Jornal Eco da Tradição de Agosto 2016

 

Embed or link this publication

Description

Jornal Eco da Tradição Agosto 2016 180 ano 14

Popular Pages


p. 1

ECO DA TRADIÇÃO - ANO XIV - Nº 180 - AGOSTO DE 2016 50 anos 1966 - 2016 CRUZ ALTA RECEBEU O RIO GRANDE NA 82ª CONVENÇÃO Foto: Rogério Bastos Editorial do Presidente E os próximos 50 anos? O futuro nas mãos dos jovens Página 03 Eco da Tradição, o informativo oficial do MTG, completa 15 anos - Edição 180 Página 13 Homenagem ao Dia dos Pais Ser pai é um dom divino Que Deus trouxe pro gaúcho Aonde um taura sem luxo Cumpre seu próprio destino Um dia já foi menino E se torna homem maduro E hoje mateia seguro Num feliz dia dos pais Por que já plantou hervais Pr’os carijos do futuro Não precisa ter riqueza Para ser um pai de valor Precisa é nos dar amor E espantar nossa tristeza Ser aquela fortaleza A nos proteger e amar Com o intuito de nos mostrar Sempre a cada passo dado O que é certo, o que é errado E qual o caminho a trilhar Jesus é filho de Deus Mas foi criado por José Que movido pela fé Viveu pra cuidar dos seus E entre cristãos e ateus Quem cria tem o direito De bater forte no peito Feliz, orgulhoso e altivo Pois quem é pai adotivo Também merece respeito A todos pais do Rio Grande Fazemos nossa homenagem Teu legado é uma bagagem É a tradição que se expande Que levo por onde eu ande E que nunca me disperso Tua poesia, canto e verso Propagam os ideais Um feliz dia dos pais Pr’os melhor pai do UNIVERSO 50 1966 a- n2o01s6 namamueumvadcsuoartetctvosomiaappuignemqaouqldmniteeoamptpiuumluosl.sear.edooiepiialeengedlqil-nemqts-qtsdnnleuaceduuaabdeaiatcoaiindibeseitutoesistiurottspapetetier-,ep,smtmrqevxaaoe,ud.otmdeiiielmnoeixsp- MTG - 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA 50 1966 a- n2o01s6 MTG50 AENCVOUASLLTDOUERRPIAZRAGEÇSAÃEÚORCVHDAAAÇÃO MTG lança o livro do Cinquentenário O Movimento Tradicionalista Gaúcho chega aos seus 50 anos, no mês de outubro, fiel aos princípios filosóficos que lhe deram origem. O livro, lançado em Cruz Alta, durante a 82ª Convenção, retrata essa história construída por voluntários que dedicaram parte de suas vidas para que os valores do tradicionalismo atravessassem gerações e chegassem ao século XXI. A obra encontra-se disposição na loja da Fundação Cultural Gaúcha - MTG, em Porto Alegre. Página 20

[close]

p. 2

2 Ano XIV - Edição 180 Agosto de 2016 EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente OPINIÃO Por: Simone Linck MBA em gestão e planejamento estratégico e marketing digital Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: conselhoeditorialeco@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Elenir Winck, Sandra Veroneze e Nilton Otton JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Manoela Carvalho Andressa Mother IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade Agosto Valor Plena Parcial Especial Estudantis R$ 1088,40 R$ 934,14 R$ 574,20 R$ 162,84 40% do valor retorna às RTs. MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE PRESIDENTE DE ADMINIS- TRAÇÃO E FINANÇAS: Nilton Otton VICE PRESIDENTE DE CULTURA: Elenir Winck VICE PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal E os próximos 50 anos? O futuro repete o passado: estão nas mãos dos jovens O Movimento Tradicio- sim somos todos, assim o nalista Gaúcho passa um Movimento Tradicionalista momento extremamente Gaúcho construiu sua traje- importante. Devemos to- tória ao longo de cinquenta dos reconhecer a grandio- anos de instituição e ses- sidade desta instituição, o senta e oito de movimento alcance social de suas ati- organizado. vidades e a inserção que Nossos eventos, encon- tem em nossa sociedade. tros, reuniões crescem com Tenho percorrido o uma velocidade espantosa, Rio Grande em inúmeras acompanhando as movi- homenagens de reconhe- mentações e imposições cimento de nossos legis- da sociedade. A cada en- ladores ao trabalho reali- contro saímos fortaleci- zado pelo MTG, e por este dos, revigorados, unidos entenda-se as entidades e convictos do caminho a tradicionalistas ser percorrido. filiadas e as pes- Neste contexto soas, pois são vem a resposta estes os agentes deste processo transformador e A cada encontro para a segunda pergunta, todo este crescimen- saímos for-de inclusão. O esforço e ações to passa pela atuação efetiva e pessoais de talecidos,cada tradiciona- revigorados,lista construiu fundamental dos jovens, das famílias, amigos. unidos e con-a grandeza do MTG, principal- Os conceitos, objetivos victos do ca-mente quanto à participação e documentos do MTG foram minho a serdos jovens nes- ta caminhada. percorrido.Afinal, o movi- elaborados por grandes jovens pensadores que mento iniciou-se vislumbraram por jovens e a eles perten- nesta associação um mo- ce a responsabilidade da delo capaz de absorver condução dos destinos do suas necessidades, seus MTG por mais cinquenta anseios, suas vontades e anos. realizarem a grande tarefa Percebo que a cada de deixarem para socieda- encontro aprofundamos de verdadeiros cidadãos, questões fundamentais homens e mulheres de com a sociedade, com bem, capazes de cons- nossos governantes e com truir uma sociedade mais os jovens. Estes sim são justa, igualitária, humana a seiva, a mola propulso- e acima de tudo mais co- ra para impulsionar e dar letiva. Vejo em cada olhar, continuidade aos ideais em cada abraço, aperto de dos meninos de 1948. Duas mão, em cada encontro a perguntas me fazem: qual certeza da reafirmação de a participação dos jovens todos os valores maiores e e se o movimento continua fundamentais de nossa ins- crescendo - e lhes respon- tituição. do que, apesar de vivermos Vamos ao acendimen- uma profunda crise econô- to do nosso maior símbo- mica e social, de inversão lo cívico, a Chama Crioula, de muitos valores, é na que tem uma representati- crise que crescemos, des- vidade individual e coletiva, cobrimos alternativas, bus- mas que acima de tudo é camos novos caminhos, um ato de união, é um re- abrimos novas picadas, ferencial é uma volta às ori- saímos da zona de confor- gens, aquele setembro do to para enfrentarmos com ano de 1947, para jamais coragem os desafios pro- esquecermos de onde par- postos pela sociedade. As- timos. Comunicação como estratégia para o tradicionalismo O Movimento Tradicionalista Gaúcho possui diversos canais de comunicação, porém sem que contribuam efetivamente, dentro do seu potencial, para que a Instituição e a história, tradição e folclore gaúchos sejam difundidos, conhecidos e preservados. Dos canais atuais (site institucional, jornal Eco da Tradição, TV Tradição, página oficial no Facebook, blog e assessoria de imprensa) apenas a assessoria de imprensa fala com todos os grupos sociais e tem resultados expressivos. Os demais canais estão focados apenas no público tradicionalista e não possuem planejamento estratégico de conteúdo e linguagem. Devido a estas características, o impacto das ações de comunicação desses canais é reduzido e atinge apenas 1% da população gaúcha. A partir desta realidade o presidente Nairo Callegaro solicitou que fossem pensadas alternativas para organizar e estruturar as ações de comunicação e marketing do MTG. Manutenção da cultura e princípios do Movimento foram a base do trabalho de elaboração de Diretrizes de Comunicação e Marketing. A proposta contempla estruturar, inovar e dar um passo a frente na forma com a qual a Instituição se comunicar e se relacionar com os seus públicos, sejam tradicionalista ou não, jornalistas, governantes ou influenciadores digitais. Pensadas para acontecer nos próximos cinco anos, as Diretrizes falam sobre estruturar e profissionalizar um Departamento de Comunicação e formar multiplicadores regionais de comunicação. Planejar e produzir conteúdo adequado e atrativo aos diferentes públicos com os quais o Movimento se relaciona de forma a aumentar o número de pessoas que são impactadas e engajadas através dos canais de comunicação. Criar novos canais de comunicação, incluindo mídias digitais, e projetos que garantam visibilidade para o MTG e contribuam para formação de novos líderes para o Movimento. Definir indicadores para quantificar o tamanho e impacto socioeconômico dos eventos realizados pelo MTG que sirvam como material de prospecção para futuros eventos e ações institucionais. As Diretrizes foram inicialmente apresentadas para os Conselheiros, os quais aprovaram e incentivaram que o trabalho seja realizado. A mesma postura tiveram os Coordenadores Regionais no seu momento de ouvir e opinar sobre a proposta. Em julho foi a vez de compartilhar com o Departamento Jovem, Prendas e Peões, em um encontro que reuniu mais de 70 jovens. No evento foi lançada a campanha #soumaisMTG que contou com a postagem e compartilhamento nas mídias sociais de fotos do encontro e palavras que representam o que significa o MTG para estes jovens. EPloMormalitra REREFFLLEEXXÃÃO O “Se a luz de repente falha e o ar parece faltar, lembre-se que os seus pés sabem a saída. Assim como sou- beram por onde entrar tudo que precisa fazer é continuar caminhando” (Johnnie Walter)

[close]

