Jornal Eco da Tradição Setembro 2016

 

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Jornal Eco da Tradição 181 Setembro 2016

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ECO DA TRADIÇÃO - ANO XV - Nº 181 - SETEMBRO DE 2016 50 anos 1966 - 2016 COMEÇARAM OS FESTEJOS FARROUPILHAS POR TODO O RIO GRANDE DO SUL Foto: Rogério Bastos EDITORIAL DO PRESIDENTE Somos todos gaúchos - o adeus a um amigo Página 02 OPINIÃO José Roberto Fischborn fala sobre tecnologia e tradição Página 02 PRÊMIO DE JORNALISMO MTG lança a 2ª edição do seu prêmio de jornalismo Página 05 DICAS PARA ORGANIZAR UM OS LENÇOS E SEUS NÓS Na semana farroupilha DEPARTAMENTO CULTURAL NO CTG aprenda um pouco mais sobre as cores e nós de lenços Página 20 Páginas 16 e 17

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2 Ano XV - Edição 181 Setembro de 2016 Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: conselhoeditorialeco@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Elenir Winck, Sandra Veroneze e Nilton Otton JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Manoela Carvalho Andressa Motter IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade Setembro Valor Plena Parcial Especial Estudantis R$ 1098,01 R$ 942,31 R$ 579,01 R$ 163,80 40% do valor retorna às RTs. MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE PRESIDENTE DE ADMINIS- TRAÇÃO E FINANÇAS: Nilton Otton VICE PRESIDENTE DE CULTURA: Elenir Winck VICE PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente Somos todos gaúchos Que sentimento é este que nos move e que nos toma a todos no mês de setembro, independente de sermos tradicionalistas ou não? A cada setembro renasce esse espírito em cada gaúcho, homem, mulher, criança... A chama crioula percorre todos os rincões de nosso estado e carrega este sentimento, refletindo vontades coletivas e individuais. Que poder é este, fascinante, envolvente, apaixonante, que nos faz trabalhar, abdicar de nossas vontades pessoais, profissionais, e até mesmo familiares, levando a uma dedicação que transcende nosso entendimento? É algo que nos une, fortalece, nos aponta um caminhar único, uma só direção. A cada mate, cevado e compartilhado, temos a oportunidade de refletir sobre nossa sociedade, nossas ações, o que realmente estamos contribuindo ou simplesmente ficamos a exigir, cobrar e não indicarmos novos rumos, novos caminhos, somente preocupados com interesses pessoais, de pequenos grupos. Por isso, a cada ano, setembro chega para revigoramos estas posições, para refletirmos, para quem sabe recomeçarmos, para entendermos o motivo pelo qual festejamos o vinte de setembro. Acima de festas, bailes, comemorações, devemos mergulhar em uma profunda reflexão de nossas posições, ações e comportamento. Este sentimento que invade a todos é algo diferenciado, que nos faz sermos um só. Talvez sejamos os centauros de outrora que defendiam com altivez, coragem, determinação e honradez seus ideais. Mas este sentimento é de pertencimento à nossa identidade regional, nossa cultura, nossas raízes, nossa formação, é algo que vem de geração em geração, é uma apropriação que devemos fazer de nossa história, mostrar quem somos, de onde viemos e para onde vamos, termos orgulho, fazermos valer e respeitar nossas posições. Acima de tudo, de qual- quer evento criado, forma- tado, este algo que perten- ce a todos, o sentimento de sermos Gaúchos, os valores que lutamos para preservar, manter. Setembro permite mergulharmos com inten- sidade neste sentimento que é único, que é nosso, que é do Rio Grande, que nos inflama o peito, enche os olhos ao cantarmos o Hino Rio-Grandense com orgulho e altivez, por- que ele nos identifica, diz quem somos, mostra nos- so DNA. Estes momentos atuais, que vivenciamos, são construídos por todos, pela sociedade, por todas as classes, afinal este sen- timento vem da alma, do coração de cada Gaúcho, é o nosso SER. Dedico estas palavras deste nosso sentimen- to ao grande amigo, que neste momento, quando comecei a escrever, parte para a estância Grande, para onde um dia todos iremos, sem restrição, sem discriminações, que fez deste sentimento uma forma de vida e valori- zação de nossa cultura. Escrevo com o coração apertado e triste. Vá com Deus meu amigo, ex-dire- tor campeiro da 1ª Região Tradicionalista, ex-patrão do DTG Lenço Colorado, Paulo Renato Bellarmino. O sentimento permanece em cada coração e atitu- de dos sul-rio-grandenses. OPINIÃO Por: José Roberto Fischborn Vice-presidente Artístico do MTG Tecnologia e inovação aliados a 50 anos de tradição Parafraseando o amigo Rogério Bastos, “dizia Barbosa Lessa, que a cada geração o tradicionalismo passa por mudanças e adaptações”. Nos dias atuais, aprendemos a adaptar as novas tecnologias que nos cercam para facilitar e auxiliar no dia a dia de nossas entidades. Hoje promovemos eventos, divulgamos e convidamos a todos de forma totalmente digital e depois divulgamos imagens de nossos eventos através das mesmas mídias, podendo até mesmo realizar pequenas transmissões ao vivo de nossos próprios smartphones. Seguindo uma linha evolutiva, o MTG, neste ano, vem utilizando vários novos recursos com o intuito de melhorar seus processos. Algumas novidades foram implementadas em 2016, dentre elas: Desenvolvemos um processo de inscrição para as inter-regionais do ENART, totalmente integrado com o sistema de gestão de cartões tradicionalistas, agilizando desta forma o processo de conferência e minimizando a possibilidade de erros. Com essa novidade foi possível prever e evitar vários equívocos nas inscrições de alguns participantes do ENART de 2016. Além disso, para que tudo funcionasse adequadamente, criamos um grupo de diretores artísticos de todas as RTs através do aplicativo Whatsapp (programa de bate papo popular). Somados ao empenho da secretaria do MTG e auxílio de coordenadores regionais, conseguimos realizar um processo de inscrição 100% digital, sem a necessidade de envio de nenhum papel para o MTG, em que cada RT através de seu acesso ao MTGNET (sistema de gestão de Cartões do MTG) tem o controle e espe- lho de suas inscrições realizadas junto ao sistema. É o início de uma nova realidade e que não para por aí. Recentemente iniciamos os testes do sistema de avaliação que atuará na avaliação da modalidade de Danças Tradicionais das Inter-regionais do ENART 2016. O sistema atua de forma 100% digital, onde cada avaliador, com sua própria senha, preenche sua planilha em um notebook; ao finalizar a avaliação, a planilha é encerrada e o avaliador não tem mais acesso a mesma, tendo a equipe revisora o trabalho de verificar se as planilhas foram finalizadas adequadamente e liberá-las para a impressão e revisão de notas por parte das entidades (sistema de planilha aberta). Esse sistema vem sendo ajustado desde fevereiro de 2016 e já foram realizadas baterias de testes e simulações de avaliação. Essas serão as novidades das inter-regionais do ENART para o ano de 2016, e mais ajustes estão sendo implementados para que possamos ter a possibilidade de um ENART com quase 100% das provas sendo avaliadas sem o uso da planilha no papel, mas ainda o processo requer ajustes e uma infraestrutura de comunicação considerável. Claro, todo o processo de mudança requer adaptações, mas com a compreensão de todos e em conjunto com todas as coordenadorias e participantes, nos adaptaremos a essa nova realidade e juntos implantaremos essas novidades para o nosso grande festival artístico. Para 2016 podemos garantir inovações interessantes para as Inter-regionais e para a Final do ENART. Nos 50 anos do MTG há mais novidades por aí. Aguardem! EPloMormalitra REREFFLLEEXXÃÃO O “É muito melhor perce- ber um defeito em si mes- mo do que dezenas no outro, pois o seu defeito você pode mudar.” (Dalai Lama)

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Ano XV - Edição 181 EVENTOS Setembro de 2016 3 Inter-regional de Uruguaiana classifica Eco da Tradição os primeiros finalistas do ENART homenageado pela CGF A relação completa dos classi�icados para a etapa �inal, a realizar-se em Santa Cruz do Sul entre os dias 18 e 20 de novembro, está disponível no blog mtg-rs.blogspot.com.br. O Movimento Tradicionalista Gaúcho realizou a primeira classificatória inter-regional para o ENART 2016. O evento ocorreu nos dias 27 e 28 de agosto, em Uruguaiana, 4ª RT. A próxima etapa será dia 24 e 25 de setembro, na cidade de Venâncio Aires e, a última, em Marau, no mês de outubro. Classificados da força “A”: CPF Pia do Sul - Santa Maria - 13ª RT DT Querência das Dores - Santa Maria - 13ª RT CTG Patrulha do Oeste - Uruguaiana - 4ª RT CTG Sentinela da Querencia - Santa Maria - 15ª RT DTG Leão Da Serra - São Leopoldo - 13ª RT CTG Potreiro Grande - Tramandaí - 23ª RT CTO Fronteira Aberta - Sant. do Livramento - 18ª RT GN Ibirapuitã - Alegrete - 4ª RT CTG Sinuelo do Pago - Uruguaiana - 4ª RT CTG Bento Gonçalves - Santa Maria - 13ª RT Classificados da força “B”: Força “B” - Inter-regional de Uruguaiana DTG Noel Guarany - Santa Maria - 13ª RT CTG Os Vaqueanos - Restinga Seca - 13ª RT CTG Ronda Crioula - São Sepé - 13ª RT CTG Tapera Velha - São Leopoldo - 12ª RT CTG Farroupilhas - Santa Maria - 13ª RT AT Poncho Branco - Santa Maria- 13ª RT CTG Pousada dos Carreteiros - Cotiporã - 11ª RT CTG Pousda do Imigrante - Nova Bassano - 11ª RT CTG Rincão de São Pedro - S. Pedro do Sul - 13ª RT CTG Estirpe Gaúcha - Guaporé - 11ª RT CPF Piá do Sul, um dos classificados para Santa Cruz Fotos: FÊNIX/Uruguaiana CTG Patrulha do Oeste, de Uruguaiana, se apresentando Fotos: FÊNIX/Uruguaiana A Comissão Gaúcha de Folclore, juntamente com a Fundação Santos Herrmann, homenageou a passagem dos 15 anos do Jornal Eco da Tradição A Comissão Gaúcha de Folclore, instituição técnica na área do folclore, federada à Comissão Nacional de Folclore e reconhecida pela UNESCO, por seu Presidente, o Professor Ivo Benfatto, entregou o Diploma Moção de Reconhecimento e Aplauso pelo destacado e meritório comprometimento do informativo oficial do MTG do Rio Grande do Sul, o Jornal Eco da Tradição, ao longo de seus 15 anos de existência, registrando, divulgando e promovendo feitos e fatos relacionados com as culturas populares tradicionais gaúchas. A Fundação Santos Herrmann também homenageou os jovens talentos musicais, campeões do ENART, nas modalidades violão, viola e violino. São eles, João Paulo Viana Aquino, Matheus Seballos Lameira e Christian Albarello. A Comissão entregou o DIPLOMA DE MÉRITO CULTURAL PROFESSORA LILIAN ARGENTINA para 35 Centro de Tradições Gaúchas, Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, Paula Simon Ribeiro, Sônia Siqueira Campos, Neusa Bonna Secchi, Marli Scholl, Octávio Souza Capuano, Joé Domingues e José Roberto Diniz de Moraes. Foto: Rogério Bastos Vista geral do Ginásio, palco das danças tradicionais Equipe da Comissão Gaúcha de Folclore na sede Patrocínio: “REPÚBLICA DAS CARRETAS” 180 anos da República Rio-g�andense 03 a 20 de setembro de 2016 Estância da Harmonia - Porto Alegre/RS Diariamente, programações artísticas e culturais no Parque Maurício Sirotski Sobrinho, no coração da capital. Promoção: Apoio Cultural:

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4 Ano XV - Edição 181 Setembro de 2016 PROSEANDO COM TENÊNCIA Por Rogério Bastos MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO A Chama Crioula em Mostardas A 23ª RT e a Prefeitura Municipal de Mostardas se organizaram e mobilizaram para o acendimento oficial da Chama Crioula, em 2017. Terra onde nasceu Menotti Garibaldi, em 1840, e outros atrativos como os Faróis, Parque Nacional da Lagoa do Peixe, Casa de Cultura, construída no século XIX, a Igreja Matriz de São Luiz Rei da França, construída em 1773. Prepare sua cavalgada para o ano que vem. A arte de falar em público Falar em público é como andar de carro. Quando estudamos as teorias, tudo parece mais complicado do que se revela na prática. Nas primeiras vezes que precisamos coordenar os movimentos de mãos e pernas para comandar o automóvel, é preciso raciocinar; depois, tudo se torna automático. O mesmo ocorre com a arte de falar em público. Um exemplo de determinação, podemos verificar na história do grego Demóstenes. Hábil nas palavras escritas, ele tinha dificuldade de falar em público. Sua voz parecia presa e lhe faltava eloquência presente nos oradores da época. Mas o sonho de ser um político influente foi mais forte. Determinado a conquistar a tribuna, ele criou uma serie de exercícios curiosos. À noite caminhava na praia com a boca cheia de pedrinhas fazendo discursos, outras vezes trancava-se no porão para praticar oratória por horas. Fazia uso de espelhos também para treinar a gesticulação. Depois de tanto treino Demóstenes conquistou não apenas as tribunas, mas poder e prestigio, além de um lugar de destaque na história. Acabe com a terrível família dos “nés” Preparado para começar a falar, ser entrevistado, ou palestrar e solta um “né?” ao final da frase. Em seguida outro e mais outro. Usar este subterfúgio da fala no final de cada frase pode fazer com que as pessoas se irritem ou fiquem desestimuladas a prestar atenção em suas palavras. O “né” é o grande carro-chefe da família que ainda tem “Entendeu?”, “Tá?”, “Ok?”, “percebe?”, “não é verdade?”... Entre outros. Para eliminar essa família de subterfúgios de sua comunicação é necessário tomar consciência que o faz. Normalmente a pessoa que repete demais não se dá conta. Grave sua conversa ou peça para um amigo sincero lhe corrigir. Se tu estás inseguro em tua fala a tendência é que fale como se estivesse perguntando, mesmo nos momentos em que deveria estar afirmando. Os recursos audiovisuais – para palestras Nem sempre usar o equipamento “data show – ou projetor de multimídia” fará de sua apresentação algo inesquecível ou um espetáculo. Os recursos visuais são muito importantes, pois elevam em mais de 50% a lembrança de tua mensagem, após a passagem de três dias dela. Um visual eficiente deve atender a três objetivos: Destacar informações importantes; Facilitar o acompanhamento do raciocínio e possibilitar a lembrança do assunto por um tempo mais prolongado. Dicas: Coloque um título, faça boas legendas e use letras legíveis, limite a quantidade de palavras e cuide o tamanho das letras (frases curtas – tópicos), use poucas linhas, não varie muito as cores. Use apenas uma ideia em cada slide (se possível uma ilustração) – Retire tudo o que pode prejudicar a compreensão da mensagem. Os nós de lenço contidos nesta edição Fizemos um trabalho, em cima do livro de Paixão Cortes, O GAÚCHO - Danças, Trajes e Artesanato sobre os tipos de lenços e os nós dados neles. Conversamos com acolgnutmemaspoprâensesoaassdessotbesrenóosu. tOraas spsuonsstoívneãiso nseomesegnoctlaatauqrausi.IXrtupiienormsevqtirvarrtieuqeTeoeoelcmuvuslroipatoinileennepInennuliclrtmactqepoisivioettiucimsxtluedesoseruiaapirsiqnusaerntmeuetpeiaieiu,qamivcmdxsatnrrupiiccaesoomoidateueeeolooanqimveistxplsbvrsrmeuciestuvepetmuoxaiinimtaiepeitllscaecnsisuapcoluatomaeotiuaotemliatcetspmentoitc,slpueumaeteceloqrsaqastunxprieadpruiliufreatpdoaauppaooieeceihaqteueruestlnllrhmbmeemuroiuttuiseiiotupnebeirtmnseaumlapaemudrfsacvctatrouetaisppieomovnqaumumgaepioendlqouttmpsamleuri.aoosudleiie.eodepgnilleiamntsqlsqqele-nnted-duaacuubiedaacnadaobtisiiueteiseittoitorssptutaperip,eteetm-sre,mxaaqvoe,d.utodmeiiielmneoxisp- MTG - 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA Calendário do MTG - 2016 DATA 4 14 a 20 24 e 25 1 22 e 23 28 e 29 28 e 29 01 05 e 06 12 18 a 20 19 9 10 13 EVENTO 5ª REUNIÃO CONSELHO DIRETOR SEMANA FARROUPILHA 2ª INTER-REGIONAL DO ENART SETEMBRO DE 2016 OUTUBRO DE 2016 5ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS, DIRETORES CULTURAIS 3º INTER-REGIONAL DO ENART 50º ANIVERSÁRIO DO MTG ACAMPAMENTO DA JUVENTUDE GAÚCHA NOVEMBRO DE 2016 SORTEIO DA ORDEM DE APRESENTAÇÃO DA FINAL DO ENART 2016 ABERTO DE ESPORTES - 1º ENECAMP 6ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR FINAL ENART 2016 - ENCONTRO DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA 17ª MOSTRA DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA DEZEMBRO DE 2016 PRAZO FINAL - ELEIÇÕES COORDENADORIAS REGIONAIS REUNIÃO DE ENCERRAMENTO - CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA PRAZO FINAL - APRESENTAÇÃO PROPOSIÇÕES P/ 65º CONGRESSO TRAD. GAÚCHO CIDADE RS VENANCIO AIRES MARAU PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE STA CRUZ DO SUL STA CRUZ DO SUL RTs RTs Informações sobre os cursos em www.mtg.org.br ou pelo fone 51 3223 5194 ou pelo e-mail: cursos@mtg.org.br. 10 E 11/09 22 E 23/10 22/11/2016 CFOR AVANÇADO CFOR AVANÇADO CFOR BÁSICO CURSOS PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE SÃO VICENTE DO SUL - 10ª RT OBS: Calendários sujeitos a alterações de acordo com a necessidade MTG realiza o 5º CFor do ano Como estava previsto no calendário de cursos do MTG, no sábado, dia 06 de agosto, aconteceu na Sede do Movimento Tradicionalista Gaúcho o quinto CFOR Básico do ano. Todas as vagas oferecidas foram preenchidas. Estiveram representadas nessa formação dezenove Regiões Tradicionalistas, através de 36 entidades, além de participantes sem vinculação com qualquer CTG, caracterizando este curso por um público mesclado em funções e idades. Na oportunidade, foram palestrantes: Hélio Ferreira, Ivo Benfato, Rogério Bastos, Odila Paese Savaris e Luciane Brum. Os conteúdos trabalhados foram: História do Tradicionalismo Gaúcho, Objetivos Estrutura Administrativa do MTG, Carta de Princípios, História do RS, Origem do Gaúcho, Gestão de pessoas: liderança, relacionamento interpessoal e gerenciamento de conflitos, Indumentária atual e Noções Básicas de Tradicionalismo. O Departamento de Formação Tradicionalista e Aperfeiçoamento, com o objetivo de estimular o estudo e se inserir de forma mais efetiva ao Cinquentenário do Movimento, sorteou entre aos participantes, cinco vales de descontos no valor de cinquenta reais, para compras de livros na Fundação Cultural Gaúcha, ou como desconto em algum curso pro- movido pelo Departamento, com validade de um ano, a contar da data desse CFOR. “O Departamento de Formação Tradicionalista espera estar contribuindo, como declara o palestrante Ivo Benfato, para aprimorar a consciência e o conhecimento do tradicionalista e simpatizante, a fim de que possamos revigorar nossas ideias, crenças e valores” - disse Lúcia Andrade, Diretora do Departamento de Cursos do MTG. Foto: Rogério Bastos CFor básico na sede do MTG. Já passaram por este curso quase dez mil pessoas 50 1966 a- n2o01s6 Livro “MTG 50 anos de preservação e valorização da cultura gaúcha” 50 1966 a- n2o01s6 MTG50 AENCVOUASLLTDOUERRIPAZRAGEÇSAÃEÚORCVHDAAAÇÃO Faça sua encomenda para a Loja da Fundação Cultural Gaúcha - MTG Entre no site: www.mtg.org.br ou pelo telefone: (51) 32235194

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Ano XV - Edição 181 Setembro de 2016 5 PRÊMIO DE JORNALISMO DEPARTAMENTO JOVEM Luan Andrey Vieira – Diretor do Dpto Jovem do MTG Movimento realiza 2ª Tchêncontro Estadual edição do Prêmio MTG de Jornalismo O Movimento Tradicionalista Gaúcho realiza, pelo segundo ano consecutivo, seu Prêmio de Jornalismo. O objetivo da iniciativa é reconhecer o papel da imprensa e seu compromisso com a história, cultura e folclore do Rio Grande do Sul. Criado em 2015, o Prêmio contempla duas categorias: Profissional e Universitário. Poderão concorrer ao Prêmio MTG de Jornalismo trabalhos jornalísticos veiculados em TVs, jornais, revistas, rádios, sites, blogs e fanpages, que se destaquem por ineditismo e/ou originalidade da abordagem do tradicionalismo gaúcho; pela consistência na divulgação e cobertura dos fatos tradicionalistas; capacidade de traduzir os fatos tradicionalistas para o leitor; pela contribuição para preservação da memória do tradicionalismo gaúcho; e contribuição para uma reflexão sobre a figura folclórica e simbologia do gaúcho. As modalidades são: • Melhor matéria Jornal Impresso; • Melhor matéria Revista Impressa; • Melhor matéria de Rádio; • Melhor matéria de Televisão; • Melhor matéria de Site, Blog ou Fanpage; • Destaque Melhor Cobertura de Evento Artístico; • Melhor Cobertura Evento Campeiro; • Melhor Caderno Especial • Melhor Fotografia. Serão aceitos trabalhos jornalísticos produzidos por um ou mais profissionais, que tenham sido publicados/ veiculados entre os dias 01 de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2015. Podem inscrever seus trabalhos autor, autores, representantes legais, diretores ou chefes de redação, no pe- ríodo compreendido entre 15 de agosto e 15 de setembro, no site do MTG. O resultado será anunciado durante as Comemorações pelo Cinquentenário do MTG, no mês de outubro. O primeiro colocado de