Cadernos AIP 175 anos

 

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Novos desígnios do associativismo

Popular Pages


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publifeiras barómetro de feiras actualidade da meeting industry publicações standeventos http www.publifeiras.com aip-cci 175 anos depois o limiar do novo associativismo

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sÍntese fic ha t écnica fich a éc nica 2011 a renovação adivinha-se uma nova era para o associativismo português os recém-empossados corpos sociais da aip-cci têm pela frente o desafio de revitalizar o sector desbravar o caminho do novo associatismo é a missão que lhes está reservada resenha cronológica actualidade da meeting industry barómetro de feiras aip 175 anos caderno i editor barata ferreira lideranças os anos 70 do centenário direcção técnica catarina ferreira barata ferreira helena dias standeventos-comunicação em eventos r antónio da conceição diniz 2600-088 castanheira do ribatejo r antónio da conceição diniz 2600-088 castanheira do ribatejo tel 263 290 229 tlm 966 450 591 nota de redacção esta revista não subscreve as normas do acordo ortográfico redacção propriedade sede dep comercial o novo punho do corporativismo nosso arquivo aip-cci o senhor associativismo

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos editorial barata ferreira o novo mundo do associativismo proposta que não se esgota com esta edição os cadernos aip-cci 175 anos depois condensam numa série de números a publicar o incomensurável universo desta centenária instituição que chegou aos nossos dias com uma vitalidade e capacidade de renovação surpreendentes a associação industrial portuguesa câmara de comércio e indústria assinala em janeiro do próximo ano o seu centésimo septuagésimo quinto aniversário facto que por si só constitui um marco na história do movimento associativo em portugal a efeméride que se reveste de um duplo significado é simultaneamente ponto de chegada e de partida para novos desafios que têm no horizonte a renovação profunda do associativismo em portugal reflectindo a necessidade de elevar o sector a níveis superiores na escala de valores É um desafio que obrigatoriamente deverá equacionar uma reflexão das insuficientes práticas associativas que minam a credibilidade do sector apontando os caminhos para um novo modelo que corresponda efectivamente a uma representação orgânica abrangente da sociedade partindo para estes desafios com base num quadro particularmente penalizador que se revela no cenário de uma conjuntura de crise profunda sem fim à vista a aip-cci tem pela frente grandes batalhas que não se esgotam no plano interno na perspectiva da afirmação do associativismo português seja no panorama europeu ou no conjunto da comunidade de países de língua portuguesa cplp organização no seio da qual a associação desempenha um papel central temas incontornáveis para o associativismo português aos quais certamente este trabalho não poderá fugir os cadernos aipcci 175 anos assim como o simbolismo da efeméride constituirão um ponto de chegada e de partida quer como contributo para a elevação do associativismo quer como um testemunho vivo que revelará a actualidade de uma organização que ape-sar de todo o seu peso institucional é praticamente desconhecida do grande público no que concerne aos aspectos mais marcantes da sua actividade embora as nossas expectativas de contribuirmos para a elevação do associativismo não se esgotem neste trabalho alimentamos a esperança que assinale um novo ciclo de reflexão e aprofundamento do sector em portugal cadernos aip 175 anos o associativismo em estado puro junho 2011 2

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos o grito de ipiranga o ano de 2011assinala muito provavelmente o ciclo de maior renovação em todo o historial da associação industrial portuguesa­câmara de comércio e indústria a concretização de um velho sonho o de consolidar o modelo federador do associativismo corporizado na criação da cip/cep confederação empresarial de portugal e a nova orgânica interna da associação sustentada por um conselho geral são indicadores intrínsecos de uma mudança reformadora no sector do associativismo a esta necessidade de viragem está subjacente a crise de valores que atravessa a sociedade portuguesa reflectida no caso do associativismo por uma fragmentação excessiva consubstanciada pela existência de mais de 700 organismos representativos do tecido empresarial 8 mil dirigentes e mais de 4 mil técnicos relação que traduz o descrédito nos instrumentos tradicionais de representatividade económica e social e a consequente incapacidade de influenciar a definição de políticas públicas apesar de mesmo assim se reconhecer às associações empresariais um elevado grau de sofisticação técnica e teórica é notório como refere o presidente da aip-cci o déficit associativo na concepção de projectos iniciativas intrumentos de apoio e programas para a ajudar as pme a implementar modelos isto a par da multiplicação de custos desperdício de recursos e ineficácia na prestação de serviços o grito de ipiranga relativamente a este estado de coisas soou recentemente no palco de um evento onde menos seria de esperar ouvi-lo mais precisamente durante a cerimónia da tomada de posse dos novos órgãos sociais da aip-cci para o quadriénio 2011-2014 pela voz do próprio presidente josé eduardo carvalho não houve até agora uma única associação que tivesse liderado e concretizado um processo de fusão ou concentração de pme quando todos sabemos a importância que tem o redimensionamento das empresas na actual conjuntura de igual modo salientou nenhuma delas liderou ou continua na pág seguinte universo aip-cci resenha cronológica 1837 fundada em 28 de janeiro conforme estatutos aprovados pela secretaria de estado dos negócios do reino com a assinatura de passos manuel a associação industrial portuguesa é uma das primeiras manifestações de associativismo empresarial centro de congressos de lisboa junqueira e centro de reuniões da fil parque das nações documento original dos estatutos da aip fonte:arquivo publifeiras edifício sede da associação industrial portuguesa ­ câmara de comércio e indústria à junqueira 1860 em 20 de março a aip reinicia as suas actividades entretanto interrompidas pelas convulsões políticas da época sob o nome de associação promotora da indústria fabril apif 1861/1863/1865 promove importantes exposições industriais inaugurando assim uma das suas principais vertentes a promoção de feiras industriais neste período dá-se início à publicação de uma série de livros denominada biblioteca das fábricas 1886 em 29 de março a aip retoma a designação de associação industrial portuguesa 3 feira internacional de lisboa fil no parque das nações junho 2011

