Revista Conviva Julho 2016

 

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Revista do Colégio Catarinense 2016

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ÍNDICE 14 22 07 18 07. PROJETOS ACADÊMICOS/ESTUDO DE CAMPO Uma oportunidade de vivenciar in loco séculos de história... Momentos de busca por conhecimento! 09. PROJETOS INTERDISCIPLINARES No projeto Municípios Catarinenses, Florianópolis é a cidade escolhida em 2016. O Workshop das Profissões auxilia na difícil hora da escolha profissional. Projeto Valorização da Vida: Diálogo e vivências na prevenção ao uso de drogas. 12. PROJETOS INSTITUCIONAIS/ECOLOGIA O GT do projeto Lixo Zero apresenta novas ações no Colégio, e os alunos vão às ruas em busca de informação sobre os problemas ambientais de Florianópolis. 14. ESPECIAL/DIA DAS MÃES Oficinas que marcaram o mês de maio em homenagem às mães e cartas de amor repletas de depoimentos emocionados. 18. ESPORTE As equipes esportivas do CC entram no clima da Olimpíada Rio 2016 e superam as expectativas nas competições do primeiro semestre. 22. REAL MADRID Clínica de Futebol nas dependências do Colégio é oportunidade para quem sonha em vestir a camisa de um time mundial. 23. IGREJA Momentos de religiosidade marcam a vida da comunidade. 24. ESPIRITUALIDADE A Companhia de Jesus e o trabalho com os jovens: a missão de humanizar o mundo. 26. GIRO DA NOTÍCIA Confira as atividades-destaque do semestre. 28. APPCC A posse da nova Diretoria e os planos para o biênio 2016-2018. 3

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36 40 4 38 30. PARCERIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE Campanhas contra o Aedes aegypti e a gripe 34. H1N1 mobilizaram a comunidade educativa. CLICK Imagens registram o dia a dia do Colégio. 36. OLIMPÍADA CANGURU Conheça os alunos que conquistaram medalhas na concorrida Olimpíada Canguru, de Matemática. Uma competição mundial! 38. OLIMPÍADA DE QUÍMICA Colégio Catarinense recebe troféu itinerante como escola campeã. 40. CORRRIDA MALUCA É adrenalina do início ao fim! Leia e participe! 42. SQN Hora de relaxar e extravasar as emoções. Só que não! 44. TECNOLOGIA Aluna é campeã do Technovation Challenge, com aplicativo que auxilia pedestres nos trajetos dentro das cidades. 46. A PALAVRA DO PAPA Papa Francisco e a mensagem sobre a importância da comunicação. 48. LEIA MAIS Dicas de leitura imperdíveis! Embarque nessa viagem! 49. UM ESPAÇO ABERTO A influência do Whatsapp no cotidiano escolar. 44 EXPEDIENTE DIRETOR-GERAL Afonso Luiz Silva DIRETORA ACADÊMICA Jane Lúcia Pedro DIRETOR ADMINISTRATIVO Fábio Luiz Marian Pedro CONSELHO EDITORIAL Danieli Galvani Jane Lúcia Pedro Márcia Carvalho Rozangela Kons Martendal PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Marcca Comunicação FOTOGRAFIAS Édson Francisco Schweitzer José Renato Duarte Yuri Sehnen Mallmann Rossetto Sandra Puente Acervo Colégio Catarinense REVISÃO E CORREÇÃO DE TEXTOS Danieli Galvani João Júlio Freitas de Oliveira CONTATO Setor de Comunicação (48)3511593 R. Esteves Júnior, 711 – Centro Florianópolis SC – CEP 88015-130 (48)32511500 www.colegiocatarinense. g12.br JORNALISTA RESPONSÁVEL Márcia Carvalho – SC – 00469JP

