Revista Empresário Digital - Edição 168

 

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Revista Empresário Digital - Edição 168

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carta ao leitor VAMOS TROCAR ALIANÇAS? E stávamos quase fechando esta edição da revista quando, em uma noite, fiz a seguinte reflexão: por que os casamentos acabam? Descobri que o principal problema costuma ser algo em que deveríamos ser especialistas: a comunicação. A falta dela? Não. Acho que a coisa está mais para um erro de julgamento já que, com frequência, sempre achamos que qualquer problema é culpa do outro e não nossa. Então parti dessa reflexão para fazer uma analogia com os nossos negócios. Seguindo essa linha de raciocínio, procurei perceber se culpa por meu cliente não comprar meu produto é ou não é dele. E pensei: o que eu posso fazer para mudar essa relação e salvar o meu “casamento”? Um bom marido, querendo voltar às boas com a esposa, com certeza iria dispensar mais atenção a ela. Se esforçaria por escutar mais, seria mais compreensivo e buscaria entender suas razões pelas queixas. Enfim, faria a sua parte. E, quando isso acontece, normalmente o outro reage de forma positiva. Assim, olhando para dentro da minha atividade, comecei a questionar o que, de fato, deixei de fazer. Descobri que a base de dados (a lista de clientes) não era tão boa quanto eu imaginava. E, por isso, comecei a pesquisar, durante meses, formas de atualizar esses dados até construir um Big Data, com informações oficiais, dinâmicas e atualizadas junto aos órgãos públicos, bases assinadas e algoritmos que fossem muito além do simplesmente óbvio. No casamento aprendi a escutar e descobrir que podemos explorar nossos sentimentos de formas criativas e enriquecedoras para o relacionamento. Foi assim que eu descobri uma nova paixão: cozinhar para a minha família. Nessa mesma linha de aprendizado, descobri, estudando as mídias digitais, que o impresso pode ser relevante se o conteúdo específico for entregue a um empresário ligado a esse segmento específico. Eu posso entrevistar um profissional de marketing direto e entregar seu produto somente para as agências de marketing direto. Foi o que fiz, além de dezenas de outras mudanças que estamos implementando, como site, parcerias com programas de televisão, associações, organizadores de feiras etc. Seguindo essa analogia, descobri que nem tudo eu consigo fazer bem pelo digital. Sexo, logicamente, é muito mais prazeroso se for presencial. Assim, percebi que a revista deveria ter de volta a sua “alma” retornando à prática de fazer entrevistas olhando nos olhos das pessoas, cara a cara,” sentindo e vibrando” com o assunto enfocado. Esse retorno às origens você já vai ver com a matéria de capa desta edição. Ter uma casa linda, equipada com aparelhos de tecnologia de ponta, pode ser um grande fator de satisfação. Mas, ter um lugar que você possa chamar de lar é muito diferente. E isso passa pelo quanto de calor humano existe entre essas paredes. Neste mergulho interior, analisando a mim mesmo, redescobri a razão de ser da revista, ou seja, estreitar a minha relação com os leitores. Reativando essa condição, voltei a atender pessoalmente os telefonemas dos leitores e interagir mais intensamente com eles, além de voltar a visitar e “ouvir” empresas do Brasil todo. Hoje, reativei meu círculo de contatos e empresários de diversos segmentos me ligam para saber se determinado equipamento ou serviço vale ser contratado. E isso me deixa feliz. Da soma de tudo isso, posso afirmar que estamos construindo uma nova realidade. Mais humana, direta e recompensadora para todos. Quero usar a inspiração do que podemos fazer nos nossos casamentos para apimentar a relação que existe nos negócios que geramos ou ajudamos a gerar entre nosso público. Se você também acredita que uma boa comunicação pode melhorar a sua relação com seus potenciais clientes, case conosco! O dote que temos a oferecer é o acesso à maior e mais completa base de dados estruturados do seu universo de clientes e fornecedores. Nós sabemos onde estão e quem eles são. E queremos levar o seu produto até eles. Faz sentido para você? Em tempo: o casamento foi a metáfora ideal que encontrei para refletir sobre o meu