Jornal Empresários - Junho de 2016

 

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FOTO: ANTÔNIO MOREIRA FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Banco do Brasil fecha agências e caixas eletrônicos O banco optou por fechar a agência da Praia do Suá e vários caixas eletrônicos localizados em shoppings . Página 9 A delicadeza e o charme das flores permanentes O empresário Wilson Pichara Sily em sua loja, Canaan Magazine, grande quantidade de artigos para decoração . Página 10 ® do Espírito Santo ANO XVII - Nº 198 www.jornalempresarios.com.br JUNHO DE 2016 - R$ 4,50 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Negócio bom pra cachorro Com a grande quantidade de pequenos animais, os petshops surgem como ótima opção de investimento . Página 5 Luciano Rezende não consegue zerar déficit O prefeito tentou securitizar a Dívida Ativa e leiloar a folha de pagamento, mas não obteve êxito. Página 4

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2 JUNHO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS EDITORIAL Previdência Social e transparência s justificativas para o buraco nas contas da Previdência Social são antigas e vão desde desvios praticados por gestores desonestos, que levaram alguns à prisão, e fatores mais abrangentes, sempre visando dar sustentação ao argumento de que o setor não se paga, sendo necessária a adoção de urgentes e drásticas mudanças. Com o governo interino de Michel Temer essa espécie de mantra se transforma em ameaça real para os 24,5 milhões de aposentados e pensionistas, 8,6 milhões no meio rural, dois terços recebendo um salário mínimo por mês. A imprensa divulgou no final de maio que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, enviou ao Legislativo uma proposta de emenda constitucional para fixar um teto de gasto para o setor, parte de uma reformulação geral, provavelmente no estilo preconizado pelo Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional entre as décadas de 1980 e 1990. A ameaça é que o projeto contém indisfarçável tendência para a iniciativa privada. De acordo com economistas contrários à privatização do setor, a medida anunciada pelo governo contribui para ampliar a desestruturação, iniciada nos anos 1990, do sistema instituído pela Constituição de 1988 e aponta para a reversão de conquistas obtidas na luta contra a ditadura militar de 1964. O déficit previdenciário, que, segundo o governo, é o principal problema das contas públicas, no entanto, está longe de ser consenso entre economistas. Em entrevista à imprensa, a economista Denise Gentil, da Universidade Federal do Rio de A EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Angela Capistrano Camargo Cabral Andrea Capistrano Camargo Ribeiro Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 Janeiro, disse que os saldos são positivos, consideradas todas as receitas previstas na Constituição, suficientes para financiar todos os gastos do governo federal com previdência, saúde e assistência social. “O resultado do encontro do total de receitas e despesas é amplamente superavitário, incluídos os gastos administrativos com pessoal, custeio e pagamento da dívida de cada setor. O superávit foi R$ 56,7 bilhões em 2010, R$ 78,1 bilhões em 2012, R$ 56,4 bilhões em 2014, e R$ 20,1 bilhões em 2015, apesar das enormes desonerações tributárias realizadas nos últimos cinco anos” , afirma a especialista. Do lado do governo, no entanto, o argumento é totalmente diferente: segundo levantamento oficiais, houve um déficit de R$ 85,8 bilhões de reais, em 2015, precedido por saldos negativos de R$ 56,7 bilhões no ano anterior, R$ 51,2 bilhões em 2013, R$ 42,3 bilhões em 2012, R$ 36,5 bilhões em 2011 e R$ 44,3 bilhões em 2010. Para os economistas contrários a essa política, o que existe não é déficit previdenciário, mas artifícios contábeis que possibilitam mascarar as contas e esconder desvios para outros setores, sendo o principal a amortização do pagamento da dívida pública, em benefício do sistema financeiro, ou seja: os bancos. Dentro dessa argumentação, ressalta-se a falta de transparência nas contas do setor previdenciário. Em sua tese de doutorado, Denise Gentil pontua: “O objetivo é cortar gastos para dar uma satisfação ao mercado, que cobra o ajuste fiscal. Nada é dito sobre os gastos com ju- ros, que entre janeiro e dezembro de 2015 custaram R$ 450 bilhões, o equivalente a 8,3% do PIB. Ocorre que o governo fez enormes desonerações desde 2011. Em 2015, chegaram a um valor estimado em R$ 282 bilhões, equivalente a 5% do PIB, sendo que 51% dessas renúncias foram de recursos da Seguridade Social. Essas desonerações não produziram o resultado previsto pelo governo, que era o de elevar os investimentos. Apenas se transforma. ram em margem de lucro” O cenário de déficit é antigo, desde a década de 90, e assusta trabalhadores, que se sentem ameaçados, principalmente quando se inicia um novo governo, como agora. Essa postura vem desde a gestão de Fernando Henrique Cardoso, passou pelos governos do PT, pressionado pelo mercado, e encontra acolhida com Michel Temer e Henrique Meireles. Os direitos garantidos pela Constituinte de 1988 nunca estiveram tão ameaçados como nos últimos dias. A Constituição Federal instituiu o "orçamento da seguridade social" (art. 165, § 5º, III), que engloba a previdência, a assistência social e a saúde. Esses três segmentos são financiados por recursos comuns, dentre os quais sobressaem as receitas oriundas das contribuições de seguridade