Revista pepper 46 2

 

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BSB CAPITAL DO NARGUILÉ Os melhores lugares da cidade para você conhecer essa cultura COLUNAS Ecologia, cinema, gastronomia e muita pimenta! ENTREVISTA As bandas Scalene e Trampa contam como Brasília influenciou no rock’n’roll de cada uma RIO 2016 Separamos tudo que poderia dar errado, mas deu certo nos Jogos Olímpicos #saudadesOlimpíada nº 46 Ano 03 Setembro/2016 www.revistapepper.com.br

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#SUMÁRIO 06 #LAZER Você curte fumar um narguilé? Separamos os melhores bares de Brasília para os seus momentos de descontração. 10 #ENTREVISTA Que Brasília é a capital do rock, todo mundo já sabe. Agora, quais são as influências brasilienses na carreira das bandas Scalene e Trampa? Eles são os nossos entrevistados do mês! #RECEITADOMÊS 04. – As panelas não podem parar! Armando barros dá uma deliciosa receita de cuscuz. Rápido, prático e do seu jeito! #OLIMPÍADA 8. – Os Jogos Olímpicos acabaram e já deixam saudades... Vamos relembrar o que rolou no Rio de Janeiro? #EXPEDIENTE Publisher Sérgio Donato Contaldo jornalismo@revistapepper.com.br Editora Natália Moraes jornalismo@revistapepper.com.br Assessor Administrativo e Financeiro Valéria Negreiros Redação Abner Martins Natália Moraes jornalismo@revistapepper.com.br Publicidade comercial@revistapepper.com.br Revisão Conttexto.com helenacontaldo@conttexto.com Estagiário Mateus Fraga Mirelle Bernardino Colaboradores Sérgio Assunção J. Carlos Jr Ramalho Romolo Lazzaretti Fernando Cabral Carlos Henrique A. Santos Lisiane Cardoso Armando Barros Diego Lara Zé Maria Ulles Antônio Augusto Cortez #COLUNAS #CINEMA 05. – O colunista e cinéfilo, Zé Maria Ulles, faz sua crítica para dois grandes filmes: Warcraft e Alice Através do Espelho. #ECOLOGIA 09. – Se fomos capturados, significa que somos Pokémons? Correspondente Pepper Paraíba Jude Alves Site Natália Moraes e equipe Diagramação Gustavo Facundo gustavofacundo@gmail.com Gráfica Gráfica e Editora Rossetto rossetto@brturbo.com.br Contatos (61) 3257.8434 faleconosco@revistapepper.com.br

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04 #RECEITADOMÊS Cuzcuz marroquino, ?PAULISTA, NORDESTINO O que é cuscuz? É um prato árabe originário da região norte da África que é preparado com sêmola de cereais, normalmente o trigo. Tradicionalmente é preparado no vapor de uma cuscuzeira e servido de diversas formas e com inúmeras combinações. Na Tunísia, o cuscuz tem “status” de prato nacional, mas em Marrocos e na Argélia também é muito valorizado nas suas culturas. O cuscuz foi escolhido pelos franceses em 2011, como o prato mais popular. Dá África, ao longo do tempo foi se espalhando. Chegou ao Brasil pelas mãos dos portugueses que já o cosumiam diariamente no século XVI. Aqui descobriram que os índios já tinham um tipo de preparação semelhante, mas utilizando os frutos da terra, a mandioca, o milho e outros. O nome ficou o que veio com os portugueses, mas a forma de preparar ficou as já praticadas aqui. Atualmente, na maioria das vezes, se usa farinha de milho, tanto para o cuscuz nordestino, normalmente doce e consumido com leite e seus derivados, ou para o feito no sudeste, mais conhecido como cuscuz paulista que é salgado e temperado com camarões, sardinhas, azeitonas, ervilhas, tomates, palmitos e o que mais quiserem colocar. Mas hoje vamos dar uma receita e um jeito bem fácil de fazer um cuscuz marroquino. Uma xícara de chá de cuscuz (sêmola de trigo) dá para 3 porções. Sempre a quantidade de água será a mesma da de sêmola, ou seja, para uma xícara de sêmola você vai usar uma xícara de água. Deixe a água ferver, junte uma colher de manteiga ou azeite, coloque em cima da sêmola em uma vasilha e cubra com um pano por uns 10 minutos. Utilize um garfo para soltar Por Armando Barros barros.armando@hotmail.com a sêmola. Tempere com sal e pimenta síria. Você pode agregar uma infinidade de ingredientes, tais como, cogumelos, legumes, frutas, nozes e castanhas. Pode servir com carnes com molho etc. Eu gosto de servir bem leve, corto abobrinha, berinjela e pimentão amarelo bem pequenino e tosto no azeite. Adiciono ainda tomate e cola roxa cortados bem pequenos, salsinha e um pouco de hortelã picado. Agora vá para a cozinha e invente o seu jeito! Bom apetite!

