Revista-Comercio-Industria-Setembro-2016

 

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ÍNDICE EDIÇÃO N°134 - SETEMBRO / 2016 CAPA Hora Sol HISTÓRIA Carvalho Antarctica COMÉRCIO É preciso mudar INDÚSTRIA Jovens Empreendedores 10 14 18 31 Com o avanço da tecnologia, os relógios de ponto vão se transformando em equipamentos altamente sofisticados. A Hora Sol acompanha essa modernidade. Editorial 09 | Jornalista Ivan Roberto Peroni comenta a liberação do policial militar fazer um “bico por fora”. Arthur Friendereich, da Seleção Brasileira brinda em 1955 com Antonio Rodrigues Carvalho, a inauguração da primeira câmara fria na cidade para gelar chope. Alerta ao Empresariado 22 | A Vilage Marcas e Patentes anuncia a lista negra de empresas fraudadoras do INPI em nosso País. Com a chegada do SAT (Sistema Autenticador e Transmissor), o presidente Antonio Deliza Neto, do Sincomercio, faz um alerta sobre a troca do emissor de cupom fiscal. Eleições 2016 25 | Quatro dos seis candidatos a prefeito falam dos seus planos para o desenvolvimento econômico. O CIESP em Araraquara anuncia o13° Congresso Estadual de Empreendedorismo, em 22 de setembro no CEAR, organizado pelo Núcleo de Jovens Empreendedores. O Dia do Contabilista 32 | Data em homenagem ao contabilista será comemorada no dia 22 de setembro em Araraquara. Tal como a ACIA, 82 anos de fundação Presidente da Acim de Marília, Libânio Victor Nunes de Oliveira Diretoria, funcionários e comerciantes que fazem parte da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília celebraram no dia 20 de agosto, 82 anos de fundação da entidade que é considerada como uma das mais antigas em atividade no município, reforçando o envolvimento da instituição no desenvolvimento da cidade. A Associação Comercial e Industrial de Araraquara também está com 82 anos, sendo 30 de junho sua data de fundação. Parabéns a ACIM pelo seu aniversário. Medalha de Ouro Bela homenagem foi feita pel’O Imparcial à professora Eulália Schiavon, que chega aos 90 anos, após assistir quatro olimpíadas. Professora de Educação Física, co-responsável pela realização do Festival Danças de Todo o Mundo e Jogos da Primavera através do IEBA, nos Eulália anos 60 e 70, Eulália sempre foi alegre, carismática, traços que aparecem muito bem no desenho de Francisco Lopes. 6

