um desafio a universidade como lugar privilegiado para a formação de professores pesquisadores profissionais para o mercado de trabalho e para a produção do conhecimento pode contribuir para o processo de criação de novos modos de convivência com os saberes o ritmo intenso das mudanças sociais e tecnológicas entre outras tem paulatinamente transformado a sociedade em uma sociedade do conhecimento esse fenômeno deve-se basicamente à profusão de novas linguagens sobre o conhecimento e a aprendizagem em contextos múltiplos informática biociências economia educação ciências cognitivas nesse sentido a educação superior e a pesquisa atuam agora como componentes essenciais do desenvolvimento cultural social e econômico de indivíduos comunidades e nações unesco 1998 as diretrizes curriculares nacionais para os cursos de bacharelado em design foram aprovadas pela resolução nº 05 de 08 de março de 2004 do conselho nacional de educação 1

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10 o projeto que é a linguagem codificada normatizada e padronizada do designer é por definição um espaço inter multi e transdisciplinar onde os diversos saberes dialogam É um espaço multi-contextualizado e multireferenciado por excelência onde não raro formam-se equipes multi-disciplinares para a solução dos problemas colocados pelo mercado 2 justificativa as recentes inovações tecnológicas propiciaram a criação e diversificação de novos campos de atuação profissional gerando novos postos de trabalho e exigindo cada vez mais profissionais especializados guillermo 2002 desde o lançamento no brasil do primeiro curso superior no campo do design na década de 60 este é um exemplo de carreira que cresce e se especializa incorporando novas tecnologias e mídias e levando as instituições de ensino superior a propor novos cursos para suprir as lacunas de um mercado de trabalho em expansão e que apresenta demandas claras por profissionais das diversas vertentes nos seus respectivos campos de atuação quanto ao ensino de nível superior de acordo com o artigo 53 item ii a ldb atribui às universidades no exercício de sua autonomia fixar os currículos dos seus cursos e programas observadas as diretrizes gerais pertinentes portanto a secretaria de ensino superior do ministério da educação ­ sesu/mec em cooperação com as comissões de especialistas elaborou os seguintes documentos que foram posteriormente enviados ao conselho nacional de educação para apreciação e aprovação a diretrizes curriculares para o ensino superior em design b indicadores e padrões de qualidade para avaliação dos cursos de graduação e c diretrizes curriculares gerais para os cursos de bacharelado em relação ao mercado local identifica-se claramente uma importante demanda por profissionais na área do design notadamente na programação/comunicação visual abordando aí os ramos da publicidade webdesign mercado gráfico dentre outros no entanto prentende-se que o curso proposto atenda ao mercado regional e também o nacional tendo em vista o crescimento da ufrn e o consequente aumento no seu raio de influência desta forma a outra vertente na formação do designer já mencionada que é a do projeto do produto não deve ser desconsiderada já que os mercados regional e nacional para o egresso com esta formação são bastante fortes e consolidados dentro da estrutura produtiva brasileira principalmente no centro-sul do brasil onde concentram-se a maioria das

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11 indústrias que empregam este tipo de mão-de-obra 3 objetivos os objetivos principais do curso de bacharelado em design da ufrn são formar o profissional habilitado para o mercado de trabalho ou seja o designer bem como estimular as atividades de pesquisa e extensão dentro da academia com este propósito que se realiza a partir da articulação de várias áreas do conhecimento o curso pretende · formar profissionais para o conhecimento das linguagens visuais artes visuais artes gráficas e meios eletrônicos · produzir analisar e contextualizar as linguagens bidimensional e tridimensional considerando as técnicas tradicionais e contemporâneas · fomentar o desenvolvimento de competências para que o profissional em formação seja capaz de desempenhar sua função na sociedade de forma ética crítica e criativa · oferecer possibilidade de atualização curricular visando a uma formação continuada que busque atender às necessidades do contexto sócio-histórico-cultural e político onde o mesmo atuará profissionalmente · formar profissionais habilitados para a produção a pesquisa e extensão de forma contextualizada comprometidos com as questões acadêmicas e com uma postura crítica atuante e coerente com a formação recebida · ampliar o leque de conhecimentos do profissional em formação bem como o contato deste com a realidade social/mercadológica firmando parcerias institucionais e possibilitando ao mesmo aplicar os conhecimentos produzidos durante o curso a partir da articulação entre ensino pesquisa e extensão 4 perfil dos profissionais que se pretende formar o bacharel em design deverá ser capaz de atuar nas duas principais especializações do design ou seja no projeto de produto e na programação visual fazendo escolhas metodológicas e didáticas fundamentadas em princípios éticos políticos e estéticos e em pressupostos epistemológicos coerentes com uma formação histórica e prospectiva dos aspectos sócio-econômicos e culturais da área deverá ser um profissional capaz de atuar em diferentes contextos da prática profissional com a compreensão do processo de criação a capacidade de utilização de técnicas e de soluções inovadoras.

