Revista Corresponde - Ed. 38

 

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Edição comemorativa de 15 anos da ANEPS

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Editorial Um momento muito especial Divulgação/Aneps Edison Costa, presidente da Aneps Por tudo o que se conseguiu nos 15 anos de existência da Aneps, a data tem de ser comemorada. Mas há muito ainda por fazer No dia 17 de agosto a Aneps completou seus 15 anos de vida. Foi criada para garantir identidade própria às empresas promotoras de crédito e correspondentes no país, como também a seus funcionários, distinta de financeiras e de bancários, e preservar seus direitos. Graças ao empenho dos fundadores e dos dirigentes que se sucederam nesse período a associação vem conseguindo se consolidar e ir além da proposta inicial. A seriedade e a lisura na defesa dos interesses da categoria são reconhecidas hoje pelo mercado e pelos órgãos de regulação. Está estruturada e se vale dos parceiros para ofertar produtos e serviços aos associados e aos correspondentes em geral. Mas, além de comemorar as conquistas, este é também um momento de lutas pela preservação da atividade, que se dão em diferentes frentes. A campanha pela aprovação do PL nº 4.330, que amplia o leque da terceirização do trabalho e pode fomentar a criação de 40 mil novos empregos no nosso segmento, é uma delas. Infelizmente nem todas as batalhas transcorrem no campo das negociações. Ao longo dos últimos anos a Aneps tem dialogado com o Banco Central (BC), com vistas convergir interesses comuns nas medidas adotadas em regulamentação. Em que pese essa diretriz, não conseguimos o efeito esperado em relação à Resolução 4.294/2013 do BC, em vigor desde 2015, que definiu o pagamento diferido das comissões. Como previsto, os efeitos da resolução extinguiram centenas de correspondentes e levaram muitos outros à derrocada financeira, eliminando milhares de postos de trabalho. Mais recentemente, com a extensão da abrangência da resolução também aos cartões de crédito, não restou alternativa à Aneps e seus associados senão questionarem na Justiça pontos dessa norma. A Aneps nunca se posicionou contra o pagamento diferido, mas sempre questionou o tempo, a forma de implantação e os limites impostos. A farta documentação e as correspondências trocadas por anos são evidência mais que suficiente para provar a boa-fé de nossa entidade e o esforço empregado para coibir abusos e profissionalizar cada vez mais o segmento. Entretanto, nada disso foi considerado. Ante a ausência dos esclarecimentos técnicos do BC sobre os fundamentos da definição do percentual de 6%, o caminho da Justiça foi o único possível para tentar barrar a desintegração das empresas. Mas, cada caso é um caso. Assim, recentemente a associação buscou a entidade reguladora para, conjuntamente, elaborar uma proposta mais compreensiva da atividade. A intenção é definir o correspondente enquanto figura jurídica, delineando seu papel e responsabilidades sob o ponto de vista do código civil, em consonância com o sistema regulatório vigente, ditado, em última instância, pelo BC e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A Aneps (e/ou o Sindaneps) pode, sozinha, apresentar seu projeto à Câmara Federal. Todavia, uma agenda de trabalho desenvolvida com o BC evitaria eventuais imperfeições, que poderiam prejudicar o sistema financeiro e o consumidor. O assunto não é novo e já foi objeto de conversas com o departamento de normas do BC, mas agora o momento é de dar um passo mais consistente, definindo a forma e o conteúdo ao projeto. Com essa perspectiva, a Aneps encaminhou oficio à diretoria colegiada do órgão, na pessoa de seu presidente, para que este defina qual área do BC será doravante responsável por essa pauta, visto as últimas manifestações recebidas da diretoria de normas indicarem dúvidas sobre quem deve tratar do tema. Bem, essas são apenas uma amostra das iniciativas (e das batalhas) em que a Aneps está envolvida ao completar seu 15º aniversário. Veja mais nas próximas páginas e participe da entidade: todos podem contribuir para a evolução e profissionalização da atividade e na defesa dos interesses comuns à categoria. Boa leitura! Revista Corresponde 3

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Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País Rua XV de Novembro, 269 – 2º and. – Cj. 201/205 São Paulo/SP – 01013-001 - Tel.: 11 3104-5168 /3104-5169 www.aneps.org.br - aneps@aneps.org.br DIRETORIA Presidente Edison João Costa  Vice-Presidentes Antônio Mario Rinaldini (Relações com Entidades de Mercado) Douglas Freire Navarrette (Comunicação e Marketing) Frederico Perecin (Relações Fiscais e Tributárias) João Ricardo Villas Bôas (Formação e Certificação) José Roberto Della Rocca (Relações Sindicais) Roberto de Farias Lamacier Ferreira (Relações Transacionais) Rocco Spina Neto (Expansão e Relação com Associadas Promotoras)  Diretor Secretário Clóvis Junqueira Espindola  Diretor Tesoureiro Manuel Magno Alves Diretores Alberto José Gaio Miranda José Ângelo Vergamini Júnior Leonardo Gonçalves de Araújo Marcelo Scalet Araújo  Diretores Regionais Augusta Maria Mendes Mota (Triângulo Mineiro-Alto Paranaíba-CO Mineiro/MG) Bérgson Arrais (CE) Elza Duarte Silva (RJ) Fauzi Taha (Ribeirão Preto/SP) Gilson Velásquez Santos (Crédito Imobiliário – Belo Horizonte/MG) José Jorge Pedreira Paniago (Goiânia/GO) Juvêncio Bispo Ferraz Pereira Júnior (São Luiz/MA) Luciano Costa (Crédito Imobiliário – RJ) Luiz Varesqui (Crédito Imobiliario – PR) Raniery Barbosa Queiroz (Cuiabá/MT) Wanderley Pardo da Silva (DF) Superintendente João Batista Marques Revista Corresponde – Redação/Produção Palavras & Afins Jornalista Responsável Cristiane Collich Sampaio (MTb 14.225/SP) collichc@uol.com.br Publicidade Tel.: 11 3104-5168/3104-5169 – aneps@aneps.org.br Produção Editorial Ativa Comunicação & Design www.ativacriacao.com.br As informações divulgadas no material publicitário publicado nesta edição é de total responsabilidade dos respectivos anunciantes. 4 Revista Corresponde Sumário Editorial 3 Entrevista 6 Fernando Perrelli, presidente do conselho da Help! Franchising, fala sobre os objetivos da empresa e as perspectivas de crescimento das franquias Espaço Aneps 8 Informes sobre as atividades da entidade: Sindaneps e convenção coletiva, parcerias, IDAneps, regulamentação, terceirização e muito mais Panorama Setorial A 26ª Ciab Febraban revelou tendências e novidades no campo da tecnologia financeira 9 Capa 10 Uma breve retrospectiva da trajetória e das conquistas da Aneps nos seus 15 anos de atividades Legislação 20 Aneps se une a outras entidades na campanha pela aprovação do PL 4330, que regulamenta a terceirização de diversas atividades Visão O complexo de autoridade, por Edison Costa 22