social (contribuições dos empregados e empregadores, Cofins, CSL, e outros), cobradas para custear não apenas as aposentadorias e pensões, mas também os programas de assistência social e de saúde. Considerada como um todo, a seguridade social é significativamente superavitária. Tanto que já em 2000 se criou um instrumento financeiro, denominado DRU (Desvinculação das Receitas da União), para permitir a transferência de até 20% dos recursos da seguridade social para o orçamento fiscal, de modo que eles sejam utilizados para pagar os juros da dívida pública. Apenas em 2009, os recursos desviados da seguridade social mediante tal artifício totalizaram o valor de R$ 39,85 bilhões. Mesmo com o desvio de 20% dos seus recursos, o orçamento da seguridade social permanece superavitário (R$ 64,4 bilhões, entre 2006 e 2009), se corretamente calculado, afirma o juiz federal e doutor em Direito Tributário Andrei Pitten Velloso. A falta de consenso sobre o déficit previdenciário é antiga e coloca em campos opostos economistas defensores de uma reforma e técnicos até mesmo da Receita Federal. Em 2010, auditores fiscais divulgaram uma nota técnica em que desmascaram o tão propalado déficit. Em minucioso estudo, eles destruíram o mantra do déficit da Previdência, comprovando que o sistema de seguridade social é, na realidade, superavitário. De fato, se não existe sequer um orçamento da Previdência Social, como falar em déficit do setor? Com os três orçamentos previstos na Constituição se obtém bons resultados para a Previdência, como comprovam levantamentos divulgados frequentemente e levados a debate. No entanto, ao apresentar apenas dois orçamentos na execução orçamentária, o governo unifica o resultado, legitima desvios e pontua o déficit. O que há, realmente, é falta de transparência, com viés privatista. ■ LUIZ MARINS Brilhante é quem pergunta á um grande engano quando se pensa que uma pessoa brilhante é aquela que tem respostas para tudo. Na verdade, brilhante é quem pergunta, pois existem mais respostas erradas do que perguntas erradas. É uma pena que nós, brasileiros, não sejamos educados a perguntar. A maioria das pessoas tem vergonha de perguntar e com isso deixam de mostrar o quanto são inteligentes e brilhantes. Não sei de onde veio a ideia de que quem pergunta é ignorante. A verdade é quem não pergunta é que viverá na ignorância e não o contrário. H As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. Quando mães falam de suas crianças de quatro anos, por exemplo, dizem que elas são “muito inteligentes” exatamente porque “perguntam tudo; querem saber tudo” . E porque perguntam são inteligentes. Essa é uma grande sabedoria! O que questiono é o que aconteceu no meio do caminho para que quando essas mesmas crianças quando adultas sejam consideradas pouco inteligentes quando perguntam? É preciso que fique claro que o maior sinal de uma pessoa inteligente é a sua vontade de saber e, portanto, de não ter vergonha ou medo de perguntar. Meu mais recente e trigésimo livro tem como título “73+1 Perguntas sobre Liderança, Gestão, Marketing, Vendas, Motivação e Sucesso” publicado pela Editora Integrare. Nele eu faço uma homenagem às pessoas e às brilhantes perguntas que me fazem sobre esses temas. São perguntas muito inteligentes! Na minha opinião, o livro vale mais pelas perguntas do que pelas respostas que procurei dar às 73 perguntas que mais me fazem. A 74a. pergunta deixei para o leitor fazer (daí o título 73+1 perguntas) e eu procurarei responder àqueles que me escreverem. Fiz isso para estimu- lar no leitor brasileiro o hábito de perguntar, questionar, cismar, inquirir, debater e com isso perder o medo de aprender pois é só assim que se aprende e se cresce no conhecimento e na ciência. Quantas pessoas eu conheço que não sabem alguma coisa que gostariam de saber e, de medo ou vergonha de perguntar vivem na ignorância! Não seja assim. Pergunte! Lembre-se que brilhante é quem pergunta! Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

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4 JUNHO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS FOTO: ARQUIVO JE Luciano Rezende sem opções para fazer caixa Prefeito de Vitória viu frustradas as tentativas de entregar a Dívida Ativa para banco cobrar e também não conseguiu leiloar a folha de pagamento pouco mais de quatro meses da eleição municipal de outubro, o prefeito Luciano Rezende vive uma situação vexatória, que o deixa praticamente sem opções para forrar o caixa da Prefeitura de Vitória, descoberto desde o início da atual gestão. Desde que assumiu o cargo, em 2013, o prefeito se queixa da falta de recursos e atribui a baixa arrecadação à extinção do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), sem importarse com o fato de que o fim desse benefício financeiro já era esperado há mais de 10 anos, muito antes, portanto, de sua posse. O tão esperado pregão para escolha de um banco gestor da folha de pagamento dos quase 13 mil servidores, atualmente administrada pelo Banestes, foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado. Essa decisão se junta ao projeto de securitização da dívida pública, que também foi por água abaixo, deixando o prefeito impossibilitado de lançar mão de novos projetos e manter a oferta de serviços, visando o fortalecimento de sua campanha de reeleição. O Tribunal de Contas (TCEES)indicou que “as receitas auferidas com a alienação da gestão de folha de pagamento não podem ser empregadas para cobrir