Pepper 47

 

Embed or link this publication

Description

Pepper 47

Popular Pages


p. 1

nº 47 Ano 03 Outubro/2016 BALADA EM TEMPOS DE CRISE Os jovens fazem de tudo para cair na farra sem pesar a mão no bolso ENTREVISTA Guilherme Costa, medalhista paralímpico, contou tudo sobre o evento BRASÍLIA O que fazer quando te perguntarem “o que tem pra fazer aí?” PIMENTA Este mês os colunistas estão com a língua afiada! Cinema, ecologia, gastronomia e muito mais! www.revistapepper.com.br

[close]

p. 2



[close]

p. 3

#SUMÁRIO 06 #LAZER Um grupo de amigos achou a melhor maneira de driblar a crise e ir pra balada! 10 #BRASÍLIA A nossa cidade é repleta de coisas para fazer... Eixão do Lazer, Jardim Botânico, Ermida... Então é hora de juntar todas as coisas boas do nosso quadradinho para responder à pergunta: “Mas o que tem pra fazer em Brasília?” #ENTREVISTA 8. – O medalhista Paralímpico Guilherme costa é o entrevistado do mês! Ele fala sobre a emoção de participar deste grande evento e conta alguns bastidores que não vimos na tv #RECEITADOMÊS 04. – Este mês o nosso chef Armando Barros se inspirou na culinária italiana e ensina a fazer um penne #ECOLOGIA 05. – O colunista Diego Lara fala sobre a realidade da “fagulha que incendeia o paraíso” #PARALIMPÍADA 8. – Falando no evento, vamos mostrar a superação de cada atleta que esteve em setembro no Rio de Janeiro e todas as expectativas superadas #EXPEDIENTE #COLUNAS #CINEMA 09. – O cinéfilo Zé Maria Ulles faz sua crítica dos filmes “Café Society” e “Águas Rasas” Publisher Sérgio Donato Contaldo jornalismo@revistapepper.com.br Editora Natália Moraes jornalismo@revistapepper.com.br Assessor Administrativo e Financeiro Valéria Negreiros Redação Abner Martins Natália Moraes jornalismo@revistapepper.com.br Publicidade comercial@revistapepper.com.br Revisão Conttexto.com helenacontaldo@conttexto.com Estagiário Mateus Fraga Mirelle Bernardino Sara Sane Colaboradores Sérgio Assunção J. Carlos Jr Ramalho Romolo Lazzaretti Fernando Cabral Carlos Henrique A. Santos Lisiane Cardoso Armando Barros Diego Lara Zé Maria Ulles Antônio Augusto Cortez Correspondente Pepper Paraíba Jude Alves Site Natália Moraes e equipe Diagramação Gustavo Facundo gustavofacundo@gmail.com Gráfica Gráfica e Editora Rossetto rossetto@brturbo.com.br Contatos (61) 3257.8434 faleconosco@revistapepper.com.br

[close]

