Jornal do Sintufes - Maio - 2014 - nº 151

 

Embed or link this publication

Description

Jornal do Sintufes - Maio - 2014 - nº 151

Popular Pages


p. 1

GREVEBOLETIMDA Que venha a Copa!EDIÇÃO ESPECIAL DO INFORMATIVO MENSAL DO SINDICATO DOS TRABALHADORES NA UFES – Nº 151 – MAIO DE 2014 – SINTUFES FILIADO À FASUBRA GREVE É FORTE E FICA CADA DIA MAIOR! Já estamos em campo há mais de 60 dias, na luta pelas educação e saúde 100% públicas de qualidade nas universidades brasileiras e nos hospitais universitários, respectivamente 1 - Grande mobilização, 15/05 2 - Caravana nacional, 06/05 4 - Enterro da Governança da EBSERH 28/03 5 - Assédio da PF, 25/03 Veja nesta edição informações sobre os dois primeiros meses da GREVE DA CATEGTORIA! São os técnico-administrativos lutando por suas reivindicações, contra os desmandos da Reitoria e para salvar o HUCAM da EBSERH! 3 - Ufes 60 anos: “Exigimos respeito”! 05/05 6 - Greve começa, 17/03

[close]

p. 2

2 BOLETIM DA GREVE INFORME DO COMANDO Greve na Copa e com queda da Dilma! Em 17 de março a Fasubra iniciou a greve dos técnico-administrativos em Educação. Após isso, o Sinasefe já deflagrou greve, fazendo fortalecer a greve da base da Fasubra. Outras categorias de servidores federais também estão a um passo da greve. O magistério estadual está há mais de um mês parado. Diversos professores municipais também paralisam suas atividades. A Copa vai ter 64 jogos em 31 dias de competição. Dilma despenca nas pesquisas. E os trabalhadores vão seguir na sua luta por suas reivindicações, fazendo se valer destes importantes momentos políticos (POIS A COPA TAMBÉM É POLÍTICA!), que acontecem no Brasil. Não vai ser legal um País em Greve em meio à Copa do Mundo. Dilma se desespera; e a categoria faz a greve ficar a cada dia mais forte para aumentar o desespero da presidente e da classe política que vai tentar se reeleger em outubro. Seguimos em luta! Comando de Greve do Sintufes CNG EM BRASÍLIA! LUTA DA CATEGORIA FAZ REUNIÃO ACONTECER! Foto:Fasubra GREVE NA RUA! Trabalhadores levam para as ruas a greve da Ufes E mostram o apoio à luta de outras categorias. Manifestações indicam que Copa do Mundo será de protestos da classe trabalhadora Foto: Rodrigo Binotti N Dia dos Trabalhadores: categoria sai às ruas em defesa das reivindicações do movimento o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador, paredistamaisumavezfoiàsruasdeVitória(foto 1º de maio, o Comando Local de Greve do 1 da capa deste boletim). Sintufes esteve nas ruas de Marcílio de “3 mil trabalhadores nas ruas. Foi o povo na Noronha, em Viana, mostrando e reforçando a luta pelo povo, na luta por uma educação e saúde greve da categoria para a população. O ato tam- públicas de qualidade, gratuitas e que ofereçam bém contou com a participação de outros sindi- condições e salários dignos a seus trabalhadores catos e movimentos sociais de luta. e melhores serviços à população sem recorrer à GRANDE MOBILIZAÇÃO. No mês dos 60 anos privatização. E vamos seguir na luta na Copa, de- da Ufes, a greve completou seus 60 dias. Dois poisdelaatéalcançarmosavitória”,destacouore- dias antes disso, em 15 de maio, o movimento presentante doComandodeGreveWellingtonPereira. APOIO Foto: Luciano Gomes Ocupação do MPOG fez governo mudar agenda e receber o Comando Nacional de Greve Em 07 de maio, o governo alterou sua agenda, descendo do seu pedestal de intransigência e recebeu o Comando o Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra para uma reunião no Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG), em Brasília. “Isso só foi possível por conta da ocupação pelos trabalhadores do MPOG, o que garantiu que o governo recebesse a Fasubra e o Sinasefe. O governo ficou de apresentar uma resposta até o dia 22 de maio”, informou o representante do Comando Nacional de Greve e do coletivo Vamos à Luta, Luis Antônio Araújo. A ocupação do MPOG e a reunião aconteceram um dia após a marcha da Caravana Nacional dos técnicos, que levou mais de 1,5 mil TAE’s às ruas da capital federal (foto 2 da capa desta edição). Nas ruas em solidariedade à greve dos terceirizados da PH Em 12 de maio, o Sintufes saiu às ruas em apoio à greve dos trabalhadores terceirizados da empresa PH Serviços (base do Sindilimpe). Os trabalhadores da PH fazem a limpeza nos campi, mas a empresa não joga limpo com eles. “Apoiamos essa luta em solidariedade e também porque a Reitoria pode resolver isso. Por isso cobramos que o reitor suspenda o repasse do dinheiro da PH e pague a esses trabalhadores”, apontou o representante do Comando de Greve de Goiabeiras, Filipe Fermino. EXPEDIENTE: INFORMATIVO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES NA UFES SINTUFES - Avenida Fernando Ferrari, s/nº, Campus Universitário, Vitória, ES - Tel: (27) 3325-6450. Fax: (27) 3227-4000. Subsede - Avenida Marechal Campos, s/nº , Campus de Maruípe, Vitória, ES - Tel: (27) 3335-7262, Fax(27) 3315-3444. Diagramação: Nova Pauta Comunicação. Edição e fotos: Luciano Gomes MTb-ES/01743. Os textos publicados neste jornal são de inteira responsabilidade da Diretoria Colegiada do Sintufes.

