Jornal Eco da Tradição de Julho 2016

 

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Jornal Eco da Tradição julho 2016 179 ano 14

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Cruz Alta se prepara para receber tradicionalistas na 82ª Convenção Página 03 ECO DA TRADIÇÃO - ANO XIV - Nº 179 - JULHO DE 2016 Tradição milenar marca a história gaúcha Regiões Tradicionalistas apresentam seus novos representantes Páginas Centrais Na mitologia, Prometeu roubou o fogo de Zeus e deu aos humanos. Para celebrar este feito, os gregos faziam corridas de revezamento. Os atletas passavam a tocha entre si até que o vencedor cruzasse a linha de chegada. Segundo a milenar tradição grega, simbolizada pelo revezamento da tocha, são os mensageiros da Grécia Antiga que viajam pelas cidades anunciando a data dos Jogos, além de convidar os cidadãos a assistirem as olimpíadas. No Rio Grande do Sul, o fogo olímpico passou pelas mãos de centenas de condutores, em diversas cidades, sempre com a presença da pilcha gaúcha e dos tradicionalistas a cavalo, ou mesmo de à pé, dando suporte. Mas foi na capital gaúcha que o Diretor da Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, Airto Timm, representando a cinquentenária federação tradicionalista, conduziu a tocha, passando-a para o músico Renato Borghetti. O ato foi registrado pela mídia mostrando para o mundo as tradições do estado. Página 20 MTG recebe homenagem na Assembleia Legislativa pelo seu Cinquentenário Página 13 Zeno Chaves é o patrono dos Festejos 2016 Página05 50 anos 1966 - 2016 Fotos da página:Rogério Bastos

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2 Ano XIV - Edição 179 Julho de 2016 Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: conselhoeditorialeco@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Elenir Winck, Sandra Veroneze e Nilton Otton JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Manoela Carvalho Andressa Mother IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade Julho Valor Plena Parcial Especial Estudantis R$ 1078,79 R$ 925,97 R$ 569,40 R$ 161,88 40% do valor retorna às RTs. MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE PRESIDENTE DE ADMINIS- TRAÇÃO E FINANÇAS: Nilton Otton VICE PRESIDENTE DE CULTURA: Elenir Winck VICE PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente Não há nada superior à verdade Passados dois anos e verdade e a ética. meio na direção do MTG, O MTG está em uma sendo os últimos seis outra dimensão, em uma meses como presidente, outra grandeza, tem a ca- acompanhei as dificulda- pacidade de superar es- des enormes que tivemos tes momentos, absorver que vencer - dificuldades através da capacidade de de ordem estrutural, admi- seus dirigentes todas as nistrativa e principalmen- “crises” impostas à nos- te financeira, todas elas sa entidade. Vencemos superadas com trabalho, mais uma, como tantas planejamento, seriedade outras, e muitas virão e e comprometimento com todas venceremos, por- a instituição. Sofremos que sempre caminhamos inúmeros ataques, mui- com a legalidade, hones- tas vezes personalizados, tidade, transparência e, ataques à credibilidade acima de tudo, com a ver- da entidade e dade. das pessoas. Nossa ins- Felizmen- tituição está te, estamos Vamos conti- em pleno cres- no caminho certo e as vitórias na Justiça nuar lutando e acreditando, e, cimento. Há pessoas capazes e compro- mostram que nossa estrutura organizacional acima de tudo, continuaremos metidas com a construção de uma sociedade funciona e res- juntos, unidos justa e forma- palda nossas ações. Trago esta questão e cada vez mais certi cados da dora de pessoas de caráter que exercem porque no dia 29 de junho de 2016, mais de importância do nosso movi- o verdadeiro papel de cidadãos. Tenho dois anos de- mento. minhas convic- pois da reali- ções, objetivos, zação da FECARS – Festa análises a respeito de nos- Campeira do Rio Gran- so movimento. de do Sul, no município Vivemos um momen- de Viamão, veio à luz da to extremamente impor- verdade o arquivamento tante, de profunda refle- do processo de investiga- xão, mas de uma grande ção do Ministério Público afirmação como institui- quanto a acusações fei- ção – corroborada pe- tas ao presidente da épo- las vitórias no Judiciário. ca, o Sr. Manoelito Sava- O fortalecimento passa ris. Com ele, todos nós também por estas ações, da diretoria nos sentimos além do trabalho já con- acusados, mas, como diz solidado ao longo destes o ditado, a verdade tarda cinquenta anos do MTG, mas não falha. do reconhecimento por A Fecars foi realizada setores relevantes da so- com extrema dificuldade, ciedade, por órgãos go- principalmente de ordem vernamentais. estrutural e financeira, Vamos continuar lu- com recursos escassos e tando e acreditando, e, faltantes. Coube à Direto- acima de tudo, continua- ria cumprir e pagar, como remos juntos, unidos e foi feito, todos os com- cada vez mais certifica- promissos que ficaram dos da importância do pendentes. É uma tristeza nosso movimento. Temos quando uma instituição o desafio de continuar fa- e pessoas que a dirigem zendo cada vez melhor são expostas a interes- nossas ações, prevale- ses estranhos, obscuros, cendo a transparência, a que permeiam a falta de honestidade e, acima de comprometimento com a tudo, a verdade. OPINIÃO Por: Gilberto Silveira Coordenador da 18ªRT - Contador CTG’s devem entregar a Escrituração Contábil Fiscal Centros de Tradições Gaú- Lembrando que as entida- chas têm que entregar a Es- des imunes e isentas mesmo crituração Contábil Fiscal que INATIVAS devem entregar Em forma de contribuição a DCTF (declaração de débi- à sociedade em geral, mas em tos e créditos tributários fede- especial ao Movimento e as rais), excepcionalmente para entidades tradicionalistas dei- este ano-calendário, deverão xo um alerta quanto as obri- apresentar a mesma relati- gações fiscais para o mês de vo ao mês de JANEIRO/2016 julho de 2016, portanto, gosta- até dia 21/07/2016, mesmo ria de lembrar e informar aos que já tenham apresentado gestores , presidentes, coorde- a declaração de inatividade nadores, patrões de entidades 2016, excepcionalmente esta IMUNES E ISEN- declaração poderá TAS. ser transmitida sem IMUNES - tem- certificado digital. plos, igrejas, par- Estão previstas tidos, fundações, Patrões e tesou- MULTAS pelo não sindicatos. ISENTAS - Enti- dades filantrópicas, reiros, quem atentos às obri- cumprimento, o que poderá acarretar em um passivo(divida) recreativas, culturais, associações. (MTG, RTs, CTG, gações de sua entidade. Para para as entidades e os dirigentes são responsáveis, con- PTG e demais enti- evitar proble- forme a LEI DE dades tradicionalistas com CNPJ) Procurem um mas, é de extrema importância RESPONSABILIDA- DE FISCAL. Mais infor- contador ou seus contadores para tratar da obrigação que tudo esteja regularizado. mações: Gilberto Silveira - Contador/Coordenador fiscal ECF (Escri- 18º RT (53) 3242 turação contábil fiscal), que 1265/9979 substitui a Declaração Impos- 5867. to de Renda das Pessoas Ju- rídicas, o prazo para entrega das informações fiscais é até 29/07/2016. As informações sobre ano-calendário 2015, na referida escrituração, ECF, de- verão ser informadas as recei- tas e despesas da entidade. As informações deverão ser trans- mitidas pelo ambiente SPED (sistema público de escritura- ção digital), que são obriga- tórias serem com certificado digital, não sendo obrigada a entidade ter o custo em adqui- rir o certificado digital, é possí- vel passar procuração eletrô- nica para o contabilista que tenha a certificação digital. EPloMormalitra REREFFLLEEXXÃÃO O “O Saber a gente apren- de com os Mestres e com os livros... A Sabedoria, se aprende com a vida e com os humildes” (Cora Coralina)

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Ano XIV - Edição 179 EVENTOS Julho de 2016 3 82ª Convenção Tradicionalista, Cruz Alta te espera A terra de Erico Veríssimo se prepara para receber sua 4ª Convenção. Já foi palco em 1973 (8ª), 1983 (20ª, 1998 (46ª) e no ano do cinquentenário, a 82ª. Cruz Alta, cidade localizada praticamente no centro do estado, receberá a Convenção Tradicionalista no ano de 2016. Cidade berço do escritor Érico Veríssimo. Por Cruz Alta esteve, em janeiro de 1841, na Câmara de Vereadores, Bento Gonçalves, Giuseppe Garibaldi e David Canabarro. Cruz Alta terá o prazer de receber a todos os tradicionalistas do Rio Grande, no mês de julho, que além de participar da Convenção poderão conhecer alguns pontos turísticos, como: O prédio da Prefeitura Municipal, projetada em 1914 pelo arquiteto alemão Theo Wiedersphn; a Casa Museu Érico Veríssimo que funciona na residência construída em 1833 onde nasceu o famoso escritor; o Monumento de Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecido como Monumento da “Santinha”; Rio Grande do Sul - o Memorial Lenda da Panelinha, um belo recento com vertente d’água e esculturas em bronze do artísitca plástico cruz-altense Jorge Schroeder, retratam a mais conhecida das lendas da localidade e a Estação Ferroviária, que hoje funciona como Centro de Convergência Cultural da A mídia tem grande destaque regional, pois, aqui estão localizadas a TV RBS Cruz Alta e a TV CÂMARA, as rádios Cruz Alta AM, Independente AM , Pop Rock FM, Jornal Diário Serrano FM e Comunitária Popular, os Jornais Diário Serrano, Gazeta/Cruzaltense e Jornal Expresso. A Coxilha Nativista, que acontece no último final de semana de Julho é um festival do nativismo gaúcho, tendo no folclore e na música nativista do RS, seu principal vinculo de motivação. Na área de ensino podemos destacar a Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ, também é sede regional da Universidade do Estado do Rio Grande do Sul-UERGS e a Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos- EASA, do Exército Brasileiro. Como sede da 9ª Região Tradicionalista abriga os CTGs Querência da Serra, Rodeio da Saudade e Toríbio Veríssimo, o DTG Continente de São Pedro e o Piquete Presilha Cruz-altense. 