Edição 211

 

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Edição número 211 da Revista Jornauto

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EXPEDIENTE - EDITORIAL As pernas de uma cadeira Por Gilberto Gardesani A definição clássica de infraestrutura diz que é um conjunto de atividades e estruturas da economia de um país que serve de base para o desenvolvimento de todas as demais atividades. São as vias de escoamento de tudo o que é produzido, como estradas de ferro, de rodagens, vias fluviais, marítimas, portos, aeroportos e mais, operam em conjunto com a geração e distribuição de energia, sistemas de comunicações e outros. Por analogia, para entender melhor, é como as veias e artérias de um corpo humano que levam o sangue para irrigar os membros e abastecer todos os demais órgãos. Se funcionar mal, obviamente, o corpo todo padece. Muito bem. Tendo em vista a capacidade e o nível cultural e intelectual da tigrada, na doutrinação recebida pelo Senhor Lula e seus seguidores, pelos mestres escultores de mentes, foi dado como exemplo de infraestrutura as pernas de uma cadeira. E o que nós vimos é que isso foi levado ao pé da letra. Um parêntese: sabiam que existem cursos de marxismo em todo o Brasil? Estão minando por baixo e um dia isso vai explodir pelas mãos dos tais líderes dos grupos sociais que recebem verbas públicas para se movimentar. Aliás, já existem vários sinais claros disso.Também sabemos que a filosofia dos socialistas comunistas é utilizar a democracia distribuindo a riqueza gerada pelos capitalistas criando verdadeiros currais de eleitores e, quando o dinheiro acaba, jogar a culpa toda na elite, criando o “nós” e o “eles” e dar o golpe final. Parece familiar? Voltando ao tema central deste editorial, o quadro mostra que a situação da infraestrutura brasileira é estarrecedor. O abandono foi total. Para corrigir as falhas, dizem os especialistas, serão necessários mais de R$ 200 bilhões, alguns dizem até R$ 500 bi. E levaria de 15 a 25 anos ou mais. De acordo com o Deinfra - Departamento de Infraestrutura da FIESP, seriam necessários R$106 bilhões em investimentos só para iniciar uma mudança nesse sentido. CNI diz que R$ 107 bi em obras fora da região sudeste, traria uma economia de R$ 1,2 bi por ano à agroindústria. De acordo com o CNT – Confederação Nacional de Transporte, no Brasil, 61,1% das cargas são transportadas por rodovias. O modal ferroviário representa 20,7%, Aquaviário 13,6%, dutoviário, 4,2% e aéreo, 0,4%. No Brasil, que investe apenas 0,6% do PIB em transporte (3,7% no Chile), há 25 km de rodovias pavimentadas para cada mil km quadrados de superfície. Nos EUA há 438,1, na China 359,9, na Rússia 54,3, na Austrália 46 e no Canadá 41,6. Na avaliação da estrutura existente, o Fórum Econômico Mundial coloca o Brasil na 120ª. posição entre 144 países. A pesquisa realizada pela CNT mostra que 87% das rodovias pavimentadas são de pistas simples, 40% não tem acostamento e em 50% delas as curvas não são sinalizadas. Do total de estradas existentes no Brasil, apenas 12% são pavimentadas, 62% delas são consideradas regulares, ruis ou péssimas pelos padrões da CNT. As boas ou ótimas somam 38%. Entre as estradas privatizadas, 74% são consideradas boas ou ótimas e as administradas pelos órgãos públicos são apenas 29,3%.O custo para transportar soja do campo até os portos custa, em média, 30% do valor da carga, tirando a lucratividade do agricultor e a competitividade dos produtos agrícolas no mercado mundial, apesar da nossa eficiência produtiva. Enquanto que nos EUA, esse frete está abaixo de 10%. Mais dados; Transporte inadequado custa o equivalente a 12% do PIB, entre 50% e 100% mais do que em outros países. De um modo geral, essa precariedade rodoviária brasileira encarece o custo de logística em 40%. A comida poderia chegar à mesa dos brasileiros pelo menos 10% mais barata. Aqui entram os esforços dos fabricantes em oferecer veículos, serviços e sistemas operacionais para, pelo menos, amenizar esse problema. É o que a revista Jornauto procura mostrar em todas as suas edições. Cultura automotiva Edição 211 - Julho 2016 Uma publicação da Rua Oriente, 753 - São Caetano do Sul - SP Cep. 09551-010 | PABX: (5511) 4227-1016 contato@jornauto.com.br | www.jornauto.com.br 