Transvista Primaverão Ciclo II

 

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Description

transvista primavera verão

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1 transvista: Poesia pra transver mundo.

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O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê. É preciso transver o mundo. Manoel de Barros

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Arte da Capa e entransvistada de Primaverão: Martha de Barros 3

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Colaboradores desta edição: Alessa F. Melo Ana Beatriz Henriques Ana Kehl de Moraes Analu Cristina Andréa Garcia Andrea Lopes Antonio Hélio   Bárbara Moraes Benette Bacellar Bruna Savini Camila de Sá Camila Eleuterio Carol Araujo Cecília de Santarém Cicí Andrade Cláudia Barral Cris Rangel Daniela Meira Dopamina Enzo Boffa Erico De Jesus Santos Évellin Keith Da Collina Igor Marques Janaína Moitinho Jefferson Santana Juliana Catellani Kate Arabe Katy Illy Laís Mathias Lara Lima Lívia Kishimoto Lucas Lopes Lucas Vieira Luci Savassa Luz Ribeiro Maércio Leandro Fadini Maria Rachel Nanci Mariana Menezes Marilia Freitas Rossi Marta Cavallini Martha de Barros Matheus José Mineiro Michele Santos Mila Bottura Monica Marques  Noubar Sarkissian Junior Priscila Ribeiro Rafa Carvalho Rodolfo Horoiwa Samuel Giacomelli Sylvia Marien Tamara Castro Thamata Barbosa Thássia Moro Thiago Cohen Thyago Bezerra Vanessa Carvalho Vanessa Rosires 

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Núcleo de Poesia, poetas e artistas colaboradores compartilham suas poesias mais verdadeiras, pois inventadas, a cada estação do ano, buscando um encontro entre temporalidades e afetos não passíveis de cronometragem, um arranjo singelo de cores (cromos), carinhos e temporais! Bem-vindos à edição de PRIMAVERÃO: dedicada às ondas, às flores, às sereias, aos pescadores, ao olhar de gratidão, aos pedidos de perdão, ao abraço das anciãs, às pausas, aos desvios, aos retornos, às infinitudes dos encontros, desencontros e todas as reencontrâncias possíveis. Nesta, o projeto Transvista encerra seu segundo ciclo de estações e agradece toda ponte que se abriu dentro e fora da gente e entre imaginários e entre gentes. Para fechar esta fase com chave de ouro, temos a honra de apreciar a Entransvista com Martha de Barros, artista plástica de beleza e encantaria, filha do querido poeta Manoel de Barros, que de algum modo também é pai desta experiência nossa e a quem dedicamos eternos agradecimentos. 5

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entransvista Martha de Barros O OLHO VÊ: Meu processo criativo necessita de tudo um pouco. Preciso estar livre de obrigações e saciada de arte. Vou muito ao cinema, ver filmes de arte, que me inspiram. Acabei de assistir “A pintura” de Gerhard Richter, um pintor maravilhoso. Estou relendo “A desumanização”, de Valter Hugo Mãe. Gosto do mar, para meditar e me abastecer de natureza.

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Martha de Barros. Nostalgia de Mar I - 37cm x 32cm - 2014 9

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entransvista Martha de Barros A LEMBRANÇA REVÊ: Minhas lembranças afetivas são sempre boas. Todos na família com muito humor, viagens para a fazenda, convívio com pessoas simples e a liberdade da natureza. Lembranças de árvores, rios, bichos e o pantanal, que ficaram dentro de mim! Hoje tenho o mar perto de mim. Não escolhi ser artística. A arte fez sempre parte de minha vida.

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Martha de Barros. Nostalgia de Mar II - 36cm x 31cm - 2014 11

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entransvista Martha de Barros A IMAGINAÇÃO TRANSVÊ: Meu imaginário, nem eu conheço. Penso que a pintura tem sua própria linguagem e cada um vê de uma maneira. O importante é conseguir se comunicar. Sobre desenhar e ilustrar poemas, a poesia é visceral e está presente em toda parte de minha vida. Mas é preciso trabalhar, transpirar, fazer e desfazer e acreditar. Tem que haver uma obsessão, porque não há confirmação no que presta. Como disse o poeta, só há confirmação no que não presta. O resto é poesia também...

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Martha de Barros. Nostalgia de Mar IV - 36cm x 30cm - 2014 13

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rosa branca uma rosa branca por todas as cores e gêneros das flores uma rosa branca por todas as cores e gêneros das flores. Rafa Carvalho

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Rafa Carvalho você, que sabe tudo de verdes e de azuis por favor, me diz qual a cor dos olhos de chico onde reside cada sereia e o que fazem quantas contas tem o colar de minha mãe você, me conta os segredos da madrugada canta algo mais lindo que as conchas encante qualquer encanto que seja de águas você, profundo conhecedor das coisas mensura o amor que vem do ventre de onde vem você, que pretende tanto ter amado me aponta onde é que fica o coração do mar 15

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