Boletim Municipal n.º237

 

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Atividade do Município de Aljustrel / Câmara Municipal de Aljustrel

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ALJUSTREL 237BOLETIM MUNICIPAL OUTUBRO 2016 Obras Bairros mineiros vão ser requalificados O município decidiu avançar para a requalificação de forma a preservar este património mineiro único, melhorando a capacidade de atração e a regeneração física e social destes bairros. Município 05 Educação 06 Arquivo 12 Empreendedorismo 19 Cultura 20 Novos relvados candidatados Os projetos de colocação de novos relvados foram candidatados pelos clubes, com o apoio da autarquia, a um programa da Federação Portuguesa de Futebol Vereadora Conceição Parreira A Ação Social Escolar, promovida pela Câmara, é uma maisvalia para muitas famílias carenciadas do nosso concelho, que infelizmente têm necessidade deste apoio Bairros mineiros são património inestimável Em Aljustrel, temos conhecimento da existência de bairros mineiros desde o início da exploração moderna das minas, através de uma gravura de 1847 Novas empresas instalam-se no concelho Recentemente, as empresas ESAN e Plus Alqueva escolheram o Concelho de Aljustrel para se instalarem e desenvolverem a sua atividade Camané e António Zambujo no Cine Oriental O Cine Oriental apresenta uma programação rica e variada do ponto de vista cultural, dirigida a todos os públicos, que inclui grandes nomes da música portuguesa

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2 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2016 TERRA DE MINAS E AGRICULTURA É na dinâmica destas duas dimensões, a mineira e a agrícola, coadjuvadas pelos vários projetos turísticos em curso e pela economia social, que o Município de Aljustrel mais aposta para alavancar o nosso concelho para patamares superiores de desenvolvimento. Queremos viver melhor, em harmonia com esta terra que amamos e que queremos deixar ainda melhor para os nossos filhos e netos. Editorial Nelson Brito Presidente da Câmara Osector mineiro e o agrícola são, atualmente, as atividades-chave na economia do nosso concelho. A extração mineira em Aljustrel, que remonta ao Calcolítico, há 5 mil anos, é uma das nossas imagens de marca. Neste momento, com as minas a produzirem, somos um dos concelhos baixo-alentejanos que mais riqueza cria e que mais emprego gera. Nas nossas minas trabalham cerca de 1000 pessoas, dando emprego a muitos aljustrelenses e gerando trabalho para os concelhos limítrofes. Esta dinâmica reflete-se na taxa de desemprego no nosso concelho, que, nos últimos anos, tem variado sempre com percentagens muito abaixo da média nacional e regional. Apesar do otimismo contido no atrás descrito, em Aljustrel, melhor que ninguém, sabemos que o sector mineiro é cíclico e depende de muitas variáveis, principalmente da cotação dos metais nos mercados internacionais e da capacidade de ir descobrindo novos jazigos, que alimentem a atividade extrativa. Se na variável cotação dos metais é difícil interferir diretamente, visto que esta depende basicamente de fatores de natureza global, já a descoberta de novos jazigos mineiros que alimentem continuamente a extração, depende fortemente da vontade das entidades responsáveis pelo sector mi- neiro, particularmente no que diz respeito à Faixa Piritosa Ibérica, onde Aljustrel se insere, que possui ricas bolsas de cobre e outros metais, com potencial para a exploração. Foi, pois, com grande satisfação que no início do ano estive presente em Lisboa na assinatura do acordo entre a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) e a empresa turca ESAN, para prospeção e pesquisa de minérios na Faixa Piritosa Ibérica, investimento de 7,6 milhões de euros, a realizar ao longo de três anos, que abrange, entre outros, o concelho de Aljustrel, no sentido de tentar descobrir novos jazigos de cobre, zinco, chumbo e outros minerais associados. Em ato contínuo a esta assinatura, procurámos cativar a empresa ESAN a fixar-se em Aljustrel, pois entendíamos que esse poderia ser um fator de valorização da economia do nosso concelho e um sinal claro de que o município está empenhado em envolver-se construtivamente neste processo. A nossa manifestação de interesse concretizou-se durante o presente mês de outubro, quando entregámos as chaves de dois espaços no Centro de Acolhimento a Empresas de Aljustrel, cerimónia que marcou a decisão da ESAN de localizar o seu “quartel-general” em Aljustrel. Esta foi uma clara demonstração de que a empresa soube interpretar e valorizar o empenho do município neste processo, que se espera venha a revelar a viabilidade da exploração de novas minas em Aljustrel e na região. Também no setor agrícola e agroindustrial tivemos boas notícias nos últimos tempos. Recentemente fui convidado a presidir à cerimónia de inauguração das novas instalações do grupo Agromais no nosso concelho, mais concretamente em Ervidel, momento que marcou também o arranque da sua nova empresa, a Plus Alqueva. A Agromais, entreposto comercial agrícola que nasceu em 1987 na Região Agrícola do Norte do Vale do Tejo, encontra-se a investir cada vez mais na sua expansão para a zona de influência de Alqueva, com particular incidência no Concelho de Aljustrel, constituindo-se como um importante parceiro na dinamização económica da nossa região. Ainda no domínio agroindustrial, está prevista para o mês de Novembro a inauguração de um novo lagar de azeite no nosso concelho, que dará expressão industrial a uma produção de azeitona que já é muito significativa, criando-se, deste modo, mais valor através da transformação dos produtos que a nossa terra oferece. São estes os resultados da chegada da água de Alqueva às nossas terras, que importa agora potenciar e reforçar. A par do desenvolvimento e expansão das áreas agrícolas, queremos fomentar agora a instalação das agroindústrias, que acrescentem valor à cadeia da produção, transformação e comercialização dos produtos agrícolas, deixando no território as mais-valias resultantes do processo – mais emprego e mais riqueza. É na dinâmica destas duas dimensões, a mineira e a agrícola, secundadas pelos vários projetos turísticos em curso e pela economia social, que o Município de Aljustrel mais aposta para alavancar o nosso concelho para patamares superiores de desenvolvimento. No que toca ao turismo, temos em marcha o já conhecido projeto do Parque Mineiro de Aljustrel, que se vem desenvolvendo a bom ritmo, que ganhará ainda mais sustento com os investimentos e obras previstas para os bairros mineiros. Ainda no domínio dos projetos turísticos, irá arrancar em breve um investimento num parque de naturismo em Messejana. Em suma, queremos viver melhor, em harmonia com esta terra que amamos e que queremos deixar ainda mais viva para os nossos filhos e netos. E é porque desejamos muito este futuro de esperança, que devemos trabalhar intensamente sem fugir aos problemas do presente. Neste sentido, no passado dia 6 de outubro, desloquei-me à Assembleia da República, em representação da Co- munidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, para reuniões com os vários grupos parlamentares e analisar e discutir os vários problemas existentes ao nível das acessibilidades na região. Fora da ordem de trabalhos destas reuniões, procurei sensibilizar os deputados para o difícil momento vivido por muitas famílias que sofrem com a falta de programas de emprego e de estágios profissionais. Este deficiente funcionamento das respostas sociais, que também afeta a ação das autarquias e outras entidades socias que dependem destes programas, está a criar uma nova chaga de desocupação, deixando em casa centenas e centenas de pessoas que poderiam estar a dar um contributo válido à sociedade. Todos queremos resolver definitivamente o problema do desemprego, mas também precisamos de respostas sociais no imediato, de forma a combater a desmotivação, a exclusão social e a miséria em que muitos agregados familiares estão mergulhados. O Município de Aljustrel está disponível para fazer a sua parte! Bem hajam os homens e as mulheres que todos os dias trabalham para estes desígnios. Nelson Brito FICHA TÉCNICA: Propriedade Câmara Municipal e Aljustrel Sede Avenida 1.º de Maio 7600-010 Aljustrel Telefone 284 600 070 Fax 284 602 055 e-mail geral@mun-aljustrel.pt Site www.mun-aljustrel.pt Diretor Nelson Brito (Presidente da Câmara) Coordenação Marcos Aguiar Redação Mercedes Guerreiro e Artur Martins Fotografia José Tomé Máximo, Rodrigo Breton e Mercedes Guerreiro, Projeto Gráfico e Paginação Adriana Vieira da Silva Impressão Gráfica Funchalense Periodicidade Trimestral Tiragem 5000 exemplares ISSN 0874-0275 Depósito Legal 120655