despesas de custeio e nem transferência correntes” . Isso exclui, no entendimento do procurador do TCEES Antônio Pimentel, o uso dessas receitas para pagar despesas com pessoal, juros da dívida pública, subvenções sociais e econômicas, contribuições previdenciárias, entre outras despesas correntes. O município deverá usar esses recursos exclusivamente para despesas de capital, ou seja, para realização de obras e investimentos. A situação é vexatória na Prefeitura de Vitória, em função de atrasos no pagamento de fornecedores e prestadores de serviços. O Jornal Empresários procurou a prefeitura, via assessoria de imprensa, mas as respostas aos questionamentos foram A insuficientes para levar esclarecimentos à população. O questionário encaminhado pelo jornal foi o seguinte: ■ Quais as medidas adotadas pela Prefeitura de Vitória relacionadas à suspensão da licitação para escolha de um banco gestor da folha de pagamento dos servidores? ■ Qual o montante de recursos que envolve esse processo? ■ Que outras opções a administração teria para aumentar a receita e qual o déficit atual nos cofres públicos? ■ A falta de recursos gera problemas na oferta e qualidade de serviços. Quais as áreas mais afetadas? ■ Quais os programas e projetos inviabilizados em decorrência dessa situação? As respostas encaminhadas através da assessoria de imprensa da prefeitura de Vitória nada esclarecem: “A Secretaria Municipal de Administração (Semad) informa que o processo se encontra suspenso. A Semad informa ainda que o município de Vitória respondeu ao Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCEES) no último dia 25 de abril e aguarda a avaliação do órgão para o andamento ou não de qualquer decisão” . Para piorar, o Ministério Público de Contas (MPC) recomen- dou à Câmara de Vitória, no início de maio, a rejeição das contas do exercício de 2013 do prefeito Luciano Rezende (PPS). O órgão considera irregular a abertura de crédito no valor de R$ 37,7 milhões, de acordo com levantamento feito pela área técnica do Tribunal de Contas. Segundo o levantamento, houve insuficiência na arrecadação de R$ 210.734.278,57, tendo o município recebido avisos do Tribunal sobre a arrecadação abaixo do previsto ao longo do exercício. Mesmo assim, segundo o MPC, “o gestor alicerçou-se nesta justificativa para alterar a peça orçamentária, abrindo indevidamente créditos adicionais, ou seja, efetuando despesas desacompanhadas de necessária autorização legislativa” .O MPC também opinou pelo não acolhimento de preliminar apresentada pelo prefeito de Vitória. Luciano afirma que não é o responsável pelas contas e cita a lei municipal de desconcentração administrativa, argumentando que tal responsabilidade deveria ser atribuída ao secretário municipal da Fazenda. No entanto, o entendimento do Ministério Público é que a Lei Municipal 5.983/2003 não tem efeitos sobre as contas de governo que estão ligadas ao chefe do Poder Executivo. FOTO: ARQUIVO JE Nem tudo na Prefeitura de Vitória é diversão para Luciano Rezende Prefeito enfrenta maré de azar Como se não bastassem os reveses causados pela suspensão do projeto de gerenciamento da folha de pagamento dos servidores e a indicação para não aprovação de suas contas pelo Tribunal de Contas do Estado, o prefeito Luciano Rezende enfrenta a insatisfação de antigos aliados na Câmara. Nos bastidores, o que se comenta é que o prefeito enfrenta dificuldades em conseguir uma aprovação das contas e, caso isso venha a ocorrer, ele pode ter sua candidatura impugnada com base na Lei da Ficha Limpa. A Prefeitura fechou o ano passado com uma dívida de R$ 82,5 milhões e, embora o prefeito afirme que a situação está controlada, é visível a ausência de projetos de impacto, principalmente aqueles anunciados como uma espécie de marca da atual administração. O programa “Onde anda você?” é um claro exemplo dos atropelos gerenciais de Luciano. Criado para amenizar a vida de pessoas em situação de rua, o programa desandou e não é preciso muito esforço para ver que as ações não colheram os resultados esperados. As calçadas estão cheias de gente em estado deplorável, sem qualquer assistência do poder público, mesmo em bairros de classe A, como a Praia do Canto. A Prefeitura se nega a comentar a suspensão pelo TCES de medidas destinadas a fazer caixa, mas admite em nota pública que o dinheiro “será usado para repor a frustração enorme de receitas da ordem de 30% por causa do fim do Fundap, além da inflação de 11%, a depressão econômica brutal e crescente e inexistência de convênios ou repasses dos governos federal e estadual, inclusive os atrasos de até três anos. Os recursos servirão também para cobrir o déficit de receita existente e para continuarmos prestando serviços cada vez mais premiados nacional e internacionalmente na segurança, saúde, educação, assistência social, limpeza pública, entre outros” . No entanto, a representação protocolada pelo Ministério Público de Contas Estadual (MPC) considera que as receitas provenientes da contratação de prestação de serviços de gestão da folha de pagamento devem integrar o orçamento geral do município e serem recolhidas à conta única do Tesouro Municipal, além de estarem previstas na Lei Orçamentária Anual. Em sua solicitação, o órgão ministerial indica que “as receitas auferidas com a alienação da gestão de folha de pagamento não podem ser empregadas para cobrir despesas de custeio e nem transferência correntes” . Isso exclui, no entendimento do MPC, o uso dessas