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#CINEMA CRÍTICAS DE UM CINÉFILO WARCRAFTFilme1: Por Zé Maria Ulles ulles@terra.com.br 7,0NOTA D esde o jogo de tabuleiro britânico, “Hero Quest”, (1989) que os Orcs vêm amedrontando anões, magos e toda uma sociedade medieval. Cinco anos depois, surge um jogo de videogame que iria revolucionar o mercado: “Warcraft Orcs e Humans”. Extraído dessa concepção de jogos - tabuleiro, RPG e vídeo - nasce o filme “Warcraft - O primeiro Encontro de dois Mundos”. Mastigando: Líder da tribo dos Orcs se transforma em grande ditador e ordena que todos os clãs se unam para atacar povoados humanos que habitam outro mundo. Para realizar o feito é preciso que atravessem um portal do tempo, enfrentem Orcs amotinados, cavaleiros e magos. O diretor, Duncan Jones, (filho do cantor David Bowie) foi o responsável pelo ótimo filme de ficção científica “Contra o Tempo” de 2011. Agora, com “Warcraft”, ele acerta novamente. Ótimas tomadas! A fita tem bela direção de arte e excelentes efeitos especiais. O vestuário também é destaque. Com tantas imagens virtuais (grande parte dos personagens), o elenco composto por atores reais fica em segundo plano. São eles: Toby Kebbell, Paula Patton e Travis Fimmel. O destaque fica por conta de Dominic Cooper/o mago. Muito bom roteiro... Porém, o excesso de efeitos especiais pode baratear uma produção cinematográfica, porém, em certos casos, deixam tudo muito artificial. “Warcraft” é exatamente isso. Falta alma! Literalmente, chuparam a alma dele... ALICEFilme 2: A ATRAVÉS DO ESPELHO 9,0NOTA E spetacular! Se o som nos remete ao conceito de tempo e a imagem ao de espaço, nesta obra-prima do cinema, ambos nunca estiveram tão bem representados... “Alice Através do Espelho” é um show da Sétima Arte, onde tudo está na medida certa. Tem bela edição de som. Os efeitos especiais são de outra dimensão. A direção de arte deve ganhar vários prêmios. O roteiro é adaptado da obra “Alice Através do Espelho” (1871) de Lewis Carroll. No elenco destacam-se: o ator Johnny Depp (está perfeito), Mia Wasikowdka idem, Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen. Mastigando: Alice entra novamente dentro do espelho e tem por missão salvar a família do Chapeleiro Louco. Para isso, rouba objeto esférico que é a essência (?) do tempo/espaço. Dizem as más línguas que toda continuação é sempre pior que o original... Mas não é sempre assim. É bom lembrar : o sucesso de “Alice no País das Maravilhas” (2010) ganhou vários prêmios e chegou a 22° maior arrecadação de todos os tempos. No Brasil foi a bilheteria do ano! Apesar de tudo isso, a continuação está mais caprichada... A crítica americana está dando média 4,5 (de10) para “Alice Através do Espelho”. Em resumo: se é da Disney é bom... 05 REVISTAPEPPER.COM.BR