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outubro 2016 | Boletim Municipal | Aljustrel 3 Município Rotunda da rua de Olivença requalificada Monumento homenageia Cante Alentejano O monumento ao Cante Alentejano é uma escultura em pedra, da autoria do artista João Daniel, que presta homenagem ao Cante Alentejano. Asessão de abertura do Festicante, no passado dia 16 de setembro, ficou marcada com a inauguração do monumento ao Cante Alentejano, na recentemente requalificada rotunda da rua de Olivença, em Aljustrel, e contou com a presença, entre outras entidades, da embaixadora de Cuba, Johana Ruth Tablada de la Torre. O monumento ao Cante Alentejano é uma escultura em pedra, da autoria do artista João Daniel, que além de uma homenagem ao Cante Alentejano, pretende homenagear as mulheres e homens que não o deixaram morrer. Segundo o escultor: “Esta escultura pretende, assim, mostrar essa aglomeração, esse juntar natural, espontâneo, de todos em torno de algo maior: a mesma identidade, que a todos toca e une. Aqui juntam-se mineiros com camponeses, juntam-se anónimos com ceifeiras”. Porque no Alentejo, quando alguém canta, não canta sozinho”. Informação cadastral Município de Aljustrel procede ao levantamento das redes de águas e saneamento Técnicos especializados estão a percorrer as ruas do Concelho de Aljustrel com o ob- jetivo de proceder ao levantamento da rede de infraestruturas de saneamento e abastecimento de água. Esta ação decorre da aprovação da candidatura “Elaboração de cadastro das infraestruturas existentes de abastecimento de água e saneamento de águas residuais em baixa no Município de Aljustrel”, cofinanciada pelo POSEUR - Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo de Coesão. Na prática, o município propõe-se realizar o levantamento, validação e homogeneização de informa- ção cadastral das redes de águas e saneamento em baixa no município, segundo um modelo de dados comum, com vista à sua integração num sistema de informação geográfica, recorrendo a informação recolhida em software específico para o efeito, com vista a facilitar a gestão destas redes em tempo real. Desta operação, que se vai prolongar durante os próximos meses resultará um maior conhecimento das infraestruturas e capacidade para identificar rapidamente quais as reais necessidades de expansão, reabilitação e reparação das mesmas, facilitando, igualmente, a gestão das infraestruturas e os processos de tomada de decisão, contribuindo para o aumento da eficiência dos sistemas e a melhoria da qualidade dos serviços prestados. Pelo incómodo que esta ação possa estar eventualmente a causar, a autarquia pede desculpas aos munícipes. Carregueiro Município pretende construir conduta adutora e reservatório de água Caminhos e estradas utilizados nas obras de Alqueva degradados Município de Aljustrel convida ministro da Agricultura e EDIA a visitar o Concelho OMunicípio de Aljustrel endereçou ao ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, e ao presidente da EDIA-Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, SA, João Pedro Salema, um convite para visitar o Concelho de Aljustrel, em data a agendar, de forma a estas entidades tomarem contacto direto com o estado calamitoso em que se encontram os caminhos e estradas neste concelho, em resultado do tráfego de pesados com origem nas obras da Rede Secundária de Alqueva, da responsabilidade da EDIA e dos respetivos empreiteiros e subempreiteiros. O convite vem na sequência de um levantamento, realizado pelos serviços técnicos da autarquia, designado de “Estradas e Caminhos Municipais em Avançado Estado de Degradação”, já remetido a estas entidades. Esta é uma situação que se prolonga no tempo e que já foi analisada em diversas ocasiões com as entidades responsáveis, sem quaisquer resultados práticos que salvaguardem os direitos das populações servidas por estas infraestruturas. OMunicípio de Aljustrel continua apostado em melhorar a qualidade de vida em todo o concelho, em particular nas pequenas localidades que o integram, como é o caso do Carregueiro, com cerca de 100 habitantes. Neste sentido, foi submetida uma candidatura ao POSEUR Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, no valor de 432 mil euros, que irá apoiar a construção de uma conduta adutora e um reservatório de água no Carregueiro. O abastecimento de água a esta localidade é atualmente efetuado através de uma captação subterrânea autónoma. O “furo”, com origem em captação subterrânea do Carregueiro, cumpre, ainda que de forma ineficiente, com as necessidades locais de abastecimento de água. No entanto, a qualidade das águas de abastecimento não é a ideal, bem como a continuidade do serviço, que apresenta inúmeras falhas ao longo do ano. Após terem sido avaliadas as alternativas possíveis, verificou-se que a solução que ofereceria melhores garantias seria a ligação à rede de águas do sistema de Aljustrel, uma vez que as hipóteses de captação no próprio local não oferecem as condições necessárias a um abastecimento eficaz. Assim, o município irá construir a conduta adutora Aljustrel/ Carregueiro, bem como um depósito de água, por forma a garantir uma reserva de água que dê resposta às necessidades do abastecimento e contemple uma reserva de água para o combate a incêndios.

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4 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2016 Município Apresentação virtual de Vipasca Antiga OMuseu Municipal de Aljustrel apresentou, no dia 27 de julho, a reconstrução virtual do povoado de Vipasca e da mina romana de Aljustrel, sob o título “Vipasca Antiga”. Este trabalho, único a nível mundial, resulta da pesquisa de doutoramento de Alex Martire (Universidade de S. Paulo - Brasil), sob a orientação da Professora Dra. Maria Isabel Fleming, intitulada “Ciberarqueologia em Vipasca: o uso de tecnologias para a reconstrução-simulação interativa arqueológica”, com a consultoria de Artur Martins, ar- queólogo e diretor do Museu Municipal de Aljustrel (Portugal). Este é mais um aporte importante ao projeto Parque Mineiro de Aljustrel, que permitirá conhecer de forma virtual e interativa a realidade da mina no período romano. Pode descobrir melhor este projeto único no mundo, conhecer Aljustrel do período Romano e visitar Vipasca Antiga, o povoado e a mina em realidade virtual, acedendo ao link: www.vipasca. com Aljustrel como nunca a viu Vipasca Antiga em realidade virtual Este trabalho, único a nível mundial, resulta da pesquisa de doutoramento de Alex Martire (Universidade de S. Paulo - Brasil), sob a orientação da Professora Dra. Maria Isabel Fleming, intitulada “Ciberarqueologia em Vipasca. Orçamento Participativo 2016 Munícipes convidados a pronunciar-se sobre as despesas de investimento prioritários para o concelho ACâmara Municipal de Aljustrel promoveu, até ao dia 21 de outubro, mais uma edição do Orçamento Participativo (OP). Esta iniciativa pretendeu dar oportunidade aos munícipes de expressarem a sua opinião sobre as obras e iniciativas que considerassem fundamentais para a construção de um concelho ainda melhor. Os munícipes foram convidados a participar numa ótica consultiva, através de um questionário em papel, que entregaram nas urnas disponíveis na Câmara Municipal e nas Juntas de Freguesia, ou através de um questionário disponibilizado online. As perguntas do questionário propunham ao munícipe que indicasse até cinco investimentos (obras, pequenas intervenções ou iniciativas) que considerasse prioritários na sua zona de residência e/ou no concelho, bem como escolhesse três áreas de intervenção municipal consideradas prioritárias, de entre as seguintes opções: Educação, Cultura e Desporto, Ação Social, Gestão/ Planeamento do Território, Rede Viária e Sinalização de Trânsito, Abastecimento de Água, Turismo, Proteção Civil, Recolha e Tratamento de Resíduos, Desenvolvimento Económico, Rede de Esgotos, Criação e Conservação de Espaços Verdes e Conservação do Património. No questionário, o munícipe pôde igualmente avaliar e dar a sua apreciação sobre o trabalho desenvolvido pela Câ- mara Municipal de Aljustrel. À semelhança do que acon- teceu nos anos anteriores, foram realizadas sessões públicas em todas as freguesias do concelho. O executivo irá, agora, avaliar a integração das propostas com base em critérios técnicos, financeiros e estratégicos, no próximo orçamento. Apresentação dos projetos de regeneração dos bairros mineiros Presidente ouviu a população Sessões públicas nos bairros mineiros OPresidente da Câmara Municipal de Aljustrel encontrou-se, no passado dia 2 de setembro, com a população dos bairros mineiros de Algares, Plano e S. João do Deserto, a fim de apresentar e discutir os projetos de regeneração dos referidos bairros, a implementar no âmbito do PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Aljustrel. Recorde-se que, para além destes projetos, estão previstas várias outras intervenções que se enquadram numa estratégia global de regeneração urbana alargada a todo o concelho.