p. 3

Ano XIV - Edição 180 EVENTOS Agosto de 2016 3 Triunfo está preparado para o Acendimento Durante a programação de Acendimento da Chama Crioula, Departamento Jovem do MTG realizará o XXVI Tchêncontro da Juventude Gaúcha Programação Dia 12/08/2016 – SEXTA-FEIRA 10h – Geração da Chama Crioula na Ilha do Fanfa – Porto Pedreira. 11h – Cavalgada do Porto Pedreira até a Praça Bento Gonçalves. 14h - Apresentações artísticas das escolas municipais na Praça Bento Gonçalves. 15h - Mateada na Praça Bento Gonçalves. 15h – Ato de homenagem no monumento Cruz das Almas. 15h30min - Recepção à Centelha da Chama Crioula na Praça Bento Gonçalves. 17h – Cavalgada conduzindo a Centelha da Chama Crioula até o Parque Camboatá. 18h30min – Apresentações artísticas de invernadas - Pq Camboatá. 20h - Livre para jantar. 20h30min – Show com Os Tiarajus 21h – Show Nativista com Shana Müller– Parque Camboatá. Programação do TCHÊNCONTRO 9h – Abertura Oficial do Acendimento da Chama Crioula e do XXVI Tchêncontro Estadual da Juventude Gaúcha. 9h às 9h30 – PARTICIPAÇÃO DA JUVENTUDE NO ATO DE ACENDIMENTO DA CHAMA CRIOULA Local - Parque Camboatá - Rua D. Pedro II, s/n Estaleiro 13h30 às 15h30 – Visitação ao Centro Históricos de Triunfo (Teatro, Prefeitura, Igreja e Casa de Bento Gonçalves) 16h – Palestra sobre a Batalha da Ilha do Fanfa e a prisão de Bento Gonçalves. Palestrante: Manoelito Carlos Savaris. Dia 13/08/2016 – SÁBADO PARQUE CAMBOATÁ 07h – Recepção e credenciamento 08h30min – Abertura da Feira de Artesanato e Exposição de Orquídeas. 09h – Abertura Oficial da distribuição da Centelha da Chama Crioula 2016 e do Tchêncontro. 09h30min – Ato solene de distribuição da Centelha da Chama Crioula 2016. 12h – Livre para almoço. 13h30min – Visitação ao Centro Histórico de Triunfo. 16h - Palestra com Manoelito Carlos Savaris. 22h – Fandango com Os Serranos. Programação 9h – Abertura Oficial do Acendimento da Chama Crioula e do XXVI Tchêncontro Estadual da Juventude Gaúcha. 9h às 9h30 – PARTICIPAÇÃO Dia 14/08/2016 – DOMINGO PARQUE CAMBOATÁ 08h – Recepção e credenciamento. 08h30min – Abertura da Feira de Artesanato e Exposição de Orquídeas. 08h30min – Distribuição da Centelha da Chama Crioula 09h – Apresentação da Banda Municipal. 10h – Missa Crioula. 12h – Livre para almoço. 15h – Chimarrão, Charla e Cantiga DA JUVENTUDE NO ATO DE ACENDIMENTO DA CHAMA CRIOULA Local - Parque Camboatá - Rua D. Pedro ENIID, sE/nR-EEÇstOaleDiroOS LOCAIS DOS 13h30 às 15EhV30E–NVTisOitaSção ao Centro Históricos dIlehaTrdiuonFfoan(Tfaeatro, Prefeitura, IgrejPaoertCoaPsaeddreeBiraen–to4ºGDonisçtariltvoes) F16aRhn.f–DaPoemaPaleapPsrrteqirsdauãreosoodCbIIea,reSBma/eNbnBot–aoatEtGaáslohtnaaçledaialrvoIelsh. a do CONTATOS E INFORMAÇÕES DO ACENDIMLPEaolNceasTlt:rOPanartDqe:AuMe CCanaHomeAblioMtoatACáarCloRs ISOavUarLisA. 17h – Encerramento Obs: Confirmação de presenças no evento será realizada ao final da palestra. XXVI TCHÊNCONTRO ESTADUAL DA JUVENTUDE GAÚCHA PPAARRAALLEELLOO AAOO AACCEENNDDIIMMEENNTTOO DDAA CCHHAAMMAA CCRRIIOOUULLAA 22001166 Coord. Geral: Marcia Cristina Poeta (51) 9600 6195 Infraestrutura: Jaimir Peixoto Lopes (51) 9188 0839 Recepção: Marina Cullman Karlz (51)9574 3609 Trânsito: Caio Urei Pinheiro Cornelius (51)9879 1118 Segurança: Luiz R. Moraes Pires (51) 3654 1358 Alimentação: Ivete Nilva Stasczak (51) 9262 0097 Artística: Sandra Regina da Silva (51) 9875 1312 Divulgação: Marilene da S. Gonçalves (51) 8418 7355 Comércio: Orlando Maroco Vargas (51) 9900 8868 (OAA5cr.1taCe)msa9am9pn0ap0amot8ose8:-6nA(8t5ron1:i)lAd9no8t4ôP6nrei7oc5hN1t7ilFtois1Olehn7brohdás:e–rAeEaclniozcnaefirdrraammsoateumçHFnrãBieotsoon/mtcedtholeeHIa@laphmortoareaifiustdcenénraniafoisoçlsu.aPrd:lssaea.g2ndp0ooraa1ve6.lsbevrsetnrtao. Estacionamento: Rogério R. Machado (51) 9902 2139 Av. Luiz Barreto, 112 – Centro Triunfo - RS - Fone: (51) 3654 1355 Distribuição de Centelha: Pedro reservas@ilhadaspedras.com.br Sérgio A. Milk - (51) 9984 6630 Diretor da Cavalgada: Claudio Ro- Hotel Italianinho Rua Cel Soares Carvalho, 515 – gélio Corrêa Oliveira (51) 9843 2771 Centro - São Jerônimo – RS Fones: (51) 3651 1282 – 3651 2083 Informações: italianinhohotel@UOL.com.br Prefeitura de Triunfo (51) 3654 3480 www.triunfo.rs.gov.br Secretaria de Turismo e Cultura (51) 3654 3307/3654 3059 Salton Polo Hotel Rodovia BR 386 – Tabaí/Canoas, km 423 - III Polo Petroquímico - RS Fones: (51) 3501 3401 saltonpolohotel@saltonpolohotel. com.br XXVI Estadual da Juventude Gaúcha 13 08 DEPARTAMENTO JOVEM CENTRAL DO MTG TTRRIIUUNNFFOO -- RRSS 50 anos 1966 - 2016

[close]

p. 4

4 Ano XIV - Edição 180 Agosto de 2016 PROSEANDO COM TENÊNCIA Por Rogério Bastos A Era da Incerteza e da Contestação Tu já deve ter ouvido, ou lido, sobre o tal mundo líquido, não é? Nossos avós eram felizes e não sabiam. Eles não tinham dúvidas, mas muitas certezas. Na escola: “Quem descobriu o Brasil?” - E a resposta vinha pujante, pelos estudiosos da turma: “Pedro Alvares Cabral”. Certa vez já se ouviu dizer que nem foi Cabral que passou aqui primeiro. Hoje, nem temos certeza se foi ele mesmo. Tudo é contestado. Íamos ao médico, fazíamos exames e eles vinham lacrados. Quem abria era o especialista. Hoje, chegamos no médico, depois de consultar o resultado no “google” e já vamos dizendo: “Meu colesterol está alterado” – O médico te olha e diz: “O que tu recomenda?” Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, que já deve ter ultrapassado os 90 anos, define nosso mundo como “líquido”, sem forma, onde a dúvida é a marca. Há dúvidas sobre tudo. E se posso duvidar de tudo, que é um bom principio filosófico, todas as pessoas se tornam “autoridades”. É a ideia contemporânea de dissolução da autoridade, da cadeia hierárquica. Nossos pais e avós, que viviam em um mundo de maiores certezas, costumam dizer que: “esse mundo tá se terminando”. Acredito que, segundo a filosofia de Barbosa Lessa, o nosso núcleo de convívio, o CTG, nosso grupo local, consegue, ainda, amenizar estas questões. A hora certa Se alguém dormisse no ano de 1200 e acordasse 100 anos depois, em 1300, não notaria quase diferença e se adaptaria fácil. Se alguém dormisse em 1985 e acordasse hoje, com certeza não saberia se comunicar. Na era da informação imediata, das incertezas, mas que o jovem é o detentor do conhecimento e da tecnologia, diferente de outras épocas, o Movimento Tradicionalista Gaúcho age com olhar no futuro, na hora certa, e os chama para assumirem as suas responsabilidades. Com 50 anos consolidados agora se organiza para os próximos 50. Nas bandas do Paraná A convite do presidente do MTG do Paraná estaremos palestrando no CFor paranaense, dia 10 de setembro. Depois, voltaremos para palestrar, no CTG 20 de Setembro, à convite da patronagem, dia 21 . E, finalmente, dia 15 e 16 de outubro, em um evento estadual à convite das prendas do Paraná. GAN Vaqueanos da Cultura foi roubado Nem os CTGs escapam da violência. O Grupo de Arte Nativa Vaqueanos da Cultura foi alvo de furto arrombamento na madrugada do dia 01/08. Foram levadas 3 caixas de som, que eram utilizadas para os ensaios das invernadas, carne e massas . O arrombamento deu-se pela porta da cozinha, segundo a policia. Força para os amigos de Soledade – 14ª RT. Eventos em Alvorada A subcoordenadora de Alvorada, Marta Guedes Bayer, convida para o lançamento da Semana Farroupilha 2016, dia 12 de agosto, no CTG Bento Gonçalves da Silva. Dias 5 e 6 de agosto será realizado o concurso de prendas e peões farroupilhas do município. #DoMesmoSangueGaucho A Coordenadoria Municipal Tradicionalista (CTM), de São Gabriel, capitaneada pelo Márcio D’Avila, registrou a última doação de sangue da campanha #DOMESMOSANGUEGAUCHO. Foram batidos todos os recordes de doação de outras edições. Coletaram 93 bolsas de sangue, na última etapa. “Agradeço a todas as entidades que participaram dessa campanha. Hoje foi a vez dos CTG Caiboaté, CTG Passo do Ivo, CTG Maneco Pereira, PTG Rancho da Amizade, GTC Sepé Tiarajú, PTG Lenes Dorian Teixeira” - agradeceu emocionado Márcio. No total foram coletadas 234 bolsas de sangue, totalizando quase 100 litros deste líquido da vida. Parabéns aos amigos da “Terra dos Marechais”. MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Calendário do MTG - 2016 DATA 2 12 e 13 13 27 e 28 4 14 a 20 24 e 25 1 15 e 16 22 e 23 28 e 29 28 e 29 01 05 e 06 12 18 a 20 19 9 10 13 EVENTO AGOSTO DE 2016 SORTEIO ORDEM DE APRESENTAÇÃO DAS INTER-REGIONAIS ENART 2016 ACENDIMENTO E DISTRIBUIÇÃO DA CHAMA CRIOULA TCHENCONTRO 1ª INTER-REGIONAL DO ENART 5ª REUNIÃO CONSELHO DIRETOR SEMANA FARROUPILHA 2ª INTER-REGIONAL DO ENART SETEMBRO DE 2016 OUTUBRO DE 2016 5ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS, DIRETORES CULTURAIS 3ª FEGADAN 3º INTER-REGIONAL DO ENART 50º ANIVERSÁRIO DO MTG ACAMPAMENTO DA JUVENTUDE GAÚCHA NOVEMBRO DE 2016 SORTEIO DA ORDEM DE APRESENTAÇÃO DA FINAL DO ENART 2016 ABERTO DE ESPORTES - 1º ENECAMP 6ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR FINAL ENART 2016 - ENCONTRO DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA 17ª MOSTRA DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA DEZEMBRO DE 2016 PRAZO FINAL - ELEIÇÕES COORDENADORIAS REGIONAIS REUNIÃO DE ENCERRAMENTO - CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA PRAZO FINAL - APRESENTAÇÃO PROPOSIÇÕES P/ 65º CONGRESSO TRAD. GAÚCHO CIDADE PORTO ALEGRE TRIUNFO TRIUNFO URUGUAIANA RS VENANCIO AIRES CAXIAS DO SUL MARAU PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE STA CRUZ DO SUL STA CRUZ DO SUL RTs RTs Informações sobre os cursos em www.mtg.org.br ou pelo fone 51 3223 5194 ou pelo e-mail: cursos@mtg.org.br. 06/08 24/07 10 E 11/09 22 E 23/10 CURSOS CFOR BÁSICO CURSO DE JUÍZES DE CAMPEIRA CFOR AVANÇADO CFOR AVANÇADO OBS: Calendários sujeitos a alterações de acordo com a necessidade SEDE DO MTG CASA DO GAÚCHO 25ª RT PORTO ALEGRE /4ª RT PORTO ALEGRE/ 4ª RT Projeto de digitalização do Cadastro de Registro de Entidades filiadas ao MTG Texto: Nilton Otton - Vice-presidente de Adm. e Finanças Existem cadastradas no LIVRO DE REGISTRO DE ENTIDADES, após a reunião do Conselho Diretor de 18 de junho de 2016, um total de 2757 entidades, sendo 1724 entidades ativas e 1033 entidades inativas. As entidades ativas estão cadastradas no nosso sistema informatizado, e podem ser feitas consultas sobre as suas informações no nosso banco de dados. As entidades inativas não estão cadastradas no nosso sistema informatizado, e não podem ser feitas consultas sobre as suas informações no nosso banco de dados. A consulta de uma entidade inativa é feita pela busca direta no “LIVRO DE REGISTRO DE ENTIDADES” para localizar o seu número e verificar no nosso arquivo de pastas suspensas seus documentos cadastrais. A primeira etapa do nosso projeto é a Digitalização dos dados das entidades inativas constantes do “LIVRO DE REGISTRO DE ENTIDADES”, com a formação de um cadastro eletrônico. Integração do cadastro eletrônico das entidades inativas com o cadastro eletrônico das entidades ativas, formando um cadastro eletrônico único para consulta. Nos nossos arquivos de pastas suspensas existem armazenadas todas as 2.757 entidades cadastradas, com uma estimativa de 35.000 documentos. A segunda etapa do projeto é escanear todos estes documentos. Seria criada uma pasta eletrônica de cada entidade, contendo os documentos escaneados. Será feita digitalização dos documentos de todas as pastas. Os documentos das 1.724 entidades ativas continuariam no arquivo de pastas suspensas. Os documentos das 1.033 entidades inativas seriam guardados em caixas arquivo. Serão criados mecanismos para a armazenagem deste banco de dados, da melhor forma possível. Esta digitalização será feita com Scaner Manual. Os dados serão arquivados em nosso computador e salvos em HD externo. Após os arquivos serão armazenados em “nuvem”. Quando concluído este trabalho, os arquivos serão disponibilizados para consulta.