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#LAZER 06NA FAEBRRGE DUOILÉ De maneira surpreendente, Brasília se transformou em um paraíso para quem aprecia fumar um narguilé Nos últimos anos, Brasília tem se destacado como um importante polo para os apreciadores de narguilé. Vários bares focados no aluguel dos desses aparelhos estão espalhados por todo o DF, seja no Plano Piloto ou em outras regiões administrativas. Para você não ficar muito perdido, a Revista Pepper fez um compilado de alguns bares para te deixar bem informado sobre cada um. Shisha Bar Se você curte uma comida árabe de qualidade, narguilé e cerveja litrão, esse é o lugar. Muito frequentado por estudantes da UnB, o bar vive lotado e nem sempre é fácil arrumar mesa, principalmente de quinta a domingo. O Narguilé custa R$ 20,00 e não é dos melhores, mas se você fuma apenas pela fumaça não vai se importar muito. Endereço: 410 norte Funcionamento: Terça a domingo de 15:00 à 00:00 Alibaba Já o Alibaba é sempre lotado por alunos do UniCeub. Costuma lotar quinta e sexta antes do almoço, por volta das 11 horas da manhã. É difícil olhar nas mesas e não ver um litrão de cerveja acompanhado de um grande narguilé. A variedade de essência é grande e o preço é satisfatório, R$ 20,00 por sessão. Endereço: 704/705 norte Funcionamento: Segunda a sábado de 11:00 à 01:00 Tanura Arguile Lounge Com um ambiente muito bacana, o Tanura está sempre cheio nos finais de semana. A comida é boa e o narguilé também. Um ótimo bar para ir na sexta ou no sábado com os amigos e escutar uma música (trilha sonora com muito pop, hip hop e até rap). O preço do narguilé não ajuda tanto, R$ 35,00 e cerveja apenas long neck. Endereço: 408 sul Funcionamento: Segunda a domingo de 16:00 à 00:00

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Por Mateus Fraga Fotos: Divulgação/Reprodução EM BRASÍLIA Hezerta Lounge Bar O Hezerta já é um velho conhecido dos apreciadores de narguilé de Brasília. Localizado no sudoeste, é difícil encontrar mesa nos sábados e sextas. É mais um bar para quem gosta de beber cerveja de litrão e fumar. O preço do narguilé é satisfatório, mas a qualidade nem tanto, R$ 18,00 por sessão. Endereço: 101 sudoeste Funcionamento: Terça a domingo 16:00 à 01:00 Rosh Hookah Lounge O Rosh é um bar pra quem realmente curte fumar um narguilé de qualidade. O ambiente é bem descontraído e sempre está tocando uma música, seja rap, hip hop, sertanejo ou pagode. Cerveja é apenas de garrafa long neck e o preço da sessão de nargui é R$26,00 a essência convencional e R$ 35,00 a essência premium. Endereço: QE 17 Guara II Funcionamento: Segunda a domingo 16:00 à 01:00 Hassan Sabores Árabes Um dos pioneiros da cultura do narguilé em Brasília, o Hassan é conhecido por todo mundo do movimento. Bem localizado, o bar é conhecido por sua comida, pelo narguilé de qualidade e pela cerveja, seja litrão, 600ml ou long neck. O preço do já é um pouco salgado, a partir de R$ 33,00 a sessão de narguilé. Endereço: Gilberto Salomão, lago sul Funcionamento: Segunda a sábado de 11:00 à 00:00 Burn Shisha Bar Com dois ambientes, o Burn Shisha é um dos muitos bares que abriram nos últimos anos. Com cerveja apenas long neck, o bar está sempre cheio durante a noite nas sextas e nos sábados e a proximidade com o UniCeub de Taguatinga só colabora para o aumento do movimento no bar. Uma sessão de narguilé com essência convenciona custa R$ 25,00 e R$ 35,00 com essência premium. Endereço: Praça das Garças,Águas Claras (em frente ao UniCeub) Funcionamento: Segunda a domingo de 17:00 à 01:00 07 REVISTAPEPPER.COM.BR