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Candidaturas submetidas durante o passado mês de maio Clubes e Câmara instruíram candidaturas para colocação de relvados outubro 2016 | Boletim Municipal | Aljustrel 5 Município No caso do Estádio Municipal de Aljustrel, trata-se de um projeto ambicioso que pretende, nesta primeira fase, substituir o relvado principal, substituir a iluminação do relvado principal por tecnologia LED e instalar painéis solares para aquecimento de águas sanitárias de todo o complexo desportivo, com um investimento estimado em 219 mil 450 euros, mais IVA. OMunicípio de Aljustrel prestou apoio técnico na elaboração das candidatas submetidas, durante o passado mês de maio, pelo Sport Clube Mineiro Aljustrelense, Negrilhos Futebol Clube e Grupo Desportivo Messejanense no âmbito do concurso para modernização das infraestruturas desportivas e equipamentos dos Sócios Ordinários da FPF – Federação Portuguesa de Futebol e dos Clubes das competições não profissionais. O projeto, designado de “Beneficiação e modernização de infraestruturas no complexo desportivo de Aljustrel”, visa dotar o clube de instalações desportivas e de serviços modernos, funcionais e que representem uma mais-valia. No caso do Estádio Municipal de Aljustrel, trata-se de um projeto ambicioso que pretende, nesta primeira fase, substituir o relvado principal, substituir a iluminação do relvado principal por tecnologia LED e instalação de painéis solares para aquecimento de águas sanitárias de todo o complexo desportivo, com um investimento estimado em 219 mil 450 euros, mais IVA. Por sua vez, a candidatura “Beneficiação e modernização de infraestruturas no complexo Desportivo de Messejana” visa dotar o campo de jogos de relvado sintético que permite melhorar as condições para a prática da modalidade e garantir maior segurança aos jogadores, com um custo estima- do em cerca de 153 mil 500 euros, mais IVA. O Projeto “Beneficiação e modernização das infraestruturas no complexo desportivo de S. João de Negrilhos” surge da necessidade de qualificação do campo de jogos, permitindo, através da sua implementação, criar melhores condições e um serviço integrado de apoio a crianças, jovens, praticantes em geral e atletas. O projeto tem como principal objetivo fornecer e aplicar relvado sintéti- co no campo de futebol com um investimento previsto de 153 mil 500 euros, mais IVA. Estes projetos, já aprovados em reunião de câmara, concebidos com o apoio técnico da autarquia, caso sejam aprovados, serão financiados pela FPF em 90%, num montante máximo de 180 mil euros. Os restantes 10% (e o IVA não elegível) serão financiados pelo Município de Aljustrel, mediante protocolos de financiamento assinados para o efeito. Regeneração urbana Município vai criar parque de estacionamento na Avenida da Liberdade Melhorias urbanas Requalificação da rua General Humberto Delgado Foi adjudicada a obra para a realização da empreitada da primeira fase da Requalificação Urbana do Troço Central da Avenida da Liberdade. Nesta fase, a intervenção, da responsabilidade do Município de Aljustrel, consistirá exclusivamente na edificação de um parque de estacionamento de dois pisos, cujo piso superior se apesentará sem cobertura, situado no logradouro da Casa do Povo, atualmente Serviço Local da Segurança Social. Ambos os pisos, num total aproximado de 1.670 m2, serão maioritariamente preenchidos por lugares de estacionamento automóvel, num total de 56 lugares de aparcamento, sendo dois lugares destinados a viaturas de pessoas com mobilidade condicionada e dois lugares específicos para viaturas hibridas, ambos localizados no piso de acesso. Ainda neste piso, complementam as áreas de estacionamentos um núcleo reservado a velocípedes com capacidade para 10/12 unidades. A intervenção de regeneração urbana proposta traduz-se numa melhoria das condições de usufruto de um núcleo urbano que, pelas suas características e localização geográfica no contexto da vila de Aljustrel, urge ser intervencionado. Aautarquia encontra-se a requalificar a Rua General Humberto Delgado, junto à Praça da Resistência, zona nobre da vila de Aljustrel. A intervenção pressupõe a construção do pavimento de arruamento elevado, substitui- ção da iluminação existente por luminárias LED, instalação da rede de águas pluviais, a instalação de rega automática nas zonas verdes e a melhoria do mobiliário urbano. Através desta intervenção, a Praça da Resistência torna-se mais ampla e com uma maior adequabilidade a atividades e eventos que possam a vir ser desenvolvidos neste local, melhorando igualmente a sua estética e acessibilidades.