empreendimento de tantos anos: a revista. E essa analogia tem uma forte razão de ser. A razão é simples: amo minha esposa Karen com quem me casei em junho de 2000. Foi nesse mesmo mês que lancei esta publicação. São, portanto, dois dos meus maiores amores na minha vida, além de minha filha, é claro. Dois relacionamentos que precisam de dedicação, criatividade, empatia e comunicação, sempre. Elas merecem tudo isso, e muito mais. Marco Marcelino, diretor editorial Twitter do editor: @marco_marcelino Twitter da revista: @revista_ESD www.empresariodigital.com.br (notícias todos os dias) CAPA Um visionário da mídia Pág. 24 4 Marketing 6 Publicidade 8 Impressão 10 Sublimação 12 Gestão 14 Mídia 16 Out of home 18 Digital 20 Sublimação 22 Têxtil 30 Vendas 32 Lucro 34 Sala Vip 36 Criatividade 38 ABC da Comunicação Avenida Paulista, 1079 • 8º andar Bela Vista • São Paulo/SP • Brasil Fone/Fax: (11) 2787-6386 www.serinews.com.br Publisher: Marco Marcelino {44.446} mmarcelino@serinews.com.br Gerente Editorial: Jorge Luiz Mussolin {15.978} jmussolin@serinews.com.br Jornalista: Alexandre Carvalho {44.252} alecarvalho@serinews.com.br Redação: Bruna Costa - bcosta@serinews.com.br Design: Patricia Barboni patricia@be-erredesign.com.br Foto de Capa: Yuri Mine Comercial: Alessandra Luz - aluz@serinews.com.br As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião da editora. As fotos publicadas têm caráter de informação e ilustração das matérias. Os direitos das marcas são reservados aos seus titulares. As matérias aqui apresentadas podem ser reproduzidas mediante prévia consulta por escrito à Editora. O não cumprimento dessa determinação sujeitará o infrator as penalidades previstas na Lei de Direitos Autorais. (Lei 9.610/98). empresariodigital.com.br • 3

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memarbkaelatignegm Por Bruno Mello* Somos todos Bel Pesce Provavelmente você já viu a capa ou leu o livro de Seth Godin “Todo Marqueteiro É Mentiroso!”. Recorrendo à sinopse, ele diz que “Todo profissional de marketing conta uma história. E se eles fazem isso direito, nós acreditamos neles. Nós acreditamos, por exemplo, que vinho é mais gostoso numa taça de $20 do que numa taça de $1, e acreditando, isso se torna verdade. Profissionais de marketing bem-sucedidos não falam sobre vantagens, nem mesmo sobre benefícios. Em vez disso, eles contam uma história. (...) Todas as empresas precisam fazer marketing para se manterem competitivas, e fazer marketing é, essencialmente, inventar histórias”. Seth Godin é uma das principais referências do marketing não é de hoje, mas o grande erro que muitos profissionais da nossa área já cometeram e ainda cometem até hoje é levar essa sinopse à cabo, à risca e, pior, ficar somente na sinopse. Em alguns casos, carece ler o livro. Este, outros e, além de tudo, ter uma boa experiência. Falta entender e aplicar que Marketing é muito mais do que contar boas histórias. Um dia pode até ter sido, mas não é mais há bastante tempo. Esta constatação aproxima estes profissionais de Marketing da tão falada Bel Pesce. Desde que “A Menina do Vale” surgiu, muitas pessoas me perguntaram o que achava dela. Sempre disse duas coisas. Primeiro reconhecia a sua habilidade em fazer o que era proposto para a sua audiência. Ela tem sucesso nisso. Tem seu público. É como Romero Britto e Paulo Coelho. Negar o sucesso deles é puro recalque. A segunda questão é a que fala mais próximo aos profissionais de Marketing. Havia mais espuma do que chopp. Mais romance do que realidade. Faltam fatos que sustentem a história. Falta consciência. E, neste ponto, há muitas Bel Pesce em nosso mercado. Muitas marcas Bel Pesce. Muitos produtos são Bel Pesce. Muitos serviços são Bel Pesce. Ainda hoje vendem-se campanhas publicitárias maravilhosas. Serviços e produtos lindos em comerciais de televisão ou posts nas redes sociais que quando você vai utilizar não chega a ser aquela Brastemp. Aliás, até a Brastemp já chegou a ser questionada se ainda era aquela Brastemp toda. Lembra? Exatamente na mesma rede social que catapultou e deu uma rasteira na Bel Pesce. Celebridades que sequer compram, usam ou consomem o produto ainda são comuns. Até as blogueiras hoje em dia são recrutadas pelas marcas sem ter aquela