cada categoria receberá troféu. O segundo e o terceiro colocados, certificados. Segundo o presidente do MTG, Nairo Callegaro, a imprensa é uma grande aliada da instituição na divulgação do tradicionalismo. O Prêmio MTG de Jornalismo conta com o apoio da ARI - Associação Riograndense de Imprensa; da AGERT - Agência Gaúcha de Rádio e Televisão, e da ADJORI - Associação dos Jornais do Interior do Rio Grande do Sul. Ocorrido no dia 13 de agosto deste ano, o Tchêncontro Estadual da Juventude Gaúcha, juntamente com o Acendimento da Chama Crioula foi um sucesso. Contamos com a presença de mais de duas mil pessoas em um evento fantástico. A cidade de Triunfo nos proporcionou um momento de retomada histórica de um dos maiores acontecimentos de nosso estado: a Batalha do Fanfa. Na cidade onde nasceu Bento Gonçalves e onde ocorreu a batalha conta com inumeráveis pontos históricos de uma magnitude incrível e invejável por qualquer cidade: os teatros, as igrejas, as casas e inclusive os plátanos são deslumbrantes e todos estes pontos foram vitais para a escolha do tema das atividades do Tchêncontro. A participação da juventude no Acendimento da Chama Crioula de 2016 foi memorável, ao relembrar a importância dos oito jovens pioneiros para nosso movimento, parabenizando a todos os tradicionalistas pelos 50 anos de culto organizado às tradições. O Departamento Jovem Central gostaria de agradecer mais uma vez ao Senhor Manoelito Savaris, que nos proporcionou um momento de interligação com os ideais republicanos e fez com que cada um dos jovens presentes em sua palestra se sentissem dentro do cenário da Batalha do Fanfa e da Revolução Farroupilha. Foi uma palestra incrível que vai ficar na memória de todos nós. Nesses 50 anos de MTG, vale ressaltar a importância do jovem tradicionalista dentro da sociedade, desde os pioneiros até os novos jovens, que apenas estão ingressando no movimento. Exaltar os trabalhos e eventos organizados pela juventude, independentemente do meio, é fundamental para a continuidade do nosso ideal tradicionalista. Aproveito esta coluna para convidar a todos para celebrar os nossos 50 anos de movimento nos dias 28 e 29 de Outubro, no Acampamento Farroupilha em Porto Alegre, onde celebraremos o Aniversário do MTG e realizaremos o Acampamento Estadual de Juventude Gaúcha. Abertas inscrições para o Concurso Literário Gaúcho do ENART O Concurso Literário Gaúcho do ENART é realizado na modalidade de conto e poesia sobre temática regional gaúcha. Cada participante pode inscrever um conto e uma poesia. Cada entidade pode participar com um trabalho em cada modalidade. Os trabalhos devem ser encaminhados ao MTG até o dia 30 de setembro de 2016, através dos Coordenadores Regionais. Os trabalhos serão julgados por comissões nomeadas pela Estância da Poesia Crioula e os vencedores conhecidos na etapa final do ENART, em Santa Cruz do Sul. MC : Desfile Temático 2016 - Espetáculo: A República das Carretas Patrocínio: Realização: 18 de setembro de 2016 - 11h Av. Edvaldo Pereira Paiva (Beira Rio) - Porto Alegre/RS TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PREASErqRuVAibÇaÃnOcaEdVaAs LcOomRIZaAceÇsÃsoOgDrAatCuUitLoTaUoRpAúGbAliÚcoCHA”

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6 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 181 Setembro de 2016 ESPAÇO DA CBTG Por Aline Jasper Jornalista, Mestre em Jornalismo e 2ª Prenda da CBTG M’Bororé é tetra campeão do JuvENART, em Santa Maria O CTG M’Bororé de Campo Bom, 30ªRT, sagrou-se tetracampeão do Encontro de Arte e Tradição Juvenil, do CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria Depois de vencer o grande evento mirim do estado, o FestMirim, do CPF Piá do Sul, também de Santa Maria, o CTG M’Bororé emplacou seu quarto titulo juvenil, promovido pelo CTG Sentinela da Querência. Essa caminhada vitoriosa tem tudo a ver com a preparação nas categorias de base no município. Henrique Schols, patrão da entidade disse que o sucesso dos grupos se dá devido a uma politica pública do município de Campo Bom, pois desde 1989 as escolas têm aulas de danças. Hoje os filhos do vice-prefeito, Marcos Riegel, e de sua esposa Rejane, fazem parte do grupo juvenil. “Temos hoje 40 grupos de danças em 20 escolas do município. É mais barato fazer isso que investir em segurança pública”, disse o patrão. Rejane Maria Mödinger, 54 anos, professora aposentada, atualmente trabalhando com confecções de pilchas. “Iniciei minha caminhada tradicionalista no CTG Campo Verde, de Campo Bom há uns 42 anos atrás...” – começa contando sua história. “Em 1986, montei o primeiro grupo mirim e juvenil do M’Bororé , na época ,GAN M’Bororé... Este grupo com seus pais fundaram o CTG M’Bororé...Neste meio tempo meu irmão, chuleador, bailarino e instrutor de danças muito a frente de seu tempo, Marcos Mödinger, iniciou um trabalho de danças folclóricas nas escolas de Campo Bom que envolvia várias etnias, entre elas a gaúcha. Marcos faleceu em 1989” – conta Rejane Entidades que priorizaram atender as demandas mirins e juvenis estão colhendo os frutos do trabalho. Campo Bom tem se tornado exemplo de trabalho feito nas escolas que termina dentro de um CTG. Barbosa Lessa, em sua tese “O sentido e o valor do tradicionalismo”, especifica que para evitar a desintegração social devemos dar atenção às novas gerações. Fundado em 11 de junho de 1992, o M’Bororé é detentor, ainda, do título da 1ª Prenda da 30ª RT, Renata Silva. Foram premiados: 1º - CTG M’Bororé - Campo Bom - 30ªRT 2º - CTG Rancho da Saudade - Cachoeirinha - 1ªRT 3º - CTG Gildo de Freitas - Porto Alegre - 1ªRT 4º - CPF Piá do Sul - Santa Maria - 13ªRT 5º - CTG Erva Mate - Venâncio Aires - 24ªRT 6º - CTG Ronda Charrua - Farroupilha - 25ªRT 7º - CTG Lalau Miranda - Passo Fundo 7ªRT 8º - CFTG Farroupilha - Alegrete - 4ªRT 9º - CTG Aldeia dos Anjos - Gravataí - 1ªRT 10º - DTG Clube Juventude - Alegrete - 4ªRT Melhor Indumentária Peão CTG Sentinelas da Tradição - 9ªRT - Tupanciretã Melhor Indumentária Prenda CTG Estirpe Gaúcha 11ªRT - Guaporé Melhor Indumentária Conjunto CTG Aldeia dos Anjos - 1ªRT - Gravataí Conjunto Musical (Acompanhamento) 1º - CTG M’Bororé - 30ªRT - Campo Bom 2º - CTG Rancho da Saudade - 1ªRT - Cachoeirinha 3º - CTG Gildo de Freitas - 1ªRT - Porto Alegre Coreografia de Entrada 1º - GN Os tropeiros - 10ªRT - Santiago 2º - CTG M’Bororé - 30ªRT - Campo Bom 3º - CTG Gildo de Freitas - 1ªRT - Porto Alegre Coreografia de Saida 1º - CTG Querência de Nova Hartz - 30ªRT - Nova Hartz 2º - CPF Piá do Sul - 13ªRT - Santa Maria 3º - CTG M’Bororé - 30ªRT - Campo Bom Troféu Quero-Quero (Honraria especial) DTG Camboatá Foto: Divulgação M’Bororé, exemplo de trabalho com a base O gaúcho nas redes: sobre se conectar sem perder o contato Vivemos tempos interconectados, marcados pela agilidade da comunicação e das relações interpessoais, em que muitas das interações que temos no dia-a-dia passam pela mediação das redes. Das telas dos celulares e computadores, conversamos com amigos, publicamos fotos, compartilhamos interesses, opiniões e ideias. Mas e o tradicionalismo, onde fica nessa história? Vivemos um dilema entre mergulhar de cabeça nesse mundo conectado sem perder, no entanto, as raízes da tradição e da convivência que são caras para a cultura gaúcha. A resposta, na verdade, é mais simples do que parece: em moderação, não há porque não conectar-se. Devemos aproveitar ao máximo os potenciais de alcance e de divulgação do tradicionalismo que as redes nos proporcionam. De nada adianta sentarmos nos galpões de CTG e fingirmos que o mundo ao nosso redor nada mudou nos últimos tempos. Ao invés de nos indignarmos quando são representadas sempre as mesmas culturas regionais bra- sileiras em níveis globais na mídia tradicional, mas raramente a cultura gaúcha, podemos criar meios e campanhas para alcançar novos públicos, difundir nossos costumes e talvez “viralizar”, da mesma forma como tantos outros temas ganham espaço nos dias de hoje. No entanto, que as facilidades das redes sejam somente isso: facilidades. Ferramentas práticas para agregar, difundir e conquistar novos públicos. Na ânsia de aproveitar ao máximo tudo que a tecnologia nos oferece, corremos o risco de perder de vista a importância dos costumes tradicionais, que acabam descaracterizados, mesmo sem intenção. Os tempos mudam, sim, mas a base da cultura gaúcha se mantém a mesma. Continuamos a buscar os encontros, rodeios e reuniões o contato humano e a amizade que faz parte dos valores do gaúcho. A interação mediada pelas redes não pode substituir a boa e velha roda de chimarrão, as tertúlias marcadas pelo som de gaita e violão e pela prosa fácil dos galpões. Que sejamos globais, mas acima de tudo regionais! Gaúcho cavalga até Brasília para pedir melhorias na saúde Cavaleiro saiu de São Luiz Gonzaga para chamar atenção ao único hospital da cidade que acumula R$ 12 milhões em dívidas Foto: Reprodução/RBS TV O zootecnista Gilberto Utzig iniciou uma cavalgada que vai passar por Porto Alegre e tem como destino Brasília. Ele é morador de São Luiz Gonzaga e decidiu fazer um protesto para chamar a atenção para a situação do único hospital da cidade. O trajeto, de aproximadamente 2,5 mil quilômetros, deve levar 120 dias para ser cumprido a cavalo. Na garupa, a bandeira do Rio Grande do Sul com o símbolo do único hospital de São Luiz Gonzaga. O apelo do cavaleiro é para salvar a instituição de saúde, que acumula R$ 12 milhões em dívidas e não tem dinheiro para Solitário viajante, mas com muita fibra comprar comida para os pacientes. Em entrevista para o G1/RBS ele mostrou o descontentamento: “Nós queremos com essa iniciativa mobilizar os políticos e os governos para que atendam a saúde e mantenham os convênios em dia. Para que os deputados destinem verbas para as casas de saúde, essas instituições filantrópicas”, argumentou o cavaleiro Gilberto Utzig. Em 2001 o MTG, através da Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, liderada por Celso Souza Soares, levou um manifesto, ao então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, dizendo da insatisfação do povo gaúcho com o descaso com a agricultura no estado. Foi a 1ª Cavalgada da Integração Nacional, que saiu no dia 24 de julho, com 30 cavaleiros, chegando em Brasília no mês de setembro, onde realizaram um Acampamento Farroupilha na Esplanada dos Ministérios, no dia 17.

