Jornal Empresários - Setembro 2016

 

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FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Lentes especiais protegem contra doenças causadas por luminosidade excessiva O uso continuo de computadores, tablets e smartphones pode causar danos à visão sem o uso de uma proteção capaz de filtrar os raios ultravioletas. Página 6 ANO XVII - Nº 201 www.jornalempresarios.com.br FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Nova sede do Sebrae na Enseada do Suá terá mais de seis mil metros quadrados O projeto ganhou o XII Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa, que é o maior da América Latina, recebendo o reconhecimento na categoria “Green Building”. Página 4 ® do Espírito Santo SETEMBRO DE 2016 - R$ 4,50 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA O Centro agoniza A crise e a falta de um programa eficaz de revitalização provocaram o fechamento de dezenas de lojas. Página 10

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2 SETEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. EDITORIAL A indústria brasileira paga o pato Medidas adotadas este mês nos critérios para aprovação de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão deixando alguns setores empresariais de orelha em pé, principalmente no que se refere ao estímulo à importação de produtos para as áreas automotiva e agrícola. O banco anunciou que as medidas são transitórias, devendo ter validade até junho de 2017. A partir de agora, o banco estima que estarão amenizados os efeitos da variação cambial sobre o aumento nos custos de produção do setor industrial. Após esse período o banco acena com a revisão das regras para o credenciamento de fornecedores nacionais às linhas de crédito da instituição de fomento, o que também já foi pedido pela Anfavea para aumentar a previsibilidade das condições de mercado. O questionamento é que a medida pode implicar na redução de participação da instituição de desenvolvimento em benefício dos bancos privados. Isso porque o maior financiador da infraestrutura industrial do País, o BNDES, por meio da alteração de suas prioridades de financiamento, segundo a presidente da instituição, Maria Silvia Bastos, reduziu de 60% para 50% do valor mínimo de conteúdo nacional para credenciar bens de capital ao financiamento pelo Finame, um dos programas do banco. Fazem parte dessa relação caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e outros tipos de equipamentos industriais. Segundo informou o banco através de comunicado oficial na terça-feira, 6, a medida foi tomada para compensar os efeitos da depreciação cambial. A alta do dólar, de cerca de 50% nos últimos dois anos, aumentou substancialmente o valor em reais dos componentes importados usados na produção de máquinas e veículos. Com isso, produtos antes credenciados ao financiamento pelo Finame corriam o risco de sair da lista de bens financiáveis pela linha que oferece os juros mais baixos do mercado brasileiro – e por isso é responsável por mais de 60% das vendas de caminhões e ônibus no País. O banco financia setores estratégicos para a economia brasileira, oferecendo melhores condições que os bancos privados. A medida se insere no planejamento do BNDES de rever, de forma estrutural, a metodologia de cálculo do índice de nacionalização, tendo em conta a perspectiva da competitividade da indústria brasileira, e está alinhada às demandas apresentadas por entidades representativas do setor. “A atual redução do índice mínimo de conteúdo nacional busca evitar que empresas industriais fiquem desenquadradas das regras de financiamento por questões de efeitos cambiais", disse o banco, em comunicado. Essas máquinas e equipamentos atendem aos mais variados setores da economia, desde fábricas de calçados até agronegócios. O setor é um dos que tem mostrado alguma reação nos últimos meses. As medidas adotadas pelo BNDES remetem a um tradicional perfil da economia brasileira: exportador de commodities, matéria prima essen- cial para países industrializados, mercadoria importante para nações em desenvolvimento. A economia do país desfruta, há décadas, de forte aquecimento nesse setor, mas, por outro lado, necessita agregar valor através de meio e produtos acabados, e, para tanto, precisa de estímulos oficiais. Nesse aspecto, as alterações das regras do BNDES para a nacionalização de peças e equipamentos estrangeiros podem estimular ou funcionar como fator de retrocesso à indústria nacional. Deve-se ressaltar, também, que as medidas adotadas pelo BNDES atendem a uma solicitação da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), representantes de empresas sediadas em outros países, que já comercializam seus produtos a preços considerados muito altos, se comparados com outros mercados. Considere-se, ainda, a crise atual que o País atravessa, depois da desaceleração da economia chinesa, maior parceiro comercial do Brasil e grande importador de commodities. A desaceleração do crescimento chinês tem causado efeitos perversos no Brasil. A redução das importações fez com que o preço das commodities - matérias-primas negociadas nos mercados internacionais – despencasse e atingisse o menor nível da história. As medidas trazem de