[close]

p. 5

Ano XIV - Edição 180 Agosto de 2016 5 COMUNICAÇÃO DEPARTAMENTO JOVEM Luan Andrey Vieira – Diretor do Dpto Jovem do MTG Encontro Jovem no MTG debateu a comunicação Comunicação e Adaptação Representantes dos departamentos jovens e dos departamentos de comunicação das regiões estiveram neste sábado (16), na sede do Movimento Tradicionalista Gaúcho para, em conjunto com a gestão de prendas e peões 2015/2016 e 2016/2017, e departamento jovem do MTG, debateram a comunicação institucional. A convocação feita pelo Presidente Nairo Callegaro, foi para que o evento dos jovens servisse de apoio à iniciativa de um novo planejamento estratégico institucional do MTG. Em seu pronunciamento, Nairo disse que este era o fórum para o grande debate. “Não adianta achar que algo está errado e ir postar nas redes sociais. Tem que vir par ao fórum, debater e achar solução” – concluiu. Simone Linck, relações públicas, que palestrou e conversou com os jovens sobre o poder de uma marca, citando a Coca-Cola e o Itaú, disse que é importante usar essa força que o Movimento tem para canalizar em um projeto bem planejado. Simone é formada pela UFRGS, especializada em responsabilidade socioambiental, MBA em gestão e planejamento estratégico e em marketing digital. Tem onze anos de experiência profissional dentro e fora do Brasil. O objetivo deste trabalho é estruturar o departamento de comunicação do MTG, conforme previsto no organograma da instituição, e formar multiplicadores de comunicação, identificando um representante em cada região, preferencialmente, graduados ou estudantes da área de Comunicação Social ou Marketing. Planejar estratégias de conteúdo adequado a cada canal de comunicação e mídia social utilizado, conforme público e objetivos institucionais. Com o slogan “#SomosMaisMTG” a juventude, reunida na sede, voltou para sua região imbuída da potencialidade que tem para ajudar na divulgação do tradicionalismo gaúcho. Foto: Rogério Bastos Diálogo, busca de soluções para conflitos e problemas, interação com seus semelhantes e exposição dos seus pensamentos a respeito da realidade em que vive, são capacidades provenientes dos benefícios de uma boa comunicação aliada ao desenvolvimento intelectual de cada um. Comunicar-se é essencial, principalmente para nós, humanos, que vivemos em sociedade. É através das palavras que muitas vezes conhecemos várias pessoas, especialmente no tradicionalismo. Mas engana-se quem pensa que comunicação é apenas conversar. Nosso mundo de ininterrupta expansão tecnológica requer mais do que palavras, os olhos das novas gerações, de certa forma, estão desinteressados nas letras e vozes. Existe uma vasta procura inconsciente por todos os tipos de comunicação visual, intimamente ligados com as redes de interação social que precisam ser supridas de alguma forma e muitas vezes deixamos de aproveitar esta oportunidade. O Movimento Tradicionalista Gaú- cho não é uma empresa, mas sim, um empreendimento e, para tal, deveríamos pensar de forma empreendedora – aproveitando cada chance e cada espaço oferecido para nos lançar aos olhos da juventude do mundo inteiro. O pensamento conservador que, de certa forma, foi basilar para o crescimento e expansão do movimento, não pode nos frear e atravancar o crescimento do nosso segmento tradicionalista. Este pensamento pode ser comparado a uma vela: um dia, ela foi essencial para a vida do ser humano, mas hoje ela é serve apenas de decoração, pois temos a energia elétrica, temos o pensamento moderno, a nova forma de pensar e agir da nova geração de tradicionalistas. Não devemos deixar pensamentos ultrapassados governarem nossas mentes nos tempos atuais. Assim como passa o tempo e a sociedade muda, o MTG deve mudar, mas sem perder sua essência. Devemos conservar a nossa tradição e adaptá-la à nossa sociedade. Nos dias atuais, sobrevivência é adaptação. MTG realiza Curso de Juízes em Caxias Jovens lideranças reunidas para debater a comunicação Programa Mateadas na TV Assembleia No dia 24 de Julho, a cidade de Caxias do Sul foi sede do 2º Curso de Juízes de Provas Campeiras, deste ano. A realização do curso foi do Departamento de Formação Tradicionalista e Aperfeiçoamento do MTG/RS, juntamente com a Vice-Presidência Campeira e a 25ª RT. O treinamento teve participação de diversas Regiões Tradicionalistas e contou com quarenta e oito participantes, entre eles seis mulheres, fortalecendo os laços na busca do conhecimento e demonstrando que, cada vez mais, as mulheres estão inseridas em diferentes cenários, como as lidas campeiras. “Tivemos a colaboração dos seguintes palestrantes nessa Formação: Odila e Manoelito Savaris, José Araújo, Dauro Soares e Nicanor Castilhos, que abordaram as seguintes temáticas: Ética Tradicionalista e de Avaliação, História do RS, origem do Gaúcho, Movimento Organizado, os Rodeios no RS, Regulamento Campeiro, Indumentária Atual e Indumentária para as atividades campeiras” – conta Lúcia Andrade, diretora do departamento. O programa “Mateadas”, da TV Assembleia, é apresentado por Liliana Cardoso e tem a proposta de trazer para a programação da emissora do Parlamento a identidade do povo gaúcho, represen- tada por atrações artísticas e culturais, como mú- sica e dança. O programa apresenta também um bate-papo com artistas e convidados especiais para falar sobre temas da cultura gauchesca. Liliana Cardoso Duarte, a apresentadora do pro- grama e cerimonialista da Assembleia Legislativa do RS, é formada em rádio e em teatro, atriz e ra- dialista, é filha de José Luiz Rodrigues dos Santos e Dione Cardoso Rodrigues dos Santos. O programa mateadas vai ao ar sábados – 8h30, com reprise aos domingos, no mesmo horário. TV Assembleia – Canal 16 da NET; 61.2 UHF digi- tal; ou pelo site www.al.rs.gov.br/tvassembleia Liliana Cardoso Foto: Rodrigo Maciel Palestra na Casa do Gaúcho, em Caxias do Sul TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

[close]

p. 6

6 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 180 Agosto de 2016 ESPAÇO DA CBTG Por Aline Kraemer Assessora de Comunicação da CBTG - DRT-MS 50/2004 DTG Camboatá, a inclusão através da dança Classi�icados para a �inal do JuvEnart, o DTG Camboatá inovou em sua apresentação. Trouxe para o tablado, em sua coreogra�ia de retirada, não só as olimpíadas coloniais italianas, mas as paralimpíadas, e conseguiu mexer com o público. A dançarina, cadeirante, Cláudia Peres D’Elly, 15 anos, que cursa o 1º ano do ensino médio, e é membro do DTG Camboatá, de Novo Hamburgo, dançou e executou a coreografia de saída do grupo sobre uma cadeira de rodas. “Minha irmã já dança no CTG há anos, entrou no Camboatá há uns dois anos, e eu comecei a ir nos ensaios para assistir e ficar junto, sempre achei lindas as danças, eu amava quando tinha como eu ir nos ensaios” – conta Cláudia Em entrevista à rádio ABC, do Vale dos Sinos, o instrutor do grupo, Lucas Maciel, disse que apesar da maioria dos CTGs não estarem preparados para receber o cadeirante, o Camboatá foi além: preparou uma coreografia para o JuvEnart, com base em uma prenda portadora de uma necessidade especial. “Claro que no inicio tínhamos medo, insegurança, pois nunca tivemos no grupo alguém na cadeira de rodas, mas bastou alguns ensaios e tudo tornou-se normal” - Disse Lucas, na entrevista. “É difícil, mas não é impossível” conta Cláudia, dizendo que na base da tentativa e erro foram acertando: “O Dudu, meu peão, tentava e não conseguia, mas fomos nos esforçando e superando as dificuldades” - conta ela. No ano anterior, o grupo homenageou a etnia alemã, levando o grupo de atiradores, do qual fazem parte. Este ano resolveram levar as olimpíadas coloniais, mas ao chegar à serra, para pesquisar, se depararam com a paralimpíadas coloniais e, pensaram: “Podemos fazer!” - E fizeram muito bem. “Logo, todos já sabiam que íamos enfrentar vários obstáculos, mas aquela musica e dança, refletem o que senti minha vida inteira”- concluiu. Cláudia tem limitações físicas causadas pela falta de oxigênio durante o parto. Mesmo assim, nada a impede de levar uma vida normal. “Então eu estou muito feliz em ser uma prenda do Camboatá, em fazer parte de um grupo que acredita num mundo de igualdade” – concluiu a jovem. Bancada do Gauchismo representa coesão com o Congresso Nacional Há um ano foi criada a Bancada do Gauchismo pela Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG) e por um grupo de parlamentares que compõem o Congresso Nacional e que se identificam com os princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho. O grupo é representado por Deputados Federais e Senadores nascidos no Rio Grande do Sul e eleitos por este Estado ou por outros Estados da Federação, ou por admiradores da tradição gaúcha. A primeira reunião foi realizada há um ano no CTG Estância Gaúcha do Planalto, em Brasília-DF e conforme o Presidente da CBTG, João Ermelino de Mello, a iniciativa representou um momento histórico para o tradicionalismo. “Estabelecemos essa relação próxima com o Congresso Nacional e estamos debatendo nossos anseios. No ano passado entregamos o documento ‘“Carta aos Deputados Federais e Senadores do Brasil”, no qual destacamos nossos debates para que os parlamentares apoiem as iniciativas legislativas que valorizem a cultura gaúcha, os rodeios crioulos e a existência dos CTG’s no Brasil; que rejeitem iniciativas que objetivam impedir a realização dos rodeios crioulos; e que cada parlamentar reserve parte das suas emendas ao orçamento federal para apoio a eventos ou para melhoria das estruturas dos MTG’s e CTG’s”, explicou João Ermelino de Mello, durante a solenidade de abertura do 27º Festival Sul-mato-grossense de Folclore e Tradição Gaúcha (FEGAMS), no dia 8 de julho em Maracaju-MS. Deputado Federal pelo Mato Grosso do Sul, Carlos Eduardo Xavier Marun, integrante do MTG-MS e da Bancada do Gauchismo, prestigiou o Fegams e ressaltou a coesão entre a CBTG e parlamentares. “A Bancada vem da constatação de uma realidade, pois nós temos parlamentares nascidos no Rio Grande do Sul que amam a tradição e que foram eleitos por vários Estados da Federação. A Bancada se formaliza por um grupo parlamentar de apoio a tradição gaúcha para unir esforços a partir da CBTG, que representa todo o gauchismo fora do Rio Grande do Sul. Criamos essa relação intensa para que possamos defender as nossas causas e muitas questões importantes, inclusive algumas que estão em debate, como transporte dos animais e rodeios. Estamos em uma ação conjunta de apoio para defendermos as nossas tradições”, enfatizou Carlos Marun. De acordo com João Ermelino de Mello, o projeto para reconhecer a figura do gaúcho como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco também está em discussão e recebendo o apoio da Bancada do Gauchismo. Cláudia Peres, muito feliz por realizar um sonho e dançar o JuvENART CFor Avançado de 2016 10 e 11 de setembro 22 e 23 de outubro Fique ligado e agende-se. Vagas limitadas. O único CFor avançado do ano. Prendinhas da 3ªRT realizam MTG e Comunidade Escolar As prendinhas Gabriella e Isabella Carvalho, do CTG Porteira das Missões, de Santo Antônio das Missões, 3ª RT, filhas de Cristine e Volber Carvalho (Guri Farroupilha do RS 2003/2004), realizaram no dia 29 de junho, na Escola Santo Antônio, o projeto MTG e a Comunidade Escolar. O tema foi “Festas Juninas”, onde abordaram sobre os modelos de fogueiras e as vestimentas do caipira, além de pescaria e brincadeiras. Os avós paternos das prendinhas foram coordenadores regionais na 3ª RT - Ramão Froes de Carvalho (2003/04) e Teresinha da Rosa Carvalho (2005). Foto: Divulgação

