Jornal Empresários - Agosto - 2016

 

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Jornal Empresários - Agosto - 2016

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Com vendas em baixa, shoppings tem estratégia para atrair mais clientes O mais agressivo é o Shopping Vila Velha, que abre mão da cobrança do estacionamento, além de promover shows com artistas famosos e distribuir brindes. Página 10 Vereadores de oposição se preocupam com uso político do projeto Bike Vitória Os vereadores Zezito Maio e Geraldo Bolão não querem que o cadastro de usuários do projeto Bike Vitória seja utilizado em campanha politica de Vitória. Página 13 Caderneta de Poupança perde para outras opções de investimentos mais rentáveis O mercado oferece, além da Caderneta de Poupança, outras formas de investimentos, com destaque para Tesouro Direto, Letras de Câmbio, Certificado de Depósito Bancário e Ações . Página 6 ANO XVII - Nº 200 www.jornalempresarios.com.br ® do Espírito Santo AGOSTO DE 2016 - R$ 4,50 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Empreendedor O empresário Odilson Arpini agora investe na 3ª unidade do Day by Day, localizada na Serra. Páginas 8 e 9

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2 AGOSTO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. EDITORIAL Contorno do Mestre Álvaro: uma obra importante Pelo menos duas décadas após ser considerada como uma das intervenções viárias mais importantes para a Região Metropolitana da Grande Vitória, finalmente começa a tomar forma a execução da obra do chamado Contorno do Mestre Álvaro. O trecho tem uma extensão de 19,7 quilômetros, na BR-101/ES, passando por uma das mais belas regiões do Estado. A Ordem de Serviço para o início das obras foi assinada em Vitória, no dia 1º de agosto, com a presença do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do diretor geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira. Orçada em R$ 300 milhões, o Contorno do Mestre Álvaro eliminará a circulação de veículos em trecho de tráfego intenso no município de Serra, acarretando problemas na mobilidade urbana de Vitória, Cariacica, sendo responsável por longas filas de veículos na BR101, até Fundão e João Neiva. Com a implantação desse novo trecho, haverá maior segurança e melhoria do tempo do percurso para os usuários. Além disso, o município de Serra será beneficiado com a retirada do tráfego intenso que corta uma das mais importantes áreas de seu território, onde estão localizados bancos, empresas, supermercados e um variado e movimentado comércio varejista e atacadista. Com a conclusão das obras, o tráfego interno dos bairros vizinhos também será contemplado, e irá prevalecer o transito de carros de passeio. O projeto do Contorno do Mestre Álvaro prevê a construção de quatro pistas, duas em cada sentido, para ligar a BR101, do quilômetro 249 até o quilômetro 275. Além da pista, o trecho vai contar com faixa multiuso para ciclistas em toda extensão e 13 passagens de fauna, em forma de viadutos que permitem aos animais cruzarem a pista em segurança, já que o contorno passará próximo à diversas áreas de preservação ambiental. A expectativa em torno do projeto é grande, por tudo o que ele representa para a mobilidade urbana de um trecho dos mais importantes para a economia do Espírito Santo. A execução das obras ficará sob a responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/ES), com acompanhamento pelo Dnit, com previsão de conclusão em 2019. Segundo o cronograma traçado, a obra será executada num prazo de 30 meses. Depois de pronta, a via será incorporada pela concessionária Eco101, responsável pela manutenção e ofertas de ser- viços como ambulância, guincho e assistência mecânica, de acordo com o contrato já assinado. O Estado tem muito que comemorar com a implantação do Contorno do Mestre Álvaro, anunciada em um momento de grave recessão econômica. Além dos benefícios na área de mobilidade urbana, o projeto vai gerar mais de 400 empregos diretos e indiretos, melhorando a situação de várias famílias e ampliando, ainda, o giro financeiro na economia local. As contratações devem ocorrer dentro de dois meses, segundo previsão. O atendimento será feito no escritório a ser instalado no local e também através do Sine, com salários variando de R$ 1 mil para ajudantes, a R$ 6 mil, para encarregados. Entre os benefícios, vale citar a redução de sete quilômetros entre Campo Grande, em Cariacica, e a sede do município de Serra, com uma economia de tempo de 30 minutos para os usuários. Deve ser lembrado também que o trecho a ser cortado pelas obras é sede de alguns projetos turísticos, que serão beneficiados com a facilidade de acesso, por meio de um acesso mais fácil e seguro. Durante a assinatura da Ordem de Serviço, lideranças políticas, empresários e represen- tantes do Governo Federal estiveram unidos em torno de um projeto que representa um marco para toda a Região Metropolitana da Grande Vitória, complementando melhorias implantadas em outro trecho ligando Campo Grande, em Cariacica, a Carapina, em Serra. Essas obras reduziram o número de acidentes e o tempo a ser percorrido pelos usuários, principalmente para o transporte de carga pesada. Com o Contorno do Mestre Álvaro, o anel rodoviário da Região Metropolitana da Grane Vitória ganhará uma nova configuração, mais moderna e segura, dentro dos parâmetros adotados em outros grandes centros urbanos. A expectativa é de que as políticas públicas implantadas nessa área, em cada município, sigam o mesmo modelo, a fim de que o fluxo de veículos ganhe qualidade e segurança, sem esquecer o pedestre e outras formas de mobilização, como as ciclovias. As obras no município de Serra devem motivar os prefeitos da região a se unirem em torno de projetos interligados, mas, para tanto, é necessário que haja a abertura de uma discussão mais ampla sobre a Região Metropolitana, deixando de lado empecilhos muitas vezes provocados por diferenças políticas. Nesse sentido, a população, como um todo, merece a primazia. ■ LUIZ MARINS “Cautela! Não caias” – Cave ne cadas Após uma vitoriosa batalha, havia o “Triunfo”. Triunfo era uma das maiores solenidades da antiga Roma e a maior recompensa dada aos generais vitoriosos. Os Generais Romanos vitoriosos – o Triunfador – vestido de púrpura com uma coroa de louros na cabeça sentado num magnífico carro puxado por quatro cavalos brancos era conduzido em pompa ao Capitólio romano, precedido por senadores, rodeado por parentes e amigos, seguido por todo o seu exército e por um grande número de cidadãos. Adiante dele iam os despojos dos inimigos vencidos – quadros, objetos de arte das províncias que tinha conquistado. Com correntes de ouro e prata iam à frente os reis e os chefes inimigos subjugados, prisioneiros. Atrás iam as vítimas que deveriam morrer. Durante essa cerimônia, para abater um pouco o orgulho que um aparato tão deslumbrante pudesse inspirar ao triunfador, um escravo, colocado atrás dele, no mesmo carro, juntava uma voz discordante às aclamações da multidão e fazia ouvir cantos mofadores e palavras satíricas: “Lembrate que és homem, gritava ele ao vitorioso: “Cautela (cuidado) não caias!” – “Cave ne cadas” (em latim). Mais uma vez nos ensina a história – a mestra da vida! Mais uma vez nos ensinam os romanos. Aquele escravo, junto ao triunfador, repetia a ele aquele alerta para que no meio da embriaguez da glória, o general romano não se esquecesse de sua condição humana. Para que tanta pompa e circunstância não o fizesse pensar ser um “deus” ou alguém dotado de poderes divinos. O escravo repetia incessantemente o “Cave ne cadas” para que o general romano se lembrasse de que muitas vezes a queda segue de perto, o triunfo. Fico imaginando quantas pessoas e empresas se deixaram tornar arrogantes pelo sucesso. Pelo sucesso de um produto. Pelo sucesso de um prêmio recebido. Pelo sucesso de um triunfo. Fico imaginando quantas pessoas e empresas não se deixaram embriagar pela pompa e circunstância de um momento de glória e pouco tempo depois caíram em desgraça, perderam o poder, faliram. Marcas famosas. Impérios indestrutíveis. Fortunas imensas. De repente tudo acaba sem que o vulgus sequer consiga compreender como ocorreu. Às vezes, rápido demais. Às vezes logo após o “Triunfo”. Fico pensando se essas pes- soas e empresas tivessem tido um escravo a lhes dizer durante o Triunfo – “Cautela! Não Caias” – Cave ne cadas” se elas não teriam tido mais cuidado, não teriam sido menos arrogantes, menos “cheias de si”, achando-se menos “deuses” e mais humanos. Talvez não tivessem perdido suas vidas, suas empresas, suas marcas. Talvez tivessem tido a sabedoria de ver que justamente na vitória, a humildade é fundamental. Se você ou sua empresa estão experimentando um grande sucesso, lembre-se de tomar cuidado para não cair. “Cave ne cadas” é um conselho que vale para todos nós. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

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4 AGOSTO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS EUSTÁQUIO PALHARES Folie a Deux Apolêmica envolvendo a implantação do sistema de transporte baseado no aplicativo Uber sinaliza certa orfandade da nossa sociedade no que se refere à mediação do setor público na estrita perspectiva do interesse majoritário, da parcela maior da sociedade, não de segmentos ou setores circunstancialmente prejudicados em favor do benefício coletivo. De certo modo a discussão revela a ponta do novelo que a velha política insiste em ignorar por entender que deve permanecer encoberto desde que, puxado, trará à tona a pusilanimidade do político em propor uma pauta que desconforte segmentos sociais, no instinto preservacionista de não perder votos com o contingente contrariado; com a cultura da prevalência do interesse segmentado, corporativo, em prejuízo do interesse maior da coletividade; a ignorância sistemática da transição vertiginosa que vem detonando vários paradigmas em várias áreas da vida social, da economia, costumes, valores, organização urbana, modo de vida, novas de- mandas, obsoletização de sistemas e produtos e por aí afora... Interesses são contrariados, sim, mas no cotejo dos ônus x bônus, qual o saldo dessa balança? A velha política – muitas vezes professada por pessoas e caras novas – arrepia-se em pensar em colidir com o senso comum. Que embora expresse um pensamento predominante não é necessariamente adequado ou correto. O equivoco instrínseco de qualquer pensamento ou postura conservadora, por mais se apegue ao status quo, ao dito establishment, ao “como está, tá bom”, é o de não atinar que a mudança é permanente. Aliás, só ela, a mudança, permanece. Então, o conservadorismo de qualquer viés colide com a dinâmica da vida, em sua essência mutante e mutável. Imagine fabricantes de máquinas de escrever, de fabricas de vinil, de fitas cassete, apenas para citar produtos prosaicos, sem nos estendermos ao e-comerce, aos sistemas de automação, à realidade aumentada, à internet das coisas. Imagine os produtos extintos pela inovação sendo mantidos pe- la hipócrita “questão social” da manutenção dos postos de trabalho que eles demandam? De tudo o que se obsoletiza na razão direta da dinâmica da mudança, o que resulta mais pernicioso é o arcaísmo da política que segue cultivando os ritos clientelistas e perenizando velhas práticas que ora se vergam à uma difusa opinião pública, ora ignora-a solenemente insistindo em práticas indiscutivelmente reprováveis. Veja-se a questão das benesses do setor público para elites funcionais afrontando a indigência de muitos brasileiros, desnudando a manutenção do espírito corporativo que prioriza o interesse particular, de classe, sem a perspectiva do conjunto da sociedade. A execração pública parece não constranger os políticos. A instituição partidária é uma farsa, os partidos são reles cartórios e em momento algum infundem ao eleitor a certeza que defendem coerentemente e rigorosamente uma plataforma que merece o seu voto, independentemente do candidato. Aliás, é obvio que candi- datos são maiores que os partidos. Outra esquizofrenia que acomete a representação política é a surdez ao clamor de uma realidade que se espelha em vários aspectos da vida urbana. Por exemplo, um acordo federativo onde o município é confiscado em favor de uma União pródiga com quem conhece os atalhos dos seus recursos, incluídos aí os pedágios de praxe. Essa “folie a deux”, loucura compartilhada, inclui prevalência de ritos de representação – como assembleias legislativas, câmara de vereadores – que servem apenas aos circunstanciais ocupantes sem agregar efetivamente nada de consistente ou útil para a sociedade, que há muito não se sente representada por vereadores, deputados e mesmo senadores. Daí que questionar esse sistema não significa transigir com uma abstenção da democracia, é apenas uma constatação de que a democracia formalmente representada por uma representação política voltada para si mesmo é uma forma de negar a democracia. Tal situação irá se alterar dras- ticamente quando essa mesma sociedade, integralmente conectada, perceber que pode se expressar diretamente, pode se fazer ouvir sem intermediações que só permanecem pela inércia de alguns paradigmas. Com mais de 200 milhões de aparelhos móbiles (celular é até telefone), a sociedade brasileira já reune amostragem suficiente para ser ouvida ou se manifestar sobre quaisquer pontos que hoje não são cogitados, ou são evitados, pela por uma representação política que teme se posicionar: descriminalização da maconha, aborto, cassinos, pena de morte, crime hediondo para corrupção, casamento homossexual, carga tributária, pacto federativo, regimes diferenciados de trabalho (público x privado), e por aí afora. Basta que a sociedade seja consultada e se institua instãncias de governança que mediem essas consultas assegurando a blindagem e e a inviolabilidade de tais processos. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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6 AGOSTO DE 2016 VITÓRIA/ES Onde aplicar o seu dinheiro 16 ANOS FOTO: DIVULGAÇÃO Os investidores têm muitas opções para aplicação. A Caderneta de Poupança já não têm a preferência, cedendo lugar a modalidades mais rentáveis Bethania Moreira, supervisora de produtos e serviços do Sicoob Central ES Diante do atual momento de instabilidade econômica, muitos investidores têm procurado formas de fazer o dinheiro render. A poupança, por exemplo, embora seja o investimento mais popular entre os brasileiros, não tem alcançado rendimentos que sequer superem a inflação. Outros produtos podem oferecer rendimentos maiores. Há os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), as LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e os títulos de Tesouro Direto. Essas modalidades são mais seguras do que o mercado de ações. Apenas a quebra do banco ou do país traria prejuízo ao investidor. Mesmo assim, no caso dos bancos, os investimentos de até R$ 250 mil são garantidos até mesmo em caso de falência. Especialistas no assunto recomendam que, antes de aplicar o dinheiro, o investidor tenha clareza sobre os objetivos daquele rendimento – se vai ser usado para alguma compra ou não - e sobre o prazo que ele pode ficar aplicado. “A primeira questão é saber pra quê esse dinheiro está sendo investido, qual é a finalidade. Isso vai ditar o prazo que esse dinheiro vai ficar aplicado e o nível de risco”, explicou a supervisora de produtos e serviços do Sicoob, Bethania Moreira. A especialista também recomenda realizar simulações, para saber se investimentos com rendimentos menores e sem impostos são ou não mais vantajosos do que os mais rentáveis, sobre os quais os impostos são cobrados. “Às vezes, a RDC (Recibo de Depósito Cooperativo) ou o CDB têm uma taxa que mesmo com o desconto do Im- posto de Renda ainda é atrativa. A remuneração pode ser interessante e maior mesmo com a cobrança do imposto”. A RDC é o produto emitido pelo Sicoob, semelhante ao CDB. Outro conselho é que o investidor nunca aposte apenas nos produtos de renda variável e de grande risco, como as ações, detalhou o presidente do Conselho Regional de Economia (CoreconES), Eduardo Araujo. “Quando uma pessoa de perfil mais conservador para investimentos entra nesse mercado, meu conselho é que ela adquira alguns produtos de renda fixa. Nesse caso, ela terá uma garantia, caso sofra uma perda com as rendas variáveis, como é o caso das ações. A modalidade de investimento depende do quanto a pessoa quer arriscar”, aconselhou Araujo. ■ MODALIDADES DE INVESTIMENTOS ■ CDB: Os Certificados de Depósitos Bancários são títulos emitidos pelos bancos para captar recursos. Há os prefixados, em que o investidor já sabe no momento da aplicação qual será seu rendimento, e os pós-fixados, que têm uma taxa de referência para a rentabilidade que pode ser próxima da taxa Selic (14,25%). A quantidade mínima para investir varia de acordo com cada banco e o risco de perda é a quebra da instituição financeira. Nesse caso, os investimentos são assegurados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250 mil. ■ LCI: São as Letras de Crédito Imobiliário, que financiam os investimentos no setor. Pode ser pré ou pós-fixada, não tem cobrança de impostos e é preciso esperar pelo menos 90 dias para resgatar o dinheiro. O risco de perda e a segurança do investimento de até R$ 250 mil são semelhantes ao CDB. ■ TESOURO DIRETO: São títulos emitidos pelo governo para captação de recursos e custam a partir de R$ 30. Há rendimentos prefixados e pós-fixados e o risco de perda é muito baixo, porque só acontece se o país der calote. Se a venda do título for realizada antes da data do vencimento, podem ocorrer perdas. ■ AÇÕES: Há a insegurança da oscilação. Por isso, é recomendado que o investidor também reserve uma parte para aplicar em renda fixa. O rendimento depende da estratégia de compra e venda, que pode ser feita várias vezes no mesmo dia. Em ações, há taxas para negociação via corretora, então volumes muito pequenos não são tão interessantes. ■ POUPANÇA: É uma modalidade segura, em que se pode retirar o dinheiro a qualquer momento, e cujos rendimentos são creditados a cada 30 dias. Embora isenta de Imposto de Renda, está desvantajosa em função da alta taxa Selic. É recomendada para montantes menores e que precisarão estar sempre disponíveis ao investidor. JANE MARY DE ABREU O mundo das crianças perdidas... Overbo da moda é focar... ele está na boca de quase todo mundo, principalmente dos ansiosos. Todos se dizem focados em alguma coisa, essa é a grande mentira do mundo moderno... Como uma mente ansiosa, que vive freneticamente, pulando de um pensamento para outro, querendo sempre o que não tem, pode focar em alguma coisa? Impossível! Concentração exige em primeiro lugar quietude mental, e quietude mental a gente só consegue após prolongados períodos de silêncio, coisa difícil de acontecer no mundo que elegeu o barulho, a velocidade e a superficialidade como suas principais características. Com a sociedade barulhenta que temos hoje e as pessoas completamente desfocadas, embora afirmem o contrário, os riscos são enormes. Se tudo é feito para ontem, é claro que a produção é de baixa qualida- de e o nível de satisfação praticamente zero. É desse jeito que crescem os índices de infelicidade, a depressão e os suicídios. Nós não viemos a este planeta para correr atrás de dinheiro, poder e fama... Nós não nascemos apenas para adquirir e acumular bens. O acordo que fizemos antes de nascer foi bem mais amplo, contemplava o exercício do amor e o desenvolvimento da alma. Viemos a este planeta para deixá-lo melhor do que o encontramos e não para piorar as coisas com a falta de foco. As pessoas compromissadas com o desenvolvimento pessoal são as únicas que estão de fato focadas. São pessoas que se dedicam