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DA REDAÇÃO por: Sônia Maria Marques AGRONEGÓCIO A doce terra dos maracujás OLIMPÍADAS Nosso cavaleiro no Rio 2016 O peso do esporte na economia da cidade 40 51 Sindicato Rural de Araraquara, Senar-SP e Itesp capacitam pequenos produtores rurais a plantar maracujá e ter a fruta como uma grande fonte de negócios. Stephan, filho de Álvaro Barcha, o Nonô, sobrinho de Awad e José Salim Barcha, disputou o hipismo nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Homenagem 44 | Edgar Esteves, da Agrometa, conta sua história e ascensão profissional dentro do agronegócio na cidade Seu nome está na rua 56 | O historiador Samuel Brasil Bueno conta a história do menino Ruy Júlio, um valoroso policial. O brilho dos nossos alunos O vídeo “Mapeamento de focos e/ou criadouros do Aedes aegypti”, idealizado e produzido pelos estudantes Rafael Silva Pena e Vinicius Santos Monteiro, do Curso Técnico em Informática integrado ao Ensino Médio do Campus Araraquara, obteve a 3ª posição na fase estadual do concurso “Pesquisar e Conhecer para Combater o Aedes Aegypti”. O concurso, realizado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC), tem como objetivo originar ações Alunos e professor comemoram a colocação do vídeo no concurso que promovam, por meio de vídeos feitos pelos estudantes, o combate ao mosquito Aedes aegypti e suas consequências, principalmente o zika vírus. Cada escola pôde inscrever apenas um vídeo em cada categoria e nível de ensino, o qual poderia ter, no máximo, 90 segundos de duração, com imagens captadas por meio de aparelhos celulares ou câmeras fotográficas domésticas. Os dois finalistas em cada categoria/ nível por unidade da federação concorrerão na etapa nacional. O professor Leandro de Godoi Pinton, que ministra aulas de Geografia no campus, foi o orientador do vídeo. Para ele, a 3ª colocação estadual no concurso deve ser muito comemorada, considerando o grande empenho dos nossos alunos e o número de vídeos participantes inscritos. 7 Com problemas de ordem financeira, o time de vôlei feminino de Araraquara sucumbiu e é mais um baque na economia esportiva da cidade, o que levou a treinadora Sandra Mara Leão a comentar o assunto em nota na rede social. Ela diz ter orgulho do trabalho realizado durante 13 anos e se mostrou aborrecida por pessoas mal intencionadas que tentam tirar proveito desta triste situação. Infelizmente poucos são os que enxergam a economia do esporte e o papel deste setor no conjunto da economia para despertar o interesse de muita gente. Em qualquer cidade, os custos com a saúde poderiam ser muito mais baixos se a prática desportiva da população adulta fosse mais elevada, sem contar os efeitos benéficos para o equilíbrio psicológico das pessoas. Outra virtude da prática esportiva está na diminuição do comportamento marginal dos jovens, resultando em reduções nas despesas com a segurança, porque, entre outros, se reduz o tráfico de droga. Resumindo, o investimento público no esporte é largamente rentabilizado através da redução das despesas na saúde e na segurança. O investimento público aqui mencionado compreende não só o realizado pelos governos, mas também o que é feito pelas autarquias em infraestruturas que permitam a prática desportiva aos cidadãos e o investimento nas associações e clubes que praticam esporte para competição. O fim do vôlei entra na contramão da história e nos leva a entender que um outro aspecto pesa e se perde naquilo que foi plantado com carinho: o lazer de uma parcela da população. Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Diretor Comercial: Humberto Perez Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Heloísa Nascimento Design: Carolina Bacardi, Bete Campos Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio é distribuida gratuitamente em Araraquara e região * COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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EDITORIAL por: Ivan Roberto Peroni Dos tempos proibidos chegamos à realidade Ao longo da história da segurança pública em nossa cidade, falar que - policial estava fazendo bico no antigo Supermercados Gonçalves Sé ou mais recentemente em porta de joalherias - era um Deus nos acuda. Não podia é verdade, mas era feito. Os empresários não apenas buscavam segurança ao seu patrimônio, como também militares e policiais civis viam no final do mês uma renda extra para complementação do baixo salário que recebiam. Não foram poucos os profissionais penalizados por desafiarem as regras e muitos até abandonaram a carreira por entender que era bem mais compensador trabalhar em segurança externa. Está sendo implantada a adoção de novas medidas no combate à criminalidade em Araraquara: a atividade delegada. Só que é um bico diferente, vindo através de um convênio assinado entre a Prefeitura de Araraquara e a Polícia Militar. É bom lembrar que a atividade delegada criada em 2009, durante a gestão de Gilberto Kassab à frente da Prefeitura de São Paulo, dobrou o efetivo policial nas ruas da cidade, com mais de 4.200 homens atuando - em suas horas de folga - sob a coordenação da prefeitura paulistana, em convênio com o Governo do Estado. Aqui em Araraquara, os policiais já estão fiscalizando o comércio ambulante para alívio do comerciante estabelecido, carros que ficam abandonados nas vias públicas, além de outras ações que competem ao município. E como vai funcionar: a Prefeitura dá a eles algumas tarefas ou competências e paga pelas horas trabalhadas. O Estado tem que entrar com as viaturas e os equipamentos que eles precisam para o desempenho da função. Até que o negócio é bom para as duas partes e olha que já faz um bom tempo que não se vê uma iniciativa assim, pois via de regra, um dos lados sempre procura levar vantagem. Antigamente tirar o policial das suas reais funções e colocá-los para cumprimento de outras, contrariavam o regimento; e, as normas que regem a hierarquia militar são claras ao dizer em seu artigo 6° que “a disciplina policial-militar é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições, traduzindose pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes do organismo policial-militar”. E curioso que dentro deste artigo, o item 3 do parágrafo primeiro explica que “a dedicação integral ao serviço é uma manifestação essencial ao serviço”. Porém, tudo agora segue diferente, são novos tempos, outros hábitos, as necessidades econômicas e a exigência de uma polícia mais presente na vida comunitária. Daí uma atividade delegada com um verdadeiro kit de deveres em que o poder público acuado se vê obrigado a estender as obrigações em nome do Governo do Estado de São Paulo. É verdade que “rareou” a presença de policiais civis e militares fazendo bico pra garantir renda extra e na esteira do tempo, certo dia um Coronel-Corregedor da PM (Eurivan Lima), disse que “fazer bico não é uma atividade ilegal, mas a forma como a atividade paralela deve ser questionada se for comprovada incompatibilidade com a atividade policial do dia a dia”. E disse mais: “As atividades paralelas que podem ser consideradas ilegais são aquelas em que o policial militar se utiliza de bens da Fazenda Pública, como viaturas, armamento, equipamentos e fardamento, para apoiar suas atividades. Deve ser analisado também, se a atividade causa prejuízo para o dia a dia da profissão militar”. 9