p. 4

#LAZER D04IVERSÃO Por Sara Sane Fotos: Reprodução Internet/ Arquivo Pessoal a EM TEMPOS DE CRISE Para driblar a péssima fase econômica do Brasil, amigos criaram uma festa praticamente 0800 para os brasilienses festeiros C om a crise que o Brasil vem enfrentando, está cada vez mais difícil encontrar opções para se divertir no fim de semana. Está tudo tão caro que passar a noite debaixo do cobertor com a Netflix ligada tem valido mais a pena. Mas, aos festeiros de plantão, que odeiam passar o final de semana em casa, existe uma resposta para esses problemas: Balada em tempos de Crise. A festa foi uma ideia desenvolvida em 2015 por Igor Albuquerque e alguns colegas. O objetivo era fazer uma farra gratuita e animada nesses tempos sombrios, em que o dinheiro foge da carteira com muita facilidade. Igor e seus amigos planejaram uma balada para 50 pessoas debaixo da ponte Juscelino Kubitschek e não contavam com o sucesso do evento. A festa fugiu de tudo o que as pessoas esperavam... E esse era o objetivo. Um dos idealizadores da festa, Kaká Guimarães, conta que o evento foi criado no Facebook e o local da balada só foi divulgado no dia. “Foi muito legal porque o pessoal ficou tentando adivinhar onde seria e muita gente ficou surpresa por ser debaixo da ponte”, relembra. As primeiras festas foram feitas em locais públicos e mais de 5 mil baladeiros compareceram à festança. Assim, os organizadores precisaram sair da rua e começaram a organizar a festa em locais com mais estrutura e pagos. Então a entrada, que era gratuita, começou a ser cobrada. Mas relaxa! Não é nenhum valor exorbitante! Para Kaká, é difícil fazer algo grande, com qualidade e sem dinheiro. “Se fosse algo para umas 300 pessoas, dava pra fazer uma coisa legal. Agora, se a gente libera a entrada para 2 mil pessoas, isso pode implicar em uma série de custos adicionais, que hoje não temos como arcar”, afirma. Balada em tempos de crise continua sendo um evento que visa oferecer diversão barata. O evento também tem uma pegada artística, levando as pessoas a uma experiência diferente das festas comuns. Os organizadores estão sempre em busca de novidades, decoração urbana, performances e palcos diferenciados. A intenção da balada é virar um projeto. Se você é uma ovelha desgarrada e quer diversão de qualidade sem pesar a mão no bolso, experimente a Balada em Tempos de Crise. Ela rola algumas vezes por ano, então é bom ficar de olho nas mídias sociais!

[close]

p. 5

#CINEMA PARA QUANDO TE PERGUNTAREM: O QUE VOCÊ FAZ EM BRASÍLIA? H á quem diga que brasiliense não tem um jeitinho próprio, aqui é onde as culturas de várias cidades se chocam. Comemos cuscuz no café da manhã, churrasco no almoço um churrasco, pamonha à tarde, e, para não ficar sem jantar, preferimos uma feijoada. Pontos de encontro? Feirinha da torre de TV ou rodô. Brasília é repleta de cultura local. Os pastéis da Viçosa, o Parque da Cidade, o Cine Drive-in e nosso lindo Pontão. Ainda criamos dialetos que se tornaram marca da Capital. Véi, aqui é um dos poucos lugares do Brasil que os motoristas de fato respeitam a sagrada faixa de pedestre. Morar aqui é se perder nas milhares siglas que existem, para poder encontrar um único endereço. Quando está morgado o brasiliense pode passear até a Ermida Dom Bosco, que é morada de esporte. Mas se você é romântico, vale a pena dar um passeio pelo Jardim Botânico e admirar a natureza. Aqui em Brasília se faz do Lago Paranoá a praia da cidade, pessoas surfam e se divertem neste local. Identificamos os azulejos de Athos Bulcão por todos os lugares, aqui temos a possibilidade de curtir as cachoeiras nos arredores da capital. Morar em Brasília é: Levar um susto com o tamanho dos prédios de Águas Claras, percorrer o circuito da Esplanada com parente ou amigo visitante, pegar uma sombra no Eixão do Lazer, madrugar na Água Mineral para evitar filas enormes, saber quais as quadras que não se comunicam, ter um plano para enfrentar a seca, saber que o Conic é um dos lugares mais plurais da cidade, produzir-se todo para passear no Pontão, ter medo ao atravessar as passarelas subterrâneas e sentar em algum lugar para admirar o céu. E aí, você ainda duvida que Brasília não tenha suas próprias características? 05 REVISTAPEPPER.COM.BR