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Ano XV - Edição 181 ESPAÇO DO IGTF Por Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Setembro de 2016 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro O fascínio do fogo O Dia do Folclore Desde que Prometeu roubou dos deuses para presenteá-lo aos homens, o fogo exerce sobre nós sua mágica atração. Gaston Bachelard, em “A psicanálise do fogo” afirma que “antes de ser filho da madeira, o fogo é filho do homem”. A dança das labaredas que voluteiam diante do nosso olhar magnetizado é ao mesmo tempo destruição e renovação. Destrói-se o material comburente e renovam-se as aspirações da alma que contempla o bailado das línguas vermelhas que lambem o ar e brilham no espelho dos olhos. Foi ao redor do fogo-de-chão que os guaranis, senhores destas plagas antes da chegada do colonizador europeu, exercitaram, nas longas noites de inverno, o gosto pela palavra. Deve ser essa a origem do nosso apreço pela contação de causos à beira do fogo. A palavra parece levitar diante das chamas e as horas se esparramam levadas pela charla desprovida de pressa. Daí as lendas, as superstições, as anedotas – a invenção narrativa de uma cultu- ra singular. Ao final dos 1940, uma gurizada na capital gaúcha resolveu percorrer o caminho legado pelos fazeres ancestrais. Palavras de Barbosa Lessa: “Foi então que o estudante Paixão Cortes, com 19 anos de idade, deu o toque de reunir, em setembro de 1947 [...] E acendeu a primeira Chama Crioula.” No dia 07 de setembro, o jovem Paixão colheu uma centelha da pira da pátria, seguramente, sem a mínima noção de que aquele gesto criava um símbolo, para que continuasse ardendo até a data comemorativa do início da epopeia farrapa – 20 de setembro. Foi um engendro prometeico aquele gesto do guri. A chama, que nunca se apaga, mais uma vez foi acesa. Está diante de nossos olhos novamente, talvez por que jamais se ausente de nossos corações. Seremos sempre um tanto do que já fomos projetados no que ainda vamos ser. Tradição: o ancestral friccionando madeira contra madeira magicamente encantado pelo fascínio do fogo. Em setembro estreia “Os Senhores da Guerra” Filme de Tabajara Ruas chega às telas durante a Semana Farroupilha de 2016 após cinco anos de gravação Os senhores da guerra chega às telas de 14 cidades brasileiras no dia 15 de setembro, trazendo um do tema atualíssimo no país: famílias divididas pela política. Baseado no romance homônimo de José Antônio Severo, o filme dirigido por Tabajara Ruas conta história real de dois irmãos gaúchos em lados opostos durante a Revolução de 1923: Júlio Bozano (Rafael Cardoso), chimango e legalista, quer a manutenção do governo, enquanto Carlos Bozano (André Arteche), maragato e revolucionário, luta para derrubar o poder e criar um novo regime. A produção de época recebeu dois Kikitos no Festival de Gramado de 2014: o Prêmio Especial do Júri e o troféu de melhor atriz coadjuvante para Andrea Buzato. Foram 15 semanas de filmagem realizadas em três etapas – em 2011, 2012 e 2013 – em 11 cidades gaúchas, com uma equipe de mais de 200 profissionais, 2 mil figurantes e um elenco com 40 nomes. Entre os atores do novo trabalho do diretor de Netto perde sua alma (2001) e Brizola – Tempos de luta (2007), estão Leonardo Machado,Marcos Verza, Elisa Brites, Marcos Breda,Felipe Kannenberg, Sirmar Antunes, Zé Victor Castiel, Zé Adão Barbosa, Nelson Diniz, Sissi Venturin, Hique Gomez e Miguel Ramos. Participação do Conselheiro da Fundação Cultura Gaúcha, Jeandro Garcia. Foto: Gino Basso/RBS TV No dia 22 de agosto é comemorado universalmente o Dia do Folclore. Por quê? Nesta data, em 1846, a revista londrina “The Atheneum” publicou pela primeira vez, em uma carta que sob o pseudônimo de Ambrose Merton, William John Thoms sugeria a palavra Folclore para designar o estudo das antiguidades literárias, o que hoje conhecemos como literatura popular. Com a palavra formada por dois vocábulos: Folk-povo e Lore-saber, Thoms definia o conhecimento e estudo dos “usos, costumes, cerimônias, crenças, romances, refrões, superstições”, etc. O início dos estudos de Folclore esteve restrito a estes aspectos da cultura espontânea e posteriormente foi ampliado, sendo que atualmente abrange a cultura material e a imaterial. A cultura espontânea é aquela decorrente da experiência de vida, adquirida por contiguidade, por ver fazer ou ouvir dizer. Todos somos portadores de uma bagagem de cultura espontânea adquirida no meio em que vivemos, desde a mais tenra idade com familiares e posteriormente na convivência dos parentes, amigos, colegas e na comunidade em geral. A cultura espontânea não sofre influência das instituições de educação ou culturais. O Brasil, país com dimensão continental possui uma variedade muito grande de manifestações de culturas populares, herança dos primeiros colonizadores, dos nativos, dos povos escravizados e de todas as etnias que para aqui vieram povoar a terra “recém descoberta”. Pela Carta do Folclore Brasileiro (releitura de 1995) Folclore e Cultura Popular se equivalem, mas em respeito a todas as influências e heranças recebidas foi estabelecido referir-se a estas manifestações como Culturas Populares (no plural). Esta conceituação vem sendo empregada desde a divulgação da “Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais”, publicada a partir da Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura” em sua 33ª reunião, celebrada em Paris, de 03 a 21 de outubro de 2005, na qual o Brasil foi um dos 52 países signatários e juntamente com o Canadá um dos que mais lutou para que fosse aprovada e divulgada. Foi ratificada no Brasil por meio do Decreto Legislativo 485/2006. Em seu capitulo IX a Carta do Folclore Brasileiro refere-se aos Grupos Parafolclóricos, que sem serem os legítimos portadores do fato folclórico, dele fazem uso para atingir objetivos estéticos, artísticos ou didáticos. Os integrantes destes grupos se organizam formalmente, aprendem com instrutores as danças ou folguedos e apresentam-se em público em shows, desfiles e/ou espetáculos. Desta forma contribuem para a preservação das manifestações de culturas populares, sem, no entanto, ter compromisso com a fidelidade ao fato folclórico, ou seja, em muitos momentos alterando ou modificando a coreografia ou a essência da manifestação, que geralmente em sua forma original é simples, mas quando levada a palco pode sofrer acréscimos ou supressões, (ser estilizada) para causar um maior impacto estético. É uma forma de preservação, mas não pode ser chamada de folclore, pois o fato só é folclore quando apresentado por seus legítimos portadores, no seu habitat natural e no período previsto. (Por exemplo, Ternos de Reis dentro do ciclo natalino, Terno Junino dentro do ciclo junino, etc.) Em seu parágrafo 3, este capitulo diz “os grupos parafolclóricos constituem uma alternativa para a prática e para a divulgação das tradições folclóricas, tanto para fins educativos como para atendimento a eventos turísticos e culturais”. COMUNICADO - FEGADAN O MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho informa que o Fegadan – Festival Gaúcho de Danças, que anualmente vinha acontecendo na cidade de Caxias do Sul durante o mês de outubro, não será realizado em 2016. Dificuldades financeiras, neste momento delicado que o Brasil atravessa, influenciaram na decisão. Os organizadores informam que os esforços neste momento estão concentrados para a realização da edição de 2017. Nairo Callegaro – Presidente do MTG José Roberto Fishborn – Vice-Presidente Artístico do MTG

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8 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 181 Setembro de 2016 3ª RT realiza o 147º Encontro CITG convoca conselheiros Regional Tradicionalista para assembleia geral Ocorreu no dia 21 de agosto, junto ao Centro de Tradições Gaúchas Passo do Ijuí, da cidade de Entre-Ijuís, o 147º Encontro Regional Tradicionalista da 3ª RT. O evento reuniu cerca de 300 participantes oriundos das entidades tradicionalistas dos 41 municípios que compõe a 3ª RT. O evento iniciou com a chegada da Chama Crioula conduzida pelos cavalarianos, vinda do CTG Os Legalistas, da cidade de Santo Ângelo, local onde ocorreu o 146º encontro regional. Como tradicionalmente ocorre neste encontro, foi apresentado aos tradicionalistas o grupo de prendas e peões da 3ª RT, gestão 2016/2017, bem como os representantes estaduais. A programação do evento contou com a apreciação de diversas proposições das entidades, a escolha do novo local do encontro, que será o CTG 20 de Setembro de Santo Ângelo, e ainda, a posse dos novos patrões das entidades. Durante o encontro ocorreu também reunião do Departamento Jovem regional, ocasião em que os jovens trataram de diversas atividades ligadas ao departamento, dentre elas a realização do Acampamento Regional da Juventude Gaúcha, que será realizado neste ano na cidade de São Borja, bem como a diretriz do Departamento Jovem do MTG. A patronagem do CTG Passo do Ijuí destaca a importância deste evento no ano em que esta entidade comemora seu Jubileu de Prata e o Cinquentenário do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Foto: Divulgação Os conselheiros da Confederação Internacional da Tradição Gaúcha estão sendo convocados para uma assembleia em setembro. A CITG – Confederação Internacional da Tradição Gaúcha está convocando seus conselheiros brasileiros, argentinos e uruguaios para a realização de uma assembleia geral extraordinária, na cidade de Bento Gonçalves, de 16 a 18 de setembro, no CTG Laço Velho. A alimentação será na ABCTG - Associação Bento-gonçalvense de Centros de Tradições Gaúchas, que fica no Parque de Municipal de Rodeios General Bento Gonçalves da Silva, local sede dos Festejos Farroupilhas. O Presidente, Manuel Rodríguez Marghieri, o “Manollo”, eleito em Montevidéu, em 2015, disse que esta assembleia é de grande relevância ao tradicionalismo do Cone