volta documento encaminhado pela Confederação nacional da Indústria (CNI), segundo o qual os empresários pedem o ajuste fiscal, reformas na legislação trabalhista e de tributação, aumento das concessões em infraestrutura, avanços na área de comércio exterior, melhores condições de crédito para as empresas e a suspensão de novas obrigações acessórias que aumentam o custo e a burocracia. Recentemente, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançou uma campanha de apoio à cassação da ex-presidente Dilma Rousseff intitulada “Não vou pagar o pato”. Na ação, os representantes do empresariado paulista pedem a redução de impostos, além de estímulos à economia que possibilitem o aporte de capitais estrangeiros. No entanto, se forem consideradas as medidas adotadas nos últimos dias, como essas do BNDES, quem vai pagar o pato são setores da indústria nacional e a própria população, que irá consumir produtos com preços mais elevados. Pesam sobre isso recentes declarações de importantes porta-vozes do governo em defesa de corporações sediadas em outros países, cujo objetivo não é, necessariamente, pagar o pato por nós, brasileiros, mas sim ter um suculento pato sobre a mesa. Aliás, a própria campanha da Fiesp, com um nível de produção de fazer inveja a qualquer um, não teve seus custos divulgado pela entidade, que se recusa a dizer quanto gastou. Uma demonstração de falta de transparência de um setor que muito exige do poder público, mas que, na realidade, dá muito pouco em troca, principalmente quando se sabe que instituições desse tipo têm em seus cofres quantias significativas de dinheiro público. ■ LUIZ MARINS Desafie-se nesta Primavera Aprimavera é a mais bonita das estações. Após o inverno, ela significa o renascer, o desabrochar, o novo, a alegria, etc. Mas o que tem a ver a chegada da Primavera com a empresa? Quero chamar a sua atenção para duas coisas. Do ponto de vista da empresa, aproveite a Primavera para fazer as pessoas prestarem atenção aos detalhes, às pequenas coisas, às coisas que nem sempre damos importância, às pessoas que estão “escondidas” dentro de nossa empresa. Na empresa, faça esse exercício a partir da análise da natureza na Primavera. Quanta coisa muda na natureza nesta época e nem sempre damos atenção. Uma nova flor, pássaros que cantam em nossa janela ou mesmo a chuva que começa a chegar e possibilitar o plantio. A partir da análise dessas coisas, traga a mesma análise para sua empresa e veja quanta coisa bonita existe dentro da empresa e não vemos, não queremos ver, ou nos acostumamos tanto com a “paisagem” que nem percebemos mais. O carinho e os elogios daquele cliente, a simplicidade daquele fornecedor, a simpatia daquele prestador de serviços. Veja que as grandes virtudes estão nas pequenas coisas, nas coisas simples. Veja como você pode trazer o espírito da Primavera para dentro de sua empresa, fomentando ainda mais a harmonia, o trabalho em time, a compreensão das diferenças, etc. Do ponto de vista pessoal, faça a mesma coisa, desafie-se a viver a Primavera e traga a Primavera para dentro de sua vida. Preste atenção no sorriso de uma criança - seu filho, sua filha, seu neto, sua neta, seu irmão, sua irmã. Preste atenção às pequenas coisas. Ao carinho de quem preparou o alimento que você está comendo. Aos detalhes de uma mesa bem arrumada. Nos cuidados que sua esposa tem com sua casa e em algum aspecto de sua mulher ou marido que você nunca prestou muita atenção. Renasça e desabroche com a Primavera. Seja mais humano, mais simples, mais cuidadoso, faça tudo com mais atenção como a natureza nos ensina. Vivemos num mundo agitado, violento, e corremos o risco de passar batido por esta que é a mais bela de todas as estações. Viver a primavera é um enorme desafio, especialmente para quem vive nas grandes cidades, no ambiente urbano, nos escritórios fechados, nas fábricas. Desafiar-se a viver a primavera é ampliar as fronteiras da sensibilidade. É prestar atenção às pequenas maravilhas da natureza e à beleza da criação. É agradecer pela saúde e pela vida. Desafiar-se a viver a primavera é dar boas-vindas à chuva que agora vem para fazer as plantas brotarem. É desafiar-se a plantar uma árvore, a sentir o perfume de uma flor escondida à beira da estrada. É parar para ouvir os pássaros cantando mais felizes e res- peitar um ninho improvisado à beira de um telhado. Desafiar-se a viver a primavera é diminuir o ritmo frenético do fazer sem pensar e pensar nas coisas definitivas da vida que você deve cultivar - saúde, família, amigos, lembrando que só assim você terá sucesso nas coisas transitórias. Desafiar-se a viver a primavera é respeitar mais os colegas de trabalho. É cuidar da segurança, fazer as coisas com maior atenção aos detalhes e comprometer-se com o sucesso de seus clientes internos e externos. Aproveite, pois, a primavera para ajudar o mundo em que vivemos tornar-se mais humano, mais fraterno, mais respeitoso. A natureza, com certeza, fará a sua parte. Ela nos dará muitos motivos para que assumamos esse desafio. Agora é nossa vez. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

