Revista Fácil - Edição 167

 

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Planos de Saúde uma proposta polemica

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ANO XX - 2016 - Edição 167 - R$ 8,00 - www. revistafacil.net Motos Nova linha Honda 500cc chega melhor Cachaça Caminho dos Engenhos Planos de saúde uma proposta polêmica FÁCIL | Lazer e Negócios NE 1

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Expediente CAPA Ministro da Saúde, Ricardo 08Barros. Foto Agência Brasil Sumário 12 CACHAÇA 20CARROS & CIA Gestão 06 Planos de saúde 08 Caminho dos Engenhos 12 Opinião 16 Sustentabilidade 18 Carro & Cia 20 Coluna Ceará 22 Cultura 24 Coluna PB 25 Gastronomia 26 Sociologia 30 Moda 32 Internacional 36 Última Página 42 36 INTERNACIONAL Edição 167| Ano XX | 2016 www.revistafacil.net | FÁCILTV - www.faciltv.tv Presidente Fernando La Greca Diretora de Negócios Nilza Guerra Diretora de Produção Ana La Greca Projetos Especiais Roberto Nóbrega Editor de Turismo Luiz Felipe Moura Colaboradores de Fotos Evaldo Parreira Ivaldo Régis Roberto Souza Colaboradores André Dantas Bento R. P. de Albuquerque Carlota Aymar Gilson B. Feitosa Horácio Abiahy Yluska Regina Quesado de Almeida Jaques Cerqueira José Cláudio Pires de Souza Leandro Ricardo Leopoldo Albuquerque Loy Longman Marcos Alencar Marco Polo Mariana Trajano Ney Anderson Roberta Monteiro Silvio Romero Rogério Almeida Colaborador São Paulo Renato Cury Fone: 11 2864.1636 Administração Rua D. Maria Vieira, 88-E - Ilha do Retiro Recife-PE - CEP 50830-020 Tel. 55 81 3039.0594 | 0596 Redação Tel. 55 81 3039.0595 | redacao@ revistafacil.net Comercial Tel. 55 81 3039.0594 | comercial@ revistafacil.net Projeto Gráfico e Capa Contorno Ideias e Soluções Tel. 55 81 3031.6987 | www.contornoideias. com.br Assinaturas Tel. 55 81 3039.0594 Auditada por Baker Tilly Brasil Ceará Sucursal Fortaleza Diretor Mario Pinho Rua Coronel Manuel Albano, 900, torre V, Sl. 405 Maraponga - Fortaleza - CE Tel. 85 32 98 1506 | 85 98856 5149 OI 85 99764 4290 TIM | 11 96031 2011 OI/SP Brasília | Rio de Janeiro | São Paulo Linkey Representações e Publicidades Ltda. (61) 3202-4710/ 9984-9975/ 8423-0318 linda@linkey.com.br Contato São Paulo: Maria Marquezini (11) 99701-5278 | 97284-1919 | 982881919 mmarquezini@linkey.com.br A Fácil Lazer e Negócios é uma publicação da EBI - Editora Brasileira de Imprensa Ltda Opinião dos colunistas não reflete necessariamente a opinião da Revista. Proibida a reprodução total ou parcial de matérias ou fotos sem a autorização da Revista. 4 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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GESTÃO Por Jaques Cerqueira jaquescerqueira@gmail.com Fotos: Divulgação Itaipava e Crystal mais fortes Na contramão da crise econômica que tem afetado o mercado cervejeiro, o Grupo Petrópolis decidiu expandir sua fábrica em Itapissuma, até 2018. A produção brasileira da bebida caiu 2,36% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Mas o crescimento da unidade de Itapissuma está atrelado à conquista do mercado local. Os números relacionados ao market share (participação de mercado) da empresa são expressivos. Desde a implantação da fábrica, em 2014, até agora, a participação no mercado de cerveja em Pernambuco passou de 5,5% para 23,6%. No Brasil, o índice é de 14,5%. Hoje, a fábrica de Itapissuma tem capacidade de envasar até 62 mil garrafas e 128 mil latinhas por hora, que abastecem Pernambuco, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e parte do Norte do País. Indústrias reagem A produção industrial cresceu em nove dos 14 estados pesquisados pelo IBGE, de maio a junho. As maiores altas: Rio (5,7%), Santa Catarina (5,4%), Pará (4,9%), Rio Grande do Sul (4,6%) e Paraná (3,5%). O Ceará cresceu 2%, São Paulo 1,5%, Goiás 1,4% e Pernambuco 1,2%. FRASE “Seguimos convictos de que o limite constitucional de gastos federais será aprovado pelo Congresso no menor prazo possível” Do ministro Henrique Meirelles sobre o novo teto dos gastos públicos Vale Luz Garrafas pet, latinhas de refrigerante, papelão e até mesmo papel podem se transformar em descontos na conta de luz. O Projeto Vale Luz, da Celpe que troca materiais recicláveis por descontos, passa a beneficiar os condomínios residenciais do Recife e Olinda. O desconto será calculado de acordo com o peso dos produtos coletados e não há limites para o valor concedido. Consumidor paga a conta Como sempre acontece, sobrou para o consumidor a indenização de R$ 5,09 bilhões, autorizada pela Aneel à Chesf, para compensar investimentos realizados pela estatal nos 17 mil km de linhas de transmissão e de 90 subestações que não foram amortizados até 31 de dezembro de 2012. A conta estará embutida na conta de luz, por oito anos, a partir de abril de 2017. Poupança cai menos Ainda inseguros com os rumos da economia, poupadores sacaram R$ 1,115 bilhão em julho. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, apesar de negativa, a retirada foi a menor do ano até agora e também é inferior aos R$ 2,453 bilhões que deixaram a caderneta de poupança em julho de 2015. Em janeiro deste ano, os saques superaram os depósitos em R$ 12,032 bilhões. Material de construção Para aquecer o mercado, a Caixa Econômica está liberando R$ 7 bilhões para financiar a compra de material de construção, com taxa de juros promocional de 1,95 por cento ao mês nesta linha, válida para clientes com mais de 6 meses de relacionamento com a Caixa. Liderança é no Posto Ipiranga A rede de postos Ipiranga tem feito tudo para tomar a liderança da BR Distribuidora. Após comprar a rival Ale, por R$ 2,17 bilhões, a marca deu novo passo para liderar o mercado de combustíveis. Agora, a rede anunciou a criação de uma empresa de lubrificantes, com a americana Chevron. Pelo acordo, de valor não revelado, a Ipiranga terá 56% na joint venture. 6 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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CAPA Planos de saúde Uma iniciativa polêmica Texto: Fernando Lagreca 8 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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Mergulhado numa crise sem precedentes, com a debandada de mais de 1,6 milhão de clientes em um ano, o mercado de planos de saúde agoniza. Para piorar esse quadro, agora tem pela frente um novo concorrente: o Plano Acessível, idealizado pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. A proposta é criar um plano de saúde popular, com menos serviços do que os ofertados pelos planos atuais e preços bem abaixo dos praticados hoje pelas empresas no mercado. Mas, bastou o anúncio dessa proposta para se desencadear no País um rol de críticas patrocinadas por diferentes instituições. O principal argumento do ministro, em defesa do chamado plano acessível, é aliviar a demanda de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). E é aí que começam os desentendimentos. Especialistas em saúde pública asseguram que a iniciativa do ministro não vai aliviar o SUS nem sequer agilizar o atendimento a pacientes com doenças mais complexas. Além disso, pode ter efeito contrário, ao desorganizar o sistema e atrasar o início de alguns tratamentos. Dados do próprio Ministério da Saúde reforçam esta avaliação. Mas Ricardo Barros insiste na sua proposta e diz esperar que a medida gere uma economia de R$ 20 bilhões por ano. De acordo com a pasta, a ideia é ampliar a oferta de planos individuais – hoje, 70% das operadoras ofertam planos coletivos, ligados a empresas e instituições, por exemplo. A expectativa é que o projeto que prevê planos menores e mais baratos seja finalizado em até 60 dias. Após esse período, a possível oferta no mercado deve ser avaliada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação do setor. Atento à polêmica, o ex-ministro da Saúde e atual líder do PT no Senado, Humberto Ricardo Barros: Plano de saúde popular a preços baixos Humberto Costa: Aquem o ministro quer agradar? Costa, não acredita em nada disso. “A quem o ministro Ricardo Barros está querendo agradar? Aos pacientes, seguramente, não é. Como criar planos que não atendem à demanda dos pacientes com o argumento de desafogar o SUS? A verdade é que esses pacientes vão pagar por um plano e, no final, acabarão recorrendo ao Sistema Único da mesma forma, pois a cobertura de saúde oferecida pelos planos contratados será ínfima”, observou o senador. O próprio Conselho Federal de Medicina (CFM) não vê com bons olhos a proposta do ministro. Em nota, o CFM afirmou que “a oferta de planos populares apenas beneficiará os empresários da saúde suplementar e não trará solução para os problemas do SUS”. O mais preocupante nisso tudo é que o ministro da Saúde prevê mudança nas regras da ANS para que sejam ofertados no mercado planos com cobertura menor de procedimentos do que o rol mínimo obrigatório definido pela agência. Em contrapartida, Ricardo Barros tem defendido que os preços também sejam menores, como forma de aumentar os atendimentos no setor privado e, assim, aliviar a demanda no SUS. Outro crítico do Plano Acessível, o professor e coordenador do curso de especialização em administração hospitalar e de sistemas de saúde da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Walter Cintra Ferreira Junior, diz que “não consigo entender isso como uma solução. Pelo contrário, muito da FÁCIL | Lazer e Negócios NE 9