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Entrevista A estratégia inovadora da Help! A empresa já surge com posição destacada no segmento de crédito, num mercado com grande potencial de expansão. A previsão é fechar 2016 com 600 franquias instaladas no país Fernando Perrelli, atual diretor executivo do Banco BMG e presidente do conselho de administração da Help! Franchising, vem desenvolvendo trajetória profissional invejável no setor financeiro. Com passagens pelo Citibank, Lloyds Bank, Sudameris, Safra e BMC, Bradesco Financiamentos e Intercorp Group, também teve papel destacado como diretor executivo da Agiplan. O executivo não parece intimidado pelo atual cenário econômico do país, pelo contrário: vê na crise a oportunidade de posicionar a Help – que começou a operar em março deste ano – no mercado para que, passadas as turbulências, esta siga seu curso ascendente. Para ele, há um grande potencial de crescimento a ser explorado. Nesta entrevista, Perrelli fala da franquia, que tem como foco a oferta de produtos desenhados especificamente para aposentados, pensionistas do INSS, servidores públicos e integrantes de classes sociais menos favorecidas. A filosofia da empresa é permitir que os clientes se mantenham ou possam voltar ao mercado de consumo com dignidade. E, ainda, comenta a parceria recentemente formalizada com a Aneps. Revista Corresponde – O que levou o Grupo BMG a lançar a Help em um momento em que o cenário político e econômico do país se encontra particularmente conturbado? Fernando Perrelli – Embora o cenário macroeconômico seja desafiador, a Help é focada em um mercado menos suscetível a grandes variações: aposentados e pensionistas do INSS e funcionários públicos. Soma-se a isso o fato de o mercado de crédito, em geral, ser muito flexível. Quando a economia está aquecida, os consumidores recorrem ao crédito para financiar suas compras. Já em momentos de desaquecimento, os consumidores recorrem ao crédito para refinanciar dívidas com juros mais altos, como as do rotativo do cartão de crédito. Soma-se a isso o fato de que o atual panorama reduziu custos, principalmente o de aluguel de imóveis, e muitos bons pontos comerciais foram liberados. Acreditamos, ainda, que a economia brasileira irá se recuperar e, quando isso ocorrer, já estaremos devidamente posicionados para acompanhar a curva de crescimento. Corresponde – Essa modalidade de acordo comercial – franchising – é algo novo nesse mercado? Quais as vantagens quando comparada a estruturar e operar uma empresa de correspondentes, uma loja autônoma? Perrelli – O franchising é um mercado consolidado no Brasil e que vem apresentando taxas de crescimento expressivas, mesmo em um momento de desaceleração econômica. Ao adotar padrões e procedimentos que são replicados sob a supervisão de um parceiro dono do negócio, esse sistema permite rápida e sadia expansão, possibilitando que a marca chegue a todo o país com custos competitivos. Isso se aplica ao setor financeiro também. Por exemplo, franquias de corretagem de seguros já têm um bom histórico no sistema de franchising no Brasil. Também já existem redes voltadas a serviços financeiros, porém a Help já nasce como a maior deste segmento. O sistema de franchising apresenta várias vantagens para os correspondentes. Primeiro, a possibilidade de atuar com uma marca sólida e que vai receber diversos investimentos em comunicação. Segundo, um conjunto mais variado de produtos, inclusive não financeiros; terceiro, acesso a uma plataforma tecnológica completa e exclusiva, que proporciona mais segurança e eficiência a toda a operação. Por fim, a Help oferece suporte completo, incluindo treinamentos e capacitação, para os franqueados e funcionários das lojas. “Nossa meta é ser a maior franquia de soluções financeiras do Brasil.” Corresponde – Qual a finalidade da nova empresa? Trata-se de uma promotora de crédito consignado ou abrange outras modalidades de serviços financeiros? Quais? Perrelli – A Help é uma rede de franquias cujo objetivo é oferecer a melhor solução de crédito e multisserviços para aposentados e pensionistas do INSS, funcionários públicos de todo o Brasil e consumidores das classes C, D e E. Nosso modelo de negócios está baseado em quatro pilares: variada gama de produtos, ampla estrutura de gestão pela informação, suporte completo ao franqueado e diferenciais competitivos. O leque de produtos inclui crédito, consórcio, seguros, produtos não financeiros etc., enquanto que a gestão pela informação abrange processos, métodos e sistemas padronizados e alinhados, com acompanhamento de indicadores econômicos e de desempenho comercial on line e real time, ligados com a Universidade Help!, que tem o objetivo de eliminar gaps de desempenho, pela capacitação. O franqueado também conta com suporte completo de marketing, capacitação para implantação e expansão de novas lojas e, ainda, consultores de campo, bem como diferenciais competitivos, que envolvem marca, know-how, ganho de escala, parceiros estratégicos e rentabilidade, dentre outros. Com isso, nosso objetivo é ser a maior franquia de soluções financeiras do Brasil e 6 Revista Corresponde