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4 SETEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Sebrae constrói sede na Enseada do Suá O edifício terá 6.820m², com salas, auditórios, estacionamento, bicicletário e excelente localização OServiço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae ES) terá novo endereço em Vitória, oferecendo mais conforto a quem procura pelos serviços da instituição. A nova sede, que ficará na Enseada do Suá, já está em construção e as obras estão bem avançadas. A primeira etapa de infraestrutura da obra já foi finalizada, com conclusão de 100% da escavação e execução do muro de contenção em todo o perímetro da obra. Essa parede, conhecida como parede diafragma, tem uma profundidade de 18 metros, em concreto armado. Nas próximas etapas estão previstas a escavação e cravamento das estacas metálicas. Para isso, será necessário rebaixar o lençol freático – que se encontra a 1,20m da superfície – ou seja, retirar toda a água, permitindo que as próximas ações sejam executadas. A assinatura da Ordem de Início dos Serviços foi realizada no dia 9 de meio de 2016 e a empresa paranaense, Oikos Engenharia, vencedora da licitação, terá 570 dias para concluir o serviço. De acordo com o superinten- dente do Sebrae ES, José Eugênio Vieira, as obras estão sendo acompanhadas de perto por uma equipe da instituição. “Queremos garantir um bom serviço e manter todos informados sobre o andamento desta obra, principalmente os moradores do entorno para que tenham tranquilidade quanto o que está sendo feito”, explicou. A nova sede do Sebrae vai beneficiar os empreendedores que procuram atendimento na instituição. “O espaço é mais acessível para quem procura a instituição. O Sebrae terá auditório próprio e salas amplas e confortáveis para a realização das capacitações. Além disso, a localização vai facilitar o deslocamento das pessoas, que poderão ir de ônibus ou veículo próprio, já que o entorno possui várias vagas de estacionamento e é mais movimentado que o Centro da cidade a noite”, garantiu José Eugênio. A obra foi projetada com 6.820m², divididos entre salas, auditórios, vagas de garagem e bicicletário. Um dos destaques da obra é a preocupação com o meio ambiente: a execução em concreto, vidro e estrutura metálica reduz custos, tempo e volume de resíduos. Além disso, o FOTO: ANTÔNIO MOREIRA O projeto ganhou o XII Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa e recebeu o reconhecimento na categoria “Green Building” projeto investe em iluminação natural, reuso de água, ventilação cruzada, “parede verde” – proteção termoacústica com grama – e geração de energia solar. O local foi tão bem estruturado que, no final de 2015, o pro- jeto da nova sede institucional do Sebrae ES foi premiado no XII Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa, o maior prêmio de arquitetura da América Latina. O projeto recebeu o reconhecimento na categoria “Green Building”. A nova unidade ficará locali- zada na Enseada do Suá, em frente à Capitania dos Portos, ao lado do Hortomercado e terá o dobro de área construída da sede atual. ■ JANE MARY DE ABREU Está tudo bem Apesar de ser uma velha conhecida nossa, a morte ainda causa espanto e desespero entre os seres humanos. A consternação diante da morte do ator Domingos Montagner foi outra demonstração do quanto estamos despreparados para aceitar o inevitável. O motivo disso é que somos desconhecidos de nós mesmos. Não sabemos quem somos, de onde viemos e nem onde estamos indo. Se não sabemos nada a respeito da nossa vida, também não sabemos nada a respeito da morte. São processos naturais, que deveriam ser muito bem vindos. Se pensarmos na morte como um fim, uma derrota, aí o entendimento se complica, mas se entendermos a coisa como ela realmente é, como uma etapa na evolução humana e um degrau a mais na jornada espiritual, a compreensão fica mais fácil. A passagem pela terra não tem promessa de ser eterna, o universo jamais nos assegurou isso. Somos hóspedes do planeta, tudo existe para ser desfrutado por algum tempo. O sentimento de posse é que nos faz desejar o que não podemos ter para sempre. As flores e os animais nascem, florescem e morrem. Por que com o homem teria que ser diferente? Não aprendemos a morrer, estamos por demais presos à matéria, por isso a morte nos parece absurda e injusta. Tem outro fator a ser considerado: Gastamos tempo demais com as futilidades inventadas pela sociedade, somos incentivados o tempo todo a viver na superficialidade, nos contentando com o mundo das aparências e alimentando o sonho de um dia ser feliz de verdade. “Quando as crianças crescerem... quando eu me for- mar... quando eu me casar....quando eu me aposentar... aí sim poderei fazer aquilo que me aconselha o coração... O problema é que a vida não espera, a morte não obedece a nenhum planejamento humano e nem respeita qualquer cronologia. De repente, e não mais que de repente, ela surge, e aí a pessoa se dá conta de que não viveu e já está indo embora. Deve ser mesmo desesperadora essa constatação. Quando não há débito algum com a vida, quando vivemos conscientemente e estamos em dia com o querer do coração, descobrimos que tudo se desdobra perfeitamente, não há porque temer o próximo passo. Somos seres espirituais passando por uma experiência material e não o contrário, daí a necessidade do Ocidente começar a