aderência toda. A questão é que, já vem de um bom tempo e vem ficando cada vez mais imperativo, é preciso ir além, muito além do discurso, da embalagem, dos comerciais e do carisma. É preciso ter uma história sim, mas consistente. Coerente. Que se prove, que se comprove, pois até bons produtos, serviços e marcas passam pelo teste do tempo e das transformações que vivemos diariamente. Nada melhor do que o tempo para separar os fracos dos fortes. Os pequenos dos grandes. Ainda que tenhamos muitas Bel Pesce por aí, não fique feliz achando que você fica de fora dessa. Você e eu podemos ser a próxima Bel Pesce. Sabe por que? Porque precisamos nos provar todos os dias. Cada dia temos que construir algo novo de novo. E algo com consistência. Com coerência. Com profundidade. Com resultados reais. Concretos. Você e eu podemos ter grandes currículos. Muitos feitos, mas isso tem prazo de validade não só no Marketing, mas neste mundo cada vez mais efêmero em que vivemos. *Bruno Mello é fundador e editor executivo do portal Mundo do Marketing. Fez Planejamento de Comunicação e Assessoria de Imprensa e Marketing para ONGs, piloto de Stock Car e para a Organização Hélio Alonso de Educação e Cultura. 4 • empresariodigital.com.br

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publicidade Por Marici Ferreira* Ppourqbuleicdiedvaemdoes idnefbaatnertial Q uase ninguém sabe que existe um extenso e profundo debate acerca da proibição da publicidade infantil no forma vamos estruturar as relações de comunicação, consumo e educação das crianças brasileiras. Estabelecendo parâmetros, regras e conduta que vai impactar essa e as próximas gerações. Além disso, ao falar de publicidade in- do mundo inteiro já debateram ou ainda debatem a questão da publicidade infantil e seus efeitos. O Brasil atualmente se baseia no sistema misto de controle da publicidade infantil. Nesse modelo, tanto o Estado quanto Brasil. Você não vê fantil, estamos como nação, exercitando a sociedade exercem o direito de regular esse tema ser aborda- os mecanismos de controle, sejam eles o e controlar o conteúdo da publicidade do na TV, no rádio ou Estado, por meio do Estatuto da Criança produzida no País. Ambos têm o direito de na internet como deveria. e do Adolescente, o ECA; a Constituição acionar suas ferramentas de controle quan- Os poucos canais que se dedicam a le- Federal, o Código de Defesa do Consu- do acreditam que uma peça publicitária vantar o assunto, reverberam muito pouco midor, ou organizados pela sociedade e fere os direitos da criança e do adolescente ou quase nada. Mas porque falar sobre representado pelas associações, Conse- ou as diretrizes de uma comunicação publicidade infantil é tão importante? lhos ou instituições de defesa da criança mercadológica ética e responsável. Primeiro porque é um tema diretamente e do adolescente. Mas qual deveria ser o próximo passo? ligado a educação infantil. Estamos falan- Trata-se, portanto, de um saudável Deveríamos avançar para um modelo es- do aqui, de um elemento importantíssimo e importante exercício de identificação tritamente autoritário e controlador, onde para a percepção infantil de conceitos dos direitos coletivos e individuais. Do apenas o Estado poderia dizer o que deve como comunicação, marketing, educação respeito a opinião e a liberdade de ex- ser produzido e comunicado no país? financeira e desejo de consumo. pressão e um tremendo exercício social Ou devemos manter o formato misto e Só por isso, já valeria uma pauta em na busca de um ponto de equilíbrio entre apenas rever os parâmetros atuais? Afinal cada veículo de comunicação do País. permitir e regular. estamos ou não estamos prejudicando as Afinal, estamos aqui definindo de que Esse não é um debate local. Países crianças ao privá-las de uma comunica- ção mercadológica que pode prepará-las para as relações de consumo de maneira saudável e controlada? A sociedade deve ser convidada a fazer essa reflexão! Pais, famílias, educadores, “Ao falar de publicidade infantil, estamos como nação, exercitando os mecanismos de controle, sejam eles o Estado, por meio do Estatuto da Criança e escolas, agências de comunicação e profissionais da publicidade devem ser provocados e refletir para construir seu próprio repertório sobre a questão da publicidade infantil. Esse deve ser um debate público para que possamos encontrar o melhor caminho a seguir coletivamente. Vamos falar sobre isso? do Adolescente. *Marici Ferreira é diretora-presidente da Associação Brasileira de Licenciamentos (ABRAL) 6 • empresariodigital.com.br “