4 Revista Jornauto Edição: Gilberto Gardesani editoria@jornauto.com.br Membro da Diretoria: Gilne Gardesani Fernandez Gisleine Gardesani Tuvacek Administração: Neusa Colognesi Gardesani Cadastro: cadastro@jornauto.com.br Assessor: Giulio Gardesani Tuvacek giulio.gardesani@jornauto.com.br Distribuição/Assinaturas: assinatura@jornauto.com.br Produção Gráfica: Daniel Moscardo Impressão: DuoGraf Colaboradores: Adriana Lampert (RS) Alexandre Akashi (SP) Eliana Teixeira (ES) Fernando Calmon (SP) Guilherme Ragepo (BA) Luís Perez (SP) Mauro Geres (SC) Paulo Rodrigues (RS) Ricardo Conte (SP) Circulação Nacional: Distribuição dirigida aos diretores e principais executivos que decidem pelas marcas de veículos e peças utilizadas em suas empresas, nos segmentos de frotistas urbanos e rodoviários de cargas e passageiros, rede oficial e independente de oficinas mecânicas, retíficas, varejistas e distribuidores de autopeças, fabricantes de veículos, concessionários, autopeças, equipamentos, prestadores de serviços, sindicatos e associações de classes que representam todos os segmentos do setor automotivo brasileiro.

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TRANSPORTE Respondendo às necessidades do mercado Gilberto Gardesani | Campinas – SP Ford introduz melhorias técnicas na linha 2017 de três modelos com quatro opções, oferecendo mais potência, segurança e capacidade de carga. N ão custa repetir que caminhão é um bem de capital e, ao contrário dos automóveis que, na maioria das vezes é adquirido por impulso, é uma compra essencialmente técnica. O frotista é um empresário que visa lucro e só compra por necessidade. Também estão evoluindo e, hoje, a grande maioria possui uma equipe que analisa todos os aspectos: quer um caminhão adequado às suas necessidades, nem mais nem menos e com baixo consumo de combustível. No aspecto disponibilidade, a robustez, a durabilidade e o atendimento no pós-venda deve ser confiável. Tudo isso para ter a maior rentabilidade possível a um preço justo. Outro aspecto que começa a ser apreciado é o conforto do motorista, pois é ele que faz tudo acontecer. Percebe-se que o frotista está cada vez mais exigente e sensível ao interesse que o fabricante dedica a eles e estes sabem disso. Estão com suas engenharias e equipes de campo sempre em atividade, procurando quais os detalhes que devem ser melhorados. “Oferecer o produto certo para cada aplicação, com maior capacidade de carga, menor consumo de combustível, menos custos de manutenção e mais robustez e durabilidade fazem parte do nosso compromisso para que o transportador tenha o melhor resultado no seu negócio, com a disponibilidade do veículo”, diz João Filho, chefe de Engenharia da Ford Caminhões. As novas opções João Filho 6 Revista Jornauto Os três modelos de caminhões Cargo que sofreram diversas modificações para serem oferecidos como 2017 são os médios C-1419, C-1519 com tração 4x2 e o pesado C-3129 com tração 6x4 com a opção Mixer, especialmente desenvolvida para ser equipado com betoneira. “O Cargo 3129 combina o peso bru- to total do Cargo 3133 com o motor de 290 cv e relações reduzidas para gerar maior torque e melhor partida em rampa. Assim, é ideal para apli- cações que exigem alta capacidade, mas não precisam de tanta potência como os modelos fora de estrada, oferecendo uma melhor equação de custo”, explica Flavio Costa, gerente de Marketing. A Ford tem Flavio Costa hoje uma das mais completas linhas de produtos do mercado. Com mais esses três lançamentos, passa a oferecer 29 opções, cobrindo desde o segmento de semileves ao de extrapesados. “Os novos modelos Cargo estão totalmente alinhados com as atuais necessidades do mercado, em que aumentar a produtividade tornou-se vital para todos os setores de atividade, principalmente no transpor- te”, diz João Pimentel, diretor de Operações da Ford Caminhões. “Usamos toda a experiência da nossa engenharia para desenvolver esses veículos ainda mais robustos, confiáveis e econômicos, que vão trazer um impacto positivo na operação dos clientes.”A Ford também destaca a preocupação com o conforto do operador. Toda a linha Car- go tem cabina moderna que atende a todos os requisitos que aumenta a segurança, oferecida com bancos dotados de suspensão a ar.