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Divulgação/Help reconhecida pelo consumidor como a melhor e mais completa opção para inclusão e reinclusão de pessoas no sistema bancário e de consumo. Corresponde – O que levou a empresa a se concentrar nessas áreas do crédito? Perrelli – Certamente, a presença e experiência do Grupo BMG neste segmento foi um grande incentivo. Mas precisamos também lembrar que este mercado ainda tem muito potencial. Por exemplo, somente aposentados e pensionistas somam mais de 33 milhões de pessoas no país, sendo que, destes, apenas cerca de 50% tem algum empréstimo consignado ativo. Os aposentados movimentam mais de R$ 400 bilhões por ano na economia. Já os servidores púbicos são mais de 11 milhões. Corresponde – O Banco BMG continuará a atuar nas áreas que integram o nicho da Help? Em caso afirmativo, como se dará essa atuação? Perrelli – Sim, porém serão dois negócios sinérgicos. O BMG terá foco no canal bancário, especialmente correntistas e correspondentes tradicionais. Já a Help focará a expansão pelo sistema de franchising, aumentando a penetração dos produtos do Banco BMG e de outros parceiros homologados. Corresponde – Qual perfil de franqueador a Help busca? Quais as condições do contrato: quais os direitos e deveres da franqueadora e do franqueado? Perrelli – O perfil de franqueado procurado pela rede é formado por profissionais empreendedores e com disponibilidade de capital para investir em um negócio altamente competitivo, porém com altas taxas de retorno. Buscamos, também, investidores que tenham a Help como negócio prioritário para eles, que tenham experiência em gestão e conhecimentos no mercado de finanças e no varejo. Nosso modelo de contrato tem prazo de cinco anos e segue todas a determinações da Lei do Franchising. “Nossa meta é, em três anos, superar as 3 mil unidades em operação.” Corresponde – Em quais estados já atua? Perrelli – Estamos presentes em 156 cidades de 22 estados brasileiros: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Fernando Perrelli, presidente do conselho de administração da Help! Franchising. Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Corresponde – Quais as metas de expansão para 2016? E as perspectivas para este ano no número de unidades? Perrelli – Atualmente, estamos com 268 lojas em operação e mais 65 em reforma, as quais entrarão em funcionamento até o fim de setembro. Nossa meta é fechar 2016 com 600 e, em três anos, superar as 3 mil unidades em operação no Brasil. Corresponde – O que tem a dizer sobre a parceria formalizada com a Aneps? Poderia comentar os benefícios decorrentes dessa relação para os correspondentes, a associação e a empresa? Perrelli – Um dos pilares comerciais do franqueado Help é o das operações de crédito. Para desempenhar essa atividade, todos os funcionários de nossos franqueados têm que estar certificados e em compliance, conforme a Resolução nº 3.954 do Banco Central. Para possibilitar a capacitação e o acesso à certificação, fechamos acordo com a Aneps para que todos os funcionários dos franqueados Help! se submetam a avaliação por meio dessa respeitada associação e, assim, consigam acesso a certificação. Avaliamos outras opções, mas optamos pela Certificação Aneps pela relevância e seriedade da entidade, que nos ofereceu a melhor opção para que rapidamente pudéssemos submeter todos os nossos franqueados às provas e com isso obter as certificações, principalmente em função de que muitos vêm de atividades diferentes da de correspondente. Revista Corresponde 7

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Espaço Aneps Sindaneps e a convenção coletiva OSindaneps não perde tempo. Enquanto aguarda sua homologação pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), o sindicato se prepara para iniciar as negociações da convenção coletiva anual dos funcionários das empresas do setor no estado de São Paulo com Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra, Trabalho Temporário, Leitura de Medidores e Entrega de Avisos do Estado de São Paulo (Sindeepres). Essa é a primeira vez que uma entidade dos correspondentes participa diretamente dessas discussões. Antes da constituição do Sindaneps como figura jurídica, o debate sobre as reivindicações dos trabalhadores e a definição da convenção coletiva dos funcionários do segmento excluía a Aneps e era conduzida por sindicatos patronais gerais, como o Sescon e o dos comerciários. Assim, para conhecer melhor as condições salariais e de benefícios dos trabalhadores das promotoras e, dessa forma, se preparar adequadamente para as rodadas de negociação com o Sindeepres, o Sindaneps está realizando uma pesquisa entre os integrantes da categoria patronal. A contribuição de cada empresário do estado é fundamental para que o levantamento produza dados consistentes, necessários à argumentação da entidade para obter os melhores resultados para a categoria. ACONTECE  Parceria – Está em curso a formalização de parceria entre a associação e o Centro de Estudos de Microfinanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O objetivo desse acordo é o desenvolvimento de um banco de dados do segmento.  Universidade Aneps – Também está em andamento a Universidade Aneps, uma estrutura formalizada com o Instituto Brasileiro de Educação Profissional (Ibrep) para a oferta de cursos online de formação e capacitação para os integrantes do setor. O conteúdo de parte dos cursos está em fase de conclusão.  Educação financeira – Uma intenção antiga da entidade está evoluindo para se tornar realidade, por meio da aproximação com a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin). Diz respeito à educação financeira dos correspondentes, que podem usufruir desse conhecimento e ser multiplicadores entre a população em seu dia a dia.  Grupo VR – A Aneps está buscando parceiros para beneficiar os associados com a oferta de produtos e serviços de qualidade, com condições e preços diferenciados. E a iniciativa já produziu resultados: o Grupo VR apresentou proposta com tabela de descontos progressivos conforme o número de cartões adquiridos. Mas, para isso, a entidade precisa da colaboração dos associados, que devem responder à pesquisa enviada, para que seja possível dimensionar o número de empresas interessadas e de cartões, de forma a estimar o percentual do desconto. Quanto maior o número de cartões, maior o desconto e, assim, a negociação coletiva pela entidade, abarcando o maior número de interessados, seguramente será muito vantajosa para todos.  Certificação Aneps – A Help! Franchising, hoje com quase 270 lojas em operação no país, escolheu a Certificação Aneps para garantir que todas as suas franqueadas atendam o que dispõe a Resolução nº 3.954/2011 do BC, com todos os correspondentes devidamente certificados. Atualmente a empresa atua em mais de 150 cidades de 22 estados brasileiros e pretende encerrar o ano com 600 unidades em funcionamento.  Regulamentação – Está em fase de elaboração na Aneps, com assessoria jurídica, um projeto que visa regulamentar a atividade de promotoras de crédito e correspondentes.  Terceirização – A associação continua firme em sua batalha pela aprovação do PL 4330, que amplia a terceirização do trabalho. Além da campanha realizada entre a categoria, para que vote a favor do projeto na consulta pública, também está procurando outras entidades, com o propósito de unir forças em prol de sua aprovação no Congresso Nacional. Em paralelo, a Aneps está avaliando a possibilidade de alteração da Resolução nº 4.035/2011, para possibilitar que correspondentes voltem a trabalhar nas instalações bancárias. Segundo previsões, a mudança poderia acarretar a abertura de, pelo menos, 40 mil postos de trabalho no país. O assunto, ainda que específico, está intimamente relacionado com o PL da terceirização. 8 Revista Corresponde