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REPORTAGEM DE CAPA Hora Sol A história dos relógios de ponto de qualidade através dos tempos Sempre que o empresário Sérgio Hermínio Fausto olha para a parede e observa o primeiro relógio de ponto vendido por ele em 1969, sente a evolução da tecnologia e o aprimoramento dos equipamentos que sua empresa continua a representar por quase 50 anos. Ele tornou a Hora Sol numa das mais conceitudas revendas DIMEP do País. Sérgio Hermínio Fausto e os primeiros relógios de ponto que ainda fazem parte da sua brilhante carreira e da trajetória da Hora Sol Especializada em relógios de ponto e equipamentos de acesso, a Hora Sol é líder do segmento em Araraquara e região sob o comando do empresário Sérgio Hermínio Fausto. Com sistema informatizado, oferece os melhores produtos como representante exclusivo da Dimep - Dimas de Melo Pimenta Sistema de Ponto e Acesso Ltda. A Hora Sol além de fornecer mais de 130 equipamentos de controle de ponto em todos os órgãos públicos da cidade, também implementou o controle de acesso no Paço Municipal, desde 2012. Com o controle e credenciamento dos visitantes, é possível ter relatórios estatísticos de setores mais visitados, colaboradores que recebem mais visitas e controle de tempo de permanência dos visitantes na prefeitura. Para solucionar essa situação, foram usadas catracas com tecnologia de proximidade que fazem leitura de cartões através de rádio frequência e cofre de retenção de crachás para saída de funcionários, evitando o extravio 10 Empresas de pequeno e médio porte com até 100 funcionários podem utilizar o Mini Print da Dimep/Hora Sol

