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IMPRENSA SINDICAL ANO XIV | 121a EDIÇÃO OUTUBRO/2016 TST decide que acordo coletivo não pode se sobrepor à CLT //por Redação - Agência Brasil //O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu dia 26 de setembro que nem todo acordo coletivo pode se sobrepor à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O pleno reafirmou a jurisprudência do TST no sentido de que a natureza salarial das chamadas horas in itinere, ou de deslocamento, não pode ser afastada por meio de acordo coletivo. Na decisão final, a maioria dos ministros entendeu que a autonomia negocial coletiva não é absoluta e que os precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido da prevalência do acordo coletivo não se aplicam ao caso analisado ontem. Por maioria, o pleno não aceitou recurso da Usina de Açúcar Santa Terezinha Ltda., de Maringá (PR), contra decisão que a condenou ao pagamento do adicional de horas extras e dos reflexos dessa parcela sobre as demais verbas trabalhistas, como descansos semanais remunerados, férias, décimo terceiro salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ao julgar recurso de um trabalhador rural contra a usina, o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região entendeu que a supressão das horas in itinere ou de direitos a elas ine- rentes só seria possível mediante a concessão de uma vantagem correspondente, o que não houve no acordo coletivo. “Não seria razoável admitir mera renúncia por parte da classe trabalhadora a direitos mínimos que lhes são assegurados por lei”, afirma o acórdão. No processo julgado pelo TST, a maioria dos ministros também entendeu que não houve contrapartida para os trabalhadores. MICHEL TEMER Temer: única coisa que se quer é prestigiar o trabalhador e não apenar Página 8 Presidente da República, Michel Temer SÃO PAULO Geraldo Alckmin, governador de São Paulo Repasse do Governo de SP garante almoço a R$ 1 no Bom Prato Página 8 AÉCIO NEVES-MG CCJ do Senado aprova PEC de Aécio e Ferraço que muda re- gras para par- tidos e limita acesso ao fun- do partidário Página 3 Senador Aécio Neves (PSDB) - MG LU ALCKMIN-SP Lu Alckmin e alunos da Escola de Beleza do Fundo Social visitam a Beauty Fair 2016 Página 14 COREN-SP Campanha do Coren-SP destaca importância de os profissionais de En- fermagem de man- terem situação regu- larizada e os dados cadastrais em dia Fabíola de Campos Braga Mattozinho, com o Conselho presidente do Coren-SP Página 9 PAULINHO DA FORÇA-SP Não mexam nos nossos direitos! Página 7 Paulinho da Força, presidente da Força Sindical e deputado federal METALÚRGICO-SP Os culpados pela crise Página 7 Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo CUT-SP DAVID UIP-SP SP lança ofensiva para conter avanço do Aedes aegypti no próximo verão Página 16 Dr. David Ewerson Uip, secretário de Estado da Saúde de São Paulo BAHIA SINTRACON/ITAPEVI-SP A mudança depende de cada um de nós Página 16 Ângelo Luiz Angelini, presidente do Sintracon SINDUSCON-SP Douglas Izzo, presidente da CUT-SP Tristar ignora a lei e demite dirigentes aeroviários Página 4 Governador da Bahia, Rui Costa Governo da Bahia inaugura o Hospital Geral do Estado 2 Página 10 Viabilizar a reforma trabalhista é indispensável Página 4 José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP SECOVI-SP Locação Acessível Residencial (LAR): um novo modelo de habitação Página 11 Hamilton de França Leite Jr., vice-presidente do Secovi-SP SINDSAÚDE-SP Sindsaúde e Sucen se reúnem para negociar progressão salarial Página 7 Jorge Alexandre Braz de Senna, Secretaria de Imprensa e Divulgação do SindSaúde-SP PARÁ Governador Simão Jatene recebe o Embaixador da Irlanda no Brasil Página 12 Governador do Estado do Pará, Simão Jatene SINDIQUÍMICA-BA Petroquímicos baianos rejeitam reajuste de 7,5% oferecido pelas empresas do Polo de Camaçari Página 12 GUARULHOS-SP Novo viadu- to do Trevo de Bonsu- cesso já está em processo Prefeito de Guarulhos, tião Almeida Sebas- de concretagem Página 5 GRÁFICOS-SP NENHUMA RETIRADA DE DIREITOS Página 15 José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo METALÚRGICO/GUARULHOS-SP Encontro mobiliza jovens metalúrgicos João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical de Guarulhos Página 15 IMPRENSA SINDICALAnuncie no (11) 3666-1159 99900-0010 95762-9704

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IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 2 Opinião Editorial Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. O Cristo cósmico: uma espiritualidade do universo //por Leonardo Boff – do Rio de Janeiro //Uma das buscas mais persistentes entre os cientistas que vem geralmente das ciências da Terra e da vida é pela da unidade do Todo. Dizem: “precisamos identificar aquela fórmula que tudo explica e assim captaremos a mente de Deus”. Esta busca vem sob o nome de “A Teoria da Grande Unificação” ou “A Teoria Quântica dos Campos” ou, pelo pomposo nome de “A Teoria de Tudo”. Por mais esforços que se tenham feito, todos acabam se frustrando ou como o grande matemático Stephan Hawking, abandonando esta pretensão. O universo é por demais complexo para ser apreendido por uma única fórmula. Entretanto, pesquisando as partículas sub-atômicas, mais de cem, e as energias primordiais, chegou-se a perceber que todas elas remetem àquilo que se chamou de “vácuo quântico” que de vácuo não possui nada porque é a plenitude de todas as potencialidades. Desse Fundo sem fundo surgiram todos os seres e o inteiro universo. É representado como um vastooceano sem margens, de energia e de virtualidades. Outros o chamam de “Fonte Originária dos Seres” ou o “Abismo alimentador de Tudo”. Curiosamente, cosmólogos como um dos maiores deles, Brian Swimme, denomina-o de o Inefável e o Misterioso (The Hidden Heart of the Cosmos, 1996) Ora, es- tas são características que as religiões atribuem à Última Realidade que vem chamada por mil nomes, Tao, Javé, Alá, Olorum, Deus. O Vácuo pregnante de Energia se não é Deus (Deus é sempre maior) é a sua melhor metáfora e representação. Esse vácuo repleto é o fundamental e não a matéria. Esta é uma das emergências desta Fonte Originária. Thomas Berry, o grande ecólogo norte-americano, escreveu a esse respeito: “Precisamos sentir que somos carregados pela mesma energia que fez surgir a Terra, as estrelas e as galaxias; essa mesma energia fez emergir todas as formas de vida e a consciência reflexa dos humanos; é ela que inspira os poetas, os pensadores e os artistas de todos os tempos; estamos imersos num oceano de energia que vai além da nossa compreensão. Mas essa energia, em última instância, nos pertence, não pela dominação mas pela invocação”(The Great Work,1999, 175), quer dizer, abrindo-nos a ela. Se assim é tudo o que existe é uma emergência desta energia fontal: as culturas, as religiões, o próprio cristianismo e mesmo as figuras como Jesus, Moisés, Buda, Sócrates, Francisco de Assis e cada um de nós. Tudo vinha sendo gestado dentro do processo evolucionário na media em que surgem ordens mais complexas, cada vez interiorizadas e interconectadas com todos os seres e com o Todo. Quando acontece determinado nível Expediente Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br Matriz: Rua General Júlio Marcondes Salgado, 04 Conj. 82 Campos Elíseos - CEP 01201-020 - São Paulo - SP. Filial: Largo Santa Cecilia, 62 - São Paulo - SP. Fone: (11) 3666-1159 Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 DISTRIBUIÇÃO NACIONAL Produção: Kerach Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fones (81) 9651-5071 | (81) 9460-9586 E-mails: kerach23@hotmail.com | www.kerachcomunicacao.com.br de acumulação dessa energia de fundo, então ocorre a emergência dos fatos históricos e de cada pessoa singular. Quem viu esta inserção de Cristo no cosmos foi o paleontólogo e místico Teilhard de Chardin(+1955), aquele que reconciliou a fé crista com a ideia da evolução ampliada e da nova cosmologia. Ele distingue o “crístico” do “cristão”. O crístico comparece como um dado objetivo dentro do processo da evolução: um elo que tudo liga e re-liga. Porque estava lá dentro pôde irromper, um dia na história, na figura de Jesus de Nazaré. Portanto, quando este crístico é reconhecido subjetivamente, se transforma em conteúdo da consciência de um grupo, se transforma em “cristão”. Então aparece na forma do cristianismo histórico, fundado em Jesus, o Cristo, encarnação do crístico. Daí se deriva que suas raízes derradeiras não se encontram na Palestina do primeiro século, mas dentro do processo da evolução cósmica que já existe há cerca de 13,7 bilhões de anos. Santo Agostinho escrevendo a um filosofo pagão (Epistola 102) intuiu esta verdade: ”Aquela que agora recebe o nome de religião cristã sempre existia anteriormente e não esteve ausente na origem do gênero humano, até que Cristo veio na carne; foi então que a verdadeira religião que já existia, começou a ser chamada de cristã.” No budismo se faz semelhante raciocínio. Existe a budeidade (a capacidade de iluminação) que vem se forjando ao longo do processo da evolução, até que ela irrompe em Sidarta Gautama que virou Buda (o iluminado). Esta só pôde se manifestar na pessoa de Gautama porque antes, a budeidade, estava lá no processo evolucionário. Então virou o Buda, como Jesus virou o Cristo. Quando esta compreensão vem internalizada a ponto de transformar nossa percepção das coisas, da natureza, da Terra e no Universo, então abre-se o caminho para uma experiência espiritual cósmica, de comunhão com tudo e com todos. Realizamos por esta via espiritual o que os cientistas buscavam pela via da ciência: um elo que tudo unifica e atrái para frente. OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. Leonardo Boff é articulista do JB on line e escritor //Estamos mais uma vez diante de eleições. Porém o cenário atual é tenso. A descrença nas lideranças políticas é generalizada. Parece não haver saída para os eleitores conscientes. Mas não devemos pensar que votar hoje tornou-se um tiro no escuro. Sabemos, serem poucos os candidatos honestos, mas que eles existem. A missão para identificá-los torna-se coisa de perito. No entanto, votar é um ato consciente de participação na sociedade, na vida política. Analisemos com cuidade e cumpramos nosso dever cívico! A falta de uma análise cuidadosa e a influência de posições pessoais de terceiros, favorece, e muito os maus políticos, que continuarão em vastíssima vantagem em relação aos cadidatos honestos. Um eleitor ignorante é uma presa fácil à influência demagógica e sedutora. Manter o eleitor nesse estado de apatia e passividade à todas as suas investidas mal intecionadas é o grande objetivo dos políticos conservadores, de uma classe dominante social e economicamente. Portanto, a atenção, que antes já era primordial, hoje é inexorável. Caminhemos às urnas munidos de bom senso, perspicácia, informação isenta e uma pitada de intuição e sorte para escolher os nossos candidátos. Afinal, muitos políticos foram expostos nos últimos anos, como verdadeiramente se posicionam ante o poder. É só observar. Ademais, pós eleição, devemos sempre nos manter de olho em seus comportamentos para não reelegermos mais uma vez os desonestos ao poder. Salve o bom senso e o bom uso do voto! Dinheiro sujo, eleição suja //por Mauricio Dias – Carta Capital //Valendo-se de certa sonolência no plenário da Câmara de Deputados na noite do dia 19 de setembro, alguns parlamentares tentaram promover mais um golpe. Desta vez, para anistiar os usuários de dinheiro clandestino em campanhas eleitorais. A malandragem saiu, desta vez, derrotada. Promovida por integrantes dos principais partidos da base do governo Temer, o golpe estava colado a um projeto de lei criminalizando o dinheiro de Caixa 2. Essa velhacaria, tramada nos bastidores da Câmara, tinha apoio do presidente da casa, Rodrigo Maia, naquele momento substituindo Temer na Presidência da República. Maia, eventualmente, estava pronto para sancionar o que viesse da Câmara. Temer, por sua vez, voava mundo afora. Valia-se de compromissos oficiais anteriormente marcados. Bem distante de movimentos contra ele. Não escapou. Ora em Pequim, ora em Washington, os eleitores se manifestavam com o já mundialmente famoso “Fora Temer”. O voto, excetuado o da militância política cada vez mais escassa, funciona como mercadoria. Pode ser comprado por meio de certos artifícios. Não aqueles, entretanto, virados contra Temer e em protesto contra o golpe acionado para derrubar Dilma. Foram muitos os meios de burlar o resultado da eleição, o dinheiro tornou-se, hoje, mais do que nunca, uma condição essencial para ganhar pleitos. Que o diga o ministro Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo. Em palavras mais precisas, articulador político. “É lícito supor que caixa 2 não é crime. Se não é crime é importante estabelecer penalidades aos que infringirem a lei”, assegura o esperto Geddel. O ministro sabe que não há crime por uso do caixa 2 capitulado em lei. Há, sim, infração eleitoral. Ou seja, não há punição específica e direta. Assim, Geddel põe o pudor a serviço das circunstâncias. A hipocrisia fortalece a cumplicidade entre o doador e o receptor. Há dinheiro registrado na declaração de contas dos candidatos. É válido. Existe, entretanto, o dinheiro dado “por fora” pelo doador. Este enriquece os candidatos. O registro mais antigo, mais explícito, da contribuição financeira para as campanhas surgiu, nos anos 1950, na campanha presidencial do paulista Ademar de Barros. Ficou notória a expressão “Caixinha do Ademar”. Certa vez, há quase 30 anos, em um grupo de entrevistadores, surpreendi o então prefeito carioca César Maia com uma pergunta capciosa: “Esta questão de financiamento de campanha é muito complicada no Brasil”. Maia respondeu: “O que quer que eu diga, o que já sabe?” Jornalista, editor especial e colunista de CartaCapital.

