Anfamoto em Revista - edição 134

 

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Veículo oficial da Associação Nacional dos Fabricantes e Atacadistas de Motopeças • Ano 21 • nº 134

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Editorial Apostando no crescimento Foi lançada em São Paulo a Frente Parlamentar dos Veículos sobre Duas Rodas, uma grande conquista da ANFAMOTO para o setor. Esse é o assunto principal dessa edição. Tratamos também nessa edição sobre a nona edição do Salão das Motopeças, evento organizado pela ANFAMOTO. Realizado tradicionalmente em agosto, traz as maiores novidades e tendências do mercado de Motopeças. É a maior e mais importante feira do setor, 100% voltada a negócios. Num ano difícil com vários percalços político-econômicos será uma grande vitrine para movimentar os negócios. O evento contará com as principais empresas do ramo que apresentarão as novidades do mercado. Mais um destaque dessa edição é a matéria sobre rolamentos, um importante item da motocicleta que precisa de atenção especial: os fabricantes dão dicas valiosas para os motociclistas. Conheçam um pouco mais da Nachi Brasil, na seção Associado em Destaque e fiquem por dentro dos lançamentos do mercado de duas rodas, informações sobre motopeças e notícias de interesse geral para todos os nossos leitores. Boa leitura! EDIÇÃO 134 - MAI/JUN 2016 A responsabilidade sobre opiniões e fatos presentes nos artigos assinados na “ANFAMOTO em Revista” é exclusiva de seus autores, não exprimindo necessariamente o pensamento desta publicação nem a posição da ANFAMOTO. Associação Nacional dos Fabricantes e Atacadistas de Motopeças Presidente: Orlando Cesar Leone 1º Vice Presidente: 2º Vice Presidente: Tesoureiros: Valdenir dos Santos Galvão Valério Valente Divino Jorge da Silva Amarildo Severino Fernandes Conselho Deliberativo - Presidente : Gianfranco Menna Zezze Membros do Conselho Deliberativo: Mônica Orlando de Oliveira Carlos Alberto Fiorotti Renan Chiabi Feghali Suplentes do Conselho Deliberativo: Nelson Pedro Scherer - In Memorian David Teixeira do Amaral Carlos Roberto Pontes Membros do Conselho Fiscal: Sandra Brandani Picinato José Jacob Fernandes José Mauricio Felipe Suplentes do Conselho Fiscal: Giancarlo Vancini Breno de Britto Teixeira Delvino Coser Coordenadores de Setoriais: Fabricante: Freios: Escapamentos: Capacetes: Valério Valente Valério Valente Frank Lemos Anfamoto Coordenação Editorial: Fabia Helena Allegrini Pereira Editor responsável: Juliana Destro Facuri - MTB 57.348/SP Serviços Gráficos: Gráfica Nywgraf Editor de Arte: Luis Fernando L. Corrêa Secretaria: Patricia Sartori Coordenação de Eventos: Equipe Anfamoto ANFAMOTO em Revista: Equipe Anfamoto Assessora da Presidência: Fabia Helena Allegrini Pereira PUBLICIDADE & COMERCIAL Número de Registro: 823713350 Av. Nove de Julho, 3229 Cjtos 208/209/210 Jardim Paulista CEP 01407-000 - São Paulo-SP PABX: (11) 3052-2002 - Fax: (11) 3885-7637 E-mail: anfamoto@anfamoto.com.br - Site: www.anfamoto.org

