Jornal do Sintufes - Dezembro - 2015 - nº 167

 

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Jornal do Sintufes - Dezembro - 2015 - nº 167

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SINTUFESJORNAL DO Filiado à FASUBRA INFORMATIVO MENSAL DO SINDICATO DOS TRABALHADORES NA UFES – Nº 167 – EDIÇÃO VIRADA DE ANO – 2015/2016 Vamos lutar para mudar esta realidade! 2015 foi trágico. País em crise política e econômica. Crise na Ufes. E a classe trabalhadora pagando essas contas. Além da devastação ambiental provocada pelo capital. Em 2016, vamos lutar contra tudo isso! CrisUfeensa Privatização FALA, DIRETORIA! Eleição Diretoria Colegiada Aposentadas/os A educação na esteira da privatização Direção assume 24 de janeiro P2ÁG. compromisso com a categoria P3ÁG. é Dia das/os Aposentadas/os! P4ÁG.

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2 JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br FALA, DIRETORIA! Sem crise para a privatização É crise na Ufes. É crise econômica e política no País. É crise hídrica. 2015 foi um ano trágico para classe trabalhadora, mesclando uma série de problemas socioeconômicos, trabalhistas, éticos, de direitos humanos entre outros. A Universidade entra em 2016 sem poder atender telefone por falta de pagamento. Impõe uma jornada de trabalho reduzida para economizar, penalizando os técnico-administrativos. A crise da Ufes é reflexo da crise do Brasil. O reitor é alinhado ao partido da presidente – o PT, que jogou seu passado na sarjeta, adotando o programa neoliberal com vistas à privatização do País. Afinal, a crise na Ufes tem a ver com o ajuste fiscal da Dilma, que fez sangrar a educação e saúde públicas, retirando mais de R$ 20 bilhões dessas áreas. E ainda se intitula: Pátria Educadora. Não sejamos tolos, pois não há crise para o processo de privatização tocado pelo governo federal. A educação pública do 3º grau está na esteira da “privataria”. Fies e Prouni provam isso. Veja a saúde pública, entregue a OS, Oscips, empresas terceirizadas e à famigerada EB$ERH. Isso vai além da educação e da saúde. A crise hídrica não é solucionada pelos governantes. Mas eles já vendem os órgãos responsáveis pela água. Em São Paulo, a Sabesp já foi privatizada. E aqui no Estado, o governo quer fazer o mesmo com a Cesan. A solução é privatizar os órgãos responsáveis pela captação, distribuição de água e saneamento? E a Samarco/Vale, privatizadas, e que NÃO SÃO devidamente fiscalizadas pelo governo. Acabaram com o Rio Doce e o mar capixaba. A culpa é delas, mas como elas geram altos dividendos para o capital e para o exterior, quem paga a conta é a população. A privatização enriquece banqueiros e empobrece o povo. Não vamos aceitar o caos armado pelos governos e pelo capital. E nem que a solução vai ser privatizar os serviços públicos Vamos lutar contra isso. 2016 está aí. Nossa luta também. Diretoria Colegiada JURÍDICO 3,17%: mais de 20 processos aguardam liberação da Justiça 28 já foram pagos. É preciso pagar os cálculos O 3,17%contábeisparacontinuaratramitaçãodaação setor Jurídico do Sintufes traz informações sobre o processo dos 3,17%, que se encontra em execução. Já foram pagos os processos de 28 autores, tendo outros 24 ca- Fique ligado! dastrados, aguardando a liberação de data pelo TribunalRegionalFederalda2ªRegião(TRF2). tos da contabilidade (cálculos feitos pela as- Custos da contabilidade. O Sintufes lem- sessoria contábil) a fim de dar andamento nos bra que as/os filiados (e as/os não filiadas/os) processos. Entre em contato com o sindicato devem entrar em contato com o setor Jurídico e se informe: (27)3227-4000 (Goiabeiras) / do sindicato para se informarem sobre os cus- (27)3315-3444 (Hucam). PRECATÓRIO DOS 28% No precatório dos 28%, 12 processos já foram pagos. E há outros processos aguardando o pagamento. Informe-se junto ao setor Jurídico do Sintufes. Mensalidade O Sintufes informa as suas filiadas e aos seus filiados que já está devolvendo parte da mensalidade sindical a ser paga em janeiro de 2016, referente ao mês de dezembro. Veja mais informações no site: www.sintufes.org.br. Funcionamento As sedes do Sintufes estão funcionando nos seguintes horários: Goiabeiras – das 08h às 14h – até o dia 29 de janeiro. E das 09h às 16h, de 1º a 19 de fevereiro. Hucam – das 07h às 14h até o dia 19 de fevereiro de 2016. Eliésio, sempre presente! Écompesarqueadiretoria colegiada do Sintufes informa o falecimento do ex-diretor do sindicato Eliésio Vieira Gomes. Por conta de problemas cardiorrespiratórios,elefaleceuno dia 30 de dezembro de 2015, noHucam,ondeseencontrava internado, em Vitória. O enterro aconteceu no dia 31, no Cemitério Boa Vista (mais conhecido por CemitériodeMaruípe),tambémnacapital. Eliésio se aposentou no dia 1º de julho, do Hucam, onde atuou por 31 anos, na unidade farmacêutica. Ele já foi diretor do Sintufes por três mandatos.EintegrariaagestãodaChapa2“Ousar Lutar, Ousar Vencer”, eleita para assumir a gestão 2016-2019dosindicato. EliésioVieiraGomes,semprepresente! Catatau e Arildisson A diretoria do Sintufes também informa o falecimento do trabalhador técnico-administrativo em Educação da Prefeitura Universitária, Aguimar Vieira Braga, o Catatau, em novembro de 2015. E do trabalhador Arildisson Nunes Ribeiro, do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Ufes, em Alegre, no mês de dezembro. Às famílias e aos amigos, nossos sinceros pêsames. EXPEDIENTE: INFORMATIVO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES NA UFES SINTUFES - Avenida Fernando Ferrari, s/nº, Campus Universitário, Vitória, ES - Tel: (27) 3325-6450. Fax: (27) 3227-4000. Subsede - Avenida Marechal Campos, s/nº , Campus de Maruípe, Vitória, ES - Tel: (27) 3335-7262. Fax(27) 3315-3444. Diagramação: Nova Pauta Comunicação. Os textos publicados neste jornal são de inteira responsabilidade da Diretoria Colegiada do Sintufes.