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08 #OLIMPÍADA RIO 2016RESUMÃO DA OLIMPÍADA Por Redação Fotos: Divulgação O mundo inteiro desembarcou no Rio. Mesmo com o clima de tensão antes do evento, pudemos presenciar uma das mais belas aberturas de todos os tempos. O Rio de Janeiro conseguiu solucionar alguns problemas de mobilidade e de segurança, esse por meio de um intenso patrulhamento realizado por policiais militares, membros da Força Nacional e das Forças Armadas. Separamos alguns dos pontos que merecem destaque nas duas semanas de Olimpíadas: Terrorismo: O único ato de terrorismo que presenciamos nesses Jogos Olímpicos foram os dois saques errados no final do tie-break do jogo de vôlei da seleção feminina. Quem quer ganhar o ouro não pode cometer esse tipo de erro, punido com eliminação e fim do sonho do tri. Durante a olimpíada, também presenciamos diversas explosões controladas pela polícia, mas em todos os casos se tratavam de objetos e mochilas esquecidos pelos donos. Torcida: O comportamento da torcida brasileira causou bastante controvérsia. Em todos os esportes, os torcedores vaiam adversários e exaltam os brasileiros. O comportamento incomodou alguns atletas e dirigentes do COI. Na final do salto com vara, o atleta francês ficou bastante incomodado e chegou a dizer que se sentia na Alemanha nazista. O bom humor da torcida se aflorou quando não havia brasileiros em disputa, com os torcedores torcendo para os juízes, criando músicas a partir de nomes diferentes e torcendo pelas equipes em desvantagem. História mal contada: O nadador americano Ryan Lochte alegou ter sido roubado por homens que se passavam por policiais depois de sair de uma festa na Lagoa Rodrigo de Freitas. O problema é que os supostos ladrões não roubaram nada de valor, os depoimentos foram contraditórios e vídeos da chegada dos atletas mostram que eles não pareciam ter acabado de ser roubados. Mais tarde, descobrimos que na verdade, foi falso o depoimento de assalto. Era tudo história para acobertar a noite de farra e traições. Debandada: O caso foi amplamente abafado, mas algumas centenas de voluntários acabaram debandando dos jogos, os motivos era a jornada de trabalho exploratória, falta de condições de trabalho, comida entre outras dificuldades. Surpresas: Alguns favoritos caíram, como o vôlei feminino e a saltadora Fabiana Murer, mas algumas outras grandes surpresas surgiram, como o saltador Tiago Braz e o pugilista Robson Conceição, que também é o primeiro pugilista brasileiro a receber um ouro olímpico. O que não foi surpresa nenhuma é como o Galvão se tornou um urubu do sucesso. Foi só sentir o cheiro de ouro em algum lugar que ele se tornava o comentarista oficial da disputa. Infraestrutura: O transporte público conseguiu atender bem às pessoas, contudo, houve problemas com o metrô na saída de alguns jogos da noite, que terminavam por volta de uma da manhã. O Parque Olímpico iniciou as atividades com longas filas e problemas no abastecimento de comida. Essas questões foram normalizadas ao longo da primeira semana, mas com um ponto negativo para a segurança, já que as máquinas de raio-x foram deixadas de lado.