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Sumário Capa Palavra do Presidente 8“Não fale em crise, trabalhe!” Mercado Produção e vendas de motos registram crescimento em maio 10 Associado em Destaque Nachi empresa japonesa fabricante de rolamentos que acredita no Brasil Atacadista Alfa Motos: aposta no mix variado de produtos 14 16 24 Presidente da Anfamoto conquista Frente Parlamentar para o setor Salão das Motopeças Espaço Anfamoto Processo de certificação de Coroa, Corrente, Pinhão e Escapamentos 18 Capa Presidente da Anfamoto conquista frente parlamentar para o setor 24 Sua Moto em Detalhe Rolamentos: de baixo custo e grande importância na moto 32 34 O maior evento de Motopeças da América Latina acontece em São Paulo – SP Sua Moto em Detalhe Salão das Motopeças O maior evento de Motopeças da América Latina acontece em São Paulo – SP 34 Caderno Duas Rodas 40 Confiram as novidades do setor de duas rodas 32 Notícias 43,44 e 45 - Dicas & Lançamentos 46 e 48 - Lista de associados 49 Rolamentos: de baixo custo e grande importância na moto

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Orlando Leone Presidente “Não fale em crise, trabalhe!” Desde nosso último encontro muitas mudanças aconteceram. E a principal delas, não posso deixar de citar, foi o acolhimento do pedido de abertura de impeachment da presidente Dilma Rousseff, pelo Senado em 12 de maio. Após 20 horas e meia de sessão a decisão foi sacramentada por 55 votos a favor e 22 votos contra. Dessa forma a presidente ficará afastada por 180 dias, enquanto é julgada no senado federal. Na realidade, não há muito a dizer para explicar a aceitação do pedido de afastamento da sucessora de Lula. Ela foi vitima de seu criador e perdeu a legitimidade para governar o Brasil. A falácia sempre apontada pelos governistas era que os mais de 50 milhões de votos lhe garantiam o lugar, quase como um cheque em branco, e assim sendo vinham gritando à exaustão que o afastamento era “golpe”. A rigor, o placar final contra a presidente só confirma o tamanho do desgaste em que se encontrava seu governo. A cronologia da crise começa em 26 de outubro de 2014, quando Dilma foi reeleita. A partir dai uma sucessão de fatos fez com que a estratégia do partido e de sua equipe começasse a desmoronar, bem como se instalou no País uma trajetória descendente e desastrosa. A voz das ruas também não deixou por menos. Manifestantes lotaram os principais pontos de suas cidades pedindo o impeachment da presidente. Com a manobra desesperada de reconduzir Lula ao governo como ministro, Dilma colocou as malas na porta do palácio do planalto. O afastamento de Dilma não resolve de imediato a crise política, econômica e social em que nos encontramos. Michel Temer assume o leme de um barco desgovernado, com baixa credibilidade Agenda interna e externa, com grandes desafios. Sabemos que o Brasil não sairá da crise econômica senão resolver a política. A operação Lava-Jato tem um papel fundamental nessa faxina ética que vem sendo promovida. Um fio de esperança se instalou no país, mesmo com o fato dos que estão no poder ainda ser alvo de investigações, não será um impedimento para o andamento do “novo” governo. Meu desejo como cidadão, empresário e representante de uma classe empresarial expressiva e acredito, também, que de uma parcela significativa da população, é de que a retomada do crescimento se dê estruturadamente de forma rápida e consciente. Esse é um tema recorrente, precisamos restabelecer a confiança, investimentos em infra-estrutura, reforma politica e tributária, reabertura dos postos de trabalho. Espero pulso firme e a atuação do governo em várias frentes. É necessário atacar problemas estruturais e conjunturais. O combate à divida publica deve ser travado e resolvido, esse foi um legado amargo deixado pelo governo Dilma. O setor produtivo vem pagando um alto preço com a falta de ajustes e governabilidade necessitamos com urgência de uma reforma tributaria rápida, e do fim da guerra fiscal que tanto afetam a competitividade das empresas e impedem o seu crescimento, já que trabalhamos metade do ano só para pagarmos impostos. Bons acontecimentos devem ser ressaltados. Foi instalada em 31 de maio, em solenidade realizada no auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a Frente Parlamentar dos Veículos sobre Duas Rodas. A frente foi criada e será presidida pelo deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor (PRB-SP) e conta com apoio de cerca de 60 deputados estaduais. A solenidade contou com a presença de autoridades, entidades e sindicatos do ramo, bem como demais interessados no tema. Essa será uma grande oportunidade para o segmento de Motopeças ter voz no legislativo e para que tenhamos força para defender nossas bandeiras. A participação de todos é bem vinda. O Salão das Motopeças está se aproximando, será realizado de 17 a 20 de agosto, no pavilhão amarelo, do Expo Center Norte em São Paulo. A feira gera uma grande interação entre as empresas e os visitantes, todos em busca de negócios, parcerias, conhecimento de novos produtos e representações das marcas em suas regiões, proporcionando ao expositor a ampliação de sua rede de relacionamento e a criação de ótimas oportunidades. Será um grande impulsionador de negócios para o nosso segmento nesse ano e no próximo. Espero vocês lá! Vamos tomar como exemplo a frase citada pelo presidente Michel Temer, em sua posse: “Não fale em crise, trabalhe!”e vamos continuar trabalhando, lutando por um Brasil melhor, digno e respeitável. Um forte abraço e boa leitura! Orlando Cesar Leone Maio 04/05 - Reunião com Intermot – Feira de Colônia 10/05 - Reunião administrativa 31/05 - Lançamento da Frente Parlamentar Junho 09/06 - Reunião Entidades coroa, corrente e pinhão 14/06 - Reunião Center Norte |||| 08 | ANFAMOTO em Revista | Edição 134