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impressão Que tal 220.000 pôsteres exclusivos AHP anuncia que se uniu à Wallpaper* para comemorar o aniversário de 20 anos da revista com uma campanha inovadora que reinventa a produção de pôsteres digitais. O projeto usou a pre- Brook desenvolveu 12 designs originais de padrões, cores e formatos variados, permitindo a cada conjunto de pôsteres honrar o legado de inovação do design da Wallpaper*. “Tivemos que organizar o equivalente a duas décadas de imagens e legendas para passar a miada tecnologia SmartStream Mosaic ideia de que era uma comemoração pelos 20 anos”, da HP Indigo para criar 220.000 pôsteres comemorativos diz Brook. “Usamos a HP Mosaic e brincamos com exclusivos, dois dos quais serão distribuídos com cada os números ‘96’ e ‘16’ como os principais recursos, edição da publicação, neste mês de setembro. alterando as gradações e cores no plano de fundo Com base nas novíssimas criações do estimado para mantê-los em movimento por todo o projeto. designer e parceiro fundador da Spin, Tony Brook, os Foi importante para nós que cada pôster tivesse sua pôsteres personalizados têm previsão de alcançar 93 própria característica, mas que em geral se articu- países em todo o mundo. Os designs foram produzidos lassem entre si.” em colaboração com um especialista em impressão e Como explica Brook, a flexibilidade do software Mo- comunicação, F.E. Burman, na moderna instalação de saic permite que os designers criem uma rica “linguagem produção da empresa, em Londres, em uma impressora visual” para retratar a identidade de uma marca, enquan- digital HP Indigo 10000. to a qualidade de impressão superior da HP Indigo 10000 “Para nosso 20º aniversário, queríamos criar algo permitiu que os designs fossem traduzidos perfeitamente especial e exclusivo que atingisse nossos leitores em para o papel. “O que realmente me impressionou foi a um nível pessoal”, comentou Sarah Douglas, diretora qualidade da impressão com a HP Indigo. É notável o de criação da Wallpaper*. “A ideia de utilizar a HP quanto as cores planas são uniformes, particularmente Mosaic para esse projeto veio de um debate com F.E. os tons claros, e como as vinhetas são suaves sem Burman, que tem sido nosso parceiro de impressão há parecerem mecânicas.” muitos anos. Assim que a equipe dele nos apresentou De acordo com Renato Barbieri, Diretor Geral das o conceito e suas possibilidades, imediatamente nos áreas de Artes Gráficas da HP Indigo no Brasil, o projeto conectamos a ele. É o sonho de um designer ser capaz colaborativo foi uma plataforma ideal para demonstrar de criar tantos trabalhos artísticos originais e de avançar a o poder da impressão:“Temos a satisfação de poder impressão digital tanto quanto fizemos com a HP Mosaic. compartilhar os recursos da tecnologia HP Indigo e de Foi um projeto incrivelmente empolgante trabalhar com a termos permitido que tantas pessoas tivessem sua própria HP Indigo, e isso reinventou a maneira como pensamos impressão Tony Brook exclusiva e personalizada. Todo em impressão — e em termos de criação de conteúdo o projeto com a Wallpaper* resume como a impressão exclusivo, isso é praticamente só o começo. Acho que pode ser continuamente reinventada para ser ainda poderemos fazer muito mais no futuro.” mais relevante e empolgante e para criar possibilidades Brook, um renomado designer gráfico por seu inteiramente novas e sem precedentes.” trabalho com marcas como Nike, Design Museum, Mais informações sobre como os pôsteres foram pro- Christie’s e muitas outras, foi requisitado pela Wall- duzidos, incluindo um vídeo dos bastidores, podem ser paper* para criar os designs exclusivos para o projeto. encontradas em www.hp.com/go/graphic-arts. 8 • empresariodigital.com.br

