Revista Pepper 27

 

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Edição 27 Revista Pepper

Popular Pages


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É verão em brasília nº 27 Ano 02 Janeiro/2015 ESCALANDO? Suando muito para subir na vida? Veja aqui os melhores locais para aprender CULTURA BLACK Baladas que tomam conta da Cidade Pepperina e suas incríveis previsões para 2015 Colunistas com Pimenta nos Dentes E MUITO MAIS........

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EDITORIAL ENTÃO É Janeiro, ano novo e vida nova! E o ano começou quente em todos os sentidos, POLÍTICO, ESPORTE, PENA de MORTE, GREVE, AUMENTO de PREÇOS em todos os produtos e serviços básicos, podemos aqui enumerar uma série, mas o importante mesmo é que a temperatura foi nas alturas e com ela a nossa edição de Janeiro, onde você vai suar escalando nas academias e nas montanhas, saboreando um bom Hambúrguer, divertindo com as nossas matérias e colunas que sempre tem aquela Pimenta depois do ponto vírgula. Janeiro também nos trouxe boas notícias, nosso site que é atualizado diariamente com informações de Brasília, Brasil e Mundo já passou das 150 mil visualizações, entre lá, participe e deixe seus comentários e curtidas. A Revista Pepper espera em 2015 muita Pimenta para as suas páginas e obrigado leitor pela sua colaboração. Um Bom Ano! É verão em brasília Fotos Orlando Brito EXPEDIENTE Publisher Sérgio Donato Contaldo jornalismo@revistapepper.com.br Redação Natália Moraes Abner Martins jornalismo@revistapepper.com.br Publicidade comercial@revistapepper.com.br Revisão Conttexto.com helenacontaldo@conttexto.com Estagiária Silvia Bouvier 2 Site Natália Moraes e equipe Gráfica Gráfica 76 Colaboradores Sérgio Assunção Pedro Abelha J. Carlos JR Ramalho Romolo Lazzaretti Renata Costa Duarte Fernando Cabral Carlos Henrique A. Santos Pedro Wolff Janaina Camelo Julyana Santos Fotos da Capa ORLANDO BRITO Contatos (61) 3257.8434 faleconosco@revistapepper.com.br www.revistapepper.com.br 3

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ESPORTE Naalsturas Por Millene de Mauro Fotos: Albery Santini Gosta de esporte e adrenalina? Está estressado ou quer variar a atividade física? Veja como a prática da escalada pode mudar a sua vida. Com certeza você já deve ter visto por aí aquele pessoal se pendurando durante horas em paredes montadas cheias de pinos artificiais. Aqueles que sobem montanhas de gelo em lugares remotos. Essa é a tribo da escalada, uma modalidade muito conhecida pelos europeus e praticada durante o inverno. Nesses países é bem comum encontrar famílias inteiras se aventurando em paredões. O esporte demorou um pouco a chegar no Brasil. Os aventureiros do Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo foram os primeiros a praticar. Aqui na capital, segundo o escalador Rodrigo Aguiar, o esporte ficou conhecido no finalzinho da década de 80. “A escalada surgiu para os brasilienses no final dos anos 80 e uma das modalidades mais fortes, o boulder, chegou no final da década de 90”, explica. A escalada, praticada em regiões montanhosas, cresceu e tornou-se conhecida no mundo todo. Por isso, alguns esportistas foram criando e desenvolvendo outras modalidades, porém ainda almejando os mesmos objetivos: a satisfação de conquistar uma montanha como prêmio, o desafio, a superação, o contato com a natureza e o respeito por ela. 4 ESPORTE MODALIDADES ALPINISMO: Essa prática exige muita coragem e alta confiança em sua equipe, pois seu objetivo é escalar as mais altas montanhas e picos do mundo. Já no século XVlll, exploradores buscavam desbravar os Alpes europeus como o Mont Blanc, na Suíça – frisson da época –, que tem 4.810 m. Porém, foi no último século que os alpinistas descobriram, na Ásia, seu maior desafio: a cordilheira do Himalaia, onde está a maior montanha do mundo, o Monte Everest, com 8.840 m. ESCALADA EM ROCHA: Diferente do alpinismo, a escalada em rocha propõe desafiar grandes rochas inacessíveis. O objetivo dessa modalidade é chegar ao topo não importando o meio. Muito praticada no sudeste brasileiro. BOULDER: Os blocos baixos que rodeiam as grandes rochas foram descobertos pelos escaladores da modalidade esportiva para elevar o nível de suas técnicas. Por ser praticado em baixa altitude, permite que o atleta desenvolva força, não sendo necessários equipamentos de segurança como a corda e a cadeirinha. ESCALADA ESPORTIVA: A característica aqui é escalar em nível de dificuldade maior em paredes mais inclinadas e sem o uso de muitos equipamentos de segurança. Os atletas fazem movimentos mais difíceis em função da ausência de equipamento, o que exige muito esforço físico. Impressionante! A prática do boulder acontece também em ginásio indoor e utiliza elementos artificiais. Esse tipo de escalada é a que mais cresce em Brasília e no mundo, isso porque, de acordo com o escalador Rafael Niemeyer, as paredes são baixas e oferecem bom nível de segurança. “As paredes no boulder variam entre um e cinco metros de altura e por isso não é necessário o uso dos equipamentos de segurança além do colchonete na sala”. 5