Sul da América. Segundo Rodrigo Antônio Zardo, Diretor de Relações Internacionais, já confirmaram presença as Confederações da Argentina, (CGA Confederação Gaucha Argentina) e do Uruguay (UASTU). PATRIMÔNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE A Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha é solidária ao projeto empreendido por sociedades tradicionalistas e crioulas do Brasil, Argentina e Uruguai, que fecharam um acordo para trabalhar no sentido de que a figura do gaúcho seja declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco. Durante a assembleia, será apresentado o trabalho do Dr. Carlos Arezo, sobre o GAÚCHO, que busca obter o reconhecimento, ante a UNESCO/ONU, da figura do gaúcho como patrimônio intangível da humanidade. No Uruguai o projeto já foi apresentado ao Ministério da Educação e Cultura, onde foi aconselhado a trabalhar conjuntamente com Brasil e Argentina na elaboração da proposta de Patrimônio da Humanidade. CTG Potreiro Grande comemora 59 anos de tradição Eventos na 3ªRT sempre tem uma grande participação de jovens CTG Pousada do Imigrante promove palestra O CTG Pousada do Imigrante, de Nova Bassano, realiza, no dia 23 de setembro, uma palestra motivadora para a juventude da entidade. O evento acontece na Câmara Municipal de Vereadores da cidade, as 20h. “Queremos mostrar para os jovens a importância que eles tem na constru- ção da história do tradicionalismo gaúcho” – disse Willian Defendi Minozzo, Diretor Cultural do CTG. O Pousada do Imi- Foto: Divulgação grante foi fundado em 01 de novembro de 1984, com a nomenclatura de Grupo de Arte Nativa Pousada do Imigrante. Ao completar a maiori- dade, 21 anos, em 2005, trocou para Centro de Tradições Gaúchas, e seu patrão é Agostinho Mário Radin. Agostinho Radin (E) com Willian Defendi Minozzo em Nova Bassano Por Gilmara Martins Silveira O CTG Potreiro Grande iniciou suas atividades em 1957 quando a primeira Diretora do Grupo Escolar Almirante Tamandaré, professora Lílian Argentina Braga, começou a promover na escola, danças e peças de teatro em que os alunos, pilchados, representavam histórias do Rio Grande do Sul. Naquele mesmo ano, os moradores e pais de alunos da Escola Tamandaré reuniram-se e criaram a 23 de agosto de 1957, o CTG POTREIRO GRANDE. O patrono do CTG é o Marquês do Herval, o Marechal Manoel Luiz Osório. O nome “POTREIRO GRANDE” foi dado em homenagem ao herói da guerra do Paraguai, cuja fazenda localizada em Tramandaí, tinha um potreiro muito grande onde os tropeiros deixavam suas tropas durante a noite, para que o gado ficasse seguro. Seu primeiro patrão foi Firmiano Bernardes Osório e Rosemari Romeu foi a primeira “Mais Linda Prenda do RS”. O CTG Potreiro Grande entrou para a história do tradicionalismo ao recepcionar os participantes do XII Congresso Tradicionalista Gaúcho, ocasião em que foi oficialmente criado o MTG, nosso órgão máximo. Nesses 59 anos de história sediou o Concurso Estadual de Prendas quan- do Adriana Bitsck foi 1ª Prenda do RS, 1985/86, e sediou o Entrevero Cultural Estadual de Peões tendo dois peões estaduais, Luiz Eduardo Moehlecke, em 1995 e Maickel Martins, em 2009. Sediou também Seminários de Prendas e outras atividades tradicionalistas. Foi campeão e destaque em outras tantas modalidades artísticas e culturais individuais e com suas invernadas. Seu patrão atualmente é Pablo Geovane Cabrera, tendo duas prendas regionais que o representarão na Ciranda Cultural Estadual de Prendas na cidade de Bagé, em maio de 2017, Brenda Luiza Moreira Magni, 1ª Prenda Juvenil da 23ª RT e Ingrid Silveira Streit, 1ª Prenda Mirim da 23ª RT. Com muito esforço tem mantido todas as suas atividades artísticas, culturais, campeiras e esportivas. Após a triste perda da sede, adquiriu uma linda área rural, no Distrito de Estância Velha, Km 5,5, em Tramandaí/RS, onde, atualmente, está localizada. Tem como Lema: “A hospitalidade é a característica do bom gaúcho”. Sempre pautada nos valores do tradicionalismo e na Carta de Princípios, documento pétreo do Movimento, vem preservando sua história e traçando os rumos para os anos vindouros. TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XV - Edição 181 NOTÍCIAS Setembro de 2016 CEVANDO O MATE 9 Por Sandra Veroneze MTG-PC em plenas Os setembrinos e a heresia atividades da separatividade Entidade que preserva as tradições gaúchas há mais de 20 anos no centro do país, realiza atividades preparando a juventude para o futuro As cidades que compõe o “Planalto Central”, mesmo com distâncias expressivas – como é o caso de extremos Bom Jesus (PI) e Mineiros (GO), que estão a quase 2.000 quilômetros – conservam similaridades evidentes que transpassam linhas políticas: Os CTGs reuniram-se pelas características econômicas, culturais, sociais e históricas semelhantes, construindo assim uma identidade única. Segundo estimativas de 2009, mais de um milhão e duzentos mil gaúchos vivem fora do Rio Grande do Sul e, após a chegada deles nos demais estados, estes tiveram sua vida econômica totalmente modificada. Grande parte da migração gaúcha se dá com a transferência de militares, pessoas graduadas em busca de oportunidades e demais funcionários públicos à procura de melhores condições de vida. Mas o que mais chama a atenção é a saída dos agri- cultores, que caracterizam a maior corrente migratória do país. O MTG-PC é maior que os demais, porque não é composto somente por um estado, mas por cinco: Goiás, Tocantins, Bahia, Piauí e Minas Gerais, além do Distrito Federal. Tem, na linha de frente, Loiva Lopes Calderan, mulher de fibra que apoia a juventude, fato que foi comprovado com o 4º Encontro Jovem do Planalto Central, que foi realizado em Formosa, Goiás, dias 27 e 28 de agosto. O evento foi um sucesso total, não só pela participação de jovens de todos estados, mas pela estrutura oferecida pelo CTG Querência Formosa. Agora, o MTG-PC se prepara para o ENATCHÊ, em novembro, que será realizado na Granja do Torto, em Brasília. A sonorização e shows estarão a cargo de um grupo gaúcho, o Alma Gaudéria, que já sonorizou e tocou bailes no FEPART e FENART. Foto: Liliane Pappen Loiva Calderan (D), acredita na força dos jovens do Planalto Central Setembro vem chegando e com ele uma imensidão de gaúchos que por estes tempos, mesmo que não frequentem CTGs, sentem crescer no peito o amor pelo Rio Grande, sua história, cultura, seus usos e costumes. É uma multidão (porque passam de um milhão seguramente) as pessoas que somente nesta época do ano levam a família para eventos tradicionalistas, notadamente o Acampamento Farroupilha de sua cidade, que sintonizam o rádio do carro em uma emissora que toque música tradicionalista, que cevam o mate e assam uma costela bem gorda, sentindo-se, mais do que nunca, gaúchas. E até tiram do armário sua pilcha, via de regra campeira, devidamente combinando com a alpargata, e desfilam assim em todos espaços da urbe: ruas, praças, restaurantes, até shoppings centers, muitas vezes com o chimarrão embaixo do braço, no melhor estilo uruguaio... São os setembrinos e aqui começa a heresia da separatividade. O rótulo classifica, delimita, estabelece fronteiras, quando ao final e ao cabo das contas somos, de fato, gaúchos, e de todas as querências, independente de termos nascido ou não no Rio Grande do Sul. A grande verdade é que a história, a cultura, os usos e costumes de nossa terra são patrimônio universal de todos os gaúchos, de nascimento ou de coração, e isso independe de usar bombacha ou calça jeans, bota ou tênis, chapéu ou boné. A grande verdade, sendo tradicionalista ou não, é que cada um tem direito de se apropriar ao seu jeito de qualquer cultura e de ser respeitado em sua decisão. Outra grande verdade é que, no momento em que todos compreendermos o quanto é perniciosa a heresia da separatividade, teremos níveis melhor qualificados de diálogo em todos os setores da sociedade – e isso vale para tradicionalistas, para setembrinos, e para quem não está nem aí para nada disso... E outra grande verdade é que ninguém é dono da verdade! Sabe o prefeito do município onde gostaríamos muito de fazer um evento? Talvez seja um setembrino. Sabe aquela jornalista que gostaríamos muito que divulgasse nossas atividades? Muito provavelmente é uma setembrina. Sabe aquela diretora de marketing que defende os interesses de uma empresa multinacional que gostaríamos muito de ver patrocinando nossas atividades? Provavelmente as palavras ‘festejos farroupilhas’ sejam apenas uma rubrica na lista de investimentos em marketing... Sabe aquele povo que gostaríamos muito que lotasse nosso evento aberto? Pois é... Muito provavelmente é apenas uma galera de setembrinos. Os setembrinos estão tem todos os lugares, com seu amor ao Rio Grande por ventura sazonal, com seu orgulho de ser gaúcho talvez bastante frágil se comparado com quem se dedica de corpo e alma a um CTG. Talvez a grande diferença, entre tradicionalistas e os setembrinos, seja o forte compromisso, dos primeiros, em honrar e zelar pela tradição do Rio Grande, que contempla também, veja só, a hospitalidade, a conversa larga, o bem receber... Setembro está aí e com ele uma excelente oportunidade para exercitar as melhores virtudes notadamente tradicionalistas. MTG recebe homenagens pelo estado No ano em que completa seu cinquentenário, o Movimento Tradicionalista Gaúcho continua a ser homenageado em diversas cidades. O Presidente do MTG, Nairo Callegaro, iniciou o mês percorrendo diversos quilômetros pelo Rio Grande do Sul, cumprindo extensa agenda de homenagens oferecidas pelas Câmaras Municipais, pelos 50 anos da Federação. No noroeste do estado, dia 1º de agosto, foi em Santiago, 10ª RT, que o Presidente recebeu a homenagem em nome do MTG. No dia seguinte já estava em Cachoeira do Sul e, no dia 04, na 30ª RT, cidade de Campo Bom, onde, acompanhado do Coordenador Carlos Moser, foi homenageado no CTG Palanques da Tradição, juntamente com os 25 anos da RT. Dia 08 de agosto, foi a vez da 22ªRT, na cidade de Rolante, onde estava o Coordenador Leandro Pacheco, como anfitrião. Na serra gaúcha, a cidade de Guaporé, na 11ª RT, homenageou o MTG no dia 19. Por fim, o Balneário Pinhal, recebeu o Vice-presidente de Administração e Finanças do MTG, Nilton Otton, para a homenagem no dia 22 de agosto. Agenda das homenagens pelos 50 anos do MTG: São Sepé São Francisco de Assis CTG Alexandre Pato e Câmara de Vereadores Lagoa Vermelha Sessão Solene Acampamento da Capital Homenagem na Câmara de Santo Ângelo São Marcos Alegrete Cotiporã Sessão Solene Cine Teatro Coliseu - Camaquã Câmara de Vereadores de Porto Alegre 06/09/2016 12/09/2016 13/09/2016 14/09/2016 14/09/2016 15/09/2016 16/09/2016 14/10/2016 19/10/2016 25/10/2016 Foto: Divulgação Nairo, recebendo homenagem na Tertúlia Maçônica