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JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br 3 ELEIÇÃO DIRETORIA COLEGIADA 2016-2019 “O Sintufes somos todos nós” Nova diretoria colegiada assume o sindicato, apontando que vai tornar a entidade ainda mais forte na defesa dos direitos da categoria Apartir de 04 de janeiro de 2016, o Sintufes passouaserdirigidopelaChapaOusar Lutar, Ousar Vencer, eleita pela categoria para ficaràfrentedaentidadenagestão2016-2019. Os novos representantes da diretoria colegiada do Sintufes foram empossados durante a festa de fim de ano da categoria, no dia 10 de dezembro de 2015, na Serra, onde já reafirmaram sua posição para manter o sindicato na construção da luta política e na defesa dos direitos dos trabalhadores. “Entendemos que venceu toda a categoria que se colocou contra o projeto da administração da Ufes que, autoritariamente, vem ao longo desses últimos quatro anos criminalizando a luta dos trabalhadores técnico-administrativos. Saímos desse processo mais fortes e mais coerentes sobre qual o projeto político precisa ser encaminhado”, pontuou o novo coordenador-geral do Sintufes, Wellington Pereira. Ele lembrou ainda que a luta vai bem além da Ufes. “Não representamos nem o projeto capitalista e nefasto do governo Dilma/ Temer / Aécio / Congresso Nacional, que privilegia o capital estrangeiro e impõe derrota aos projetos sociais e afunda a pobreza no País”, assinalou. E reafirmou que a nova diretoria colegiada não se afastará das propostas de campanha. “Temos certeza que pela conjuntura Foto: Dayana Souza Diretoria é empossada durante a festa da categoria e destaca que 2016 será de muito enfrentamento que aponta para um 2016, no qual, mais que nunca, vamos precisar nos manter mobilizados e unidos para enfrentarmos os desmandos da política de estado mínimo e privatista do governo e contra a retirada de direitos dos trabalhadores para fazer avançar o nosso sindicato tanto nas lutas internas quanto nas nacionais”, cravou o coordenador. “O sindicato é a nossa categoria e precisa dela para ser cada vez mais forte. Venha junto nesta construção. O Sintufes somos todos nós”, convoca a diretoria colegiada. Em breve, a diretoria colegiada do Sintufes vai divulgar seu plano de lutas, baseado nas propostas da sua campanha. Legítimos representantes A atual diretoria colegiada do Sintufes (gestão 2016-19) reafirma que é a legítima representante da categoria à frente do sindicato e para encaminhar a luta política. Quaisquer decisões de interesses das/ os trabalhadora/es devem ter a participação da diretoria. O que não impede que as oposições se integrem na luta junto à direção e em favor das reivindicações e do fortalecimento dos TAEs. Comissão agradece aos colaboradores A Comissão Eleitoral, que conduziu a eleição da diretoria colegiada do Sintufes, triênio 2016-2019, agradece às trabalhadoras e aos trabalhadores que atuaram como presidentes de seção e mesários durante os dois turnos de votação. “Gostaríamos de agradecer à colaboração das servidoras e dos servidores que, de forma voluntariosa, contribuíram com este importante momento democrático do Sintufes”, afirmou o presidente da Comissão Eleitoral, Luciano Calil. Calil agradeceu ainda os demais representantes da Comissão, que trabalharam de 19 de outubro até o dia 10 de dezembro, quando ocorreu a posse da direção. Nessa data, inclusive, ele lembrou que a Comissão encerrava ali os seus trabalhos. “Agradeço aos integrantes que compuseram a Comissão, eleita pela assembleia da categoria, e que conduziu um processo democrático, amplo, seguindo os ritos e os prazos de forma clara e objetiva desta que foi a primeira eleição com três chapas na disputa tendo sido decidida no 2º turno. Muito obrigado a vocês”, frisou. Os membros queficaram àfrente daComissão foram: Luciano Calil Guerreiro; Alda Steinkopf Nascimento; Ademar Correia Bacelar; Vitalino Lima Santana e Léo de Souza Ribeiro. Membros da Comissão apuram o resultado das urnas no segundo turno