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O fato de a modalidade oferecer baixo risco de acidentes e não ter limite de idade tem estimulado mais pessoas a praticá-la. Os apaixonados pelo esporte se reúnem nas academias e ginásios para não perder a forma, em um bom final de semana colocam o pé na estrada, mochila nas costas e escalam paredões próximos à Brasília. Muitos consideram a escalada como um life style. É o tipo de atividade que, quando se faz uma vez, cria gosto e você volta a praticar. Com a Taynar Oliveira foi assim: “Pratiquei durante um tempo, parei e já voltei”. Segundo ela, o boulder é uma atividade dinâmica. “Eu gostei de escalar porque é um exercício dinâmico e que me permite o contato com a natureza”, conta. Go climbing a rock nos arredores da Capital Se você acha que não há possibilidade de escalar na capital por ser uma região plana, está enganado. Os arredores de Brasília oferecem vários pontos propícios à escalada, como é o caso da Fercal, Água Fria de Goiás e Cocalzinho. O local mais próximo está a menos de 20 km do centro. Fercal: Considerada uma escola de escaladores pelo baixo grau de dificuldade que apresenta, a região tem densa vegetação nativa. O tipo de rocha por lá é o calcário, que dificulta a aderência. Possui 50 vias em três complexos. A região é frequentada há 20 anos e fica a 19 km do centro. Belchior: Água Fria de Goiás: Está localizado a 120 km do Plano Piloto. O tipo de rocha também é o calcário. O diferencial é que se pode escalar por dentro e por fora da pedra. Cocalzinho: Entre BSB e Pirenópolis, Cocalzinho se destaca como um dos grandes picos sul-americanos. 6 Então, vamos escalar? As academias especializadas em esportes radicais estão mais próximas do que você imagina. IBITI Escalada Academia de grande porte oferece escalada indoor e possui equipe animada. CLN 311 Asa Norte. Acesse: ibitibox.com UBT Uboulder Considerada a maior academia para a prática do boulder. Fica no Clube Vizinhança da Asa Norte. Acesse: ubtescalada.com.br Primata Escalada Academia com dois andares de paredes. Possui 3.000 agarras. Asa Norte. Acesse: primataescalada.com.br Companhia Athletica: A academia oferece vários tipos de esportes radicais incluindo a escalada. Acesse: ciaathletica.com.br 7

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Cultura Cultura black em evidência na capital do rock Por Natália Moraes Fotos: Gabi Cerqueira / Paula Carrubba / Sinclair Maia O roteiro de festas em Brasília mudou: bailes black estão em ascensão. Festas com jazz, soul, trap, rap e hip hop estão entre as principais baladas. Os produtores da Makossa e da Melanina contam como está esse cenário na cidade. Que Brasília é a capital do rock todo mundo já sabe, mas a cidade também abraça todos os estilos musicais. Para muitos, Brasília é feita de fases. “Fase” do axé, do samba, do sertanejo... Mas não existiu nenhuma “fase” para a black music. Esse estilo musical, que é considerado também uma cultura, sempre esteve presente na cidade, e agora está tomando um espaço maior ainda nos roteiros das principais festas da capital. A black music nada mais é do que um grupo de gêneros musicais que foram influenciados pela cultura africana. Essas músicas foram trazidas pelos escravos e ao longo do tempo novas técnicas com novos instrumentos foram desenvolvidas, formando os estilos que todos conhecem. Jazz, soul, blues, e recentemente trap, hip hop e rap começaram a tomar forma, e hoje fazem parte da famosa Cultura Black. Cultura que está se espalhando, fazendo a cabeça de quem gosta, e trazendo mais e mais admiradores. As festas de Brasília não poderiam ficar de fora desse estilo que está em ascensão, e a cidade já conta com diversas festas com a pegada black music. Em 2014, festas como a Makossa, Melanina, Perde a Linha, Mistura Fina e Criolina fizeram o maior sucesso. Para 2015 os produtores garantem que vai ter muito mais. A festa Melanina tem pouco mais de 3 anos de existência e já é reconhecida como uma das principais festas black da cidade. É um projeto que passeia pelas grandes vertentes da black music, do jazz ao soul, do samba ao rap, aliando-se à modernidade das batidas eletrônicas e abordando a temática musical junto com a dança. Sua última edição, em dezembro de 2014, recebeu pela primeira vez uma atração