Revista Barbante - Ano V - Num 16 - 13 de julho de 2016

 

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revista ANO V - Nº 16 - 13 DE JULHO DE 2016 ISSN 2238-1414 Dom Quixote: o bom fidalgo

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Editorial REVISTA BARBANTE - 1

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Editorial Nesta edição de julho de 2016, a Revista Barbante traz a Espanha para o centro de sua atenção. Apresentando obras em óleo sobre tela do pintor espanhol Juan López-Ortega González, dois artigos que analisam adaptações para o público infanto-juvenil da obra Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, e o poema “Canción de la bienvenida” (de Christina Ramalho), em espanhol, convidamos nossos leitores a mergulharem no espaço simbólico da cultura espanhola, com suas cores, temas e tradições. Apresentamos, ainda, os artigos de Luciara Leite de Mendonça e Carmem Silvia de Almeida que tratam, respectivamente, das relações possíveis entre a poesia épica e o cordel e da presença da literatura nas salas de aula do Ensino Fundamental. “Poemas em diálogo” trazem os poemas produzidos por estudantes do Colégio Estadual 28 de Janeiro, durante a realização da “Oficina de criação: crônicas e poemas”, a partir de poema-estímulo do poeta Roberto Mibielli. O poeta Ramon Diego e o escritor cabo-verdiano Kaká Barboza completam esta edição, contribuindo com textos interessantes, que vocês devem conferir! Desejamos boa leitura a todos! Christina Ramalho Rosângela Trajano Editoras REVISTA BARBANTE - 2

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Sumário REVISTA BARBANTE - 3

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SUMÁRIO EDITORIAL ARTIGOS O PLANO HISTÓRICO EM AS CANTILENAS DO REI-RAINHA 07 ALEXSANDRA DOS SANTOS BISPO SOBRE A LITERATURA NA SALA DE AULA 17 CARMEM SILVIA DE ALMEIDA O HEROÍSMO ÉPICO EM ZUMBI, UM SONHO DA IGUALDADE, CORDEL DE GIGI 28 LUCIARA LEITE DE MENDONÇA CRÔNICAS MIRA DJEU, O PRAZER DE UMA PESTISCADA 45 KAKÁ BARBOZA MONOTONIA TRANQUILIZANTE 49 LUCAS MESSIAS DA COSTA ENSAIOS DOM QUIXOTE: ADAPTAÇÃO VERSUS ORIGINAL 52 ALEXSANDRA DOS SANTOS BISPO, FERNANDA KELINE OLIVEIRA DE SOUZA, FRANCIELE DIAS DO NASCIMENTO, JESSICA MAYARA LISBOA LEITE, LÉCIA DE JESUS SANTOS, MÁRCIA CRISTINA OLIVEIRA DOM QUIXOTE DE LA MANCHA: O CAVALEIRO DA TRISTE FIGURA NA PERSPECTIVA DE FERREIRA GULLAR 57 DANIELLE SILVA TELLES, DENISE BRITO SILVA, EDEILSON DE JESUS CORREIA, ELISANGELA DOS SANTOS, EVANDO MARCOS DOS SANTOS, ISLAN BISPO DE OLIVEIRA, JESSICA ANDRADE ALMEIDA, JOSÉ HUMBERTO DOS S. SANTANA, MARIA JULIANA DE JESUS SANTOS, TELMA ANDRADE SANDES ESTUDO COMPARATIVO DE TRECHO DA OBRA DOM QUIXOTE DE LA MANCHA, DE MIGUEL DE CERVANTES ENTRE UM TRECHO DA ADAPTAÇÃO DA MESMA OBRA ELABORADA POR WALCY CARRASCO 65 DANILO DE MELO MERCADO, GICELMA DE OLIVEIRA LIMA SOUZA, JESSICA LIMA SANTOS SILVA, LAISLENE TAVARES DE JESUS REVISTA BARBANTE - 4

