eisFluências - Revista Literária e Informação

 

Embed or link this publication

Description

eisFluências - Revista Literária e Informação eisFluências - Literary Magazine and Information Revista de Dezembro de 2009 - Suplemento de Natal Magazine December 2009 - Christmas Supplement Revista literária e informação em lingua portuguesa e ev

Popular Pages


p. 1

dezembro/2009 ediÇÃo de natal editorial caros leitores chegamos à edição especial de natal da nossa revista eisfluências nesta procuramos levar ao leitor visões diversificadas do significado do natal entre poetas e escritores através de versos e prosas vejamos como o dicionário da língua portuguesa define a palavra natal que diz respeito ao nascimento natalício pátrio terra nata dia do nascimento de qualquer indivíduo dia ou época em que se comemora o nascimento de cristo a redação da revista eisfluências vai abordar como seu foco principal o nascimento de cristo como o próprio título sugere e requer assim o leitor terá oportunidade de ler temas sobre o assunto interagindo conosco através da sua opinião e senso crítico nossa intenção não é dar conotação religiosa à edição contudo o tema exige que nos reportemos ao texto bíblico sobre o nascimento de jesus cristo mateus 2 1 a 7 e tendo nascido jesus em belém de judéia no tempo do rei herodes eis que uns magos vieram do oriente a jerusalém dizendo onde está aquele que é nascido rei dos judeus porque vimos a sua estrela no oriente e viemos a adorá-lo e o rei herodes ouvindo isto perturbou-se e toda jerusalém com ele e congregados todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo perguntou-lhes onde havia de nascer o cristo e eles lhe disseram em belém de judéia porque assim está escrito pelo profeta e tu belém terra de judá de modo nenhum és a menor entre as capitais de judá porque de ti sairá o guia que há de apascentar o meu povo de israel então herodes chamando secretamente os magos inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera quando jesus nasceu talvez cerca de um ano antes da morte de herodes o grande que se deu em 4 a.c mateus 2:19 só se discutiu a data verdadeira do nascimento de jesus no século iv e essa demora acabou por gerar algumas incertezas ao monge italiano que elaborou o calendário cristão também existe confusão pelo fato de que o único recenseamento ordenado por quirino de que se tem notícias até agora por outras fontes histórica ocorreu muito tarde 6 d.c para ter sido o primeiro que lucas menciona da casa e família de davi 2:4 os profetas do antigo testamento predisseram que o messias seria descendente da família de davi isaias 11:1 ezequias 37:24 oséias 3:5 em que sentido a casa e o reino de davi duraram para sempre 2 samuel 7:16 com relação aos versículos 1 e 2 o momento histórico podemos ver de acordo com a bíblia de estudos vida da editora vida edição almeida revista e atualizada porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti teu trono será estabelecido para sempre como vemos há controvérsias quanto à fixação da data do nascimento de cristo o fato é que ele nasceu da virgem maria santificada contudo convencionou-se como data do seu nascimento vinte e cinco de dezembro ao longo dos séculos e dos milênios até chegar a época atual partindo do nascimento de jesus as pessoas vão desvirtuando o sentido do natal colocando seu foco em símbolos como o papai noel por exemplo misturando o natal a festas profanas e ao consumismo esquecendo o verdadeiro e real aniversariante jesus cristo reforçamos o fato de que esta revista não tem caráter religioso mas o tema da edição exige que falemos das origens do evento sem influenciar o leitor a nossa expectativa é que os leitores estejam recebendo esta edição especial de natal como um presente natalino dedicado a vocês ao mesmo tempo que desejamos um feliz natal a todos em nome de toda a equipe da eisfluências mercêdes pordeus responsável pela redacção

[close]

p. 2

manjedoura sá de freitas nasceu o rei dos reis nas palhas que humildade maria a mãe das mães contempla-o embevecida pois sabe que ali está da humanidade o caminho a verdade a salvação e a vida trouxeram-lhe presentes magos do oriente os anjos entoaram cantos de louvor a estrela-guia fez-se bem mais reluzente e o mundo recebeu o hálito do amor neste natal depois de dois milênios idos vibram-se os corações em preces comovidos e o amor em cada alma vigoroso cresce e se não temos mais incenso mirra e ouro podemos lhe ofertar nosso maior tesouro em forma de auxílio àquele que perece samuel freitas de oliveira avaré-sp em verdade vos digo humberto rodrigues neto que nem sempre o natal é dos lojistas nem tampouco dos finos restaurantes os quais contam quais meros comerciantes com vossas propensões materialistas nem culpeis as indústrias da alta moda de enriquecer mercê do cristianismo já que atendem ao vosso egocentrismo de ser destaque em festas da alta roda eu não condeno que ao seu capital o negociante o justo lucro tome mas que não ouse a um pobre morto à fome fechar-lhe a porta neste meu natal em todo lar há sentimentos ledos mas de quem sou nenhum de vós lembrais até os `meus pequeninos´ gostam mais do bom velhinho que lhes traz brinquedos e em tal data por todos festejada mostrais de vós mesquinhos aparatos prendas levais a asilos e orfanatos e o ano inteiro não lhes dais mais nada mesmo ante a mágoa desses vãos engodos entendo vosso espírito imperfeito e a ir ver-vos no natal jamais rejeito levando a minha paz ao lar de todos e se fizerdes do natal bom uso se o tornardes da fé divina messe e orardes ao senhor singela prece não mais serei ali um mero intruso vate2006@yahoo.com.br poetamorpaz@uol.com.br ficha tÉcnica director victor jerónimo portugal/brasil directora cultural carmo vasconcelos portugal conselho de redacção humberto rodrigues neto brasil luiz gilberto de barros brasil marco bastos brasil maria ivone vairinho portugal rosa pena brasil natal j.r.cônsoli É noite de natal feliz lembrança meus pais e meus irmãos em volta à mesa lá fora a chuva aqui minha casa acesa dentro do peito meus sonhos de criança pela manhã bem cedo ao acordar a Árvore de natal quantos brinquedos raios de sol por entre os arvoredos no largo em frente sinos a tocar hoje distante do tempo perfeito dizem que adulto sou não imagino pois uma criança vive no meu peito onde o som do natal freme e palpita onde a árvore dos tempos de menino sempre renasce mesmo na desdita j.r cônsoli nova lima minas gerais brasil consoli@nerdshack.com responsável pela redacção mercedes pordeus brasil design gráfico e composição victor jerónimo revisão responsabilidade dos autores contacto eisfluencias@gmail.com propriedade de mercêdes batista pordeus barroqueiro recife/pe/brasil tiragem 100 ex distribuição gratuíta divulgação via internet depósito legal lei do depÓsito legal lei n° 10.994 de 14 de dezembro de 2004 biblioteca nacional brasil 2