49 ANOS 82ª CONVENÇÃO TRADICIONALISTA Prefeitura Municipal de Cruz Alta Projetada em 1914 pelo arquiteto Theo Wiedersphn 30 de Julho de 2016 Casa de Cultura Justino Martins Rua General Osório, 1415 Cruz Alta/RS Promoção Realização Apoio 50 anos 1966 - 2016 PROGRAMAÇÃO 30/07/2016 09h – Sessão solene de Abertura 10h – 1ª Sessão Plenária 12h – Intervalo para Almoço 14h – 2ª Sessão Plenária 16 h – 3ª Sessão Plenária 18 h - 4ª Sessão Plenária 20 h – Sessão de Encerramento da 82ª Convenção Tradicionalista INFORMAÇÕES IMPORTANTES - As inscrições devem ser realizada com antecedência pela internet, no site do MTG; - Os crachás serão entregues no credenciamento até as 11 horas, eles são a confirmação de presença no evento; - Somente serão entregues certificados de participação aos que estiverem presentes, estes deverão ser retirados no credenciamento a partir das 16h, não serão entregues em data posterior. INFORMAÇÕES ÚTEIS: 9ª Região Tradicionalista - (55) 8457 1470 Prefeitura Municipal - (55) 3321 1300 Secretaria de Cultura - (55) 3322 6595 https://cruzalta.atende.net LOCAL DO EVENTO Casa de Cultura Justino Martins Av. General Osório, 1415 Cruz Alta – RS COMISSÃO EXECUTIVA Presidente: Carlos Eduardo da Silva Fone: (55) 9983 7635 1º Vice-presidente: Carla A. Farias de Moura Fone: (55) 9112 4510 2º Vice-Presidente: José Aldomar de Castro Fone: (55) 9963 1331 Tesoureiros: Angela Malheiros - (55) 9931 6551 - Paulo Cesar Vieira da Roza - (55) 9622 5747 Secretárias: Alba M. Portella - (55) 8457 1470 Cristiana Stein e Juliana Messerschmidt Vice-coordenador: Jorge L. Kersting Malheiros Fone: (55) 96418271 Diretor de Provimentos: Julio Ferrera - Secretário de Cultura Assessora de Imprensa MTG: Sandra Veroneze Fone: (51) 9370 0619 COMISSÃO DE APOIO 9ª Região Tradicionalista: (55) 8457 1470 Credenciamento: MTG e 9ª RT Recepção: Nelson S. de Moura - (55) 8457 1400 Iris Kaiser Pauvels - (55) 9106 6840 Divulgação: Dpto. de Comunicação 9ªRT - Fernando Daniel Schneider - (55) 9631 4750 - Jorge Luis Kersting Malheiros - (55) 9641 8271 Alimentação: CTG Querência da Serra - Av. General Osório, 1560 - (55) 3322 7266 Infraestrutura: Prefeitura Munic., CIDUSA, 9ªRT Hospedagem/ Alojamento: - Secretaria 9ª RT - (55) 8457 1470 - Antonio e Rosi Marie Murussi - (55) 9969 3493 - Lorival e Berenice Menezes - (55) 9989 8430 Saúde: Secretaria Municipal da Saúde (55) 3322 7829 Trânsito: Dpto de Trânsito - (55) 3322 7272

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4 Ano XIV - Edição 179 Julho de 2016 PROSEANDO COM TENÊNCIA Por Rogério Bastos Investir nas novas gerações para ter uma sociedade melhor Os CTGs e seus gestores estão preparados para o século XXI? Qual será o legado para os próximos 50 anos do tradicionalismo organizado? Grandes desafios estão por vir, tanto econômicos, como ambientais, culturais, etc. No CTG, não basta ensinar a dançar, declamar, cantar, laçar. Não seria importante reciclar o lixo, a economizar água e a cuidar do meio ambiente? Tudo isso é muito importante, mas é fundamental ajudá-las a formar uma mentalidade sustentável, ou seja, uma maneira de ver o mundo em que todas as decisões e atitudes diárias tenham a noção de cidadania, de aproveitamento de recursos, de cooperação entre as pessoas, de senso de comunidade, de convivência e transparência nas relações. E ai, o tradicionalismo entra como força educacional, não somente cultural. Patronagens, professores e posteiros estão sendo, cada vez mais, desafiados. Eles se encontram na linha de frente para ensinar, tendo de lidar com uma sociedade que passa por uma crise de crenças. As pessoas tem muita dificuldade de acreditar. Mais do que nunca, esses voluntários, soldados do tradicionalismo, necessitam de programas e cursos de capacitação para entender e melhorar o cotidiano dos CTGs. Sentido e valor do tradicionalismo Na década de oitenta, do século passado, Barbosa Lessa já dizia que o achatamento salarial atingia diretamente o educador, de onde vinham as esperanças para a formação de uma sociedade melhor. Nas primeiras décadas do século XXI não é diferente. A criança precisa desenvolver desde cedo capacidades específicas como consciência e autocontrole das emoções, resiliência, capacidade de resolver problemas, organização e paciência. Parece que neste espaço de tempo, entra o CTG, ou o tradicionalismo, cumprindo com o que preconiza a “Carta de Princípios”, auxiliando o estado na solução de seus problemas fundamentais. O CTG é uma escola informal que prepara a criança e preocupa-se com as novas gerações. Isso é visto desde o 1º Congresso quando Hugo Ramirez debateu com seus pares: “O tradicionalismo como força educativa”, dizendo que pode, e deve ser instrumentalizado como fator educativo. E as teses da professora Thereza de Almeida, no 1º Congresso, tratando dos objetivos dos CTGs na área educacional e, no 2º, do tradicionalismo e as novas gerações. O tradicionalismo, ao longo de seus 50 anos de organização, nunca se furtou de estar na linha de frente para preparar a juventude para a vida. No CTG a criança entra tímida, e logo se apaixona pela dança, pelo canto, pela poesia ou pelo laço. E em pouco tempo o CTG entrega, essa mesma criança, um cidadão para a sociedade. Promove a convivência entre gerações, ensina o respeito pelas pessoas, pelos símbolos cívicos do estado e do Brasil (dificilmente alguém no CTG não sabe cantar os hinos), ensina, desde cedo, a aceitar o regramento e a ser disciplinado. É um fato comprovado que as crianças que participam dos concursos de prendas e peões, ou são posteiros nos grupos de danças, desenvolvem uma capacidade diferenciada e se destacam na sala de aula para apresentação de trabalhos, ou na liderança de turmas. Não longe disso, fazem parte das comissões de formatura. O folclore estimula as brincadeiras com as crianças. Ao brincar elas exercitam a comunicação, resolvem problemas de forma criativa, controlam as emoções e respeitam as regras do jogo. Um exemplo claro, e conhecido, é a modalidade campeira da “vaca parada”, onde todos esses elementos são colocados à prova. Mais do que nunca, a sociedade carece de tempo e espaços para promover o ato de brincar, não só para as crianças, mas para os adultos também. E o que vemos nos rodeios? A convivência de gerações nas diversas modalidades. Ali é oferecido este espaço. MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Calendário do MTG - 2016 DATA EVENTO CIDADE JULHO DE 2016 25 PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES ENART 2016 PORTO ALEGRE 30 82ª CONVENÇÃO TRADICIONALISTA CRUZ ALTA 2 12 e 13 13 27 e 28 AGOSTO DE 2016 SORTEIO ORDEM DE APRESENTAÇÃO DAS INTER-REGIONAIS ENART 2016 ACENDIMENTO E DISTRIBUIÇÃO DA CHAMA CRIOULA TCHENCONTRO 1ª INTER-REGIONAL DO ENART PORTO ALEGRE TRIUNFO TRIUNFO SETEMBRO DE 2016 4 5ª REUNIÃO CONSELHO DIRETOR 14 a 20 24 e 25 SEMANA FARROUPILHA 2ª INTER-REGIONAL DO ENART RS 1 8e9 15 e 16 18 28 e 29 28 e 29 OUTUBRO DE 2016 5ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS, DIRETORES CULTURAIS 3ª INTER-REGIONAL ENART 3º FEGADAN SORTEIO DA ORDEM DE APRESENTAÇÃO DA FINAL DO ENART 2016 50º ANIVERSÁRIO DO MTG ACAMPAMENTO DA JUVENTUDE GAÚCHA CAXIAS DO SUL PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE 05 e 06 12 18 a 20 19 NOVEMBRO DE 2016 ABERTO DE ESPORTES - 1º ENECAMP 6ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR FINAL ENART 2016 - ENCONTRO DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA 17ª MOSTRA DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA STA CRUZ DO SUL STA CRUZ DO SUL DEZEMBRO DE 2016 9 PRAZO FINAL - ELEIÇÕES COORDENADORIAS REGIONAIS 10 REUNIÃO DE ENCERRAMENTO - CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA 13 PRAZO FINAL - APRESENTAÇÃO PROPOSIÇÕES P/ 65º CONGRESSO TRAD. GAÚCHO RTs RTs Informações sobre os cursos em www.mtg.org.br ou pelo fone 51 3223 5194 ou pelo e-mail: cursos@mtg.org.br. 06/08 24/07 10 E 11/09 22 E 23/09 CFOR BÁSICO CURSOS CURSO DE JUÍZES DE CAMPEIRA CFOR AVANÇADO CFOR AVANÇADO OBS: Calendários sujeitos a alterações de acordo com a necessidade CFor Avançado 2016 10 e 11 de setembro 22 e 23 de outubro SEDE DO MTG CASA DO GAÚCHO 25ª RT PORTO ALEGRE /4ª RT PORTO ALEGRE/ 4ª RT Apgaperneadrden-eãsroe 7ªRT promove um dos maiores Cursos de Formação do ano Normalmente os cursos acontecem aos sábados, mas desta feita foi realizado em um domingo, na cidade de Passo Fundo, 7ª RT, no CTG Lalau Miranda, mais um CFor Básico. Esta formação foi requerida pela Coordenadoria Regional, junto ao departamento de cursos do MTG, e logo cedo se percebeu a grande adesão de inscritos, totalizando cento e vinte e três participantes. Foi um domingo de aprimoramento de conhecimentos a partir de palestras ministradas pelo Presidente do MTG, Nairo Callegaro, por Hélio Ferreira, Manoelito Savaris e Odila Paese Savaris. Os conteúdos trabalhados foram: História do Tradicionalismo Gaúcho, Objetivos Estrutura Administrativa do MTG, Carta de Princípios, História do RS, Origem do Gaúcho, Noções Básicas de Tradicionalismo, Gestão de pessoas: liderança, relacionamento interpessoal e gerenciamento de conflitos e Indumentária atual.