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4 JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br RETROSPECTIVA Luta contra o capital e sociais e trabalhistas Classe trabalhadora mostra sua força em um a a democracia, para o meio ambie Tesouradas da Dilma! A maior greve da história da Fasubra foi motivada, sobretudo, pelo ajuste fiscal do governo Dilma. Em maio de 2015, a tesoura da presidente anunciou cortes de R$ 70 bilhões, dos quais R$ 11,7 bilhões da Saúde. E R$ 9,42 bilhões da Educação. Em julho, a tesoura da “Pátria Educadora” cortou mais R$ 1,18 bilhão da Saúde e R$ 1 bilhão da Educação. Em setembro, o governo divulgou um bloqueio adicional de gastos no orçamento de 2016 no valor de R$ 26 bilhões – por isso o reajuste dos trabalhadores passou de janeiro para agosto de 2016. Suspendeu concursos. E ainda bloqueou R$ 1,2 bilhão, eliminando o abono permanência! Com sua política de ajuste fiscal em favor do capital e contra a classe trabalhadora, Dilma fez sangrar o patrimônio público brasileiro, desencadeando uma série de greves em todo o País durante 2015. Maior greve da história arranca conquistas Após mais de 130 dias, movimento paredista conquista reajustes de um governo que não concederia nada! Diante do ajuste fiscal da Dilma, da desvalorização do PCCTAE, da retirada de direitos sociais e trabalhistas, a categoria iniciou em 28 de maio de 2015 aquela que se tornaria a maior da história da Fasubra. O movimento seguiu forte até 08 de outubro. E os TAEs, com força e persistência, arrancaram conquistas de um governo que dizia que não haveria NADA, no início da greve! São elas: Reajuste de 10,8%: 5,5% em agosto de 2016. E outros 5% em janeiro de 2017 . Auxílio-alimentação: R$ 458*. Auxílio pré-escolar: R$ 321*. Auxílio saúde: conforme faixa etária*. *Os benefícios serão pagos de forma RE- TROATIVA a 01 de janeiro de 2016, a partir da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pelo Congresso Nacional. #ForaCunha É nefasta a situação política do País. Um cidadão envolvido em desvios de mais de R$ 5 milhões e com conta na Suíça preside a Casa do Povo, de forma autoritária vai impondo projetos que criminalizam as mulheres, as uniões homoafetivas e os direitos humanos. Além disso, o presidente da Câmara dos Deputados usa de chantagem política para tentar se manter no cargo mesmo com tantas denúncias que pesam contra ele. Afinal, ele só abriu o processo de impeachment quando percebeu que suas manobras na Comissão de Ética não impediriam que ele fosse investigado. Que a presidente Dilma está desgovernando o País não resta dúvidas. Mas a conduta do presidente da Câmara é mais um absurdo na política brasileira. #Nãofoiacidente A tragédia provocada pelo capitalismo selvagem da Samarco e da Vale/BHP se configura na maior devastação ambiental do País. E até agora: ninguém foi preso, ninguém foi nem sequer punido. A omissão dos governantes e a total falta de escrúpulos das empresas produziram uma catástrofe, agravando a crise hídrica no País, deixando milhares de famílias sem acesso à água. Um verdadeiro crime socioambiental cujos responsáveis não são punidos. Talvez pelo fato de o Rio Doce e do Atlântico não “terem ações na bolsa”. É como definiu o escritor Eduardo Galeano: “Se a natureza fosse um banco, ela já teria sido salva”. Mas como não é. Esse crime ambiental segue longe de uma solução. “1500, o ano que não terminou” Em um artigo no portal “El País”, a jornalista Eliane Brum lembra o assassinato de um bebê índio do povo Kaingang, no final de 2015, em Santa Catarina. A jornalista ressalta que o Brasil não parou para chorar o assassinato de uma criança de dois anos. E mostra o descaso político com os índios. “Há muitos territórios indígenas devidamente reconhecidos que o governo de Dilma não homologa porque neles quer construir grandes obras ou porque teme ferir os interesses do agronegócio”, destaca. Eliane finaliza: “Dizem que 2015 é o ano que não acaba. Para os indígenas é muito mais brutal: o ano de 1500 ainda não terminou”.