entender a Educação Espiritual como uma necessidade na vida em família e tam- bém nos currículos escolares. Isso não tem nada a ver com religião, mas com Espiritualidade, que eu defino como o olhar atento sobre si mesmo e o exercício permanente das virtudes humanas – amor, bondade, gratidão, lealdade, desapego, honestidade, compaixão. O autoconhecimento é a base de tudo. Se não sei quem sou, como poderei entender o mundo à minha volta? A pessoa que aprende a viver, não tem medo da morte, porque ela sabe que a vida tem uma continuidade inquebrantável porque o espírito é imortal. Os jornais deram pouco destaque à mensagem dos índios da tribo Tafkea, que participaram da novela Velho Chico, embora ela tenha trazido um ensinamento precioso a respeito da morte. Os índios não passaram por nenhuma universidade, mas demonstraram grande sabedoria quando dis- seram: “A novela contou todos os mistérios do rio, e esse é mais um deles. O Domingos se tornou um ser de luz, pois a água não tira a vida, ela nos dá a vida. Fiquem felizes pela alma dele, pois quando ele entrou no rio, se despediu do corpo e da alma, nasceu em outro mundo”. É isso... a morte é a maior de todas as ilusões. No plano espiritual, ela representa apenas o segundo nascimento, a volta pra casa. Do outro lado da existência, há milhões de almas comemorando a volta do Domingos, que brilhou em sua breve passagem pela terra. Missão cumprida, palmas para ele, está tudo bem... ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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6 SETEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Lentes que filtram a luminosidade Problemas causados pela permanente exposição às telas de celulares e computadores podem ser evitados Quem trabalha diariamente e durante horas nos computadores, tablets e smartphones certamente já sentiu cansaço, dores e outros problemas nos olhos causados pela exposição excessiva à luminosidade. Uma pesquisa realizada em 2013 concluiu que cerca de 97% dos brasileiros relataram sintomas como olhos secos, coçando ou lacrimejando, ofuscamento e cansaço durante o uso desses equipamentos digitais. Porém, hoje, quem sofre com os sintomas de uma visão muito exposta às telas já pode se proteger e usá-las com mais conforto. O diretor geral das Óticas Paris, Getúlio Gomes de Azevedo, explica que a lente com filtro azul, uma novidade do ramo, bloqueia os raios azuis emitidos pelos equipamentos, responsáveis pelo cansaço e por danos aos olhos. “Esses raios azuis são naturais, existem nos raios solares, mas a incidência deles aumenta muito com o uso de equipamentos eletrônicos como tablets e celulares, que emitem esses raios. O excesso deles pode causar problemas ao longo de anos de exposição, como a catarata e o glaucoma. A lente com filtro azul protege desses raios e serve como um protetor solar para os olhos”, explicou Getúlio. O filtro azul é um tratamento ao qual qualquer lente transparente pode ser submetida, seja ela com grau ou até mesmo sem grau, para quem quer apenas ter a proteção. As lentes fotossensíveis, que são transparentes em ambientes fechados e escurecem com a exposição à luz solar, também podem receber o tratamento. De acordo com Getúlio, a re- cepção dos clientes a esse novo filtro tem sido muito boa. “Essa lente não tem contraindicações, pode ser usada por crianças e por adultos, em qualquer armação. A diferença de preço entre essa lente e uma lente sem o filtro azul muitas vezes não chega a 20%. Até os próprios médicos já estão começando a recomendar”, apontou o diretor geral da Paris. Além disso, há outra vantagem: por bloquear os raios azuis, a lente com filtro azul também ajuda na equalização da melatonina, o conhecido “hormônio do sono”, cuja produção é estimulada pela escuridão e inibida pela luz. O uso dos smartphones e computadores à noite faz com que muitas pessoas percam o sono, já que a luz emitida pelos equipamentos provoca um desequilíbrio no hormônio do sono. A lente com filtro azul elimina o problema, nessa situação. HISTÓRIA - Com inspiração na cidade-luz, centro da cultura e da moda mundial, as Óticas Paris nasceram em 1979, na Capital do Espírito Santo. A primeira loja aberta foi no centro de Vitória. O laboratório da Paris é um dos primeiros e mais modernos do Estado, onde trabalham profissionais capacitados para garantir qualidade nas lentes produzidas. Atualmente, as Óticas Paris são divididas em 11 lojas em toda a Grande Vitória e sua rede conta com quase 100 funcionários - alguns chegam a ter 34 anos de empresa. FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Lentes especiais bloqueam os raios nocivos e evitam enfermidades FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Getúlio Gomes de Azevedo, fundador e dirigente das Óticas Paris LOJAS VITÓRIA ■ JARDIM DA PENHA: Rua Maria Eleonora Pereira, nº714, loja 17, Ed. Brusque. Telefone: (27) 3215-5424 ■ ALEIXO NETO: Rua Aleixo Netto, nº1159, lojas 01 e 02. Praia do Canto. Telefone: (27) 3026-8516 ■ SHOPPING CENTRO DA PRAIA: Av. Nossa Senhora da Penha, nº 570, loja 35, Praia do Canto. Telefone: (27) 3382-3019 ■ SHOPPING VITÓRIA: Av. Américo Buaiz, nº200, loja 116 (1º piso), Enseada do Suá. Telefone: (27) 3382-3021 ■ SHOPPING VITÓRIA: Av. Américo