[close]

p. 3

BOLETIM DA GREVE 3 UFES 60 ANOS Técnicos exigem respeito Em greve, trabalhadores técnico-administrativos reforçam sua importância para o funcionamento dos campi em solenidade no Teatro Universitário Fotos: Luciano Gomes e Sintufes Reitor, vice-reitora, diretores de centro, ex-reitores biônicos, políticos e outras autoridades em ternos e vestidos chiques sentados na plateia aguardavam pela solenidade que marcou os 60 anos da Ufes, no Teatro Universitário, campus de Goiabeiras, em Vitória, no dia 05 de maio de 2014 (foto 3 na capa desta edição). Mas aquela solenidade chata, cheia de agradecimentos e “massagens de egos”, deu lugar a um protesto do Comando Local de Greve do Sintufes (CLG), em greve desde 17 de março. Trabalhadores mostravam cartazes com palavras de ordem, enquanto o representante do CLG Wellington Pereira fazia um discurso de pouco mais de seis minutos, ratificando a luta da categoria contra as práticas antidemocráticas e desrespeitosas por parte dos que pensam que “mandam na Ufes”. “Não temos tido o devido respeito, somos tratados como categoria de segunda classe. São 60 anos de opressão, sem paridade no voto para Ainda em março, no dia 26, a categoria cobra da Reitoria respeito aos trabalhadores e à greve! RU: seguranças armados intimidam atividade de greve, em 07 de maio Seguranças com armas impedem trabalhadores e estudantes de cobrar apoio ao Consuni, em 17 de abril reitor. 60 anos de machismo e coronelismo, onde nunca tivemos uma reitora. São 60 anos de corporativismo docente, onde os técnicos não podem ser reitores. E de minimização de 10% nos conselhos decisórios dessa universidade. São 60 anos de entrega à iniciativa privada. Como presente, a universidade entregou o Hospital Universitário à EBSERH”, destacou Pereira. Ele ainda cobrou respeito, uma vez que os técnicos ajudaram e ajudam a produzir e a construir a Universidade: “exigimos respeito. A Ufes deve aprender a conviver e bem com os três segmentos que a representam”, pontuou. REITOR “PAGA” DE DEMOCRÁTICO. O mestre de cerimônia chamou o espaço dado ao Sintufes de “quebra de protocolo”. E que isso ia ao encontro da democracia da atual gestão da Ufes. Ora, se fosse mesmo democrática, o discurso do Sintufes estaria na programação. E o fato de ter sido uma “quebra de protocolo” só reforça que a Ufes não dá o devido respeito aos seus segmentos. RU – REGIMENTO UNIVERSITÁRIO? Mais um ato de desrespeito foi no dia 07 de maio de 2014, o restaurante universitário (RU), no campus de Goiabeiras, parecia mais um Regimento da Segurança Patrimonial da Ufes. A mando da Reitoria e da direção de Segurança, seguranças armados tentaram coagir trabalhadoras grevistas. “Foi uma atitude covarde, na tentativa de coagir nosso movimento em frente ao RU, como acontece em todas as greves. E a covardia foi contra um grupo formado especialmente por mulheres, pois muitos trabalhadores estavam na marcha em Brasília”, frisou a representante do Comando Local de Greve Ana Hoffman. Outra atitude coercitiva e desrespeitosa com os técnicos foi no dia 17 de abril, quando o Comando Local de Greve foi à Reitoria cobrar apoio do Conselho Universitário ao movimento. Seguranças armadas impediram a entrada de trabalhadores e de estudantes que apoiam a greve na sala dos Conselhos. CEUNES: “DIRETOR SE ACHA DITADOR” O Centro Universitário Norte do Estado (Ceunes), em São Mateus, sofre os reflexos da falta de democracia e do autoritarismo que emanam da Reitoria. “Esse diretor do Ceunes se acha um ditador, querendo afrontar os grevistas, retirando tenda, cartazes, assediando trabalhadores. Não vamos tolerar esse desrespeito. E a categoria já mostrou que não vai aceitar essa repressão, pois a greve vem ficando forte no campus de São Mateus também”, assinalou o representante do Comando de Greve do Sintufes José Magesk. ALEGRE TAMBÉM NA LUTA Em Alegre o assédio da diretoria também é grande. Mas a resposta da categoria é do mesmo tamanho. E o movimento paredista segue forte no campus do Centro de Ciências Agrárias, no Sul do Estado.