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12 5 competÊncias e habilidades a organização do curso de bacharelado a partir da concepção de competências compreende que o acúmulo de conhecimentos por si só não é suficiente para a formação do profissional mas vê a capacidade de mobilizar tais conhecimentos para atender de forma crítica e criativa às diversas necessidades do seu campo de atuação profissional no entanto seja salientado que o desenvolvimento das competências profissionais não se restringe à fase de formação acadêmica no bacharelado mas também deve ser compreendido como um processo de formação continuada sendo um instrumento que acompanha o aprimoramento permanente do profissional portanto o conjunto de competências pontuadas neste documento de forma alguma pretende esgotar todas as necessidades do fazer profissional mas ressalta demandas importantes considerando a proposta das diretrizes curriculares do ensino de graduação em design bem como as necessidades do contexto social em que se insere este curso de graduação com essa compreensão e de acordo com as diretrizes curriculares nacionais cne/mec 2004 destacamos que o curso de graduação em design da ufrn deve oferecer uma formação profissional que proporcione ao egresso o desenvolvimento das seguintes competências e habilidades · domínio da linguagem própria expressando conceitos e soluções em seus projetos de acordo com as diversas técnicas de expressão e reprodução visual · interação com especialistas de outras áreas de modo a utilizar conhecimentos diversos e atuar em equipes interdisciplinares na elaboração e execução de pesquisas e projetos · aplicação de uma visão sistêmica de projeto manifestando capacidade de conceituá-lo a partir da combinação adequada de diversos componentes materiais e imateriais processos de fabricação aspectos ergonômicos e econômicos psicológicos sociológicos e ambientais do produto · domínio das diferentes etapas metodológicas do desenvolvimento de um projeto a saber definição de objetivos técnicas de coleta e de tratamento de dados geração e avaliação de alternativas configuração de solução e comunicação de resultados · conhecimento do setor produtivo de sua especialização revelando sólida visão setorial relacionada ao mercado materiais processos produtivos e tecnologias abrangendo mobiliário confecção calçados jóias cerâmicas embalagens artefatos de qualquer natureza traços culturais da sociedade softwares e outras manifestações regionais;

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13 · domínio da gerência de produção incluindo qualidade produtividade arranjo físico de fábrica estoques custos e investimentos além da administração de recursos humanos para a produção · compreensão histórica e prospectiva centrada nos aspectos sócio-econômicos e culturais revelando consciência das implicações econômicas sociais antropológicas ambientais estéticas e éticas de sua atividade · deve ter competência para representar a cultura material na qual está inserido explicitando os valores culturais e tecnológicos de uma determinada sociedade · deve ser capaz de participar gerenciar coordenar equipes multi-disciplinares sendo em qualquer caso elemento de integração em sua atuação pode trabalhar em conjunto com a engenharia a arquitetura a ergonomia a comunicação e o marketing · deve considerar as características dos usuários acrescente-se suas comunicações explicitadas pelas atividades desempenhadas com o produto com o sistema de informação ou de controle com o ambiente o contexto sócio-econômico-cultural bem como o perfil potencialidades e limitações econômicas e tecnológicas das unidades produtivas onde os sistemas de informação e objetos de uso serão produzidos · deve desenvolver visão setorial ou seja deve ter conhecimento do setor produtivo de sua especialização mobiliário máquinas ferramentas computadores confecção calçados jóias cerâmica gráfico embalagens software etc · deve desenvolver o aspecto gerencial ou seja deve ter noções de gerência de produção em produção seriada incluindo qualidade produtividade arranjo físico de fábrica estoques custos e investimentos além da administração de recursos humanos para a produção · deve ter conhecimento especializado e continuamente atualizado · deve saber manipular dados técnicos e científicos artísticos sociais e antropológicos · deve conhecer métodos e técnicas de pesquisa · deve saber comunicar-se com eficiência ter domínio de linguagem · deve desenvolver a capacidade criativa ou seja deve ser capaz de propor soluções inovadoras pelo domínio de técnicas e processos de criação · deve ter sensibilidade estética dessa forma os alunos do curso de graduação em design da ufrn devem estar aptos a trabalharem em diversas áreas de conhecimento e atuarem em diversos tipos de empresas como por exemplo:

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14 · · · · · · · · indústrias de grande médio e pequeno porte empresas públicas escritórios de design arquitetura engenharia jornais revistas e editoras agências de publicidade e propaganda instituições de ensino instituições de pesquisa bem como se tornarem profissionais liberais sendo condutores do seu próprios negócios É importante salientar que as novas tecnologias oriundas dos meios eletrônicos permeiam os espaços da sociedade contemporânea sendo imprescindível a compreensão pelo formando de seu impacto nas relações sociais no processo de produção no desenvolvimento do conhecimento e na vida profissional essas novas tecnologias têm ainda ampliado o uso da imagem como meio de produção e prática social solicitando constante atualização nas formas de organização dos conhecimentos artísticos e estéticos e nos processos e procedimentos da comunicação nas artes visuais nesse sentido considerando a visão contemporânea da área no que rege a proposta as competências e habilidades profissionais a serem objetivadas para o egresso do curso de bacharelado em design da universidade federal do rio grande do norte o bacharel em design deverá demonstrar a capacidade de · compreender as diferentes linguagens e signos visuais como representação simbólica das culturas locais regionais nacionais e internacionais propiciando a reflexão de sua própria identidade · desenvolver a capacidade para apreciar e fruir trabalhos de artes visuais e mídias audiovisuais tanto das manifestações artísticas de seu meio como das nacionais e internacionais refletindo e compreendendo critérios culturalmente construídos e embasados em conhecimentos afins de caráter filosófico histórico sociológico antropológico psicológico semiótico científico e tecnológico dentre outros · utilizar as fontes bibliográficas sobre design valorizando os modos de preservação conservação e restauração dos acervos de produções artísticas presentes em vários meios culturais;

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15 · observar compreender e analisar as relações entre o design e outras linguagens artísticas e tecnológicas bem como com outras áreas de conhecimento · entender os princípios das tecnologias aplicadas no design associando-os ao conhecimento científico para subsidiar pesquisas na área 6 metodologia a proposta metodológica está fundada na articulação teoria-prática e numa abordagem que articule os três eixos que norteiam o campo de atuação da universidade respectivamente o ensino a pesquisa e a extensão com essa perspectiva cabe ressaltar a interdisciplinaridade como código de expressão do designer o projeto é por definição um espaço inter multi e transdisciplinar nesse aspecto os cursos de design têm o privilégio de não precisarem criar artifícios curriculares para estabelecer vínculos entre as disciplinas uma vez que é da natureza da prática projetual esse aspecto tão perseguido pelas atuais diretrizes educacionais as disciplinas de projeto são o principal espaço em que ocorrem as contribuições das diversas áreas do conhecimento essas contribuições podem se dar de duas formas por meio de participações pontuais de docentes de outras áreas nos momentos mais adequados a essa troca de saberes definidos pelo andamento dos projetos ou pela participação permanente de um docente de outra área orientando e discutindo o andamento dos projetos É também por essa razão que essas disciplinas possuem carga horária maior que as demais e devem obrigatoriamente incluir as dimensões teóricas históricas e tecnológicas mais diretamente relacionadas aos projetos em desenvolvimento b flexibilização a flexibilização ocorre pela necessidade colocada pelo mercado que exige dos profissionais muitas habilidades partindo desta premissa propõe-se um currículo que dá ao aluno a perspectiva de cursar disciplinas optativas e atividades complementares àquelas obrigatórias permitindo uma escolha que contemple seus interesses ao longo do curso e no exercício profissional o currículo deve funcionar como um fluxo articulado de aquisição de saber tendo como base a diversidade o dinamismo do conhecimento da ciência e da prática profissional deve ainda oferecer a alternativa de trajetórias ou seja o curso deve ser entendido como um percurso a ser construído oferecer ao aluno orientação acadêmica e liberdade para definir o seu percurso oferecer condições de acesso simultâneo a conhecimentos habilidades específicas e atitudes formativas na sua área profissional e possibilitar o aproveitamento de várias atividades acadêmicas para fins de integralização curricular.

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