a uma tarefa e só depois de concluí-la bem, passam para a próxima. São pessoas que olham nos olhos de seus interlocutores, sabem ouvir, respeitam a opinião do outro, estão sempre dispostas a cooperar, e não em disputar. São gentis por natureza, elegantes em todos os seus gestos, não apenas na roupa que vestem. Os focados de verdade respeitam toda a criação divina, já se alimentam adequadamente, não colaboram mais com o assassinato cruel dos animais. Ao invés de comê-los, se dedicam a protegê-los, como está no planejamento divino. Já estabeleceram a meta de se tornarem pessoas melhor. Foco é concentração, é consciência. Uma pessoa consciente está sempre disposta a ajudar o próximo, ela tem sempre uma palavra gentil para oferecer aos seus semelhantes. Esse tipo de gente não está preocupada com a tagarelice da mente e nem com o mundo das aparências, porque está focada na sabedoria do coração. Ela já entendeu que o cérebro sabe muito pouco a respeito das coisas da alma, a lógica está muito aquém da intuição. Uma pessoa focada já faz o caminho da espiritualidade , não se aventura mais pelos caminhos sedutores do ego, gravita no amor e não no medo. Caminha pela vida em paz com o seu próprio ser, não deseja ser outra pessoa além dela mesma, aceita a vida do jeito como ela chega, não pede mais nada ao Universo, apenas agradece pelas inúmeras graças que recebe diariamente: andar, enxergar, falar, ouvir, respirar... Dificilmente você vai ver uma pessoa focada grudada no celular ou desperdiçando um dia inteiro no computador, porque uma pessoa focada, totalmente desperta, não é escrava de ninguém, muito menos da tecnologia, faz uso dela comedidamente, não se contenta com a superficialidade das relações digitais, quer de fato se desenvolver como ser humano. Os focados são seres cada vez mais raros, isso é fato, eles fazem parte de um seleto grupo de pessoas que realmente estão cumprindo os acordos que fizeram antes de nascer, de tornarem este mundo melhor através do amor, da paciência, da generosidade, da tolerância, da gratidão, da lealdade, valores que a gente só consegue exercitar estando focado nas coisas essenciais da vida. Eu penso que de tanto correr inutilmente, de tanto bater cabeça e experimentar todos os tipos de sofrimento, chegará o dia em que a espécie humana será obrigada a focar no que realmente importa. Enquanto esse dia não chega, tenhamos compaixão da grande legião dos desfocados, que não passam de pobres crianças perdidas, que definitivamente não sabem o que estão fazendo. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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FOTO: ANTÔNIO MOREIRA 16 AN Odilson Arp Após dois empreendimentos de sucesso, um na P Oempreendedorismo é um dos traços da personalidade de Odilson Arpini, empresário criador dos shoppings Day by Day de Vitória, detentor de outros três empreendimentos comerciais em Vitória e Vila Velha e idealizador do futuro Day by Day Serra. Basta uma conversa para perceber que Odilson tem uma visão inovadora, é muito organizado e tem clareza dos objetivos traçados. “Você só é dono do que você tem capacidade para construir”, declara. Além dos empreendimentos comerciais, Odilson tem fazendas no município de Pinheiros, no extremo norte do Estado, e em Prado, na Bahia, nas quais cultiva café, mamão, pimenta do reino, eucalipto e também cria gado. Ao todo, as fazendas somam três mil hectares. Em janeiro de 2017, o empresário inicia a construção de mais um empreendimento: o Day by Day Serra, empreendimento do mesmo formato dos Malls da Praia do Canto e de Jardim Camburi. Ele será construído no bairro de Jardim Limoeiro, no município da Serra, em um terreno total de 12 mil m². Serão 11 lojas de 500 m² cada, com um pé-direito de 10 metros. Lá, o foco será o mercado automobilístico e de autopeças, mas também haverá farmácia, supermercado, um banco e uma loja de tintas. Os clientes vão contar com 420 vagas de garagem. “Gosto de fazer as coisas devagar, sem correr”, explicou Odilson sobre o prazo de construção do Day by Day Serra, cujas obras serão iniciadas em janeiro de 2017 e levarão entre dois e três anos para ser concluídas. Para ele, aceitar a vida e estar satisfeito com tudo o que se tem é um dos segredos para o sucesso profissional. Além disso, Odilson garante que não leva problemas do trabalho para casa e que sempre tenta ficar calmo e ter paciência. “Não tenho nenhum problema de saúde, e olha que como doces todos os dias!”, brincou o empresário. Também considera que é importante se dedicar ao que faz. “Faço tudo com muito carinho e dedicação. Hoje, estou satisfeito com a vida”. Porém, diz que não pretende se aposentar. “Se parar, a bicicleta cai. Não pretendo me aposentar nunca”. Empreendedorismo desde muito jovem A vocação empreendedora acompanha Odilson Arpini, criador dos shoppings Day by Day, desde muito jovem. Natural de Santa Teresa, na região serrana do Estado, começou a trabalhar muito cedo, aos 14 anos de idade, como office-boy em um escritório de contabilidade. Aos 16, se tornou funcionário do ramo de contabilidade na empresa do pai - Octávio Arpini, hoje com 94 anos de idade – que tinha uma indústria de madeiras em São Gabriel da Palha, no norte do Estado. Aos 17 anos, ainda menor de idade, comprou seu primeiro carro que, na época, foi registrado no nome do pai. “Lembro que o vendedor me perguntou se eu não queria fazer o seguro do carro. Respondi: Pra quê? Se roubarem, tenho dinheiro para comprar outro”, lembrou, rindo, o empresário. Odilson se formou na faculdade de Direito em Colatina, mas nunca exerceu o ofício. Ele diz que o que realmente o ajuda na administração de seus negócios é a formação em Contabilidade, que cursou mais ou menos na mesma época da faculdade de Direito. A indústria de madeiras do pai de Odilson foi posteriormente transferida para Linhares, onde viveu por 10 anos. “Na época, cheguei a enviar portas feitas de madeira até para o estado do Acre, de avião”, lembra o empresário. Em 1982, ele se mudou para Vitória, onde decidiu investir na construção de prédios comerciais. O primeiro deles foi o Liberty Center, na Avenida Nossa Senhora da Penha, inaugurado em 1996. Desde então, o prédio sempre teve sucesso na ocupação de seu espaço. Hoje, o Liberty Center é ocupado majoritariamente por bancos, sendo a loja do andar térreo uma agência do Banco Santander e, em seu interior, também estão instalados o Banco Mercantil do Brasil e o Banco Daycoval. Atualmente, são seis empreendimentos comerciais, contando os shoppings Day by Day e o futuro Day by Day Serra, que começará a ser construído em janeiro de 2017.