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sublimação Revenda de matéria-prima A empresa Sublimáticos nasceu em 2012, como uma segmentação da Premium Soluções, com o objetivo de inovar em insumos para personalização de brindes e produtos para decoração de festas e eventos. Pouco tempo depois, tornou-se uma das maiores fabricantes de suprimentos para o setor de personalização do mercado sublimático no Brasil. Vicente Freitas pesquisou sobre uma nova forma de impressão em sacolas de papel. Entrou então em contato com um químico, que elaborou uma resina exclusiva para sua empresa. Nessa mesma época, a sócia e esposa Claudia Freitas viu um anúncio sobre bolachas de chopp personalizadas (que eram na sua maioria em preto e branco). Encontraram um nicho de mercado e começaram a vender as bolachas de chopp com impressão fotográfica colorida, com a resina criada para eles, e se tornaram responsáveis pelo surgimento de produtos que antes não existiam no mercado de sublimação. “A grande procura por esses novos produtos gerou um excesso de produção. Então, pensei porque não começar a revender essa matéria-prima, para que pequenos empresários possam empreender e criar seu próprio negócio?”, conta Vicente. “Criamos concorrentes”, brinca o empresário, “Mas há espaço para todo mundo”, completa. Hoje a marca conta com mais de 80 produtos de fabricação própria para quem quer iniciar ou ampliar sua atuação no ramo da sublimação, como maquinário específico, linha de papéis, transfers, TNT e algodão, além de produtos para decalque, tatuagem, adesivos transparentes, brancos e metalizados, quebra-cabeças, resina para chinelo e algodão, sacolas de papel e PET reciclado, azulejos, além de uma linha de cartonados com leques e tags de porta, caixinhas de presente, porta CDs, réguas e bolachas de chopp. “Nesse ano, crescemos 35% com as vendas da Sublimáticos. A crise fez com que novos empreendedores surgissem. Foram muitas pessoas a nos procurar para comprar nossos equipamentos e iniciar suas empresas”, conclui Vicente. A Sublimáticos espera lançar em 2017 produtos em madeira, como chaveiros, porta retratos e bandejas, assim como aperfeiçoar os papeis especiais e investir em novas resinas. Com isso, Vicente e Claudia pretendem dobrar o faturamento. Conheça mais sobre a empresa em www.sublimaticos.com.br 10 • empresariodigital.com.br

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gestão Por Charles Schramm* Foco nas pessoas Não existe nada permanente em relação a uma cidade. Assim como organismos vivos, ela está sempre em constante transição. Com a globalização, a competição entre elas cresceu, acelerando ainda mais o ritmo das mudanças. Muitos governantes têm dado prioridade ao tipo de empresa ou indústria que almejam atrair para o município. Entretanto, experiências recentes revelam que as cidades precisam mudar o foco para o tipo de pessoas que desejam atrair. São elas que geram prosperidade, abrem negócios e constroem comunidades. Se as cidades conseguirem atrair residentes com perfil que se alinham à visão local, especialmente jovens criativos, as empresas, eventualmente, seguirão esses talentos. Tais regiões serão reconhecidas como os locais ideais para novas indústrias e qualidade de vida. O cenário de contraste entre as áreas urbanas que mais crescem (todas localizadas nos países em desenvolvimento) e as que mais encolhem (muitas situadas na Europa) é desolador. Londres sempre teve um histórico de ser uma supercondutora de talentos, atraindo pessoas de todas as partes do mundo. Entretanto, em 2014, o número de indivíduos com idade entre 25 e 35 anos que deixou a capital foi maior, pela primeira vez em vinte anos, do que o que se mudou para ela. Muitas dos que estão saindo procuram outras regiões do mundo que estão em busca de quem está disposto a fazer parte da população residente e que ofereçam oportunidades de trabalho, desenvolvimento de carreira, cultura e outros aspectos de bem-estar. Hong Kong, Dubai e Berlim são alguns desses destinos. As circunstâncias são as mais variadas, mas assim que os líderes tiverem identificado quem eles querem atrair — empreendedores, famílias jovens ou pessoas criativas — eles poderão planejar seu futuro e criar estratégias de crescimento adequadas. A cidade de Incheon, na Coreia do Sul, por exemplo, almeja atrair especificamente expatriados, e as autoridades estão, consequentemente, projetando a visão de