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Walter Cintra Junior: “não consigo entender isso como uma solução” alta complexidade quem banca e vai continuar bancando é o SUS. Então, do ponto de vista técnico, essa proposta parece não ter justificativa e vai na contramão do que vem sendo feito pela ANS, que é justamente evitar planos com baixa cobertura”. No mesmo tom crítico, a pesquisadora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Cláudia Travassos, o estímulo a planos de baixa cobertura não atenderá às necessidades de saúde da população nem trará economia para o ministério. “O SUS vai continuar arcando com o que é mais caro, portanto, precisando de mais dinheiro. Ou isso é uma ficção ou é uma forma de enganar as pessoas”, afirma. Pelos cálculos do Ministério da Saúde, os gastos com ações de atenção básica, como consultas em postos de saúde, representou, no ano passado, 13,7% do orçamento do ministério, enquanto as despesas com procedimentos de média e alta complexidade, como internações e cirurgias, consumiram 42,1%. O professor da Faculdade de Medicina da USP e um dos vice-presidentes da As- Mário Scheffer: quem optar por um plano de saúde com cobertura restrita poderá ter dificuldades sociação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Mario Scheffer, vai mais além. Para ele, os clientes que optarem por um plano de saúde com cobertura restrita poderão ter dificuldades, caso precisem de atendimento mais complexo, como uma cirurgia ou tratamento contra câncer. “A adesão a esse novo plano deve atrasar o início do tratamento para alguns pacientes porque eles podem até conseguir a primeira consulta e o diagnóstico no plano, mas não conseguirão ter continuidade e serão obrigados a voltar no início do caminho no SUS, porque não conseguirão usar o encaminhamento do plano na rede pública”, explicou Scheffer. Bombardeado por tantas críticas, Ricardo Barros recuou e resolveu ampliar o grupo de trabalho criado para discutir o projeto dentro do governo. A mudança ocorre após críticas de entidades como a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), para quem a composição desse grupo de trabalho apenas por representantes do governo e de empresas de planos de saúde oferece riscos de retrocesso aos direitos dos usuários desses serviços. Agora, além da Proteste, o governo também deve convidar para fazer parte do grupo de trabalho representantes do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e de entidades médicas como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB). A Abramge, associação que representa planos de saúde, também deve entrar no grupo. Mas, antes mesmo de ser convidado, o Idec recusou participar desse Grupo de Trabalho porque considera a proposta do ministro “ilegal” e “equivocada” para reduzir os gastos com o SUS. Vem mais polêmica por aí. A pior crise em quase 30 anos Com mais de 1,3 mil operadoras e a maior parte de seus beneficiários atendidos por planos empresariais, o mercado de saúde suplementar atravessa sua maior crise, desde que foi regulamentado pela Lei 9.656, em 1998. Em 12 meses, fechados em junho desde ano, 1,64 milhão de pessoas deixaram de ser usuários de planos de saúde no Brasil. O encolhimento do setor, certamente, reflete a crise econômica do país e seus 11 milhões de desempregados. Mas não é só isso. Há tempos usuários e operadoras travam um cabo de guerra em relação à amplitude da cobertura dos planos e os reajustes nos boletos de pagamento. O que resultou em judicialização e na quase extinção da oferta de planos individuais, que tem os aumentos anuais controlados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Este cenário, de insegurança econômica e jurídica para ambas as partes, consumidores e empresas, foi agravado pela quebra da Unimed Paulistana e a crise financeira vivida pela Unimed Rio, ambas grandes comercializadoras de planos individuais. Atualmente, há 54 empresas em regime de direção fiscal e o mesmo número em liquidação extrajudicial pela reguladora. 10 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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Não há quem discorde que o momento é de repensar o sistema. No entanto, a questão é equalizar os interesses. Não à toa, a agenda da agência reguladora do setor se ocupa, neste momento, tanto em discutir novas formas de remunerar os serviços prestados pelas operadoras para promover saúde, quanto de novos modelos de planos para diversificar a oferta. Segundo Ricardo Ramos, diretor da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), de cada R$ 100 recebidos pelas empresas, R$ 85 são gastos com assistência médica. Descontados ainda custos como impostos e taxas administrativas não sobra praticamente nada. A sustentabilidade é afetada ainda, diz, pelo envelhecimento da população. Brasplan chega ao Nordeste Empresa que trabalha voltada para a prevenção de doenças, com um serviço diferente e inovador, a Brasplan – Assistência em saúde 24 horas, chegou ao Nordeste. Existente há 20 anos em nove países (Inglaterra, Estados Unidos, Austrália, Índia, Portugal, Noruega, Dinamarca e País de Gales), a Brasplan conta com mais de 286 milhões de usuários. No Brasil, atua em Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Espírito Santo e Tocantins. Este é um serviço de orientação e informação em saúde a distância via 0800. Seu grande diferencial é a proteção oferecida 24 horas por dia, independente do local ou da operadora. O motivo do atendimento pode ser um mal-estar ou qualquer outro sintoma, além de dúvida sobre bula de remédio ou alimentação adequada. Em caso de emergência, é feito o direcionamento adequado e transmitidas as orientações cabíveis de primeiro atendimento. Uma equipe especializada em saúde e em qualidade de vida estará pronta para melhor atender ao beneficiário. “O objetivo não é substituir a consulta médica e sim fazer um atendimento a distância, de forma rápida e proativa, em alguns minutos fazendo toda diferença em sua vida. Assim, garantimos agilidade na conduta a ser tomada, evitando que o cliente tenha preocupações desnecessárias, gastos, deslocamentos e principalmente automedicação”, explica Carla Andrade, gerente de vendas no Nordeste. O serviço tem a comprovação de que em 80% dos casos o paciente encontra resolutividade na sua ligação. “Nos 20% restantes é feito o encaminhamento para um estabelecimento de saúde”. A outra vantagem é o baixo custo com a assistência: Apenas R$ 29,90 mensais por família (vendas a pessoa física), incluindo assim o casal e todos os filhos com menos de 18 anos completos, sem limite de filhos. O serviço conta com um sistema baseado em algorítmicos clínicos, sendo mundialmente testado e validado, feito na mesma plataforma do Clinic Sulution, com origem na Inglaterra, melhorando de forma significativa a assistência médica, facilitando a gestão das doenças crônicas e reduzindo o estresse associado ao quadro agudo de doenças. Para garantir a adesão aos tratamentos do beneficiário, a Brasplan também oferece descontos de até 60% em mais de 2 mil medicamentos de 29 laboratórios diferentes e ampla rede de farmácias, que inclui a Pague Menos, Big Ben, Drogaria São Paulo, Drogasil, Extrafarma e Farmácia Permanente, entre outras. A Brasplan oferece, ainda, assistência nutricional (NutriCall) para suprir a necessidade de informação dos pacientes com dúvidas para melhorar sua alimentação. A atuação de nutricionistas experientes com conhecimento clínico e capacitação tira dúvidas rotineiras em relação à condição clínica específica, a exemplo de diabetes, HAS, doença celíaca etc. Contatos: www.brasplan24h.com.br Fone: (81) 99873.9375 Carla Andrade (Nordeste) FÁCIL | Lazer e Negócios NE 11