[close]

p. 7

Ano XIV - Edição 180 ESPAÇO DO IGTF Por Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Agosto de 2016 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro Antônio Chimango O mito do Angoéra Podemos aceitar que uma das marcas, entre muitas, da importância de obra literária seja a sua permanência. Permanecer por longo período sendo constantemente revisitada, reeditada, discutida, confere a tais obras uma atemporalidade significativa. Esse parece ser o caso da maioria dos clássicos, cuja abordagem crítica e interpretativa se mostram inesgotáveis. No início do século passado, em 1915, foi lançado o poemeto campestre Antônio Chimango. Uma sátira política na qual Ramiro Barcelos, por seu heterônimo Amaro Juvenal, traça com desdém o perfil e a origem do poderoso Borges de Medeiros. Ainda que se trate de um texto absolutamente localizado no tempo, Antônio Chimango tem demonstrado não perder o seu vigor através destes cem anos que nos separam de sua primeira edição. Como ilustração, cito o Lp produzido e dirigido por Martin Coplas, que musicou o poemeto, em 1982, e que conta com as participações de Roberto Azambuja e Nelson Ribas (declamação), Os Araganos (vocais), Luiz Carlos Borges (acordeom), Rafael Koller (bandoneon), Ribamar Machado (violão), Guilherme (Meme) Meneghetti (percussão), Paulo Dorfmann (regência e arranjos de cordas), mais o violão do próprio Martin. Pois, no dia 11 de julho passado, fez-se o lançamento de uma edição comemorativa desse centenário. Trata-se de uma publicação de raríssimo fôlego, quer pelo tratamento editorial em sua concepção gráfica, quer pela profundidade dos ensaios sobre o tema nela contidos. Além do poema original em suas cinco rondas, temos textos clássicos como os de Raymundo Faoro e de Augusto Meyer, mais os artigos assinados por Fausto J. L. Domingues, José Francisco Botelho e Michel Thierry Le Grand, isto apenas no primeiro volume. No segundo, uma coletânea de poemas, crônicas, ensaios e discursos de Ramiro Barcelos. Ainda um artigo assinado pelo professor Gunter Axt, além de textos jornalísticos de 1915. Mais uma vez, como recentemente havia feito com a obra de Simões Lopes Neto, o inexcedível Luiz Augusto Fischer é o responsável pela concepção, coordenação e edição do projeto. A cultura mais uma vez agradece ao seu engenho. 6ª Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula Para o Folclore, MITO é um ser imaginário que tem alguma ação, ou seja, o mito faz alguma coisa, aparece, faz estripulias como o Saci Pererê, assusta alguém como o lobisomem, surge sobre as águas como as sereias, cuida das árvores como o curupira, suga a vida dos bebês e trança as crinas dos cavalos como a bruxa e muitos outros mais. Alguns mitos povoam a imaginação de nossa gente e em muitos lugares por este Rio Grande afora aparecem assustando, cuidando de alguma coisa ou protegendo um lugar como o M’bororé, ou apenas divertindo-se como o Angoéra. ANGOÉRA Havia no Pirapó, região missioneira um índio muito valente. Mas o que tinha de valente tinha de arredio e esquivo. Era um homem triste que não gostava da companhia de outros seres, vivia escondendo-se nos matos, parecendo um fantasma, daí o seu nome, Angoéra. Não queria saber de contato com os missionários jesuítas e não passava nem perto das reduções. Mas tanto os padres fizeram e tentaram, que conseguiram conquistar a confiança do índio que converteu-se a fé católica e foi batizado com o nome de Generoso. Com o batismo, o índio que era triste ficou alegre, sociável, mudou completamente o seu temperamento e seu modo de ser, passou a gostar de festas, de danças, de música. Ficou amigo dos padres e até o fim de sua vida permaneceu nas Missões ajudando a construir igrejas e as frequentando com toda devoção. Um dia já muito velho, o Senhor o chamou para junto de Si, e o índio Generoso morreu tranquilo após receber os sacramentos da igreja. Mas sua alma não quis ir embora, preferiu ficar por aí, procurando diversão e alegrias e , como diz Câmara Cascudo no Dicionário do Folclore Brasileiro “continua intrometido na vida da campanha gaúcha, qual um Saci Pererê cristão”. E assim até hoje, quando uma viola tange sozinha suas cordas, uma vela se apaga com uma lufada de vento que não se sabe de onde veio, ou uma porta range sem ninguém tocar nela, sabe-se que o Generoso está por ali. Quando o gaiteiro toca uma marca bem cadenciada ele também se faz presente, podendo -se ouvir o ruido do sapateio marcado do velho índio missioneiro. E, de vez em quando “sopra” no ouvido do cantador estes versos que todos conhecem e que se tornou a sua marca: Eu me chamo Generoso Morador do Pirapó, gosto muito de dançar Com as moças de paletó! O Grupo Tradicionalista Fraternidade Gaúcha é um órgão do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, para divulgação da cultura e tradições do estado junto à comunidade maçônica. A entidade realiza a 6ª Tertúlia Maçônica da Poesia, dia 13 de agosto, no teatro do SESC, av. Alberto Bins, 665, centro da capital. “Se você aprecia poesias que falam da nossa terra, da nossa gente, dos nossos costumes, não pode perder!” – disse Leo Ribeiro de Souza. Nesta edição serão homenageados: O Movimento Tradicionalista Gaúcho (Categoria Entidade Tradicionalista) e Paixão Côrtes (Categoria Personalidade do nosso Tradicionalismo). Espetáculo artístico do evento com Jader Leal. POEMAS CLASSIFICADOS Após análise minuciosa dos poe- mas inscritos, a Comissão Avaliadora da 6ª Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula selecionou os seguintes concorrentes para subirem ao palco do Teatro do SESC: LINHA MAÇÔNICA Quem Somos? - Autor: Maxsoel Bastos de Freitas / Loja Solidariedade Progresso e Altruismo (Porto Alegre) Uma Pedra em Meu Caminho Autor: Luis Lopes de Souza / Loja Cavaleiros da Arte Real (Passo Fundo) Aprendiz - Autor: Rômulo Chaves / Loja Estrela da Palmeira (Palmeira das Missões) Itaú - Autor: José Estivalet / Loja Adayr Paulo Modena, nº 245 (porto Alegre) A Capela de Rosslyn - Autor: Moisés Menezes / Loja Remanso (São Pedro do Sul) LINHA NÃO MAÇÔNICA Extremo Sul de Mim - Autores: José Luis Flores Moró e Ari Pinheiro (Farroupilha e Jaguari) As Leis do Fundo de Campo Autor: Paulo de Freitas Mendonça (Porto Alegre) Herança de Guerra - Autor: Cândido Brasil (Cachoeirinha) A Morte Envolta no Lenço - Autor: Rodrigo Bauer (São Borja) Epílogo - Autor: Silvio Aymone Genro (Uruguaiana). CTG Laço da Amizade representará o Brasil em festival na Bolívia De 28 de Setembro a 3 de Outubro o grupo de danças “Os Paysanos”, do CTG Laço da Amizade, representará o Brasil no Festival Internacional La Paz Maravillosa, em La Paz, capital da Bolívia. A delegação de 20 integrantes levará ao público danças tradicionais do sul do Brasil. O festival é uma realização da Companhia Integral de Danças Especializadas da Bolívia, “CIDEBOL” e contará com a presença de diversos grupos latino-americanos e do próprio país. BIBLIOTECA GUILHERME SCHULTZ FILHO Agendamento e Informações pelo fone 51 3223 5194 e-mail: biblioteca@mtg.org.br Em cada livro, um mundo de histórias

[close]

p. 8

8 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 180 Agosto de 2016 Câmaras de Vereadores Santa Maria homenageia o fazem homenagem aos 50 cinquentenário do MTG anos do MTG Texto e fotos: Rodrigo Gonçalves Texto: Sandra Veroneze No ano em que o MTG completa meio século de história, diversos municípios gaúchos, através de suas Câmaras de Vereadores, estão prestando homenagem à entidade. Até o momento já aconteceram eventos nos municípios de Palmeira das Missões, Erechim, Venâncio Aires, São Gabriel, Santa Maria e Caxias do Sul. Outros municípios já confirmados são Bento Gonçalves, Novo Hamburgo, Espumoso, Santiago, Cachoeira do Sul, Campo Bom, Tuparendi, Rolante, Guaporé, Canguçu, São Marcos, Alegrete e Porto Alegre. Em Cruz Alta, onde nos dias 30 e 31 de julho será realizada a 82ª Convenção Tradicionalista do MTG, o Poder Executi- vo realizará homenagem. Segundo o presidente do Movi- mento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, esses eventos são de expressiva relevância para a entidade. “É um momento de aproximação do MTG com as mais diversas comunidades do Rio Grande do Sul, ocasião em que podemos falar sobre nossa história, nossos valores e princípios e sobre a importância social que nossos CTGs desempenham para públicos de todas as idades”, afirma. Por outro lado, diz Callegaro, também é uma oportunidade ímpar de conhecer mais de perto a realidade de cada município gaúcho e firmar alianças e parcerias para o fortalecimento do tradicionalismo gaúcho. Foto: Divulgação Assessoria de Imprensa Solenidade realizada pela Câmara de Vereadores de Venâncio Aires Caxias do Sul também homenageou o cinquentenário Texto e foto: Odila Paese Savaris A Pérola das Colônias foi o destino do Presidente Nairo Callegaro no dia 14 de julho. A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul prestou uma homenagem ao cinquentenário do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Estiveram presentes ao ato, Conselheiros do MTG e ex-integrantes do Conselho Diretor, entre eles, Jó Arce, Nicanor Castilhos, Raul Fonseca, Manoelito Carlos Savaris, Odila Paese Savaris, Flavio Marcolin, o coordenador Raul Eloir Teles e integrantes da 25ª RT para o registro deste momento histórico. Pronunciamento do Presidente em Caxias do Sul A Câmara Municipal de Vereadores de Santa Maria prestou uma homenagem aos 50 anos do Movimento Tradicionalista Gaúcho, no CTG Sentinela da Querência, na noite desta terça-feira (12). A cerimônia contou com a presença do Presidente do MTG, Nairioli Antunes Callegaro. Durante o “Expediente Nobre”, os vereadores lembraram os principais eventos do MTG que foram realizados em Santa Maria e ressaltaram a parceria do poder legislativo municipal com as tradições gaúchas. Após as homenagens, o Presidente do MTG recebeu uma “Menção Honrosa” em nome dos 21 parlamentares. Participaram da cerimônia, autoridades municipais: Secretária de Cultura de Santa Maria, Marília Chartune, representando o prefeito municipal, Cezar Schirmer, e vereadores da cidade. As autoridades tradicionalistas: Benjamin Feltrin Neto, Conselheiro Benemérito e Vaqueano do MTG, João Carlos Cardoso de Lima, Conselheiro do MTG, Isolde Theisen Fischer, Conselheira do MTG, Guilherme Callegaro, 2º Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul, Aiton Timm, Presidente da Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, Aline Zuse, Diretora do Departamento Jovem da 2ª Inter Região, membros da coordenadoria da 13ª RT, Prendas e Peões da 13ª RT e das entidades, patrões e patroas dos CTGs de Santa Maria e região. Após a homenagem, a 13ª Região Tradicionalista realizou uma roda de conversa para discutir os 50 anos do MTG. Nairo iniciou o debate abordando pontos específicos que precisam ser pensados para os próximos anos. Entre as pautas, a participação dos jovens, como dar voz à juventude. Também fez os participantes pensarem sobre a possibilidade de Presidente Nairo recebendo as homenagens uma mulher assumir o comando do MTG, trouxe questionamentos sobre as regras e exigências impostas nesses 50 anos e falou sobre resgatar a essência do tradicionalismo. Outros pontos foram levantados pelos participantes, como o papel do MTG juntos aos órgãos públicos. Ideias como obter uma legislação que seja a favor das entidades, o incentivo aos jovens para não desistir de liderar e trabalhar em prol do Movimento e como não engessar o tradicionalismo, foram abordadas pelos presentes. Ao final do debate, o presidente do MTG recebeu uma placa do Coordenador da 13ª RT, Luiz Sérgio Fassbinder, e da patroa do CTG Sentinela da Querência, Marta Zanella. Coordenador Sergio Fassbinder (C) Fotos: Rodrigo Gonçalves Homenagem ao MTG em Santa Maria TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

