Jornal Vida Missionária - Edição 59

 

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Jornal Vida Missionária - Edição 59

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PALAVRA DE VIDA E MISSÃO Irmã Ana Elídia Neves, SSpS “Bíblia é a Palavra de Deus semeada no meio do povo”... No solo fértil de nossas comunidades, pastorais, obras sociais, escolas, movimentos, grupos de oração e de reflexão ela pode germinar, crescer e se multiplicar. É a Palavra de Deus encarnada em nossa vida e em nossa realidade que nos sustenta, anima e fortalece. Ela também nos desafia, nos converte e nos envia em missão como discípul@s missionári@s nas situações de fronteira entre o nosso próprio povo e além fronteiras a outros povos e culturas. Celebrar o Mês da Bíblia, em setembro, e o Mês Missionário, em outubro, é uma oportunidade para aprofundarmos nosso compromisso com a vida e nos deixar transformar pela Palavra em testemunhas autênticas do amor misericordioso de Deus que acolhe e inclui todas as pessoas. Seja a Palavra de Deus o sustento de nossa vida e missão! LEIA MAIS MISSÃO: Aqui entre nós e ao nosso redor Pág. 2 BÍBLIA: O Verbo de Deus congrega, anima e envia Pág. 3 AMAZÔNIA: Uma história de ação missionária Pág. 3 TESTEMUNHO: Consumindo minha vida pelo anúncio do Evangelho Pág. 4

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ESPIRITUALIDADE ARNALDINA Missão Inter gentes A permanente reflexão sobre “Diálogo Profético” fez com que surgissem novas idéias sobre a missão, ao menos como a entendemos e a praticamos na Família Arnaldina. Uma destas idéias é a compreensão da missão como “Missão Inter Gentes”. Ao longo dos anos surgiram novos entendimentos e práticas da missão na Família Arnaldina, como a compreensão da missão ad gentes e da missão inter gentes. Durante longos anos, a Europa cristã foi considerada o centro da fé e todo o possuem diferentes culturas convivendo diariamente em espaços comuns devido ao grande fluxo migratório. As pessoas viajam mais, o que torna a sociedade mais pluricultural e ‘obriga’ os diferentes grupos a conviverem. restante do mundo, periferia de incrédulos. A missão consistia em “sair para pregar nas Missão Inter gentes nações pagãs”. Entretanto, esta realidade Hoje, a missão é entendida na Família começou a mudar com dois eventos: Arnaldina de um modo diferente e mais 1) O aumento do número de abrangente. Pe. Pernia explica que “as missionários provenientes do Sul. gentes estão também aqui entre nós e ao Pe. Antonio Pernia, Superior Geral SVD, nosso redor. Pode ser a família que mora nos conta que “testemunhamos hoje o ao lado, a pessoa que se senta a meu lado advento de missionários originários da Ásia, no ônibus, o técnico que vem fazer um África e América Latina. Isto, por sua vez, conserto na minha casa ou a senhora que tem relação com o crescimento e ama- me atende na feira ou no mercado. Hoje durecimento das chamadas ‘Igrejas de necessitamos entender a missão ad Missão’. Não se trata somente de uma gentes também como missão inter gentes”. questão de ‘missão ao E complementa que “a inverso’, mas sim, de “As gentes estão missão inter gentes pode missionários dos territórios que antes eram de missão e que agora são enviados também aqui entre nós e ao enriquecer nossa compreensão da missão hoje. Não como substituição da como missionários à Europa nosso redor” missão ad gentes, mas como ou a outros países do Sul!”. complemento”. 