[close]

p. 3

n natalnaa ttaal branca bárbara avenida esquinas espinheiros coloridos l feliz_cidade alvos sonhos de crianças cinco gregas alianças criança da rua falamos snexo eira-nem-beira calamos marco bastos eu e o menino lílian maial soneto de natal josé antonio jacob essa mulher que sonha sofre e chora e o escasso seio estende e o acaricia ao filho magro que seu leite implora podia se chamar virgem maria o que lhe importa se essa noite é fria e se além da porta é natal lá fora se jesus cristo nasce todo dia e está dormindo no seu colo agora ela é nossa senhora da pureza cuida da nossa vida de pobreza e ora por nós que somos filhos seus essa mulher que sonha sofre e chora só pode ser então nossa senhora a mãe de todos nós a mãe de deus rebola esfola gustavo adonias tanto sol e luz calor desço da cruz e vejo o mundo por outros raios minhas chagas não têm tamanho perto do coração de quem não tem alento minhas dores não são nada comparadas ao desamparo dos olhos que não recebem troco caminho com pés em poças e choro lágrimas de rubro sentir tanto tempo e estrada eras e ainda sou crucificada pela inércia a cada dia de natal presente especial ana mello na escola todos pediam presentes na lista.uma bola para joão maria boneca taís bicicleta antônia pedia mapas a professora pergunta o que uma menina de seis anos quer com mapas ensinar ao papai noel o caminho das casas que ele nunca encontra panetone estrela bola montar árvore e o esporte preferido no natal É gastar sola 3

[close]

p. 4

natal vanilda batista ­ ah natal ­ sim natal cidades reluzentes músicas especiais nos grandes centros comerciais transeuntes numa pressa incomum aos demais dias do ano uma profusão de ornamentos símbolos símbolos estes que naturalmente nos conduzem aos natais passados É natural que tenhamos e necessitemos de ritos eles servem de vínculos de preservação entre determinados períodos portanto auxiliam na conservação de nossos valores histórico-culturais mas o que acontece em nossos dias todo este frenesi em primeira instância cuida do que é aparente roupas novas as moradias recebem novas cores dentro novas decorações dias se aproximam horas se aproximam preocupação com a ceia ­ como será desta vez alguém pergunta novamente decoração tudo muda todos mudam por fora sim estávamos falando sobre o natal e observamos que ele está resumido em cuidar da aparência entretanto isto é insuficiente justifica-se tanta correria despesas para uma noite ­ as pessoas correm alegres ou aflitas ­ em busca do quê está vago o sentido não e o espírito do natal aquela magia antes tão incutida uma doce expectativa que não se definia bem mesmo assim ainda enriquecia nosso imaginário nossas emoções até isto ficou disperso no tempo raciocine-se a verdadeira razão do natal ah esta então li certa vez que é este universo cheio de espanto sim outrora tudo tinha valor seriedade tanto o novo quanto o que era renovado merecia nossa atenção e éramos zelosos com isto o verdadeiro motivo do natal está sendo encoberto por muitas outras razões de espanto mas não o espanto do belo do que é justo do que nos motiva em nosso interior ­ a essência ­ e a essência do natal é o nascimento de jesus cristo o redentor vivemos num mundo ao contrário do que se pensa involutivo que nos remete à épocas em que se tinha medo e vergonha de assumir ­ sou cristão algum problema com minha crença retomemos à justificativa desta data vivamos de maneira mais autêntica possível com alegria aquele processo interno consciente de uma verdade espiritual aquela imutável e permanente desta feita entenderemos o porquê do rito natalino a celebração sim ce-le-bra-ção a-do-ra-ção Àquele que dividiu eras que nos deu oportunidade de aprendizado para nos tornar seres humanos ancorados sentindo-nos plenos em espírito e podendo contar com ele nas adversidades cercando-nos de sabedoria e conforto um céu reluzente uma manjedoura e tudo começou assim vanilda batista brasileira profissão designer gráfico leitora diletante sobre nossa senhora ana da cruz há quem duvide que maria seja santa e eu digo que ainda que tivesse sido puta por ter carregado jesus cristo em seu útero 9 meses santa seria e imaculada de todos os pecados se apenas um toque na sua túnica fez cegos enxergarem mudos falarem se apenas um olhar seu mudou vidas completamente imagine ter um contato tão íntimo com deus como teve nossa senhora antes maria digo ainda mais que deus que tudo pode pôde em espírito fecundar uma mulher sem penetra-la fisicamente e como deus que é não escolheria um nascimento indigno portanto acredito que maria seja entre todas virgem e santa por isso amada especialmente duvidar de uma escolha de deus jamais e digo mais maria ao acreditar no anjo gabriel deu provas de sua fé inabalável nos designos de deus foi corajosa como nenhuma outra mostrando ao mundo o quanto era especial e sendo mãe de deus que se fez nosso irmão é também nossa mãe devemos sempre lembrar o respeito e orar pela mulher simples que recebendo o espírito do amor em si deu vida nova à aliança de deus com os homens capaz de lançar no mundo a boa nova da verdade do caminho que nos leva a uma vida feliz os que ainda questionam a santidade de maria deviam levar em conta a sua assunção aos céus de corpo e alma testemunhada por diversas pessoas deus é conosco sejamos com ele através do que nos ensinou jesus a verdade da grandiosidade do amor de deus por nós e o exemplo que ele nos deixou de nos entender e mostrar caminhos para que possamos ser merecedores de sermos chamados de filhos de deus e por extensão de jesus cristo filhos de maria sua mãe amantíssima sempre o apoiou mesmo quando não o compreendia totalmente tão grande é seu amor o amor de mãe na terra é algo tão sublime que ultrapassa os limites do entendimento do homem descrente É o sentimento mais próximo do amor do criador nosso pai celeste que de nós tem misericórdia suficiente para perdoar nossos erros se nosso coração for sincero buscando acertar que nossa senhora mãe de jesus e nossa mãe nos abençoe e nos proteja com seu manto ana da cruz ana da cruz é educadora tradutora escritora filóloga e agente sócio-cultural brasileira natural de juiz de fora estado de minas gerais brasil É a criadora da rede sócio-cultural mural dos escritores veja toda a biografia da autora em http muraldosescritores.ning.com/profile/anadacruz 4