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EDITORIAL O filósofo Heráclito de Éfeso foi um dos mais expressivos pensadores pré-socráticos e ficou conhecido como o ‘pai da dialética’. Ele abordava a questão do devir – o vir a ser, as mutações, e afirmava que “Nada é permanente, exceto a mudança”. De forma análoga, devemos entender que a afirmação de Heráclito constitui-se, ainda hoje, como uma verdade em nossas vidas, especialmente no contexto da pós-modernidade, impactada por mudanças rápidas e processuais, intensificada com o advento das tecnologias, da informatização e da era digital em nossas relações. Esse contexto exige da sociedade, das famílias e instituições, entre elas a Igreja e os colégios, uma adequação contínua, criativa e inovadora, para contextualizarem-se nestes tempos de transformações. Urge que sejam preservados os valores e princípios, sem, contudo, deixarem-se sucumbir pela desatualização, pela falta de desprendimento ou pelo saudosismo, que impedem as adequa- ções necessárias a este novo contexto, pautadas na esperança, nos valores, “na promoção e defesa da vida”. (PA BRA, 2014, p. 12). A 35ª Congregação Geral da Companhia de Jesus, promulgada em maio de 2008, respondeu ao convite do Papa Bento XVI, hoje emérito, que, em um contexto de mudanças e circunstâncias sociais, culturais, políticas, técnicas e econômicas intensamente desafiadoras, mostrou a necessidade de perseverar em um renovado impulso e ardor na missão, instruindo os jesuítas: “voltai o olhar para o futuro, ‘para responderdes às expectativas que a Igreja deposita em vós’”. (CG 35, 2008, Dec. 1, n. 5, p. 57). A Companhia de Jesus no Brasil, então, frente aos novos desafios para a nossa missão, anunciou que “O prin- cípio integrador da nossa missão é o vínculo inseparável entre a fé e a promoção da justiça do Reino”. (CG 35, 2008, dec. 3, n. 2, p. 107/108), por isso, em suas várias obras apostólicas, deseja transformar o mundo, com atenção aos sinais dos novos tempos. (Rm 12,2). Nesse contexto de renova- ção, em 2014, foi instituída a Província Única do Brasil. Segundo o Pe. João Renato Eidt, Provincial da BRA, “desde o início deste processo, os jesuítas quiseram situar-se muito além de uma reestruturação jurídico-organizacional e dispuseram-se a viver este momento histórico como uma oportunidade única oferecida pelo Senhor, para renovarem a vida de amigos no Senhor”. (PA BRA, 2014, p.11). Essa proposta de reestrutu- ração e renovação na missão traz novos ares, projetos e esperanças às obras educativas da Companhia de Jesus e, a partir da Rede Jesuíta de Educação, sob a liderança do Pe. Mário Sündermann, Delegado para Educação Básica – BRA, à luz de vá- rios movimentos, encontros e refle- xões (35ª Congregação Geral; Co- lóquio Internacional sobre Educação Básica Jesuíta (ICSJE); Seminário Inter- nacional sobre Pedagogia e Espiritua- lidade Inaciana – SIPEI; Encontro dos Delegados da Educação; PEC – CPAL; Homólogos dos Diretores Gerais, Ad- ministrativos, Acadêmicos e Pastorais da FLACSI e Sistema de Qualidade na Gestão Escolar), vem se consolidando desde 2012. Todos esses espaços de de- bate e reflexão proporcionaram no- vos horizontes e mostraram novos ca- minhos para a renovação do trabalho realizado na educação básica em ní- vel mundial e no Brasil (PEC BRA, 2016, n. 4, p. 2), além de terem reafirmado o objetivo da educação da Compa- nhia de Jesus, encontrado nos documentos oficiais, preconizador do “desenvolvimento integral da pessoa”. O propósito de formar integralmente diz respeito a todo o processo de for- mação e integração do ser huma- no: conhecer a si, saber quem se é, apropriar-se de seus limites e de suas qualidades para atuar no mundo e ser uma pessoa de valor “para e com os demais”. Na década de 80, Pe. Arru- 5