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Ano XIV - Edição 179 Julho de 2016 5 FESTEJOS FARROUPILHAS DEPARTAMENTO JOVEM Luan Andrey Vieira – Diretor do Dpto Jovem do MTG Zeno Chaves é escolhido A presença do jovem o Patrono dos Festejos no Movimento Farroupilhas 2016 Tradicionalista Gaúcho Ele nasceu no mesmo dia, mês e ano que Paixão Côrtes, mas não param por ai as coincidências, seguiram a mesma trilha, da manutenção das tradições gaúchas. Zeno e Paixão Cortes muito cedo formaram uma grande amizade, ocorrendo o mesmo em relação a Barbosa Lessa. Aos 89 anos, nascido na Fazenda Cerro Colorado, distrito de Seival, interior do município de Caçapava do Sul, Zeno Dias Chaves é casado com Isaura Ferreira Chaves, com quem teve três filhos, depois vieram os sete netos, e os três bisnetos. No Tradicionalismo Iniciou as atividades em 1949, no primeiro encontro com os ex-colegas Antônio Candido Silva Neto, Luiz Carlos Correa da Silva, Robis Pinto, entre outros. Este encontro ocorreu na esquina das Ruas da Praia com Borges de Medeiros, tendo ali a informação do que Paixão Cortes e Barbosa Lessa estavam fazendo. Deste encontro em diante não parou mais. Em Caçapava do Sul, é sócio fundador do CTG Sentinela dos Cerros, onde foi patrão, diretor cultural e artístico e membro de outras patronagens por várias vezes. Sócio fundador e benemérito do CTG Clareira da Mata, CTG Sentinela do Forte, CTG Heróis do Seival, PL Guarda Velha, PL Os Maragatos, CTG Pampa e Querência e também sócio fundador do CTG Família Nativista. Participou da criação de departamentos tradicionalistas em 11 (onze) colégios do município de Caçapava do Sul, ainda, por várias vezes faz palestra nos colégios sobre história. Em 1977 foi eleito para o Conselho Diretor do MTG, onde permaneceu por 10 (dez), intercalando para ser Coordenador Regional da 18ª RT por dois anos (1980/1981). De 1987 a 1989 foi Presidente do MTG e Fundação Cultural Gaúcha, neste período, destaca as seguintes criações: 1 - Criação do Departamento Jovem; 2 - Criação da Festa Campeira do Rio Grande do Sul; 3 - Criação de um departamento cultural, atuante; 4 - Agilizou a criação da CBTG, onde foi o 1 ° Vice-Presidente. Em 1990, assumiu por mais um ano cargo no Conselho Diretor. Após, passou a Conselheiro Vaqueano e Benemérito do MTG. No mesmo ano foi Patrono da 18ª RT. Recebeu as Comendas: - “Negrinho do Pastoreio” - Governo do Estado do Rio Grande do Sul; - “Medalha Barbosa Lessa” - MTG; - “Bento Gonçalves”; - “Charrua” - Caçapava do Sul Participou de 33 dos 64 Congressos Tradicionalistas Gaúchos realizados. De quatro Congressos Tradicionalistas Brasileiros e de cinco Congressos Tradicionalistas Internacionais presidindo, ainda, o 3º. De 20 (vinte) Convenções Tradicionalistas. Participou em 18 cavalgadas, conduzindo a Chama Crioula pelo Rio Grande. Chaves também foi patrono da 10ª Feira do Livro de Caçapava do Sul, em 2000, tem dois livros editados e mais oito a serem publicados. Ministrou cursos sobre História e Tradição para alunos de escolas públicas e continua fazendo palestras. Gravou vários seriados e documentários para a TV Globo, RBS, Canal Futura, TV Pampa, Record e TVE, falando sobre a história do Rio Grande do Sul, seus usos e costumes. Foi criador e hoje presidente a Comissão do Projeto do Rio Camaquã e sua história, que envolve 14 municípios da região. FotBol:oMgaCrcaedleornRoibSeeirteo Zeno Chaves (D) procura sempre estar presente nas grandes decisões do Movimento Renovação: Jovens são incluídos nas políticas do Movimento Tradicionalista e, assim, acabam desenvolvendo sua liderança O MTG tem uma política de inclusão da juventude que nos faz estar sempre por dentro do âmbito tradicionalista, criando novas lideranças e preparando os jovens para o futuro no movimento. Antes de ser diretor do departamento jovem central, ao qual compete as atividades estaduais, fui diretor jovem da entidade e da região, cargos que me deram base para a carreira tradicionalista, assim como os cargos de peão e guri regional. Estar à frente do departamento é uma grande honra para mim, ainda mais no ano do cinquentenário do nosso movimento. Apesar de ser um departamento relativamente novo, criado e regulamentado em 2008, podemos notar que os jovens anos atrás são hoje nossos coordenadores, diretores e presidentes que seguram as rédeas do MTG. As obrigações se resumem em cumprir e fazer cumprir os objetivos do departamento e os itens da Carta de Princípios. O presidente e seus vices, os diretores, os coordenadores e os conselheiros foram todos jovens um dia, e provavelmente não tinham um trabalho tão forte pelos jovens como os que temos hoje, o principal desafio é liderar as novas gerações, tendo em mente, que o trabalho feito agora irá fazer parte do caráter e dos princípios dos nossos jovens, futuros líderes do movimento, que farão o tradicionalismo continuar vivo na sociedade. A Carta de Princípios, carta magna do MTG, traz em seu primeiro item: “Auxiliar o Estado na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo.”. Acredito que o Papel de cada um dos jovens na sociedade, sendo tradicionalista ou não, é o mesmo: procurar o bem coletivo. Fazemos isso muito bem no tradicionalismo e nossa história está lotada de exemplos e devemos exportar isso para a sociedade civil, para aqueles que não fazem parte do movimento. O sentimento de união e coletividade é o que torna nosso movimento gigante, somos fortes por que estamos juntos, nos ajudando e sendo ajudados uns pelos outros, quem dera a sociedade imitasse o tradicionalismo. O jovem sempre fez parte do movimento, e hoje, com a difusão da tecnologia e a ampliação dos meios de comunicação, ele é parte essencial das atividades tradicionalistas. Com a implementação das cirandas e entreveros e a regulamentação dos eventos do jovem tradicionalista (Acampamento e Tchêncontro), o jovem é o movimento. Muitas vezes a separação dos tradicionalistas por idade faz parecer que não se quer os jovens trabalhando junto com os ‘adultos’, mas essa ideia é falsa, pois convivendo dentro do movimento, podemos notar a amplitude da participação do jovem em coisas que, antigamente, eles não se atreviam a participar. Hoje o jovem tem voz em congressos e convenções, a voz do jovem é escutada pelos mais velhos e somos levados a sério por que fomos preparados para isso. Muito antes do MTG ser criado, existiram oito jovens que deram inicio à tudo, com pesquisas e atividades, resgataram a cultura gaúcha e é por causa deles que o movimento existe hoje. O jovem foi parte fundamental do tradicionalismo por bem mais do que cinquenta anos, o jovem foi o pioneiro do tradicionalismo. E ainda é, pois o futuro do movimento está em nossas mãos, nós jovens, com auxílio de nossos tutores e preparo adequado, levaremos adiante o legado dos oito jovens que iniciaram essa caminhada. Texto com base na entrevista feita por Mariana Messerschmidt sobre o tema. Foto:Rogério Bastos Mariana Messerschmidt em sua mostra na Ciranda TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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6 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 179 Julho de 2016 ESPAÇO DA CBTG Por Aline Kraemer Assessora de Comunicação da CBTG - DRT-MS 50/2004 Aprovada ampliação do exame de Mormo Foi aprovada a ampliação da permissão de trânsito de equinos, por meio da emissão da Guia de Transito Animal (GTA) para o exame negativo do mormo, de 60 para 180 dias. “Esta é uma vitória da sociedade de todos que caminharam no sentido da legalidade das instituições” – Disse o Presidente do MTG, Nairo Callegaro, que esteve presente na reunião na tarde desta segunda, 06 de junho, na Secretaria da Agricultura, juntamente com o Vice-Presidente de Administração e Finanças do MTG, Nilton Otton, o Vice Campeiro, José Araújo e o diretor Mauricio Pedro Boniatti. Deverá ser publicada nesta quarta-feira a instrução normativa que regulamenta a ampliação da permissão. “Nosso objetivo é manter o controle e o monitoramento do mormo no Estado, medida que estamos realizando de forma eficaz. Por outro lado, buscamos a ampliação do prazo, para que todos os proprietários dos equinos tenham condições de realizar os exames e, da mesma forma tenhamos a garantia de manutenção dos eventos equestres, tão importantes em nossa cultura e tradição gaúcha”, ressaltou o secretário Ernani Polo. Foto:Divulgação Secretário da Agricultura do RS, Ernani Polo, explicando sobre a nova instrução normativa sobre o Mormo Rádio Web Clarim Farrapo A Clarim Farrapo é uma rádio web que foi criada para ocupar uma lacuna na divulgação de eventos, artistas e trabalhos relacionados à cultura gaúcha que estão, ou esquecidos, ou relegados no cenário cultural. Também é foco da Clarim Farrapo, levar a boa música do Sul do Brasil e Cone Sul da América Latina aos seus internautas. Com a missão de resgatar o que de melhor há em nosso estado, bem como artistas, festivais, músicas, rodeios e levando informações da melhor qualidade aos seus ouvintes, a Clarim Farrapo busca valorizar e divulgar o que é essência no Rio Grande, por esse motivo utiliza o bordão “PORQUE SOMOS DAQUI”. O projeto foi idealizado e executado por dois primos que vem do distrito de Cazuza Ferreira, São Francisco de Paula, Danei Marcos Gomes Lahm e Marcio Welliur Basso Gomes. Assim surgiu a Rádio Web Clarim Farrapo. A rádio procura associar-se e formatar parcerias com outras entidades ou associações que compartilhem os mesmos interesses ou objetivos finais. Para a produção de programas firmaram parcerias com: • Edson Dutra e Os Serranos para apresentação do programa Encontram com Os Serranos; • Odilon Ramos, para a apresentação do programa Campo a Fora. • Nilton Ferreira, para a apresentação do programa Essência Gaúcha. • Lucas Negri e Equipe para a apresentação do programa Linha Campeira. Além dessas parcerias, a Rádio também conta com seu programa carro-chefe “Quando me Encontro com a Vida entre meus Mates”, que acontece semanalmente toda segunda-feira às 20 horas, tendo como apresentador Márcio Gomes. A Clarim Farrapo possui uma audiência diária de cerca de 800 acessos diários contabilizados entre as plataformas site, app e links parceiros. http://clarimfarrapo.com.br Márcio (D) convida para que escutem a rádio na web José Carlos da Rosa Cardoso: Uma referência do Movimento Tradicionalista Gaúcho O gaúcho José Carlos da Rosa Cardoso completou 91 anos em 5 de junho. Ele reside em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, há 34 anos e integra o CTG Tropeiros da Querência. O seu Cardoso - como é conhecido no meio tradicionalista - guarda um gigantesco acervo cultural em sua memória da organização do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Natural de São Pedro do Sul-RS, foi criado na estância, no lombo do cavalo. Em 1942 o jovem saiu de sua terra natal para fazer o curso de capataz rural na Escola Técnica de Agricultura, em Viamão. Ainda jovem morou, estudou e trabalhou em Porto Alegre e foi lá que viu os estudantes do Colégio Júlio de Castilhos andando a cavalo pela cidade, para mostrar e fortalecer os costumes gaúchos na capital. “Quando vi aqueles estudantes a cavalo também tive vontade de participar. Então passei a integrar o movimento e acompanhei as primeiras rondas crioulas, semana farroupilha e todo o processo de criação do 35 CTG, mas não sou um fundador. Sou sócio desde 1949 e no ano seguinte participei da Assembleia que aprovou o Regimento Interno do CTG. De maio de 1951 a maio de 1952 integrei a patronagem no cargo de Capataz”, conta o seu Cardoso. José Carlos Cardoso cursou o 2º Grau no Colégio Júlio de Castilhos. No Livro “Origem da Semana Farroupilha e Primórdios do Movimento Tradicionalista” (1994), o gaúcho J. C. Paixão Côrtes relata que seu Cardoso era Diretor do Departamento de Tradições Gaúchas do Grêmio Estudantil do Colégio em 1950. No livro há o registro que seu Cardoso recordou assim a ocasião: “Essa cruzada gloriosa teve a marcar-lhe o ritmo, o ‘perepepê’ dos cascos da cavalhada fogosa e o pulsar forte de três corações formando um só coração: o coração do Rio Grande! Bem alta e faiscante aquela tocha farrapa, levada pelo braço forte do gaúcho Juliano, deixando na noite escura um risco de fogo, deixou para sempre um traço de união entre o Colégio Estadual Júlio de Castilhos e a Pira da Pátria, entre a alma de gaúcho e a alma de todos os nossos irmãos que povoam o resto desse imenso Território de Vera Cruz”. Neste mesmo ano seu Cardoso ficou responsável em organizar a “Semana Farroupilha” e editar o jornal estudantil denominado “Negrinho do Pastoreio”. Foto:Divulgaçao Seu Cardoso relembra os tempos da Ronda Crioula Festival de Folclore na Bolívia tem vagas abertas De 28 de Setembro a 3 de Outubro acontece em La Paz - Bolívia - o Festival Internacional de Dança “La Paz Maravillosa”. O “La Paz Maravillosa” tornou-se rapidamente em um dos melhores festivais da Bolívia, reunindo 5-6 delegações internacionais para um grande encontro de arte e cultura popular. Os espetáculos acontecem em locais públicos e Teatro Municipal de La Paz. O festival oferece hospedagem em hotel, alimentação e transporte local. Grupos de dança folclórica do Brasil poderão se candidatar através do e-mail: febrarp@gmail.com. Não é obrigatório música ao vivo e as vagas limitam-se a 20 integrantes. O convite é feito pelo FEBRARP (Federação Brasileira de Artes Populares). Em 2015, o evento contou com a participação de diversas delegações, inclusive do Brasil. Na ocasião, o Balé Folclórico Origens, de Sapiranga/RS, representou o estado.

