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SECRETARIA DA SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL DEPARTAMENTO DE COORDENAÇÃO DOS HOSPITAIS AMBULATÓRIO DE DERMATOLOGIA SANITÁRIA RECORTES HISTÓRICOS DO AMBULATÓRIO DE DERMATOLOGIA SANITÁRIA Letícia Maria Eidt Organizadora Porto Alegre 2016 3

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2016 Ambulatório de Dermatologia Sanitária - ADS Todos direitos desta edição reservados ao Ambulatório de Dermatologia Sanitária – ADS/RS TIRAGEM DIVULGAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E INFORMAÇÕES. Ambulatório de Dermatologia Sanitária Avenida João Pessoa, 1327 CEP 90040 - 001 - Porto Alegre - RS Telefones: (51) 3288 7650 – 3288 7654 ORGANIZADORA Letícia Maria Eidt CAPA Arte – Assessoria de Comunicação Social dos Hospitais-DCHE Desenho – Joice Maria Valenti REVISÃO DE PORTUGUÊS Vera Lúcia Holmer dos Santos DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Dennis Guedes Magalhães ISBN 978-85-60517-11-4 Rio Grande do Sul. Secretaria da Saúde. Departamento de Coordenação dos Hospitais Estaduais. Ambulatório de Dermatologia Sanitária. Recortes Históricos do Ambulatório de Dermatologia Sanitária. Organizado por Letícia Maria Eidt. Porto Alegre, 2016. 178 p. il. 1. Ambulatório de Dermatologia Sanitária – História. 2. Saúde Pública. 2. Dermatologia Sanitária. 4. Dermatologia Gaúcha. I. Eidt, Letícia Maria (Org.). II. Título. NLM WR 11 DB8 Catalogação na Fonte Centro de Informação e Documentação em Saúde CEIDS/ESP/ETSUS/SES/RS 4

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APRESENTAÇÃO A ideia para escrever e organizar o histórico do Ambulatório de Dermatologia Sanitária (ADS) surgiu a partir de matéria elaborada em 2013 para o Boletim Trimestral da Dermatologia, editado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS, intitulada “Ambulatório de Dermatologia Sanitária: uma história de assistência, ensino e superação”. Através de conversa com os colegas Dr. Milton Gorelik, Dr. Sérgio Dornelles e Dr. Bruno Bertschinger e procurando dados sobre a história do ADS, ficou nítida a escassez de material escrito que registrasse o início do funcionamento e as atividades do Ambulatório. A partir de então, começou a procura por registros históricos, portarias, fotos e outras referências sobre o nosso ADS. Poucos documentos escritos foram encontrados. Entretanto, em conversa com outros colegas e entrevistas com aqueles que construíram a história do Ambulatório, os dados de memória foram sendo resgatados. Nesse intento, fatos e nomes podem ter sido omitidos. Esperamos que outros colegas colaborem e mais dados do ADS surjam para serem registrados. Este material é um começo... E existe o desejo de que novas versões sejam escritas e atualizadas. Letícia Maria Eidt 5

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SUMÁRIO INAUGURAÇÃO E INÍCIO DAS ATIVIDADES NO ANTIGO PRÉDIO DA AVENIDA JOÃO PESSOA Nº 1327.............................11 PRÉDIO DA RUA LUIZ AFONSO Nº 234........................................27 O RETORNO PARA O NOVO PRÉDIO DA AV. JOÃO PESSOA Nº 1327....................................................................................................32 CENTRO DE REFERÊNCIA ESTADUAL PARA DERMATOSES, HANSENÍASE E DST/AIDS...............................................................43 PRIMEIROS MÉDICOS........................................................................46 DERMATOLOGISTAS E MÉDICOS DE OUTRAS ESPECIALIDADES NO PERÍODO DE 1994 ATÉ 2015.................55 DIRETORES..........................................................................................58 RESIDÊNCIA MÉDICA EM DERMATOLOGIA................................60 UNIDADE DE INTERNAÇÃO DE DERMATOLOGIA SANITÁRIA (UIDS)..................................................................................... 71 SERVIÇO DE HANSENÍASE .................................................................. 77 CENTRO DE ORIENTAÇÃO E APOIO SOROLÓGICO (COAS) E CENTRO DE TESTAGEM E ACONSELHAMENTO (CTA)...... 89 LABORATÓRIO DE APOIO ................................................................ 98 6

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FARMÁCIA.................................................................................................. 102 RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL............................................... 106 EQUIPES DE APOIO............................................................................... 116 CAMPANHAS DE ATENDIMENTO À POPULAÇÃO.................. 126 GRUPOS DE ORIENTAÇÃO E VIVÊNCIA PARA PACIENTES................................................................................................. 139 REUNIÃO ORDINÁRIA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA – SECÇÃO RS ....................................................... 147 CONCURSOS PÚBLICOS NA ÁREA DE DERMATOLOGIA......149 COMISSÃO DE ÉTICA MÉDICA ........................................................ 153 DIVISÃO DE ENSINO E PESQUISA (DEP)..................................... 154 SERVIÇO DE PRESERVAÇÃO DE MEMÓRIA CULTURAL DA SECRETARIA ESTADUAL DA SAÚDE ............................................ 155 AMBULATÓRIOS MÉDICOS DO ADS NO ANO DE 2015..........156 REFERÊNCIAS......................................................................................... 157 APENDICE A – CARTA DRA. MARIA ELIZABETH CARVALHO ......................................................................................................................... 164 ANEXO A – RELAÇÃO DE EX-SERVIDORES DO ADS..............166 ANEXO B – RELAÇÃO DE SERVIDORES ATIVOS NO ADS EM 2014................................................................................................................. 172 7