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João Pimentel Pimentel anuncia os valores sugeridos e garante que são competitivos: C-1419 – R$ 165.900 C-1519 – R$ 171.900 C-3129 – R$ 253.900 Serviços de pós-venda Um velho ditado diz que o departamento comercial de uma empresa só faz a primeira venda, as demais são consequências de um eficiente serviço de pós-venda. Para alguns, meia-verdade, mas serve para demonstrar o valor que esse atendimento tem no sucesso de uma marca, principalmente nesse segmento de veículos comerciais. A Ford Caminhões tem uma rede formada por 120 distribuidores estrategicamente localizados em todo território nacional. Garante oferecer um serviço completo e acessível, com equipes constantemente treinadas e disponíveis o tempo todo. “Mais do que vender caminhões, queremos acompanhar o consumidor durante toda a sua jornada e antecipar as suas necessidades para buscar o máximo de satisfação”, destaca Flávio Costa. Diz oferecer, aos seus clientes, pacote completo de serviços, tanto para frotistas grandes, médios e pequenos como para autônomos. Informa ainda que o sistema de rastreamento e monitoramento denominado FordTrac, por exemplo, pré-instalado de fábrica, permite desde o bloqueio até o monitoramento do veículo em tempo real. Existem sempre novas técnicas em desenvolvimento para aprimorar esse atendimento e o fabricante diz acompanhar essas tendências. Garante que o Ford Service oferece planos de serviços que cobrem manutenção preventiva ou corretiva, de acordo com a necessidade de cada cliente, e o SOS Ford presta atendimento 24 horas para reparo do caminhão em qualquer lugar do País. Dispõe, ainda, do Disk Ford, com especialistas sempre à disposição para tirar dúvidas dos clientes sobre os produtos e serviços da Ford Caminhões. Pista de testes A Ford foi a primeira montadora no Brasil a ter um campo de provas com características exclusivas para o desenvolvimento e testes de caminhões, além de automóveis. Está localizada em Tatuí, no interior paulista, com mais de 50 km de pistas que refletem os diferentes tipos de estradas e pisos encontrados na América do Sul. Segundo o fabricante, anualmente, a unidade realiza 10 milhões de quilômetros de testes, com uma equipe de 800 profissionais, incluindo 280 engenheiros. Esse trabalho é complementado por testes em campos de provas nos Estados Unidos e de fornecedores para garantir a durabilidade e a qualidade dos veículos da marca, com testes de componentes e sistemas veiculares realizados por protótipos para validação, verificação e homologação no mercado sul-americano. Revista Jornauto 7

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TRANSPORTE De olho no share regional para crescer Ricardo Conte | São Paulo - SP Scania aumenta suas vendas com clientes novos também no varejo e, trabalhando cada pedaço do Brasil, também procura ampliar suas participações de mercado regionalmente. E ssa estratégia da Scania no Brasil vem dando resultado. Registra um crescimento importante de clientela nova na sua carteira comer- cial. Tanto que 13% das suas vendas de pesados e 24% de semipesados acon- teceram graças a essa mudança tática no ano passado. “Indica que esta seria a nossa tônica para mais este ano”, disse Victor Carvalho, diretor de Vendas de Caminhões Brasil. Victor Carvalho Do que ficou em 2015, dois pontos prejudicaram seu desempenho naquele ano: os grandes frotistas não comprariam tão cedo diante do fim do crédito subvencionado pelo governo e alto de estoque da concorrência acumulado desde 2014 e descarregado no mercado até setembro passado. Soma-se a isso, para este ano, a tumultuada troca de governantes sem pro- messas a curto prazo e, pior, uma economia inativa na virada do ano que prejudicou o PIB, influenciado também pelas minguadas safras abatidas por questões climáticas. Pontos fundamentais que movimentam caminhões. Foco no varejo Por outro lado, como ponto positivo, a Scania passou, desde então, a focar o varejo com a meta de aumentar sua carteira de clientes ao se aproximar do pequeno e médio empresário. Um trabalho iniciado há um ano, tratando cada região com negócios diferenciados para identificar potenciais compradores com ofertas atrativas. “Não pensamos mais em share nacional”, conta. Entrega satisfeita sua linha Streamline, lançada em 2013 para complementar seu mix rodoviário de cabines G, R e R Highline. Foi vice-líder no mercado interno em 2015. Porém, possui grandes diferenças de share regionais. Com isso, no fundo, a