[close]

p. 9

Ano XIV - Edição 180 NOTÍCIAS Agosto de 2016 CEVANDO O MATE 9 Por Sandra Veroneze M’Bororé vence o Não é vaidade. É estratégia, FestMirim de Santa Maria transparência e dever Campeão: CTG de Campo Bom, que foi vice em 2015, conquistou o Festival Mirim do CPF Piá do Sul, de Santa Maria, um dos mais importantes da categoria no estado. Campo Bom, na 30ª RT, tem como característica a formação de excelentes grupos das categorias de base (mini mirim, mirim e juvenil). Isso se deve ao fato de que as escolas da cidade, por força de uma lei municipal, e com a dedicação de professores e tradicionalistas, possuem grupos de danças tradicionais. Em determinado momento, já preparados, adentram nos galpões prontos para grandes desafios. Os instrutores do grupo mirim do CTG M’Bororé, Thaiane Dutra e Júnior Maciel Prates, ambos do CTG Tiarayu, de Porto Alegre, renovaram o grupo de 2015, pois alguns subiram para a categoria juvenil, mas mantiveram a base. “Era preciso muita dedicação da parte de todos. Lutamos, insistimos, ensaiamos, e como ensaiamos. Fomos a alguns rodeios durante o ano dos quais saímos campeões. Ainda era pouco, devíamos ensaiar e nos dedicar mais... A nova proposta já estava sendo estudada, viajamos para conhecer nossa nova história, e todos se entregaram mais uma vez de corpo e alma a essa ideia” – conta Thaiane. A temática italiana apresentada pelas crianças mexeu com o público e, com os internautas, que interagiram o tempo todo via tweeter, com a hastag #FestMrim. O CTG M’Bororé além do título de campeão mirim levou melhor entrada e 3º lugar melhor saída. O CTG Guapos do Itapuí, também de Campo Bom, ficou em 2º lugar, e levou a melhor coreografia de saída do FestMirim. Campo Bom ficou, ainda, com o 9º lugar, através do CTG Palanques da Tradição. Foram premiados: Danças Tradicionais FestMirim Invernadas Mirim 1º Lugar - CTG M’Bororé - Campo Bom - 30ª RT 2º Lugar - CTG Guapos do Itapuí Campo Bom - 30ª RT 3º Lugar - CTG Gildo de Freitas Porto Alegre - 1ª RT 4º Lugar - CTG Cel. Chico Borges Sto. Antônio Patrulha 23ª RT 5º Lugar - GAT Estampa Gaudéria Xangri-la 23ª RT Melhor Entrada 1º Lugar - CTG M’Bororé - Campo Bom - 30ª RT 2º Lugar - CTG Ronda Charrua Farroupilha - 25ª RT 3º Lugar - GDF Os Farroupilhas Santo Ângelo - 3ª RT Melhor Saída 1º Lugar - CTG Guapos do Itapuí Campo Bom - 30ª RT 2º Lugar - GAT Estampa Gaudéria - 23ª RT 3º Lugar - CTG M’Bororé - Campo Bom - 30ª RT Danças Tradicionais FestMirim Invernadas Mirim Iniciantes 1º Lugar - CTG Turíbio Veríssimo 7ª RT 2º Lugar - GF Chaleira Preta - 9ª RT 3º Lugar - DCTE Marcas do Pampa - 13ª RT 4º Lugar - CTG Moacir da Motta Fortes - 7ª RT 5º Lugar - CTG Sentinela dos Sinos - 30ª RT Troféu Solidariedade - CTG Coronel Chico Borges (arrecadação da maior quantidade de alimentos não-perecíveis para doação.) Foto: Deivis Bueno/Estampa da Tradição CTG M’Bororé, campeão do FestMirim, de Santa Maria Não raras vezes, encontramos dirigentes de entidades seduzidos pelos flashs e microfones. Não perdem uma única oportunidade de dar entrevista aos veículos de comunicação, estar em lugares públicos e se fazerem notados. Quando em excesso, normalmente por uma demanda de promoção pessoal, acabam por produzir uma imagem negativa de si e da instituição que representam. No outro extremo, temos os dirigentes completamente alheios às demandas de comunicação da sociedade contemporânea. Site, blog, mídia social e imprensa são palavras que pouco fazem parte de seu cotidiano. Sob a alegação de que não são vaidosos, quedam ociosos os canais de comunicação, disponíveis normalmente a baixo custo, e cometem outro pecado: deixam de dar informação, causando a impressão de que pouco trabalham e em alguns casos, pior, de que suas instituições não são transparentes. O ideal, evidentemente, é o equilíbrio... Instituições são organismos vivos inseridos em uma sociedade, e não ilhas isoladas de tudo e de todos. Fazem parte de uma comunidade, mobilizam famílias, sustentam-se com o aporte financeiro e de trabalho de seus integrantes e em algumas vezes também do governo. Nesse contexto, mostrar o que faz e como faz é fundamental para construir um relacionamento sólido com os mais diversos públicos que em algum momento podem ser importantes para a instituição. No caso específico do tradicionalismo, ser notícia não é vaidade. Em primeiro lugar, é estratégia. Qualquer planejamento de curto, médio ou longo prazo não pode negligenciar a comunicação, tanto interna quanto externa. Ser bem divulgado economiza tempo, potencializa resultado, atrai pessoas com os mesmos ideais e propostas e, esclarecendo, evita toda sorte de maus entendidos. Também é transparência, esse elemento tão fundamental nas relações atualmente. Com transparência, uma instituição ganha credibilidade e, assim, atrai para perto instituições públicas e privadas, fazendo suas ações terem mais força. Em terceiro lugar, no caso específico do tradicionalismo, ser notícia é dever. A sociedade merece conhecer a beleza do trabalho realizado dentro dos CTGs. Já havia pensado por este ângulo? Prenda da CBTG apresenta programa na NET A 1ª Prenda Veterana da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, Thais Dutra, apresenta um programa de variedades no canal GenTV, na NET de Chapecó e dedica parte deles para a cultura gaúcha. Morando em fazenda até os 14 anos, Thaís participava de cavalgadas com o pai, em Júlio de Castilhos, de provas campeiras nos rodeios, mas foi em 1988, o primeiro concurso de prenda, onde pegou o gosto pela cultura. Em 2014, representando a 12ª região no concurso estadual de prendas conquistou a faixa de 1ª Prenda Veterana, de Santa Catarina. Em novembro de 2015, em Sapezal-MT, conquistou o tão desejado título de 1ª Prenda Veterana da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha – CBTG. Há dois anos e meio Thais apresenta um programa de variedades na NET de Chapecó, canal 26, onde ela dedica espaços generosos para a cultura gaúcha. Uma de suas entrevistas, no recanto cultural Borille, do tradicionalista e poeta, Waldir Borille, foi ao ar no programa Glamour com um “Papo Gourmet”, bem campeiro, regado a música, poesia e conhecimento. Falaram sobre tropeirismo, pois onde hoje é o recanto, foi rota de tropeiros. Sélio Hack ex-peao veterano da CBTG e colunista do jornal Diário do Iguaçu, de Chapecó, por ser filho de tropeiro, foi convidado para relatar suas experiências. TV Online: www.canalgentv.com. br. Apresentação: Thais Dutra. Foto: Divulgação Thais Dutra no Recanto Borille

[close]

p. 10

10 Ano XIV - Edição 180 Agosto de 2016 Cruz Alta realizou com sucesso a 82ª Convenção T Palestra sobre a “Carta de Princípios”, Lançamento do Livro dos 50 anos, debates sobre propostas artísticas, campeiras e esportivas neste evento festivo. CTG Al Fotos da página: Rogério Bastos Conselheira Jane Bitsk já foi Diretora de Cultura do MTG As doações de meias promovidas pelos peões e prendas do RS O 3º Peão do RS, Lucas Almeida (C), com prendas da 1ª Região Cruz Alta, do Pouso dos Tropeiros, na 9ªRT, realizou com sucesso a 82ª Convenção Tradicionalista do MTG, a 4ª Convenção da história da cidade. Foi palco em 1973, da 8ª, em 1983, da 20ª, em 1998, da 46ª e, em 2016, da 82ª. Foram quase 800 credenciados para esta edição histórica das Convenções. O cerimonial ficou por conta de Elomir Malta. Em seu pronunciamento, durante a abertura da Convenção, o Coordenador Carlos Eduardo da Silva agradeceu a confiança depositada no trabalho de sua equipe para a realização do evento. O Secretario de Estado dos Transportes, Pedro Westphalen, que representou o governador José Ivo Sartori, disse que reconhece no tradicionalismo um ambiente salutar que serve de exemplo para todos. O Presidente do MTG, Nairo Callegaro, disse que estavam presentes à Convenção conselheiros, veteranos, que ajudaram a construir a história da instituição nesses 50 anos e, também, através da Roberta e do Diego, 1ª Prenda do RS e o Peão Farroupilha do Estado, estava a aposta na nova geração. Agradeceu a eles e falou da nova impressão da Carta de Princípios, em uma edição comemorativa, distribuídas na recepção da Convenção. O Presidente recebeu homenagens do Secretario de Cultura, Turismo e Evento,s de Cruz Alta, Júlio Ferrera, e do Coordenador da 9ªRT, Carlos Eduardo, que presenteou o MTG com um quadro de José Garibaldi Netto, por ocasião das festividades do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha, no ano de 1985, quando visitou o RS. Recebeu, ainda, das mãos do diretor da Ordem dos Cavaleiros do RS, Airto Timm, a Tocha usada para conduzir a chama olímpica, dia 7 de julho, na capital. A1ª Prenda do RS, Roberta Jacinto, representando as prendas e peões estaduais, falou sobre os projetos da atual gestão. A 1ª Prenda Juvenil. Giovana Rossato, falou sobre a campanha de doação de meias (Puket) para a confecção de cobertores. Na sequencia Roberta anunciou que a 11ª RT foi a região que mais contribuiu com a campanha das meias que serão utilizadas para confecção de cobertores agraciando-a com um troféu. Conselheiros do MTG recebendo o livro das mãos do Presidente Nairo Um momento de descanso no intervalo dos debates Patrono dos Festejos Farroupilhas, Zeno Dias Chaves (D) A 20ª RT entregando as meias da campanha de doações - Puket Sessões Plenárias Na 2ª Sessão plenária foi conferido os títulos de Conselheiros Beneméritos à Gustavo Bierhals, Wilmar Gomes da Fonseca e Nilton Carlos Machado Brum, aprovado por unanimidade. Foi alterada a redação do artigo 12, do Código de Ética Tradicionalista, assim, a partir dessa alteração, todas as sanções oriundas do CET (Conselho de Ética Tradicionalista) serão aplicadas pela diretoria do MTG e os recursos serão analisados pelo Conselho Diretor. Exceto quando se tratar de exclusão de tradicionalista que permanecerá conforme regras atuais. Coodenador da 9ª RT, Carlos Eduardo, homenageia o MTG A gurizada aproveitou o momento e fizeram registros com a Tocha Campeira Proposição nº: 07 Proponente: José Nicanor Castilhos de Oliveira Relator: José Alvoni Araujo da Silva Proposta: Corrigir a redação do art. 43 Prova de rédeas, alterar a grade de infração e penalidade com a inclusão das linhas 4, 6, 7 e 10 sem alterar o regulamento, explicando uma necessidade apenas de ajuste. O Relator foi de parecer FAVORÁVEL Conselheiros, Coordenadores e visitantes, atentos aos debates