[close]

p. 5

navidad 2009 maría cristina garay andrade llega naciendo el niño abre tu corazón para admitirlo albérgalo con aromas de incienso para consentirlo una vez más bendecirá tu mesa en preclaro lenguaje alumbrando tu corazón de amor y paz como único mensaje llega eternamente con humildad y alegría lo recibiremos con alabanzas de sencillez y cortesía mientras notorios campanarios enhorabuena anuncian la celebración de la feliz nochebuena que al mundo lo mude para ser más fiel nazareno que recapaciten los poderosos para que vivir sea ameno que el hombre de su alma purgue definitiva la maldad que se es feliz simplemente sintiendo con humanidad tomadas en la tierra fuertes las fraternales manos es placentero llamarnos cordialmente hermanos borremos rencores y cualquier mezquindad aprendamos del niño y de su infinita bondad personas de la virtual red inseparables personas lejanas afectuosas y adorables que por años venimos creando vínculos infatigables mis buenos deseos lleguen a ustedes amigos entrañables reciban entonces con ternura mi cordial abrazo para seguir esta unión de amistad creando lazos afectos dilectos los colme mi niño de amor y felicidad y que en familia unida pasen todos feliz nochebuena y una gran navidad con el alma y mucho amor ©maría cristina garay andrade© derechos reservados de autora monte grande buenos aires ­ argentina http mariacristinadesdemissilencios.blogspot.com natal 2009 tradução livre ao português por carmo vasconcelos chega nascendo o menino abre teu coração para recebê-lo envolve-o com aromas de incenso para acolhê-lo que ele uma vez mais claramente abençoará a tua mesa e iluminará teu coração de amor e paz como única mensagem ele sempre chega com humildade e alegria vamos recebê-lo com louvores de singeleza e cortesia enquanto alegremente os sinos tocam anunciando a celebração da feliz noite de natal que se transforme o mundo mais fiel ao nazareno que reflictam os poderosos para que o viver seja ameno que o homem arranque definitivamente a maldade da sua alma pois apenas seremos felizes se sentirmos com humanidade apertando fortemente aqui na terra as mãos fraternais será prazeirozo nos chamarmos cordialmente irmãos apaguemos rancores e toda e qualquer mesquinhez tomemos como exemplo o menino e a sua infinita bondade pessoas da rede virtual inseparáveis pessoas distantes afectuosas e adoráveis que há anos vimos criando vínculos infatigáveis que os meus bons desejos cheguem até vós amigos queridos recebam então com ternura o meu cordial abraço para seguirmos esta união em amizade criando laços afectos diletos que o menino vos cubra de amor e felicidade e que em família unida passem todos uma feliz consoada e um Óptimo natal com a alma e muito amor carmo vasconcelos lisboa/portugal http carmovasconcelosf.spaces.live.com natal miguel torga velho menino-deus que me vens ver quando o ano passou e as dores passaram sim pedi-te o brinquedo e queria-o ter mas quando as minhas dores o desejaram agora outras quimeras me tentaram em reinos onde tu não tens poder outras mãos mentirosas me acenaram a chamar a mostrar e a prometer vem apesar de tudo se queres vir vem com neve nos ombros a sorrir a quem nunca doiraste a solidão mas o brinquedo quebra-o no caminho o que eu chorei por ele era de arminho e batia-lhe dentro um coração coimbra 24/dezº/1942 natal de fÉ esperanÇa e amor efigênia coutinho segue o mundo atormentado luta e avança na imagem da posse no ouro toda soberania a guerra faz o pranto a fome a morte no ódio milenar cria e não descansa a humanidade esquece da voz que ampara e doutrina nos exemplos de paz de renúncia e esperança na terra fica a omissão o socorro à criança esquecendo o idoso o que fere e o alucina a dor vai se estendendo em múltiplos recados para com os irmãos tristes e infelizes quantos oferecem sua vida em sacrifício porque servir ao seu irmão é seu oficio mais lá longe a estrela de belém brilha novamente oremos saudemos cantemos louvemos nesta festa natal é fé esperança e amor balneário camboriú efigenia_mallemont@yahoo.com.br 5