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OS VITÓRIA/ES AGOSTO DE 2016 9 pini anuncia o 3º Day by Day Praia do Canto e outro em Jardim Camburi, o empresário iniciou a construção de uma unidade no município da Serra FOTO: ANTÔNIO MOREIRA FOTO: ANTÔNIO MOREIRA O Day by Day da Praia do Canto foi ampliado O Day by Day de Jardim Camburi está consolidado Day by Day em crescimento O Day by Day Praia do Canto, um dos Malls mais conhecidos da Grande Vitória, já comemora 15 anos de uma história de sucesso. É um espaço de convivência, onde o morador do bairro pode resolver pequenas pendências, como fazer compras, pagar contas e comprar itens de decoração e presentes; ou simplesmente sentar calmamente para apreciar uma boa comida, um café, um vinho ou um sorvete. Odilson Arpini, empresário criador dos Day by Day e de outros empreendimentos comerciais em Vitória e Vila Velha, explica que a rede de centros comerciais foi criada a partir de um conceito estadunidense. Lá, os grandes shoppings, como ainda são construídos no Brasil, não são mais tão frequentes. O conceito que mais tem crescido por lá é o Mall, um pequeno shopping, com grande disponibilidade de serviços, fácil acesso e localizado dentro dos bairros. Além disso, com uma facilidade que Odilson considera primordial para a manutenção e o sucesso desse sistema: o conceito “no park, no business” – ou seja: sem estacionamento, não há negócios. Por isso, o Day by Day Praia do Canto tem a disponibilidade total de 87 vagas. “Nos Estados Unidos, tem muitos Malls, não existem mais grandes shoppings como ainda se faz aqui no Brasil. Essa é a ideia do Day by Day: um pequeno shopping, dentro do bairro e com acesso, segurança e comodidade. Por isso existe o conceito “no park, no business”. Ter um estacionamento tranquilo, com vagas à disposição, é fundamental”, explicou o empresário, que viaja com frequência aos Estados Unidos. Em julho, o empreendimento escreveu mais um capítulo de sua trajetória. Foi inaugurada a expansão do Mall, logo ao lado do tradicional prédio, com mais lojas e vagas de estacionamento. As duas partes do Day by Day são interligadas por um pequeno corredor. A expansão do Day by Day Praia do Canto conta com uma unidade do Laboratório Tommasi, a maior loja da expansão, e com 22 novas vagas, além das 65 já existentes. Além disso, o prédio conta com seis lojas de maior porte. Lá, já funciona uma loja da grife Maria Gueixa, a primeira inaugurada na área de expansão. Em breve, será aberta uma chocolateria Espírito Cacau. A localização do Day by Day foi um dos fatores que levou o proprietário da franquia Maria Gueixa, Ygor Almeida, a escolher o shopping para abrir a loja, inaugurada no dia 20 de julho. Ele explica que o público que circula pela região é o mesmo público-alvo da marca e que um fator importante para o sucesso da área é a integração do espaço com restaurantes e lojas de itens diversos. “Já observei o movimento de pessoas nessa região e é muito bom. Muita gente passa por aqui. Essa loja é a franquia-base da Maria Gueixa e está em uma localização que tem tudo a ver com a marca, que chegou a um patamar de sucesso em apenas cinco anos de existência. O nosso público é o mesmo público que frequenta o Day by Day”, apontou Ygor. O shopping Day by Day da Praia do Canto está localizado em uma das áreas mais nobres do bairro. É um local de fácil acesso e que reúne comércios de grande utilidade para os moradores da região em um ambiente confortável, com locais ao ar livre, facilidade de circulação e acesso, além da disponibilização de vagas de estacionamento. É um local onde o morador da Praia do Canto pode chegar tanto a pé como de carro; onde pode comprar itens de decoração, presentes, vinhos e produtos de beleza; fazer uma pausa para o cabelereiro, para almoçar, lanchar, jantar ou simplesmente tomar um sorvete. Além de um espaço de compras, é um local de convivência onde os moradores do bairro se encontram para bater papo. A comodidade e a segurança que o Day by Day oferece aos clientes e frequentadores foi um dos principais atrativos para o investimento de Cristina Segond, proprietária do Capri, restaurante de cozinha italiana e contemporânea. Ela conta que a maioria dos clientes elogia a localização e a comodidade proporcionada pelo estacionamento. “O Day by Day proporciona comodidade aos clientes, principalmente por existirem vagas de estacionamento e por estar em uma área privilegiada da Praia do Canto. A maioria dos clientes é de perto e elogia a localização. É um lugar mais calmo, longe do burburinho da região do Triângulo, mas que tem as mesmas funcionalidades. Aqui no Capri, é possível fazer o happy hour de terça a sábado e almoçar aos domingos”, considerou. Cristina, que abriu o restaurante há dois anos, também elogia a integração que o shopping proporciona entre os vários estabelecimentos comerciais. “A abertura da brinquedoteca (Happy Place Espaço Kids) foi muito benéfica para nós e para os nossos clientes. Muitos trazem os filhos para jantar e deixam as crianças brincando lá enquanto o prato é preparado”, destacou a proprietária do Capri. ■ DAY BY DAY PRAIA DO CANTO ■ ENDEREÇO: Rua Elesbão Linhares, nº 15. Praia do Canto, Vitória-ES. ■ ESTRUTURA: No Day by Day Praia do Canto, funcionam 18 estabelecimentos comerciais no andar térreo. Também há um prédio de dois andares, com um total de oito salas comerciais. Na expansão, que fica logo ao lado e é ligada à estrutura tradicional por um corredor, há seis lojas. Lá, já funciona a Maria Gueixa e, futuramente, haverá uma unidade da Espírito Cacau e do Laboratório Tommasi. O shopping tem, ao todo, 87 vagas de garagem, sendo 65 vagas na estrutura tradicional e outras 22 vagas na expansão. ■ LOJAS ATUAIS: - Restaurante e Pizzaria Salsa da Praia - Capri (Restaurante Italiano e Contemporâneo) - Casa Albuquerque (ateliê de decorações) - Espaço DOC (Casa de vinhos e Delicatessen) - Happy Place Espaço Kids (brinquedoteca) - Boneca D’Luxo (salão de beleza) - Sorveteria 40 Sabores - Supermercado Sabor da Terra - Cake e Delícias (doceria) - Aldeia da Ilha Chopperia e Restaurante - Costura Perfeita (consertos e reformas de roupas em geral) - MIX 3G (manutenção de IPhones) - Nutrizen Suplementos e Produtos Naturais -Pin Especiarias - Merídian Salão Unissex - Trovato Presentes e Decoração - Maria Gueixa Agências bancárias: - Autoatendimento do Banco do Brasil com dois caixas