internacional, a rapper norte-americana Akua Naru. Foto: Paula Carrubba Pedro Batista, produtor e idealizador da festa Melanina, conta que a ideia de fazer a festa com essa pegada black surgiu na sua infância, em Fortaleza, onde ele fazia parte da cena do hip hop, do samba e do reggae. Ao longo dos anos começou a trabalhar como produtor de algumas bandas e, quando veio para Brasília, já entrou no ramo de produção de eventos. “Tivemos a necessidade de colocar os nossos artistas para atuar. Montamos uma equipe, uma produtora e fundamos a Melanina. Desde o começo a repercussão foi super positiva”, disse. Pedro trabalha com bandas e viaja o país inteiro. Para ele, Brasília se destaca no cenário black. “Não existe nenhuma outra cidade que faz o trabalho como as festas de Brasília. As festas são cheias, e estão todos nivelando a produção de eventos por cima”, completou. 8 Cultura Foto: Gabi Cerqueira Foto: Sinclair Maia Para Pedro, o segredo do sucesso das festas focadas na cultura black é o processo de união das produtoras. “Assim que despontamos com a Melanina, procuramos produtores de outras festas black para nos juntarmos de maneira colaborativa. Hoje, dentro da nossa festa tem a pista Perde a Linha, como uma segunda opção, e também cuidamos da comunicação da Makossa, uma outra grande festa black”, disse. A festa Makossa já tem 13 anos e agrega pessoas de diferentes estilos e classes sociais. A festa promove a ocupação cultural do centro de Brasília e divulga a cultura dos bailes de música negra comuns da década de 70. O produtor e também idealizador da festa, Léo Cinelli, diz que a ideia de lançar esse estilo de festa surgiu na década de 90, quando ele produzia festas eletrônicas. Então, por influência de antigas experiências no exterior, sentiu a necessidade de juntar o hip hop com o house. “Eu queria mudar, queria uma coisa diferente. E dessa junção surgiu a Makossa. Mas não vingou da forma como imaginávamos e caiu mais pro lado black. Foi criando forma e se consolidou como um baile black”, contou. Em parceria com Chicco Aquino, Léo conta que os elogios são de todas as partes. “A festa é no coração da cidade, na Galeria dos Estados, então todo mundo adora! Todos têm acesso, seja de metrô, ônibus, táxi, carro ou bicicleta”. Além da boa fama, a Makossa foi agraciada pelo FAC (Fundo de Apoio à Cultura) e no final de 2014 os organizadores fizeram uma exposição com os flyers da festa, que agrega o valor da rua e da arte urbana, e algumas oficinas art black. “Foram oficinas gratuitas para cenografia, DJ, Rap, Grafitti, etc. Fomos em cidades satélites, e tudo mais. A repercussão foi muito bacana. Conseguimos pegar o nosso conceito e devolvemos para o público nessa forma”, completou. Para Léo, a cultura negra sempre esteve em evidência, e as festas como Melanina, Perde a Linha e outras de black music são um pouco da resposta do que eles têm feito. “Somos um espelho para muitos. Tem muita gente que respeita, vê nosso trabalho sério e bem feito”, contou. Além do 9

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Foto: Gabi Cerqueira reconhecimento, os produtores contaram que todo Natal, após a ceia, existe uma edição com todos os bailes black de Brasília juntos, o que é considerado um diferencial para essa cena crescer na cidade. Assim como Léo, Pedro conta que os planos para as festas em 2015 já estão a todo vapor. “Queremos levar a Melanina para outras cidades, lançar novos projetos de hip hop... E já temos uma festa confirmada em parceria com outra produtora, que vai explorar o Miami Bass, ritmo black dos anos 80 que originou o funk. Esse projeto vai expandir o nosso leque de atuação e vai ser direcionado para um outro público, que normalmente vai para outros estilos de festa”, disse. A cultura negra e a black music quebraram as barreiras em Brasília, e agora estão com um espaço cada vez maior na cena da cidade. Quem curte sabe o que é bom, e quem nunca foi não pode perder a oportunidade de conhecer. 2015 está aí, cheio de novidade... QUEM VAMOS? Foto: Paula Carrubba 10 Fotos: Paula Carrubba Foto: Sincalir Maia Foto: Paula Carrubba Receita do mês Burger, Pizza and Beer: fugindo dos pratos de verão Por Natália Moraes Fotos: Sílvia Bouvier ENTRADA House Caesar Salad Ha 11 anos no mercado, o chef Rodrigo Cabral já passou por alguns restaurantes, foi gerente em Dubai e assina cardápios desde 2013. Já ganhou o prêmio de Chef Revelação, pela Revista Encontro, e Restaurante Revelação, pela Veja, quando ainda atuava no Restaurante “Ares do Brasil”. Em 2013 o chef assumiu o Riders, restaurante da loja da Harley Davidson, na 510 Norte, que veio com o conceito de Coffee Shop. Porém, atualmente Cabral está introduzindo o conceito “Burger, Pizza and Beer”, sendo que o hambúrguer é o carro-chefe da casa e a cerveja tem tudo a ver com o jeito Harley Davidson de ser. O Riders tem opções de saladas, pratos executivos, lanches, sorvetes e outras variedades no happy hour, que está fazendo grande sucesso. Este mês o chef Rodrigo Cabral preparou para vocês receitas deliciosas para fugir da mesmice dos pratos de verão. Dá para fazer em casa! Ingredientes - Mix de alface (crespa, americana, roxa) - Cebola roxa em rodelas - Tomate em cubos - Croutons - Queijo parmesão ralado - Molho caesar - Pimenta de cheiro cortada fininha (a gosto) PRATO PRINCIPAL Cheese Burger (porção para 4 pessoas) Ingredientes - 800 gr de carne 10% de gordura de contrafilé 60% de contra- filé 30% de miolo de alcatra - Pão de boa qualidade para hamburgão - Fatias grossas de muçarela - Geleia de manga com Buht Jolokia Yellow da Corunucópia Pimentas Modo de preparo: Misturar todas as carnes e fazer bolinhos de 200 gr cada, para 4 hambúrgueres, sem tempero. Na hora de grelhar, acrescentar sal grosso e pimenta do reino moídos. É importante ter uma grelha bem quente e antiaderente. Botar um fio de azeite na hora de grelhar. Quando o segundo lado estiver selando, botar uma fatia grossa de muçarela na carne para derreter. Molhar o interior do pão com a geleia de manga e pimenta. * sugestão: já pedir no açougue todas as carnes moídas juntas. SOBREMESA Brownie - Brownie pronto e quente - Geleia de maracujá com pimenta com Habanero da Cornucópia Pimentas por cima - Calda de chocolate - Pimenta malagueta inteira para dar o toque final 11

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COMPORTAMENTO Por Fernando Cabral Empresário do Setor de Alimentação Fora do Lar fcabralbr@gmail.com Aproveitando que liberdade de expressão é bem universal (ou pelo menos deveria ser) e precisa ser respeitada, valorizada e ampliada, este artigo se permite utilizar dessa liberdade para fazer relação entre a terrível tragédia terrorista ocorrida no início de 2015 na França e a atividade empresarial por aqui. Lá foi um golpe, um ato terrorista – talvez isolado – contra um órgão de imprensa que sempre utilizou o humor para criticar atos, ações e pensamentos contrários aos dos editores, cartunistas e jornalistas daquele veículo, principalmente nos campos religioso e político. Aqui os golpes são constantes. Sempre dificultando a vida do empresário e encarecendo as atividades produtivas – especialmente as menos poderosas. Grande parte dessas dificuldades têm origem na decrépita CLT, outra parte expressiva vem do elevado Custo Brasil e mais um tanto da falta de educação, cultura e desenvolvimento. O golpe específico que justifica este texto diz respeito a uma Medida Provisória editada pelo Governo ao apagar das luzes do primeiro mandato da Presidente Dilma. No dia 30 de dezembro de 2014 entraram em vigor algumas medidas para fazer o Tesouro economizar algo como dezoito bilhões de reais ao ano, já calculados em valores de 2015. Parte dessa economia será bancada pelos empresários, para variar. Até o penúltimo dia útil do ano passado, quando um empregado estava doente, o empregador arcava com os primeiros quinze dias de atestado médico, entrando a Previdência Social do décimo sexto dia em diante (“pagando” o auxílio-doença). A partir do último golpe, pode-se dizer que o custo para o empresário dobrou. Explicando: agora se o funcionário estiver de atestado médico, a empresa banca seu salário nos primeiros trinta dias sem produzir, só depois a Previdência assume. O apagar das luzes do primeiro governo Dilma reservou mais golpes. Dessa vez, positivos golpes eleitorais. Se é que é possível entender frase tão incoerente. Na mesma Medida Provisória, o Governo mandou para o Congresso uma metralhadora silenciosa armada sobre pensionistas, desempregados e população de baixa renda em geral. Mantendo o assistencialismo dos últimos anos e cortando (de forma intensa e positiva) gastos também com o seguro-desemprego, pensão por morte e do chamado Seguro Defeso, pago aos pescadores (e aproveitadores) artesanais no período em que a pesca é proibida. Nas seiscentas palavras deste artigo não é possível discorrer sobre os detalhes desses cortes. Importante é a tese. Serão dezoito bilhões de reais de economia para o Governo que sairão dos bolsos dos empresários e deixarão de entrar nos bolsos dos cidadãos comuns. Seria de se imaginar a chiadeira dos trabalhadores que estão perdendo essa “baba” de dinheiro. Você viu, caro leitor, na imprensa escrita, falada e televisada os protestos das centrais sindicais país afora? Não? Foi porque ninguém protestou. Tudo foi bem planejado e absorvido até agora. Pela primeira vez, de forma silenciosa e “golpista” o governo trabalhista reduziu vantagens e direitos dos trabalhadores e ninguém chiou. Que bom! Pode ser um bom começo para as reformas de que o Brasil tanto precisa. Para que os sindicatos e as cuts da vida não ficassem caladas nesse início de ano, surgiu uma “ótima” oportunidade para os pelegos de plantão: gritar contra algumas montadoras do ABC paulista que demitiram algumas centenas de empregados para “garantir a competitividade no mercado”. Aí sim, valem manifestações, greves e assembleias em portas de fábricas de automóveis pedindo a recontratação dos demitidos. Complicado entender este momento! Fatos tão contemporâneos em contraponto com imagens de antigamente... Sem querer comparar Pepper com Charlie Hebdo, nem o nosso Governo com o Al-Qaeda, resta apenas copiar o grito inconformado de protesto, de socorro, de resistência: Je suis empresário. 12 MEIO AMBIENTE COMPORTAMENTO Tweets Sobre hoje: tava doente, fui no hospital, a médica receitou antibiótico, cheguei na farmácia, vi que custava 180 reais e melhorei na hora @BiancaMol, blogueira Velho, se a mina já tem 300 likes numa selfie, não curte o bagulho, senão você vai tá criando um monstro, vai por mim aufaufa, internauta Quanto mais equipamento de som no carro, pior é a música que escuta! @FerGabi, internauta O ser humano até em coisa ruim quer ser MAIS – outro dia caí da escada: “Nossa, eu já caí da escada TRÊS vezes” @jadekdd, internauta “Te dei intimidade, mas quero de volta @legalizandra, internauta Odeio essa coisa de sentimentos, queria ser uma porta @zoando, perfil de humor “O ano só começa depois do carnaval”. Vive de mesada @arnaldobranco, internauta #PrayersForParis @Pontifex_pt, Papa Francisco Mais um dia difícil para os milhões de muçulmanos inocentes espalhados pelo Mundo. Não se condenem, inocentes. #CharlieHebdo @nlpaiva, jornalista Foi com profundo pesar e indignação que tomei conhecimento do sangrento e intolerável atentado contra a sede da revista “Charlie Hebdo” @dilmabr, Dilma Rousseff, presidenta do Brasil A arma mais terrível contra a ignorância é a escrita #JeSuisCharlie #CharlieHebdo @Max_laguna, internauta 13

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Faça a sua paz interior Vista roupas Por Pedro Wolff Fotos: Projeto Yoga em Brasília confortáveis, pegue sua esteira e venha praticar yoga ao ar livre. Em Brasília, há vários grupos que se dedicam à prática milenar de forma gratuita e em conjunto A yoga urbana, ou seja, aquela praticada gratuitamente e em grupo, é uma tendência crescente em várias cidades do mundo. A yoga, uma palavra oriunda do sânscrito, traz um conceito referente às tradicionais disciplinas físicas e mentais originárias da Índia, que pode significar união em meio a um mar de definições e interpretações que vão de arte, ciência, filosofia e religião a crescimento pessoal por meio do autoconhecimento. Entre tantas definições, cada um pode incorporar a prática ao seu dia visando puramente à qualidade de vida. A cidade de Brasília, que comporta grandes áreas verdes em um elaborado paisagismo, um infinito céu azul, linhas perfeitas e seus imponentes monumentos, parece ser muito confortável para essas práticas ao ar livre, tanto que, hoje, o brasiliense consegue praticar yoga de graça com um dos vários grupos que se reúnem na cidade. O projeto “Yoga em Brasília” é uma dessas iniciativas dessa geração que gosta de fazer bom uso do espaço público. O projeto, que em sua primeira edição, há dois anos, contou com 11 pessoas em frente ao Palácio do Itamaraty, hoje reúne mensalmente uma média de 250 pessoas. O pensamento que rege essa iniciativa é que Brasília tem tanto espaço bonito e maravilhoso que as pessoas só passam de carro e nunca aproveitam, como a própria Esplanada dos Ministérios. O grupo também “frequenta”, entre outros lugares, a arena do Memorial dos Povos Indígenas, na área do café da Torre de TV, CCBB ou Ermida Dom Bosco. Para Andrea Hughes, idealizadora do projeto, realizar atividades nesses ambientes permite às pessoas se conectarem à beleza dos locais, ao contrário do trabalho realizado entre quatro paredes, que leva a prática a ser mais interna diante de poucos atrativos disponíveis. 