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10 Ano XV - Edição 181 Setembro de 2016 MTG realiza o primeiro ato dos Festejos Farr acesa na histórica Ilha do Fanfa e sua centel O acendimento da Chama Crioula o�icial marcou o inicio das atividades dos Festejos Farroupilhas no estado. Triunfo organizou uma grande festa que recebeu milh Fotos da página: Rogério Bastos Presidente Nairo Callegaro em seu pronunciamento Missa crioula, feira de artesanato, Tchêncontro da Juventude, cavalgada e apresentações artísticas foram algumas das atrações do acendimento e distribuição da Chama Crioula 2016 na cidade histórica de Triunfo. O evento aconteceu nos dias 12 e 13 de agosto e foi uma realização, promoção e organização do Movimento Tradicionalista Gaúcho, 15ª Região Tradicionalista e da Prefeitura de Triunfo. O momento mais esperado foi a geração da chama, que aconteceu na sexta-feira, dia 12, e sua distribuição, no dia 13, quando as regiões retiraram sua centelha para acender o símbolo máximo em cada município do Rio Grande. Segundo o presidente do MTG, Nairo Callegaro, a partir da distribuição, os cavalarianos de cada região tomaram as estradas do Rio Grande do Sul, levando de a cavalo uma centelha até suas entidades.. Momento da gravação do Parabéns Crioulo para TV Tradição Manoelito Savaris palestrou no Tchêncontro da Juventude 26º Tchêncontro Em sua 26ª edição, o Tchêncontro Estadual da Juventude Gaúcha foi realizado na cidade de Triunfo, no Parque Camboatá e contou com centenas de jovens que lotaram as dependências do galpão para assistir a palestra de Manoelito Savaris, que tratou da “batalha da Ilha do Fanfa” (texto que ele discorre, este mês, no espaço – Ampliando Horizontes, pagina 14). O Tchêncontro da Juventude foi criado em Passo Fundo, em 1992, onde ocorreram as três primeiras edições. A partir de 1995, tornou-se itinerante, sempre na cidade da 1ª Prenda Juvenil do RS. Foi oficializado em 2001 no Congresso de São Gabriel. Passou a ser uma mostra e, posteriormente, realizado em forma de painel ou palestra. No ano de 2015, em sua 25ª edição, foi realizado na cidade de Ametista do Sul, com diversas atividades e junto com o Acampamento Jovem. Momento histórico em Triunfo - Presidente Nairo Callegaro e o Patrono Jovens lotaram as dependências do galpão no Parque Camboatá Jovens da 1ªRT marcaram presença no acendimento da Chama Cenas que marcam um evento. O pequeno Luiz Felipe de Almeida (E), e seu amigo, de Guaíba, mostrando o valor da amizade Manoelito Savaris recebe homenagem das mãos do Coordenador Martim Guterres, Paulo Vargas, Firmo Farias, Márcia e Oscar Gress João Paulo, da Rádio Venâncio Aires, fazendo cobertura do evento Coordenador Paulo Mello falando sobre o evento em entrevista

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Ano XV - Edição 181 Setembro de 2016 11 roupilhas. Em Triunfo, Chama Crioula foi lha distribuída para todo Rio Grande do Sul hares de pessoas. O ponto escolhido para a solenidade foi a Ilha do Fanfa, local onde o líder farroupilha Bento Gonçalves foi preso durante a revolução Fotos da página: Rogério Bastos Patrono dos Festejos O Patrono dos Festejos Farroupilhas 2016, Zeno Dias Chaves, Conselheiro Vaqueano e Benemérito do MTG, esteve presente, no auge de seus 89 anos (ele nasceu no mesmo dia, mês e ano que Paixão Cortes). Acompanhado de sua esposa, demonstrou o quanto aquele momento é importante para o inicio dos Festejos no Estado. Ao lado do patrono estadual estava Neusa Marli Bonna Secchi, que é a homenageada, como patrona, do Acampamento Farroupilha do Parque da Harmonia, na Capital. Neusa, que já foi Presidente da Comissão Gaúcha de Folclore, criou as cirandas escolares no Acampamento, na década de 90, também já foi vice-presidente de cultura do MTG. Departamento Jovem do MTG marcando presença o Zeno Dias Chaves recebem a Chama Crioula gerada na Ilha do Fanfa Foto: Éridio Silveira Encenação ilustrou o momento do acendimento da Chama Crioula A Chama Crioula A Chama Crioula, que completou 69 anos de existência, dá inicio as atividades alusivas à Semana Farroupilha. Anualmente, a Chama Crioula é acesa em um lugar diferente, com o objetivo de relembrar os fatos históricos. No ano de 2015 o acendimento foi realizado pela primeira vez fora do Brasil. Os rituais de acendimento da chama aconteceram na Colônia do Sacramento, em território uruguaio e sua distribuição foi no Chuí. A primeira vez que isso aconteceu, era quase meia noite, do dia 7 de setembro de 1947, na avenida João Pessoa, festivamente iluminada, ardia na Pira o “Fogo Simbólico da Pátria”. Paixão Cortes, Cyro Dutra Ferreira e Fernando Machado Vieira aguardavam, montados em seus pingos, as ordens da Comissão Central, que dirigia a solenidade de extinção do Fogo Simbólico da Pátria, para retirar uma centelha que se transformou na Chama Crioula. Foi assim que tudo começou. Jovens tradicionalistas homenageando o MTG Coordenadores regionais no solene momento do Hino Cerimonia reuniu tradicionalistas de todo Rio Grande do Sul Cada comitiva regional era acompanhada por um cavaleiro da ORCAV Coordenadores Luiz Vieira (E) e João Luz (D) com o Padre Valdir Padre Valdir Formentinni com a 1ª Prenda e Guri Farroupilha do RS Regiões representadas por seus cavaleiros que buscaram a Chama Vinicius Brum, IGTF (D), Oscar Gress e Nairo Callegaro (C)

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12 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 181 Texto: Alessandra Pinheiro Edição: Gonçalo Valduga/Secom NOTÍCIAS Setembro de 2016 Conselho Estadual de Cultura Ivone será patrona da com nova composição feira de Viamão Os novos membros do Conselho Estadual de Cultura (CEC) foram apresentados, dia 11 de agosto, em cerimônia no Palácio Piratini. Composto por vinte e quatro conselheiros, o CEC estabelece as diretrizes e prioridades para o desenvolvimento cultural do Rio Grande do Sul. O encontro teve a presença do governador José Ivo Sartori e do secretário da Cultura, Victor Hugo. Segundo o presidente do conselho, Dael Luis Prestes Rodrigues, a nova composição será positiva para a indústria. “É um grupo qualificado. Será um grande ciclo para a cultura. São pessoas extremamente capacitadas e dedicadas ao setor”, ressaltou. SOBRE O CONSELHO Desenvolvido para promover a política cultural com gestão democrática, o Conselho Estadual de Cultura é responsável por fiscalizar a execução dos projetos e a aplicação de recursos, além de se manifestar sobre questões técnico-culturais, emitindo pareceres e informações. Conheça os conselheiros e suplentes que compõem os segmentos culturais na nova organização: Livro e Literatura Conselheiro Titular: Walter Gal- vani da Silveira - Suplente: Marinês Bonacina. Conselheiro Titular: Élvio Vargas Suplente: Sérgio Augusto Pereira de Borja. Carnaval, Folclore e Tradição Conselheiro Titular: Ivo Benfatto - Suplente: Elenir Winck. Conselheiro Titular: Paula Simon Ribeiro - Suplente: Célia Jachement. Música e Registros Fonográficos Conselheiro Titular: José Mariano Bersch - Suplente: Nadya Regina Flores Vorga. Conselheiro Titular: Luis Carlos Sadowski da Silva - Suplente: Adriano José Eli. Ciências Humanas Conselheiro Titular: Luiz Armando Capra Filho - Suplente: Plínio José Borges. Conselheiro Titular: Érika Hanssen - Suplente: Olinda Marlei Lopes Teixeira. Cinema e Outras Formas Audiovisuais Conselheiro Titular: Bibiana Mandagará - Suplente: Pedro Guindani. Conselheiro Titular: Gilberto Herschdorfer - Suplente: Simone Luz Constante. Artes Cênicas Conselheiro Titular: Marlise Nedel Machado - Suplente: Aldo Gonçalves Cardoso Conselheiro Titular: Luciano Fernandes - Suplente: Marcelo Restori da Cunha. Bibliotecas, Museus, Arquivos e Patrimônio Artístico e Cultural Conselheiro Titular: Rafael Pavan dos Passos - Suplente: Jorge Luís Stocker. Conselheiro Titular: Ieda Gutfreind - Suplente: Liana Yara Richter. Artes Plásticas e Visuais Conselheiro Titular: André Venzon - Suplente: Lisiane Rabelo Machado. Conselheiro Titular: Lucas Frota Strey - Suplente: Dalila Adriana da Costa Lopes. Foto: Luiz Chaves Ela tem uma história de amor com o tradicionalismo gaúcho. Foi presidente da UTV (União Tradicionalista Viamonense), ocupou cargos da 1ªRT inclusive o departamento cultural regional e agora foi escolhida patrona da feira literária da cidade. Ivone Costa, 63 anos, escritora e historiadora, natural de Viamão, é a patrona da 12ª Feira Literária de Viamão, que acontece de 14 a 17 de setembro. O convite foi feito pelo prefeito, Valdir Bonatto, em conjunto com a secretária de Educação, Marcia Culau, a diretora-geral de Educação, Nazaré Carvalho, a diretora pedagógica, Luciane Fraga, e a coordenadora da Biblioteca Erico Veríssimo, Luciane Tavares. Ivone foi a escolhida por fazer um trabalho de resgate histórico do município, publicando obras sobre as lendas, a história e a cultura açoriana de Viamão, representando a cidade em Portugal, no arquipélago dos Açores, na Ilha do Faial, no ano passado. “Ivone tem história, experiência, paixão pelo que faz e contribuirá ainda mais para a cidade que tanto ama”, destaca Bonatto. Emocionada