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AUTORES COLABORADORES Ana Elizabeth Germano Bruno Bertschinger Cecília Cassal Célia Luiza Petersen Vitelo Kalil Edi Maria Alnoch Egle Linhares Lavoratti Jair Ferreira Joice Maria Valenti Letícia Maria Eidt Ligia Carangache Kijner Luciana Castoldi Ludia Goulart Mondini Luiz Fernando Bopp Müller Marcos da Cunha Lopes Virmond Maria da Graça Alves Labrêa Mauro Cunha Ramos Milton Gorelik Miriam Pargendler Peres Nalu Silvana Both Niara Brentano Luchi Roberto Lopes Gervini Sérgio Ivan Torres Dornelles 8

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AGRADECIMENTOS À Professora Vera Lúcia Holmer dos Santos pelo valoroso auxílio na correção ortográfica. À sempre colega Joice Maria Valenti pelo empenho em resgatar da memória e desenhar a fachada do antigo casarão que foi a primeira sede do Ambulatório de Dermatologia Sanitária. A Sra. Genecy Knevitz pela pesquisa e envio das datas das Reuniões Ordinárias da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS ocorridas no Ambulatório de Dermatologia Sanitária. A todos aqueles que colaboraram com fotos, ideias e memórias, ou não, e que foram motivo de grande incentivo para a realização deste livro. 9

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Foto do atual prédio do ADS. Foto acervo Dr. Sérgio Ivan Torres Dornelles. 10

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INAUGURAÇÃO E INÍCIO DAS ATIVIDADES DO ADS NO ANTIGO PRÉDIO DA AV. JOÃO PESSOA Nº 1327. Letícia Maria Eidt Bruno Bertschinger Jair Ferreira Milton Gorelik Sérgio I.T. Dornelles O Ambulatório de Dermatologia Sanitária (ADS) da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, localizado na cidade de Porto Alegre, na Avenida João Pessoa nº 1327, começou suas atividades no ano de 1926. O início de seu funcionamento foi em um casarão antigo de alvenaria de dois andares, construído nos finais do século 19, cujas paredes internas eram de “estuque” com palha de coqueiro. Havia espaço para estacionamento de carruagens ao lado da casa. O prédio foi primeiramente alugado e, posteriormente, adquirido pelo Estado em 1946. Nos anos 20, viveu-se um momento de progressiva intervenção em diversos espaços de políticas públicas. No que se refere à saúde, destaca-se a criação, em 1920, do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP) e de várias Inspetorias de profilaxia de doenças. Surge, então, a Inspetoria de Profilaxia da Lepra e Doenças Venéreas, criada em 1921 e subordinada ao DNSP. Inicialmente conhecido como Serviço de Saúde de Fronteiras, o atual ADS tinha como objetivo o tratamento de Doenças Venéreas. Havia controle sanitário semanal para sífilis e gonorreia nos profissionais do sexo e seus contatos. No ADS realizava-se Gram de secreção endocervical e uretral (nos homens). A Reação de Wassermann, para diagnóstico de Lues, era realizada no antigo Laboratório do Departamento de Higiene do Rio 11

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Grande do Sul, posteriormente chamado de Instituto de Pesquisas Biológicas, também conhecido como LACEN (Laboratório Central). Os resultados negativos dos exames eram anotados no cartão sanitário dos profissionais do sexo para que fossem apresentados aos clientes. Pacientes com resultados positivos tinham o cartão retido e devolvido após a realização do tratamento e de novos exames com resultados negativos que comprovassem a cura. 12

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Aspectos da sala de esterilização do antigo casarão da Av. João Pessoa nº 1327, em matéria publicada no Jornal Diário de Notícias de 22 de outubro de 1972, página 32. Na foto à esquerda o Dr. José Carlos Caleffi Fauri e à direita Sra. Araci. Acervo Dr. Jair Ferreira. Fixada na ventarola da porta da antiga sala de atendimento encontrava-se a placa “Secção Doenças Venéreas” – Figura 5. A porta de entrada dessa sala localizava-se nos fundos do terreno e 13

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sua abertura dava para um pátio interno, com alpendre, onde os pacientes aguardavam atendimento sentados em bancos. Entre os profissionais responsáveis pelo atendimento estava o Dr. José Carlos Caleffi Fauri. A funcionária encarregada pela coleta do sangue para a Reação de Wassermann e pela aplicação da Penicilina Benzatina era a Dona Eva Martins. A aplicação da Benzatina era feita com seringa de vidro de 30 ml, esterilizada em fervedor junto com as agulhas curtas, calibre 9. Os pacientes, em grupos, iam para a sala de aplicação receberem a injeção na região glútea. O tratamento era ministrado ao final das consultas e o atendimento do Setor era das sete às dezoito horas. O modelo relatado de controle sanitário das Doenças Venéreas, hoje chamadas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), manteve-se até os anos de 1975. Após 1975 continuou o atendimento à comunidade, no entanto, ocorreu a desativação do atendimento aos profissionais do sexo. 14

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Notícia informando a existência de microscópios óticos para a pesquisa bacilar. O laboratório ficava no antigo casarão da Av. João Pessoa nº 1327. Foto publicada no Jornal Diário de Notícias de 22 de outubro de 1972, página 32. Acervo Dr. Jair Ferreira. Placa da Secção de Doenças Venéreas do antigo prédio da Avenida João Pessoa nº 1327. Foto acervo Dr. Bruno Bertschinger. 15

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