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JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br 5 e retirada de direitos é destaque em 2015 ano marcado como um dos mais tristes para nte e para todo o povo brasileiro Crise na Ufes: “não vamos pagar essa conta”! Trabalhadores terceirizados protestam na Ufes Foto: Linneker Almeida 2015 marca um ano de uma grave crise na Universidade. A justificativa é a crise econômica do País, o arrocho do governo Dilma. Mas a percepção é de que a privatização corre por trás. Para daqui a pouco aparecer como a solução de todos os problemas. Empresas terceirizadas ficaram sem receber, e quem pagou a conta foi o trabalhador terceirizado. E a comunidade universitária, pois houve quebra de contrato da Ufes com empresa de limpeza, deixando banheiros sujos, jardins descuidados, obras inacabadas, aumentando o risco da proliferação do mosquito da dengue/zika. Até sem telefones, a universidade ficou por conta da falta de pagamento. Vale lembrar que a privatização anda de mãos dadas com a terceirização. E a situação pode ficar ainda mais drástica, caso o Parlamento aprove o PL 4330/2004! “As gestões do reitor e da Dilma estão desgovernadas. Mas nós não vamos pagar essa conta. Não vamos aceitar privatizar a educação como solução. Vamos seguir na defesa da Ufes pública, gratuita e de qualidade”, afirma a direção colegiada do Sintufes. Reitor é reeleito, mas não pelos TAEs Sérgio Cardoso Categoria marca presença em debate, mas a maioria dos técnicos não dá vitória ao reitor! O reitor da Ufes se elegeu para ficar mais quatro anos à frente da instituição, que fechou 2015 com graves problemas financeiros, escondidos durante a campanha eleitoral à Reitoria, como foi no debate promovido pelo Sintufes, em setembro. Além disso, é importante reafirmar que a maioria dos trabalhadores técnico-administrativos em Educação, segmento da Ufes bastante penalizado pelo atual reitor, votou nas outras chapas. No primeiro turno, a maior parte dos votos foi para a chapa 2. E no segundo turno, os técnicos deram 908 votos para a Chapa 1, e 664 para a chapa do atual reitor. “Isso mostra a insatisfação da nossa categoria diante desta gestão da Ufes, que escamoteou os problemas financeiros da universidade durante a campanha eleitoral. Mas, tão logo saiu o resultado, os problemas vieram à tona, mostrando a ineficiência desta administração em relação a diversas questões da Instituição”, revela a diretoria colegiada do Sintufes. Doeemssoctuavdismaonectnoiltmo Em dezembro de 2015, o movimento estudantil ocupou a reitoria cobrando soluções diante de uma lista de reivindicações, que tratam de bolsas, funcionamento do RU durante as férias entre outros pontos. O Sintufes acompanhou uma reunião com a vice-reitora, que se mostrava solícita, porém sem dar respostas efetivas. Ela queria mesmo é resolver o problema da ocupação da Reitoria. Afinal, o descaso da atual gestão da Ufes com o movimento estudantil é visível: moradia estudantil não sai do papel; auxílio-moradia (R$ 200) não condiz com a realidade do mercado imobiliário da Grande Vitória; RU não funciona nas férias, feriados e fins de semana. Mas a gestão comemora os números do ranking da Folha de São Paulo, onde a Ufes aparece como a 30ª melhor universidade do País. Parece que a gestão se preocupa em aparecer em ranking, não em formar cidadãs e cidadãos.