[close]

p. 6

mensagem de natal por vitor de vasconcellos figueiredo na experiência dos dias de uma inevitável trajectória cármica para a perfeição chega mais um natal e com ele a luz distante emersa na beleza de nosso universo interior estará mais próxima porque é maior a nossa consciência do todo e menor a nossa ciência das partes porque cada natal é mais um anel subido penosa mas decididamente na espiral da tolerância da compreensão da justiça e da fraternidade na lenta mas sábia construção de um mundo novo cuja aurora já desponta porque inexoravelmente natal também significa a nossa vontade de abolição das fronteiras dos idiomas das raças e dos preconceitos que nos outros dias ainda teimam em dividir-nos trazendo a esperança da solidariedade humana e da paz universal nos beijos das crianças que ainda nos sorriem como se fossem o sopro oculto do amor divino chega o natal e invade-nos um sentimento inexplicável da bondade da generosidade e do amor avaramente guardado no coração um silêncio profundo de comunhão crística e de serenidade uma alegria renascida como fénix de todas as lágrimas já choradas um júbilo secreto que desaguou dos rios da tristeza e da amargura nos dias que não foram de natal e põe em nossos olhos brilhos de êxtase pelo quotidiano da vida que antes não observámos toca-nos para o encontro da beleza e para a intuição da nossa conexão com o mestre maior que caminha pelas ruas dentro de nós como se pudesse tornar-se frágil egocêntrico e falível como somos em quase todas as horas em que o não sentimos e através das cores dos sons da vibração generosa das pessoas que nos cercam desperta em cada um de nós a percepção do mistério da criação contido em cada gesto em cada grafitti das paredes em cada objecto dispersos no imperceptível sentido universal de cada átomo anónimo neste novo natal trazido pela ilusória ampulheta do tempo e ao longo do riso e da dor na dobra fictícia dos dias desejaríamos então reflectir as excelsas virtudes do cristo agora renascido sem termos a sua perfeição e coragem sobrehumanas ansiaríamos ter reconciliado dentro de nós todos os opostos vencido os paradoxos e as fraquezas da carne mas com certeza não lográmos atingir ainda o supremo objectivo de transformação cujo exemplo nos mostrou que fique pois neste natal em nossa boca a intenção de um beijo a toda a gente de um afago carinhoso a cada criança que passa de um abraço ao velho que contempla a vitrina com saudade cogitando o passado que não se tornou futuro e façamos deste natal um novo dia de coragem para sermos capazes de entender a mensagem do homem que melhor nos disse o que era deus e de fazê-la entender aos nossos irmãos com a transparência e a força que terá o exemplo sem esquecermos nos outros dias a igualdade das criaturas na alma do mundo o direito humano ao pão e ao sol e que sempre será fácil e gratuito oferecermos a todas elas em cada minuto o sorriso a confiança o perdão e o amor pois esses sentimentos não são realmente nossos mas reflexos do cristo que vive dentro de nós e a expressão do deus que também somos feliz natal com os votos profundamente sinceros de que em seu lar em você e em todos aqueles que lhe são queridos reine a harmonia a felicidade a paz e o amor que a luz divina de deus e o infinito amor do mestre estejam consigo e com todos os seus iluminando e inspirando com suas sublimes vibrações e bênçãos os vossos caminhos inundando de ternura vossos corações e de esperança as vossas almas assim seja natal/2009 vitor figueiredo vitor de vasconcellos de figueiredo nasceu em lisboa em 3 de setembro de 1931 é escritor poeta e místico tendo residido alguns anos no brasil Índia e angola tem vários e-books publicados veja tudo sobre o escritor em http akhnaton.spaces.live.com 6

[close]