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos concretizou uma sociedade ou fundo de capital de risco ou um clube de investidores do universo das 700 associações referenciadas apenas cerca de 0,3 por cento delas terão contribuído para a implementação de instrumentos e mecanismos alternativos de reforço de capitais próprios e permanentes das empresas como seja o caso de fundos de obrigações participativas e acções preferenciais remíveis em menor número ainda são as associações cujos programas se comprometem com a necessidade de implementar produtos mezzanine cré-dito+capital pa-ra financiar operações de concentração dimensionamento e transmissão no sector das pme sublinhou em muitos outros aspectos da actividade associativa o cenário não é de acordo com o novo presidente da aipcci menos preocupante apenas três associações até hoje foram capazes de dinamizar e liderar a constituição de ace para aprovisionamentos grupados penetração em mercados externos ou processos de internacionalização o que também é válido no que concerne à dinamização de clusters ou pólos de competitividade criados por associações tic em áreas organizacionais e de gestão ope-racional verificando-se igual cenário no que concerne à constituição de áreas de localização empresarial e dinamização de parques tecnológicos espaço de intervenção menos negativa a área do ensino e aprendizagem conta com um elevado número de associações fundadoras de escolas profissionais que com meritoso esforço procuram contrariar o vazio do sistema formal de ensino mas ainda assim josé eduardo carvalho realça a necessidade de adequar os cursos ministrados às reais necessidades de empregabilidade dos accionistas sublinhando o facto de apenas uma associação ter conseguido criar e assegurar a gestão e funcionamento regular de uma escola de negócios e formação pós-graduada para empresários do conjunto das preocupações concernentes ao estado do associativismo em portugal manifestadas pelo recém-eleito presidente da aip-cci destacam-se ainda entre outras a inexistência de qualquer associação que lidere a criação de núcleos de inovação nas pme e que tente a sua integração no sctn ou que impulsione localmente projectos empresariais nos domínios das energias renováveis ambiente águas e logística apontadas as lacunas é neste quadro de assumidas e reflectidas insuficiências e limitações da actividade associativa que se situará o espaço de intervenção da aip segundo frisou josé eduardo carvalho 1888 em junho realiza-se a exposição industrial portuguesa com a presença de 1214 expositores do continente e ilhas considerada um dos factos mais importantes da vida económica da época 1889 organiza a representação de portugal na exposição universal de paris onde os industriais portugueses dão testemunho da sua capacidade empresarial numa manifestação sem precedentes que assinala o triunfo da máquina a vapor sobre o trabalho manual exposição universal de paris fonte:wilkipedia 1903 apresenta um plano de acção a desenvolver no âmbito do fomento da indústria e da economia nacional o plano que pressupunha uma industrialização acelerada em portugal deveria ser executado em colaboração com a administração pública 1911 a pedido da administração central a aip colabora na redacção da lei do descanso semanal com base nos resultados de um inquérito directo junto das empresas 1918 com o intuito de incentivar o ensino industrial em portugal a aip criou dois prémios anuais para dois institutos do referido ensino um destes prémios destinava-se ao aluno do instituto superior técnico que mais se distinguisse no seu projecto final o outro prémio aos dois melhores alunos da escola marquês de pombal 4 josé eduardo carvalho ­ presidente da associação industrial portuguesa aip-cci prosseguindo nesta linha de pensamento salientaria igualmente o restrito número de associações na liderança de projectos conjuntos de auditorias tecnológicas energéticas ambientais segurança e produtividade apenas quatro com o subsequente déficit de implementação de projectos de inovação nestas áreas menor ainda é o número de associações que desenvolvem projectos conjuntos de certificação de produto introdução de junho 2011