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IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 3 Aécio Neves-MG CCJ do Senado aprova PEC de Aécio e Ferraço que muda regras para partidos e limita acesso ao fundo partidário Aécio Neves, senador da República e presidente nacional do PSDB, e o senador Ricardo Ferraço, também do PSDB //O Senado Federal deu o primeiro passo para a aprovação, em definitivo, de importantes mudanças no sistema político brasileiro. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, no dia 13 de setembro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 36/2016, de autoria dos senadores Aécio Neves e Ricardo Ferraço, ambos do PSDB, que promove importantes mudanças nas regras do sistema político brasileiro. A principal inovação da proposta é a criação de uma cláusula de desempenho que todo partido deverá atingir no país para ter acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao horário eleitoral de rádio e TV. A medida visa impedir a criação de legendas sem representação junto à sociedade, criadas unicamente com a finalidade de obter recursos do fundo, e o uso do tempo de TV como moeda de negociação em períodos eleitorais. A PEC acaba também com as coligações de partidos nas eleições para vereador e deputado estadual e federal. “A PEC é praticamente uma reforma política porque ela tem a virtude de inibir o número de partidos, acabando com as legendas de aluguel. Aquelas que existem única e exclusivamente para se apropriar do fundo partidário e negociar o tempo de televisão. Partido político precisa representar o segmento de pensamento na sociedade. Hoje, com essa pulverização de legendas, cerca de 30 atuando na Câmara dos Deputados e outras a caminho, os partidos perderam esta identidade”, afirmou o senador Aécio Neves. Para entrar em vigor, a PEC precisa ser aprovada pelo plenário do Senado, em dois turnos de votação, e depois pela Câmara dos De- putados. Fundo Partidário A proposta de Aécio e Ferraço não impede a criação de legendas, mas define que só poderão ter acesso ao dinheiro do fundo partidário e ao tempo da propaganda eleitoral as siglas que alcançarem de fato representação junto aos eleitores. Para isso, precisará ter um percentual mínimo de 2% dos votos válidos, apurados nacionalmente, distribuídos em pelo menos 14 estados, com um mínimo de 2% dos votos válidos em cada um deles. O Brasil tem atualmente 35 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela regra atual, todos recebem mensalmente recursos públicos por meio do fundo e têm direito a tempo gratuito no rádio e TV para propaganda partidária, independentemente da quantidade de votos obtidos nas eleições. “Esse projeto é moralizador e tenho certeza de que, dentro de poucos anos, teremos, se ele for aprovado, um quadro político de muito maior estabilidade em benefício da democracia e dos avanços que o Brasil precisa viver”, ressaltou Aécio Neves. Coligações proporcionais A PEC 36/2016 faz importantes mudanças nas regras para eleição de vereadores, deputados estaduais e federais. De acordo com a proposta, a coligação entre partidos no sistema proporcional, aquele em que os votos das legendas são somados para o cálculo que define o número de eleitos, será permitida somente até 2020. A medida impedirá que candidatos com baixa votação sejam eleitos por meio de votos dados a outros parlamentares, os chamados “puxadores de votos”. “Aqueles partidos que tenham identificação com setores da sociedade irão sobreviver. Aqueles que não conseguirem esse índice poderão, pela nossa proposta, ter funcionamento parlamentar como federação durante um determinado período, um período de transição, que estamos defendendo. Mas o projeto, ele preserva e fortalece partidos políticos na essência que isso possa representar e acabam com aquelas conhecidas como legenda de aluguel”, reiterou o presidente do PSDB. Fidelidade partidária A PEC apresentada por Aécio Neves e Ricardo Ferraço estabelece ainda que prefeitos e vereadores eleitos, bem como deputados estaduais e federais, senadores, governadores e Presidente da República, eleitos a partir de 2018, perderão seus mandatos caso mudem de partido após a vitória nas urnas. A PEC também prevê perda de mandato nos casos de mudança de partido. O candidato eleito deve cumprir o mandato no mesmo partido pelo qual foi eleito, exceto se houver comprovadamente rompimento com a legenda em razão de desvio de programa partidário ou na ocorrência de discriminação política ou pessoal. “Se você for eleito por um partido que não adquiriu o coeficiente necessário, você pode sim ter seu mandato preservado. Você só não terá as prerrogativas que um partido político tem no Parlamento, de lideranças, de presidências de comissões, por exemplo. Mas, se você optar por exercer seu mandato individualmente, obviamente, ele será preservado. É um processo que caminha na direção de que dentro de pouco tempo, eu acredito que no máximo duas eleições, nós tenhamos reduzido de 25 para alguma coisa em torno de 10 ou até menos partidos políticos funcionando no país”, ressaltou o senador Aécio Neves. Reforma política – Conheça a PEC 36/2016 Fundo Partidário: Pela regra atual todos os partidos registrados no TSE têm direito aos recursos do fundo, que é distribuído da seguinte forma: 5% em partes iguais para todos as legendas e 95% de acordo com a proporção de votos obtidos na última eleição para a Câmara dos Deputados. Com a aprovação da PEC, apenas os que atingirem a cláusula de desempenho terão acesso aos recursos do fundo. Cláusula de desempenho: Terão direito aos recursos do fundo partidário e ao tempo no rádio e na TV os partidos que obtiverem percentual mínimo de 2% dos votos válidos, apurados nacionalmente, distribuídos em pelo menos 14 estados, com um mínimo de 2% dos votos válidos em cada unidade da Federação. A regra será introduzida gradativamente a partir de 2018 e será totalmente incorporada em 2022, quando o percentual mínimo de votos a ser obtido por cada legenda subirá para 3%. Coligações proporcionais: Acaba em 2020 a coligação entre partidos nas eleições para vereador e deputado estadual ou federal. As pequenas e médias legendas poderão disputar eleições e atuar no Legislativo pelo sistema de federação, com regras novas. Partidos em Federação: A PEC autoriza os partidos com identidade ideológica e programática a se unir no sistema de federação, devendo ser aprovada formalmente pelos diretórios e em convenção. A federação atuará nos Legislativos e terá, por tempo determinado, iguais direitos às demais legendas, quando alcançar o per- centual mínimo nacional de votos. A divisão do fundo partidário e do tempo de TV e rádio será de acordo com a votação obtida por cada partido na federação. Fidelidade partidária: Prefeito e vereador, bem como deputado estadual e federal, senador, governador e presidente da República perderá seu mandato se mudar do partido pelo qual foi eleito. Exceto se houver comprovada mudança da linha programática e ideológica do partido. Funcionamento parlamentar: A PEC não impede a criação de legendas, e sim o acesso livre a recursos públicos do fundo partidário e ao horário de rádio e TV. O candidato eleito por partido que não alcançar o mínimo nacional de votos terá garantido todos os direitos do exercício do mandato e poderá mudar de partido, mas a migração não terá efeito para fins de distribuição de recursos e ao tempo da propaganda.