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Panorama Setorial Divulgação 26º Ciab Febraban enfoca TI e a transformação do setor financeiro Considerado como o principal evento de TI do setor financeiro da América Latina, o evento contou com uma centena de expositores e reuniu cerca de 200 conferencistas, que abordaram temas ligados à evolução da tecnologia bancária OCongresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab Febraban), criado em 1990, é o maior evento da América Latina para o setor financeiro e para a área de tecnologia. Esta 26ª edição, ocorrida entre 21 e 23 de junho, em São Paulo (SP), se desenvolveu em uma área de mais de 5 mil m², reunindo cerca de uma centena de expositores, que apresentaram inovações tecnológicas para o setor. Como em outras edições, também nesta, de 2016, a Aneps deu seu apoio ao evento, contribuindo para sua divulgação entre os correspondentes do país. O fórum, que se realizou concomitantemente à feira, teve como tema central a Cultura Digital Transformando a Sociedade. TI e telecom, segurança da informação, meios de pagamentos, seguros e bancos internacionais, de investimento, comerciais e financeiras foram as trilhas técnicas, compostas por mais de 60 painéis e apresentadas por cerca de 200 palestrantes, que puderam ser acompanhadas pelos 20 mil visitantes, durante os três dias do evento. A abertura teve a participação de Murilo Portugal Filho e Gustavo Fosse, respectivamente presidente e diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da Febraban, e de Marcelo José Oliveira Yared, chefe do Departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central do Brasil (BC). Entre as personalidades participantes encontravamse o presidente executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, e o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que expôs o cenário econômico brasileiro e as medidas adotadas para reconduzir o país ao caminho do desenvolvimento sustentado. Cerca de 20 mil pessoas visitaram a feira durante os três dias do evento. Novas gerações e novas classes Um dos destaques do evento foi o Fintech Day, encontro inédito entre bancos, indústria e startups de tecnologia financeira, que teve como finalidade reunir instituições financeiras e desenvolvedores de soluções inovadoras, de tecnologias emergentes, para a geração de oportunidades de negócios. Tal iniciativa demonstra a preocupação do setor financeiro em atender às demandas da nova geração – a geração Y – para a qual o mundo é digital e a mobilidade é essencial, porém sem esquecer os valores e as práticas adotadas pelas que a antecederam. Também foram pontuadas as necessidades diferenciadas das classes sociais que na última década foram incluídas no sistema financeiro e que representam um contingente considerável de novos clientes. Na feira, os mais de 100 estandes expuseram diversificadas novidades, especialmente no campo da segurança, como produtos de biometria, biometria facial, identificação por voz e movimento, assinatura de documentos por celular e ATMs com autenticação via QR Code. Também fizeram parte dos lançamentos sistemas para análises de dados e uso do cloud computing (informações armazenadas na “nuvem”). Revista Corresponde 9