receitas para pagar despesas com pessoal, juros da dívida pública, subvenções sociais e econômicas, contribuições previdenciárias, entre outras despesas correntes. O município deverá usar essa receita exclusivamente para despesas de capital, ou seja, para realização de obras e investimentos. “Visualizando que o Município ainda não se posicionou quanto à destinação dos recursos, informando que a matéria ainda será objeto de apreciação da Procuradoria Geral do Município, penso que restam presentes os requisitos autorizadores para concessão da cautelar pretendida, por se verificar, nesse momento, possível lesão à Lei de Responsabilidade Fiscal ou, ainda, de afetação de desequilíbrio das contas públicas” , afirmou o relator. A situação é grave e o otimismo demonstrado pelo prefeito em entrevistas à imprensa parece fazer parte de estratégia de sua campanha para a reeleição. ■ Prefeitura de Vitória não consegue eliminar o déficit financeiro

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16 ANOS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2016 5 Um negócio bom pra cachorro Em Vitória, o grande número de animais domésticos estimulou empresários a investir em lojas especializadas consenso entre os especialistas: mesmo com a crise econômica e a queda natural na rentabilidade dos negócios, o ramo dos pet shops tem crescido. Donos de pet shops e lojas especializadas no Estado comprovam a estatística e demonstram confiança no investimento. O Brasil tem a 2ª maior população pet e o mercado relacionado ao ramo é o 3º maior do mundo. Entre 2014 e 2015, o faturamento no mercado nacional cresceu 7,6%, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), somando um total de R$ 18 bilhões somente em 2015. Mesmo com o crescimento do ramo, empresários do setor afirmam que precisam oferecer facilidades e conforto para atrair o cliente, além de inovar constantemente na prestação de serviços. Para Dante Zanini, veterinário e sócio proprietário da Cão Chik Veterinária e Estética, aliar os serviços de banho e tosa, pet shop e clínica veterinária em um só espaço é uma das alternativas para se diferenciar no mercado. "No mercado pet, tivemos uma queda no serviço de banho e tosa. As pessoas estão optando por fazer a tosa e dar banho em casa. Mas os investimentos em alimentação, consultas e medicamentos continuam. Por isso, tentamos abranger as diversas áreas para oferecer o melhor tratamento ao animal, que é tratado praticamente como um filho", descreveu. Dante é veterinário e há cinco anos abriu o seu próprio pet shop na Glória, em Vila Velha, após trabalhar por anos no ramo e perceber que o negócio é rentável. “É um mercado em que vejo bastante crescimento, até porque tudo o que tenho hoje devo a ele. Quando você começa com uma lojinha e depois tem espaço para montar uma clinica, demonstra que o mercado ainda tem muito a crescer. Infelizmente, a crise é uma realidade, mas eu sempre incentivo colegas que tendem a entrar no ramo a investir porque o retorno é garantido, desde que a pessoa tenha compromisso e cuidado, porque o animal é um membro da família e as pessoas estão bem exigentes", apontou. Na Praia do Canto, em Vitó- É ria, o que tem feito sucesso entre os donos de pets é a primeira loja da rede americana Petland no Estado, que abriu em novembro do ano passado. A rede aposta no atendimento ao cliente como diferencial, oferecendo treinamento aos colaboradores e oferecendo informação sobre as necessidades básicas do animal, referentes ao comportamento, ambiente, manutenção e nutrição. Como explica Lucas Dalla Bernardina, sócio proprietário da Petland Vitória, a rede tem sistemas de controle modernos aplicados a um pet shop de bairro, como a profissionalização de gestores e funcionários e pesquisas internas sobre a venda dos produtos.“Franquias e pet shops são os dois segmentos que mais crescem no Brasil. O objetivo é abrirmos 15 lojas somente no Espírito Santo até 2020. A ideia da Petland é profissionalizar um pet shop de bairro. Oferecemos treinamento a todos os colaboradores, inclusive aos estagiários. Buscamos orientar os donos, porque a informação que você oferece pesa na hora da venda” . Lucas explicou que o tempo de retorno do investimen- FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A americana Petland instalou em Vitória a primeira loja franquiada na rua Elesbão Linhares CONHEÇA OUTROS PET SHOPS Pet Shop Estimadog ■ LOCALIZAÇÃO: Av. Rio Branco, 403 Santa Lúcia, Vitória-ES ■ TELEFONE: (27) 3324-5399 Pet Show Pet Shop ■ LOCALIZAÇÃO: Av. Rio Branco, 971 Barro Vermelho, Vitória - ES ■ TELEFONE: (27) 3227-2045 Pet Dog ■ LOCALIZAÇÃO: Rua Dr. Eurico de Aguiar, 1040 Santa Lúcia, Vitória-ES ■ TELEFONE: (27) 3225-8899 Petit Pet ■ LOCALIZAÇÃO: Rua Celso Calmon, 227 Praia do Canto, Vitória - ES, 29055-590 ■ TELEFONE: (27) 3315-1631 Melvi Pet Shop ■ LOCALIZAÇÃO: Av. Saturnino Rangel Mauro, 375 Jardim da Penha, Vitória - ES ■ TELEFONE: (27) 3345-7582 to no pet shop varia entre 24 e 36 meses, sendo que o ponto de equilíbrio, quando o empresário já pode tirar sua remuneração da arrecadação do negócio, é atingido entre 8 e 6 meses. Na Petland Vitória, o ponto de equilíbrio foi alcançado no 4º mês e a previsão de retorno é entre 20 a 24 meses. A Petland também realiza um trabalho social. Uma vez por mês, organiza eventos de adoção de animais junto a organizações protetoras. O resultado é surpreendente: em seis meses de funcionamento, a unidade de Vitória já foi responsável pela adoção de 50 animais. A