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6 JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br APOSENTADAS/OS 24 de janeiro é Dia da Aposentada e do Aposentado Além de parabeniza-los, o Jornal do Sintufes traz o ponto de vista de duas aposentadas da categoria sobre a crise hídrica OSintufes enviou uma carta às aposentadas e aos aposentados da categoria parabenizando a todas e a esta parcela da categoria que sofre ao se aposentar com redução salarial, sem ter direito ao reposicionamento, entre outros problemas. prensa e os governos jogam para o cidadão, que é “intimado” a economizar água de todas as maneiras. todos pelo dia 24 de janeiro – Dia da Apo- O informativo do sindicato foi saber de E nessa “intimidação” a sensação que dá é sentada e do Aposentado. duas aposentadas da Ufes o que elas estão de que lavar uma calçada se torna um crime. O Jornal de Sintufes reforça o seu para- fazendo para economizar água por conta da Masdestruirumrioeomarnão,umavezqueos béns às aposentadas e aos aposentados pelo crise hídrica que assola o País. responsáveis pela tragédia ambiental causada seu dia. Mas vai além de apenas parabenizar Elas parecem sentir “o peso” que a im- pela lama da Samarco não foram penalizados. “Enquanto economizamos, eles desperdiçam “ O que a senhora tem feito para economizar água? Tenho três reservas tampadas, duas fora e uma dentro de casa. E todas tampadas para não ter problema com a dengue. E água dentro de casa uso para lavar a roupa, pro banheiro, para limpar casa. E para jogar nas plantas. E no tanque de lavar vasilha, deixo a água tampada para usar também ou no banheiro ou para lavar a casa. Tento aproveitar tudo. Além de não economizar água, a Samarco ainda joga rejeitos de minério na Lagoa Mãe-Bá, e a Vale polui o mar de Camburi. Como a senhora vê essa situação? Eles ficam se aproveitando nas nossas costas. Enquanto nós economizamos, eles desperdiçam. Nós pagamos água e esgoto. Mas, e eles? Destroem o rio, lagoa, o mar e nada. Maria Nunes de Almeida, aposentada de Goiabeiras “Sempre sobra para nós. Nunca para eles” O que a senhora tem feito para economizar água? Nós estamos controlando tudo, armazenando água. Tudo mesmo. Não podemos fazer nada, lavar calçada. Agora, eles (empresas) podem tudo e não são cobradas como nós somos. A senhora tem uma filha que tem sofrido os problemas da lama, diretamente? Tenho uma filha que mora em Colatina, que disse que não aguenta mais a situação. Ela compra a água para beber, mas está comprando também para cozinhar, pois não sabe o que vai acontecer. E você vai usar? E sabe lá o que vai acontecer? E de quem é a culpa? Parece que sempre sobra para nós. Nunca sobre para eles (empresários, governantes). Aí, ouço dizerem: ‘ah, a nossa presidente vai dar um jeito’. Mas como? Se ela não dá jeito nem para os problemas que ela arrumou?! Maria da Conceição, aposentada de Goiabeiras GOVERNO COMUNISTA? HA, HA, HA!” E a crise financeira? Milhares de trabalhadores demitidos, retração da economia, o povo perdendo a cada vez mais o seu poder de compra. A inflação, em 2015, passou dos 11%. A previsão é de que neste ano, ela fique próxima dos dois dígitos. O governo muda o ministro da Fazenda. Entra Nelson Barbosa, para aquietar os ânimos internos do PT. Mas ele deve seguir os trilhos neoliberais que o ex-ministro Levy seguia, pois já afirmou que o ajuste fiscal tem de andar junto da recuperação econômica. Mas e o lucro dos bancos? Entre 2003 e 2011, o crescimento do lucro dos bancos foi 11 vezes (250%) maior que o crescimento da renda do trabalhador (22,34%). Em 2015, o lucro de banqueiros também bateu recorde. É como disse o assessor parlamentar Marcello Bertolo: “Com esse governo “comunista”, logo, logo o Bradesco e Itaú adotarão a foice e o martelo como logomarca”. E tal qual a crise hídrica, na crise econômica quem também paga a conta é a população.