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Mercado Produção e vendas de motos registram crescimento em maio Elevação reflete ajustes na produção e ainda assim a média diária de vendas registra queda de 30,8% frente a 2015 Segundo dados divulgados pela ABRACICLOAssociação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, o desempenho do segmento de motocicletas no mês de maio melhorou um pouco. Saíram das linhas de montagem 92.308 unidades no mês passado, o que representa uma alta de 46,4% em relação a abril. Todavia, em comparação com maio de 2015, quando a produção havia totalizado 116.168, houve uma retração de 20,5%. Seguindo a mesma tendência, as vendas no atacado – para as concessionárias – atingiram 87.252 motocicletas em maio, o que corresponde a um crescimento de 20,9% frente ao mês anterior e, porém, um recuo de 19,5%, em comparação com maio de 2015, com 108.420 unidades. Essa elevação ocorreu devido a um forte ajuste na produção ocorrido em abril, para que se adequasse ao mercado. Dessa forma em maio, a produção voltou a patamares suficientes para atender a demanda e recompor os estoques que estavam abaixo das necessidade para alguns modelos. Mantendo o ritmo de ajustes desde o início do ano, reflexo da Argentina, as exportações totalizaram 5.606 motocicletas em maio, representando uma expansão de 36,0% em relação a abril. Em comparação ao mesmo mês de 2015, a elevação foi de 53,5%. Emplacamentos Com base nos licenciamentos realizados pelo Renavam, foram licenciadas 76.644* motocicletas em maio, o que representa um recuo de 3,8% ante o volume de abril, com 79.671 unidades, e de 27,3% em relação a maio de 2015 (105.471). Mesmo com um dia útil a mais que em maio do ano passado (21 dias), a média diária de vendas apresentou retração de 30,8%, passando de 5.274 para 3.650 motocicletas. (*) Foram desconsiderados os ciclomotores usados, cujo licenciamento junto aos Detrans passou a ser obrigatório a partir da Lei nº 13.154, de 30/07/2015, e da Resolução Contran nº 555/15, de 17/09/2015. Fonte: Abraciclo e Fenabrave |||| 10 | ANFAMOTO em Revista | Edição 134