eletrônicos - Caixa eletrônico Banco 24 Horas Lançamentos futuros: - Espírito Cacau - Laboratório Tommasi DAY BY DAY JARDIM CAMBURI ■ ENDEREÇO: Rua Victorino Cardoso, nº 235. Jardim Camburi, Vitória-ES. ■ ESTRUTURA: O Day by Day Jardim Camburi é um espaço extremamente aconchegante e funcional para a população do bairro. Está localizado em uma das principais avenidas, próximo à faculdade Estácio de Sá e ao shopping Norte Sul, e conta com o serviço de bancos, restaurantes, um supermercado e um frigorífico, além de um estacionamento exclusivo para clientes. ■ LOJAS: - Cantina do Bacco (restaurante) - Estação Café (cafeteria) - Frisa (frigorífico) - Espaço Beleza Brasil (salão de beleza e estética) - Subway (fast food) - São José Express (supermercado) Agências bancárias: - Sicoob - Banco do Brasil DAY BY DAY SERRA ■ O Day by Day Serra será um shopping mall no mesmo formato do Day by Day de Vitória ■ Localizado em Jardim Limoeiro, o terreno do empreendimento tem 12 mil m². ■ Serão 11 lojas de 500 m² cada, com um pé-direito de 10 metros. ■ Contará com 420 vagas de garagem ■ Terá lojas especializadas no mercado automobilístico e de autopeças ■ Também terá um supermercado de menor porte, um banco, uma farmácia de grande porte e uma loja de tintas. ■ A construção do Day by Day Serra começará em janeiro de 2017. ■ A previsão de conclusão da obra é de entre dois e três anos.

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10 AGOSTO DE 2016 VITÓRIA/ES Shoppings têm estratégia para atrair mais clientes 16 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Para ampliar o nível de fidelização, lojistas investem em promoções mais criativas Nos últimos 20 anos, a Grande Vitória viu o crescimento e o surgimento de vários shoppings. Se, antes, o comércio de rua era bastante frequentado pela população, hoje os grandes centros comerciais reúnem diversas lojas, bancos e restaurantes em um só lugar, com praticidade, conforto, segurança e vagas de estacionamento à vontade. Hoje, todas as cidades da região já contam com um estabelecimento do tipo, o que diversifica a oportunidade de compra para o cliente e de investimentos para os comerciantes. Porém, essa popularização dos shoppings faz com que cada um deles precise se diferenciar para atender melhor, atrair e fidelizar os clientes. Exemplo dessas estratégias são as promoções de estacionamento. Alguns sequer cobram a taxa pela vaga de garagem. Outros aproveitam para ampliar o espaço de divulgação de uma marca caso haja espaço vago logo ao lado da loja. Isso sem contar os eventos e serviços exclusivos oferecidos aos clientes. O Boulevard Shopping, que fica em Itaparica, Vila Velha, recebe e organiza em média 17 ações diferentes por mês, sendo a maioria delas gratuitas. São oficinas de teatro, exposições, encontro de carros antigos e o CineMaterna, uma sessão de cinema especial para mães e pais de crianças com até 18 meses. "O shopping não é só um espaço de compras, é um lugar de convivência e entretenimento. Sempre acreditamos nisso. É um espaço para as pessoas se encontrarem. Procuramos trazer lojas que não tem no Estado e que sejam FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A disponibilidade de serviços e as lojas diferenciadas nos shoppings centers agradam os consumidores atrativas para o público daqui. A ideia é fazer com que as pessoas venham comprar, mas também tenham experiências legais no shopping", enfatizou a gerente de marketing do Boulevard Shopping, Taís Tavares. A disponibilidade de serviços e lojas diferenciadas e desejadas pelos consumidores também é uma das apostas para se diferenciar. No Shopping Vitória, o cliente conta com os serviços de um centro médico e odontológico e também com o serviço exclusivo de um pet shop. Além disso, o shopping busca antecipar tendências e oferecer vivências variadas aos frequentadores, como explicou seu diretor geral, Raphael Brotto. “Na área de vivência, o Shopping Vitória aposta em ações que proporcionam momentos agradáveis, enquanto se passeia pelos corredores, como o projeto Piano In Concert, com apresentações gratuitas de pianistas capixabas executando o melhor da MPB e da música clássica. Outro destaque é a criação de novos ambientes gourmets. Além da Praça de Alimentação, o público conta com as áreas Gourmet Place e Gourmet Hall, dedicadas a oferecer pratos nacionais e internacionais”, destacou Brotto. Já o Shopping Norte Sul disponibiliza aos clientes a campanha “Minhas Compras Valem Ouro Shopping Norte Sul”. Até o final do ano, o shopping vai sortear R$ 80 mil em barras de ouro, divididos em quatro sorteios de R$ 10 mil em datas especiais e um sorteio de R$ 40 mil no Natal. Os próximos sorteios acontecem nos meses de outubro e dezembro. No último mês do ano, será sorteado o maior prêmio, no valor de R$ 40 mil. “A cada data comemorativa vamos brindar os participantes com barras de ouro. Os cupons vão ser entregues pela própria loja a cada R$ 70 em compras, no ato do recebimento da nota fiscal, carimbados e colocados na urna. Os cupons são cumulativos, valendo para todos os sorteios durante o ano”, explicou o gerente de marketing do mal, Leonardo Picinati. ■ Algumas lojas sentem o efeito da crise SERVIÇOS E PROMOÇÕES DOS SHOPPINGS Boulevard Shopping (Itaparica, Vila Velha) ■ De 18 de agosto a 15 de outubro, recebe a Exposição Gigantes Marinhos, com reproduções de fósseis e esqueletos de animais préhistóricos. A entrada é gratuita e o funcionamento é no mesmo horário do shopping. Mensalmente, o shopping organiza sessões de cinema especiais para mães e pais de bebês de até 18 meses (CineMaterna) e para crianças com Transtorno do Espectro doAutismo (TEA) e seus familiares (Sessão Azul). Shopping Vitória (Praia do Suá, Vitória) ■ Investiu na inauguração das primeiras operações de algumas lojas no Estado, como Sephora Collection, Swarovski e Restaurante Madero. Dispõe de um centro médico e odontológico e de um pet shop. Promove o projeto Piano In Concert, com apresentações gratuitas de pianistas capixabas executando MPB e música clássica. Shopping Norte Sul (Jardim Camburi, Vitória) ■ Promove a campanha “Minhas Compras Valem Ouro Shopping Norte Sul”, que vai sortear R$ 80 mil em barras de ouro até o final do ano, com sorteios em outubro e dezembro e um sorteio de R$ 40 mil no Natal. A cada R$ 70 em compras,os clientes receberão um cupom,que é cumulativo,para participar da promoção.