toda a cidade para atraÍ-los. Nesse sentido, a comunicação e infraestrutura são primordiais para conseguir seduzir o público alvo. Um bom planejamento que contemple tudo, desde as instalações públicas até as habitações, passando por áreas verdes e os sistemas de tratamento de águas residuais são fundamentais. Diante disso, o tempo é o maior desafio em termos de concretização bem-sucedida de qualquer planejamento. Faz-se necessária uma forte determinação para dar continuidade ao plano, especialmente, se ele envolver a criação de uma cidade para as pessoas que ainda não vivem nela. Serão necessários de oito a quinze anos para mudar a população e a dinâmica de uma cidade. Isso não se encaixa tão facilmente nos ciclos políticos. Em alguns casos, o impulso para a mudança precisa partir de um nível superior do sistema político. Em Pittsburgh, nos Estados Unidos, os líderes de universidades procuraram aproveitar o legado da cidade como a “cidade do aço” para ajudá-la a tornar-se um centro de inovação. Em outras regiões, líderes empresariais ou outros representantes de comunidades podem encabeçar tal mudança. Seja quem for o responsável pela criação do planejamento, essa pessoa deve agir rapidamente para reverter todo e qualquer declínio em termos de receita ou população. Muitas cidades precisam começar a trabalhar imediatamente para identificar de quem elas precisam para impulsionar a economia. Assim que tiverem identificados quem serão os habitantes no futuro, elas poderão dedicar-se à criação do ambiente adequado para atraí-los. *Charles Schramm é sócio da KPMG no Brasil 12 • empresariodigital.com.br

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mídias Novas alternativas de conexões Fotos: Renato Suzuki OABA Mídia, promovido pela Associação Brasileira dos Anunciantes na quinta-feira passada, em São Paulo, abriu com Sandra Martinelli, Presidente Executiva da entidade, dando boas-vindas ao público e destacando que o evento se pauta no pilar da ABA: Marketing para Transformar. O evento fomentou o debate enriquecedor sobre os desafios e novas alternativas de conexões entre os meios e seus resultados. Em seguida, subiu ao palco o primeiro vice-presidente da ABA, e vice-presidente jurídico e de assuntos corporativos da Johnson & Johnson, Sérgio Pompílio. Orlando Lopes, CEO do Kantar Ibope Media, comandou o painel Impactos da recessão nos investimentos publicitários no Brasil. Com moderação do jornalista Heródoto Barbeiro, o palestrante comparou o otimismo vivido em 2009 com os dias atuais. Para o futuro, ele afirmou que o mercado exterior continua de olho no Brasil e que, nos próximos anos, deve entrar dinheiro no País. O segundo painel do ABA Mídia, intitulado “Métricas eficientes para a mídia OOH”, debateu o panorama mundial do out of home. Mediado por Marco Frade, Diretor de Mídia da Unilever, o encontro reuniu Daniel Simões, Sócio-diretor Geral da 14 • empresariodigital.com.br

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Eletromídia, Ana Célia Biondi, Diretora Geral da JCDecaux, Eduardo Alvarenga, Presidente da ABMOOH e CEO da Elemídia, Violeta Noya, Presidente da Otima, e Lizandra Freitas, Presidente da Clear Channel. “Dois movimentos foram fundamentais para amplificar a mídia externa no Brasil: a entrada de grandes players, impulsionados pela tecnologia e pela maior profissionalização; e medidas políticas para regulamentar a Lei Cidade Limpa, pois foi um marco no mercado de mídia externa, mudando o posicionamento dos players. O ambiente urbano passa por uma transformação, já que as pessoas começam a reconhecê-lo como patrimônio”, disse Violeta Noya. Big Data e mensuração de audiência foi tema do painel internacional que trouxe ao Brasil Andrew Green, Global Head of Audience Solutions da Ipsos Connect. De acordo com Andrew Green, a internet realmente mudou a maneira de se mensurar audiência, de se captar o consumidor, mas não se pode esquecer que a decisão de compra nem sempre vem de um clique. “No Brasil, 85% da nova geração os chamados millenials já aderiram a essas tecnologias móveis. E 42% da geração anterior possuem esses aparelhos”, disse Green. Marcelo Trípoli, Sócio da Ref+T, mediador do painel, perguntou a Green como um gestor de marketing pode entender