[close]

p. 11

Ano XIV - Edição 180 Agosto de 2016 11 Tradicionalista do MTG, no ano do cinquentenário lexandre Pato, de Lagoa Vermelha, na 8ª RT, sediará a 83ª Convenção Tradicionalista, em 2017. Debatidos os regulamentos Campeiro, artístico e esportivo. Fotos da página: Rogério Bastos Publico lotou as dependências da Casa de Cultura Justino Martins MANIFESTAÇÕES: Não houveram APROVADO o parecer do Relator por unanimidade. Proposição nº: 08 Proponente: José Nicanor Castilhos de Oliveira Relator: José Alvoni Araujo da Silva Proposta 08: Modificar a redação do art. 33 e parágrafos 1º, 2º e 3º para melhor entendimento dos tradicionalistas, promotores de eventos e comissão julgadora. Proposta 06: Esclarecer o art. 33 § 2º do Regulamento Campeiro Tiro de Laço, incluindo o Parágrafo: O laço somente poderá ser erguido quando o laçador juntamente com a rês atingir a raia, não podendo apenas o laçador vir até a raia e voltar para encontrar a rês. O Relator foi de parecer FAVORÁVEL MANIFESTAÇÕES: O Sr. José Nicanor mencionou o fato que ambas as proposições se encaixam. O proponente explicou melhor a proposta e a proposta 06 foi retirada devendo completar a proposição 08. APROVADO o parecer do relator e unificação da proposta 06 e 08. APROVADO o parecer do Relator Proposição nº: 16 Proponente: José Roberto Fischborn Relator: José Roberto Fischborn Proposta: Correção do Art. 26º §5º do Regulamento do ENART, onde o prazo para entrega das pesquisas coreográficas passam a ser de 30 dias antes da final do ENART. APROVADO o parecer do Relator por unanimidade. Proposição nº: 32 Proponente: José Rudi Rohr Relator: José Roberto Fischborn Proposta: Substituir o enunciado do Regulamento Geral do Instrutor de Dança de Salão. Corrigir o texto exigindo o cartão de instrutor de danças gaúchas de salão e a aprovação da coordenadoria regional para ministrar o curso naquela região. O Relator foi de parecer FAVORÁVEL. APROVADO o parecer do Relator. Esportes Secretário de Transportes do RS, Pedro Westphalen na abertura Secretário de Cultura, Júlio Ferreira, entrega o troféu ao Presidente Conselheiros aguardando a abertura oficial do evento Proposição nº: 09 Proponente: José Alvoni de Araujo Silva Relator: José Nicanor C. de Oliveira Proposta: Alteração art. 10, eliminar o laço duplo de rapaz. O Relator foi de parecer FAVORÁVEL MANIFESTAÇÕES: o proponente explicou melhor a proposta e a necessidade de diminuir o tempo do evento e os custos a partir do próximo ano. APROVADO o parecer do Relator. Artística Proposição nº: 15 (primeira parte) Proponente: Leandro Lottici Relator: José Roberto Fishborn Proposta: Alteração do Art. 11 Classificam-se até 8 concorrentes na modalidade de chula na inter-regional e na finalíssima somente o campeão está automaticamente classificado para a fase final do ano seguinte sem precisar participar das fases regionais e inter-regionais. O Relator foi de parecer FAVORÁVEL APROVADO o parecer do Relator para que apenas o campeão tenha direito adquirido Proposição nº: 15 (segunda parte) Proponente: Leandro Lottici Relator: José Roberto Fishborn Proposta: Alteração do art. 28 da modalidade de chula, não haver mais peso específico para cada critério, a nota atribuída será uma construção dos critérios expostos sem peso específico para cada um. O Relator foi de parecer FAVORÁVEL . Proposição nº: 11 Proponente: Martin Guterres Damasco Relator: José Esir da Rosa Proposta: Incentivar a participação no Aberto de Esportes, classificando para o Nacional os campeões e vices das modalidades do ENECAMP. Classificar para o ENECAMP os campões das modalidades do Aberto de Esportes. O Relator foi de parecer FAVORÁVEL. MANIFESTAÇÕES: O proponente explicou melhor a proposta cujo objetivo é incentivar ao Aberto de Esportes e ao ENECAMP. APROVADO o parecer do Relator Proposição nº: 12 Proponente: Martin Guterres Damasco Relator: Paulo Vargas Proposta: Participar do ENECAMP as equipes que fazem a classificatória nas regiões e no aberto de Esportes que será disputado simultaneamente ao ENECAMP que será realizado sempre um final de semana depois do feriado de finados. O Relator foi de parecer FAVORÁVEL. (incluindo a emenda do proponente) APROVADO o parecer do Relator. Proposição nº: 10 Proponente: Martin Guterres Damasco Relator: Pablo Giovane Proposta: Alterações no regulamento do Truco Cego. O Relator foi de parecer FAVORÁVEL APROVADO o parecer do Relator. Prendas do Rio Grande do Sul confraternizam na Convenção Presidente do MTG se pronunciando na Coxilha Nativista Elomir Malta no cerimonial de abertura da Convenção

[close]

p. 12

12 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 180 NOTÍCIAS Agosto de 2016 Neusa Secchi é a Diz o velho ditado: “filho homenageada do de peixe, peixinho é” Acampamento da capital A Comissão Municipal dos Festejos Farroupilhas de Porto Alegre, que realiza o Acampamento, na Estancia da Harmonia, escolheu a professora Neusa Marli Bonna Secchi como homenageada do evento, em 2016. Neusa Secchi é natural da cidade de Passo Fundo, graduada em História e pós-graduada em Folclore, pela Faculdade de Música Palestrina, de Porto Alegre. Na área de folclore vem participando de pesquisas, publicações, workshops, palestras e seminários com o objetivo de orientar o professor na aplicação do Folclore no processo de ensino-aprendizagem. Presidiu a Comissão Gaúcha de Folclore e foi Conselheira da Comissão Nacional de Folclore. Neusa produziu o encarte PIÁ 21 do Jornal Eco da Tradição, sob o título “FOLCLORE: APLICAÇÃO PEDAGÓGICA”, nos anos 2007, 2008, 2009, 2011 e 2012. Realizou o projeto cultural “SEMANA FARROUPILHA PARA ESCOLARES”, no Acampamento Farroupilha, promovendo oicinas de: tradição e folclore, palestras e apresentações artísticas para os escolares e visitantes, nos anos de 1994 a 1998. Assumiu a coordenação geral da ciranda escolar nas semanas farroupilhas de 1997 a 2011, no Acampamento Farroupilha de Porto Alegre. Neusa foi Assessora Técnica da Fundação Cultural Gaúcha – FCG/ MTG, em 1996. Secretária Geral do Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG, em 1997. Foi Diretora Cultural da 1ª Região Tradicionalista – 1ª RT/ MTG, nos anos de 1996 a 1999; 2004 a 2008 e 2011. Assumiu a Diretoria de Cultura Interna do MTG, em 2009. Foi Vice-presidente de Cultura do MTG, em 2013. Publicações PARA COMPREENDER E APLICAR FOLCLORE NA ESCOLA – Tema: Oficinas de Tradição e Folclore na Escola, editado pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia – Assembleia Legislativa do RS. RAÍZES DOS MUNICÍPIOS de Taquara, Capão da Canoa, Cambará do Sul e Pinhal. O RS NO IMAGINÁRIO SOCIAL LENDAS GAÚCHAS – Festejos Farroupilhas / 2013. FOLCLORE NA ESCOLA – Aplicação Pedagógica – Brinquedos e Brincadeiras / 2014. Premiações Dentre as recebidas pelo trabalho e dedicação em prol da cultura regional, destacam-se: • Troféu MULHER FARROUPILHA DO RS - Destaque Folclore, conferido pela Secretaria Estadual da Mulher. • Medalha JAYME CAETANO BRAUN – Difusão da Cultura Gaúcha, conferida pela Associação Brasileira de Trovadores (1999). • Medalha DANTE DE LAYTANO conferida pela Comissão Gaúcha de Folclore. • Diploma de Reconhecimento “Negrinho do Pastoreio” pelos serviços prestados ao MTG/2005. • Diploma “Mecena da Cultura” pelo trabalho à Cultura Regional / CTG Estância da Figueira. • Troféu “Patrona dos Festejos Farroupilhas 2015”, no município de Eldorado do Sul. Foto: Rogério Bastos De berço: As premiadíssimas declamadoras Danieli e Gabriela Oliveira, mãe e �ilha, respectivamente, conquistaram as faixas estaduais, veterana e juvenil, do MTG do Paraná. A especialidade dessas prendas é o recital de verso xucro, mas ainda superior a isto, é o amor que sentem pelas tradições gaúchas. Assim é a vida da família Oliveira, o Cristiano, a Danieli e a Gabriela, do Querência Santa Mônica, de Colombo, no Paraná. Danieli Cristine de Oliveira, 37 anos, filiada ao CTG Querência Santa Mônica, da 1º RT é pentacampeã estadual de declamação feminina e, por duas vezes, campeã nacional, na mesma modalidade (Fenart). “Minha caminhada dentro do Movimento sempre foi muito gratificante, passei a fazer parte desse mundo aos 4 anos, meu pai era músico e foi diretor artístico, gaiteiro, posteiro de invernadas artísticas, segui então esse exemplo. Fui diretora artística também do CTG Fogo de Chão, de Guarapuava, hoje sou diretora de individuais, do Santa Monica e coordenadora da invernada adulta” – conta Danieli. Danieli aceitou o desafio de concorrer novamente a prenda veterana para poder partilhar momentos e experiência junto de sua filha, Gabriela, que concorreu junto pela categoria juvenil. “O mais gratificante de tudo é poder ter a certeza que estou mostrando a ela o caminho certo, que somos herdeiros de cultura e folclore e temos que passar a frente essa tão rica herança que herdamos de nossos antepassados” – relata emocionada. Já Gabriela de Oliveira Silva, a filha, tem 15 anos, cursa o 1º ano do ensino médio e é pentacampeã declamação feminina mirim e bicampeã nacional mirim (Fenart). Campeã estadual de declamação juvenil e vice- campeã nacional nesta catego- ria. “Assumo as minhas responsabilidades como prenda juvenil do estado do Paraná e reafirmo meus compromissos com o tradicionalismo, abro mão de uma série de coisas pessoais para representar as prendas juvenis do meu estado, retratando nossa história, o nosso folclore e nossa cultura e, muito mais do que isso, mostrando a nossa importância para o futuro do Movimento” – afirma Gabi. “Todo esforço e dedicação valeram a pena, a isto se incluem as noites mal dormidas, as olheiras no início da manhã, as pernas doídas de tantas horas em pé, a glicose alta, por motivos de nervosismo (Gabi possui diabetes tipo 1) e a cabeça a mil por causa do conteúdo da prova escrita” – concluiu a prenda juvenil do MTG do Paraná. Foto: Divulgação Danieli (D) e Gabriela Oliveira(E), tal mãe, tal filha Paulinho Mixaria promete lotar o Rancho Presidente Nairo Callegaro, com a homenageada do Acampamento da capital, Neusa Secchi Para quem gosta de um bom humor á moda antiga, sem apelação, e com sotaque gaúcho não pode deixar de visitar o CTG Rancho da Saudade, na cidade de Cachoeirinha, dia 20 de agosto. A procura foi superior às expectativas e, vinte dias antes, já tinham 700 ingressos vendidos. Acreditar no diferencial, na novidade e em uma comunicação bem feita, pode ajudar os CTGs a realizar grandes eventos. Muitos humoristas, peças teatrais e outras novidades aguardam para encher os olhos dos visitantes das entidades. A criatividade pode fazer a diferença. Paulinho Mixaria TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