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#ECOLOGIA Por Diego Lara diego.contaldo@gmail.com P or que, mom? Pokémon? Catching the Sun é preciso, mais que navegar. A maior fonte de energia não mais pode se esconder de nós. Se é pra queimar nossas cabeças e causar câncer, que utilizemos o reator solar em nosso benefício. Chega de exaurir nossos rios e de fazer sangrias negras em nossa Terra. O American Dream realizou-se. Vejam que espetáculo: é mazela na tela, o doce se foi, o Chico está indo. Mas, com sorriso na novela, tal qual aquarela! O Brasil, outrora adjetivado varonil, provou-se assim. Tamanha virilidade e macheza, sustentáculo de deus donos, há mais ou menos quinhentos anos. Nossas gravatas, coleiras, puras bravatas. Ao tempo do progresso, sem chance de regresso. Sempre pra frente, porém, sem norte. No fim, o pagode. Terra de gigantes, de gigantes bares e gigantes bundas. Com tanta bunda, esqueceu-se do bumba. Do boi não esqueceu-se, principalmente o baby do boi, o bife pedófilo. Carne iguaria como os baby looks que carregam piercings no caminho e não deixam o sorriso passar cada qual com sua dor. A banda passou. Depois da banda, a chuva passou. A chuva de gás. As lágrimas escorridas não derramaram-se no doce ou no Chico que tanto precisam. Derramaram-se nas engenharias pluviais que se unem às engenharias do esgoto. As lágrimas perderam sua chance de ajudar a encher os rios. O que era pra brotar não vingou. De veneno careceu. O solo empobreceu. E pra levantar a bunda gigante do sofá, so far away (de Paula, uma das maravilhas da natureza. Quer coisa mais ecológica?). Pra levantar essa bunda, só mesmo outra tela. Claro que a realidade não se bastaria (Ah meu Deus, era tudo que eu queria!). Foi preciso a tela de uma tela de uma tela de outra tela. Assim, a paisagem novamente apareceu. Mas uma nova paisagem, não uma paisagem ultrapassada com a diversidade tanta, das plantas e dos bichos que temos, essa não, estamos falando aqui de uma nova paisagem, com bichinhos doidinhos e coloridinhos! A paisagem daqui, ao lado, não se vê mais da janela lateral, vê-se da tela frontal. É pokémon, mesmo? Sério mesmo? E por que, mom? Meu amigo Canela, que subiu e esqueceu do que de baixo já não podia ver, diria que é porque mamãe chama, é hora de jantar. Sua pílula está no forno, seu sorriso está moldado e sua felicidade está embalada em prazer. Sem o pé na terra, com dedinho deslizante na tela! Capturar o Chico, para que ele não se vá de vez é complicado, é trabalhoso. Não é motivo pra levantar a bundona do sofá. Capturemos, pois, aquilo que não se encosta. Pra acabar com essa prosa, ficam dúvidas em lógicas capciosas: Se vivemos na rede, significa que estamos pescados? Se estamos pescados, significa que fomos capturados? Se fomos capturados, significa que somos pokémons? 09 REVISTAPEPPER.COM.BR