Buaiz, nº200, loja 216 (2º piso), Enseada do Suá Telefone: (27) 3382-3023 ■ SHOPPING NORTE SUL: Av. José Maria Vivacqua Santos, nº400, loja 137, Jardim Camburi. Telefone: (27) 3317-9800 VILA VELHA ■ SHOPPING DA TERRA: Av. Jerônimo Monteiro, nº1690, loja23 (térreo), Centro. Telefone: (27) 3229-1139 ■ SHOPPING VILA VELHA: Rua Luciano da Neves, nº2418, loja 1020, Divino Espírito Santo. Telefone: (27) 3533-2120 ■ SHOPPING PRAIA DA COSTA: Av. Doutor Olívio Lira, nº353, loja 109 D (1º piso), Praia da Costa. Telefone: (27) 3149-9720 ■ SHOPPING PRAIA DA COSTA: Av. Doutor Olívio Lira, nº353, loja 306 A (3º piso), Praia da Costa. Telefone: (27) 3329-7003 CARIACICA ■ SHOPPING MOXUARA: Rodovia BR 262, km 05, nº6555, L2 LJ 212G, São Francisco. Telefone: (27) 3375-5105 Exposição dos olhos aos raios ultravioletas pode causar nove doenças oculares Mesmo no inverno, a incidência de raios ultravioleta (UVA e UVB) tem sido alta. Portanto, ninguém deve sair de casa sem proteger os olhos com óculos escuros. De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, o acessório é imprescindível e deve ser usado até mesmo nos dias nublados. “A exposição exagerada aos raios solares pode causar, no mínimo, nove doenças oculares: câncer de pele, câncer da conjuntiva (membrana mucosa e transparente que reveste e protege o globo ocular), pinguécula (espessamento da conjuntiva), pterígio (fibrose da conjuntiva), ceratite (inflamação da córnea), catarata (opacificação do cristalino), degeneração do vítreo (responsável por manter a forma esférica do olho), retinopatia solar (queimadura da retina) e degeneração macular (deterioração da visão central).” Neves explica que a luz invisível é composta por raios infravermelhos e ultravioletas. Enquanto a radiação infravermelha é percebida em forma de calor, a ultravioleta desencadeia reações que vão desde o bronzeamento até queimaduras e foto alergias. “Para se proteger das radiações, todos devem fazer uso diário de protetor solar para pele e óculos de sol com filtro UV nas lentes. Vale ressaltar que é fundamental que os óculos blo- queiem entre 99% e 100% dos raios UVA e UVB. Não adianta optar por modismos, cópias de grandes marcas ou óculos genéricos que não ofereçam nenhuma garantia nesse sentido”. O especialista diz que a proteção UV vem de uma camada de agentes químicos aplicada na superfície da lente e que existem, inclusive, lentes transparentes com 100% de proteção. Já com relação à escolha da cor das lentes, o médico diz que é uma combinação de gosto pessoal e de função. “Com exceção da lente preta, que é mais indicada no pós-operatório ocular, as demais cores de lentes devem levar em consideração sua utilidade. As lentes de cor cinza e marrom proporcionam bastante conforto visual e são as preferidas de quase todo mundo. Quem dirige bastante ou já passou dos 60 anos costuma dar preferência às lentes verdes, que oferecem melhor visão de contraste. Por outro lado, as lentes amarelas são ideais para quem vai dirigir à noite, porque reduzem o desconforto dos faróis em direção ao motorista. Quem pratica muita pescaria, esportes náuticos, caça ou ainda é adepto dos esportes na neve deve optar por lentes de cor púrpura ou vermelha, porque aumentam a visão de contraste em ambientes com fundo azul ou verde.” Neves diz que os óculos devem se ajustar bem aos dois la- dos do rosto para que os raios solares não penetrem pelas laterais. Por fim, o médico adverte que os adultos devem cuidar mais da visão de seus filhos. “Os pais, às vezes, têm dois ou três óculos de sol para usar, mas acham natural que suas crianças saiam de casa sem qualquer proteção ocular. Trata-se de um erro grave, porque os efeitos nocivos do sol são cumulativos e podem se manifestar antes que se espere. Por isso, toda criança deve ter bons óculos de sol – incluindo os bebês – e deve ficar à sombra entre 10h e 14h, período em que os raios UV são mais fortes. Chapéus e bonés também devem ser usados nesses casos”. ■

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8 SETEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A sombra dos edifícios residenciais já cobre grande extensão das praias em Vila Velha e em determinados horários se projeta mar adentro Praia vai perder último pedacinho de sol A cada dia novas construções reduzem os espaços ensolarados e podem afastar frequentadores das praias e turistas Oassunto não é novo. Quem frequenta as praias de Vila Velha, principalmente a Praia da Costa e a de Itapuã, já enfrentou o problema da sombra dos prédios na areia da praia. Muitas vezes, ainda no início da tarde, os banhistas que querem aproveitar um pouco mais do sol precisam se deslocar entre as sombras dos prédios e procurar os pequenos pedaços expostos que ainda existem sem construções. O presidente da Associação de Moradores de Itapuã (Ami), Flávio Pires, estima que mais da metade da orla de Itapuã seja sombreada pelos prédios a partir das 14h. “Esse é um problema antigo da cidade que está sendo discutido agora por conta do novo Plano Diretor Municipal (PDM). Não é só em Itapuã, ele também atinge as praias da Costa e de Coqueiral. Na associação de moradores, recebemos muitas reclamações e pedidos para tentar intervir, buscar uma solução, mas é complicado lutar