[close]

p. 13

Ano XIV - Edição 180 FÓRUM DA DANÇA Por: Luciano Fleck Vice-diretor de Danças Tradicionais do MTG/RS Agosto de 2016 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico Final do Juvenart e Inter- Intolerância Alimentar regionais do Enart 2016 Lactose: Um problema mais comum do que se pensa e que, por vezes, demora a ser descoberto por falta de informação. Iniciamos em agosto o período em que ocorrem a final do Juvenart em Santa Maria e a primeira Inter-regional do Enart 2016 em Uruguaiana. Passamos há poucos dias pela eliminatória do Juvenart, na qual mais de 50 grupos buscavam a vaga para a finalíssima. Muitos bons trabalhos na sala, e, passada esta fase, iniciamos a preparação para a grande final no inicio deste mês de agosto. Cabe ressaltar que não é um evento oficial do MTG, mas é a copa do mundo da categoria, e por isso de suma importância para o movimento. Por falar em categoria de base, no final do mês de julho também tivemos o Festmirim, em Santa Maria, que mostrou ao Rio Grande a grandiosidade da categoria Mirim, e o compromisso de todos nós em trabalharmos as questões da participação e da competição na vida destes pequenos tradicionalistas. Não podemos esquecer que aí está a renovação do movimento e que desde a mais tenra idade devemos trabalhar os valores que mantem o tradicionalismo vivo e em crescimento. Quanto à inter-regional, iniciamos a segunda fase do Enart 2016 em Uruguaiana. Várias regiões levarão seus grupos à fronteira em busca da tão sonhada vaga na final em Santa Cruz do Sul. Chegamos a 50 anos de tradicionalismo organizado, e este ano o número de grupos inscritos para as inter-regionais superou todas as expectativas, mostrando que mesmo em meio à dita “crise econômica” no país, os grupos não deixaram a peteca cair e mostraram força e dedicação para buscarem seu sonho. Quanto aos trabalhos, estes estão em ritmo final de ajuste e o que mais importa neste momento é aplacar o nervosismo de todos envolvidos no trabalho do grupo. Pelo regulamento não podemos classificar todos para a final, portanto o mínimo detalhe vai fazer a diferença. É hora de, mais do que nunca, vivenciar aquela frase estampada em camisetas, “Não posso, tenho ensaio”. A todos fica o pensamento de um dos maiores vencedores do esporte brasileiro, Bernardinho: “A vontade de se preparar tem que ser maior do que a vontade de vencer. Vencer será consequência da boa preparação”. 30ª RT comemora um quarto de século A coordenadoria da 30ªRT comemorou seus 25 anos de história com uma grande festa no CTG Gaudérios da Saudade, em Estância Velha. Estiveram presentes ex-coordenadores regionais, o presidente do MTG, Nairo Callegaro, prendas e peões regionais, Gerson Ludwig, da ARTEGA, entre outros convidados. Carlos Moser, atual coordenador regional recebeu ex-coordenadores da 30ª Região, como Nelson Ortácio, que assumiu a primeira gestão da coordenadoria da 30ª RT, no ano de 1991. Depois vieram Rui Guerreiro, Ricardo Bianchi, Olímpio Adilo dos Passos, Bina Quadros, Marcos Alfredo Riegel (hoje vice-prefeito de Campo Bom), Paulo Meireles, Adão Motta, Jalmar Lopes, Aurélio Strack, Ereni Boff, Rosangela Daros, João Pereira e finalmente Moser, deque coordena a região desde 2011. Foto: Divulgação Nelson Ortácio, Adão Motta, Carlos mOser e Aurélio Strack. Todos já coordenaram a 30ªRT Amigos, nas próximas três edições conversaremos sobre intolerâncias e alimentação saudável. Infelizmente, por serem temas amplos, não podemos compilar em uma só edição. Intolerância à lactose, sinônimos: deficiência de lactase, alergia ao leite. A intolerância à lactose é a incapacidade que o corpo tem de digerir lactose – um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos. Existem três tipos de intolerância à lactose. Tipo 1 – Intolerância à lactose primária, resultado do envelhecimento, comum em pessoas de idade mais avançada; 2 – Intolerância à lactose secundária, resultado de alguma doença ou ferimento; e 3 – Intolerância à lactose congênita, quando a pessoa já nasceu com o problema. A intolerância à lactose acontece como consequência de outro problema: a deficiência de lactase. Ela ocorre quando o intestino delgado deixa de produzir a quantidade necessária da enzima lactase, cuja função é quebrar as moléculas de lactose e convertê-las em glicose e galactose. A presença de lactose no organismo se dá por meio da ingestão de leite e seus derivados. Alguns fatores são considerados de risco para a intolerância à lactose. *Idade: conforme os anos vão passando, as chances de se desenvolver intolerância à lactose aumentam. *Etnia: intolerância à lactose é mais comum em negros, asiáticos, hispânicos e indígenas. *Nascimento prematuro: bebês que nasceram prematuramente apresentam menos lactase no organismo, porque a produção desta enzima aumenta somente no final do terceiro trimestre da gravidez. *Doenças: algumas condições que afetam o intestino delgado podem afetar a produção da enzima lactase, levando à intolerância à lactose, como a doença de Crohn Os sintomas de intolerância à lactose geralmente começam de trinta minutos a duas horas depois de a pessoa ingerir alimentos ou bebidas que contenham lactose. Entre os sintomas estão: diarreia, náuseas e, às vezes, vômito, dores abdominais e inchaço. O diagnóstico correto se faz através de exames laboratoriais. Não existem tratamentos para a intolerância à lactose, mas você pode adicionar enzimas lactase ao leite normal ou tomá-las em forma de cápsulas e comprimidos mastigáveis. Pessoas com esse problema geralmente evitam alimentar-se ou ingerir produtos que contenham lactose. Eco da Tradição completa 15 anos A edição deste mês do jornal Eco da Tradição chegou a sua, ininterrupta, 180ª tiragem. Criado no ano de 2001, no mês de setembro, para cobrir o espaço deixado pelo Jornal Tradição, editado por Edson Otto, o Eco é o informativo oficial do Movimento Tradicionalista Gaúcho do RS, lido, pela internet, em diversas partes do mundo e, impresso, em todo território brasileiro. A empresa ARTEGA, o Armazém do Gaúcho, de Novo Hamburgo, é anunciante do jornal desde sua criação, apoiando cada tiragem. O caderno Piá 21, encarte especial dedicado à educadores, começou com o nome “tradição na escola”, assumindo, mais tarde, a atual nomenclatura, que se referia a um programa desenvolvido pelo MTG com crianças carentes. O Eco possui colunistas fixos como Editorial do Presidente, Opinião, Ampliando Horizontes (pesquisas), Tropeando Versos (Departamento de manifestações espontâneas), Fórum da Dança (Depto. Danças MTG), Proseando com Tenência (Dicas e pequenas noticias), Charla Campeira (Depto. Campeiro). E os espaços dos parceiros: IGTF, CBTG e Comissão Gaúcha de Folclore. TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

[close]