e feliz, a escritora agradeceu o convite. TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XV - Edição 181 FÓRUM DA DANÇA Por: Marcelo Vasconcelos Diretor de Danças Tradicionais do MTG/RS Setembro de 2016 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico ENART Intolerância Alimentar II Com a chegada do mês de setembro, além das comemorações dos Festejos Farroupilhas, também se iniciam as etapas Inter-regionais do Enart, que ocorrerão nas cidades de Uruguaiana, Venâncio Aires e Marau. No ano passado, foi modificada a sistemática do sorteio das danças nessas etapas, onde o mesmo foi realizado de forma eletrônica. No entanto, neste ano outras alterações serão realizadas, tendo em vista a evolução do Festival, bem como a necessidade de cada vez mais tornar transparente o sistema de avaliação. Esta, será feita de forma computadorizada, onde cada avaliador através de seu computador irá receber as planilhas, realizar a avaliação e posteriormente enviará para comissão revisora seus descritivos e notas. É algo inovador e que requer muita atenção de todas as pessoas envolvidas no processo. Na fase final em Santa Cruz do Sul as notas serão divulgadas para o público em um telão após a apresentação dos grupos. JuvENART No início do mês de agosto foi realizada a fase final do Juvenart na cidade de Santa Maria 13ª RT, que reuniu diversos grupos na categoria Juvenil das Danças Tradicionais, chamando atenção para a qualificação dos grupos, assim como, a dedicação das entidades para o evento, tornando-o cada vez mais uma referência no cenário das Danças no Rio Grande do Sul. Uma bela festa organizada pelo CTG Sentinela da Querência, que se mantenha por muitos anos possibilitando a interação entre os adolescentes. CTG Nova Querência/GO participou de festival na Polônia Por Luana Póvoa O elenco artístico do CTG Nova Querência de Cristalina, composto por 20 integrantes, entre coordenação, dançarinos e músicos, embarcou com sua delegação em julho para uma turnê na Polônia, entre os dias 7 e 28. O grupo fez apresentações no INTERNATIONAL FOLK MEETINGS MALAPOSKA-2016 na abertura da Jornada Mundial da Juventude em Krakow no Santuário Memorial de João Paulo II, que teve a cobertura da TV Canção Nova; na cidade de Myslenice, Kracovv e Miechow; duas apresentações em uma igreja em Myslenice e uma em Miechow durante a sagrada missa de domingo. Tudo isso sob a supervisão do professor e coreógrafo Sandro Lamb, de Uruguaiana/RS. O grupo também já participou em 2012, no VII Festival Internacional de Folclore de Moscou-Rússia e XII Festival Internacional de Folclore Sodruzhesto Golden Ring-Vladimir-Russia Em 2013, participou do XXXVIII Festival Internacional de Folclore-Songs Of The Mountains-Sibiu-Romênia e XXX Festival Internacional de Carpati-itesti-Romênia, ambos a convite da FEBRARP. Este ano o convite veio do CIOFF. “Também lidero um trabalho mostrando nas escolas a cultura gaúcha, com apresentações e palestras. E o programa A Voz do Rio Grande, todos os domingos pela Rádio Lider FM, das 10h ao meio dia” – conta Sandro Lamb. Glúten: A intolerância a esse tipo de alimento diminui a absorção de nutrientes pelo organismo e pode causar sérias consequências Amigos: na última edição falamos sobre intolerância a lactose. Agora, falaremos sobre intolerância ao glúten. A intolerância ao glúten não celíaca é a incapacidade ou dificuldade de digestão do glúten, que é uma proteína presente em alguns cereais, como trigo, centeio e cevada. Nessas pessoas, o glúten danifica as paredes do intestino delgado, provocando diarreia, dor e inchaço abdominal, além de dificultar a absorção de nutrientes. A intolerância ao glúten é permanente e, por isso, é necessário retirar completamente o glúten da alimentação para os sintomas desaparecerem. Os sintomas da intolerância ao glúten podem ser observados no bebê assim que haja introdução de cereais na alimentação. Os sintomas mais comuns são: • Diarreia frequente, de 3 a 4 vezes ao dia, com grande volume de fezes; vômito persistente; irritabilidade; perda do apetite; emagrecimento sem causa aparente; dor abdominal; abdômen inchado; palidez; anemia ferropriva; diminuição da massa muscular. Em alguns casos, o indivíduo pode não apresentar nenhum destes sintomas e a intolerância ao glúten só ser descoberta após a manifestação de outros sintomas decorrentes da doença, tais como: baixa estatura, anemia refratária, artralgia, prisão de ventre crônica, osteoporose e esterilidade. As causas da intolerância ao glúten podem ser genéticas ou devido à permeabilidade intestinal alterada. Existem exames específicos para o diagnóstico de Intolerância ao Glúten. Estes exames podem ajudar no diagnóstico da intolerância ao glúten, assim como uma dieta de exclusão do glúten por um tempo determinado para avaliar se os sintomas desaparecem ou não. O tratamento para intolerância ao glúten é basicamente excluir o glúten da alimentação durante toda a vida. O glúten poderá ser substituído por milho, farinha de milho, fubá, amido de milho, batata, fécula de batata, mandioca, farinha de mandioca e polvilho. Ao retirar o glúten da dieta, a remissão dos sintomas pode aparecer em poucos dias ou semanas. A dieta para intolerância ao glúten consiste em retirar da alimentação todos os alimentos que contém glúten, como os que são preparados com farinha de trigo, como bolos, pães e biscoitos, substituindo-os por outros, como bolo de fubá, por exemplo. Quem sofre com intolerância ao glúten deve excluir da sua dieta os seguintes alimentos: pão, macarrão, biscoito, bolo, cerveja, pizza, salgadinhos e qualquer alimento que contenha glúten. Na próxima edição vamos falar sobre primeiros socorros em casos de acidentes ou traumas. Até lá! 4º Encontro dos EXplêndidos será realizado em outubro Estreitar laços, relembrar e reviver. É nesse sentimento, que as ex-Prendas e os ex-Peões do Rio Grande do Sul são convidados, mais uma vez, a reunirem-se para compartilhar vivências e celebrar. A cidade de Esteio, na 12ª Região Tradicionalista, foi escolhida para sediar o 4º Encontro dos EXplêndidos, em outubro. A primeira edição do evento aconteceu em 2012, no CPF Piá do Sul, em Santa Maria, por iniciativa de Ana Claudia Feltrim, 1ª Prenda Juvenil do RS 1986/1987, e Luci Lane Oliveira, 3ª Prenda Juvenil do RS 1997/1998. Arroio dos Ratos e Porto Alegre sediaram as edições seguintes. Desta vez, os anfitriões são as prendas e peões que participaram de gestões estaduais pela 12ª RT, representados pelos tradicionalistas Amanda Faleiro e Paulo Vargas. Com a intenção de promover a integração entre os participantes, serão realizadas dinâmicas e uma tertúlia, com direito a um cardápio campeiro na refeição. Tu que já tiveste a honra de representar a juventude do Movimento Tradicionalista Gaúcho, venha partilhar deste momento de confraternização! Traga a faixa ou o crachá, seu instrumento musical, fotografias e boas lembranças! O que? 4º Encontro dos EXplêndidos Quando? 1º de outubro de 2016 Onde? CTG Independência Gaúcha, Rua Avelino Antônio Zonta, Esteio. TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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14 Ano XV - Edição 181 TROPEANDO VERSOS Por: Carlinhos Lima Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Setembro de 2016 AMPLIANDO HORIZONTES Por: Manoelito Carlos Savaris Conselheiro Vaqueano do MTG e da CBTG Quesitos de Avaliação IV Relato de uma história Encerrando a série de artigos sobre os critérios de avaliação da Declamação, vamos passar por aquele que encerra o substrato da Arte Declamatória. Por ser essencialmente introspectivo, pessoal e individual, abre um leque de possibilidades dentro da riqueza que são os diversos estilos dos nossos declamadores. Cada um tem a sua forma de ver e expressar a sua arte. Por isso não devemos nunca criar “escolas” ou condicionar “estilos” às interpretações, para o gosto deste ou daquele. A arte, como forma de expressão, nunca deve ser rotulada. Porém, quando se tratar de um concurso, há o seu regulamento, que serve para igualar as oportunidades. Portanto, nunca devemos esquecer que, neste caso, estamos tratando de “tradição” e a tradicionalidade deve sempre ser levada em conta na hora de interpretar aquela fatia de tempo contida num poema. INTERPRETAÇÃO DA MENSAGEM É o conjunto de toda a apresen- tação, ou seja, o objetivo final da declamação. A interpretação da mensagem poética é bastante subjetiva e depende muito da percepção de quem assiste. Ocorre mais naturalmente quando há a interação entre a técnica e o talento do intérprete. Deve-se observar a interação com o texto, a comunicação, a dinâ- mica, a interpretação artística, tudo conjugado com a expressão da emoção. Todo poema encerra em si uma mensagem psicológica, um exemplo a ser seguido, um valor a ser agregado, um feito ou personagem a ser reverenciado, a exaltação de uma qualidade, ou seja, emoções e sentimentos contidos nas entrelinhas. Esta mensagem deve ser assimilada e interpretada antes de ser transmitida. Embora a arte declamatória esteja bem próxima da interpretação teatral, o declamador não deve “encarnar” o personagem, como no teatro, pois ele é apenas o “portador do recado” que o poeta manda para os ouvintes e deve limitar-se a interpretar e transmitir a mensagem com a maior sinceridade e convicção possíveis, para que os expectadores sintam as emoções. A diferença é tênue, mas existe: o ator finge ser o personagem, se veste e age como tal; o declamador “conta a história” usando a sua verdade para convencer, fazendo com que as emoções sejam sentidas por quem assiste. Por isso não se deve chorar, gritar ou exagerar nas expressões, muito menos usar adereços alheios à pilcha. Basta entender o texto ideia por ideia e depois interpretá-lo no palco, deixando aflorar as emoções. O declamador é a ponte entre o poeta e os ouvintes. CTG O Fogão Gaúcho completa 68 anos Primeiro CTG do interior do Rio Grande do Sul, fundado em 07/08/1948, o CTG “O Fogão Gaúcho”, de Taquara, é o segundo mais antigo do estado e, porque não dizer, do mundo. É um dos mais importantes centros, tendo sido palco de eventos históricos para o tradiciona- lismo do nosso Rio Grande do Sul, destacando-se, entre eles, a aprovação da Carta de Princípios, no 8º Congresso Tradicionalista Gaúcho. No CTG “O Fogão Gaúcho” foi realizado o Fórum 35 anos do MTG e 40 anos da Carta de Princípios, em 2001. Foto: Rogério Bastos “O Combate da Ilha do Fanfa” Neste ano em que temos como temário dos Festejos Farroupilhas “A República das Carretas”, é importante relembrar alguns episódios importantes da Revolução Farroupilha e que contribuíram para o fortalecimento dos ideais farrapos e, em especial, a idealização de uma sociedade politicamente organizada sob o mando da República. Corria o ano de 1836. Bento Gonçalves mantinha um cerco à cidade de Porto Alegre. Na campanha, o Coronel Antonio de Souza Neto, após derrotar Silva Tavares no Seival, proclamou a REPÚBLICA RIO-GRANDENSE no dia 11 de setembro. Foi nesse cenário que o Comandante Farrapo Bento Gonçalves da Silva busca atravessar o rio Jacuí para ir-se encontrar com as Tropas de Neto no Piratini. Com uma tropa composta de 600 gaúchos, pequena força de artilharia, sem a cavalaria típica e com escassa munição, Bento lidera a temerária empreitada de atravessar as águas do Jacuí dominadas pela esquadra do comandante imperial Greenfell. Alem disso a região escolhida para a travessia estava cercada pelas tropas de Bento Manuel Ribeiro que no momento estava a serviço do Império. Durante três dias os farroupilhas mantiveram valente confronto com os imperiais, mas ao cabo desse tempo, contando com 120 homens mortos e 300 feridos, sem munição e encurralados, se veem diante da única alternativa: um acordo para salvar vidas, mesmo que isso custasse humilhação. Era 4 de outubro de 1836, pela hora do meio dia, quando Bento deu a ordem para que o corneta-mór Antônio Ribeiro desse o toque de parlamento. Era o sinal de que desejava firmar acordo com o inimigo. Aí, se revela o HOMEM, o LÍDER, o DESPREENDIDO Bento Gonçalves da Silva. Mesmo sabendo que poderia seria preso e humilhado, firmou acordo com Bento Manuel, pelo qual os soldados farroupilhas seriam liberados, as armas e munições seriam entregues aos imperiais e os comandantes Onofre Pires, Tito Lívio Zambeccari e ele próprio seguiriam para a outra banda do rio a fim de se encontrar com Domingos Crescêncio que lá se encontrava com parte da cavalaria farroupilha. Na noite daquele mesmo dia 4 de outubro, chegou ao teatro de operações o presidente da Província, Araújo Ribeiro, que desautorizou o acordo firmado por seu comandante-de-armas e determinou a prisão de Bento Gonçalves, Onofre Pires, Tito Lívio Zambecari e mais alguns oficiais farroupilhas. Bento Gonçalves da Silva, nascido nas terras de Triunfo não capitula. Não desiste de suas convicções. Não baixa a cabeça diante da prisão. Segue altivo para a “presiganga”, prisão flutuante do Guaíba, depois para o Rio de Janeiro e finalmente para o Forte do Mar em Salvador, de onde fugiu em setembro de 1837 para retornar ao Rio Grande, assumir a condição de Presidente da República Rio-grandense. A República Rio-grandense, a partir de Piratini, sua primeira capital, nunca conseguiu se estabelecer com tranquilidade. Passou maior parte do tempo em que durou (setembro de 1836 a fevereiro de 1845) com uma organização precária de governo e sempre em movimento. Na época, as carretas puxadas por juntas de bois eram o único meio de transporte possível para levar o pouco que a república tinha como documentos e materiais de funcionamento administrativo, por isso a alcunha de “República das Carretas”, dada por Barbosa Lessa. Marco Aurelio Angeli (E), Martim Guterres, Patrão Auro Sander e o Presidente do MTG, Nairo Callegaro TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XV - Edição 181 NOTICIAS Setembro de 2016 15 CAVALGADAS PTG China Véia recebe Ita Cunha e Edson Dutra, em novembro O PTG China Véia, de Dongguan, na China, receberá, entre os dias 07 e 16 de novembro, os cantores Edson Dutra, dos Serranos e Ita Cunha para shows e bailes na Ásia. Em 14 de novembro de 2015 a comunidade brasileira se juntou no Tangla Hotel em Dongcheng, na China, para uma grande festa com música regional gaúcha. Os artistas eram Luiz Marenco, Paulinho Goulart, Gabriel Selvage, Duca Duarte e Pirisca Grecco. Foi uma data inesquecível. Ao redor podia-se ver as pessoas dançando, se abraçando, cantando junto, com a felicidade estampada no rosto, matando a saudade da terra natal. Neste ano, os músicos serão outros. Edson Dutra, do Grupo Os Serranos, irá com convidados para a China, acompanhando o jovem talento nativista, Ita Cunha, que embarcam com seus músicos dia 7 de novembro para Dongguan. Ita Cunha é um jovem talento dos palcos dos festivais nativistas pelo Rio Grande. Mas sua história vem da fronteira, do distrito Azevedo Sodré, em São Gabriel. Cunha começou no piquete de seu avô, Maurilio Cordeiro da Cunha, depois foi para o Piquete Flete de Guerra, CTG Querência Xucra, e foi músico do Tarumã e Caiboaté no ENART. Aos 39 anos, Cunha pensa em aproveitar cada momento na China, uma experiência internacional ímpar na vida de quem canta. O PTG China Véia tem como patrão Crodoaldo Azevedo, e desenvolve muitas atividades artísticas e culturais, além de fazerem churrascadas e mateadas, sempre com muita musica e poesia. Ita levará sua experiência não só de músico, mas também de grupos de danças, para os gaúchos que estão do outro lado do mundo matarem a saudade da terra amada. Foto: Rogério Bastos Ita Cunha com a bandeira do PTG China Véia 17ª Região realiza encontro de jovens No sábado, dia 27 de agosto, foi realizado o “Encontro Regional de Prendas e Peões”, da 17ªRT, no CTG Querência da Serra, na cidade de Seberi. A realização Foto: Divulgação Jovens da 17ª RT no Encontro foi da gestão de prendas regionais 2016/2017, sob a coordenação de Larissa Bernardi, 1ª Prenda da 17ª RT e Maite Lorenzoni, 1ª Prenda juvenil da 17ª RT. O tema trabalhado durante o evento foi “O Jovem em Nosso Meio Tradicionalista”, já relembrando a comemoração do Dia do Jovem Tradicionalista, em 05 de setembro. Teve como principal objetivo resgatar os valores do Tradicionalismo Gaúcho e ressaltar a importância do jovem de transmitir a nossa cultura a todos. O evento teve a palestra de Tatiane Rocha com o tema “O Jovem Tradicionalista e a Sociedade”. Também palestraram durante a tarde, o Diretor do Departamento Jovem da 17ª RT, Ramiro Grethe Bregles e a Diretora de Comunicação do Departamento Jovem, Carla Eduarda, que falaram sobre a história do Departamento Jovem e sua atuação. Giovana será Deputada Federal Jovem Giovana Rossatto, 16 anos, Prenda Juvenil do RS, irá atuar na Câmara dos Deputados, em Brasília de 26 a 30 de setembro Foto: Liliane Pappen A frederiquense Giovana Pertuzzatti Rossatto recebe o reconhecimento da Câmara dos Deputados pelo Projeto de Lei selecionado para participar da atividade, que é chamada jornada parlamentar. O projeto desenvolvido por Giovana conquistou a segunda melhor nota e foi um dos cinco selecionados no Estado. “Para mim isto é incrível, pois terei a oportunidade de conhecer estudantes de todos os estados brasileiros, trocando inúmeros conhecimentos com pessoas de culturas, opiniões e realidades diferentes, o que, sem dúvida alguma será um grande aprendizado e ampliará minha visão de mundo”, disse Giovana ao Jornal O Alto Uruguai, em entrevista. Na capital federal, serão realizadas atividades que se assemelham à realidade da criação de uma nova lei no Brasil. Os estudantes selecionados formam chapas eleitorais, tomam posse como deputados jovens, formam a Mesa Diretora dos trabalhos do Prêmio Jovem Brasileiro (PJB), analisam os projetos de lei selecionados, relatam, debatem e votam todos os projetos em comissões e em plenário. Giovana Rossatto DICAS PARA CAVALGADAS Os passos que antecedem uma cavalgada irão determinar o sucesso ou não dela. Uma avaliação da condição do animal e de sua saúde pode garantir uma cavalgada tranquila. Além disso, uma preparação física correta pode garantir um menor desgaste físico e a redução dos riscos de acidentes graves por esforço excessivo. Faça uma consulta prévia com um médico veterinário. Exames que avaliam a saúde do animal (hemograma, sorológico para leptospirose, etc.) podem evitar sacrifícios desnecessários de animais doentes. Um animal, mesmo sadio, sem uma preparação física adequada pode, durante uma cavalgada, apresentar intolerância ao exercício (estafa) o que o impediria de completar o trajeto. Durante a cavalgada devemos observar certos detalhes, pois serão a garantia da integridade física do nosso animal. São estes: - O alimento sólido deve ser oferecido 2 horas antes do início da cavalgada e 3 horas após o seu término, diminuindo o risco de cólicas; - Revisar as encilhas, principalmente os xergões e mantas, para evitar qualquer material estranho que possa ferir o lombo do animal; - Revisar a embocadura (freio) a fim de evitar lesões na boca de seu animal, deixando sempre a barbela justa, porém não apertada; - Respeitar as paradas de descanso. Durante as quais se deve afrouxar as encilhas, revisa-las e oferecer água de forma moderada (4 a 5 litros) para não ultrapassar a capacidade do estômago. Revise seu animal periodicamente, garantindo o fornecimento de água limpa e fresca. - Ao final do percurso deve-se desencilhar o animal, leva-lo para pastar e se rebolcar. Oferecer água 30 minutos após a chegada, quando as frequências cardíaca e respiratória estarão normalizadas; - Seguir dois à dois a cavalgada, com a bandeira de seu piquete à frente do grupo, identificando-o, evitando paradas desnecessárias, contribuindo com o fluxo constante da cavalgada, evitando, assim, grandes distanciamentos e corridas à toa (os famosos “mata-cavalo”);

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