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Ano XIV - Edição 179 ESPAÇO DO IGTF Por Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Julho de 2016 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro Simões e as Canções SACI PERERÊ O dia 14 de junho recém-passado marcou o centenário da morte de João Simões Lopes Neto, um mestre da literatura rio-grandense. Sua obra continua sendo editada, comentada, estudada e ainda oferece-se ao prazer da leitura posto que seja encontrada com facilidade nos mais diversos suportes das mídias contemporâneas, além das inigualáveis e eternas páginas dos livros, sempre prontas aos olhos e ao tato e à imaginação daquele que as percorre. Simões publica em 1910, Cancioneiro Guasca. Em 1912, Contos Gauchescos, onde encontramos Blau Nunes, o vaqueano. E em 1913, Lendas do Sul, em que se destacam A M’Boitatá, A Salamanca do Jarau e O Negrinho do Pastoreio. Já escrevi por aqui sobre a influência da matéria folclórica na nossa canção regional. A literatura também serve de inesgotável fonte de inspiração para os compositores. Encontrei algumas canções que de alguma forma remetem ao gênio literário do grande escritor pelotense. Vitor Ramil gravou em seu Ramilonga (1997), baseado conto simoniano homônimo, No manantial. O grupo Pentagrama formado por Ivaldo Roque, Jerônimo Jardim, Loma, Yoli e Tenison, inspirado nas lendas da M’Boitáta e do Negrinho do Pastoreio, gravou em seu LP (1976) as canções de Ivaldo e de Jerônimo, Cobraluz e Coto de vela. Cesar Passarinho cantou, de Antônio Augusto Ferreira e de Mauro Ferreira, Negro Bonifácio. “Se o negro era maleva? Cruz! Era um condenado!... mas, taura, isso era, também!” - contava Simões pela boca do Blau. Falando no vaqueano, o grupo Os Angueras, no LP Cantos de pampa e de rio (1977) registrou Romance de Blau de Antônio Carlos Souza e de Aparício Silva Rillo. Talvez a mais emblemática das canções inspiradas de alguma forma na obra simoniana seja Negrinho do Pastoreio de Luiz Carlos Barbosa Lessa, imortalizada pelo Conjunto Farroupilha no LP Gaúcho (1953). Lembro-me da existência de pelo menos mais três canções homônimas: uma de autoria de Jarbas Cabral e de Glaucus Saraiva gravada pelo grupo Os Gaudérios, outra de Luiz Telles, e ainda de uma toada caipira de Theddy Vieira, gravada pela dupla Zico e Zeca. Livros e canções: - Vivas!!! Vai ter humor no CTG Rancho da Saudade CTG de Cachoeirinha levará Paulinho Mixaria dia 20 de agosto para alegrar o público frequentador do galpão. Ingressos já podem ser adquiridos com os organizadores Para quem gosta de um bom humor a moda antiga, sem apelação, e com sotaque gaúcho não pode deixar de visitar o CTG Rancho da Saudade, na cidade de Cachoeirinha dia 20 de agosto. A procura é tanta que a patronagem separou por lotes os ingressos. O 1º Lote custa R$25,00 e é limitado. Paulo Roberto Alves da Silva, conhecido como Paulinho Mixaria, nasceu na cidade de Taquari/RS, em outubro de 1969, mas aos 4 anos foi morar em Parobé/RS onde ficou até os 18 anos para então ir até Gramado/RS onde vive até hoje. Depois de 7 CDs, 2 DVDs, 1 filme longa-metragem, além de ganhar 1 disco de platina pelas 150.000 vendas do álbum “A Fetocópia da Maleza”, Paulinho Mixaria virou personagem de quadrinhos: “Óia as conversa”. SERVIÇO: O que: Paulinho Mixaria Onde: CTG Rancho da Saudade Endereço: Av. Frederico Ritter, 2626 - com Estacionamento Informações: 51 9943-4742 / 9253-2498 Mito ameríndio, conhecido no centro do país há quase 300 anos, teve ampliada a sua área de abrangência após a veiculação da série infantil de televisão “O sitio do Picapau amarelo”, baseado na obra de Monteiro Lobato, que por sua vez empregou elementos da cultura popular em histórias infantis. É descrito popularmente como negrinho de uma perna só que vive no mato, usa um calção preto, barrete vermelho com a ponta caída e fuma cachimbo. É moleque brincalhão e não faz mal a ninguém, apenas travessuras como amarrar a cauda dos cavalos, esconder objetos e outras brincadeiras de criança arteira. Apesar de ter uma perna só, desloca-se no mato em grande velocidade, desaparece num lugar e surge em outro distante imediatamente. Se é visto por alguém logo procura fugir, se a pessoa o vê, deve rezar um Credo (Creio em Deus), ele dá um assobio muito forte e some numa fumacinha vermelha. Diz-se também que o Saci vem em um redemoinho de poeira e para capturá-lo joga-se uma peneira sobre o mesmo. Não pode ser qualquer peneira, tem que ser de taquara cujo fundo seja formado a partir de uma cruzeta. É crença que se alguém conseguir tirar-lhe o barrete torna-se seu dono e ele passa a obedecer seu dono até conseguir apoderar-se de seu barrete novamente. Estudiosos do Folclore como Rossini Tavares e Julieta de Andrade o descrevem como: “Saci Pererê, Sererê ou Saperê, negrinho de uma perna só, com barrete na cabeça e cachimbo na boca que se diverte em criar dificuldades na casa, nos campos e caminhos ermos”. Para Câmara Cascudo “Pretinho, uma perna só, um olho só, mão furada, fuma cachimbo, assobia fortemente, esconde objetos”. Há unanimidade no barrete vermelho, que lhe confere invisibilidade. Em Portugal existe o mito do “Fradinho da mão furada” que também possui barrete semelhante. Na mitologia indígena segundo Santa Ana Nery, o Mati-Taperê é um anãozinho coxo. O mito foi se transformando nos centros urbanos e tende a desaparecer, entretanto nas regiões afastadas, na zona rural ainda persiste. Este mito aparece na Argentina na região de Missiones e arredores, como Yasi Yateré, como um pequeno homem loiro de cabelos longos. Anda despido e usa um grande chapéu de palha. Leva nas mãos um bastão de ouro que lhe confere poderes mágicos. Aparece nas “siestas” (horas de descanso após o almoço) e durante estas horas quentes faz correrias pelos campos, muitas vezes assustando o gado que se espalha também em correrias. Alguns estudiosos dizem que é de origem guarani, outros acham que é de origem brasileira. Difícil precisar sua pátria de origem, já que os estudiosos não possuem uma conclusão definitiva, a crença está espalhada por ampla zona da América que abrange Brasil, Paraguai, Argentina e Chile . Muda de nome em outras províncias, aparece como Casy Saperê, Yasi Yateré, Cacy Taperé e outros. Dizem que seu nome é a onomatopeia do canto de um pássaro, de onde vem seu nome, e quando canta ou assobia, desperta o medo nas pessoas que o escutam. BIBLIOTECA GUILHERME SCHULTZ FILHO Agendamento e Informações pelo fone 51 3223 5194 e-mail: biblioteca@mtg.org.br Em cada livro, um mundo de histórias

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8 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 179 Julho de 2016 Osório sediou o encontro Tradicionalismo e de promotores de solidariedade na 24ª RT rodeios O Centro de Cultura de Osório, 23ª RT, recebeu na noite do dia 28 de junho, coordenadores, patrões, peões e prendas, que organizam e promovem rodeios no Rio Grande do Sul. Foram oito regiões representadas: 1ª, 8ª, 12ª, 22ª, 23ª, 25ª, 27ª e 30ª RT’s O evento contou com a presença do Presidente do MTG, Nairo Callegaro, do Vice-Presidente Campeiro, José Alvoni Araújo Silva, do Diretor do Departamento de Narradores, Flávio Marcolin, dos Coordenadores da 23ª RT, João Carlos Silva da Luz, da 30ª RT Carlos Alberto Moser, da 25ª RT Raul Telles, da 27ª RT Everaldo Dutra, da 22ª RT Leandro Pacheco, da 12ª RT Peixoto e muitos patrões. O encontro serviu para esclarecimento de dúvidas quanto ao procedimento na organização, divulgação e execução dos rodeios, tanto nos aspectos estruturais, quanto legais, sempre seguindo as normas do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Segundo José Araújo o encontro aponta caminhos par ao futuro dos rodeios. “Reunimos forças vivas do Movimento, estreitando relações, as pessoas se conhecendo melhor, assim construímos juntos alternativas”- Disse Nairo, em entrevista ao Macanudo Gaúcho. “É um momento importante para celebrar os 50 anos do Movimento, buscar novas alternativas e refletir sobre o atual momento que estamos vivendo” – Concluiu. Tradicionalistas de Venâncio Aires e Mato Leitão uniram o “tiro de laço” à solidariedade nos dias 18 e 19 de junho durante a 6ª Festa Campeira do Piquete Machry. Na 6ª Festa Campeira do Piquete Machry não houve cobrança de ingressos. Em comemoração aos sete anos de fundação da entidade laçadores e visitantes não pagaram ingressos, mas realizaram uma boa ação, doando alimentos. Este, no entanto, não foi para o aniversariante, e sim para alegrar outras pessoas. Neste sentido, a doação de alimentos não-perecíveis ou agasalho em bom estado, era entregue pelo laçador no ato da inscrição junto à secretaria. Aos demais visitantes, deixavam os itens na portaria do parque. Cerca de 800 quilos de alimentos foram arrecadados durante campanha. APAExone-se: tradicionalistas “laçam” a causa Outra ação foi a arrecadação de alimentos não-perecíveis idealizada pelo Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Querência da Mata, de Mato Leitão, em conjunto com a Associação Tradicionalista Venâncio-Airense (ATVA). Todo o material arrecadado foi entregue à APAE de Venâncio Aires na tarde de 18 de junho. A entrega foi realizada durante a Cavalgada da Solidariedade, quando os integrantes das entidades envolvidas no projeto foram recebidos pelo presidente da APAE, Odilo Wachhols. Foto: Macanudo Gaúcho Foto:Beatriz Colombelli / Folha do Mate Nairo Callegaro(E), Flávio Marcolin e o Coordenador da 23ªRT, João da Luz Coordenador da 24ªRT, Dalmo Mayer (D) Um ano sem o mestre MTG perde seu conselheiro Nico Fagundes Osvaldo Chaves Na noite de São João, 24 de junho de 2015, o folclorista, historiador, poeta, ator, compositor e apresentador de rádio e televisão, Antônio Augusto Fagundes, o Nico nos deixava. Quando completa uma ano de sua Nico Fagundes deixou um grande legado ao RS passagem, o Movimento Tradicionalista Gaúcho relembra os feitos deste tradicionalista que tanto soube honrar as tradições do nosso estado. Nico ficou conhecido como o apresentador do programa Galpão Crioulo, da RBS TV, o qual comandou por 30 anos. Mas também foi um grande poeta, antropólogo, folclorista, roteirista de filmes, ajudou a organizar o Movimento Tradicionalista Gaúcho em sua origem. E em 2005 foi patrono dos festejos farroupilhas do Rio Grande do Sul. Neste mês que marca um ano sem ele, o MTG se solidariza com a família recordando e homenageando a memória do grande mestre Nico Fagundes. No dia 25 de junho o Movimento Tradicionalista perdeu seu Conselheiro, de Caçapava do Sul/18ª RT, Osvaldo Artur Chaves, sobrinho do ex-presidente Zeno Dias Chaves. Osvaldo atuava em seu primeiro ano como Conselheiro e foi acometido de um mal súbito quando se preparava para