montadora sueca pretende ampliar sua participação no total, aos poucos, elevando pontos percentuais aqui e outro acolá onde seu share é pequeno. “Temos regiões no Sul onde a marca detém 50% de share, mas só 8% ou 9% no Nordeste”, explica. Aproveitando que o cenário atual apresenta poucos setores demandando caminhões, lança uma frente árdua e trabalhosa no picadinho, visitando cada cliente. “Estamos fazendo um trabalho individual forte com cada concessionária da nossa rede para explorar mais cada pedaçinho do território nacional”, revela. Evolução com vendas retraídas Nos últimos cinco anos, o mercado de caminhões vem desabando de 172,8 mil unidades licenciadas para 71,6 mil no ano passado. Por isso, busca eficiência na cobertura de carteira de forma regional. Como resultado, os números mostram pequenas evoluções mesmo com vendas retraídas. Tanto que no acumulado deste ano até maio, a Scania cai menos do que o mercado, 21,4% contra 28,7%. O que propicia a marca recuperar seu share? Basta comparar igual período do ano passado com 2016, a marca ampliou participação no total de 11.7% para 12.9%. O executivo comenta que percebe oportunidades com o pequeno ou médio no varejo, após o mesmo conseguir um contrato de terceiros com operadoras grandes ou adquire um caminhão agregado para trabalhar como terceiro. “Acompanhamos esse movimento para fechar negócios nessa linha. Mesmo porque, no geral, o mercado continua num momento de espera”, afirma. A Scania também tem espaço e grande possibilidade de crescer onde já é reconhecida. E até no segmento de semipesados no qual é concorrente novato. “Estamos chegando devagar nesse segmento, onde pretendemos obter 7% de participação este ano”, espera. Uma missão e tanto pelo fato de ter fechado o ano anterior com apenas 4,5% de market share. “Foi pequena, mas tem ajudado a recuperar nosso share”, lembra. Agronegócio em queda Questionado sobre o assunto, o executivo antecipa que nem tinha muitas esperanças nesse setor tão importante para o negócio de caminhões. “Nossa expectativa mesmo sem queda de safra era de que não haveria demanda, porque existe um excedente de caminhões”, informa. P 310, semipesado com opção cabina estendida nas versões 4X2 e 6X2 8 Revista Jornauto

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R 440, o mais vendido da Scania para longas distâncias Pacote Motorista perfila computador de bordo, assento de veludo, geladeira, rádio com GPS e caixa automatizada opticruse de série para a linha rodoviária Segundo ele, a maioria da frota do setor já estava adequada para essa produção.Além do mais, outros fatores já estavam influenciando na retração do mercado, entre eles, o aumento de armazéns e silos que dispensou estocar grãos em veículos e o fim da interminável fila de caminhões parados, por exemplo, no porto de Paranaguá com o atual sistema de agendamento. Para ele, isso já vinha causando impacto no segmento de grãos diante da frota disponível verso produção. “Ficaram com menos gargalhos de estoque nos caminhões”, comenta. Na situação atual, mesmo com a expectativa de entressafra, sua projeção já era mais modesta, porque o mercado, segundo ele, está muito mais focado em renovação do que troca de frota por crescimento na região produtora. “Talvez, no ano que vem, possamos reaver uma retomada de compra nesse segmento”, aposta. Segmentos em alta Na sua opinião, poucos segmentos trazem sinais positivos. Bebida não caiu. Perecíveis frigorificados também, principalmente, voltados à exportação. Cana de açúcar e Madeira, na área de papel e celulose, têm consultas e negócios em andamento. Enfim, informa que está revisando suas projeções de mercado.“Não estamos tão pessimistas como mostra o mercado agora, porém a atividade industrial continua estagnada, e nesse setor há um excesso de frota a se ajustar”, lamenta. O executivo acredita que a tendência para o setor é de mais uma queda na faixa de 15% a 20% até o final do ano, na faixa de atuação da Scania que se estende até os extrapesados. “Cada dia está mais difícil dizer o que vai acontecer lá na frente”. Vender soluções Por isso, a montadora se dedica a vender soluções para o cliente, e não apenas de um caminhão. O que envolve destacar que a Scania tem o quilômetro rodado mais barato do mercado dentro de seu custo operacional. garante. “Temos propostas estruturadas que contempla o veículo, serviços, contrato de financiamento para o cliente entender um pouco mais sua própria conta dele”, explica. O executivo afirma que os