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos o novo punho do corporativismo josé eduardo marcelino carvalho é o novo rosto na liderança na direcção da aipcci personalidade que substitui no cargo jorge rocha de matos que agora na sequência da recente reestruturação orgânica operada na associação assume as funções de presidente do conselho geral para o antigo docente universitário e mentor da primeira business school do país indeg/iscte os próximos anos à frente da direcção da aip-cci vão ser de grande labuta tendo em conta os desafios que se lhe deparam e a herança de três décadas profundamente marcadas pelo seu antecessor conta obviamente com uma experiência de vários anos no campo do associativismo quer como vice-presidente da aip função que desempenhava desde 2002 quer como presidente do nersant cargo que abandonou em março de 2011 e que ocupava há cerca de sete anos num momento em que o associativismo empresarial está em declarada crise e os instrumentos tradicionais de representatividade económica e social perdem força a experiência de gestor de josé eduardo carvalho cujo percurso profissional vai de administrador em várias empresas líderes nas áreas da energia consultoria imobiliária e curtumes a presidente do conselho de administração da tagusgás será certamente uma mais-valia para levar de vencida a missão de reafirmar o associativismo empresarial no plano interno e a nível internacional 1921 participa no 1º congresso nacional que decorreu no porto entre 26 e 28 de novembro 1923 organiza o congresso das associações comerciais e industriais de portugal cujo espírito de unidade e mobilização traduziu a atitude firme e consequente dos empresários face às dificuldades que o país atravessava no rescaldo da 1ª grande guerra 1928 em março tem início a publicação da revista mensal indústria portuguesa que a par de artigos de carácter técnico de estatísticas referentes a vários ramos da indústria e de indicações da maior utilidade para os industriais vêm inseridos relatos de muitos dos trabalhos associativos que as mais de 50 secções de carácter sectorial produziam esta publicação cessou a sua actividade em dezembro de 1974 as tarefas do líder os próximos quatro anos como presidente da aip-cci poderão não ser pêra doce para josé eduardo carvalho mas o novo responsável máximo pela direcção do órgão associativo parece ter tudo muito bem planeado este é o momento de aprofundarmos o modelo integrador do movimento associativo de interpretar a necessidades das empresas e de corresponder com acções adequadas afirma segue-se o plano e a estratégia segundo o próprio http www.publifeiras.com/jec.html revista indústria portuguesa fonte ordem dos engenheiros 1929 realiza em outubro de 1929 a feira de amostras do estoril onde foram representados mais de uma dezena e meia de sectores da indústria nacional 1930 realiza no rio de janeiro a feira de amostras de produtos portugueses o certame decorreu de 4 de outubro a 16 de novembro daquele conturbado ano da vida política brasileira junho 2011 5

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos o senhor associativismo É a personalidade que mais se distinguiu no plano do associativismo empresarial nos últimos trinta anos e muito provavelmente em toda a história do corporativismo em portugal quando pela primeira vez assumiu a presidência da associação industrial portuguesa em 1982 após três anos no desempenho do cargo de vice-presidente da instituição sucedendo à altura no exercício da função a joão vaz guedes chegava com um sonho que traduzia uma visão de futuro modernizar o associativismo empresarial em portugal conferirlhe força e torná-lo independente do poder político não é seguro que após três décadas na liderança da direcção da aip-cci tenha conseguido alcançar todas as metas a que se propunha mas o espírito de missão e a persistência na obtenção de resultados conferiram-lhe o estatuto de líder incondicional no sector e um posicionamento de charneira na história do associativismo destacando-se de forma singular como o primeiro dirigente que conseguiu conduzir à maturidade o modelo corporativo nacional consubstanciado no reordenamento do sistema que culminaria na criação da confederação empresarial de portugal cip/cep concretizando para a aip-cci uma velha aspiração com mais de um quarto de século de existência na vida do jovem jorge rocha de matos ontem como hoje fecha-se um ciclo tomou as rédeas da direcção da aip em 1982 ainda não tinha completado 40 anos de idade no cenário de uma profunda crise económica e social com o país ameaçado pelo espectro do fundo monetário internacional fmi abandona a presidência da aip em abril de 2011 já no fim da casa dos sessenta com portugal em idênticas circunstâncias corroído pela versão mais moderna do fmi hoje fundo europeu de estabilização feef À época como hoje já então a aip pela voz do seu jovem dirigente alertava para a questão crucial da economia portuguesa um tema recorrente nas palavras de jorge rocha de matos trinta continua na pág seguinte 1931 de 9 a 14 de novembro a aip leva a efeito a semana do trabalho nacional iniciativa coroada de êxito em que não só se conseguiu chamar a atenção do país para os produtos portugueses como ainda contou com a colaboração do comércio lojista 1932/1933 realiza-se em lisboa em duas fases setembro a novembro de 1932 e de junho a outubro de 1933 a grande exposição universal portuguesa promovida pela aip no decorrer desta exposição foi igualmente realizado o i congresso da indústria nacional entre 8 e 15 de outubro de 1933 que contribuiu para um amplo debate sobre a situação de indústria nacional em portugal o pavilhão onde decorreu esta exposição hoje conhecido por pavilhão carlos lopes foi trazido da feira das amostras de produtos portugueses do rio de janeiro a expensas da aip em colaboração com a câmara municipal de lisboa sendo depois erguido no parque eduardo vii condecorado pelo presidente da república jorge sampaio com a distinção de grande oficial da ordem do infante d henrique foto arquivo publifeiras pavilhão carlos lopes fonte google imagens j costa assinatura do protocolo de constituição da associação parque junqueira em finais da década de oitenta foto arquivo publifeiras 1935 a realização do cortejo do trabalho nacional integrado nas festas da cidade de lisboa marcou a participação da aip na vida económica nacional da época 6 junho 2011