p. 7

o sentido do natal mercêdes pordeus e chega mais um natal natal o que é mesmo o natal a cada ano que passa o verdadeiro sentido desta data vai desvanecendo vai se perdendo no tempo tempo ah tempo que só nos deixa a saudade saudade do que não fomos não pudemos ser não soubemos ser a data máxima da cristandade nos faz refletir refletir sobre nosso egoísmo nossa falta de fraternidade sobre as perdas que chamam necessárias gostaria bem que fossem desnecessárias e que não acontecessem mas por que essa reflexão só tem que vir à tona nessa essa época a humanidade já nem sabe se comemora mesmo a data do nascimento de cristo ou se não passa de mera convenção as guerras assolam o mundo os homicídios são fatos banais e corriqueiros as vidas que cristo veio para resgatar essas já não têm nenhum valor entre os irmãos resgate sim que linda palavra ainda mais quando se trata da redenção da nossa alma mas que alma o homem já nem se lembra que a tem natal reflexão e fraternidade são vividas a cada dia ou pelo menos deveriam ser isso é o natal que nosso redentor gostaria de ver na terra músicas natalinas até mesmo os comerciais de nossa infância nos remetem a nostalgia o que os nossos filhos já não conseguem ter como as lindas músicas natalinas nas televisões de antigamente o que vemos hoje é inadmissível em se tratando do espírito natalino noutro natal assisti a um programa com lindos coros entoando cânticos de rara beleza e logo após uma repórter dizia saindo agora do clássico vamos ao sambódromo apresentando então início de ensaios de escolas de samba o popular não se sabe mais onde começa ou termina a festa do nascimento de cristo e começa uma manifestação profana tentando se infiltrar no natal há algum tempo no trabalho quando se falava em natal ouvi tristemente uma jovem estagiária com idade de ser minha filha dizer eu gosto do natal porque as pessoas se tornam mais humanas que tristeza não pelo pensamento da jovem isoladamente mas por ter que esperar trezentos e sessenta e cinco dias a cada ano para que as pessoas se tornem mais humanas e considerando ser a época em que se convencionou ser comemorado o nascimento de jesus cristo e todo o ano é sempre a mesma coisa passam os dias vinte e quatro e vinte e cinco de dezembro primeiro de janeiro que é o dia universal da fraternidade para continuarem imperando entre os seres humanos a maldade o ódio a falsidade injustiça favoritismo de um em detrimento dos outros as pessoas são enganadas pelos que se dizem difusores da cultura por entidades a quem confiam a defesa dos seus direitos e das comunidades intolerâncias de líderes políticos a falta de respeito aos idosos as crianças indefesas eu disse acima onde termina o natal enganei-me o verdadeiro natal nunca deveria se acabar para esperar o outro um ano mais à frente tinha mais era que continuar na busca da paz interior eu comigo mesmo eu com os outros o mundo e eu com deus ele é feito de atitudes diárias e constantes por exemplo passo todos os dias pelas ruas e pelas pontes da cidade onde estão ali pedintes sedentos de um gesto de carinho de um pão todos os dias e nunca lhes dou nada do que humildemente me pedem ah mas hoje é natal e além do mais essa moedinha não vai me fazer falta mesmo por que não jogá-la até de modo desprezível na sua latinha e assim são tantas outras atitudes que ficam latentes um ano inteirinho para se manifestarem no natal até mesmo de forma errônea distante de expressar o verdadeiro sentido natalino É isso que se pensa de uma data tão importante para o cristianismo É apenas uma reflexão É o que vemos no nosso dia a dia e é com ela que termino desejando um feliz natal a todos a toda humanidade que as guerras pela ganância pelo poder e outros motivos terminem dando lugar a paz e que possamos conviver diariamente como irmãos na busca constante do bem comum possamos assim direcionar nossos pensamentos ao criador que nos deu o seu filho para sofrer por nós tudo o que não teríamos forças para sofrermos calados aquele que nos redimiu diante do pai não esqueçamos nossos irmãos menos favorecidos que precisam de nós e a quem podemos ajudar material e emocionalmente deus abençoe a todos neste natal que se aproxima e faça de suas vidas um eterno natal cada dia seja comemorado o nascimento do amor e paz em nossos corações porque jesus cristo é amor 7

[close]