benefícios da Scania são reconhecidos pelo mercado, o que pode determinar uma tomada de decisão de compra, como custo de combustível, manutenção e valor de revenda. “Nos mercados mais maduros o cliente já tem essa conta na ponta do lápis em outros nem tanto”, coloca. É, por isso, que em regiões onde tem mais espaço para crescer, a Scania leva uma nova abordagem com propostas e soluções específicas para cada negócio do cliente novo com foco na gestão de carteira. Correção de rota Reconhece que, normalmente, em mercado mais competitivo, a marca sueca acaba sendo mais eficiente, porque o mesmo lhe obriga a isso. Outros menos efetivos, peca em torno dessa questão. Agora faz um acompanhamento diário mais rigoroso das marcas emplacadas para saber quem o fez para medir o nível de eficiência da Scania por região. Persegue chegar junto no cliente, no lugar e na hora certa. “Como diz o provérbio, quem chega cedo é que bebe da água limpa”, brinca. É uma jornada iniciada que não tem hora para acabar. Mesmo porque diz que o pequeno e médio transportador em regiões menos competitivas está amadurecendo, detalhando mais suas planilhas. “É nosso papel fazê-lo gerir melhor a sua frota”, disse. Conta que muitos ainda acreditam que o lucro vai ser o caminhão pago no final. E não está preocupado com o que está acontecendo durante o período. “É verdade que alguns transportadores começaram assim, comprando um veículo e depois outro e mais outro. Mas a realidade hoje é bem diferente”, argumenta. Segundo ele, se a conta não for feita certa, também avaliando e treinando o motorista e fazendo a gestão de seus custos com o caminhão, o transporte da mercadoria, a logística, entre outros fatores, fatalmente não chegará do outro lado da ponte. “Percebemos nesse momento que o transportador está mais consciente em ouvir por conta da atual crise e busca mais eficiência para melhorar seu negócio. Ele tem que focar para ganhar dinheiro durante sua operação e não no final dela com o bem adquirido”, explica. Rede em alerta Da sua parte, a rede da Scania, que conta com 126 concessionárias, diz, cobre bem o Brasil. Existe um investimento anual visando olhar pontos estratégicos e que podem fazer necessário ajustes de localização. Conta que isso acontece em regiões em crescimento nas quais a casa acaba sendo engolida pela própria cidade. “Nosso foco principal é expandir nossos serviços em diversas frentes para chegar onde o cliente está com serviços dedicados e, quando necessário, prestá-los dentro do próprio cliente”, lembra. Em outras palavras, diante de um mercado nada comprador, a Scania pensa como ajudar o cliente a manter sua atual frota rodando bem, com menor custo operacional, para elevar a rentabilidade do cliente. “Avaliamos também o caminhão em uso, e se ele estiver custando mais do que a compra de um novo, nosso pacote incluirá um para substituí-lo. Comprovamos essa conta para ele”, disse. Revista Jornauto 9

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CARGA Volvo amplia versões da linha VM Gilberto Gardesani | Curitiba – PR A linha VM da Volvo, de veículos vocacionais, possui agora quatro modelos com seis diferentes versões. S egundo o fabricante, os novos detalhes técnicos dessa nova versão foram desenvolvidos a partir de uma clínica realizada com os empresários que operam veículos fora de estrada, em terra- plenagem, mineração leve e construção. Foi perguntado o que eles queriam ter a mais em um veículo para esse segmento. Assim nasceu esta sexta versão da família VM 32 que a Volvo promete ser a mais eficiente dentre os seus concorrentes, com maior capacidade de carga, mais robustez Nilton Roeder e economia. “Desenvolvido e produzido na fábrica de Curitiba, o VM conquistou o transportador por seu baixo consumo de combustível e grande disponibilidade em várias aplicações. Agora, estamos ampliando ainda mais nossa oferta”, res- salta Nilton Roeder, diretor de estratégia, desenvolvimento de negócios e suporte a vendas de caminhões do Grupo Volvo América Latina. Principais mudanças O VM 32 recebeu componentes do modelo FMX com a ambição de ser o melhor. Seu motor tem 330cv de potência e PBT técnico de 32 toneladas, 5,3 toneladas a mais que a versão anterior. A suspensão dianteira, com molas parabólicas, foi reforçada e pode receber carga de até 8 toneladas. A suspensão traseira, com molas semielípticas, pode suportar até 24 toneladas. Esse sistema permite a troca de apenas uma lâmina, simplificando e barateando a manutenção. O eixo traseiro