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos anos depois ao tomar posse do cargo de presidente do conselho geral da aip-cci este é ainda hoje o problema primordial que é imperativo resolver a urgente modernização da nossa estrutura produtiva condição absolutamente necessária para que venhamos a ter adequados níveis de competitividade internacional das aer à carta magna entretanto aconteceu história e concretizaramse em grande parte o conjunto de propostas que o jovem jorge rocha de matos trazia na bagagem quando pela primeira vez alcançou a presidência da aip designadamente a criação dos ner núcleos empresariais regionais que posteriormente adoptaram a designação de aer associações empresariais regionais estruturas associativas locais e regionais providas de instrumentos e ferramentas que as capacitam a defender e promover a valorização das regiões continua na pág seguinte 1937 participa na exposition internationale des arts et techniques dans la vie moderne em paris 1939 publica o guia da produção industrial portuguesa documento importantíssimo pela extensa informação que contém permitindo no entanto uma fácil consulta 1941 a aip adquire uma nova sede na av da liberdade em lisboa 1949 em novembro promove a feira das indústrias portuguesas em belém onde estiveram representados sectores importantes da indústria nacional 1950 realiza em belém entre 3 de junho e 9 de julho o 2º ciclo da fip feira das indústrias portuguesas 1952 realiza a exposição industrial de goa 1953 É realizada em angola pela aip a feira das indústrias de luanda 1956 realiza a feira das indústrias de lourenço marques moçambique cerimónia da passagem do 173.º aniversário da aip-cci foto arquivo publifeiras inauguração das novas instalações da fil no parque das nações foto arquivo publifeiras tomada de posse dos novos órgãos sociais da aip-cci 2011 foto arquivo publifeiras 1957 promove a realização do ii congresso da indústria portuguesa e dos economistas em 26 de maio são inauguradas as instalações da feira das indústrias portuguesas na junqueira antiga fil à junqueira fonte arquivo publifeiras junho 2011 7

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos nesta linha surgiria por acréscimo em 2003 em primeira mão como um documento de âmbito nacional a carta magna da competitividade que constituiu à altura um grito de alerta relativamente à insustentabilidade da economia portuguesa a prazo uma espécie de bíblia do empresariado português que decorrida menos de uma década estenderia a sua influência a todas as regiões do continente num total de 16 cartas regionais de competitividade um objectivo que nas palavras do agora presidente do conselho geral da aip-cci revela a preocupação maior de um país com um modelo de desenvolvimento valorizado territorialmente e que ao mesmo tempo equilibra o eurocentralismo a globalização e a economia de proximidade apesar de tudo agora como quando da adesão de portugal à uem processo que a aip apoiou ecoam por todo o lado como uma condenação as recomendações à época dizia-se exageradas ­ por parte da associação quanto à racionalidade e exigência da medida o que previsivelmente conduziria a prazo à erosão dos salários e penalização do emprego o que tem muito a ver com o facto de colectivamente não se ter percebido tais implicações e ter-se trilhado um caminho que se revelou errado como hoje o reconhece jorge rocha de matos consolidação e crescimento do património o jovem que lisboa viu nascer e que começou cedo a sua actividade profissional na standard eléctrica que fundou várias empresas e que granjeou o epíteto de cardeal do associativismo empresarial pela forma como conseguiu dinamizar o sector embora não o confesse e se rotule como uma pessoa irrequieta na vida como na actividade profissional é a fidelidade o que melhor define o seu carácter cultivando com tenacidade o amor à sua dama o que em rigor faz jus a uma carreira pejada de apelativas tentações de poder a que sempre resistiu com invulgar pertinácia conseguindo deste modo um lugar no pódio do associativismo empresarial também no domínio internacional com uma vincada vocação para a área da corporate meeting reconhecido e distinguido a nível internacional pelas suas competências reveladas a este nível com ele a aip viu crescer de forma grandiosa o seu património no domínio das infraestruturas exposicionais de que são testemunho a fil parque das nações e o centro de congressos de lisboa junqueira a par do incremento da actividade na área dos evencontinua na pág seguinte síntese das bases programáticas da aip-cci para o quadriénio 2011-2014 1 mercado associativo consolidar o modelo federador do associativismo que culminou com a criação da cip-cep clarificar a vocação e as competências associativas da cip-cep e aip concepção influência formatação das políticas públicas e decisões políticas que enquadram a actividade económica e empresarial da cip-cep concepção de projectos e iniciativas que visam melhorar a competitividade e a capacidade de gestão das empresas dinamização de projectos que tornem mais competitivia a envolvente regional da actividade empresarial da aipcci 1960 decorre de 9 a 23 de junho a 1ª feira internacional de lisboa verificando-se assim a internacionalização da fip em outubro a fil é admitida na ufi união das feiras internacionais durante um congresso realizado em casablanca 1962 a sede social da aip passa definitivamente para a junqueira 1963 em maio é constituído o departamento de produtividade da aip-coprai 1968 em junho é editado o guia de investimento em portugal em outubro decorre em lisboa o 35º congresso da ufi 1969 apoia a criação da apqi associação portuguesa para a qualidade industrial 1970 realização em março do colóquio de política industrial iniciativa histórica que reuniu mais de 700 participantes 1972 constituída em novembro no âmbito da aip a caipa comissão permanente para o ambiente 1976 promove a ix assembleia de comércio ibero-americano e filipino 1979 por declaração do governo publicada no diário da república a aip é reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública 1980 realiza-se na aip a escritura pública do cnae conselho nacional das associações empresariais com vista à acção concertada das quatro associações 1981 a aip é condecorada pelo presidente da república com a ordem de mérito agrícola e industrial 8 contrariar as tendências da crise de representação orgânica da sociedade portuguesa que no associativismo empresarial se manifeste na fragmentação associativa e no alheamento da actividade da associação aprofundar o modelo integrador do movimento associativo através de fusões integração ou concentração de associações continua na pág seguinte junho 2011