acompanhar a Ciranda de Prendas que aconteceria no final de semana em Bagé. Faleceram, também, no mês de junho, a senhora Doema da Silva, mãe do Coordenador da 9ª RT, Carlos Eduardo da Silva, e Marli Margarete Severo de Ávila, esposa do tradicionalista Toninho Ávila. Julho ficou entristecido com a partida de Mara Lima, irmã do Diretor de Manifestações Poéticas do MTG, Carlinhos Lima. Foto: Rogério Bastos Osvaldo Chaves estava em seu 1º mandato TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 179 NOTÍCIAS Julho de 2016 CEVANDO O MATE 9 Por Sandra Veroneze MTG prestigia 60º Rodeio Palavras curam de Poetas da EPC Estancia da Poesia Crioula homenageou o MTG pelos 50 anos e o Jornal Eco da Tradição, que completa 15, em 2016 A Estância da Poesia Crioula é uma confraria de excelência e carrega o condão de aglutinar, ao longo dos tempos, os vultos mais destacados da literatura gauchesca. A ela estão associados os maiores vates da cultura regional, mantendo a qualidade estética que caracteriza, há décadas, os versos e a prosa rio-grandense. O Movimento Tradicionalista Gaúcho foi homenageado pelo seu cinquentenário, e o Jornal Eco da Tradição, informativo oficial do MTG, também, mas pelos 15 anos, que completa em setembro. Prestigiaram o evento, além do Presidente da Estância da Poesia Crioula, Wilson Tubino, o Presidente do MTG, Nairo Callegaro, o Presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, Vinicius Brum, e João Rocha, Gerente Sócio Educativo da Fundação Pão dos Pobres e dezenas de apreciadores da poesia gaúcha. É tradição, em cada Rodeio de Poetas Crioulos, um poeta ser homenageado como Patrono e, neste ano de 2016, quando a Academia Xucra Foto: Rogério Bastos Foto: Rogério Bastos Presidente da EPC, Ubirajara Anchieta Rodrigues comemora 59 anos de fundação, esta láurea coube ao saudoso poeta e sócio Co-fundador, Dimas Noguês Costa, que era popularmente conhecido como Xirú Divertido. Também neste evento foi apresentada a nova diretoria da EPC: Presidente: Ubirajara Anchieta Rodrigues Vice-Presidente: Cesar Tomazzini Liscano 1º Secretário: Léo Ribeiro de Souza 2º Secretário: Candido Brasil 1º Tesoureiro: Paulo Roberto de Fraga Cirne 2º Tesoureiro: Paulo Zeni Araujo Conselho Deliberativo - Titulares: Darci Everton Dargen, Juarez Fontana Miranda e Carlos Homrich Suplente: Jurema Chaves Nairo Callegaro recebendo troféu de Wilson Tubino Conselho Fiscal – Titulares: Dilmar Xavier da Paixão, Albeni Carmo de Oliveira e Lúcia Barcellos Suplente: Danci Ramos Foto: Rogério Bastos Homenageados da Estância da Poesia Crioula Outro dia circulou pelas mídias sociais um post curioso, ensinando que ‘em terra de egos quem vê o outro é rei’. Imediatamente lembrei de um estudo informal realizado um tempo atrás em que eu investigava a comunicação cotidiana, para fins literários. Passei alguns dias atenta à conversa alheia, de desconhecidos (na fila do banco, na fila do pão no supermercado, sentada em bancos de praças) e de amigos (em cafeterias, botecos, rodas de chimarrão)... Buscava, na verdade, alguma inspiração para criação de personagens e roteiros, porque acredito que não raras vezes a realidade supera a ficção... No momento de tabular os resultados, fiquei frustrada. No primeiro grupo, de desconhecidos, as conversas giravam sobre amenidades (como por exemplo o tempo), conselhos de precauções (‘segura mais firme sua bolsa, moça’), e temas aleatórios (futebol, trânsito...). No grupo de conhecidos, as pautas giravam sobre interesses comuns (o que fez no final de semana, último livro que leu, como estão os treinos na academia, o namoro). A boa notícia é que das cinzas (não ter conseguido nenhuma inspiração que na época eu considerasse inteligente para meu fazer literário), surgiu algo novo... À minha primeira tendência, de condenar a superficialidade das conversas e a falta de interesse de umas pessoas pelas outras (e que me fazia considerar aqueles encontros verbais todos apenas uma maneira de cada um lidar com a própria solidão), passei a atentar para a função terapêutica das palavras. Hoje acredito sinceramente que palavras curam. Uma frase mal dita pode alterar o humor de alguém um dia inteiro, pode causar mágoas profundas e destruir amizades, pode impactar negativamente no ambiente de trabalho e atrasar sobremaneira aquela tão sonhada promoção. Mas, por outro lado, uma palavra bem dita pode aquecer corações, aproximar pessoas, produzir bem-estar subjetivo naquele que precisa de algum conforto. E passei, com o tempo e o benefício da idade, a olhar de maneira mais branda para o resultado daquele meu estudo, percebendo nuances que anteriormente, talvez pela ânsia de conseguir diálogos interessantes para meus personagens, ficaram completamente soterradas. Com o tempo, percebi que jogar conversa fora também pode ser terapêutico e que não precisamos ser profundos o tempo todo. Percebi que nem sempre ter (e dar) opinião sobre tudo demonstra força. Entendi a sabedoria compreendida naquele velho ditado de que palavra é prata e silêncio é ouro. E que a última palavra, quer saber, às vezes não tem valor nenhum. Mas também aprendi que um esforço mínimo de realmente conversar, de perceber o outro e não apenas empilhar informações, pode fazer toda diferença. Se em terra de egos, de gente ensimesmada, quem vê o outro é rei, escutar com qualidade o que o outro fala é o pressuposto básico para transformar em diálogo o que percebi na maioria dos resultados do meu estudo: o que temos quase sempre são monólogos ou pensamentos e pensamentos em voz alta. Mata Nativa, completa 24 anos de existência A família Mata Nativa está em festa, pois o CTG completou 24 anos de historia, força e tradição, no dia 08 de julho e para comemorar em grande estilo esta data, o CTG realiza no dia 16 de julho, um jantar baile de aniversário. “Teremos neste dia apresentações de invernadas, posse do prendado gestão 2016/2017 e o grande baile com a animação do Grupo Canção Nativa” – conta Sony Stachlewski. O Patrão Paulo Lucas e a patroa Vera Rejane Fernandes convidam para conhecer o galpão. Informações: com Elizete (51) 8484-2290 ou Rodrigues (51) 8481-9077 Foto:Divulgaçao Vera Rejane (E) Ingrid e o Patrão Paulo Lucas

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10 Ano XIV - Edição 179 Julho de 2016 Regiões Tradicionalistas conhecem seus no Com o sorriso no rosto mas o olhar em 2017, os novos grupos regionais que assumiram no �inal do mes de junho suas faixas e crachás já estão se preparand 1ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1ª Prenda: Nathália Rodrigues Rodrigues 2ª Prenda: Kristine Sheila Schuster 1ª Prenda Juvenil: Franciele Matheus Alberton 2ª Prenda Juvenil: Kassia Maria Macedo Costa 3ª Prenda Juvenil: Julia de Oliveira Silva 1ª Prenda Mirim: Marina de Fátima Matias Guedes 2ª Prenda Mirim: Vitória Pereira Goulart 3ª Prenda Mirim: Rafaela Luz da Silva Peão Farroupilha: Renan Bezerra Marques 1º Guri Farroupilha - Lucas Moreira Lopes 2º Guri Farroupilha - Luan Soares e Silva 3º Guri Farroupilha -Thallys Silva Boneberger 1º Piá Farroupilha - Luan Dias de Avila 2º Piá Farroupilha - João Guilherme Moreira 3ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1º Guri: Pedro Ernani Dornelles Lago 2º Guri: Gabriel Vinícius Maurer Bardo 3º Guri: Giordano Maciel da Silva 1º Piá: Alef Corin Pinto 2º Piá: João Pedro Lourega Loureiro 3º Piá: Arthur Marques Scaramussa 1ª Prenda: Jayne Nascimento Machado 2ª Prenda: Eduarda Amaral Ehlert 3ª Prenda: Eduarda Teixeira Streck 1ª Prenda Juvenil: Amanda Vitória B. Avellaneda 2ª Prenda Juvenil: Maria Eduarda Ferreira Meotti 3ª Prenda Juvenil: Cristine Michelin Sarmento 1ª Prenda Mirim: Bibiana de Oliveira Schittler 2ª Prenda Mirim: Giovana Amanda Grade Hanke 3ª Prenda Mirim: Betina Borghetti Secchi 1ª Prenda Dente de Leite: Maria Eduarda B. Becker 2ª Prenda Dente de Leite: Bruna Reghelin 3ª Prenda Dente de Leite: Bell Pires Krentkoski 1º Peão: Robson Thomas Ribeiro 2º Peão: Leonardo Soares 3º Peão: Luander Brandão de Oliveira 1º Piazito: Weslyn Samuel Kraemer dos Santos 1º Piazito: Pedro Henrique Dornelles 1º Piazito: Cristian Deak Suliman 4ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1ª Prenda Mirim: Maria Clara da Costa Lopes 2ª Prenda Mirim: Letícia Dutra Lemos 1ª Prenda Juvenil: Maria Fernanda Correa Freitas 2ª Prenda Juvenil: Juliana Menezes Munhoz 3ª Prenda Juvenil: Glória Felicia B. de Oliveira 1ª Prenda: Eliana Witt Soares 2ª Prenda: Andressa Fernandes Leal 1º Piá Farroupilha: Rafael Pereira da Costa 2º Piá Farroupilha: Vitor Matheus C. da Silva 3º Piá Farroupilha: João Victor Almeida Fiuza 1º Guri Farroupilha: Fábio Wilmar M. Marques 2º Guri Farroupilha: José Henrique da R. Carvalho 3º Guri Farroupilha: Bruno Ribas Guterres 1º Peão: Sthéfano Marçal Jaques 6ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1º Guri Farroupilha: João Pedro Prestes 2º Guri Farroupilha: Welington Souza 3º Guri Farroupilha: Leandro Machado 1º Peão Farroupilha: Gabriel da Silva Gomes 2º Peão Farroupilha: Roger Bacher Nunes 1º Prenda Mirim: Gabrielle Ribeiro 2º Prenda Mirim: Prenda Mirim: Daniela Vaz 3º Prenda Mirim: Juliane Carrasco 1ª Prenda Juvenil: Giovana Martins 2ª Prenda Juvenil: Maria Eduarda Dossena 3ª Prenda Juvenil: Isadora de Oliveira 1ª Prenda: Camila Rios Escerdo 2ª Prenda: Liandra Pereira 3ª Prenda: Mariana Rodrigues 1ª Prenda: Larissa Carolina Bernardi 1ª Prenda Juvenil: Maitê Lorenzoni Antonini 17ª Região Tradicionalista Gestão 2016/2017 7ª Região Tradicionalista 1º Peão Farroupilha: Leonardo do A. Pinheiro Gestão 2016/2017 2º Peão Farroupilha: Angelo Guaresi 3º Peão Farroupilha: Igor Emanoel Gava 1º Prenda Mirim: Sophia Partilio Avila 2º Prenda Mirim: Tainá Karlinski 3º Prenda Mirim: Ellen Eduarda de Paula 1º Prenda Juvenil: Isadora Santin Fochi 2º Prenda Juvenil: Gabriele Winckler Guedes 3º Prenda Juvenil: Ariane Cunha de Souza 1º Prenda: Diovana Fernanda Morates 2º Prenda: Frantchesca Vitória Belegante Cerezoli 3º Prenda: Fabiana Portela de Souza 1º Piá Farroupilha: João Vitor Falabrete Rigo 2º Piá Farroupilha: Gabriel da Silva Kempfer 3º Piá Farroupilha: Pedro Benincá Cendron 1º Guri Farroupilha: Luis Felipe Baranzelli 2º Guri Farroupilha: Felipe Alérico 3º Guri Farroupilha: Francisco de Souza Ortolan 9ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1º Piá Farroupilha: Tobias Hetwer dos Santos 2º Piá Farroupilha: Kauã Flores Chagas 1º Guri: Lucas da Silva Jardim 2º Guri: Vitor Hugo Dresch 1º Peão: Eloir W. Junior 2º Peão: Alisson Jorge de Melo Fernandes 3º Peão: Erick Rocha da Silveira 1ª Prenda Mirim: Estefania da Silva Castanhede 2ª Prenda Mirim: Kemilly Geller 3ª Prenda Mirim: Yagara Talita D. dos Santos 1ª Prenda Juvenil: Vitoria Luiza da Rosa Ribeiro 2ª Prenda Juvenil: Isabela Alles 3ª Prenda Juvenil: Camila O. Fernandes 1ª Prenda: Camila Briato da Silva 2ª Prenda: Ketlen da Silva Pedroso 3ª Prenda: Marcelli Valério 1ª Prenda: Vanessa Fontana Maciel 2ª Prenda: Naísa Gindri 1ª Prenda Juvenil: Pauline Rivas Comis 2ª Prenda Juvenil: Jaíne Severo 3ª Prenda Juvenil: Paola Medeiros Frescura 1ª Prenda Mirim: Ana Laura Romeiro de Aquino 1º Peão: Deni Silva Lamberti 1º Piá: Daniel Flores Pereira 10ª Região Tradicionalista Gestão 2016/2017 11ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1º Piá Farroupilha: Felipe Zilli Salvalaggio 2º Piá Farroupilha: Esthevan da Paixão Pereira 1ª Prenda: Ana Julia Griguol 2ª Prenda: Milena Cortelini 3ª Prenda: Virgínia de Carli Lazzari 1ª Prenda Juvenil: Taila Bergamin Kemerich 2ª Prenda Juvenil: Sandra Sattler 3ª Prenda Juvenil: Rubia Zorzo 1ª Prenda Mirim: Nicolly Rafaeli M. de Oliveira 2ª Prenda Mirim: Luísa Grolli 3ª Prenda Mirim: Eduarda Turmina Masetto 1º Peão Farroupilha: Guilherme Machado Dutra 2º Peão Farroupilha: Jonas José Viccari 3º Peão Farroupilha: Miguel Gaieski 1º Guri Farroupilha: Arthur Carona Pizatto 2º Guri Farroupilha: Raphael Luciano Scarton 3º Guri Farroupilha: Matheus Henrique Buenos 3º Piá Farroupilha: Matheus Sampert 1º Piá Farroupilha: Ismael Oliveira 1ª Prenda Mirim: Betina de Faria Hugo 2ª Prenda Mirim: Emanuelle Maliszewski 1º Guri Farroupilha: Gabriel Larroza 2º Guri Farroupilha: Marino Vargas 1ª Prenda Juvenil: Franciele Soares 2ª Prenda Juvenil: Thaylline Osvald 1ª Prenda: Gabriela Martins 16ª Região Tradicionalista Gestão 2016/2017