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pe, Ex-Geral da Companhia de Jesus, afirmava que é preciso “renovar ou morrer” e indicava a necessidade de mudança como condição de sobrevivência e traço de identidade de um colégio jesuíta, que busca constantemente o Magis Inaciano na sua proposta de formação integral, em sua dimensão humana, cristã e aberta aos demais. Esse espírito de fortalecimento da identidade e da missão educativa da Companhia de Jesus no Brasil foi construído participativamente, inspirado pela 35ª Congregação Geral e por outros documentos da Companhia de Jesus. A partir desses processos, o Delegado para Educação/ BRA, Pe. Mário Sündermann, priorizou a construção do primeiro PEC da Rede Jesuíta de Educação, iniciado em 2014, a partir da necessidade de fortalecer e renovar a identidade, a missão e a ação educativa, acentuando e intensificando o processo da aprendizagem e o trabalho sistêmico entre as obras educacionais e a Rede Jesuíta de Educação. O Projeto Educativo Comum – BRA será lançado oficialmente, em sua versão impressa, no seminário programado para os dias 29 a 31 de agosto, no CECREI, em São Leopoldo, RS. A centralidade do documento está na qualificação do labor educativo, com foco na qualidade da aprendizagem, e não na visão racionalista de ensino vigente, que prioriza a quantidade e a transmissão em detrimento da qualidade e da não apropriação contextualizada do conhecimento. A necessidade de renovar o currículo e o modo de ensinar, de estabelecer os processos de construção da aprendizagem “na perspectiva da educação integral, apreende a pes- soa toda, e não apenas a sua dimensão intelectual”. (PEC BRA, 2016, n.34, p. 8). O documento apresenta especificações conceituais e mediações para a necessidade de renovação e qualificação da educação nos colégios da RJE; como uma bússola, o PEC demarca um norte inspirador e orientador, para que os “colégios ava- liem a efetividade de suas propostas educativas e promovam a atualização ou a transformação de seus currícu- los, para que expressem a identidade inaciana, sejam significativos, flexíveis e contemplem as diferentes dimensões da formação da pessoa”. (PEC, 2014, n.29, p. 7). Esse documento está estruturado segundo os quatro âmbitos que compõem o Sistema de Qualidade na Gestão Escolar/FLACSI e que, de acordo com as pesquisas sobre eficácia escolar, incidem no processo educativo, possibilitando o êxito na consecução de uma aprendizagem integral, com foco no aluno, a partir da valorização e contextualização da dimensão curricular; da dimensão organizacional, estrutural e de recursos; do clima escolar e da dimensão da família e comunidade. Nosso grande desafio será transformar e avançar, em um período de quatro anos (2016-2020), em melhorias processuais em nossa proposta educacional, com foco no aluno e na excelência da sua aprendizagem, para que, em 2020, possamos reavaliar nossa caminhada, conforme orientação e tempo de vigência do PEC, respeitando-se os contextos de cada Colégio. (PEC, 2014, N. 19, P. 5). O processo tem como foco promover a autonomia do aluno, a criatividade e a disciplina nos estudos, tornando-o protagonista de sua aprendizagem. A partir do PEC, os professores se tornarão orientadores e motivadores na jornada para a aprendizagem, que deverá possibilitar a apropriação do conhecimento de forma significativa, repleta de sabor, sentido e valores para a vida. Muito em breve, teremos esse belo documento em mãos, o qual irá inspirar e orientar todos os protagonistas desta jornada de corresponsabilidade frente à missão educativa da Companhia de Jesus, de oferecer uma educação de qualidade, com excelência na aprendizagem e na formação de cidadãos conscientes, competentes, críticos, compassivos e comprometidos, líderes no serviço, promotores da fé e da justiça e defensores de um mundo digno, solidário e sustentável. O documento exige repensar e avaliar a educação que oferecemos. Trata-se de uma oportunidade ímpar e fundamental para transformarmos nossa práxis e a mediação educativa, com responsabilidade e compromisso. Através do Projeto Educativo Comum, será possível acentuar, nos espaços pedagógicos do Colégio, a construção coletiva e participativa da aprendizagem, com foco no aluno e na mediação dos colegas, sob a supervisão, orientação e acompanhamento do professor, que passará a exercer um papel ainda mais expressivo na condução acadêmica de seus alunos, para que sejam sujeitos autônomos e conscientes na arte de aprender a aprender, partilhar e ressignificar o conhecimento. Este é o nosso atual horizonte; são estas as prioridades da nossa atuação pedagógica. Que o Projeto Educativo Comum da RJE nos inspire e encante na qualificação, melhoria e oferta de uma educação com excelência humana e acadêmica, capaz de transcender a pura visão do ensinar, para consolidar a construção da aprendizagem no espaço da sala de aula, sempre mediado pelos quatro pilares da educação da UNESCO: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e, finalmente, aprender a ser. Paz e Bem! Afonso Luiz Silva Diretor-geral 6