com tração 6x4 tem a redução nos cubos e conta com sistema de bloqueio entre as rodas e entre os eixos para se safar de apertos. Um dos itens herdados do FMX é o sistema de freios a tambor com Z came que, segundo a Volvo, tem maior durabilidade das lonas, confiabilidade e segurança operacional. Outro detalhe que merece destaque é a aplicação da transmissão automatizada I-Shift. “É a mesma transmissão que equipa o FH e o FMX, os caminhões extrapesados da Volvo, líderes de vendas no Brasil em seu segmento”, afirma Bernardo Fedalto, diretor de caminhões. Não tem embreagem, permitindo mais conforto e segurança para o operador. Disponibiliza 12 marchas com indicação no display do computador de bordo, permitindo ao operador escolher a melhor opção, se situar melhor durante a condução do caminhão monitorando em que marcha está naquele momento e quais são as outras disponíveis, tanto para baixo como para cima. “E o motorista também pode escolher o modo de condução: Econômico, quando está em velocidade de cruzeiro, ou de Potência, quando, por exemplo, está trafegando por um trecho bastante íngreme”, explica Ricardo Tomasi, engenheiro de vendas da Volvo no Brasil. Fazendo a diferença Para citar outros detalhes que fazem a diferença, destacamos a instalação dos cilindros de freios traseiros, protegidos e montados sobre os eixos. Balanço traseiro curto para facilitar a implementação de caçamba. Várias opções para instalação de tomadas de força. Tela de proteção do radiador reforçada. Protetor de cárter de série. Lanternas traseiras em LED. É mais leve que os concorrentes, afirma o fabricante: entre 275 kg a 1.050 kg. Mais alto, com eixo dianteiro de viga reta. Cabina com mais conforto para o motorista. “Tudo foi pensado para proporcionar maior disponibilidade do veículo e, por consequência, mais produtividade e maior rentabilidade para a operação, destaca Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas e também o mais robusto” ao lembrar que os eixos do novo VM são os mesmos que equipam a famosa linha FMX da marca. O preço público sugerido desse modelo é de R$ 285.000,00. 10 Revista Jornauto

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REPOSIÇÃO Momento de cautela Alexandre Akashi | São Paulo - SP Em tempos de crise, consumidor só faz o estritamente necessário, e apesar de as vendas de peças se manterem estáveis, as dificuldades aumentam D izem que em tempos de crise, quando o consumidor segura os gastos, o mercado de reposição de autopeças esquenta, uma vez que ao invés de trocar de carro o motorista prefere consertar o que possui. A diretora de Marketing e Comunicação da Magneti Marelli Cofap Aftermarket LATAM, Mônica Cassaro, enxerga isso com ressalvas. “O conceito de que existe uma relação direta entre a queda da venda de carros novos e o crescimento da reposição não é totalmente verdadeiro no meu ponto de vista”, afirma Mônica ao explicar que o melhor cenário para o setor de reposição é a economia caminhar bem, o que isso implica no crescimento simultâneo de todos os setores. Ambiente ideal Segundo a executiva, existe uma tendência mais forte de reparação quando cai a demanda de carros novos, porém esse benefício é relativo. “O consumidor passa a fazer só o que é estritamente necessário. Já quando a economia vai bem, pode se investir em manutenção preventiva, programada”, diz. “Portanto, a melhor situação é realmente contar com o crescimento da economia como um todo, pois ela beneficia indiscriminadamente todos os segmentos”, conclui. Mônica comenta ainda que apesar da grave situação econômica do País , o setor de reposição manteve-se razoavelmente bem até o final do ano passado, inclusive com algum crescimento. “Este ano, entretanto, não está conseguindo passar imune ao recrudescimento da crise, apresentando mais dificuldade para cumprir seus números”, afirma ao comentar que a Cofap ainda está em linha com os objetivos do ano, mas sente um aumento das dificuldades nos últimos meses, com o crescimento da inadimplência nos clientes dos distribuidores, assim como com a queda relevante no segmento de linha pesada. No entanto, a expectativa para o segundo semestre é de melhora, em função das medidas econômicas anunciadas e também com a expectativa de aumento da confiança por parte do consumidor. “Porém, qualquer estimativa é baseada muito mais em projeções do que em dados concretos. Portanto ,o momento ainda é de cautela”, diz Mônica. Estratégia Mônica Cassaro Segundo Mônica, as crises são cíclicas, e o