contra construtoras que têm muita força”, considerou Flávio. Flávio explicou que a única orientação que a associação de moradores pode dar é para que a população participe das audiências do PDM. “Debatemos bastante essa questão. Incentivamos a participação dos moradores nas audiências do PDM, porque é via PDM que conseguiremos resol- ver esse problema. Como no passado a construção foi liberada, mais da metade da orla tem sombreamento. Hoje, incentivamos a participação da comunidade nos debates, que é o único caminho que temos para solucionar esse problema”. Além do problema do sombreamento sobre as praias, Flávio atenta para outro ponto que prejudica a mobilidade urbana e a infraestrutura de Vila Velha: os prédios são muito grandes e muitas vezes as ruas de Vila Velha não estão preparadas para receber o grande número de carros circulando ou estacionados pelas suas vias, o que acaba por agravar o problema da mobilidade urbana. “É um transtorno, porque o morador tem que se deslocar para locais mais distantes e isso gera incômodo. Fora isso, também tem todo o problema da mobilidade urbana. Esses prédios são muito grandes e muito altos, mas em vários locais a cidade não está preparada para o grande trânsito de veículos, nem para o estacionamento. As ruas são muito estreitas e na mobilidade urbana, isso influencia negativamente”, retratou. E o problema tende a se agravar cada vez mais. Na esquina das avenidas Jair de Andrade e Gil Veloso, na orla de Itapuã, está sendo construído o edifício Marina Bay, da RS Construtora. O edifício contribui para o aumento do som- breamento na orla da praia e a construção já está em estágio avançado. De acordo com o presidente da associação de moradores, sequer houve notificação sobre a construção do edifício. “Não fomos notificados de nada, não tivemos nem acesso ao projeto. Não soubemos sequer quantos andares seriam construídos”. A RS Construtora, responsável pelo projeto, foi demandada para falar sobre o assunto, mas não deu retorno até o fechamento desta reportagem. A Prefeitura de Vila Velha informou, por meio de nota, que a questão do sombreamento da orla da praia vem sendo discutida junto com as comunidades nas reuniões técnicas da elaboração do novo PDM e que o assunto também foi levantado na audiência pública no mês de junho de 2016. Ainda de acordo com a prefeitura, os estudos que serão feitos e apresentados para aprovação em audiência pública e que deverão estar previstos no novo PDM irão garantir que os novos empreendimentos venham a ter sua altura limitada para que não venha a causar sombreamento na orla de Vila Velha, conforme já demostrado pela população. Já o empreendimento Marina Bay que teve o seu nome alterado para Marina Tower, vem sendo realizado pela Construtora Itapuã Investimentos e teve sua primei- ra aprovação em fevereiro de 2009. O mesmo se encontra com seu alvará de construção em dia, conforme legislação vigente, de acordo com a prefeitura. O Ministério Público Federal informou que existe uma ação civil sobre a sombra dos prédios nas praias da Costa e de Itapuã. Nos últimos andamentos, o MPF conseguiu uma liminar que impede a construção de prédios na orla até que a prefeitura faça um estudo sobre a altura máxima dos prédios para que não dê sombra na praia. De acordo com o Ministério Público, a prefeitura chegou a fazer um agravo, que é um recurso para tentar impedir essa liminar, mas este foi negado pela justiça. Assim, o juiz pediu que o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) entregasse documentos com mais subsídios para se avaliar o impacto desse sombreamento. Esses documentos foram anexados à ação e agora serão avaliados pelo MPF até o final do mês de setembro. ■ SAIBA MAIS ■ O problema do sombreamento na orla da Praia da Costa e Itapuã, em Vila Velha, é antigo. A partir das 14h, a posição do sol em relação às praias faz com que a sombra dos prédios incida sobre a areia e até sobre o mar. Assim, os banhistas são impedidos de se expor ao sol; ■ O presidente da Associação de Moradores de Itapuã (Ami), Flávio Pires, estima que mais da metade da orla de Itapuã seja sombreada pelos prédios. Ele orienta que os moradores participem das audiências do Plano Diretor Municipal (PDM). ■ A Prefeitura de Vila Velha informou que a questão do sombreamento está sendo discutida junto com a população nas reuniões técnicas da elaboração do novo PDM e que o assunto também foi levantado na audiência pública no mês de junho de 2016. ■ A prefeitura informou, ainda, que estudos serão feitos e apresentados para aprovação em audiência pública. No novo PDM, esses estudos vão garantir que os novos empreendimentos tenham limite de altura, para que não causem sombreamento na orla de Vila Velha. ■ O Ministério Público Federal informou que existe uma ação civil sobre a sombra dos prédios nas praias da Costa e de Itapuã. Nos últimos andamentos, o MPF conseguiu uma liminar que impede a construção de prédios na orla até que a prefeitura faça um estudo sobre a altura máxima dos prédios para que não dê sombra na praia. ■ O Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) entregou ao MPF documentos com mais subsídios para avaliar o impacto desse sombreamento que serão avaliados até o final do mês de setembro.