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SindicalIMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 4 CUT-SP Tristar ignora a lei e demite dirigentes aeroviários //CUT repudia medida da empresa contra entidade sindical; denúncia será encaminhada ao Ministério Público do Trabalho //por Vanessa Ramos ‑ CUT São Paulo //O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Auxiliares de Guarulhos (Sintaag), filiado à CUT, vive um período de perseguições. Sete dirigentes sindicais já foram demitidos desde a fundação da entidade, em 2014. Até o momento, apenas um foi reintegrado, após processo judicial. Agora, a denúncia será levada ao Ministério Público do Trabalho. Só em setembro, as demissões chegaram ao presidente da entidade, Jorge Antonio Dardis, ao diretor de Segurança e Medicina do Trabalho, José Aparecido Ramos Barbosa, e ao cipeiro Manuel Messias, todos da empresa Tristar, que cumprem pleno exercício dos mandatos para os quais foram eleitos para representar a categoria. A estabilidade no emprego do dirigente sindical é garantida pelo artigo 543, parágrafo 3º, da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), o que impede a dispensa do trabalhador desde a candidatura até um ano após o fim de seu mandato. Apesar disso, com o gol- pe, a mudança política trouxe ventos da truculência, da ditadura, de perseguição aos direitos dos trabalhadores e de ataques promovidos pelos mais diferentes aparatos de poder, avalia o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo. “Vivemos tempos de violência policial, de muita repressão. Um momento em que os patrões se aproveitam para impor suas vontades à força, de forma bruta e ilegal, como no caso das demissões dos aeroviários de Guarulhos. Exigimos a readmissão imediata desses companheiros”, afirma. Para o secretário de Finanças da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac), Orisson Melo, neste cenário construído de retirada de direitos, as empresas querem destruir espaços de resistência e de luta da classe trabalhadora e, ressalta, os sindicatos representam isso. “Faremos denúncia no Ministério Público do Trabalho contra a livre organização dos trabalhadores porque isso caracteriza um crime que vai contra a legislação nacional e internacional”, lamenta. Um dos demitidos, o presidente do Sintaag, Jorge Antonio Dardis, explica que os patrões não admitem o sindicalismo que está ao lado dos trabalhadores. “Denunciamos uma série de erros das empresas como o aumento da carga horária e o assédio moral que são comuns. Somos combativos e recebemos de troco as nossas demissões. É uma retaliação em cima do direito de construir o sindicato e contra o nosso direito de organizar a categoria. O patronato quer apenas o lucro, reduzir e precarizar a mão de obra e nós não aceitaremos isso”. Confira, abaixo, a nota da Fentac: Fentac e sindicatos de aeroviários denunciam prática antissindical da Tristar de Guarulhos por demitir cipeiro e dirigentes do Sintaag A Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac) e os sindicatos filiados dos Aeroviários de Campinas, Guarulhos, Recife, Porto Alegre e Nacional denunciam a empresa do setor aéreo Tristar no Aeroporto Internacional de Guarulhos por prática antissindical. A empresa demitiu na se- mana passada (penúltima semana de setembro) de forma arbitrária e ilegal o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Auxiliares de Guarulhos (Sintaag), filiado à CUT, Jorge Antonio Dardis, o dirigente, José Aparecido Ramos Barbosa e o cipeiro, Manuel Messias, todos em pleno exercício de seus mandatos. Para a FENTAC, a atitude da Tristar é um ato de extrema violência contra a livre organização dos trabalhadores, constituindo-se em crime repudiado por leis nacionais e internacionais. Além disso, houve um grave desrespeito às convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como a 87, que diz res- Sinduscon-SP Viabilizar a reforma trabalhista é indispensável peito à Liberdade e Proteção ao Direito Sindical. A ação arbitrária da empresa também fere a Convenção 158 da OIT que proíbe a dispensa imotivada. Diante disso, a Federação e os sindicatos cutistas reforçam que o movimento sindical não dará trégua até que os trabalhadores demitidos sejam reintegrados às suas funções e mandatos. A CUT Guarulhos e a CUT Estadual de São Paulo também manifestam repúdio às demissões arbitrárias da Tristar e se somam à luta da Fentac em defesa da readmissão imediata desses companheiros. Direção da Fentac/CUT //JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO //A decisão do governo de deixar para o segundo semestre de 2017 a apresentação da proposta de reforma trabalhista e seu envio ao Congresso Nacional é coerente. Sem consenso entre governo, confederações empresariais e centrais sindicais, hoje dificilmente a matéria avançaria. No entanto, é importante não perder de vista a necessidade de buscar viabilizar esta reforma, para desengessar a legislação trabalhista, fomentar o emprego formal e elevar a produtividade do trabalho. Sem prejudicar os direitos trabalhistas, esta reforma precisa inovar. Formas de contratação já consagradas no mercado de trabalho, como a de empresas especia- lizadas para a execução de uma série de serviços, devem ser devidamente regularizadas, com a atualização da legislação. É o caso da construção, atividade em que a contratação dessas empresas para a execução das diversas etapas de uma obra manteve empregos formais, diminuindo a rotatividade no setor e elevando a produtividade. Fundações, estruturas, revestimentos, fachadas, instalações hidráulicas e elétricas são executadas por trabalhadores qualificados de diferentes empresas em um mesmo canteiro de obras. Quando os trabalhadores dessas empresas encerram seu trabalho em uma obra, eles passam a trabalhar na edificação de outro empreendimento, e assim por diante. Isto evita que, se eles fossem contratados pela construtora, a empresa seja forçada a dispensá-los quando seu trabalho tiver terminado e não houver outra obra da mesma construtora naquela localidade. Assim, na indústria da construção, a subcontratação de empresas terceirizadas já é uma prática consagrada e reconhecida como legal pela CLT. Portanto, neste setor, da mesma forma que em outros como a indústria automotiva, não há sentido em proibir a terceirização na chamada atividade-fim da empresa. A manutenção do emprego do trabalhador em uma função na qual se especializou permite também que ele desfrute de treina- mentos e atualizações constantes, colocando-se a par de inovações, elevando a produtividade de seu trabalho e, consequentemente, aumentando as possibilidades de incremento de sua renda. Ao permanecer empregado, este trabalhador também participa de treinamentos voltados à saúde e segurança do trabalho, resultando em aumento da qualidade de vida para si e sua família. Por isso, a reforma da legislação precisa levar em conta que não se podem tratar igualmente setores com estruturas desiguais de produção, sob pena de voltarmos a uma situação de alta rotatividade do trabalho na indústria da construção. Outro aspecto relevante é o combate à precarização dos direitos trabalhistas na terceirização. Aqui mais uma vez a indústria da construção dá o exemplo de como se pode subcontratar com respeito a esses direitos. Nas convenções coletivas da construção paulista, a subcontratação se submete a uma série de regramentos, responsabilizando-se a contratante principal por fiscalizar a contratada no cumprimento das obrigações trabalhistas. Estas e outras questões precisam ser encaradas de frente na reforma trabalhista, sempre com o foco no estímulo ao emprego. Em um mundo onde a chamada “uberização” na prestação de serviços se expande velozmente, precisamos absorver novos conceitos, tirando proveito do aumento de qualidade e produtividade nas novas formas de produção, sem deixar de respeitar direitos conquistados pelos trabalhadores. JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO é presidente do SindusCon- -SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e da da Fiabci-Brasil (Federação Internacional Imobiliária)

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 5 Guarulhos-SP Novo viaduto do Trevo de Bonsucesso já está em processo de concretagem //Um dos maiores gargalos do tráfego de veículos e principalmente de caminhões, que atendem ao parque industrial da região, está com os dias contados. Prioridade do governo do prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida, o Novo Trevo de Bonsucesso, na rodovia Presidente Dutra está entrando em nova fase de obras e em breve vai solucionar o problema no local. Após o içamento e lançamento das vigas, ocorrido no início deste mês de setembro, as obras do trevo chegam ao processo de concretagem do primeiro viaduto, que mostra a pista que servirá de marginal da Dutra neste trecho, aumentando a capacidade do sistema viário e favorecendo o acesso de veículos sentido Bonsucesso e Dutra/Rio de Janeiro. Foram utilizadas cinco vigas de 80 toneladas e dez de 35 toneladas. Quando pronto, o viaduto terá 74 metros de comprimento por 14,4 m de largura e contará com três faixas de rolamento para veículos e barreiras de segurança de concreto, além de passeio para pedestres com guarda-corpo. Nesta etapa das obras serão realizadas ainda a laje, as barreiras de proteção, guarda-corpos e passeio, além da pavimentação. Nesse momento também estão em execução as obras da Marginal Norte e do novo ramo que dará acesso da via Dutra diretamente para o trevo no sentido Bonsucesso e a pista Marginal Sul sentido São Paulo. Está em execução a continuidade da nova pista da avenida Juscelino Kubitschek, assim como a terraplanagem no ramo que seguirá para Bonsucesso. Já foram entregues o novo ramo sentido Rio de Janeiro, a duplicação de mão da avenida Água Chata (em operação) e a nova via de ligação da JK acesso a Bonsucesso. Todos os semáforos e placas foram implantados nos locais. Eleições Voto nulo não invalida eleição, recorda cientista político //Uma das principais dúvidas que aparecem na época das eleições diz respeito aos votos nulos. Muitos eleitores acreditam que se mais de 50% dos eleitores votarem nulo a eleição é invalidada e, embora a afirmação não seja verdadeira, é recorrente a cada eleição, aparecendo em publicações de redes sociais e conversas com amigos, causando confusão. //“Isso de que se mais de 50% do eleitorado votar nulo a eleição será anulada é puro folclore”, explica o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Flávio Britto. Na verdade, tanto os votos nulos quanto os votos brancos não são levados em conta na apuração que dá o resultado da eleição. Por isso, mesmo que haja mais de 50% de votos nulos, o pleito não será anulado, uma vez que os votos considerados válidos serão somente os recebidos pelos candidatos e os chamados votos de legenda. “Esse tipo de voto [branco e nulo] não é considerado no cômputo geral da eleição, ou seja, no cômputo geral, eles não são considerados válidos”, disse o professor. Segundo Britto, mesmo que haja 99% de votos nulos a eleição não será anulada, pois o resultado será definido através do 1% que é válido. “Se hipoteticamente pensarmos em uma cidade que só tenha um candidato a prefeito e que a cidade inteira achou por bem não votar no candidato, votando nulo como protesto. Se só o candidato votar em si próprio, por exemplo, somente o voto dele será considerado válido e ele seria eleito com 100% dos votos válidos”, disse. Nulidade do pleito Para o professor, a confusão existe porque as pessoas confundem o voto nulo com a possibilidade de nulidade da eleição. De acordo com o Código Eleitoral, o voto nulo é uma escolha do eleitor, e a nulidade se dá em casos de fraude na eleição. A Justiça Eleitoral pode anular uma eleição se ocorrerem fraudes em mais da metade dos votos ou ainda quando o candidato eleito tiver o registro de candidatura cassado. Caso isto ocorra, uma nova eleição é marcada em prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias. “Isso pode se dar em razão do abuso de poder econômico ou quando um candidato concorre com o registro sub judice. Nesses casos, se ele sair vencedor e, mais na frente, a Justiça Eleitoral cassar o registro da candidatura, teríamos novas eleições”, observou Britto. O cientista político lembra que a nulidade da eleição também pode ser decretada caso haja a quebra do sigilo da votação, caso o encerramento ocorra antes das 17 horas ou se houver fraude na urna eletrônica. “Estas são algumas hipóteses para que a eleição seja anulada”, afirmou. No domingo (2 de outubro), diante da urna eletrônica, o eleitor terá um teclado para digitar o número do seu candidato a vereador (cinco dígitos) e depois do seu candidato a prefeito (três dígitos). Qualquer número inexistente, como 00, anula o voto. Já no caso do voto em branco, existe uma tecla especí- fica na urna ao lado das teclas corrige e confirma. Para Flávio Britto é fundamental que o eleitor tenha clareza de que votar nulo ou em branco são direitos, mas que os votos não influenciam no resultado final da eleição. “Esses votos podem servir como uma forma de protesto, mas é preciso deixar claro que eles não influenciam no resultado final e muito menos numa possível anulação. Acho que as pessoas já estão razoavelmente esclarecidas a este respeito, mas não custa nada reforçar”, disse. Democracia Impeachment foi ‘tropeço da democracia’, diz Lewandowski //O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski afirmou nesta segunda-feira (26) que o impeachment de Dilma Rousseff foi um “tropeço na democracia” do Brasil. Lewandowski presidiu a sessão do julgamento final da perda de mandato da ex-presidente. “Esse impeachment, todos assistiram e devem ter a sua opinião sobre ele, mas encerra exatamente um ciclo, daqueles aos quais eu me referia, a cada 25, 30 anos no Brasil, nós temos um tropeço na nossa democracia. Lamentável”, declarou. A declaração foi feita durante aula ministrada pelo ministro na Faculdade de Direito da USP, da qual é professor titular, e foi registrada pela revista Carta Capital e pela Caros Amigos. Lewandowski argumen- tou que o modelo do presidencialismo de coalizão, com diversos partidos políticos, levou ao processo de cassação da ex-presidente. “O presidencialismo de coalizão saiu disso, com grande número de partidos políticos, até por erro do Supremo, que acabou com a cláusula de barreira, e deu no que deu”, disse o ministro. A reforma do ensino mé- dio imposta pelo governo de Michel Temer por meio de Medida Provisória, sem debate com a sociedade, também foi criticada pelo ministro do STF. “Alguns inominados, fechados lá no gabinete, que resolveram: ‘vamos tirar educação física, artes, isso e aquilo’. Não se consultou a população”, afirmou. Para Lewandowski, o governo precisa realizar mais plebiscitos e referendos, para consultar a população sobre leis importantes antes de elas entrarem em vigor, como no referendo de 2005 em relação ao desarmamento. “Entre nós, a participação popular é muito limitada”, disse. “Raramente houve plebiscito ou referendo.”