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6 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2016 Educação Regresso às aulas Entrevista à vereadora Conceição Parreira “Estive sempre ligada à educação. Durante este percurso de 32 anos fui acompanhando o papel das autarquias nesta matéria, aos poucos o Estado foi transferindo competências para as câmaras em matéria de Educação, o que requer uma agilização de meios humanos, materiais e principalmente financeiros.” O presente ano letivo iniciou-se de forma mais tranquila que os anteriores. A que se deveu esta normalidade? Sim, este ano letivo iniciou-se de uma forma mais tranquila, a colocação de professores foi feita atempadamente, não houve como nos anos anteriores tanta confusão. O agrupamento também preparou com a devida antecedência as suas necessidades. No entanto, no início de cada ano letivo, há arestas que precisam sempre de ser limadas. Uma das arestas é a falta de pessoal não docente nas escolas. Neste aspeto em concreto, se não fossem as autarquias, pelos mais diversos meios a apoiar as escolas, estas estariam paralisadas por falta destes recursos humanos. É uma situação que se arrasta há algum tempo e o Ministério da Educação deveria dar mais atenção a este problema, as pessoas aposentam-se e não são substituídas. Vamos para o quarto ano de funcionamento do Centro Escolar Vipasca. De que forma avalia o funcionamento deste novo conceito de Escola? O Centro Escolar trouxe-nos um novo paradigma de escola a que todos tivemos que nos habituar- alunos, pais/encarregados de educação, professores e pessoal não docente. Um espaço novo, com mobiliário e equipamentos adequados e atuais, arquitetonicamente mais moderno, completamente diferente das linhas das escolas do plano dos centenários a que estávamos habituados, todas com a mesma traça. Deu-nos a oportunidade de uma organização pedagógica diferente, ou seja, as turmas organizadas por anos de escolaridade, o que é mais vantajoso para os alunos e para os professores. Entre professores, existe troca e partilha de matérias, de saberes, de experiências, que acho muito importante. Em minha opinião deveríamos ir mais além e dar espaço à partilha nas disciplinas, dois professores em cada turma. Por exemplo, um a lecionar línguas, se tivesse mais aptidão para as línguas, outro ciências, se tivesse mais aptidão para as ciências. Assim, seriam colmatadas algumas lacunas. Neste novo ano letivo foi possível manter todas as escolas das freguesias em funcionamento? Sim, felizmente foi possível manter todas as escolas em funcionamento, inclusive a E.B.1 de Rio de Moinhos, que continua a funcionar como Pólo do Centro Escolar. Na freguesia de Ervidel, no passado ano letivo funcionou só uma sala de 1º Ciclo, visto que não havia alunos para duas. Este ano reabriu a segunda turma, visto que o número de alunos aumentou, o que é muito bom. Em relação ao Pré-escolar, todos os Jardins de Infância se mantêm abertos e em funcionamento. Podemos dizer que hoje temos “escola a tempo inteiro” em Al- justrel? Sim. É da responsabilidade da autarquia dar resposta “ à escola a tempo inteiro” no que concerne ao serviço de almoço e às Atividades de Animação e Apoio à Família no pré-escolar e a Componente de Apoio à Família no 1º Ciclo e nas interrupções letivas. Temos o Centro de Animação Infantil Municipal, que funciona no Centro Escolar, que abre as suas portas às 7h30m da manhã e começa a receber crianças, encerra às 19h 30m a entregar crianças. Esta resposta é programada com a devida antecedência, mesmo assim, há sempre pais/encarregados de educação que só se lembram que têm falta deste serviço na véspera do ano letivo iniciar ou no próprio dia. No entanto, estamos sempre disponíveis para, da melhor forma possível, dar resposta às necessidades dos pais/ encarregados de educação. Do meu ponto de vista, o poder local é a entidade que mesmo com algumas dificuldades consegue, ainda, dar resposta a todas estas solicitações. Como avalia a ação social escolar promovida pela Câmara? A Ação Social Escolar, promovida pela Câmara é uma mais-valia para muitas famílias que infelizmente têm necessidade deste apoio. Além da Componente de Apoio à Família, atrás descrita, a autarquia atribui Auxílios Económicos aos alunos carenciados do 1º ciclo. No presente ano leti- vo distribuímos livros escolares a todas as crianças de escalão A e B num total de 100 (cem) crianças e ainda distribuímos material de desgaste às crianças de escalão A. Este material é adquirido nas livrarias/papelarias do Concelho mediante uma credencial fornecida pela Câmara Municipal de Aljustrel. O município de Aljustrel apoia também os alunos que frequentam o Ensino Superior. Como se concretiza esse apoio? Sim. Um dos grandes objetivos deste apoio é estimular os alunos oriundos de agregados familiares com menos capacidade financeira de continuarem os seus estudos de nível superior, bem como contribuir para a formação de quadros técnicos superiores, residentes no Município de Aljustrel, visando um maior e mais equilibrado desenvolvimento social, económico e cultural. No ano letivo 2015/2016, 23 alunos a frequentar o ensino superior beneficiaram desta bolsa de estudo. Durante o mês de Outubro estão abertas as inscrições para a concessão/renovação de bolsas de estudo para o presente ano letivo. Espero que este ano letivo possamos dar mais bolsas de estudo é sinal que mais alunos do nosso concelho entraram para o ensino superior. Esteve toda a sua vida profissional ligada à educação. Como vê a educação dos nossos dias em con- traste com o passado, nomeadamente no que concerne ao papel das autarquias nesta matéria? Sim, estive sempre ligada à educação, primeiramente no papel direto com as crianças durante trinta e dois anos, dos quais vinte e nove em Aljustrel. Durante este percurso fui acompanhando o papel das autarquias nesta matéria, aos poucos o Estado foi transferindo competências para as câmaras em matéria de Educação, a vários níveis e exigindo das Autarquias uma agilização de meios humanos, materiais e principalmente financeiros. Além de executor das políticas definidas pelo poder central a Autarquia ainda promove iniciativas locais, intervindo a vários níveis e em vários campos, a forte aposta na renovação e manutenção dos espaços educativos, através da implementação e remodelação do parque escolar, as medidas desenvolvidas no âmbito da ação social escolar, que abrangem apoios ao nível da alimentação, transporte, aquisição de manuais escolares, a implementação de projetos inovadores, promotores de novas experiências socioeducativas, culturais e desportivas, também de caracter pedagógico. Outubro marca também o arranque dos projetos educativo-sociais dirigidos à população sénior. Como está a desenvolver-se o arranque da Universidade Sénior de Aljustrel e do Animasénior?