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O INMETRO regulamentou os dispositivos REP. No caso do fabricante Dimep, representado em Araraquara e região pela Hora Sol, o equipamento que atende a essas especificações é o modelo Print Point III. e perda dos mesmos. Já para o acesso de colaboradores, foram utilizadas catracas com tecnologia de leitura biométrica onde foram cadastrados dois dedos de cada colaborador, colocando a política de horário na entrada e saída para evitar altos gastos de horas extras. Os produtos de maior destaque da empresa atualmente são o Mini Print e o Print Point III. Todos dentro da Portaria Nº 1.510, de 21 de agosto de 2009, que disciplina o registro eletrônico de ponto e a utilização do sistema de Registro Eletrônico de Ponto – SREP previsto no artigo 74, parágrafo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para o caso de empresas de pequeno e médio porte com até 100 funcionários, o equipamento ideal é o Mini Print. Trata-se de um equipamento com leitor biométrico ou código de barras ou proximidade que registra as informações de início e fim de jornadas, faltas, atraso, descanso semanal, horas extras, controle de banco de horas e até mesmo quando o funcionário é desligado da empresa. Todos esses dados são coletados através de um sistema de software de gestão e são enviados à central de monitoramento, na própria Hora Sol. O Print Point III é o novo Relógio de Ponto Eletrônico da Dimep. Mais seguro, prático e conectado é de fato a solução ideal para empresas, com um mínimo de 100 colaboradores, como indústrias, edifícios comerciais, hospitais, órgãos públicos, que necessitam controlar a jornada de trabalho de maneira precisa, rápida e inteligente. Para maior segurança do cliente, o Print Point III além de atender os requisitos da Portaria 1.510/09, só aceita arquivos homologados segundo as normas do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) através da Portaria 595/13 que estabelece uma série de novos requisitos de segurança para os Registradores Eletrônicos de Ponto (REP). As recentes especificações visam promover maior segurança aos dados sobre o registro de ponto, protegendo as informações e evitando fraudes. Catracas com tecnologia de leitura biométrica podem ser instaladas em empresas que tenham um grande fluxo de pessoas durante todo o dia. Esses controles de acesso utilizam a leitura de impressões digitais para a identificação dos usuários, o que proporciona extrema segurança. 11 As vantagens são muitas. Todos os documentos fiscais são assinados digitalmente, a comunicação é criptografada, o que impossibilita que um software não autorizado se comunique com o equipamento. O aparelho também possui sistema de detecção que bloqueia o funcionamento do equipamento em caso de tentativa de violação. A EMPRESA A Hora Sol conta com uma equipe de colaboradores treinados para melhor atender os clientes e estão distribuídos em: três auxiliares administrativos, três técnicos de hardware, três técnicos de suporte técnico, dois técnicos para relógios de ponto convencionais e dois vendedores externos. Toda a equipe garante eficiência em sistema de Gestão e Controle de Ponto, desenvolvimento de projetos específicos para cada tipo e tamanho de empresa com soluções totalmente integradas, além de oferecer treinamento, consultoria e manutenção. A empresa disponibiliza a seus clientes duas visitas técnicas, todo o processo de instalação de seus produtos e treinamento específico. Além disso, oferece suporte com acesso remoto das 7h30 às 17h48. De acordo com o proprietário Sérgio Hermínio Fausto, fica a critério do cliente escolher qual equipamento se adapta melhor à sua empresa, estando disponíveis para venda ou locação. SEGUE

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A CONCESSIONÁRIA DIMEP Hora Sol, marca escrita com ética e produtos de qualidade A responsabilidade e a transparência nortearam a caminhada de Sérgio Hermínio Fausto desde os tempos em que, ainda trabalhando como policial militar exemplar, sentiu a necessidade de ampliar seus conhecimentos e sua fonte de renda. Foi aprender com Dimas de Melo Pimenta, da Dimep em São Paulo, consertar relógios de pontos, se transformando anos depois em revendedor exclusivo da sua linha de produtos. Profissionais da Hora Sol Tecnologia, concessionária DIMEP, em frente a sede da empresa na Avenida Jorge Haddad, 552, Vila Xavier A Hora Sol começou pequena. A ideia surgiu em 1969, quando Sérgio Hermínio Fausto decidiu fazer algo para aumentar sua renda. Entrou no curso do professor Dimas de Melo Pimenta, em São Paulo, e em 1970 voltou para Araraquara com o diploma na mão e uma nova profissão. A princípio consertava relógios de pulso ou de bolso, em sua casa. Até que um dia, o proprietário da Fábrica de Barbantes Bandeirantes solicitou-lhe o conserto de um re- lógio de ponto. Apesar de não ser sua área de atuação, encarou o desafio. Saiu-se tão bem que descobriu uma nova perspectiva profissional. Dias depois voltou a São Paulo e fez um curso de especialização em relógios de ponto, com seu antigo professor. Tornou-se o primeiro especialista em relógios de ponto da cidade e região. Em 1973 criou a DL Fausto que funcionou até 31 de agosto de 1978 na Avenida Washington Luís, 269, Vila Xavier. Em seguida passou a funcionar na Rua Barão do Rio Branco, 1.441 com o nome de HORA SOL, permanecendo até 9 de julho de 2009, nessa data mudamos para a Avenida Jorge Haddad, 552, onde estamos localizados próximo ao Banco Santander na Alameda Paulista, Vila Xavier. Ao longo de sua história, a Hora Sol e a Dimep buscaram alternativas para solucionar as questões de controle de ponto e acesso de profissionais nas empresas. Essas soluções sempre estiveram focadas em ações tecnológicas, importantes dentro de sua época. A mistura de passado e presente mostra a evolução da Hora Sol marcada pelo conceito de um fabricante de equipamentos do mais alto padrão de qualidade. Área de TI Área Técnica Setor de Vendas Atendimento ao Cliente 12 SERVIÇOS HORA SOL Produtos: Sistemas biométricos, relógio digital, controle de acesso, equipamentos para estacionamento, crachás e leitores, protocolador de documentos, ponto manual, controle de assistência e assistência técnica Avenida Jorge Haddad, 552 Vila Xavier Fones: (16) 3322-5933 / 3337-8585 (16) 9-9711-1597 Contatos: adm01@horasol.com sergio@horasol.com