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Capa Aneps completa 15 anos Trajetória da entidade é marcada pelo esforço constante para organizar as empresas promotoras de crédito e os correspondentes no país e lutar por seus interesses legítimos O segmento empresarial das promotoras de crédito e de correspondentes surgiu no Brasil na segunda metade do século passado para atender a demandas do mercado. As instituições financeiras necessitavam de um canal comercial especializado para modernizar e racionalizar sua estrutura de atendimento na intermediação e encaminhamento das propostas de crédito. As empresas desse segmento, em sua maioria pequenas e com estrutura familiar, tinham condições de garantir a qualidade dessas transações, com mais agilidade e menor custo. Assim, houve interesse dos bancos em terceirizar essas atividades, por meio de contratos com essas promotoras e empresas de correspondentes. No início, tiveram participação muito discreta no sistema financeiro, dadas as poucas tarefas que podiam executar. Mas, gradativamente, em especial a partir do final da década de 1990, as normas que orientavam as relações entre as instituições e essas empresas terceirizadas, voltadas à prestação de determinados serviços, sofreram sucessivas alterações. Ao longo do tempo, foi ampliada a gama de atividades permitidas aos correspondentes e foram extintas algumas restrições, como a que impedia a atuação destes em localidades que possuíam agência bancária. Com isso, o número de empresas de correspondentes cresceu e se espalhou pelo território nacional. Essa grande transformação foi, em boa parte, impulsionada pelas políticas públicas de expansão e capilarização do crédito destinado à população de baixa renda e, também, por programas sociais, para melhorar a distribuição de renda. Nasce a Aneps Foi assim que, no dia 17 de agosto de 2001, para defender o desenvolvimento das ativi- dades de promoção do crédito ao consumo e a organização das empresas do segmento que crescia, foi criada a Associação Nacional das Empresas Promotoras e Crédito e Correspondentes no País (Aneps), inicialmente batizada como Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo. Naquele momento, o país assistia a um movimento pró-inclusão social, que viria a se consolidar nos anos subsequentes. Nesse processo, o segmento de correspondentes teve papel decisivo, ao se expandir por todo o território, revelando-se um instrumento de inigualável eficiência para a inclusão financeira das camadas menos favorecidas da população. Entre suas missões originais destacava-se também “fortalecer o progresso e a constituição e o desenvolvimento da terceirização, como uma realidade irreversível”e que se vê retomada mais recentemente, com grande empenho, com a campanha pela aprovação do PL nº 4.330, que regulamenta a terceirização no país. Em construção Conforme relata Angelo Graciano Bifulco, primeiro presidente da Aneps (Gestão 20012002), foram várias as razões para sua criação. “Uma delas foi a necessidade de a classe de empresários ter sua atividade reconhecida pelos demais atores do mercado, autoridades e público e, unindo-se em associação, discutir e propor soluções para as questões que obstavam a tranquila prestação de serviços, ao mesmo tempo em que desenvolveriam programas de aperfeiçoamento dos profissionais do setor”, revela. Além disso, era preciso fazer a distinção entre o colaborador, que prestava serviços de coleta, consulta e processamento de dados cadastrais (funcionário da prestadora de serviços), daquele profissio- Primeira diretoria A primeira diretoria da Aneps reuniu empresários e empresas de diferentes pontos do país: Angelo Graciano Bifulco (Finan), presidente; Edison Aparecido Ferreira (Continental), Maria Cristina Gorete Larocca (Fininvest), José Wamberto Pinheiro de Assunção (Contract) e Emiliano Ferreira da Cunha (Exprincred), vice-presidentes; Vanderlei Chu (Capital), secretário; e Afonso Maria Bueno (Panamericano), tesoureiro. O corpo de dirigentes também era composto pelos diretores regionais Cristina Barroso Fialdini (Losango), João Barros Filho (Contratações Financeiras do Norte), e Teresa Cristina Gama de Castro (Contratações Financeiras do Sul); e pelos seguintes diretores sem atribuição específica: Ronaldo Amaral (Fináustria), Rogério Tosaki (Omni), Maria Cristina Pires Rabelo e João Benedito Laurindo (ambos da Promovel). O primeiro conselho fiscal da entidade teve como titulares os seguintes membros: Sonia Maria Rothier Durate (Contratações Financeiras de Minas, Norte e Sul), Sidney Antonio Aguiar (Fináustria) e José Eduardo Linhares Zulli (Capital). Como suplentes atuaram nessa primeira gestão: Nelson Marinho Benseny (Credicerto), Giuseppe Roselli e Jayme Marozzi (ambos da Creditec). Além dos membros da diretoria e do conselho fiscal, empresários de outras 10 empresas – que viriam a ser as primeiras associadas – também constituíram a Aneps na data de sua fundação. Foram eles: Hilton Cassio Romeiro Gomes (Continental), Adalberto Savioli (Panamericano), Francisco Vidal Luna (Capital), Jorge Luiz Barreto Coutinho (Taiga), Vera Lúcia Mafra Guerreiro (Fair Way), Maria Beatriz Gama de Castro (CF), Antonio Zanaga Sobrinho (Guilton), Marina de Albuquerque Dias (Mony), Norival Osvaldo Puglieri (Credicerto) e Luiz Mariano Granja (Promovel). 10 Revista Corresponde

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Arquivo/Aneps Arquivo/Aneps Depoimentos Edison João Costa, presidente (Gestão 2012-2015 e 2015-2018) “Os avanços que a Aneps vêm tendo nos últimos anos não teriam sido possíveis sem o trabalho sério de diretores e dos presidentes que me antecederam: Angelo Bifulco, Edison Ferreira e Luís Carlos Bento Dias. Também Seria injusto não citar aqui o empenho do superintendente Norivaldo Lopes, falecido em 2013. Também gostaria de usar esse espaço para agradecer a todos os vice-presidentes, diretores, superintendentes, funcionários, parceiros e colaboradores que, ao longo desses 15 anos deram suas contribuições para que a Aneps chegasse onde está e que continuam auxiliando para que possa acumular novas conquistas para a categoria.” Luís Carlos Bento da Costa Dias, presidente (Gestão 2009-2012) “Desde o início da gestão, tivemos em mente a necessidade de desenvolver um planejamento estratégico para a associação. Dentro do planejamento, destaco iniciativas para a profissionalização do setor e a aproximação com o Banco Central (BC) e instituições do mercado. A realização dos congressos de Promoção de Crédito, com a CMS, favorecem a troca de ideias e a formação de alianças, como a unificação de uma associação concorrente com a Aneps. Tão produtiva foi essa junção, que hoje o atual presidente da entidade – Edison Costa – é oriundo da antiga entidade. Em relação à implantação do sindicato dos correspondentes considero um avanço na direção certa para as atividades de terceirização no país.” Edison Aparecido Ferreira, presidente (Gestões 2002-2003, 2003-2006 e 2006-2009) “O Bento e o Edison Costa deram sequência aos trabalhos com grandes conquistas para todos, robustecendo a associação com grandes ações. Fico feliz de ter sido o segundo presidente da entidade, mas muito mais feliz porque eles conseguiram dar uma dinâmica muito grande à Aneps, levando-a a alcançar o respeito de todos. Alguém precisa plantar uma semente, outros regá-la e conservá-la e isso ambos fizeram (e estão fazendo) muito bem, com esforço pessoal e muita dedicação. Não poderia deixar de agradecer a todos que colaboraram na constituição e continuidade da Aneps.” Angelo Graciano Bifulco, presidente (Gestão 2001-2002) “Entendo que o objetivo da criação da entidade foi atingido e superado nestes anos de muito trabalho e dedicação das pessoas que estiveram na sua frente de comando e de todos os seus colaboradores. Minha participação foi singela, em curto espaço de tempo. O futuro, projetado a partir de seu passado e presente, e em função da atividade que representa, é promissor.” Manuel Magno Alves, diretor financeiro (Gestão 2009-2012, 2012-2015 e 2015-2018) “Participo da associação desde 2008. É extremamente gratificante ter acompanhado seu crescimento nestes anos, na convivência com um grupo de profissionais abnegados, que buscaram e buscam, sem qualquer contrapartida, fazer o futuro da entidade cada dia mais brilhante na defesa dos direitos de seus associados. Parabéns Aneps. Que venham muitos outros quinze anos, defendendo e lutando pelo que essa classe, que tanto contribui para o desenvolvimento deste nosso país, merece.” Revista Corresponde 11 Arquivo/Aneps Arquivo/Aneps Arquivo/Aneps