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Ano XIV - Edição 179 Julho de 2016 11 ovos representantes para o estadual 2017 do para irem à São Sebastião do Caí, em abril, e Bagé, no mês de maio, para o Entrevero e Ciranda Estadual. Con�ira os novos titulados no Rio Grande do Sul 13ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1ª Prenda: Ticiana Corrêa Leal 2ª Prenda: Adriana Brutti Medeiros 3ª Prenda: Veridiana Veleda Pereira 1ª Prenda Juvenil: Bibiane Rampelotto Basseto 2ª Prenda Juvenil: Cláudia Elaine Cardoso Bandeira 3ª Prenda Juvenil: Nathália Neves Gonçalves 1ª Prenda Mirim: Lisa Noal Beckmann Fighera 2ª Prenda Mirim: Maria Eduarda Lima da Silva 3ª Prenda Mirim: Lauren Gabrielly Q. da Silva 1º Peão Farroupilha: Marcos A. de Oliveira Junior 2º Peão Farroupilha: José Vinícius Teixeira da Silva 1º Guri Farroupilha: Eduardo Morais Brum 2º Guri Farroupilha: Luis Felipe Rodrigues 1º Piá Farroupilha: Lorenzo Sarmento dos Santos 2º Piá Farroupilha: Miguel Antônio Pippi Piovesan 3º Piá Farroupilha: Angelo Chiapinotto da Silva 19ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1º Prenda: Nathália Gonçalves Spagnol 1º Prenda Juvenil: Amanda Ferreira Cardoso 2º Prenda Juvenil: Yanka Brenda Silveira 3º Prenda Juvenil: Rafaela França 1º Prenda Mirim: Isadora Rossetto Dorigon 2º Prenda Mirim: Natália Basso de Moura 3º Prenda Mirim: Marina Gabrieli Brasil Lopes 1º Piá Farroupilha: Luiz Henrique Zucchi Menosso 1º Guri Farroupilha: Yuri Dalla Costa 1º Peão Farroupilha: Guilherme Berdian Machado 2º Peão Farroupilha: Winicius Vanzetta 22ª Região Tradicionalista Gestão 2016/2017 2° Peão Farroupilha: Samuel Padilha 1° Peão Farroupilha: Júlio de Araújo 1ª Prenda – Katya Wingert Piazito Dente de Leite: Vinícius Jahnel dos Santos Piazito: João Vitor Cambruzzi Bonequinha de Galpão: Fernanda Cecilia Bühler Prenda Infantil: Manuela Jahnel Licks Prenda Infantil: Julia Lima Valandro Prenda Infantil: Renata Spiecker Edinger Prenda Infantil: Giovana Tavares Prenda Infantil: Maria Eduarda Fofonka 1° Piá Farroupilha: Nicolas da Costa 3ª Prenda Mirim: Rafaela de Almeida 2ª Prenda Mirim: Keith Schaeffer 1ª Prenda Mirim: Luiza Tormes 3° Guri Farroupilha: Gabriel Zanatta 2° Guri Farroupilha: Max Willian da Costa 1° Guri Farroupilha: Wesley de Jesus 3ª Prenda Juvenil: Tháila de Lima 2ª Prenda Juvenil: Larissa Kohlrausch 1ª Prenda Juvenil: Júlia da Silva 28ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1ª Prenda Mirim: Gabriela Cavazin 2ª Prenda Mirim: Kamilli Vitória Gomes 1ª Prenda Juvenil: Ana Julia Sommer 2ª Prenda Juvenil: Bianca Simone Gonçalves Paier 1ª Prenda Adulta: Fernanda Bertotti Prenda Chinoca: Bruna de Cássia Santos Prenda Xirua: Mari Sandra dos Santos Moura 1º Peão: Lucio Heleno Trombeta 2º Peão: Wilimar Gleiser Schimidt Binsfeld 1º Guri: Thomas Antonio da Silva Bueno 2º Guri: Vinícius Gabriel Chequim 1ª Prenda: Bruna Joelma Assunção 1ª Prenda Juvenil: Vitória Rolim Lampert 2ª Prenda Juvenil: Luisa Tormöhlen 3ª Prenda Juvenil: Kamila Wiprich 1ª Prenda Mirim: Gabriela Hübner 2ª Prenda Mirim: Maria Eduarda Opelt Volino 3ª Prenda Mirim: Amanda Gabrieli Soares Fischer 1º Guri Farroupilha: Dhyon Gabriell Gross 2º Guri Farroupilha: Robson Eduardo da Silva Paz 20ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 21ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1ª Prenda Adulta: Andressa Correa Lopes 1ª Prenda Juvenil: Leticia Voigt de Oliveira 2ª Prenda Juvenil: Morgana Afonso Heinle 1ª Prenda Mirim: Isabela Ribeiro Prêssa 1ª Prenda Dente de Leite: Maria Eduarda F. Oliveira 1ª Prenda Mini Mirim: Isadora Pereira Maciel 2ª Prenda Mini Mirim: Juliana Cunha Lages 3ª Prenda Mini Mirim: Helena Karnopp Wieth Peão Farroupilha: Diego Brasil da Silva 1º Piá Farroupilha: Saulo G. dos Santos Dutra 2º Piá Farroupilha: Lucas Barcelos Costa da Silva 1ª Prenda: Jéssica Hoffmann dos Santos 1ª Prenda Juvenil: Frantchesca Premelli Dias 1ª Prenda Mirim: Emily dos Santos Soares Guri Farroupilha: Eduardo César Fiori da Silva 1º Piá Farroupilha: Bernardo Silveira Teixeira 2º Piá Farroupilha: Juan Vinicius Sichmann Del Aguila 26ª Região Tradicionalista Gestão 2016/2017 30ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 Peão Farroupilha: Jhonatã Reis Leindecker 1º Guri: Lucas Vinicios Ott 2º Guri: Henrique Daniel de Araujo Nunes 1ª Prenda Adulta: Renata da Silva 2ª Prenda Adulta: Dienifer Canabarro 1ª Prenda Juvenil: Ana Paula Conrad da Silva 2ª Prenda Juvenil: Alice Ferreira Garcia 3ª Prenda Juvenil: Carina Oliveira Hoffmann Prenda 50 Anos MTG: Francilene Scholles Braun Prenda 25 Anos 30ª RT: Patricia de Oliveira 1ª Prenda Mirim: Cecília Scholz 2ª Prenda Mirim: Lavínia Francine dos Santos 3ª Prenda Mirim: Flavia Victoria de Oliveira 1ª Prenda Mirim Maria Eduarda Nunes da Silva 1ª Prenda Juvenil Larissa Borges Schneider 1º Pia Joao Luiz Dias Kerschner 1º Guri Luiz Fernadi Dias Kerschner 27ª Região Tradicionalista Gestão 2016/2017 8ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1ª Prenda Pollyana Cordeiro 2ª Prenda Larissa Velho 1ª Prenda Juvenil Lysiane Xavier Ávila 2ª Prenda Juvenil Laura Bitencourt 3ª Prenda Juvenil Daniela Cassol 1ª Prenda Mirim Gabrielli Basso Cerri 2ª Prenda Mirim Emili Tochetto 3ª Prenda Mirim Anne Cristina Rosa 1º Peão Farroupilha Gabriel Amaral 2º Peão Farroupilha Felipe de Lima Pires 3º Peão Farroupilha Alex Olivieira 1º Guri Farroupilha Jonas Kehl 2º Guri Farroupilha Augusto Fontoura 3º Guri Farroupilha Leonardo Guindani

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12 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 179 NOTÍCIAS Julho de 2016 23ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 12ª Região Tradicionalista - Gestão 2016/2017 1ª Prenda Mirim: Ingrid Silveira Streit 2ª Prenda Mirim: Núbia Pospichil Lima Borba 3ª Prenda Mirim: Júlia Hainzenreder F. Ribeiro 1ª Prenda Juvenil: Brenda Luiza Moreira Magni 2ª Prenda Juvenil: Liana Trajano Lopes 3ª Prenda Juvenil: Ingrid Hexcel de Souza 1º Guri Farroupilha: Gustavo Henrique B. Santos 1º Piá Farroupilha: Felipe Cardoso Floriano 1º Xirú - Lauro Valdenir Fagundes Freitas 1º Piá Farroupilha Gustavo de Souza Moreira 1º Guri Farroupilha Léo Bruno de Souza Moreira 1ª Chinoca - Ingrid Alida Voelz Zardo 1ª Prenda Mirim - Kamilli Silva Leal 2ª Prenda Mirim - Gabriella Alves de Oliveira 3ª Prenda Mirim - Amanda Andriele N. da Silveira 1ª Prenda Juvenil - Débora Bittencourt dos Santos 2ª Prenda Juvenil - Naisla Correa Mendes 1ª Prenda - Pamela Maria lanescoski da Silva 2ª Prenda - Letícia Thainá da Silva Silveira 3ª Prenda - Bianca Zabiela Freitas Campanha #MeiasDoBem Puket As Prendas e Peões do Rio Grande do Sul, preocupados com o frio intenso deste inverno se engajaram em uma campanha denominada “Meias do Bem - Puket”. “Levem suas meias usadas à 82ª Convenção Tradicionalista e ajude a aquecer o inverno de quem mais precisa” – disse Giovana Rossatto, 1ª Prenda Juvenil. Essa campanha é promovida pela empresa de confecções Puket e visa arrecadar meias que não são mais utilizadas. As meias arrecadadas serão transformadas em cobertores e meias novas, os quais serão distribuídos a instituições de caridade. O pedido do grupo estadual é que todas as regiões tradicionalistas, e as entidades, se mobilizem para arrecadar meias usadas e levá-las à 82ª Convenção Tradicionalista, a ser realizada no próximo dia 30, em Cruz Alta. A gestão estadual estará as recebendo e, logo em seguida, as enviando à Puket. Abrace essa ideia! Suas meias velhas podem virar cobertores para muitas pessoas carentes! Conheça o 3º Piá do Rio Grande do Sul Lucas Nunes Ferreira, 11 anos, natural de Sapucaia do Sul e residente no município de Esteio, onde frequenta a escola estadual Jardim Planalto, cursando o 6º ano do ensino fundamental. “Desde o meu nascimento tenho como “minha” entidade tradicionalista o CTG. Chama Nativa, onde, com apenas 3 anos, conquistei meu primeiro titulo de 1º piazito da entidade, e não parei mais, sempre com o apoio de minha. De lá pra cá, muito estudo, muitos concursos e títulos, até chegar ao “PRECIOSO” - apelido que dei ao meu crachá de 3º Piá do RS” – conta Lucas Eco - Como foi a emoção de se tornar um dos representantes do estado? Quando se ama alguma coisa, e tratamos com carinho e dedicação, não há palavras para descrever a alegria, quando alcançamos nossos objetivos. Foram muitos obstáculos, mas hoje sei que é possível e gratificante, mas o melhor de tudo é ver que esta minha alegria é compartilhada por todos que me conhecem, por quem “torceu” por mim e pelos que me ajudaram a trilhar este caminho. Não foi uma conquista solitária. Eco - Qual foi teu principal trabalho no tempo de regional? Dentre a atividades realizadas na gestão regional, minhas participações junto as escolas de minha região, com mostras e palestras, foram as que mais me agradaram, por motivarem mais jovens , através do conhecimento a seguirem nosso tradicionalismo. Eco - Qual o planejamento para a gestão? Ser cada vez mais participativo, um agente incentivador e motivador, para que cada vez mais pessoas possam notar que nosso movimento é algo para o bem de nossa comunidade. Comida - churrasco é claro! Livro - O Pequeno Príncipe Filme - Meu malvado favorito 36º Sarau da Prenda