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PROJETOS AcADêmIcOS Estudo de Campo FORTALEZAS DE ANHATOMIRIM E RATONES Envolvendo as disciplinas de História, Produção Textual, Química, Geografia, Artes e Português, o projeto “Fortalezas de Anhatomirim e Ratones” promove o estudo de conteúdos trabalhados em sala de aula de modo enriquecedor e diversificado, objetivando atingir o aprendizado por meio da interdisciplinaridade. A saída de campo possibilita reflexões e novas impressões a respeito dos aspectos históricos que permeiam a construção das fortalezas, bem como os aspectos de preservação, restauração e manutenção. Ao observar in loco os diversos detalhes das construções, os estudantes têm a oportunidade de vivenciar um momento significativo de estudo. Ainda com o intuito de promover maiores reflexões, as questões históricas circundantes à saída de estudos são socializadas em sala de aula, por meio de apresentação em mídia digital e, também, em pesquisa escrita. A Fortaleza de Santa Cruz foi a principal fortificação do antigo sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina, projetada e construída pelo Brigadeiro português José da Silva Paes, a partir de 1739. Estrategicamente localizada na Ilha de Anhatomirim, em Governador Celso Ramos, Santa Cruz configurava, no século XVIII, o principal vértice do sistema triangular de defesa da Baía Norte, que protegia a Ilha de Santa Catarina contra as investidas estrangeiras. Esse sistema era composto, ainda, pelas fortalezas de São José da Ponta Grossa e Santo Antônio de Ratones. No final do século XIX, alguns de seus edifícios já haviam desaparecido, e outros haviam sido reconstruídos, como o Novo Paiol e a Nova Casa do Comandante. Em 1894, durante a Revolução Federalista, Anhatomirim reassumiu sua importância, ao servir de presídio e base de fuzilamento de revoltosos contra o governo de Floriano Peixoto. No período compreendido pelas duas grandes guerras mundiais, a fortificação foi reequipada militarmente com novos edifícios, como a Estação Radiotelegráfica e a Usina de Eletricidade, e com armamentos modernos. Em 1938, a Fortaleza de Anhatomirim foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, permanecendo durante anos em total abandono, até ser redescoberta e restaurada nas décadas de 70 e 80, quando passou à guarda e manutenção da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. (http://www.fortalezas. ufsc.br). O depoimento dos alunos que participaram do projeto neste semestre reforça os objetivos do trabalho: conhecer e reconhecer o contexto histórico apresentado, buscando contemplar os aspectos da formação de indivíduos amplamente conectados com as diversas áreas do saber, ampliando as possibilidades de preservação desse importante patrimônio histórico catarinense, com atenção para o cuidado com o descarte de resíduos e o exercício de integração e de convivência em sociedade. Para Ariella Catarina Pretto, do 9º B, “a grandiosidade das construções de Anhatomirim impressiona. Conhecer a história de Santa Catarina dentro da própria fortaleza é um aprendizado muito concreto”. Na opinião do aluno João Pedro Ziliotto Martinez, do 9º C, além do conhecimento, foi possível reforçar a integração da turma. As saídas para conhecer as fortalezas de Anhatomirim e Ratones acontecem sempre no primeiro semestre de cada ano e envolvem todas as turmas do 9º ano. 7