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Outubro é por excelência um mês muito importante para os séniores, o início do ano letivo que eles tanto anseiam, para alguns, estas atividades não tinham interrupção. O ano iniciou dia três de Outubro, com 120 alunos matriculados na USA e 140 inscritos no Animasénior. Estes dois projetos são um orgulho para mim, quer do ponto de vista social e cultural, como da valorização e dignificação da pessoa idosa, de- sempenhando uma função relevante em termos de saúde pública. Os seniores são um ativo social e de valor, pelos seus saberes, pela sua experiencia de vida, enfim por um manancial de valores que nos transmitem e são também a interligação entre os mais jovens. Também quero deixar aqui um obrigado a todos os professores voluntários que têm colaborado nestes dois projetos e enaltecer o seu empenho e dedicação. Tem alguma mensagem final para a comunidade educativa no novo ano letivo que está a arrancar? Quero desejar, em primeiro lugar para os alunos, que este ano letivo vos traga desejo de aprender, respeito uns para com os outros, amizade e companheirismo. Para os pais/encarregados de educação que colaborem com a escola positivamente, que ajudem os outubro 2016 | Boletim Municipal | Aljustrel seus filhos, quando confrontados com algumas dificuldades, transmitam-lhe sobretudo a partilha de valores (cooperação, amizade, solidariedade e respeito pela diferença). Aos professores, assistentes operacionais, técnicos e administrativos um ano letivo calmo e com sucesso. 7 Educação CmâamisardaesMfauvnoicreipcaidl aasponieastfeamnoílviaosanoSocial leAtivolaecutmrdixviaoiadíolopslnmiesiu.aeCopçEdlrrmemaaniseeaâseemcvdnsnltpamsoaerearaitsicoeAlacnoedtmahoaionicrsmcdelorArdanjiarnetaaiuoneeoutevlóiaerrshàdpsMdçraetgmeotasaaoaearirsrdpdmrusn.reie,ecqeafcrdalncgdaadsoa,sesuo,ieaitmftatsmaecsieàaredpqeaslisavirínoapatu,blinopsaopfsitaaeueo1aroaoaella-aie0prsçflsllvuçducí,naa0ãeeteãi-rqnoeli-msvoocicuEocaara,uiddoissdedidarr,Eeliiudaoiaadarvrsvdcaesrooaceda9-s,euoa-eeçnaaclsxsedjãçoaoeaaocsioeãerrdsrl,otcNse,oid-euaaAalsppucuduvaoCpuearcraeinnerecPmteaadpoiddeaisisçieaainõmmvisaaçptAãraele1beócegsãrroeba.rsleroóoee1aº(ej,eçriiCuismg2lndçoecoaaãruespiaãnAicaodto,ndcntcroiacrdoaavlteIeoofCreoaerIMsrniamifPsrlsenmrd,.aeeoederuad)fnasBgpeonta,trsndoetlaogC-aidoonermCbiebda-ruoprtetosleadoieieirbn-lmossnoéercc,at-sltMoxfoeeunrap,cci-mocddnmo-uimolocaeoiosdnçm-mloíd-veõopelidenia-ooe,erpaofdstoxsrooateeepildeiaprnnonomsrcbnrneerctesoconerdéseeeoeonavisgtd-elcnlanrateiieae,eiqhnenstrcccmtmsmoteuoiaiopçictavlmgdrderaaeomeeidsoaaáaesninraleood,dbaçrpíttnposirnarãooiaoaaodztadpoolosrsnoesuhreoodsmrdhsdaderosddesieiaaenopadeesefodnmlitpeaeeemrucreofàtmtsdee1ueeeue-idtsfaiºavnentelnun-hdoopistqcoc-hoosaiauiansdrãoieçesáoensã-.etaoa-- Centro Escolar Vipasca “ ”felizmente foi possível manter todas as escolas em funcionamento, inclusive a E.B.1 de Rio de Moinhos, que continua a funcionar como Pólo do Centro Escolar. CAIM Novos desafios para os mais jovens Um enfoque especial, tendo em consideração a “interiorização dos valores de cidadania ativa”, está a ser dado, desde o início deste novo ano letivo, às atividades de exterior e de grande grupo, dinamizadas pelo Centro de Animação e Infantil Municipal, (CAIM). Esta medida faz parte dos objetivos e da atividade a desenvolver no CAIM para 2016/2017, definidos pela Câmara Municipal de Aljustrel. O CAIM é um espaço que pretende dar resposta à ativida- de de animação e apoio no pré-escolar (AAAF) e à componente de apoio à família (CAF) para o 1.º ciclo. Destinado a crianças dos 3 aos 9 anos, o CAIM funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30, sem interrupções, com o intuito de apoiar os pais e encarregados de educação que, por estarem a trabalhar após o horário letivo, não têm onde deixar os seus educandos. Aqui, as crianças ocupam os seus tempos livres de forma dinâmica, criativa e lúdica, sempre com base no respeito mútuo, na interajuda, na responsabi- lidade e na liberdade. O espaço e as atividades são supervisionadas e dinamizadas por uma equipa pedagógica. Neste novo ano letivo, a Câmara Municipal de Aljustrel entendeu alterar as auxiliares do pré-escolar, que passaram para o CAIM e vice-versa. Esta mudança irá permitir adquirir novos hábitos de trabalho, bem como partilhar saberes e experiências adquiridos nos postos de trabalho anteriores.

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8 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2016 Vista de Vale d’Oca Obras Urbanismo e património Bairros mineiros vão ser requalificados O município decidiu avançar para a requalificação dos bairros de forma a preservar este património mineiro único, melhorando a sua capacidade de atração e a regeneração física e social. Foram adjudicadas as empreitadas de Requalificação Urbana dos Bairros Mineiros de S. João do Deserto, Plano e Algares, no valor de 705 mil euros. Estas intervenções estão previstas no âmbito do PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Aljustrel, apoiado pelo Portugal 2020. O município decidiu avançar para a requalificação dos bairros de forma a preservar este património único e porque o seu espaço público é inadequado para o usufruto e qualidade de vida dos residentes, pois encontra-se bastante deteriorado, praticamente não possui espaços públicos de convívio/lazer, regista grandes carências em termos de iluminação pública e mobiliário urbano e possui já alguns edifícios privados e públicos devolutos. Também na zona do bairro de Vale d´Oca haverá lugar a várias intervenções, a maioria delas relacionadas com a requalificação urbana e reabilitação de património mineiro. Bairro de S. João do Deserto No caso da Requalificação do Bairro de S. João do Deserto, prevê-se a criação de uma zona de estadia e lazer, reorganizar um arruamento de forma a integrar o abrigo de passageiros existente, criar uma zona de estacionamento e estadia afeta ao parque desportivo existente e uma zona de canteiro para plantação de árvores, proporcionando zonas de sombra. A Sul, irá criar-se uma bolsa de estacionamento, uma ligação ao parque infantil existente e construir-se um passeio e uma base para assentamento dos ecopontos. Está igualmente prevista a pavimentação de arruamentos e passeios, a plantação de arbustos, a dotação das zonas verdes de rega com automatismo e a melhoria das redes de águas pluviais, bem como a montagem de uma coluna metálica equipada com luminária Led. BETUMINOSO PASSEIOS CICLOVIA ESTACIONAMENTOS TALUDES

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Bairros do Plano e dos Algares outubro 2016 | Boletim Municipal | Aljustrel 9 Obras No âmbito da Requalificação Urbana dos Bairros do Plano e dos Algares pretende-se intervir essencialmente na beneficiação da rede viária e pedonal existente, na reformulação das infraestruturas, tendo em vista a melhoraria das condições de mobilidade pedonal e rodo- viária, valorizando simultaneamente a qualidade do espaço público. Prevê-se a pavimentação de arruamentos e passeios e a requalificação das redes de abastecimento de águas, drenagem de águas residuais, drenagem de águas pluviais e telecomunicações. Bairro Mineiro de Vale d’Oca Azona do bairro de Vale d´ Oca será objeto de várias intervenções, a maioria delas relacionadas com a requalificação urbana e reabilitação de edifícios devolutos e em processo de progressiva degradação, numa lógica de reconversão de espaços e unidades industriais abandonadas existentes no Parque Mineiro de Aljustrel e potenciação do seu potencial turístico e cultural. Ao nível da Requalificação Urbana, está prevista a reabilitação do antigo Campo das Minas, destinando-o a fins lúdico-recreativos e a construção de um corredor ciclável ligando a a periferia da vila de Aljustrel aos Bairros Vale d’Oca, Algares e Plano. Esta via de comunicação terrestre, de piso regular, destina-se especificamente para a circulação de pessoas utilizando velocípedes (bicicletas). No âmbito do projeto do Parque Mineiro está prevista a qualificação da zona envolvente ao Malacate Vipasca, visando a reconversão de espaços e unidades industriais abandonadas e aumento do seu potencial turístico. O projeto prevê a construção de um centro de receção e acolhimento no espaço do atual Malacate Viana, visando a instalação do Centro de Interpretação de Arqueologia Mineira. Ainda no âmbito do Parque Mineiro de Aljustrel, está prevista a instalação do Arquivo e Centro Mineiro junto aos antigos escritórios da Mina, mais propriamente nos edifícios do posto de polícia e comissão de trabalhadores. Ainda na zona de Vale d´ Oca está prevista a requalificação do Chapéu de Ferro. O projeto, que será promovido pelo LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia em parceria com a autarquia, prevê a localização, limpeza e proteção dos diversos poços romanos existentes no local; a edificação de um passadiço panorâmico que ligue a Central de Compressores ao Malacate Vipasca; a instalação de placas informativas relativas à geologia e arqueologia do local e sinalização dos poços romanos inscritos no corte do terreno.

