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Jornal do Agrupamento de Escola Alexandre Herculano- Porto

Popular Pages


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jornALEX Alfabeto e números em LGP Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano julho de 2016 1º Edição O Patrono da nossa Escola Movimento para a Educação e Cultura Inclusivas PÁG. 14 PÁG. 3 Semana da Língua Gestual Portuguesa 12º ano e depois.. PÁG. 25 PÁG.15 A educação inclusiva e os desafios da ação docente… Partilhar e refletir para melhor intervir Vitor Tété Gonçalves PÁG.11 Educação Inclusiva Finalistas da ESAH PÁG. 17 Uma mão cheia de sonhos... PÁG. 12 PÁG. 29 PÁG. 16

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Editorial O Patrono da nossa Escola A Biblioteca do Agrupamento Natal na Biblioteca Biblioteca para Gente Grande! Feiras do livro e da leitura Concurso de Pinturas Oficinas de LGP na ESAH “A Europa vai à escola” “Histórias com Memórias” 2ª Olimpiadas do francês AEAH “o Corvo” de Edgar Allan Poe “Cheias do Rio Douro 2001” Páginas 3 3 4 4 4 4 4 4 5 5 5 5 Ao quadrado MatPaper Super-T-Matik- Cálculo Mental Canguru Matemático Jogo 24 “Matemática fora de portas” e “Matemática fora de horas” Papéis e pincéis O carnaval na ESAH! “Os dentinhos” “S. João…S. João” Dia da Mulher! Capuchinho vermelho em LGP Projeto de Animação Comum- Luísa Dacosta Museu de História Natural À conversa com o GAM Encontro de Profissionais Pelos mais pequenos do nosso Agrupamento… Dia da Alimentação na EB da Noêda Ajudaris’15 Histórias de Encantar Teatro na EB Das flores- “O Romance da Raposa” Magusto na EB da Alegria Natal na EB da Lomba Visita ao Parque Molinológico- EB do Sol Entre Linhas Exposição de Pintura “são rosas senhor” O Natal… pelos alunos do AEAH “Lembrando Pessoa…” Leituras da Obra de Ramalho Ortigão ¡VAYA CAPRICHOS! Gallicismes Les Sports Les repas Riddles Jokes Comics Tongue Twisters 6 Projetos Alexandrinos 6 Sign Up! 6 Erasmus + 6 Justiça para todos 6 6 Alex em Movimento 6 Jogos tradicionais Escalada 7 Golfe 7 7 Movimentos Associativos 7 Associação de pais da Escola Pires de Lima 7 Associação de estudantes da Escola Secundária 8 Alexandre Herculano 9 9 Alex em Festa 9 Festas de Finalistas EB 1 10 Jantar de Finalistas dos alunos do 9º ano 10 Jantar e Baile de Finalistas da ESAH 10 10 O que os astros te reservam Educação para todos Educação Inclusiva e os desafios da ação docente Educação Inclusiva Unidade de Apoio à Multideficiência 11 Passatempos 11 12 12 Ficha técnica Entre gestos O Intérprete de Língua Gestual Portuguesa Dia do Intérprete de LGP Cantinho da Língua Gestual Portuguesa História da Educação de Surdos em Portugal Alfabeto e números em LGP Semana da Língua Gestual Portuguesa Dramatização “Uma mão cheia de sonhos…” Rap Inclusivo da biblioteca Alexandre Herculano Un Viaje cultural a España Ensino Recorrente para Surdos 12º ano e depois… 13 13 13 14 14 14 15 16 16 16 16 17 Nome do jornal: jornALEX 1ª EDIÇÃO 2016 Propriedade: Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano Avenida Camilo 4300-096 Porto Telefone:225 371 838 / 225102689 Fax:225 365 502 Projeto: SIGN UP! Equipa do Jornal: Grupo de LGP Colaboradores: Docentes da ESAH 18 18 18 18 18 19 20 20 20 20 20 20 20 21 22 23 24 24 25 25 26 26 26 26 27 27 27 28 28 29 29 30 31 Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano 2 jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano

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Bem-vindos ao jornALEX!!! O Jornal Escolar do Agrupamento de Escolas do Alexandre Herculano nasce do Projeto SIGN UP! Movimento para a Educação e Cultura Inclusivas, um projeto de intervenção do grupo de LGP que procura promover a inclusão e a interculturalidade no Agrupamento, potenciando uma cultura de aceitação da diferença. jornALEX procura ser um instrumento de divulgação do trabalho de excelência que se realiza nas nossas escolas e pretende derrubar barreiras socioculturais e promover os princípios da escola inclusiva através da celebração da identidade escolar do Agrupamento. Esta primeira edição, nova e experimental para todos nós, é apenas um ponto de partida para o concretizar dos objetivos e metas propostas e só foi possível graças à colaboração e empenho de todos aqueles que abraçaram este projeto! A todos os alunos, docentes e escolas, o nosso Muito Obrigado! Se, tal como nós, vestes a camisola deste Agrupamento, contacta-nos e participa nas próximas edições do jornALEX. Faz deste nosso projeto, o teu projeto! A equipa do SIGN UP! O Patrono da nossa Escola A um manifesto contra as ideologias políticas vigentes. Continuou lexandre Herculano de Carvalho e Araújo a sua carreira política durante muitos anos e até foi deputado. nasceu a 28 de Março de 1810, em Lisboa, no Foi redator principal do jornal ”O Panorama“ e publicou seio de uma família de classe média. algumas das suas obras mais famosas, como ”O Bobo“ (1843), Foi um escritor, poeta, historiador e político ”Eurico o Presbítero“ e ”O Pároco da aldeia“ (1844) e o primeiro português da época do Romantismo. Escreveu volume da ”História de Portugal“ (1846), entre outras. texto poético, dramático e obras históricas com Em 1859 comprou uma quinta em Vale dos Lobos, em muito rigor e precisão, sendo considerado, um dos mais Santarém, com o objetivo de se retirar para se dedicar à escrita importantes escritores do séc. XIX. e praticar a lavoura, atividade que também admirava. Acabou Herculano lutou e defendeu as ideologias políticas liberais e até por falecer neste local, em 1887. pertenceu ao exército liberal comandado por D. Pedro. Ocupou o cargo de segundo bibliotecário na Biblioteca Municipal do Porto. Em 1836, publicou anonimamente ”A voz do profeta“, que era “O segredo da felicidade é encontrar a nossa alegria na alegria dos outros.” Alexandre Herculano jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano 3

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A Biblioteca do Agrupamento Natal na Biblioteca Oficina de LGP na ESAH Para celebrar o Natal na ESAH, as professoras Ana Alves, da equipa da Biblioteca Escolar, Custódia Ribeiro e Filomena Machado organizaram uma exposição com os trabalhos realizados pelas turmas do 8.ºD e 12.ºEa. A iluminação foi da autoria do assistente operacional Sr. João. A Biblioteca da Escola Secundária Alexandre Herculano recebeu, no dia 18 de dezembro, mais uma atividade inserida no Projeto SIGN UP!. Este dia foi assinalado por uma oficina de LGP, para a qual foi convidada a Escola do 2.º e 3.º ciclos de Guimarães. Os alunos Surdos aproveitaram este momento para dar a conhecer a comunidade surda e a sua Língua, a Língua Gestual Portuguesa. Biblioteca para Gente Grande! No átrio principal da Escola Pires de Lima nasceu uma pequena Biblioteca para a gente Grande da nossa Comunidade Educativa. Feiras do Livro e da Leitura Realizou-se, de 1 a 4 de dezembro, uma Feira do Livro e da Leitura nas escolas do Campo 24 de Agosto, Flores e Lomba, dinamizada pelas bibliotecas do agrupamento que contou com a presença de vários encarregados de educação e familiares. Concurso de Pinturas A Biblioteca Pires de Lima recebeu, em novembro, um concurso de pinturas de Mandalas que contou com a participação de vários alunos. “A Europa vai à escola” Esta atividade foi dinamizada pela docente Helena Corais, no âmbito dos conteúdos programáticos de História - "Comunidade Europeia/União Europeia". A sessão, que decorreu no dia 26 de novembro, foi orientada pelo Dr. João Pedro Frutuoso, da Divisão Municipal de Relações Internacionais e de Protocolo da Câmara Municipal do Porto, e teve como público alvo os alunos do 9.º A, D e F. 4 jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano

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A Biblioteca do Agrupamento “Histórias com Memórias” No passado dia 9 de junho, os alunos da UAM, sob a orientação da professora Florbela Machado, fizeram uma dramatização, tendo como base a história “Frederico” de Leo Lionni. A atividade contou com a presença dos pequenos espetadores do JI do Campo - Educadora Conceição Braga e foi apoiada pelo estagiário da Biblioteca ESAH, Rúben Oliveira, e pela aluna Paula, do Curso Profissional de Apoio à Infância. 2.ª Olimpíadas do Francês AEAH Foi com muito orgulho que, no dia 8 de junho, a Biblioteca acolheu a entrega de prémios aos alunos dos 7.º e 8.º anos, efetuada pela subdiretora do agrupamento, professora Fátima Gama, e pela representante do grupo disciplinar, professora Maria Jorge Urbano. "Cheias do Rio Douro 2001” Exposição da autoria do Professor José Marinho, do Clube de Fotografia, com recurso a técnicas fotográficas tradicionais a preto/branco na biblioteca da escola sede. "O Corvo" de Edgar Allan Poe Mais uma vez, o grupo de teatro “Cão à Chuva” veio animar a Escola Secundária Alexandre Herculano. Desta vez, contamos com uma performance inspirada no “Corvo” de Edgar Allan Poe, que nos deixou a todos deliciados com momentos de humor únicos. A atividade foi dinamizada pelo professor Leonardo Afonso e contou com a participação dos alunos do 7º G, 7º F, 10º Da e 10º Di. jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano 5

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Pelos mais pequenos do nosso Agrupamento… Dia da Alimentação na EB da Noêda No passado dia 16 de outubro, os alunos da Escola Básica de Noêda contribuíram para a confeção de uma saborosa sopa de legumes. Este dia foi passado com diversas atividades, entre as quais: confeção da sopa, visionamento na sala de 4º ano das histórias “A horta do Senhor Lobo ” e a “Sopa Verde”, degustação da sopa na hora do almoço e construção de um desdobrável sobre os Superalimentos. Ajudaris’15 Histórias de Encantar A história coletiva escrita pelos alunos do primeiro ciclo da nossa EB do Campo Alexandre Herculano, no ano transato, foi selecionada para fazer parte deste excelente projeto. É com grande gosto e orgulho que mais uma vez participamos neste projeto, para que as «Histórias Ajudaris possam chegar cada vez mais longe e continuar a tocar os nossos corações com a luz da justiça, da solidariedade e da concórdia.» Parabéns aos nossos autores! O livro encontra-se disponível na escola para quem quiser adquirir e assim contribuir para esta grande causa. Teatro na EB das Flores - "O Romance da Raposa" O Teatro Reflexo trouxe-nos uma adaptação teatral de uma das obras mais emblemáticas da literatura infantojuvenil nacional - “Romance da Raposa” de Aquilino Ribeiro. O espetáculo transportou-nos para uma hilariante fábula situada numa floresta portuguesa da Beira Alta. Esta sátira romanceada de Aquilino Ribeiro, que pode perfeitamente ser projetada nos nossos dias, cria um paralelo ao nível dos comportamentos, apontando o dedo ao ser humano pela transferência das suas caraterísticas para os animais. Magusto na EB da Alegria No passado dia 11 de novembro os alunos da EB da Alegria celebraram o Magusto na sua escola, comendo as tradicionais castanhas e aproveitando o verão de S. Martinho para brincar e conviver ao ar livre, juntamente com os pais e encarregados de educação. Visita ao Parque Molinológico - EB do Sol Os alunos da EB do Sol realizaram neste primeiro período uma visita de estudo ao Parque Molinológico de Oliveira de Azeméis onde puderam aprender mais sobre a confecção do pão e a moagem dos cereais. Natal na EB da Lomba Chegado a mais um Natal, os alunos da EB da Lomba fizeram uma Festa de Natal onde reinou a alegria e a amizade, havendo ainda lugar para a visita do tão esperado Pai Natal que trouxe consigo presentes que fizeram as delicias dos nossos meninos e meninas. 6 jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano

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Entre linhas Exposição de Pintura “são rosas senhor” No dia 20 de outubro, os alunos das turmas do 10.º Di e 10.º Da, visitaram uma exposição patente na Galeria do Porto Oriental intitulada “ são rosas senhor”. Tiveram a honra e o prazer de serem recebidos pela diretora da galeria, Ana Maria Abrantes, e pela artista da exposição, a docente Isabel Mourão Alves que explicou detalhadamente todas as obras expostas e os guiou por um mundo lendário de fantasia e imaginação. E foi assim, num final de tarde agradável, num espaço artístico de ambiente acolhedor de um edifício de 1904, que os alunos tiveram a oportunidade de conhecer melhor o mundo fascinante das artes, através da visualização de técnicas de pintura presentes nos diversos quadros e telas. O Natal… pelos alunos do AEAH O Natal é o encontro da família É partilhar o espírito natalício É estar com os amigos E aproveitar o que muitas pessoas não têm Mendigos e muitos mais Natal é ajudar quem precisa Quer com comida Ou até mesmo com companhia O Natal é natal. Paulo Martins, nº 11 – 7.º G “Lembrando Pessoa…” Decorreu, no passado dia 16 de dezembro, na biblioteca da escola sede, uma sessão de leitura subordinada à vida e obra de Fernando Pessoa. Esta atividade foi dinamizada pela equipa das bibliotecas escolares, nomeadamente pela professora Carmo Ferraz, e contou, uma vez mais, com a presença de vários representantes da nossa comunidade: direção, pais, encarregados de educação, assistentes técnicos, assistentes operacionais, professores, intérpretes e alunos (comunidade surda e ouvintes). Natal é… nascer e não morrer brincar sem chorar rir e não mentir chegar sem partir Leituras da Obra de Ramalho Ortigão No âmbito das comemorações do 1.º Sofia Gonçalves, nº 1 – 7.º G Centenário da Morte de Ramalho Ortigão, Natal é o chocolate quente Que bebo quando estou com frio. realizou-se, no dia 27 de novembro, uma sessão de leitura com base em textos da sua obra mais polémica - "As Farpas", dinamizada Carla Santos, nº3 – 7.º E pelos docentes Maria João Rodrigues e João Matos e com a participação das turmas do 8.º A, 11.º Ca1 e Natal é contar histórias às crianças. Tiago Carvalho, nº20 – 7.º E 11.º Ci1. Professores e alunos recordaram a vida na cidade do Porto, no início do século XX, destacando a beleza das mulheres, os transportes públicos e os rituais das idas à praia. Terminou-se com um texto do autor de homenagem a Alexandre Herculano e com o reconto de "A Abóbada". jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano 7

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Entre linhas ¡! Los alumnos de 12º F/Ea1 y 11º C1 suelen tener algunos El regreso se preveía penoso, con más quejidos y antojos. caprichos y su profesora de Español a veces las pasa Aunque el puente dejó de ser la manzana de la discordia y canutas para manejarlos y evitar las pataletas y los ya nadie tuvo que cruzarlo cogida férreamente de mi brazo, berrinches.  el ascenso se les hacía muy cuesta arriba. Esta vez, sin embargo, se Al final, derrotada por los razonamientos, tiré la toalla y solucionó el problema a asentí en subir en el teleférico. Dos corto plazo e, incluso, escasos minutos de descanso. resultó sencillo. Verán: a -¡Ánimo, chicos! Dos o tres zancadas nos los alumnos les dio por separan de Alexandre. querer hacer una visita -¡Se dice pronto!, gruñen. de estudio. ¡Dicho y Como no hay mal que dure cien años, a hecho! la hora convenida llegábamos al Instituto. ¡Uf, por fin! El pasado día 19 de octubre amanecía con el cielo Rezongos aparte, a todos nos ha encantado. La exposición, despejado y prometía ser soleado, pese al aire colado que se el paseo a pie, las bromas, las anécdotas, incluso los sentía por la Avenida Camilo, seguramente bajo el mando refunfuños. Cumplido el reto, llega la recompensa. del otoño. ¡Todo un exitazo! Son las nueve. Los alumnos de 12.º F/Ea1 y 11.º C1, su profesora de español y las intérpretes Diana y Mónica Delfina Sá Professora de Espanhol cruzan la majestuosa puerta de nuestro Instituto con destino a las Caves Cálem, en Vila Nova de Gaia. El objetivo es visitar la exposición LOS CAPRICHOS DE GOYA. Por primera vez fuera de España, se nos presentaba la oportunidad única de conocer un poco de la obra del genial pintor. ¡Un rinconcillo del Museo del Prado a tiro de piedra! -¿A pie?, me preguntan desconcertados. -Andando, sí, que caminar es la mejor medicina del hombre, A mí me ha encantado ir a la exposición; la he encontrado muy según Hipócrates. Venga, ¡a sacudir la pereza! interesante. Los grabados de Goya son muy graciosos. Hay uno Aunque los más refunfuñones, haciendo gala de su fastidio, al que le he encontrado particular humor: en vez de que las murmuran entre dientes un inaudible ¡Qué rollo!, no les queda más remedio que caminar a grandes zancadas, que personas sean transportadas por el burro, es el burro el que “el tiempo perdido hasta los santos lo lloran”. es transportado por las personas. Patear las calles a primera hora de la mañana es asistir al Nelson, 12.º F1 desperezar de la ciudad y al bullicio que ello conlleva: los basureros recogen los últimos vestigios de la movida A mí me ha gustado mucho la exposición. Me ha gustado todo. nocturna, las tiendas abren las puertas, las aceras se lavan Como estaba todo en español, yo no lo comprendía todo, pero la cara, las personas se mueven apresuradas. lo comprendí mejor con la ayuda de las intérpretes. También me Entre más o menos muestras de vaguería disfrazada de ha gustado mucho el paseo a pie, caminar por las calles de cansancio, llegamos a Ribeira, enmarcada por un Duero chispeante por el sol que en él se cobijaba ese día. Había Oporto. que cruzar el puente y llegar a la otra orilla. Teresa, 12.º Ea1 Filipe, el holgazán, se planta, no le sobran fuerzas para andar lo que falta de camino. Teresa, la refunfuñona, no quiere cruzar el puente porque le tiene manía a los puentes. A mí me ha gustado la exposición, la he encontrado muy bonita. He visto grabados muy graciosos, muy diferentes a todo, muy Carlos Diogo, el ingenioso, pregunta si no podemos cruzar originales. Me parece que el pintor, Goya, tiene dibujos muy el río en barco y ahorrarnos así las últimas trancadas. diferentes y originales. Nelson, el caballeroso, se perfila irreprochable al lado de la Carlos Diogo, 12.º F1 profesora, listo para el último tramo de camino. Rúben, el cooperante, pregunta por enésima vez si puede hacer fotos A mí me ha gustado mucho la visita. Caminamos mucho, aunque de la exposición. Diana, la risueña, no dice nada, sonríe. Y paseamos, vimos los pececitos en el río, vimos malabaristas en André, el juguetón, les juega pasadas a todos los Ribeira. Me ha gustado subirme al funicular. compañeros. Miguel, el artero, simula desgana. Ricardo, el pasota, pasa de todo. Filipe, 12.º F1 A trancas y barrancas, sorteando todo tipo de antojos con A mí me ha gustado visitar la exposición y me ha gustado todo. aguante, llegamos al otro lado. Recibidos con exquisitez y Lo he visto todo. Fue muy bueno. Caminamos, paseamos, vimos miramiento, la visita a la exposición resultó placentera las cosas y fue bueno. para unos, cautivante para otros. A algunos les dio igual. Rúben, 12.º F 8 jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano

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Entre linhas GALLICISMES LES SPORTS Cherche sur la grille des mots français utilisés au quotidiren portugais. B B E R B I B E R O NMC ÂO S O D F G B NMU I O TUQUQERATYU I L OQNL A S E TA S DGL NUBOHUYEDRD S A SEXTCVNLO J PLN OTYTCRO I S S ANT S FGEHB J E SNBK I M I J KMA L R I D R E S E G YH N L BME Z S E T NTA I LLEURSDRE UERGVED S XCU I O GTDFRTO I LETTE Chasse l’intrus. a. voile/ natation/ kick-boxing b. judo / cyclisme / karaté c. parachutisme / volley-ball / football d. hockey / patinage / cyclisme e. natation / tennis / badminton Ordonne les syllabes et découvre le sport. a. clis / me / cy b. pi / nis / me /al c. le / voi d. ta / tion / na e. té/ ka / ra f. ball / foot g. chu/ pa / ra /me /tis h. do /ju LES REPAS Complète les mots croisés. a d a. Le mantin, c’est l’heur du… b. À midi, on prend le… c c. L’après-midi, c’est l’heure du… d. Le soir, on prend le… e. À minuit, c’est l’heure du... b e SILVA, Carla e MARTINS, Cristina (2009). Francês para CEF. Coleção Bolsa de Estudo. jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano 9

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Entre linhas The English Corner RIDDLES COMICS Q: Mary’s father has 5 daughters – Nana, Nene, Nini, Nono. What is the fifth daughter`s name? Q: What occurs once in a minute, twice in a moment and never in one a thousand years? Q: What starts with the letter “t”, is filled with “t” and ends in “t”? JOKES Solutions: Mary, M, teapot Teacher: I hope I didn't see you looking at Fred's test paper. Pupil: I hope you didn't see me either! Teacher : Give me three reasons why the world is round. Pupil : Well my dad says so, my mum says so and you say so! TONGUE TWISTERS I saw Susie sitting in a shoe shine shop. Where she sits she shines, and where she shines she sits. Luke Luck likes lakes. Luke's duck likes lakes. Luke Luck licks lakes. Luck's duck licks lakes. Duck takes licks in lakes Luke Luck likes. Luke Luck takes licks in lakes duck likes. Peter Piper picked a peck of pickled peppers. A peck of pickled peppers Peter Piper picked. If Peter Piper picked a peck of pickled peppers, Where's the peck of pickled peppers Peter Piper picked? I wish to wish the wish you wish to wish, but if you wish the wish the witch wishes, I won't wish the wish you wish to wish. 10 jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano

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Educação para todos A educação inclusiva e os desafios da ação docente… partilhar e refletir para melhor intervir A que representa a passagem de uma preocupação com um grupo específico para um combate às barreiras que se colocam à aprendizagem e à participação de educação inclusiva ainda é um conceito útil? Afinal, para que toda a população escolar, diretamente ligado a melhorias no sistema de serve a escola?! educação como um todo. Isso envolve a modificação de conteúdos, abordagens, O direito à educação não implica automaticamente a inclusão. A Educação para Todos e por conseguinte, a educação inclusiva, entrincheira em problemas de desenvolvimento que não poderá descolar, a não ser que sejam tomadas estruturas e estratégias, com uma visão comum que abranja todas as crianças de um nível etário apropriado e a convicção de que educar todas as crianças é responsabilidade do sistema regular de ensino. medidas simultâneas para minorar e combater todas as formas de Para o Index for Inclusion (revised 2002)2, os conceitos de inclusão e exclusão desvantagem, de marginalização e de risco social e ambiental. A educação estão ambos ligados «porque o processo da melhoria da participação dos inclusiva não é uma ideia nova. As comunidades praticam a inclusão durante alunos implica a redução de pressões para a exclusão». A inclusão envolverá séculos. “A educação indígena em África foi, e é, inclusiva,” e reflete muitos também e entre outros, a aprendizagem e participação para todos os alunos dos princípios relativos à qualidade que hoje se defende na educação inclusiva vulneráveis a pressões de exclusão e não apenas alunos com deficiência para todos, como o valor do indivíduo, o apoio criança-criança, o aprender com entendendo a diversidade como um recurso rico, não como um problema. Para a experiência e aprendizagem na vida real (Stubbs S, 2008)1. Stubbs (2008), a educação inclusiva pode ser criada em contextos diferentes A educação inclusiva tem sido escorada no modelo de direitos e no modelo social; na sua forma mais simples, o modelo social indica mudar o sistema para se adaptar ao aluno, não o aluno para se adaptar ao sistema. Localiza firmemente o problema da exclusão dentro do sistema e não na pessoa ou nas suas características. Sustenta que a sociedade é mais castradora e não a deficiência ou a condição especial que uma pessoa pode ter. Surge assim a atribuição ao ambiente do peso essencial na equação que torna possível a expressão capacidades iguais não significam funcionalidades iguais (Sanches-Ferreira et al, 12). O modelo social é contrastado com o de saúde, o de caridade ou com os modelos individuais de deficiência e ajuda-nos a perceber as diferenças entre educação especial, educação inclusiva e educação integrada. O modelo de direitos foca-se tanto na alteração do sistema como no apoio a alunos que são vulneráveis à exclusão, procurando emparceirar, com todas as tensões e abalos as componentes chave da educação de qualidade para todos. que são como ciclos sobrepostos da inclusão. Aí falamos de aprendizagem inclusiva, de educação inclusiva (mais ampla que a escolaridade. Muitas comunidades não têm escolas, mas têm educação e esta acontece numa variedade de locais e reflete uma variedade de abordagens, desde a educação religiosa nas mesquitas, templos e igrejas e todas as formas de educação regular e tradicional), de sociedade inclusiva (a educação inclusiva faz parte de uma estratégia mais ampla para promover uma sociedade inclusiva que permite que, todas as crianças e os adultos, independentemente do seu género, idade, capacidade, dificuldade, deficiência, língua, etnia, religião, estatuto social ou de saúde, participem e contribuam para essa sociedade) e finalmente de desenvolvimento inclusivo (o termo “desenvolvimento” está atravancado de suposições, frequentemente arrolado a um conceito de crescimento económico, ignorando frequentemente a vasta hereditariedade cultural, espiritual e desenvolvimento humano existente nos chamados países subdesenvolvidos). A educação inclusiva tem sido, e ainda é desacertadamente, apenas ou bastante associada à inclusão de pessoas com deficiência e ao conceito de «necessidades educativas especiais». É defensável que as pessoas com deficiência constituem o grupo mais excluído da educação, embora muitos outros fatores e não de somenos importância, contribuem para a exclusão, como o risco ambiental, a pobreza, a inacessibilidade e o preconceito, frequentemente, como a causa principal. A educação inclusiva poderá tornar-se insustentável quando uma definição limitada ou uma definição baseada no pressuposto a/o «criança/ aluno como o problema» for utilizada(o) para desenvolver ou acompanhar a prática. A educação inclusiva não é, como vimos, apenas mais uma versão da Discutir hoje a educação de alunos vulneráveis e em risco, com dificuldades ou problemas constitucionais, se implica resgatar o sentido da escola na linha da abordagem efetuada, obriga também a um entendimento mais vasto de escola, de currículo e de cultura. A escola não é inclusiva só porque a anunciamos como tal nem a educação é um processo que se restringe a sujeitos incluídos e excluídos. A escola inclusiva não é, ou não é só sinónimo de escola regular, não é, ou não deve ser só, sinónimo da escola que se tem. Escola inclusiva é e tem de ser sinónimo de uma escola permanentemente desafiadora e confiável, com significado para todos. Ou então corremos o risco, tão familiar, “Como soará antigo o zumbido do mosquito acabado de nascer” (Rodrigues, D). educação especial estando relacionada apenas aos alunos com deficiência. Imaginários construídos! Os conceitos e pressupostos principais que sustentam a educação inclusiva são em muitos aspetos, o oposto daqueles que baseiam a educação especial. A educação inclusiva representa e é vista como um processo Vitor Tété Gonçalves Coordenador Departamento Educação Especial AEAH 1Stubbs, S (2008), Educação Inclusiva, Onde existem poucos recursos, Ed por Ingrid Lewis (Versão revista e atualizada), The Atlas Alliance Oslo, Norway 2Ainscow, M and Booth, A (revised 2002) Index for Inclusion: Developing learning and participation in schools, Bristol: CSIE, p.13 jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano 11