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PROJETOS AcADêmIcOS Estudo de Campo RESGATAR O PASSADO PARA ENTENDER O PRESENTE Novas descobertas e muita curiosidade marcaram a visita dos alunos de 2º ano do Ensino Fundamental ao Instituto Multidisciplinar do Meio Ambiente e Arqueoastronomia, na Barra da Lagoa. O trabalho faz parte do Projeto “Histórias da pré-história: Um resgate da evolução humana” e tem como ponto de partida o desaparecimento dos dinossauros e o surgimento dos primeiros grupos sociais. A proposta é fazer um estudo sobre a história da humanidade, evidenciando as distintas características dos grupos sociais, em diferentes espaços e tempos vividos. O Projeto também propõe uma reflexão sobre as descobertas feitas pelo homem (fogo, roda, agricultura e pecuária) e sua importância para a evolução histórico-social, que são conhecimentos necessários ao entendimento da sociedade atual e da evolução tecno- lógica. No Parque Arqueoastronô- mico da Barra da Lagoa, os alunos encontraram vestígios e informações sobre a história do homem, como as pedras nomeadas de megálitos, posicionadas de forma estratégica, permitindo saber exatamente quando ocorrem os fenômenos que marcam o movimento aparente do sol e a incidência de raios solares, denominados solstício e equinócio. Por Florianópolis ser um dos grandes centros rupestres do Hemisfério Sul, a oportunidade de conhecer melhor esses locais enriquece ainda mais o Projeto. “As inscrições rupestres foram uma grande aquisição descoberta pela humanidade, que possibilitou a evolução da comunicação”, disse Jeanice Schmidt Bulik, coordenadora pedagógica da Unidade de Ensino I. Ela enfatizou, ainda, a importância da utilização dos recursos naturais para a sobrevivência, fato que traz subsídios para estudar a linha do tempo da existência humana e lutar pela preservação ambiental no Planeta. Além disso, o Projeto “Histórias da pré-história: Um resgate da evolução humana” caminha em parceria com o Projeto Lixo Zero e a Campanha da Fraternidade 2016 no Colégio Catarinense. 8

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PROJETOS InTERDIScIPLInARES Projeto Municípios PROJETO MUNICÍPIOS CATARINENSES ESCOLHE FLORIANóPOLIS PARA ATUAR EM 2016 A primeira etapa do projeto Municípios Catarinenses, realizada nos meses de março e abril, reu- niu 311 alunos da 2ª série do Ensino Médio, dispostos a conhecer e ava- liar criticamente a realidade cultural, ambiental, social, política e econômi- ca de Santa Catarina, do Brasil e do mundo. A cada ano, o projeto pro- põe o trabalho em um determinado município; em 2016, optou-se por Florianópolis, e as turmas ficaram res- ponsáveis pelo trabalho em eixos já determinados: política e segurança, saúde e esporte, educação e identidade cultural, ambiente, mobilidade e transporte coletivo, turismo e economia. Durante o semestre, as turmas vão desenvolver atividades e apro- fundar conhecimentos em cada eixo. Mais tarde, estarão prontas para diag- nosticar problemas e incentivar possíveis soluções. Secretários municipais de Florianópolis, políticos e profissio- nais de diversas áreas prestigiaram o projeto e incentivaram o trabalho desenvolvido no Colégio. 9