2) Multiculturalidade na sociedade. A missão inter gentes enfatiza a Muitas cidades e países do mundo necessidade de diálogo com as pessoas. Arquivo/Irmão Moacir Rudnick, SVD Assim, “todos os fiéis e todas as comunidades cristãs são chamadas a praticar o diálogo, mesmo que nem sempre no mesmo grau ou da mesma maneira” (RM 57). Além disso, a missão inter gentes “evoca a noção da missão que acontece no encontro entre comunidades inteiras ou grupos de pessoas. É possível pensar, por exemplo, no diálogo de vida entre os membros de uma paróquia católica e os de uma comunidade muçulmana local, ou entre os estudantes de uma escola católica e os de uma escola não cristã. Como não se cansam de repetir os documentos da Igreja, a missão não é só uma prerrogativa de indivíduos especializados na Igreja, mas dever de todo o Povo de Deus”, comenta Pe. Pernia. E por fim, a missão inter gentes enfatiza a missão como lugar de encontro no meio das pessoas. Enquanto a missão ad gentes é marcadamente de natureza transcultural e evoca a imagem do missionário que é enviado a outros povos, “inter gentes enfatiza o fato de que o missionário é enviado para se estabelecer e encontrar um novo espaço no meio das pessoas. A missão não quer ser um lugar temporal de trabalho, mas um lugar permanente em meio às novas pessoas”, explica Pe. Pernia. São José Freinademetz, primeiro missionário verbita na China, somente conseguiu animar as pessoas a serem seguidoras do Evangelho de Jesus quando tranformou-se a si mesmo e fez-se um com as outras pessoas. Do mesmo modo, espera-se que o missionário arme sua tenda no meio das pessoas e transformese junto à essas pessoas. JUVENTUDE Jovem, na escola ou na paróquia... um jeito de ser missionári@ Na zona rural ou na cidade, no bairro ou no centro, muitas escolas, paróquias, comunidades e projetos sociais cultivam uma semente plantada pela família Arnaldina. Por onde passam e atuam, as Missionárias Servas do Espírito Santo e os Missionários do Verbo Divino espalham a semente dos grupos de jovens missionários. Juventude Missionária, como são conhecidos, são os grupos de jovens que se reúnem para a missão, ampliando suas fronteiras, conhecendo, refletindo e atuando em sua realidade e em outras realidades, e expandindo sua concepção de vida e de mundo. A Juventude Missionária do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, é um exemplo desta atuação missionária. Irmã Heloise Matos, SSpS, Diretora do colégio, diz que os jovens que integram o grupo de Juventude Missionária, “olham além fronteira, olham a realidade local e atuam nela”. E completa: “em Juiz de Fora, a Juventude Missionária tem uma atuação social, fazem visitas a algumas famílias e comunidades com o objetivo de levar vida, estar com eles, levar alegria, um sorriso, ser presença... Os jovens atuam nas celebrações, na realidade social, enfim, no cotidiano da sua comunidade e da escola”. Irmã Heloise também explica que a Arquivo/Stella Matutina Juventude Missionária é um trabalho construído, sempre em processo, e uma oportunidade para formar outras lideranças cristãs, afinal, “jovem evangeliza jovem, criança evangeliza criança”. No grupo, os jovens têm momentos de formação e embasamento bíblico, adquirem conhecimento e aprofundam a fé. No caso deste grupo no Colégio Stella Matutina, os jovens contam com a assessoria de duas leigas Missionárias do Deus Uno e Trino, Luciana Marzullo e Cecília Caetano, e atuam juntamente com a Infância Missionária. Junto à Família Arnaldina há muitos outros grupos de jovens atuando nas paróquias e outras situações, de acordo com a realidade deles. Para iniciar um grupo de jovens missionários: procure o coordenador de sua escola, paróquia ou