Jovem em Caçapava Raras são as oportunidades de realizar um encontro da juventude e apresentar a prenda jovem à sociedade com era feito no inicio do século passado (XX). Os saraus foram idealizados para a juventude tradicionalista se reunir para debater a sua participação no Movimento, mas como ponto principal, a apresentação das prendas juvenis à sociedade gaúcha. Há mais de 30 anos o CTG Família Nativista, de Caçapava do Sul, 18ª RT, realiza o Sarau da Prenda Jovem. “É um trabalho árduo, estamos realizando nosso 36° Sarau de Prendas, consecutivo, pois desde a primeira edição não ficamos um ano sem realizá-lo. Será dia 06 de agosto.” – Disse Renata Bairros, organizadora do evento. TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 179 FÓRUM DA DANÇA Por: Marcelo Vasconcelos Diretor de Danças Tradicionais do MTG/RS Julho de 2016 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico Instrutores Iniciantes O perigo das drogas Nos dias 23 e 24 de julho deste ano estará acontecendo na cidade de Venâncio Aires 24ª RT, o curso para instrutores iniciantes. Com uma programação que visa desde a parte teórica sobre a Carta de Princípios, Estrutura do MTG, até as questões práticas para orientação do planejamento e efetivação das aulas. Eventos como estes são de suma importância na formação de novos instrutores, pois os mesmos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento subjetivo e emocional de crianças e adolescentes nas entidades tradicionalistas, realizando também um resgate cultural. Os instrutores devem atuar como agentes que estimulem seus alunos a não serem meros imitadores, podendo desenvolver dentro do tempo de cada um, suas capacidades crítico-reflexiva, ou seja, buscar ensinar para que os desafios não sejam somente premiações, mas sim colo- cando para o dançarino que sua evolução pessoal é o próprio desafio. A relação de transmissão no caso das danças tradicionais não é diferente da relação estabelecida por alunos e professores em sala de aula no Ensino Fundamental ou Médio, é uma relação onde o instrutor precisa estar disposto a estimular seus alunos a aprender, bem como a aprender com eles. Tentar sempre propor um ambiente harmônico, motivador, valorizando seus dançarinos a participarem sempre dos ensaios (aulas) ativamente. Para finalizar, é importante salientar que cada instrutor de dança é um formador de opiniões, seja na maneira de se pilchar, falar, agir, dançar, enfim, é neste sentido e aspecto que o Movimento se preocupa e oportuniza espaços de capacitações para novos talentos, desta arte de transmitir conhecimento. Até Venâncio Aires! Alvorada com intensas atividades em julho A subcoordenadoria de Alvorada, 1ª RT, está com intensas atividades programadas para o mês de julho. Marta Guedes Bayer, subcoordenadora, destacou que a preparação para os festejos farroupilhas é o que mais consome tempo. “Estamos promovendo eventos para arrecadar fundos para nossa semana farroupilha. A crise atingiu todos os setores e somente unidos poderemos fazer uma grande festa. Dia 11 de agosto é nosso jantar de lançamento dos festejos e apresentação das prendas e peões do evento” – conta Marta. Dia 21 de julho, no CTG Amaranto Pereira, acontece a palestra, promovida pelo CPF O Tempo e o Vento, sobre a temática dos festejos. Em alvorada, ainda no mês de julho, acontece o Rodeio do CTG Sentinelas do Pago (dias 08 e 09) e do CTG Bento Gonçalves da Silva (30 e 31). CTG Campeiros do Sul E a 1ª Prenda, Michele de Oliveira Bermann, realizou no dia 25 de Junho, um novo projeto no CTG Campeiros do Sul, o “Sábado cultural” com oficina de bruxinha de pano, organizada e palestrada por Margareth Rodrigues, e palestra sobre encilha, com Renato Spanhol. E ainda, o CTG promove jantar dançante para comemorar a pré- -estreia da invernada juvenil que se prepara para o JuvEnart, em Santa Maria. O evento acontece dia 9 de julho, sábado, e tem animação do grupo “Potros do Sul”. O CTG fica na rua Maringá, 720, em Alvorada. No domingo, dia 10, tem Festa Julina, uma promoção do Projeto Social BM mirim, do 24º BPM. Foto: Arquivo Pessoal Alexandra e Daniel trabalham muito pelo CPF Maconha: Os efeitos variam e, por vezes, só serão notados a longo prazo. A prevenção, no caso do uso de drogas, passa pela informação Buenas, gauchada. Muito me orgulho em dizer que o ambiente tradicionalista é um dos melhores para a educação de nossas crianças e jovens. Mesmo assim sabemos que as drogas estão aí e infelizmente formam parte do nosso cotidiano. Nos próximos meses vamos conhecer um pouco sobre a nocividade das principais drogas. Começamos pela Maconha. A maconha, cujo nome científico é Cannabis sativa, é uma das drogas mais usadas no Brasil, por ser barata e de fácil acesso nos grandes centros urbanos. O modo mais utilizado para usá-la é fumando enrolado em um papel, ou então utilizando um cachimbo. O que traz os efeitos é uma substância muito poderosa chamada tetrahidrocanabinol (THC), que varia de quantidade, dependendo da forma como a maconha é produzida ou fumada. Efeitos Os efeitos, logo após fumar o ci- garro de maconha, são (podem ser diferentes dependendo da quantidade de THC): • euforia, sonolência, sentimento de felicidade, risos espontâneos, sem motivo algum. perda de noção do tempo, espaço, etc, perda de coordenação motora, equilíbrio, fala, etc. aceleramento do coração (taquicardia). perda temporária de inteligên- cia, fome, olhos vermelhos, e outras características Quando a quantidade de THC for mais alta, podem-se somar os efeitos: alucinações, ilusões, ansiedade, angústia, pânico, impotência sexual Os efeitos a longo prazo são muito mais danosos: maior chance de desenvolver câncer de pulmão, bronquites, sistema imunológico fragilizado, tosse crônica , arritmia cardíaca Outros nomes da maconha: baseado, erva, marola, camarão, taba, fumo, beck, bagana, bagulho, cachimbo da paz, capim seco, erva maldita, etc. O tempo do efeito depende do modo como a maconha é utilizada. Se for fumada, o THC vai rapidamente para o cérebro, e o efeito dura aproximadamente 5 horas. Se for ingerido, o efeito demora pra vir (cerca de 1 hora) mas dura aproximadamente 12 horas. Lançamento do livro Tropeirismo Biriva O estilo campesino de bailar, o jeito rude do homem que vive sobre o lombo do cavalo, ou das mulas, retratado no livro de Cristiano Barbosa Natural de Vaca- ria, aquerenciado em Antônio Prado, Cris- tiano Silva Bar- bosa, 40 anos, casado com Andreza Scopel Forlin, está lan- çando sua pri- meira grande obra: Tropeiris- mo Biriva – His- tória, canto e dança. O evento acontecerá no Piemonte Hotel, no Centro Histó- rico de Antônio Prado dia 23 de julho as 16h. Com apoio da Solaris Seguros, Cristiano brinda o Rio Grande e o Brasil com novos conhecimentos. TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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14 Ano XIV - Edição 179 TROPEANDO VERSOS Por: Carlinhos Lima Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Julho de 2016 AMPLIANDO HORIZONTES Por: Manoelito Carlos Savaris Conselheiro Vaqueano do MTG e da CBTG Quesitos de Avaliação II A invenção das tradições Desta feita vamos falar sobre a dicção e a inflexão, que junto com a impostação, abordada na edição passada, formam o que chamamos de Fundamentos da Voz. DICÇÃO: É a maneira como ocorre a pro- núncia das sílabas que formam as palavras, articulando de forma clara e audível para tornar a mensagem expressa mais compreensível. É o som ou conjunto de sons articulados que exprimem uma ideia objetiva e clara. É o ato de pronunciar corretamente as palavras, falando-as por inteiro, trabalhando com os músculos do aparelho fonador. A pronúncia das palavras deve ser clara e completa, abrindo bem as vogais. Todas as sílabas devem ser bem articuladas sem menosprezo das letras finais, especialmente se o vocábulo finalizar por um “r” ou “s”. Quando as palavras são articuladas corretamente se evidencia uma das qualidades da boa interpretação que é a clareza. A respiração adequada é importantíssima para uma boa pronúncia das palavras. INFLEXÃO: É a modulação da voz para dar sentido ao que se quer transmitir, o modo como se “domina” o “tom” das palavras no momento adequado, enfatizando o seu sentido. Ato de oscilar a voz conforme a sonoridade das palavras, significado ou ênfase necessária da mensagem que se quer transmitir, modulando em altos e baixos a amplitude da voz, sem trocar o timbre. É uma ferramenta que se utiliza para dar à mensagem a intenção que se deseja. É o recurso que garante a interpretação de um poema sob o aspecto da voz, com o objetivo de “equilibrar” e utiliza-la da melhor forma possível dentro do poema, respeitando a sua intenção. O intérprete deve modular a voz, malear o verso, demonstrando alegria, tristeza, surpresa, humor, ternura, desprezo, dor, bondade, maldade, etc, de acordo com o sentimento que o texto sugerir. Para valorizar e facilitar a inflexão é importante que o declamador utilize corretamente os recursos da impostação, no seu tom natural, com segurança, pois pode facilitar as nuances vocais um pouco mais agudas ou mais graves, conforme os diversos momentos que o texto venha a exigir. Oportunamente estaremos abordando os demais quesitos e, com a devida humildade, vamos compartilhando o que o tempo se encarregou de nos ensinar. Centenário de Dom Luis Felipe de Nadal Se estivesse vivo, o sacerdote gauchesco, poeta, radialista, teria completado 100 anos em 1º de maio. No mês de julho completou 53 anos de sua morte. Luís Felipe de Nadal nasceu em Guaporé, que na época era distrito de Muçum, hoje - Linha Dom Luís Filipe, e era o primogênito de treze irmãos. Entrou no Seminário Central de São Leopoldo, em 1927, com 11 anos. Poeta, tradicionalista, autor de várias poesias e orações com termos gauchescos, membro da Estância da Poesia Crioula, que é a Academia Xucra do Rio Grande, que congrega os vates e prosadores nativistas gaúchos. É de sua autoria a “Oração do Gaúcho”. Na cidade de Passo Fundo, em uma iniciativa do tradicionalista Catarino Azevedo e um grupo de tradicionalistas, em 7 de fevereiro de 1971, foi fundado o CTG “Dom Luís Filipe De Nadal”. Desastre aéreo Faleceu com 47 anos de idade, 23 de sacerdócio e 8 de episcopado, em 1º de julho de 1963, num acidente aéreo, quando o DC3 da VARIG, prefixo PP-VBV, fazendo o vôo 280, caiu no 1º Distrito de São João da Bela Vista, a 7,5 km de Passo Fundo, por volta das 18 horas, vitimando 11 pessoas. O MTG está completando 50 Outra invenção foi o “vestido de anos de fundação (28 de outubro). É prenda”. Barbosa Lessa escreveu: com o olhar voltado nessa efeméride “Paixão encasquetou que deviam ser que tenho escrito esta coluna desde vestidos compridos até os tornozelos; janeiro, assim