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Caminho dos Engenhos É rota obrigatória para amantes de cachaça na Paraíba Foto: Eduardo Vessoni Foto: Eduardo Vessoni Produção no Engenho Goiamunduba, em Bananeiras, na Paraíba Fermentação no Engenho Triunfo, em Areia, na Paraíba 12 FÁC IL | Lazer e Negócios NE Mais do que construções históricas e berço de artistas como Pedro Américo e Jackson do Pandeiro, o destino tem na cachaça sua melhor inspiração para um turismo que vai além dos roteiros de praias desse pequeno estado nordestino. Segundo produtores locais, a qualidade do produto local se deve a fatores como a presença de terra roxa e clima mais ameno. Conhecida como ‘Caminho dos Engenhos’, a rota cruza antigos casarões e engenhos de cana-de-açúcar dessa microrregião do agreste paraibano, formada por cidades minúsculas do interior como Areia, Bananeiras, Pilões, Serraria e Alagoa Grande. Localizado a 120 km de João Pessoa, aproximadamente, o Brejo abre suas janelas coloniais para as serras locais e escancara portas de engenhos centenários para visitantes que queiram conhecer a produção de cachaça e rapadura artesanais. Nesse projeto em parceria com o SEBRAE e o órgão de promoção do turismo da Paraíba (PBTur), participam 15 engenhos, onde é possível conhecer o processo de fabricação de produtos de engenho e até realizar trilhas. Conheça alguns engenhos da rota: Cachaça Volúpia Localizado na zona rural de Alagoa Grande, a 103 km de João Pessoa, o Engenho Lagoa Verde tem gastronomia caprichada à base de cachaça, como o carneiro na cachaça do restaurante Banguê, e bebidas orgânicas, envelhecidas em barris de carvalho e de freijó.