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos tos da criação da fundação aip e do aumento do número de instituições por ela participadas são entre outros alguns exemplos da dinamização de activos que o sr associativismo granjeou materializar no decurso de três décadas no comando dos destinos da aip 2 espaço de intervenção da aip plano de acções reconhecimento das insuficiências e limitações do trabalho associativo que tem corroído a credibilidade e a eficiência do associativismo empresarial reflexão análise e aprofundamento das boas mas insuficientes práticas associativas ultrapassar o déficit associativo que se caracteriza na concepção de projectos iniciativas instrumentos de apoio e programas para ajudar as pme a adoptar formas ideais de organização e melhoria das suas capacidades de gestão necessidade de projectar o trabalho associativo a patamares mais elevados na escala de valor 1982 constituição do núcleo de indústrias de defesa nid e do núcleo da actividade de transporte nat em maio promove as 1as jornadas da caipmei em ofir criação da cescaip conselho económico e social da aip 1983 constituição do nera núcleo empresarial da região do algarve 1984 realização do 1º salão de criação de empresas criação do nerga núcleo empresarial da região da guarda e da caipcee comissão da aip para a adesão às comunidades europeias 1985 constituição dos núcleos empresariais das regiões de bragança de leiria e de portalegre nerba nerlei e nerpor 1986 constituição dos núcleos empresariais das regiões de setúbal castelo branco e de Évora nerset nercab e nere É atribuído à aip um lugar no comité económico e social da cee 1987 a aip é condecorada pelo presidente da república com a ordem do infante d henrique criação do nerlis núcleo empresarial da região de lisboa início da construção do pavilhão de congressos i congresso das actividades empresariais das regiões em tróia 1988 atribuição à câmara municipal de lisboa cml do grande colar da aip 1ª feira das indústrias da cultura 1989 ii caer congresso das actividades empresariais das regiões em albufeira 9 natural da aldeia galega da merceana onde possui residência rocha de matos é sem sombra de dúvida o mais ilustre alenquerense de todos os tempos pelo menos a julgar pelo invulgar número de distinções com que foi agraciado pelas mais diversas entidades no decuros da sua carreira designadamente entre outras a comenda da ordem de mérito agrícola e profissional atribuída pelo presidente da república junho de 1981 grande cruz oficial da ordem de rio branco brasil 1986 comenda francisco miranda venezuela oficial da ordem de leopoldo condecoração atribuída pelo príncipe albert da bélgica comenda da ordem de alouite marrocos grande oficial da ordem do infante d henrique distinção aposta pelo presidente da república jorge sampaio mercê da sua capacidade de liderança e de convergência da extensa lista de condecorações onde figuram um sem número de medalhas atribuídas pelas mais diversas organizações associativas empresariais de âmbito nacional e internacional referência especial para a comenda da ordem de isabel a católica pelos reis de espanha em reconhecimento à personalidade que nos últimos anos mais se tem destacado no incremento das relações empresariais entre os dois países fronteiriços aquariano puro nascido a 2 de fevereiro de 1943 provavelmente será mesmo irrequieto por natureza pois o tempo ainda lhe sobrou nas poucas horas vagas para se dedicar à escrita tendo dado ao prelo um significativo número de obras de carácter técnico e não só este é em síntese o perfil do homem que nas últimas três décadas traçou os destinos do associativiamo em portugal na liderança da aip-cci um legado que o novo presidente josé eduardo carvalho procurará seguir como exemplo junho 2011 3 principal dificuldade no trabalho associativo adequar os seus planos de acções compatibilizando a transição do modelo de competitividade que ocorre na economia com o perfil produtivo ainda dominante na estrutura associativa da aip actuando fundamentalmente em dois segmentos de empresas empresas em que os factores de crescimento são a informação e o conheci continua na pág seguinte