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16 ANOS Desabamento estimula vistorias em edifícios VITÓRIA/ES SETEMBRO DE 2016 9 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA As inspeções dos órgãos de fiscalização passaram a ser mais rigorosas depois do desabamento da área de lazer do Grand Parc O acidente atingiu mais de 300 veículos estacionados na garagem Odesabamento do condomínio de luxo Grand Parc Residencial Resort, na Enseada do Suá, em Vitória, já completa dois meses. Por estar localizado em uma das áreas mais nobres de Vitória, despertou o questionamento de muitos cidadãos a respeito da segurança em condomínios e das vistorias que devem ser realizadas. Os questionamentos acerca da segurança do condomínio coincidiram com o retorno da discussão, na Câmara Municipal de Vitória, a respeito do Projeto de Lei 170/2015, que dispõe sobre o termo de entrega de obras e determina a obrigatoriedade da realização de laudo de inspeção predial e do plano de manutenção preventiva e periódica das edificações e equipamentos na cidade. A nova lei determina que os responsáveis pelas edificações construídas em Vitória façam inspeções e manutenções a cada cinco, três ou dois anos, de acordo com a data de expedição do Alvará de Habite-se. Previsto em lei, o laudo de inspeção predial e as manutenções periódicas deverão ser feitos por profissionais habilitados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea-ES) ou do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-ES). A responsabilidade pela contratação destes profissionais é inteiramente do proprietário daedificação,masaquelesque comprovarem não possuir condições de arcar com os custos podem requerer assistência técnica gratuita. O prefeito Luciano Rezende chegou a vetar o projeto de lei, mas o veto foi derrubado pelos vereadores na segunda semana do mês de agosto. Agora, contando o prazo de 60 dias, o Executivo Municipal tem até o mês de outubro para regulamentar o projeto de lei. A prefeitura ouvirá os representantes de segmentos envolvidos com essa questão, além da sociedade, seguindo o conceito de gestão compartilhada, para a construção dessa regulamentação. O desabamento do Grand Parc Residencial Resort aconteceu por volta das 3 horas da manhã do dia 19 de julho. No laudo realizado pela Defesa Civil sobre o acontecimento, consta que demorou 1h22 entre o primeiro sinal e o desabamento completo da área de lazer. Após o desabamento, moradores relataram à Defesa Civil que já havia rachaduras na área da piscina. O local onde aconteceu o desa- bamento segue interditado por tempo indeterminado. O acidente deixou quatro pessoas feridas, sendo o síndico, Fernando Marques, e os funcionários André Luiz Fernandes, Braz Luís Piva, e Alan Martins; e uma pessoa morta, o porteiro Dejair das Neves, de 47 anos, que chegou a ficar desaparecido nos escombros por cerca de 15 horas. O Corpo de Bombeiros Militar atuou assim que foi comunicado do desabamento da área de lazer do edifício e ficou durante uma semana trabalhando no local. Já a Polícia Civil ainda não se manifestou sobre o trabalho realizado pela perícia na área de desabamento do edifício Grand Parc. O delegado responsável pelo caso só falará com o término das investigações. A PC também não fez divulgação de nenhum laudo pericial sobre o desabamento da área de lazer do edifício. LEI SOBRE MANUTENÇÃO E INSPEÇÃO PREDIAL ■ O Projeto de Lei 170/2015, de autoria do vereador Serjão Magalhães, dispõe sobre o tempo de entrega de obra, laudo de inspeção predial e do plano de manutenção preventiva e periódica das edificações. ■ Ele foi aprovado pelos vereadores de Vitória, que derrubaram o veto do prefeito Luciano Rezende, em meados de agosto. ■ Agora, a lei deverá ser regulamentada em até 60 dias, com prazo final no mês de outubro. ■ A nova lei determina que os responsáveis pelas edificações façam inspeções e manutenções a cada cinco, três ou dois anos, de acordo com a data de expedição do Alvará de Habite-se. ■ Previsto em lei, o laudo de inspeção predial e as manutenções periódicas deverão ser feitos por profissionais habilitados pelo Crea-ES ou do Conselho de Arquitetura e Urbanismo. ■ Os proprietários de edificações que comprovarem não possuir condições de arcar com os custos podem requerer assistência técnica gratuita. Cyrela e Incortel afirmam que todas as medidas de segurança foram tomadas A construtora Cyrela e a incorporadora Incortel se pronunciaram por meio de nota sobre as ações posteriores ao desabamento da área de lazer do condomínio Grand Parc, que aconteceu em julho deste ano. A Cyrela informou que, desde o incidente, está prestando toda assistência à família da vítima, o porteiro Dejair das Neves, assim como definiu acordo individual de cooperação com cada família do condomínio no que diz respeito à hospedagem. O condomínio está interditado pela Defesa Civil para apuração do ocorrido, com autorização para a realização de serviços emergenciais. A empresa afirma ainda que foram tomadas as providências para garantir a segurança e preservação do local e dos apartamentos. Por fim, a Cyrela reforçou que está à disposição das autoridades e colaborando integralmente para apuração dos fatos. A Incortel comunicou que administrou a obra com o rigor necessário e estrita observância aos projetos fornecidos. Informou ainda que a laje foi execu- tada há mais de sete anos, com cordoalhas adquiridas integralmente da empresa Belgo Mineira, do