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Associado em destaque Nachi empresa japonesa fabricante de rolamentos que acredita no Brasil Fundada em 1928, na cidade de Toyama no Japão, por Kohki Imura, a Nachi Fujikoshi Corp. foi constituída com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento do mercado japonês através do fornecimento de soluções industriais às empresas locais. Localizada em Mogi das Cruzes, interior deSão Paulo, com mais de 240 mil m2, sua fundação no Brasil se deu em 1972, resultado da identificação de um grande potencial de crescimento do segmento industrial na década de 1970. Alguns anos depois, mais precisamente em 1976, um de seus parceiros no Japão e maior cliente local, a Moto Honda da Amazônia, também se estabeleceu no Brasil. O inicio de fornecimento à Honda no Brasil reforçou ainda mais os laços da Nachi com o País, o que levou a empresa a explorar outros segmentos de mercado tanto com rolamentos quanto com ferramentas de corte. Nos primeiros anos no Brasil a produção era limitada a alguns itens básicos e poucos funcionários, eram cerca de 30. Hoje conta com um quadro de 150. Após alguns anos através da abertura de novos mercados, tanto a diversidade de tipos como o volume de produção cresceram substancialmente. A produção na planta brasileira foi dividida em dois segmentos distintos: ferramentas de corte, comercialmente conhecidas como cortadores de engrenagens, e rolamentos fixos de esferas, popularmente designados como rolamento da linha “6000”, cujas séries básicas são 6000 – 6200 – 6300. Com o passar dos anos foram surgindo novas parcerias e iniciou-se o desenvolvimento de rolamentos específicos para determinados segmentos, como por exemplo, rolamentos de dupla carreira de esferas para compressores de ar-condicionado automotivo e rolamentos especiais para virabrequim de motocicletas, fornecidos para as montadoras Honda e Yamaha. A família de rolamentos nacionais conta atualmente com mais de 120 itens, considerando-se as séries standard (6000 – 6200 – 6300) e também as especiais. Uma ampla gama de rolamentos, mais de 2.000 itens distintos, são importados da matriz. Mercado – Na visão de Anderson Santos, gerente de vendas de aftermarket, o mercado de Motopeças é um dos segmentos que mais evoluiu nos últimos anos. Com o crescimento da demanda entre 2006 e 2011, e apesar dos últimos anos retraídos, a frota nacional chegou a mais de 27 milhões de motocicletas em suas mais variadas versões. “Levando-se em conta dois parâmetros de extrema importância nos dias atuais, ou seja, a maior dificuldade na aquisição de motocicletas novas, aliada a uma crescente consciência da necessidade de manutenção do bem a utilização de partes e peça de quali- dade cresceu” relatou Santos. A perspectiva é de um crescimento médio de 12% para os últimos três anos. Além disso, a politica comercial da Nachi tem foco especifico no atendimento ao mercado local, entretanto tem também parceiros comerciais na Argentina e no Uruguai. Brasil – Nos últimos 43 anos houve muitas mudanças no cenário nacional e nem todas foram para melhor. Com a Nachi não foi diferente das outras empresas no Brasil, teve que se ajustar a cada uma das conjunturas a que foi submetida. Desde o surgimento dos Planos Cruzados I e II, Bresser, Verão, Collor I e II até finalmente o Real, passando também pela hiperinflação de mais de 70% na década de 90. A empresa credita sua sobrevivência à base de muita obstinação e crença no Brasil. Vivemos um dos maiores desafios da história nacional, uma vez que os maiores pilares de nossa economia mostram-se extremamente frágeis e com baixa capacidade de indicar o caminho a ser tomado. Mas não há dúvidas de que a nossa capacidade de superação será a colocada à prova, porem, a Nachi continua acreditando que o Brasil é o “país do futuro” e que tão logo os sinais de recuperação voltem a aparecer estaremos prontos para uma nova fase de prosperidade.” Completa Santos A filosofia corporativa é ditada pela matriz no Japão e adotada por todas as subsidiárias espalhadas pelo mundo: Criatividade – As empresas definham se não tiver criatividade; agressividade – enfrentamos o trabalho agressivamente e com persistência; globalização – o mundo é o nosso mercado; mentes valorizadas – sempre valorize o que as pessoas fazem por você e recursos humanos – a maneira de fazer a empresa prosperar é encontrar e empregar a pessoa certa no trabalho certo. Nachi - 11 3284-9844 - www.nachi.com.br |||| 14 | ANFAMOTO em Revista | Edição 134

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