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IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 7 Sindical Paulinho da Força-SP Não mexam nos nossos SindSaúde-SP direitos! Sindsaúde e Sucen se reúnem para negociar progressão salarial //Diretores do Sindsaúde e da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) se reuniram no último dia 2 de setembro, para debater as questões referentes a progressão salarial e a cesta básica dos trabalhadores e trabalhadoras. Participaram da reunião representando o Sindsaúde-SP: Gervásio Foganholi (presidente do sindicato), Cleonice Ribeiro (vice-presidenta), Maria Aparecida de Deus (secretaria geral) e Jorge Alexandre Braz de Senna (diretor de imprensa); representando a Sucen estavam presentes: Dalton Pereira da Fonseca Jr. (superintendente), Flora Barbosa Teles (chefe de gabinete) e Joel (chefe de RH). Logo no início da reunião, o presidente do Sindsaúde, Gervásio Foganholi, questionou a autarquia sobre o não pagamento aos trabalhadores da progressão referente aos anos de 2010 a 2015. O chefe do RH da Sucen, respondeu que sete regionais já foram pagas, faltando apenas a de São José do Rio Preto, DPE, Taubaté e sede. O diretor de imprensa do Sindsaúde, Jorge Alexandre, argumentou que as informações repassadas por trabalhadores não conferem com as informações da Sucen, e que existem retroativos atrasados em mais regionais. Como não houve consenso se realmente aconteceu o pagamento nas sete regionais, o advogado do Sindsaúde, dr. Inácio, irá solicitar por escrito que a superintendência disponibilize ao sindicato uma planilha com os nomes e os valores recebidos pelas 7 regionais, e se necessário será chamada uma mesa de negociação extraordinária para tratar do assunto. Sobre a cesta básica, a pauta foi dividida em três pontos. Em relação aos trabalhadores e trabalhadoras que foram desligados (as) e que ainda não receberam na sua totalidade o benefício, o superintendente Dalton Pereira, alegou que as mesmas serão pagas junto com a rescisão de contrato. Porém, os diretores do sindicato destacaram que esses trabalhadores já foram desligados há meses e que até o momento essa cesta básica ainda não foi paga. Já os trabalhadores que foram recontratados por tempo determinado pela autarquia e que já estão com sete meses de cesta básica atrasadas, o superintendente da Sucen afirmou que todos irão receber nem que seja as 12 cestas básicas de uma só vez. Dalton tentou explicar que abriu a licitação, mas que nenhuma empresa se inscreveu no pleito. Jorge Alexandre, do Sindsaúde argumentou que isso acontece graças ao valor que a Sucen está disposta a pagar na cesta básica, pouco mais de R$ 100,00. “Nenhuma empresa irá concorrer ao pleito da licitação sabendo que inflação está alta e o valor não é suficiente. Portando não adianta fazer licitação com esse valor é preciso no mínimo observar o preço de mercado da cesta básica”, declarou Alexandre. O presidente do Sindsaúde, Gervásio Foganholi, fez questão de explicitar que sabe das dificuldades financeiras do Estado de São Paulo, mas frisou que os trabalhadores e as trabalhadoras não irão arcar com as despesas que são de responsabilidade do governo estadual. O terceiro e último ponto abordado em relação a cesta básica é o atraso no recebimento dos funcionários efetivos. Dalton, afirmou que está buscando uma solução para conseguir pagar os dois meses que estão atrasados do benefício, mas que no exato momento ainda não tem uma alternativa para resolver a situação. Antes do término da reunião, a vice-presidenta do sindicato, Cleonice Ribeiro falou sobre a reformulação do PPP, expressando a preocupação das perdas da insalubridade. A mesma solicitou uma mesa de negociação específica para tratar a saúde do trabalhador, discutindo o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). Jorge Alexandre Braz de Senna, Secretaria de Imprensa e Divulgação do SindSaúde-SP //A cada instante uma gama de informações diferentes que não esclarecem nada. Uma verdadeira “colcha de retalhos” que só serve para confundir o conjunto dos trabalhadores que, desta forma, ficam à mercê de um mar de incertezas sobre como serão as coisas daqui para frente. É assim que o governo vem tratando a questão das reformas trabalhista e previdenciária que pretende implementar à custa da retirada de direitos, lançando dúvidas pelo ar para tentar mascarar suas verdadeiras inten- ções. As centrais estão unidas e mobilizadas para esclarecer aos trabalhadores sobre os prejuízos que vêm embutidos nesta ação. Aumentar a carga horária de quem está trabalhando, criar uma idade mínima entre homens e mulheres para efeito de aposentadoria e desvincular o reajuste dos benefícios do aumento do salário mínimo, entre outras mazelas, são medidas que, além de impopulares e atrapalhadas, só nos trarão prejuízos, e isto não podemos aceitar. Manifestações serão realizadas por todo o País contra estes abusos pretendidos pelo governo. Vamos nos manter mobilizados contra essas reformas descabidas do governo e prontos para demonstrar todo o nosso descontentamento. Engordar os cofres públicos, fazer caixa retirando direitos não é coisa de quem objetiva o desenvolvimento e o crescimento econômico. É coisa de quem se curva aos grandes especuladores de plantão! Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical Metalúrgicos-SP Os culpados pela crise //O governo achou o culpado pela crise econômica que está sufocando o País: os trabalhadores brasileiros. São eles os responsáveis pela fuga dos investimentos na produção, pelo fechamento de empresas, pequenas, médias e grandes; pelo desemprego de quase 12 milhões de pessoas, pela insegurança dos que continuam empregados, pelo endividamento público e das pessoas físicas, pelo aumento do número de famílias morando nas ruas, pela saúde pública ruim, pela crise política. Senão, como explicar que todas as medidas de ajuste fiscal, pensadas tanto pelo governo anterior como atual, são em cima dos trabalhadores. Eles é que têm que abrir mão de direitos conquistados ao longo de mais de um século com muitas lutas e sacrifícios que custaram empregos, saúde, até mortes, para salvar a Previdência Social e para que as empresas tenham condições de contratar. A saída para o Brasil voltar aos trilhos é o trabalhador abrir mão dos direitos, permitir que mexam nas suas férias, no FGTS, nas licenças e adicionais. A CLT, dizem, é um entrave às contratações. Precisamos garantir que maus empresários continuem obtendo seus lucros à custa de mão de obra barata. Exigem qualificação profissional, mas não temos uma política de qualificação de qualidade e permanente. Querem que o trabalhador abra mão da aposentadoria por idade, por tempo de contribuição, que trabalhe mais tempo para poder se aposentar, mas não temos uma política que garanta que ele terá emprego aos 55, 60 anos de idade; querem acabar com a pensão por morte dos viúvos e viúvas mais jovens, com o acúmulo de pensão e aposentadoria, cassar auxílios-doença a aposentadorias por invalidez de quem depende única e exclusivamente deste benefício para sobreviver. O trabalhador tem mesmo é que ganhar um benefício só e pouco. Afinal, ele está vivendo mais, sobrecarregando a Previdência e onerando os cofres públicos. Hoje, comemoramos o Dia da Independência do Brasil, mas o povo trabalhador continua sendo oprimido por aqueles que colocam os seus privilégios acima do direito e do bem-estar da maioria. Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

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IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 8 Brasil Temer: única coisa que se quer é prestigiar o trabalhador e não apenar //Em entrevista exclusiva, o presidente da República, Michel Temer, fala sobre os desafios nos próximos dois anos e quatro meses, no comando do país. O presidente garantiu que irá propor duas reformas: previdenciária e trabalhista. Além disso, prometeu esforço para superar a crise econômica que o país passa e aproveitou para, em vários momentos, fazer o que chamou de desmentir boatos. Michel Temer criticou duramente o que apontou como erro de interpretação da fala do ministro do trabalho Ronaldo Nogueira, quando o próprio ministro declarou que a jornada de trabalho poderia ser de 12 horas diárias. “Quero desmentir uma coisa que está correndo muito pela internet, pelas redes sociais, emissoras de rádio, segundo a qual nós iríamos exigir que o trabalhador trabalhasse 12 horas por dia. Ou seja, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, quem sabe até domingo, trabalhando 12 horas por dia. É o que se alardeia de uma maneira muito equivocada, para não dizer, de uma maneira mentirosa. Porque a única coisa que houve, e não é decisão, a única que houve foi o encontro do ministro do trabalho com algumas centrais sindicais, num congresso que lá foi realizado, e questionaram se nessa matéria, haveria condições de reduzir a jornada semanal de trabalho, do empregado. E lá verificou-se que se houvesse a possibilidade de o empregado trabalhar 12 horas por dia, portanto, em quatro dias ele faria 48 horas, sendo 44 horas normais e 4 horas extras, e portanto, folgaria três dias por semana, ou se quisesse, trabalharia esses dois ou três dias em outra empresa, o que também seria permitido. Então a notícia correta é a seguinte: governo, fez o que o ministro do trabalho disse, e portanto, estuda a possibilidade de o trabalhador trabalhar apenas quatro dias por semana numa empresa. Portanto eu estou desmentindo isto que acabou, se me permite dizer, bombando na internet e em todos os locais, como uma notícia falsa. Estou desmentindo formalmente, para revelar que a única coisa que se quer é prestigiar o trabalhador e não apenar, ou impor pena, para o trabalhador.” O presidente também garantiu que a proposta será costurada com o apoio dos