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10 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2016 Município realiza pequenas intervenções urbanas “em todo o concelho Porque nem só de grandes obras se faz uma terra bonita e funcional, o Município de Aljustrel, em colaboração com a juntas de Freguesia, está a proceder a um vasto conjunto de pequenas intervenções urbanas que visam embelezar •e tornar mais agradável a vivência nas aldeias e vilas do nosso concelho. Ficam alguns exemplos... Freguesias Praça da República de Ervidel Ervidel Praça da República vai ser requalificada O conceito da intervenção procura estabelecer uma nova identidade de vivência comunitária da aldeia, constituindo esta praça não só um espaço aprazível no dia a dia, mas também uma área de oportunidade para realização de eventos, festas e exposições, entre outras. OMunícipio de Aljustrel prevê iniciar, até final de 2016, a requalificação da Praça da República, em Ervidel. Esta intervenção surge no âmbito da proposta de qualificação de uma zona central da aldeia, numa área por excelência de reunião e estadia da população, que deverá constituir-se como a imagem de identidade de Ervidel. O conceito da intervenção procura estabelecer uma nova identidade de vivência comunitária, constituindo esta Praça não só um espaço aprazível no dia a dia, mas também uma área de oportunidade para realização de eventos, festas, exposições, entre outras. A circulação pedonal ficará totalmente livre de obstáculos, através dos materiais escolhidos (calçada e laje de calcário), fazendo-se a circulação preferencialmente junto às fachadas dos edifícios. A zona marcadamente de estadia e reunião será em laje de calcário, conferindo nobreza ao espaço. Nesta zona será instalado um conjunto de canteiro sobrelevado com murete banco e elemento de água, centralizando uma grande área de estadia e fruição do espaço. O conforto da Praça será igualmente assegurado pela plantação de árvores de crescimento rápido e grande capacidade de sombreamento. S. João de Negrilhos Novo Jardim em Jungeiros AJunta de Freguesia de S. João de Negrilhos, em parceria com a autarquia, concluíram as obras do novo jardim de Jungeiros. Para o efeito foi requalificado o logradouro da antiga Escola do 1º Ciclo da aldeia, demolindo os muros exteriores, dando lugar a uma praceta, que foi ajardinada e onde foi colocando um parque infantil. Este passa a ser um novo espaço público, onde as pessoas poderão passar os seus tempos livre, conviver e praticar atividade física. Messejana Câmara instalou novo parque infantil Aljustrel e Rio de Moinhos Escola dos Eucaliptos com parque de jogos OMunicípio de Aljustrel instalou um parque infantil no logradouro das novas instalações do CAPI, em Messejana, infraestrutura que fun- ciona pela primeira vez no presente ano letivo. O CAPI é da responsabilidade da associação Engenho & Arte, que desenvolve as valências de creche e pré-escolar; atividades para crianças e jovens e atividades para a comunidade. Valoriza-se, assim, ainda mais, este importante investimento na freguesia, que fica equipado de forma a melhor servir as crianças que frequentam a instituição. OMunicípio de Aljustrel procedeu à requalificação do logradouro nas traseiras da antiga Escola dos Eucaliptos. As intervenções consistiram na reabilitação do campo de jogos, na colocação de novos equipamentos, nomeadamente aparelhos de fitness, e na instalação de um parque infantil, devolvendo à população de todas as idades um espaço emblemático da vila de Aljustrel, onde outrora centenas e centenas de aljustrelenses frequentaram a escola. O acesso ao campo de jogos, que está aberto ao público, processa-se pela rua de Santa Bárbara. Aljustrel Várias intervenções na Corte Vicente Anes OMunicípio de Aljustrel, em parceria com a União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos, realizou várias intervenções na Corte Vicente Anes com o objetivo de melhorar o ambiente urbano e o bem-estar da população desta localidade. Foram introduzidas melhorias no Parque Infantil, aplicada pintura nas passadeiras e lombas e substituída a porta do poço. Paralelemente fo- ram feitas melhorias na ETAR da aldeia e a limpeza de bermas. Decorrem ainda obras para a criação de um anexo na Sociedade Recreativa, que dotará esta coletividade de melhores condições.

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outubro 2016 | Boletim Municipal | Aljustrel 11 Geminação Franceses de Hem participam na Vin&Cultura Sociedade Em 2015, representantes aljustrelenses deslocaram-se a Hem, para comemorar os 15 anos da geminação. Dando seguimento ao princípio de reciprocidade, Aljustrel irá receber, este ano, a representação francesa Aljustrel vai receber uma comitiva de 35 franceses de Hem, no fim de semana 25, 26 e 27 de novembro. A visita dos franceses ao nosso concelho surge no âmbito do acordo de geminação estabelecido entre estas duas vilas, desde 2000. Em 2015, representantes aljustrelenses deslocaram-se a Hem, para comemorar os 15 anos da geminação. Dando seguimento ao princípio de reciprocidade, Aljustrel irá receber, este ano, a representação francesa que será constituída de eleitos, membros do comité de geminação, representantes da Associação Sport Clube União Aljustrelense, membros do Conselho da Juventude dos 14 aos 17 anos, do diretor da escola de música e de um empresário da área da restauração. Ao longo destes 15 anos, os encontros que têm decorrido, alternada e anualmente nestas duas vilas, têm permitido aos habitantes destas comunidades de melhor se conhecerem do ponto de vista cultural, social, desportivo, turístico e até económico. Razão pela qual, este ano, a comitiva francesa foi convidada a participar na Vin&Cultura. Um vasto programa cultural está a ser planificado, no sentido de proporcionar uma troca de experiências e de aprofundar as relações de amizade criadas ao longo destes anos de contactos entre as duas comunidades. Cerimónia em Hem Nossa Senhora do Castelo Confraria promove festa em honra da santa Entre os dias 8 e 11 de setembro, decorreu em Aljustrel a tradicional Festa em Honra de Nossa Senhora do Castelo. Este ano, a Confraria de Nossa Senhora do Castelo de Aljustrel, que já conta com três anos de existência, apresentou um programa cultural onde o religioso se mistura com o profano. As celebrações religiosas realizaram-se na Ermida de Nossa Senhora do Castelo, destacando-se ainda a Romaria a Cavalo com a Imagem Peregrina de Nossa Senhora do Castelo, pelas ruas de Aljustrel. O recinto da festa foi também muito animado com os bailes, concertos de música popular, cante alentejano, fado e um fogo-de-artifício. No domingo, dia solene das festividades, foi celebrada a Eucaristia, na Igreja Matriz seguindo-se a Procissão em Honra de Nossa Senhora do Castelo que saindo da Igreja Matriz, passou pela Rua S. João de Deus, Largo 9 de Abril, Rua de Montes Velhos, Av. da Liberdade, Rua 5 de Outubro, Rua Heliodoro Salgado, Rua de Santa Bárbara, Rua da Urbanização da Praça de Touros, conduzindo a imagem de Nossa Senhora até à sua Ermida onde permanece até ao ano seguinte. Uma exposição de vestidos e de fotografias de noivas, que casaram na ermida, esteve patente ao público durante os dias de festa. As festividades contaram com o apoio da Camara Municipal de Aljustrel, da União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos, da GNR, da Santa Casa da Misericórdia de Aljustrel, dos Bombeiros de Aljustrel, do comércio local, dos Irmãos da Confraria, dos paroquianos e da população de Aljustrel. XV Feira do Livro Centenas de livros com cheirinho a castanhas assadas e atividades culturais à mistura De 21 a 25 de outubro, o Pavilhão de Exposições e Feiras abre as suas portas para receber a XV Feira do Livro. Durante cinco dias, os amantes da leitura vão poder deambular por entre as diversas mesas cobertas de livros e satisfazer o seu gosto pela leitura. Centenas de obras, com uma grande variedade de temas e géneros literários e a preços mais convidativos esperam pelos leitores, que com o Natal à porta podem aproveitar para comprar algumas prendas. Esta iniciativa, promovida pela Biblioteca Municipal de Aljustrel, pretende aproximar o livro ao leitor e cultivar o gosto pela leitura dos visitantes, até mesmo aqueles que não têm por hábito frequentar as livrarias. Para atingir um público ainda maior, este espaço irá promover diversas atividades culturais. Na sexta-feira, dia 21, pelas 21h00, terá lugar uma conversa em torno da obra de Nídia Horta, pautada por momentos musicais com MarROCKhino. No sábado, dia 22, às 10h30, será realizado o “Mal- mequer de Histórias”, uma das atividades regulares da Biblioteca Municipal, integrada nesta feira. As técnicas da Biblioteca irão ler, a crianças dos 3 aos 6 anos, a história “A Magia da Estrela do Outono”, subordinada ao tema “ Unir o Lúdico e a Descoberta”. Na segunda-feira, dia 24, às 10h30, o autor Daniel Completo apresentará “Quem Dá Asas Às Palavras”, destinado a crianças dos infantários e pré-escolar, e às 14h30, a crianças do 1º ciclo. Pelas 16h00, à semelhança dos anos anteriores, o presidente da Câmara entregará os certificados “Padrinhos de Leitura” aos representantes das empresas que apadrinharam os alunos de uma sala de aula de jardim-de-infância, pré-escolar ou primeiro ciclo, através da atribuição de um apoio financeiro para aquisição de um livro para cada aluno dos ciclos abrangidos. Com esta iniciativa a Biblioteca Municipal pretende envolver a comunidade promovendo o sentido de partilha, de solidariedade social e de uma cidadania mais ativa, fortalecendo ao mesmo tempo os laços existentes entre a biblioteca e os seus utentes. Às 21h00, a cantora aljustrelense Sandra Elle, encerra as atividades desta XV Feira do Livro com um espetáculo musical. Simultaneamente à Feira do Livro, irá decorrer no fim de semana, 22 e 23, a tradicional Feira Nova de Outubro. O Parque de Exposições e Feiras vai encher-se de barraquinhas onde se podem adquirir os mais variados produtos desde roupa, sapatos, enchidos, queijos, produtos artesanais entre muitos outros artigos. Contudo, os frutos da época são um dos principais atrativos desta feira que “convidam” todos os anos centenas de pessoas a visitar o certame. Tanto as nozes, como os figos secos, as amêndoas, os pinhões e as castanhas assadas quentinhas, anunciadas pelo cheiro e pelo pregão característico dos vendedores, fazem as delícias de todos.