comunidade; acesse o blog da Pontifícia Obra Missionária http://jmissionaria.blogspot.com conheça a Pastoral da Juventude de sua paróquia ou diocese; busque capacitação com cursos e subsídios do CCJ, especialmente o CDL – Curso de Dinâmica para Líderes, que está disponível em DVD pela Verbo Filmes www.verbofilmes.org.br BÍBLIA E MISSÃO A Bíblia e a Vida Ao longo desses meus 40 anos de vida religioso-missionária Verbita no Brasil, tem me chamado muito a atenção o enorme interesse do povo em aprofundar o seu conhecimento da Palavra de Deus na Bíblia. Infelizmente, esse interesse nem sempre encontra eco nas nossas estruturas paroquiais e diocesanas. Mas, não há dúvida que é por aí o caminho da renovação da Igreja, pois a Palavra de Deus nos congrega em comunidade, nos transforma em nossa vivência e nos envia em missão. Especialmente no meio do povo mais pobre, que busca força e luz na Palavra, verifico a verdade das palavras de Deus através do profeta Isaías: “a minha palavra que sai da minha boca não volta para mim sem efeito, sem ter realizado o que eu quero e sem ter cumprido com sucesso a missão para a qual eu a mandei” (Is. 55, 11). Mas não basta somente estudar a Bíblia. Temos que ser como Jesus, que descobriu a vontade de Deus no confronto entre as Escrituras e a realidade do povo Arquivo/Omir Oliveira sofredor. Assim é também conosco: a Bíblia na prateleira é somente um enfeite, e a sua palavra escrita tem que ser lida em confronto com a nossa realidade, e esta, por sua vez, iluminada pela Palavra. A nossa finalidade nunca é somente conhecer a Bíblia, mas, através dela, descobrir o que Deus quer de nós hoje. Estudamos o passado, para iluminar o presente e nos dar pistas para o futuro. O mês da Bíblia pode ser oportunidade para um novo entusiasmo da parte de todos nós que participamos da herança do Santo Arnaldo Janssen, religiosos(as) e leigos(as), para que dinamizemos os nossos grupos bíblicos para que possamos melhor ter a atitude de Samuel “Fale, Senhor, o seu servo(a) escuta”(I Sm. 3, 10). Pe. Tomaz Hughes, SVD Arquivo/Luciano Nascimento EXPEDIENTE Vida Missionária vidamissionaria@ssps.org.br Editado pelos Missionários do Verbo Divino e pelas Missionárias Servas do Espírito Santo Conselho Superior Pe. Djalma Antônio da Silva SVD-BRN Pe. Joachim Andrade SVD – BRS Pe. José Boeing SVD - BRA Pe. Miguel McGuinness SVD – BRC Ir. Maria de Fátima Kapp – SSpS-BRS Ir. Monika Kopf – SSpS-BRN Conselho Editorial Província Verbita Brasil Norte: Pe. Hélcio Nunes Grespan Valda Nazareno Província Verbita Brasil Sul: Pe. Edward Fernandes Província Verbita Brasil Centro: Pe. Omir Cicero A. Oliveira Ir. Moacir José Rudnick Região Amazônica Pe. Aparecido Luiz de Souza Pe. José Mapang Província SSpS Brasil Norte: Ir. Ana Elídia Caffer Neves Província SSpS Brasil Sul: Ir. Eva Bueno Jornalista Responsável Ir. Ana Elídia Caffer Neves, MTB 20.383 Diagramação e Arte Cloves Costa/Alter Comunicare (11) 9668-6758 Redação e Revisão Marlise Costa e Cloves Costa/AlterComunicare Edição Ir. Ana Elídia Caffer Neves, Ir. Moacir Rudnick Tiragem 27.500 exemplares Impressão Gráfica Unisind (11) 3271-1137 2 - VIDA MISSIONÁRIA SETEMBRO/OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2010 FAMÍLIA ARNALDINA