trabalhadores e negou hipótese de retirada de direitos. “Em primeiro lugar, a única que seria possível, seria por acordo coletivo entre os trabalhadores e os empregadores. Portanto, um acordo coletivo entre ambas as partes. Tudo isso negociado. Não há imposição nenhuma, não haverá imposição para a perda de direitos dos trabalhadores. O que nós queremos é garantir o emprego. Afinal, nós estamos com 11 ou quase 12 milhões de desempregados e temos que encontrar meios de fortalecer a ideia do emprego e outras ideias de fortalecimento. Essa é que vem sendo debatida pelo Ministério do Trabalho, pelos sindicatos, com vistas, volto a dizer, à manutenção e criação de empregos. Perdas de direitos está fora de cogitação.” Segundo Temer o governo ainda estuda e desenha uma reforma trabalhista, mas ela só será apresentada em 2017. “A trabalhista, nós estamos examinando ainda. A trabalhista, vários pontos ainda, estão começando a ser examinados agora. Você veja aquilo que eu respondi em uma das perguntas: a questão das 12 horas difundiu-se como se fosse uma coisa contra o trabalhador, quando na verdade é a favor do trabalhador.” Mas já este ano, Temer quer entregar a proposta de reforma da Previdência. O presidente sustentou a necessidade de remodelar o sistema previdenciário, mas prometeu novamente, não atingir direitos já adquiridos. “É. Você sabe que ainda nós não temos solução para essa questão da Previdência. Eu verifico que cada um diz uma coisa e vão surgindo ideias, como se essas ideias fossem uma coisa em definitiva. A questão da Previdência, essa é uma questão muito delicada, ela está em estudo. Nós vamos realizá-la e vamos realizá-la para os jovens que estão nos ouvindo, para que daqui a dez, quinze, vinte anos, quando você jovem se aposentar, você possa bater às portas do Poder Público e possa encontrar dinheiro. Porque se não fizer uma reformulação da Previdência, sem atingir direitos já incorporados, já adquiridos..., se você não fizer, o governo não terá dinheiro. Basta ressaltar que neste ano, o déficit orçamentário da Previdência é de quase 100 bilhões de reais. No ano que vem será de 140, no outro ano, 200 bilhões. Então haverá um momento que os cofres públicos não vão suportar. Portanto, nós estamos fazendo uma reforma da Previdência para o futuro.” Mas antes das reformas o foco do governo para este ano será a aprovação da proposta de emenda à Constituição que cria o teto de gastos. Para explicar a PEC, Temer fez um paralelo das contas do governo com o orçamento doméstico. “Vou dar um exemplo aqui, se você, em sua casa ganha mil reais e começa a gastar mil e quinhentos ou dois mil reais, você começa a ter dívidas e depois pra pagar as dívidas você precisa fazer economia. Ora bem, nós estamos com um déficit de 170 bilhões e 500 milhões de reais. Teremos déficit também no ano que vem. Fruto, penso eu, de uma política equivocada, uma política econômica equivocada. Então, o que é que nós pensamos? Nós propusemos ao Congresso Nacional uma proposta de ementa à Constituição, que permite a revisão do orçamento, dos gastos orçamentários apenas pela inflação. Com isto você faz uma economia dos gastos públicos, que é a primeira coisa que o povo exige. Dizer: Oh, primeiro cortar na carne para depois propor eventuais sacrifícios. Portanto, a aprovação da PEC é fundamental, eu tenho certeza que para tanto eu vou contar com o apoio do Congresso Nacional, que está muito consciente destes fatos que eu estou indicando.” O presidente garantiu que, ao contrário do que dizem os oposicionistas, a aprovação da PEC não implicará em redução de investimento nas áreas essenciais como Saúde e Educação. “Até dou um exemplo concreto. Neste ano nós oferecemos o orçamento do ano que vem. E no orçamento do ano que vem, nós já nos pautamos à própria proposta de emenda constitucional do teto dos gastos e a Saúde e a Educação tiveram acréscimo no seu orçamento em relação ao orçamento deste ano. Então nós, no ano que vem, já estamos provando que nós estamos aumentando as verbas para Saúde e Educação, porque o teto é para o teto global dos gastos. Não é teto pra Saúde, teto pra Educação, teto pra Cultura, teto pra obras. É o teto geral. E aí, que estou dizendo isso para desmentir uma campanha que também se faz, dizendo que nós vamos acabar com Saúde Educação, etc. é exata e precisamente para termos os olhos voltados para esses dois setores fundamentais do governo.” Ao fim da entrevista, o presidente deixou uma mensagem pregando otimismo, pacificação e esperança. “Eu quero lançar uma mensagem de otimismo. Eu reconheço que o pessimismo tomou conta dos brasileiros. Em segundo lugar, eu quero lançar uma mensagem de pacificação nacional. Nós precisamos é pacificar o país, reunificar as várias correntes, não só políticas, mas as correntes sociais, para que todos juntos possamos tirar o país da crise. Eu tenho dito com muita frequência que, evidentemente, eu sozinho governando não consigo tirar o país da crise. Eu preciso do apoio do Congresso Nacional, preciso da compreensão dos vários movimentos sociais, mas particularmente, eu preciso do entusiasmo do povo brasileiro. Eu sei até, e quero agradecer, que muitos até faziam orações para que o governo dê certo. Porque isso não é em meu benefício, mas é em benefício do país. Portanto, otimismo, esperança e confiança.” Na entrevista, o presidente foi questionado sobre a denúncia apresentada ao Ministério Público contra o ex-presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva. Temer afirmou que cada esfera de poder tem cumprido a sua função. E destacou que diante da formação jurídica que possui, não poderia opinar sem conhecer os autos. Michel Temer assumiu a presidência da República após o impeachment da presidente Dilma Rousseff e comandará o país pelos próximos dois anos e quatro meses. A entrevista exclusiva foi dada à Agência Radioweb, em Brasília, com os jornalistas Geanoni Mousquer, Paulo Gilvane e Hiury Wdson, na noite do dia 28 de setembro pelo presidente, na sala de reuniões que antecede o gabinete presidencial São Paulo Repasse do Governo de SP garante almoço a R$ 1 no Bom Prato Foto: A2img/Gilberto Marques //Subsídios para as entidades gestoras do projeto será de 10,09% //A fim de reafirmar o compromisso de manter o funcionamento do Bom Prato com alta qualidade e baixo custo ao consumidor, o governo estadual anunciou o repasse de 10,09% às entidades gestoras do programa. Em valores, isso significa mais de R$7,1 milhões. Com isso, o Governo do Estado aumentará o repasse de R$ 4,81 para R$ 5,19 para o almoço e de R$ 1,53 para R$ 1,63 para o café da manhã. Para a população, os custos do almoço a R$ 1,00 e do café da manhã a R$ 0,50 permanecerão o mesmo. “Em São Paulo a prioridade são aqueles em situação de maior vulnerabilidade. Por isso, os programas de segurança alimentar são fundamentais para a saúde e garantia dos direitos”, disse Floriano Pesaro, secretário do Desenvolvimento Social. O reajuste foi calcu- lado levando em conta a inflação acumulada nos últimos doze meses (com base no Dieese, IPCA e IGPM). Balanço Atualmente, a Secretaria de Desenvolvimento Social, responsável pelo programa Bom Prato, mantém convênios com 41 entidades que gerenciam 51 restaurantes da Governador conversa com usuária do programa Bom Prato rede. São 22 unidades Paulo, seis no litoral e localizadas na Capital, 15 no interior. A rede oito na Grande São de restaurantes Bom Prato serve diariamente mais de 84 mil refeições.

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IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 9 Coren-SP Campanha do Coren-SP destaca importância de os profissionais de Enfermagem de manterem situação regularizada e os dados cadastrais em dia com o Conselho Foto: Comunicação Coren-SP são com ética, dedica- ção, respeito e carinho aos pacientes, é neces- sário também ter com- pletamente legalizada a relação com o Coren-SP, pois isso traz garantias e respaldo à prática profis- sional. Assim, o Conselho foca simultaneamente na qualificação da prá- tica da Enfermagem, na valorização de todos os profissionais da área e na criação de condições cada vez melhores para uma assistência adequa- da aos pacientes. Fabíola de Campos Braga Mattozinho, presidente do Coren-SP Segundo a presidente do Coren-SP, Fabíola de Com o conceito “Pro- Campos Braga Mattozi- fissional de Enfermagem nho, a relação entre Con- Legal”, o Conselho Regio- selho e profissionais é uma nal de Enfermagem de São mão dupla que exige de Paulo lança campanha para ambos os lados parceria e valorizar e incentivar a clas- responsabilidade. se a manter em dia os da- “Manter regularizada a dos e a sua situação regu- situação de inscrito, inclu- larizada com o Coren-SP. sive com os dados cadas- A meta é evidenciar que, trais em ordem, fortalece a além de exercer a profis- instituição e a classe. Isso é essencial para demonstrar nossa força e ampliar nossa voz quando reivindicamos melhorias junto aos gestores e autoridades, na luta para reverter problemas como a violência nos postos de trabalho e em nossa constante atuação para valorizar a área da Enfermagem e o atendimento aos cidadãos”. A campanha é composta de peças como anúncio para revistas, spots para rádio, painéis de metrô e trem. Terá ainda ações na internet e mídias sociais, que utilizarão a tag #ENFERMAGEMLEGAL com veiculação a partir de 26 de setembro. Além das peças para mídia on-line e off-line foram produzidas outras específicas, para sensibilizar as instituições de saúde a manterem e contratarem profissionais de Enfermagem que estejam com a situação em dia com o Coren-SP. Toda a campanha foi produzida com profissionais de fato (enfermeiro, técnico e auxiliar), que mostram com orgulho a sua Carteira de Identidade Profissional dentro do prazo de validade e carimbando a sua situação legal com o Conselho.