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POESIAS CANCIÓN DE LA BIENVENIDA 71 CHRISTINA RAMALHO VIA LÁCTEA 101 RAMON DIEGO CÂMARA ROCHA NÃO É UM FADO PORTUGUÊS 102 RAMON DIEGO CÂMARA ROCHA POEMAS EM DIÁLOGO 103 GEYVSON VARJÃO, IARA FERREIRA, GRAZIELE OLIVER, LAIANE SOUZA, ÁLVARO SILVA, EDUARDA KETILLY O MENINO E O SAPINHO 108 ROSÂNGELA TRAJANO EXPEDIENTE 112 REVISTA BARBANTE - 5

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Artigos REVISTA BARBANTE - 6

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O PLANO HISTÓRICO EM AS CANTILENAS DO REI-RAINHA Alexsandra dos Santos Bispo (PIBIC/UFS) Uma epopeia configura-se como um texto literário que dialoga com a história e com o mito. Sendo assim, entendemos por “plano histórico de uma epopeia” os conteúdos históricos que estão inseridos na elaboração literária de uma obra. No que se refere, especialmente, à inserção da história na épica moderna e pós-moderna, Ramalho salienta que “(...) fundou-se uma nova forma de representação da História em que a estrutura narrativa se dispersa em fragmentos metafóricos, próprios da linguagem mais lírica” (2015, p. 269). Esse dado será importante para levantarmos considerações sobre a obra As Cantilenas do Rei-Rainha. Ainda de acordo com Ramalho (2013, p.109), a presença do plano histórico na epopeia envolve categorias críticas específicas, a saber: I-O plano histórico quanto às fontes: (1) explicitamente referenciado; (2) não explicitamente referenciado II-O plano histórico quanto à apresentação: (a) perspectiva linear; (b) perspectiva fragmentada III- O plano histórico quanto ao conteúdo: (a) especificamente histórico; (b) predominantemente geográfico; Tomando por base as categorias críticas acima, observa-se que, na obra de Leda Miranda Hühne, temos um plano histórico não explicitamente referenciado, pois, para o leitor obter mais informações sobre os acontecimentos históricos presentes na obra é necessário que busque mais informações fora do texto, em outras fontes. Em As Cantilenas do Rei-Rainha, no que se refere ao dimensionamento do plano histórico, notadamente em um viés político e social, reconhece-se, já na abertura, uma citação de O príncipe, de Maquiavel, por meio da qual se estabelece uma relação entre a figura do príncipe e o povo, em que se destaca a necessidade de um se colocar no lugar do outro. Apesar desse primeiro momento, em que uma referência histórica é explícita, no decorrer da obra, surgem outras alusões não discriminadas, que levam ou forçam o leitor a essa busca fora do texto, conforme assinalamos acima. Quanto à apresentação do plano histórico, portanto, tem-se, na obra como um todo, uma perspectiva fragmentada, uma vez que predomina o caráter lírico em que o passado se recompõe através de fragmentos de teor crítico, nos quais, por exemplo, figuras como a de Cristo metaforizam o heroísmo de quem luta por um ideal, motivado por uma atitude positiva de enfrentamento a uma estrutura rígida e opressora. Vejamos o trecho inicial do poema, para que se verifique a presença REVISTA BARBANTE - 7