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ANTONIO RODRIGUES DE CARVALHO Arthur Friendereich, de óculos escuros, em primeiro plano, faz um brinde a Antonio Rodrigues de Carvalho, em março de 1955, quando a distribuidora dos produtos Antarctica inaugurou a primeira câmara fria para gelar o chope que começava a ser vendido na cidade DE UM SIMPLES BOTECO A UM BOM BAR E, DEPOIS... O maior distribuidor de bebidas de Araraquara em todos os tempos Mais de meio milhão de garrafas de cerveja Antarctica por mês, era o que vendia nos anos 60 o empresário Antonio Rodrigues de Carvalho. Em 1955, quando inaugurou a primeira câmara fria da região para gelar o chope, ele se deu ao luxo de ter entre os convidados Arthur Friendereich, a primeira grande estrela do futebol brasileiro. Nem bem deu 6 horas da manhã e o “seu” Carvalho, como era chamado pelos lados do Carmo, caminha em passos curtos na direção da Padaria do Lima, na Rua 13. Todos os dias ele fazia daquele pedaço de chão seu ritual e como sempre, levava pra casa - duas bengalas e um pão sovado pontuado por oito gomos - exatamente iguais. Carvalho convivia com uma Araraquara romântica, de pequenas árvores plantadas nas beiradas das calçadas formando um imenso corredor, e, por onde o vento passava carregando folhas catadas mais tarde pelos funcio- 14 nários da Prefeitura que se ajeitavam em umas carroças esverdeadas, sempre puxadas por burros ou mulas. Mas, aquele sábado - 19 de março de 1955 - para o seu Carvalho o dia era especial: ele cuidaria dos preparativos de inauguração no dia seguinte, da primeira câmara fria ou frigorífica instalada em Araraquara, apropriada para gelar o chope da Antarctica que começaria a ser distribuído pela sua empresa. O português nato que aqui chegou ao Brasil com 18 anos de idade, estava eufórico e até já havia trocado com a esposa Adélia, algumas palavras logo

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que acordou: “É um dia que não vou esquecer nunca, mulher”. Ele sentado na beira, da cama lembrou dos momentos difíceis que passara na juventude, quando chegando de Portugal, foi trabalhar na lavoura de café em Boa Esperança do Sul. Em 1930, Carvalho começou a trabalhar na Estrada de Ferro Araraquara e logo após a aposentadoria, decidiu abrir aquilo que os fregueses chamavam de “buteco” na Avenida 7 de Setembro, vendendo bebidas, doces e salgados. “Graças, porém, à colaboração sempre presente do povo de Araraquara, nos foi possível ir ampliando e melhorando aquele estabelecimento. De boteco como o chamavam os clientes mais chegados, Deus nos deu a força necessária para transformá-lo naquilo que, depois, passou a ser denominado de bar”, dizia Carvalho, agora que está para inaugurar a câmara frigorífica em companhia dos diretores da Antarctica. SEGUE José Salles Gadelha, gerente de Distrito da Companhia Paulista de Força e Luz, desata a fita de inauguração da câmara frigorífica do depósito de bebidas de Antonio Rodrigues Carvalho, em 20 de março de 1955, na Rua Expedicionários do Brasil, 1292; também participa do ato o gerente da Companhia Antarctica Paulista, Petronio Bellini Carvalho saindo para a entrega dos produtos Antarctica Em frente ao frigorífico do qual Carvalho foi sócio, ele se prepara para carregar o gelo que seria vendido aos bares, restaurantes e residências na cidade 15

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