grupo ArcelorMittal, fornecedor reconhecido internacionalmente pela qualidade dos produtos. Também realizou junto a laboratórios renomados todos os ensaios do concreto fornecido, atendendo aos requisitos da norma brasileira. De acordo com a Incortel, o empreendimento foi entregue há mais de seis anos, e, neste período, nenhuma solicitação foi recebida pela empresa para prestar assistência técnica. A Incortel também afirmou que não vai se antecipar aos resultados da perícia, pois “qualquer manifestação seria leviana, tendenciosa e um desrespeito às autoridades competentes, com as quais estamos colaborando integralmente”. A empresa declarou, também, estar acompanhando criteriosamente os trabalhos periciais para que a apuração seja imparcial, baseada em fatos, conforme ordenamento jurídico vigente, para alcançar os verdadeiros motivos que causaram o acidente. ■

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10 SETEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS O Centro de Vitória agoniza A região não tem uma política permanente de revitalização e enfrenta o resultado da crise na área econônica Tema destacado em campanhas políticas, a revitalização do centro de Vitória não sai do papel e os projetos divulgados não conseguem ser concretizados inteiramente e, muitas vezes, contribuem para dar à área um aspecto de colcha de retalhos, com vários remendos à vista. Na realidade, o centro agoniza, e as lojas fechadas mostram o nível do abandono, gerado por falta de políticas públicas específicas e a crise na economia. A crise econômica, que já é falada há mais de dois anos por economistas e especialistas do setor, ainda tem grandes repercussões na prática. No comércio, um dos principais pilares da economia do Espírito Santo, a recuperação ainda demora. Muitos pequenos estabelecimentos perderam a força para se manter e fecharam as portas. Sem estímulos na área eco- nômica e de serviços, o Centro se transformou em local para a apresentação de show em praça pública e atrações no teatro Carlos Gomes, no SescGlória e em pequenos pagodes em bares da Rua Sete. No dia-a-dia, o Centro abriga pessoas em situações de rua, a maioria com problemas relacionados ao uso do crack,e assaltantes, gerando medo e insegurança. Alguns dos números mais alarmantes do comércio estão no Centro de Vitória. Na avenida Jerônimo Monteiro, de 132 lojas existentes, 26 estão fechadas. Isso significa quase 20% do total de lojas existentes na avenida. Contando com as lojas fechadas nas adjacências, o resultado é o assustador número de 56 lojas fechadas na região. Além do fator crise, outro cenário que justifica o esvaziamento do centro da cidade é o crescimento dos centros comerciais Na região da Avenida Jerônimo Monteiro, 56 lojas permanecem fechadas em outras cidades da Grande Vitória, principalmente nas regiões das avenidas Central, de Laranjeiras, na Serra, e da Expedito Garcia, em Campo Grande, Cariacica. O crescimento desses centros comerciais e, mais do que isso, o surgimento de diversos shoppings dessas cidades fez com que o público, que antes se deslocava em um trajeto longo e difícil até a Capital para realizar as compras, passe a consumir produtos com a mesma qualidade perto de onde vivem. Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, a falta de credibilidade nas autoridades brasileiras afetou sensivelmente o comércio capixaba. “Com isso, o índice de desemprego atingiu o maior patamar das últimas décadas. Mais de 11 milhões de brasileiros perderam seus empregos”, destacou. FOTO: ANTÔNIO MOREIRA FOTO: ANTÔNIO MOREIRA O tradicional Mercado da Capixaba continua abandonado Empresas familiares foram as mais atingidas O otimismo econômico gerado a partir do ano de 2012 foi uma alavanca para que muitos micro e pequenos empresários optassem por abrir seus negócios familiares. Porém, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, afirma que os negócios administrados por familiares fossem os mais atingidos. “Entre 2012 e 2013, vivemos uma época de otimismo fabricado, com uma quantidade enorme de lojas criadas. Isso fez com que muitos micro e pequenos empresários abrissem seus estabelecimentos, muitos dos quais familiares. Com a crise e a falta de suporte, essas empresas não resistiram. A maioria não tinha como arcar com suas contas mensais, além da carga tributaria altíssima. Isso fez com que milhares e milhares de empresários declinassem de seus pequenos negócios”, considerou Sepulcri. De acordo com o presidente da Fecomércio, os setores mais atingidos da economia capixaba foram a pequena indústria de vestuário, a construção civil, serviços e comércio. Sepulcri explicou que o próprio desemprego e a diminuição do poder de compra influenciam na queda desses setores durante a crise. Porém, diante da nova conjuntura política e econômica do país, a esperança é de que o comércio capixaba retome seu crescimento. “Se você diminui o poder de compra, automaticamente existe uma queda nas vendas em que o comerciante é obrigado a demitir. Agora, estamos no período de ressuscitar o comércio. Não vamos sonhar com grandes demandas, mas nós já estamos começando a respirar e a tendência é melhorar”, ponderou. ■

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16 ANOS VITÓRIA/ES SETEMBRO DE 2016 11

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12 SETEMBRO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS

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