planejamento da Magneti Marelli Cofap é de longo prazo. “Estamos mantendo um agressivo e contínuo programa de lançamentos de novos códigos e de novos produtos”, diz a executiva ao comentar que a empresa possui um dos maiores e mais robustos portfólios do setor e a tendência é manter essa estratégia. Hoje, a Magneti Marelli Cofap possui ativas 54 linhas de produtos. “Devemos lançar mais linhas até o final de 2016”, revela. A empresa também aposta na exportação como forma de expandir negócios. Em 2015, com o câmbio favorável, aumentou as exportações em 70%, e quer crescer mais 40% este ano, sendo que o principal produto vendido no mercado externo são os amortecedores Cofap, comercializado em mais de 40 países. Atualmente, 90% das vendas externas tem como destino a América Latina, principalmente Argentina, Chile e México. Porém, diante da desvalorização do real, a Magneti Marelli Cofap focalizará a recuperação de mercados importantes como América do Norte, Europa e Ásia. A intenção, segundo a sistemista, é retomar e ampliar as vendas para países que passaram a comprar de outros mercados quando a taxa de câmbio era menos favorável. Revista Jornauto 11

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PASSAGEIROS Rio pega carona nos ônibus da Mercedes Antônio Ferro | Rio de Janeiro - RJ A capital fluminense é um importante mercado para os ônibus da Mercedes-Benz. O sistema carioca engloba os serviços convencionais e também os corredores exclusivos, de alta demanda, exigindo veículos robustos e com grande desempenho. O Rio de Janeiro está em obras para dentro de breve sediar a primeira edição de Jogos Olímpicos na América do Sul. Para isso, a cidade precisou se remodelar para poder oferecer condições essenciais de deslocamento, visando receber muitos turistas que assistirão a principal competição entre atletas do mundo inteiro. Nesse contexto, o transporte público foi amplamente destacado com muitas melhorias operacionais e a adoção de uma nova categoria de serviço – o BRT (Trânsito Rápido de Ônibus) – por meio de corredores exclusivos, foi adotada para atender a grande capacidade de passageiros. A cidade conta hoje com dois corredores (um terceiro, o Transolímpico, com 25 quilômetros de extensão, está em obras finais para a operação na região onde os Jogos irão se realizar), que se destacam em seu cenário. O Transoeste (51 quilômetros de extensão) liga a Barra da Tijuca (Terminal Alvorada) ao extremo oeste, onde se localizam os bairros de Santa Cruz e Campo Grande, enquanto que o Transcarioca (39 quilômetros) sai do Terminal Alvorada e vai até o aeroporto Internacional do Galeão, cortando muitos bairros que revelam a identidade do Rio de Janeiro. O modal ônibus tem sua grande importância reconhecida na mobilidade carioca. São 8.700 veículos, que operam 700 linhas. Segundo Alexandre Castro, gerente de infraestrutura do Consórcio BRT (operador do sistema), “a racionalização dos serviços e a implantação de uma rede estruturada, com os projetos de BRT em construção, haverá ainda mais ganho à população local, com o aumento da velocidade e a redução de tempo nas viagens. A vantagem dos sistemas de BRT é que eles permitirão uma redução de 30% da frota de ônibus circulante com a conclusão dos quatro corredores até o final de 2017”, disse Castro. Escolha do modal vel pela operação dos ônibus, gestão das vias e terminais. Até 2017, entre 1,5 milhão a 2 milhões de passageiros serão transportados pelos 157 quilômetros de vias segregadas. O investimento total do município estimado para os quatro corredores será de R$ 5,6 bilhões. Os atuais corredores transportam juntos 440 mil passageiros por dia, com uma frota de 290 ônibus articulados. A redução do tempo de viagem alcançou a marca de 60% em ambos os corredores. Alexandre Castro Ainda, segundo o executivo, a opção pelo sistema BRT se deu em função da capacidade atendida, que permite se aproximar ao volume atendido nos modais metro-ferroviários. “Posso ainda citar o baixo custo de implantação e pelo tempo reduzido de construção dos corredores e estações, além da flexibilização operacional”, comentou o executivo. Outro detalhe foi a adoção de todos os conceitos de sucesso encontrados em outros exemplos mundiais que já estão na ativa, mais precisamente em cerca de 190 cidades espalhadas pela Terra. O Consórcio BRT é responsá- Maior do mundo O futuro sistema Transolímpico, em construção, terá 25 quilômetros de extensão e atenderá uma demanda de 87 mil passageiros por dia, com 60 ônibus articulados. Outra obra, a do TransBrasil, localizada na zona norte carioca, será um grande desafio para a gestão do sistema, pois poderá ser transformar no maior BRT do mundo em termos de passageiros transpor- 12 Revista Jornauto