p. 8

texto para um natal contemporÂneo luiz poeta luiz gilberto de barros ­ às 14 h e 3 min do dia 20 de novembro de 2009 do rio de janeiro brasil especialmente para o jornal eisfluências É tempo de natal das vitrines mais sofisticadas aos ambulantes mais simplórios os chamarizes natalinos convidam as pessoas que passam para ornamentarem suas salas ambientando-as para a celebração do nascimento de jesus para os comerciantes mais do que falar do nascimento do menino de belém é preciso vender porque afinal o cliente está com dinheiro e comprar é o verbo mais conjugado e qualquer presente orçamentário é sempre uma bênção as propagandas para fomentar a aquisição de produtos do gênero são específicas ou exibem o glamour de uma delicatessen cujas sofisticadas cestas de vime expõem gêneros importados sob o brilho de neon das luminárias cuidadosamente preparadas para esse fim ou espalham-se pelos luminosos corredores dos shopping centers repletos de gorduchos e sorridentes papais noéis artificiais cujo movimento para trás e para frente mecanicamente repetitivo parece reverenciar o dinheiro do gastador compulsivo diante de tantas ofertas em cada uma das lojas aleatórias à inteligente metodologia das vendas do outro lado da rua movimentada precisamente nas calçadas as instigantes e estridentes vozes dos camelôs mais do que convidar intimam o comprador eles espalham seus produtos geralmente contrabandeados sobre enormes plásticos e dão logo o seu recado aí freguesa papai noel a bateria pisca-pisca Árvores de natal de todos os tamanhos leva duas e paga uma seu filho vai adorar mas quando se trata de vender e comprar ressalvada a natural hipocrisia para cada caso povo é povo em qualquer situação a premente necessidade de adquirir e exibir o objeto conquistado mesmo quando os recursos são ínfimos é irrevogável É preciso mostrar mostrando-se presentear e presenteando-se o resultado das compras natalinas é diversificado mas o cenário é único para cada celebração nas casas mais luxuosas os anfitriões exibem suas mesas enormes modeladas caprichosamente por cozinheiros e maitres contratados repletas de iguarias que parecem posar para o paladar mais exigente num delicioso mosaico desenhado por talheres e travessas de prata e pratos de porcelana contendo o melhor bacalhau perus chesteres pernis tortas bolos e pudins além das cerejas tâmaras figos pêssegos nozes castanhas amêndoas avelãs frutas cristalizadas e afins cujos nobres obeliscos de toda aquela deliciosa panorâmica da ceia são garrafas e cálices de vinhos do porto e champanhas franceses sem a menor cerimônia dão-se ou trocam presentes valiosos casas carros iates colares de pérolas e diamantes pingentes cordões anéis alianças e pulseiras de ouro do mais nobre quilate passagens para cruzeiros com destino às ilhas fiscais além de uma infinidade de essências importadas roupas bolsas cintos e sapatos de grife sem grandes cômodos que possibilitem a movimentação natalina um número expressivamente maior de cidadãos comuns comemora este evento à sua maneira contentando-se com suas cervejas feijoadas farofas refrescos rabanadas pastéis e aletrias realizando seus alvoroçados e espumantes brindes às vezes no próprio quintal onde é exibido um portentoso churrasco de asas e coxas de frango e carnes de segunda tudo é festa sua troca de presentes é modesta camisas blusas lenços edredons toalhinhas-de-mão meias perfumes baratos panelas e móveis de questionável durabilidade mas o que importa mesmo é a reciprocidade produzida pela alegria do dar e receber porém longe do fogo do carvão que assa carne ou da lareira que conforta os pés tendo por cama apenas os papelões que embalam os melhores presentes e por telhado o brilho das estrelas que desconhecem belém os ditos miseráveis amargam a solidão de mais um dia sem calendário sem mesa posta sem presentes sem natal enquanto o jesus verdadeiro teima em nascer sublimemente no melhor e mais fervoroso silêncio das pessoas mais sensíveis em várias casas no aconchego das líricas manjedouras os aparentemente eternos sorrisos desenhados nos rostos de gesso e louça de diversos meninos jesus artificiais parecem demonstrar em lugar da compreensão por cada um dos sentimentos humanos um divino enlevo diante do atraente marketing produzido pelo premiadíssimo vendedor e simpaticíssimo herói natalino santa claus o que importa não é saber se acreditamos em deus o importante é saber se ele acredita em nós mario quintana 8

[close]

p. 9

o menino jesus e as crianÇas por maria ivone vairinho além do cheiro bom das filhós das rabanadas do arroz doce beirão sem ovos das ervas da azáfama que envolvia toda a casa dos braços fortes de minha mãe a amassar quilos de farinha perfumados com sumo de laranja e aguardente da habilidade de meu pai para construir o presépio das corridas no quintal com os meus irmãos para ver quem encontrava o mais verde e fofo musgo o natal do menino jesus marcou-me profundamente durante alguns os anos na altura da consoada quando se desfiavam as mais belas histórias que ouvi em toda a minha vida o meu irmão ou a minha irmã tentavam arreliar-me perguntando-me então este ano não tapaste o menino eu não me lembrava bem da história e só a recordei quando o meu pai achou que chegara o momento de me explicar a origem do presépio ainda não tinha três anos quando o meu irmão dois anos mais velho me viu tapar o presépio com o xaile de minha mãe o musgo veio atrás as figurinhas não se partiram por milagre amortecidas pela lã fofa entre soluços eu dissera que só queria tapar o menino porque estava muito frio a imagem era confusa mas eu via-me espantada diante dum presépio onde um menino pequenino estava sozinho quase nu deitado num berço esquisito os pais pareciam não o ver e estavam bem vestidos o meu pai explicou-me que o presépio fora criado por s francisco de assis que pusera o menino quase nu nas palhinhas para que toda a gente visse que apesar de tudo poder quisera nascer pobre sem nada não compreendi o simbolismo e respondi que não achava bem porque toda a gente ia pensar que nossa senhora não era boa mãe a minha mãe nunca me deixaria despida ao frio pegaria em mim ao colo e tapar-me-ia com o xaile ai os doces braços de minha mãe que eram culpados das maldades que contava ao senhor prior na confissão ­ eu fingia adormecer pousava a cabeça sobre a mesa da camilha que tapava a braseira que nos aquecia nas noites de inverno para sentir a ternura dos braços de minha mãe a pegar em mim a envolver-me no seu xaile e a levar-me para a cama mas os meus problemas com o natal não ficaram por ali por causa de uma amiga de infância chamava-se noémia nove anos de idade cheios de maturidade vivia do outro lado da minha rua do meu mundo era para mim um espanto vê-la subir para um banco para chegar à panela e fazer nela com rapidez e perfeição uma sopa de feijão que distribuía por seis tigelas uma para mim outra para ela quatro para os irmãos no ano primeiro da nossa amizade tinha eu sete anos de idade por alturas do natal andava num alvoroço apanhando musgo no quintal nos muros à roda do poço para enfeitar o presépio no largo parapeito da janela de granito tendo por fundo o céu o infinito o presépio com a estrela tão grande e tão bela a cabana pobrezinha onde o menino despido apenas era aquecido pelo bafo dos animais como se não tivesse pais para o aquecer para o proteger quis que a noémia o visse e a sua prenda pedisse com um sorriso triste respondeu conformada na casa dos pobres o menino jesus não deixa nada não sei descrever o que senti mas qualquer coisa se quebrou dentro de mim se estilhaçou no meu peito de criança numa angústia numa desconfiança não fomos à missa do galo pois nevara fortemente mas antes de abrirmos os presentes o meu pai pegou no menino deu-o a beijar a toda a gente tinha lágrimas nos olhos mas a voz não tremia quando meu pai fitei para firme declarar estou zangada com ele não o quero beijar o meu pai não me ralhou e o menino jesus nas palhinhas deitou mas quis saber a razão por que estava tão zangada com o menino jesus fonte de toda a esperança todo amor todo bondade tão amigo das crianças não é nada afirmei segura da minha verdade a noémia não faz maldades não tem tempo para brincar passa os dias a trabalhar nem sequer pode estudar e porque são pobrezinhos o menino jesus nada deixa nos sapatinhos foi nessa noite linda que o meu pai me explicou com uma ternura infinda que este natal de presentes de vaidades e consumismo não é o natal de jesus dele são a paz e a luz dos homens o materialismo mas o meu contencioso com o menino jesus não ficou por aí como nesse natal a noémia e os irmãos receberam presentes e houve risos e alegria na casa do outro lado da minha rua tive a presunção de me julgar suficientemente importante para que o menino jesus não gostasse que estivesse zangada com ele porque foi um amigo sempre presente na minha infância muitas vezes discuti com ele muitas vezes lhe disse que não podia aceitar apesar da carga enorme da minha educação judaico-cristã aquela treta de o sofrimento servir para nos salvar principalmente tratando-se de crianças não sei como embora ele e cristo sejam a mesma pessoa sempre os separei o menino jesus só tem aquele problema do presépio que até não foi invenção dele de resto aparece sempre loiro rosado bonito feliz ­ por isso todas as crianças têm o direito de serem felizes e bonitas como ele cristo é outra coisa ­ tem a cruz tem os espinhos tem a dor nunca seria capaz de me zangar com ele já tem sofrimento que lhe chegue agora o menino jesus não tem o dever de olhar pelas crianças como ele não pode permitir que tenham fome não pode consentir que sejam violentadas e violadas não pode consentir que sejam vítimas inocentes da guerra do terrorismo ­ essa hidra tenebrosa que rasteja por toda a terra se dissimula covardemente sob os mais variados disfarces estende os seus sete tentáculos traiçoeiramente não pode consentir que crianças indefesas sejam sequestradas e tenham de beber a própria urina para matar a sede ele esperou 33 anos para sofrer para ser cristo e mesmo assim assumindo a sua humanidade gritou angustiado na cruz pai por que me abandonaste natal de 2009 maria ivone vairinho presidente da direcção da associação portuguesa de poetas 9