[close]

p. 6

06 #RECEITADOMÊS Penne AO POMODORO COM PERFUME DE MANJERICÃO Por Armando Barros barros. armando@hotmail.com Ingredientes • 200 g de penne; • 1 lata de pomodoro italiano; • 1 colher de sopa de extrato de tomate; • 2 litros de água; • 2 colheres de sopa de sal; • 3 colheres de sopa de azeite extra virgem; • 3 colheres de sopa de folhas de manjericão; • 2 colheres de sopa de cebola picada; • 1 colher de chá de alho picado; • 100 g de parmesão em pedaços; • Sal e pimenta à gosto. H oje vamos fazer um pouco diferente, vamos começar pelas compras. Já que você está de posse da lista de ingredientes, vamos ao supermercado. A 1ª lição, a qualidade dos insumos é quase meio caminho para o sucesso! Mas mesmo usando um de boa qualidade, você pode estragar tudo! Mas não se desespere, vou dar o passo a passo para você. É, eu sei, os insumos bons são mais caros. Mas não tem problema, como você vai cozinhar praticamente para uma convidada só, você não vai precisar comprar muito. Logo não fica muito caro. Modo de preparo Vamos começar pelo molho. Coloque em fogo baixo uma panela ou frigideira média, adicione duas colheres do azeite, a cebola e o alho. Deixe cozinhar um pouco. Adicione uma colher de sopa de extrato de tomate e deixe fritar. Coloque todo o conteúdo da lata de tomate. Misture e vá com o auxílio de uma colher cortando o tomate. Misture e corte de vez em quando até os tomates se desmancharem. Se precisar adicione um pouco de água. Com o molho na panela, adicione o manjericão, dê uma misturada. Adicione uma pitada de sal e pimenta do reino. Nesta hora você tem que experimentar até chegar a seu gosto. Vá colocando sal aos poucos! Tampe a panela e desligue o fogo. Coloque a água em uma panela que tenha tampa e que caiba a água toda e mais um pouco. Ligue o fogo alto e tampe a panela. Com a panela tampada a água vai ferver mais rápido. Quando levantar fervura adicione as duas colheres de sopa de sal, não muito cheias. Adicione uma colher de azeite em fio. Adicione as 200 gramas de penne. O tempo necessário de preparo sempre vem na embalagem. Quando der o tempo, retire um penne e corte ao meio. Deste modo você vai poder verificar se já está cozido por dentro. Se você quiser uma massa mais macia, deixe mais tempo. Cerca de um minuto antes de retirar a massa do seu cozimento. Ligue o fogo do molho para esquentá-lo. Desligue o fogo da massa e com uma concha, desprezando a água, vá colocando a massa no molho. Dê uma mexida e sirva com parmesão ralado.

[close]