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de referentes que sugerem contextos implícitos: SANGRA O TRONCO DAS OLIVEIRAS DECEPADO NOS MANTOS DO TRONO (1988, p. 15) As estrofes citadas acima são os primeiros versos da parte intitulada “Confronto”, em que surgem as referências a Jesus Cristo e ao Monte das Oliveiras, sugerindo uma crítica social relacionada à exposição por que passa quem se propõe a defender um povo ou até mesmo um ideal. Segundo o italiano Ambrogio Donini em História do cristianismo: das origens a Justiniano (1983), o episódio do Monte das Oliveiras começa quando um homem realiza ações que parecem ser divinas, pois este homem realizava milagres surpreendentes, como, por exemplo, a cura de algumas pessoas apenas com o dom da palavra. Sendo assim, muitos o acompanhavam e acreditavam que, com ajuda dele, as tribos de Israel se libertariam do jugo romano e da opressão a que eram submetidos. Retomando a história, lembramos que Jesus, o Messias, costumava ficar no Monte das Oliveiras, sendo constantemente assediado pela multidão que lhe pedia ajuda para derrubar as tropas romanas e Pilatos. Jesus, porém, não lhe dava ouvidos. Como reflexo dessa visão que a multidão tinha de Jesus como solução para se chegar à liberdade do jugo romano, Pilatos prende Jesus, porém, mais tarde, libertou-o, pois constatou que ele apenas fazia o bem, sem intenções políticas. Nova denúncia relacionada aos poderes do Messias e à ideia de que Ele estava subvertendo a nação exigem a intervenção de Pilatos, que, na verdade, sabia haver nessa denúncia muito mais um teor relacionado à inveja desse homem que fazia milagres que propriamente um perigo para o domínio romano. Porém Pilatos, apesar de saber disso, para defender o cargo e agradar a multidão, acabou colocando sua carreira à frente de sua consciência. Assim, embora acreditasse na inocência de Jesus, permitiu que este fosse chicoteado e entregou-o para que fosse morto na estaca. Os soldados levaram o Messias, e fizeram formar toda uma corte à roda dele (Conforme MATEUS, 27: 24-31). Apesar da referência inicialmente histórica, a figura de Cristo logo é projetada no simbólico, por meio da relação entre “tronco” e “sangra”, que transfere o corpo de Cristo para o corpo da oliveira, numa imagem, simultaneamente metonímica e metafórica, o que revigora a visão crítica de que quem luta por defender um ideal, nesse caso político e social, é refém de quem atraiçoa. Os versos abaixo nos remetem para um passado remoto, contudo posterior à crucificação de Cristo, o que nos faz lembrar uma sociedade da corte medieval, uma sociedade de ordens, que deve manter a “harmonia” entre as classes sociais. Ou seja, nota-se uma centralização de poder, que silencia lutas entre classes, sem, contudo, ocultar a existência de uma tensão contida. Existe uma submissão em relação à superioridade social, a aristocracia mantém a plebe distante da REVISTA BARBANTE - 8

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distribuição do poder. Os termos “combate” e “confronto” acabam configurando um paradoxo, uma vez que no “combate” não há “confronto”. Vejamos: NA CORTE DURANTE O COMBATE NÃO HÁ CONFRONTO SÓ CHOQUES ENTRE OS OLHOS CRUZADOS NO MEIO DA TRAVESSIA NÃO SE VÊ A LINHA A DISTÂNCIA SOPRA O ODOR DO TERROR OU AMOR VELHO BOLOR DA REALEZA ETERNA (1988, p.18) Vê-se, portanto, que os dois trechos já revelam uma fragmentação histórica, uma vez que tempos distintos são sugeridos pelos referentes léxicos utilizados. Em seguida temos outras estrofes que mostram um “repertório semântico criado por signos como: vassalos, cortesãos, bobo da corte, trono, baronato” (RAMALHO, 2005, p. 102) que mantém o referente medieval presente: ME SURPREENDI AO ME DEPARAR COM UM TRONO (1988, p. 20) AOS CORTESÃOS NA BALUSTRADA À ESPERA DE SUA MAJESTADE (1988, p. 24) SÓIS DE FLAMBOYANTES PASSAM E LÁ ESTAVA NA BARRA DO REI-RAINHA ENTRE VASSALOS REVISTA BARBANTE - 9 NAS AMEIAS COLORIDAS E A FALAR DA DEMOCRACIA (1988, p. 25)