[close]

p. 4

4 BOLETIM DA GREVE XÔ, EBSERH! “FORA, GOVERNANÇA”! A greve nacional é contra a EBSERH. Mas o Comando luta para retirar os atuais gestores, que “em nada têm a ver com a realidade do Hospital” Aluta da categoria em defesa do Hucam e contra a EBSERH é destaque nacional. Não mento do Hucam e de como deve ser feita a gestão do hospital. E contam com apoio do reitor, que já não con- Fotos: Luciano Gomes é de hoje que o Sintufes trabalha segue administrar nem os demais contra a Empresa e em favor do campi. Fora, governança. Saia e leve Hospital Universitário 100% públi- com você a EBSERH”, afirma a repre- co e de qualidade. sentante do CLG, Alvaléria Cuel. É ponto de reivindicação nacional que o governo federal volte atrás e acabe com a EBSERH, salvando os HU’s desta empresa que nada tem a ver com a oferta da saúde pública para a população. Para o Comando Local de Greve do Hucam (CLG), quem também não tem nada a ver com o Hucam é a go- vernança da EBSERH. “O superintendente e seus ge- rentes, diretores que fazem a gestão do hospital não têm capacidade para isso. Não entendem do funciona- Categoria já “enterrou” superintendência e “demais governantes”. Só falta o reitor “enterrá-los” também! EBSERH: a maior vergonha para a Saúde pública e para os HU’s! MAIS DESRESPEITO! “Federal no campus”?! Dia 25 de março de 2014 já entrou para história do Hucam como mais um exemplo da vergonha que acontece no Hospital Universitário, desde a entrada da malfadada da EBSERH, que representa a privatização da Saúde pública. A POLÍCIA FEDERAL ESTEVE NO HOSPITAL! E não foi para apurar a falta de medicamentos, o descaso da gestão da EBSERH com pacientes, as obras intermináveis! A PF, a mando da GOVERNANÇA DA EBSERH, com armas na cintura à mostra foi no Comando Local de Greve do Hucam intimidar trabalhadores em greve, colocando o dedo em riste no rosto de uma grevista! “E mais um absurdo que só acontece no Hospital por causa dessa EBSERH. A Federal foi investigar o sumiço de prontuá- Há tanta coisa para Polícia investigar no Hucam. Mas ela atende a governança para intimidar grevista. “Absurdo”! rios, mas já partiu para acusação, apontando dedo na cara e dizendo que os prontuários foram extraviados pelos grevistas. Mas eles estavam arquivados. Um absurdo, uma falta de respeito que conta com respaldo da Reitoria”, critica a integrante do Comando Janine Teixeira. ACORDO DE GREVE É PARA CUMPRIR, REITOR! Em reunião no dia 10 de abril, no Hucam, em Vitória, o reitor, diante do Comando de Greve do Sintufes e da Governan- ça da EBSERH, garantiu o cumprimento e a ma- nutenção dos termos do acordo de greve de 2013! Promessa é dívida! Não vá quebrar, REItor! O termo garante as 30 horas para o Hucam; a não subordinação dos trabalhadores da Ufes lotados no Hucam à Ebserh, entre outros pontos. PAUTAS: Confira no site www.sintufes.org.br os demais pontos de pauta do termo de acordo de greve de 2013 do Hucam. Confira ainda as reinvindicações da pauta interna dos trabalhado- res da Ufes. E a pauta nacional da categoria! Acompanhe as informações também pelo Facebook do Sintufes! Imprensa destaca a greve sempre com seu viés ferino e de ataque ao movimento. Sem falar que a imprensa dá mais credibilidade a estudantes que a trabalhadores, pois a “denúncias de estudantes de Medicina em relação ao Hucam” foram capa em jornal do Estado. Mas o Sintufes faz essa denúncias muito antes daque- les estudantes terem entrado ali.

[close]

Comments

no comments yet