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10 #ENTREVISTA BRASÍLIA, Mirelle Bernardino Fotos: Divulgação PATRIMÔNIO CULTURAL DO Em pleno 2016, Brasília ainda se mostra descobridora de boas bandas de rock brasileiro. Umas dessas são as bandas Scalene e Trampa, oriundas da capital D e maneira didática no dicionário o “Rock and roll é o nome de um estilo musical que veio da expressão “rocking and rolling”, que quer dizer “balançar e rolar“. Essa expressão podia significar “dançar” ou “fazer sexo”. Nos anos 90 Brasília ficou conhecida por abrigar um número grande de bandas de rock, dentre elas nomes que se destacaram nacionalmente como, Legião Urbana, Raimundos, Capital Inicial que marcaram o cenário da capital. O rock em Brasília, se tornou patrimônio cultural do Distrito Federal no inicio do ano. Neste eixo, muitas bandas honraram suas referências de Brasília! Uma que não poupa talento é a banda Scalene, que leva na bagagem mais de dois milhões de visualizações no Youtube com o clipe “Amanheceu”. Ficaram conhecidos nacionalmente após participar do programa Superstar, da globo. Hoje a banda tem sete anos de formação, com dois EP’s e dois álbuns lançados. O quarteto Scalene, conta com Gustavo Bertoni (guitarra e vocal), Tomas Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe “Makako” (bateria e vocal). Os meninos já se apresentaram em grandes eventos nacionais como o Lollapalooza de 2015 e o South by Southwest (SXSW), em Austin, Texas, EUA. Conversamos com o Gustavo Bertoni, vocalista e guitarrista do Scalene, e o André Noblat, vocalista da banda Trampa, sobre o rock em Brasília. Revista Pepper: Qual é a sensação em ser uma banda brasiliense? Para a banda, quais são as vantagens de morar na capital? Gustavo Bertoni (Scalene): Sempre encaramos isso com naturalidade. Amamos nossa cidade e temos orgulho de ser daqui, mas nunca nos colocamos numa posição diferente por ter surgido da cidade de algumas das grandes bandas dos anos 80. O fato de estar localizado no centro do país é bom por questões logísticas de deslocamento. Além disso, Brasília é uma cidade muito cosmopolita e diversa, temos a oportunidade de absorver um pouco de várias tribos e culturas. É legal fazer parte da representação artística de uma cidade com a identidade ainda em desenvolvimento.

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André Noblat (Trampa): É uma parte muito importante nas nossas influências e na nossa formação musical. Por isso, a gente tem um orgulho muito grande de ter nascido em Brasília. Mas não existe uma vantagem em ter nascido aqui. Às vezes, exige um pouco mais de responsabilidade. A gente vê que em alguns lugares que chegamos, as pessoas têm uma expectativa maior em cima da banda por sermos de Brasília. É legal retribuir isso com bom show. RP: Vocês ainda consideram Brasília a capital do rock? AN: Eu acho que Brasília produz, sim, muitas bandas, até hoje, independentemente de elas estarem no mainstream ou não. Acho que a gente vive um momento de várias bandas da cidade com muita qualidade. Se não somos a capital, somos uma das cidades que mais tem qualidade em bandas – sem desmerecer as outras, obviamente. Nessa geração nova tem muita coisa legal. RP: Quais são as maiores referencias brasilienses de vocês? GB: Brasília é muito nova, grande parte das nossas referências vieram de fora. Elas acabam sendo nossos amigos, professores, técnicos... Mas quem mais vem em mente quando penso nisso é minha vó. Ela foi pioneira e como enfermeira ajudou muita gente. Ela era uma mulher extremamente generosa e trabalhadora. RP: Onde foi o primeiro show no DF? GB: Lago Norte. Churrasco de uns amigos. AN: Foi em 2006, na extinta casa de shows Gates. Abrimos o show de uma banda dcheasmonads adeGrSuBenaargtrotelse.oa,r’dmPmooanrogdAroreru@m, nqahgnoudteemoPafBaiela.czraorioramlscJoamve,r Soundgarden. Era banda de um amigo meu e eles nos deram essa oportunidade RP: Qual dos trabalhos de vocês mais lembra a capital federal? GB: As músicas com teor político. Nós > Eles e Inércia. AN: A gente fez um DVD e agora estamos gravando um vinil chamado Trampa Sinfônica. Esse trabalho foi feito com um ex-maestro da Orquestra do Teatro Nacional, Silvio Barbato. Então sempre foi um trabalho com muita referência na cidade, feito no Teatro Nacional, com um maestro daqui, com a orquestra daqui. E no nosso último trabalho, o Viva La Evolución!, tem uma música chamada “Cidade” que fala um pouco sobre as contradições de Brasília – que tem muitas coisas boas, mas também tem muita coisa ruim. Falamos da solidão, do poder, da política de forma escusa, das negociações. 011 REVISTAPEPPER.COM.BR

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