14 Mas não basta ser um local bonito e agradável, o calor conta muito na hora de escolher o ponto do encontro seguinte. “Nunca consegui [reunir o grupo] na região da Catedral porque não tem sombra”, comenta Andrea. Ainda nessa linha de dificuldades, ela conta que já tentou sem sucesso realizar edições do projeto dentro da LBV, no SMU e no Salão Verde do Congresso. Este último local é um dos seus maiores sonhos, mas foi barrada sob o principal argumento de que “yoga é religião”. Entretanto, seu maior sonho mesmo é reunir 14 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. Parece utopia? Não, porque uma das inspirações do projeto é que esse contingente se reúne para praticar yoga na Times Square, em Nova Iorque. “Lá eles conseguem reunir esse tanto de pessoas em um espaço menor, porque não aqui?”, questiona a professora de yoga. Reunido o público, Andrea diz que não tem fórmula pronta para conduzir cada edição do “Yoga em Brasília”. Mas diz começar geralmente com uma saudação ao sol, por ser uma maneira de aquecer o corpo, e vai aos poucos partindo para as posições de flexibilização e posturas para ao final formar um grande caracol onde as pessoas ficam conectadas. E o melhor, costuma conduzir uma média de 250 pessoas “no gogó”. Ela comenta que o projeto ainda não tem uma estrutura necessária e que com “muito suor” conseguiu comprou um microfone que utiliza nos lugares onde dispõe de caixa de som. O trabalho realizado com a força de vontade de todos os participantes e da própria condutora de compartilhar o que mais gosta de fazer cresceu ao ponto de Andrea estar empenhada, nesse início de ano, a buscar por um patrocínio que possa arcar com uma infraestrutura mínima necessária. O que nasceu como uma prática prazerosa cada vez mais se torna trabalho, além do fato de ela viver como professora de yoga. Oriente e ocidente Com 14 anos de estudos, Andrea Hughes tem como base de sua prática a Hatha Yoga, mas agrega estilos e conhecimentos das diversas modalidades dessa arte milenar, as quais vem pesquisando ao longo do tempo. Andrea diz que essa é uma das características da yoga praticada no ocidente, pois enquanto no oriente as práticas são mais rígidas, neste lado do mundo é bem vindo flexibilizar e agregar novos elementos. Para ela, o conceito de yoga é união e trabalho do corpo e da mente. Quanto mais se pratica, melhor se sente e mais “presente se fica”. Trabalhar com flexibilidade, harmonização, fortalecimento, relaxamento e conexão do corpo e da mente. Não é religião, mas pode ser utilizada dessa forma por causa de algumas modalidades existentes. “Alguns acham que é simplesmente colocar o pé atrás da cabeça ou dobrar o corpo, mas conectar mente e espírito é muito mais que isso. É ter mais consciência da respiração e do funcionamento e limites do próprio corpo”. Andrea comenta que muitos têm uma visão errônea de que o objetivo da meditação é meramente esvaziar a mente “e isso acaba se tornando um impeditivo porque muitos ficam com medo de nunca conseguir”. Ela, durante a condução do projeto, orienta que, durante a concentração, devem-se observar os pensamentos e não se apegar a eles. “Porque não se pode se deixar abalar pelo que invariavelmente vem a nossa cabeça, principalmente as coisas ruins. Ao invés de combatê-los, devemos conviver com eles sem deixar que eles nos afetem”. Ao invés disso, a professora orienta seus alunos a estarem mais “presentes a si mesmo”, Ou seja, estarem mais focados nas atividades do dia a dia, a maneira de realiza-las com mais qualidade, sem se deixar perder em pensamentos que desviem sua atenção. 15

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Entretenimento 15 Edições de Big Brother Brasil. O programa tem futuro? Da Redação Poderia ser uma festa de debutante, mas está mais perto de ser o enterro de um idoso respirando por aparelhos. Dentro de poucos dias, Pedro Bial vai convocar a nave Big Brother e dar início aos trabalhos da 15ª edição brasileira. Nem os mais empolgados diretores da Globo poderiam imaginar que o Reality Show fosse durar na programação por tantos anos. Bial, jornalista renomado que chegou a cobrir a queda do Muro de Berlim, deve se arrepender um pouco de ter topado o projeto. Hoje ele amarga o posto de eterno âncora do programa, que serve de plataforma para algumas de suas pobres poesias. A queda de interesse pelo Big Brother é um fenômeno global. Na maioria dos casos, o programa, que foi originalmente desenvolvido na Holanda, contou com duas ou três edições de muito sucesso, seguidas por outras cada vez menos interessantes para o público. Via de regra começa em rede nacional e acaba relegado para algum canal obscuro da TV a cabo. Somente em dois países, Brasil e Inglaterra, o Big Brother continua com relativo sucesso, mas por motivos muito diferentes. O que a Globo conseguiu com o BBB é em parte o sucesso e também o atual fracasso, demonstrado nos números de audiência vertiginosamente menores a cada nova edição. A emissora conseguiu imprimir no reality show o padrão básico de estagnação de seus programas, fórmulas são repetidas à exaustão, sejam novelas, jornais, programas de auditório ou até mesmo especiais como fim de ano com Roberto Carlos. No BBB, a Globo