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12 AGOSTO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Em Vitória, é fácil comer bem Localizado na Enseada do Suá, o restaurante Santé torna-se uma opção para quem deseja alimentação saudável Quem frequenta ou trabalha em uma das maiores regiões comerciais e empresariais de Vitória, a Enseada do Suá, muitas vezes tem dificuldade em manter uma alimentação saudável, que satisfaça o estômago e não sacrifique o bolso. Geralmente, as opções são muito industrializadas, com ingredientes de baixa qualidade, feitas às pressas e muito caras. Diante desse cenário, surge um oásis de boa comida com um ambiente muito aconchegante, bem decorado e que permite uma pausa tranquila para o almoço bem no meio da Enseada: o restaurante Santé, que só pelo nome já dá uma ideia do que é servido no cardápio. Santé significa saúde em francês e, ali, a comida saudável é o carro-chefe. Ao entrar no restaurante, o cliente já tem uma sensação de conforto. O piso é de madeira e a cozinha é centralizada, fica no meio do ambiente. Decorado com plantas, paredes pintadas de vermelho, amarelo e verde – cores que aguçam o paladar e reforçam a identidade natural e fit da culinária produzida ali – o Santé é um espaço no qual o cliente pode fazer uma pausa com calma, menos barulho e correria, e apreciar uma comida que pode ser feita especialmente para ele. “O nosso foco é a comida saudável, bem preparada e bonita. Servimos pratos rápidos e feitos com carinho. O cliente da região é exigente, gosta de uma comida boa, com ingredientes de qualidade, e de um ambiente aconchegante onde o almoço seja o momento de relaxar”, declarou a empresária Mônica Pinheiro Bisi, uma das sócias do Santé, onde trabalha junto com o filho, Rafael Bisi Gomes. A história do Santé, que abriu recentemente, em junho deste ano, começou com uma pesquisa da faculdade de Rafael, que cursa administração. Nessa pesquisa, o universitário e agora empresário queria saber de que tipo de comida os frequentadores e trabalhadores da região sentiam necessidade no dia a dia e o quanto estariam dispostos a pagar por ela. Com o resultado em mãos, que apontou para um cardápio fit, porém variado, com opções para quem tem alimentação restrita - como vegetarianos e intolerantes a glúten e a lactose – nasceu o Santé. “Desde que idealizei o estabelecimento, pensava em algo fit, com foco no saudável, que é o que está em alta. Em uma área comercial, as pessoas não deixam de comer. Em pouco tempo de funcionamento, temos clientes que vêm todos os dias, outros que vêm mais de uma vez por semana, e outros que não vêm com tanta frequência, mas que sempre vêm”, relatou o empresário. Essa relação de proximidade com o cliente é um dos diferenciais do local, que sempre ouve as sugestões e considerações dos frequentadores. Começando pelo fato de que o Santé permite montar a própria salada da forma que o cliente desejar – e algumas ficam muito bonitas, com combinações diferenciadas. Rafael conta um caso curioso de uma cliente que, desde o primeiro dia, consome os pães-de-queijo. “No primeiro dia, ela veio e provou o pão-de-queijo. Como estávamos começando a fazer a própria massa do pão aqui mesmo, perguntei o que ela achou e no que podia melhorar. No outro dia, ela veio novamente e deu mais sugestões. Quando testamos a receita pela terceira vez, ofereci a ela pa- FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A sensação de conforto começa na montagem do prato e se expande durante a degustação ra que provasse por conta da casa, e foi ela quem aprovou a massa do pão-de-queijo que servimos hoje”, lembrou. Além do atendimento ao cliente, um ponto primordial para Rafael e Mônica é a limpeza e organização do espaço do restaurante e, principalmente, da cozinha onde as refeições são preparadas. O Santé conta com a consultoria de uma nutricionista, que visita o restaurante para observar a adequação às regras da Vigilância Sanitária, conferir a limpeza e a validade do local, além de fazer um treinamento com os funcionários sobre a higiene e formas de conservação dos alimentos. “Todos os funcionários têm uniforme, tiram acessórios e até os sapatos antes de entrar na cozinha. Nada que vem da rua vai para lá”, enfatizou Mônica. “É da cozinha que sai a nossa qualidade. Somos responsáveis por apresentar ao cliente uma comida que o faça sentir-se acolhido e satisfeito”. Outra parte diferencial do Santé é que os vegetais usados no restaurante são trazidos da região serrana do Es- tado - o tomate, por exemplo, é plantado no município de Venda Nova do Imigrante. E a qualidade é acompanhada de perto por Mônica, que já administrou outro restaurante, um buffet e hoje também é responsável pelo bistrô Coisas de Minas. Por isso, sabe identificar se um prato é bem preparado e feito com itens de qualidade. “Tenho a experiência do que vendo. Conheço o sabor, sei identificar o que é feito com bons ingredientes. O cliente tem que receber qualidade e saúde em sua comida”. ■ FOTO: ANTÔNIO MOREIRA SERVIÇO Restaurante Santé ■ ENDEREÇO: Rua José Alexandre Buaiz, 300. Enseada do Suá, Vitória-ES. ■ TELEFONE: (27) 2142-7208 ■ HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: Segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. ■ ENTREGAS: nos bairros Enseada do Suá e Praia do Suá. ■ TRÊS OPÇÕES DE SALADAS: as Saladas Prontas, preparadas todos os dias de manhã e mantidas refrigeradas, para uma refeição mais rápida; as Saladas do Chef, preparadas na hora do pedido; e as saladas que são montadas com ingredientes escolhidos pelos próprios clientes. ■ TRÊS OPÇÕES DE MASSAS: tradicional, sem glúten e integral. ■ Os temperos são frescos e os ingredientes, de qualidade. Muitos vegetais são comprados diretamente das mãos dos produtores da região serrana do Estado. ■ O Santé também tem opções para o lanche, como açaí, pães-de-queijo tradicionais e na versão fit, quiches, salgados assados, iogurtes tradicionais e sem lactose, saladas de frutas e bolos. O espaço do Santé está localizado em área de fácil acesso e conta com funcionários especializados