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos pilares da via reformista pugnando desde sempre por um modelo de desenvolvimento que acentue a dimensão próatlântica e mobilize as pme para o terreno da internacionalização a aip-cci apresentou recentemente aos empresários e à sociedade civil em geral um importante documento que coloca portugal perante o desafio de um programa estratégico e estruturante e acima de tudo compreensível para os cidadãos que lança o desafio da criação da riqueza e da sua justa repartição começando por afirmar que o país não é pobre não é pequeno não é exíguo e que tem dimensão da criatividade dos seus cidadãos traduz os anseios dos portugueses sobre o estado da governação dominada pela pedagogia de homens e mulheres honestos em que o exercício da política e dos negócios sejam feitos com clareza transparência e independència de pensamento e de acção produzido no ano em que a aip assinala o seu 174º aniversário a criação de riqueza na hora da verdade traça os pilares da via reformista com base em princípios orientadores de um novo modelo de desenvolvimento e é um contributo inolvidável para conduzir o país a um patamar mais elevado afirmando-se perante a globalização com um mercado doméstico forte e competitivo a receita parece simples trata-se afinal tãosó investir na produtividade na competitividade a na criação e qualidade do emprego escreve rocha de matos na nota de abertura do documento embora uma leitura mais atenta como a que vamos procurar fazer nesta peça acabe por revelar toda a complexidade do plano o documento que começa por constatar banalidades passados 36 anos de abril 25 de integração na europa e 12 de adesão ao euro os portugueses voltam a ser confrontados com a imposição de sacrifícios dolorosos e sem perspectivas de junho 2011 mento em que a cadeia de valor é elevada e a inovação é uma preocupação constante na gestão operacional e em empresas com produtos de baixa gama pouco valor acrescentado e escassa orientação para os mercados 4 prioridades do trabalho associativo conceber planos de acções que incrementem a alteração do perfil produtivo da economia portuguesa através do crescimento e do peso na estrutura produtiva das empresas produtivas de bens e serviços transaccionáveis e valorizáveis nos mercados externos mobilização empresarial para a exportação e internacionalização 1990 cerimónia de constituição da coep confederação das organizações empresariais em coimbra cerimónia de inauguração do eurogabinete da aip em 12 de janeiro com a presença do comissário cardoso e cunha e do ministro da indústria e energia mira amaral inauguração da delegação permanente da aip em bruxelas constituição do intemi instituto de novas tecnologias para a modernização industrial tendo como fundadores a aip e o lneti 1991 abertura de um escritório de representações em angola 1992 realização do 3º caer congresso das actividades empresariais regionais em fátima 1995 inauguração oficial do novo centro de formação da coprai 1998 constituição da associação parque junqueira apj 5 políticas públicas finaciamento reforço de capitais permanentes e próprios das empresas emissão de obrigações participativas emissão de acções preferenciais remíveis redimensionamento e transmissão produto mezzanine reforço do sistema de garantia mútua fundos de capital de risco fonte arquivo publifeiras 1999 cerimónia de inauguração das novas instalações da fil continua na pág seguinte inauguração da feira internacional de lisboa parque das nações fonte arquivo publifeiras 10