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Capa nal envolvido na elaboração de critérios de avaliação/mensuração de risco e normas de concessão de crédito (funcionário do banco). “Na operação do produto, todos os colaboradores envolvidos – em muitos casos, de forma equivocada – acabavam sendo considerados como bancários, inviabilizando a atividade que, necessariamente, deveria acompanhar os padrões e a modernização do atendimento do comércio de varejo”, informa. Bifulco esclarece também as razões de terem sido os diretores da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) os principais idealizadores da Aneps. Segundo ele, antes da reforma bancária de 1988, a Acrefi representava as sociedades de crédito, financiamento e investimentos. Seus diretores eram os principais responsáveis pela operação de concessão de crédito ao consumidor e, portanto, conhecedores da parte da atividade (coleta, consulta e processamento de dados cadastrais) que exigia, em função daquela reforma, a terceirização para acompanhar a evolução do atendimento no comércio varejista. Seu sucessor na presidência da Aneps, Edison Aparecido Ferreira, até então vice-presidente, complementa a explicação:“Como as financeiras, normalmente, não possuem rede de agências, havia uma dificuldade enorme para atender os clientes finais. Assim, conseguiram junto ao BC autorização para atendê -los por meio das promotoras de venda, cujos empregados trabalhavam com carga horária de 8 horas e poderiam dar atendimento nos pontos de venda.” A questão ficou momentaneamente resolvida, mas em pouco tempo sindicatos passaram a exigir equiparação salarial e de carga horária desses funcionários, o que inviabilizaria as atividades das financeiras. Edison Ferreira esclarece que por esse motivo “criou-se no interior da Acrefi uma comissão com o intuito de formalizar uma associação que representasse as promotoras de vendas, com independência total, e posteriormente um sindicato de classe. E desta forma surgiu a Aneps”. À época, a Acrefi era presidida por Adalberto Savioli, diretor do Banco Panamericano, que também esteve presente na reunião de fundação da entidade. Edison Ferreira assumiu a Aneps quando, em 2002, Angelo Bifulco teve de se afastar da presidência. Ele permaneceu no cargo até o final do mandato, em 2003, sendo reeleito consecutivamente por duas vezes e deixando a função somente em 2009. Neusa Fiorini Arruda, que foi a primeira secretária da Aneps e permaneceu na associação até meados de 2011, acrescenta: “A constituição da entidade nacional também se deveu, em parte, à necessidade de enfrentar a pressão exercida por sindicatos de bancários, em diferentes pontos do país, que queriam que os agentes de correspondentes fossem integrados àquela categoria, ainda que exercessem função específica e distinta, já reconhecida e discriminada na Resolução nº 2.707 do Banco Central, de 2000.” A aprovação da contratação de Neusa Arruda (até então funcionária da Acrefi), do diretor superintendente Norivaldo Lopes e do mensageiro Rodrigo Ribeiro de Oliveira ocorreu no dia 14 de novembro de 2001, já na primeira reunião da diretoria da entidade. Essa estrutura administrativa enxuta só teria mudanças em meados de 2011, com a Certificação Aneps, que exigiu reforço especializado nos quadros. Nessa reunião ainda foi aprovada por unanimidade a compra dos móveis e equipamentos, que já integravam a sede (no conjunto 201-205 do 2º andar do nº 269 da Rua XV de Novembro, na região central da capital paulista, local em que a entidade permanece instalada até hoje), e o aluguel e, também, que os membros do conselho superior da en- Arquivo/Aneps No dia 6 de dezembro, centenas de correspondentes e agentes se manifestaram diante do escritório do BC, na Av. Paulista, em São Paulo (SP), contra a Resolução nº 4.035/2011. 12 Revista Corresponde