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12 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2016 Arquivo Gravura de 1847 História Bairros mineiros de Aljustrel, património inestimável Com o desenvolvimento da exploração mineira, a empresa concessionária ordenou, no início do século XX, a construção de bairros mineiros. Em Aljustrel temos conhecimento da existência de bairros mineiros desde o início da exploração moderna das minas em meados do séc. XIX. Numa gravura de 1847 oferecida ao primeiro concessionário da mina de S. João, Sebastião Gargamala, podemos verificar pela sua legenda que já existiam instalações para alojar mineiros. Ainda no século XIX há algumas referências à existência de diversos “quartéis” (conjunto de casas em banda, semelhantes às casernas militares), para alojamento dos mineiros no complexo metalúrgico das Pedras Brancas, pertencente à Companhia de Mineração Transtagana. Entretanto, na mina de Algares, os operários provenientes de outros locais do país, construíam habitações improvisadas, sem o mínimo de condições de higiene e habitação e que deram origem a alguns problemas de saúde (epidemias locais). Foi então ordenado o levantamento dessas “barracas”, tendo-se desenvolvido como bairro mineiro, uma povoação que se situava entre a mina de Algares e a vila de Aljustrel, chamada Aldeia das Magras, hoje completamente integrada no conjunto urbano da Vila e que se situava entre o que é hoje a rua de Santa Bárbara e o edifício dos Bombeiros Voluntários. Com o desenvolvimento da exploração mineira a empresa concessionária, com o intuito de poder exercer um controle mais apertado sobre os operários nos aspetos social e económico e com a necessidade de fixar operários especializados, inicia a construção dos primei- ros bairros mineiros de Algares de Baixo, Algares de Cima, Vale d’Oca (1ª fase - localizado junto ao extremo sul do Chapéu de Ferro e que terá sido cons- Bairro de São João de 1847 (lado direito da imagem) e casa do Engº e do Diretor da mina de S. João (lado esquerdo da imagem)

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outubro 2016 | Boletim Municipal | Aljustrel 13 Mina de São João vendo-se em segundo plano o novo Bairro de São João (Focinho de Cão). O Bairro de Algares de Baixo no princípio do século XX contemplava a existência de casa de banho e só em meados do séc. XX, estas começaram a ser construídas mas localizadas no exterior da habitação, no outro lado da rua. As habitações situadas nos extremos de cada banda tinham maiores dimensões e eram destinadas aos capatazes. Todas possuíam água canalizada e a partir do momento em que a empresa mineira pôs em funcionamento uma Central Elétrica (1926) passaram também a ter corrente elétrica. Nas traseiras das casas havia ainda um pequeno quintal que era aproveitado para cultivar frutas e legumes. Após os trabalhos de 1970 não foram construídas mais habitações para alojamento dos mineiros. Uma particularidade destes bairros era o facto de aí serem proibidos estabelecimentos co- merciais. O comércio de mercearias e outros bens de consumo para evitar fazer concorrência às cooperativas que a mina criou ao longo da sua existência para abastecimento exclusivo dos seus funcionários, os quais por sua vez eram obrigados a comprar exclusivamente nessas cooperativas e as tabernas e cafés para evitar o consumo de bebidas alcoólicas que normalmente geravam desacatos. As cooperativas de consumo mineiras foram criadas e geridas pela empresa mineira e ao mesmo tempo que obrigavam os seus funcionários a consumir nessas lojas, estavam proibidos de consumir no comércio da vila, facto que levou muitas vezes a queixas na Câmara Municipal por parte dos comerciantes da vila que se sentiam lesados. Atualmente essa proibição desapareceu tendo aparecido alguns estabelecimentos comerciais nos bairros de Vale d’Oca e de São João. A crise que atingiu a mina, na última década do século passado, e que obrigou a empresa mineira a realizar dinheiro para fazer face aos seus compromissos, fez com que a empresa mineira decidisse vender as habitações aos seus ocupantes. Entretanto, esse processo permitiu que desde o início do século tenha sido possível à autarquia realizar obras de beneficiação ao nível das infraestruturas básicas nos diversos bairros existentes. Arquivo truído cerca de 1910), o Bairro do Triturador (situado próximo dos antigos moinhos trituradores, já derrubado), o Bairro da Represa (situado próximo da represa e também já desaparecido) e o novo bairro de S. João, em novo local conhecido como “Focinho de Cão”. Entretanto, outros bairros foram sendo construídos no decurso do séc. XX, o Bairro do Plano, que adquiriu este nome por ter sido construído no local onde se situava uma estrutura mineira conhecida como Plano Inclinado, o Vale d’Oca Novo (2ª fase) e o Bairro de Santa Bárbara, situado na continuidade do anterior mas com uma orientação diferente (1951/1952). Entretanto também foram sendo acrescentados alguns bairros já existentes como, por exemplo, o de S. João que foi acrescentado com 5 bandas em 1957, o do Plano que teve em 1970 um acrescento de 2 bandas e ainda a continuação do Bairro de Stª Bárbara que teve vários acrescentos entre 1956 e 1970. Existiam alguns critérios que davam pontos para a atribuição destas habitações nomeadamente, o número de filhos do casal, o número de anos ao serviço da empresa (dados objetivos) e o seu comportamento (dado subjetivo avaliado pelo Serviço de Pessoal). A arquitetura das casas era praticamente igual em todas elas, construídas em bandas com apenas 1 piso, cada habitação possuía 2 quartos e 1 cozinha. O projeto inicial não O Bairro de Santa Bárbara em 1952.