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Educação para todos O Departamento da Educação Especial do Agrupamento Escolas Alexandre Herculano (AEAH), em parceria com o Centro de Formação Guilhermina Suggia, levou a efeito no dia 14 de maio, das 9:00 às 13:00, na sala de Cinema da Escola Secundaria Alexandre Herculano, uma Conferência subordina ao tema "Educação Inclusiva, Educar Todos com Todos", orientada pelo Professor Doutor David Rodrigues, Presidente da ANDEE-Pró Inclusão (Associação Nacional Docente de Educação Especial) e membro do Conselho Nacional de Educação. Tratou-se de um momento de sublime e particular reflexão em que mais uma vez foi sublinhada a importância social da escola, não apenas como um espaço formal de aprendizagem, mas também como uma janela de oportunidade única para a socialização de todas as crianças e jovens. Uma escola confiável e resiliente e comprometida com TODOS, desenvolverá decerto experiências como desafios e não como ameaças e saberá construir interações de qualidade com estabilidade e coesão no seu seio. Vitor Tété Gonçalves Num ambiente onde os afetos são primordiais, nas aprendizagens, procuramos realizar atividades motivadoras e promotoras, do desenvolvimento de competências, nas diferentes áreas. 12 jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano

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Entre gestos O Intérprete de Língua Gestual Portuguesa (LGP) Frequentas uma Escola de Referência para a Educação Bilingue de Alunos Surdos. Diariamente encontras profissionais de Língua Gestual nas aulas ou nas várias atividades promovidas pela escola. Mas afinal, quem são essas personagens? Muitas vezes confundem-nos com o Professor de Língua Gestual. Chamam-nos professores de mímica, meninas dos gestos, professoras tradutoras, senhoras do quadradinho da televisão… O termo correto é Intérprete de Língua Gestual Portuguesa. O Intérprete de LGP é o profissional que traduz e interpreta de língua gestual portuguesa para a língua oral e/ou escrita e vice-versa, assegurando a comunicação entre Surdos e ouvintes. Assim, está presente em todos os contextos sociais e educativos da comunidade surda. Sim! Em todas as situações que a comunicação o exija… No dia 22 de janeiro na ESAH, comemoramos o dia Nacional do Intérprete de Língua Gestual Portuguesa com uma tertúlia intitulada “Conversas sobre o Intérprete de LGP - Construindo pontes entre a comunidade escolar” e com a visualização do filme “Verso da Fala”, de forma a sensibilizar a comunidade escolar para a temática da surdez e da LGP. Esta foi mais uma ação do SIGN UP! jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano 13