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Por outro lado, há trechos que nos lembram da modernidade, como também mostram a concepção carnavalesca como uma visão de pensamento das pessoas sobre o mundo, em que os plebeus enfrentavam uma estrutura opressora, e tinham sua condição social renegada. O exemplo abaixo ilustra: EM VOLTA OS OLHOS PARADOS TODOS VESTIDOS DE TERNO E GRAVATA SÉQUITO OU MARIONETES DO REI-RAINHA OU TUDO NÃO PASSA DE ALEGORIA CARNAVALESCA? ONDE ESTÃO OS CRENTES DA UVA E DO TRIGO? POR QUE ME ACHO ME PERCO NO LÁPIS AZUL DA FANTASIA? (1988, p. 21) Vejamos outro exemplo de indicação de contexto histórico que convida à apuração de referentes e, ao mesmo tempo, retoma o tempo histórico da crucificação de Cristo: RETIRA CRISTO DA VIA CRUCIS E AFINAL CRUZA OS BRAÇOS E SE FAZEM VERÔNICAS SE INVENTAM MARIAS SE ESCONDEM JOÃOS (1988, p. 97-98) Nos trechos citados acima, especificamente em “E SE FAZEM/ VERÔNICAS” percebe-se uma alusão da história bíblica à Verônica (posteriormente Santa Verônica), mulher que ao ver o sofrimento de Jesus no caminho do calvário deu-lhe seu véu para que ele pudesse limpar o rosto. Quando a instância de enunciação revela que “SE INVENTAM/MARIAS”, direciona o leitor ao acontecimento bíblico referente à figura de Maria Madalena, mulher que se sente horrorizada REVISTA BARBANTE - 10

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diante dos pecados, mas que se arrepende e procura um momento para mostrar a Jesus seu arrependimento. Madalena, como se sabe, foi uma das mulheres que acompanharam e seguiram Jesus, e junto com outras elas, Maria, mãe de Jesus; João Batista e João apóstolo (os “JOÃOS” do poema) assistiu o sepultamento de Jesus (Conforme MATEUS, 27.55-56). Quanto às personificações da realidade que lutam pelo ideal da liberdade, surgem no texto algumas menções heroicas, dando à história um caráter mítico-metafórico. Nas estrofes abaixo, podemos perceber que o livro As Cantilenas do Rei-Rainha toma, simbolicamente, Joana D’Arc, importante personagem da história francesa que estava sempre disposta a socorrer os necessitados e Dom Quixote1, cavaleiro que vive diversas aventuras, mostra o heroísmo de quem se expõe à violência por defender um ideal. Observemos os trechos: JOANA D’ARC MONTADA NO CAVALO SONHA SALVAR O REINO NA PRESSA NÃO VÊ PATAS QUEBRADAS NEM FORUM DO CASTELO QUEIMANDO SONHO DE LIBERDADE DA PLEBE (1988, p.130) DE DOM QUIXOTE IRÁ NO CONTINENTE DESCONHECIDO IRÁ AO LADO ESCUDEIROS INIMIGOS PORQUE DESEJA PISAR NO CHÃO DA LOUCURA (1988, p.131) 1 Dom Quixote, ainda que personagem literário, remonta à história da literatura ocidental, pela força de representação que sua figura contém. REVISTA BARBANTE - 11