p. 7

#ECOLOGIA A FAGULHA Por Diego Lara diego.contaldo@gmail.com QUE INCENDEIA O PARAÍSO V icente veio a cavalo, galopando. O primeiro a chegar. Logo em seguida, vieram outros pequenos proprietários das terras que estavam sendo chamuscadas. Viram a fumaça de longe. Pude ver de perto. Logo quando começou. Da pequena fagulha até as gigantes labaredas. Vi o fogo sorrateiro pular a cerca e o aceiro como um exímio atleta. Do meio da tarde até quase a madrugada, ficamos bem perto da floresta de fogo que se formara, vigiando a base do paredão rochoso para que não caíssem tições que pudessem alastrar a queimada. Nunca havia tido a oportunidade de ver isso de perto. É mais feio e mais triste do que imaginava. Seu Carlos com a foice na mão, a postos para um rápido aceiro, caso fosse necessário. Tonico com os olhos cheios d´água, o que não ofuscou sua valentia; atento, vigilante para que o fogo não se espraiasse. Vicente, em seu cavalo, percorrendo de cabo a rabo os limites que o fogo ia impondo. É, parece que não tem jeito. Sobra o braseiro para o Brasil. Só pode ser via de regra mesmo. E a regra é servir. Após quinhentos anos de terra desbastada, surrada, estuprada, por que é que seria diferente nos dias atuais? É a via que nosso povo conhece. “Tacar” fogo! Ardeu? “Taca” mais fogo. Lá pelas bandas do planalto central não é diferente. Só que lá, além das fogueiras nas matas e florestas, tem fogueiras de vaidades. Cada um com a sua (ainda mais em épocas eleitoreiras), com seus falsos apertos de mãos e sorrisinhos fabricados pelos cliques das máquinas fotográficas. Nos encontrões televisionados e fotografados, que eles chamam de trabalho e reuniões, capta-se o pó, em saquinho próprio, balançando, esperando para encontrar o nariz do dono. Tudo bem, afinal, droga, legalizada ou não, continua sendo droga. Não dá pra julgar. Triste é que num passe de mágica tudo que é branco vira açúcar para adoçar a pizza de banana caramelada brasileira. Bem à brasileira mesmo. Moda, aqui nesse país, é mato. E mato é fogo. Fogo é pasto. Pasto é boi. Boi é barriga com fivela de rodeio. Rodeio é o jeito de viver desse tal povo brasileiro. Debatendo-se, com liberdade controlada. Sorria, você está sendo filmado. Menos na hora de tacar fogo. Nessa trama tramoia, vamos caminhando assim, pedindo para separar o lixo. Mas o lixo que sai da boca não vai para o cesto. Vai direto aos microfones e aos ouvidos. E somos obrigados a ouvir as penitências religiosas na hora da política, e a política na hora das penitências religiosas. Dizem que não se discute política nem religião (futebol até passa, né?). Por que então políticospastores, opa, pastores-políticos, opa, não dá mais para saber a diferença, discutem política e religião? Será que ainda acreditam no paraíso? Se esqueceram que com tanto fogo o paraíso já foi incendiado. 07 REVISTAPEPPER.COM.BR

[close]

p. 8

#ENTREVISTA 8 Por Mateus Fraga Fotos: Divulgação/ Arquivo Pessoal OBMREADASLHILISITAENSE(QUASE) O atleta paralímpico Guilherme Costa conta os segredos do evento e a emoção de receber um prêmio tão importante G uilherme Costa nasceu em Manaus e ainda criança se mudou para Brasília onde vive atualmente. Hoje, aos 24 anos, o estudante de direito já possui um currículo extenso no esporte. O maior triunfo veio agora em setembro com a medalha de bronze na Paralimpíada do Rio. Aos 14 anos de idade ele sofreu um acidente que o deixou tetraplégico. A pancada do carro que estava a mais de 100 km/h lhe rendeu um traumatismo craniano, fratura exposta, duas paradas cardíacas, sete cirurgias e 20 dias em coma. Nada disso é motivo para se lamentar. Guilherme deu a volta por cima e depois de muitas vitórias no tênis de mesa, teve no Rio em setembro, o momento máximo de sua carreira. Ao lado de Aloisio Lima e Iranildo Espíndola, ele conquistou a medalha de bronze na categoria Classe 1 a 2, para atletas com deficiência física que jogam em cadeiras de rodas. Guilherme concedeu uma entrevista exclusiva para a Revista Pepper e contou de tudo um pouco: Revista Pepper: Como e quando começou o seu interesse pelo esporte? Como começou sua carreira no tênis de mesa? Guilherme Costa: Eu sempre fui esportista. Meu romance com tênis de mesa começou em um hospital da rede Sarah Kubitschek cinco meses após o acidente. No primeiro dia a professora chamou minha mãe no canto e disse que eu levava jeito para o esporte. Seis meses depois que eu comecei a treinar e ganhei uma medalha no meu primeiro torneio nacional, um ano e meio depois eu estava na seleção brasileira e não saí de lá até hoje. Hoje eu sou pentacampeão brasileiro, campeão sul-americano, campeão pan-americano e já fui competir em mais de 15 países. RP: Quando você se deu conta que seria uma atleta de ponta em nível mundial? GC: Em 2010 eu coloquei na minha cabeça que eu queria ser um atleta de ponta, porém só alcancei isso de fato em 2013. Foi quando eu comecei um projeto para isso e passei a receber benefícios do governo. RP: Qual a sensação de ser um medalhista Paralímpico? A emoção bate forte?