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FAMÍLIA ARNALDINA Amig@s da Palavra de Deus Uma importante riqueza das congregações Arnaldinas é constituir uma grande família, reunindo os Missionários do Verbo Divino, Missionárias Servas do Espírito Santo, Missionárias Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua e grupos de leigas e leigos animados pelo carisma e espiritualidade missionária deixada pelo fundador Santo Arnaldo Janssen. Espalhados pelo Brasil, esses grupos se reúnem com periodicidade para conviver, compartilhar, refletir e celebrar a Palavra e a amizade fraterna, como é caso dos grupos Missionários Leigos e Leigas do Deus Uno e Trino, na província Sul e Norte das Servas do Espírito Santo, que somam quase 20 grupos. Também o grupo dos Amigos do Verbo, na região Sul do país, se encontram para celebrar, conviver e partilhar, como aconteceu no último dia 25 de julho, na cidade de Toledo - PR. O encontro dos Amigos do Verbo da Província Sul da Congregação do Verbo Divino foi um momento marcante entre os amigos que moram na região Oeste do Paraná, com muita partilha e convivência. Em Minas Gerais, os ex-alunos da Borda do Campo, um histórico seminário próximo à Barbacena, possui os mesmos propósitos e se reúne periodicamente. Além de compor alguns grupos bíblicos e de animação missionária, muitos membros destes grupos ligados à grande Família Arnaldina atuam em suas paróquias e comunidades e buscam ser presença transformadora em seus ambientes de trabalho. Uma motivação constante dos seus membros é alimentar-se da espiritualidade e carisma missionários, compartilhar a vida e se ajudar mutuamente diante dos desafios da missão, seguindo os passos de Santo Arnaldo, São José Freinedemetz e das Bem-aventuradas Madre Maria Helena Stollenwerk e Madre Josefa Stenmanns. PARTICIPAÇÃO MISSIONÁRIA Verbitas e leig@s: GRUPO BÍBLICO O Verbo de Deus uma história de ação missionária congrega, anima e envia Amazônia Arquivo/Pe. José Boeing, SVD Nesses 30 anos de presença na Amazônia como Missionários do Verbo Divino, recordamos nossas humildes raízes, alegrias, dificuldades e aspirações. Foram muitas dúvidas e incertezas, mas vivemos cheios de entusiasmo e esperança. Temos consciência de que nosso serviço missionário se manifesta através do diálogo com os excluídos da sociedade, os que buscam ou não têm fé, as diversas denominações religiosas e as diversas culturas. Nossa ação missionária está marcada pela explícita opção pelos pobres numa luta por uma vida digna e uma Igreja mãe e servidora. Por isso, priorizamos a formação e capacitação dos(as) leigos(as) como cooperadores da missão de Jesus Cristo na Igreja da Amazônia. Este trabalho ajuda o povo a afirmar sua dignidade como agentes de transformação, valorizando suas culturas, com seus símbolos, devoções, gestos, 30 em manisossão ritmos, cantos, rezas, tradições e sonhos à luz do evangelho. Portanto, ser missionário(a) é descobrir o valor da cultura do povo. Como, então, fazemos missão com os(as) leigos(as)? A maior característica dos Verbitas na Amazônia é o investimento humano e financeiro na formação dos leigos(as) como missionários(as) colaboradores na evangelização. Desde 1980, assumimos o compromisso de formar e capacitar lideranças em todas as 10 áreas de missão onde atuamos como equipe missionária nas Dioceses de Santarém e Macapá, nas Prelazias de Óbidos, Xingu e Itaituba. Todo este trabalho terá mais força com a Celebração dos 30 anos de Missão Verbita na Amazônia com o Congresso das Comunidades Leigas Missionárias, nos dias 11 e 12 de setembro, em Santarém, Pará. Pe. José Boeing, SVD “Tua Palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho” (Salmo 119, 105). Por ter esta certeza, em 1992 a leiga Ana Sampaio, de Guarapuava procurou o Pe. Tomaz Hughes, SVD, e o Pe. Edvino Sicuro, SVD, para sugerir a formação de um grupo de reflexão bíblica. Este grupo seria