preocupação social com os animais é um dos motivos que levam a administradora Lucia Maria Caruso a optar pela Petland na hora de cuidar da sua maltês, Bruma. Ela conta que a família toda está envolvida com o pet shop: além de comprar vários petiscos para a basset da mãe dela, a irmã adotou um animal em um dos eventos organizados pela Petland. "Achei muito legal o espaço que abrem para a adoção. Também acho que a equipe é muito acessível. Somos muito bem recebidos, os funcionários nos tratam muito bem e têm muito carinho pelos bichinhos. A Praia do Canto precisava desse serviço. O banho é de qualidade, o local é bem limpo e as informações que eles fornecem são fundamentais para sabermos como cuidar melhor do animal", considerou. Já o médico Felipe Lessa considera que o ambiente familiar e o tratamento que a equipe de banho e os veterinários dão aos animais são o principal fator que o levam a escolher a Petland. Ele diz que a cachorra Luna, da raça American Bully, já se acostumou com o ambiente e gosta de ir lá. "A equipe é muito boa, o atendimento é bom. É um ambiente familiar, por isso gostei bastante e acabei ficando. Também é um dos petshops com maior variedade de itens", apontou. Uma das recomendações para quem quer investir no ramo é procurar o Sebrae para receber orientações sobre como abrir ou ampliar o negócio. A analista do Sebrae Jéssika Tristão orienta que o investidor já tenha informações sobre o negócio, que saiba trabalhar no ramo, que tenha noções das despesas e até FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Lucas Dalla Bernardina, proprietário da Petland, na Praia do Canto mesmo de como o serviço será executado."Vamos identificar o nível de maturidade da ideia e orientar que faça cursos para aprimorar o conhecimento da gestão ou que realize um plano de negócios, para estudar fatores como a concorrência e a projeção de custos e receitas” .■ Cuidados com o pet De acordo com os proprietários de pet shops, os gastos mensais com os cuidados de um pet giram em torno de R$ 300, em média. Porém, há donos que chegam a gastar até R$ 2 mil mensais com o bichinho. ■ Ração: de R$ 15.00 a R$ 50,00 o quilo ■ Consulta veterinária: de R$ 40,00 a R$ 120,00 ■ Banho e tosa: entre R$ 20,00 e R$ 120,00 dependendo do porte do animal. ■ Remédio contra pulgas e carrapatos: entre R$ 30,00 e R$ 80,00 dependendo do porte do animal ■ Vermífugo: entre R$ 6,00 e R$ 20,00 por comprimido

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8 JUNHO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Empresários já estão otimistas Com a posse provisória de Michel Temer na Presidência da República, mudanças são efetuadas, mas sem resultados A administração do presidente interino Michel Temer, iniciada com a abertura do processo de impeachment e o afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff, trouxe otimismo aos empresários do Espírito Santo. Embora o cenário ainda não seja definitivo, os principais setores da economia no estado já veem que o novo governo tem condições de fazer o país sair da crise econômica, que de acordo com eles foi gerada a partir da crise política, e voltar a apresentar um crescimento nos principais setores da economia. Um dos mais otimistas é o presidente da Federação da Agricultura do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha. Embora lamente que alguns ministérios não tenham titulares com perfil técnico adequado às atribuições das pastas, o presidente da Faes afirma que indicadores que tiveram uma queda já apresentaram recuperação com a simples mudança de governo. "Estamos otimistas com o novo governo, já que o anterior havia perdido o controle da economia, permitindo que os principais in- dicadores caíssem tanto, a ponto de perdermos não só a credibilidade junto às agencias internacionais, como a confiança e a credibilidade dos investidores e da população, que iniciam, pelo simples fato da mudança, sinais de recuperação", descreveu. Apesar do momento de otimismo com relação à recuperação econômica do país, uma parte das lideranças do empresariado capixaba ainda é cautelosa na hora de falar sobre o novo governo. Para José Lino Sepulcri, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), o atual cenário inspira um “otimismo vigiado” . Porém, destaca que em relação a outros estados, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, o Espírito Santo está em uma situação um pouco mais confortável, principalmente no que se refere ao pagamento do funcionalismo público. “O novo governo federal tem nos deixado otimistas, até porque alguns percalços que surgiram, situações com os ministros e o primeiro escalão, foram eliminados. É uma postura completamente inversa à do governo anterior” , considerou. O presidente da Federação das Empresas de Transportes do Espírito Santo, Jerson Picoli, também é cauteloso ao declarar a confiança no novo governo e ressalta que o grande benefício do atual momento político é o ressurgimento da esperança para a população brasileira. “A crise instaurada nasceu no berço político. E estamos tendo a chance de vê-la ser ao menos minimizada. Faço parte do grupo que acredita que mudanças virão. Porém, da mesma forma, entendo que a retomada só se tornará sustentável se nossos governantes aprenderem a lição e conseguirem reduzir esse ambiente de incertezas políticas” , declarou. Para Picoli, o Brasil precisa avançar em reformas que visem solucionar gargalos estruturais, a burocracia, e o sistema tributário que, para ele, sobrecarrega