será agora que trato eu argumentei que se nós, rapazes, de um dos temas mais delicados do estivéssemos trajando nossas costu- tradicionalismo gaúcho. Um tema meiras bombachas, não carecia que que é tratado pela literatura mundial, as moças se voltassem para tão longe de diversas maneiras, e foi tratado, nos antigamentes; isto não chegou a de uma forma muito interessante, ser posto em votação, mas o bigodu- pelo mais importante “ideólogo” do do Paixão nos venceu pelo cansaço...” tradicionalismo gaúcho: Luiz Carlos Na área das danças, foram inú- Barbosa Lessa. meras as invenções. Seja para com- No livreto intitulado “Nativismo, pletar uma coreografia parcialmente um fenômeno social gaúcho”, Bar- descrita por um informante, seja para bosa Lessa dedicou o capítulo 13 ao combinar com alguma canção res- tema do qual nos ocupamos agora. gatada nalgum rincão, ou ainda uma O autor trata da “invenção das tradi- dança inteira, com música e tudo, ções” como uma necessidade, e usa para que um elenco de baile (grupo um adágio popular para justificar a de danças) fizesse uma bela apre- ação. “Quem não quer, manda – diz sentação, como foi o caso do “Tatu o ditado – e, quem quer, faz. Tivemos de Castanholas”. de fazer.” Ou seja, eles queriam cons- Citando os historiadores Eric truir um ambiente que possibilitasse Hobsbawn e Terence Ranger que a prática do tradicionalismo e por trataram em profundidade o tema isso FIZERAM, e muitas vezes, IN- da “invenção das tradições” Barbosa VENTARAM. Lessa enfatiza que “Quan- Lessa escreveu: do a tradição não existe “Quando algum elemen- completamente formaliza- to faltasse para a nossa ação, nós tínhamos que suprir a lacuna de jeito ou “Quando a tradição não existe da, complementa-se o que está faltando para fortalecer o alicerce nacionalista”. outro. Assim, por exemplo, qual o adjetivo que daríamos a nós mesmos quan- formalizada, complementa- Pra fim de conversa, repito aqui o que tenho dito frequentemente: O do estivéssemos vestidos -se o que está Movimento Tradicionalista à gaúcha? (...) Então, na ata de 8 de maio de 1948 faltando”. Gaúcho – MTG, é uma sociedade (clube) em que as o secretário Antônio Cân- pessoas participam volun- dido se lembrou que pilcha é dinhei- tariamente e combinam coisas para ro ou o objeto de uso pessoal que que a atividade social ali desenvolvi- possa ter um valor pecuniário”. Foi da transcorra sem atrapalhos. É as- assim que inventaram um termo que sim que surgem os eventos, as suas usamos hoje. O gaúcho original (pri- regras, o estabelecimento de limites mitivo) nunca utilizou o termo “pilcha” e, claro, uma série de invenções para para designar suas vestimentas. fortalecimento das tradições. Na questão musical, Lessa diz que a musica gauchesca era de uma “pobreza franciscana” citando o cro- nista Henrique Pongentti. Havia uma única canção folclórica conhecida: o “Boi Barroso”. Depois surgiram as gravações em 78 rotações de can- ções como “Prenda Minha”, do pau- lista Mário de Andrade, de “Mariana” e “Gaúcho Largado” do catarinense Pedro Raimundo, do “Xotes da Feli- cidade” de Lupicínio Rodrigues, entre outras poucas. Essa pobreza “obri- gou” a que Lessa “inventasse” outras músicas, como ele mesmo diz: “Para saber o que é que o público enten- deria como música do Rio Grande, eu fui tenteando os ritmos na base da tentativa-e-erro. Foi desse esforço que surgiu “Negrinho do Pastoreio” (toada), “Milonga do casamento” e “Milonga do bem-querer” e “Balseiros do rio Uruguai” (Chamamé). TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 179 ECO ENTREVISTA Julho de 2016 15 Para sair do anonimato, somente com muito trabalho Luise Morais, 25 anos, natural de São José do Ouro, RS, Engenheira Civil formada pela Universidade de Passo Fundo e Professora de Inglês na Escola Wizard. Deu início à caminhada tradicionalista em 2005, quando entrou na invernada artística do CTG União Campeira, de São José do Ouro, permanecendo até 2007 e representando-o, bem como, a 29ª Região Tradicionalista como Prenda Juvenil na 37ª Ciranda Cultural de Prendas, em Santa Maria. Em 2008 passou a integrar o CTG Piquete da Querência, do mesmo município, entidade que representa até hoje. Eco – Como foi tua preparação para a Ciranda 2016? Com absoluta certeza o título ostentado hoje é reflexo de uma dedicação incondicional que já dura uma década. Digo isto, pois sempre persegui o real sentido do tradicionalismo para bem representar minha entidade, município e região. Assim, o processo foi acumulativo, a cada evento, trabalho realizado e livro lido o conhecimento e experiência aumentavam e eu ficava mais sedenta de informações e aprendizado. Toda esta trajetória proporcionou a maturidade com que conduzi a 46ª Ciranda Cultural de Prendas, fiz tudo que estava ao meu alcance para chegar à Passo Fundo serena e com sentimento de dever cumprido. Permaneci fiel à bibliografia indicada: leituras, anotações, correlações, questionários específicos de cada livro e uma atenção especial à cronologia histórica do Rio Grande; sorteios de provas orais três vezes por semana serviam para aumentar minha confiança em palco... Busquei auxilio na artística (que antes era uma deficiência) e procurei deixá-la com a minha essência, com a temática acerca de vida e tempo. O Relatório de Atividades e Mostra folclórica sempre foram uma preocupação acompanhada de perto pela diretoria cultural de minha entidade, não só com o propósito de atingir a nota máxima mas, principalmente para que realmente cumprissem seus objetivos na sociedade em que estavam inseridos. A preparação foi algo muito prazeroso, com a conquista de muitas amizades Rio Grande a fora, experiências e comtemplando o máximo aproveitamento de cada evento, cada encontro, cada conversa... Este modo de conduzir o prendado permitiu a paz interior ao findar cada prova em Passo Fundo, de ter vivido ao máximo cada momento e ter feito meu melhor, o que por consequência consagrou-me 2ª Prenda do RS. Eco – Qual a importância de levar essa faixa para a tua região, para a tua cidade? A 29ª RT é composta por 11 municípios com muitas potencialidades artísticas, culturais, campeiras... Mas que, infelizmente sentiam um complexo de inferioridade frente as demais regiões tradicionalistas, um pensamento sem fundamento que começou a ser alterado com a proximidade de títulos estaduais (4ºs e 5ºs lugares) em Cirandas e ótimos desempenhos nas atividades campeiras. A certeza de que não éramos inferiores veio com a conquista inédita da faixa de 3ª Prenda Juvenil do RS pela Prenda e amiga Caroline Borges de Lemos em 2014, a qual tive o privilégio de auxiliar e acompanhar desde o prendado interno ao estadual e que, ciclicamente, me auxiliou na preparação para a 46ª Ciranda Estadual, juntas escrevemos história no CTG Piquete da Querência, 29ª RT e município de São José do Ouro, o qual, aliás, é presentado através do título que hoje ostento com o Seminário Estadual de Prendas, em 2017, e poderá mostrar mais uma vez que o “Ouro desta terra está no coração de sua gente” oferecendo a todos os tradicionalistas toda a hospitalidade, respeito e carinho dos ourenses. Para tal, a faixa de 2ª Prenda do Rio Grande do Sul reafirma, a inserção efetiva dos tradicionalistas deste cantinho do estado no movimento organizado, não mais como figurantes, mas como protagonistas de uma história que pertence a todos, e que deve ser escrita por todos. Eco – Quais os teus planos para esta gestão? Ser representante estadual amplia ainda mais nossa área de atuação como tradicionalistas. A Gestão Estadual 2016/2017 está engajada no espírito de cooperação, simplicidade e amizade, sentimentos que sempre levantei como prioritários na minha caminhada, ademais, quero continuar trabalhando pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho assim como fiz em minha entidade e região tradicionalistas, com pequenas ações, de “dentro para fora”, pois neste cinquentenário, momento de reflexão sobre nossas ações, somos conduzimos a abandonar a ideia do “Eu” e aderirmos com todas as nossas energias à ideia do “Nós” para assim, consolidarmos a força precursora do jovem tradicionalista não apenas com foco na atualidade mas principalmente nas décadas que estão por vir. Tradição que vem ‘do Berço’ Lucas Almeida de Oliveira, 21 anos, da cidade de Guaíba representante do DTG Berço Farroupilha e acadêmico de Engenharia Química, na UFRGS. “Minha trajetória tradicionalista iniciou ainda criança nas invernadas do DTG Berço Farroupilha, desde então passei a integrar o departamento cultural desta entidade, e em 2008 começou minha caminhada para representá-la no Entrevero Cultural de Peões. Fui por três vezes, representante da 1ª Região Tradicionalista - em 2011 como Peão Destaque Campeiro, 2013 e 2014 como Peão Farroupilha. Carrego o orgulho e a humildade do gaúcho metropolitano, sou filho da terra conhecida por ser berço da revolução farroupilha” conta, orgulhoso, o 3º Peão do Rio Grande do Sul. Eco - Como foi a emoção de se tornar um dos representantes do estado? Ter me tornado 3º Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul, é com certeza uma grande felicidade, não só minha, mas de muita gente que juntamente a mim, trabalhou para que juntos chegássemos a nosso grande objetivo, que era ter a oportunidade de trabalhar pela juventude tradicionalista. Esta conquista coletiva se tornou ainda mais especial, pois há alguns anos a Primeira Região não conquistava um título estadual no entrevero, e em particular, ver a alegria dos que em Portão, Juntamente a mim, comemoravam o título é com certeza algo que ficara registrado em minha vida. Eco - Qual foi teu principal trabalho no tempo de regional? Foi um ano de grande aprendizado, onde busquei principalmente, fortalecer os laços de amizade e companheirismo. Certamente o que posso destacar do trabalho que juntamente com a Gestão Regional desenvolvi, foi o fortalecimento do nosso núcleo cultural, divulgando os eventos e assim, garantindo uma maior participação de crianças e jovens em nossas promoções culturais, cativando cada vez mais a juventude para atividades que visam o fortalecimento da nossa cultura e principalmente nossas características regionais. Eco - Qual o planejamento para a gestão? Espero conseguir desenvolver um trabalho satisfatório em prol do Movimento Tradicionalista Gaúcho, para bem representá-lo, correspondendo as expectativas em mim depositadas, através de ações coletivas com os demais colegas estaduais, para que no fim desta jornada estejamos todos cientes de que nossa passagem pelo encargo tenha agregado na vida de alguns tradicionalistas. Comida: Churrasco Livro: El Gaucho Martín Fierro de José Hernández Filme: Cavalo de Guerra

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