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PROJETOS InTERDIScIPLInARES Workshop das Profissões A HORA DA ESCOLHA WORKSHOP DAS PROFISSõES ATRAI ALUNOS INTERESSADOS NA ESCOLHA PROFISSIONAL Mais uma vez, a equipe da Orientação Educacional, com o apoio da Coordenação da Unidade de Ensino II, promoveu com sucesso o Workshop das Profissões no Colégio Catarinense. Esse trabalho, que já existe há mais de uma década e sempre tem mostrado resultados surpreendentes entre os alunos, auxilia o educando na escolha profissional durante todo o Ensino Médio, de forma consciente e alinhada aos objetivos de vida de cada um. Durante o Workshop de 2016, que aconteceu no mês de abril, profissionais de diferentes áreas conversaram com os alunos do Terceirão e esclareceram dúvidas e curiosidades sobre as mais diversas profissões. “A presença dos profissionais de diferentes áreas faz com que os alunos conheçam mais o dia a dia das profissões e, com isso, percebam afinidades”, disse o coordenador da Unidade de Ensino II, professor Luiz Henrique Neves. Segundo ele, o projeto consiste em um momento muito esperado pelos alunos, porque, muitas vezes, torna-se decisivo para a escolha da futura carreira profissional. “É fundamental que essa escolha seja consciente, porque envolve responsabilidades. A profissão escolhida vai ser desenvolvida não apenas para o bem de quem a escolheu, mas de sua família e de toda a humanidade”, concluiu o coordenador. Nesta edição, o Workshop contou com a participação de profissionais de diferentes áreas: Medicina – Dr. Carlos Eduardo Garcez; Direito – Dr. Daniel Paladino e Dr. Aloízio Paulo Cipriani; Comunicação e Marketing – Gonzalo Charlier Pereira; Psicologia – Ana Julia Vargas Menuci; Medicina Veterinária – Walberto Schmidt Júnior; Arquitetura – Marcos Nunes; Design Gráfico – Berenice Santos Gonçalves; Educação Física – Rafaela Tabalipa; Fisioterapia – Andreza Garrett Paes; Odontologia – Felipe Damerau; Fonoaudiologia – Rozelaine Conceição dos Santos Oliveira; Pedagogia – Louisa Carla Farina Schoröter; Administração – André Luiz Koerich; Jornalismo – Márcia Carvalho; Nutrição – Daiana Espíndola; e Engenharia Mecânica – Luis Alberto Cadenas Pereira. 10

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PROJETOS InTERDIScIPLInARES Formação Humana PROJETO VALORIZAÇÃO DA VIDA: INFORMAÇÃO, DIÁLOGO E ORIENTAÇÃO “As drogas me deram asas para voar, depois me tiraram o céu.” (John Lennon) Mais uma vez, o projeto “Valorização da Vida” trouxe à tona um debate sério e direto com os adolescentes (alunos da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Catarinense) sobre a problemática das drogas lícitas e ilícitas. O projeto, trabalhado de forma interdisciplinar ao longo do ano letivo, propõe o diálogo e o debate sobre diversos temas relacionados ao uso de drogas, desde os efeitos químicos no organismo até as implicações físicas, psíquicas, sociais e econômicas do usuário de entorpecentes. A vivência na Comunidade Terapêutica Recanto Silvestre, localizada no município de Biguaçu, é o momento mais marcante do projeto. Os alunos participam de uma reflexão com os residentes, ouvem ricas partilhas de vida com o testemunho de pessoas que estão em tratamento da dependência química e do álcool. É um espaço onde se tem conhecimento de histórias impactantes e reais sobre os muitos malefícios causados pelo uso e abuso de drogas. Os alunos também interagem, conversando com os residentes, transmitindo a eles força e esperança na caminhada e realizam uma entrevista, a partir das drogas que são objeto de pesquisa de cada turma. O encontro, que aconteceu no mês de maio, sempre se inicia com um rico momento de espiritualidade, recheado de boas músicas, um texto bíblico e frases motivacionais. O projeto Valorização da Vida parte do pressuposto de que o uso de drogas é um fenômeno sociocultural complexo, o que significa dizer que sua presença em nossa socie- dade requer um trabalho conjunto e de parceria. Faz-se necessária, portanto, uma educação preventiva e a conscientização de todos. A escola propõe valores e uma formação integral, pautada no senso crítico, no desenvolvimento da autonomia e no cuidado com a saúde física, humana e espiritual; a família também precisa cuidar da relação dentro do lar e do diálogo franco e aberto sobre o assunto. Para isso, é fundamental uma relação mais próxima com os Serviços de Orientação do Colégio, além do olhar atento voltado aos adolescentes. O grande desafio deste projeto é a luta pela valorização da vida como um bem maior e sagrado, ajudando, assim, na construção de uma sociedade mais digna, sóbria, solidária e fraterna, onde os jovens cresçam com consciência e sejam felizes. 11