[close]

p. 10

uma noite super feliz rosa pena a casa pode ficar suja a geladeira vazia a louça toda na pia que venham os palpites da titia a vizinha da coluna do meio a prima não muito querida o vovô que tem azia a menor desconhecida não quero a mesa vazia que ceiem sem rodeios podem comer tudo do peru até a torta dizer que faltou a ricota deixar os copos atrás da porta o papel de presente sobre o sofá que fique o tapete todo manchado eu e meu amado juntinhos lado a lado meu corpo fica cansado meu coração ah!renovado que seja uma noite super feliz exatamente como jesus sempre quis a divisão do pão a verdadeira união feliz natal www.rosapena.com natividade ©joaquim marques natal cinco letrinhas apenas que definem sem mecenas o dia a dia afinal sim porque cá pra mim em cada dia é natal mas não para toda a gente há os que nascem em qualquer rua em qualquer palheiro sem sequer ter um cueiro para os enfaixar lado oposto envolvidos na opulência há aqueles que à nascença já os espera um berço de ouro são na vida bem tratados e da família passam a ser o porvindouro porém nem sempre das gerações futuras são o tesouro porque o egoísmo e a ganância os leva ao desdouro que natal podem ter aqueles que na mesa nem pão têm pra comer que natal podem ter todos os desprotegidos da sorte que sofrem os horrores do terrorismo e das guerras que apenas espalham morte natal palavra doce e sublime que tanta gente redime natal augusta schimidt É natal os sinos dobram tempo de paz tempo de luz em algum lugar alguém eleva uma prece de fé e amor ao menino jesus estrelas cintilam no céu prenúncio de esperança canto suave de paz e ventura para enternecer corações com brandura quisera eu poder com meus versos fazer com que todos entendessem que sempre é tempo de querer bem que sempre é tempo de amar e dar que este natal seja o tempo de poder transformar o sempre de nossas vidas num sempre dia de natal campinas 11/11/2009 augusta.schimidt@terra.com.br vamos pedir a jesus neste dia da natividade que nos ajude acabar com a maldade no mundo e com amor fecundo seguindo uma estrada inundada com sua luz possamos chegar ao ponto crucial e com todas as energias fazermos com que todos os dias seja natal porto dezembro/2009 jepmarques@clix.pt 10