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Cristiane C. Sampaio Depoimentos João Batista Marques, superintendente (2013-2018) “Ingressei na Aneps em setembro de 2011, substituindo a economista Milene Zabot, que se desligava para se especializar no exterior. Meu primeiro trabalho foi desenvolver a Certificação Aneps, junto com o Totum. Também atuava na área institucional e financeira da associação, em sintonia com o superintendente Norivaldo Lopes, que acabei por substituir, após sua morte, em 2013. O processo de profissionalização da Aneps vem se acelerando, ainda mais após a definição de novo plano estratégico, em 2015. Trata-se de dar nova dimensão para os diferentes aspectos administrativos e políticos, o que inclui o processo de criação do Sindaneps, que agora segue homologação.” Norivaldo Lopes, diretor superintendente* (2001-2013) “Na época da fundação foi muito difícil fazer com que as empresas se filiassem à Aneps, haja vista que as poucas promotoras existentes eram ligadas a bancos, financeiras, à indústria e/ou ao comércio. Algumas raras independentes foram constituídas exatamente para ser importante ferramenta para o escoamento da produção industrial e também para fomentar o comércio. O processo de crédito ao consumidor final mudou muito, principalmente por conta da evolução tecnológica. As operações podem ser rapidamente aprovadas, na hora da compra e em tempo real dentro das próprias lojas (promotoras) que fazem a intermediação entre os financiadores e os consumidores. Essa foi uma das principais conquistas do setor nos últimos anos.” * Falecido em 2013 – O depoimento acima foi, em parte, reproduzido da edição nº 26 da revista Corresponde e permanece atual. Neusa F. Arruda, secretária (2001-2013) “Além dos primeiros presidentes e de outros diretores, gostaria de destacar a contribuição do Dr. Domingos Spina, Prof. Rogério Bonfiglioli e Dr. Afonso Maria Bueno para a constituição e estruturação da associação. Também não é possível esquecer o empenho do Sr. Norivaldo Lopes, diretor superintendente, do inicio até o dia 8 de agosto de 2013, quando faleceu. Aproveito para cumprimentar a Aneps e todos os que contribuíram para sua criação e desenvolvimento até agora, desejando-lhes um futuro promissor, de conquistas para a categoria das promotoras e correspondentes.” Arquivo/Aneps Arquivo/Aneps tidade fariam aporte financeiro adicional para fazer frente às despesas iniciais da entidade até o primeiro pagamento da mensalidade pelos associados. A diretoria também cedeu à Associação das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc), com quem dividia, com locação própria, o conjunto de salas da sede, o uso do mobiliário e equipamentos da Aneps. Foi nessa mesma data que a diretoria deliberou pela criação da logomarca e do site da entidade. No primeiro encontro dos diretores de 2002, em 18 de janeiro, uma das opções de logomarca, apresentada pelo diretor João Benedito Laurindo, foi aprovada e deverá continuar identificando a entidade até ser substituída pela do Sindaneps. Mas, antes disso, na reunião de 4 de dezembro de 2001 foi oficializada a aquisição do imobilizado do Registro Geral de Agentes Autônomos de Investimentos (RGA), que até então também ocupava o local. Passos e embates Nos primeiros anos de existência, além da organização física e operacional da entidade, o foco da diretoria se dividia entre a campanha para atrair novos associados e a estruturação de cursos de formação para a categoria e seus funcionários, apostando na profissionalização da atividade. E havia as batalhas, que espocavam pelo país, para evitar que entidades sindicais de bancários e financiários encampassem os funcionários de empresas de correspondentes, terceirizadas, prestadoras de serviços aos bancos, que possuem, inclusive, jornada de trabalho diferenciada. Pouco a pouco, a compreensão da diferença entre o perfil dos correspondentes e o perfil dos bancários no Judiciário pacificou a questão. Segundo Neusa Arruda, nos primeiros tempos, “o mais difícil era conseguir empresas associadas, pois as promotoras não entendiam a finalidade da Aneps. Lembro que, por muito tempo, tivemos a participação de 34 empresas associadas, somente”. E observa que “lamentavelmente ainda hoje, essa dificuldade permanece”. “Nesses poucos anos de existência, a Aneps reuniu muitas e importantes conquistas e pôde contar com o apoio das financeiras e dos bancos, que mantinham promotoras próprias”, comenta Edison Ferreira. Entre as conquistas, encontram-se a consolidação do estatuto, a estruturação de sua sede e o lançamento e manutenção de canais de comunicação, como o portal e a revista para divulgação de suas atividades, assim como, contratação de serviços de assessoria de imprensa. “Com trabalho e a implantação de diretorias regionais, obteve aumento do número de associados e reconhecimento por parte de órgãos, entidades e instituições financeiras”, acrescenta. Revista Corresponde 13

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Capa Em 2015, correspondentes se aproximam da Aneps em defesa da sobrevivência da categoria. Comunicação e reconhecimento A revista CDC & Serviços, antecessora da Corresponde, foi lançada no dia 4 de fevereiro de 2006, no restaurante do Jockey Clube de São Paulo (SP), durante o encontro anual da entidade. Contemporaneamente ia ao ar o site da Aneps, produzido e mantido até janeiro de 2016 por Felipe Lopes (da BCJ Soluções em TI), fornecendo uma via de comunicação mais ágil e de mão dupla entre a associação, seus associados e o mercado. Em paralelo, a contratação de serviços de assessoria de imprensa, procurou dar mais visibilidade à jovem entidade. Gradualmente, veio o reconhecimento por parte de órgãos, como o Banco Central (BC), entidades e instituições financeiras, como Serasa, SCPC, Febraban, Fenaban, Igeoc, CMS e Acrefi, entre outras. O advogado e correspondente Manuel Magno Alves, que começou a participar da entidade em meados de 2008 e que desde 2009 vem integrando as sucessivas diretorias como diretor tesoureiro, destaca o papel da Aneps nas lutas “que se travaram e ainda se travam, sobre a defesa de direitos dos correspondentes, de maneira a evitar que cerrem suas portas, com o consequente desemprego de centenas de trabalhadores”. Lastima que, apesar disso, correspondentes, principalmente aqueles de fora de São Paulo (SP), desconheciam o que a Aneps fazia por eles e, por consequência, não lhe davam importância e não se filiavam. “Acredito que, embora agora já tenhamos uma melhor comunicação, ainda persiste este problema nos rincões mais distantes.” Talvez esse comportamento tenha sido gerado pela calmaria que se instalou após a solução da questão trabalhista. Como relembra Manuel Magno, naquele período havia “poucas bandeiras de luta, pois o país vivia tempos de bonança e os negócios fluíam quase que automaticamente”. Esse período revela crescimento econômico e mostra investimentos em políticas de inclusão social, que além de garantir benefícios, ampliava o acesso ao crédito às populações de renda mais baixa. Mas, para ter sucesso, políticas de inclusão, como aposentadoria rural, Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e a instituição do crédito consignado, exigiam a presença de agentes financeiros por todos os municípios do país, para o pagamento dos benefícios e formalização dos empréstimos, o que só foi possível por meio da multiplicação dos correspondentes. O diretor tesoureiro da Aneps comenta aspectos do cenário desses anos: “Estimuladas pelo governo, instituições financeiras alardeavam condições negociais cada vez mais atrativas ao consumidor, gerando elevada demanda por crédito e estimulando a proliferação de correspondentes, alguns poucos já com estrutura empresarial profissionalizada e muitos outros de microempresas, geralmente de natureza familiar, mas que realizavam um trabalho de extrema importância no contexto do mercado, gerando emprego e renda.” Segundo ele, desde que começou a participar da vida da associação, ocorreram “mudanças significativas, como a profissionalização de seu quadro de colaboradores na busca do aprimoramento do atendimento Sonia Mele aos seus associados em suas necessidades mais imediatas, na divulgação de seus feitos e reivindicações, seja frente ao poder público seja frente aos contratantes, buscando mostrar aos correspondentes a importância de se associar à entidade nacional”. Na sua avaliação, esse trabalho gerou e continua gerando frutos. “Atualmente a Aneps conta com maior número de associados, que entenderam a importância da associação na defesa de seus pleitos. Tal crescimento produziu, juntamente com as receitas advindas da certificação, uma situação financeira momentaneamente positiva, que permite à entidade encampar algumas ações visando iniciar a implantação de seu plano estratégico. Porém, é sempre preciso frisar que a busca por novos associados é por demais importante para o futuro da entidade”, frisa. Modernização em curso Os bons ventos perduraram até quase o final da gestão de Luís Carlos Bento da Costa Dias, eleito em 2009, na presidência da Aneps. Seu mandato foi pautado por mudanças nas relações com órgãos e entidades do setor e modernização da administração da associação. Desenvolvimento do planejamento estratégico para nortear as inciativas da associação (retomado e revisto em 2015), aproximação com o Banco Central (BC) e instituições do mercado foram os carroschefes da gestão. O penúltimo ano de seu mandato foi marcado pela edição da Resolução nº 3.954/2011. A Aneps participou do debate que antecedeu a edição dessa medida e de resoluções que a sucederam, apresentando estudos para preservar a categoria dos correspondentes. Mas seus argumentos técnicos não foram considerados. Por outro lado, as novas normas tornaram obrigatória a certificação dos agentes de correspondentes, pessoa física, atendendo a antiga demanda do setor. E a Aneps sai na frente para oferecer aos agentes a oportunidade de se adequar à nova legislação. Hoje, a Certificação Aneps está entre as principais do mercado, com quase 63 mil promotores certificados no país. Outra parceria frutífera citada por Bento foi a estabelecida com a CMS, que permitiu a realização de congressos do segmento. Tais 14 Revista Corresponde