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16 ANOS VITÓRIA/ES AGOSTO DE 2016 13 Bike Vitória não pode FOTO: ANTÔNIO MOREIRA ter objetivos políticos O questionamento é feito por vereadores de Vitória, que fazem oposição ao prefeito Luciano Rezende As políticas ligadas ao uso das bicicletas são o carro-chefe da gestão do prefeito Luciano Rezende. O Bike Vitória, sistema privado de compartilhamento de bicicletas já consolidado em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, é um exemplo. Porém, os vereadores que fazem oposição ao prefeito na Câmara Municipal alertam que esse sistema não pode ser usado para fins eleitoreiros, sobretudo porque as informações dos cidadãos, como telefone, email e CPF, são fornecidas no cadastro do aplicativo, e devem atender somente à orla da Capital para motivos de lazer. “O prefeito e a prefeitura podem ser privilegiados com as informações disponíveis no cadastro de quem utiliza o Bike Vitória. Acredito que os órgãos competentes precisam fiscalizar esse cadastro para que não haja um uso para meios eleitoreiros”, destacou o vereador Reinaldo Bolão. Para o vereador Zezito Maio, somente uma informação para contato, e-mail ou telefone, já seria suficiente para fazer o cadastro. “Acho que quanto menos dados o cidadão fornecer em um ano eleitoral, melhor”. O vereador Marcelão Frei- FOTO: ANTÔNIO MOREIRA O Bike Vitória está consolidado em algumas áreas da capital e é operado por empresa privada. tas afirma que existe a possibilidade mas que, até então, não recebeu denúncias sobre o uso do cadastro do Bike Vitória em campanha política. “Estou aberto a denúncias. Mas até agora, não recebi nenhuma”. A prefeitura, procurada por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran), não respondeu até o fechamento desta reportagem. Os usuários do Bike Vitória se dividem entre elogios ao serviço e reclamações por só atender na orla de Vitória. A pedagoga Amanda Rodrigues, que mora em Resistência – bairro que não tem uma estação do Bike Vitória -, salienta que o trabalhador deveria poder se locomover no dia a dia com as bicicletas e ciclovias. “As pessoas querem usar no dia a dia e é preciso contemplar os trabalhadores”. Hoje, o sistema de compartilhamento de bicicletas conta com 11 estações, na rodovia Serafim Derenzi, em São Pedro; no Tancredão; três na praia de Camburi;em Santo Antônio; Parque Moscoso; praça Getúlio Vargas, no Centro; Bento Ferreira; Praças do Papa e dos Namorados. O pagamento pelo serviço é feito por diária, de R$ 5,40; mensalidade, de R$ 10,80, ou anuidade, de R$ 67,50. ■ Zezito Maio cita a elaboração de cadastro FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Geraldo Bolão quer mais fiscalização FOTO: DIVULGAÇÃO Luciano Rezende implantou o sistema

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14 AGOSTO DE 2016 VITÓRIA/ES Espírito Santo tem novo mapa turístico 16 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Documento divulgado pelo Ministério do Turismo mostra os municípios turísticos do Estado Omapa do turismo do Espírito Santo mudou. O estado reduziu de 78 para 64 o número de municípios participantes de suas 10 regiões turísticas: Caparaó (11); Costa e da Imigração (6); Doce Pontões Capixaba (7); Doce Terra Morena (4); Imigrantes (8); Metropolitana (6); Montanhas Capixabas (8); Pedras, Pão e Mel (4); Vales e do Café (4); e região Verde e das Águas (6). O levantamento foi divulgado pelo Ministério do Turismo, em Brasília. Em todo o país, foram identificados 2.175 municípios em 291 regiões turísticas. Para o ministro interino do Turismo, Alberto Alves, este redimensionamento contribui para melhorar a capacidade do Ministério do Turis- mo de atuar de forma coordenada com os estados, regiões turísticas e municípios, para desenvolver e consolidar novos produtos e destinos turísticos. “Com um mapa mais enxuto e que retrata de forma mais fiel a oferta turística brasileira, poderemos focar nossos esforços e otimizar nossos resultados, afirmou. Para a atualização do mapa, foram realizadas oficinas e reuniões em todas as 27 UFs e a validação do mapa foi feita pelos estados e Distrito Federal em seus respectivos Fóruns ou Conselhos Estaduais do Turismo. SOBRE O MAPA - O Mapa do Turismo Brasileiro é um instrumento de orientação para a atuação do Ministério do Turismo no desenvolvi- mento de políticas públicas, tendo como foco a gestão, estruturação e promoção do turismo, de forma regionalizada e descentralizada. Sua construção é feita em conjunto com os órgãos oficiais de Turismo dos estados brasileiros. CATEGORIZAÇÃO DO NOVO MAPA DO TURISMO – Os 64 municípios do Espírito Santo presentes no Mapa do Turismo se dividem em 5 categorias, de acordo com a Categorização dos municípios das Regiões Turísticas do Mapa do Turismo Brasileiro. O instrumento, elaborado pelo MTur, identifica o desempenho da economia do turismo para tornar mais fácil a identificação e apoio a cada um. Dentro da metodologia, as cidades con- templadas nas catego- rias A, B e C contam com 95% dos em- pregos formais em meios de hospedagem 87% dos esta- O Convento da Penha é a maior referência turística capixaba belecimentos formais de meios de hospe- Senado Federal reconhecem dagem, 93% do fluxo domés- o Mapa do Turismo Brasilei- tico e têm fluxo internacio- ro como um instrumento de nal. O conjunto de municí- gestão para orientar a gestão pios dos grupos D e E, reú- no desenvolvimento de po- nem características de apoio líticas públicas regionaliza- às cidades geradoras de flu- das e descentralizadas. A xo turístico. Muitas vezes são atualização constante do do- aquelas que fornecem mão- cumento se torna, portanto, de-obra ou insumos neces- fundamental para que esse sários para atendimento aos instrumento seja eficaz e res- turistas. peite os princípios de efi- BOA PRÁTICA – O Tribu- ciência da Administração nal de Contas da União e o Pública. ■

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