[close]

p. 11

publicidade destaques vega editora do livro numa selecção criteriosa que envolve autênticas obras-primas no género escritas por alguns dos maiores nomes da literatura universal reúnem-se neste livro doze contos de natal perpetuar as sensações a emoção e um certo brilho no olhar está ao alcance de quem sonha tornar o natal um momento inesquecível de partilha cada mês do ano pode ser um mês de natal mantendo-se acesa a chama da entrega e do amor ao próximo tão importantes de cultivar nos dias de hoje cada uma destas histórias de natal ilustradas pelo traço delicado de luís prina é por conseguinte uma forma terna de viajar pelo universo de algumas personagens que através do sonho e da imaginação transportam miúdos e graúdos até um natal diferente sentido dia-a-dia de dickens a oscar wilde passando entre outros por leon tolstoi selma lagerlöf o henry françois mauriac e dois dos nossos maiores escritores carlos malheiro dias e aquilino ribeiro poderá o leitor deleitar-se com histórias que além da mestria da escrita admiravelmente adornada de graça sensibilidade e poesia são portadoras de um sublime sentimento de amor pelo próximo do ilustrador luís duarte prina nasceu em aveiro a 15 de setembro de 1976 concluiu o ensino secundário no agrupamento de artes em 1995 e frequentou posteriormente o curso de tecnologia e artes gráficas no instituto politécnico de tomar em 2001 principiou a trabalhar como ilustrador freelancer para editoras gabinetes de design jornais revistas e actualmente é colaborador regular da agência de talentos who press release editorial nova vega 184 páginas ano 2007 2ª edição preço 16,80 compras através do site http www.novavega.pt edição e distribuição nova vega alto dos moinhos 6a 1500-459 lisboa tel 21 77 81 028 fax 21 77 86 295 telemóvel 961621394 e-mail editorial@novavega.mail.pt www.novavega.pt 11

[close]

p. 12

mensagem de natal carmo vasconcelos queridos leitores nesta quadra de natal sempre me sinto um tanto melancólica pesando sobre mim os muitos natais já passados numa vida que já se vai fazendo longa são muitas memórias umas de encanto outras de desencanto tudo se mistura na minha mente como um caleidoscópio de cores e sombras onde dançam o passado o presente e a imaginada porque ignorada perspectiva do futuro cores de alegria presentes fitas multicor bolas coloridas presenças de entes queridos risos de criança poemas e cânticos de natal improvisados numa grande e fraterna família sombras de ausências muitas ausências agora que o tempo foi trazendo no seu inalterável avanço e infalível reverso de encurtamento porém presença de sempre constante e viva o cristo capaz de amenizar todas as dores todas as saudades por ele renovo o presépio em cada ano do seu aniversário por ele enfeito a Árvore de natal símbolo pagão é certo mas um ornamento com que faço questão de alegrar o dia do nascimento do menino-deus tal como de enfeites coloridos ornamentamos as festas de aniversário das nossas crianças falar-vos de outras sombras da deshumanidade que nos rodeia das outras crianças espalhadas pelo mundo fora subnutridas vitimizadas e violadas da fome das guerras das injustiças e desigualdades sociais e de sentimentos impuros que nos ferem e magoam não vou falar não a minha melancolia viraria tristeza e essa não quero passar para vós nesta época que deverá ser de júbilo e alegria já basta a tristeza que cada um de nós sente pela frustração de um mundo egoísta e mesquinho friamente materialista que ignora a palavra do cristo e que cada um de nós expressa e denuncia ao longo de todo o ano em prosa e/ou em verso e sente e cala em silêncios magoados não estou triste não amigos apenas introspectiva fazendo também um balanço do ano que está prestes a findar com relevo para as graças recebidas e suas alegrias É disso que quero falar-vos de alegrias somente algumas preocupações e contratempos até desgostos os levo como parte dos escolhos do caminho necessários à evolução e ao aperfeiçoamento da nossa alma os últimos 5 anos meu tempo de net trouxeram-me muitas compensações em substituição dos entes queridos da família de alguns amigos cuja presença física fui perdendo ao longo do tempo ganhei uma família virtual que eu amo e que me tem acarinhado como real com ela tenho rido e cantado e chorado de emoção algumas vezes juntos temos orado pelos que sofrem ou partiram deste mundo temos trocado beijos abraços e carinhos tantos partilhado experiências de vida inspirações poéticas e literárias mensagens de apreço de estímulo e carinho temos ensinado e aprendido nesta troca saudável fraterna e calorosa numa dádiva gratuita do que cada um de nós tem para dar sem críticas mal intencionadas sem orgulhos de supremacia e vaidades vãs a isso eu chamo de respeito pelo sentimento/inspiração pela diversidade de ser de cada um na certeza de que ninguém é dono da verdade na eterna relatividade de apreciação e julgamento só assim podem construir-se verdadeiros laços de união e amizade e alargar os horizontes da cultura e da fraternidade hoje vós escritores e leitores da eisfluências amigos e companheiros de letras a quem eu gosto de chamar irmãos fazem também parte dessa família virtual querida e alargada a todos o meu bem-hajam com a mais profunda ternura que albergo em meu coração e os meus desejos de um santo natal na companhia espiritual do cristo redentor e de todos os seres que vos amam e vós amais que o novo ano de 2010 vos traga tudo de bom com saúde paz luz vida e amor ah e com muita inspiração para continuarem a encher de estrelas o nosso horizonte literário espalhando amor neste universo divino que compartilhamos natal 2009 carmo vasconcelos directora cultural a ti meu irmÃo que em cada lar que em cada rua que em cada hospital que em cada prisão e mesmo na guerra a humanidade possa prosseguir no caminho da elevação espiritual para que um dia os nossos filhos e filhos dos nossos filhos possam alcançar a almejada paz de espirito dentro dos seus corações a revista eisfluências deseja-lhe um santo natal e que 2010 possa ser o começo dos começos no prenúncio de uma nova era victor jerónimo director 12

[close]

Comments

no comments yet