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos futuro ontem éramos o 14º entre os 15 da comunidade europeia hoje somos o 21º entre os 27 da união europeia rapidamente passa da constatação à análise estes são indicadores que espelham uma efectiva diminuição na criação da riqueza industrial e agrícola e da inexplicável concentração da actividade económica em prestações de serviços no mercado interno sujeitos a intermitentes dependências externas 6 internacionalização e reforço da capacidade exportadora concentrar esforços nos países da cplp fomentar processos de internacionalização em parcerias grupos empresariais internacionalizados fomento das ace 7 inovação e i&d a i&d e inovação têm de se assumir como prioritária política pública a ser dinamizada mesmo numa conjuntura recessiva perceber que a investigação é o modo de aplicação de recursos financeiros para criar conhecimento e a inovação a forma de utilizar esse conhecimento para criar valor melhorar a forma como se tem processado a transferência para as empresas do conhecimento produtivo transformando-o em novos produtos e novos processos como condição sine qua non para ultrapassar este estado de perda constante aponta a inadiável reforma do estado e da administração pública propondo uma redução substancial na ordem dos 50 por cento do número de institutos fundações e empresas de capitais públicos do poder central e das autarquias na estrutura do governo e dos gabinetes que o compõem conferir prioridade máxima à produção e exportação de bens e serviços de qualidade valorizáveis nos mercados externos eliminando as raízes da economia dual que tem contribuído para o agravamento da crise nos últimos 20 anos é outra das condições apontadas já que o nó cego da nossa economia reside precisamente na alteração dos termos de troca entre o sector dos bens transaccionáveis e dos não transaccionáveis reflecte o documento À deriva num mar de oportunidades mais à frente são identificadas um conjunto de fragilidades da economia portuguesa e a urgência de lhes pôr cobro entre as quais se salientam a extraordinária dependência da subsidiação dos fundos comunitários responsáveis pelo desaparecimento gradual da agricultura pescas e indústria transformadora situação que abriu portas a um consumo desenfreado e insustentável secundarizando a modernização do estado e das instituições públicas e privadas junho 2011 8 empreendedorismo trabalhar nos escalões mais baixos do sistema formal de ensino continua na pág seguinte 2000 abertura do centro de formalidades das empresas/aip 2001 cerimónia de inauguração do novo centro de congressos de lisboa ccl 2002 constituição do conselho empresarial de portugal no centro de congressos compreendendo a aip a aep a cap a ccp e a cip criada por escritura a associação de feiras portuguesas tendo como sócios fundadores a aip/cci a associação para a feira internacional do porto e o parque de exposições de braga 2003 assinatura dos protocolos de criação do nepe núcleo empresarial de promoção externa e do sie sistema de informação às empresas criação do ceica conselho estratégico das indústrias da cultura e do artesanato criação do cetic conselho estratégico das tecnologias de informação e comunicação criação do cea conselho estratégico associativo 2004 encontro empresarial lusoespanhol subordinado ao tema oportunidades para as empresas portuguesas e espanholas num mundo globalizado organizado pela aip/cci e pela ceoe criação da cep confederação empresarial de portugal e tomada de posse da comissão instaladora 2005 escritura de constituição da fundação aip 2006 a aip assume-se como confederação empresarial aip-ce 2007 comemorações do 170º aniversário da aip cimeira empresarial ue-brasil cimeira empresarial ue-África cimeira empresarial uerússia conselho de presidentes da businesseurope 11

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos portugal pode estar assim a navegar à deriva num mar de oportunidades comportando-se em termos de abertura da sua economia ao exterior como se fosse uma das médias potencias europeias sem que contudo se tenha dado conta que as economias desses países ao contrário da portuguesa podem permitir-se menos abertura porquanto contam com mercados internos várias vezes maiores com a agravante de ter desprezado o sector dos bens transaccionáveis tornando-se mais dependente de bens alimentares e não ter modernizado o sector da indústria transformadora área em que o conhecimento português era reconhecido internacionalmente exemplos de graus de abertura de economias europeias ­ ano 2007 países impotações e exportações de exportações de bens e serviços bens e serviços do pib do pib 112 6 102 3 146 9 157 9 155 0 173 6 73 9 87 2 55 7 55 0 58 7 60 2 58 8 52 2 78 4 80 2 80 0 86 5 33 6 47,2 26 0 26 7 29 2 26 9 9 papel/desafio da aip objectivo conceber e dinamizar programas acções e incentivos que ajudem a ultrapassar as debilidades e insuficiências da praxis dominante do associativismo empresarial compatibilizando a melhoria das capacidades de gestão da matriz empresarial ainda dominante com o novo modelo de competitividade que se pretende incrementar foco sector de bens e serviços transaccionáveis eixos estratégicos prioritários cooperação empresarial inovação e desenvolvimento tecnológico financiamento internacionalização e incremento da capacidade exportadora dinamização de infraestruturas e equipamentos que aumentem a competitividade territorial Áustria dinamarca irlanda hungria república checa eslovénia portugal alemanha reino unido frança itália espanha fonte a criação da riqueza na hora da verdade aip dados do ministério da economia inovação e desenvolvimento 10 objectivos internos aumento significativo da base associativa da aip criação de uma nova dinâmica associativa nas estruturas regionais do universo aip fortalecimento da capacidade associativa e dos serviços romper com a economia dual comportamento causador de sérios desiquílibrios conduziu a que se abrissem à participação da iniciativa privada muitos dos sectores tutelados pelo estado que sob a forma de parcerias público-privadas reverteram em efeitos nefastos para a dívida pública e parapública sustentada junho 2011 2008 iv congresso das actividades empresariais das regiões caer encontro empresarial transfronteiriço luso-espanhol 2009 8ª reunião regional europeia da organização internacional do trabalho oit conferência internacional biac ocde xx reunião dos presidentes de organizações empresariais ibero-americanas aip-ce organização internacional dos empregadores oie e cip constituída a confederação empresarial da cplp comunidade dos países de língua portuguesa em bissau 2010 criação do cena conselho estratégico nacional do artesanato encontro empresarial no âmbito da x cimeira lusobrasileira com a cni conferência anatomia de um poder novo assembleia geral da aip-ce apoia a criação de nova estrutura associativa de cúpula das empresas portuguesas associação industrial portuguesa passa a câmara de comércio e indústria e transfere funções de natureza institucional para a nova cipconfederação empresarial de portugal acordo de cooperação empresarial entre castela e leão e regiões transfronteiriças de portugal cecale aip-ce e associações empresariais regionaisno âmbito de um encontro em valladolid culturália-mostra de produtos portugueses na sala do refeitório do mosteiro dos jerónimos conferência elevar portugal ­ compromisso para a competitividade e assinatura de memorando de entendimento microsoft portugal aip-ce e portugal telecom fonte http www.aip.pt 12