[close]

p. 9

Por Armando Barros Barros.armando@ hotmail. com GC: Foi a minha primeira Paralimpíada, então a sensação é difícil descrever. Eu ainda estou tentando entender tudo que está acontecendo. Eu fui pro Rio pra me divertir e jogar, sem pretensão de medalha, até porque eu sabia que ia ser muito difícil. Eu estou me sentindo nas nuvens, tem uma semana que eu estou dormindo no Olimpo. A euforia das outras medalhas duravam um ou dois dias, eu já estou há algumas semanas como medalhista paralímpico e ainda não caiu a ficha. RP: Saíram muitos boatos nas Olimpíadas dizendo que a Vila Olímpica era cheio de festas, farras e sexo. Na Paralimpíada também tinha esse clima de pegação? GC: Ah, na Vila tem festa, tem farra, tem sexo, mas aí depende do que você está buscando. Eu fui pra festa só no último dia, mas se bem que festa não tem muito não, é mais farra e sexo (risos). Farra eu não tive como fazer, porque o tênis de mesa começa no primeiro dia e vai até o último, então eu não tinha folga. E sexo, se você for atrás, você consegue, mas eu estava focado na competição. RP: E aí? Partiu Tóquio 2020? GC: Esse é o plano! Agora se reinicia o ciclo, temos que ver como vai ser a preparação. Eu estou de férias até o final do ano, tenho apenas um campeonato brasileiro para jogar e duas lesões para serem tratadas. Então vamos pensar no agora, e Tóquio só ano que vem. Focar no projeto que se inicia, porque eu quero sentir essa emoção de novo. 09 REVISTAPEPPER.COM.BR

[close]

p. 10

#OLIMPÍADA 010 Por Redação Fotos: Divulgação SUPERAÇÃO E EMOÇÃO DERAM O TOM A Pararalimpíada teve início com uma polêmica: nenhuma rede aberta de televisão transmitiu a cerimônia de abertura. A belíssima festa teve como ponto alto o momento em que a modelo e atleta bi amputada, Amy Purdy, dançou e sambou com um robô, numa coreografia bela e moderna. Na internet, as pessoas expressaram sua revolta. Somente depois das reclamações as emissoras passaram a realizar uma boa cobertura dos jogos. O público acompanhou em peso. Foram mais de 2 milhões de ingressos vendidos, número maior do que em Pequim 2008, público menor apenas do que Londres 2012. Vale ressaltar que os dois finais de semana tiveram ingressos esgotados, e, ao contrário dos jogos Olímpicos, a cidade do Rio de Janeiro não decretou nenhum feriado, o que impossibilitou muitos cariocas de acompanharem os jogos durante os dias úteis. O Brasil conseguiu estabelecer um novo recorde de medalhas, com 72 no total, sendo 14 de ouro. Contudo, o desempenho ficou aquém do esperado pelo Comitê Paralímpico, que previa a 5ª colocação geral. O país acabou na 8ª posição no quadro de medalhas. O Atletismo foi o grande destaque, responsável por mais de 30% do total de medalhas. O maior atleta brasileiro paraolímpico de todos os tempos, Daniel Dias, fez o público lotar a arena da natação e não decepcionou, ele ganhou nada menos do que quatro ouros, três pratas e dois bronzes. O incrível nadador chegou à marca de 24 medalhas paralímpicas na carreira. Para a nossa sorte, Daniel disse que já está focado em representar o Brasil em Tóquio 2020. Que venham mais medalhas! No judô para cegos, o destaque ficou com o grande campeão Antônio Tenório, o pesopesado conquistou o tetracampeonato. A superioridade de Tenório pode ser comparada à do gigante francês Teddy Riner. Alguns atletas não conseguiram o desempenho esperado, como Terezinha Guilhermina, que acabou sendo eliminada por queimar uma largada na prova dos 200 metros e Alan Fontelles, o recordista mundial, estava visivelmente fora de forma e não conseguiu competir bem. A última semana de competições ficou marcado por uma fatalidade, o ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad faleceu após uma queda durante o percurso do ciclismo de estrada. O atleta foi homenageado por todos durante a cerimônia de encerramento da competição.