o que vale a pena ser mensurado. “Vou responder de uma forma específica: o digital é uma alavanca, mas o que vale é uma combinação de estudos e dados”, respondeu ele. No quarto painel “O protagonismo do vídeo no novo contexto da mídia”, Natacha Volpini, Head of Digital & Content da Heineken Brasil, foi moderadora e recebeu Julia Lamaison, Media Research & Insight Director da GfK (UK), Fátima Pissara, CEO da Vevo, e Rafael Ziggy, Diretor de Criação da Agência Africa. Julia Lamaison apresentou um estudo sobre o consumo mundial dos conteúdos de vídeo e TV linear, realizado pela GfK no ano passado. O estudo apontou que jovens entre 16 e 24 anos veem mais conteúdo no computador (39%) do que pessoas com mais de 55 anos (30%), sendo que estas assistem TV com mais frequência (50%). Um assunto que vem tirando o sono das marcas e dos veículos - os adblockers e adfrauds - foi tema do quinto painel com apresentações de Luiz Kroeff, Consultor de Desenvolvimento de Negócios da Tomorr\\\ Américas, Luciana Burger, Head da ComScore Brasil (adfraud), Pedro Silva, Presidente do IVC, André Vinicius, Managing Director do UOL (adblock), e moderação Henrique Belmonte, Gerente de Mídia da Telefônica Vivo e Vice-presidente do Comitê de Mídia da ABA. Luiz Kroeff abriu o painel fazendo uma analogia aos dias que vivemos hoje com o filme Blade Runner. “Estamos procurando replicantes. Este é o trabalho ao combater o adfraud: separar o que é um clique sintético e o que é humano”, disse. Pedro Silva, Presidente do IVC, começou a palestra afirmando que os adblocks é uma tecnologia que existe há bastante tempo e evita que anúncios sejam carregados. Acredita-se que 46% da audiência online no Brasil faça uso desta ferramenta. “A Global Alliance for Digital Assurance desenvolveu uma ferramenta que verifica se há algum tipo de adblock no browser. “É como um termômetro: mostramos se o doente está com febre”, comparou ele. O Senior Vice-President, Enterprise Estrategy at AOL Platforms Vijay Rao veio ao Brasil para apresentar o sexto painel do ABA Mídia. O debate “Tecnologia e mensuração de resultados: como a mídia de performance está transformando o mercado” foi moderado por Érica Campbell, Diretora de Mídia da L´Oréal e Presidente do Comitê de Mídia da ABA. A mídia programática nada mais é que um mecanismo que permite aperfeiçoar campanhas publicitárias online e está incorporado nas plataformas do Google e Facebook, por exemplo, principais players de ad tech. O processo de automatização da compra da mídia permite acesso a dados para determinar quais são as pessoas adequadas que serão atingidas. Para exemplificar a ferramenta, Rao mostrou o funcionamento da plataforma ONE da AOL Platforms. “O objetivo é melhorar os resultados das campanhas programáticas em mídia digital, utilizando táticas programáticas eficientes e eficazes”, disse Rao. Encerrou o evento o painel “Veículos: transição, adaptação e reinvenção”, com participação de Tiago Afonso, Diretor Corporativo de Marketing do Grupo Abril, Marcelo Benez, Diretor Executivo Comercial da Folha de S.Paulo, Sergio Sitchin, Diretor Comercial da Band, e Fred Muller, Diretor Comercial da Globosat. O moderador foi Daniel Aguado, Gerente Sr. de Comunicação e Marca da Latam. Tiago Afonso mostrou o que a Abril vem fazendo para se reinventar. A editora criou o Go Box, um clube de assinaturas e o Go To Shop, uma forma de os consumidores comprarem no site o que veem no conteúdo das revistas. “Em parceria com o Google, fizemos o Launch in the Box, que mostra o que as pessoas buscam quando compram carro, que tipo de conteúdo influencia”, diz ele. A exemplo do que acontece na Abril, a Folha tem um estúdio em que coloca o seu conteúdo com DNA do veículo para produzir novas soluções, inclusive para anunciantes. Durante as Olimpíadas, a Globosat contou com 56 canais transmitindo ao vivo e, segundo Muller, foi a primeira vez que um canal transmitia uma programação 100% ao vivo - foi um case. “O publisher tem o potencial de gerenciar e integrar o conteúdo em suas diversas plataformas”, finalizou. O ABA Mídia aconteceu no Hotel Renaissance, em São Paulo. Mais informações sobre os painéis: www.aba.com.br empresariodigital.com.br • 15

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