conseguiu, em todas as edições, recriar uma pequena novela. Contando com bons truques de edição e uma cuidadosa seleção dos participantes, a trama acaba se desenrolando entre um grupo de bonzinhos contra malvados, tudo isso permeado por uma ou outra história de amor e decorado com os corpos sarados dos participantes. É justamente essa estagnação que hoje causa o maior problema com o público, que não está mais interessado nessa fórmula. Na Inglaterra, a solução para manter o programa ativo foi justamente realizar mudanças drásticas a cada edição, assim como os chamados twists, que promovem mudanças nas regras básicas quando o programa chega mais ou menos em sua metade. A direção da Globo, mais especificamente o chefão Boninho, tentou algumas vezes dar um novo ar para o programa, trazendo velhos participantes ou promovendo situações como o Quarto Branco. O problema é que, mesmo tentando algo novo, parece que está no DNA da emissora a estagnação em uma única fórmula, todas as novas regras e twists propostos pelo BBB parecem ser desenhados para se encaixar na fórmula original. É difícil imaginar que uma direção que já está no mesmo programa há catorze edições vai promover mudanças drásticas para a 15ª. Mas, como se trata da Globo, o BBB certamente ficará agonizando na programação por mais alguns anos, com o Ibope caindo cada vez mais. Vai ser uma morte lenta, mas os aparelhos ainda vão segurar o enterro por algum tempo. 16 Entretenimento Guia Incrível de Previsões Normais 2015 Da Redação O que é novidade? O que já está batido? Vai acontecer alguma coisa realmente nova? Não é muito difícil viver como um vidente O fato é que, ano após ano, o que mais vemos são os acontecimentos de televisão. Fazer se repetirem, infelizmente previsões bombásticas em se repetem com mais contestados programas de frequência os piores. auditório, tudo baseado Quantos gênios se em absolutamente nada. foram em 2014, quantas Não é preciso entrar em tragédias, entre outros contato com o mundo fatos. espiritual nem observar o alinhamento cósmico para ter ideia de que algumas coisas vão acontecer em 2015. É por isso que a Revista Pepper preparou o Guia Incrível de Previsões Normais 2015, que você confere a seguir: Choveu em 4 horas 80% do que era previsto no mês: impressionante como a Algum famoso e querido artista brasileiro vai falecer: resta saber quem, tem muitos na fila. Arrisca um palpite? Passagens de ônibus sofrerão reajuste acima da inflação: daqui a pouco vai ser mais barato andar de avião do que pegar um ônibus até o chuva sempre escolhe algumas horas para chover quase tudo que era previsto no mês. bairro ao lado. Escândalo de corrupção será revelado em nível federal: Um time grande vai ser rebaixado: uma das diversões do Campeonato Brasileiro é que qualquer time pode ter uma temporada ruim e cair, menos o Fluminense, que tem o apoio do STJD. Avião cai e resulta em tragédia: queda de avião é sempre notícia. Apesar disso, continua sendo o meio de transporte mais seguro do mundo. novidade mesmo vai ser se alguém for efetivamente punido e o mandachuva descoberto. 17

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O QUE ESTÁ ACONTECENDO o que está acontecendo Por Julyana Almeida (julyana.jor@hotmail.com) Com Sérgio Donato Mulheres no poder ......................................................................................... Para algumas coisas a Câmara Legislativa não perde tempo. A nova presidência foi votada já no primeiro dia de 2015. Agora, além da nossa presidenta Dilma, o DF será comandado por mais duas mulheres. Foram eleitas as mandachuvas e a chapa vencedora foi Sustentabilidade, Trabalhismo e Solidariedade, da deputada Celina Leão (PDT). A vice-presidente eleita foi Liliane Roriz. Início dos trabalhos ......................................................................................... Enquanto a nova mesa diretora já foi votada, os trabalhos legislativos só começam dia 3 de fevereiro. Até lá a Casa fica aberta ao público das 13 às 19h e apenas com serviços administrativos. Crise ......................................................................................... Em meio à crise financeira deixada pelo governo anterior, Rodrigo Rollemberg pediu para funcionários de GDF economizarem até papel. Além disso, o 18 atual governador atrasou o pagamento de servidores da saúde e da educação e não deu qualquer previsão para quitar benefícios como férias e décimo terceiro. Enquanto isso, Agnelo Queiroz viajou com a família para Miami com a consciência tranquilaaaaa.... Sem folia ......................................................................................... Hoje o governo acumula um rombo superior a R$ 3,5 bilhões e mesmo