formado por casais que, na década de 1970, participavam como jovens da Pastoral da Juventutde e o movimento TLC. Ana se comprometeu em convidar as pessoas e no dia 1º de maio de 1992, tiveram seu primeiro dia de formação na Paróquia Sta. Terezinha de Guarapuava. Deste encontro nasceu o grupo bíblico “Escalada”, assim chamado para lembrar do canto típico do TLC. A partir de então, esse grupo se reúne nas casas mensalmente para a reflexão bíblica. Normalmente usa como apoio os livros publicados pelo Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), com a metodologia que remonta às comunidades populares do Brasil e foi desenvolvida e disseminada especialmente pelo Frei Carlos Mesters, OC. O Pe. Tomaz continua assessorando o grupo, mas a coordenação e animação são feitas pelas próprias pessoas. Após o estudo e oração sempre há uma confraternização animada. Fato notável foi que outras pessoas amigas se interessaram pelo grupo e se tornou necessário formar mais um grupo, no ano 1996. No mês de dezembro, os dois grupos se reúnem para uma grande celebração de ação de graças, com Eucaristia e um churrasco comunitário. Todos afirmam a importância desses grupos e fazem um grande esforço para não perder as reuniões. Sentem que a Palavra de Deus fortalece sua fé e é o sustento nas horas difíceis. A Palavra não só congregou essas pessoas - casais, viúvos, separados e solteiros -, mas fez deles um núcleo de uma Igreja doméstica, interparoquial, com fortes laços de fraternidade, amizade e solidariedade. Muitos afirmam que agora olham o mundo e os seus problemas com outro olhar, e se engajam nas várias pastorais e organismos. Arquivo/Pe. Tomaz Hughes, SVD CURTAS DAQUI E DE LÁ VIVAT Internacional rdBMcnbsdpdepanIerRoaaeaooOredteonnremcviusAesltrotmApViiouaaeigairmrdsnpnBçaIegsriieiáooidsuãVainenaso–rdsroazaanAdseeiaçodôcoMsamísnnTsã2sgnei,mtoto,sooeei3snrraa–nbovmin.Baoiond,aibeioaBFtmreetolasrVsdé,arae2mneeageaspasrsMte4nbsliãirceeaelaptidoaorqods,lsoeerodm,eumdeapethseasidoeoapliusijpleioçondçdérrauenRarmõstcaãenrmlitárihere,oeahbebtAaVsomlaXadieodédmcmcimaliepiitvaaaiaronnpealarrseeasdnehgCiartatnmcgetuaaa–içFeçtcarrrftãaoeSôedsuSied2odsvnglePsaã0dTaduioianfda.ocço1asaadçoiaU1aãsnsdpõPepdsoimaoeeaforte.jsuseerrasóaslêsmosuasa FAMÍLIA ARNALDINA F3dftAsff2oeodeccoqecorroamobuf1rormmmmoe6rrmadnaareituoa“an“mndmemcoBndhdaoacuedeceo”reodemn.iolsesnoaorrtPsasecarnaed.feénemoasdasi.PtsnolaaioopHntstderdavrZoreaddriooasafdodnoaoncsinrefamiaaGaiaommsZqsdc,iecuPauraooanadmedaendmncmeenodauaoMarparlioieniantepamzeltxohdnsePaane,paheltradpvacnedoaaoroehnoram:mMocnuioa“êavMçevijRoemcsnaoaenéiesic,ctoEtaxãeiiaonSompaniocacssnrcVd”aiiooe,o.oosDgo”,svnonis.v,eanctfaescnajorilrconootmbivadnndieçtotoaenãaasososs Visitação Geral ncedVePopacePeAsirusrmossetoimsmaitmoirãvtnnãaeuoíCuaehinoitnçmooirnacrrãinvapdaaidoooiasoçassaePersãiédSrdtltpeIoheouauaaumresvlnení.msiCíedesirSnMedsoopacmSasatnaisirt.tdraprogiéoeGieSmrtaNdeue2vepangCaori6nassloaarrrtiçtiiedataossBeãsaetrmo.cIiriamsoAnaritssen.ampaisthlPomA.ieeaaroNmbvtucnaaéleoábilnmnrrortiesoaae 90 anos do CICM O Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro, completou 90 anos de fundação. As Missionárias Servas do Espírito Santo comemoraram junto com a comunidade educativa no dia 21 de agosto. SETEMBRO/OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2010 VIDA MISSIONÁRIA - 3