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Sala de armazenamento de cachaça do engenho Lagoa Verde, responsável pela ‘Volúpia Essa cachaça, considerada a primeira vendida em garrafa de porcelana, tem 42% de teor alcoólico e sabor discreto que não causa o famoso ardor na boca ao ser ingerida. Esse engenho de 105 hectares, que chega a produzir 200 mil litros durante a safra que vai de outubro a março, conta também com quatro trilhas de até 4h30 de duração e que passam por nascentes e cachoeiras Engenho Lagoa Verde www.cachacavolupia.com.br Aguardente Rainha Foto: Eduardo Vessoni Sob os cuidados da quarta geração da mesma família, o Engenho Goiamunduba funciona em Bananeiras desde 1877 e é responsável por uma das aguardentes mais famosas do Brasil. Sem a mesma estrutura turística dos outros estabelecimentos da região, os funcionários fazem de tudo quando chega alguém interessado em conhecer as etapas da produção, como os setores da moenda da cana-de-açúcar, fermentação e engarrafamento. FÁCIL | Lazer e Negócios NE 13

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Foto: Eduardo Vessoni Aguadente Rainha do Engenho Goiamunduba, em Bananeiras, na Paraíba 14 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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Foto: Eduardo Vessoni De sabor acentuado e 50% de teor alcoólico, daí a denominação aguardente e não cachaça, a bebida é armazenada em barris de madeira de freijó. Engenho Goiamunduba O engenho fica na zona rural de Bananeiras e não tem programa organizado de visitas. Tel.: (83) 9840-2954 Foto: Eduardo Vessoni Engenho Martiniano, no Brejo Paraibano Cachaça Cobiçada Localizado no município de Serraria, o Engenho Martiniano tem 318 hectares e data de 1892. O local é responsável por essa cachaça com 40% de teor alcoólico, armazenada em barris de umburana. Durante a visita guiada é possível conhecer a área de produção da bebida, de onde saem 100 mil litros anuais; a cenográfica capela com interior de madeira; e uma lojinha, onde é possível degustar alguns produtos do engenho. Destaque para a vista panorâmica que se tem do alto da colina onde funciona o engenho. Engenho Martiniano Rodovia PB 85, km 2 – Serraria/Brejo Paraibano. Tel.: (83) 9941-5649 / 9670-2886 Cachaça Triunfo Embora não seja um engenho tradicional, este estabelecimento da cidade de Areia é uma das opções com melhor estrutura em todo o roteiro da cachaça do Brejo Paraibano. A ex-professora de História e uma das proprietárias do engenho, Maria Júlia, emociona com o tour guiado contado em forma de versos e em ritmo acelerado. A cachaça de até 48% de teor alcoólico e produção de 250 mil garrafas mensais repousa em madeira de carvalho du- Engenho Triunfo, em Areia, na Paraíba (foto: Eduardo Vessoni) rante três meses. Destaque para o jardim com quatro opções de cachaça para degustação, sucos naturais e sorvete de cachaça, claro. Engenho Triunfo www.cachacatriunfo.com.br Cachaça ou aguardente? Pinga, cachaça, branquinha, bafo-de-tigre, fogosa, cana… Não faltam adjetivos para a mais brasileira das bebidas alcoólicas. Mas você sabe a diferença entre cachaça e aguardante? A primeira é uma aguardente de cana-de-açúcar que deve ter, obrigatoriamente, teor alcoólico que varia entre 38% a 48%, e é produzida com o mosto fermentado do caldo da cana. Já a aguardente pode ser feita com qualquer cereal ou fruta e com teor alcoólico superior a 48%. Isto significa dizer que um destilado feito de caju, por exemplo, é uma aguardente de caju (e não uma cachaça). Site de turismo da Paraíba www.destinoparaiba.pb.gov.br Brejo Paraibano www.brejoparaibano.com.br FÁCIL | Lazer e Negócios NE 15

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