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JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br 7 NALUTA Já estamos na luta! Sintufes não aceita que TAEs paguem a conta da crise da Ufes OSintufes começa 2016 já cobrando da Reitoria soluções para a pauta de reivindicações dos trabalhadores técnico-administrativos. O sindicato já havia discutido a pauta do Hucam, com o superintendente do Hospital, na última semana de 2015. E segue firme, lutando para que a conta da crise da Ufes não seja paga pelos TAE’s. E nem vai aceitar que os cortes financeiros abram ainda mais as portas da instituição para a privatização. Pois a lógica da instituição é penalizar o trabalhador. A redução do funcionamento da Ufes aprovada pelo Conselho Universitário (Consuni) é exemplo disso. “O Consuni aprovou que a Ufes funcione das 07h às 13h, entre 04 de janeiro e 21 de fevereiro. Mas os representantes dos TAEs no Conselho não foram a favor dessa decisão, conforme informou a Ufes em seu site. Nós aprovamos a flexibilização da jornada, mas não que nós teríamos de pagar as horas não trabalhadas e nem fazer cursos, pois isso quebra a lógica da economicidade e penaliza o trabalhador”, afirma o representante dos TAEs no Consuni e coordenador-geral do Sintufes, Wellington Pereira. Para ele, a decisão do Conselho reafirma o desrespeito da gestão da Ufes com os TAEs, que estão sendo obrigados a pagar horas não trabalhadas. Mentiras. A página da Ufes não diz a verdade, quando fala que os TAE’s também aprovaram a resolução do funcionamento. Já o reitor, em reunião com o Sintufes no dia 05 de janeiro, disse que a decisão do Conselho seria revo- gada. E que a vice-reitora publicaria essa alteração no site da Ufes. Porém, depois ele disse que não havia falado isso e que essa era uma opinião dele. E no dia 08, a Ufes reafirmou, em seu site, que estava mantida a decisão estava mantida. “Além do desrespeito com a categoria, o corte no orçamento, a economicidade por conta de crise, tudo isso vai ao encontro “Pega na mentira”! Reitor faz afirmação em reunião sobre economicidade, depois diz que não falou da privatização da educação pública. Prouni, Fies já estão aí vendendo vagas em instituições privadas. Daqui a pouco, vão querer cobrar mensalidade nas universidades federais. Temos de lutar contra isso”, acrescenta o coordenador de Finanças do Sintufes, José Magesk. Jornada no Hucam O Sintufes cobrou que seja mantida a jornada como consta no acordo de greve de 2013, para todos os TAEs no Hucam, já que há indícios de se flexibilizar o horário de trabalho em determinados setores do hospital. O reitor disse que vai manter o acordo. E o Sintufes vai lutar para que os processos não sejam individuais/setorizados, mas sim seja um único processo. Remoção O Sintufes alertou o reitor sobre as remoções que estão ocorrendo dentro do Hucam por conta da adequação resultante do desvio de função que ocorre em todos os níveis. E que o questionário de diagnóstico do clima não vai dar conta dessa situação. Para o Sintufes, as remoções só devem ser feitas nos critérios do RJU. E a EB$ERH tem que reconhecer a importância história dos TAEs no Hucam. Questionário do Hucam Na reunião, o reitor solicitou que o Sintufes convoque a categoria a responder o questionário de opinião sobre Diagnóstico do Clima e da Cultura Organizacional do Hospital. Mas não há acordo. Pois o questionário SÓ DEVE SER RESPONDIDO, se for aplicado via Progep/AD, integrando a avaliação institucional da Universidade. Assédio moral institucional Na reunião, o Sintufes lembrou que o assédio moral institucional foi um dos pontos discutidos com o governo, durante a greve, e que há entendimento do MEC de que um seminário seja realizado pela instituição, visando discutir e tratar o assunto com objetivo de melhorar a relação de trabalho. E que isso seja feito em Goiabeiras e no Hucam no primeiro trimestre de 2016.

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8 JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br Confira imagens da festa da categoria! Confraternização foi realizada na Aert, em Bairro de Fátima, Serra, no dia 10 de dezembro de 2015 Fotos: Dayana Souza

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