[close]

p. 11

#CINEMA CRÍTICAS DE UM CINÉFILO Por Zé Maria Ulles ulles@terra.com.br Filme 1: CAFÉ SOCIETY 8,0NOTA o filme encanta! Ambientado nos anos 30, a mensagem contida na obra cinematográfica revela algo atemporal... Para contar essa bela história de amor, “Café Society” retrata dois mundos bem distintos. Um da futilidade e outro que não esta nem aí para ela. Mastigando: Jovem de classe baixa de Nova Iorque resolve tentar a vida em Los Angeles. Para isso, consegue trabalho com o tio – um produtor famoso de Hollywood. Ele não cai nas armadilhas da cidade luxuosa, mas se apaixona pela secretária do chefe, uma bela jovem descolada dos exibicionismos da sociedade local. O protagonista, Jesse Eisenberg, faz seu melhor trabalho no cinema e a atriz Kristen Stewart vem amadurecendo a cada filme. No elenco também se destacam Steve Carell, Blake Lively e Corey Stoll. Com ótimo roteiro, Woody Allen, cria uma atmosfera romântica e muito crítica ao comportamento dos costumes hollywoodianos. A corrupção está impregnada dentro da história. Com direção segura, Allen parece extrair grande espontaneidade dos atores que incorporam seus personagens, com uma leveza de folha de papel. Impressionante! O encantamento da obra cinematográfica vem daí. Quanto aos itens técnicos: Fotografia caprichada, vestuário idem e bela música. Ao todo foram gastos U$ 30 milhões para fazer a película. “Café Society” é o filme mais caro dos 51 anos de carreira do renomado diretor. Mas o diretor/roteirista faz em “Café Society” um romance com sabor. Sabor amargo pela veracidade dos fatos. Mesmice para uns... Mas que nunca experimentou isso? A Filme 2: ÁGUAS RASAS 5,0NOTA O filme Tubarão do diretor Steven Spielberg deixou saudades. Aquele animal truculento, exibido em 1975, só comia. No filme em questão, o tubarão branco pensa. E é justamente por aí que o bicho pega! Ele pensa mal. O predador abandona uma baleia gigantesca – cheia de gordura – para atacar uma loira magrinha e indefesa. A falta de pesquisa fica evidente e compromete o roteiro. Tubarões gostam de substância, quem gosta de mulheres desamparadas sou eu! O diretor Jaume Collet-Serra que fez ótimo trabalho em filmes como a “A órfã” (2009) e a refilmagem de “A Casa de Cera” (2005) salva o filme de um afogamento. As cenas são belas e ressaltam o bom trabalho de fotografia. A protagonista, Blake Lively, faz bom trabalho. A luta/garra pela sobrevivência produz o tom. Os efeitos especiais têm seus momentos, porém, em outros mata a realidade da cena. Só imagem virtual não dá! Steven Spielberg mandou construir um tubarão mecânico e James Cameron um Titanic quase igual ao verdadeiro. Anthony Jaswinski assina o roteiro (ou assassina). O final de “Águas Rasas” é de amargar! Os 86 minutos de duração da fita arrecadaram U$ 110 milhões nos cinco oceanos do mundo. Como os produtores gastaram apenas 17 para fazer o filme, é bem capaz que tenhamos uma continuação... 011 REVISTAPEPPER.COM.BR

[close]

p. 12



[close]

Comments

no comments yet