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Sociedade 14 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2016 Cultura cubana esteve em destaque Festicante aproximou Aljustrel e o Mundo Este evento, subordinado ao lema “Nós e o Mundo” tem como principal objetivo promover e divulgar o cante alentejano, através das grandes vozes locais, regionais e nacionais, e promover o diálogo intercultural, dinamizando espetáculos musicais, exposições, mostras de produtos e gastronomia, com destaque ao país convidado do Festicante De 16 a 18 de setembro, a Câmara Municipal de Aljustrel levou a efeito o Festicante, onde, nesta 1ª edição, a cultura cubana esteve em grande destaque. Este evento, subordinado ao lema “Nós e o Mundo” tem como principal objetivo promover e divulgar o cante alentejano, através das grandes vozes locais, regionais e nacionais, e promover o diálogo intercultural, dinamizando espetáculos musicais, exposições, mostras de produtos e gastronomia, com destaque ao país convidado do Festicante, que será diferente em cada edição. A embaixadora, Johana Ruth Tablada de la Torre, marcou presença durante a sessão de abertura deste festival, que se realizou na sexta-feira, 16, e ficou marcada pela inauguração do Monumento ao Cante Alentejano, situado na rotunda da Rua da Olivença. Durante os três dias do evento, o Parque da Vila de Aljustrel animou-se com diversos espetáculos e iniciativas que contaram com as atuações, entre muitas outras, do grupo Cuba Zone convida LUÍS REPRESAS, Habana Way convida VITORINO, Cante Informal e Trio Son de Cuba. O Festicante é um projeto cofinanciado pelo Alentejo 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER. As entradas são livres.

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outubro 2016 | Boletim Municipal | Aljustrel 15 Sociedade Cante à Mesa Município reúne com gerentes de restaurantes O Município de Aljustrel está a levar a efeito um projeto denominado “Cante à Mesa” com o intuito de promover e divulgar o Cante Alentejano OMunicípio de Aljustrel está a levar a efeito um projeto denominado “Cante à Mesa” com o intuito de promover e divulgar o Cante Alentejano, reconhecido pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade. A referida iniciativa decorrerá nos restaurantes do concelho e tem como objetivo a divulgação informal do cante junto da população e de visitantes ocasionais, diversificando os locais tradicionais de divulgação desta arte e tornando este património cultural num ativo económico que contribua para o desenvolvimento local. Neste sentido, o Município promoveu uma reunião de planeamento/programação com gerentes de restaurantes locais, que teve lugar no passado dia 12 de outubro. Os trabalhos foram bastante produtivos, tendo os estabelecimentos presentes demonstrado interesse em aderir ao projeto. O município dinamizará uma segunda ronda de reuniões com os restaurantes que não se pude- ram fazer representar no dia 12 de outubro, visto que se pretende alargar o projeto ao maior número possível de estabelecimentos, pelo que os interessados deverão contactar o município para o efeito. O Cante à Mesa é financiado pelo Alentejo 2020. Encontro com a Escrita Olinda P. Gil apresenta “Sudoeste” Olinda P. Gil regressou, no dia 13 de outubro, ao auditório da Biblioteca Municipal de Aljustrel com a sua obra escrita no formato e-book “Sudoeste”, agora editada em papel pela Coolbooks (Porto Editora). A apresentação esteve a cargo do cartoonista Luís Afonso. Neste serão literário, que decorreu no âmbito dos “Encontro com a Escrita”, a escritora aljustrelense falou do seu livro que nos traz três histórias distintas, talvez a mesma história e a mesma mulher que nela vive. Ou três histórias diferentes de três mulheres diferentes que viveram na mesma casa. Em todas elas está presente o mesmo ambiente marítimo, um envolvimento amoroso, uma personagem com «o chamamento do mundo». Todas as histórias passam-se na mesma casa, na mesma quinta, na mesma praia, na mesma falésia. As próprias personagens vão tendo pequenas variações. Contudo, os contos são muito diferentes; cada um oferece-nos uma perspetiva distinta de como se pode viver o amor e o desejo de partir: do sentimento mais puro e simples à capacidade de começar tudo de novo. Olinda P. Gil é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e mestre em Ensino do Português e das Línguas Clássicas. Tem também uma pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos. Desde que se conhece, talvez influenciada pelas histórias que ouvia da sua avó, sente um grande gosto pela criação de histórias. Começou a publicar, aos 16 anos, no DN Jovem, um suplemento para jovens escritores e ilustradores. Participou com outros colaboradores do suplemento no site na-cama. com e jotalinks. Em 2004, foi galardoada com o 3º prémio do concurso literário “Lisboa à Letra”, na categoria de prosa. Foi selecionada no 4º concurso de Mini-Contos do IST Taguspark. Tem textos publicados nas revistas “Ao Sul de Nenhum Norte”, “Bang!”, “Nanozine”, “Revista Literária Sítio” e “InComunidade”. Publicou nas coletâneas “Ocultos Buracos”, “Beijos de Bicos” e “Poesia sem Gavetas”. Em novembro de 2013, lançou um conjunto de micronarrativas intitulado “Contos Breves”. É ainda autora da coletânea de contos, editados em ebook “Sobreviventes”. Escreve no blog www.olindapgil.com. Olinda P. Gil é um dos membros fundadores da ASSESTA - Associação de Escritores do Alentejo. 4as à Noite Câmara apresentou programa cultural variado para animar noites quentes de verão Opalco do anfiteatro da Piscina Municipal esteve muito animado nas noites de quartas-feiras deste verão. À semelhança dos anos anteriores, um programa cultural bastante variado foi apresentado pela Câmara Municipal para preencher as noites quentes de julho e agosto. No dia 13 de julho, decorreu o primeiro espetáculo. O anfiteatro encheu-se para acolher o já muito aguardado desfile de moda “Aljustrel Moda Jovem”, que este ano foi abrilhantado com a participação de algumas representantes do Concurso Miss Bélgica África, que se encontravam na altura, em Aljustrel, no âmbito de um estágio de aperfeiçoamento. Nessa noite, raparigas e rapazes do concelho desfilaram pelo tapete vermelho, com vestuário e acessórios de moda, cedidos para a ocasião, por diversos estabelecimentos comerciais locais. O teatro esteve presente com a represen- tação, no dia 20 de julho, da peça “Loa, xácara e bugiganga”, pelo Teatro das Beiras, do dramaturgo espanhol Pedro Calderón de la Barca. Mas também na quarta-feira, 27, o palco do anfiteatro ao ar livre, recebeu o “Musical Cinderela”, pela Companhia Rituais dell Arte. Um espetáculo original de teatro e música para crianças e toda a família, repleto de magia, esperança, amizade, amor e muito riso. O fado marcou igualmente presença, no dia 3 de agosto, com a performance “Danço-te Amália”, em homenagem a Amália Rodrigues. Este espetáculo de dança contemporânea teve como inspiração os fados menos conhecidos da fadista e a sua versatilidade nas suas interpretações em italiano, inglês e francês. Por fim, o grupo de música popular aljustrelense Nova Aurora, que já nos habituou a ter casa cheia em Aljustrel, fechou com chave de ouro, os espetáculos das “4as à Noite.

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