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PROJETOS InSTITucIOnAIS GT LIXO ZERO PROMOVE AÇõES PARA INTENSIFICAR O PROJETO NO COLéGIO Desde o início do ano letivo, uma equipe formada por professores e funcionários do Colégio Catarinense trabalha na construção de novas ações para intensificar a proposta do projeto Lixo Zero. Entre as novidades, estão o criação de um mascote para o Projeto, o Mister Zero, e a elaboração de material informativo. O objetivo é buscar a conscientização e promover medidas práticas que auxiliem na redução da quantidade de dejetos encaminhados a aterros sanitários, priorizando-se a reciclagem, o reaproveitamento e a reutilização de resíduos, de modo a evitar o uso indiscriminado dos recursos naturais e a degradação ambiental. No segundo semestre, o Mister Zero vai participar de ações práticas dentro e fora do Colégio, auxiliando a comunidade na mudança de hábitos e costumes. O mascote do projeto também questionará a lógica do consumismo e incentivará o cuidado com a mãe-terra e o uso de energias renováveis. O residuário central, inaugurado em 2013, também ganhará nova roupagem: passará a se chamar Laboratório de Educação Ambiental, e as turmas começarão a visitá-lo, para receberem orien- tações sobre a forma correta de descartar os resíduos. Outra providência do grupo de trabalho Lixo Zero foi o novo mapeamento de líderes de setores no Colégio para o ano de 2016. Os líderes têm a missão de fiscalizar e orientar o grupo, de acordo com as normas e propostas do projeto. 12 Ecologia/Lixo Zero