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 10 Bahia Governo da Bahia inaugura o Hospital Geral do Estado 2 Foto: Carol Garcia/GOV-BA //Instalado em um espaço de 14 mil metros quadrados de área construída, o Hospital Geral do Estado 2 (HGE 2) já surge como parte de um complexo que é referência na saúde do estado para procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade, servindo de suporte para o primeiro atendimento desses pacientes, que continuarão sendo recebidos no HGE 1, e depois encaminhados à nova unidade. Além de expandir a assistência com alas novas, como o Centro de Queimados e uma sala para transplantes, a estrutura, inaugurada no dia 26 de setembro, pelo governador Rui Costa, vai reduzir o tempo de espera dos pacientes e ainda ampliar a capacidade para casos de vítimas de traumas, como acidentes automobilísticos, perfurocortantes e emergências cirúrgicas. Segundo o governador Rui Costa, o Estado está entregando ao povo da Bahia uma unidade de saúde moderna e atua- lizada tecnologicamente para atender com mais eficiência os pacientes. “Aplicamos valores históricos na construção de alto padrão com equipamentos de última geração, iguais aos melhores hospitais particulares do País. Passa a funcionar agora o complexo do HGE, e, com essa inauguração, a unidade do HGE 1 começa a passar por modernização, com reformas gradativas nas unidades e setores. Esse hospital faz parte de uma série de investimentos, com os futuros hospitais da Mulher, do Cacau e da Chapada, entregues até o início do próximo ano, além do Hospital Metropolitano, que será construído em Lauro de Freitas”, revelou o governador. Ainda de acordo com Rui, o Governo está empenhado para garantir a qualidade dos serviços da saúde em todo o estado. “Tão ou mais importante que o investimento na construção é o custeio, é o quanto se investe na manutenção, operação e o Ameaça aos Direitos dia a dia no hospital. Mas estamos trabalhando de forma muito determinada para garantir a qualidade e o acesso ao atendimento médico”, contou Rui. Estrutura do HGE 2 Funcionando em estrutura ao lado do HGE, no bairro de Brotas, o HGE 2 abre mais 161 novos leitos no estado, sendo 52 destes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), incluindo 8 para crianças e 4 para queimados, além de 11 novas salas de cirurgia. Toda essa estrutura recebeu R$ 90 milhões para ser equipada com o que há de mais moderno em diversas especialidades e ainda criou mais de mil novos empregos para profissionais da saúde, entre eles, mais de 200 médicos, além de enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e técnicos de enfermagem. Para a população, o atendimento e regulação continuarão funcionando pela porta de entrada do HGE 1, como explica o diretor-geral do complexo hospitalar, André Luciano Andrade. “O HGE 2 é o que chamamos de hospital de retaguarda, um espaço para o segundo tempo de atendimentos. Todo o primeiro atendimento de emergência continuará sendo pelo HGE 1. A questão é que, com 27 anos de uso, a estrutura do primeiro hospital não comportava mais a demanda e precisávamos de uma estrutura que fizesse essa função de receber os pacientes que já foram atendidos”, contou o diretor. Conforme adiantou o governador Rui Costa, o HG1 passará por reformas. “Vou pedir um plano de reforma para o HGE 1, para que, ala por ala, as duas unidades fiquem em um mesmo padrão de modernidade e qualidade para atendimento”. Novidades Com tantos novos profissionais, o novo hospital estadual está apto para atender casos de cirurgia geral, traumato-ortopedia, queimados, cirurgia oftalmológica (proveniente de trauma), cirurgia plástica reparadora, cirurgia torácica, cirurgia buco-maxilo facial e cirurgia de coluna. Especialmente para os casos graves de queimaduras foi criado o Centro de Queimados, um dos mais modernos do País. O setor foi transferido do HGE 1 para o novo prédio, onde ocupa todo o terceiro andar, com alas pediátrica e adulta, 4 leitos de UTI e sala de cirurgia própria. Outra inovação do HGE 2 é uma sala cirúrgica dedicada exclusivamente para a captação e transplante de órgãos. O novo espaço permite que esses casos sejam atendidos com maior agilidade, sem que precisem esperar por uma vaga de centros cirúrgicos comuns. O espaço tem localização estratégica, já que está instalada no complexo com maior potencial de captação de órgãos, devido aos pacientes que, decorrentes de traumas, apresentam morte cerebral. A nova unidade de saúde da capital ainda possui UTI pediátrica, com 8 leitos. Mais três hospitais até 2017 Até o início do próximo ano, outras três grandes inaugurações vão ampliar o atendimento no estado, com o objetivo de regionalizar cada vez mais a saúde e permitir que as pessoas tenham acesso a atendimento médico de qualidade perto de suas casas. Em Salvador, o Hospital da Mulher deverá ser entregue até o final de 2016, se consagrando como o segundo maior hospital especializado no atendimento à saúde da mulher no Brasil. Serão mais 137 leitos e mais um centro de diagnóstico equipado com tomógrafo computadorizado, ultrassom, doppler scan, raio-x e laboratório 24 horas. No interior, os investimentos seguem para o município de Ilhéus, no litoral sul da Bahia, com o Hospital Regional da Costa do Cacau, que terá atendimento hospitalar para ortopedia, cardiologia e 30 leitos de UTI, já na primeira etapa. Em Seabra, o Hospital da Chapada vai atender, principalmente, casos de urgência e emergência com a criação de mais 101 leitos de internação em diversas espacialidades médicas. Para o secretário da Saúde (Sesab), Fábio Vilas-Boas, os investimentos fazem parte da estratégia da gestão estadual para regionalizar o atendimento no interior. “Esses novos hospitais, juntamente com as policlínicas, vão permitir que a oferta de serviços, principalmente de média e alta complexidade, se descentralize e não se concentre apenas nos grandes centros. No caso das policlínicas, já são dez com ordem de serviço assinadas e serão equipadas com todos o aparelhamento necessário à realização de tomografias, raio-x e outros exames. Isso sem falar nos consórcios de saúde, que permitem que os municípios de uma mesma região utilizem a rede de UPA’s, policlínicas, e outros equipamentos da saúde para prestar uma assistência ainda melhor e mais regionalizada”, destacou. PEC 241 congela investimentos públicos por 20 anos //Proposta de Emenda à Constituição, reduz drasticamente orçamente de áreas como educação, saúde, previdência, funcionalismo e também assistência social //por Felipe Rousselet - Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região //PEC significa Proposta de Emenda à Constituição, nome dado a qualquer proje- to de lei que proponha alterar a Constituição brasileira. Esse é o caso da PEC 241/2016, que impõe limite para o aumento do investimento público federal, por um período de 20 anos, definido pela infla- ção do ano anterior. Ao retirar a decisão sobre o gasto público da esfera política e criar um indexador econômico, sem qualquer relação com a capacidade de arrecadação ou demanda da população por serviços públicos, o projeto na prática congela em termos reais por duas décadas investimentos em Saúde, Educação, Assistência Social, Previdência, funcionalismo. Mesmo período em que, segundo dados do IBGE, a população idosa do país terá dobrado de tamanho. Defendido pelo governo de Michel Temer, o projeto deve ser votado na Câmara, em dois turnos. Se aprovado, segue para o Senado. Economia Taxa de juros volta bater recorde e supera os 320% ao ano //Neste ano, a taxa dos juros no cheque especial já subiu 34,1 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015. Neste período, alcançou os 287% ao ano. De acordo com informações do Banco Central (BC), divulgadas dia 28 de setembro, em Brasília, a taxa do cheque especial subiu 2,7 pontos percentuais, de julho para agosto, e chegou a 321,1% ao ano. Trata-se de um novo recorde na série histórica do BC, iniciada em julho de 1994. Outra taxa de juros alta é a do rotativo do cartão de crédito. Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais, com a taxa em 475,2% ao ano. Neste ano, essa taxa já subiu 43,8 pontos percentuais. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Juros sobre juros A taxa média das compras pagas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados, subiu 0,8 ponto percentual e ficou em 152,2% ao ano. A taxa do crédito pessoal aumentou 0,1 ponto percentual para 132,3% ao ano. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) também subiu 0,1 ponto percentual para 29,3% ao ano. A taxa média de juros cobrada das famílias caiu 0,1 ponto percentual, de julho para agosto, quando ficou em 71,9% ao ano. A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou estável em 6,2%. A taxa de inadimplência das empresas também ficou inalterada em 5,2%. A taxa média de juros – cobrada das pessoas jurídicas – ficou em 30,7% ao ano, alta de 0,3 ponto percentual em relação a julho. Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros. Crédito De acordo com o Banco Central, o crédito não cresceu de julho para agosto. O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos ficou estável em R$ 3,115 trilhões. Esse valor correspondeu a 51,1% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) – ante o percentual de 51,5% registrado em julho deste ano. Em 12 meses encerrados em agosto, o saldo das operações de crédito caiu 0,6%. Fonte: Correio do Brasil

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IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 11 Secovi-SP Locação Acessível Residencial (LAR): um novo modelo de habitação brasileiro ainda vive em locais inadequados e esse é um problema social inaceitável na sé- Hamilton de França Leite Jr., vice-presidente do tima maior economia Secovi-SP mundial. //Uma das neces- O censo de 2010 sidades básicas mais contabilizou um déficit importantes do ser hu- de 6,94 milhões de do- mano é o abrigo, que micílios, corresponden- fornece proteção neces- do a 12,1% do estoque sária contra os elemen- total no País e 62,7% tos naturais. Porém, as dele está situado nas fa- sociedades modernas mílias com renda abai- deveriam garantir que xo de três salários míni- todos os indivíduos ti- mos. vessem acesso a mora- Foram entregues dia adequada, que pu- 2,8 milhões de unida- dessem chamar de lar. des nos últimos sete Lar é muito mais do que anos pelo programa uma estrutura física, é o Minha Casa Minha Vida lugar onde experimen- (MCMV) e a previsão é tamos a sensação de de alcançar, em 2018, pertencimento. Lamen- a marca de 6,7 milhões tavelmente, uma par- de novas moradias. cela expressiva do povo Mesmo com essa expressiva produção, o programa não será capaz atender à demanda estimada em 14,5 milhões de domicílios até 2025 (projeções do Secovi-SP e FGV) mais o déficit existente de 6,1 milhões de unidades. Isso se deve, principalmente, ao fato de que atualmente há grande escassez de recursos públicos para investimentos, inclusive em habitação. O governo geral deve encerrar 2016 com dívida bruta equivalente a 74% do PIB. Mais de 60% dos municípios encerrarão o ano no vermelho e a situação financeira de diversos estados é crítica. Mas, adicionalmente a essa dificuldade, al- guns segmentos da população, como os mais jovens ou idosos, os imigrantes, e aqueles com restrição de crédito, não se enquadram nos critérios do MCMV. Uma considerável parcela dos empreendimentos do MCMV está distante das regiões mais centrais, onde há abundante oferta de emprego. Essa característica indesejada é decorrente do maior valor da terra nos centros expandidos, que inviabiliza a construção de imóveis com preços compatíveis com a capacidade de pagamento das pessoas atendidas pelo programa. Faz-se, portanto, necessária – e premente! – a implementação de um novo modelo, complementar ao MCMV, que preencha as lacunas existentes na política nacional de habitação, especialmente para famílias com renda de até três salários mínimos. Um grupo de profissionais foi formado pelo Secovi-SP com o desafio de criar um sistema economicamente viável para locação de imóveis localizados nas regiões centrais das cidades, com valores próximos aos aluguéis praticados em favelas. O resultado obtido pelo grupo foi a concepção do sistema de Locação Acessível Residencial – LAR (disponível em www.bit.ly/ LAR-FIABCI). O valor mensal de aluguel em bairros nobres das metrópoles brasileiras pode chegar a R$ 600,00 caso seja aprovada pelo Conselho Curador do FGTS uma nova linha de financiamento e haja concessão por parte dos governos municipais de potencial adicional para o desenvolvimento de projetos LAR. A iniciativa privada, representada por profissionais do setor imobiliário, oferece esta proposta ao País e agora cabe ao setor público fazer sua parte. Hamilton de França Leite Jr. é diretor da FIABCI-BRASIL e vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP Economia Famílias brasileiras estão cada vez mais endividadas //O endividamento das famílias brasileiras aumentou 0,2 ponto percentual de agosto para setembro deste ano, atingindo 58,2%. Apesar do ligeiro crescimento, o resultado chega a ser 5,3 pontos percentuais inferior ao nível de endividamento das famílias há um ano. Em setembro de 2016 o nível era de 63,5%. Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada dia 28 de setembro. Assina o documento a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na avaliação do economis- ta da CNC Bruno Fernandes se, por um lado, “a manutenção das altas taxas de juros e a instabilidade do mercado de trabalho ampliaram o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso, tanto na comparação mensal como na anual”, por outro lado “a retração do consumo – em virtude da persistência da inflação e da contração da renda, além do elevado custo do crédito – explica a expressiva redução na comparação anual”. Em setembro de 2015, o percentual das famílias com contas ou dívidas em atraso era de 23,1% aumentou. O percentual chegou de 24,6% em setembro deste ano, depois de ter fechado agosto em 24,4%. Houve, portanto, aumento no percentual das famílias com contas ou dívidas em atraso. Varia tanto na comparação anual como na mensal, mantendo uma tendência de alta que vem desde o ano passado.