quem gera empregos e a legislação trabalhista que, em seu ponto de vista, está defasada. "O mercado internacional vive de expectativa e confian- ça. Então, se o novo governo acena em direção ao ajuste, ao controle das contas públicas e à eliminação dos entraves que compõem o Custo Brasil, poderemos entrar em 2017 com novos investimentos no horizonte e uma perspectiva de retomada", apontou. A confiança sustentada entre o novo governo e a iniciativa privada é uma das decisões da administração de Michel Temer que podem ajudar o país a sair da crise econômica, como opinou o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Espírito Santo, Liemar Pretti. “O presidente Michel Temer fez algumas mudanças não muito substanciais, mas está trazendo para o mercado confiança na relação entre o governo e a iniciativa privada. Ainda é muito prematuro para fazer uma avaliação de gestão, mas vejo com bons olhos as propostas e mudanças realizadas. Acredito que o mercado irá reagir bem nos próximos meses, mas ainda não temos nenhuma ação efetiva” , descreveu. Pretti salienta que para o país voltar a crescer economicamen- te, o setor precisa de medidas como a volta do crédito e a redução dos juros, da carga tributária e do custo Brasil. "Na nossa visão o mercado precisa acreditar que as instituições irão trabalhar para o crescimento do País, das empresas e do número de vagas de emprego” , considerou. Para José Lino Sepulcri, cabe à população cobrar das autoridades uma nova postura ética e de retidão. “O Brasil é muito superior a qualquer interesse político” , declarou. ■ FOTO: ANTÔNIO MOREIRA José Lino: otimismo vigiado

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16 ANOS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2016 9 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Banco do Brasil desativa agências e caixas eletrônicos s clientes do Banco do Brasil ficaram surpresos com a retirada de caixas eletrônicos e a transferência de agências ocorridas em Vitória. No shopping Tiffany Center e em outros locais do Espírito Santo, por exemplo, os caixas eletrônicos foram retirados. Os clientes das agências da Rua Ferreira Coelho, na Praia do Suá, e da Rua Aristóbulo Barbosa Leão, na Mata da Praia, também questionaram o fechamento e as mudanças de endereços das agências. De acordo com a assessoria de imprensa do Banco do Brasil no Espírito Santo, a Agência A agência da Leitão da Silva absorveu clientes da Praia do Suá O Banco do Brasil, com o fechamento de agências e postos de autoatendimento, reduz a presença da marca no Estado O Praia do Suá teve suas atividades encerradas na Rua Ferreira Coelho, 330, e os clientes passam a ser atendidos na Agência Leitão da Silva, que é uma dependência mais moderna, ampla, no novo padrão de atendimento do banco. Embora quem tivesse conta na agência da Praia do Suá reclame de transtornos com a mudança de endereço, o Banco do Brasil informou, por meio de nota, que os clientes estão recebendo comunicados orientando sobre a mudança de prefixo. O banco esclareceu, ainda, que a Agência Mata da Praia mudou de endereço e agora fun- ciona na Avenida Fernando Ferrari, 2.687, próximo ao Aeroporto. O banco destaca que essa mudança é um investimento no Espírito Santo, já que foi feita de um espaço mais simples e menor, por outro maior e mais moderno. A nova agência oferece amplo estacionamento, espaços bem iluminados e móveis planejados para oferecer maior conforto aos usuários. Sobre os terminais de autoatendimento, o Banco do Brasil informou, também por meio de nota, que a retirada faz parte de uma estratégia nacional do banco que, como acionista da empresa Tecnologia Bancária S.A – TecBan, assinou, junto com as demais instituições acionistas, um acordo para substituição gradativa de parte dos terminais de autoatendimento externos instalados em locais públicos por equipamentos do Banco24Horas. A nota justifica, ainda, que a iniciativa pretende contribuir para ampliar a rede de atendimento, na medida em que os terminais externos de todos os bancos signatários do acordo serão compartilhados, e melhorar a eficiência operacional, por meio do ganho em escala na prestação de serviços de gestão e operação desses terminais. Além disso, informa que mais de 90% das operações realizadas, em média, nos terminais externos do BB estão disponíveis no Banco24Horas. O Banco do Brasil ressaltou que as transações efetuadas nos caixas eletrônicos do Banco24Horas, dentro da quantidade prevista nos Serviços Essenciais ou no Pacote de Serviços contratado, não geram tarifas adicionais, e aquelas que excederem à quantidade, serão cobradas conforme tabela de tarifas vigentes, tal qual nos terminais BB. Ou seja: não existe tarifação diferenciada para os terminais do Banco24Horas. ■