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Divulgação/Igeoc Divulgação/Abac Luciano Piva Depoimentos Jefferson Frauches Viana, presidente do Igeoc “Embora estejam em ‘pontas’ opostas do ciclo de crédito – uma no início, na concessão, e outra no final, na cobrança – a Aneps e o Igeoc têm modelos de atuação bastante semelhantes e complementares, o que aproximou as duas entidades ao longo dos anos. A ética é o valor que norteia a atuação de ambas as associações, bem como o empenho na defesa dos interesses das empresas associadas. A dificuldade em relação ao entendimento da natureza dos serviços (concessão de crédito e cobrança) também é uma fonte comum de problemas a serem enfrentados. A luta pela defesa dos preceitos da terceirização é outro ponto de convergência: ambas defendem leis atualizadas, alinhadas à realidade do país e que ajudem a tornar sustentáveis as atividades que geram centenas de milhares de empregos. Parabéns Aneps por estes 15 anos de trabalho!” Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac “Em nome do conselho nacional da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) e no meu pessoal registramos nossos cumprimentos pelo 15º aniversário dessa entidade, que vem exercendo papel fundamental e preponderante no mercado de crédito ao consumo. Ao parabenizar cada integrante da Aneps, desejamos que o sucesso alcançado se repita nos próximos anos com a mesma representatividade perante as sociedades promotoras de crédito e correspondentes no país. Um forte abraço a todos.” Hilgo Gonçalves, presidente da Acrefi “A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) parabeniza a Aneps pelos relevantes serviços prestados em prol do desenvolvimento econômico nacional. Como entidade parceira, a Acrefi acompanhou todo o desenvolvimento desta importante instituição. Sendo assim, reafirmamos nosso compromisso conjunto no intuito de fortalecer nossas relações, defender seus legítimos interesses, promover a sustentabilidade do crédito, consumo consciente e o desenvolvimento de suas atividades. Nossas mais sinceras homenagens e agradecimentos pela construção desta história de sucesso.” Edmar Casalatina, diretor de Empréstimos e Financiamentos do Banco do Brasil “A Aneps é uma das grandes conquistas das empresas correspondentes nos últimos anos, pois atua na defesa e organização de um segmento em constante crescimento no país. A representação do setor por meio da Aneps tem propiciado o diálogo entre as empresas correspondentes, as instituições financeiras e o Banco Central. Tal diálogo resulta no aprimoramento das questões financeiras, tributárias, trabalhistas e na qualificação da mão de obra e prestação dos serviços, dando conforto às instituições para continuar investindo e priorizando o atendimento por meio do canal correspondente. O Banco do Brasil é um parceiro da Aneps; acredita no potencial dos correspondentes para atendimento aos clientes, principalmente aqueles de menor renda, que demonstram preferência por esse canal.” Guilherme André Frantz, gerente geral da Unidade de Canais (UNC) do Banco do Brasil “O Banco do Brasil parabeniza a Aneps pelo seu 15º aniversário, reconhecendo a importância do desempenho dessa associação na organização e profissionalização dos negócios de promoção de crédito e correspondentes. A instituição se sente honrada pela parceria travada ao longo desses anos e reforça o apoio às iniciativas e soluções na busca constante de melhorias para o segmento.” Márcio Alaor Araújo, Banco BMG “Até a algum tempo, os correspondentes bancários, empresas e profissionais que têm uma importância muito grande para os bancos, não tinham representatividade. A Aneps nasceu exatamente para suprir essa lacuna, representando a classe junto ao Banco Central, aos bancos privados e aos demais órgãos e instituições do setor financeiro. Estamos falando de uma categoria que hoje soma mais de 100 mil profissionais em todo o país e, claro, considero muito importante a chegada da associação como um canal que profissionaliza e otimiza o trabalho do banco com os correspondentes, o que traz resultados positivos para as duas partes. Por isso, em nome do Banco BMG, parabenizo a Aneps por seus 15 anos de atuação, desejando ainda mais sucesso e conquistas nos anos que virão.” Revista Corresponde 15 Divulgação/BB Divulgação/BB Divulgação/BB

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