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos em grande parte pelo corte no crédito disponível para financiar as empresas dos sectores de bens transaccionáveis percebe-se assim a contestação aposta ao documento que aponta a urgência de romper com esta estrutura desiquilibrada de uma economia dual com a agravante de ser o espelho de alianças perniciosas entre governos alguma banca empresas públicas e privadas nem sempre seleccionadas por concursos públicos ou seja por uma séria concorrència da extensa lista de prejuízos resultantes desta política destacam-se no documento dumping social fragilização do sector dos investidores institucionais reorientação da banca para o quase exclusivo financiamento do consumo e do investimento residencial das famílias mais de 70 por cento do crédito bancário concedido em 2007 a empresas e a particulares tinha por destino o cluster da construção orientação do sistema fiscal numa estratégia penalizadora das empresas que mais reinvestem e das camadas da sociedade que pela sua qualificação e desempenho obtêm mais elevados rendimentos do trabalho e por fim um favorecimento injustificável dos rendimentos obtidos com a terra sejam elas mais-valias nas transacções aprovadas frequentemente por alterações na sua qualificação ou a de facilidade à evasão fiscal por parte de vários intervenientes na «cadeia de produção» da edificação do território em resumo a corrupção a falta de ética nos negócios e na política a inépcia dos governantes uma justiça lenta e inoperante e a falta de visão estratégica relativamente às principais linhas de desenvolvimento para além de conduzirem o país a um beco sem saída têm o efeito perverso de hipotecar em demasia a vida das gerações futuras com a consequente fuga de cérebros para mercados mais atractivos inverter o ciclo inverter este ciclo implica uma visão estratégica do país a médio e longo prazo algo que vem explicitado na carta magna da competitividade que define as linhas programáticas de um plano que visa colocar portugal no quadro dos dez países mais desenvolvidos e atractivos da união europeia no horizonte de 2026 focalizado em cinco vertentes essenciais a carta destaca a via do euroatlantismo como decisiva para o sucesso do modelo clamando por investimento público nos sectores portuário aeroportuário e ferroviário que favoreça o acesso dos produtos nacionais aos outros continentes junho 2011 memória fotográfica dos 173.º e 174.º aniversários da aip-cci fotos arquivo publifeiras os anos 70 do centenário 13

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publifeiras barómetro de feiras cadernos aip 175 anos do espaço atlântico e ao centro da europa com maior rapidez e baixo custo melhorar a competitividade da economia acrescenta o documento exigirá entre outros requisitos o desenvolvimento de serviços na áreas das engenharias aumentando substancialmente o número de engenheiros com mestrado integrado designadamente em nichos seleccionados tais como engenharia de produto prototipagem ferramentas e equipamentos industriais transformação construção e obras públicas biotecnologia biomedicina novas tecnologias e nanotecnologia relevante no âmbito deste modelo a modernização dos sectores das pecas e da agricultura deverá ter em conta um programa nacional para diminuir a dependência alimentar reduzindo importações e aumentando as exportações em ambos os sectores sobretudo em áreas em que a qualidade seja relevante como oprtunidades refere em particular o segmento do peixe de qualidade mas aponta a necessidade de uma estratégia concertada na esfera da união europeia assente na defesa da individualização das espécies e que contemple a utilização de tecnologias não destrutivas o turismo é também apontado como um sector relevante no panorama da economia portuguesa indissociável de um grande esforço no campo do urbanismo e da aposta em iniciativas culturais evidência conclusiva há que conseguir tão rapidamente quanto possível colocar os portugueses a trabalhar com objectivos comuns reorientar a política fiscal no sentido de favorecer a criação de empresas em novos sectores económicos e do investimento virado para a exportação ou substituição de importações nestes termos a carta propõe uma verdadeira revolução no que concerne à política fiscal apontando a necessidade de isentar de irc por um período de cinco a dez anos empresas que detenham pelo menos 50 por cento dos seus trabalhadores fixados no interior do país a par da criação de um imposto agravado sobre as propriedades sem utilização económica sejam património familiar ou empresarial como salienta o documento que reconhece a dificuldade da implementação de um novo modelo de desenvolvimento pela via reformista o êxito dependerá em grande parte da compreensão dos objectivos por parte dos cidadãos da cultura de uma ética de responsabilidade individual e institucional de confiança na isenção e junho 2011 14

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