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 12 Sindiquímica-BA Petroquímicos baianos rejeitam reajuste de 7,5% oferecido pelas empresas do Polo de Camaçari //No dia 27 de setembro, o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico da Bahia (Sindiquímica) realizou um ato, na Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), no centro financeiro de Salvador, que contou com a participação maciça de trabalhadores da ativa e ex-trabalhadores com direito ao pagamento da cláusula 4ª. Duran- te o movimento, o sindicato serviu um caruru para 350 pessoas, em homenagem aos santos irmãos gêmeos Cosme e Damião, como manda a tradição nesse dia. Do lado de dentro da FIEB, a rodada de negociação com as empresas petroquímicas, não apresentou avanços. O Sindicato das Indústrias Petroquímicas (Sinpeq) ofereceu um reajuste salarial de 7,5%, índice abaixo da inflação do período que fechou em 9,62%. “Dando esse reajuste as empresas estão impondo aos trabalhadores um salário com poder de compra menor ao do ano passado, mesmo com a inflação alta no Brasil. Isso é um absurdo”, explica o diretor do Sindiquímica, Carlos Itaparica. A contraproposta patronal foi rejeitada na mesa de negociação e pela categoria nas assembleias. Na negociação anterior, no dia 15 de setembro, o patronato já tinha negado os outros itens da pauta de reivindicações, a exemplo, do auxílio do salário educação, auxílio creche e auxílio dos pais com filhos com deficiência, horas extras e ginástica laboral. O Sindiquímica vai continuar realizando assembleias nas fábricas do Polo de Camaçari até o dia 11 de outubro quando acontecerá uma nova rodada de negociação. A ideia é manter mobilizada a categoria para pressionar o patronato a avançar na próxima rodada de negociação, caso contrário uma greve não é descartada pelo sindicato. A intransigência patronal é criticada pelos dirigentes sindicais. As empresas reúnem condições de avançar na proposta, pois segundo estudo da Abiquim, o setor vem reagindo bem à crise internacional. “As fábricas petroquímicas reagiram positivamente ao aumento dos preços de seus produtos, em média 9,85% no período de agosto de 2015 a julho de 2016, destacando-se cloro e álcalis. A variação de preço da maioria dos produtos químicos, em geral, está acima da inflação”, explica o diretor do sindicato, Mauricio Jansen. Os petroquímicos reivindicam 12% de reajuste salarial, um piso no valor de R$ 3.991,40, alimentação gratuita e implementação do vale cultura, dentre outros itens. A cláusula 4ª é um antigo passivo trabalhista que tramita na Justiça há 27 anos e embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha julgado favorável aos trabalhadores, as empresas do Polo de Camaçari continuam emperrando seu pagamento. Mais negociações Outras categorias representadas pelo Sindiquímica como químicos e plásticos, cuja data base é em novembro, anteciparam a campanha salarial e já estão com negociações marcadas. Tanto os químicos como os plásticos reivindicam 12% de reajuste salarial. Pará Governador Simão Jatene recebe o Embaixador da Irlanda no Brasil //por Dani Filgueiras //Na manhã do dia 28, o governador Simão Jatene recebeu uma visita de cortesia do Embaixador da Irlanda no Brasil, Brian Glynn, com o intuito de estreitar as relações entre Pará e a Irlanda para fomentar a atração de investimentos, fortalecer parcerias comerciais com o Estado e incentivar a integração política, econômica e cultural. O encontro aconteceu no Palácio do Governo. Os desafios enfrentados pelo Pará diante da atual crise que atinge o Brasil e as mudanças na administração pública da Irlanda, para superar a crise que o país enfrentou há dois anos, nortearam a conversa entre o governador e o embaixador. Jatene destacou que o fortalecimento da econo- mia do Estado, como ferramenta para gerar emprego e renda para a população, é o principal foco da equipe de governo. “Nossa economia foi baseada no extrativismo, onde a matéria prima não é beneficiada no local de extração. Passamos por diversos ciclos, das drogas do sertão, passando pela extração da castanha do Pará, madeira, minério, entre outros, e nesse período não fomos capazes de gerar, de forma permanente, a consolidação da nossa economia sobre pilares mais sólidos. Por isso investimos em parcerias que nos ajudaram a criar um planejamento estratégico de desenvolvimento econômico para os próximos anos, que é o Pará 2030”, explicou o governador Simão Jatene. O plano Pará 2030 tem como objetivo principal a equiparação do PIB per capita do Pará à média do Brasil, pois atualmente o Estado possui um PIB per capita que é um pouco maior que metade da média nacional. O planejamento destaca 14 cadeias produtivas prioritárias que possuem capacidade real de fortalecer a economia estadual, contribuindo para o melhoramento dos índices sociais do Estado. Brian Glynn, que chegou à capital paraense na tarde de ontem, disse ao governador que ficou impressionado com a capacidade turística da cidade, especialmente o turismo gastronômico. “É impressionante o sabor da culinária local. Viajo bastante e posso garantir que vocês têm uma comida com sabor diferenciado”, reiterou o em- O governador Simão Jatene (d) recebeu o Embaixador da Irlanda no Brasil, Brian Glynn, com o intuito de estreitar as relações entre os dois países baixador, que também pressionado”, revelou noite, do evento “Ro- destacou o Festival de o embaixador, que as- ger Casement e os Ópera como um atrati- sistiu a última apresen- Direitos Humanos na vo de Belém. tação da ópera Turan- Amazônia”, realizado “Estou há dois anos dot, que integrava as no Museu Histórico do no Brasil e nunca tinha atrações do XV Festival Estado do Pará (MEP). assistido a uma ópera. de Ópera do Theatro O evento é promovido Confesso que fui ao da Paz. “O festival, por pela Cátedra de Estu- teatro esperando uma si só, merece ser des- dos Irlandeses W. B. montagem simples, tacado como atrativo Yeats (USP), a Univer- mas fui surpreendido turístico”, reiterou. sidade Federal do Pará pela qualidade e gran- Embaixador da Ir- (UFPA) e a Secretaria diosidade da monta- landa no Brasil, Brian de Cultura do Estado gem. Fiquei muito im- Glynn participou, à (Secult).

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IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 13 “Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro..” Carl Jung Idosos Alguns idosos podem ter desempenho memorial igual ao de jovens, diz estudo //Estudo mostra que idosos com a habilidade de pensamento equiparada à de jovens não sofreram redução de tamanho de áreas-chave do cérebro, como o córtex pré-frontal //Ir perdendo gradativamente a memória é esperado quando se chega à terceira idade. Há um grupo de homens e mulheres, porém, que não amarga esse efeito do tempo. Pelo contrário. Chamados de super agers, esses idosos têm um desempenho cerebral equiparado ao de jovens. Por meio de testes e de exames de imagens, pesquisadores do Massachusetts General Hospital (MGH), nos Estados Unidos, constataram a performance inusitada e identificaram áreas-chave do cérebro que podem estar ligadas a ela. Detalhes do estudo foram divulgados, em setembro, no The Journal of Neuroscience e abrem caminho para avanços importantes na prevenção e no tratamento do problema. Participaram do estudo 81 voluntários, sendo que 40 tinham entre 60 e 80 anos; e 41, de 18 a 35 anos. Os inte- grantes do grupo mais velho apresentaram desempenhos diferentes nos testes de memória. Dezessete marcaram pontuações equivalentes às de participantes 40 a 50 anos mais jovens e foram classificados como super agers. Os 23 restantes apresentaram um resultado esperado para a faixa etária, assim como os adultos jovens. Os exames de imagem mostraram que o cérebro dos idosos com supermemória tinha caracte- rísticas juvenis. Por exemplo, o córtex —camada do órgão rica em neurônios e onde ocorrem fenômenos como processamento de informações multissensoriais e compreensão da linguagem—, não perdeu o tamanho com o envelhecimento. “Olhamos para um conjunto de áreas do cérebro conhecido como a rede de modo padrão, que tem sido associada à capacidade de aprender e lembrar novas informações, e descobrimos que essas áreas, particularmente o hipocampo e o córtex pré-frontal medial, eram mais espessas nos super agers do que em outros adultos mais velhos (…) Em alguns casos, não houve diferença de espessura entre os super agers e os adultos jovens”, informou, em comunicado à imprensa, Alexandra Touroutoglou, coautora sênior do estudo com Bradford Dickerson e Lisa Feldman Barrett, todos do MGH. Lazer Culinária FEIJÃO TROPEIRO Horóscopo //Confie na vida! Ela sabe o que é melhor pra você. 21/03 a 19/04 //A esperança jamais pode ser esquecida, pois é essencial 20/04 a 20/05 ao sucesso! //Confie no amor! Dele viemos, nele somos e para ele voltaremos. 21/05 a 21/06 //Quando tudo parece perdido, eis que não está! 22/06 a 22/07 Toda tempestade é seguida de um lindo amanhecer. //O amor bate forte novamente. Ame sem medo de ser feliz! 23/07 a 22/08 //As voltas que o mundo dá são necessárias para chegarmos onde chegamos. São o caminho a seguir. 23/08 a 22/09 //INGREDIENTES • 2 xícaras de feijão branco fradinho ou conhecido como feijão caupi, cozido al dente; • 2 linguiça calabresa sem pele; • 200g de bacon picado; • 1 maço de couve manteiga picado; • 1 cebola descascada e picada; • 1 dente de alho picado; • 1 colher (chá) de pimenta-do-reino moída; • 1 colher (chá) de açafrão; • cheiro-verde a gosto. //MODO DE PREPARO Coloque o feijão na pressão, coberto de água com sal, em fogo baixo. Conte 20 minutos e estará cozido al dente, se passar do tempo fica uma pasta. Escorra o feijão e reserve. Frite o bacon picado, em seguida coloque a calabresa picada. Depois de frito a calabresa com o bacon, junte cebola e alho, em seguida a pimenta e o açafrão. Misture o feijão na panela juntamente com os outros ingredientes, com o fogo baixo, mexendo. Adicione meio copo de farinha branca ou de sua preferência. Misture tudo muito bem. Em seguida, adicione a couve lavada e picada. Coloque uma pitada de sal e azeite por cima, em seguida misture com os outros ingredientes da panela pra finalizar. Fonte: http://www.tudogostoso.com.br/receita/183958-feijao-tropeiro-a-minha-maneira.html Humor Mundo Avesso – A arte da autodefesa verbal //Sua alma gêmea está lado a lado com você. Mesmo longe, caminham juntas. 23/09 a 22/10 //Uma grande reunião está prestes a ocorrer! 23/10 a 21/11 Persista e confie que o sucesso se fará! //Toda espera pelo que é essencial vale a pena. O amor pleno e complementar requer paciência! 22/11 a 21/12 //Quando a vontade de estar junto é mais forte que tudo, tomamos decisões pra realizá-la. E juntamo-nos! 22/12 a 19/01 //Não há nada perdido para quem age com amor! No final, tudo dá sempre certo e da melhor forma. 20/01 a 18/02 //Nunca se esqueça de que sua vida está sob seu comando. Você é o(a) comandante desta nau! 19/02 a 20/03 Fonte: http://www.umsabadoqualquer.com/mundo-avesso-a-arte-da-autodefesa-verbal/ “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.” Carl Jung