p. 14

14 Ano XIV - Edição 180 TROPEANDO VERSOS Por: Carlinhos Lima Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Agosto de 2016 AMPLIANDO HORIZONTES Por: Manoelito Carlos Savaris Conselheiro Vaqueano do MTG e da CBTG Quesitos de Avaliação III Os Festejos Dando sequência à série de artigos relacionados aos quesitos da modalidade de Declamação, nesta oportunidade vamos falar sobre a Expressão Corporal, importante componente da avaliação, onde se deve observar o equilíbrio entre a técnica e a subjetividade. - EXPRESSÃO FACIAL: São os movimentos dos múscu- los da face como o objetivo de demonstrar os sentimentos contidos no texto que se quer transmitir. É o que se chama de “máscara” e está diretamente ligada ao tipo de texto que escolhemos. É um dos principais elementos da interpretação, pois é principalmente com o rosto que o declamador expõe o seu emocional. A utilização correta desta expressão está condicionada à boa compreensão do poema por parte do intérprete. Exemplificando: um texto romântico exige uma expressão facial mais amena; um texto épico exige um rosto mais grave; um texto humorístico exige expressão mais aberta, e assim por diante. Deve sofrer variação durante a interpretação, sempre de acordo com cada momento do texto. A posição da cabeça, lábios, sobrancelhas e olhos devem ser bem trabalhados, pois, na maioria das vezes, traduzem mais que qualquer gesto ou palavra, transmitindo um sentimento ou estado físico, psicológico e emocional da pessoa, sendo assim um reflexo do seu interior. Todas as expressões são importantes, mas os olhos têm o poder da verdade, pois “são os espelhos da alma”. - EXPRESSÃO GESTUAL É a linguagem do corpo. São mo- vimentos corporais, principalmente com as mãos, braços e cabeça, utilizados para auxiliar ou reforçar o entendimento das figuras e imagens poéticas contidas na mensagem que o intérprete quer transmitir. Deve estar de acordo com o texto e nunca exagerado ou repetitivo, ou que passe à platéia idéia diferente do escrito no poema. Deve ser o mais natural e espontânea possível, brotando da emoção do declamador, evitando-se os gestos “ensaiados”. A expressão gestual não serve para substituir a palavra, mas para ilustrá-la. Um dos principais exageros que percebemos nos concursos de declamação é usar a gestualidade para o óbvio. Os gestos também podem antecipar a palavra, facilitando o entendimento. - POSTURA CÊNICA Postura cênica é o todo que ve- mos quando olhamos o declamador em ação, ou seja, a sua interação com o poema, o cenário e o palco. O declamador deve estar no palco totalmente relaxado, respirando corretamente para manter o cérebro bem oxigenado. Deve postar-se preferencialmente no centro do cenário, de modo que domine completamente a situação. Recomenda-se ficar com os pés levemente afastados, numa posição confortável, com o peso distribuído, o que facilita manter o equilíbrio. Recomendamos não pegar o microfone na mão, não caminhar no palco, nem se deslocar da posição inicial. Mesmo que não signifique erro pode atrapalhar o declamador no gestual, esconder a expressão facial, perder o foco do microfone ou provocar um incidente que o tire da concentração. O corpo deve entrar em sincronia com o cenário, dominando a cena, tornando-se o protagonista, porém, sem se sobrepor ao poema e sua mensagem. O declamador deve usar a postura cênica para chamar a atenção para o texto e não para seus atributos pessoais. O abuso da indumentária como roupas de cores “berrantes”, mango no pulso, esporas ou faca na cintura, por exemplo, não são adequados. Mais servem para desviar a atenção da interpretação, prejudicando o ato de declamar. Os extremos são sempre prejudiciais. Pode-se, ainda, levar em conta os aspectos históricos e tradicionais de comportamento: o gaúcho altivo e valente, porém humilde e respeitoso; a prenda recatada e simples, porém firme em suas atitudes. Como já disse o mestre Colmar Duarte: - “O declamador deve portar-se como quem nada teme, porém, a ninguém afronta”. Farroupilhas e o MTG Neste mês de agosto iniciamos mais um período denominado “Festejos Farroupilhas” com o acendimento da Chama Crioula no município de Triunfo, terra de Bento Gonçalves. A Semana Farroupilha (14 a 20 de setembro) está inserida nos Festejos que tem duração de aproximadamente 35 dias. Por certo os Festejos não pertencem ao MTG e nem é ele, legalmente, o maior responsável pela sua efetivação, mas inegavelmente tudo o que ocorre no período, em termos de comemoração, depende do MTG (que se efetiva pelas coordenadorias e entidades filiadas). Rebuscado a história, vamos encontrar algumas atividades comemorativas referentes à Revolução Farroupilha a partir de 1889 (ano da implantação da República no Brasil) por iniciativa dos governos liderados pelo Partido Republicano Riograndense, cujas figuras mais destacadas foram Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros. No âmbito do tradicionalismo, sempre houve alguma comemoração nos “grêmios” e “clubes” criados a partir do Grêmio Gaúcho de Porto Alegre em 1898. No entanto, a comemoração que ficou marcada pela grandiosidade e pelo envolvimento da comunidade, ocorreu em Porto Alegre no ano de 1935. Para as comemorações do centenário da Revolução, o governo do estado, presidido por Flores da Cunha, organizou uma grande mostra, com representação nacional e internacional. Foi uma festa inesquecível, marcada pela grandiosidade. A exposição do centenário foi realizada entre os dias 20 de setembro de 1935 e 15 de janeiro de 1936, no local até então conhecido por Várzea ou Campo da Redenção e, a partir de então, chamado de Parque Farroupilha. Aquelas festividades levaram o nome de Exposição Farroupilha. Depois das comemorações do centenário da Revolução, quando foi oficializado o Hino Farroupilha (esse é o nome oficial do hino rio-grandense) assim como o Brasão de Armas e a Bandeira do Estado (mesmo que a lei que oficializa tais símbolos somente tenha sido sancionada em 1966), nada mais foi feito que mereça destaque. Foi em 1947, por obra do Departamento de Tradições do Colégio Julio de Castilhos de Porto Alegre que as comemorações foram retomadas. Foi naquele episódio, conhecido como Ronda Gaúcha, que foi criado o candeeiro crioulo e foi acesa a primeira Chama Crioula. Mas foi com a criação do 35 CTG (abril de 1948) que as comemorações anuais relativas à Revolução Farroupilha se realizaram sem interrupção no Rio Grande do Sul. Essas comemorações passaram a fazer parte do calendário de cada CTG, integrou a Carta de Princípios e se tornou elemento importante do tradicionalismo gaúcho. As festividades eram denominadas “Ronda Crioula” e realizadas pelos tradicionalistas com grande sucesso. Realizavam-se bailes, mostras, jogos, desfiles e ganhavam destaques importantes na mídia. Por conta disso a Assembleia Legislativa, em 1964, por iniciativa do seu Presidente, Francisco Solano Borges, promulgou a lei 4.850 que instituiu a “Semana Farroupilha”. O governador do Estado, na época, era Ildo Meneghetti, que, segundo dizem, se recusou a sancionar a lei dizendo: “agora querem uma semana, depois vão querer um mês de festa”. Brasão do RS apresentado no Centenário da Revolução Farroupilha TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

[close]

p. 15

Ano XIV - Edição 180 ECO ENTREVISTA Agosto de 2016 15 Persistência na busca De volta as Missões, ela do sonho retornou às origens Carolina Amaral Ehlert, 24 anos, natural de Giruá, é graduada em Engenharia de Controle e Automação, pela Universidade Federal de Pelotas, UFPel. “Iniciei minha caminhada no tradicionalismo como a maioria de jovens e crianças, encantada pelas danças tradicionais, no ano de 2004, participando da invernada Juvenil do CTG Querência Crioula, em minha cidade Natal. Logo me encantei pela parte cultural, e concorri à prenda Juvenil, começando assim também a participar de eventos tradicionalistas por todo o Rio Grande do Sul” – conta Carolina. Eco – Como foi a tua preparação para a ciranda 2016? Minha caminhada iniciou em 2006 quando participei pela primeira vez em uma Ciranda Regional, naquela época conquistando o encargo de 3ª Prenda Juvenil da 3ª RT. E durante todos esses anos fui me dedicando para a conquista desse sonho, afinal esse é o meu terceiro concurso estadual, pois participei no ano de 2009 da Ciranda Estadual em Alvorada, na categoria Juvenil e em 2013, já na categoria Adulta, na cidade de Santana do Livramento. Ser prenda do Rio Grande do Sul era um sonho, mas com certeza divulgar e difundir a cultura gaúcha era também um objetivo. Fico extremamente feliz em perceber que durante esses anos pude concretizar esses objetivos, não apenas através dos projetos necessários para a ciranda, mas também através de outras atividades realizadas com o intuito da divulgação. Eco – Qual a repercussão deste título na tua cidade/Região? As pessoas que convivem comigo sabem, que sempre sonhei em ser Prenda do Rio Grande do Sul pela minha entidade mãe, o CTG Querência Crioula, minha segunda família que esteve comigo seja nas vitórias ou nas derrotas. Por isso nos últimos anos atravessei o Rio Grande do Sul para poder realizar esse objetivo, pois em grande parte desse tempo morei na cidade de Pelotas aonde cursava minha Graduação em Engenharia. E também representar e conquistar um título pela 3ª RT, pela Região Missioneira foi muito importante. Minha entidade já havia conquistado títulos estaduais, porém apenas nos entreveros, com os títulos inéditos no ano de 2013 de 1º Guri e 1º Peão do RS, conquistado pelos meus “irmãos” Guilherme e Bruno respectivamente, e no ano passado na conquista do título de 3º Piá do RS, do Gabriel. Faltava um título da Ciranda, um sonho, um objetivo por tantas prendas e amigas de minha entidade. Em minha cidade somos extremamente valorizados como tradicionalistas, pois a divulgamos através de um aspecto tão especial que é a cultura. Todos sonhavam com essa conquista, e felizmente na terceira tentativa ela deu certo! Foi um misto de felicidade e alívio! Não há palavras que descrevam o que senti naquele momento em que soube que era a 3ª Prenda do Rio Grande do Sul. Acredito que quem teve a oportunidade de assistir a divulgação do resultado percebeu a minha alegria ao receber o encargo, passado por uma amiga tão querida, a Diana, que também sonhou e vibrou comigo nessa conquista. Foi uma comemoração espontânea e animada, assim como eu. Eco – Qual o planejamento para a gestão? Acredito que ser a Gestão de Prendas e Peões do RS no ano Cinquentenário do Movimento Tradicionalista Gaúcho, é ter o privilégio e o compromisso de participar de um ano de reflexão, quando mais uma vez os jovens são convidados a discutir o que já fizemos e que trouxe benefícios para o Movimento e em quais aspectos ainda precisamos melhorar para que esse Movimento exista por muitos e muitos anos. É um ano de relembrarmos nossa história, pois quem não sabe de onde veio não sabe para onde vai, e pretendemos relembra-la trazendo, por exemplo, a história de cada evento promovido pelo MTG. E, com certeza, um dos objetivos é continuar a campanha iniciada pelas Prendas e Peões do RS, Gestão 2015/2016, para mostrar a cada prenda e peão que competir é importante, porém o principal é aproveitar todos os momentos para reafirmar amizades e fazer novas, pois a “Amizade Faz Parte da Tradição”. Luana Raquel Wojciechowski, 15 anos, é natural de Giruá e está cursando o 2º Ano Ensino Médio. Iniciou suas atividades tradicionalistas no CTG Querência Crioula de Giruá, mas hoje faz parte do CTG Os Legalistas, de Santo Ângelo. Eco – Como foi a tua preparação para a ciranda 2016? Foi muito intensa e árdua. Os estudos começaram em 2014 quando me preparava para a ciranda interna. Tendo em vista muitas atividades, principalmente escolares, ficou tudo mais corrido, para isso contei com a grande ajuda de minha mãe, da patronagem do CTG Os Legalistas e de amigos especiais. Os projetos foram parte essencial para meu crescimento como prenda e tradicionalista. Trabalhamos com crianças do interior, transmitindo nossa cultura e folclore através da contribuição do negro na formação do nosso Estado, bem como, juntamente com a gestão de prendas e peões da 3ª RT 2015/2016, na realização de uma grande corrente de amizade em cada evento de competição da nossa região e grupos de estudo em várias entidades. Para a mostra folclórica utilizei o mesmo artesanato da Ciranda Regional, intensificando as pesquisas com mais entrevistas, depoimentos, cursos e é claro, praticando muito a técnica do crochê com fio de sacola plástica. Mas sem dúvida alguma, a melhor parte da minha preparação, foi a da apresentação artística. Segui o tema trabalhado no MTG e a Comunidade Escolar – a valorização da cultura negra, pois sou apaixonada por toda a sua história, conquistas e glórias, então preparei com imenso carinho e sinceridade cada etapa, muitas vezes me emocionando e chorando nos ensaios, por ser o momento mais esperado por mim e que pude mostrar para os tradicionalistas todo o meu amor pelas nossas tradições. Num geral, amei cada pedacinho dessa preparação, cada dia de estudo, cada puxão de orelha, cada hora de ensaio, cada crise de nervosismo, cada mensagem de apoio e cada sorriso que todo este ano me proporcionou. Eco – Como foi a transição de prenda mirim do RS por outra RT e agora, Juvenil pela 3ª? Transferir-se para outra cidade sempre acarreta grandes mudanças, ainda mais se for para outra região, pois o modo de falar e os hábitos são um pouco diferentes. A mudança de região tradicionalista me deixou com o peito apertado de saudade de to- dos os momentos maravilhosos que passei na 18ªRT, das pessoas incríveis que conheci, das experiências que adquiri e dos sonhos que lá realizei, e por outro lado, me trouxa imensa alegria ao rever a voltar a conviver com amigos de longa data, estar mais perto de toda minha família e concretizar o objetivo que trago desde a categoria dente-de-leite quando ingressei no tradicionalismo, que era representar a região missioneira em uma ciranda de prendas estadual e agora, continuar levando nossos costumes e amor pelos quatro cantos do Rio Grande do Sul. Eco – Qual o planejamento para a gestão? O meu planejamento para esta gestão é desenvolver um trabalho que já faço há muito tempo, com prendas e peões de entidade e regionais, participar dos eventos realizados por eles, contribuindo sempre que solicitado, com palestras e conversas que venham auxiliá-los em suas atividades, repassar material de estudo e ajudar da forma que puder a todos que precisarem. Nossa gestão está com um projeto de resgate dos eventos oficiais do MTG para que possamos relembrar os feitos e fatos ocorridos durante esses 50 anos de história, bem como permanecemos com o intuito de fortificar cada vez mais as amizades que o tradicionalismo nos proporciona. Comida: Macarronada Filme: Sete Vidas Livro: História do RGS p/ Jovens – Roberto Fonseca

[close]

Comments

no comments yet