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TESTEMUNHO MISSIONÁRIO “Consumindo minha vida pelo anúncio do Evangelho...” ANIMAÇÃO VOCACIONAL MISSIONÁRIOS DO VERBO DIVINO Irmã Íria Walter nasceu na cidade de Estrela, no Rio Grande do Sul. Conheceu a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo por meio da Irmã Bernardina, que realizava missões Populares nas paróquias e capelas, e que falava com muito entusiasmo sobre a vida missionária. Em 1964 confirmou seu chamado missionário e ingressou na Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo. A maior parte da sua vida religiosa é dedicada ao Serviço de Animação Vocacional e à formação das futuras Missionárias Servas do Espírito Santo. “Esta missão sempre realizei com alegria e dedicação, dando o melhor de mim para que, cada jovem em formação, pudesse encontrar seu caminho e dar sua resposta pessoal e convicta a Deus e entregar sua vida para a missão”, afirma Irmã Íria. Também atuou nas comunidades próximas às casas de formação, buscando proximidade com a realidade das pessoas que estavam ao seu redor. “Isso fortalece minha vocação missionária, me completa interiormente e ajuda passar a vibração pela missão também para as formandas. Ajuda a formação ser integrada com a realidade do povo”, completa Irmã Íria. Após algum tempo no trabalho de formação, surgiu a proposta para o trabalho no Noviciado na Zona Panam, no Paraguai. Ir. Íria conta: “acolhi o chamado para este serviço como um envio missionário para onde Deus necessita Arquivo/Irmã Iria Walter, SSpS minha presença. Sinto-me muito feliz e realizada no que estou fazendo, ‘consumindo minha vida pelo anúncio do Evangelho’, no dizer da co-fundadora Madre Maria. Estando em outro país, sintome missionária na Congregação”. E complementa: “Cada dia tenho a oportunidade de aprender muito, conhecendo uma nova realidade, novo idioma, novas pessoas, novo povo, nova cultura, com muitos valores e riquezas”. A Comunidade do Noviciado Panam, que reúne as 10 Províncias das Américas para a etapa inicial da formação, neste ano está composta por 12 pessoas, de seis nacionalidades. Cada irmã vem de uma realidade diferente, com o jeito próprio de seu povo e origem. “É uma riqueza fazer parte da comunidade multicultural, internacional, pois este é o rosto da Congregação e assim já estamos vivendo esta característica desde a formação inicial, sempre aprendendo uma da outra a respeitar a diversidade”, comenta Ir. Íria. “É uma constante aprendizagem. Um desaprender para apre-nder. Ajuda crescer na flexibilidade, abre horizontes, enriquece, prepara para a vida religioso-missionária”, explica. “Aprendemos e nos complementamos pela partilha, oração, reflexão, diálogo, estudo, na busca em conjunto de encontrar o caminho para cada situação e desafio”. Segundo Ir. Iria, o Noviciado Panam surgiu de um processo de estudo e reflexão de vários anos entre as diferentes Províncias do Continente, numa tentativa de responder aos apelos e desafios do mundo globali-zado, das novas realidades missionárias e da diminuição do número de vocações. Bela é a vida dada pela missão. PROVÍNCIA NORTE Rua Halfeld, 1179 - Cx. Postal, 668 CEP: 36001-970 - Juiz de Fora - MG Tel: (32) 3229-9820 e (32) 3221-3656 E.mail: provocasvd@bol.com.br http://pastoralvocacionalsvd.blogspot.com PROVÍNCIA CENTRO Rua: Verbo Divino, 993 CEP: 04719-001 - São Paulo - SP Tel: (11) 5181-6444 E.mail: pvsvdbrc@yahoo.com.br www.verbodivino.org.br PROVÍNCIA SUL Rua Prof. Brandão, 155 CEP: 80040-010 - Curitiba - PR Tel: (41) 3023-2893 E.mail: pasvoc@yahoo.com.br www.verbodivino.com.br REGIÃO AMAZÔNICA Cx. Postal, 229 CEP: 68100-970 - Santarém - PA Tel: (93) 3523-2059 E.mail: verdiama@yahoo.com.br MISSIONÁRIAS SERVAS DO ESPÍRITO SANTO PELO MUNDO Bolívia e Paraguai: lugar de missão jovem Arquivo/Cleber Arquivo/Lucilene “O anúncio do Evangelho é a expressão mais sublime de amor ao próximo”. Venha ser missionária também! PROVÍNCIA NORTE Rua São Benedito, 2146 CEP: 04735-004 - São Paulo - SP Tel: (011) 5687-7229 Email: vocacional@ssps.org.br www.ssps.org.br Para realizar a experiência do PFT, Irmão Cleber chegou à Bolívia em 2009. Durante a aprendizagem da língua castelhana, em Cochabamba, foi voluntário numa pediatria, cuidando de crianças com fraturas. Em seguida, foi para a cidade de Coripata, nos Yungas. Ele conta que os caminhos para chegar a este lugar são cheios de precipícios e a estrada passa somente um carro. Irmão Cleber trabalha com os jovens na paróquia dando palestras aos grupos juvenis e também aos crismandos. Porém, existe a falta de recursos como computador e projetor. Também trabalha em uma creche com 32 crianças. Nesta comunidade, vivem mais dois padres: um indonesiano e o outro polonês. As pessoas não entendem a diferença entre irmão e padre e, quando o cumprimentam, dizem: “Olá padre irmão Cleber”. Ir. Cleber declara que “é bonito o trabalho. Somos missionários porque para chegar nas comunidades, os caminhos que existem são incríveis. Depois da missa geralmente há festa. Acho bonito como eles tratam a questão da “madre terra”, “pachamama”, com muito respeito. Estou feliz, me sinto como em meu país”. E complementa com um pedido: “Rezem por nós missionários. Há muito trabalho e somos poucos. Às vezes nos falta o tempo e o cansaço físico nos acompanha. Que Deus Bendiga a vocês que estão lendo esta experiência de missão”. 4 - VIDA MISSIONÁRIA A noviça Lucilene Ferreira Soares, 26 anos, é paulista da cidade do Embu. Há alguns anos descobriu as Missionárias Servas do Espírito Santo e, enquanto fazia a faculdade de administração, fez também o processo de acompanhamento vocacional e decidiu entrar para a Congregação. No início do ano passado, já como pré-noviça, Lucilene foi enviada para Córdoba, na Argentina, onde concluiu seu pré-noviciado junto com outras jovens da mesma etapa de formação. Com o início da primeira turma de Noviciado Panam, Lucilene está agora no Paraguai, compartilhando sua preparação imediata para a vida missionária com outras jovens do Paraguai, Bolívia, Argentina e México. A internacionalidade, forte característica da Congregação, também está presente na equipe de irmãs que acompanham as noviças: uma é paraguaia, outra é brasileira e há ainda uma filipina. Lucilene está vivendo intensamente esta etapa de formação como um tempo de busca e de aprofundamento de suas raízes no Deus Uno e Trino e relata: “sinto-me feliz em participar deste momento da Congregação e da minha Província, e poder fazer meu noviciado nesta realidade. Sabemos o quanto a missão hoje é desafiadora, por isso, este momento é muito importante e de grande valor para cada uma que, apaixonada por Cristo e pelo projeto do Pai, quer ser sua discípula missionária. ‘Que Deus seja amado e glorificado por todas as pessoas’”. SETEMBRO/OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2010 PROVÍNCIA SUL Rua Arnaldo Janssen, 320 Cx. Postal, 41 - CEP: 84001-970 Ponta Grossa - PR Tel: (42) 3226-4091 Email: savsspssul@yahoo.com.br www.mssps.org.br SERVAS DO ESPÍRITO SANTO DA ADORAÇÃO PERPÉTUA Deus nos chama a uma vida contemplativa e à adoração perpétua para apoiar o serviço missionário. CONVENTO N. SRA. DO CENÁCULO Rua Nunes Machado, 150 Cx. Postal, 405 - CEP: 84001-970 Ponta Grossa - PR Tel. (42) 3229-1629 FAMÍLIA ARNALDINA

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