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IMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 14 Lu Alckmin - Ação Social-SP Lu Alckmin e alunos da Escola de Beleza do Fundo Social visitam a Beauty Fair 2016 //Mais de 400 alunos da Escola de Qualificação tiveram a oportunidade de conhecer as últimas novidades do mercado de beleza e estética //No dia 13 de setembro, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado (FUSSESP), Lu Alckmin, esteve na Beauty Fair 2016 – Feira Internacional de Beleza Profissional, acompanhada de 484 alunos da Escola de Beleza instalada na sede do Fundo Social e nos Centros de Integração da Cidadania (CICs) da capital e região metropolitana de São Paulo. O evento aconteceu no Expo Center Norte, na Vila Guilherme, zona norte da capital. Os alunos dos cursos de Assistente de Cabeleireiro, Depilação e Design de Sobrancelhas, Manicure e Pedicure e Maquiagem conhe- ceram de perto os últimos lançamentos do setor. “Os alunos têm a oportunidade de entrar em contato com novas técnicas, novos equipamentos e produtos, ampliando seus conhecimentos”, comentou Lu Alckmin. Até o momento, mais de 24 mil pessoas foram capacitadas pelo Fundo Social de Solidariedade, nas unidades próprias da Escola de Beleza e nos Polos localizados na capital e no interior. Mais informações sobre os cursos pelo telefone: (11) 2588-5767 ou pelo site: www.fundosocial.sp.gov.br. 27ª turma da Escola de Qualificação Profissional inicia as aulas nas dez unidades do Fundo Social //Mais de dois mil alunos frequentarão os cursos de Moda, Beleza e Construção Civil durante dois meses //A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), Lu Alckmin, se encontrou dias 26 e 27 de setembro, com os alunos da 27ª Turma da Escola de Qualificação Profissional, na sede do projeto, no Parque da Água Branca, para aula inaugural das Escolas de Moda, Beleza e Construção Civil. Durante dois meses, mais de 2 mil alunos frequentarão os cursos oferecidos em dez unidades do FUSSESP localizadas na capital e na Grande São Paulo, sendo seis delas em funcionamento nos Centros de Integração da Cidadania (CICs) da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado. “Fico feliz em ver as pessoas buscando oportunidade de qualificação profissional. Em sua maioria, são pes- soas desempregadas ou que vem se requalificar em nossos cursos para receber o certificado”, contou Lu Alckmin. Para participar, é necessário ter a partir de 16 anos para os cursos das Escolas de Moda e Beleza e idade mínima de 18 anos para a Escola de Construção Civil, sendo que não é exigida escolaridade mínima dos alunos. Desde 2011 até a última turma, mais de 154 mil pessoas foram qualificadas pelo Fundo Social de Solidariedade, nas unidades próprias e nos Polos localizados na capital e no interior. Mais informações sobre os cursos pelos telefones (11) 2588-5762 para a Escola de Moda, (11) 2588- 5767 para a Escola de Beleza e (11) 2765-4957 para a Escola de Construção Civil ou pelo site: www.fundosocial.sp.gov.br.

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SindicalIMPRENSA SINDICAL // OUTUBRO/2016 // PÁGINA 15 Gráficos-SP NENHUMA RETIRADA DE DIREITOS //por José Alexandre da Silva //Toda vez que se muda um Governo, vem a pressão da FIESP e da imprensa, querendo a retirada dos DIREITOS DOS TRABALHADORES. Desta vez as CENTRAIS SINDICAIS BRASILEIRAS estão mobilizadas no sentido de lutar por DIREITOS, que duramente foram conquistados ao longo dos anos pelos sindicatos. Não podemos mais aceitar mudança na PREVIDENCIA SOCIAL, penalizando aqueles que já estão no sistema, e com uma idade já elevada para disputar, com os mais jovens, o já restrito mercado de trabalho. A agenda do governo, se tivesse compromisso com o povo, deveria ser outra: ir atrás dos grandes sonegadores do Brasil; gerar empregos, fortalecendo a INDÚSTRIA NACIONAL. Troca das frotas de veículos com incentivos fiscais é uma das medidas. Mas, é somente os trabalhadores que são penalizados. Em momentos de crise do mundo ou mesmo do Brasil, os trabalhadores são penalizados. Precisamos sim, é de uma agenda positiva, para resguardar direitos. Mudar a carga horária não irá resolver o problema. Vai sim, aumentar a exploração e número de acidentes, devido a fadiga e a preocupação em manter o emprego mesmo sem a qualidade necessária para sua existência. O povo não pode pagar este PATO. A FIESP quer, na verdade, esconder os patrões sonegadores escamoteando a verdadeira e séria discussão. Não tenhamos a ilusão de que um governo apoiado pela REDE GLOBO e pelo setor patronal atrasado, irá resolver a pauta dos trabalhadores. O Movimento Sindical deve saber que a luta maior está por vir. A hora que passar as ELEIÇÕES MUNICIPAIS deste ano, o governo irá trazer de volta à pauta acordada pela aliança que o colocou no poder. Não tenhamos a ilusão que representantes do grande latifúndio no CONGRESSO, que são base do TEMER, irão dar dignidade aos trabalhadores do campo. Não vamos nos enganar na “nobreza” da FIESP, em dizer que o povo irá ter dias melhores. Conhecendo o setor patronal como nós conhecemos, e combatendo sua ganância e artimanhas para retirada de direitos, o Movimento Sindical tem que estar atento às coisas que estão acontecendo no momento no Brasil. Uma anestesia reacionária, que acredita que mudando o governo desta maneira, os trabalhadores irão ter ganhos. Se não tiver luta, não vai. O setor patronal e a imprensa querem o enfraquecimento das organizações sindicais independente de governos. A nossa pauta tem que ser defendida a todo custo. CRISE?, que paguem os PATRÕES! José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo Metalúrgicos de Guarulhos-SP Encontro mobiliza jovens metalúrgicos de Guarulhos Fotos: Cláudio Omena //O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região mobiliza a categoria e se articula em várias frentes. Uma dessas frentes é a juventude. Uma dessas iniciativas ocorreu dia 23 de setembro, com o 8º Encontro da Juventude. O evento reuniu mais de 300 jovens, entre metalúrgicos e alunos de escolas de Guarulhos, que lotaram o anfiteatro do Colégio Eniac, na região central. A atividade reuniu também sindicalistas, professores do Eniac e lideranças da Força Sindical, como o secretário-geral da Central, João Carlos Gonçalves (Juruna), e Valclécia Trindade, da diretoria executiva. Cidadania – Josinaldo José de Barros (Cabeça), presidente em exercício do Sindicato, destaca a força jovem na vida nacional. Para o dirigente, “é fundamental incentivar os jovens participarem das lutas políticas e cidadãs”. E completa: “A juventude tem energia, idea- lismo e ética, valores que enaltecem a cidadania e o amor à Pátria”. Cabeça também pediu engajamento dos jovens na Campanha Salarial, lembrando que a crise requer ainda mais união da classe trabalhadora. Juruna saudou a juventude e contou parte de sua experiência como trabalhador metalúrgico e sindicalista. “Ressalto a solidariedade, amizade e camaradagem que são fundamentais para o sucesso de todas as nossas iniciativas”, co- mentou. Palestras – O 8º Encontro da Juventude Metalúrgica teve palestras com o jornalista Rodrigo Barros (Empreendedorismo e Educação), o economista do Dieese Rodolfo Viana (Panorama da Juventude Metalúrgica) e o professor do Eniac Ovídio Lopes (Futuro dos Jovens no Mercado de Trabalho). Houve, ainda, sorteio de vários brindes e de bolsas de estudo do Eniac e da Escola Data Brasil. Bancários Comando dos bancários rejeita proposta abaixo da inflação da Fenaban Terminou mais uma vez sem acordo a reunião entre Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), na tarde de 28 de setembro, em São Paulo. Os bancos insistiram em manter 7% de reajuste salarial, mais 3,5 mil em abono, ou seja, um índice que não recompõe nem a inflação. Para 2017, oferecem a recomposição da inflação mais 0,5% de aumento real. O discurso é duríssimo. //O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta, por considerá-la insuficiente e reitera a necessidade de ganho real. “Não aceitaremos essa política ultrapassada de abono, que não se incorpora aos salários, e um reajuste que sequer cobre a inflação”, defendeu o membro do Comando Nacional, Emanoel Souza, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb). Os bancários reivindicam reajuste inflacionário de 9,78%, mais aumento real de 5% e a garantia do emprego. Cabe lembrar que o setor bancário, apesar da crise econômica, foi o que mais lucrou no país. No primeiro semestre de 2016, os cinco maiores bancos obtiveram lucro líquido de R$ 29,7 bilhões. Ou seja, bancos públicos e privados continuam com lucros fabulosos e re- únem condições objetivas para atender as reivindicações da Campanha Salarial dos Bancários 2016/2017: Outro dado preocupante é quanto à onda de demissões nesse setor. No primeiro semestre de 2016, as instituições financeiras demitiram em todo o país 13.606 funcionários, e fecharam agências. Nos bancos privados, o Bradesco demitiu 4.478 funcionários e fechou 145 agências; o Itaú foram 2.815 demissões e 161 agências fechadas; o Santander demitiu 1.368 funcionários. No setor público, o Banco do Brasil fechou 2.235 empregos e fechou 116 agências e a Caixa fechou 2.235 empregos. Apenas a Caixa e Santander abriram novas agências, quatro unidades cada uma. Emanoel Souza, que participou da reunião com a Fenaban, orienta ainda que os sindicatos reforcem a mobi- lização para fortalecer ainda mais a greve nos próximos dias, como forma de pressionar por uma proposta melhor. De acordo com o dirigente da CTB, bancários de todo o país devem realizar assembleias no dia 3 de outubro para avaliar a proposta. A orientação do Comando Nacional é pela rejeição e manutenção da greve. Os bancários ressaltam ainda que se mantêm abertos para novas negociações.

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