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REPÓRTER cOnvIvA O trabalho de conscientização para as questões voltadas ao meio ambiente apresentou resultados surpreendentes nos últimos meses. Os alunos estão sensibilizados e já promovem trabalhos voltados aos cuidados com a mãe-terra e à formação de uma “consciência ecológica”. O ano de 2016 traz na bagagem um apelo irresistível para esse engajamento no tema escolhido para a Campanha da Fraternidade − “Casa comum, nossa responsabilidade”. (Am 5.24). A Campanha faz uma reflexão sobre um problema que afeta o meio ambiente e a vida de todos os seres vivos, que é a fragilidade e, em alguns lugares, a ausência dos serviços de saneamento básico. Mergulhados neste movimento pela vida, os jovens começam a ir às ruas para buscar informação, orientação e formas de auxiliar na salvação de “nossa casa comum”. Nesta edição, o aluno Matheus Sozim, da 3ª série K, foi o nosso Repórter Conviva: FLORIPA TEM ENCANTOS, MAS SOFRE DESENCANTOS. Por Matheus Sozim, 3a série K A Ilha de Santa Catarina tem natureza exuberante e é, com certeza, um lugar onde o Mestre Arquiteto dedicou um tempinho a mais na execução do projeto, com direito a praias, planícies litorâneas com restingas e manguezais, dunas, lagoas, encostas cobertas pela vegetação da Mata Atlântica e muito mais. Não é à toa que esse lugar vem atraindo cada vez mais pessoas com o desejo de morar na Ilha de sol e mar. Tal fato imprime um ritmo de crescimento urbano que preocupa aqueles que não têm olhos apenas para os resultados econômicos positivos e imediatos, mas que enxergam mais adiante e se perguntam: “Qual qualidade de vida teremos daqui para frente?” A cada ano, Florianópolis tem sua malha urbana avançando sobre áreas verdes, e as áreas intensamente urbanizadas não são arborizadas como deveriam. A quantidade mínima preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 12 m² de área verde, por habitante, e a ideal é de 36 m², cerca de três árvores, por morador. No mundo, a referência é Estocolmo: são 86 metros quadrados de área verde por habitante. Em teoria, quanto mais verde a cidade for, melhor será a qualidade do ar que se respira e mais agradáveis serão a paisagem e o clima – as sombras criadas pelas copas, a umidade gerada pela vegetação em geral e a quantidade maior de área permeável são características que ajudam nesses aspectos. Diante dessa constatação, fica a preocupação quanto à necessidade de arborização de Florianópolis. Ao olhar com mais atenção para as árvores da Cidade, surge a angústia para com o descuido na poda das poucas árvores existentes. As copas de algumas são deixadas em forma de “V”, e as árvores acabam virando um “Y”, se considerarmos o tronco, e tudo isso para que os galhos não se encostem aos fios da rede elétrica. Será que essa é a justificativa para “mutilar” as árvores de Florianópolis? Essa prática, além de deixar a árvore “mutilada”, deixa -a vulnerável a micro-organismos que adoecem os tecidos internos do vegetal, reduzindo o tempo de vida da árvore, por conta do apodrecimento interno, e colocando em risco os transeuntes. Na FLORAM e na CELESC, os dois órgãos executores das podas, as opiniões trazem à tona antigas discussões. Segundo os especialistas da FLORAM, as podas são executadas nas árvores de grande porte para melhoria delas. Nas árvores pequenas, as podas são “de condução”, para que elas atinjam a idade adulta com uma conformação melhor, sem atrapalhar os transeuntes. Já as podas executadas pela CELESC levam em consideração a proteção da rede elétrica, para evitar que a vegetação provoque algum curto circuito e falta de energia ao invadi-la. Diante desse cenário, é urgente a criação de um Plano Diretor de Arborização Urbana com ações previstas para o tratamento das árvores, bem como manutenção e cuidados com a rede elétrica. As árvores trazem muitos benefícios à população: amenizam o calor, deixando o clima mais agradável; purificam o ar, melhorando a qualidade de vida das pessoas; absorvem os ruídos produzidos pela urbanização e, além de tudo, deixam a paisagem mais bela. 13

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ESPEcIAL HOMENAGEM àS MÃES Doces momentos de afeto marcaram a semana de comemoração ao Dia das Mães no Colégio Catarinense. As oficinas de Cupcake, Fuxico, Circuito Funcional, Pintura em MDF, Musicalização, Ballet, Ginástica Holística, Aritmética, Cosméticos, Cerâmica, Fotografia, Muay Thai, Pilates, Zumba, Artes, Defesa Pessoal e Leitura encantaram mães e filhos das turmas da Educação Infantil ao 5º ano. Foi uma semana recheada com muito aprendizado e amor! Um agradecimento especial à APPCC e à Twit Academia, incansáveis parceiras na preparação das homenagens às mães. Lembranças inesquecíveis... “Mãe possui um estoque de métodos infalíveis pra despertar o que há de melhor nos filhos. Mãe tem mania de alegria. Urgência de sorrisos. Um jeito peculiar de expandir a rotineira graça. Mãe é mãe, mesmo antes de nascer. O tempo tem notícia dela quando ainda era absoluta pluma e mistério. Mãe é o sopro originário, o milagre vital, é a própria continuidade de Deus.” www.asomadetodososafetos.com 14

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Dia das Mães 15

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