assim as 21 escolas de samba da cidade estão cobrando os R$ 6,35 milhões que foram prometidos no ano passado para custear os preparativos para a festa. Até então a festa está cancelada, mas as escolas ainda não jogaram a toalha: estão correndo atrás de patrocinadores particulares e prometeram entrar na justiça contra o GDF. Dilma em números ......................................................................................... O fim do primeiro mandato da nossa presidenta se resume em uma palavra: aumento. Desemprego, inflação, taxa de juros, conta de luz, número de beneficiários do bolsafamília, médicos (incluindo os estrangeiros). Números que não mudaram: analfabetismo, valor gasto com cada aluno do ensino médio, desigualdade de renda. Enfim, está começando um novo mandato, mais uma chance para Dilma tentar fazer um bom governo. Luto ......................................................................................... Nós jornalistas estamos de luto depois do ataque terrorista à sede do jornal francês Charlie Hebdo, onde 12 pessoas foram assassinadas, entre eles cartunistas e jornalistas famosos. A liberdade (mesmo que seja de imprensa) de um termina onde a do outro começa. Ofender, discriminar e satirizar a religião alheia não está certo, nem matar pessoas em nome do “Profeta”. Não estou dizendo que o terrorismo foi justificado neste caso, mas cuidado com o que escrevemos e publicamos. MARKETING / PUBLICIDADE COISAS da Propaganda FORÇA NA PERUCA! Junior Ramalho (ramalhojunior@gmail.com) Se a velha máxima mercadológica de que “é na crise que se cresce” for verdadeira, o ano começou perfeito para os anunciantes, empresas de comunicação e profissionais do DF. É crise para todo lado, em todos os segmentos, causada pela insanidade administrativa do governo passado que, naturalmente, afetou o poder de compra ou – ao menos – a disposição de consumo pela nossa população, de todas as classes socioeconômicas. Basta ouvir a opinião dos comerciantes de quadras e de shopping centers; concessionárias de veículos e outros importantes setores sobre as vendas do natal. Ninguém atingiu a meta. Mas, para que se consiga atravessar a turbulência – de forma rápida - e reverter o quadro para céu de brigadeiro nos negócios da propaganda, como um todo, será necessária a adoção de posturas e atitudes diferenciadas daquelas habituais, quando o mercado anda sozinho e todo mundo tem previsões cômodas de faturamento. Em outras palavras: trocar as lágrimas por suor e os lamentos por argumentos; fazer um atendimento muito mais pessoal do que virtual aos clientes, compartilhando das suas angústias e apresentando propostas específicas e realistas. Tanto pelas agências como pelos veículos de comunicação. Aliás, em vez de tanto por um como pelo outro, o ideal seria que ambos se unissem na função de levar soluções criativas aos clientes tradicionais, como também para os empreendedores que não costumam anunciar, afinal, tanto agências quanto veículos precisam disso e, se deixassem de lado a forma tacanha de agir (algumas agências sentem-se donas e têm ciúmes dos seus clientes e alguns veículos atravessam as agências chegando até a oferecer vantagens para faturar verbas diretas), todos ganhariam muito mais. Inclusive os clientes, que, mais seguros e com transparência, anunciariam sempre. É claro que os próprios anunciantes também têm papel fundamental nesta mudança quase obrigatória de comportamento para se reverter o cenário do mercado e aumentarem os seus faturamentos. Devem entender que atender os profissionais com propostas de campanhas, patrocínios ou peças isoladas não significa “alguém tentando levar o seu dinheiro”, mas sim uma oportunidade de retorno dos seus investimentos em propaganda e marketing. Por fim, os sindicatos e associações de classe, sejam patronais ou funcionais, devem promover eventos mais abrangentes, unindo todos os segmentos que formam o mercado publicitário; contudo, com temas e objetivos mais realistas, provocando debates claros e efetivos. Menos coquetel e glamour e mais conteúdo. Ah, as faculdades poderiam atualizar os seus programas e disciplinas para as realidades da profissão e do mercado. Então, vamos lá! Nada de lamentos e, para provarmos que é na crise que se cresce, proponho um grande pacto entre agências, veículos, anunciantes, representantes classistas, instituições de ensino. No lugar de encher as prateleiras das agências de prêmios, vamos buscar esvaziar as prateleiras de produtos dos clientes. O ano começou e, em vez de jogar culpas no carnaval e nos feriados, vamos planejar ações para faturar com essas datas. Força na peruca e pimenta no tempero! 19

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