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Entre gestos A Língua Gestual não é universal. O termo correto é Surdo e não surdo-mudo! Dia 15 de Novembro é o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa. Diz-se Língua Gestual e não Linguagem Gestual! História da Educação de Surdos em Portugal Per Arön Borg P e as pedagogias de Per Arön Borg, D. Isabel Maria solicitou ao seu pai que convidasse o er Arön Borg nasceu na Suécia, a 4 de educador a vir a Portugal para julho de 1776 e faleceu a 22 de Abril de 1839. fundar um instituto do mesmo Interessou-se pela educação de cegos e surdos após género daquele que vira na Suécia. assistir a uma peça de teatro em Estocolmo, na qual Em 1823, Per Arön Borg e o irmão Johan Borg uma das cenas continha o encontro do Abade de L`Éppé fundaram o Instituto de “surdos-mudos” em Lisboa, no com as duas filhas gémeas Surdas, nas ruas de Paris. A Palácio Conde de Mesquitela, sob as despesas do Rei D. partir desse dia, procurou recolher informações acerca João VI. da Educação de Surdos e pensou em criar uma escola Em 1827, a tutela passou para a Casa Pia de Lisboa e para Surdos e Cegos. Inicialmente, acolheu em sua casa geraram-se desentendimentos entre a direção desta e 6 alunos surdos e, orientando-se pelos livros, foi Per Arön Borg de tal modo que, em 1828, regressou aplicando métodos e pedagogias de ensino adequadas para o seu país, ficando o seu irmão a assumir todo o para os mesmos, desenvolvendo sempre a Língua seu trabalho em colaboração com José Crespim da Gestual. Desse uso e prática, criou um alfabeto manual. Cunha. Anos mais tarde, em 1808, fundou o Instituto Público Regressado à Suécia, Per Arön Borg assumiu a direção de Cegos e Surdos de Estocolmo, a Escola de Manilla. da escola de Manilla e exerceu a sua profissão enquanto Foi numa expedição da princesa D. Isabel Maria, filha professor até ao ano 1839, altura em que faleceu. do Rei D. João VI, à Suécia, que se iniciaram as reflexões e a iniciativa em se criar uma escola para “surdos-mudos” em Portugal. Após conhecer os métodos Breve História dos Surdos em Portugal, Paulo Vaz de Carvalho Cristiana Azevedo (Adaptação) Professora de Língua Gestual Portuguesa 14 jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano

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Entre gestos Celebrou-se, entre os dias 16 e 20 de novembro, a semana da LGP, no âmbito das comemorações do Dia Nacional da LGP. De acordo com o programa da semana, o dia 16 foi celebrado em conjunto com os alunos Surdos do Agrupamento Eugénio de Andrade. Foi uma manhã de convívio, com muitos ritmos, dramatizações e interpretações musicais em LGP. Depois do almoço recebemos a visita dos nossos colegas Surdos da Escola Artística Soares dos Reis. Assistimos, no auditório, a uma palestra apresentada pelo realizador Surdo, Zé Luís Rebel, da produtora GestoFilmes. No segundo dia do nosso programa, construímos o nosso Mural Gestual. Do préescolar ao secundário, recolhemos ilustrações e perceções acerca da Língua Gestual Portuguesa, dos vários alunos que compõem este Agrupamento. Os dias 19 e 20 de novembro foram dedicados à realização de mais oficinas de LGP do nosso projeto SIGN UP!. Realizaram-se intramuros (com turmas da ESAH e da Escola Básica Ramalho Ortigão) no dia 19. No dia 20 tiveram lugar no Agrupamento de Escolas de Gaia Nascente. Os nossos alunos Surdos foram os palestrantes e esclareceram diversas questões acerca da Língua Gestual e da Comunidade Surda e ensinaram alguns gestos básicos em LGP. No dia 18 tivemos um dos momentos mais divertidos da semana. Pela manhã, recebemos a visita do Teatro de Rua "Cão à Chuva", uma dramatização, através da mímica, onde as barreiras da comunicação não existiram. Através do corpo e das expressões faciais, Esperamos que estas oficinas, assim como as atividades de toda a semana, tenham todos podemos comunicar. Surdos e ouvintes participaram ativamente na construção da história que foi representada. contribuído para quebrar barreiras linguísticas e aproximar ambas as comunidades. jornALEX_Jornal do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano 15

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