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Joana D’Arc e Dom Quixote, portanto, somam-se ao fragmento dos sofrimentos de Jesus, formando um conjunto contextual que remete à tensão entre sonho e realidade, opressor e oprimido, vitória e derrota, morte e vida. Leda Miranda Hühne, em As Cantilenas do Rei-Rainha, faz uma associação entre a referência historiográfica e o texto literário por ela criado. “(...) Ao dialogarem com a História, um poeta e uma poetisa épicos (as) definem linhas de empatia com historiadores e versões dos fatos históricos” (RAMALHO, 2013, p.112). No livro As Cantilenas do Rei-Rainha o plano histórico está voltado, em boa parte, para questões sociais e políticas relacionadas com a ditadura militar no país. Tudo é apresentado através de uma estrutura alegórica, onde existe toda uma luta da plebe que enfrenta uma estrutura rígida e opressora, a qual provoca sofrimentos e arrependimentos de seus atos e tal acontecimento faz com que a história tenha um caráter metafórico. SE O REI-RAINHA DESCONFIAR A VEIA CORTADA AINDA PULSA ENVIA O GENERAL PARA DESEMBANHAR A ESPADA E DECEPAR DE VEZ A CABEÇA EM SEGUIDA UM DESFILE EM PRAÇA PÚBLICA O TROFÉU NA BANDEJA DOURADA TODOS CABISBAIXOS SABEM O FALO PERTENCE AO SOBERANO CONQUANTO PERCA O HALO DE SANTIDADE (1988, p.44) Há, contudo, um acontecimento histórico, o da ditadura, que é contemplada metaforicamente. Percebe-se uma imposição à obrigatoriedade de obediência de um líder, uma pessoa que tem o poder de mandar e desmandar do jeito que quiser, e o povo, especificamente a “plebe”, era obrigado a seguir tudo que o “soberano” desejasse sem nenhum tipo de opinião. O ARTISTA DA CÔRTE REVISTA BARBANTE - 12

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TALHA RETALHA RASA ARRASA A MADEIRA DA LEI SEM ARMAR DELINEAR O GÊNIO BRUXOLEANTE DO REIRAINHA REI PISA OBRIGA-O A RECOMEÇAR A OBRA DE ARTE (1988, p. 46) O eu-lírico/narrador simula a aristocracia emblemática do “rei-rainha” e a projeção da “plebe” como o herói coletivo que enfrenta uma estrutura rígida e opressora. Os trechos citados abaixo indicam que haviam plebeus, mais conhecidos como “bobo da corte”, que eram pagos para entreter a realeza. Afirma o historiador, da USP, Nachman Falbel: “Os bobos da corte não eram nada bobos. Eles possuíam várias habilidades: versejavam, faziam malabarismos e mímica. Eram, principalmente, gente com talento, sabedoria e sensibilidade para divertir os outros”. ESPERTO PARA SER O BOBO DA CÔRTE ESCAPA NO SILÊNCIO SE AFASTA DO PICADEIRO DE VEZ EM QUANDO FAZ O REI-RAINHA RIR ATÉ O FACHO (1988, p. 47) Bobo da corte era o nome do plebeu que ficava encarregado de entreter o rei e rainha e de fazê- REVISTA BARBANTE - 13

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los rirem. Era esperto e atrevido, dizia o que o povo gostaria de dizer ao rei, como também zombava da corte. Então, percebe-se que de certa forma o riso revelava uma verdade, a qual “libertava” as pessoas, especificamente os plebeus, das censuras existentes, como também libertavam o medo do autoritarismo, do poder existente naquela época. O 1.º MINISTRO DO REI-RAINHA TRANQUILAMENTE FUMA INCENSOS SORRI GARGALHA SOMENTE À HORA DO REI-RAINHA TER VONTADES PÕE-SE POSTADO FACE AOS REGULAMENTOS AO LADO DA MAJESTADE SE ESQUECE DA POLTRONA A QUALQUER HORA CADAFALSO (198, p. 48) O Bobo da Corte, podendo ser chamado de primeiro ministro, coordenava ações executivas, entre elas estava a de distrair a “aristocracia”, ou seja, o Bobo da Corte era contratado para servir o Rei-Rainha. Nas estrofes a seguir também podemos perceber que não havia democracia, a “plebe” não tinha direito a voz ou opinião, onde o direito era destinado ao “Rei-Rainha”, provocando medo entre as pessoas. PRINCIPADO SILENCIA HORA DO MASSACRE MEDO DE REVELAR AS FAÍSCAS SECRETAS MEDO DE MOSTRAR IRAS CONTIDAS MEDO DE FANTASMAS EM PAREDES PINTADAS (1988, p.49) REVISTA BARBANTE - 14

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