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tados, algo como 500 mil diariamente, em 400 ônibus de grande porte. No quesito ambiental, há uma mitigação de 38% das emissões de CO². Para uma melhor gestão dos corredores, o consórcio de transportes construiu em maio de 2014 um centro de controle operacional (CCO) onde é possível todo o apoio e monitoramento das operações por meio de sistemas eletrônicos e câmeras (600 espalhadas pelo sistema, além de mais duas em cada ônibus que roda pelas troncais). 100 funcionários se revezam 24 horas por dia no controle dos serviços. “Com o CCO conseguimos tomar decisões rápidas frente aos problemas que surgem. Assim, não perdemos nossa eficiência operacional. Também é possível promover maior segurança aos usuários e colaboradores nos terminais e estações”, lembrou Castro. Participação da montadora Conhecedora do assunto, a Mercedes-Benz foca sua atenção no mercado fluminense ao disponibilizar uma variada gama de produtos, a equipe de vendas com assessoria em BRT, a rede de concessionários, inclusive com quatro unidade do CenterBus, centro especializado em ônibus e a oferta de peças (novas e de reposição, com três níveis – genuínas, remanufatu- radas e Alliance (peças de maior comercialização) - e serviços. Walter Barbosa, diretor de Vendas e Marketing de Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, enfatizou a presença da fabricante no mercado fluminen- se, principalmente nos corredo- res de BRT. “Estabelecemos uma parceria muito produtiva com os gestores e operadores locais. Desde 2012, quando o primeiro corredor entrou em operação – a Transoeste – temos acompanha- do o crescimento do sistema e as novas demandas da população, conhecendo de perto as reais ne- cessidades dos usuários, o que é Walter Barbosa uma referência muito importante para nossos futuros desenvolvi- mentos”, disse Barbosa. O executivo ainda ressaltou que a participação da montadora nos corredores cariocas chega a 74%, com 271 ônibus em circulação. Recentemente, 50 chassis superarticulados O500 MDA foram comercializados com os transportadores. Nesse aspecto, serão 100 unidades de seu modelo de maior capacidade na Cidade Maravilhosa. “Importante ainda destacar que 40 unidades do chassi O500 U, entrada baixa, e mais 1.300 chassis OF com suspensão pneumática, foram negociados com os operadores cariocas. Destes, 300 serão entregues neste ano”, comentou o executivo. A marca está presente em 85% nos ônibus alimentadores dos corredores. Desenvolvido para os sistemas com grande demanda de passageiros, o modelo de chassi O500 MDA (piso alto), utilizado nos BRT´s do Rio de Janeiro, possui 23 metros de comprimento, quatro eixos e 4º eixo direcional. Denominado superarticulado, promove facilidade nas manobras, assegurando conforto e segurança para o motorista e usuários”, diz ele. “Para os operadores, o veículo garante alta capacidade de transporte com baixo custo operacional, atuando com eficiência tanto no pico quanto no entrepico da demanda de passageiros. Ou seja, o superarticulado é rentável ao longo de todo o dia, oferecendo capacidade para mais de 200 pessoas, dependendo do modelo e da configuração interna do salão de passageiros”, salientou Barbosa. Assessoria especializada Objetivando apoiar, clien- tes e órgãos gestores, a Mercedes-Benz tem uma equipe dedicada ao tema BRT (Trânsito Rápido de Ônibus). Segundo a mon- tadora, as cidades que es- colheram o BRT se apoiam em mais vantagens, como os custos de implantação até dez vezes menores e um prazo até 2/3 menor em comparação com outros modais, como trem e Gustavo Nogueira metrô, para transportar a mesma quantidade de passageiros. Para Gustavo Nogueira, gerente de Marketing BRT da área de Marketing de Produto Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, com os sistemas estruturados, a população passa a contar com mais qualidade de vida, graças ao transporte mais rápido, confortável e seguro, o que resulta em ganhos signi- ficativos para a mobilidade urbana. “Some-se a isso os benefícios ambientais, uma vez que frotas novas consomem menos combustível, emitem menos po- luentes e contribuem para a melhoria da qualidade do ar”, observou Nogueira. Revista Jornauto 13

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