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10 JUNHO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS FOTO: ANTONIO MOREIRA Delicadeza e o charme das flores permanentes Na Canaan Magazine, profissionais encontram boas opções para aquisição de artigos para decorar ambientes residenciais e comerciais As flores artificiais confundem clientes pela perfeição Q uem passa pelo cruzamento entre as ruas Elesbão Linhares e Aleixo Netto, na Praia do Canto, por vezes se encanta com as cores e a delicadeza da vitrine da Canaan Magazine. Há, até mesmo, quem jure sentir o cheiro das flores que ali são vendidas. Porém, trata-se de uma loja especializada na decoração com flores permanentes, artigos hoje muito usados para preencher espaços com requinte e praticidade. Desde 2006, quando os comerciantes Wilson Pichara Sily Junior e Elisângela Sily começaram a se especializar na decoração com flores permanentes, a qualidade dos produtos melhorou muito. Se antes as flores de plástico eram facilmente distinguidas das vivas, hoje diversos ramos artificiais podem ser facilmente confundidos com os verdadeiros – alguns deles têm até atextura muita parecida com a das plantas reais. Tanto é que não são raros os casos de pessoas que compram as plantas e só se dão conta de que são artificiais dias depois. “Muitos clientes contam que, ao colocarem um vaso de flores permanentes em casa, os funcionários chegam a aguar as plantas, achando que são de verdade. Outros fazem questão de cheirar todas as flores, porque não acreditam que sejam de plástico” , relata Elisângela. Ela aponta que, entre as vantagens do uso das flores artificiais na decoração, estão a atemporalidade, já que os ramos, buquês e vasos nunca saem de moda; a praticidade, já que essas flores duram anos e só precisam de uma limpeza com água e detergente neutro para manutenção, e o fato de que hoje as flores artificiais estão com a aparência bem próxima das verdadeiras. Além disso, a longo prazo, o investimento em flores permanentes compenFOTO: ANTONIO MOREIRA Wilson Sily investiu em artigos de decoração sa o trabalho e o investimento fracionado nas flores verdadeiras. O custo é mais elevado – um pequeno galho pode custar entre R$ 150 e R$ 300 – porém, se comparado aos gastos semanais ou praticamente diários com as flores vivas, o uso das flores permanentes compensa tanto financeiramente como na praticidade, já que a limpeza pode ser feita uma vez por semana e não é preciso manutenção diária. “Temos clientes que têm arranjos há cinco anos e que estão em perfeito estado de conservação. Algumas flores desgastam com o tempo, mas com o cuidado certo, tendem a durar muitos anos. Por isso, o investimento, embora seja maior no início, vale a pena ao longo do tempo, principalmente para quem não tem tempo de cuidar das flores vivas” , considera Elisângela. Atualmente, o maior uso na decoração de ambientes é o de orquídeas brancas, que não comprometem a decoração e são fáceis de combinar com outros elementos; de pequenos arbustos e buquês, que preenchem pequenos espaços; além das imponentes peônias e das pequenas e deli- FOTO: ANTONIO MOREIRA Elisângela Sily trabalha com artigos para decoração desde 2006 cadas suculentas. “Eu sou muito feliz trabalhando entre flores. Elas não têm vida, mas têm a cor que também nos dá felicidade” , descreve a comerciante, sorrindo. Wilson iniciou a história da Canaan Magazine há 25 anos, no setor supermercadista. Depois, a empresa se transformou em importadora de máquinas de costura insdustrial e, enfim, há 10 anos, se firmou como referência no setor das flores permanentes. Como Elisângela sempre gostou muito de flores, decidi investir somente neste setor” , conta o comerciante, se referindo à esposa. O ambiente familiar, aliás, é um dos fatores que atraem os clientes da Canaan. A aposentada Iara Klein elogia o atendimento e o bom humor do casal e dos colaboradores da loja. “É muito bom encontrar pessoas receptivas, que estão sempre de bom humor. Me sinto bem de chegar em uma casa arrumada e sempre passo aqui para conferir as novidades. Wilson e Elisângela são pessoas muito agradáveis” , elogia. “Temos muitos clientes que também são nossos amigos, que às vezes vêm só para bater papo. Vários deles têm as casas muito bem decoradas e também nos indicam para quem gosta da decoração com as flores” , contou Elisângela. ■

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16 ANOS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2016 11 Postura emocional pode ser a chave para superar crise Especialista orienta funcionários e empresas a manterem-se firmes e otimistas diante dos períodos de turbulência delicado momento econômico atual levou o Brasil a bater a triste meta de ter mais de 11 milhões de desempregados. A situação de alerta motivou profissionais e empresas a rever seus conceitos e a buscar formas alternativas para se reinventar na carreira, seja para manter a atual posição profissional ou para procurar uma nova colocação no mercado de trabalho. Neste momento de mudanças, a postura emocional pode ser uma grande aliada para fazer a diferença no mercado. A necessidade de mudar a postura diante do cenário negativo pode ser a chave para quem quer enfrentar e vencer os de- O safios. Esta é a dica da gerente de RH do Grupo Educacional Augusto Cury, Adriana Tomaz Lima. “Podemos olhar para o cenário atual com sabedoria, buscando oportunidades ao invés de nos aprisionarmos emocionalmente no cárcere do medo e do perigo” , alerta a especialista. De acordo Adriana, é na hora da crise que as pessoas encontram a coragem para fazer as mudanças que já sabiam que deveriam ser feitas e foram adiadas. Além da necessidade de haver uma mudança de postura entre os funcionários, ela lembra que é importante a empresa manter uma comunicação clara e transparente com a equipe para manter o nível de envolvimento e engajamento de todos. Para os profissionais que estão se sentindo ameaçados, mas ainda mantêm os empregos, a gerente alerta que, na hora da crise os empresários buscam manter os profissionais de maior custo benefício. Desta forma, cabe aos funcionários ampliarem seus conhecimentos e contribuírem para o crescimento da empresa. “É nesta hora que o colaborador precisa aumentar sua produtividade, intensificar a qualidade dos seus serviços, gerenciar ainda mais o tempo e trabalhar de forma eficiente em equipe, para manter a rentabilidade da empresa e consequentemente, seu emprego” , alerta a especialista. No caso de as demissões serem inevitáveis, Adriana aconselha os profissionais a estarem abertos a novas oportunidades no mercado e a fortalecer suas emoções para enfrentar a dificuldade do momento. “É importante que as pessoas entendam que situações de crise, de tempestades, são inevitáveis em nossa vida, e que a diferença entre uma pessoa que se deixa abater, entra em depressão, e outra que se mantém firme, é justamente como ela olha e encara essas situações” , finaliza. ■ FOTO: DIVULGAÇÃO Adriana Tomaz Lima é gerente de RH do Grupo Educacional Augusto Cury JANE MARY DE ABREU Sempre que puder, reme contra a maré e está todo mundo seguindo a correnteza, se movimentando sem parar e sem saber para onde está indo, faça o caminho contrário... tome o rumo que lhe aconselha o coração. Não apresse o rio, tudo tem seu tempo e sua hora. Se todos estão plugados no computador, ávidos por mais informações, liberte-se dessa necessidade tola de saber mais do que todo mundo, queira ter mais sabedoria! Há pais que se gabam de saber o que Obama está fazendo neste instante, mas nem sequer imaginam qual é o sonho do filho que mora no quarto ao lado. É de amor e sabedoria que o mundo mais precisa. Se todos estão se vestindo do mesmo jeito, seguindo à risca o que a moda dita, respeite-se mais, tenha coragem de fazer a sua própria moda. Dê mais espaço para o seu corpo, pense mais no conforto e menos no padrão e na rigidez dos estilistas. Se você prestar bem atenção nos olhinhos deles, vai descobrir muita tristeza e deso- S rientação escondida ali. No fundo no fundo, são cegos conduzindo outros cegos... Se todos estão grudados no celular, perdendo o melhor da vida, faça o inusitado, o que está virando extraordinário: olhe nos olhos das pessoas! Os olhos são o espelho da alma. O mundo anda carente de atenção e isso só a alma é capaz de nos dar. Uma pessoa diante de nós é como um tesouro, é mais luz que chega para a nossa vida, não desperdice esta riqueza por nada. Se todos se manifestam com violência, principalmente na internet, gritando como feras desesperadas, retire-se do ambiente, senão você vai acabar se contaminando com as energias de baixa vibração. Ninguém pode permanecer durante muito tempo no inferno sem se queimar. Umberto Eco dizia o seguinte: “As redes sociais deram o direito da palavra a uma legião de imbecis que, antes, só falavam nos bares e não causavam nenhum mal à coletividade. O drama da internet é que ela pro- moveu o idiota da aldeia a portador da verdade.” Na sua época, Albert Einstein já manifestava a mesma apreensão: “Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse a interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas” . E uma declaração do poeta e dramaturgo inglês Willian Shakespeare, no século XVI, bem pode ser aplicada ao nosso caos virtual: “Que época terrível, onde idiotas dirigem cegos...” Mas o bom da história é que temos o poder de fazer escolha o tempo todo. Podemos escolher entre seguir a multidão que corre sem saber para onde está indo, como também podemos buscar objetivos mais edificantes dentro de nós mesmos. O caminhante é quem faz a sua estrada, temos poder sobre o nosso destino. Se todos consomem e comem sem parar, alimente-se corretamente, não colabore com a matança dos animais. Eles estão aqui para serem cuidados por nós, não para serem assassinados. Diante do impulso de comprar freneti- camente, pergunte a você mesmo: eu preciso disso? Felicidade é precisar de pouco. Se todos correm tresloucados em busca da fama e da riqueza, idolatrando e reverenciando pessoas, desacelere os seus passos e mude o foco. Desista dessa ideia tola de ser uma celebridade. Que bobiça é essa? Nenhum ser humano, por mais brilhante que seja, merece ser idolatrado. Reverência só devemos fazer a Deus. Se todos insistem em fazer barulho, para, quem sabe, esconder suas misérias íntimas, penetre no mais profundo silêncio, mergulhe para dentro de você, vá cada vez mais fundo até encontrar um vazio calmante, inexplicável... esse vazio é Deus. Ele é a nossa única necessidade. Tenha coragem de fazer diferente no dia de hoje, tenha coragem de atender aos anseios de sua alma pelo menos por um dia. Vai ser tão prazeroso e libertador que você vai se livrar definitivamente do vício de ser igual à maioria e passará a pensar antes de agir. Melhor ainda: passará a sentir a vida! Quem disse que a maioria é inteligente? A maioria matou Jesus, não se esqueça disso. A maioria adora sentar no próprio rabo para julgar e condenar os outros. A maioria, ao longo da história, só demonstrou inconsciência e insensatez, porque age como uma boiada, guiada por comandos externos, sem pensar no que está fazendo. Vão chamá-lo de louco? Com certeza! Mas que importância isso tem? Qual o valor da opinião de uma pessoa inconsciente sobre você? Tudo que importa nesta vida é o que Deus pensa de nós. Agindo de acordo com o seu querer, remando contra a maré, você estará fazendo a vontade do seu coração, estará na trilha da paz interior e da felicidade. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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12 JUNHO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS

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